Categoria: Entrevistas

  • Video EXCLUSIVO: INTERVIEW (PART II) – Floor Jansen

    Video EXCLUSIVO: INTERVIEW (PART II) – Floor Jansen

    Como prometemos, aqui está a segunda parte da entrevista com a Floor Jansen concedida ao Head up High durante a primeira passagem do ReVamp pelo Brasil!

    Bom, como podem ter percebido, chegamos à parte final desta entrevista, pessoal. Apesar do conjunto de fatores que seguia contra nós, conseguimos produzir esta entrevista para vocês e esperamos, do fundo do coração, que tenham curtido! O trabalho é feito com todo o carinho e dedicação possíveis, além de todo o profissionalismo possível para que produzamos conteúdo de qualidade. 😉

    Gostaríamos de agradecer, novamente, a todos os envolvidos, desde a Jess, responsável por conduzir a entrevista, até o Hugo, responsável pela tradução e legendagem! Além disso, é claro que gostaríamos de agradecer imensamente à Floor pela oportunidade e pela paciência, pois, como disse anteriormente, todos nós enfrentamos uma série de dificuldades para produzir esta entrevistas e conseguimos!

     

    Obrigado pelo apoio e esperamos que tenham gostado da entrevista!

    ♥ Head up high, my dear!


    As we promised, this is the second part of the interview  Floor Jansen gave to Head up High during ReVamp’s first tour in Brazil!

     

    Well, as you might have noticed, this is the final part of the interview, guys. Even though we faced a number of difficulties, we managed to produce this interview for you and reallywe hope you liked it! Our work is done out of love and dedication in addition to a professional approach so we can produce high quality content! 😉

    So, we’d like to say “thank you” to everybody involved in this, from Jess, who carried out the interview, to Hugo,  who worked on the translation and subtitling of the video!  And, of course, we’d like to say a big “thank you” to Floor for the opportunity and patience for, just like we mentioned before, we all had to face a number of difficulties in order to produce this interview and we did it!

     

    Thank you for your support and we hope you enjoyed the interview!

    ♥ Head up high, my dear!

     Floor Jansen | ReVamp Nightwish

    ATIVE A LEGENDA PORTUGUÊS NO PRÓPRIO VIDEO.

    PARTE I

  • Video EXCLUSIVO: Interview (part I) – Floor Jansen

    Video EXCLUSIVO: Interview (part I) – Floor Jansen

    Em sua primeira vez pelo Brasil com o ReVamp, o fã clube oficial Head up High teve a oportunidade de fazer sua primeira entrevista em vídeo com Floor Jansen. A princípio, achei que realmente não fosse acontecer devido inúmeros fatores, principalmente os locais. Peço também desculpas pela demora da divulgação,  os problemas foram demais também, mas é claro, como boa Head up High, aqui está! Espero que gostem, e ignorem também toda e qualquer tipo de falha existente afinal, não sou nenhuma profissional, mas realmente tentei. E claro, um imenso obrigada, Hugo Medeiros, responsável pelas legendas, e toda a paciência de tradução! 😉

    E obviamente, obrigada pela chance, Floor. Nós sabemos sobre as dificuldades e confusões, e mesmo assim, we did it! Ah, sim… Obrigada pela sua paciência do início ao fim.

    ♥ Head up high, my dear!

    Fiquem ligados, a segunda parte estará disponível em breve.


    In your first time in Brasil with ReVamp, the official fan-club Head up High had the opportunity to make your first video interview with Floor Jansen. At first I thought it  won’t would happen for numerous factors, speacially the places.  I’m sorry too for the delay, the problems were too much, but of course, as good Head up High am I, here it is! I hope you enjoy, and also ignores any type of fail that exists after all, I’m no professional, but I really tried. And of course, a big thanks to Hugo Medeiros, responsible for the subtitles, and all the patience to translate! 😉

    And obviously, thanks for this chance, Floor. We know about the difficulties and confusions, and even so, we did it! Ah, yes… Thank you for your patience from start until the end.

    ♥ Head up high, my dear!

     Floor Jansen | ReVamp | Nightwish

     Stay tuned, the second part available soon.

    ATIVE A LEGENDA PORTUGUÊS NO PRÓPRIO VIDEO.

    PARTE II

  • Matthias Landes – Interview

    Matthias Landes – Interview

    Muito OBRIGADA, Matthias!

      Depois da turnê no Brasil, tivemos a oportunidade de entrevistar o Matthias – o homem por trás da incrível bateria do Revamp!

    1. Por trás da bateria, quem é o Matthias Landes?
    Matthias: Espero que seja o mesmo cara quando não está atrás da bateria, haha. Eu apenas amo tocar bateria, é o que eu faço, e é quem eu sou. Então eu não acho que eu mude muito ou tenha que agir certo “papel” como baterista.

    2. Você realmente gosta da sua barba. Quais os seus cuidados?
    Matthias: Escovando duas vezes no dia, ocasionalmente usando cera de bigode e sussurrando palavras de encorajamento para que ela cresça e seja uma barba feliz.

    3. Bateria como sua paixão, quais foram suas maiores dificuldades?
    Matthias: Não passar fome, haha. É um negócio complicado, e acho que pra mim a parte mais complicada é conseguir empregos fora da cena que eu costumo trabalhar (metal). As pessoas supõem que se você é conhecido por um gênero musical, essa é a única coisa que você faz. Mas já que eu amo a diversidade, eu tento arrumar shows tocando outras músicas também, e isso pode ser bem difícil.

    4. Quais foram suas maiores referências e influências?
    Matthias: Esta é uma pergunta difícil. Como baterista, provavelmente são caras como Stanton Moore, Steve Jordan, Jojo Mayer ou Benny Greb. Mas, é claro, eu também sou muito influenciado pelos meus professores do conservatório de Rotterdam, Hans Eijkenaar e Juan van Emmerloot. E eu também diria que as pessoas com quem eu toco também me influenciam. Então eu tenho várias influências, não só uma.

    5. Como você se uniu a banda? Já conhecia os caras antes, ou foi algo estritamente profissional?
    Matthias: Eu tive contato com a Floor através de um amigo em comum, Stef Broks (baterista da banda holandesa Textures) e ela me perguntou se eu queria fazer uma audição para a nova banda dela. Eu não poderia fazer a audição porque eu estava em turnê com Dark Fortess na época, então eu gravei um vídeo tocando as 3 músicas da audição (Head up High, Here’s my Hell e Kill Me with Silence) antes de sair em turnê. Aparentemente o que eu fiz foi bom, por que eu estou aqui, haha. 

    Além da audição por vídeo, eu encontrei a Floor no primeiro show da turnê com Dark Fortress, então nós pudemos conversar e ver se a gente se dava bem no nível pessoal também. Na verdade, eu nunca tinha visto o resto da banda até o primeiro ensaio e sessão de fotos, o que é meio bizarro, haha. Mas eu confiei na Floor e em suas decisões a respeito dos outros membros da banda, e deu tudo certo, por sorte todo mundo se deu bem com todo mundo… Bem, exceto pelo Ruben obviamente, já que ele toca teclado. Ninguém gosta de tecladistas …  😉

    6. O que você sente durante um show, ao ver os fãs gritando, cantando, se entregando totalmente ao show?
    Matthias: Escutar o quão animado o public está é incrível! Às vezes, como no Rio de Janeiro, é até assustador, porque não conseguia mais nem ouvir o que a gente estava tocando, hahaha.

    Mas para ser honesto, às vezes eu não curto o show mesmo quando o público é bom, simplesmente porque eu estou tendo um dia ruim e toco mal pra cacete. Eu sou meu pior crítico, e às vezes isso acaba com a diversão. Mas bem, c’est la vie, creio eu…

     7. Fora do ReVamp, quais são seus trabalhos/projetos?
    Matthias: Eu toco em uma banda alemã de Black Metal chamada Dark Fortress desde 2001 bem antes do ReVamp. Nós vamos lançar nosso novo album “Venereal Dawn” dia 1º de setembro, então fiquem de olho.

    Além disso, eu trabalho como técnico de bateria para outras bandas, como Rival Sons, Triptykon e também Sabaton ainda esse ano.

    Eu tenho alguns planos para novos projetos e bandas, mas ainda é muito cedo para falar sobre isso.

    8. Sabemos que a criação do Wild Card teve grande participação dos integrantes, representando de fato a união de todos vocês. Qual música é mais importante pra você?
    Matthias: Poderia ser Limbic System ou Neurasthenia. Eu amo a energia e a atmosfera de ambas as canções, e o que Devin Townsend fez em Neurasthenia é simplesmente brilhante.

        9. Como você vê essa “necessidade” de nós fãs de estarmos perto de nossos ídolos (fotografias, autógrafos, contato em si), que vai além de ir apenas em um show?
    Matthias: Eu não tenho problema com isso, eu considero isso como parte do meu trabalho, por assim dizer. Eu particularmente não entendo o que há de tão especial em meu autógrafo, haha, mas é algo que é claramente importante para eles, então eu não me importo de autografar coisas ou tirar fotos. As vezes quando nós temos que correr e não temos tempo de interagir, a gente não consegue fazê-lo e eu espero que os fãs entendam. Nós somos apenas pessoas no fim das contas… 😉

    10. Sobre a turnê do Sul, algo divertido ou até mesmo estranho ocorrido que poderia nos contar?
    Matthias: Eu receio ser a pessoa errada para responder essa questão. Eu sou um dos mais chatos na banda, hahaha. Isso é algo que você deveria perguntar para os “Três Mosqueteiros”, também conhecidos como Arjan, Henk e Sam, nosso cara do som na turnê do Sul… 😉

    11. Qual a maior loucura já feita durante um show?
    Matthias: Durante um show? Nada, eu toco a música. Não existe tempo para palhaçada, isso é sobre entregar uma ótima performance e tocar o melhor que você puder. Pelo menos é como eu vejo isso.

    12. Qual a melhor memória sobre sua passagem pelo Brasil?
    Matthias: Bem, o show no Rio, porque foi o primeiro show do ReVamp na América do Sul e eu não sabia o que esperar, e me surpreendi agradavelmente.
    A recepção calorosa das pessoas que conheci em todos os lugares, isso também foi muito legal.
    E a comida, haha. Eu adoro comer boa comida, então beber uma caipirinha enquanto comia uma boa comida brasileira foi uma experiência muito boa também… 😉

    Matthias Landes – Dark Fortress 

     Video: Dark Fortress – Ylem


     

    ENGLISH

    After Revamp Brazilian Tour, we’ve had the opportunity of interviewing Matthias – the man behind Revamp’s kickass drums!

    1. Who is Matthias Landes behind the drums?
    Matthias: Hopefully the same guy as when not behind the drums, haha. I just love playing drums, that’s what I do, and that’s who I am. So I don’t think I change much, or have to act a certain “role” as a drummer.

    2. How do you take care of your beard?
    Matthias: Brushing twice a day, occasionally using mustache wax, and whispering words of encouragement for it to grow and be a happy beard.

    3. How is the most difficulty of being a professional drummer?
    Matthias: Not starving, haha. It’s a tricky business, and I think for me the trickiest part is to get jobs outside of the scene I usually work in (metal). People assume that if they know you for one genre of music, that’s the only thing you do. But since I love diversity, I try to get gigs playing other music as well, and that can be quite difficult.

    4. Who is you biggest influence in music?
    Matthias: That’s a tough question. As far as drummers go, right now it’s probably guys like Stanton Moore, Steve Jordan, Jojo Mayer or Benny Greb. But of course I also got very influenced by my teachers at the conservatory in Rotterdam, Hans Eijkenaar and Juan van Emmerloot. And the people I play with influence me as well I’d say, so really there are a lot of influences, not just one.

