Categoria: Nightwish

  • Musikuniverse: Floor Jansen

    Musikuniverse: Floor Jansen

     Source: Musik Universe | Tradução: Head up High, my dear

    Antes de ocorrer o show no Heavy Montreal, no dia 6, o Musik Universe teve a oportunidade de entrevistá-la. A tradução você encontra logo após o vídeo  😉

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    Meu nome é Floor Jansen, do Nightwish, e você está assistindo ao Music Universe! Aproveitem a entrevista!

    13901459_1350383084979511_8757753751363805566_nMU: Estou com a Floor Jansen, do Nightwish. Olá, Floor!
    Floor: Olá!

    MU: Bom ver você! Como tem sido a sua passagem por Montreal?
    Floor: Muito boa!

    MU: Você gostou da cidade?
    Floor: Sim! Estive aqui pela primeira vez quando era adolescente para ver os “Montes”. Não sei se eles ainda existem, mas eram muito legais. Só me lembro disso, mas estive aqui muitas outras vezes em shows. Então, o bom dessa visita é que tivemos algum tempo para ver algumas coisas e ir ao Biodomo de Montreal para ver alguns animais, por exemplo.

    MU: Bom, vamos falar um pouco sobre o Nightwish. O álbum mais recente da banda, o “Endless Forms Most Beautiful”, foi lançado dois anos atrás, se não me engano.
    Floor:  Sim, há um ano e meio.

    MU: Desde então, vocês têm estado em turnê por vários países. Há planos de compor um novo álbum ou vocês pensam em descansar um pouco?
    Floor:  Antes de mais nada, vamos parar um pouco para descansar. Pra ser honesta, faremos uma pausa um pouco mais longa do que o normal, pois vamos tirar um ano de folga, o que pesar desse ano sabático, acontece pela primeira vez na história do Nightwish. Mas, apesar desse ano sabático, estaremos de volta em 2018. Tem bastante coisa ela frente, mas ainda não posso falar muito sobre isso (risos).

    MU: Você realmente pretende parar tudo ou ainda deve trabalhar nos seus projetos solo?
    Floor: Não, eu preciso muito de uma pausa para descansar, pois tenho trabalhado por um ano sem parar…

    MU: Bom, estamos em Montreal e acho que, pela primeira vez, vocês trouxeram toda a cenografia, o show completo para nós. O que podemos esperar?
    Floor: É verdade! Na Europa, quando tocamos em shows próprios e até mesmo em festivais, nós trazemos muitos equipamentos de pirotecnia, telões e muitas outras coisas. Também tivemos alguns equipamentos de efeitos móveis que, infelizmente, não pudemos trazer hoje, mas trouxemos muito do que costumamos usar em produções maiores na Europa. E é muito legal poder trazer tudo isso para a América do Norte. Até agora, isso não tinha sido possível por conta de algumas questões legais, mas estamos muito felizes em poder usar tudo isso no show de hoje.

    MU: Então, este será o último show em Montreal até aproximadaemente 2018 ou 2019?
    Floor:  Sim.

    MU: Então, é bom que vocês estejam lá! Bom, vou fazer algumas perguntas relacionadas ao álbum mais recente e aos títulos das músicas. Sobre “Our decades in the sun”, qual lugar com bastante sol você mais gosta de visitar nas férias?
    Floor: Bom, a música não tem nada a ver com o sol, mas…

    MU: Minha pergunta é..
    Floor:  É mais pessoal. Bom, até agora, na verdade, em casa. Pois temos viajado muito.

    MU: Sobre a música “Endless Forms Most Beautiful”. Diga algo que você ache muito bonito.
    Floor:  Bom, essa música é sobre o mundo em que vivemos e a natureza que existe nele e, se há algo por que eu seja apaixonada, o nosso planeta e a natureza são esse algo. Inclusive, ter estado aqui no Biodomo de Montreal foi incrível. Também visitamos no “Insetário” de lá e a quantidade de criaturas pequenininhas que existem por aí e são tão espetaculares é incrível. Esse conhecimento é algo incrível e mágico para mim. Espero que outras pessoas possam ver e sentir isso também. Esse mundo é, de fato, mágico por si só. Então, isso, para mim, é algo muito bonito.

    MU: Que bacana! Sobre “The Greatest Show On Earth”, qual a sua banda favorita ao vivo?
    Floor: Eu diria que é o Sabaton no momento. Eles mostram muita energia nos shows.

