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  • FaceCulture: Floor Jansen

    FaceCulture: Floor Jansen

    Via Face Culture | Tradução: Head up High, my dear!

    Part I | Part II | Part III 

    FaceCulture: Como vai você?

    Floor: Muito bem. Obrigada. Grávida, mas saudável e feliz, então está tudo certo.

    FaceCulture: E como estão as coisas agora?

    Floor: Subir escadas se tornou um pouco difícil e eu não consigo me mover muito por causa da barriga, mas, fora isso, tudo bem.

    FaceCulture: Eu vi uma foto sua em um show pouco tempo após o anúncio da gravidez, e gostaria de saber como foi.

    FloorBom, foi entre novembro e dezembro, mas, apesar do avanço da gravidez, estar no palco com uma noção de espaço completamente diferente por causa do bebê foi algo novo. Isso se tornou um novo desafio, mas continua sendo ótimo.

    FaceCulture: Eu gostaria de falar um pouco sobre o “Vehicle of Spirit”, que compila várias apresentações ao vivo em DVD. Na sua experiência de vida, você já assistiu a algum show que foi marcante?

    Floor: Acho que não do jeito que as pessoas imaginam. Nós não íamos a shows como esses e eu mesma só fui a um show de rock depois de muitos anos, mas, no final da minha adolescência, eu assisti a um show do The Gathering. Eu tinha por volta de 16 ou 17 anos quando eles tocaram perto da minha cidade e aquele momento deixou uma certa marca em mim, sabe? Eu fiquei impressionada, pois ouvir este tipo de música abriu a minha mente e vê-los ao vivo me fez pensar coisas como “Caramba! Eu também quero fazer isso aí!”

    FaceCulture: Você já havia comentado sobre o The Gathering e o trabalho da Anneke. Por que você sente ser importante ver uma mulher nessa posição dentro do ramo musical?

    Floor: Não sei ao certo se foi pela questão de ser homem ou mulher, mas a maneira com que ela cantava com certeza era cativante. A voz dela é incrível e é claro que o fato de ser uma mulher teve a sua parcela de contribuição, porque eu não queria ser uma cópia dela e sim algo como o que ela fazia. E ouvir a voz de uma mulher com um instrumental pesado foi algo que despertou o meu interesse mais do que nunca naquela época.

    FaceCulture: Sabemos que, naquela época, você já cantava, mas você sabia que tipo de música gostaria de produzir ou tinha um plano do que fazer em termos de carreira?

    Floor: Na época, não. Eu só tinha esse desejo de cantar numa banda de metal, mas, após o show do The Gathering, quando eu já era parte de uma banda chamada After Forever, eu tinha a vontade de estudar em um conservatório mesmo sem saber muito bem o que esperar. Eu só sabia que queria trabalhar com música. E, com o passar dos anos, os meus objetivos se tornaram mais específicos. Como todo adolescente, eu não sabia muito bem o que eu faria pra chegar lá, mas eu sabia que gostaria de estudar música. Apesar disso, eu tinha um certo receio com relação ao conservatório por ser algo muito voltado para o canto clássico, porque eu não tenho tanto interessa na parte performática. Como consequência disso, as outras opções não me chamavam muito a atenção, mas, mesmo assim, continuei cantando no After Forever e, após um período como back singer, eu me tornei a vocalista principal. Após isso, a nossa música começou a se tornar cada vez mais complexa e, com o nosso desejo de tocar em grandes festivais, nós conseguimos dar passos mais largos em direção ao nosso objetivo como uma banda. Quando percebi que o conservatório não seria uma boa opção para mim naquela época, eu li um artigo no jornal um ano depois dizendo que um grupo abriria uma “Rock Academy” voltada para o canto mais alternativo. Eu me aproveitei da minha posição no After Forever para me inscrever e deu tudo certo.

    FaceCulture: Você sente que foi importante para a sua carreira ter um background mais calcado na teoria musical? Porque, como você mencionou, a banda começou a fazer sucesso.

    Floor: Não foi a teoria musical em si, mas eu acreditava que, para ser uma musicista profissional, era necessário ter alguma formação. Mas o conceito de formação para o rock e o pop simplesmente não existia até então, o que tornou todo o processo em uma questão de tentativa e erro. Se você me perguntar hoje em dia se é necessário ter uma formação para trabalhar com esses gêneros musicais, eu não saberia como te responder, porque eu passei por essa Rock Academy e aprendi muitas coisas. E, mesmo que não houvesse aprendido tanto, eu pelo menos tive a oportunidade de desenvolver uma rede de contatos para aprender mais, pois conheci muitas pessoas só de estar naquela Rock Academy.  Por isso é que eu acho que essa pergunta se tornou difícil de responder com o passar dos anos, pois acredito que não se chega a lugar nenhum sem uma certa dose de atitude e talento. É necessário ter um certo conjunto de características para se chegar a algum lugar com ou sem formação, mas, para mim, era algo que parecia essencial na época. Eu fico muito feliz por ter tomado essa atitude na época, pois eu era muito curiosa e queria aprender muitas coisas. Isso fez com que eu tivesse aulas de canto operático após ter saído da Rock Academy, o que me deu uma oportunidade de absorver muito conteúdo teórico e de técnicas vocais.

    FaceCulture: Você mencionou algo interessante, que é essa necessidade de serem necessárias certas características e uma delas é ter essa vontade, essa determinação. Você sentiu essas coisas após assistir ao show do The Gathering?

    Floor: Não exatamente. Essa vontade é mais o sonho que te impulsiona, pois, assim que percebi o que precisava fazer para realizar os meus sonhos, foi mais fácil. É algo que se aprende aos poucos e esses sentimentos simplesmente existem ou não em você. E, de certo modo, eu também tive de aprender a sentir isso, pois, quanto mais longe se vai, mais se aprende. Agora, quando se chega na casa dos 20 , trabalha-se em prol de um objetivo e, na casa dos 30 anos, a gente começa a pensar se a gente chegou aonde gostaria de estar e tudo mais. Mas, nos meus 20 e poucos anos, quando tudo estava decolando, eu sentia que estava numa banda de sucesso, que estava me aprimorando pelo estudo e era basicamente isso. Eu não planejei nada muito além disso. Eu só queria que o After Forever se tornasse uma das bandas mais famosas do mundo e aprender as técnicas de canto. Era basicamente isso.

    FaceCulture: Você comentou que, na época, tinha um sonho e já estava numa das maiores bandas do mundo. Que sonho era esse? Ele se compara com o que você vive atualmente?

    FloorCom certeza! Eu confesso que eu não entendi muito bem o que tudo aquilo significava na época, mas eu tinha um sonho e ele é o que eu vivo agora. E é engraçado perceber que isso me foi tirado e que a minha vida mudou para melhor da forma como tudo se desenrolou, sabe? Ir do topo ao fundo do poço em termos de carreira. Foi muito difícil, pois a minha saúde se deteriorou. Mas, num determinado momento, o Nightwish surgiu e eu senti que precisava ter passado por todo aquele processo doloroso e gradativo para chegar a um nível de experiência que me tornaria capaz de ocupar aquele cargo naquela banda. Digo isso, porque uma coisa é criar uma carreira e outra é mantê-la, especialmente de uma maneira mais saudável a longo prazo. E eu sinto que não percebia essas coisas na época, sabe? Esse é o sonho e, hoje em dia, eu preciso aprender a lidar com o que se tornou realidade.

    Entrevistador: Você sente que foi um processo meio estranho?

    Floor: Sim! Eu precisei passar por algumas coisas e aprender outras.

    FaceCulture: Numa outra entrevista que você nos concedeu, você comentou sobre o período mais obscuro da sua vida, o colapso nervoso resultante da síndrome de Burnout e, mesmo não me aprofundando muito nisso, eu gostaria de saber se você acha que essas coisas foram importantes para que chegar aonde você está hoje?

    Floor: Sem sombra de dúvidas. Tudo o que aconteceu me ensinou o que eu consigo e não consigo fazer, além de me ensinar que tudo tem um limite. Porque a dedicação e a determinação podem te levar longe, mas há um momento em que todos nós precisamos ouvir um “pare” de nós mesmos. Naquela época, eu nunca sonharia em fazer uma coisa dessas, mas agora sei até onde devo ou posso ir até precisar parar. Isso foi necessário para me manter saudável e cuidar de mim mesma a longo prazo, o que foi ótimo para mim.

    FaceCulture: O Nightwish surgiu na sua vida profissional nos últimos três anos e nós imaginamos o quão incrível essa jornada deve ter sido. Mas, agora, vocês farão uma pausa de um ano. Essa pausa é muito bem vinda não apenas por causa do bebê, mas, assim como a questão de colocar limites, também serviu para descansar e reavaliar as coisas.

    Floor: Desde o momento em que eu me tornei vocalista do Nightwish, eu trabalhei sem parar, até por eestar em projetos paralelos, como o ReVamp. E é algo que simplesmente não tem fim. Primeiro, veio o Nightwish, depois o ReVamp e, então, o Nightwish me chamou para ser a vocalista oficial. As coisas acabaram seguindo dessa maneira sem nenhum tipo de pausa para respirar ou coisa do tipo e todo precisa parar um pouco. A ideia de uma pausa como essa veio dos próprios membros do Nightwish, que trabalham há quase 20 anos sem uma pausa. A princípio, eu só pensei “tudo bem”, mas foi logo depois que eu percebi que a vida é muito mais do que só o trabalho com o Nightwish, apesar de amar o meu trabalho com os meninos. Mas essa pausa faz com que a gente volte com mais energia, querendo voltar com tudo. E essa pausa nos permite passar tempo com a família, sabe? Quando percebi que teríamos essa oportunidade, nós topamos. 

    FaceCulture: E para a banda como um todo, você sentia que eles precisavam dessa pausa?

    Floor: Sim! Não porque as coisas não iam bem, mas exatamente porque tudo estava bem. Eles disseram “Poxa, as coisas estão dando tão certo que nós podemos parar e descansar um pouco”. Essa oportunidade é um luxo de que muitas pessoas não dispõem e, quando eu percebi que nós tínhamos essa chance, nós a aproveitamos. É claro que vamos ter de esperar por algumas coisas e fazer com que outras pessoas também esperem, mas poder voltar dessa pausa com as energias renovadas é incrível, sabe? Essa chance de poder dizer “Trabalhamos por 20 anos, mas agora vamos fazer algo completamente diferente” é surpreendente e faz bem para todos da banda. 

    FaceCulture: Você comentou que não tem mais tempo para as atividades do ReVamp e, na nossa última entrevista, você disse que essa banda criava o ambiente para a exercer a sua própria criatividade fora do Nightwish. Com o fim do ReVamp, você se vê mais envolvida ainda nas atividades do Nightwish ou você tem outros projetos em mente?

    Floor: Acredito que a questão toda está na responsabilidade de se ter duas bandas e toda a carga de trabalho que vem junto, porque as coisas chegaram a um ponto em que eu não conseguia administrar tudo. Mas isso não significa que eu não farei nada fora do Nightwish. Eu adoraria contribuir mais e me envolver mais com as atividades do Nightwish sempre que for possível, mas há pouco que eu possa fazer nesse quesito. Ainda assim, em 2008, eu compus um álbum de rock completamente diferente com o Jorn Viggo, do Pagan’s Mind. Ambos produzimos algo fora da nossa zona de conforto, que deveria ser um projeto paralelo entre as nossas bandas principais da época, o After Forever e o Pagan’s Mind. Mas, depois que o After Forever se separou, eu e o Jorn decidimos pausar o projeto. Então, eu acredito que poderia trabalhar nesse projeto novamente. Não tenho certeza de como 2017 será, mas talvez analisemos o material que temos e finalizar o projeto. Mas, ainda mais importante do que isso, é o fato de que eu gostaria de trabalhar com esse projeto ou qualquer outro, desde que envolva música e não tenha um prazo pré-determinado. Simplesmente produzir a música que eu quiser na hora em que eu quiser, e eu sei que não sou a única membro do Nightwish com esse desejo. Esse é um luxo do qual podemos dispor e é isso o que faremos.

