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  • Interview: Arjen A. Lucassen

    Interview: Arjen A. Lucassen

    Head up High, my dear!

    Floor Jansen has recently joined Ayreon as a guest singer on their new album, “The Source”, released on April 28. Also, as always, it was a pleasant surprise to us to be flabbergasted by such creativity and amazing musicians!

    ‘Head up High’ had the opportunity to ask a few questions to one of the most well known Dutch musicians and Ayreon mastermind, Arjen Lucassen.

    Ω

    1. You usually pick a singer whose personality shares a trait or two with the character they’ll play, and we know Floor dreamed of being a biologist herself when she was a kid. What would be the most remarkable personality trait that the character “The Biologist” and Floor Jansen have in common?
    Arjen: It’s actually the other way around! I base the character in the story and also the lyrics on the personality of the singer. And of course I know Floor so well now, and how involved she is in the environment and animal care. However, I really didn’t know she wanted to be a Biologist! So that was a good choice 🙂

    2. Floor Jansen was featured in the record “01011001” alongside her sister, Irene Jansen, on tracks such as “Beneath the Waves” and “Waking Dreams”. What was it like to have both working together? Is there a chance we might be seeing them working side by side again on any of the Ayreon’s projects again?
    Arjen: Irene was not involved in 01011001, just Floor. But they did indeed sing backing vocals together on the European tour I did with Star One! And yes, they will again sing together in the Ayreon Universe shows in September this year. Their voices are just perfect together, two amazing singers!

    3. Last year, you played a few gigs with Anneke during the Gentle Storm’s European tour . Three Ayreon Universe concerts in 2017 were recently reported as sold out. It might be too early to say, but is there a chance that this concert could happen abroad?
    Arjen: No, sorry… I am a complete recluse and I don’t tour anymore… With The Gentle Storm I just joined them on stage here in Amsterdam.

    4. It is known that your writing process is quite reclusive , but we also know that a few close musicians and artists take part in writing the music or the lyrics. Did any of the guest singers take part in the creative process as well? If so, how does it usually happen?
    Arjen: Yes. Some singers prefer to write their own lyrics or melody lines. And if I feel that they can do a better job than me, I let them. It’s all about the end result! And it always worked out really well.

    5. In some interviews, you mentioned the art of Yann Souetre as a great source of inspiration during creative process of this album. We can tell that there is a gloomy sci-fi nuance to this album , and Ayreon’s albums usually involve analyses of the human condition . With that in mind, what can we expect from this record in philosophical terms?
    Arjen: As often in my concepts The Source is about the dependency on technology. I grew up in a time before computers, so I witnessed the exponential rise of technology and how fast people have become addicted to and dependent on it. I’m often amazed at how glued people are to their phones these days, and how they are not lining in the moment anymore.

    6. We know that the history of the Forever was is an extensive journey told throughout several Ayreon’s albums, and finally came to a conclusion in “01011001”. Taking into account that this new plot is all about the history of the Alphans, can we expect a sequel or a nod to the history of the Forever in the “The Source”? Or is this record part of a brand new storyline?
    Arjen: The Source is a prequel to the 01011001 album, and to the overal Ayreon story. It goes back all the way to the beginning of mankind and the Forever race. Spoiler: we all used to be Alphans once!

    Portuguese here


    🎥 The Day That The World Breaks Down | Everybody Dies | Star Of Sirrah

    [threecolumns] Entry 1: The ‘Frame
    1. The Day That The World Breaks Down
    2. Sea Of Machines
    3. Everybody Dies
    Entry 2: The Aligning Of The Ten
    4. Star Of Sirrah
    5. All That Was
    6. Run! Apocalypse! Run!
    7. Condemned To Live [/threecolumns][threecolumns] Entry 3: The Transmigration
    8. Aquatic Race
    9. The Dream Dissolves
    10. Deathcry Of A Race
    11. Into The Ocean [/threecolumns][threecolumns class=”omega”] Entry 4: The Rebirth
    12. Bay Of Dreams
    13. Planet Y Is Alive!
    14. The Source Will Flow
    15. Journey To Forever
    16. The Human Compulsion
    17. March Of The Machines [/threecolumns]

    Arjen Lucassen

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  • Entrevista: Arjen A. Lucassen

    Entrevista: Arjen A. Lucassen

    Head up High, my dear!

    Recentemente Floor Jansen participou do mais novo trabalho do Ayreon, lançado no dia 28 de abril, intitulado de ‘The Source‘. E, como sempre, nos surpreendendo com tamanha criatividade e músicos incríveis!

