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  • Interview: Irene Jansen

    Interview: Irene Jansen

    Head up High, my dear

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    Whenever you talk about musical versatility and vocal range, we know those run in this family. And no, we’re not talking about Floor, but her younger sister, Irene Jansen. In case you don’t know, they performed together several times from “The Black Hole“, by Star One (HERE) to the remarkable, well-known performance in “Who I Am“, by After Forever  (HERE) in 2007, 40408447for example. Irene also took part in the production for “The Power of Love” with Stream of Passion (HERE) in 2014. She also is acclaimed by her outstanding part in Ayreon, headed by Arjen Anthony Lucassen, having recently played the character “Passion” tremendously well in concert “The Human Equation” by Ayreon in 2015.

    After many years, Irene surprises us with her return, in this case, in the studio. ‘Head up High’ had the opportunity to chat with her, and the result of this interview, you see now:

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    Ω

    Head up High: You spend quite some time focusing on your studies and your career, with little or no musical activity. Also, more recently you became a mother. How did you make the decision to not make music for a while and focus on these other things in your life? Was it a difficult decision?

    Irene: I really wanted to get a degree and make sure I got educated well. Because I was not doing at all bad in music at that time already, it seemed too hard and time-consuming at some point to do both, and do it both really well. I made a conscious choice at this point to focus on one thing first, realising that singing was something I could do my whole life. The time to study was now. 11215801_944213632308204_106578607604738610_n

    This gave me the opportunity to focus solely on my studies, and my life around it. It was not even that hard to let music be for a bit. I was fully enjoying exploring my other (academic, intellectual and professional) qualities and living life like any other university student. Luckily studying resulted in graduation followed by building a career for myself, and building a life together with my now husband who has been with me and supported me in all those choices from the early beginning.

    Head up High: It’s rather common to see female-fronted bands nowadays and an artist always needs to keep trying new things to be a part of what can be considered as innovating in music. From the moment you joined Alarion, what were your contribution to the album “Waves of Destruction” which tell it from the other albums?

    Irene: I am mostly known for my powerful singing, which is indeed my forté. However, my voice is capable of more than just this. I can sing more sensitive and mellow too (or even jazzy or bluesy), and this is why, I recorded an acoustic version on this album too.

    Head up High: When we talk about your voice, could you tell us a bit more about the techniques you use, your vocals range and what have you been doing to take care of your voice?

    Irene-Jansen-367x500Irene: I try to make sure I am properly warmed up before I start singing anything, and focus on breathing correctly. That is all my techniques I can briefly indicate. Singing is complex and I would be lying if I said I would be able to teach or explain singing techniques at length. But I am definitely doing some of it right.

    I have no idea of my vocal range other than it doesn’t seem to have a lot of boundaries. I don’t really care about the technicalities to be honest. Singing is feeling and singing comes from inside me. I don’t focus heavily on the theory behind it. I tend to be able to sing what I want to sing. Is know I can do a high G at full voice. That’s high, right?… 

    I have really not done much at all to maintain my voice during all these years. I almost feel guilty towards all the people in music who works so hard to maintain and train their instrument continuously, where it seems I don’t have to. On the other hand, we’ll never know what I’d be able to do had I indeed trained and maintained…

    Head up High: We know heavy metal’s history is composed mostly by men. As a woman who is a part of this history, have you ever felt any kind of prejudice or have you seen any kind of behavior which makes you feel bad or even judged by your gender?

    Irene: This is a surprising question to me as a Dutch person maybe. To be brief..NO. I do not recognise this at all.

     

    Once again, we would like to thank you for this opportunity, Irene. We wish you all the best in this new journey.

    Irene JansenAlarion | Crowdfund

     

    Waves-Of-Destruction-500x500Tracklist:

    01. Chains Of The Collective
    02. Waves Of Destruction – I – Rising Tide
    03. Waves of Destruction – II – Struggle For Survival
    04. Estrangement
    05. Turn Of Fate
    06. Colourblind
    07. Clash With Eternity
    08. A Life Less Ordinary
    09. The Whistleblower – I – Devastation
    10. The Whistleblower – II – Vindication
    11. Turn Of Fate (acoustic version)

     Entrevista em Português

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  • Entrevista: Irene Jansen

    Entrevista: Irene Jansen

     Head up High, my dear 😉

    12043131_10156016486090333_7752372765065674529_nQuando pensamos em versatilidade e alcance vocal, sabemos que isso é de família. Não, agora não estamos falando da Floor, mas de sua irmã mais nova, Irene Jansen. Caso você não saiba, as irmãs dividiram os palcos diversas vezes. Desde a performance em Into The Black HoleStar One (AQUI) à mais marcante e também conhecida performance de40408447 Who I AmAfter Forever, (AQUI) no ano de 2007. Participou da apresentação de The Power of Love com o Stream of Passion (AQUI) em 2014, e, claro, conhecida pelo seu excelente trabalho no Ayeron, liderado por Arjen Anthony Lucassen e, recentemente, Irene Jansen realizou uma excelente apresentação em The Human Quantion – Ayeron, interpretando da melhor forma possível, a personagem intitulada de Passion, em 2015.