    FaceCulture: Você sente que esse é um processo mais difícil do que deveria?

    Floor: Não nesse sentido. Ao trabalhar com o Nightwish, até mesmo o nosso processo criativo tem de estar alinhado com os nossos prazos e, por conta disso, sentimos o peso do que outros e nós mesmos esperam desse processo todo. Ainda assim, eu acho que não chamaria isso de difícil.

    FaceCulture: Se não me engano, numa entrevista anterior que conduzimos com vocês, você disse que não conseguiu usar a sua voz mais operática no disco “Endless Forms Most Beautiful”. Talvez seja um pouco cedo para debater isso, mas você já pensou nessa questão ao considerar projetos futuros?

    Floor: No caso do “Endless Forms Most Beautiful”, não é que não quiséssemos usá-la, mas que ela simplesmente não se encaixava muito bem no contexto do disco. Há algumas características operáticas nele, mas nada demais. E eu sei que há tanto pessoas que adoram esse estilo, como pessoas que não gostam tanto. Mas, no meu caso, eu acho importante usarmos apenas quando houver o contexto certo. Como quando se escolhe uma cor para se usar numa pintura, ela precisa se encaixar naquele contexto. É dessa maneira que encaramos essa questão e até temos alguns projetos futuros que envolvam mais a parte operática, mas ainda é uma questão de contexto que precisa ser definido nesses projetos. Não é porque se pode cantar assim que deve-se fazê-lo o tempo todo.

    FaceCulture: E você não se sente deixada de lado?

    Floor: Na verdade, não, pois não vejo como uma especialidade minha, sabe? É só uma habilidade minha, assim como muitas outras que eu também tenho. E, se há algo que eu amo no Nightwish, é essa diversidade musical. Então, se é o momento de usar uma habilidade, ótimo. Se não, tudo bem.

    FaceCulture: Há algo que você aprendeu sobre a sua voz nesse período como vocalista do Nightwish?

    Floor: Com certeza! Mais do que nunca, aprendi sobre as minhas capacidades e sobre algumas técnicas, estilos e vozes mais extremas. Além disso, também aprendi sobre o estilos mais suaves e calmos de canto, com tons de voz mais baixos. Eu já havia cantado músicas suaves, por exemplo, mas o heavy metal nem sempre tem essa suavidade toda que as músicas do Nightwish exigem.  E isso é algo que eu gostaria mais conhecer sobre mim mesma, do que sou capaz e coisas do tipo.

    FaceCulture: Então, eu presumo que vocês não compuseram nada novo.

    Floor: Não, ainda não. Esse é o objetivo desse período sabático: não compor nada. Tudo o que faremos estará voltado para as questões financeiras e de gerência da banda quanto ao ano de 2018. Estamos lidando com tudo de acordo com o que planejamos, mas tudo o que diz respeito a compor ou shows está fora de questão no momento. Não trabalharemos nisso agora.

    FaceCulture: Houve aquele período de pausa na sua carreira por causa da síndrome de burnout. Naquela época, você sentia falta de fazer uma pausa?

    Floor: É absurdo o quão grande é a diferença entre fazer uma pausa por vontade própria e ser forçada a parar de trabalhar. Então, quando eu tive aquele colapso por causa da síndrome, eu não conseguia fazer nada. Eu estava tão exausta que eu não conseguia fazer nada. Nada mesmo. Especialmente o que dizia respeito ao meu trabalho. Por conta disso, eu não gostava de ouvir música, de ouvir heavy metal, de cantar, fazer shows e coisas do tipo, porque eu via tudo como uma coisa desastrosa. Por conta disso, eu não queria fazer nada daquilo outra vez na vida. Eu estava passando por essa fase em que esse era o meu estado de espírito, então, naquela época, eu não sentia essa falta de fazer uma pausa. Eu meio que sentia falta de ter uma vida artística e social, coisas que eu não tinha na época. Foi um período bem difícil para mim. Agora, eu posso fazer essa pausa estando saudável e feliz, e estou lidando com outras coisas que serão importantes para mim, como o bebê. Essa é uma das grandes diferenças. E eu sentirei falta dessa pausa, com certeza. Mas o último show da turnê do Nightwish foi em janeiro de 2017 e eu já sinto falta dessa vida, porque parece que faz eras que não subo num palco.

    FaceCulture: Foi o que pensamos, porque, com o lançamento do “Vehicle of Spirit”, imagino que as filmagens tragam à tona um pouco desse sentimento. Você já sente vontade de estar em turnê novamente?

    Floor: Sim! Quando ouço a introdução do DVD, eu já sinto a adrenalina no corpo. Algo do tipo “Poxa, agora é a hora! Vamos lá!”. Mas sou só eu no meu sofá assistindo ao show que fiz um ano atrás. (risos) Então, sim, vou sentir falta.

    FaceCulture: E a empolgação que você sente ao estar no palco? É a mesma de antigamente, no início da sua carreira?

    Floor: Não mesmo. Talvez ainda maior. (risos) As pessoas mudam nessa passagem dos 17  aos 35 anos. Mas depende também de coisas como o local do show, se já tocaram lá antes e como você se sente, porque nem todo show começa do mesmo jeito. Na verdade, acho que nenhum show começa do mesmo jeito. Mas há um tipo de empolgação diferente, porque o legal de não ter mais 17 e sim 35 anos é que você tem mais conhecimento e controle de quem você é. Você sabe sabe o que faz de melhor e muito mais. Além disso, há uma sensação incrível de confiança em si mesma, que eu não tinha quando estava nos meus 17 anos. Eu ainda sinto toda a empolgação, mas de um jeito diferente.

    FaceCulture: Isso é muito bom de se saber. Quando você se juntou ao Nightwish, a banda já era grande e, de certo modo, você a companhava o trabalho deles. Você sente que, quando se juntou à banda, levou algum tempo pra sentir essa confiança em si mesma comparado a como as coisas se deram no ReVamp ou no After Forever?

    Floor: Eram tipos diferentes de confiança, porque, de certo modo, quando eu fundei o ReVamp, eu era um dos membros fundadores do After Forever. No caso do Nightwish, eu estava me juntando a algo que já existia antes da minha chegada. Eu cantei composições próprias quando estava tanto no After Forever como no ReVamp, mas, depois, passei a cantar músicas escritas por outras pessoas. Por conta disso, a sensação e as expectativas são diferente, mas o lado bom da minha participação no Nightwish é que ela começou de forma súbita. Entre dizer “já estou a caminho!” e o primeiro show, o foco era aprender as músicas do setlist e não “será que a banda vai gostar de mim?”. É claro que eu me preocupava com isso, mas eu não tinha tempo para pensar nisso, pois eu queria fazer um bom show. Eu não fiquei pensando se eu estaria a altura do cargo que eu ocuparia ou coisa do tipo. Isso veio depois, mas aí eu já havia feito vários shows. 

    FaceCulture: Eu não sei se você gostaria de falar sobre isso, então sinta-se à vontade para se recusar a tocar no assunto. Nós mencionamos toda a questão da cultura voltada às mídias sociais, mas você estava ciente dessa pressão nesse período?

    Floor: Claro que sim! Na época do primeiro show, eu percebi que, apesar de ser um show para 2 mil pessoas em Seattle, aquela noite iria parar na internet e, como eu perdi um pouco da voz por conta de um resfriado, eu fiquei nervosa. Eu só conseguia cantar bem mesmo com a minha voz de cabeça. Então, eu não estava na melhor forma física possível e ainda não conhecia as músicas tão bem. Essa acabou sendo a maneira com que eu me apresentei no Nightwish para o mundo inteiro pela primeira vez. Ainda assim, por conta de todas as circunstâncias especiais daquele momento, as pessoas meio que me deram um trégua, sabe? Eu tenho certeza de que houve muitas pessoas em casa pensaram “Ah, não acredito que ela é que vai cantar! Eu a odeio!” ou “Deveriam ter chamado a Tarja para cantar!”. Todos têm direito às suas opiniões. Só que, naquela época, tudo o que eu poderia fazer era sobreviver, melhorar de saúde e me certificar de que nós, como uma banda, passássemos por aquele período difícil, fazendo bons shows para os fãs. Não podíamos nos preocupar tanto com a internet. Acontece que eu me senti muito bem vinda pelas pessoas, sabe? Com certeza, houve um monte de comentários horrorosos na internet, mas eu importei com aquilo. Como eu disse, as pessoas têm direito à opinião delas. O que é engraçado é a diferença entre o que as pessoas dizem na internet e o que elas dizem quando te conhecem pessoalmente, sabe? Acho que as pessoas deveriam aprender a se comportar melhor na internet.  

    FaceCulture: Você, como uma figura pública, sente dificuldade em lidar com essa imagem que as pessoas criam de você ou as expectativas que elas projetam sobre você?

    Floor: Às vezes, sim. Quando as expectativas não têm relação nenhuma com a realidade, por exemplo. Acontece quando as pessoas querem uma foto ou um autógrafo num momento inadequado, por exemplo, e é preciso dizer “não”. Eu não gosto de fazer isso, porque é algo terrível e que magoa, mas, às vezes, eu tenho de fazê-lo por estar muito cansada ou por ter de me concentrar em outra coisa. Às vezes, esse tipo de coisa parece uma responsabilidade nossa, mas não é. A nossa responsabilidade é a de fazer um bom show. Foi isso o que prometemos. Eu vou cantar da melhor forma possível e vou dar o meu máximo, mas tudo além disso é um extra, um algo a mais. Isso é algo com que às vezes eu tenho dificuldade de lidar, porque eu entendo que os fãs querem um pouco de atenção, mas eu não tenho como fazer isso naquele momento. É bem difícil lidar com isso, mas os fãs pelo menos têm uma reação de fato comigo. Quando algo assim acontece na internet, são outros quinhentos. (risos)

    FaceCulture: A última pergunta. Você conhece a Anneke Van Giersbergen?

    Floor: Sim! Nós nos encontramos várias vezes.

    FaceCulture: Como foi encontrá-la pela primeira vez?
    Floor: Eu acho que foi durante uma sessão de fotos para uma revista holandesa com o Arjen Lucassen e a Simone Simons. Se não me falha a memória, essa foi a primeira vez. Nós nos encontramos várias vezes depois e até conversamos pessoalmente na casa uma da outra.

    Entrevistador: Ela deu alguma dica sobre a indústria fonográfica ou algo do tipo?

    Floor: Não. Na época, eu já tinha uma carreira consolidada. Mas eu pude contar a influência que ela teve sobre mim e eu ainda sinto que tudo o que ela faz é incrível, que ainda tem esse feito sobre mim. Fora o fato de que ela não é alguém com a cabeça fechada, sabe? Ela é super mente aberta e trabalha com tudo o que pode. Ela é uma verdadeira artista que explora as coisas. E, agora, ela está com um projeto novo e eu acho isso muito bacana. 

    FaceCulture: Você tem a sensação de que, assim como a Anneke te influenciou, você exerce uma influência sobre outras mulheres e até mesmo homens ao redor do mundo?

    Floor: Eu tenho consciência disso, mas é difícil de assimilar. Tudo porque é algo incrível e eu me sinto extremamente honrada por ter esse feito nas pessoas.

