Categoria: Entrevistas

  • Floor Finds #1: Marko Hietala

    Floor Finds #1: Marko Hietala

    Além do “Storytime” em seu canal do Youtube, Floor Jansen lançou também o “Floor Finds“, do qual consiste em um bate-papo com outros artistas. O primeiro convidado do primeiro episódio é o Marko Hietala, baixista do Nightwish. A tradução você confere a seguir.


    Storytime: Episódio #1 | Episódio #2


    Ω

    Olá e bem vindos ao “Floor Finds”. Esse é o primeiríssimo episódio e meu primeiro convidado será o Marko Hietala. Ele faz parte do Nightwish junto comigo e é meu irmão de consideração, e eu estou muito feliz que ele seja meu primeiro convidado.  

    A idéia deste “Floor Finds” é ter um convidado que responderá às perguntas que eu perguntarei, então teremos uma conversa que poderá ser relacionada à música, natureza ou a qualquer tópico.  Nesse caso, uma das perguntas que apareceram online depois que eu perguntei a vocês quem deveria ser meu primeiro convidado e para quem eu deveria perguntar primeiro, foi uma pergunta sobre Aliens: Há vida no espaço? 

    Essa pergunta não foi especificamente para o Marko mas eu sei que ele é muito interessado neste tópico. Ele já leu todo tipo de pesquisa científica sobre o assunto e também adora ficção científica, então eu fiz essa pergunta para ele, o que resultou numa conversa fantástica.  

    Uma pequena apresentação acerca do meu primeiro convidado, apesar de eu achar que ele não precise de apresentações.  O Marko toca no Nightwish há muito mais tempo que eu e desde sempre nos demos muito, muito bem. Nos conhecemos desde 2002 e ele é um baixista fantástico, um vocalista fantástico e um músico fantástico. Ele vive e respira música. Ele é um artista fantástico no palco, também. Além do Nightwish, ele fez parte da banda Tarot e outros tipos de projetos, mas ele acabou de lançar seu primeiro álbum solo, chamado “Pyre of the Black Heart”, que vale muito a pena ouvir. Então, com Marko Hietala, começamos nosso “Floor Finds, episódio 01”. 

    Floor: Estamos gravando! E a pergunta é: Você acredita em Aliens? Você acha que há vida lá fora?
    Marco: Ok… essa é uma pergunta que não possui uma resposta muito certa no momento, mas há muitas teorias e informações .Recentemente apareceu uma pesquisa que definiu que, na Via Láctea, galáxia cujo nosso sistema solar faz parte, existiriam outros 36 planetas como a Terra no momento e que poderiam sustentar uma civilização que poderia possivelmente se comunicar. Essa foi a aposta que eles fizeram através das últimas informações dos processos químicos e físicos que estes planetas estão formando, suas idades, idades das estrelas e tudo o mais. Porque quando se fala em Aliens, civilizações e formas de vida, para que eles fossem suficientemente sofisticados, a evolução deveria ser simultânea de tal forma que para que eles fossem suficientemente sofisticados para se comunicar conosco. E, novamente, sabemos que a vida no universo possui bilhões e bilhões de anos.

    Floor: Sim. (risos)
    Marco: Estamos falando de pelo menos do triplo do tempo que o Planeta Terra existe. Então essas outras civilizações poderiam estar a nossa frente em milhões de anos, facilmente. E poderíamos nunca saber da existência delas se eles se mutassem em uma existência comparada a ascensão dos Deuses em algum outro lugar. E os que vieram antes de nós, nós nunca saberíamos deles porque eles se comunicariam através das batidas de pedra na madeira.

    Floor: Sim. (risos)
    Marco: Então este é o problema de comunicação entre civilizações. Mas, no final das contas, aqui no nosso sistema solar, nós temos a “Jovian Moon Europa”, que é coberta por aproximadamente 20 quilômetros de gelo em alguns lugares, e em outros teríamos um oceano líquido de água, com mais centenas de quilômetros de profundidade. Água em forma líquida significa vida em potencial e, portanto, existe a possibilidade de uma evolução paralela, seja no nosso sistema solar ou há a possibilidade de que esta vida contamine outros lugares através do vácuo de espaço, o que não é o vácuo como pensamos, é cheio de coisas e partículas, gases e nuvens, e há organismos muito muito robustos que podem aguentar radiações, congelamentos próximos a zero.

    Floor: Sim, aqui no planeta Terra também, certo?
    Marco: Sim. Basicamente até qualquer cometa que atinja a terra, como por exemplo o que destruiu os dinossauros, espalharia nuvens de poeira e vida microbiana do espaço. Isso também ocorreria em outros planetas que possivelmente produziriam vida. Então há a contaminação original, da qual fazemos parte, que pode ter vindo de outro planeta, isso é possível também. Então essa é a minha… resposta baseada em ficção científica e ciência. Mas eu acredito que seria excepcionalmente arrogante pensar que somos os únicos.

    Floor: Eu concordo com isso. Essa teria sido minha resposta. Eu não sou tão engajada neste material como você, obviamente. Eu sei que você gosta deste tema, tanto da ciência em si quanto da ficção científica. Eu não sei o quanto disso já foi escrito em ficção científica e que se tornou algo cientificamente provado.
    Marco: Bom, Jules Verne, no século 18, escreveu um livro sobre homens que voavam para a lua e também sobre homens que fizeram viagens submarinas. Um século depois e tudo isso se tornou verdadeiro.

    Floor: É interessante pensar no que virá. Qual a sua opinião, se você pensar que as imagens encontradas nas relíquias Mayas e nas pirâmides, por exemplo, possuem coisas que estão no céu? E também pelo fato de que ainda não descobrimos como as pirâmides forma construídas.
    Marco: Sim, é verdade. Mas é claro, agora há teorias, por exemplo, para a construção das pirâmides e eu não sei qual tipo de medidas sônicas são feitas hoje. Os equipamentos estão ficando mais sofisticados, então uma espiral de tunelamento é uma das teorias. De que elas foram construídas através de um (faz movimentos circulares com as mãos) … e construíram paredes em volta. Essa é uma das teorias. Também criaram imagens que você pode ver apenas pelo céu, ou pelo topo de montanhas ou se você for para algum lugar próximo. E há muitas pessoas falando com deuses nessa época, também.

    Floor: É verdade! Mas é engraçado que elas, por séculos, têm estado lá. Por que Deus estaria lá em cima? Por que ele não estaria bem na nossa frente, ou por que não estaria no chão, por exemplo?
    Marco: O céu é cheio de coisas misteriosas e magníficas, cheio de tempestades e blá blá blá, eclipses e estrelas e coisas maravilhosas que não podemos tocar.

    Floor: É, deve ser por isso.
    Marco: É a maior coisas que podemos verificar com nossos olhos.

    Floor: Sim, sim, exatamente, é um conceito interessante. É engraçado que, se você pensa em aliens ou vida no espaço, em cada filme produzido eles são considerados uma ameaça. E há cientistas corajosos que são curiosos pelo tema. Seria fantástico saber se há, de fato, uma forma de vida que evoluiu simultaneamente conosco ou, como seria legal, saber que estão à nossa frente, que já vivem num planeta que é três vezes mais velho, como você descreveu nosso sistema solar.
    Marco: Sim. Claro que há coisas que, por exemplo, se olharmos para este estado e pensarmos nos tipos de medidas tomadas com o Corona Vírus que nós vemos os governos tomarem. Por exemplo, os chineses foram muito efetivos por causa do sistema autoritário. Então civilizações, raças, e suas culturas. Não podemos, de fato, ter certeza. Nós esperamos que, não importa o que encontremos, caso encontremos no futuro, que eles sejam tão sofisticados que eles apreciariam a vida.

    Floor: Sim, claro e obviamente acentuariam a vida.
    Marco: Mas claro, vemos que o sistema totalitário também é afetado quando falamos de civilizações e raças. E nós somos o tipo de inteligência emocional altruísta no nosso melhor. Mas, por exemplo, se falarmos das Lulas. Alguns desses animais são muito, muito inteligentes e se comunicam por células luminosas na pele e parece que há certos comandos, palavras e frases nessas coisas e que eles passam adiante. Mas, mesmo sendo tão inteligentes, se uma delas, num cardume, é ferida, elas imediatamente a canibalizam.

    Floor: Sim, mas talvez essa seja uma emoção humana, pensar que isso é algo cruel, que talvez essa seja sua forma de limpar a bagunça.
    Marco: É verdade!

    Floor: Já que estão feridas, não vão sobreviver.
    Marco: Pode ser também porque, apesar de sermos inteligentes emocionalmente e esperarmos que a inteligência seja flexível, nós não podemos ser assim se formos vistos como presa. E isso é algo sobre o qual os escritores de ficção científica se preocupam. Por que a vida, não importa como ela seja, não importa quão sofisticada ela seja, nós somos os seres mais sofisticados que conhecemos. E ainda assim matamos para comer. Seja de forma vegetariana, carnívora ou onívora, de qualquer forma, tudo o que comemos, matamos para comer.

    Floor: Sim.
    Marco: Há algo fundamental na vida. Quando nos iluminamos, tentamos preservar a grandeza do conhecimento. Mas temos as Lulas que parecem ser inteligentes, mas não apreciam essa ideia, ainda.

    Floor: não, elas têm uma perspectiva diferente, obviamente.
    Marco: E, dependendo do tipo de vida para o qual você evolui e qual o tipo de cultura com a qual você evolui em termos de inteligência, as opções podem ser incontáveis.

    Floor: Definitivamente, e o intelecto pode ser visto de maneiras diferentes, eu diria. Talvez a Lula seja inteligente o suficiente para dizer “ok, estou ferida, não quero me tornar uma presa, não vou mais viver saudável, eu não vou continuar com meus genes saudáveis, então acabou para mim”. Isso poderia ser considerado uma forma inteligente de preservar a espécie. Ou então o golfinho que usa uma porcentagem maior do cérebro e, portanto, é muito inteligente.
    Marco: Seria legal saber se a lula, que está ferida e sabe que não pode sobreviver, está voluntariamente ficando para ser comida.

    Floor: Sim, isso é verdade, mas se elas se comunicam, então elas devem ter algo …
    Marco: … como permissão e não somente oportunismo pessoal.

    Floor: Sim, sim. Isso é algo interessante. Algo para os cientistas estudarem. Eu acho que as lulas são muito interessantes. Eu li em algum lugar que ainda não pudemos descobrir de onde vem seu DNA. E que parece uma organização de fora da Terra. Será uma teoria ou há verdade nisso?
    Marco: Tem isso, eu também sabia, que há uma pequena contaminação cruzada da teoria da vida envolvendo elas também.

    Floor: Sim. É algo realmente fascinante. Mas eu concordo com a primeira ideia de que seria algo muito arrogante pensar que estamos sozinhos.
    Marco: Mas se relacionar a esta inteligência… não é nada arrogante.