    Após 10 anos, Irene Jansen nos dá essa “bomba”, sobre o seu retorno em estúdio. O Head up High foi atrás, e o resultado você encontra à seguir:

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    Ω

    1: Durante esses anos de inatividade (de estúdio, no caso), você mencionou ter focado somente em estudos e trabalho. Dentro deste período ocorreu a maternidade também. Como foi sua forma de pensar para conciliar entre o que ocorre dentro da carreira musical, e a maternidade?

    Irene: Eu queria muito ter um diploma e uma boa formação. Como eu estava me saindo bem na carreira musical naquela época, uma hora as coisas me pareceram muito difíceis e muito desgastantes de serem feitas ao mesmo tempo e bem. Eu tomei uma decisão racional de me concentrar em apenas uma coisa, pois eu poderia cantar em qualquer momento da minha vida, mas que a hora de estar era aquela. 11215801_944213632308204_106578607604738610_n

    Essa decisão permitiu que eu me concentrasse apenas nos meus estudos e tudo o que envolvia esse universo. Pra falar a verdade, não foi difícil deixar a música um pouco de lado. Eu aproveitei ao máximo a oportunidade de explorar as minhas outras qualidades (em termos acadêmicos, intelectuais e profissionais) e viver a vida como uma universitária normal.

    Felizmente, eu consegui me formar e construir a minha carreira de maneira sólida, além de construir uma vida junto do meu marido, que esteve comigo e me apoiou nessas decisões todas desde o começo.

    2: Hoje em dia é muito comum as bandas serem lideradas por mulheres. Um artista precisa constantemente se reinventar para permanecer dentro do que é considerado inovador. A partir da sua união ao Alarion, quais elementos você trouxe para que o álbum Waves of Destruction se destaque dos demais?

    Irene: Sou conhecida pelo meu canto intenso, que é o meu ponto forte. No entanto, ainda sou capaz de fazer mais do que isso, pois consigo cantar em tons mais delicados e suaves também (ou até mesmo mais voltados pro jazz ou blues) e é por isso, inclusive, que eu gravei uma versão acústica de uma música neste álbum.

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    3: A respeito de sua voz: Poderia nos falar um pouco sobre sua classificação vocal, técnica, alcance e o que você tem feito para manter sua voz protegida?

    Irene: Eu procuro me aquecer direitinho antes de começar a cantar qualquer coisa, além de me concentrar na respiração. Estas são, basicamente, as técnicas que recomendo. Cantar é algo complexo e eu estaria mentindo se dissesse que sou capaz de ensinar ou explicar os pormenores das técnicas de canto. Mas com certeza estou seguindo na direção certa.

    Não sei o meu alcance vocal, mas parece que não há muitas barreiras para mim. Para ser honesta, não me importo muito com toda a parte técnica. Acho que cantar é sentir e que é algo que vem de dentro de mim mesma, então não costumo me concentrar muito na teoria por trás de tudo isso. Eu costumo conseguir cantar aquilo que quero cantar e sei que consigo alcançar um Sol Maior (G) com toda voz. Isso é um tom alto, certo?

    Eu não fiz muita coisa para cuidar da minha voz ao longo dos anos. Me sinto até meio mal quando vejo todas as pessoas no meio musical que tomam extremo cuidado com os seus instrumentos e treinam sem parar, mas eu sinto que não preciso fazer isso. Por outro lado, nunca saberemos do que sou capaz até que tenha treinado e cuidado da minha voz dessa maneira.

    4: Temos em vista que o “domínio” do metal é, em sua maioria, masculino. Você, mulher, estando envolvida neste universo, sente algum tipo de preconceito ou comportamento do qual te desagrade ou que discrimine?

    Irene: Bom, essa foi uma surpresa pra mim, mas talvez por ser holandesa. De forma resumida: não. Não vejo isso acontecer.

     

    E, novamente, obrigada pela oportunidade, Irene. Desejamos à você, todo o sucesso nesta nova jornada.