    FaceCulture: Há algo que algum(a) fã tenha dito que ficou na sua cabeça?

    Floor: Bom, algumas pessoas já disseram que ela se sentiram confiantes em si mesmas ao perceber que elas também eram capazes de chegar aonde eu cheguei. Pessoas querendo fazer a mesma coisa, mas da maneira delas, sabe? Porque eu sou eu e elas são elas, e, por isso, há caminhos diferentes. E poder inspirar essas pessoas é algo lindo.

    FaceCulture: Floor, muito obrigado pela entrevista. Desejo tudo de bom para você e para o bebê.

    Floor: Muito obrigada!


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  • The RockPit: Floor Jansen

    The RockPit: Floor Jansen

    via the ROCKPIT | Tradução: Head up High, my dear!

    O NIGHTWISH é uma das maiores bandas com famosas apresentações ao vivo e que contam com uma sonoridade e produção capazes de estimular todos os sentidos da plateia, resultando em elogios à música por estarem na medida certa, ao contrário de outras grandes produções do meio musical. Após a turnê de um ano e meio do disco “Endless Forms Most Beautiful“, chegou a hora do Nightwish imortalizar os momentos desta turnê em um DVD. Intitulado “Vehicle of Spirit“, ele foi lançado no dia 16 de dezembro de 16 e conta com não apenas dois shows na íntegra, como também bastante conteúdo extra. Conversamos um pouco com Floor Jansen sobre o DVD e os planos de uma das bandas que conquistaram o mundo.

    Mark: Muitíssimo obrigado pela entrevista ao The Rockpit. Já entrevistamos a banda várias vezes ao longo dos anos e nos acostumamos a entrevistar o Marco primeiro, então a oportunidade de conversar com você sobre o DVD é sensacional. Antes disso, recebemos tantas perguntas que não sabíamos como lidar com todas elas, mas a maioria mostrava preocupação com relação a este “ano de folga” que o Nightwish tiraria e que esse pudesse ser o fim da banda. Você poderia nos dizer algo a respeito disso só para deixar o pessoal mais tranquilo?

    Floor: Ah, mas quanto drama! É só um ano de folga! Já falamos tudo o que tínhamos a dizer sobre esse comunicado e, se as pessoas estão tão preocupadas assim, arranjem um hobby! Tomamos esta decisão, porque está tudo bem, oras. É raro podermos fazer uma pausa com uma sensação boa de que tudo está bem e voltar um ano depois – é bom podermos ter essa opção. Ao invés de se preocuparem tanto, as pessoas deveriam pensar algo como “Poxa, que bacana! Aproveitem e descansem!“, pois temos algo sensacional preparado para 2018. Então, peça a eles que não se preocupem!

    Mark: Parece que a situação da banda só melhora e sempre houve períodos de 2 ou 3 anos entre os álbums, então espero que aproveitem o descanso! O DVD foi a maneira ideal de nos deixar ansiosos pelo que virá! Dois shows fantásticos sob um título bem cativante, também. Você acha que “Vehicle of Spirit” resume tudo isso como deveria?

    Floor: Obrigada! Eu concordo contigo. Pra ser honesta, o título foi ideia do “Troy”, pois ele já pensava no conceito como “a casca da alma que desafia qualquer tipo de categorização” antes da minha chegada. Mas é uma idéia usada com frequência para descrever a banda e pareceu uma boa idéia usar esse conceito para intitular um DVD que mostra como a banda é hoje em dia. E não são apenas dois shows, pois há material extra no DVD com cenas de shows no mundo todo e que mostram o que é o Nightwish em vários lugares durante uma turnê mundial. (risos) Parece que você concorda comigo.

    Mark: Com certeza! Foi uma turnê imensa e tivemos a oportunidade de assistir ao show de vocês em janeiro. Deve ser algo incrível não apenas estar numa turnê mundial fazer um show no Wembley, em Londres, e, algum tempo depois, ir a uma pequena casa de shows em Fremantle, na região oeste da Austrália, e encontrar o mesmo tipo de público fanático por vocês em um ambiente muito mais intimista?

    Floor: Essa é a beleza de estar em turnê. Tudo é muito diferente, das pessoas até as culturas e a reações dos públicos. Parece que a intensidade é a mesma independente de onde as pessoas são ou das dimensões do palco. Alguns públicos gritam mais, outros preferem ouvir atentamente e alguns nem se mexem direito, apenas ficando lá e absorvendo tudo de olhos fechados. O que nos conecta uns aos outros neste mundo é como nos sentimos a música.

    Mark: A música é maravilhosa e nós estamos muito felizes que vocês venham tanto à Austrália para ver os fãs daqui. Nos últimos tempos, o Nightwish parece cada vez maior e uma das bandas finlandesas mais bem sucedidas de todos os tempos, com turnês e álbuns cada vez mais grandiosos. Qual seria o próximo nível para a banda? Vocês pretendem nos dar algumas dicas a respeito disso?

    Floor: Não! (risos) Desculpe.

    Mark: (risos) Bom, eu tentei. Vou até riscar da lista!

    Floor: (risos) Tudo o que posso dizer é que vai ser muito bacana e que todos os fãs do Nightwish vão gostar da surpresa.

    Mark: Analisando o DVD após assistir às filmagens nele, percebi que são quase quatro horas de conteúdo só com os primeiros dois shows e, às vezes, algumas bandas acabam tendo a parte musical ofuscada pelos palcos imensos, efeitos especiais absurdos e muito mais. Mas, no caso do Nightwish, parece que isso, na verdade, melhora a experiência musical e intensifica atmosfera criada pelas músicas. É uma produção sensacional. Como é interagir com tudo isso num show? Aquelas máquinas parecem incríveis!

    Floor: (risos) É muito bacana que seja algo novo assim! A sensação também é muito bacana quando o palco fica mais quente, mas é claro que não estávamos no verão da Finlândia! As máquinas são um extra para melhorar a experiência do show, mas não a essência dele. Em Tampere, usamos aquela produção toda apenas duas vezes durante o show para que as pessoas pudessem aproveitar melhor o show. Não se pode simplesmente abusar dos efeitos pirotécnicos ou as coisas podem dar muito errado. Ainda assim, quando tocamos na Arena Wembley no final da turnê, já estávamos acostumados a usar a mesma produção em todos os shows e isso faz com que você se sinta mais familiarizado com tudo aquilo, agindo com naturalidade. A produção toda se tornou uma parte tão constante dos shows que, ao chegarmos na Austrália e percebermos que não tínhamos todo aquele palco, sentíamos a falta do som de CO2 saindo de certos pontos. Mas o show de Tampere foi um pouco diferente, pois tínhamos uma rampa e várias peças se movendo no teto. Era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas que ainda permitia que as pessoas pudessem acompanhar tudo.

    Mark: Poder assistir a dois shows e ver as diferenças foi ótimo. A maioria das bandas lançam apenas um show, mas lançar dois foi, de fato, um presente para os fãs. Apesar de ter assistido aos shows shows, ainda não assisti ao material extra. Você disse que há cenas de outros shows ao redor do mundo, não é mesmo? São músicas tocadas em outros shows ou cenas da banda se divertindo e brincando uns com os outros em aeroportos, hotéis etc.?

    Floor: Não, não. São as músicas gravadas várias cidades. Foi uma música gravada em Vancouver, uma em Buenos Aires, uma no México, duas na Finlândia, uma nos EUA e uma durante o Masters of Rock, na República Tcheca. Também gravamos uma das músicas que tocamos no nosso cruzeiro, que foi uma versão acústica de “Edema Ruh”. Também gravamos uma no Rock in Rio, pois todas as bandas que tocaram lá levaram um convidado e o nosso foi o Tony Kakko, do Sonata Arctica, tocando “Last Ride of the Day” conosco. Chegamos a gravar a “Élan”, quando tocamos em Sidney, e uma entrevista com Richard Dawkins. É um DVD cheio de conteúdo! (risos)

    Mark: Preciso fazer uma pergunta sobre uma banda em particular, porque eu os amo. Quanto ao ReVamp: acabou mesmo?

    Floor: Sim. Infelizmente, a vida acontece de maneiras imprevisíveis e não é possível fazer tudo ao mesmo tempo, ainda mais coisas que exigem tempo e presença. Então, estando em uma banda como o Nightwish e em uma turnê intensa como essa, estar em outra banda que também merece toda a atenção do mundo acaba se tornando algo impossível. O ReVamp já existia como um projeto em meio a atuações em outras bandas, e, quando discutimos sobre o ano de folga, eu pensei no ReVamp e cheguei à seguinte conclusão: eu teria tempo suficiente para o ReVamp e isso resultaria em outro álbum, outra turnê e outros compromissos. Esse é o tipo de coisa que eu venho fazendo há quatro ou cinco anos sem parar. Portanto, cheguei à conclusão de que seria bom fazer outra coisa e, é claro, surgiu toda a questão de começar uma vida em família, o que torna tudo mais difícil. Ter uma família e estar em duas bandas é simplesmente impossível. Eu tive de tomar uma decisão difícil.

    Mark: Então, você pretende tirar algum tempo para produzir algo musicalmente durante esse período de folga com a sua família? Ou você sente que fará uma pausa total nas atividades e simplesmente aproveitar o descanso?

    Floor: Bom, o plano é ficar em casa e aproveitar esse tempo com o bebê. Mas não ter a música como parte do meu cotidiano seria simplesmente o posto da minha essência! Em 2008, eu compus um disco inteiro com o Jørn Viggo Lofstad, guitarrista do Pagan’s Mind. Nós dois compusemos esse disco, mas nunca o lançamos e, agora, retomamos essa ideia. Sem nos comprometermos a nenhum planejamento muito rígido, acho que conseguiríamos voltar a trabalhar nessa ideia durante esse período de folga.

    Mark: Uma das perguntas dos leitores fala justamente sobre o tipo de música que você ouve no seu cotidiano. O seu gosto musical é muito eclético?

    Floor: Depende um pouco. Se eu estou viajando, eu costumo ouvir trilhas sonoras de filmes. Quando estou malhando, costumo ouvir algo mais pesado, como Pantera, Soilwork e coisas do tipo. Agora, quando estou em casa, ouço todo tipo de música. Não gosto muito de música pop, mas ouço uma música aqui e ali. Eu gosto bastante de Sting, Seal e Florence and The Machine.

    Mark: Voltando um pouco no tempo, quando é que tudo isso fez parte da sua vida? Digo, quando é que você soube que a música seria a força-motriz da sua vida? Houve algum momento em especial?

    Floor: Antes de saber de fato, acho que houve um processo lento em relação a isso. Mas em termos de sentir isso, um momento foi quando eu me tornei parte do musical da minha escola por volta dos 13 ou 14 anos. Aquela havia sido a primeira vez em que eu percebi que a minha voz de canto saia com naturalidade. No musical, eu assumi um dos principais papéis e, após a apresentação, eu senti algo do tipo “Nossa! Eu quero fazer isso mais vezes!”. Foi aí que eu me juntei à banda oficial da escola, mas, infelizmente, nós mudamos de cidade pouco tempo depois e eu tive de começar tudo de novo. Na cidade nova, eu conheci o pessoal do After Forever em 1997 e, naquela época, eu já sabia que queria ser cantora, mas não sabia como. Como qualquer adolescente, eu tive um sonho, mas não tinha uma noção real de como colocá-lo em prática. Eu achava que fazer uma turnê diferente seria uma ótima ideia, mas também imaginei que talvez caísse pro lado da música clássica ou do jazz e a formação acadêmica ideal para mim ainda não existia! (risos) Felizmente, isso aconteceu em 1999. Então, acho que o momento que mudou tudo foi a primeira vez em que estive num palco, mas perceber isso levou mais alguns anos.