    Floor: Sim, vamos ver… vamos ver se nós evoluímos enquanto espécie. Se nós estivermos preparados o suficiente para a informação que vêm de fora do nosso próprio espaço, isso significa que até agora, nós tivemos nossas mãos cheias de culpa por tudo o que aconteceu no planeta, eu diria. Tanto pela preservação das espécies quanto da cooperação com outras espécies, não contaminando nossos biótopos, por exemplo, como temos feito, e temos sido punidos por isso com um vírus tão amável…
    Marco: Eu tenho que mencionar, também, esse assunto que falamos de que a inteligência em si, apesar de pensarmos que ela é extremamente útil para sobrevivência na evolução, ela também tem seus revezes. E provavelmente eles nos tornaram vulneráveis a todo tipo de doenças mentais e também nos faz processar padrões de forma que queremos ver a mão de Deus quando ganha na loteria. Porque queremos ver os padrões, como se “eu fiz isso, e aquilo aconteceu e há um significado para isso.” E isso é um revés da inteligência, o fato de que criamos teorias para o desconhecido e frequentemente seguimos coisas que queremos seguir. Mas então também há a imaginação, que é brilhante e com ela podemos prever coisas no futuro. Ou criar um mundo feito por nós em filmes, ou livros, ou o que quer que seja. Ela tem seus revezes, mas é algo brilhante de ter, eu acho.

    Floor: Definitivamente. Seria interessante ver o quão longe outras criaturas nesse planeta chegaram, porque penso que acabamos de começar a estudar o seu intelecto e quão longe suas emoções vão, em termos de empatia, luto, por exemplo, você pode ver que elefantes possuem um luto longo. Você pode ver outros animais tendo empatia com outras espécies. Então há muito ainda que, há não muito tempo atrás, ainda diríamos que “é apenas um animal”.
    Marco: Como os corvos, eles tem esses mesmos tipos de padrões e, como na nossa língua, são sílabas e sinais diferentes que, sozinhos, não possuem significado, mas da maneira que os organizamos, atribuímos significados a eles, e quando os juntamos, eles se tornam frases. Os corvos tem as mesmas estruturas ao grasnar. E, como experiência pessoal, em fevereiro eu pude fazer uma pequena turnê solo antes do mundo ficar estranho. E, numa certa manhã, estávamos esperando para o local do show abrir e estávamos conversando no ônibus, havia dois carros estacionados do lado de fora com gelo nos telhados, havia um par de corvos. Um estava no capô e o outro no telhado chutando pedaços de gelo do telhado para o para-brisa até chegar no capô, onde o outro estava parando-o. E então eles trocaram de lugar. E o outro fazia o mesmo. E então o outro pulou no chão, pegou um copo de papelão vazio e voou de volta ao telhado do carro com ele no bico e colocou o copo para que rolasse no para-brisa e o outro parou o copo.

    Floor: Legal.
    Marco: Eles estão brincando, se divertido de manhã.

    Floor: Wow.
    Marco: E eu vi com meus próprios olhos e os outros caras da banda estavam lá também e disseram “olha só pra eles, estão se divertindo”.

    Floor: Eles são uns dos animais mais inteligentes, certamente. Onde quer que vão, eles gostam de brincar e podem até interagir no nível de que eles brincam juntos e criaram um jogo que repetem e fazem uns com os outros, como se dissessem “ei, olha isso aqui, podemos brincar com isso”. Há tanto neste planeta, mesmo, que é quase alienígena para nós, eu diria, para muitos humanos. Que há ainda muito o que aprender do esplendor, inteligência e emoções dos animais. Digo, pessoas com animais de estimação, elas têm uma boa ideia disso, mas acho que vai além de “cães e gatos” e talvez um coelho ocasional, mas há tanto mais também.

    Bom, para terminar essa conversa super legal, eu queria saber o que você tem feito e quais são os planos para um futuro próximo até que possamos, finalmente, nos encontrar, não cada um em sua casa, mas … O que você tem feito e quais são seus planos?
    Marco: Até agora tenho aproveitado para conhecer melhor nossa menininha aqui, essa cachorrinha Nadia, e tocaNdo muita guitarra, tocado muito baixo, cantado muito, escrito um monte de letra esquisita, muita coisa engraçada está saindo. Tenho que ter muito cuidado para ver se elas são coisas realmente boas. Mas, é, tem sido muito calmo. A merda é que não pudemos tocas as músicas do álbum ao vivo, como você sabe bem. Mas tempos calmos também se tornaram muito bons quando eu parei e pensei que “pronto, eu preciso aceitar isso”, e o mundo não muda, independente do quanto você quer que ele mude.

    Floor: Não, verdade.
    Marco: Sim, e aí você se organiza nisso tudo e começa a viver sua vida. Tem sido um bom momento sabático inesperado.

    Floor: Não, verdade.
    Marco: Sim, e aí você se organiza nisso tudo e começa a viver sua vida. Tem sido um bom momento sabático inesperado.

    Floor: Sim.
    Marco: Então eu acho que sou um dos sortudos. Sei que há muitas pessoas que estão passando por esse momento de forma muito difícil. E fomos abençoados por trabalhar numa empresa que pôde continuar com nossos pagamentos neste momento.

    Floor: Sim, isso é um luxo, não poder se preocupar. E, de fato, sentar e pensar “ok, não posso fazer isso, então o que mais há para ser feito?”. É ótimo que a criatividade tem crescido tanto em nós dois.
    Marco: A casa está mais arrumada do que já esteve em…

    Floor: A mesma coisa aqui. Pude fazer as menores coisas que geralmente não dá pra fazer. É maravilhoso. E você tem pulado no lago como me disse antes, né.
    Marco: sim, eu tenho feito isso. Eu também mantive o jato d´água, então a geração mais nova tem corrido pelo lago algumas vezes.

    Floor: Maravilhoso. Sem costelas quebradas dessa vez?
    Marco: Não, não, sem costelas quebradas dessa vez.

    Floor: Sim, podemos falar que você levou sua super máquina para a gravação do “Endless Forms Most Beautiful”.
    Marco: Sim, usamos o jato d’água e eu e o Tero estávamos sentados no jacaré de abóbora e o Tuomas estava dirigindo e eu disse que ele não poderia passar de 30 milhas por hora, vai ser perigoso. Mas ele não se conteve, ele disse “eu não pude me conter”. E aí fomos nessa curva e o jacaré foi na curva de fora então a força centrífuga nos puxou em aproximadamente 60 milhas e nós voamos. O Tero disse “nós vamos morrer!” e eu estava morrendo de rir e eu senti a batida que me deixou tonto por um momento e pensei “eu estou vivo, estou vivo”, e voltando e tentando voltar a respirar. Mas era difícil respirar. Ok, costela quebrada, na outra semana, nos ensaios foi muito fácil para cantar.

    Floor: Sim, e o baixo bem pesado.
    Marco: E o Tuomas dizendo “me desculpe, eu não consegui me segurar, era muito legal pilotar aquilo, eu tive que ir mais rápido” e eu “ok, ok, agora você sabe”. E aí logo depois o Tuomas e o Troy disseram que o Khai estava pilotando e eles avisaram para não ir além de 30 milhas. Adivinhe o que aconteceu? “Eu não consegui me segurar, era muito legal de pilotar”. Mais uma costela quebrada.

    Floor: Sim, naquele verão tivemos dois membros da banda com costelas quebradas porque “não conseguiram se segurar”.
    Marco: acho que deve ter sido difícil para o Troy assoprar as flautas naquela semana.

    Floor: Muito legal, sim. Bom, por alguma razão você não levou esse jacaré quando fizemos o “Human Nature” no verão passado.
    Marco: Bom, naquele verão, quando tivemos esse par de costelas quebradas foi excepcional com o clima e estava muito mais quente.

    Floor: Sim, no norte, com aquele calor, aquilo foi excepcional, mas definitivamente mais seguro sem aquele crocodilo.
    Bom, muito obrigada por essa conversa tão boa e eu estou ansiosa para vê-lo de novo e te dar um grande abraço, livres do Corona, e sem você se quebrar de novo.

    Marco: Vamos dizer… vamos ficar saudáveis e continuar fazendo coisas saudáveis.
    Floor: Sim, boa ideia. Eu diria semana que vem, mas não será possível, então, assim que pudermos.

    Floor: Quando isso passar.
    Marco: Quando isso passar. Vai acontecer!

    Floor: Grande, grande, grande abraço daqui agora. Se cuide. Vou colocar uma música de violino.
    Marco: Ok. Tchau, tchau. Ah, grande abraço para a família também.

    Floor: Você também, para suas meninas.
    Marco: Eu vou para a varanda da próxima vez.

    Floor: Legal! Obrigada pela entrevista!
    Marco: Tchau, tchau.

  • Interview: Magazine Flair

    Interview: Magazine Flair

    in Dutch | em Português  – Translation: Head up High, my dear!

    The singer Floor Jansen confesses to Flair: I thought metal music was a terrible music.

    Ω

    Floor Jansen (39) goes around the world as the main vocalist of the metal band Nightwish, and recharges her batteries in her house in the woods, in Sweden. When she participated in “Beste Zangers” last year, the Netherlands could finally get to know her. “Somehow I like this, strange, isn’t it”

    At first, she didn’t know what she was getting into nor the other artists that have participated. She has been living with her Swedish husband, Hannes – with whom she had a daughter in 2017, Freja –  in Sweden for 5 years and doesn’t watch to dutch TV. So why did she participate? She was impressed with everything she saw. And beyond that, there was a great chance to make people curious about metal in general, and specially, Nightwish. In the last episode she sang The Phantom of the Opera in a unique way with Henk Poort, and the performance was promoted everywhere in the world. And now, all Netherlands know who Floor Jansen is.

    She is sitting down and relaxing in one of her chairs in the hall. Denim jackets, jeans and long dark hair. People around her are busy calling or working in their notebooks. Meanwhile, Floor is in an inner peace state. She drinks tea, speaks softly, almost as if she is shy. She talks about how good is Sweden. About her isolated house in the woods. It is similar to Limburg, where she spent most of her teen years.

    Wasn’t Limburg an option?
    Hannes and I lived in Finland when we met. I moved there because Nightwish is a Finnish band. Even though I sing in English, I wanted to learn the language, and it works better if you get immerse. Finnish is too difficult and I ended up never learning how to speak correctly. And of course, it doesn’t help if you have a Swedish boyfriend. Hannes missed Sweden and as I was already so use to the peace and space from Finland, we decided to move to Sweden. Now we have a beautiful country house. With a huge dog, cats and two horses. When we decided to live in this house, there was a huge field around it, so I immediately said that I wanted to have horses. It was my dream since I was a kid.

    You suffered bullying when you were young, and you call it “dark times”. Was being with horses your (temporary) way to get away from it?
    As we used to move a lot, I was always some sort of Maverick. I talked a lot and act differently from the other kids my age, and I was tall. My parents used to go to my school a lot, but they would always tell me they couldn’t do anything. I still get very angry at this, because you’re basically saying: “Good luck with it, solve it yourself” So yes, somehow it was a way to escape from the bullying.
    Music was also a way. Until a certain moment in time, it was these two things I used to seek shelter on. My vocational test revealed not only my professional choice but also revealed an aspect for sports and equitation. I really wanted to go to the conservatory, and I even studied about singing but either it was too jazz or too classical.