    Irene JansenAlarion | Crowdfund

     

    Waves-Of-Destruction-500x500Tracklist:

    01. Chains Of The Collective
    02. Waves Of Destruction – I – Rising Tide
    03. Waves of Destruction – II – Struggle For Survival
    04. Estrangement
    05. Turn Of Fate
    06. Colourblind
    07. Clash With Eternity
    08. A Life Less Ordinary
    09. The Whistleblower – I – Devastation
    10. The Whistleblower – II – Vindication
    11. Turn Of Fate (acoustic version)

     Interview in English

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  • ALARION: Irene Jansen

    ALARION: Irene Jansen

    Source: V i x e n s | Tradução: Head up High, my dear

    ALARIONWaves of Destruction feat Irene Jansen

    Floor_Irene-JansenTodos conhecem Floor Jansen do After Forever, ReVamp e, hoje em dia, pela fama no Nightwish. Mas quantos de vocês sabem que sua irmã Irene pode cantar como ela? De fato, as irmãs Jansen já dividiram o mesmo palco quando ambas estavam na banda chamada Star One, em 2002. Irene também pode ser ouvida em Gary Hughes: Once And Future King part I e part II (2003), The Human Equation do Ayreon (2004), e em 2015, ela fez seu papel como Passion na performance ao vivo do The Human Equation: The Theater Equation. Mas quando o guitarrísta Bas Willemsen, líder do Alarion pediu à Irene que fizesse 2 músicas para o seu projeto solo, o primeiro álbum Waves of Destruction, ela estava relutante, já que estava focando somente nos estudos e no trabalho nos últimos 10 anos. Mas após ouvir sobre o projeto, e ter ouvido a música, Irene embarcou e gravou os vocais elétricos e versão acústica de Turn Of Fate.

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    O Indiegogo, campanha crowdfunding para o Waves Of Destruction está sendo executado por um mês e o álbum será lançado em Junho de 2016 através do FREIA Music. Waves Of Destruction contém uma hora de música melódica, sinfônica e intensa. Ocorrerá a participação de muitos músicos excelentes, cantores como Damina Wilson (Threshold), Paul Glandorf (Arjen Lucassen) e claro, Irene Jansen, do qual será a vocalista líder do Alarion na formação ao vivo no show de lançamento no dia 3 de Junho em De Boeederij, Zoetermeer, em The Netherlands com convidado especial End Of The Dream.

    Embora Waves Of Destruction não seja inteiramente liderado pelo álbum feminino, continua sendo bastante interessante para os fãs de sinfônico e heavy metal, considerando o fato de sua irmã Floor Jansen ser parte disso.

    Confira no vídeo, os comentários de Irene, liderando os vocais aqui:

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    Tracklist:

    01. Chains Of The Collective
    02. Waves Of Destruction – I – Rising Tide
    03. Waves of Destruction – II – Struggle For Survival
    04. Estrangement
    05. Turn Of Fate
    06. Colourblind
    07. Clash With Eternity
    08. A Life Less Ordinary
    09. The Whistleblower – I – Devastation
    10. The Whistleblower – II – Vindication
    11. Turn Of Fate (acoustic version)

    Indiegogo (crowdfund):

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  • Lux by Night: Floor Jansen

    Lux by Night: Floor Jansen

    Lux by Night entrevistou Floor Jansen recentemente. A tradução você confere a seguir.

    by Ville Juurikkala
    by Ville Juurikkala

    Fonte: Lux by Night por Mike Dostert | Tradução: Head up High

    O Nightwish é uma banda de metal sinfônico, de Kitee, Finlândia. A banda foi formada em 1996 pelo compositor e tecladista Tuomas Holopainen, o guitarrista Emppu Vuorinen e a vocalista Tarja Turunen. O álbum de maior sucesso ‘Once‘, foi lançado no dia 7 de junho de 2004, juntamente com um único single entitulado de ‘Nemo‘. O single liderou as paradas na Finlândia e na Hungria, e alcançou as paradas em seis países adicionais. ‘Nemo‘ ocontinua sendo o single mais bem sucedido da banda, lançado até então. Em 2005, após o show em Hartwall Areena (Helsínquia), no dia 21 de outubro de 2005,  fora informado que Tarja não seria mais membro da banda. Anette Olzon substituiu Tarja. No momento onze canções de seu sexto álbum, intitulado ‘Dark Passion Play‘, já estavam escritas, então Anette Olzon apenas terminou. A mesma não estava envolvida no processo de criação. Em 11 de janeiro de 2013, Olzon anunciou em seu blog oficial que estava grávida de seu terceiro filho, ocorrido na primavera de 2013. Isso foi um forte fator que contribuiu para a sua demissão no dia 9 de outubro de 2013. O Nightwish apresentou a nova cantora, a holandesa Floor Jansen, sendo substituta permanente de Olzon. A arte de seu novo álbum e seu título ‘Endless Forms Most Beautiful‘ foram lançados no dia 27 de março de 2015. Durante a turnê no dia 16 de dezembro no Rochkhal, Floor Jansen respondeu algumas de nossas perguntas:

    Ω

    Floor, muito obrigada pelo seu tempo hoje. Você nunca se cansa das entrevistas?
    Bem, depende das perguntas (risos). Mas não, eu estou a tanto tempo nesse negócio e faz parte do meu trabalho. Por isso é algo que precisa ser feito, você gostando ou não.