    Mark: E eu adoro tudo o que você já produziu em qualquer uma das suas bandas. Fico muito feliz em poder ouvir a sua voz, que, na minha opinião, é uma das melhores do rock e do metal nos últimos 20 anos.

    Floor: Muito obrigada!

    Mark: Para fechar, duas perguntas que gostamos de fazer aos nossos entrevistados. Se você pudesse estar no estúdio onde um grande álbum foi gravado só para ver a mágica acontecendo, a interação entre os músicos e tudo mais, qual seria o disco e por quê?

    Floor: Eu adoraria acompanhar qualquer sessão de gravação de um álbum do Queen. Qualquer álbum. Como é que eles compunham todas aquelas harmonias e experimentaram tanto em termos musicais sem os equipamentos profissionais que usamos hoje? Seria demais.

    Mark: Pois é! Seria mesmo. Como é que eles conseguiam fazer tudo aquilo com o que tinham na época? Alguns dos trechos devem ter levado uma eternidade para serem compostos.

    Floor: Com certeza!

    Mark: Agora, a pergunta mais simples: qual é o significado da vida?

    Floor: (risos) Eu não sei como responder a essa pergunta! Acho que a gente talvez saiba no nosso leito de morte, mas espero que isso ocorra só aos noventa e tantos anos! Não sei mesmo. Acho que tentamos racionalizar tudo e muito mais do que deveríamos. Basicamente, estamos aqui apenas para reproduzir, assim como qualquer outro animal do planeta. Mas por pensarmos tanto é que desejamos levar uma vida feliz e, seguindo essa linha de pensamento, eu diria que o sentido da vida é a busca da felicidade. Quando não alcançamos a felicidade, acabamos levando uma vida triste, incompleta. Infelizmente, nem sempre temos o controle sobre tudo ao nosso redor, especialmente as coisas e pessoas que nos fariam felizes. Esta é uma coisa um tanto arrogante de se dizer do ponto de vista da filosofia ocidental, mas eu não acho que a felicidade seja algo alcançável por meio do dinheiro, mas sim ao nos sentirmos amados e seguros.

    Mark: Essa foi uma resposta bem profunda. Agora, fiquei um tanto pensativo. É sempre muito bacana fazer essa pergunta a várias pessoas, pois sempre conseguimos identificar quem pensou para responder, mas que nunca havia levado essa questão a sério antes.

    Floor: Pois é. Eu acho que é muito difícil responder, pois eu estou numa posição muito privilegiada, o que não significa que estou sempre feliz. Por isso, eu me pergunto o porquê de não estar feliz e percebo que não tem nada a ver com ser rico ou pobre, mas com a sensação de segurança. Acho que se você perguntasse a uma criança na Síria agora mesmo o que ele ou ela precisariam para serem felizes, acredito firmemente que seria “segurança” o que eles diriam e não riqueza. Digo, é claro que eu gostaria de ter rios de dinheiro (risos). O dinheiro em si traz um certo tipo de segurança e tranquilidade quando você sabe que tem o suficiente para não ter de se preocupar nunca mais com aquilo. Mas será que ele é o caminho para a felicidade? Não. Há muitas outras coisas no meio de tudo isso e a questão é muito mais complexa do que se imagina. Ainda mais quando se tenta resumir a uma frase! (risos)

    Mark: Acho que, além disso, é algo diferente para todos e que muda conforme envelhecemos. Muito obrigado pela entrevista! Foi um prazer e esperamos que vocês aproveitem 2017!

    Floor: Com certeza! Desejo-lhe o mesmo. Voltaremos a nos falar em 2018 com certeza! Até lá!

    Floor Jansen deu esta entrevista a Mark Rockpit em Dezembro de 2016.


    ‘Vehicle of Spirit’ (A Casca da Alma): A palavra ‘Vehicle’ denota algo que serve como intermediário para que um terceiro execute suas funções. O corpo, portanto, é o veículo, a “casca” pelo qual a alma se expressa. 😉


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  • Entrevista: Jord Otto

    Entrevista: Jord Otto

    Recentemente Anneke van Giersbergen anunciou sua nova banda, intitulada de VUUR.
    O Head up High teve a oportunidade de entrevistar o guitarrista bem conhecido por nós, Jord Otto.

    L’Oreal Paris: Because You’re Worth It! 😉

    Obrigada, Jord!

     

    1461467_613717265342858_302837974_n1. Além de se juntar às bandas The Blackest Grey e My Propane, no que você trabalhou nos últimos dois anos após o término da turnê do Wild Card?

    Jord: Eu não me juntei ao The Blackest Grey nos últimos dois anos. Na verdade, essa foi a primeira banda da qual fiz parte e que ficou um pouco mais séria, porque tínhamos muitos shows do que estávamos acostumados. Mas a formação já existe desde 2006. Nós nunca lançamos um álbum, pois tocávamos por diversão. Agora, estamos tentando ser maduros, beber menos cerveja durante os ensaios e gravar alguma coisa de fato. O que fiz nos últimos anos foi o seguinte: compus algumas coisas para o álbum do My Propane e toquei guitarra como se não houvesse amanhã.

    2. Como você foi convidado para fazer parte da VUUR?

    Jord: Johan Van Stratum perguntou se teria interesse em tocar na banda nova da Anneke. Bom… dá pra imaginar qual foi a minha resposta!

    13173336_10208146349489146_2650416933478047670_o3. A banda VUUR é formada por músicos excelentes e, de alguma forma, todos vocês já trabalharam juntos antes direta ou indiretamente. Como é a sua relação com os outros membros da banda? Você já tinha trabalhado com algum deles antes?

    Jord: Sim! Eu estou tão feliz por poder tocar com cada um dos membros do Vuur. Aliás, isso e ao fato de serem pessoas incríveis cuja qualidade musical é fora do comum. Na verdade, nós não nos conhecíamos muito bem. Certa vez, eu fiz uma pequena turnê do ReVamp com o apoio do Stream of Passion, na Rússia, e, portanto, conheci a Marcela e o Johan. Eu já havia visto os outros membros em shows, mas não os conhecia pessoalmente. De qualquer maneira, logo no primeiro ensaio, eu já me senti em casa imediatamente.

     4. Há muitas bandas com vocais femininos atualmente. Qual o propósito do Vuur para que vocês possam se destacar na atual cena do metal?

    Jord: Nós temos a Anneke e a Marcela. Mas foda-se o rótulo “vocal feminino”, gente. A Floor também não gostava muito disso e eu concordo com ela. Vocês só precisarão esperar um pouco e ouvir quando lançarmos algum material!

    12998736_10153611194452894_8659112462937855031_n5. Além do VUUR, você também faz parte do My propane e toca com o Henk no The Blackest Gray. Como você vê o seu crescimento enquanto guitarrista?

    Jord: Acho que a minha evolução se dá ao fato de que percebo que há muito mais do que o metal em termos musicais. Eu ouço muitos estilos de música diferentes e tento tirar mais inspiração deles. Isso com certeza tem reflexo no que eu componho, embora eu mantenha meu material mais na linha do metal.

    6. Como surgiu a ideia do The Blackest Gray e que tipo de inspiração foi necessária para compor tanto a melodia como escrever a letra da música “Escapist”?

    Jord: Como eu disse antes, não é bem uma ideia nova. A música “Escapist” é, na verdade, uma das primeiras canções que compusemos juntos. Somente a melhoramos e re-lançamos em nosso novo álbum.

    14947729_1170012713044508_711419093329250201_n7. O que podemos esperar musicalmente do VUUR e quais são as suas expectativas com relação à banda?

    Jord: O álbum será algo novo e lindo, mas sem deixar de ser pesado e até surpreendente às vezes. Eu acho que vocês vão gostar. 😉 Quanto às expectativas futuras… muitos shows e diversão!

    8. Por ser um artista famoso, ganhar fãs torna-se inevitável e, por algumas razões, os músicos deixam alguns projetos. Como é estar em um projeto totalmente diferente e ter o suporte dos fãs que você conquistou em projetos antigos?

    Jord: É muito bom, obviamente. É difícil ganhar um salário razoável trabalhando com música e eu tenho que continuar trabalhando além dessa área. Então, todo o meu tempo livre acaba sendo investido em compor e tocar. Ganhar reconhecimento é simplesmente maravilhoso. Pode soar clichê, mas, sem os fãs, nada disso é possível. Então, muito obrigado a todos!

    15622649_1257478640978483_326487881659240469_n (1)9. Basicamente, todas as bandas e projetos da Anneke vêm ao Brasil, o que significa que você virá num futuro não tão distante. Você tem alguma memória especial de quando esteve aqui que gostaria de compartilhar com os fãs brasileiros? E não estamos falando de cuidados com o cabelo. (risos)

    Jord: Eu quero muito ir ao Brasil de novo! O público de lá é simplesmente incrível e “chuta muitas bundas”! Isso já é algo absurdamente especial. Mas também quero beber muitas caipirinhas de novo.

    10. O L’Oréal Paris tem um novo foco: a barba dos homens! Seu cabelo fica com ciúme por ter de dividir a atenção agora? Hahaha

    Jord: Ele fica enroscado na barba às vezes, mas eu prefiro acreditar que é amor e não ciúme!

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    Show de aquecimento no dia 9 de Junho

    Local: Neushoorn, Leeuwarden,  Países Baixos
    Ingressos Evento

     VUUR Brasil

    Membros da banda VUUR:

    Anneke Van Giersbergen – vocalista
    Ed Warby – baterista
    Johan Van Stratum – baixista
    Ferry Duijsens – guitarrista
    Marcela Bovio – vocalista
    Jord Otto – guitarrista


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  • Interview: Jord Otto

    Interview: Jord Otto

    Recently Anneke van Giersbergen announced her new band, entitled of VUUR.
    Head up High‘ had the opportunity to interview the guitar player very known by us, Jord Otto.

    L’Oreal Paris: Because You’re Worth It! 😉

    Thank you, Jord!

     

    1461467_613717265342858_302837974_n1. Besides joining ‘The Blackest Grey’ and ‘My Propane’, what have you been doing during the past 2 years after the Wild Card tour ended?

    Jord: I didn’t join The Blackest Grey in these 2 years. It’s actually the first band I got in that became a bit more serious as we had a lot of shows compared to what I did before that. But we already exist in this formation from 2006. We just never released an album as it was more of a “hobby” band.  Now we’re trying to be mature and drink less beer during practice and actually record some new stuff 😉 What I’ve been doing: Mostly writing for the new My Propane album and just playing a lot of guitar as you can never be good enough! 🙂

    2. How were you invited to join VUUR?

    Jord: I got asked by Johan van Stratum if I was interested in playing with Anneke’s new band VUUR. And well… you can guess what my response was!

    13173336_10208146349489146_2650416933478047670_o 3. Vuur is formed by excellent musicians and, somehow, all of you have directly or indirectly worked together before. How is your relationship with the other band members? And have you ever worked with any of them before that?

    Jord: Hell yessss! I’m so glad I get to play music with every single one of the VUUR members. Next to the fact that they are all a bunch of sweet people the quality of musicianship is outstanding. We actually didn’t know each other that well. I once did a little ReVamp tour with Stream of Passion in Russia so I already knew Johan and Marcela. I have seen the others at gigs or on Facebook but didn’t know them in person. But once the first rehearsal kicked off I felt at home immediately.

    4. There are many female-fronted bands nowadays. What’s VUUR’s proposal so it can stand out in the current metal scene?

    Jord: We got Anneke AND Marcela. :p But hey fuck the “female-fronted” label right? Floor also had a grudge against it and I totally agree on that.