    None of them worked. That’s why I ended up going to the Equitation Centre (Hippisch Centrum). And it was incredibly hard. I ended up finishing HAVO (some sort of preparatory for specific studies in the Netherlands, divided in 4 phases, HAVO being the third) and I had to work hard every day. Some of my muscles got so stiff that my blood flow in my arms didn’t work properly. I had a small loss in my hand movements, I barely could ride the horse because the reins would slip away from my hands all the time. So, it wasn’t fun anymore. That’s when I knew that Rock Academy was the way to go, so I enrolled immediately.

    Were your parents surprised when you did this?
    I believe not. I was also doing musicals in school, so nothing was that sudden. I believe that it may have been they worried about due to its uncertainty. But they were always there for me. They said: “You are talented, you need to do something with it. My father plays the guitar and he also sing. He’s more of a blues guy. My sister Irene also sang in a metal band for a while and we performed together. But I’m the only one in the family that made it work.

    Did you start immediately in Metal?

    In general, I didn’t like it. A friend of mine used to listen to it and I thought: “Wow, what horrible music is that?” I was still developing my musical taste. The first band I sang in school was a pop/rock band. I liked Grunge a lot, but only as a listener. So, when I moved to Limburg, I had friends that listened to different Metal bands so I could see the beauty in it. It’s not only guitars and screaming. Music like we do in Nightwish is filled with nuances that contains pop, folk, rock, symphonic moments and it’s really accessible and melodic. It’s the type of metal that for me, it’s the final combination between heavy music, pure feelings and female vocals.

    The Metal world is filled with men. How does that work for you?
    I entered this world right after college. So, I don’t know what to say, I just work with men and I feel good, it works well. Men are straight to the point, so there are no misunderstandings. I never think: “What are their secret agenda?”
    As I got older, I realized that I missed a feminine company. Just because women see things differently, and sometimes it’s a relief – especially when you’re surrounded by men. That’s why it was so nice to take my friend on tour as a nanny. We had a lot of different conversations. She also noticed when I wasn’t comfortable with something and immediately asked how I was. Men don’t ask that so quickly or sometimes they don’t ask at all.

    By participating in “Beste Zangers”, you expected that more people would listen to your music. Did it work?
    Yes. Our concert shows in the Netherlands sold out immediately. It is good because it worked for both sides. Many people that listen to my music embraced Henk Poort’s music. And what makes me happy is that I have been able to show that Metal music isn’t only something satanic, or with men singing it in an angry form.

    Now you think: “I’m finally recognized in The Netherlands.”
    Haha I like that. It always bugged me somehow that we are known in the entire world but we didn’t even have a space in the Netherlands.

  • Entrevista: Revista Flair

    Entrevista: Revista Flair

    In dutch | In Portuguese – Tradução: Head up High, my dear!

    A cantora Floor Jansen confessa à Flair: Eu pensei que o metal fosse uma música horrível.

    Zangeres Floor Jansen biecht op aan Flair: ‘Ik vond metal vreselijke muziek’

    Ω

    Floor Jansen (39) percorre o mundo como vocalista da banda de metal Nightwish, e recarrega suas energias em sua casa na floresta, na Suécia. Quando ela participou do ‘Beste Zangers‘, no ano passado, a Holanda finalmente pôde conhecê-la. “De alguma forma eu gosto disso, estranho, certo?”

    No começo, ela não conhecia o programa do qual havia entrado na Holanda, nem os outros artistas que participaram. Ela vive com o marido sueco, Hannes – com quem teve uma filha em 2017, a Freja – na Suécia há 5 anos e não assiste à televisão holandesa. Então por que ela participou? Ela ficou impressionada com tudo aquilo que viu. Além disso, havia uma boa chance de deixar as pessoas curiosas sobre o metal em geral, e em especial, o Nightwish. No último episódio, ela cantou The Phantom of the Opera de um jeito incomparável com Henk Poort, e foi divulgado no mundo inteiro. E agora toda a Holanda sabe quem é Floor Jansen.

    Ela está sentada e relaxada em uma das cadeiras no salão. Jaqueta jeans, calça jeans e longos cabelos escuros. As pessoas ao seu redor estão ocupadas ligando ou trabalhando em seus notebooks. No meio, Floor em um estado de paz interior. Ela bebe chá, fala baixinho, quase que com vergonha. Ela fala sobre o quão boa é a Suécia. Sobre a sua casa isolada na floresta. É parecido como Limburg, onde ela passou a maior parte de sua juventude.

    Limburg não teria sido uma opção?
    Hannes e eu, morávamos na Finlândia quando nos conhecemos. Eu me mudei para lá porque o Nightwish é uma banda finlandesa. Embora eu cante em inglês, eu queria aprender o idioma, e funciona melhor se você se aprofunda nele. O finlandês é muito difícil e eu nunca aprendi falar direito. E claro, não ajuda quando se tem um homem sueco. Hannes sentia falta da Suécia e, como eu já estava acostumada com a paz e o espaço da Finlândia, nos mudamos para lá. Agora temos uma casa muito bonita no campo. Com um cachorro enorme, gatos e minhas duas éguas. Quando decidimos morar nesta casa, ela tinha um pedaço de terra enorme em volta, imediatamente eu disse que gostaria de ter cavalos. Era o sonho da minha garota.

    Você sofreu bullying quando era jovem, e você o chama de período sombrio. Estar com cavalos era um jeito (temporário) de ficar longe disso?
    Como nós nos mudávamos muito, sempre fui muito diferente |buitenbeentje| (qualquer pessoa independente, com idéias e comportamentos muito diferentes das outras pessoas). Eu falava e agia de um jeito diferente das crianças da minha classe, eu era alta. Meus pais íam muito à escola, mas sempre me diziam que não podiam fazer nada. Eu ainda fico brava com isso, porque você está basicamente dizendo: “Boa sorte pra você, se resolva.” Então sim, de certa forma era uma válvula de escape.
    A música era um caminho também. Até certo ponto, foram as duas coisas para qual eu corria. Meu teste vocacional, além da escolha profissional também revelou esportes e equitação. Eu realmente queria ir para o conservatório, até que eu entendi sobre o canto, que era ou muito clássico, ou jazz.
    Nenhum deles deu em nada. Foi por isso que acabei indo para o centro de equitação (Hippisch Centrum). E foi incrivelmente difícil. Acabei terminando no HAVO
    (Um tipo de ensino preparatório específico de NL, dividido em 4 fases, sendo o Havo o terceiro nível) e tive que trabalhar duro todos os dias. Alguns músculos do meu corpo ficaram tão duros que o fluxo sanguíneo dos meus braços não funcionava corretamente. Eu tive uma leve perda nas mãos, tanto que mal conseguia dirigir, porque deixava as rédeas escorregarem das minhas mãos o tempo inteiro. E já não era mais divertido. Foi então que eu soube que haveria a Rock Academy, do qual me matriculei imediatamente.

    Seus pais se surpreenderam por você ter feito isso?
    Acredito que não. Eu também estava fazendo musicais na escola, então nada ocorreu de repente. Acredito que tenha sido um aperto no coração por ser algo tão incerto. Mas eles sempre estiveram ali por mim. Eles disseram: “Você é talentosa, você precisa fazer algo com isso.” Meu pai toca guitarra e também canta. Mas ele é mais dos blues. Minha irmã Irene também cantou em uma banda de metal por um tempo e nós nos apresentamos juntas. Mas eu sou a única da família que o fez funcionar.

    Você entrou imediatamente no metal?
    No geral, eu realmente não gostava. Um amigo meu ouviu e eu pensei: “Nossa, mas que música horrível é essa?” Eu ainda estava desenvolvendo o meu gosto musical. Na primeira banda em que cantei na escola, era de pop/rock. Eu gostei bastante de grunge, mas apenas para ouvir. Só quando eu me mudei para Limburg, tendo amigos que ouviam diferentes bandas de metal, que eu pude ver a beleza de tudo isso. Não são apenas gritos ou guitarras gritando. A música que nós fazemos com o Nightwish é repleta de nuances, que contém o pop, folk, rock, passagens sinfônicas, é muito acessível e melódico. É o tipo de metal que para mim, é a combinação final entre a música pesada, sentimentos puros e o vocal feminino.

    O metal é o mundo dos homens. Como isso funciona para você?
    Eu entrei neste mundo logo após o colégio. Eu não sei dizer, só trabalho com homens e me sinto bem, funciona bem. Os homens são bem diretos, não há confusão. Eu nunca penso: quais são suas intenções secretas?
    À medida em que fui ficando mais velha, percebi que sinto falta de uma companhia feminina. Apenas porque as mulheres olham as coisas de um jeito diferente, e isso as vezes é um alívio ainda mais quando se está cercada apenas por homens. Por isso que foi legal ter minha amiga em turnê como babá. Tivemos muitas conversas diferentes. E ela também percebia quando eu não estava confortável com algo, e imediatamente perguntava como eu estava. Os homens não perguntam isso rapidamente, ou as vezes nem percebem.

    Ao participar do “Beste Zangers”, você esperava que mais pessoas ouvissem sua música. Funcionou?
    Sim. Nossos shows na Holanda esgotaram imediatamente. E o bom é que funcionou para ambos os lados. Inúmeras pessoas que ouvem a minha música, abraçaram a música do Henk Poort. E o que me deixa feliz em especial é que eu tenho sido capaz de mostrar que o metal não é algo apenas satânico, ou cantado apenas por homens furiosos gritando.

    Agora você pensa: Finalmente conhecida na Holanda
    Haha, eu gosto disso. De certa forma me incomodou sermos conhecidos em todo o mundo, e se quer teve um espaço na Holanda.

  • Entrevista: NME – Floor Jansen

    Entrevista: NME – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear!

    A dona dos pulmões de ouro que enche áreas, Floor Jansen, fala sobre o nono álbum, a quarentena sueca e porque o maior conservador do meio ambiente do mundo recusou um pedido da banda.

    NME – English

    Com a exceção do Rammstein – e nós só estamos colocando eles no topo porque eles tem o próprio lança chamas e nós não – nenhuma banda de metal europeia pode rivalizar com o sucesso do Nightwish no continente.
    Formada em Kitee, Finlandia em 1996 pelo tecladista Tuomas Holopainen, a banda deu boas-vindas à cantora holandesa Floor Jansen em 2012, no momento em que eles já tinham gravado 7 albums em toda sua carreira. A adição fez com que a banda de metal sinfônico ficasse maior, mais grandiosa, mais cara e mais ambiciosa. Ela tem uma presença tão marcante que ela se tornou uma personalidade da TV holandesa, aparecendo no programa de talentos musicas Beste Zangers.

    Seu nono álbum, o incrível “Human. :ll: Nature.” é o primeiro lançamento duplo, a segunda metade contém uma grandiosa musica orquestral por cima do centro metaleiro da banda. Escute aos momentos mais altos “Harvest”, “How’s the Heart?” e “Noise” – raramente uma banda moderna de metal fundiu tamanho poder e gloria. E apesar do lançamento na mesma época da pandemia do COVID-19, o álbum entrou nas paradas da Finlandia, Espanha, Suíça e Alemanha no primeiro lugar.