    5. How have you joined the band? Had you met the guys before, or was it strictly professional?
    Matthias: I got in contact with Floor through a mutual friend, Stef Broks (drummer of the Dutch band Textures), and she asked me if I wanted to do an audition for her new band. I couldn’t make the audition, because I was on tour with Dark Fortress at that time, so I recorded a video playing the three audition songs (Head Up High, Here’s My Hell and Kill Me With Silence) before I went on tour. Apparently what I did was good, cause here I am, haha.

    Additionally to the video audition I met Floor at the first show of my tour with Dark Fortress, so we could talk and see if we’d get along on a personal level as well. I had never met the rest of the band before the first rehearsal and photoshoot actually, which was a bit weird, haha.

    But I trusted Floor in her decisions concerning the other band members, and it turned out just fine, luckily everybody got along with everyone… Well, except for Ruben obviously, cause he plays keyboards. Nobody likes keyboarders… 😉

    6. How do you feel during the show? Hearing the fans screaming and singing all the songs?
    Matthias: Hearing how enthusiastic the crowd is is amazing of course. Sometimes, like in Rio de Janeiro, it’s even scary, cause I couldn’t hear what we were playing anymore, hahaha.
    But to be honest, sometimes I don’t enjoy a show even when the crowd is good, just because I’m having a bad day and play like crap. I’m my own worst critic, and sometimes that kills the fun. But well, c’est la vie I guess…

    7. Besides ReVamp, which are your works/projects?
    Matthias: I play in a German black metal band called Dark Fortress, since 2001 already, long before ReVamp. We are going to release our new album “Venereal Dawn” on 1st of September, so check it out.
    Other than that I work as a drumtech for other bands, like Rival Sons, Triptykon, and also Sabaton later this year.
    I have some plans for new projects and bands right now, but it’s too early to talk about that.

    8. We know that the creation of Wild Card has had a great participation of the band members, which has shown the union of all of you. Which of the songs is your favourite?
    Matthias: That would be either Limbic System or Neurasthenia. I love the energy and atmosphere of both songs, and what Devin Townsend did on Neurasthenia is just brilliant.

    9. How do you see this “need” some of us fans have to stay to near our idols (taking pics, getting autographs, having contact in general), which goes beyond attending a concert?
    Matthias: I don’t have a problem with it, I consider it part of my job, so to speak. I personally don’t understand what’s so special about my autograph, haha, but it is something that is clearly important to them, so I don’t mind signing stuff or taking pics. Sometimes when we have to hurry and there is no time to hang out we can’t do it, and I hope that the fans understand that as well. We’re only people as well after all… 😉

    10. About south american tour: was there anything fun or even strange that happened? Could you tell us?
    Matthias: I’m afraid I’m the wrong person to answer that question, I’m the most boring one in the band, haha. That’s something you should ask the “Three Musketeers”, a.k.a. Arjan, Henk and Sam, our soundguy in South America… 😉

    11. What’s the craziest thing you’ve done during a concert?
    Matthias: During a show? Nothing, I play music. There is no time for bullshit, it’s about delivering a great performance, and playing the best you can. At least that’s how I see it.

    12. What’s your best memory regarding your stay in Brasil?
    Matthias: Well, the show in Rio, because it was the first show for ReVamp in South America, and I didn’t know what to expect, and was very pleasantly surprised.
    The warm welcome of the people I met everywhere, that was very cool as well.
    And the food, haha. I love eating good food, so sipping on a caipirinha while eating some nice brazilian food was a very nice experience as well… 😉

    Matthias Landes – Page: Dark Fortress – Video: Ylem


      Muito obrigada por toda ajuda na tradução, organização e afins, Carine & Tamira. 😉


  • Interview | Metal Divas

    Interview | Metal Divas

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    O novo álbum do ReVamp, intitulado “Wild Card” está previsto para ser lançado no dia 23 de agosto pela Nuclear Blast. Tivemos o prazer de conversar com a adorável Floor Jansen e discutimos o novo álbum e seus muitos colaboradores e músicos convidados, assim como a arte da capa, os planos de turnê e o paradeiro de Floor hoje em dia.

    ReVamp 2013

    Metal Divas: Bem vinda ao MetalDivas.Com e parabéns pelo seu novo álbum “Wild Card”, que é ótimo, eu fui ouvi-lo no dia 24!
    Floor: Oh, sério? Isso é bom de ouvir, obrigada (risos).

    Metal Divas: Como você se sente agora que ele está pronto para ser lançado, considerando tudo o que aconteceu com a sua doença, a turnê do Nightwish e assim por diante?
    Floor: Sim, eu estou muito animada. Tem sido um caminho e tanto, assim como você descreveu, não é necessariamente ruim, mas definitivamente com muitos desafios e é muito bom ver que agora está finalmente pronto e eu não posso esperar para realmente ter a cópia física do álbum, que é sempre um daqueles momentos, mas estou super orgulhosa de como as coisas acabaram.

    Metal Divas: Certo, e a data de lançamento é 23 de agosto, correto?
    Floor: É, sim.

    Metal Divas: Excelente! Bem, a primeira coisa que eu gostaria de abordar é que, para mim “Wild Card” é muito diferente de qualquer um dos seus álbuns anteriores e você muitos até agora. É muito agressivo, muito obscuro, muito moderno e muito complexo.
    Floor: Sim, isso é exatamente o que eu tinha em mente (risos).

    Metal Divas: Sim, há realmente tanta coisa acontecendo musicalmente, eu não sei por onde começar. Para começar, os diversos sons sintetizados criam quase uma atmosfera sinistra e um tanto industrial.
    Floor: Hm hm, sim é verdade.

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    Metal Divas: Isso é algo que vocês estavam planejando obter a respeito do som (da banda) neste disco?
    Floor: Sim, absolutamente. Na verdade, é engraçado, porque todas as coisas que você acabou de descrever, o que você tem ouvido são coisas que eu realmente tinha em mente, tipo, existem tantos álbuns feitos por mulheres na liderança que vamos tentar encontrar um som mais moderno e ver se nós podemos obter um álbum mais orientado pela guitarra. Isso é o que eu realmente queria, você sabe, ainda melódico e com elementos sinfônicos, mas com mais riffs e sim, mesmo com o uso de vários estilos vocais, o que era uma espécie de lista de ingredientes nossa para o álbum, e fizemos esta longa playlist com vários tipos de humor o uma espécie de humor musical para que o álbum tivesse um monte de fontes de inspiração diferentes e então você só começa a compor e ver o que acontece, e foi isso que ele se tornou, por isso estou muito feliz.

     

    Metal Divas: Sim, eu estou feliz por você ter falado sobre as guitarras porque é óbvio que podemos ouvir mais delas, mas também solos de teclado. É como os caras tivessem feito uma festa enquanto você estava em turnê com o Nightwish (risos). Você poderia, por favor, falar um pouco sobre o processo de composição? Eu sei que vocês têm tentado coisas diferentes neste álbum.
    Floor: Sim, nós tentamos, mas devo salientar que a maioria das músicas foram escritas antes de eu ir em turnê com o Nightwish, por isso (o Nightwish) não influenciou as músicas e nem foi tipo “Hey, agora que a Floor está em turnê, vamos adicionar quantos solos de guitarra nós quisermos”(risos), obviamente. Uma grande porcentagem das músicas foi realmente feita antes e ideias foram enviadas para mim por e-mail e, embora eu tenha notado que eu não poderia trabalhar nas coisas enquanto eu estava na estrada com o NIGHTWISH, quando eu voltei para casa, eu ouvi novamente e trabalhei, mas, definitivamente, alguns dos instrumentais foram feitos enquanto eu estava em turnê e eu acrescentei meus vocais mais tarde e, por vezes, isso muda algumas coisas no som, mas a maioria das coisas foi feita antes de eu sair.

    Metal Divas: Hm hm, ok. Você sabe que eu acho que você escolheu o título perfeito para este CD porque, para mim, “Wild Card” é exatamente isso, um curinga!
    Floor: Sim. (risos)

    Metal Divas: Refiro-me à direção geral da banda, que é muito mais pesada e muito focada na criação de vantagens e de novas fronteiras e, também, como você mencionou, alguns anos atrás, havia apenas algumas bandas lideradas por mulheres, enquanto que, hoje em dia parece que isso é uma norma.
    Floor: Hm, hm sim.

    Metal Divas: Então, eu quero dizer, você tem que criar algo provocativo e ir para outro lugar. Certo?
    Floor: Sim, isso é o que queríamos. Como … como você fica proeminente, como você pode fazer algo que não tenha sido feito uma centena de milhões de vezes, e eu tenho observado desde o início, talvez por isso para mim foi um importante elemento extra, tipo – hey, há muitas bandas com o tipo de som do AFTER FOREVER e estou super orgulhosa disso, o quenão significa que todo mundo acaba copiando, eu acho que você sabe o que eu quero dizer…

    Metal Divas: Bem, você tem inspirado muitas pessoas, não quero interrompê-la.
    Floor: Sim, e isso é um sentimento maravilhoso, mas para mim, pessoalmente, o próximo desafio é como você pode trazer novidades e como você pode fazer algo que não foi feito ou como você pode se manter inspiradora – e eu não sei se isso vai acontecer com este álbum – mas eu sinto que ele traz elementos novos para a mesa e esperamos inspirar e atualizar novamente.

    Metal Divas: Com certeza, eu acho que você está 100% correta, soa muito fresco.
    Floor: Bem, obrigada (risos).

    Metal Divas: Na verdade, ao ouvir o álbum, e isso pode parecer engraçado, eu não pude evitar, mas imagino que se eu fosse uma presa em um asilo psiquiátrico esta seria a trilha sonora da minha tortura! O que você acha disso?
    Floor: (risos) Oh! Eu não sei, que talvez diga algo sobre o meu estado mental (risos) ou estado mental dos caras quando escreveram (risos), mas, ahm, eu acho que sim, que poderia ser um elogio, eu acho (risos).

    Metal Divas: (gargalhadas) Sim, quero dizer, você sabe que há muito acontecendo e, para mim, o álbum tem uma sonoridade e uma produção muito industrial e eu continuo tendo essas imagens de uma máquina em minha mente, mas talvez seja só a minha interpretação.
    Floor: Bem, eu acho que é definitivamente verdade e a grande coisa sobre a música é que todo mundo pode ter sua própria interpretação ou imagens visuais ou, você sabe, os sentimentos de músicas ou letras, e que eu acho que é sempre tão agradável sobre música, que é uma língua internacional e é bom colocar o seu nela, como tudo o que fizemos nesse álbum, mas em seguida, nos desprender dele e deixá-lo ser interpretado de maneira diferente por outras pessoas … Isso é maravilhoso.

    5bdd40a1912f8fMetal Divas: Sem reprimir a música, parece-me que tudo para mim é construído e centrado nos seus vocais. Quero dizer, as linhas melódicas, as harmonias, os coros, tudo é tão avassalador, mas sem subjugar a banda. Isso foi feito de propósito ou sou só eu?
    Floor: Bem, é definitivamente uma meta, se você quiser ter tantos ingredientes para equilibrar direito. Nem sempre se pode ter tudo na frente, tipo uma conversa, na música que você tem que equilibrar isso. Às vezes, a guitarra tem um papel maior, às vezes os vocais e, por vezes, os teclados e é assim que temos tocado com todos os ingredientes, mantendo em mente que os vocais precisavam de espaço. Mesmo que seja complexo e, às vezes, mesmo com a música progressiva, por vezes, que tem a tendência de ofuscar os vocais completamente, é quase como um instrumento extra, enquanto a maioria das pessoas realmente ouve as vozes, como eu disse, nós fomos à procura de equilíbrio.