    You’ll just have to wait and listen once something gets out! 😉

    12998736_10153611194452894_8659112462937855031_n5. Besides VUUR, you are also part of ‘My Propane’ and play alongside Henk in ‘The Blackest Grey’. How do you see your growth and your evolution as a guitar player?
    Jord: Well I think my growth kinda lies in the fact that I am realizing that there’s so much more then my typical goto metal music. I listen to loadddddsss of different styles of music and try to get more inspiration out of that. It definitely reflects in my writing altough I keep things metal of course.

    6. How did the idea on The Blackest Grey come up? And what kind of inspiration was necessary to create the melody and lyrics for the song ‘Escapist’?

    Jord: Like I said before, it’s not really an idea of the present 🙂 Escapist is actually one of the first songs we wrote together. We just transformed it to fuck and re released it on our new album.

    14947729_1170012713044508_711419093329250201_n7. What can we musically expect from Vuur and what are your expectations for the future with it?

    Jord: The album is gonna be something else, something new, something beautiful yet heavy and bombastic at times. I think you’ll be pleased 😉 Expectations for the future… Loads of gigs, tours and fun!

    8. Since you are a known artist, it becomes inevitable for fans to come up, and, for some reason, bands to end or even some musicians to leave some their projects. How does it feel, for you, to continue in a totally different project and have the support from fans that you follow you from your past projects?

    Jord: It feels really good, obviously. It’s hard to earn a reasonable income in the music business and I have to keep working besides music. So all of my free time goes into writing music and playing. Getting some recognition and getting all your support just makes up for so much! It’s a bit of a cliché but without fans we can’t do it 😉

    So thank you all! 🙂

    15622649_1257478640978483_326487881659240469_n (1)9. Basically, all the bands and projects created by Anneke come to Brazil, so you’re probably coming over in a (not so) distant future. Do you remember something special from when you came here that you would like to tell your Brazilian fans? And we’re not talking about hair care (hahaha)

    Jord: How I wish to go there again! The crowd over there is just unbelievable and KICKS fucking ass! That was pretty damn special already. But next to that I just really need to drink caipirinhas again… :):):):)

    10. Apparently L’Oreal Paris has a new focus: men’s beard. Does your hair feel jealous for sharing its attention now? Hahaha

    Jord: It does get stuck in my beard sometimes but I like to believe it’s love, not jealousy.

    Português aqui


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    Try-out: June, 9

    Venue: Neushoorn, Leeuwarden,  The Netherlands
    Tickets Event

     VUUR Brasil

    Members:

    Anneke Van Giersbergen – lead vocals
    Ed Warby – drums
    Johan Van Stratum – bass
    Ferry Duijsens – guitars
    Marcela Bovio – vocals
    Jord Otto – guitars


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  • EN: Tom Englund – Evergrey

    EN: Tom Englund – Evergrey

    Head up High, my dear!

    Their latest work, “The Storm Within“, was released last september and is already considered one the most well-structure, profound album ever recorded in their career as it also marks the band’s 20th anniversary! Not only is it clear that they have grown as musicians but Floor Jansen, lead singer from Nightwish, features two tracks as well.

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    We recently had the opportunity to conduct an interview with Tom Englund, lead singer and guitar player from Evergrey!

    Ω

    Thank you so much for the opportunity, Tom.

    1. The album “The Storm Within” comes around as part of the band’s 20th anniversary as well as one of the most intense, profound works Evergrey has ever created. Considering the album deals with sensitive matters which are a part of everyone’s lives, how would you describe the creative process for this album?
    Tom Englund: Well, as usual we try to find a vibe, and when that is set we usually just write a lot of music based on the atmosphere we want to convey. On this particular album we had all these visions that sent impressions of desolate vast fields in outer space to our creative minds. We kept spinning on those feelings and starting fantasizing about going to Island to record the videos and created this whole world where we could escape into when in creative mode. A fantastic experience where we have never before been so engulfed by our own world. 

    2. One has a particular first impression by listening to the album for the first time. Nevertheless, once you listen to it a second time, you may unravel new nuances in those feelings, that first impression. How would you describe this discovery of nuances in the album by those who listen to it?
    Tom Englund: I think Evergrey albums always been about discovering new things, sometimes on the 100th listen. We put so much emphasis on every small little detail which sometimes, even for us, makes it an objective experience where we can lean back and really enjoy the ride. So make no mistake there are a lot of hours put into the details of this album.

    11074133_10206209606217273_490848103224108826_n3. How did you guys decide which song would feature Floor Jansen?
    Tom Englund: Well we sort of wrote it after she had said yes. We had fragments of the song that became more set once we knew she would participate which was a great new way of writing a song. 10

    4. Floor and you are good friends and working with her must be something exciting. How did it feel to work on the process of picking and developing the tracks “In Orbit” and “Disconnect” with her?
    Tom Englund: I think being able to work with friends from different worlds of music and cultures is what makes me very lucky. It is extremely fortunate to be in a position where one has the opportunity to participate in your friends music lives. We have known each other for a long time and now since she’s become very famous of course it is even more fulfilling to see her explode through the roof but still remains the same down to earth person. We had a great time doing it!

    5. The video for the track “The Paradox of Fame” was shot with your wife in one of the most amazing (and mysterious) places in Island. Why did you choose that particular site and what was its relation to the video trilogy?
    Tom Englund: I mean the whole album is as described earlier based on the same vibe but also on the same storyline where having love and losing it is the main theme. This is something we all can relate to but we wanted and maybe also needed the twist of the story being portrayed or told in a more dramatic setting. Island certainly offers this. So the video is merely one of 11 songs of which 3 songs are the videos that we had the chance to emphasize most by recording them on Island. 

    6. About the lyrics: which one of the lyrics from this album you consider to be the one that speaks closer to your heart? As some sort of reflection upon everything you meant to convey on this work. Also, which track do you relate with most intensively as a reflection of you feel about the topics discussed in the album?
    Tom Englund: The Impossible is quite frankly one of my favorite compositions ever. Lyric wise it offers the sense of not being enough, not quite reaching all the way even though you stretched the hardest and furthest you can. It’s about realizing that you’ve done all you can and that what the other person is demanding is the impossible. I like the frailty and that it breaths understanding but a very sad one. 

    Website | Facebook | Instagram | Twitter 

    evergrey-the-storm-within-1024x1024Tracklist:

    01. Distance
    02. Passing Trough
    03. Someday
    04. Astray
    05. The Impossible
    06. My Allied Ocean
    07. In Orbit (feat. Floor Jansen)
    08. The Lonely Monarch
    09. The Paradox Of The Flame
    10. Disconnect (feat. Floor Jansen)
    11. The Storm Within

     

     Distance Passing Through | The Paradox of the Flame

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  • PT: Tom Englund – Evergrey

    PT: Tom Englund – Evergrey

    English HERE

    Head up High, my dear!

    O último álbum lançado em setembro deste ano, intitulado de ‘The Storm Within‘ é considerado um dos mais fortes álbuns e emocionais até a presente data, e representa também, os 20 anos de carreira do Evergrey. O crescimento como um grupo é notável, e temos também a participação especial da nossa querida Floor Jansen, vocalista do Nightwish.

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    Tivemos a oportunidade de enviar algumas perguntas ao Tom Englund, líder, vocalista e guitarrista da banda Evergrey!

    Ω

    Muito obrigada pela oportunidade, Tom.

    1. O álbum “The Storm Within” surge bem a tempo do aniversário de 20 anos da banda e toma a forma de um dos álbuns mais intensos e profundos que o Evergrey já compôs. Levando em consideração que o disco lida com assuntos mais delicados da vida cotidiana, como você descreveria o processo criativo utilizado na composição do álbum?
    Tom Englund: Geralmente, tentamos sentir o clima e, uma vez que isso é feito, passamos a compor com base nessa atmosfera, no que queremos passar para as pessoas. Neste álbum em especial, nós tínhamos essas ideias que passavam a imagem de campos imensos todos desolados no espaço sideral vindo da nossa criatividade. Nós insistimos nessas sensações e começamos a visualizar uma ida à Islândia para gravar os clipes, e criamos esse mundo para onde poderíamos fugir quando estivéssemos num momento criativo. Foi uma experiência pessoal incrível na qual nós nunca nos havíamos sentido tão imersos antes.

    2. As pessoas podem ter uma primeira impressão singular ao ouvir o álbum pela primeira vez, mas, ao ouvir novamente, é possível descobrir novas particularidades naquela primeira impressão e nas sensações que ela transmitia. Como você descreveria essas particularidades?
    Tom Englund: Eu acho que os álbuns do Evergrey sempre tiveram como objetivo ser uma fonte de descoberta de coisas novas, até mesmo ao ouvi-los pela centésima vez. Nós nos dedicamos muito no trabalho dos mínimos detalhes, que, às vezes, tornam-se uma experiência mais objetiva em que até mesmo nós podemos aproveitar o processo de uma maneira singular. Então, há, de fato, muitas horas de trabalho dedicadas a cada um dos menores detalhes do disco.

    11074133_10206209606217273_490848103224108826_n3. Como vocês decidiram qual música teria a participação da Floor Jansen?
    Tom Englund: Bom, nós meio que compusemos a música após ela ter aceitado participar do disco. Até então, tínhamos trechos da música prontos que foram se juntando e formando algo maior depois de sabermos que ela participaria, o que foi uma maneira nova e empolgante de compor uma música.

    4. Você e a Floor são bons amigos e trabalhar com ela deve ser algo muito empolgante10. Como foi trabalhar ao lado dela durante o processo de escolha da música que contaria com a participação e durante o desenvolvimento das músicas “In Orbit” e “Disconnect”?
    Tom Englund: Acho que poder trabalhar com amigos de diferentes culturas e áreas musicais é o que me faz sentir uma pessoa de sorte. É de uma feliz coincidência estar numa posição em que há a chance de participar da carreira musical do seus amigos. Nós nos conhecemos há muito tempo e, desde então, ela se tornou famosa. É claro que nos enche de orgulho vê-la alcançar tanto reconhecimento, mas ela continua sendo a mesma pessoa pé-no-chão. Nós nos divertimos muito durante todo o processo!

    5. A gravação do clipe da música “The Paradox of Fame” contou com a participação da sua esposa num dos ocais mais incríveis (e misteriosos) da Islândia. Por que você escolheu aquele lugar em especial e qual é a relação dele com a trilogia de clipes?
    Tom Englund: Bom, o disco inteiro é, como disse, baseado numa sensação, em uma atmosfera. Além disso, ele também é baseado numa mesma “linha narrativa” cujos temas principais são o amor e a perda. Esses são assuntos com os quais todos somos capazes de nos identificar, mas nós, da banda, queríamos (e até talvez precisássemos) de uma mudança drástica nessa linha narrativa de forma que ela ocorresse num ambiente mais dramático. A Islândia é um país que oferece essa ambientação em todos os aspectos. O clipe mostra apenas uma de 11 músicas e três delas têm clipes que tivemos a oportunidade de produzir para passar essa mensagem de uma maneira mais intensa num ambiente como o da Islândia.

    6. Sobre as letras do disco: qual delas você considera ser a que mais o emociona? Como se fosse uma espécie de reflexão sobre tudo o que você quis transmitir para quem ouve o disco. Além disso, com qual das músicas você se identifica mais intensamente no sentido de como se sente acerca dos temas discutidos no álbum?
    Tom Englund: A música “The Impossible” é, para ser honesto, uma das minhas preferidas de todos os tempos. Em termos de letra, ela passa a ideia de algo não ser suficiente, de não ser capaz de ir até o fim mesmo quando se dá tudo de si e vai o mais longe que se é capaz. É uma música que lida com essa ideia de perceber que se fez tudo o que era possível e que o que a outra pessoa exige é impossível de ser feito. Eu gosto da ideia da fragilidade e como ela envolve a compreensão de algo, mas de uma maneira triste.