    MU: Você pretende assistir ao show deles hoje?
    Floor:  Sim.

    MU: Nós os entrevistamos hoje e eles disseram que também trouxeram uma grande produção para o show de hoje.
    Floor: Eu soube!

    MU: Duas grandes produções para nós hoje. Estamos com sorte! Sobre “Weak Fantasy”, o que esse título significa para você?
    Floor: O título se refere a uma fantasia relacionada a algo que não existe, como o conceito de religião, que, até onde sei, é baseado em contos de fadas. As pessoas querem acreditar em algo e outras pessoas tiram proveito disso, chamando isso de religião. Essa é uma forma de poder, de oferecer uma fantasia frágil, e é a isso que esse título me remete.

    MU: “The Eyes of Sharbat Gula”, você poderia dizer uma modelo feminina de quem você gosta?
    Floor: Bom, no ramo musical, eu diria que a Skin, do Skunk Anansie, porque ela é uma mulher negra botando pra quebrar no meio musical e por lutar tão bravamente por várias coisas. Por algum motivo, isso é algo difícil de se fazer enquanto mulher, o que é ridículo que aconteça, mas eu diria que ela é um modelo para mim em termos musicais e ideológicos.

    MU: Acho que você tem mais chances de vê-la ao vivo do que nós. Ela não faz muitos shows aqui, nos EUA.
    Floor: É uma questão de ponto de vista. Nós mesmos tocamos tanto que quase não sobra tempo para assistir a qualquer show.

    MU: Você já a viu ao vivo?
    Floor:  Infelizmente, não!

    MU: Está na sua lista de “shows a assistir”?
    Floor: Com certeza!

    MU: Uma última pergunta. Eu gostaria de saber qual música da turnê atual você mais gosta de cantar toda vez?
    Floor: É sempre difícil escolher, mas creio que continua sendo “Ghost Love Score”, pois eu adoro essa música e ela continua sendo um desafio toda vez. Todas as músicas são à sua própria maneira, mas essa, em particular, tornou-se tão popular que o desafio é ainda maior, sabe? Quando a expectativa de ouvir uma música tão popular é grande, o desafio também aumenta. É difícil explicar de maneira resumida, pois são vários obstáculos a serem enfrentados em termos vocais.

    MU: Do ponto de vista dos fãs, você sente que realmente tem um lugar dentro do Nightwish hoje em dia?
    Floor: Há sempre uma divisão de opiniões, mas eu me senti muito bem-vinda desde o início. Eu soube que a vocalista anterior teve problemas com isso, mas acho que ser a terceira vocalista talvez tenha facilitado a questão de mudança de vocais. Para mim, foi bastante fácil, pois eu fui fui bem recebida desde o início. É claro que, desde aquela época, surgiram pessoas que preferiam as outras vocalistas e não se pode agradar a todos, mas a sensação de ter sido bem recebida foi forte.

    MU: Eu diria que o seu talento fala por si só. Você consegue cantar muito bem as músicas novas, assim como as da fase Anette e da fase Tarja. Acho que eles tomaram a decisão certa.
    Floor: Obrigada!

    MU: Essa foi a entrevista com a belíssima Floor Jansen, do Nightwish. Eles tocarão em Montreal hoje à noite! Muito obrigado por vir.
    Floor: Muito obrigada!

    MU: E nos vemos novamente em Montreal lá pra 2018 ou 2019?
    Floor: Com certeza! Já estamos ansiosos.

    E: Bom descanse e até mais!
    Floor: Obrigada!

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  • Entrevista – Metal Rock: Floor Jansen

    Entrevista – Metal Rock: Floor Jansen

    via MetalRock | Tradução: Head up High, my dear

    Entrevista Exclusiva com Floor Jansen

    Ville Akseli Juurikkala

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    No dia 7 de junho, tivemos muita sorte de duas maneiras em especial: a primeira foi a de participar de uma masterclass realizada pela Floor Jansen (atual Nightwish e ReVamp, ex-After Forever) ao lado de outros alunos talentosos. A segunda foi a de aproveitar uma oportunidade rara como está para conversar com ela. Mesmo tendo trabalhado por quase seis horas e sequer ter almoçado, a Floor foi extremamente gentil e aberta no papo que batemos. Você pode ler toda a entrevista logo abaixo:

    Olá, Floor! Obrigado tirar um tempinho para conversar conosco, da METALFORCE. A masterclass acabou agora mesmo: o que você achou de tudo? Como você se sente em relação a isso? Como você vê essa questão de ensinar e como se sente quando dá estas aulas especiais?
    Floor: Foi muito bom! Eu dou aulas com uma certa frequência, mas parece que cada aula me traz um pouco mais de inspiração para ensinar o que eu sei e aprendi. Afinal, eu não sei de tudo. As aulas são algo muito bom para mim, também, pois elas servem como uma forma de me lembrar de coisas que aprendi há muito tempo. Por isso, é um muito bom poder rever técnicas, trabalhar com pessoas, ouvir suas vozes e muito mais. Cantar é uma paixão para estas pessoas e para mim, então é algo muito importante!

    As letras do “Endless Forms Most Beautiful” (o álbum mais recente do Nightwish) foram escritas pelo Tuomas (tecladista e compositor da banda), mas é você que passa o sentimento delas. Como você vê e sente tanto as letras e os assuntos que compõem o álbum? Até que ponto você consegue sentir tudo isso e dar uma roupagem própria à sonoridade das músicas do álbum?
    Floor: No começo, eu levei algum tempo para entender tudo direitinho. Durante seis semanas, nós ensaiamos e discutimos os assuntos abordados nas músicas, o que, aos poucos, me ajudou a sentir e entender toda a história por trás do álbum.Felizmente, todas as letras são bastante subjetivas e qualquer um pode interpretá-las à sua própria maneira. No meu caso, eu amo a natureza e, portanto, foi fácil me sentir próxima da letra. Além disso, a teoria evolucionista sempre foi algo muito comum para mim, então eu estava bastante surpresa pelo fato de ainda haver pessoas que acreditam na criação de todas as coisas em sete dias pelas mãos de Deus e coisas do tipo. Fico impressionada com isso. (risos) . Para mim, compreender a essência do álbum e dos assuntos que ele trata foi algo muito interessante.

    A essa altura do campeonato, tanto o “Endless Forms Most Beautiful”, que foi lançado há mais de um ano, como as novas músicas já se tornaram parte de uma rotina, assim como as músicas e álbuns mais antigos. No geral, quais são as músicas que você mais gosta de tocar ao vivo e quais são as músicas que mais empolgam os fãs?
    Floor: O público está sempre muito empolgado em todos os shows, então é difícil definir uma música só. Ainda assim, parece que “I Want My Tears Back” é uma das favoritas de quase todos os fãs, pois sempre gera muita animação e nós gostamos muito de tocá-la ao vivo.

    Neste momento, o Nightwish conquistou tudo o que um músico sonharia em ter. Mas há algo que você queira conquistar? Alguma meta ou sonho em especial? O que leva um(a) musicista a continuar tocando e compondo com o passar dos anos?
    Floor: Para ser honesta, não há nada de que eu sinta falta. Eu amo a variedade de experiências que temos no ramo musical e sinto que não poderia desejar muito mais do que isso. Minha meta é continuar assim. Aconteceram muitas coisas e houve muitas mudanças, então manter o que tenho agora é a minha maior meta.

    Como vocês disseram em algumas entrevistas, a banda fará uma pausa nas atividades após os shows de setembro e outubro. Você pretende usar esse tempo livre para se dedicar a outros projetos ou colaborações com outros artistas?
    Floor: Bom, eu ainda não tenho certeza.Nós temos trabalhado por uns bons anos sem qualquer descanso, então acho que ter uma pausa será um alívio (risos).

    Há algo novo sendo produzido no que diz respeito ao Nightwish?
    Floor: Ainda não. Ainda estamos muito envolvidos no que estamos fazendo agora.

    Em meio aos compromissos de uma vida agitada como a sua, você consegue encontrar tempo para ouvir músicas e bandas novas? Quais foram as suas descobertas mais recentes?
    Floor: Sim! Eu gosto muito de ouvir e descobrir coisas novas. Mas eu diria que, recentemente, isso passou a depender da rotina e e até mesmo das pessoas com quem convivemos. Nos últimos meses, em grande parte graças ao Tuomas e ao Troy, tenho escutado várias trilhas sonoras de filmes, como “A Vila” e “Spartacus”. Quanto às músicas mais pesadas, tenho ouvido os álbuns do Gojira com frequência. Além disso, sempre fui muito fã do trabalho do Soilwork e nunca deixei de acompanhar a carreira deles.

