Autor: Jess

  • EN: Tom Englund – Evergrey

    EN: Tom Englund – Evergrey

    Head up High, my dear!

    Their latest work, “The Storm Within“, was released last september and is already considered one the most well-structure, profound album ever recorded in their career as it also marks the band’s 20th anniversary! Not only is it clear that they have grown as musicians but Floor Jansen, lead singer from Nightwish, features two tracks as well.

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    We recently had the opportunity to conduct an interview with Tom Englund, lead singer and guitar player from Evergrey!

    Ω

    Thank you so much for the opportunity, Tom.

    1. The album “The Storm Within” comes around as part of the band’s 20th anniversary as well as one of the most intense, profound works Evergrey has ever created. Considering the album deals with sensitive matters which are a part of everyone’s lives, how would you describe the creative process for this album?
    Tom Englund: Well, as usual we try to find a vibe, and when that is set we usually just write a lot of music based on the atmosphere we want to convey. On this particular album we had all these visions that sent impressions of desolate vast fields in outer space to our creative minds. We kept spinning on those feelings and starting fantasizing about going to Island to record the videos and created this whole world where we could escape into when in creative mode. A fantastic experience where we have never before been so engulfed by our own world. 

    2. One has a particular first impression by listening to the album for the first time. Nevertheless, once you listen to it a second time, you may unravel new nuances in those feelings, that first impression. How would you describe this discovery of nuances in the album by those who listen to it?
    Tom Englund: I think Evergrey albums always been about discovering new things, sometimes on the 100th listen. We put so much emphasis on every small little detail which sometimes, even for us, makes it an objective experience where we can lean back and really enjoy the ride. So make no mistake there are a lot of hours put into the details of this album.

    11074133_10206209606217273_490848103224108826_n3. How did you guys decide which song would feature Floor Jansen?
    Tom Englund: Well we sort of wrote it after she had said yes. We had fragments of the song that became more set once we knew she would participate which was a great new way of writing a song. 10

    4. Floor and you are good friends and working with her must be something exciting. How did it feel to work on the process of picking and developing the tracks “In Orbit” and “Disconnect” with her?
    Tom Englund: I think being able to work with friends from different worlds of music and cultures is what makes me very lucky. It is extremely fortunate to be in a position where one has the opportunity to participate in your friends music lives. We have known each other for a long time and now since she’s become very famous of course it is even more fulfilling to see her explode through the roof but still remains the same down to earth person. We had a great time doing it!

    5. The video for the track “The Paradox of Fame” was shot with your wife in one of the most amazing (and mysterious) places in Island. Why did you choose that particular site and what was its relation to the video trilogy?
    Tom Englund: I mean the whole album is as described earlier based on the same vibe but also on the same storyline where having love and losing it is the main theme. This is something we all can relate to but we wanted and maybe also needed the twist of the story being portrayed or told in a more dramatic setting. Island certainly offers this. So the video is merely one of 11 songs of which 3 songs are the videos that we had the chance to emphasize most by recording them on Island. 

    6. About the lyrics: which one of the lyrics from this album you consider to be the one that speaks closer to your heart? As some sort of reflection upon everything you meant to convey on this work. Also, which track do you relate with most intensively as a reflection of you feel about the topics discussed in the album?
    Tom Englund: The Impossible is quite frankly one of my favorite compositions ever. Lyric wise it offers the sense of not being enough, not quite reaching all the way even though you stretched the hardest and furthest you can. It’s about realizing that you’ve done all you can and that what the other person is demanding is the impossible. I like the frailty and that it breaths understanding but a very sad one. 

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    evergrey-the-storm-within-1024x1024Tracklist:

    01. Distance
    02. Passing Trough
    03. Someday
    04. Astray
    05. The Impossible
    06. My Allied Ocean
    07. In Orbit (feat. Floor Jansen)
    08. The Lonely Monarch
    09. The Paradox Of The Flame
    10. Disconnect (feat. Floor Jansen)
    11. The Storm Within

     

     Distance Passing Through | The Paradox of the Flame

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  • PT: Tom Englund – Evergrey

    PT: Tom Englund – Evergrey

    English HERE

    Head up High, my dear!

    O último álbum lançado em setembro deste ano, intitulado de ‘The Storm Within‘ é considerado um dos mais fortes álbuns e emocionais até a presente data, e representa também, os 20 anos de carreira do Evergrey. O crescimento como um grupo é notável, e temos também a participação especial da nossa querida Floor Jansen, vocalista do Nightwish.

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    Tivemos a oportunidade de enviar algumas perguntas ao Tom Englund, líder, vocalista e guitarrista da banda Evergrey!

    Ω

    Muito obrigada pela oportunidade, Tom.

    1. O álbum “The Storm Within” surge bem a tempo do aniversário de 20 anos da banda e toma a forma de um dos álbuns mais intensos e profundos que o Evergrey já compôs. Levando em consideração que o disco lida com assuntos mais delicados da vida cotidiana, como você descreveria o processo criativo utilizado na composição do álbum?
    Tom Englund: Geralmente, tentamos sentir o clima e, uma vez que isso é feito, passamos a compor com base nessa atmosfera, no que queremos passar para as pessoas. Neste álbum em especial, nós tínhamos essas ideias que passavam a imagem de campos imensos todos desolados no espaço sideral vindo da nossa criatividade. Nós insistimos nessas sensações e começamos a visualizar uma ida à Islândia para gravar os clipes, e criamos esse mundo para onde poderíamos fugir quando estivéssemos num momento criativo. Foi uma experiência pessoal incrível na qual nós nunca nos havíamos sentido tão imersos antes.

    2. As pessoas podem ter uma primeira impressão singular ao ouvir o álbum pela primeira vez, mas, ao ouvir novamente, é possível descobrir novas particularidades naquela primeira impressão e nas sensações que ela transmitia. Como você descreveria essas particularidades?
    Tom Englund: Eu acho que os álbuns do Evergrey sempre tiveram como objetivo ser uma fonte de descoberta de coisas novas, até mesmo ao ouvi-los pela centésima vez. Nós nos dedicamos muito no trabalho dos mínimos detalhes, que, às vezes, tornam-se uma experiência mais objetiva em que até mesmo nós podemos aproveitar o processo de uma maneira singular. Então, há, de fato, muitas horas de trabalho dedicadas a cada um dos menores detalhes do disco.

    11074133_10206209606217273_490848103224108826_n3. Como vocês decidiram qual música teria a participação da Floor Jansen?
    Tom Englund: Bom, nós meio que compusemos a música após ela ter aceitado participar do disco. Até então, tínhamos trechos da música prontos que foram se juntando e formando algo maior depois de sabermos que ela participaria, o que foi uma maneira nova e empolgante de compor uma música.

    4. Você e a Floor são bons amigos e trabalhar com ela deve ser algo muito empolgante10. Como foi trabalhar ao lado dela durante o processo de escolha da música que contaria com a participação e durante o desenvolvimento das músicas “In Orbit” e “Disconnect”?
    Tom Englund: Acho que poder trabalhar com amigos de diferentes culturas e áreas musicais é o que me faz sentir uma pessoa de sorte. É de uma feliz coincidência estar numa posição em que há a chance de participar da carreira musical do seus amigos. Nós nos conhecemos há muito tempo e, desde então, ela se tornou famosa. É claro que nos enche de orgulho vê-la alcançar tanto reconhecimento, mas ela continua sendo a mesma pessoa pé-no-chão. Nós nos divertimos muito durante todo o processo!

    5. A gravação do clipe da música “The Paradox of Fame” contou com a participação da sua esposa num dos ocais mais incríveis (e misteriosos) da Islândia. Por que você escolheu aquele lugar em especial e qual é a relação dele com a trilogia de clipes?
    Tom Englund: Bom, o disco inteiro é, como disse, baseado numa sensação, em uma atmosfera. Além disso, ele também é baseado numa mesma “linha narrativa” cujos temas principais são o amor e a perda. Esses são assuntos com os quais todos somos capazes de nos identificar, mas nós, da banda, queríamos (e até talvez precisássemos) de uma mudança drástica nessa linha narrativa de forma que ela ocorresse num ambiente mais dramático. A Islândia é um país que oferece essa ambientação em todos os aspectos. O clipe mostra apenas uma de 11 músicas e três delas têm clipes que tivemos a oportunidade de produzir para passar essa mensagem de uma maneira mais intensa num ambiente como o da Islândia.

    6. Sobre as letras do disco: qual delas você considera ser a que mais o emociona? Como se fosse uma espécie de reflexão sobre tudo o que você quis transmitir para quem ouve o disco. Além disso, com qual das músicas você se identifica mais intensamente no sentido de como se sente acerca dos temas discutidos no álbum?
    Tom Englund: A música “The Impossible” é, para ser honesto, uma das minhas preferidas de todos os tempos. Em termos de letra, ela passa a ideia de algo não ser suficiente, de não ser capaz de ir até o fim mesmo quando se dá tudo de si e vai o mais longe que se é capaz. É uma música que lida com essa ideia de perceber que se fez tudo o que era possível e que o que a outra pessoa exige é impossível de ser feito. Eu gosto da ideia da fragilidade e como ela envolve a compreensão de algo, mas de uma maneira triste.

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    evergrey-the-storm-within-1024x1024Tracklist:

    01. Distance
    02. Passing Trough
    03. Someday
    04. Astray
    05. The Impossible
    06. My Allied Ocean
    07. In Orbit (feat. Floor Jansen)
    08. The Lonely Monarch
    09. The Paradox Of The Flame
    10. Disconnect (feat. Floor Jansen)
    11. The Storm Within

     

     Distance Passing Through | The Paradox of the Flame

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  • Metal Wani: Floor Jansen

    Metal Wani: Floor Jansen

    Via Metal Wani | Tradução: Head up High, my dear!

    No dia 19 de novembro, o Metal Wani conduziu uma entrevista por aúdio com Floor Jansen. A tradução você encontra à seguir:logo1

    MW: Hoje nós temos a incrível e eterna Floor Jansen.
    Floor: Ah, bom, obrigada!