    Para você, esteve sempre claro sobre como se tornar uma musicista?
    Sim, eu comecei aos 15 anos de idade, com a minha primeira banda, e desde então estou neste negócio. ficou bem claro para mim me tornar musicista, e eu não consigo me imaginar trabalhando em qualquer outra coisa que seja.

    Qual a maior diferença entre o novo álbum do Nightwish ‘Endless Forms Most Beautiful‘, comparando-os com outros álbuns feitos por você?
    O Nightwish é enorme. Quero dizer, entrar em um novo mundo, embora eu estivesse em bandas como o After Forever ou ReVamp. É sempre diferente. Mas nós temos uma boa energia na banda, e os caras são ótimos. Não tenho do que reclamar (risos).

    Ouvindo seu novo álbum, tive a sensação de que, digamos que reflexivo. Você concorda com isso?
    Não, realmente não. Acredito que as letras do Nightwish estejam circulando em uma temática específica. Eu não os chamaria de reflexivos, bastante aventureiro, emocionante e cheio de energia. Do ponto de vista musical, eu diria que desta vez nós temos muitas melodias “poppy”, e que as influências do metal não estão tão presentes como nos álbuns anteriores.

    Como você imagina a sua evolução como musicista ao longo dos anos?
    É difícil de responder. Quero dizer, eu prefiro deixar que outras pessoas tenham sua opinião sobre isso. Digamos que você amadurece ao longo dos anos, as letras estão ficando mais sérias, e você aprende com os erros do passado. É um processo natural para mim, e não algo que eu gaste tempo pensando.

    Quais bandas tem sua atenção agora?
    Definitivamente London Gramar (banda de indie-Pop britânico), sua música é realmente bonita. Devo dizer que, no meu tempo livre, eu não ouço muito metal, um pouco, é claro (risos). Ao longo dos anos você aprende e evolui como musicista ouvindo outros gêneros. Manter a mente aberta é muito importante para ser criativa.

    O quão importante é para você ainda estar envolvida em outros projetos?
    É muito importante, mas no momento, todo o meu foco encontra-se no Nightwish. Então eu não tenho tempo para pensar em outros projetos. Mas, quando for a hora certa, com certeza nós veremos como continuar com o ReVamp.

    Eu agradeço muito por esta entrevista, e desejo-lhe boa sorte para o futuro.
    Bem, obrigada também, foi um prazer.

    Ω

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  • Metal Hammer – tradução

    Metal Hammer – tradução

    Fonte: Metal Hammer  | Tradução: Head up High

    Ω

    Depois de três vocalistas, o Nightwish está na sua melhor forma

    Metal Hammer

    O que não matou o Nightwish apenas o tornou mais forte.

    Há muitas coisas que são verdades no meio do metal, mas que não devem ser ditas. Não se deve dizer que, na hora do “vamos ver”, o Megadeth e o Mayhem são piores do que o time West Ham United jogando em casa (numa semana eles mandam ver e na outra perdem pra um time qualquer), por exemplo. Não é nem um pouco educado dizer que, apesar de influentes, o disco “Scum” está longe de ser o melhor do Napal Death. Além disso, ninguém quer ser o primeiro a admitir que o gênero do death metal está num limbo criativo desde o lançamento do disco “Organic Hallucinosis”, do Decapitated. Mas se tem algo que vai render um bocado de fãs furiosos te dizendo pra ir tomar num canto meio incomum, esse algo é dizer que o Nightwish com os vocais de Floor Jansen não é apenas melhor do que na época da Anette, mas melhor até mesmo do que a época da própria Tarja. A verdade é que a banda nunca foi tão boa como é agora.

    Discutir a questão “Anette vs Floor” não é difícil e, apesar de ser um tanto duro com a antiga vocalista, é possível encontrar algumas opiniões contrárias por aí, mas em número menor. Não é possível negar que a Anette foi uma ótima vocalista de metal com um tom mais “pop”, mas Floor consegue ir além e com mais intensidade, ênfase nos tons e muito mais personalidade nas canções para começo de conversa. Mas é claro que não é só isso: ela sabe muito bem lidar com as canções antigas, também. Músicas como Stargazers voltaram ao setlist da banda recentemente (uma das melhores surpresas do Hellfest deste ano) com direito à toda a interpretação dramática e pormenores da música – algo que Anette não conseguia fazer tão bem. Fora tudo o que foi mencionado, Floor sempre foi uma cantora de metal com uma carreira sólida e vocais guturais agressivos. Ainda assim, apesar da contribuição de Anette em Imaginaerum ter sido sensacional, foram necessários apenas 15 minutos de show e três do novo disco do Nightwish, Endless Forms Most Beautiful, para perceber que a sueca não faz tanta falta.