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    evergrey-the-storm-within-1024x1024Tracklist:

    01. Distance
    02. Passing Trough
    03. Someday
    04. Astray
    05. The Impossible
    06. My Allied Ocean
    07. In Orbit (feat. Floor Jansen)
    08. The Lonely Monarch
    09. The Paradox Of The Flame
    10. Disconnect (feat. Floor Jansen)
    11. The Storm Within

     

     Distance Passing Through | The Paradox of the Flame

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  • Metal Wani: Floor Jansen

    Metal Wani: Floor Jansen

    Via Metal Wani | Tradução: Head up High, my dear!

    No dia 19 de novembro, o Metal Wani conduziu uma entrevista por aúdio com Floor Jansen. A tradução você encontra à seguir:logo1

    MW: Hoje nós temos a incrível e eterna Floor Jansen.
    Floor: Ah, bom, obrigada!

    MW: Vocês tem o próximo capítulo da carreira do Nightwish prestes a começar, com o DVD novinho em folha, um outro passo na carreira do Nightwish sobre como vocês gostam de se apresentar no palco para os fãs que provavelmente não tiveram a chance de ver vocês ao vivo.
    Floor: Sim, claro. Nós realmente queríamos documentar a turnê mundial inteira, então temos dois shows completos, e muito material de outros lugares no mundo todo, para dar a impressão de como é em muitos lugares diferentes.

    MW: De fato e as locações dos shows parecem lugares especiais, por exemplo, a primeira por ser em casa com os fãs que estão com vocês por décadas e tem um local lendário como a Wembley que é uma das maiores, então, ter esses dois locais especiais com os sets de músicas que escolheram foi algo como uma escolha óbvia de músicas para Wembley ao invés de algo que vocês tenham feito por exemplo, na Itália ou em Sydney Opera House?12439204_1257100407650527_3426500180960296672_n

    Floor: Bom, não tocamos na Sidney Opera House, mas sim, Wembley Arena é muito especial, então quando o lugar especial se apresenta, isso nos ajuda a decidir que, sim, esse é o lugar perfeito para uma segunda imortalização, pois nós já tínhamos Tampere, mas sem saber ainda que esgotaríamos o lugar, sem saber ainda que o Richard Dawkins diria “claro que eu vou e vou narrar” e se juntaria ao nosso show ao vivo, sim…essas coisas fizeram o show extra especial.

    MW: Fantástico, bom ouvir isso. E a maneira como foi filmado, ficou muito legal, também os múltiplos ângulos das câmeras pegaram a essência do som do Nightwish e a performance da banda e a interação de vocês com o público, ou até mesmo a conexão entre o Tuomas e o Kai, me fez sentir como se estivesse presente em Wembley ou mesmo na Finlândia.
    Floor: Ótimo!

    MW: A forma como foi filmado, quando você dá uma olhada na edição final do DVD, qual foi a primeira coisa que veio à sua cabeça?
    Floor: Bom, eu não vi apenas à edição final do DVD, então eu fui parte como todos no Nightwish da realização dos cortes e, claro, o diretor e a banda fizeram esse DVD juntos assim como o trabalho anterior, “Showtime, Storytime”, então realmente fomos todos juntos através de todos os ângulos e foi idéia dele ( o diretor) fazer os ângulos assim, então de fato te dá a sensação de estar lá e você consegue ver o espetáculo todo por olhos diferentes e ângulos, então teve muita escolha pra fazer de onde vamos nos focar e o que vamos mostrar pois o show está acontecendo o tempo todo e estou muito emocionada com o resultado, e realmente te leva conosco para o show, estando no público ou no palco, dá essa impressão.

    MW: Absolutamente certo. E, também, o tipo de resposta que vocês tiveram do EFMB, sendo muito receptivos, vocês levaram os fãs ao conceito e os conectaram mais para o lado espiritual, e tenho certeza que isso dá a sensação de objetivo alcançado, que a banda não conecta as pessoas somente com a música, mas sabem pelo lado do conceito.
    Floor: Sim, certamente, os aspectos visuais do show são muito importantes, mas não o mais importante. Conseguimos ainda dar o nosso recado sem os elementos visuais do show e se acontecer de tocarmos num estádio ou arena então, é muito legal termos isso.

    MW: E o tipo de cenário que vocês tem levado nesta turnê foi fenomenal, acho que é o maior cenário que o Nightwish já levou na estrada até hoje, certo?
    Floor: Sim, nunca foi maior que isso, de fato.

    MW: E deve ter sido um tipo de desafio inovador pq vocês estão levando muitos projetores e emergem as pessoas nessas experiência. É muito legal ver como numa grande escala, vocês cresceram no termo da essência ao vivo. Para você, em especial, o quanto é importante os aspectos visuais para uma banda como o Nightwish ao vivo?
    hthzdsj_b7iFloor: É ótimo ter todos os elementos de show, como eu disse, quando se está no palco grande. Quando estamos num palco pequeno, temos uma espaço curto e luzes normais, sabe, sem pirotecnia ou algo mais, podemos ainda transmitir as histórias. Eu acho que essa é a coisa mais importante que o Nightwish pode trazer. Não precisamos de pirotecnia, ou de telas ou de palcos grandes para convencer. Mas esses elementos fazem ser ainda mais espetacular e grandioso quando se faz, e quando você toca num estádio ainda maior que a casa de show. Então é super legal ter esses elementos e esse é o toque final do que podemos trazer.

    MW: De fato. E você, obviamente, quando está à frente do microfone e anda pelo palco, em ambos os shows, bangueia, é mais do que você, é a plateia que está com você cantando as canções, os clássicos, também as novas do EFMB. Você deixou sua própria assinatura estampada no palco que os fãs de Floor Jansen amam. Você, quando estava no palco em Wembley, sentiu-se meio que nervosa antes de entrar e arrebentar no palco?
    Floor: Sim, digo, nervosa no sentido de estar mais preparada porque você sabe que vai ser um show especial mesmo que Wembley tenha vindo ao final de uma turnê de 5 semanas na Europa. Nós vínhamos tocando por 5 semanas em arenas. Nesse sentido, essa é a preparação perfeita para um show especial em arena. E, na gravação do DVD, nós não tivemos esse tipo de preparação para Tampere, então foi certamente mais animador nesse sentido. Nós tínhamos um palco maior, uma passarela que ia até o público, então tínhamos que decidir como usá-la e quando usá-la, você não quer pensar demais, porque senão você vai entrar na rotina, mas…Em Tampere tivemos que pensar um pouco mais e sim, então você sabe que realmente vai ter que sim, tem que estar pronto para as mudanças e percepções do show e, só de saber que o show vai ser filmado, definitivamente isso é mais que simplesmente animador. Então você tem que esquecer que isso vai acontecer, você não quer se distrair pensando nisso.

    MW: Sabe, mesmo a canção TGSOE, o momento mais incrível da banda até hoje, você esta lá no palco, a música épica de 23 minutos e a narração de Richard Dawkins expressando aquelas linhas extremamente boas, você fica emocionada no palco. Então me pergunto qual deve ter sido o momento mais especial para você enquanto cantora, ser parte dessa experiência, e tenho certeza que você nunca fez coisas assim na sua carreira. 1915522_836655903098340_3577088848676100356_n

    Floor: Não, certamente, nenhum de nós, quem diria que teríamos um cientista tão famoso no palco conosco, ainda mais narrando essas palavras tão famosas e uma coisa única que todos nós ficamos emocionados. E foi muito bom ver pelo dvd que a emoção não estava somente no palco, a reação da platéia foi clara. Eles pegaram a mensagem, eles foram tocados por ele, foi realmente um momento lindo.

    MW: E Richard, ele já fez muito, digo, não na frente de milhares de pessoas de fãs, mas…
    Floor: Exato!

    MW: Sim, mas isso foi planejado e tenho certeza que deve ter sido ensaiado antes, mas quando vocês estavam em Wembley e ele entra no palco, como foi estar lá e fazer algum ensaio no backstage antes de ir ao vivo?
    Floor: Bem, nós não ensaiamos lá atrás, porque não faria sentido. Ele poderia ler essas palavras em qualquer lugar, então fizemos na passagem de som. E então, óbvio, a arena estava vazia. Mas para ele estar no palco assim, ter a experiência de estar no palco, falando para muitas pessoas, mas não ao vivo. Digo, quando ele está na rádio ou TV, há muitas pessoas o ouvindo, mas não ao vivo. Mas essa foi uma situação única, foi bom para todos nós termos aquele momento, no palco juntos, sem ter a platéia toda lá ainda, para manter a mágica de verdade no palco quando a platéia estivesse.

    MW: Levei 13 anos para ver o Nightwish ao vivo. Eu viajei muito, agora estou na Índia e viajei até a Alemanha para vê-los em 13 de dezembro do ano passado.
    Floor: Uau, fantástico!

    MW: Então foi minha primeira experiência com Nightwish, e estava hipnotizado. Ver esse dvd me levou de volta para lá, para ser honesto, sabe… Uma noite que me lembrou os arrepios que tive ao ver, e tenho que ver vocês ao vivo de novo. Não sei se vocês virão para a Índia. Sei que tem fãs, mas não sei se virão, para ser honesto.
    Floor: Bom, esteve nas conversas por uns anos, isso eu sei. Infelizmente o mundo é um lugar grande, e planejamento tem que encaixar, e a oferta tem que ser possível para fazermos. Mas infelizmente não nessa turnê. Eu ficaria muito feliz de ir.

    MW: Seria ótimo. E você vai ser parte do novo CD do Ayreon como “The Biologist” eu estive conversando com o Arjen enquanto me preparava para a sua entrevista e ele pediu que eu lhe mandasse um grande abraço em nome dele.
    Floor: Ah, que bom de ouvir, obrigada.

    MW: E como você está se sentindo com a performance de “The Biologist“? Ele é louco, é um dos meus músicos favoritos do progressivo e tenho certeza que para você ser parte de um de seus álbuns de novo, é porque gosta.14907649_1325275030848568_8626279679314662490_n
    Floor: É sim sim, sabe, quando ele me mandou um email, “Hey, novo álbum vindo, estaria interessada novamente?” eu disse “Sim, claro! Eu não preciso ouvir a música antes, como sempre faço. Porque você sabe que, com ele, vai ser boa! Engraçado dizer que, eu não sabia que eu seria The biologist, então eu vi minhas letras e as partes da música que são basicamente pedacinhos delas, e me preparei para ensaiar para gravar no estudio dele. Me diverti, como sempre. E então falamos sobre como e quando anunciar, porque ele tem esse jogo onde as pessoas podem adivinhar que cantor está cantando qual parte, então, depois que as pessoas adivinharam que ele e me colocou como “The Biologist”, mas obviamente acho que nenhum dos cantores sabem como é todo o quadro da história, então aos poucos as partes do quebra-cabeça foram reveladas e ambos mundos e artistas sabem, e é incrível como se encaixa tão bem ao conceito que saiu e, nao sei se você leu sobre isso mas eu, quando criança, queria me tornar uma bióloga. Eu não sabia exatamente o que isso significava, mas eu sempre amei a natureza e sempre me importei com o planeta e senti esse desejo de criança de ajudar e ser parte disso, e aprendi que biólogos faziam isso, então queria me tornar uma.