    Divas Metal: Eu estou contente que você mencionou os vocais, percebi a extrema versatilidade do seu desempenho vocal. Você vai de linhas vocais operísticos, a frente de metal quase instantemente, a grunhindo e rosnando e é tudo muito intenso! Eu acho que você tem feito um ótimo trabalho.
    Floor: Muitíssimo obrigada! Foi definitivamente um dos desafios, você sabe, os ingredientes que queríamos e algo para me experimentar como – hey, fiz músicas melódicas todos esses anos, eu finalmente encontrei como cantar cru e como dar uma borda de rock para as coisas, em seguida, o próximo passo foi aprender a rosnar e usar isso, e que realmente deu trabalho e não soa ridículo estou muito orgulhosa (risos).

    Metal Divas: Não totalmente, digo, é como se tornar -ou esperar que isso se torne- o que te caracteriza como cantora por que você pode perfeitamente cantar tudo que quiser e isso te põe no controle da música, no topo.
    Floor: Oh, ótimo, obrigada, era o que eu estava esperando, como se pudesse ser algo que faz de mim diferente dos meus outros colegas e que foi um objetivo que você nunca sabe se você pode alcançar por que talvez, você sabe, gritar vai soar muito estranho pra mim ou isso iria prejudicar minha voz a longo prazo. Sim, existiam desafios suficientes lá, mas foi ótimo para desafiar a mim mesma novamente.

    Metal Divas: Bem, parabéns. Um trabalho muito bem feito.
    Floor: Obrigada.

    Metal Divas: Então, liricamente falando nós temos os conceitos das canções todos conectados uns aos outros mas também temos outras de cunho muito pessoal, isso procede?
    Floor: Sim, ambas são combinadas ás vezes de fato. Algumas das coisas que mais combinam com as letras é que elas são de fato muito pessoais, umas mais do que as outras, é a coisa mais auto biográfica que eu já fiz na vida.

    Metal Divas: Vamos falar sobre os músicos convidados do album, que são poucos. Então por favor, releve tdos os detalhes para você sabe quem, eu não vou contar.(risos)
    Floor: (risos)Claro! Tínhamos em mente um solo de alguns músicos convidados e você precisa primeiro escrever a música direito para saber se a pessoa vai se encaixar naquilo em que você tem em mente e alguns convidados são Devin Townsend and Mark Jansen (EPICA). Mark faz os growls em “Misery’s no Crime” e Devin canta em “Neurasthenia “. Ambos deram um pouco de si nas canções, realmente soam como se, você sabe, poderia ser uma música reconhecida em seus albuns, genuinamente é reconhecido e estou muito feliz com isso. Bem, nossos outros convidados atualmente vieram. Bem, os outros convidados vieram, na verdade, mais por coincidência, porque, para começar com o nosso baixista Johan van Stratum que toca com STREAM OF PASSION, entrou realmente no último minuto, porque o nosso próprio baixista deixou muito perto das gravações e sim, quem você chama em um curto espaço de tempo que você sabe que pode fazer o trabalho, e ele tornou-se o cara, porque Joost (van den Broek) e ele são amigos desde a infância e se conhecem muito bem e eu sei que ele é um baixista muito bom, foi ótimo o que fez. Ótimo trabalho sobre ele.

    revamp-choir-recordings-300x223Metal Divas: Absolutamente.
    Floor: Sim, e com o coro, geralmente trabalhamos com no passado, com cantores de formação clássica que vêm para o estúdio, consiga as partituras escritas e faça sua magia, mas este álbum nem sempre exige muito uma abordagem clássica e é por isso que nós trabalhamos com mais cantores de metal mais voltados para brincar com o que a música precisava, mais do que apenas a abordagem clássica, para assim soar adequado para cada canção e, por vezes, mais clássico e, às vezes, você sabe, com diferentes tipos de harmonias e foi isso que fizemos com Marcela Bovio do Stream of Passion e com Daniel de Jongh de Textures. Por isso, tornou-se um verdadeiro processo criativo no estúdio, muito bom.

    Metal Divas: Tudo certo. Bem, eu sei que você faz suas próprias linhas melódicas, mas você também compõe as harmonias?
    Floor: Bem, eu fiz algumas, como na pré-produção fiz algumas harmonias, porque eu sempre faço todas as pré-produções em casa e começo a pensar nos backing vocals e harmonias. Então já haviam algumas idéias e todos os backing vocals foram feitos, mas já haviam idéias vindas de todos, de Joost, como Marcela e Daniel.

    Metal Divas: Ok muito bem. Vamos falar sobre a capa do CD, que é muito interessante, se assim pode-se dizer. Definitivamente reconhecível pelos fãs do ReVamp devido à sua ligação com o seu álbum de estréia.
    Floor: Na verdade sim.

    c4dac9d5a62Metal Divas: Gostaria de comentar alguma coisa sobre isso?
    Floor: Bem, eu estou feliz que você salientou que é reconhecível, era uma coisa que eu esperava, porque ele também tem esse fundo branco,a cor principa era o rosa no primeiro álbum e agora vermelho brilhante e o uso de minha imagem, não tipicamente como olha uma foto da Floor, mas é mais um estilo de arte, de modo que foi realmente feito de propósito para ter que voltar. A idéia do cartão de jogo realmente veio literalmente visualizar o cartão de palavra de “Wild Card” e depois com o uso de a Rainha de Copas de um baralho de cartas, que geralmente é um pouco de um wild card se em muitas histórias onde ela às vezes é uma boa rainha e, por vezes, muito cruel.Foi você sabe, de onde ela veio e foi uma boa idéia do homem que fez esta obra, Richard Stark, que disse, hey, se quisermos espelhar as rainhas isso pode ficar em uma agradável e uma rainha muito cruel,link para a música que às vezes é muito escura e agressiva, mas às vezes também é mais melódica e redonda. Então, sim, é assim que todos os elementos do tipo se reuniram, junto com roupas feitas por uma designer que desenhou todas as minhas roupas e agradáveis maquiagem de efeitos. Você sabe que é sempre há uma equipe criativa que precisa estar lá para fazer tudo.

    Metal Divas: Claro e você sabe, é algo que eu tenho que perguntar: quem é o coração que você está segurando?
    Floor: (risos) Pra mim, eu acho que simboliza o meu coração sangrando.

    Metal Divas: É um conceito muito bom e bem pensado e eu penso que realmente funciona com sua música.
    Floor: Obrigada.

    Metal Divas:  Certo, então Floor, quando você começou esta banda tinha uma visão em mente. Você sente que este novo álbum, realizou a sua visão?
    Floor: Acho que sim. Talvez até mais do que no primeiro álbum. Sim, porque você precisa crescer dentro dele e eu sempre fui uma pessoa de banda e agora fizemos muito mais como a banda e me dá muito prazer, realmente funcionou, você sabe, então, sim, eu sinto que com este álbum que tomamos um grande passo para tornarmos esta banda, uma banda e muito evoluiada e com o seu próprio som característico e esse era o objetivo, estou muito orgulhosa disso.

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    Metal Divas:  Vamos falar da turnê. Vocês anunciaram uma turnê européia apoiando o Kamelot, mas completou recentemente a campanha que levantou dinheiro para sair em turnê. Quais os detalhes sobre a agenda?
    Floor: Sim, é verdade! Bem, pode-se dizer que a campanha Kickstarter foi um sucesso, porque vimos um monte de coisas legais em que nós simplesmente não podíamos pagar, então foi realmente a campanha que tornou possível dizer um sim a mais, embora nós não tínhamos sido capazes de anunciar tudo, mas definitivamente há mais chegando em 2014, onde muito provavelmente também iremos fazer uma turnê extendida pelos EUA e uma extensa turnê sul-americana e estamos vendo mais datas europeias para o início de 2014. Há muito mais no ano que vem (risos).

    Metal Divas: Será que isso vai ser uma turnê?
    Floor: Ahm, alguns sim, outros não. é meio que depende.

    Metal Divas:  Ok ótimo, bem, eu sei que eu estou ocupando muito do seu tempo neste momento e eu gostaria de agradecer a você por ter tempo para responder às minhas perguntas.
    Floor: Bem, obrigado. Por ser tão bem preparado, e seu entusiasmo é muito bom também (risos).

    Metal Divas: (risos) Muito obrigada e desejo-lhe o melhor com “Wild Card”, sua turnê e os planos futuros. As palavras finais pertencem a você.
    Floor: Yeah, bem, eu quero agradecer a todos que tiveram a paciência de esperar por este álbum e também agradecer pessoalmente todas as pessoas que me apoiaram enquanto eu estive doente. Eu tinha tantas pessoas me apoiando e foi comovente, e por isso espero que a longa espera seja recompensada ​​com um álbum que você também goste.

    Trailer 1

    Trailer 2

    Trailer 3

    Trailer 4

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  • Interview | Rock Overdose

    Interview | Rock Overdose

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    Nova entrevista com a Floor, agora pela Rock Overdose. O áudio você encontra diretamente no site, e clicando aqui, você poderá ouvir a prévia de outra  música do Wild Card!

    Tradução por Kalel.

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    RockOverdose: Floor, bem-vinda ao Rockoverdose! Como você está ?

    Floor Jansen: Muito bem, obrigada!

    RockOverdose: Podemos começar perguntando algumas coisas sobre “Nightwish”? Como está indo em turnê com o “Nightwish”? Você está indo em novos lugares inteiros para você também, como o Japão?

    Floor Jansen: É ótimo sair em turnê com uma banda como “Nightwish”, caras legais, boa música, e de fato nós estamos indo para lugares que eu nunca estive antes, Austrália, Japão, alguns países em que nunca estive antes.

    Nightwish+++Floor+JansenRockOverdose: Como você se sentiu quando lhe pediram para fazer parte da banda?

    Floor Jansen: Foi ótimo, de todas as pessoas no mundo, eles me chamaram! Então, eu estava muito orgulhosa, mas também um pouco assustada. Eles estavam me chamando, e eu tinha pouco tempo para me preparar, foi uma coisa muito emocionante, e tdo correu muito bem.

    RockOverdose: Suponho que sentiu com muita responsabilidade.

    Floor Jansen: Sim!

    RockOverdose: E eu tenho certeza de que você fez um ótimo trabalho, até o momento.

    Floor Jansen: Obrigada … A resposta foi muito positiva, felizmente.

    RockOverdose: Então, você vai se tornar um membro pleno da banda, após os shows?

    Floor Jansen: Essa decisão vai ser tomada ano que vem, no inicio de 2014.

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    RockOverdose: Porque o público te aceitou muito bem, muito animados. Isso dificultou as gravações do Wild Card? Como o “Nightwish” inflênciou o album?

    Floor Jansen: Eu não acho que ele atrapalhou, porque noventa por cento do álbum foi escrito antes de eu entrar no “Nightwish”, e a minha música é muito diferente da música do “Nightwish”, bem, bem. Eu acho que só teve um efeito muito positivo no estúdio, porque eu viajei muito com eles antes de ir para o estúdio, você sabe, eu estava cantando muito. Quando voltei dos passeios, não havia praticamente tempo entre a nossa última turnê, em janeiro, na Austrália, e da turnê depois que, no Japão, então eu tinha três meses para gravar o álbum e fazer a sessão de fotos e todo o trabalho que precisava ser feito, então … mas o planejamento foi ótimo.

    RockOverdose: Você ficou decepcionada quando ficou doente, durante o processo de escrita? Você voltou como uma vencedora com músicas muito interessantes para apresentar.