    MW: Vocês tem o próximo capítulo da carreira do Nightwish prestes a começar, com o DVD novinho em folha, um outro passo na carreira do Nightwish sobre como vocês gostam de se apresentar no palco para os fãs que provavelmente não tiveram a chance de ver vocês ao vivo.
    Floor: Sim, claro. Nós realmente queríamos documentar a turnê mundial inteira, então temos dois shows completos, e muito material de outros lugares no mundo todo, para dar a impressão de como é em muitos lugares diferentes.

    MW: De fato e as locações dos shows parecem lugares especiais, por exemplo, a primeira por ser em casa com os fãs que estão com vocês por décadas e tem um local lendário como a Wembley que é uma das maiores, então, ter esses dois locais especiais com os sets de músicas que escolheram foi algo como uma escolha óbvia de músicas para Wembley ao invés de algo que vocês tenham feito por exemplo, na Itália ou em Sydney Opera House?12439204_1257100407650527_3426500180960296672_n

    Floor: Bom, não tocamos na Sidney Opera House, mas sim, Wembley Arena é muito especial, então quando o lugar especial se apresenta, isso nos ajuda a decidir que, sim, esse é o lugar perfeito para uma segunda imortalização, pois nós já tínhamos Tampere, mas sem saber ainda que esgotaríamos o lugar, sem saber ainda que o Richard Dawkins diria “claro que eu vou e vou narrar” e se juntaria ao nosso show ao vivo, sim…essas coisas fizeram o show extra especial.

    MW: Fantástico, bom ouvir isso. E a maneira como foi filmado, ficou muito legal, também os múltiplos ângulos das câmeras pegaram a essência do som do Nightwish e a performance da banda e a interação de vocês com o público, ou até mesmo a conexão entre o Tuomas e o Kai, me fez sentir como se estivesse presente em Wembley ou mesmo na Finlândia.
    Floor: Ótimo!

    MW: A forma como foi filmado, quando você dá uma olhada na edição final do DVD, qual foi a primeira coisa que veio à sua cabeça?
    Floor: Bom, eu não vi apenas à edição final do DVD, então eu fui parte como todos no Nightwish da realização dos cortes e, claro, o diretor e a banda fizeram esse DVD juntos assim como o trabalho anterior, “Showtime, Storytime”, então realmente fomos todos juntos através de todos os ângulos e foi idéia dele ( o diretor) fazer os ângulos assim, então de fato te dá a sensação de estar lá e você consegue ver o espetáculo todo por olhos diferentes e ângulos, então teve muita escolha pra fazer de onde vamos nos focar e o que vamos mostrar pois o show está acontecendo o tempo todo e estou muito emocionada com o resultado, e realmente te leva conosco para o show, estando no público ou no palco, dá essa impressão.

    MW: Absolutamente certo. E, também, o tipo de resposta que vocês tiveram do EFMB, sendo muito receptivos, vocês levaram os fãs ao conceito e os conectaram mais para o lado espiritual, e tenho certeza que isso dá a sensação de objetivo alcançado, que a banda não conecta as pessoas somente com a música, mas sabem pelo lado do conceito.
    Floor: Sim, certamente, os aspectos visuais do show são muito importantes, mas não o mais importante. Conseguimos ainda dar o nosso recado sem os elementos visuais do show e se acontecer de tocarmos num estádio ou arena então, é muito legal termos isso.

    MW: E o tipo de cenário que vocês tem levado nesta turnê foi fenomenal, acho que é o maior cenário que o Nightwish já levou na estrada até hoje, certo?
    Floor: Sim, nunca foi maior que isso, de fato.

    MW: E deve ter sido um tipo de desafio inovador pq vocês estão levando muitos projetores e emergem as pessoas nessas experiência. É muito legal ver como numa grande escala, vocês cresceram no termo da essência ao vivo. Para você, em especial, o quanto é importante os aspectos visuais para uma banda como o Nightwish ao vivo?
    hthzdsj_b7iFloor: É ótimo ter todos os elementos de show, como eu disse, quando se está no palco grande. Quando estamos num palco pequeno, temos uma espaço curto e luzes normais, sabe, sem pirotecnia ou algo mais, podemos ainda transmitir as histórias. Eu acho que essa é a coisa mais importante que o Nightwish pode trazer. Não precisamos de pirotecnia, ou de telas ou de palcos grandes para convencer. Mas esses elementos fazem ser ainda mais espetacular e grandioso quando se faz, e quando você toca num estádio ainda maior que a casa de show. Então é super legal ter esses elementos e esse é o toque final do que podemos trazer.

    MW: De fato. E você, obviamente, quando está à frente do microfone e anda pelo palco, em ambos os shows, bangueia, é mais do que você, é a plateia que está com você cantando as canções, os clássicos, também as novas do EFMB. Você deixou sua própria assinatura estampada no palco que os fãs de Floor Jansen amam. Você, quando estava no palco em Wembley, sentiu-se meio que nervosa antes de entrar e arrebentar no palco?
    Floor: Sim, digo, nervosa no sentido de estar mais preparada porque você sabe que vai ser um show especial mesmo que Wembley tenha vindo ao final de uma turnê de 5 semanas na Europa. Nós vínhamos tocando por 5 semanas em arenas. Nesse sentido, essa é a preparação perfeita para um show especial em arena. E, na gravação do DVD, nós não tivemos esse tipo de preparação para Tampere, então foi certamente mais animador nesse sentido. Nós tínhamos um palco maior, uma passarela que ia até o público, então tínhamos que decidir como usá-la e quando usá-la, você não quer pensar demais, porque senão você vai entrar na rotina, mas…Em Tampere tivemos que pensar um pouco mais e sim, então você sabe que realmente vai ter que sim, tem que estar pronto para as mudanças e percepções do show e, só de saber que o show vai ser filmado, definitivamente isso é mais que simplesmente animador. Então você tem que esquecer que isso vai acontecer, você não quer se distrair pensando nisso.

    MW: Sabe, mesmo a canção TGSOE, o momento mais incrível da banda até hoje, você esta lá no palco, a música épica de 23 minutos e a narração de Richard Dawkins expressando aquelas linhas extremamente boas, você fica emocionada no palco. Então me pergunto qual deve ter sido o momento mais especial para você enquanto cantora, ser parte dessa experiência, e tenho certeza que você nunca fez coisas assim na sua carreira. 1915522_836655903098340_3577088848676100356_n

    Floor: Não, certamente, nenhum de nós, quem diria que teríamos um cientista tão famoso no palco conosco, ainda mais narrando essas palavras tão famosas e uma coisa única que todos nós ficamos emocionados. E foi muito bom ver pelo dvd que a emoção não estava somente no palco, a reação da platéia foi clara. Eles pegaram a mensagem, eles foram tocados por ele, foi realmente um momento lindo.

    MW: E Richard, ele já fez muito, digo, não na frente de milhares de pessoas de fãs, mas…
    Floor: Exato!

    MW: Sim, mas isso foi planejado e tenho certeza que deve ter sido ensaiado antes, mas quando vocês estavam em Wembley e ele entra no palco, como foi estar lá e fazer algum ensaio no backstage antes de ir ao vivo?
    Floor: Bem, nós não ensaiamos lá atrás, porque não faria sentido. Ele poderia ler essas palavras em qualquer lugar, então fizemos na passagem de som. E então, óbvio, a arena estava vazia. Mas para ele estar no palco assim, ter a experiência de estar no palco, falando para muitas pessoas, mas não ao vivo. Digo, quando ele está na rádio ou TV, há muitas pessoas o ouvindo, mas não ao vivo. Mas essa foi uma situação única, foi bom para todos nós termos aquele momento, no palco juntos, sem ter a platéia toda lá ainda, para manter a mágica de verdade no palco quando a platéia estivesse.

    MW: Levei 13 anos para ver o Nightwish ao vivo. Eu viajei muito, agora estou na Índia e viajei até a Alemanha para vê-los em 13 de dezembro do ano passado.
    Floor: Uau, fantástico!

    MW: Então foi minha primeira experiência com Nightwish, e estava hipnotizado. Ver esse dvd me levou de volta para lá, para ser honesto, sabe… Uma noite que me lembrou os arrepios que tive ao ver, e tenho que ver vocês ao vivo de novo. Não sei se vocês virão para a Índia. Sei que tem fãs, mas não sei se virão, para ser honesto.
    Floor: Bom, esteve nas conversas por uns anos, isso eu sei. Infelizmente o mundo é um lugar grande, e planejamento tem que encaixar, e a oferta tem que ser possível para fazermos. Mas infelizmente não nessa turnê. Eu ficaria muito feliz de ir.

    MW: Seria ótimo. E você vai ser parte do novo CD do Ayreon como “The Biologist” eu estive conversando com o Arjen enquanto me preparava para a sua entrevista e ele pediu que eu lhe mandasse um grande abraço em nome dele.
    Floor: Ah, que bom de ouvir, obrigada.

    MW: E como você está se sentindo com a performance de “The Biologist“? Ele é louco, é um dos meus músicos favoritos do progressivo e tenho certeza que para você ser parte de um de seus álbuns de novo, é porque gosta.14907649_1325275030848568_8626279679314662490_n
    Floor: É sim sim, sabe, quando ele me mandou um email, “Hey, novo álbum vindo, estaria interessada novamente?” eu disse “Sim, claro! Eu não preciso ouvir a música antes, como sempre faço. Porque você sabe que, com ele, vai ser boa! Engraçado dizer que, eu não sabia que eu seria The biologist, então eu vi minhas letras e as partes da música que são basicamente pedacinhos delas, e me preparei para ensaiar para gravar no estudio dele. Me diverti, como sempre. E então falamos sobre como e quando anunciar, porque ele tem esse jogo onde as pessoas podem adivinhar que cantor está cantando qual parte, então, depois que as pessoas adivinharam que ele e me colocou como “The Biologist”, mas obviamente acho que nenhum dos cantores sabem como é todo o quadro da história, então aos poucos as partes do quebra-cabeça foram reveladas e ambos mundos e artistas sabem, e é incrível como se encaixa tão bem ao conceito que saiu e, nao sei se você leu sobre isso mas eu, quando criança, queria me tornar uma bióloga. Eu não sabia exatamente o que isso significava, mas eu sempre amei a natureza e sempre me importei com o planeta e senti esse desejo de criança de ajudar e ser parte disso, e aprendi que biólogos faziam isso, então queria me tornar uma.