    Com isso em mente, nós decidimos conversar com uma das bandas favoritas da Europa de heavy metal. Nosso guia durante essa conversa será Floor Jansen com seus pulmões imensos. Ela irá rugir e você irá se tremer!

    Olá, Floor. Posso te dizer que eu realmente gosto do álbum novo do Nightwish? Há tanta miséria e podridão em todos os lugares atualmente, mas mesmo assim o seu álbum é tão ornado, grandioso e – me atrevo a dizer – esperançoso…
    “Nós realmente queríamos passar isso. Há tantos instrumentos diferentes no álbum e há tantas partes diferentes. Nightwish tem uma musica bem complexa então foi importante para nós que tenhamos emoções reais nas canções, algo que atravesse tudo. A dinâmica foi realmente importante para nós. As canções precisavam de espaço. As vezes o que você não coloca numa música é tao importante quanto o que você coloca. Há 9 músicas nesse álbum e 8 peças orquestrais. Sem essa dinâmica, seria uma escuta muito cansativa.”

    Podemos voltar um pouco? Não é nenhum exagero dizer que a sua voz é incrivelmente maravilhosa. Como você descobriu que podia cantar assim?
    Eu acho que foi quando eu era adolescente. Teve uma produção na escola de Joseph and the Amzing Technicolour Dreamcoat e eu participei da audição. Eu não peguei um papel muito importante. Você sabe como é – as crianças populares pegam os melhores papéis e eu não era uma delas. Mas só de estar no fundo, eu adorei. Eu não sabia que eu era boa, porém. Eu era muito provocada durante a escola, então a minha confiança era bem baixa.

    Você quer que a gente desça a porrada em alguém? Por que te provocavam?
    “Eu era mais alta que todos e meu dialeto era diferente. Eu era só… diferente.”

    Você acha que essa experiência teve algum impacto à longo prazo em você?
    Eu acho que sim… mas para ser honesta, apenas positivamente. Eu não posso dizer que sinto falta desses anos e certamente não sinto falta das pessoas que faziam isso, mas eu acho que me ajudou a ter mais confiança em mim mesma pela minha vida adulta. Eu não quero que a minha filha [Freja de 3 anos] tenha que passar por isso.

    Você tem aquele sentimento de vingança clássico quando você está no palco na frente de milhares e milhares de pessoas gritando o seu nome e pensa, “Bem, eu ganhei, não?”
    O tempo todo. Principalmente agora que eu estou nesse programa de TV holandês que aumentou significativamente a minha popularidade nos Países Baixos. As vezes eu me pergunto se aquelas pessoas lembram de mim e não perco muito tempo pensando nelas. Voce tem que viver para si mesmo – Eu tenho quase 40 anos, vocês sabem!

    Me fale mais sobre o programa de TV. Eu amo o nome! Beste Zangers!
    “É traduzido como Melhores Cantores! Não é uma competição ou coisa do tipo. É um compilado/coleção de cantores com diferentes estilos e origens que cantam a música de um para o outro, ou colaboram em versões de covers que nos inspiram. É um show muito legal, e é tudo sobre o amor pela música. É televisivo em um sábado a noite no horário nobre e mudou completamente a minha vida! E também beneficiou o Nightwish. Já estávamos indo bem na Holanda e tocando em arenas, mas definitivamente aumentou o nosso perfil, o que é brilhante pra mim, depois dos 24, onde ninguém do meu país havia prestado atenção em mim!”

    O novo álbum do Nightwish foi lançado no dia 10 de abril, tornando-se um pequeno número de bandas que podem atestar a realidade de lançar um álbum no epicentro de uma pandemia mundial. Como foi isso?
    “Fomos uma das primeiras bandas que tiveram que cancelar uma turnê. Na verdade, deveríamos começar na China. Eu deveria estar lá agora. Muito cedo nós percebemos que a turnê não iria acontecer, mesmo com a doença estando contida em certo ponto em um continente. Então, sendo mundial, resultou em algo ainda maior e uma pandemia aconteceu. Eu ainda não acredito que isso aconteceu. Parece tão incrivelmente desnecessário…”

    Estou detectando que você tem uma opinião sobre como tudo isso aconteceu? Você mora na Suécia, certo?
    “Eu moro. Eu emigrei há cinco anos, da Holanda.”

    A abordagem sueca em lidar com o vírus tem sido muito liberal – não houve bloqueio em massa, como houve em outros lugares do mundo. Você acha que eles decidiram pela abordagem certa?
    ” Em partes. Em contrapartida, não sou cientista, então o que eu sei? É tudo sobre seguir a ciência.

    Gostaria de lembrar que há uma espécie de besouro com o seu nome. No ano passado, o cientista Andreas Weigel nomeou o recém-descoberto inseto Tmesisternus floorjansenae. É justo dizer que você tem mais credibilidade científica do que qualquer outro cantor de heavy metal…
    “Okay – bem, de muitas maneiras a abordagem sueca faz sentido pra mim. A Suécia é um país grande, mas não com muita gente. Me faz sentido que a abordagem seria diferente do Reino Unido ou voltando para a Holanda. Então, novamente, uma cidade grande é uma cidade grande, seja na Suécia ou em qualquer lugar, e se as pessoas das cidades começam a se mudar, então eu acho que temos que ser cuidadosos. Durante a Páscoa havia pessoas em todos os lugares perto de onde eu moro, no lado do país Gotemburgo, ao lado do mar. A Suécia é um país grande o suficiente para que as pessoas não fiquem trancadas – mas você vai em um lugar turístico mesmo assim? Eu não entendo, é estúpido.

    Falando em espaço, você é casada com o Hannes Van Dahl, o baterista obcecado pela história militar, o titã do metal sueco, Sabaton. No palco ele toca bateria dentro de um tanque de guerra. Acredito que vocês tenham coisas militares incríveis espalhadas por toda a casa, certo?
    “Oh, em todos os lugares. Por toda a casa.”

    Sério?
    “Não!”

    Ouvi dizer que você tem cavalos. Não me parece justo que você tenha cavalos, já que seu marido não pode ter um tanque de guerra no jardim…
    “Ah, ele não se importa. Cavalos são melhores do que a guerra. Eu tenho duas – Lily, nome da minha mãe, e a Auri, em homenagem aos meus colegas de banda, Tuomas [Holopainen] e o Troy [Donockley], em seu projeto paralelo – e também de uma personagem da série As Crônicas do Matador do Rei, série de romance e fantasia, do Patrick Rothfuss.”

    Acho que é justo dizer que você não é o único membro do Nightwish que ama a natureza. A banda acabou de se unir à instituição de caridade World Land Trust. Nos fale sobre isso…
    Eles são uma grande organização O vídeo lançado de nossa última música, “Ad Astra”, foi filmado em conjunto com eles. Eles trabalham para preservar o nosso planeta comprando áreas de terra e preservando-as. Acho hipócrita que estejamos dizendo ao Brasil que eles precisam salvar sua floresta tropical, quando os europeus dizimaram a sua própria. Mas, ao mesmo tempo, precisamos salvar a floresta tropical afinal, estamos enfrentando uma crise climática. O World Land Trust trabalha com o governo para encontrar saídas financeiras alternativas para que as pessoas locais parem de desmatar. Você não pode simplesmente dizer às pessoas “Pare de fazer isso”. Você precisa levar em consideração o impacto humano, e então ambiental. Descobrimos sobre eles através do David Attenborough que é um dos maiores apoiadores”

    Por favor, me diga que ele é um fã…
    “Tentamos fazê-lo falar no álbum. Escrevemos uma carta e ele escreveu uma de volta, negando, mas era muito impressionante que um homem de sua estatura escrevesse pessoalmente para nós e explicasse que ele simplesmente não teria tempo agora.”

    Você não pode gostar de todos os animais, Floor. Deve existir um que você gostaria que estivesse destacado na face da terra…
    “Não! Eu amo todos eles. Eu amo gatos. Eu amo cachorros. Eu amo pássaros em todo o seu esplendor!

    Ah, vamos lá …
    “Ok, ok … Eu realmente não gosto de caracóis. Nós cultivamos vegetais e eles comem minha colheita. Eles são nojentos. Mas eu não desejo a morte deles! Eu só queria que eles fossem para outro lugar!

  • Q&A – Perguntas & Respostas

    Q&A – Perguntas & Respostas

    Floor Jansen pediu aos fãs que deixassem perguntas em suas redes sociais. Ela respondeu algumas delas. A tradução está logo abaixo:

    Ω

    Floor: Certo, vocês me fizeram algumas perguntas para o Q&A e tem mais de 3000 perguntas, então é impossível responder a todas, mas eu vou só passar por elas e responder algumas, e obrigada por serem tão engajados; é maravilhoso de ver!
    Há alguém perguntando, Carlos: “Com que frequência você canta casualmente? Não um treino sério ou coisas do trabalho, mas para sua própria diversão e quais são suas canções favoritas para cantar desse jeito?”
    Eu na verdade canto todo dia. Simplesmente vem. E agora estamos respondendo algumas outras perguntas das pessoas que estão perguntando se eu estou escrevendo coisas solo –  e eu estou, eu tenho sentado na frente do piano cada vez mais se eu estiver disposta, eu não quero ter o estresse de ter que fazer algo quando se trata disso, é maravilhoso deixar a inspiração surgir – então eu canto, eu cantarolo e as vezes do nada eu tenho uma melodia na minha cabeça e eu a gravo… Não há muito o que para eu praticar agora, eu não estou fazendo turnê, eu comecei a trabalhar com o setlist da turnê nova mas obviamente eu não estou fazendo isso ainda mas como uma mãe, há canções de crianças que aparecem diariamente e que elas de fato grudam na sua cabeça então eu não consigo evitar cantarolar algumas canções ou então cantar com a minha garota – mas o engraçado é que a minha filha diz: “não mãe, não cante!” então essa é a minha experiência de canto de agora!

    Vamos ver: “Terá um segundo CD de Northward no futuro?” Eu não sei. Andreas que me pergunta. Eu realmente gostei de escrever o primeiro álbum mas não vamos esquecer que isso foi em 2008, um longo tempo atrás e as coisas  que eu gosto de escrever agora não é metal e não é rock… Com isso eu respondo outra pergunta que quer saber se eu estou escrevendo alguma coisa de metal sinfônico mas não é! Não porque eu não goste, claramente não é isso, eu já estou numa das maiores bandas do gênero com alguém que eu considero o melhor compositor do meio – o Tuomas é tão genial que eu sinto que não tenho muito o que adicionar sobre isso – mas eu gosto de explorar algumas músicas diferentes e ver o que aconteceria se eu escrevesse canções menores baseados em instrumentos acústicos com bastante espaço para a voz… Eu não tenho nenhuma ambição agora relacionada a isso, eu apenas deixo fluir… Mas agora eu não me sinto inspirada para escreve um segundo álbum de Northward, apesar de eu ainda estar super feliz e orgulhosa do primeiro.