    Floor Jansen: Claro, e “decepção” não é a palavra certa aqui, quando você fica doente por mais de um ano e meio, e você não pode fazer nada. A palavra certa é, no mínimo, “preocupado”, quando você está doente você se torna egoísta de uma forma, e a única coisa que você quer é ficar melhor. Tudo para, e escrever também, e foi maravilhoso ver que, depois de já ter me recuperado a partir dele, por isso foi a minha inspiração, e nós terminamos o novo álbum. Fizemos com mais vontade do que tínhamos antes.

    RockOverdose: Então, deu-lhe mais força e mais vontade de continuar.

    Floor Jansen: Mais força e mais conhecimento sobre como continuar. Eu aprendi um monte de lições sobre a vida durante este ano e meio eu estive fora.

    RockOverdose: As canções On the side line” and “The Limbic System” and “Neurasthenia” estão ligadas, e como?

    Floor Jansen: Sim, todos eles têm o mesmo primeiro título – “The Anatomy Of A Nervous Breakdown”, e elas estão conectadas, não musicalmente, mas elas são a mesma coisa, que eu tenho, elas falam a partir de ângulos diferentes, então há duas canções que se tornoram ligadas devido a isso no final.

    RockOverdose: E sobre as respostas da imprensa sobre o novo ábum do ReVamp?

    Floor Jansen: O álbum foi enviado para a mídia, e nós lançamos um single, sexta-feira passada, e as respostas eram realmente positivas. Isso é muito bom.

    RockOverdose: Você acha que ele é um dos melhores álbuns que você fez?

    c4dac9d5a62Floor Jansen: Eu acho que você sempre diz isso sobre o seu último álbum.

    RockOverdose: Em que termos foram os novos convidados foram escolhidos para o novo álbum, “Wild Card”? É verdade que foi você quem escreveu partes de Devin Townsend no álbum?

    Floor Jansen: sim. Sobre essa música, posso dizer que, quando as partes instrumentais para que a canção fosse feita, eu estava pensando que esta canção se encaixaria muito bem pro Devin Townsend, eu estava esperando que houvesse um encaixe na canção para ele como convidado no álbum, mas é claro que isso deve caber à música. Quando a música chegou, eu tinha algumas idéias, então eu mandei a música para ele com as minhas ideias, e uma versão sem ele, pois, como para mim, eu não faço muitas aparições e eu geralmente quero estar envolvida na escrita. Eu acho que sua agenda estava tão cheia que ele realmente não teve tempo de dar uma olhada nisso. Assim que eu terminei as peças e suas linhas e enviei-lhe as minhas ideias, e aparentemente ele gostava, por isso cantamos do jeito que eu escrevi. Ele fez algumas alteração, aqui e ali, não totalmente copiado, mas isso é legal porque Devin acrescentou sua própria criatividade, e isso realmente soa como algo típico de Devin Townsend, e isso me deixou muito feliz e orgulhosa. O mesmo vale para Mark Jensen também, pensando de Marcos como cantor convidado. Eu fiz toda a escrita e todas as músicas, mas havia algumas peças aqui e ali modificado, o que é normal, se você quiser um cantor convidado que vai fazer mais do que cantar algumas linhas. O outro convidado é mais como … bem, eles não são como os “convidados” do álbum …. Para o coro, não quis uma abordagem padrão, queríamos uma abordagem um pouco mais criativa, mais do que um coro clássico . Assim, no estúdio estávamos trabalhando com Marcela Bovio e Johan van Stratum da “Stream of Passion”, e Daniel de Jongh de “Textures”. Esperávamos por músicas que se encaixam e na pré-produção Eu fiz vários trabalhos com as harmonias e, por vezes, algumas mudanças e às vezes nós apenas copiamos, tínhamos os outras partes de cantos que fiz na pré-produção, e funcionou muito bem, saiu muito bom.

    RockOverdose: Estamos ansiosos para ouvir. Existe algum outro músico que você fez a proposta para participar neste álbum, e negou?

    Floor Jansen: Não (risos).

    998691_10151578130513003_60881460_nRockOverdose: Então, você está indo para uma turnê com “Kamelot” This Fall. Você vai a Grécia também?

    Floor Jansen: Sim, mesmo não sendo uma turnê completa, você sabe, todos os shows que queremos custam mais dinheiro que eles fazem, estamos cheios de shows prevista para 2013, mas temos que ter mais opções para o próximo ano. Estamos muito felizes com esta turnê com “Kamelot”, porque isso é só o começo.

    RockOverdose: Falando de “Kamelot”, Simone Simons me veio a mente. Você a encontrou durante a gravidez?

    Floor Jansen: Sim, estávamos em turnê junto com seu show, “Retrospect”. Também em seu aniversário de 28 anos. Não nos vemos uns aos outros com frequência, nossas agendas estão muito ocupadas. Ela é uma amiga e colega, mas não é um das minhas melhores amigas.

    RockOverdose: Por acaso você conhece algum músicos gregos, os cantores?

    Floor Jansen: Não pelo nome, sorry …

    RockOverdose: Há alguma outra notícia que gostaria de revelar para seus fãs?

    Floor Jansen: Não realmente, nós falamos sobre o álbum e da turnê … Eu acho que abrange tudo.

    RockOverdose: Algum plano para você, pessoalmente? Talvez a participar como músico convidado em um álbum ou talvez algo semelhante?

    Floor Jansen: Nada a anunciar, me desculpe.

    RockOverdose: Gostaria de dar uma mensagem aos seus fãs gregos?

    Floor Jansen: Sim, claro, eu nunca estive na Grécia antes, então talvez seja a hora, se isso acontecer, eu iria adorar. Eu sei que muitas pessoas na Grécia têm seguido a minha música e minha carreira e eu realmente espero que eu seja capaz de trazer “ReVamp” na Grécia no futuro. Eu gostaria de agradecer a todos pelo apoio.

    RockOverdose: Você tem muitos amigos aqui na Grécia. Seria ótimo para estar conosco com ambas as bandas. Nós esperamos vê-lo com “Nightwish” por um longo tempo, porque você se encaixa muito bem na banda.

    Floor Jansen: Obrigado, espero que sim também.

    RockOverdose: Muito obrigado pelo seu tempo, e eu espero vê-lo na Grécia em breve, talvez em férias.

    Floor Jansen: Eu já estive na Grécia, em feriados, em uma das ilhas, eu estava deitada na praia o dia todo, e foi ótimo, e a hospitalidade grega é grande.

    RockOverdose: Floor, obrigado pelo seu tempo!

    Floor Jansen: O prazer foi meu, bye!

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  • Interview – ROCK n’ HEAVY

    Interview – ROCK n’ HEAVY

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    Tradução por Rock n’ Heavy

     

    Agora que se aproxima a data de lançamento (23 de agosto) de Wild Card, o novo álbum do ReVamp, a Rock n’Heavy tem o prazer e a honra de conversar com a vocalista, Floor Jansen.

    Floor, falando acerca do vosso novo álbum, Wild Card, afirmaste que a banda enfrentou “situações inteiramente novas” e  que “diversos desafios” tiveram que ser ultrapassados. Uma dessas situações foi o teu problema de saúde. O que mais nos podes dizer acerca do processo de gravação do novo álbum dos ReVamp?
    Floor: Referia-me ao meu esgotamento, fato que originou diversos desafios no mau sentido. O positivo foi o fato de me juntar ao Nightwish  em digressão, enquanto ainda gravávamos  o nosso álbum. Mesmo que 80 ou 90%  desse trabalho já estivesse pronto, a parte final teve que ser concluída durante a digressão. A gravação manteve o plano original, mas eu não podia estar presente quando os instrumentos estavam a ser gravados. No entanto, eu sabia que os rapazes fariam um trabalho fantástico e que, quando voltasse da digressão, podia gravar os meus vocais.

    Recordamos que os ReVamp juntaram-se novamente ao antigo parceiro e superpotência do metal, a Nuclear Blast, como é que surgiu a oportunidade para essa colaboração?

    Floor: Nós entramos em contacto com eles e enviamos uma demo com  algumas canções ainda em fase de pré-produção.

    Pelo trailer oficial, relatórios de estúdio e algumas filmagens ao vivo do novo tema “Sins”, ficamos com a impressão que os fãs têm bons motivos para estarem ansiosos pelo lançamento de “Wild Card”, porque este trabalho soa ainda mais forte, agressivo e bombástico do que o seu predecessor, ReVamp. O que nos podes dizer acerca disso?

    Floor: Sem sombra de dúvida que vai ser 🙂 A sonoridade está ainda mais centrada nas guitarras e há mais riffs pesados, ainda que também exista espaço suficiente para partes  mais melódicas e bombásticas. A forma de cantar tornou-se mais diversificada do que anteriormente, com a utilização de vocalizações cruas, gritos e até berros. As canções ganharam em diversidade e, em alguns momentos, ficaram ainda mais progressivas.

    Floor, será que podes partilhar connosco o conceito e ideias principais subjacentes a Wild Card, focando a questão do aspecto gráfico da capa, a inspiração lírica dos temas e algumas particularidades a nível instrumental?

    Floor: A capa mostra uma carta de jogo que literalmente foca a “Carta” de Wild Card. A rainha de copas é ela própria uma “wild card” em muitas histórias, ora é a rainha boa, ora a rainha má. A dupla face da carta refere-se à própria música que pode ser pesada, sombria e agressiva, mas também suave, melódica e mais feminina. Como no primeiro álbum o fundo é branco, temos uma cor principal (cor de rosa no primeiro, vermelho em Wild Card) e apareço eu. Sou um dos elementos da capa dos dois álbuns, mas isto não é baseado na “imagem da Floor” 🙂
    A questão musical ficou descrita na minha resposta anterior. Colocamo-nos num certo estado de espírito enquanto compúnhamos para nos inspirarmos numa longa “playlist” cheia de diversos estilos musicais. Queríamos compor um álbum pesado, mas moderno, algo fresco.
    As letras abordam diversas temáticas, mas há algumas ligadas por um mesmo tema designado como “The Anatomy Of A Nervous Breakdown’. Três músicas dedicadas ao meu esgotamento e ao facto de ter adoecido. Há outras que também estão relacionadas com isso, outras não têm nada a ver com essa questão, mas numa perspectiva global as letras são mais diretas e mais pessoais do que no passado.

    Quais são as tuas expectativas para o vosso próximo disco, e será que ainda podes levantar um pouco mais o véu sobre Wild Card? Por exemplo, há alguma canção que gostarias de destacar?

    Floor: Eu nunca crio expectativas, eu tenho esperança. Nunca sabes o que vai acontecer, a única coisa que podes fazer num álbum é acreditar nele a 100% e ter esperança que o nosso público e outras audiências potenciais também gostem dele. Não tenho preferências, até porque as minhas canções são os meus “bébés”. Seria como preferir um filho a outro.

    E o que dizer sobre o tema de abertura “The Anatomy Of A Nervous Breakdown: On The Sideline”, lançado como single a 19 de julho, como é que ele se integra no conjunto do disco e  se relaciona com a música seguinte, “The Anatomy Of A Nervous Breakdown: The Limbic System”?

    Floor: Estão ligados da forma que expliquei anteriormente. Olham para o meu esgotamento através de perspectivas diferentes, a canção “Neurasthenia” também está relacionada com isso.

    Em maio, Henk Vonk foi apresentado como o novo baixista dos ReVamp, substituindo Jaap Melman, mas as partes de baixo do novo álbum foram gravadas pelo baixista dos Stream Of Passion, Johan van Stratum. De que forma é que a banda conseguiu gerir estas mudanças, e como está a correr a adaptação do Henk Vonk?