    O Head up High teve a oportunidade de enviar algumas perguntas para o multi-instrumentista holandês bem conhecido por todos nós, Arjen Lucassen.

    Ω

    1. Sempre que possível, você procura escolher um artista cuja personalidade tenha algum traço do personagem a ser interpretado e sabemos que, quando criança, Floor sonhava em ser bióloga. Qual seria a característica mais marcante que a personagem “A Bióloga” e Floor Jansen têm em comum?
    Arjen: Na verdade, é o oposto! Os personagens e as letras costumam ser baseados na personalidade dos cantores. E é claro que eu conheço a Floor muito bem hoje em dia e sei o quanto ela é envolvida com as questões do meio ambiente, além do cuidado com que ela tem com os animais. Mesmo assim, eu não sabia que ela queria se tornar uma bióloga! Fiz uma boa escolha, então. 🙂

    2. Floor Jansen participou do disco “01011001” ao lado de sua irmã, Irene Jansen, nas faixas “Beneath the Waves” e “Waking Dreams“. Como foi ter ambas trabalhando juntas e há a chance de vê-las juntas em algum projeto do Ayreon novamente?
    Arjen: A Irene não participou do 01011001, apenas a Floor. Mas elas, de fato, foram backsingers na turnê europeia que fiz com o Star One. E sim, elas cantarão juntas novamente no show “Ayreon Universe”, em setembro deste ano. As vozes delas são simplesmente perfeitas juntas. São duas cantoras incríveis.

    3. No ano passado, você tocou ao lado da Anneke em alguns shows do The Gentle Storm da turnê europeia. Recentemente, os ingressos para três shows do “Ayreon Universe” em 2017 se esgotaram. Ainda é cedo para dizer, mas há alguma chance de que outros países ao redor do mundo recebam este espetáculo?
    Arjen: Não, sinto muito. Eu sou uma pessoa completamente reclusa e não faço mais turnês…. No caso do “The Gentle Storm”, eu só participei do show em Amsterdam.

    4. Sabemos que o seu processo de composição costuma ser bem reservado, mas que um seleto grupo de músicos e artistas mais próximos costuma trabalhar na composição. Alguns dos vocalistas convidados participam também do processo criativo? Se sim, como costuma ser?
    Arjen: Sim. Alguns cantores preferem escrever suas próprias letras ou compor suas melodias. E, se eu sinto que eles conseguem fazer um trabalho melhor do que eu, eu dou sinal verde. É tudo questão de como fica o trabalho final! E [esse método] sempre funcionou muito bem.

    5. Em algumas entrevistas, você mencionou que a arte de Yann Souetre o inspirou em boa parte do processo criativo deste álbum. Como se nota, há um tom bem sombrio de ambientes sci-fi e os álbuns do Ayreon costumam envolver análises da condição humana. Com isso em mente, o que você pode nos dizer sobre o que podemos esperar da deste disco em termos filosóficos?
    Arjen: Como costumo citar nos meus conceitos, o disco “The Source” trata da questão da dependência tecnológica. Eu cresci numa época em que não havia computadores, então eu testemunhei esse avanço absurdo da tecnologia e a velocidade com a qual as pessoas se tornaram viciadas e dependentes dela. Eu, geralmente, fico surpreso com o quão grudadas as pessoas estão aos seus telefones atualmente, e como elas não estão mais vivendo o momento.

    6. Sabemos que a história do povo “Forever” foi contada de maneira extensiva nos álbuns do Ayreon, sendo concluída no disco “01011001”. Levando em consideração que a trama do disco diz respeito à história dos Alphans, podemos esperar uma continuação ou referência à história dos Forever no disco “The Source” ou este disco é parte de um ciclo completamente diferente?
    Arjen: O disco “The Source” conta uma história que acontece antes da história do disco “01011001” e de toda a história da discografia do Ayreon. No caso, ela retorna ao começo da humanidade e ao povo “Forever”. Spoiler: Todos costumávamos ser parte do povo “Alphans” no passado!