    Você está ansiosa para tocar Tribal ao vivo e ver toda a platéia fazendo a dança do esqueleto?” Sim, eu estou! Eu realmente estou! Eu me pergunto se eu consigo dançar também sem parecer muito ridícula!

    Sua presença de palco adiciona muito ao seu canto, você é ciente do jeito que você se comporta durante uma música ou é algo que vem mais naturalmente com a letra?”
    Vem naturalmente. Eu realmente não penso muito sobre como eu me movimento, claro que eu estou ciente da minha linguagem corporal, como acontece quando você tem muito tempo de performer mas eu não faço decisões prévias sobre como eu vou estar me movimentando ou dançando… Até os discursos vem naturalmente, no momento.
    Celine está perguntando como estão os outros membros da banda, se eles estão bem nesses tempos difíceis. Até onde eu sei, todos estão saudáveis, o Marco estava doente como eu, nós dois não sabemos se foi o vírus ou não e pode muito bem ter sido mas nós não ficamos tão doentes, mas nós agora sabemos como poderíamos ter ficado, então isso é ótimo. Se eu conheço bem os rapazes, eles estão curtindo o silêncio, estão tocando música e nós estamos todos sentido falta um do outro, isso é uma certeza.

    Quais são seus hábitos antes de um show?”
    Eu gosto de entrar na minha área pessoal, eu me tranco no meu camarim se eu tiver – agora com o Nightwish eu costumo ter, o que é muito agradável para mim pessoalmente, não só por ser prático porque eu preciso me trocar, mas também porque eu gosto de estar sozinha, as vezes eu escuto alguma música ou aproveito um pouco de silêncio… Geralmente uma hora, uma hora e meia antes do show eu costumo fazer a minha maquiagem o que demora muito para acertar tudo! Vestir a minha roupa, eu até eu prefiro estar um pouco estressada sobre estar atrasada porque isso começa a aumentar a minha adrenalina, colocar meus equipamentos de som, meus monitores de ouvido que é o sistema em que eu posso escutar as coisas no palco… Então chega o momento em que todos nós juntos vamos ao palco, ligamos os equipamentos e também faz parte do processo “entrar no modo de show” a intro, é realmente legal ver e começar a escutar o público, começar a entrar no modo “vamos à luta” que realmente inclui a adrenalina e sim… a excitação momentos antes do show.

    Jessica pergunta se eu já machuquei a minha voz e o que eu faço para protegê-la. Quando você pratica algo muito novo, é provavelmente que você se machuque um pouco porque você não sabe muito bem o que você está procurando e você está tentando várias coisas diferentes e dor pequena é até um sinal que “hey, do modo que eu fiz isso não era certo, eu preciso fazer diferente” e na sua busca  pode ser que você sinta desconforto mas uma dor real deve ser sempre evitada, claro, e se você sentir dor e ainda não funcionou do jeito que você queria é melhor deixar pra lá, descansar e depois tentar de novo do que realmente pressionar e forçar a sua voz. Se você canta e você sente dor, algo está errado. É algo no jeito que você faz ou você tem algum problema físico seja com infecção ou algo errado na sua garganta mas dor não deve acontecer. Ao evitar isso, você acaba protegendo-a. Eu considero a minha voz uma parte do meu corpo e cuidar do meu corpo significa que eu cuido da minha voz, mas também eu sou bem sortuda por ter um conjunto saudável de cordas vocais então eu não sinto dor ou desconforto muito rápido, eu também não sinto cansaço muito rápido. Entretanto, quando eu realmente me sinto cansada ou quando eu sinto algo na minha barriga eu não consigo colocar intensidade na voz, porque o poder e a energia que faz as cordas vocais vibrarem vem de diferentes partes do corpo. O motor não está aqui [aponta para garganta], quando o motor fica cansado, a garganta também fica cansada – algo que eu sempre tenho que ter cuidado. Então, no geral, saúdo é necessária para manter as cordas vocais sem se cansaram ou até de se machucarem.

    Certo… Pessoal, vocês estão escrevendo tantas mensagens, e eu to passando elas aqui, eu só vou ver se consigo responder… eu acho que a maioria de vocês adora Shoemaker e estão perguntando se vamos tocá-la ao vivo. Ela não é uma música ideal para ser tocada ao vivo, mas se tantos de vocês querem ouvi-la, talvez nós tenhamos que reconsiderar.

    Então, Alguém… Marco, está perguntando o que eu faço para me manter em forma. Eu.. malho E quando eu malho, malho aqui, estou em casa agora. Acho que a maioria de nós está.  E, eu moro numa fazenda…quer dizer, no interior. Nós temos grandes pátios com meus cavalos, e daqui consigo vê-los comendo feno e a grama ainda não começou a crescer. Eles estão pedindo muito porque está um pouquinho verde em todo o lugar e eles estão mastigando o feno seco pelo inverno todo, então… sim, tomar conta dessas duas senhoras e ser uma mãe, isso te deixa ativa, com certeza, eu diria. E as coisas do dia-a-dia aqui em casa me mantém muito em forma. Eu também comprei, agora, alguns tênis de corrida, porque eu sempre amei correr então é uma maneira legal de esvaziar a sua mente e deixar seu corpo forte e numa condição boa, também, porque eu mesmo fico forte facilmente, mas isso não significa que estou em boas condições. E para andar para lá e para cá, pular e cantar ao mesmo tempo, você precisa disso também. Então este é o meu pano. Vamos ver o que acontece. Assim como todo mundo, eu estou ansiosa mas eu sempre amei malhar, então sou sortuda com isso.

    Ao mesmo tempo estou passando aqui e….deixe-me ver… Há algum aquecimento vocal ou remédio que te ajudam a se sentir confortável em turnê ou  gravando? Hmm, sim, eu tenho minha própria rotina de aquecimento e acho que, parte da rotina lá é mais mental do que de fato física. E isso é de fato porque eu tenho praticado, praticado e praticado, então eu condicionei meu instrumento, meu corpo e minha mente muito bem, e… nesses exercícios… então eu realmente acho que tem a ver com a necessidade que eu tenho deles hoje em dia, já que não preciso deles tanto assim. Entretanto, quando esta muito frio ou quando estou muito cansada, ou quando a voz esta cansada do dia anterior, por exemplo, de um show, eu gosto de  aquecer a voz mais devagar e [menciona um remédio em outro idioma], que é como um doce que você pode comer para sua voz, sua garganta, que eu realmente gosto e… sim, há todos os tipos de exercícios, mas novamente, é uma coisa muito pessoal.

    Se eu estou planejando uma turnê solo fora da Holanda em algum momento. É, talvez… É muito difícil planejar turnês agora, entretanto,vamos ver…

    Alguém está dizendo que realmente gosta dos CD’s do ReVamp. George, não sei como pronunciar… e…será que ele verá eu cantar essas musicas ao vivo de novo…?  Não com o ReVamp,  mas eu tenho cantado algumas delas ao vivo nos shows solo que fiz na Holanda. Tem uma que ainda não cantei mas será gravada… isso acontecerá quando essa situação toda acabar.

    Querida Floor, há algum gutural ao fundo de Noise? Não, não acho que eu fiz gutural, mas tem muitos gritos em camadas para fazer ficar mais agressiva, mas, honestamente, não acho que eu estava de fato fazendo gutural.

    Passando mais um pouco… Qual música do Human Nature você mais gostaria de tocar ao vivo? Eu não sei, é muito difícil. Eu amo todas elas, eu gostaria de cantar todas elas… entretanto nem todas encaixem igualmente ao vivo, mas eu estou muito ansiosa para How’s the Heart?. Eu acho que será maravilhosa de fazer e Tribal, talvez, por causa da dança…

    Aqui está Lauren, olá Lauren… Lauren está me elogiando por ser uma vocalista extremamente versátil, obrigada, e há algum estilo de canto que você gostaria de dominar? Bem… na verdade não, soa muito estranho, mas até agora estou muito contente com a diversidade que eu tenho e talvez você tenha ouvido em Shoemaker que eu sinto que minha voz operática de alguma forma atingiu um novo nível. Eu tinha esse nível quando mais jovem e eu ainda estava estudando mas, de repente, tudo mudou aos 24 anos, e a minha voz operática amadureceu e acho que isso acontece naturalmente, e sinto que nesses últimos tempos, isso aconteceu novamente, pois eu consigo atingir de forma mais profunda um som operático mais variado, então eu gostaria de explorar mais isso, sim, um conhecimento mais profundo nisso hoje em dia pois é interessante sentir que algo alcançou um novo nível. Eu gostaria de fazer isso.

    Viram só, estou falando aqui já por 14 minutos. Eu vou escolher uma última pergunta.

    Bem… Human Nature é um álbum muito diferente, você sabe porque o Tuomas ou a banda toda decidiu mudar as coisas dessa forma? diz Clary. Eu não acho que Human Nature é um álbum diferente, eu acho que é uma sequência natural ao Endless Forms Most Beautiful e uma progressão natural da banda ao não escrever no mesmo estilo que escreveu 20 anos atrás. Tuomas definitivamente escreveu essas coisas e então começamos a ensaiar enquanto banda e naturalmente se torna aos poucos no som que temos hoje. Uma grande diferença é a quantidade de vocais harmônicos entre eu, Troy e Marco. Isso é algo que começamos a praticar nas preparações da turnê Decades, porque lá nós pegamos as musicas antigas e queríamos dar um novo som de como a banda soa hoje em dia através de cantá-las ao vivo realmente, ao invés de ter a minha voz em 100 camadas atrás junto comigo. Mas cantando junto e sentimos que foi tão bom que se tornou uma progressão natural no Human Nature também e, sim, eu pessoalmente adoro esse tipo de crescimento e, sim, então estou super feliz e orgulhosa do álbum. Espero que você esteja curtindo ele também…talvez num outro vídeo eu possa pegar mais questões, já que tinham tantas… obrigada por ouvir, pelas suas perguntas e dedicações.

    Aproveitem seu tempo em casa, sei que é algo estranho de dizer, mas nestes momentos tão loucos, se você tem saúde, você tem o mundo. Então se mantenham saudáveis e façam coisas que normalmente não podem fazer e logo a vida será como era. Isso é algo para aguardar ansiosamente, mas enquanto isso não acontece, tentem aproveitar o dia-a-dia o máximo que puderem, como é agora. Se cuidem, tchau.

     

     

  • Louder Sound: As músicas que mudaram a minha vida.

    Louder Sound: As músicas que mudaram a minha vida.

    Lounder Sound | Tradução: Head up High, my dear!

    Floor Jansen já cantou em duas bandas de metal sinfônico. Ela foi a vocalista da banda After Forever e atualmente é a vocalista na maior banda do gênero – Nightwish, então é de se esperar que sua preferência musical fique ligada a corais e orquestras.

    Mas quando pedimos que ela listasse as bandas, músicas e álbuns que mudaram sua vida, ela nos trouxe muitas surpresas.

    The Gathering – Mandylion

    Esse álbum foi a razão de eu começar a formar na minha cabeça a ideia de fazer parte de uma banda de metal. Há uma canção nele chamada Strange Machines e ela tocava na rádio quando eu comecei a me interessar por metal.