    Já a questão envolvendo Tarja é bem mais difícil até porque ela foi a vocalista que com a qual a banda se firmou e colocou seu nome na história e a vocalista com quem compuseram seus álbuns mais famosos, ajudando a definit (para bem ou mal) todo um nobo subgênero no heavy metal europeu. Os fatos são inegáveis. Os primeiros cinco álbuns (até mesmo Angells Fall First, que serviu mais de base para o som da banda) ainda são alguns dos melhores mesmo após quase 20 anos. O disco Wishmaster tem tantos clássicos que não seria relançá-lo como um “Best of”. Quanto ao disco Oceanborn e sua atmosfera sombria, não houve nenhuma banda com uma vocalista vestindo espartilho que conseguisse alcançar o mesmo nível. Por último, o disco Century Child provou que a banda era capaz de produzir muito mais do que simples hits.

    No entanto, foi o disco Once que mostrou algumas rachaduras na base de tudo e isso não diz respeito às composições de Tuomas, que eram incríveis, ou à voz de Marco cada vez mais presente (a presença deste ilustre membro da Tarot, inclusive, foi uma grande revelação para o Nightwish e chega a ser até estranha a ideia de ele não cantar desde o início). Não é uma questão da clareza e da capacidade de canto do Marco, mas de sua capacidade de adaptar uma música tão facilmente a um contexto (basta comparar suas participações em I Wish I Had An Angel, The Crow, The Owl and the Dove e em Weak Fantasy, por exemplo).

    O problema é que, olhando para trás, percebe-se que o Nightwish se desviava cada vez mais do subgênero “opera metal” (é possível dizer que até o abandonaram a partir desde ponto da carreira). As doces melodias vocais presentes nos primeiros trabalhos da banda passou a abrir espaço para um tipo de metal mais tradicional e com menos espaço para a letra, fazendo com que a variedade de tons se tornasse parte adicional e não vital das canções. Tarja, por sua vez, encaixava-se bem nesse gênero, mas é talvez a sua performance mais fraca. Na canção Wanderlust, ela soava como uma superstar, ao passo que parecia dificuldade para manter o tom em Nemo.

    Tanto Tarja como Anette são especialistas: dê-lhes um estilo em que elas se encaixam e elas vão acabar com todo mundo se for uma questão de competição. Mas, como Sam Burgess, coloque-as num formato que elas conhecem menos e elas mostrarão ter dificuldades bem rápido.

    Floor, no entanto, não sofre com nenhum desdes problemas. Ela é perfeitamente capaz de fazer um gancho que soe mais pop, o vozerio poderoso do metal e o rico estilo operático na mesma música e de maneira brilhante, como mostrou no mais recente álbum da banda. Não é como se ela dominasse tudo e fosse a melhor vocalista, como parece. Na verdade, é algo simples: a Floor se destaca em todos os estilos musicais que precisa atuar.

    A melhor parte é que ainda há mais: Floor não é o único “plus” com o qual o Nightwish agora conta. Eles também contam com Kai Hahto na bateria e ele é um músico fantástico. A prova disso é que ele ensinou o antigo baterista, Jukka Nevalainen a tocar bateria no estilo jazz para a música Slow, Love, Slow durante as gravações do disco Imaginaerum. Ah, sim, e ele é o produtos da banda Wintersun, que costumam ser mestres no que fazem (ainda que lancem albuns na mesma frequência com que o Axl Rose consegue começar um show na hora certa). O Nightwish agora também conta com um músico folk Troy Donockley (que é um tremendo de um cantor, também), da Inglaterra, o que os permite acrescentar algumas músicas ao seu setlist e deixar de lado o playback das uileann pipes, as gaitas de fole típicas da Irlanda. Acrescente a essa mistura o talento vocal de Marco e temos uma variedade artística muito maior do que a banda jamais teve. Além disso, eles se tornaram uma banda grande o suficiente pra assumir comando total de suas finanças e, assim, produzir o que quiserem como desejarem.

    Isso faz com que o Nightwish consiga ser mais flexível do que nunca. Se Tuomas quiser compor um álbum de 40 minutos com dez faixas repleto de hits sem se aventurar muito e com refrões simples, ele pode fazê-lo sem problema. Se ele quiser compor um álbum ridiculamente bombástico, com músicas de 24 minutos, gaitas de fole, piano, arranjos de orquesta, canto operático, vocais pop, belíssimos ganchos vocais, sons de macacos e de baleias, além da participação do próprio Richard Dawkins… bom, ele também pode fazer isso sem problema.