    Inglês aqui


    🎥 The Day That The World Breaks Down | Everybody Dies | Star Of Sirrah

    [threecolumns] Entry 1: The ‘Frame
    1. The Day That The World Breaks Down
    2. Sea Of Machines
    3. Everybody Dies
    Entry 2: The Aligning Of The Ten
    4. Star Of Sirrah
    5. All That Was
    6. Run! Apocalypse! Run!
    7. Condemned To Live [/threecolumns][threecolumns] Entry 3: The Transmigration
    8. Aquatic Race
    9. The Dream Dissolves
    10. Deathcry Of A Race
    11. Into The Ocean [/threecolumns][threecolumns class=”omega”] Entry 4: The Rebirth
    12. Bay Of Dreams
    13. Planet Y Is Alive!
    14. The Source Will Flow
    15. Journey To Forever
    16. The Human Compulsion
    17. March Of The Machines [/threecolumns]

    Arjen Lucassen

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  • The RockPit: Floor Jansen

    The RockPit: Floor Jansen

    via the ROCKPIT | Tradução: Head up High, my dear!

    O NIGHTWISH é uma das maiores bandas com famosas apresentações ao vivo e que contam com uma sonoridade e produção capazes de estimular todos os sentidos da plateia, resultando em elogios à música por estarem na medida certa, ao contrário de outras grandes produções do meio musical. Após a turnê de um ano e meio do disco “Endless Forms Most Beautiful“, chegou a hora do Nightwish imortalizar os momentos desta turnê em um DVD. Intitulado “Vehicle of Spirit“, ele foi lançado no dia 16 de dezembro de 16 e conta com não apenas dois shows na íntegra, como também bastante conteúdo extra. Conversamos um pouco com Floor Jansen sobre o DVD e os planos de uma das bandas que conquistaram o mundo.

    Mark: Muitíssimo obrigado pela entrevista ao The Rockpit. Já entrevistamos a banda várias vezes ao longo dos anos e nos acostumamos a entrevistar o Marco primeiro, então a oportunidade de conversar com você sobre o DVD é sensacional. Antes disso, recebemos tantas perguntas que não sabíamos como lidar com todas elas, mas a maioria mostrava preocupação com relação a este “ano de folga” que o Nightwish tiraria e que esse pudesse ser o fim da banda. Você poderia nos dizer algo a respeito disso só para deixar o pessoal mais tranquilo?

    Floor: Ah, mas quanto drama! É só um ano de folga! Já falamos tudo o que tínhamos a dizer sobre esse comunicado e, se as pessoas estão tão preocupadas assim, arranjem um hobby! Tomamos esta decisão, porque está tudo bem, oras. É raro podermos fazer uma pausa com uma sensação boa de que tudo está bem e voltar um ano depois – é bom podermos ter essa opção. Ao invés de se preocuparem tanto, as pessoas deveriam pensar algo como “Poxa, que bacana! Aproveitem e descansem!“, pois temos algo sensacional preparado para 2018. Então, peça a eles que não se preocupem!

    Mark: Parece que a situação da banda só melhora e sempre houve períodos de 2 ou 3 anos entre os álbums, então espero que aproveitem o descanso! O DVD foi a maneira ideal de nos deixar ansiosos pelo que virá! Dois shows fantásticos sob um título bem cativante, também. Você acha que “Vehicle of Spirit” resume tudo isso como deveria?

    Floor: Obrigada! Eu concordo contigo. Pra ser honesta, o título foi ideia do “Troy”, pois ele já pensava no conceito como “a casca da alma que desafia qualquer tipo de categorização” antes da minha chegada. Mas é uma idéia usada com frequência para descrever a banda e pareceu uma boa idéia usar esse conceito para intitular um DVD que mostra como a banda é hoje em dia. E não são apenas dois shows, pois há material extra no DVD com cenas de shows no mundo todo e que mostram o que é o Nightwish em vários lugares durante uma turnê mundial. (risos) Parece que você concorda comigo.

    Mark: Com certeza! Foi uma turnê imensa e tivemos a oportunidade de assistir ao show de vocês em janeiro. Deve ser algo incrível não apenas estar numa turnê mundial fazer um show no Wembley, em Londres, e, algum tempo depois, ir a uma pequena casa de shows em Fremantle, na região oeste da Austrália, e encontrar o mesmo tipo de público fanático por vocês em um ambiente muito mais intimista?

    Floor: Essa é a beleza de estar em turnê. Tudo é muito diferente, das pessoas até as culturas e a reações dos públicos. Parece que a intensidade é a mesma independente de onde as pessoas são ou das dimensões do palco. Alguns públicos gritam mais, outros preferem ouvir atentamente e alguns nem se mexem direito, apenas ficando lá e absorvendo tudo de olhos fechados. O que nos conecta uns aos outros neste mundo é como nos sentimos a música.