    Floor: O Jaap deixou a banda mesmo antes do início das gravações e tivemos que encontrar rapidamente um substituto. Eu e o Joost van den Broek conhecemos muito bem o Johan e ele fez um trabalho fantástico! O Henk Vonk é conhecido por todos os membros dos ReVamp, e ele deixou uma forte impressão depois de ter tocado num outro projeto com eles. Ele adapta-se muito bem ao grupo e a sua sonoridade no baixo é firme e pesada, logo adapta-se perfeitamente ao novo álbum!

    Além de Johan van Stratum, os músicos convidados em Wild Card são Mark Jansen (Epica), Marcela Bovio (Stream of Passion), Daniel de Jongh (Textures) e o incrível Devin Townsend. Como foi trabalhar em tão boa companhia? Qual foi o contributo de cada um deles para Wild Card?

    Floor: Estamos muito felizes por termos todas estas participações especiais! Temos o Mark Jansen(Epica) aos berros (grunts) em ‘Misery’s No Crime’. Depois de, por várias vezes,  eu ter partilhado o palco com os Epica e cantado no projecto dele MaYan, achei que seria formidável se ele pudesse dar voz a uma música dos ReVamp. Ele fez um trabalho fantástico nos versos desta canção! (ps: todos os outros “grunts” deste álbum são da minha responsabilidade, um novo estilo vocal adicionado 🙂
    Devin Townsend canta em ‘Neurasthenia’. Uma canção que podia muito bem ter sido escrita para ele! Ele cantou os versos que escrevi, mas alterou-os daquela forma que é característica do estiloDevin! O resultado é mesmo muito bom, estamos entusiasmados!!!
    Nos coros optamos por trabalhar com cantores experimentados em metal e na gravação de harmonias vocais em estúdio. Em todos os meus trabalhos anteriores escrevemos as pautas dos coros (escreveu o Joost van den Broek) e tivemos cantores com formação clássica a fazer essas partes. Este álbum não precisava de uma sonoridade tão clássica ao nível dos coros e foi por isso que escolhemos trabalhar com o Daniel de Jongh (Textures) e a Marcela Bovio (Stream of Passion). Nós os três gravamos as nossas partes e experimentamos várias sonoridades e possibilidades em conjunto com o Joost van den Broek. O resultado final é mais criativo e mais bem adaptado a cada canção.

    Em busca de apoios para a ReVamp 2013/14 Tour, vocês iniciaram a “Kickstarter Campaign”, pedindo aos fãs que se juntassem ao “ReVamp Army” de forma a que ajudar a banda a voltar à estrada? Como surgiu a ideia e será que essa campanha foi um sucesso? Equacionarias uma viagem até ao soalheiro Portugal para um concerto, colocando assim um sorriso no rosto de todos os vossos fãs portugueses?

    Floor: A campanha acabou por ser muito bem-sucedida e a resposta dos nossos fãs foi avassaladora! Fazer uma digressão é algo muito dispendioso para qualquer banda e nós simplesmente não temos rendimentos suficientes para suportar todas as despesas. Isto abre mais portas, porque há agora mais opções que podemos ponderar. Temos alguns concertos planeados e uma digressão europeia com Kamelot em novembro. Em 2014, queremos visitar outros países europeus, depois a América do Norte e do Sul e talvez a Ásia.

    Floor és uma cantora muito versátil e talentosa, como foi integrar a digressão dos Nightwish e será que no futuro teremos novas colaborações com os gigantes do metal sinfónico finlandês?

    Floor: Neste momento ainda estou em digressão com eles e é fantástico! Sinto-me muito honrada por ter sido convidada e tenho passado momentos incríveis com eles na estrada. O que o futuro nos vai trazer ainda não está decidido. Vamos tocar em festivais até agosto e depois disso os Nightwish vão parar por uns meses. Depois dessa pausa, eles decidirão quem vai assumir o papel de vocalista no próximo álbum, no início de 2014.

    Deixando cair o pano sobre esta entrevistas, gostaria de desejar os maiores sucessos aos ReVamp e um futuro (ainda mais) brilhante para todos os músicos da banda. Será que podias deixar uma mensagem para todos os vossos fãs em Portugal?

    Floor: Espero que possamos visitar o vosso maravilhoso país em 2014! Muito obrigado por todo o vosso apoio, mesmo em dias mais negros! Esperamos que gostem do nosso novo álbum!

    Tudo de bom,
    Floor

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  • Entrevista | Ghost Cult

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    Floor Jansen tem uma distinta carreira como vocalista do After Forever e ReVamp, mas as coisas foram para outro nível depois de uma mensagem do Sr. Holopainen a chamando para substituir Anette Olzon, que deixou o Nightwish no meio da tour. Isso tudo pode parecer como um conto-de-fadas, mas não muito antes disso, Floor sofreu com a “Sindrome do Burn Out”. Isso teve profundas consequências para o Wild Card, o ultimo álbum do ReVamp. Sua aventura com o Nightwish provou ser outra ainda maior, distração a finalização das gravações. É tudo sobre encontrar o equilíbrio, como Floor mostra claramente em Ghost Cult.

    Wild Card é um álbum muito pessoal – Fale a respeito.

    Eu passei por um período muito turbulento em minha vida e isso se reflete tanto na música quanto nas letras. Eu sofria de um burn-out que realmente afetou minha carreira musical e minha vida em geral. Eu realmente tive que entrar em acordo com isso. Foi bom para usar as letras no álbum como uma saída para minhas frustrações. Nem todas as músicas do Wild Card são sobre esse período, mas é um tema recorrente. O restante das letras são inspiradas pelos acontecimentos da minha vida também. Foi a nossa ambição de criar um álbum realmente agressivo. Foi concebido para ser uma guitarra muito orientada. Os vocais precisavam ser mais extremos e realmente precisávamos repensar sobre como usar os elementos de teclado para melhorar a música. Nós trabalhamos com uma atual placa de humor, então todos os envolvidos puderam escrever suas idéias e emoções sobre uma música em particular. Foi como pintar um quadro,  uma nova forma de abordar as coisas, mas funcionou muito bem. Nós também queríamos trazer algumas idéias dentro do gênero metal sinfônico e experimentar alguns novos métodos de trabalho.

    O tecladista e produtor Joost Van Den Broek atuou como diretor para todo o processo de composição e gravação. Como ele apareceu nisso?

    Ele ficou envolvido depois que eu fiquei doente. Como uma banda, nós começamos a trabalhar em como seria o segundo álbum do ReVamp. Todos os envolvidos são ótimos músicos, mas nós não sabíamos se podíamos escrever boas músicas em conjunto.
    Nós gastamos muito tempo em encontrar uma fonte criativa, mas antes nós tivemos a chance de encontrar isso antes de eu ficar gravemente doente. Na época já estava claro que Ruben (teclado) e Jord (guitarra) poderiam trabalhar muito bem juntos, eles trocaram as ideias musicas pela internet, mas todo o processo não foi realmente linear ou coisa do tipo, os efeitos do meu Burn Out foi piorando, então quando eu estava muito mal, todo o processo criativo ficou completamente parado. Uma das coisas que eu aprendi durante meu processo de recuperação foi que eu tive de reconhecer que eu não era boa para liderar uma banda de músicos, então eu precisei encontrar outra pessoa para cuidar dessa parte. Os outros membros do ReVamp eram músicos de verdade mas não com muita experiência. Na mesma época teve muita pressão por causa das expectativas pendentes. Era o nosso segundo álbum e o 7º álbum de estúdio que estive envolvida, foi por isso que Joost veio. Todos os membros da banda estão envolvidos no processo criativo, mas a composição atual do Wild Card foi feita por mim, Joost, Ruben e Jord. Nós fizemos um bom progresso, mas então de repente, eu fui abordada pelo Nightiwsh perguntando se eu estava interessada em ajudá-los depois que Anette Olzon deixou a banda no meio da turnê. Felizmente, já fizemos um planejamento de como proceder, então o resto da banda pôde trabalhar enquanto eu estava em turnê com o Nightwish. Graças a internet eu pude ficar envolvida com o processo criativo, então, quando eu voltei da turnê australiana com o Nightwish, todas as músicas já estavam muito bem escritas sob a direção de Joost. Eu só precisava gravar meu vocais no estudio.

    Devin Townsend e Mark Jansen, do Epica contribuíram alguns vocais no Wild Card. Como você conseguiu envolvê-los?

    Mark e eu voltamos no tempo, há um longo tempo atrás. Nós dois estávamos no After Forever. Gravei alguns vocais para o álbum dele do MaYaN e eu também fazia parte da comitiva ao vivo. Eu também estava envolvida com o show Retrospect do Epica. Eu realmente queria ter o Mark no novo álbum do ReVamp, então ele retornou o favor de gravar alguns guturais e gritos. Com Devin foi praticamente a mesma história. Em uma de suas gravações próprias, ele estava trabalhando com um coro e ele queria que uma das cantoras soprano gravasse alguns vocais principais, mas não funcionou como ele pretendia. Alguém no estúdio me recomendou para Devin, então antes que eu soubesse o que estava acontecendo, ele me ligou perguntando se eu poderia gravar alguns vocais para ele. Eu sou grande fã do Devy, por isso não foi problema algum para mim. Eu tenho meu próprio estudiozinho em casa, então eu consegui preparar alguns vocais para ele rapidamente. Ele ficou muito satisfeito com os resultados. No momento em que eu estava trabalhando no Wild Card, Devin foi uma das primeiras pessoas que eu pensei sobre a abordagem para o meu próprio álbum. Eu sou uma grande fã da natureza diversa e expressiva de seus vocais. O resultado final é simplesmente mágico. Estou muito orgulhosa de tê-lo no meu álbum, porque ele não é tão interessado em fazer apresentações como convidado. Mark realmente conseguiu fazer de seus guturais um giro muito agressivo e isso é exatamente o que eu estava procurando. Eu mesma fiz o restante dos guturais no álbum.

    Como você olha para suas experiências como vocalista de suporte do Nightwish?

    Ainda é muito cedo para eu realmente refletir sobre toda a aventura Nightwish, porque ainda há algumas datas pendentes, incluindo alguns festivais de verão. O que posso dizer? É um passeio incrível e me sinto realmente bem. As coisas correram muito bem desde o primeiro dia. O timing foi muito estranho, porque Annette Olzon apenas deixou a banda e não havia muito tempo para ensaiar com os outros membros do Nightwish. Os níveis de ansiedade foram elevados, pois a substituição de uma cantora em meados de uma turnê é uma experiência perigosa para dizer. Eles estavam correndo um desafio para se certificar de que nenhuma das datas restantes da turnê fossem canceladas. Eles estavam assustados e eu também. As coisas foram surpreendentemente bem. Não importa onde você execute, estará no youtube no dia seguinte. Então eu realmente dei tudo de mim. Todos na banda e na equipe, deram muito apoio e todas as reações foram positivas. A aceitação calorosa pelos fãs do Nightwish foi além dos meus sonhos. Algumas pessoas preferem outra pessoa na frente da banda, mas você não pode agradar a todos.

     Você estaria disposta a cantar para Nightwish permanentemente se eles te pedissem?

    Eu fui convidada a preencher a turnê mundial atual e por uma par de datas do festival, mas o que vai acontecer depois disso ainda é incerto. Nightwish vai fazer uma pausa após o ciclo da turnê atual e que vai tomar uma decisão no próximo ano. Até então tudo ainda está no ar. Se eles me perguntarem, eu ficaria muito lisonjeada e eu gostaria de fazê-lo. Vai ser uma grande reformulação na minha vida e minha carreira como cantora, mas mais uma vez não estamos apressando as coisas. Ambos os caras do Nightwish e eu temos experiências com rupturas de bandas anteriores e todas as emoções que vêm com isso. É quase como namoro. As coisas, se sentir bem e que está indo bem, mas não estamos em uma corrida para amarrar o nó, por assim dizer.