    É claro que não é possível dizer que Endless Forms Most Beautiful é, sem sombra de dúvidas, o melhor disco da banda simplesmente porque não é. É muito bom, mas eles já produziram álbuns melhores e com duas antigas vocalistas. As partes negativas podem ser vistas em uma ou duas coisas do disco (o refrão da faixa que dá nome ao disco é bem forçada) ou até mesmo nos deslizes quanto à qualidade das canções (a música Edema Ruh, por exemplo, que é um pouco piegas, sem falar que é inspirada em um livro que pode ser descrito de forma singela como um monte de excrementos saídos direto do reto arreganhado da bunda da literatura fantástica e que é tão infancil que fariam Harry Potter parecer Game of Thrones).

    Nada disso, no entanto, é um indício de como será o futuro do Nightwish. Os períodos de transição são, no mínimo, difíceis e, ainda que a canção The Poet and The Pendulum seja uma das melhores da banda, o disco Dark Passion Play, o primeiro do Nightwish com Anette nos vocais, é um de seus mais fracos lançamentos. Não é ruim, mas não é tão bom como alguns dos clássicos da banda. Já Endless Forms Most Beautiful é só um pouco pior do que a média, o que, ainda assim, se resume a alguns poucos deslizes. Quando se pensa no futuro, no entanto, isto pode ser algo bastante encorajador, pois o próximo disco pode ser ainda melhor.

    Ninguém está impedindo o Nightwish de fazer o que realmente quer e, aparentemente, tem o bom senso de não tomar más decisões musicais (veja aqui Tuomas falando sobre o seu projeto musical de musicalidade duvidosa sobre Scrooge McDuck lançado com seu próprio nome – FAO Metallica). Eles tem a melhor e mais versátil vocalista possível, são capazes de tocar ao vivo qualquer música que já compuseram e conseguiram passar por todas as mudanças na formação sem perder seus mais fiéis fãs. Pelo jeito, aquele ditado “o que não mata nos fortalece” tem um quê de verdade.

  • Exclusive Interview | Entrevista Exclusiva – Floor & Marco

    Exclusive Interview | Entrevista Exclusiva – Floor & Marco

     

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    ♫ Wake up, child. I have a story to tell. Once upon a time … ♥

    Durante a última passagem do Nightwish pelo Brasil, nós do fã clube oficial Head up High entrevistamos Floor e Marco com exclusividade.

    During the last Nightwish Brazillian tour, Head up High team had an exclusive interview with Floor and Marco.

    Enjoy! ;D

    0SELO1

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  • Me Naiset: Video

    Me Naiset: Video

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    Recentemente a revista Me Naiset entrevistou Floor Jansen. Além de entrevistada para a revista, foi realizada também uma breve entrevista em vídeo. Segue abaixo a tradução do vídeo. E fiquem ligados, que em breve a tradução da revista estará disponível na íntegra para vocês!

    Fonte: Me Naiset | Tradução: Head up High

    menaiset

    VIDEO AQUI

    Olá, aqui é Floor Jansen, do Nightwish e eu vou responder algumas perguntas para o Me Naiset agora.

    Me Naiset: O que mais a agrada a respeito da Finlândia?
    Floor: O amor pela natureza e o idioma. E a comida, é claro.

    Me Naiset: O que não chama muito a sua atenção na cultura finlandesa?
    Floor: As roupas no inverno (risos). É claro que, agora, eu percebi que é necessário vestir essa quantidade toda de roupas, mas, de onde venho, o conceito de calças duplas nunca havia passado pela minha cabeça. Então, eu sou adaptável quanto a isso, mas, de primeira pensei “cara, isso é tão estranho”. No entanto, o engraçado é que, quando a temperatura chega a -1°C, as pessoas já começam a se vestir assim. Não importa se a temperarura é de -1°C, 5°C ou -20°C, este tipo de roupa vira moda.

    Me Naiset: Qual é a coisa mais estranha na cultura finlandesa?
    Floor: O que acontece quando eles bebem, talvez? Claro que todos ficam alterados quando bebem, mas é engraçado perceber que os finlandeses tendem ser muito educados entre si e se respeitam. Pode ser que isso seja parte da cultura, pode ser que seja uma forma de ser educado com pessoas de fora e tudo isso fica muito claro com rolam algumas bebidas. As pessoas ficam bem falantes e soltas. (risos)

    Me Naiset: Do que você mais gosta a respeito dos seus companheiros banda?
    Floor: O talento musical extraordinário que eles têm, além do senso de humor, do amor pelo que estamos fazendo, do amor que temos uns pelos outros e simplesmente quem eles são.