    Foi a combinação desse estilo de vocais femininos com guitarras pesadas. A voz da Anneke van Giesbergen era simplesmente… uau para mim e ouvi-la cantando esse tipo de música, foi tipo, ‘sim, é isso que eu quero’. Para mim, o interesse no estilo de cantoras femininas começou com Anneke van Giesbergen e Mandylion.

    Joseph And the Amazing Technicolour Dreamcoat

    Esse álbum mudou minha vida porque me mostrou que eu podia cantar. Foi um musical q fizemos em nossa escola e eu estava nele. Eu devia ter 12 anos. Na verdade, houve audições e eu participei querendo o papel de narrador que era um dos principais e um dos personagens que cantavam mais. E eu consegui, apesar de dividir o papel com duas outras meninas.

    E, de repente, eu percebi que podia cantar. Eu era a criança que era sempre provocada, mas, naquele grupo, eu descobri que podia ser eu mesma. Recentemente que me reuni com os dois professores que estavam por trás da coisa toda. Foi fantástico encontrar com eles de novo e pensei que, se eles não tivessem investido tanto de seu tempo em nós para fazermos música, quem sabe se eu teria descoberto que eu queria cantar, que eu posso cantar e que eu nasci uma cantora?

    Eu era o ratinho detetive quando criança. Eu era a estranha. Por que eu ia querer estar no palco? Mas assim que estive lá pela primeira vez, eu pertencia a ele.

    Pantera – Vulgar Display Of Power and Machine Head – Burn My Eyes

    Pantera e Machine head foram as duas bandas que me trouxeram para o metal. Eu devo ter ouvido outras coisas antes deles quando eu ouvia grunge, mas era pesado demais para mim – eu sentia falta da melodia. Era somente música difícil, pesada e sem dinâmica.

    Eu sinto falta de alguma coisa vocalmente falando nas duas bandas, mas eu gosto da energia nesse tipo de metal. Elas são ambas bandas melódicas e muito legais. Eu ouvia quando era adolescente e, embora eu não ouça muito Machine Head agora, Pantera se tornou algo atemporal para mim.

    Nightwish

    Eu não me lembro quando ouvi Nightwish pela primeira vez ou em qual álbum eles estavam quando eu comecei a ouvi-los. E eu não consigo dizer um álbum do Nightwish que tenha sido tão importante a ponto de ter mudado minha vida, mas sair em turnê com eles em 2002 com o After Forever como banda de abertura, isso sim mudou minha vida.

    Eu queria fazer o que eles estavam fazendo. Aquilo me motivou, me deu um propósito. Me lembro que o ano era 2002, estávamos começando nossa primeira turnê europeia e dividimos nosso ônibus com parte da equipe do Nightwish. Tony e Ewo (manager do Nightwish) eram essas caras Finlandeses grandões. Ambos são extremamente altos, de ombros largos, gigantes que falam baixo e então eles entraram e explicaram as regras básicas de uma turnê conjunta.

    Estávamos ouvindo-os como se fôssemos um bando de crianças de escola. Estávamos com medo, mas eles começaram a falar com suas vozes baixas e eu percebi que eles eram caras super legais. E tudo fez sentido. “Não sejam babacas, vamos beber bastante e se divertir”. E fizemos isso!

    Russell Allen [Symphony X singer]

    Ele é simplesmente meu cantor favorito no metal. A voz dele é tão diversa, ele consegue transmitir emoção pela voz tão bem. A interpretação dele de uma letra faz você sentir a letra, independente de seu significado- mesmo que seja sobre salvar o mundo,  “aqui vem o demônio…” ou merdas que eu pessoalmente não gosto.

    Ele consegue fazer uma banda bem progressiva com solos intermináveis se tornar algo compreensível através de suas linhas vocais. Quer dizer, eu gosto de prog, eu só não curto ouvir solos intermináveis, especialmente nos teclados quando simplesmente soam como quem quer dizer “Eu consigo tocar muitas notas muito rápido” E aí vem o Russel e junta  tudo  com linhas vocais que fazem completo sentido em partes realmente complicadas, com aquela voz que consegue dar cor a música de forma interminável.

    Somos amigos desde que o conheci em 2002. Ele é 9 ou 10 anos mais velho que eu, ele tinha 31 e eu 21. Ele é Super Americano e eu sou Super Holandesa e ele realmente me causou uma grande impressão.

    Skunk Anansie – Paranoid And Sunburnt

    Eu já disse que adoro vozes poderosas e… que mulher. Eu acho tudo sobre ela fascinante. Lá vem ela (Skin, vocalista do Skunk Anansie), com sua cabeça raspada e sua cor negra, gritando com raiva e, por Deus, ela é bissexual. Ela jogava na cara, tipo ‘eu não me importo com o que vocês pensam”. Eu gosto da maneira como ela é aberta, direta e sua voz maravilhosa.

    Ela faz as coisas soarem tão fáceis quando ela as canta, daí você vai e tenta e descobre que não são fáceis. Se manter poderosa e no controle daquele jeito é bem difícil. Voz fantástica, escritora de músicas fantástica, performances fantásticas. Weak as I am tente cantar isso do começo ao fim com a voz sem aquecer. Isso foi um desafio.

    Alanis Morrisette – Jagged Little Pill

    Eu a vi recentemente num documentário sobre pessoas super sensitivas. Alguém o recomendou para mim porque eu também sou uma pessoa super sensitiva. Nós somos apenas conectados de maneira diferente. Tem algo diferente em nossos cérebros, então percebemos o mundo de maneira diferente. Por isso eu fui tão provocada, por ser uma criança diferente e porque certos ambientes não funcionam para mim.

    Você é mais sensitivo às emoções de outras pessoas, ao cheiro, ao som. Nesse documentário ela fala sobre isso como se estivesse falando para mim. As experiências dela são muito parecidas com as minhas. O fato de que ela escreve músicas, de que ela está fazendo o que quer fazer e tem feito isso por toda sua carreira fez dela um exemplo para mim.

    Roxette – Look Sharp

    Esse álbum me fez cantar. Sentada no carro, viajando em família, essa é a lembrança mais vívida que eu tenho, deve ter sido muito tempo atrás. Minha irmã e eu íamos no banco de trás, cantando junto com a música. Sabíamos toda a letra. Se mudou a minha vida não sei, mas certamente regou as sementes para que eu cantasse.

    Havia muita música de metal que não era divertido cantar. Eu gosto de Pantera, mas não vou cantar junto. Eu gosto de Machine Head e Sepultura. Mas é a mesma coisa com essas bandas. Marie Frediksson (vocalista do Roxette) morreu recentemente e ela causou um grande impacto em mim. Ela era tão para frente e sexy, mas não era vista como um símbolo sexual. Ela era vista como uma cantora, uma mulher forte, um exemplo a ser seguido.


  • Nuclear Blast: Floor Jansen responde suas perguntas

    Nuclear Blast: Floor Jansen responde suas perguntas

    Floor sentou com a Nuclear Blast e respondeu algumas perguntas enviadas pelos fãs no próprio canal da Nuclear.

    A tradução você confere à seguir:

    Ω

    Akkolteus está perguntando se tem uma inspiração de Game of Thrones na canção e se isso é intencional. Até onde eu sei, não é a intenção que soe como qualquer outra coisa mas se ela te lembra disso, então está bem na cara para você. Mas é bem da verdade que o Tuomas não sentaria e pensaria “agora eu vou escrever uma canção meio Game of Thrones”.

    Tyler Anderson pergunta se há alguma chance da gente ter um por trás das câmeras ou uma versão com comentários desse clipe. Eu acho que não, eu não acho que nada foi filmado nesse sentido, mas há algumas fotos e uns vídeos curtos que nós fizemos porque foi interessante fazer parte desse trabalho, e tenho certeza que podemos compartilhar com vocês em algum momento.

    Velhu está perguntando: “Esse foi definitivamente o melhor vídeo que vocês fizeram”Obrigada“Quanto tempo levou a preparação e as filmagens?E quantas pessoas estavam envolvidas?” Eu realmente não sei a extensão disso, eu sei que foram horas e horas e horas fazendo todas as roupas, o set – ainda tiveram muitas telas verdes então houve muito trabalho que veio depois do vídeo para fazer o máximo de alta definição possível. É extremamente bem definido, você pode colocar numa parede do tamanho de um prédio que ainda estará em HD, o que é algo único. Então são meses e meses e meses de trabalho, e eu acho que a forma que a banda foi caracterizada, do jeito que nós interpretamos um papel, sendo atores ativos – nós ainda estamos lá mas eu não estou sendo a cantora do Nightwish, eu sou essa mãe de concursos de beleza, de uma garota que eu estou forçando a se vestir para isso e fazer todo tipo de coisas horríveis, obviamente algo que eu nunca faria. Troy pegou um papel que realmente encaixa com ele enquanto é exatamente o oposto do que ele é, então eu acho que todas as cenas ficaram juntos de um jeito muito bom. Stobe Harju, que é o diretor, realmente conseguiu colocar todas as peças juntas, mas quantas horas e quantas pessoas [estavam envolvidas]? É enorme.

    Alexandre Gazzoni está perguntando: “No vídeo nós vemos pessoas sentadas, mexendo em seus celulares e na sua frente está Monalisa. Esse é também uma crítica as pessoas que vão aos shows e preferem filmar e postar ao invés de curtir o show, certo?”Com certeza o ato de apreciar a arte nós recomendamos que seja feito com seus próprios olhos e não através da câmera do seu celular. Criticismo – nós sempre pedimos nos nossos shows na ultima turnê, a Endless Forms Most Beautiful Tour, nós pedimos para as pessoas guardarem o celular por uma hora e meia ou duas horas que eles têm conosco para aproveitar nosso show conosco, em pessoa. Claro que você pode tirar uma foto, mas se você filmar ou ficar atrás do seu celular o tempo todo, dá a impressão de que você não está de fato lá. Essa é a impressão que nós temos, então se você um dia estiver na frente da Monalisa, eu recomendo que você *veja* ela, e não tirar uma foto não-tão-boa com seu celular.

    Elmwicks está perguntando: “Quanto tempo levou para esse álbum ser feito desde o início até a finalização?” Honestamente, eu não sei exatamente quando o Tuomas começou a escrever, nós passamos a fazer parte de todo o processo na primavera de 2019, então antes disso, toda a escrita pode levar um mês, pode levar um ano… Mas eu não sei exatamente quanto tempo levou para ele escrever tudo, então nós fomos fazer os ensaios, gravar e a mixagem e a masterização começou nos últimos meses de 2019 e o produto final veio em janeiro de 2020. Então sim, o exato inicio e final eu não posso te dizer, mas é mais ou menos esse tempo que levou para as coisas serem feitas.

    Angel E não está na verdade fazendo uma pergunta, ela está pedindo para mandar essa mensagem para nós, para o Nightwish: “Eu amo vocês, vocês me inspiraram a escrever e fazer com que meus pensamentos e sentimentos fiquem registrados na história.” Bem obrigada por isso, essas são palavras lindas, é maravilhoso que nós podemos te inspirar tanto, e fazer com que você também use a sua criatividade e fique na história. Lindo!