    Mark: A música é maravilhosa e nós estamos muito felizes que vocês venham tanto à Austrália para ver os fãs daqui. Nos últimos tempos, o Nightwish parece cada vez maior e uma das bandas finlandesas mais bem sucedidas de todos os tempos, com turnês e álbuns cada vez mais grandiosos. Qual seria o próximo nível para a banda? Vocês pretendem nos dar algumas dicas a respeito disso?

    Floor: Não! (risos) Desculpe.

    Mark: (risos) Bom, eu tentei. Vou até riscar da lista!

    Floor: (risos) Tudo o que posso dizer é que vai ser muito bacana e que todos os fãs do Nightwish vão gostar da surpresa.

    Mark: Analisando o DVD após assistir às filmagens nele, percebi que são quase quatro horas de conteúdo só com os primeiros dois shows e, às vezes, algumas bandas acabam tendo a parte musical ofuscada pelos palcos imensos, efeitos especiais absurdos e muito mais. Mas, no caso do Nightwish, parece que isso, na verdade, melhora a experiência musical e intensifica atmosfera criada pelas músicas. É uma produção sensacional. Como é interagir com tudo isso num show? Aquelas máquinas parecem incríveis!

    Floor: (risos) É muito bacana que seja algo novo assim! A sensação também é muito bacana quando o palco fica mais quente, mas é claro que não estávamos no verão da Finlândia! As máquinas são um extra para melhorar a experiência do show, mas não a essência dele. Em Tampere, usamos aquela produção toda apenas duas vezes durante o show para que as pessoas pudessem aproveitar melhor o show. Não se pode simplesmente abusar dos efeitos pirotécnicos ou as coisas podem dar muito errado. Ainda assim, quando tocamos na Arena Wembley no final da turnê, já estávamos acostumados a usar a mesma produção em todos os shows e isso faz com que você se sinta mais familiarizado com tudo aquilo, agindo com naturalidade. A produção toda se tornou uma parte tão constante dos shows que, ao chegarmos na Austrália e percebermos que não tínhamos todo aquele palco, sentíamos a falta do som de CO2 saindo de certos pontos. Mas o show de Tampere foi um pouco diferente, pois tínhamos uma rampa e várias peças se movendo no teto. Era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas que ainda permitia que as pessoas pudessem acompanhar tudo.

    Mark: Poder assistir a dois shows e ver as diferenças foi ótimo. A maioria das bandas lançam apenas um show, mas lançar dois foi, de fato, um presente para os fãs. Apesar de ter assistido aos shows shows, ainda não assisti ao material extra. Você disse que há cenas de outros shows ao redor do mundo, não é mesmo? São músicas tocadas em outros shows ou cenas da banda se divertindo e brincando uns com os outros em aeroportos, hotéis etc.?

    Floor: Não, não. São as músicas gravadas várias cidades. Foi uma música gravada em Vancouver, uma em Buenos Aires, uma no México, duas na Finlândia, uma nos EUA e uma durante o Masters of Rock, na República Tcheca. Também gravamos uma das músicas que tocamos no nosso cruzeiro, que foi uma versão acústica de “Edema Ruh”. Também gravamos uma no Rock in Rio, pois todas as bandas que tocaram lá levaram um convidado e o nosso foi o Tony Kakko, do Sonata Arctica, tocando “Last Ride of the Day” conosco. Chegamos a gravar a “Élan”, quando tocamos em Sidney, e uma entrevista com Richard Dawkins. É um DVD cheio de conteúdo! (risos)

    Mark: Preciso fazer uma pergunta sobre uma banda em particular, porque eu os amo. Quanto ao ReVamp: acabou mesmo?

    Floor: Sim. Infelizmente, a vida acontece de maneiras imprevisíveis e não é possível fazer tudo ao mesmo tempo, ainda mais coisas que exigem tempo e presença. Então, estando em uma banda como o Nightwish e em uma turnê intensa como essa, estar em outra banda que também merece toda a atenção do mundo acaba se tornando algo impossível. O ReVamp já existia como um projeto em meio a atuações em outras bandas, e, quando discutimos sobre o ano de folga, eu pensei no ReVamp e cheguei à seguinte conclusão: eu teria tempo suficiente para o ReVamp e isso resultaria em outro álbum, outra turnê e outros compromissos. Esse é o tipo de coisa que eu venho fazendo há quatro ou cinco anos sem parar. Portanto, cheguei à conclusão de que seria bom fazer outra coisa e, é claro, surgiu toda a questão de começar uma vida em família, o que torna tudo mais difícil. Ter uma família e estar em duas bandas é simplesmente impossível. Eu tive de tomar uma decisão difícil.