    English

    Floor Jansen already has a distinguished career as a singer for After Forever andReVamp, but things went to another level after a text message from a certain Mr. Holopainencalled for her services as replacement forAnnette Olzon, who left Nightwish mid-tour. This may all seem like a fairytale, but not too long ago Floor suffered from a burn out. This had profound consequences for Wild Card, the latest ReVamp album. Her adventures with Nightwish proved to be another major, albeit more satisfying, distraction from finishing the record. It’s all about finding the right balance as Floor candidly points out to Ghost Cult.

    Wild Card is an intensely personal album – talk us through it.

    I went through a very turbulent period in my life and that’s reflected in both the music and the lyrics. I suffered from a burn-out which really affected my music career and my life in general. I really had to come to terms with that. It felt really good to use the lyrics for the album as an outlet for my frustrations. Not all the songs on Wild Card are about that period though, but it’s a recurring theme. The rest of the lyrics are inspired by events from my life as well. It was our ambition to create a really aggressive album. It was meant to be very guitar oriented. The vocals needed to be more extreme and we really needed to rethink on how to use the keyboard elements to enhance the music. We really felt the need to give the overall ReVamp sound a fresh spin. We worked with an actual mood board, so everyone involved had the opportunity to write down his ideas and emotions about a particular song. It was like painting a picture in a way. It was a new way of approaching things, but it worked very well. We also wanted to bring some fresh ideas within the symphonic metal genre and try out some new methods of working.

    Keyboardist and producer Joost van den Broek acted as the director for the overall writing and recording process. How did he come into view?

    He became involved after I got sick. As a band we already started to work on what would be the second ReVamp album. Everyone involved are great players, but we didn’t know for certain if we could write great music as a unit. We spent quite some time on finding our creative groove, but before we had the chance to find that out I became gravely ill. At the time it was already clear thatRuben (keyboards) and Jord (guitar) could work really well together. They traded musical ideas back and forth via internet, but the whole process wasn’t really streamlined or anything. The effects of my burn out progressively worsened, so by the time I was completely knocked out, the whole creative process was stopped dead in its tracks. One of the things I learned during my recovery process is to acknowledge that I’m not good at leading a band of musicians and that I needed to find someone else to take that role. The other ReVamp members are solid musicians but they didn’t have much experience. At the same time there’s lot of pressure, because of pending expectations. It’s our second album and the seventh studio album I’m involved with. That’s when Joost came into view. Every band member was involved in the creative process, but the actual writing for Wild Card was done by me, Joost, Ruben and Jord. We made some good headway, but then I was suddenly approached by Nightwish whether I was interested in helping them out on the after Annette Olzon left the band mid-tour. Luckily we already made a planning on how to proceed, so the rest of the band could work on new material whilst I was touring with Nightwish. Thanks to the internet I was able to stay involved with the creative process, so by the time I got back after the Australian tour with Nightwish all the music was pretty much written under the direction of Joost. I only needed to record my vocals in the studio.

    Devin Townsend and Epica’s Mark Jansen contributed some guest vocals on Wild Card. How did you manage to get them involved?

    Mark and I go back a long time ago. We were both in After Forever. I recorded some vocals for hisMayan album and I was also a part of the live entourage. I was also involved with Epica’s Retrospective live show. I really wanted to have Mark on the new ReVamp album, so he returned the favour by recording some grunts and screams. With Devin it was pretty much the same story. On one of his own records he was working with a choir and he wanted one of the soprano singers to record some lead vocals, but it didn’t work out as he intended. Someone at the studio recommended me to Devin, so before I knew what was going on he called me with the question about whether I could record some vocals for him. I’m a big Devy fan, so this was a no brainer for me. I have my own little home studio, so I was able to lay down some vocals for him quickly. He was really pleased with the results. By the time I was working on Wild Card Devin was one of the first people I thought about approaching for my own album. I’m a really big fan of the diversity and expressive nature of his vocals. The end result is just magical. I’m really proud of having him on my album, because he is not so keen on doing guest performances. Mark really managed to give his grunts a really aggressive spin and that’s exactly what I was looking for. I handled the rest of the grunts on the album myself.

    How do you look back on your experiences as a stand in singer for Nightwish?

    It’s still too early for me to really reflect on the whole Nightwish adventure, because there are still a couple of tour dates pending, including some summer festivals. What can I say? It’s an incredible ride and it feels really good. Things went really well from day one. The timing was really awkward, because Annette Olzon just left the band and there wasn’t really time to rehearse with the other Nightwish members. Anxiety levels were running high, because replacing a female singer mid tour is a hazardous experience to say the least. They were running the gauntlet to make sure that none of the remaining tour dates had to be cancelled. They were scared and so was I. Things went surprisingly well. It doesn’t matter where you perform, Youtube will be plastered with movies of the gig the next day, so I really gave it my all. Everyone in the band and crew were really supportive and all the positive reactions and the warm acceptance by the Nightwish fanbase was beyond my wildest dreams. Some people would rather see someone else fronting the band, but you can’t please everyone.

    Would you be willing to sing for Nightwish permanently if they asked you?

    I’ve been asked to fill in for the current world tour and for a couple of festival dates, but what will happen after that is still unclear. Nightwish will take a break after the current touring cycle and they’ll make a decision next year. Until then everything is still up in the air. If they would ask me I would be very flattered and I would love to do it. It will be a major overhaul in my life and my career as a singer, but then again we’re not rushing things. Both the guys in Nightwish and I have experiences with previous band break ups and all emotions that come with it. It’s almost like dating. Things feel good and it’s going well, but we’re not in a rush to tie the knot so to speak.

    Raymond Westland

  • Entrevista, Tuska Open Air

    Entrevista, Tuska Open Air

    A adorável e simpática miss Floor Jansen deu uma entrevista antes do show do Nightwish, que foi um grande sucesso no Tuska Open Air Metal.

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    Você tem estado em turnê com o Nightwish em todo o mundo, em quatro continentes ao todo. A banda é de Karelia, na Finlândia. O quanto você conhece da área?

    Nada! Ouvi dizer que a paisagem é muito bonita. Mas estou a caminho de Kitee. Eu já estou à espera de ver os lagos e espero ir para Sauna.

    O quanto você está acostumada com os hábitos finlandeses?
    Bem, até agora, me acostumei com os hábitos de beber com a banda (risos). Lonkero e Salmari são bem familiares agora.

    O que você acha do “jeito finlandês” de relaxar?
    Eu estive muito tempo no Metal e eu vi de tudo. Não é um problema de maneira nenhuma, eu consigo lidar. E, durante o inverno, nós já visitamos Sauna.

    Qual era a sua relação com o Nightwish antes de entrar na banda?
    O After Forever e o Nightwish começaram na mesma época, mas, o Nightwish foi crescendo muito mais rápido. Dez anos atrás estávamos abrindo a turnê deles e, de vez em quando, nos encontramos em festivais e shows.

    Existe uma barreira da língua dentro de uma banda finlandesa?
    Sim, existe. Às vezes, quando todo mundo só fala finlandês, eu não entendo nada. Mas eu comecei a aprender finlandês, na Holanda. Na verdade, o meu professor de finlandês trabalhou no Savonlinna Opera Festival.

    Qual foi a sua experiência favorita em um festival?
    La Bohème, no Festival Arena Verona, como espectadora. Como artista, o Live’n’Louder (festival de São Paulo), com o After Forever, e o Greenfield Festival, na Suíça, com o Nightwish. Até agora.

    Como é se apresentar diante do público finlandês?
    Espero que eles me aceitem. Eu faço a minha própria coisa, e creio que acrescento algo novo para o cenário em geral.

    Como está a sua atitude em relação às próximas apresentações?
    Normalmente, eu não penso muito por antecipação. Será como tiver que ser.

    Que tipo de reação você recebe dos fãs finlandeses?
    Tem sido muito bom. Muitos deles me desejam um futuro com o Nightwish.

    Sua música favorita do Nightwish?
    Provavelmente Ghost Love Score. Nenhuma razão específica para tal, ela me faz sentir bem.

    English

    LOOKING GOOD WITH NIGHTWISH

    Lovely and sympathetic Miss Floor Jansen gave us an Interview before Nightwish‘s very successful Tuska Open Air Metal Festival Gig.

    You have been touring with Nightwish throughout the World, in four Continents altogether.
    The band is originally from Karelia in Finland, how well do you know the Area where they are coming from?

    Not at all! I’ve heard, that the Landscape is very beautiful. But I’m soon off to Kitee. I’m already waiting to see the Lakes and looking forward going to Sauna.

    How accustomed are you with the Finnish Habits?

    Well, so far I’ve got to know the Drinking Habits with the Band (laughs). Lonkero and Salmari are quite familiar now.

    How do you feel about the Finnish Way of Relaxing?

    I’ve been quite a long time in the Metal Business and I’ve seen it all. Not a Problem at all, I can cope. And during the Winter we already visited Sauna.

    What was your Relationship to Nightwish before you joined the Band?

    After Forever and Nightwish started about the same time, but Nightwish grew bigger much faster. Ten years ago we were supporting them in their Tour. And every once and a while we met at the Festivals and Gigs.

    Is there a Language Barrier within a Finnish Band?

    Yes, there is. Sometimes, when everybody speaks only Finnish, I don’t understand anything. But I’ve started to learn Finnish in the Netherlands. Actually my Finnish Teacher has worked at the Savonlinna Opera Festival.

    Your favourite Festival Experience?

    La Bohème at the Verona Arena Festival as a Spectator. As Performer Live’n’Louder -Festival at Sao Paulo with After Forever and Greenfield Festival in Switzerland with Nightwish. So far.

    How does it make you feel to Perform in Front of Finnish Audience?

    I hope, that they accept me. I do my own thing, and I believe I add something new to the whole as such.

    How is your Attitude towards upcoming Performances?

    Usually I do not think too much in Advance, it is as it comes.

    What kind of Feedback have you got from the Finnish Fans?

    It’s been really good. Many of them wish me a Future with Nightwish.

    Your favourite Nightwish-Song?

    Probably Ghost Love Score. No specific Reason for that, it makes me feel good.

    Dank je wel for the Interview Miss Floor Jansen!

  • Entrevista Metal Exposure

    Entrevista Metal Exposure

    No Tuska Open Air (Helsínquia) encontraram com a Floor Jansen antes de seu show com o Nightwish. Falamos sobre seu envolvimento com a banda e o novo álbum do ReVamp, Wild Card. Leia a entrevista abaixo! English version can be found at the bottom of the page!

    1003116_500638700001662_276872595_nComo você descreveria o seu tempo com o Nightwish?
    Tem sido ótimo, maravilhoso. Quem tem a oportunidade de fazer isso? Sei muito bem da extraordinária oportunidade que me foi dada, mas ao mesmo tempo ele vem muito natural. Todos nós temos o mesmo objetivo e a mesma mentalidade de trabalho. Eu não deveria me debruçar sobre a magnitude de tudo, porque eu vou ficar um pouco sobrecarregada.

    Você provavelmente teve que adaptar algumas músicas do Nightwish para sua voz, como você fez isso?

    Eu não tive muito tempo para fazer isso. O que provavelmente é uma coisa boa. Não houve tempo para eu testar os vocais. A única coisa que me foi dita foi: sem muitos vocais operísticos. Esse período da banda acabou. Eu nem mesmo cantava as músicas antigas em minha voz operística. Muitas pessoas pensam que a minha interpretação das músicas é uma mistura entre Tarja e Anette, do qual veem como uma coisa positiva. Mas eu acho que eu tenho dado para as músicas um toque pessoal ao longo do tempo. Ghost Love Score é a minha favorita para cantar.