    DarkYggdrasilestá se perguntando: “Quem teve essa ótima (e maluca) idéia para esse clipe?”. Eu imagino que tenha saído das mentes do diretor Stobe Herju e Tuomas. E eu concordo, é ótima e definitivamente maluca. Eles fizeram um ótimo trabalho.

    Jeff Hollenback está se perguntando: “Aquela é a filha da Floor, Freja, nós vemos com ela?” Não, minha filha está para fazer 3 anos então ela é obviamente alta como seu pai e sua mãe, mas não grande desse jeito [risos] – Essa garotinha deve ter sete anos ou algo parecido, então não é a minha filha.

    A Sestá perguntando quem é o maior geek de tecnologia na banda. Bem, essa sou eu. Eu sei tudo sobre tecnologia… bem, não! Eu realmente não sei [risos]… Eu diria provavelmente o Marko, ele se atualiza sobre as novidades e ele tem uns aparelhos que eu nem sei o que é. Ele não faz muita parte do mundo online, mas ele está constantemente lendo sobre ciência e livros científicos e fica atualizado com esse tipo de coisa. Então eu diria que Marko é o maior geek nesse sentido.

    ItsAlright Cosplayestá perguntando: “Não é uma pergunta! Mas meu deus, isso é genial e épico. Nightwish permanece verdadeiro a si mesmo. O estilo do Nightwish está sempre presente. PS: eu amo essa musica.” Bem obrigada, itsalright cosplay. Nós de fato queremos ficar próximos de quem somos. As vezes nós gostamos de chutar o balde, mas esse clipe e essa musica está lá para causar um impacto, mas é bem Nightwish e nós estamos absolutamente super orgulhosos e estamos felizes em ler que você ama essa musica. É isso!


  • Entrevista: Face Culture – Floor Jansen

    Entrevista: Face Culture – Floor Jansen

    Em recente entrevista para o Face Culture, Floor recapitula sobre a turnê solo; o quão nervosa estava e, claro, sobre o Human. :||: Nature. Vem!

    Tradução: Head up High, my dear!

    Ω

     

    Floor: Olá, aqui estamos nós de novo!

    FaceCulture: Bom te ver de novo, obrigado por arranjar um tempo… Eu quero começar passando bem rapidamente sobre a sua turnê solo que falamos na última vez… Como você se sente tendo passado pelo processo e meio que tendo todo esse foco em você mesma?
    Floor: Bem, honestamente eu achei bem assustador e muito empolgante porque eu percebi que eu estava meio que juntando dois mundos e eu estava esperando que eu pudesse agradar a todos com o que eu estou fazendo… “É muito pesado? Não é pesado o suficiente? Como será o som?” Houveram coisas que se tornaram reais apenas no último instante, porque a maioria já estava planejada na minha cabeça, eu fiz um setlist, eu me comuniquei com a banda, como seria o show visualmente… Nós ensaiamos antes dos shows por conta da pressão de tempo e somando ao fato de que todos moram nos Países Baixos… Eu realmente não sabia se serias bom o suficiente até que ensaiamos; eu sei que a banda é ótima então dá para ter uma ideia de que seria bom – mas o sentimento de “isso vai funcionar” só se tornou realidade quando começamos a tocar e a música começou a criar vida e começou a se encaixar. Foi muito *oof*. Mas antes do primeiro show eu estava muito nervosa pra ver se tudo iria fluir, porque um show do Nightwish – claro que os primeiros shows são os mais empolgantes porque você ainda não pegou a rotina, sabendo o que você deve fazer… Mas dessa vez você pensa “Wow, tem o meu nome nisso, que estranho… Não é uma banda e eu nunca fiz isso antes.” Então acabei não trombando em situações que eram *novas*, mas que pareciam novas no sentido de eu nunca ter feito isso antes. Eu ia falar bem mais entre as canções também porque eu gostaria de conversar com as pessoas, fazer um show mais privado; diferente do Nightwish onde nós quase não falamos pois isso iria quebrar o ritmo do show, e nos shows solos as conversas faziam parte disso. E isso era algo que eu não queria praticar, eu não vou sentar e ensaiar as minhas falas…

    FaceCulture: Tem que ser natural!
    Floor: Tem que ser natural, mas ainda precisa acontecer… Então é um sentimento muito bom saber que isso aconteceu.

    FaceCulture: Sim, foi muito bom. E você disse que estava nervosa no inicio mas depois as coisas começaram a fluir.
    Floor: Sim, começaram. E eu fiquei muito aliviada! *risos*

    FaceCulture: E quando acabar, você terá que fazer a mudança de “Okay agora temos tudo isso para fazer com o Nightwish com o álbum novo que está para sair…”
    Floor: Sim, eu ainda estou revezando a minha atenção entre as duas coisas porque eu ainda tenho o décimo show para fazer e me pediram para me apresentar no Pinkpop e isso é uma coisa super legal e…

    FaceCulture: E isso é importante porque é um festival holandês, é algo importante para você?
    Floor: Sim, é algo importante para mim, e é outro passo nessa nova carreira solo que está acontecendo… Sim, se você tem a chance de fazer um festival grande como esse é algo importante… É, é um festival importante e claro que você quer trazer algo um pouco diferente, um pouco maior.. E também, o meu décimo show é o maior da turnê e há muitas preparações à serem feitas; eu achei que seria legal fazer uma gravação do show e fazer um vídeo para os fãs – não um dvd, mas um registro da apresentação – e eu fiz isso através de um crowdfunding.

    FaceCulture: E ainda vai ter um documentário disso…
    Floor: Sim, exatamente, então isso demanda tempo e atenção… Eu estou fazendo várias coisas ao mesmo tempo então é muito legal ver que as coisas estão se encaixando tão bem e ver que o entusiasmo dos fãs é enorme – a meta do crowdfunding foi atingida em 3 horas…

    FaceCulture: Isso é maluquice!
    Floor: Sim, é inacreditável… Então há apenas coisas ótimas acontecendo.

    FaceCulture: Isso é ótimo de ouvir! E você e o Nightwish já terminaram de gravar o álbum, e uma coisa que eu me lembro da ultima entrevista, acho que em uma entrevista com Tuomas, que você falou ele gosta de te desafiar vocalmente – e há algumas músicas que são bem rápidas e as melodias vão para cima e para baixo – então como que foi para você? Foi desafiador?
    Floor: Sim, absolutamente, realmente me desafiou porque as melodias… Digo, de um lado é a complexidade das melodias e do outro lado são todos os estilos diferentes de canto; essa ultima parte eu já fiz antes, claro, mas dessa vez parece que eu estive em extremos mais distantes que antes nesse álbum e mais espaço para esses estilos – há realmente partes operísticas do que apenas… Bem, tudo está bem encaixado! E isso é uma coisa ótima, foi muito desafiador de conseguir alcançar o resultado… Mas a coisa mais desafiadora, definitivamente, foi a velocidade e a complexidade das melodias em algumas músicas: elas são muito difíceis de cantar – e elas também são difíceis de cantar de um jeito que não pareça difícil – precisa soar como se fosse fácil, não pode parecer que o vocalista está se esforçando muito para cantar. Eu fiz soar como se não fosse tão complexo assim e foi *oof*…

    FaceCulture: porque eu estava ouvindo agorinha e começa, logo na primeira música (eu nao sou um cantor mas), me parece que as melodias sobem e descem muito rapidamente.
    Floor: sim!

    FaceCulture: então, como você se prepara para algo assim?
    Floor: bem, eu realmente meio que tive que dissecar as canções. Eu ouvia a melodia de como seria no piano, mas daí tem o piano e o texto, a letra, e aí primeiramente tenho que aprender quais são as palavras, onde elas se encaixam e como se encaixam. E, daí então eu tento cantar. O que leva um tempinho pra lembrar e pra falar corretamente e para as cordas vocais e músculos começarem a se adaptar e isso foi o que consegui tipo, no primeiro mês. De verdade (risos). Os primeiros ensaios foram mais ou menos duas semanas e aí levei o material para casa comigo após o fim dos ensaios e aí eu já sabia o que eu ia cantar e como eu ia cantar, mas eu ainda não estava de fato contando a história então, chega a parte onde eu preciso contar a história e adicionar emoção às canções. Então aos poucos eu estava aprendendo e sentindo e entendendo como eu ia transmitir isso através de mim. E isso levou outro mes inteiro haha. Por causa da complexidade, você quer ver isso fluir, você quer a emoção, quer contar a história e não apenas soar como uma cantora que está perfomando palavras em notas. E essa é a grande diferença entre o que conseguimos gravar durante o período de ensaios e a gravação em si.

    FaceCulture: pergunta final, você disse que gosta de se conectar as músicas e com o espírito dessas músicas canções e você escreveu um artigo “É hora de respeitar nosso planeta”
    Floor: sim.

    FaceCulture: Entao qual é sua conexão com a natureza no sentido de que você veio da Holanda e se mudou para a Suécia, entao qual a sua conexão e pensamentos sobre como nos tratamos nosso planeta?
    Floor: bom, eu não vou ser mais uma dessas críticas do clima mas é óbvio que temos que tomar conta de onde vivemos. Vivemos no planeta Terra então temos que cuidar dele melhor do que temos feito. E acho que estamos num bom caminho mas há ainda muito a ser feito. E, para mim, a natureza é super importante para recarregar nossas energias e eu preciso estar lá fora, no meio do nada, no meio dos animais, na floresta, pra clarear a minha mente e para me acalmar e para mim esse é o melhor lugar para recomeçar. É eu acho que muita pessoas tem isso. Essa reconexão com a natureza é muito importante, vital. E muitas vezes quase nos esquecemos que nós somos a natureza. Nós somos todos parte de um mundo natural. Quer dizer, nosso DNA difere de uma banana em 3% ou algo assim. A diferença é tão pequena, quer dizer 3% posso estar exagerando mas eu acho que do chimpanzé é realmente 3%, ou seja, nos somos parte e nao deveríamos nos esquecer disso. E assim acho que encontraremos a beleza da natureza e as “mais belas formas infinitas ” que estão, claro, neste álbum também.

    FaceCulture: é como se fosse uma continuação, certo?
    Floor: sim, pode realmente ser visto como uma sequência.

    FaceCulture: Floor, muito obrigado
    Floor: obrigada.

  • Entrevista: Popprijs

    Entrevista: Popprijs

    Subtitles in english – Tradução: Head up High, my dear!

    Ω

    Eu moro aqui há 4 anos, e eu adoro. Se você viaja tanto quanto viajo, e está sempre cercado de pessoas sempre que viaja ao redor do mundo. eu encontro paz de verdade sempre que chego em casa. é um pouco mais fácil de encontrar paz aqui na Suécia.

    Floor: Esta é a minha última noite aqui em casa.
    Staff: Algo interessante que eu posso fazer? (funcionário da loja)
    Floor: Eu irei a Finlândia amanhã para a apresentação/audição do novo album do Nightwish e depois irei para a Holanda logo em seguida. Os outros irão viajar pela Europa por 4 semanas.