    MW: Mas você acabou se tornando no álbum ele.
    Floor: Exatamente, e agora tudo se encaixou perfeitamente, sim. Hahaha

    MW: Fantástico. E você tbm fez uma aparição no novo CD do Evergrey, é um álbum muito pessoal e gostei de cada parte dele. Muito bom ver você naquele clipe.
    Floor: Ah, legal que você viu, muito obrigada.

    MW: E, nesse ponto de sua carreira, você está vivendo o sonho, sabe, você está amando a vibe do Nightwish, que é ótima, você está esperando seu primeiro filho, então meus parabéns por isso.
    Floor: Obrigada.

    MW: Há algo na sua lista de desejos que ainda precisa ser alcançado?
    10Floor: Não, de fato não. Como você disse, há muita coisa acontecendo no momento. Evergrey, nesse caso, engraçado você mencionar antes de dizer isso. Porque não aconteceu apenas porque eu sou do Nightwish, mas também porque meu marido tocava no Evergrey, então nos tornamos amigos, moramos na mesma área basicamente, na Suécia e sim, o convite veio mais junto com um drink entre amigos do que por razões profissionais. Claro que a decisão foi profissional, mas fazer música com amigos independente do nível em que você está, é a melhor e maior luxúria no mundo. E eu estou fazendo isso no Nightwish também. E se há alguma ambição ainda não completa, então nunca será, pois é algo do futuro, e a maior é fazer música com amigos de forma feliz e saudável como estou fazendo. E isso é meu sonho para o futuro.

    MW: Isso é muito bom de ouvir, Floor. Se você tiver que resumir o Vehicle of Spirit numa frase o que diria?
    Floor: É o Nightwish levando você numa viagem ao redor do mundo.

    MW: Muito obrigado, Floor! É sempre bom conversar com você, muita sorte com o lançamento, vai estar nos charts em cada lugar que for vendido. Aproveite este ano que está tirando para focar em sua vida, e então estarão de volta em 2018 para o novo CD do Nightwish, certo?
    Floor: Bem, estaremos de volta em 2018 mas estamos mantendo em segredo ainda o que vamos fazer. Estamos mantendo ainda em segredo porque é algo especial e algo que sei que os fãs do Nightwish vão realmente gostar mas, de fato, agora vamos dar uma pausa de tudo. Não que não tenha sido bom, mas justamente porque foi bom. É bom refletir na vida, dar um passo atrás e sentar e relaxar, fazer algo diferente e voltaremos em 2018!

    MW: Tenha uma noite maravilhosa e cuide-se!
    Floor: Você também, obrigada por essa maravilhosa entrevista! Tchau!

    ORIGINAL

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  • Entrevista | Interview: Hannes Van Dahl – Sabaton

    Entrevista | Interview: Hannes Van Dahl – Sabaton

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    Cobras Fumantes, eterna é a sua vitória! ♥

    Durante a última passagem do Sabaton no Brasil, o Head up High entrevistou o baterista Hannes Van Dahl.

    During the last Sabaton Brazilian tour, ‘Head up High’ had an interview with the drummer Hannes Van Dahl.

    Enjoy ;D

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  • Musicalypse.net: Floor Jansen

    Musicalypse.net: Floor Jansen

    Via Musicalpse | Tradução: Head up High, my dear!

    Com o lançamento de “Vehicle of Spirit” marcado para o fim deste ano, Tuomas Holopainen, Marco Hietala e Floor Jansen viajaram para Helsinque no dia 29 de setembro para promover o futuro DVD da banda na mídia finlandesa da qual fazemos parte. Após a exibição exclusiva para a mídia, nós tivemos a chance de bater um papo rápido com a Floor sobre o DVD, a vida como vocalista do Nightwish e algumas outras experiências de vida.

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    Bom, acabamos de assistir ao novo DVD, “Vehicle of Spirit”. Como você se sente em relação a ele quando comparado ao “Showtime, Storytime”?
    Os shows ocorrem com alguns anos de diferença entre um e outro. Apesar dos shows que fazemos em festivais terem a nossa organização de palco, decoração e tudo mais, estes foram shows solo e não participações em festivais. Eu não quero fazer muitas comparações, pois eu acho que ambos os DVDs são trabalhos diferentes, com sentimentos diferentes e em momentos diferentes da nossa história. Este é o registro DESTA turnê mundial, então gravamos dois shows e conseguimos realizar bastantes filmagens em outros lugares, o que apresenta um conceito diferente do apresentado em “Showtime, Storytime”. Havia shows, mas tivemos um parte mais narrativa com um documentário bastante longo. Neste caso, é bem diferente, pois são apenas as filmagens ao vivo.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-3Qual o seu momento preferido do DVD ou qual a sua memória preferida de alguns dos shows gravados?
    Floor: Para mim, um dos melhores momentos do show de Tampere foi cantar “Sleeping Sun” numa passarela em meio ao público. Foi bem assustador. Eu estava usando um par de sapatos que tornava… difícil andar [risos]. Eles eram lindos! Como qualquer mulher, eu quis usar algo muito bonito, mas que não é muito prático, especialmente ao descer sob uma superfície curva e lisa. Uma música como “Sleeping Sun” só é verdadeiramente linda quando cantada da maneira certa, então não se pode cometer erros. Tudo precisa estar de acordo com a dinâmica do momento e fazer tudo certo ao andar numa passarela em meio a 23 mil pessoas foi, de fato, um desafio. [risos] Mas eu fiquei muito feliz com o resultado.
    No show do Wembley, eu acho que foi o momento em que Richard Dawkins falou e fez aquela breve pausa ao final, dizendo “Where endless forms most beautiful… … …and most wonderful…“. Nessa hora, eu me lembro do quão ansiosa eu fiquei ao pensar “Será que ele esqueceu a fala dele? E agora?”. Mas, então, ele continuou e a reação do público, como vimos na exibição do DVD, foi muito mais intensa do que eu imaginava. Foi, de fato, de tirar o fôlego. Quando eu assisti pela primeira vez em casa, eu chorei de emoção e eu vi a plateia ter a mesma reação! As pessoas choravam e acenavam assim [veja a foto] ao ouvir o Richard. Foi incrivelmente emocionante ver que todos se sentiram como nós nos sentimos, que captaram o que queríamos compartilhar.

    Durante a turnê do “Endless Forms Most Beautiful”, vocês utilizaram um cenário de palco bem minimalista em comparação a peças utilizadas anteriormente, como, por exemplo, o órgão gigante do Imaginaerum ou o barco do Dark Passion Play. Quem elabora o cenário e por que ele se tornou mais simples desta vez?
    Floor: Nós mesmos elaboramos tudo. Acho que a maior parte das peças físicas do cenário foram substituídas por telas e conjuntos de telas, que eu garanto não serem minimalistas [risos]. Além disso, em Tampere, um grande conjunto de luzes desceu durante o show. Em geral, já utilizamos conjuntos de luzes diferentes, então, nesse sentido, ele não é mais minimalista, mas apenas mais tecnológico. Afinal, nós ainda tempos o nosso cenário. Há uma peça bem grande em volta dos teclados do Tuomas, peças especiais para o Troy, o Marco tem aquela árvore dele e eu também tenho a minha peça. Então, por isso, eu só vejo como algo diferente.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-5Sabemos que o Nightwish planeja tirar um ano inteiro de folga após os shows na Ásia. Quais são os planos da banda para após essa pausa? Vocês pretendem voltar a trabalhar em estúdio?
    Floor: Temos alguns planos, mas não contaremos nada, pois temos algo muito especial planejado e eu costumo ver as pessoas interpretando coisas que dizemos em entrevistas de maneira distorcida. Por exemplo, coisas como “não faremos nada em 2017, mas faremos algo especial que só será revelado em 2018” são interpretadas como uma hipótese de “eles gravarão algo em estúdio em 2017”, mas, às vezes, as pessoas simplesmente publicam coisas assim como se fossem verdade e eu fico pensando “Mas nós não dissemos nada disso”. Nós vamos, sim, tirar um ano inteiro de folga para descansarmos da melhor maneira possível, até porque uma banda como o Nightwish merece isso. Simples assim. Após 20 anos de trabalho ininterrupto, não me parece algo estranho nem nada do tipo. Mas há algo, sim, em desenvolvimento que ainda não (nem iremos) podemos revelar. Tudo o que posso dizer é que é algo especial e que as pessoas gostarão.

    Você ou algum dos outros membros tem pensado em voltar a trabalhar em algum outro projeto, como o Brother Firetribe, o Tarot ou o ReVamp?
    Floor: Eu sei que o Emppu trabalhará com o Brother Firetribe e acho que o Kaitsu tem pensado em produzir algo com o Wintersun. Ele vai dar aulas. Marco está trabalhando num álbum solo, assim como o Troy. Eu percebi que ter uma banda como o Nightwish… torna muito difícil ter uma segunda banda. Eu tenho tido minhas dúvidas com o ReVamp, porque acho que eles merecem tanta atenção quanto qualquer outra banda. Mas fazer isso tem sido muito difícil e, agora que serei mãe, a dificuldade de me dedicar plenamente ao ReVamp é ainda maior. Por isso, decidi abandonar o ReVamp. Então, o meu foco será no meu bebê e em cuidar dele. Mas, em 2008, eu gravei um álbum com um guitarrista norueguês chamado Jorn Viggo Lovstad, do Pagan’s Mind. É algo interessante para nós dois, mas é um estilo musical diferente e nunca foi lançado. Então, sem prometer nada, confesso que temos, sim, o interesse em trabalhar neste álbum assim que possível.

    Com relação ao material do Nightwish, qual música foi mais difícil de cantar?
    Floor: Não consigo escolher uma música em particular que tenha sido mais difícil do que as outras. Há trechos nas músicas que não fluem naturalmente. “Amaranthe”, por exemplo, foi mais difícil no início por causa do ritmo mais pop, algo ao qual não estou acostumada e que, nesse sentido, tornou tudo mais difícil. “Sleeping Sun” foi difícil pelas razões que eu já mencionei, pois ela precisa ser cantada de uma maneira muito particular. Ela não pode soar muito operática nem suave demais, mas construir uma sensação conforme a música é tocada… esse é o desafio. E é claro que as notas mais agudas em “Ghost Love Score” são um desafio. Então, eu diria que são trechos das músicas e não as músicas inteiras.