    Como os fãs reagem?
    De forma muito positiva. No passado, a mudança de cantoras nesta banda tem sido acompanhada de um monte de comentários. Por alguma razão, os fãs realmente gostam de mim como a vocalista. Eles estão felizes com a vibe que eu trago e a interpretação que dou para as canções. Muitas pessoas querem que eu fique.

    Você quer ficar?
    Eu adoraria. Da maneira como as coisas estão agora, seria possível. O último show do Nightwish é no dia 11 de agosto e o álbum do ReVamp será lançado no dia 23 de agosto. Nightwish terá uma pausa de alguns meses e ReVamp estará em turnê. Ninguém sabe o que vai acontecer depois disso. As decisões serão tomadas no próximo ano, de modo que isso é muito empolgante. Nightwish tem um espaço para ensaios/estúdio em julho, agosto e setembro, então haveráum novo álbum. Mas eu não sei se farei parte disso.

    Com o ReVamp você iniciou uma campanha de financiamento público para uma turnê. Você acha que a Nuclear Blast tem a capacidade financeira para tal empreendimento?
    Na verdade, isso é o que você pensa. Mas, devido à diminuição nas vendas de CDs, a gravadora tem muito menos dinheiro para gastar. Há dinheiro, mas é para gravação e videoclipes. Mesmo que a Nuclear Blast fizesse uma proposta de turnê, esse dinheiro é recuperável. Isso significa que a banda tem de recuperá-lo através da venda de álbuns. Basicamente isso significa que você mesmo paga para a turnê e que você nunca vê qualquer dinheiro das vendas de discos. Isso não seria um grande problema, mas nós temos que pagar para viver também. Muitos fãs gostaram de estar envolvidos com este projeto e entenderam que não há muitos meios financeiros disponíveis. Se as pessoas parassem de fazer downloads gratuitos, o problema seria resolvido e não haveria necessidade de um projeto de financiamento público.
    Eu não sou contra o download, mas você tem que pagar por isso. Custa dinheiro para produzir um álbum. Uma gravação não é um item gratuito. Eu acho que é inacreditável que não há regulamentação para isso. Você vê todo o colapso da indústria lentamente.

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    O nome do novo álbum do ReVamp é Wild Card, você pode explicar isso?
    Eu sempre acho difícil descrever um álbum em uma palavra ou frase. Wild Card significa algo como um fator imprevisto, ardente. Se encaixa no álbum, porque você não sabe o que a próxima música traz. Então, musicalmente é um curinga. Além disso, é o título de uma canção.
    Não há tema do álbum. Eu escrevi sobre a minha crise nas três canções de The Anatomy of A Nervous Breakdown, cada uma a partir de uma perspectiva diferente. A Wolf and Dog é sobre outra coisa. O equilíbrio entre o meu lado performer / carreira que vai ‘caçar’ (lobo) e que o cão que quer estar seguro e confortável em casa. Esses dois lados são opostos um do outro em meu mundo.
    Musicalmente, o álbum é mais pesado. É mais orientado nos riffs, tem mais variação nos vocais e mais partes com orquestração. A gravação foi escrita com os outros membros da banda, principalmente com o guitarrista Jord Otto e o tecladista Ruben Wijga, eu e Joost van den Broek como guardiões do processo. No primeiro disco eu também escrevi a música, agora eu fiz principalmente as linhas vocais e letras. Há alguns músicos convidados. Marcela Bovio (Stream of Passion) e Daniel de Jongh (Textures) cantam comigo no coro. Devin Townsend canta em Neurasthenia e Mark Jansen (Epica) faz os guturais em Misery’s No Crime. Eu mesma fiz os outros guturais.

    Você esteve fora de cena por algum tempo devido a uma síndrome de Burn Out e agora você está na ativa novamente com ambos Nightwish e ReVamp. Assim, podemos concluir que está tudo melhor agora?

    Sim, estou. Posso realmente sentir a diferença em relação aos últimos anos. Também sei o porquê eu tive Burn Out e as coisas que faço com o Nightwish não estão relacionadas com nada disso, sequer. Eu sou uma boa cantora e compositora, me coloque no palco e eu me sinto em casa. Mas não me deixe fazer a gestão dos negócios financeiros. Eu posso fazer isso, mas custa muita energia. Essa foi a causa da minha crise. Agora eu sei onde quero colocar a minha energia. Eu tiro uma folga nos fins de semana de vez em quando, tento evitar as coisas que têm uma energia negativa e faço as coisas de forma diferente. Eu nunca vou deixar minha saúde vir em segundo lugar novamente. Você não vai gostar nada quando se tem uma crise. Eu não podia nem cantar por mais de meio ano.

    Metal Exposure

    English

    How would you describe your time with Nightwish? 
    It’s been great, wonderful. Who gets the opportunity to do this? I am very aware of the remarkable opportunity that I have been given, but at the same time it comes quite natural. All of us have the same goal and the same work mentality. I shouldn’t dwell on the magnitude of everything, because I’ll get a bit overwhelmed.

    You probably had to adapt some Nightwish songs to your own voice, how did you do that?
    I didn’t get a lot of time to do that. Which is probably a good thing. There wasn’t time for me to experiment with the vocals. The only thing they said to me was: not too much operatic vocals. That period of the band is over. I don’t even sing the old songs in my operatic voice. Many people think my interpretation of the songs is a mix between Tarja and Anette, which they see as a positive thing. But I think I have given the songs a personal touch over time. Ghost Love Score is my favorite to sing.

    How do the fans react? 
    Very positively. In the past, the changing of singers in this band has been accompanied with a lot of comments. For some reason, fans really like me as the singer. They are happy with the vibe I bring and the interpretation I give to the songs. Many people want me to stay.

    Do you want to stay?
    I would love to. The way things are now, it would be possible. The last show of Nightwish is on the 11th of August and the album of ReVamp will be released on August 23rd. Nightwish will have a break of a few months and ReVamp will be touring. Nobody knows what will happen after that. Decisions will be made next year, so that’s very exitcing. Nightwish does have a rehearsal/studio space for July, August and September, so there will be a new album. But I do not know if I will be a part of that.

    With ReVamp you started a crowd funding campaign for a tour. You’d think Nuclear Blast has the financial capability for such an enterprise. 
    Indeed, that’s what you’d think. But due to decrease in CD sales, the record company has much less money to spend. There is money, but that is for recording and video clips. Even if Nuclear Blast would do a tour proposal, the money of that is recoupable. That means that the band has to recoup it by selling albums. This basically means you pay for the tour yourself and that you never see any money from the record sales. That would not be much of a problem, but we have to pay for a living as well. Many fans liked to be involved with this project and understood that there are not much financial means available. If people would stop free downloading, the problem would be solved and there would be no need for a crowd funding project.

    I am not opposed to downloading, but you have to pay for it. It costs money to produce an album. A record is not a free item. I think it is unbelievable that there are no regulations for this. You see the entire industry collapse slowly.

    The name of the new ReVamp record is Wild Card, can you explain that? 
    I always find it hard to describe an album in one word or sentence. Wild Card means something as a unforeseen, burning factor. It fits with the album because you don’t know what the next song brings. So musically it is a wild card. Also, it is the title of a song.

    There is no theme in the album. I had my say about my break down in the three songs The Anatomy of A Nervous Breakdown, each from a different perspective. The song Wolf and Dog is about something else. The balance between the performer/career side of me that goes ‘hunting’ (wolf) and the dog that wants to be safe and comfortable at home. Those two sides are opposite of each other in my world.

    Musically, the album is heavier. It is more riff-orientated, more variation in vocals and more playing with the orchestration. The record is written with the other band members, mainly guitarist Jord Otto and keyboard player Ruben Wijga, me and Joost van den Broek as guardian of the process. On the first record I also wrote the music, now I mainly did the vocal lines and lyrics. There are some guest musicians. Marcela Bovio (Stream of Passion) and Daniel de Jongh (Textures) sing with me in the choir. Devin Townsend sings on Neurasthenia and Mark Jansen (Epica) grunts on Misery’s No Crime. I did all the other grunts myself.

    You’ve been out of the game for some time due to a burn out and now you are active again with both Nightwish and ReVamp. So can we conclude that you are all better now? 
    Yes I am. I can really feel the difference compared to the past years. I also know why I got the burn out and the things I do with Nightwish are not related to that at all. I am a good singer and songwriter, put me on stage and I feel right at home. But don’t let me do management of financial business. I can do it, but it costs too much energy. That was the cause of my break down. Now I know where I want to put my energy in. I take a weekend off now and then, try to avoid things that have a negative energy and I do things differently. I’ll never let my health come second again. You won’t enjoy anything when having a break down. I couldn’t even sing for more than half a year.

  • Interview with Ingeborg Steenhorst

    Interview with Ingeborg Steenhorst

    Thank you,  Ingeborg Steenhorst

    For an english version, just scroll down the interview page 😉

    Entrevistamos Ingeborg, do qual faz o design das roupas da Floor Jansen. Elas trabalharam juntas na época do After Forever, nas atuais roupas utilizadas na turnê do Nightwish, e agora estão juntas novamente no desenvolvimento das novas roupas para o novo álbum do ReVamp, que será lançado em setembro de 2013.

    Ω

    1. As peças que você cria possuem características próprias. Quais são suas referências na hora da criação? No que você se inspira?

    Ingeborg: Em geral, eu recebo inspiração de pesquisas sobre história da moda, influências étnicas e culturais, arte, música, cinema e fotografia, arquitetura e por último mas não menos importante, a natureza e a vida selvagem. Usando estas fontes de inspiração, eu gosto de misturar moda, figurino e design de jóias em uma única coisa.

    Quando faço designs para meus clientes de rock, a minha inspiração principal são eles próprios e suas músicas, letras e obras de arte de álbuns. Eu mergulho em sua personalidade e na atmosfera de suas músicas e tento criar projetos que os coloquem em um nível superior.

    Para criar meus projetos eu uso tecidos exclusivos, peles de couro fino, peças recicladas de roupas vintage, estampas gráficas e estampas a mão com cobertura de tinta em combinação com uma ampla gama de materiais de decoração como pérolas, pedras, strass, pérolas, tachas, flores de seda, penas exóticas e componentes de jóias vintage.

    Ingeborg Steenhorst2. Qual a maior dificuldade na hora da criação?

    Ingeborg: Às vezes, encontrar os materiais certos para uma peça que eu tenho em mente pode ser difícil. Além disso, eu sempre tenho que ter certeza de que os detalhes específicos são visíveis e impressionantes no palco, mesmo em um palco como do tamanho do Arena, e que os tecidos, os efeitos de pintura e decoração chamam atenção. E minhas roupas tem que ser capaz de suportar o uso intenso e o fato de passarem por muitas embalagens já que os artistas viajam para turnê mundial durante meses seguidos.

    Mas, a coisa mais difícil é gerir o tempo de produção necessário para criar uma peça. Eu posso passar horas e horas fazendo um projeto a fim de alcançar a perfeição. Se eu tivesse que calcular todas as horas investidas que uma peça muitas vezes exige, se tornaria inviável. Então, manter um olho no relógio e controlar meus impulsos na hora de fazer um design é a minha maior dificuldade 😉

    3. Já aconteceu de você criar algo na certeza de que estava incrível, e no final a pessoa reagir negativamente?

    Ingeborg: Não, eu nunca recebi reações negativas sobre os meus designs até agora… Na maior parte das vezes se resume a se é do gosto da pessoa ou não.