    Me Naiset: O que mais a irrita a respeito dos seus companheiros de banda?
    Floor: Bom, não gosto das roupas fedorentas, das meias espalhadas pelo ônibus, sabe? Não gosto de sapatos no meio do ônibus, pois eles rolam para debaixo da cama e ficam lá, perdidos na escuridão. Isso é bem incômodo. (risos) Bom, acho que é isso. Tudo tem limite. (risos)

    Me Naiset: Qual a coisa mais estranha a respeito de seus companheiros de banda?
    Floor: Olha, acredito que seja o amor deles por poker dice. Nós amamos jogar poker dice. Digo, agora, eu costumo dizer “nós”, mas, quando me juntei à banda, eles ficavam loucos por causa de um monte de dados por horas a fio. É só um jogo de dados. Bom, todos tem apelidos e desafiamos uns aos outros enquanto jogamos. Definitivamente, somos estranhos.

    Floor: Foi bom?

    Ω

    Head up High: Sua melhor referência | Your best reference

    www.floorjansen.com | www.revampmusic.com | www.nightwish.com

  • Nightwish: turnê brasileira

    Nightwish: turnê brasileira

    Ω

    HOTSITE DYNAMOFLYER-BRASIL

    23 de setembro de 2015  | Fortaleza – Ceará

    Phoenix Produções/Produções 4U | Ingressos

    Pista: R$160,00 | Meia: R$80,00
    Frontstage: R$320,00 | Meia: R$160,00
    Camarote Preço único: R$320,00

    Promocional

     Pista – Combo Nightwish & Tarja Turunen: R$140,00
    Frontstage – Combo Nightwish & Tarja Turunen: R$280,00
    Camarote – Combo Nightwish & Tarja Turunen: R$500,00

    Festival:

    25 de setembro de 2015 |  Rio de Janeiro

    Rock in Rio – sold out

    26 de setembro de 2015 | São Paulo

    Eric de Haas – DYNAMO |  HSBC Brasil

    Camarote: R$300,00 | Meia: R$150,00
    Frisas: R$280,00 | Meia R$140,00
    Cadeira Alta: R$240,00 | Meia: R$120,00
    Pista VIP: R$380,00 | Meia: R$190,00
    Pista 1ºLote: R$200,00 | Meia: R$100,00

    27 de setembro de 2015 | Curitiba

    Overload | Ingressos 

    Pista
    Meia-entrada: R$120,00 + taxa R$6,00 = R$126,00
    Inteira: R$240,00 + taxa R$6,00 = R$246,00

    Área VIP – Borda do Violão
    Meia-entrada: R$140,00 + taxa R$6,00 = R$146,00
    Inteira: R$280,00 + taxa R$6,00 = R$286,00

    Área VIP – Frente ao Palco
    Meia-entrada: R$170,00 + taxa R$6,00 = R$176,00
    Inteira: R$340,00 + taxa R$6,00 = R$346,00

    Camarote:
    Meia-entrada: R$190,00 + taxa R$6,00 = R$196,00
    Inteira: R$380,00 + taxa R$6,00 = R$386,00

    Mesa:
    Meia-entrada: R$190,00 + taxa R$6,00 = R$196,00
    Inteira: R$380,00 + taxa R$6,00 = R$386,00

    29 de setembro de 2015 | Porto Alegre

    Abstratti Produtora – Evento Ingressos

    Pista Inteira: R$240,00 | Meia-entrada R$120,00
    Promocional R$140,00 (limitado)
    HotPass: R$ 40,00

    Ω

    CLIQUE e Participe!

    PROMO-SÃO PAULO11060451_980007088708699_897926110669363526_n

    www.floorjansen.com | dynamoprod.com.br | www.nightwish.com

    Head up High: Sua melhor referência sobre Floor Jansen
  • Pretty Attitude: Floor Jansen

    Pretty Attitude: Floor Jansen

    Metal Muse: Floor Jansen do Nightwish

    Fonte: Pretty-Attitude | Tradução: Head up High

    As outras fotos poderão ser encontradas AQUI
    Se há apenas uma palavra para descrever Floor Jansen do Nightwish: Badass! A musicista holandesa não é somente uma cantora fenomenal, mas também uma incrível compositora e professora de canto.
    A bela vocalista de 33 anos de idade tinha feito seu nome no mundo do metal em seus dias no After Forever e seu trabalho solo no ReVamp, quando ela recebeu um telefonema em setembro de 2012 pela banda finlandesa de Metal Sinfônico Nightwish. Perguntaramlhe se poderia substituir a vocalista Anette Olzon em sua atual turnê da América do Norte. Algumas horas mais tarde Floor  estava no avião para seu primeiro show do Nightwish em Seattle. Ela teve dois dias para aprender todas as músicas; a turnê foi concluída com êxito e foi convidada a integrar oficialmente a banda em 2013.

    A artista holandesa está tão empenhada em seu novo trabalho que mudou-se paraFinlândia no ano passado, onde o Nightwish gravou seu álbum mais recente Endless Forms Most Beautiful.