    Você teve e aprender alguma técnica vocal nova para conseguir cantar as músicas do Nightwish ou o que você já sabia era suficiente?
    Floor: Era o suficiente, mas eu aprendi… não exatamente técnicas novas, mas aprender a cantar algo diferente, especialmente material voltado para um canto mais suave e delicado. Isso foi algo que eu raramente fiz na minha carreira.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-7Há alguma canção mais antiga do Nightwish que você ainda não tenha cantado ao vivo, mas que gostaria de fazê-lo?
    Floor: [risos] Várias, várias! Há várias músicas menos comuns no catálogo do Nightwish que não conseguimos tocar em um show, pois há oito álbuns recheados de opções de músicas. Esta é a turnê mundial do Endless Forms Most Beautiful, então nós nos focamos nas músicas do álbum novo. Ainda assim, há músicas como “The End of All Hope”, cujo ritmo eu sempre achei acelerado. Sou péssima com nomes, mas “Gethsemane” e por aí vai.

    Você emprestou a sua voz a várias outras bandas nos últimos tempos. Você tem alguma participação que tenha feito de que goste mais?
    Floor: Não, mas, recentemente, eu participei de um álbum do Evergrey, uma banda sueca que eu ouvi bastante quando era adolescente. O meu futuro noivo era baterista no Evergrey, então, quando eu me mudei para a Suécia, eu conheci o vocalista outra vez (nós nos vimos antes, mas de maneira diferente). Quando ele me convidou para participar do álbum, foi algo muito especial, pois foi um pedido com base na amizade que tinhamos. Mas, com exceção de um projeto ou ouro, eu coloquei o meu coração em tudo o que fiz, pois eu realmente gosto das bandas com as quais trabalho e só trabalho com aquilo que realmente gosto nos dias de hoje.

    Você tem viajado bastante. Quais lugares você mais gostou de visitar? Há algum lugar que você ainda queira visitar?
    Floor: Um país novo para mim nesta turnê mundial foi a China. Por alguma razão, eu não imaginava que fosse gostar de lá. Há algumas coisas que os chineses fazem que não batem com a minha visão de mundo, mas eu gostei muito de visitar o país. A pessoas são fantásticas, a comida era ótima e tudo era muito… foi uma grande surpresa para mim.
    Gosto muito do Japão e acho o país sensacional. Também adoro o Canadá, especialmente a cidade de Vancouver. Os parques e outras áreas da cidade são muito bonitas.
    Agora, os lugares que ainda não visitei… já estive no Brasil várias vezes, mas nunca visitei a Amazônia e eu gostaria muito de ver essa região do país. Eu já visitei a Austrália algumas vezes, mas nunca vi nada além das cidades por lá. Não fui ao outback. Se eu fizesse uma lista de coisas a fazer, a Islândia seria um país que eu adoraria conhecer.

    Ainda nessa linha de perguntas, qual tipo de comida você mais gostou de experimentar quando em turnê?
    Floor: Tivemos um serviço de catering bem chique nos acompanhando na turnê e eles fizeram seitan. Sou vegetariana e, às vezes, é difícil encontrar algo para comer que seja gostoso. Não é tão difícil, mas parece que alguns serviços de catering têm dificuldade com isso. A quantidade de comida sem graça que eu preciso comer às vezes leva em consideração não haver carne nela, mas o serviço fez o que podia para cozinhar vários pratos vegetarianos. Apesar de o meu corpo não gostar tanto, o sabor era muito bom.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-11Soubemos que você é uma fã de Kalevala. Você chegou a ler bastante?
    Floor: Eu li um pouco. Eu conheci especialmente por causa da minha marca de joias pra ser honesta. Eu me juntei a este projeto para crianças em que uma das histórias do Kalevala é contada. São contos muito bonitos.

    Há alguma parte que você considere marcante ou que goste bastante?
    Floor: Não conheço muita coisa. A que eu conheço é a história do Leminkainen, que era linda. No geral, o Kalevala é bem sombrio e pesado.

    Por último, eu percebi que o último álbum do ReVamp, o Wild Card, contou com a participação de Devin Townsend em “The Anatomy of a Nervous Breakdown: Neurasthenia” e ele é conhecido por não cantar nos projetos de outros artistas. Como você o conheceu e como conseguiu convencê-lo a cantar naquela música?
    Floor: Nossa, acho que nos conhecemos no backstage de um festival. Eu me aproximei, fiz o convite e ele disse “Olha, eu realmente não costumo fazer isso. Depende do material e eu quero poder compor ou escrever a letra do que eu vou cantar” e eu respondi “Maravilha!”. Então, eu mandei o instrumental da música e as minhas sugestões para os vocais junto, garantindo toda a liberdade para que ele fizesse o que achasse melhor. Mas, nesse período, eu acabei ficando super ocupada e tive medo de que ele decidisse não participar. Depois de algum tempo, ele disse “eu gostei muito do que você compôs e vou participar”, o que realmente foi algo incomum! E então foi aí que Devin Townsend deu aquele tom especial que só ele é capaz de produzir. Não é 100% cópia, mas é claro que as letras são minhas e a melodia-base que eu compus, então foi uma honra imensa ter a participação dele ao lado da minha. E foi muito importante ter essa diversidade vocal no álbum e poder contar com uma voz como aquela junto da minha no álbum foi um sonho realizado.

    Foi uma história incrível! Estas foram as minhas perguntas. Muito obrigado por aceitar participar desta entrevista!

    Texto: Amy Wiseman | Fotos: Jana Blomqvist

    Ω

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  • Fim do ReVamp

    Fim do ReVamp

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    [image_slider link=”full_url_link” source=”http://headuphigh.com.br/wp-content/uploads/2016/09/24231_114909231870857_133433_n.jpg”] ReVamp – ReVamp (2010) [/image_slider]
    [image_slider link=”full_url_link” source=”http://assets.blabbermouth.net.s3.amazonaws.com/media/revampwildcard_600.jpg”] single – On The Sideline (2013) [/image_slider]
    [image_slider link=”full_url_link” source=”http://static.qobuz.com/images/covers/64/64/0727361316464_600.jpg”] ReVamp – Wild Card (2013) [/image_slider]
    [/image_thumbs]

    Como tudo na vida, existe um ciclo. Com a música não poderia ser diferente. Ontem, mais um ciclo se encerrou deixando-nos com dois excelentes álbuns, muitos shows e inúmeras memórias.

    As everything in life, there’s a cycle. It couldn’t be different with music. Yesterday, one more cycle came to an end, leaving us with two excellent albums, many shows and uncountable memories.

    NO ONE CAN RUIN THE YEARS WE HAD! ♫

    Ω A vast range of intense emotions!

    1236028_398738383559132_982312145_n

    Ω

    Sem mais ReVamp …
    Estamos tristes em informar que o ReVamp, oficialmente, parou. Após dois ótimos discos, infelizmente não é possível para Floor Jansen permanecer com uma banda, estando junto ao Nightwish. Projetos, talvez, mas uma banda merece 100% de devoção, do qual é impossível realizar estando em duas bandas ao mesmo tempo.

    Floor: “Eu estou muito orgulhosa dos dois álbuns que nós fizemos juntos! O ReVamp tem músicos talentosos e ótimos, e eu não gostaria de deixá-los esperando por mim até que eu encontre tempo e paixões necessárias para fazer outro álbum. E eu também não quero dar aos fãs falsas esperanças. O ReVamp viveu uma vida curta, mas muito animada, mas agora é hora de novas bandas e começos de projetos. Eu agradeço à todos os envolvidos pelo amor e dedicação!”

    O ReVamp manterá a página no facebook aberta para suas reações por mais um mês. Se você está querendo saber o que nós estamos fazendo e o que foi feito, aqui está uma pequena atualização:

    Jord e Henk estão lançando seu álbum com o The Blackest Grey

    Jord também está trabalhando em um álbum com o My Propane
    Ruben está compondo e trabalhando em diferentes tipos de projetos : http://www.rubenwijga.com

    Nós agradecemos vocês por sua paixão, seu amor e devoção, e por seu incrível apoio! Nós não temos dúvidas de que todos nós da banda iremos nos encontrar de uma forma ou de outra, vivemos pela música, do qual o fim será sempre o começo de algo novo!
    Em música!

    ReVamp
    Floor – Jord – Ruben – Arjan – Matthias – Henk

  • Floor Jansen: nightwishforum.com

    Floor Jansen: nightwishforum.com

    via Fórum Oficial | Tradução: Head up High, my dear!

    Recentemente Floor respondeu diversas perguntas dos fãs lá no fórum oficial do Nightwish.

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    Ω

    1: Quando você bate cabeça, você costuma sentir uma tontura logo em seguida? Se sim, isso atrapalha na hora de cantar?
    Floor: Para mim, cantar é mais importante do que fazer qualquer outra coisa. É claro que andar pelo palco é o que torna aquilo em um show, mas nada disso pode interferir na hora de cantar. Eu não sinto nenhuma tontura ao bater cabeça, mas, às vezes, quando a temperatura está muito alta, eu sinto um pouco atordoada, como quando a gente se levanta muito rapidamente. O importante é manter a respiração sob controle independente do que eu faça, incluindo o bate-cabeça.

    2: Gostaria de saber se foi muito difícil começar a cantar, pois deve ser um tanto complicado ser o seu próprio instrumento. Você tem algum conselho para os músicos iniciantes?
    Floor: Por que começar a cantar seria difícil? Talvez se torne algo maior quando você cria ambições (e expectativas) quanto a isso. Ainda assim, eu me pergunto o que aconteceu com cantar simplesmente por cantar, sabe? Foi o que eu fiz, basicamente. 🙂 Eu gostava de cantar e queria fazer essa atividade cada vez mais depois que me apeguei a ela. Pouco tempo depois, eu quis ir além e aprendi que, se você for bom o suficiente e quisesse dedicar sua vida a isso, você poderia estudar em um conservatório. Eu era nova e tudo o que eu poderia fazer era seguir o meu coração, e foi isso que fiz. Então, começar a cantar nunca foi algo difícil! São as expectativas que você ou terceiros tem com relação a você que podem ser difíceis de lidar. Apesar de tudo isso, eu acredito de coração que cantar é algo que deva ser divertido para quem o faz. Independente das ambições e do talento, a regra é: divertir-se antes de mais nada!