    Mark: Então, você pretende tirar algum tempo para produzir algo musicalmente durante esse período de folga com a sua família? Ou você sente que fará uma pausa total nas atividades e simplesmente aproveitar o descanso?

    Floor: Bom, o plano é ficar em casa e aproveitar esse tempo com o bebê. Mas não ter a música como parte do meu cotidiano seria simplesmente o posto da minha essência! Em 2008, eu compus um disco inteiro com o Jørn Viggo Lofstad, guitarrista do Pagan’s Mind. Nós dois compusemos esse disco, mas nunca o lançamos e, agora, retomamos essa ideia. Sem nos comprometermos a nenhum planejamento muito rígido, acho que conseguiríamos voltar a trabalhar nessa ideia durante esse período de folga.

    Mark: Uma das perguntas dos leitores fala justamente sobre o tipo de música que você ouve no seu cotidiano. O seu gosto musical é muito eclético?

    Floor: Depende um pouco. Se eu estou viajando, eu costumo ouvir trilhas sonoras de filmes. Quando estou malhando, costumo ouvir algo mais pesado, como Pantera, Soilwork e coisas do tipo. Agora, quando estou em casa, ouço todo tipo de música. Não gosto muito de música pop, mas ouço uma música aqui e ali. Eu gosto bastante de Sting, Seal e Florence and The Machine.

    Mark: Voltando um pouco no tempo, quando é que tudo isso fez parte da sua vida? Digo, quando é que você soube que a música seria a força-motriz da sua vida? Houve algum momento em especial?

    Floor: Antes de saber de fato, acho que houve um processo lento em relação a isso. Mas em termos de sentir isso, um momento foi quando eu me tornei parte do musical da minha escola por volta dos 13 ou 14 anos. Aquela havia sido a primeira vez em que eu percebi que a minha voz de canto saia com naturalidade. No musical, eu assumi um dos principais papéis e, após a apresentação, eu senti algo do tipo “Nossa! Eu quero fazer isso mais vezes!”. Foi aí que eu me juntei à banda oficial da escola, mas, infelizmente, nós mudamos de cidade pouco tempo depois e eu tive de começar tudo de novo. Na cidade nova, eu conheci o pessoal do After Forever em 1997 e, naquela época, eu já sabia que queria ser cantora, mas não sabia como. Como qualquer adolescente, eu tive um sonho, mas não tinha uma noção real de como colocá-lo em prática. Eu achava que fazer uma turnê diferente seria uma ótima ideia, mas também imaginei que talvez caísse pro lado da música clássica ou do jazz e a formação acadêmica ideal para mim ainda não existia! (risos) Felizmente, isso aconteceu em 1999. Então, acho que o momento que mudou tudo foi a primeira vez em que estive num palco, mas perceber isso levou mais alguns anos.

    Mark: E eu adoro tudo o que você já produziu em qualquer uma das suas bandas. Fico muito feliz em poder ouvir a sua voz, que, na minha opinião, é uma das melhores do rock e do metal nos últimos 20 anos.

    Floor: Muito obrigada!

    Mark: Para fechar, duas perguntas que gostamos de fazer aos nossos entrevistados. Se você pudesse estar no estúdio onde um grande álbum foi gravado só para ver a mágica acontecendo, a interação entre os músicos e tudo mais, qual seria o disco e por quê?

    Floor: Eu adoraria acompanhar qualquer sessão de gravação de um álbum do Queen. Qualquer álbum. Como é que eles compunham todas aquelas harmonias e experimentaram tanto em termos musicais sem os equipamentos profissionais que usamos hoje? Seria demais.

    Mark: Pois é! Seria mesmo. Como é que eles conseguiam fazer tudo aquilo com o que tinham na época? Alguns dos trechos devem ter levado uma eternidade para serem compostos.

    Floor: Com certeza!

    Mark: Agora, a pergunta mais simples: qual é o significado da vida?