    Qual você considera ser o momento em que descobriu que tinha potencial para ser cantora? Quando você percebeu que e esta era uma carreira que você gostaria de seguir?
    Floor: É claro que ninguém simplesmente acorda um belo dia e percebe que quer ser um musicista. Quando eu era adolescente, eu participava dos musicais da escola e isso fez com que eu me apaixonasse por música. Eu diria que tudo começou a partir daí.

    Agora, uma pergunta enviada pelo Nightwishers, o fã clube oficial italiano: você tem uma bagagem grande como musicista ao vivo, mas o que costuma vir à sua mente e o que você sente antes de entrar no palco? Você vê as coisas de maneira diferente de 10 ou até mesmo 15 anos atrás?
    Floor: Com certeza, sim. A maneira de lidar com as mudanças em situações de shows muda ao longo do tempo e tudo depende do local do show. A sensação é é diferente se é um show numa casa de shows pequena com ReVamp ou em estádios gigantescos com Nightwish. A forma com que você se prepara para aquilo muda, mas a sensação deve permanecer sempre boa. Agora, o que não muda é que é sempre necessário estar em forma para fazer um bom show. Por exemplo, faz dois dias que nós tocamos em Viena, na Áustria. O nosso show como um todo sofreu um pouco, porque começou a chover e, consequentemente, os fogos de artifício não funcionaram direito. Nestes casos, as mudanças na organização e a como as coisas são encaradas são diferentes ou até mesmo um pouco particulares. Em ocasiões como esta, ficamos um pouco ansiosos. Mas, agora já faz mais de um ano que estamos em turnê juntos, acabamos desenvolvendo uma rotina e não ficamos mais tão animados antes de um show como ficávamos no início. Não me interpretem mal, pois eu amo cada show que fazemos e procuro sempre dar o meu melhor, mas, por causa da rotina que temos hoje em dia, os ânimos costumam ser mais calmos no sentido positivo da coisa. O problema é quando a rotina acaba. Aí nós ficamos animados! (risos).

    Finalmente, que tal uma brincadeira? Eu digo um adjetivo e você diz qual membro da banda se encaixa melhor nele, incluindo você mesma. Pronta?
    Floor: Manda bala!

    Carismático.
    Floor: Poxa, todo mundo!

    Introspectivo.
    Floor: Hmm… o Tuomas, talvez.

    Pavio curto.
    Floor: Eu!

    Decidido.
    Floor: Eu mesma!

    Chato.
    Floor: Nenhum de nós!

    Chegado na bebida.
    Floor: A banda toda! (risos).

    Dorminhoco.
    Floor: Hmm… o Emppu.

    Sexy?
    Floor: Ora essa! Somos todos muito sensuais. (risos).

    Maravilha! Chegamos ao fim. Muito obrigado pela oportunidade !

    Nightwishers Italy:

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  • Report: MasterClass – Nightwishers

    Report: MasterClass – Nightwishers

    Via Nightwishers Italy | Tradução: Head up High, my dear

    O fã clube italiano Nightwishers Italy  realizou o mais recente MasterClass da Floor Jansen realizado no dia 6 de junho, em Roma. O “diário” deles você encontra à seguir:

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    Texto e imagens por Silvia Blackstar Bavaglia para o Nightwishers

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    A minha viagem começou às 6:30 da manhã, em um trem que ia de Milano a Roma. Quando eu cheguei lá, encontrei os membros do fã clube italiano: Lenny, Lorenzo e Mario. Fomos todos juntos à Mississippi Music School, no centro de Roma. A nossa tão sonhada masterclass com a Floor estava prestes a começar.
    Ela chegou e acenou para nós, pedindo desculpas por estar um pouco atrasada (ela teve alguns problemas com o táxi e com uma visita guiada pelo Vaticano). Entramos na sala para a primeira aula, que era voltada para os iniciantes na área. Nós, moças, nos sentamos (era uma sala só de meninas), sentindo toda a empolgação e nervosismo de cantar na presença dela.
    Primeiro, ela nos explicou como a aula havia sido planejada: faríamos alguns exercícios para aprendermos a cantar com o nosso diafragma, pois o ar precisa fluir lentamente pelo estômago e não pelos pulmões. Ela pediu que imaginassemos alguém nos dando um soco na barriga como uma forma de fazer o ar, a voz e a energia saírem um pouco. Este é apenas um exemplo, pois ela ainda discorreu sobre várias coisas interessantes e eu não consegui anotar tudo. Se tentasse, eu acabaria escrevendo uma trilogia de livros!
    Lentamente, começamos a nos sentir mais relaxados e a Floor nos fez rir bastante, o que ajudou muito. Houve um momento engraçado em que ela nos disse para relaxar, mas não apenas o nosso corpo e sim o nosso rosto. Ela puxou as bochechas de lado e imitou o quadro “O Grito”, de Munch.
    mario-minchia-di-mareEntão, começamos o exercício prático com escalas de melodia e exercicios práticos de respiração.
    A última parte da aula foi a mais interessante: escolheríamos uma canção para cantar.
    E lá estávamos nós todos ansiosos novamente! A Floor perguntou se alguém se disporia a ser a primeira pessoa a cantar.
    Eu me imaginei na pele de Katniss Everdeen, de Jogos Vorazes, falando “Eu me voluntario como tributo!” Calmamente, levantei a minha mão, dizendo que gostaria de tentar.