    4. Se você não fosse Designer, qual carreira seguiria?

    Ingeborg: Honestamente, eu gosto de pensar que cheguei ao meu destino 🙂 Antes de lançar meu estúdio de design de moda, em 2006, eu tive muitas carreiras. Com o passar dos anos, eu me formei em design gráfico e de moda, produção de artistas e saúde. Em resumo, eu trabalhei durante muitos anos como produtora de bandas holandesas como Cirrha Niva e the Gathering, como diretora de marketing naPsychonaut Records (gravadora do The Gathering). Antes de ficar na indústria musical em período integral, trabalhei como terapeuta ocupacional e enfermeira. Quando era mais nova, trabalhava em uma loja de sapatos. Por agora, de vez em quando ainda trabalho na área de saúde como enfermeira freelancer, mas, a maior parte do meu tempo é dedicada aos meus designs e às minhas atividades de estilista.

    5. Como é trabalhar com a Floor Jansen novamente? Comparada a ultima vez, ocorreu algum tipo de mudança?

    Ingeborg: Trabalhar com Floor é sempre divertido. Ela é uma pessoa muito agradável e inspiradora para se trabalhar. Em comparação com os figurinos que criei para ela na época do After Forever, em 2007, uma das maiores mudanças é que agora Floor, além do ReVamp, está cantando com o Nightwish. Ela tem que se apresentar em grandes palcos agora, com equipamento de show completo e para mim, como estilista, isso significa que eu preciso criar figurinos que realmente chamem atenção!

    6. Existe algum tipo de padrão para as criações relacionadas a Floor Jansen? 1234778_487960807967293_72238036_n

    Ingeborg: Floor gosta de ter suas roupas muito femininas mas com um pouco de balanço. Então, eu me esforço para criar silhuetas que expressam o melhor de suas curvas femininas, mas também algo mais obscuro e com uma atitude audaciosa. Seus projetos são totalmente adaptados para que se adequem à sua altura. E além de serem impressionantes, os figurinos também precisam ser práticos para que Floor mantenha a liberdade completa de seus movimentos.

    7. Quando estão juntas, o processo de criação é baseado em alguma idéia dela, ou ela entrega tudo em suas mãos?

    Ingeborg: É uma cooperação de 50% cada. Eu peço para que Floor me diga quais tipos de trajes ela gostaria de usar e então a aconselho sobre silhueta, materiais e tecidos com os quais eu gostaria de trabalhar. Para o resultado artístico final dos designs, ela me dá liberdade total. Floor sabe que eu inventarei efeitos e detalhes que ela jamais poderia imaginar. Essa é minha característica como figurinista.

    8. Como ocorre todo esse processo criativo? Suas idéias surgem no decorrer do dia, durante os sonhos, ou você cria de acordo com a ” personalidade ” do seu cliente?

    Ingeborg: Bem, primeiro eu começo com a criação de um perfil pessoal do artista baseado em conversas que tenho com eles. Eu preciso saber que tipo de pessoa ele/ela é e o que ele/ela gosta mais quando se trata de estilos, materiais e cores.

    Em segundo lugar eu mergulho em sua música, letras e, quando disponível, o seu trabalho de arte do álbum. Com base nessas impressões que eu começo a pensar sobre as silhuetas da e cada detalhe acerca de materiais e efeitos, como estampas, revestimentos de pintura e estrutura de tecidos.

    Minha idéia de projeto vem para mim tanto durante o dia quanto durante a noite (muitas vezes durante uma caminhada ou andando de bicicleta na natureza). Também tenho idéias olhando e tocando tecidos e materiais.

    9. Existe alguma pessoa em especial, que você gostaria de criar algo, e ainda não teve a oportunidade?

    Ingeborg: Na verdade, eu gosto de trabalhar com todos novos artistas se eles apresentam suas personalidades, estilo musical e necessidades específicas de figurino. O mais importante para mim é que o artista tenha sua própria identidade. Eu não gosto de trabalhar com clones ou artistas que tentam copiar outros.

    A respeito dos meus ídolos musicais, eu adoraria fazer designs para Sarah Brightman, conhecida por seu famoso papel como Christine Daaé em O Fantasma da Ópera. Ela ainda está viajando pelo mundo como artista solo e adora se apresentar com figurinos excêntricos e bijouterias. Ela canta de ópera a pop e rock. O dueto dela com Paul Stanley do Kiss (AQUI) será uma das músicas que tocarão no meu funeral.

    10. A música de certa forma te influencia em suas criações? Alguma música em especial?

    Ingeborg: A música é muito importante durante o meu processo de design. No entanto, não se resume a músicas específicas. É mais a atmosfera completa de um álbum que eu preciso inalar.

    Quando eu crio as roupas personalizadas para meus clientes de rock, sempre deixo CD’s deles tocando no volume mais alto para ficar realmente na atmosfera de suas músicas. Meus vizinhos nem sempre gostam disso hahaha, já que a maioria dos meus clientes toca rock ou heavy metal.

    Enquanto trabalho em minhas próprias coleções, eu deixo tocar a música que se encaixa na atmosfera enquanto estou olhando para o design. Pode ser rock e metal, mas também do ambiente, música clássica, música mundial ou trilhas sonoras de filmes.

    — Finalizo essa bela entrevista com a mensagem de que Floor e eu nos juntaremos muito em breve! Dessa vez, para lançar uma coleção de roupas exclusivas para fãs que se adequam a ela e à sua música, bem como à sua moda e estilo. Fique de olho em minha página do Facebook, se você gostaria de ser o primeiro a saber mais sobre a nossa co-coleção.

    Love!
    Ingeborg

    Você encontra mais sobre o seu trabalho nos links a seguir:

    Ingeborg Steenhorst – Jewellery, Accessory & Costume Designer

    Website

    Ω

     English

    We interviewed Ingeborg, design of Floor Jansen’s clothes. They worked together at the time of After Forever, clothes used in the current tour of Nightwish, and are now back together in the development of new clothes ReVamp’s new album which will be released in September 2013.

    Ω

    1. The designs you create have their own characteristics. What are your references? What inspires you?

    Ingeborg: In general, I get inspiration from researching fashion history, cultural and ethnic clothing influences, arts, music, film & photography, architecture and last but not least nature and wild life. Using these inspiration sources I like to blend fashion, costume and jewellery design in to one.

    Concerning designs for my rock clients in particular, my main inspiration are the artists themselves and their music, lyrics and album art works.  I dive into their personality and the atmosphere of their music and try to create designs that will lift them to a higher level.

    To create my designs I use exclusive fabrics, fine leather skins, recycled vintage clothing parts, graphic prints and hand dyed paint-coatings in combination with a wide range of stunning decorative materials like pearls, gemstones, rhinestones, beads, studs, silk flowers, exotic feathers and vintage jewellery components.

    Ingeborg Steenhorst2. What is your biggest difficulty while creating your designs?

    Ingeborg: Sometimes finding the right materials for a piece I have in mind can give me a hard time.

    Furthermore I always have to make sure that specific details in the stage outfits are visible and impressive even on a Arena sized stage and that the fabrics, paint effects and decorations work in a good way with the stage lightning.  And my stage clothing has to be able to endure intense rough use and a lot of packing stress since the artists are touring the globe with them for months in a row.

    But The most difficult thing I guess is managing the production-time needed to create a piece. I can spend hours and hours on decorating a design in order to reach the ultimate YES!!! level. If I had to calculate all invested hours a piece often requires, it would become unaffordable. So keeping an eye on the clock and controlling my designer drifts is often giving me the hardest time 😉

    3. Have you ever created something with the certainty that it was incredible, and in the end you received a negative reaction?

    Ingeborg: No I never received negative reactions on my designs so far….mostly it comes down to if a design is ones taste or not.

    4. If you were not a designer, what career would you follow?

    Ingeborg: Honestly I like to think that I have reached my final destination 🙂
    Before I launched my fashion design studio in 2006, I have had several careers already. Over the years I got my degrees in graphic and fashion design, artists management, and health care. In a nutshell; I’ve worked many years as artist manager for Dutch rock bands Cirrha Niva and the Gathering, as label/promotion manager at Psychonaut Records (record label owned by the Gathering). Before I started full time in the music industry I worked as occupational therapist and nurse in healthcare and in my younger days I started with a student job in a shoe store. For the moment I still sometimes work in health care as freelance nurse but most of my time now goes in to running my design and styling activities.

    1234778_487960807967293_72238036_n5. How is working with Floor Jansen again? Compared to last time, was there some kind of change?

    Ingeborg: Working with Floor is always great since she is a very nice and inspiring person to work with. Compared to the After Forever stage outfits I created for Floor in 2007, one of the biggest changes now is that Floor besides ReVamp is singing with Nightwish. She has to perform on very big stages now with full show equipment and for me as costume designer it means that I need to create stage outfits that are real show stoppers!

    6. Is there any kind of standard for the design creations related to Floor Jansen?

    Ingeborg: Floor likes to have her outfits very feminine but with a Rocking Edge. So I strive to create silhouettes that express the best of her female curves but also breath a dark and ‘smack in the face’ attitude. Her designs are completely tailored to make sure they have the proper length for her body height. And besides being stunning the stage outfits also have to be practical for Floor to use on stage and she needs to keep full movement freedom.

    7. When you are together, is the creation process based on ideas suggested by Floor or she leaves everything in your hands?

    Ingeborg: It is a 50/50 cooperation. I ask Floor to tell me what type of outfits she would like wear and then I advice her on the silhouette and fabric/materials I would like to use to create the design. For the final artistic outcome of the designs she grants me total freedom. Floor  knows that I will come up with effects and details she could never dreamed off. That is my added value as costume designer.

    8. How is your creation process while making new designs? Do your ideas emerge during the day, during dreams, or according to the “personality” of your client?

    Ingeborg:  Well first I start with creating a personal profile of the artist based on conversations I have with them. I need to know what kind of person he/she is and what he/she likes most when it comes to styles, materials and colours.

    Secondly I dive into their music, lyrics and when available, their album art work. Based on these impressions I start to think out the outfit silhouettes and specifics details in  materials and effects like prints, paint coatings and structure of fabrics.

    My design idea’s come to me during both day time (often while hiking or biking in nature) and during night time in my dreams. I also get idea’s out of looking and touching fabrics and materials.

    9. Is there anyone in particular that you would like to create some design for and haven’t got the opportunity yet?

    Ingeborg: Actually I like to work with every new artist since they bring their own personality, musical style and specific outfit needs. Most important for me is that the artist and his/her music has its ‘Own Personal Identity’.  I do not like to work with band-clones or artist who try to copy-cat others.

    When it comes to my personal music idols I would love to design for Sarah Brightman, know for her famous role as Christine Daaé in Andrew Lloyd Webber’s Phantom of the Opera. She still is touring the globe a solo artist and she loves to perform in eccentric outfits and costume jewellery. She sings in a wide musical range from opera, pop to rock. Her duet ‘I will be with you’ with Paul Stanley from Kiss (HERE) will be one of the songs played on my funeral.

    10. Does music somehow influence you on your creations? If that’s tha case, are there any songs in particular?

    Ingeborg: Music is very important during my designing processes. However it does not comes down to particular songs. It’s more the complete atmosphere of an album that I need to inhale.

    When I create the custom outfits for my rock clients I’m always playing their records in my studio in the highest level to really get in to the atmosphere of their songs. My neighbours do not always like that hahaha since most of my clients play heavy rock or metal.

    While working on my own collection pieces I play music that fits the atmosphere I’m looking for the design. This can be rock and metal but also ambient, classical music, world music or movie soundtracks.

    — Finishing this nice interview with the message that Floor and I will team up again very soon! This time to launch a exclusive clothing collection suiting fans of Floor and her music as well as rock style fashion addicts. Keep an close eye an my facebook page if you like to be the first to learn more about our co-collection.

    Love!
    Ingeborg

    You see more your work here:

    Ingeborg Steenhorst – Jewellery, Accessory & Costume Designer

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