    Floor: (risos) Eu não sei como responder a essa pergunta! Acho que a gente talvez saiba no nosso leito de morte, mas espero que isso ocorra só aos noventa e tantos anos! Não sei mesmo. Acho que tentamos racionalizar tudo e muito mais do que deveríamos. Basicamente, estamos aqui apenas para reproduzir, assim como qualquer outro animal do planeta. Mas por pensarmos tanto é que desejamos levar uma vida feliz e, seguindo essa linha de pensamento, eu diria que o sentido da vida é a busca da felicidade. Quando não alcançamos a felicidade, acabamos levando uma vida triste, incompleta. Infelizmente, nem sempre temos o controle sobre tudo ao nosso redor, especialmente as coisas e pessoas que nos fariam felizes. Esta é uma coisa um tanto arrogante de se dizer do ponto de vista da filosofia ocidental, mas eu não acho que a felicidade seja algo alcançável por meio do dinheiro, mas sim ao nos sentirmos amados e seguros.

    Mark: Essa foi uma resposta bem profunda. Agora, fiquei um tanto pensativo. É sempre muito bacana fazer essa pergunta a várias pessoas, pois sempre conseguimos identificar quem pensou para responder, mas que nunca havia levado essa questão a sério antes.

    Floor: Pois é. Eu acho que é muito difícil responder, pois eu estou numa posição muito privilegiada, o que não significa que estou sempre feliz. Por isso, eu me pergunto o porquê de não estar feliz e percebo que não tem nada a ver com ser rico ou pobre, mas com a sensação de segurança. Acho que se você perguntasse a uma criança na Síria agora mesmo o que ele ou ela precisariam para serem felizes, acredito firmemente que seria “segurança” o que eles diriam e não riqueza. Digo, é claro que eu gostaria de ter rios de dinheiro (risos). O dinheiro em si traz um certo tipo de segurança e tranquilidade quando você sabe que tem o suficiente para não ter de se preocupar nunca mais com aquilo. Mas será que ele é o caminho para a felicidade? Não. Há muitas outras coisas no meio de tudo isso e a questão é muito mais complexa do que se imagina. Ainda mais quando se tenta resumir a uma frase! (risos)

    Mark: Acho que, além disso, é algo diferente para todos e que muda conforme envelhecemos. Muito obrigado pela entrevista! Foi um prazer e esperamos que vocês aproveitem 2017!

    Floor: Com certeza! Desejo-lhe o mesmo. Voltaremos a nos falar em 2018 com certeza! Até lá!

    Floor Jansen deu esta entrevista a Mark Rockpit em Dezembro de 2016.


    ‘Vehicle of Spirit’ (A Casca da Alma): A palavra ‘Vehicle’ denota algo que serve como intermediário para que um terceiro execute suas funções. O corpo, portanto, é o veículo, a “casca” pelo qual a alma se expressa. 😉


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  • Entrevista: Jord Otto

    Entrevista: Jord Otto

    Recentemente Anneke van Giersbergen anunciou sua nova banda, intitulada de VUUR.
    O Head up High teve a oportunidade de entrevistar o guitarrista bem conhecido por nós, Jord Otto.

    L’Oreal Paris: Because You’re Worth It! 😉

    Obrigada, Jord!

     

    1461467_613717265342858_302837974_n1. Além de se juntar às bandas The Blackest Grey e My Propane, no que você trabalhou nos últimos dois anos após o término da turnê do Wild Card?

    Jord: Eu não me juntei ao The Blackest Grey nos últimos dois anos. Na verdade, essa foi a primeira banda da qual fiz parte e que ficou um pouco mais séria, porque tínhamos muitos shows do que estávamos acostumados. Mas a formação já existe desde 2006. Nós nunca lançamos um álbum, pois tocávamos por diversão. Agora, estamos tentando ser maduros, beber menos cerveja durante os ensaios e gravar alguma coisa de fato. O que fiz nos últimos anos foi o seguinte: compus algumas coisas para o álbum do My Propane e toquei guitarra como se não houvesse amanhã.

    2. Como você foi convidado para fazer parte da VUUR?

    Jord: Johan Van Stratum perguntou se teria interesse em tocar na banda nova da Anneke. Bom… dá pra imaginar qual foi a minha resposta!

    13173336_10208146349489146_2650416933478047670_o3. A banda VUUR é formada por músicos excelentes e, de alguma forma, todos vocês já trabalharam juntos antes direta ou indiretamente. Como é a sua relação com os outros membros da banda? Você já tinha trabalhado com algum deles antes?