    3: Achei os vlogs sobre a sua mudança para a Finlândia e sobre o progresso no aprendizado da língua finlandesa muito interessantes. Como alguém que também é holandês e pretende aprender finlandês um dia, você teria algum conselho para dar?
    Floor: Finlandês é uma das línguas mais difíceis do mundo. Pode até soar meio exagerado, mas é a verdade. Não se escolhe uma palavra aqui e ali ou baixa-se um app no seu celular, pois isso não vai te levar muito além de aprender a dizer kiitos (“obrigado”). 🙂 Finlandês não é como as outras línguas e o finlandês escrito (a variação oficial) é utilizado apenas por autoridades governamentais e jornais. A diferença entre o finlandês escrito e o falado é imensa, pra não citar os vários dialetos que fazem com que você tenha dúvidas até mesmo com relação àqueles que você imaginava entender um pouquinho. No entanto, não é nada impossível. Na minha opinião, acho que só há um progresso palpável quando a gente se muda pra lá e vive a língua 24/7. Eu me mudei e esse foi um bom começo, apesar de me frustrar um pouquinho aqui e ali por ainda não ser ter um nível de linguagem superior ao de uma criança mesmo após um ano e meio estudando (em outro país, deixando claro). Mas aí eu conheci a pessoa que seria o meu referencial da língua sueca. É difícil aprender uma língua como essa quando não a falamos no nosso país natal e é ainda mais difícil quando outra língua entra no meio da bagunça toda. Mas, se é isso o que você deseja, vá para a Finlândia! Absorva a língua, o povo, a cultura, esteja lá, viva lá. Eu amei essa experiência! Mudar-se do seu país natal para morar em outro país é algo assustador, mas foi algo que abriu os meus olhos e se tornou uma das melhores decisões que eu já tomei! Hoje, moro na Suécia, pois não conseguiria mais deixar “o norte”. Para mim, foi amor à primeira vista.

    14264873_10210585615426056_3185364167001326959_n4: Você gosta das “mitologias” de outras culturas? Se sim, há alguma em particular que seja a sua favorita?
    Floor: Recentemente, eu fui apresentada à mitologia nórdica e às histórias incríveis de como a Terra foi criada (de acordo com a mitologia, é claro), de qual divindade fez isso ou aquilo e de conflitos e emoções típicos da raça humana, assim como qualquer divindade em qualquer mitologia. Eu sempre me perguntei quem decidia se um livro em particular faria parte ou não da mitologia (sugerindo que fosse um mito e não algo verdadeiro) e outro livro diria a verdade sobre as coisas (a Bíblia, o Alcorão etc.). Para mim, todas envolvem ótimas histórias com aprendizados sobre o que é certo e o que é errado. Eu mesma adoro me perder em estórias nessa linha mais fantástica, então essa parte de mitologia é bem a minha praia. Elas apresentam um conhecimento muito maior sobre os seus países de origem, o que é algo que eu gosto muito.

    5: O documentário feito por fãs mudou a sua visão de mundo sobre o seu papel e a sua contribuição cultural e social?
    Floor: Ele não mudou a minha visão das coisas, mas talvez tenha tornado algumas coisas mais claras. Já o meu papel é visto de diferentes maneiras por cada pessoa. O amor pelo Nightwish que cada um sente é diferente, também. A minha contribuição, por sua vez, é absorvida e interpretada de maneiras diferentes por cada um, o que também se tornou claro para mim e que é algo muito bonito. Eu só posso ser eu mesma e, no entanto, se eu me torno algo mais do que isto, está tudo nos olhos de quem vê.

    6: Qual é o seu alcance vocal?
    Floor: Quando eu comecei a cantar, eu tinha um alcance de 3 oitavas. Os tons mais graves eram o meu maior problema e não o contrário. Como o céu parecia ser o limite, eu passei a experimentar tons cada vez mais altos e estridentes. 🙂 No entanto, cantar em diferentes estilos e usando tipos variados de dinâmicas nunca me vieram à mente até que eu comecei a estudar e explorar as minhas capacidades. Cantar em tons mais graves? Por quê? 🙂 Era isso o que eu pensava até encontrar o meu registro mais grave e forte, e aprendi a explorá-lo também. Agora, canto mais forte ou até grunhir? Eu não fazia ideia do que seja isso, pois não era algo natural para mim até que eu comecei a cantar ao vivo no After Forever. Eu não fazia ideia do que era isso até que eu fiz ao vivo, mas não consegui fazer fora do palco. Na época, eu encontrei um novo método vocal criado pela Catherine Sadolin, da Dinamarca, chamado “Técnica Vocal Completa”. Tudo isso aconteceu depois que eu me formei e esse foi o primeiro método vocal que fez sentido de verdade para mim, incluindo as explicações e exercícios de canto distorcido e grunhido (além de vários outros efeitos de que a voz humana é capaz, basicamente). Ótimo, agora eu sabia fazer essas coisas e adorava técnicas vocais. Eu me considerava toda CDF quando o assunto era esse e foi então que um novo desafio surgiu. Eu passei a sentir e logo encontrei o ponto principal das minhas contas vocais. Então, qual é o meu alcance vocal hoje em dia? 4 oitavas. Mas o que isso diz sobre a minha viz? Nada, pois não é uma garantia de qualidade. 🙂

    7: Você provavelmente recebe vários presentes de fãs do mundo todo. Quais tipos de presentes você recebe e quais foram os mais estranhos, os mais bonitos etc?
    Floor: Nós recebemos muitos presentes muito bacanas, mesmo. Todos eles costumam ter um toque pessoal, são feitos a mão e, geralmente, vêm do país que estamos visitando naquele momento. Isso é algo que torna cada um desses presentes muito especiais e eu nunca escolheria um como favorito. Algumas pessoas me dão presentes no impulso e acabam dando algo que elas vestem ou usam naquele momento. Uma joia, peça de roupa ou algo do tipo. Algumas crianças passam horas e horas desenhando algo que o pai ou a mãe, orgulhosos, vêm me entregar junto da criança toda tímida. Alguns adultos fazem o mesmo, com essa criança tímida interior, quando me entregam algum presente feito à mão. A pergunta certa é o que é que não é estranho e, ao mesmo tempo, absolutamente lindo em todos eles? Eu sou muitíssimo grata por todo o carinho que recebo!

    8: Por que vocês diminuem um tom nas música pré-Century Child (como “She is my Sin”)?
    Floor: Todas as músicas mais antigas são tocadas um tom abaixo por terem todas sido gravadas em E, ao passo que o material mais recente é gravado em D. Tudo isso é feito a fim de evitar a necessidade de guitarras e baixos extras em ambas as passagens e mudanças nas partes do teclado quando tocamos as músicas antigas.

    0floor9: Quais são as suas marcas ou produtos de beleza preferidos?
    Floor: Qualquer marca que não teste seus produtos em animais. Eu não tenho nenhuma que seja a minha favorita, pois gosto de qualquer uma que fique bem e não saia com facilidade já que fico batendo cabeça durante o show inteiro e o calor corporal durante é grande. Gosto de maquiagem, não não uso o tempo todo. Descobri que o meu rosto “nu” também é lindo e que não precisa e nada nele foi algo libertador. Todas nós somos lindas sem maquiagem! É claro que é divertido usar esses produtos, mas é errado dizer que uma mulher só é bonita com maquiagem…

    10: Você tem algum(a) designer de moda ou loja preferida? Você se inspira em outras coisas para produzir as suas peças de roupa personalizadas?
    Floor: Não tenho favoritos ou favoritas. Acho que moda é um conceito cansativo que muda muito rapidamente. Os jovens se sentem forçados a se encaixar em um padrão irreal, especialmente as meninas que são doutrinadas a acharem isso normal. Ser magra, vestir isso, fazer uma maquiagem daquele jeito e arrumar o cabelo assim… pff… imagens editadas de mulheres que passam suas vidas inteiras se dedicando a serem bonitas transmitem toda sorte de mensagens que não tem nada a ver com um par de calças ou uma camiseta bonitinha. Então, a moda deve ser tudo o que agrada a VOCÊ. 🙂
    Quanto ao meu figurino de palco: preciso que me sirva bem e se encaixe bem no meu corpo, com seus prós e contras. Preciso, também, que seja confortável o suficiente para que eu possa andar pelo palco, respirar direito, além de ser feminino e ter uma aparência geral legal. Pode ter a cor que for ou ser feito do tecido que seja, e pode mudar bastante com o passar dos anos. 🙂

    11: Você recebeu algum conselho que guardou e que a ajudou muito?
    Floor: Os meus queridos pais me deram vários conselhos que guardo com muito carinho e sou muito grata por toda a orientação que recebi deles. O rapaz que fez a mixagem do segundo álbum do After Forever, Oscar Holleman, me deu um conselho que eu nunca vou me esquecer, também. Ele me disse que só olhamos como seres humanos e espíritos criativos se trabalharmos com as pessoas certas. Precisamos nos cercar dessas pessoas para termos uma rede de segurança enquanto seguimos pela vida. Quando nos sentimos seguros, nos mantemos abertos, frágeis, verdadeiros, nus. Quando nos sentimos seguros, conseguimos ser artistas para sempre. Sem isso, nós simplesmente brilhamos e apagamos. Como eu sabia que isso era verdade, eu consegui me encontrar um pouco depois, após encontrar a minha “rede de segurança” de pessoas incríveis que eu amo e em quem confio. Eu nunca me esquecerei dessa metáfora. Ele tinha toda a razão!

    12: Você gostaria de escrever um livro sobre si mesma um dia? Se sim, do que ele trataria?
    Floor: Essa é uma boa pergunta. 🙂 Eu adoraria escrever um livro assim e sempre tive a ideia de fazê-lo. Amo ler e sempre admirei um livro bem escrito. Vejo isso como uma arte incrível que não conheço muito bem, mas pela qual me interesso. Talvez um dia eu escreva um livro de literatura fantástica, pois tenho uma imaginação bem fértil. haha Eu também gosto da ideia de escrever uma biografia, mas vou analisar melhor a ideia quando estiver na minha cadeira-de-balanço, aos 85 anos quando tiver bastantes histórias pra contar.