    A Floor respondeu que essa era uma ótima atitude, já que eu estava lá para aprender.
    Eu estava conectando o meu celular ao hi-fi, quando o instrumental de “Elan” começou a tocar no talo e todos começaram a rir.
    A Floor quis saber por que eu havia escolhido aquela música em especial. Havia tantos motivos, como o ritmo alegre, como a música me faz feliz, como ela reflete quem eu sou… mas o que eu disse foi apenas “É a primeira música que você lançou com o Nightwish!”. Que tosco! Fiquei com vergonha!
    Cantar na frente dela me deixou muito nervosa. Senti a minha voz ficar fraca e o meu corpo tremer. Ainda assim, ela foi super paciente e gentil: ela explicou os erros que eu cometia e me deu alguns conselhos para melhorar o meu canto. Eu deveria cantar com mais suavidade. Ela, inclusive, me mostrou como colocar esse conselho em prática colocando o meu dedo atrás dos meus dentes caninos. Dessa maneira, eu só conseguiria abrir a minha boca até onde o meu dedo indicador fosse e, então, eu consegui relaxar os músculos do rosto. Mas não foi nada fácil, porque eu ainda a estava olhando nos olhos e cantando a música dela!
    No fim das contas, deu tudo certo. Eu preciso trabalhar nisso, em relaxar o corpo e os músculos do rosto. Esta parte também foi útil para as outras meninas, pois cada um tem um estilo de canto diferente e todas puderam aprender algo. Ter uma aula assim ajuda todos a aprenderem algo novo! No fim da masterclass, tivemos algum tempo para tirar fotos e conseguir autógrafos. Além disso, muitos de nós haviam trazido presentes para a Floor. Nossa professora foi muito gentil e cuidadosa com todos nós, além de ficar feliz ao receber o bolo de frutas com cappuccino vegetariano que eu fiz para ela.

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    Congrats, Nightwishers! ♥

    Link original (italian) – english version below

     

  • Roadie Crew: Floor Jansen

    Roadie Crew: Floor Jansen

    Fonte: Roadie Crew | English soon

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    Mais pesado, mais obscuro

    Por Chris Alo

    A história da mais famosa banda de Rock da Finlândia é longa e bem conhecida. Mas em 2015 o Nightwish lançou Endless Forms Most Beautiful, seu primeiro disco com a nova vocalista, Floor Jansen. Depois de anos tendo à frente uma diva da Ópera e depois, durante um curto período, uma cantora com orientação mais Pop, o líder e tecladista Tuomas Holopainen trouxe uma verdadeira vocalista de Metal para a banda. O resultado é que a dinamarquesa HOLANDESA inseriu uma muito bem-vinda dose de agressividade ao repertório e tirou das águas turvas uma nau que, verdade seja dita, vinha navegando sem rumo nos últimos tempos. O novo disco acabou sendo relançado em formato duplo, contendo um DVD com vasto material inédito, incluindo várias músicas gravadas ao vivo e que mostram uma banda no auge da forma. Pouco antes de um show da turnê americana que o Nightwish fez no início de 2016, tive oportunidade de conversar com Floor sobre Rock e sobre até ciência e evolução (N.T.: a entrevista ocorreu em fevereiro).