    MW: Mas você acabou se tornando no álbum ele.
    Floor: Exatamente, e agora tudo se encaixou perfeitamente, sim. Hahaha

    MW: Fantástico. E você tbm fez uma aparição no novo CD do Evergrey, é um álbum muito pessoal e gostei de cada parte dele. Muito bom ver você naquele clipe.
    Floor: Ah, legal que você viu, muito obrigada.

    MW: E, nesse ponto de sua carreira, você está vivendo o sonho, sabe, você está amando a vibe do Nightwish, que é ótima, você está esperando seu primeiro filho, então meus parabéns por isso.
    Floor: Obrigada.

    MW: Há algo na sua lista de desejos que ainda precisa ser alcançado?
    10Floor: Não, de fato não. Como você disse, há muita coisa acontecendo no momento. Evergrey, nesse caso, engraçado você mencionar antes de dizer isso. Porque não aconteceu apenas porque eu sou do Nightwish, mas também porque meu marido tocava no Evergrey, então nos tornamos amigos, moramos na mesma área basicamente, na Suécia e sim, o convite veio mais junto com um drink entre amigos do que por razões profissionais. Claro que a decisão foi profissional, mas fazer música com amigos independente do nível em que você está, é a melhor e maior luxúria no mundo. E eu estou fazendo isso no Nightwish também. E se há alguma ambição ainda não completa, então nunca será, pois é algo do futuro, e a maior é fazer música com amigos de forma feliz e saudável como estou fazendo. E isso é meu sonho para o futuro.

    MW: Isso é muito bom de ouvir, Floor. Se você tiver que resumir o Vehicle of Spirit numa frase o que diria?
    Floor: É o Nightwish levando você numa viagem ao redor do mundo.

    MW: Muito obrigado, Floor! É sempre bom conversar com você, muita sorte com o lançamento, vai estar nos charts em cada lugar que for vendido. Aproveite este ano que está tirando para focar em sua vida, e então estarão de volta em 2018 para o novo CD do Nightwish, certo?
    Floor: Bem, estaremos de volta em 2018 mas estamos mantendo em segredo ainda o que vamos fazer. Estamos mantendo ainda em segredo porque é algo especial e algo que sei que os fãs do Nightwish vão realmente gostar mas, de fato, agora vamos dar uma pausa de tudo. Não que não tenha sido bom, mas justamente porque foi bom. É bom refletir na vida, dar um passo atrás e sentar e relaxar, fazer algo diferente e voltaremos em 2018!

    MW: Tenha uma noite maravilhosa e cuide-se!
    Floor: Você também, obrigada por essa maravilhosa entrevista! Tchau!

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  • Entrevista | Interview: Hannes Van Dahl – Sabaton

    Entrevista | Interview: Hannes Van Dahl – Sabaton

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    Cobras Fumantes, eterna é a sua vitória! ♥

    Durante a última passagem do Sabaton no Brasil, o Head up High entrevistou o baterista Hannes Van Dahl.

    During the last Sabaton Brazilian tour, ‘Head up High’ had an interview with the drummer Hannes Van Dahl.

    Enjoy ;D

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  • Musicalypse.net: Floor Jansen

    Musicalypse.net: Floor Jansen

    Via Musicalpse | Tradução: Head up High, my dear!

    Com o lançamento de “Vehicle of Spirit” marcado para o fim deste ano, Tuomas Holopainen, Marco Hietala e Floor Jansen viajaram para Helsinque no dia 29 de setembro para promover o futuro DVD da banda na mídia finlandesa da qual fazemos parte. Após a exibição exclusiva para a mídia, nós tivemos a chance de bater um papo rápido com a Floor sobre o DVD, a vida como vocalista do Nightwish e algumas outras experiências de vida.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-6

    Bom, acabamos de assistir ao novo DVD, “Vehicle of Spirit”. Como você se sente em relação a ele quando comparado ao “Showtime, Storytime”?
    Os shows ocorrem com alguns anos de diferença entre um e outro. Apesar dos shows que fazemos em festivais terem a nossa organização de palco, decoração e tudo mais, estes foram shows solo e não participações em festivais. Eu não quero fazer muitas comparações, pois eu acho que ambos os DVDs são trabalhos diferentes, com sentimentos diferentes e em momentos diferentes da nossa história. Este é o registro DESTA turnê mundial, então gravamos dois shows e conseguimos realizar bastantes filmagens em outros lugares, o que apresenta um conceito diferente do apresentado em “Showtime, Storytime”. Havia shows, mas tivemos um parte mais narrativa com um documentário bastante longo. Neste caso, é bem diferente, pois são apenas as filmagens ao vivo.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-3Qual o seu momento preferido do DVD ou qual a sua memória preferida de alguns dos shows gravados?
    Floor: Para mim, um dos melhores momentos do show de Tampere foi cantar “Sleeping Sun” numa passarela em meio ao público. Foi bem assustador. Eu estava usando um par de sapatos que tornava… difícil andar [risos]. Eles eram lindos! Como qualquer mulher, eu quis usar algo muito bonito, mas que não é muito prático, especialmente ao descer sob uma superfície curva e lisa. Uma música como “Sleeping Sun” só é verdadeiramente linda quando cantada da maneira certa, então não se pode cometer erros. Tudo precisa estar de acordo com a dinâmica do momento e fazer tudo certo ao andar numa passarela em meio a 23 mil pessoas foi, de fato, um desafio. [risos] Mas eu fiquei muito feliz com o resultado.
    No show do Wembley, eu acho que foi o momento em que Richard Dawkins falou e fez aquela breve pausa ao final, dizendo “Where endless forms most beautiful… … …and most wonderful…“. Nessa hora, eu me lembro do quão ansiosa eu fiquei ao pensar “Será que ele esqueceu a fala dele? E agora?”. Mas, então, ele continuou e a reação do público, como vimos na exibição do DVD, foi muito mais intensa do que eu imaginava. Foi, de fato, de tirar o fôlego. Quando eu assisti pela primeira vez em casa, eu chorei de emoção e eu vi a plateia ter a mesma reação! As pessoas choravam e acenavam assim [veja a foto] ao ouvir o Richard. Foi incrivelmente emocionante ver que todos se sentiram como nós nos sentimos, que captaram o que queríamos compartilhar.

    Durante a turnê do “Endless Forms Most Beautiful”, vocês utilizaram um cenário de palco bem minimalista em comparação a peças utilizadas anteriormente, como, por exemplo, o órgão gigante do Imaginaerum ou o barco do Dark Passion Play. Quem elabora o cenário e por que ele se tornou mais simples desta vez?
    Floor: Nós mesmos elaboramos tudo. Acho que a maior parte das peças físicas do cenário foram substituídas por telas e conjuntos de telas, que eu garanto não serem minimalistas [risos]. Além disso, em Tampere, um grande conjunto de luzes desceu durante o show. Em geral, já utilizamos conjuntos de luzes diferentes, então, nesse sentido, ele não é mais minimalista, mas apenas mais tecnológico. Afinal, nós ainda tempos o nosso cenário. Há uma peça bem grande em volta dos teclados do Tuomas, peças especiais para o Troy, o Marco tem aquela árvore dele e eu também tenho a minha peça. Então, por isso, eu só vejo como algo diferente.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-5Sabemos que o Nightwish planeja tirar um ano inteiro de folga após os shows na Ásia. Quais são os planos da banda para após essa pausa? Vocês pretendem voltar a trabalhar em estúdio?
    Floor: Temos alguns planos, mas não contaremos nada, pois temos algo muito especial planejado e eu costumo ver as pessoas interpretando coisas que dizemos em entrevistas de maneira distorcida. Por exemplo, coisas como “não faremos nada em 2017, mas faremos algo especial que só será revelado em 2018” são interpretadas como uma hipótese de “eles gravarão algo em estúdio em 2017”, mas, às vezes, as pessoas simplesmente publicam coisas assim como se fossem verdade e eu fico pensando “Mas nós não dissemos nada disso”. Nós vamos, sim, tirar um ano inteiro de folga para descansarmos da melhor maneira possível, até porque uma banda como o Nightwish merece isso. Simples assim. Após 20 anos de trabalho ininterrupto, não me parece algo estranho nem nada do tipo. Mas há algo, sim, em desenvolvimento que ainda não (nem iremos) podemos revelar. Tudo o que posso dizer é que é algo especial e que as pessoas gostarão.

    Você ou algum dos outros membros tem pensado em voltar a trabalhar em algum outro projeto, como o Brother Firetribe, o Tarot ou o ReVamp?
    Floor: Eu sei que o Emppu trabalhará com o Brother Firetribe e acho que o Kaitsu tem pensado em produzir algo com o Wintersun. Ele vai dar aulas. Marco está trabalhando num álbum solo, assim como o Troy. Eu percebi que ter uma banda como o Nightwish… torna muito difícil ter uma segunda banda. Eu tenho tido minhas dúvidas com o ReVamp, porque acho que eles merecem tanta atenção quanto qualquer outra banda. Mas fazer isso tem sido muito difícil e, agora que serei mãe, a dificuldade de me dedicar plenamente ao ReVamp é ainda maior. Por isso, decidi abandonar o ReVamp. Então, o meu foco será no meu bebê e em cuidar dele. Mas, em 2008, eu gravei um álbum com um guitarrista norueguês chamado Jorn Viggo Lovstad, do Pagan’s Mind. É algo interessante para nós dois, mas é um estilo musical diferente e nunca foi lançado. Então, sem prometer nada, confesso que temos, sim, o interesse em trabalhar neste álbum assim que possível.

    Com relação ao material do Nightwish, qual música foi mais difícil de cantar?
    Floor: Não consigo escolher uma música em particular que tenha sido mais difícil do que as outras. Há trechos nas músicas que não fluem naturalmente. “Amaranthe”, por exemplo, foi mais difícil no início por causa do ritmo mais pop, algo ao qual não estou acostumada e que, nesse sentido, tornou tudo mais difícil. “Sleeping Sun” foi difícil pelas razões que eu já mencionei, pois ela precisa ser cantada de uma maneira muito particular. Ela não pode soar muito operática nem suave demais, mas construir uma sensação conforme a música é tocada… esse é o desafio. E é claro que as notas mais agudas em “Ghost Love Score” são um desafio. Então, eu diria que são trechos das músicas e não as músicas inteiras.

    Você teve e aprender alguma técnica vocal nova para conseguir cantar as músicas do Nightwish ou o que você já sabia era suficiente?
    Floor: Era o suficiente, mas eu aprendi… não exatamente técnicas novas, mas aprender a cantar algo diferente, especialmente material voltado para um canto mais suave e delicado. Isso foi algo que eu raramente fiz na minha carreira.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-7Há alguma canção mais antiga do Nightwish que você ainda não tenha cantado ao vivo, mas que gostaria de fazê-lo?
    Floor: [risos] Várias, várias! Há várias músicas menos comuns no catálogo do Nightwish que não conseguimos tocar em um show, pois há oito álbuns recheados de opções de músicas. Esta é a turnê mundial do Endless Forms Most Beautiful, então nós nos focamos nas músicas do álbum novo. Ainda assim, há músicas como “The End of All Hope”, cujo ritmo eu sempre achei acelerado. Sou péssima com nomes, mas “Gethsemane” e por aí vai.

    Você emprestou a sua voz a várias outras bandas nos últimos tempos. Você tem alguma participação que tenha feito de que goste mais?
    Floor: Não, mas, recentemente, eu participei de um álbum do Evergrey, uma banda sueca que eu ouvi bastante quando era adolescente. O meu futuro noivo era baterista no Evergrey, então, quando eu me mudei para a Suécia, eu conheci o vocalista outra vez (nós nos vimos antes, mas de maneira diferente). Quando ele me convidou para participar do álbum, foi algo muito especial, pois foi um pedido com base na amizade que tinhamos. Mas, com exceção de um projeto ou ouro, eu coloquei o meu coração em tudo o que fiz, pois eu realmente gosto das bandas com as quais trabalho e só trabalho com aquilo que realmente gosto nos dias de hoje.