    Jord: Sim! Eu estou tão feliz por poder tocar com cada um dos membros do Vuur. Aliás, isso e ao fato de serem pessoas incríveis cuja qualidade musical é fora do comum. Na verdade, nós não nos conhecíamos muito bem. Certa vez, eu fiz uma pequena turnê do ReVamp com o apoio do Stream of Passion, na Rússia, e, portanto, conheci a Marcela e o Johan. Eu já havia visto os outros membros em shows, mas não os conhecia pessoalmente. De qualquer maneira, logo no primeiro ensaio, eu já me senti em casa imediatamente.

     4. Há muitas bandas com vocais femininos atualmente. Qual o propósito do Vuur para que vocês possam se destacar na atual cena do metal?

    Jord: Nós temos a Anneke e a Marcela. Mas foda-se o rótulo “vocal feminino”, gente. A Floor também não gostava muito disso e eu concordo com ela. Vocês só precisarão esperar um pouco e ouvir quando lançarmos algum material!

    12998736_10153611194452894_8659112462937855031_n5. Além do VUUR, você também faz parte do My propane e toca com o Henk no The Blackest Gray. Como você vê o seu crescimento enquanto guitarrista?

    Jord: Acho que a minha evolução se dá ao fato de que percebo que há muito mais do que o metal em termos musicais. Eu ouço muitos estilos de música diferentes e tento tirar mais inspiração deles. Isso com certeza tem reflexo no que eu componho, embora eu mantenha meu material mais na linha do metal.

    6. Como surgiu a ideia do The Blackest Gray e que tipo de inspiração foi necessária para compor tanto a melodia como escrever a letra da música “Escapist”?

    Jord: Como eu disse antes, não é bem uma ideia nova. A música “Escapist” é, na verdade, uma das primeiras canções que compusemos juntos. Somente a melhoramos e re-lançamos em nosso novo álbum.

    14947729_1170012713044508_711419093329250201_n7. O que podemos esperar musicalmente do VUUR e quais são as suas expectativas com relação à banda?

    Jord: O álbum será algo novo e lindo, mas sem deixar de ser pesado e até surpreendente às vezes. Eu acho que vocês vão gostar. 😉 Quanto às expectativas futuras… muitos shows e diversão!

    8. Por ser um artista famoso, ganhar fãs torna-se inevitável e, por algumas razões, os músicos deixam alguns projetos. Como é estar em um projeto totalmente diferente e ter o suporte dos fãs que você conquistou em projetos antigos?

    Jord: É muito bom, obviamente. É difícil ganhar um salário razoável trabalhando com música e eu tenho que continuar trabalhando além dessa área. Então, todo o meu tempo livre acaba sendo investido em compor e tocar. Ganhar reconhecimento é simplesmente maravilhoso. Pode soar clichê, mas, sem os fãs, nada disso é possível. Então, muito obrigado a todos!

    15622649_1257478640978483_326487881659240469_n (1)9. Basicamente, todas as bandas e projetos da Anneke vêm ao Brasil, o que significa que você virá num futuro não tão distante. Você tem alguma memória especial de quando esteve aqui que gostaria de compartilhar com os fãs brasileiros? E não estamos falando de cuidados com o cabelo. (risos)

    Jord: Eu quero muito ir ao Brasil de novo! O público de lá é simplesmente incrível e “chuta muitas bundas”! Isso já é algo absurdamente especial. Mas também quero beber muitas caipirinhas de novo.

    10. O L’Oréal Paris tem um novo foco: a barba dos homens! Seu cabelo fica com ciúme por ter de dividir a atenção agora? Hahaha

    Jord: Ele fica enroscado na barba às vezes, mas eu prefiro acreditar que é amor e não ciúme!

    English here


     Jord → Page | Instagram | Website

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    My Propane → Waves | The Blackest Grey → Escapist


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    Show de aquecimento no dia 9 de Junho

    Local: Neushoorn, Leeuwarden,  Países Baixos
    Ingressos Evento

     VUUR Brasil

    Membros da banda VUUR:

    Anneke Van Giersbergen – vocalista
    Ed Warby – baterista
    Johan Van Stratum – baixista
    Ferry Duijsens – guitarrista
    Marcela Bovio – vocalista
    Jord Otto – guitarrista


    Ω

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  • Interview: Jord Otto

    Interview: Jord Otto

    Recently Anneke van Giersbergen announced her new band, entitled of VUUR.
    Head up High‘ had the opportunity to interview the guitar player very known by us, Jord Otto.

    L’Oreal Paris: Because You’re Worth It! 😉

    Thank you, Jord!