    Ficamos felizes quando Floor tirou algum tempo em sua ocupada agenda de gravação no outono, sendo então fotografada para algumas peças do Pretty Attitude, junto com nossa querida amiga e talentosa fotógrafa Andrea Becker. 
    www.beckflash.nl | www.pretty-attitude.com
    Páginas:
  • ICMP: 5 perguntas para Floor Jansen

    ICMP: 5 perguntas para Floor Jansen

    
    

    Via The Institute | Tradução: Head up High, my dear!

    Floor Jansen foi recentemente entrevistada pelo  Instituto de Londres . Segue abaixo as perguntas e respostas, e mais abaixo, o vídeo de sua entrevista. 😉

    02

    Ω

    1. Quais bandas ou artistas tem sido sua maior influência?
    Floor: Sempre achei muito difícil responder a esta pergunta porque há tantas pessoas e basicamente tudo o que eu ouço se torna um pouco de influência para mim. Mas alguns momentos chave, há um tempo atrás, foram “The Gathering” com a Anneke van Giesbergen, ouvir sua voz, aquele tipo de vocal numa banda de metal foi tipo… yeah! Eu quero isso também. Eu sempre fui uma grande admiradora de Skunk Nancy , muitos vocais bons em músicas pesadas, coisas bem escritas e um bom som. E,sabe, no metal não há muitas bandas com vocal feminino que me faziam ficar tipo, “WOW”, mas de fato o Nightwish, quando começou na mesma época em que eu estava me tornando um pouco mais profissional também foi um tipo de inspiração.

    2. Você tem algum ritual pré-show para que a sua voz esteja preparada?
    Floor: Sim, tenho. Com certeza tenho meus rituais e geralmente eu começo a cantar antes do show com a checagem de som. Eu geralmente tiro algum tempo para aquecer minhas cordas vocais e estar preparada para cantar, basicamente, porque se fica fazendo outras coisas e eu quero ficar preparada para ter certeza de que a voz não estará tensa em momento nenhum, nem mesmo na checagem de som e, antes do show, eu realmente gosto da minha hora na qual eu sento com minha maquiagem e minhas roupas e tiro um tempo para colocar tudo no lugar e liberar um pouquinho do stress de pensar “Ah, merda, estou em cima da hora” e ter minha adrenalina liberada e a última injeção de adrenalina vem quando a música de abertura começa e tudo isso me deixa preparada para o show!

    3. Quais foram os maiores desafios de sua carreira?
    Floor: Acho que me tornar a vocalista do Nightwish foi meu maior desafio e, também, da maneira como isso aconteceu tão em cima da hora. Aquele foi “O momento” na minha carreira para de alguma forma provar que, sim, eu posso fazer isso. De todas as coisas para as quais eu venho estudado, trabalhado, vivido em direção a este momento sem sequer saber se ele viria e se viesse, de que maneira, eu acho que pra mim foi este momento e, acho que o show ao vivo que fizemos no Wacken Open Air e gravamos um CD e DVD ao vivo na frente de 80.000 pessoas, aquilo foi algo massivo de fazer e também, vocalmente, você realmente quer arrebentar. Você quer ouvir a este álbum daqui a dez anos e pensar “Sim, eu arrebentei” e “Nós fizemos”. Nesse momento eu acho que penso assim e, tomara que em dez anos também. (risos)

    4. Qual tem sido o ponto mais alto de sua carreira até agora?
    Floor: Acho que este mesmo show, Wacken Open Air foi o ponto alto, junto com o processo de fazer funcionar com o Nightwish no geral, e esta também seria o minha ambição para o resto dos meus anos como uma musicista bem sucedida e feliz… Sim, e manter o equilibrio com o Nightwish e continuar fazendo músicas lindas.

    5. Qual conselho você daria para as pessoas que estão começando agora na indústria?
    Floor: Bem, não é um negócio fácil, realmente não é. E você não pode simplesmente estagnar e pensar: “ Eu consegui”, pois há muitas coisas sempre a serem feitas, desafios para serem aceitos e lições a serem aprendidas. Então é bom ter a atitude certa desde o ínicio. Ter um bom network, especialmente numa escola. Se você começa com um network implícito, você vai acabar chamando seus antigos alunos em 10 anos também e é bom mantê-los, sabe, por perto e ser leal a si mesmo e reconhecer seus limites, aprender onde eles estão e não ultrapassá-los e continuar amando a música , pois a indústria em si, não é bonita, mas a música é o melhor de tudo e sempre será, então mantenha o foco nisso.

    Entrevista em vídeo

     

    Head up High: Sua melhor referência sobre Floor Jansen
    www.floorjansen.com | www.revampmusic.com | www.nightwish.com