    12043131_10156016486090333_7752372765065674529_n13: Você já trocou de lugar com a sua irmã por conta de algo? Vocês se parecem muito.
    Floor: De longe, eu e a Irene nos parecemos muito, mesmo. Mas, se você olhar melhor, verá várias diferenças, também, então nunca fizemos algo do tipo. Temos personalidades muito diferentes e você saberia quem é quem mesmo sem nos ver. Você já reparou que eu tenho olhos azuis e a Irene, marrons? Ou que ela é mais alta que eu? Que o meu cabelo é uns 25 cm maior e que o dela é um pouco cacheado? Ah, e ele tem uma cor completamente diferente também. 🙂 As nossas vozes também são semelhantes, assim como a nossa aparência. Elas soam bem quando juntas, então é bem divertido cantar com ela!

    14: Quando você não está em turnê, você faz uma pausa no canto ou continua sempre praticando?
    Floor: Cantar não é bem algo que eu faça, é mais parte do que eu sou. É parte de mim quando eu respiro, quando como, quando saio. 🙂 Pratico às vezes, mas, na maioria das vezes, simplesmente canto por diversão e por precisar, assim como o ato de respirar.

    15: Você assume mais desafios como cantora do que gostaria ou não?
    Floor: Eu não tenho nenhuma meta definida, mas acredito estar sempre aprendendo, crescendo e mudando conforme envelheço. A minha ambição mesmo é seguir assim e ser capaz de cantar o meu último suspiro.

    16: Quanto por cento de uma boa performance são reflexo de talento e quanto são reflexo de prática?
    Floor: Não existe uma resposta absoluta. É puramente uma questão de percepção. Uma pessoa extremamente talentosa não precisa de treino, mas a experiência fará um show bom se tornar simplesmente sensacional. Se a pessoa tem menos talento, mais prática ajudará essa pessoa. Mas prática sem talento não faz de ninguém um bom musicista.

    17: Será que você tocaria a sua flauta num futuro show? Talvez num dueto com o Troy?
    Floor: O Troy toca tantos instrumentos com um talento tão incrível que eu não vejo o porquê de eu me juntar a ele para tocar flauta só por saber fazê-lo.

    18: De quais coisas da Holanda você sente mais falta agora que mora fora do seu país natal?
    Floor: Coisa da Holanda? Bom, não sinto falta de coisas, mas de pessoas. Sinto falta da minha família, do meu cachorro e, às vezes, gostaria até que os países fossem do tamanho da Holanda, pois, lá, não se percorre longas distâncias para chegar a lugar nenhum. Por outro lado, o tráfego de 17 milhões de carros num país tão pequeno é algo de que nunca sentirei falta. O bom da Suécia (e da Finlândia) são essas estradas largas e tráfego pequeno (e os motoristas cuidadosos!).

    19: Recentemente, eu passei a ter aulas de canto clássico e estou adorando, mas tenho receio de que eu acabe tentando cantar tudo seguindo essa linha mais clássica. Qual conselho você daria para que uma pessoa conseguisse adquirir essa flexibilidade para mudar a voz de acordo com diferentes gêneros musicais?
    Floor: Recomendo encontrar um professor que tenha estudado a “técnica vocal completa”. É o único método vocal que eu acredito ser realmente bom em termos de ensino mais diversificado de canto. E experimente por conta própria. É a SUA voz e você não descobrirá nada se não sair da zona de conforto. 🙂

    20: Qual é a pior piada com o seu nome que você já ouviu?
    Floor: Elas costumam ser meio que as mesmas já que há apenas dois significados em inglês (Floor – andar e Floor – tipo de piso, chão). Eu me lembro de uma ocasião nos EUA, quando eu fiz o check-in em um hotel e a moça da recepção levantou uma sobrancelha, perguntando: “Floor? Esse é MESMO o seu nome?”. Eu respondi que sim e, logo em seguida, percebi a piada de nível internacional que era o meu nome. 🙂 Ela sorriu e disse: “Floor… eu vou guardar esse nome.” Nada demais, mas o jeito que ela disse e o jeito que ela me olhou foram hilários. Então, é só um nome holandês. Nada demais. Há muitos nomes que só são comuns em seus países de origem e eu gosto disso. Ter um nome típico de onde você vem tem um charme único. Ainda mais agora que viajo com tanta frequência e moro em outro país, essas coisas têm outro significado pra mim. É algo que te torna único.

    13315486_981429361977906_8965497372334852657_n21: Estou estudando para cuidar de animais, que é um trabalho que exige uma boa forma física. Você é um ótimo exemplo de pessoa saudável, então as perguntas são: como você trabalha os seus músculos? Você se exercita regularmente ou tende a fazê-lo quando sente vontade? Dicas de exercício também são bem vindas!
    Floor: Todos precisam de um corpo saudável e todo precisam mantê-lo saudável de um jeito ou de outro. Isso não significa que eu acredite que todos devemos parecer o Arnold Schwarzenegger. 🙂 O que eu quero dizer é que esse tipo de atividade melhora a sua saúde, dá mais energia, aumenta a sua resistência física e imunológica, além de garantir o envelhecimento com menos complicações. Agora, é divertido? Para alguns, sim. Eu gosto! Mas é um fato inegável que a sensação de bem estar fica mais forte. Comer bem, ter uma rotina de exercícios e dormir bem são a chave de tudo. Sair um pouco disso e comer algo pesado ou beber um pouco mais também não fazem tão mal, pois farão os momentos de exercício mais fáceis de lidar. Além disso, todo mundo precisa da sua cota de diversão.
    Eu não sou capaz de dizer o que funciona pra você ou não. Vá a uma academia e descubra. Ter uma boa orientação ajuda a prevenir lesões causadas por exercícios ou prática de esportes. Eu tenho um app no meu celular para um programa de treino variado. Ele se chama “Nike Training”. Para mim, é importante poder me exercitar em qualquer lugar. Também gosto de praticar ioga e fazer caminhadas na floresta. 🙂 Eu costumava correr, mas descobri que não tenho aptidão física para isso, além de ter muita coisa pra fazer. Boa sorte a quem se dedica a isso! Lembrem-se: é melhor treinar 10 minutos todo dia do que duas horas por semana!

    22: Você já pensou em vender algum figurino, como aquela jaqueta que você usou no Wembley? Ela é tão bonita! Eu pagaria o que fosse para ter uma jaqueta como aquela (tudo bem que sou estudando e não tenho tanto dinheiro haha).
    Floor: Na verdade, sim. Já pensei em vender alguns figurinos e acessórios “antigos” para angariar fundos para alguma boa causa. Preciso de tempo para organizar tudo isso e encontrar alguma causa em particular para apoiar, pois há muitas que precisam de atenção. Talvez até apoie várias ao mesmo tempo. Orçamento é algo que eu gostaria de levar em conta. 🙂 Alguma sugestão de causa que precise de apoio?

    23: Há algum aspecto em especial da ciência de que você goste?
    Floor: O que mais me fascina é que a ciência está ao nosso redor o tempo todo. Ela é parte integrante do nosso cotidiano e vê-la, percebê-la e entendê-la foi incrível. Eu meio que não dava bola.
    Isso e o fato de que ela está sempre em desenvolvimento. Todos os dias, mentes ao redor do mundo descobrem algo novo e incrível, e os cientistas são as pessoas que levam essas notícias ao resto do mundo. Nós descobrimos como melhorar isso, uma cura para aquilo e por aí vai. Eu só gostaria que os noticiários divulgassem mais esses “milagres”. Seria uma mudança renovadora no meio midiático que insiste em discutir as falhas do ser humano como guerras, crime etc.

    24: O que exatamente acontece em “The Greatest Show On Earth” quando você canta o trecho “The cosmic law of gravity…”? Costumamos vê-la tão cheia de energia no palco que ficamos surpresos ao vê-la quieta ao cantar essa parte ao vivo.
    Floor: haha Bom… eu uso uma voz monótona, quase robótica. Não sou “eu”. É a voz do cosmos. Visualizando isso, eu me sentiria deslocada correndo pelo palco, fazendo contato visual com a banda e com os fãs.

    tarja-y-floor-225: Você sentiu alguma energia negativa de algum membro do Nightwish após aquele dueto com a Tarja?
    Floor: Não. E a única razão pela qual eu respondo a essa pergunta é que todos os os envolvidos estão de saco cheio dessa besteira infantil que persiste sobre a banda e a Tarja. A banda desejou tudo de bom a mim e a Tarja, como qualquer pessoa adulta faria.

    26: Parece que o debate sobre vocalistas não deixará de existir tão cedo. Você espera que isso acabe logo ou simplesmente aprendeu a lidar com isso?
    Floor: Nós aprendemos a lidar com isso, porque todos têm direito às suas opiniões e aos seus sentimentos a respeito do assunto. Ainda assim, a internet se tornou um lugar bem chato por causa disso. Já seguimos em frente, pois isso já faz tantos anos. Por que continuar gastando saliva com isso? Parem com isso, deixem de dar atenção a quem insiste nisso, respirem fundo (de novo) e se juntem a nós no aqui e agora.

    27: Quantas placas de “Cuidado! Chão molhado” (“Caution! Wet floor”) você tem? Você tinha uma em chinês?
    Floor: haha, várias, mas nenhuma em chinês. Talvez eu consiga uma da próxima vez. 🙂

    28: Chá ou café?
    Floor: Café de manhã e chá à tarde e à noite.

    29: Você costuma estar mais bem humorada de manhã ou à noite?
    Floor: De manhã…

    30: Comida apimentada ou doce?
    Floor: Apimentada.

    31: Você costuma planejar muito ou é mais espontânea?
    Floor: Costumo planejar bastante.

    32: No inverno, você prefere ir esquiar ou ficar em casa lendo?
    Floor: Gosto de ambos.

    33: Cães ou gatos?
    Floor: Cães, mas, se não tiver de escolher, ficaria com os dois. 🙂

    34: Sapatos com ou sem saltos?
    Floor: Sem salto. Eu gostava de usar saltos, mas deixei de lado. Com os meus 1,81 de altura, não preciso de saltos, mas os acho bonitos. Os pés e o corpo, por outro lado, não concordam muito com o uso de saltos. 🙂

    35: Qual a sua opinião sobre a barba do Marco?
    Floor: Ah, essa é uma pergunta importante! haha 🙂 Bom, se eu fosse loira e fosse um homem, eu teria MUITA inveja, mas sou mulher. Então, eu passo horas retocando a maquiagem e arrumando o cabelo. Nisso, o Marco aparece, dá uma ajeitada na barba, pega o baixo e já está com tudo pronto para subir no palco todo bonitão! Droga!