    Na sua mais recente tour, vocês fizeram um ‘meet and greet’ com os fãs antes de cada show. Como têm sido esses encontros? Afinal, os fãs do Nightwish são muito passionais.
    Floor Jansen:
    Têm sido sensacionais! Na verdade, não fazemos isso em todos os lugares porque nem sempre é possível. Na Europa e na América do Sul, por exemplo, não deu. Mas é sempre uma experiência maravilhosa porque muitas vezes você acaba ficando forçosamente longe dos fãs. Em alguns momentos, é realmente impossível chegar mais perto do público. E, por outro lado, não é sempre que estou feliz com um monte de gente gritando por mim logo após tomar um banho e só querer entrar no ônibus. Então, essa é uma excelente solução para que tenhamos um tempo para conhecer e conversar com nossos fãs. Nós curtimos nos encontrar com eles, só não queremos que outras pessoas decidam quando isso deve acontecer (risos). E esse também é uma ótima oportunidade para ouvir o que as pessoas pensam e dar a eles a chance de externar isso. É algo muito legal de se fazer, enfim.

    Vocês estão na estrada há um ano, desde que o disco saiu. Hoje você está prestes a fazer seu primeiro show na cidade de Nova York. Principalmente por se tratar de uma cidade com essa, dá uma ansiedade extra?
    Floor:
    Sim, não tem como negar. Então, estar aqui no início de uma turnê é algo realmente importante. E uma cidade grande como Nova York naturalmente atrai mais atenção da mídia, então você acaba ficando no centro das atenções e acaba tendo que acompanhar tudo que é dito a respeito na mídia. Acaba sendo uma noite muito importante. Em todo início de turnê acaba sendo necessário fazer um ou outro ajuste no show, principalmente na parte técnica, já que ainda não há uma rotina estabelecida. Só que, como você lembrou, estamos há um ano, então essa rotina está mais do que clara para todos. Resumindo tudo isso: sim, o fato de estarmos em Nova York faz dessa noite algo muito especial (risos).

    Ville Akseli Juurikkala

    Vocês relançaram o novo disco numa edição especial limitada que inclui um DVD ao vivo. Achei essa versão perfeita, já que pra mim essa atual formação realmente brilha ao vivo. O que você pode me falar sobre esse DVD?
    Floor:
    Olha, pra ser honesta com você, eu não sei muito sobre isso. Nós estamos cada dia num lugar, fazendo sempre coisas diferentes… Acho que cada foi gravada em um show diferente, mas não saberia identificar uma a uma. Desculpe… (risos)

    Tudo bem, mas, deixe-me insistir, essa atual formação do Nightwish é realmente muito forte no palco. Vocês lançaram essa reedição de Endless Forms Most Beautiful para provar isso?
    Floor:
    Muito obrigada! E, sim, a ideia era exatamente essa!

    Como você disse, vários shows dessa turnê foram filmados. Há um novo DVD ao vivo vindo por aí?
    Floor:
    Sim, muitos shows foram gravados e nós estamos trabalhando num novo DVD com muitas imagens dessa turnê. Nossa ideia é mostrar vários locais diferentes em que tocamos. Como ontem, em que tocamos em Nova Jersey num lugar realmente pequeno. É o contrário do que aconteceu na parte europeia da tour, que teve uma atmosfera completamente diferente. Os enormes festivais de verão são algo normal para os europeus, mas nós acabamos descobrindo que o mundo é um lugar realmente grande… Então, queremos mostrar tudo isso às pessoas, queremos que eles vejam como são os shows nos lugares que elas não têm oportunidade de conhecer. Em Vancouver, por exemplo, era outra atmosfera. Tocamos lá no último verão (N.T.: do hemisfério norte) e foi um show em estádio. Ou seja, cada lugar é uma situação diferente e tem sua própria magia. Um lugar pequeno não significa que seja um lugar ruim para se tocar.

    Nightwish

    O último DVD de vocês, Showtime, Storytime (2013), traz um grande show ao vivo, com pirotecnia e o Nightwish tocando para oitenta mil pessoas no ‘Wacken Open Air’. É um grande contraste com esse show em Nova Jersey, em que havia 2.500 pessoas na plateia.
    Floor:
    É sempre legal fazer um show desses, com pirotecnia e tudo mais, mas num lugar pequeno isso não é nada seguro. O lado bom de um local assim é que a gente fica mais perto do público e pode ter uma interação muito maior com os fãs. Num grande festival, diante de uma multidão, bem, é apenas uma multidão. Você consegue ver alguns rostos, mas pouco além disso. Quando você toca num lugar menor você praticamente vê todo mundo, o que gera um tipo de energia totalmente diferente – e eu gosto muito disso. De todo mondo, independente de tudo isso e do que você consegue ou não consegue levar para o palco, o que dá o clima do show é a música. Acho que o mais desafiador nisso tudo é provar que você pode conseguir isso independente dos extras que consegue levar ao palco. Não são eles que fazem o show, eles auxiliam nisso, mas são apenas extras. A ideia é sempre fazer um excelente show. O resto é resto. E num local pequeno há um desafio a mais, já que temos menos espaço para nos movimentar. Porém, como eu já disse, é muito mais fácil interagir com os fãs.