    Nunca foi a minha ambição, mas eu no entanto sempre espero que as pessoas gostem de ouvir a minha música. Logo quando o rótulo de Metal caiu, a esperança meio que parou porque as pessoas sempre evitam o gênero. Mas agora eu tenho encontrado uma maneira para as pessoas que nunca escutariam a minha música, por conta do rótulo do Metal. Eu ainda não compreendo nada disso, mesmo pelo fato de estarmos já em 2020. Tantas coisas incríveis e divertidas aconteceram em 2019 e eu ainda estou me recuperando delas, e agora farei esses shows da minha carreira solo e quem sabe o que vai acontecer em seguida? Não tenho ideia!

    Hannes Van Dahl: Eu sempre tive orgulho dela. Você trabalha há vinte anos, não é? Eu sempre tive orgulho. Você tem orgulho de mim?
    Floor: Muito! Ninguém cava buracos como você!

    Cavalos! Vamos fazer algo divertido? Vamos cavalgar um pouco.
    Eu acho que o desenvolvimento da minha voz foi influenciado pelos meus desenvolvimentos pessoais, eu amadureci e estou aberta a outras coisas.
    O Nightwish me deu um impulso extra para continuar crescendo como pessoa e melhorar minhas habilidades. Quando eu estreei no Beste Zangers eu também comecei a cantar outros gêneros, tudo se encaixou quando isso aconteceu. Eu realmente pude cantar aquelas músicas com o meu coração e provavelmente melhor que antes, como a Shallow e até mesmo músicas do Nightwish e Vilja Lied por exemplo. Eu pude contar a história, graças ao meu crescimento pessoal. Eu tentei deixar as músicas como se fossem minhas, vindas do meu coração.”

  • pt 2: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    pt 2: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear!

    Parte 1 AQUI

    FaceCulture: Uma coisa que eu pensei conforme eu assistia o programa, você teve meio que um feeling de “eu consigo cantar qualquer coisa que eu quero”?
    Floor Jansen: Bem, o programa realmente expandiu meus horizontes, digo, eu não acho que eu iria bem em um rap francês, por exemplo, e você não me veria fazer algo de hip-hop, mas eu realmente gostaria de experimentar, no sentido de que é interessante ser tão diversificada!

    FaceCulture: E você mencionou o Tuomas, eu acho que você tem tido muitas coisas para fazer durante todo o processo do álbum novo nesse ultimo verão… Primeiro sobre o jeito que você compõe, porque dentro das próprias músicas, há muitos desafios para os cantores, nesse caso você, de usar a voz em diferentes técnicas… Então como é para você, ser capaz de usar todos esses estilos e essas técnicas na sua voz para as musicas?
    Floor Jansen: É ótimo, não poderia ser melhor porque é algo que eu tentava fazer nas minhas próprias bandas antes e especialmente no Revamp eu realmente tentei… “Okay, eu não sou capaz de fazer gutural ou de fazer screams… Será que consigo aprender? Consigo integrar essas técnicas no álbum?” E com o Nightwish é bem diversificado, é um novo desafio novamente agora com esse novo álbum… Eu canto de jeitos que eu imaginei que eu não seria capaz quando as primeiras idéias foram aparecendo, é tipo [cara espantada] “Okay, eu preciso estudar isso” [risos]…

    FaceCulture: Então é realmente desafiador!

    Floor Jansen: Sim, é muito desafiador. E não é só para eu aumentar minhas técnicas, eu também preciso desafiar meus colegas de banda – e o que sair disso, ótimo – e veremos o que podemos fazer ou não e como podemos fazer com que soe bom. E é aí onde a banda entra, e onde eu entro, onde a minha criatividade entra em ação e é um processo muito agradável, onde nós fazemos primeiro durante as primeiras semanas de ensaios, nós tentamos definir tudo do jeito que tem que ser e então nós vamos  e gravamos. Esse é um ótimo jeito de trabalhar, e nós fizemos o mesmo no EFMB, e sim, é um enorme desafio!

    FaceCulture: Eu tenho certeza que você não pode falar muito disso, mas o que você notou ou qual foi o feeling que você sentiu durante esse verão sobre o novo álbum?
    Floor Jansen: Foi ótimo, eu acho que todos estavam bem ansiosos para isso, e também porque depois do último álbum, primeiro nós tiramos uma folga e depois nós saímos na Decades Tour, onde ao invés de focar no novo material, nós voltamos no tempo o que é algo muito muito legal de se fazer, mas agora é o momento de algo novo. E voltar para o acampamento de verão onde estivemos anos atrás, é uma área tão gostosa de se estar, no meio do nada na natureza finlandesa… É um luxo, quão especial é poder fazer isso?

    FaceCulture: E eu me lembro de falar com o Tuomas, quando ele estava em Auri, fazendo o Auri, e ele disse que fazer esse projeto meio que revitalizou a energia dele para o Nightwish… Você sentiu a mesma coisa com o Northward, e ter a possibilidade de fazer o que você faz melhor e criar sua filha… Ser capaz de fazer todas as essas coisas e agora voltar a se concentrar no Nightwish de novo.

    Floor Jansen: Sim, absolutamente, foi legal ter tido um tempo para me concentrar em algo que eu mesma escrevi, mesmo que eu me sinta muito parte do Nightwish – eu estou sempre sendo desafiada, mas Northward era música que eu ainda tinha, já tinha sido escrita, eu não teria tempo no momento… Tempo e paz mental para escrever um álbum inteiro mas foi fantástico de usar as coisas que tínhamos e finalizá-las; e claro isso vem com toda uma nova carga de energia criativa… Todos os passos criativos foram ótimos, e também o tempo que eu tive para criar a minha filha – ela tem apenas dois anos e meio então o processo de criá-la ainda não acabou [risos] – especialmente nesses dois primeiros anos é legal ter mais tempo em casa e eu tenho levado ela nas turnês também, então nós experimentamos como é combinar esses dois mundos… Ela estava comigo no acampamento de verão… Foi fantástico! É a melhor combinação dos mundos, de verdade!

    FaceCulture: Talvez essa seja uma pergunta estranha, mas como que é um dia comum nesse acampamento de verão? Como que é um dia Nightwish?
    Floor Jansen: Bem, a música é muito intensa, então pode-se dizer que começamos as 9 e paramos as 5, então são muitas horas de trabalho intenso. Depois paramos para almoçar e comer alguma coisa, então trabalhamos um pouco mais. Depois é hora de ir para a sauna e comer algumas salsichas veganas – muitos de nós não come carne. Então, super relaxado!

    FaceCulture: Você disse que tudo está praticamente pronto, que só falta masterizar ou mixar, mas então tudo está praticamente feito…
    Floor Jansen: A gravação por parte da banda já está feita. Então nós estamos terminando o resto…

    FaceCulture: Então você sabe que tipo de música estará lá. Como você acha que as pessoas reagirão ao que vocês fizeram?
    Floor Jansen: Eu não sei! Veremos isso ano que vem. Digo, o lançamento está marcado para a primavera do próximo ano… Eu só posso dizer que eu acho que nós fizemos um novo álbum muito legal, eu estou muito muito feliz com isso… Já nas primeiras notas das músicas eu pensei “Oh yeah, lá vamos nós!”… É o tanto de Nightwish que vocês podem esperar da gente, no sentido de “wow, o que está acontecendo agora?” Então, eu não posso dizer muitas coisas, porque há algumas coisas que são o mesmo e há algumas coisas que são diferentes, então tudo que eu posso dizer é que eu estou muito feliz com o resultado, e eu acho que as pessoas que já conhecem o Nightwish vão gostar muito! Talvez as pessoas que estão conhecendo aqui na Holanda talvez digam “Hey! Agora que sabemos quem é Floor Jansen e agora ela está vindo com um novo álbum, vamos descobrir como que é!”

    FaceCulture: Última pergunta. Com isso em mente, você está fazendo alguns shows solo aqui na Holanda e todos esgotaram imediatamente…
    Floor Jansen: Mas, boas notícias! Nós anunciamos um segundo show!

    FaceCulture: E pelo o que eu vi, está vendendo rapidamente!
    Floor Jansen: Os números… Sim, são muito impressionantes.

    FaceCulture: Sim! Com isso em mente… Você está animada para tudo isso começar de novo?
    Floor Jansen: NÃO…. [risos] Sim, absolutamente!

    FaceCulture: Porque eu consigo imaginar, já que será um trabalho enorme!
    Floor Jansen: Sim, digo, nós estamos animados e já estamos trabalhando com as coisas que acontecerão com o Nightwish ano que vem e todas as idéias para o show, quando e onde… Foi engraçado que meu foco nisso foi total – é o que eu faço para viver – então o que está acontecendo agora na Holanda vem como algo a mais disso. “Será se eu tenho tempo para isso?” – para começar com uma pergunta livre de ego e muito prática. Porque é ótimo quando todos falam “ooh isso é ótimo, nós queremos ver mais de você e você fará show solos?”… Bem, sim! Mas quando? Mas ai eu pensei “bem, eu tenho uma janela entre os compromissos com o Nightwish, não só para fazer os shows solo mas também para prepara-los”. É muito, mas eu estou muito feliz que eu topei fazê-los e estou mais que surpresa que tudo esgotou tão rápido quanto aconteceu… Mas é bem difícil fazer mais porque eu estou simplesmente numa turnê mundial com o Nightwish, e o mundo é um lugar enorme! E eu ainda tenho uma criança de dois anos e meio em casa que eu não posso levar em todas as viagens – ela precisa poder ser uma criança e ter aquela vida, e eu quero estar com ela, ela será uma criança por apenas uma vez. Então eu tenho o problema luxuoso de muitas coisas estarem acontecendo ao mesmo tempo. É um quebra-cabeça interessante.

    FaceCulture: É interessante, porque a razão que eu te perguntei isso, obviamente você é capaz de fazer tudo isso, é que nós falamos no passado sobre administrar o trabalho e não voltar àquele lugar em que você estava há uns anos atrás…[mencionando o Burnout]
    Floor Jansen: Sim, exatamente.

    FaceCulture: Mas é maravilhoso que você achou um jeito de conseguir fazer tudo!
    Floor Jansen: É um processo diário. E quando as coisas acontecem na velocidade que aconteceram nas ultimas semanas, você precisa tomar decisões ainda mais rápidas do que você normalmente tomaria. Entao agora é um período interessante para testar a teoria de quão bom é seu jeito de administrar seu trabalho, e o quanto que eu direi “sim” para as ofertas, e quão boa sou eu em dizer “não”. Então isso é uma coisa interessante, mas eu estou muito feliz que eu falei “sim” para os shows. Porque as pessoas com quem eu trabalho agora são pessoas incríveis e fantásticas, que falam o que precisa ser dito, não são um milhão de e-mails sendo trocados sobre o mesmo assunto, ou coisas pequenas que tomam muito da sua energia. E agora eu sei melhor o que eu quero, mais do que antes. Então vai ser isso, e será bem rápido… É um sentimento ótimo que eu não tinha quando eu era mais jovem. Claro que você precisa desenvolver essas coisas… Elas vem com a idade!

    FaceCulture: Floor, muito obrigado pelo seu tempo!
    Floor Jansen: Obrigada você também!