    Você tem viajado bastante. Quais lugares você mais gostou de visitar? Há algum lugar que você ainda queira visitar?
    Floor: Um país novo para mim nesta turnê mundial foi a China. Por alguma razão, eu não imaginava que fosse gostar de lá. Há algumas coisas que os chineses fazem que não batem com a minha visão de mundo, mas eu gostei muito de visitar o país. A pessoas são fantásticas, a comida era ótima e tudo era muito… foi uma grande surpresa para mim.
    Gosto muito do Japão e acho o país sensacional. Também adoro o Canadá, especialmente a cidade de Vancouver. Os parques e outras áreas da cidade são muito bonitas.
    Agora, os lugares que ainda não visitei… já estive no Brasil várias vezes, mas nunca visitei a Amazônia e eu gostaria muito de ver essa região do país. Eu já visitei a Austrália algumas vezes, mas nunca vi nada além das cidades por lá. Não fui ao outback. Se eu fizesse uma lista de coisas a fazer, a Islândia seria um país que eu adoraria conhecer.

    Ainda nessa linha de perguntas, qual tipo de comida você mais gostou de experimentar quando em turnê?
    Floor: Tivemos um serviço de catering bem chique nos acompanhando na turnê e eles fizeram seitan. Sou vegetariana e, às vezes, é difícil encontrar algo para comer que seja gostoso. Não é tão difícil, mas parece que alguns serviços de catering têm dificuldade com isso. A quantidade de comida sem graça que eu preciso comer às vezes leva em consideração não haver carne nela, mas o serviço fez o que podia para cozinhar vários pratos vegetarianos. Apesar de o meu corpo não gostar tanto, o sabor era muito bom.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-11Soubemos que você é uma fã de Kalevala. Você chegou a ler bastante?
    Floor: Eu li um pouco. Eu conheci especialmente por causa da minha marca de joias pra ser honesta. Eu me juntei a este projeto para crianças em que uma das histórias do Kalevala é contada. São contos muito bonitos.

    Há alguma parte que você considere marcante ou que goste bastante?
    Floor: Não conheço muita coisa. A que eu conheço é a história do Leminkainen, que era linda. No geral, o Kalevala é bem sombrio e pesado.

    Por último, eu percebi que o último álbum do ReVamp, o Wild Card, contou com a participação de Devin Townsend em “The Anatomy of a Nervous Breakdown: Neurasthenia” e ele é conhecido por não cantar nos projetos de outros artistas. Como você o conheceu e como conseguiu convencê-lo a cantar naquela música?
    Floor: Nossa, acho que nos conhecemos no backstage de um festival. Eu me aproximei, fiz o convite e ele disse “Olha, eu realmente não costumo fazer isso. Depende do material e eu quero poder compor ou escrever a letra do que eu vou cantar” e eu respondi “Maravilha!”. Então, eu mandei o instrumental da música e as minhas sugestões para os vocais junto, garantindo toda a liberdade para que ele fizesse o que achasse melhor. Mas, nesse período, eu acabei ficando super ocupada e tive medo de que ele decidisse não participar. Depois de algum tempo, ele disse “eu gostei muito do que você compôs e vou participar”, o que realmente foi algo incomum! E então foi aí que Devin Townsend deu aquele tom especial que só ele é capaz de produzir. Não é 100% cópia, mas é claro que as letras são minhas e a melodia-base que eu compus, então foi uma honra imensa ter a participação dele ao lado da minha. E foi muito importante ter essa diversidade vocal no álbum e poder contar com uma voz como aquela junto da minha no álbum foi um sonho realizado.

    Foi uma história incrível! Estas foram as minhas perguntas. Muito obrigado por aceitar participar desta entrevista!

    Texto: Amy Wiseman | Fotos: Jana Blomqvist

    Ω

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  • Musikuniverse: Floor Jansen

    Musikuniverse: Floor Jansen

     Source: Musik Universe | Tradução: Head up High, my dear

    Antes de ocorrer o show no Heavy Montreal, no dia 6, o Musik Universe teve a oportunidade de entrevistá-la. A tradução você encontra logo após o vídeo  😉

    Ω
    Meu nome é Floor Jansen, do Nightwish, e você está assistindo ao Music Universe! Aproveitem a entrevista!

    13901459_1350383084979511_8757753751363805566_nMU: Estou com a Floor Jansen, do Nightwish. Olá, Floor!
    Floor: Olá!

    MU: Bom ver você! Como tem sido a sua passagem por Montreal?
    Floor: Muito boa!

    MU: Você gostou da cidade?
    Floor: Sim! Estive aqui pela primeira vez quando era adolescente para ver os “Montes”. Não sei se eles ainda existem, mas eram muito legais. Só me lembro disso, mas estive aqui muitas outras vezes em shows. Então, o bom dessa visita é que tivemos algum tempo para ver algumas coisas e ir ao Biodomo de Montreal para ver alguns animais, por exemplo.

    MU: Bom, vamos falar um pouco sobre o Nightwish. O álbum mais recente da banda, o “Endless Forms Most Beautiful”, foi lançado dois anos atrás, se não me engano.
    Floor:  Sim, há um ano e meio.

    MU: Desde então, vocês têm estado em turnê por vários países. Há planos de compor um novo álbum ou vocês pensam em descansar um pouco?
    Floor:  Antes de mais nada, vamos parar um pouco para descansar. Pra ser honesta, faremos uma pausa um pouco mais longa do que o normal, pois vamos tirar um ano de folga, o que pesar desse ano sabático, acontece pela primeira vez na história do Nightwish. Mas, apesar desse ano sabático, estaremos de volta em 2018. Tem bastante coisa ela frente, mas ainda não posso falar muito sobre isso (risos).

    MU: Você realmente pretende parar tudo ou ainda deve trabalhar nos seus projetos solo?
    Floor: Não, eu preciso muito de uma pausa para descansar, pois tenho trabalhado por um ano sem parar…

    MU: Bom, estamos em Montreal e acho que, pela primeira vez, vocês trouxeram toda a cenografia, o show completo para nós. O que podemos esperar?
    Floor: É verdade! Na Europa, quando tocamos em shows próprios e até mesmo em festivais, nós trazemos muitos equipamentos de pirotecnia, telões e muitas outras coisas. Também tivemos alguns equipamentos de efeitos móveis que, infelizmente, não pudemos trazer hoje, mas trouxemos muito do que costumamos usar em produções maiores na Europa. E é muito legal poder trazer tudo isso para a América do Norte. Até agora, isso não tinha sido possível por conta de algumas questões legais, mas estamos muito felizes em poder usar tudo isso no show de hoje.

    MU: Então, este será o último show em Montreal até aproximadaemente 2018 ou 2019?
    Floor:  Sim.

    MU: Então, é bom que vocês estejam lá! Bom, vou fazer algumas perguntas relacionadas ao álbum mais recente e aos títulos das músicas. Sobre “Our decades in the sun”, qual lugar com bastante sol você mais gosta de visitar nas férias?
    Floor: Bom, a música não tem nada a ver com o sol, mas…

    MU: Minha pergunta é..
    Floor:  É mais pessoal. Bom, até agora, na verdade, em casa. Pois temos viajado muito.

    MU: Sobre a música “Endless Forms Most Beautiful”. Diga algo que você ache muito bonito.
    Floor:  Bom, essa música é sobre o mundo em que vivemos e a natureza que existe nele e, se há algo por que eu seja apaixonada, o nosso planeta e a natureza são esse algo. Inclusive, ter estado aqui no Biodomo de Montreal foi incrível. Também visitamos no “Insetário” de lá e a quantidade de criaturas pequenininhas que existem por aí e são tão espetaculares é incrível. Esse conhecimento é algo incrível e mágico para mim. Espero que outras pessoas possam ver e sentir isso também. Esse mundo é, de fato, mágico por si só. Então, isso, para mim, é algo muito bonito.

    MU: Que bacana! Sobre “The Greatest Show On Earth”, qual a sua banda favorita ao vivo?
    Floor: Eu diria que é o Sabaton no momento. Eles mostram muita energia nos shows.

    MU: Você pretende assistir ao show deles hoje?
    Floor:  Sim.

    MU: Nós os entrevistamos hoje e eles disseram que também trouxeram uma grande produção para o show de hoje.
    Floor: Eu soube!

    MU: Duas grandes produções para nós hoje. Estamos com sorte! Sobre “Weak Fantasy”, o que esse título significa para você?
    Floor: O título se refere a uma fantasia relacionada a algo que não existe, como o conceito de religião, que, até onde sei, é baseado em contos de fadas. As pessoas querem acreditar em algo e outras pessoas tiram proveito disso, chamando isso de religião. Essa é uma forma de poder, de oferecer uma fantasia frágil, e é a isso que esse título me remete.

    MU: “The Eyes of Sharbat Gula”, você poderia dizer uma modelo feminina de quem você gosta?
    Floor: Bom, no ramo musical, eu diria que a Skin, do Skunk Anansie, porque ela é uma mulher negra botando pra quebrar no meio musical e por lutar tão bravamente por várias coisas. Por algum motivo, isso é algo difícil de se fazer enquanto mulher, o que é ridículo que aconteça, mas eu diria que ela é um modelo para mim em termos musicais e ideológicos.

    MU: Acho que você tem mais chances de vê-la ao vivo do que nós. Ela não faz muitos shows aqui, nos EUA.
    Floor: É uma questão de ponto de vista. Nós mesmos tocamos tanto que quase não sobra tempo para assistir a qualquer show.

    MU: Você já a viu ao vivo?
    Floor:  Infelizmente, não!

    MU: Está na sua lista de “shows a assistir”?
    Floor: Com certeza!

    MU: Uma última pergunta. Eu gostaria de saber qual música da turnê atual você mais gosta de cantar toda vez?
    Floor: É sempre difícil escolher, mas creio que continua sendo “Ghost Love Score”, pois eu adoro essa música e ela continua sendo um desafio toda vez. Todas as músicas são à sua própria maneira, mas essa, em particular, tornou-se tão popular que o desafio é ainda maior, sabe? Quando a expectativa de ouvir uma música tão popular é grande, o desafio também aumenta. É difícil explicar de maneira resumida, pois são vários obstáculos a serem enfrentados em termos vocais.

    MU: Do ponto de vista dos fãs, você sente que realmente tem um lugar dentro do Nightwish hoje em dia?
    Floor: Há sempre uma divisão de opiniões, mas eu me senti muito bem-vinda desde o início. Eu soube que a vocalista anterior teve problemas com isso, mas acho que ser a terceira vocalista talvez tenha facilitado a questão de mudança de vocais. Para mim, foi bastante fácil, pois eu fui fui bem recebida desde o início. É claro que, desde aquela época, surgiram pessoas que preferiam as outras vocalistas e não se pode agradar a todos, mas a sensação de ter sido bem recebida foi forte.

    MU: Eu diria que o seu talento fala por si só. Você consegue cantar muito bem as músicas novas, assim como as da fase Anette e da fase Tarja. Acho que eles tomaram a decisão certa.
    Floor: Obrigada!

    MU: Essa foi a entrevista com a belíssima Floor Jansen, do Nightwish. Eles tocarão em Montreal hoje à noite! Muito obrigado por vir.
    Floor: Muito obrigada!

    MU: E nos vemos novamente em Montreal lá pra 2018 ou 2019?
    Floor: Com certeza! Já estamos ansiosos.

    E: Bom descanse e até mais!
    Floor: Obrigada!

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