     

    1461467_613717265342858_302837974_n1. Besides joining ‘The Blackest Grey’ and ‘My Propane’, what have you been doing during the past 2 years after the Wild Card tour ended?

    Jord: I didn’t join The Blackest Grey in these 2 years. It’s actually the first band I got in that became a bit more serious as we had a lot of shows compared to what I did before that. But we already exist in this formation from 2006. We just never released an album as it was more of a “hobby” band.  Now we’re trying to be mature and drink less beer during practice and actually record some new stuff 😉 What I’ve been doing: Mostly writing for the new My Propane album and just playing a lot of guitar as you can never be good enough! 🙂

    2. How were you invited to join VUUR?

    Jord: I got asked by Johan van Stratum if I was interested in playing with Anneke’s new band VUUR. And well… you can guess what my response was!

    13173336_10208146349489146_2650416933478047670_o 3. Vuur is formed by excellent musicians and, somehow, all of you have directly or indirectly worked together before. How is your relationship with the other band members? And have you ever worked with any of them before that?

    Jord: Hell yessss! I’m so glad I get to play music with every single one of the VUUR members. Next to the fact that they are all a bunch of sweet people the quality of musicianship is outstanding. We actually didn’t know each other that well. I once did a little ReVamp tour with Stream of Passion in Russia so I already knew Johan and Marcela. I have seen the others at gigs or on Facebook but didn’t know them in person. But once the first rehearsal kicked off I felt at home immediately.

    4. There are many female-fronted bands nowadays. What’s VUUR’s proposal so it can stand out in the current metal scene?

    Jord: We got Anneke AND Marcela. :p But hey fuck the “female-fronted” label right? Floor also had a grudge against it and I totally agree on that.

    You’ll just have to wait and listen once something gets out! 😉

    12998736_10153611194452894_8659112462937855031_n5. Besides VUUR, you are also part of ‘My Propane’ and play alongside Henk in ‘The Blackest Grey’. How do you see your growth and your evolution as a guitar player?
    Jord: Well I think my growth kinda lies in the fact that I am realizing that there’s so much more then my typical goto metal music. I listen to loadddddsss of different styles of music and try to get more inspiration out of that. It definitely reflects in my writing altough I keep things metal of course.

    6. How did the idea on The Blackest Grey come up? And what kind of inspiration was necessary to create the melody and lyrics for the song ‘Escapist’?

    Jord: Like I said before, it’s not really an idea of the present 🙂 Escapist is actually one of the first songs we wrote together. We just transformed it to fuck and re released it on our new album.

    14947729_1170012713044508_711419093329250201_n7. What can we musically expect from Vuur and what are your expectations for the future with it?

    Jord: The album is gonna be something else, something new, something beautiful yet heavy and bombastic at times. I think you’ll be pleased 😉 Expectations for the future… Loads of gigs, tours and fun!

    8. Since you are a known artist, it becomes inevitable for fans to come up, and, for some reason, bands to end or even some musicians to leave some their projects. How does it feel, for you, to continue in a totally different project and have the support from fans that you follow you from your past projects?

    Jord: It feels really good, obviously. It’s hard to earn a reasonable income in the music business and I have to keep working besides music. So all of my free time goes into writing music and playing. Getting some recognition and getting all your support just makes up for so much! It’s a bit of a cliché but without fans we can’t do it 😉

    So thank you all! 🙂

    15622649_1257478640978483_326487881659240469_n (1)9. Basically, all the bands and projects created by Anneke come to Brazil, so you’re probably coming over in a (not so) distant future. Do you remember something special from when you came here that you would like to tell your Brazilian fans? And we’re not talking about hair care (hahaha)

    Jord: How I wish to go there again! The crowd over there is just unbelievable and KICKS fucking ass! That was pretty damn special already. But next to that I just really need to drink caipirinhas again… :):):):)

    10. Apparently L’Oreal Paris has a new focus: men’s beard. Does your hair feel jealous for sharing its attention now? Hahaha

    Jord: It does get stuck in my beard sometimes but I like to believe it’s love, not jealousy.

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    Try-out: June, 9

    Venue: Neushoorn, Leeuwarden,  The Netherlands
    Tickets Event

     VUUR Brasil

    Members:

    Anneke Van Giersbergen – lead vocals
    Ed Warby – drums
    Johan Van Stratum – bass
    Ferry Duijsens – guitars
    Marcela Bovio – vocals
    Jord Otto – guitars


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