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  • Musikuniverse: Floor Jansen

    Musikuniverse: Floor Jansen

     Source: Musik Universe | Tradução: Head up High, my dear

    Antes de ocorrer o show no Heavy Montreal, no dia 6, o Musik Universe teve a oportunidade de entrevistá-la. A tradução você encontra logo após o vídeo  😉

    Ω
    Meu nome é Floor Jansen, do Nightwish, e você está assistindo ao Music Universe! Aproveitem a entrevista!

    13901459_1350383084979511_8757753751363805566_nMU: Estou com a Floor Jansen, do Nightwish. Olá, Floor!
    Floor: Olá!

    MU: Bom ver você! Como tem sido a sua passagem por Montreal?
    Floor: Muito boa!

    MU: Você gostou da cidade?
    Floor: Sim! Estive aqui pela primeira vez quando era adolescente para ver os “Montes”. Não sei se eles ainda existem, mas eram muito legais. Só me lembro disso, mas estive aqui muitas outras vezes em shows. Então, o bom dessa visita é que tivemos algum tempo para ver algumas coisas e ir ao Biodomo de Montreal para ver alguns animais, por exemplo.

    MU: Bom, vamos falar um pouco sobre o Nightwish. O álbum mais recente da banda, o “Endless Forms Most Beautiful”, foi lançado dois anos atrás, se não me engano.
    Floor:  Sim, há um ano e meio.

    MU: Desde então, vocês têm estado em turnê por vários países. Há planos de compor um novo álbum ou vocês pensam em descansar um pouco?
    Floor:  Antes de mais nada, vamos parar um pouco para descansar. Pra ser honesta, faremos uma pausa um pouco mais longa do que o normal, pois vamos tirar um ano de folga, o que pesar desse ano sabático, acontece pela primeira vez na história do Nightwish. Mas, apesar desse ano sabático, estaremos de volta em 2018. Tem bastante coisa ela frente, mas ainda não posso falar muito sobre isso (risos).

    MU: Você realmente pretende parar tudo ou ainda deve trabalhar nos seus projetos solo?
    Floor: Não, eu preciso muito de uma pausa para descansar, pois tenho trabalhado por um ano sem parar…

    MU: Bom, estamos em Montreal e acho que, pela primeira vez, vocês trouxeram toda a cenografia, o show completo para nós. O que podemos esperar?
    Floor: É verdade! Na Europa, quando tocamos em shows próprios e até mesmo em festivais, nós trazemos muitos equipamentos de pirotecnia, telões e muitas outras coisas. Também tivemos alguns equipamentos de efeitos móveis que, infelizmente, não pudemos trazer hoje, mas trouxemos muito do que costumamos usar em produções maiores na Europa. E é muito legal poder trazer tudo isso para a América do Norte. Até agora, isso não tinha sido possível por conta de algumas questões legais, mas estamos muito felizes em poder usar tudo isso no show de hoje.

    MU: Então, este será o último show em Montreal até aproximadaemente 2018 ou 2019?
    Floor:  Sim.

    MU: Então, é bom que vocês estejam lá! Bom, vou fazer algumas perguntas relacionadas ao álbum mais recente e aos títulos das músicas. Sobre “Our decades in the sun”, qual lugar com bastante sol você mais gosta de visitar nas férias?
    Floor: Bom, a música não tem nada a ver com o sol, mas…

    MU: Minha pergunta é..
    Floor:  É mais pessoal. Bom, até agora, na verdade, em casa. Pois temos viajado muito.

    MU: Sobre a música “Endless Forms Most Beautiful”. Diga algo que você ache muito bonito.
    Floor:  Bom, essa música é sobre o mundo em que vivemos e a natureza que existe nele e, se há algo por que eu seja apaixonada, o nosso planeta e a natureza são esse algo. Inclusive, ter estado aqui no Biodomo de Montreal foi incrível. Também visitamos no “Insetário” de lá e a quantidade de criaturas pequenininhas que existem por aí e são tão espetaculares é incrível. Esse conhecimento é algo incrível e mágico para mim. Espero que outras pessoas possam ver e sentir isso também. Esse mundo é, de fato, mágico por si só. Então, isso, para mim, é algo muito bonito.

    MU: Que bacana! Sobre “The Greatest Show On Earth”, qual a sua banda favorita ao vivo?
    Floor: Eu diria que é o Sabaton no momento. Eles mostram muita energia nos shows.

    MU: Você pretende assistir ao show deles hoje?
    Floor:  Sim.

    MU: Nós os entrevistamos hoje e eles disseram que também trouxeram uma grande produção para o show de hoje.
    Floor: Eu soube!

    MU: Duas grandes produções para nós hoje. Estamos com sorte! Sobre “Weak Fantasy”, o que esse título significa para você?
    Floor: O título se refere a uma fantasia relacionada a algo que não existe, como o conceito de religião, que, até onde sei, é baseado em contos de fadas. As pessoas querem acreditar em algo e outras pessoas tiram proveito disso, chamando isso de religião. Essa é uma forma de poder, de oferecer uma fantasia frágil, e é a isso que esse título me remete.

    MU: “The Eyes of Sharbat Gula”, você poderia dizer uma modelo feminina de quem você gosta?
    Floor: Bom, no ramo musical, eu diria que a Skin, do Skunk Anansie, porque ela é uma mulher negra botando pra quebrar no meio musical e por lutar tão bravamente por várias coisas. Por algum motivo, isso é algo difícil de se fazer enquanto mulher, o que é ridículo que aconteça, mas eu diria que ela é um modelo para mim em termos musicais e ideológicos.

    MU: Acho que você tem mais chances de vê-la ao vivo do que nós. Ela não faz muitos shows aqui, nos EUA.
    Floor: É uma questão de ponto de vista. Nós mesmos tocamos tanto que quase não sobra tempo para assistir a qualquer show.

    MU: Você já a viu ao vivo?
    Floor:  Infelizmente, não!

    MU: Está na sua lista de “shows a assistir”?
    Floor: Com certeza!

    MU: Uma última pergunta. Eu gostaria de saber qual música da turnê atual você mais gosta de cantar toda vez?
    Floor: É sempre difícil escolher, mas creio que continua sendo “Ghost Love Score”, pois eu adoro essa música e ela continua sendo um desafio toda vez. Todas as músicas são à sua própria maneira, mas essa, em particular, tornou-se tão popular que o desafio é ainda maior, sabe? Quando a expectativa de ouvir uma música tão popular é grande, o desafio também aumenta. É difícil explicar de maneira resumida, pois são vários obstáculos a serem enfrentados em termos vocais.

    MU: Do ponto de vista dos fãs, você sente que realmente tem um lugar dentro do Nightwish hoje em dia?
    Floor: Há sempre uma divisão de opiniões, mas eu me senti muito bem-vinda desde o início. Eu soube que a vocalista anterior teve problemas com isso, mas acho que ser a terceira vocalista talvez tenha facilitado a questão de mudança de vocais. Para mim, foi bastante fácil, pois eu fui fui bem recebida desde o início. É claro que, desde aquela época, surgiram pessoas que preferiam as outras vocalistas e não se pode agradar a todos, mas a sensação de ter sido bem recebida foi forte.

    MU: Eu diria que o seu talento fala por si só. Você consegue cantar muito bem as músicas novas, assim como as da fase Anette e da fase Tarja. Acho que eles tomaram a decisão certa.
    Floor: Obrigada!

    MU: Essa foi a entrevista com a belíssima Floor Jansen, do Nightwish. Eles tocarão em Montreal hoje à noite! Muito obrigado por vir.
    Floor: Muito obrigada!

    MU: E nos vemos novamente em Montreal lá pra 2018 ou 2019?
    Floor: Com certeza! Já estamos ansiosos.

    E: Bom descanse e até mais!
    Floor: Obrigada!

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  • Entrevista – Metal Rock: Floor Jansen

    Entrevista – Metal Rock: Floor Jansen

    via MetalRock | Tradução: Head up High, my dear

    Entrevista Exclusiva com Floor Jansen

    Ville Akseli Juurikkala

    Ω

    No dia 7 de junho, tivemos muita sorte de duas maneiras em especial: a primeira foi a de participar de uma masterclass realizada pela Floor Jansen (atual Nightwish e ReVamp, ex-After Forever) ao lado de outros alunos talentosos. A segunda foi a de aproveitar uma oportunidade rara como está para conversar com ela. Mesmo tendo trabalhado por quase seis horas e sequer ter almoçado, a Floor foi extremamente gentil e aberta no papo que batemos. Você pode ler toda a entrevista logo abaixo:

    Olá, Floor! Obrigado tirar um tempinho para conversar conosco, da METALFORCE. A masterclass acabou agora mesmo: o que você achou de tudo? Como você se sente em relação a isso? Como você vê essa questão de ensinar e como se sente quando dá estas aulas especiais?
    Floor: Foi muito bom! Eu dou aulas com uma certa frequência, mas parece que cada aula me traz um pouco mais de inspiração para ensinar o que eu sei e aprendi. Afinal, eu não sei de tudo. As aulas são algo muito bom para mim, também, pois elas servem como uma forma de me lembrar de coisas que aprendi há muito tempo. Por isso, é um muito bom poder rever técnicas, trabalhar com pessoas, ouvir suas vozes e muito mais. Cantar é uma paixão para estas pessoas e para mim, então é algo muito importante!

    As letras do “Endless Forms Most Beautiful” (o álbum mais recente do Nightwish) foram escritas pelo Tuomas (tecladista e compositor da banda), mas é você que passa o sentimento delas. Como você vê e sente tanto as letras e os assuntos que compõem o álbum? Até que ponto você consegue sentir tudo isso e dar uma roupagem própria à sonoridade das músicas do álbum?
    Floor: No começo, eu levei algum tempo para entender tudo direitinho. Durante seis semanas, nós ensaiamos e discutimos os assuntos abordados nas músicas, o que, aos poucos, me ajudou a sentir e entender toda a história por trás do álbum.Felizmente, todas as letras são bastante subjetivas e qualquer um pode interpretá-las à sua própria maneira. No meu caso, eu amo a natureza e, portanto, foi fácil me sentir próxima da letra. Além disso, a teoria evolucionista sempre foi algo muito comum para mim, então eu estava bastante surpresa pelo fato de ainda haver pessoas que acreditam na criação de todas as coisas em sete dias pelas mãos de Deus e coisas do tipo. Fico impressionada com isso. (risos) . Para mim, compreender a essência do álbum e dos assuntos que ele trata foi algo muito interessante.

    A essa altura do campeonato, tanto o “Endless Forms Most Beautiful”, que foi lançado há mais de um ano, como as novas músicas já se tornaram parte de uma rotina, assim como as músicas e álbuns mais antigos. No geral, quais são as músicas que você mais gosta de tocar ao vivo e quais são as músicas que mais empolgam os fãs?
    Floor: O público está sempre muito empolgado em todos os shows, então é difícil definir uma música só. Ainda assim, parece que “I Want My Tears Back” é uma das favoritas de quase todos os fãs, pois sempre gera muita animação e nós gostamos muito de tocá-la ao vivo.

    Neste momento, o Nightwish conquistou tudo o que um músico sonharia em ter. Mas há algo que você queira conquistar? Alguma meta ou sonho em especial? O que leva um(a) musicista a continuar tocando e compondo com o passar dos anos?
    Floor: Para ser honesta, não há nada de que eu sinta falta. Eu amo a variedade de experiências que temos no ramo musical e sinto que não poderia desejar muito mais do que isso. Minha meta é continuar assim. Aconteceram muitas coisas e houve muitas mudanças, então manter o que tenho agora é a minha maior meta.

    Como vocês disseram em algumas entrevistas, a banda fará uma pausa nas atividades após os shows de setembro e outubro. Você pretende usar esse tempo livre para se dedicar a outros projetos ou colaborações com outros artistas?
    Floor: Bom, eu ainda não tenho certeza.Nós temos trabalhado por uns bons anos sem qualquer descanso, então acho que ter uma pausa será um alívio (risos).

    Há algo novo sendo produzido no que diz respeito ao Nightwish?
    Floor: Ainda não. Ainda estamos muito envolvidos no que estamos fazendo agora.

    Em meio aos compromissos de uma vida agitada como a sua, você consegue encontrar tempo para ouvir músicas e bandas novas? Quais foram as suas descobertas mais recentes?
    Floor: Sim! Eu gosto muito de ouvir e descobrir coisas novas. Mas eu diria que, recentemente, isso passou a depender da rotina e e até mesmo das pessoas com quem convivemos. Nos últimos meses, em grande parte graças ao Tuomas e ao Troy, tenho escutado várias trilhas sonoras de filmes, como “A Vila” e “Spartacus”. Quanto às músicas mais pesadas, tenho ouvido os álbuns do Gojira com frequência. Além disso, sempre fui muito fã do trabalho do Soilwork e nunca deixei de acompanhar a carreira deles.

    Qual você considera ser o momento em que descobriu que tinha potencial para ser cantora? Quando você percebeu que e esta era uma carreira que você gostaria de seguir?
    Floor: É claro que ninguém simplesmente acorda um belo dia e percebe que quer ser um musicista. Quando eu era adolescente, eu participava dos musicais da escola e isso fez com que eu me apaixonasse por música. Eu diria que tudo começou a partir daí.

    Agora, uma pergunta enviada pelo Nightwishers, o fã clube oficial italiano: você tem uma bagagem grande como musicista ao vivo, mas o que costuma vir à sua mente e o que você sente antes de entrar no palco? Você vê as coisas de maneira diferente de 10 ou até mesmo 15 anos atrás?
    Floor: Com certeza, sim. A maneira de lidar com as mudanças em situações de shows muda ao longo do tempo e tudo depende do local do show. A sensação é é diferente se é um show numa casa de shows pequena com ReVamp ou em estádios gigantescos com Nightwish. A forma com que você se prepara para aquilo muda, mas a sensação deve permanecer sempre boa. Agora, o que não muda é que é sempre necessário estar em forma para fazer um bom show. Por exemplo, faz dois dias que nós tocamos em Viena, na Áustria. O nosso show como um todo sofreu um pouco, porque começou a chover e, consequentemente, os fogos de artifício não funcionaram direito. Nestes casos, as mudanças na organização e a como as coisas são encaradas são diferentes ou até mesmo um pouco particulares. Em ocasiões como esta, ficamos um pouco ansiosos. Mas, agora já faz mais de um ano que estamos em turnê juntos, acabamos desenvolvendo uma rotina e não ficamos mais tão animados antes de um show como ficávamos no início. Não me interpretem mal, pois eu amo cada show que fazemos e procuro sempre dar o meu melhor, mas, por causa da rotina que temos hoje em dia, os ânimos costumam ser mais calmos no sentido positivo da coisa. O problema é quando a rotina acaba. Aí nós ficamos animados! (risos).

    Finalmente, que tal uma brincadeira? Eu digo um adjetivo e você diz qual membro da banda se encaixa melhor nele, incluindo você mesma. Pronta?
    Floor: Manda bala!

    Carismático.
    Floor: Poxa, todo mundo!

    Introspectivo.
    Floor: Hmm… o Tuomas, talvez.

    Pavio curto.
    Floor: Eu!

    Decidido.
    Floor: Eu mesma!

    Chato.
    Floor: Nenhum de nós!

    Chegado na bebida.
    Floor: A banda toda! (risos).

    Dorminhoco.
    Floor: Hmm… o Emppu.

    Sexy?
    Floor: Ora essa! Somos todos muito sensuais. (risos).

    Maravilha! Chegamos ao fim. Muito obrigado pela oportunidade !

    Nightwishers Italy:

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  • Report: MasterClass – Nightwishers

    Report: MasterClass – Nightwishers

    Via Nightwishers Italy | Tradução: Head up High, my dear

    O fã clube italiano Nightwishers Italy  realizou o mais recente MasterClass da Floor Jansen realizado no dia 6 de junho, em Roma. O “diário” deles você encontra à seguir:

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    Texto e imagens por Silvia Blackstar Bavaglia para o Nightwishers

    Ω

    A minha viagem começou às 6:30 da manhã, em um trem que ia de Milano a Roma. Quando eu cheguei lá, encontrei os membros do fã clube italiano: Lenny, Lorenzo e Mario. Fomos todos juntos à Mississippi Music School, no centro de Roma. A nossa tão sonhada masterclass com a Floor estava prestes a começar.
    Ela chegou e acenou para nós, pedindo desculpas por estar um pouco atrasada (ela teve alguns problemas com o táxi e com uma visita guiada pelo Vaticano). Entramos na sala para a primeira aula, que era voltada para os iniciantes na área. Nós, moças, nos sentamos (era uma sala só de meninas), sentindo toda a empolgação e nervosismo de cantar na presença dela.
    Primeiro, ela nos explicou como a aula havia sido planejada: faríamos alguns exercícios para aprendermos a cantar com o nosso diafragma, pois o ar precisa fluir lentamente pelo estômago e não pelos pulmões. Ela pediu que imaginassemos alguém nos dando um soco na barriga como uma forma de fazer o ar, a voz e a energia saírem um pouco. Este é apenas um exemplo, pois ela ainda discorreu sobre várias coisas interessantes e eu não consegui anotar tudo. Se tentasse, eu acabaria escrevendo uma trilogia de livros!
    Lentamente, começamos a nos sentir mais relaxados e a Floor nos fez rir bastante, o que ajudou muito. Houve um momento engraçado em que ela nos disse para relaxar, mas não apenas o nosso corpo e sim o nosso rosto. Ela puxou as bochechas de lado e imitou o quadro “O Grito”, de Munch.
    mario-minchia-di-mareEntão, começamos o exercício prático com escalas de melodia e exercicios práticos de respiração.
    A última parte da aula foi a mais interessante: escolheríamos uma canção para cantar.
    E lá estávamos nós todos ansiosos novamente! A Floor perguntou se alguém se disporia a ser a primeira pessoa a cantar.
    Eu me imaginei na pele de Katniss Everdeen, de Jogos Vorazes, falando “Eu me voluntario como tributo!” Calmamente, levantei a minha mão, dizendo que gostaria de tentar.

    A Floor respondeu que essa era uma ótima atitude, já que eu estava lá para aprender.
    Eu estava conectando o meu celular ao hi-fi, quando o instrumental de “Elan” começou a tocar no talo e todos começaram a rir.
    A Floor quis saber por que eu havia escolhido aquela música em especial. Havia tantos motivos, como o ritmo alegre, como a música me faz feliz, como ela reflete quem eu sou… mas o que eu disse foi apenas “É a primeira música que você lançou com o Nightwish!”. Que tosco! Fiquei com vergonha!
    Cantar na frente dela me deixou muito nervosa. Senti a minha voz ficar fraca e o meu corpo tremer. Ainda assim, ela foi super paciente e gentil: ela explicou os erros que eu cometia e me deu alguns conselhos para melhorar o meu canto. Eu deveria cantar com mais suavidade. Ela, inclusive, me mostrou como colocar esse conselho em prática colocando o meu dedo atrás dos meus dentes caninos. Dessa maneira, eu só conseguiria abrir a minha boca até onde o meu dedo indicador fosse e, então, eu consegui relaxar os músculos do rosto. Mas não foi nada fácil, porque eu ainda a estava olhando nos olhos e cantando a música dela!
    No fim das contas, deu tudo certo. Eu preciso trabalhar nisso, em relaxar o corpo e os músculos do rosto. Esta parte também foi útil para as outras meninas, pois cada um tem um estilo de canto diferente e todas puderam aprender algo. Ter uma aula assim ajuda todos a aprenderem algo novo! No fim da masterclass, tivemos algum tempo para tirar fotos e conseguir autógrafos. Além disso, muitos de nós haviam trazido presentes para a Floor. Nossa professora foi muito gentil e cuidadosa com todos nós, além de ficar feliz ao receber o bolo de frutas com cappuccino vegetariano que eu fiz para ela.

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    Congrats, Nightwishers! ♥

    Link original (italian) – english version below