    Eu vi recentemente a apresentação de vocês no ‘Rock In Rio’ e foi um show fantástico.
    Floor:
    Sim, foi muito bom mesmo. Quando nós tocamos lá, já tínhamos participado de alguns festivais europeus, mas é totalmente diferente ticar no Brasil. Os fãs brasileiros são muito barulhentos! E havia muita mídia lá também, era um verdadeiro circo. Eu adorei, foi tudo sensacional. O público brasileiro é realmente o melhor!

    Vamos falar um pouco sobre Endless Forms Most Beautiful. Imaginareum (N.T.: disco anterior da banda, lançado em 2011) fala de sonhos e lembranças, já o novo disco trata sobre ciência. É isso?
    Floor:
    Acho que não dá para definir em uma palavra sobre o que ele fala. A ciência foi, sem dúvida, a inspiração parta ima série de músicas, mas não de todas elas. É sobre ciência e sobre a ciência por trás da evolução, das teorias da evolução e do esplendor do nosso mundo. É sobre isso que as músicas mais longas falam. Sobre a evolução do nosso planeta, os 4,6 bilhões de anos desde sua criação. Muita coisa aconteceu nesse tempo todo, então é preciso fazer uma música longa para falar a respeito (risos). Não é um disco sobre ciência em si, não tratamos de assuntos científicos, mas sem dúvida foi uma inspiração para as letras.

    A despeito do que as letras falem, você acredita que é importante que o público as interprete e façam essa conexão com o significado por trás delas, como seria nesse caso com a ciência e a evolução? Ou está tudo bem se as pessoas ouvirem o disco, curtirem a música e não derem a mínima para o que elas dizem?
    Floor:
    Eu acho que a emoção por trás da música é o mais importante. Há uma mensagem, caso você queira escutá-la. Nós não estamos aqui para ficar pedindo as coisas. O principal tema desse disco pode até ofender algumas pessoas, já que a evolução vai contra o que algumas igrejas pregam, já que acreditam que a Terra foi criada por deus em sete dias. Músicas como Weak Fantasy e Yours Is An Empty Hope certamente não são positivas sobre as religiões e acho que é a primeira vez que tratamos disso. Tuomas escreveu as letras e ele teve essa ideia. Nós conversamos muito sobre isso durante o processo de composição do disco. Não tive a menor dificuldade em aceirar esse enfoque, essa visão é muito próxima daquela em que acredito. Acho muito importante refletir a respeito disso tudo, mas se você prefere apenas curtir a música e fazer a sua viagem por conta própria, tudo bem. Essa vai ser a sua forma de se envolver naquilo que fizemos. Mas tem gente que aparece no ‘meet and greet’ com livros de Darwin ou com ‘The Greatest Show On Earth’ (N.T.: livro do biólogo britânico Richard Dawkins e que trata da evolução biológica). É muito comum pedirem para autografarmos esse livro. Por outro lado, a música Edema Ruh é sobre um grupo errante de músicos e artistas chamado Edema Ruh, que é retratado no livro ‘The Name Of The Wind’ (O Nome do Vento’ em português), de Patrick Rothfuss. E muita gente também traz esse livro para assinarmos. Então, você pode encarar esse trabalho da forma que você quiser (risos).

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    Essas duas músicas, Weak Fantasy e Yours Is An Empty Hope, talvez tenham as letras mais polêmicas da história do Nightwish e musicalmente são dois temas bem pesados para a tradição da banda. Essas duas coisas juntas permitem concluir que Endless Forms Most Beautiful é o disco mais pesado da história do Nightwish. Você concorda com isso?
    Floor:
    Não sei, porque o disco também tem temas como Elan e My Walden, que são praticamente o oposto disso que você falou. Acredito que o disco seja pesado de uma forma diferente. Não é Black Metal! (risos) Mas acredito que a banda já tenha flertado com um lado mais pesado e obscuro antes. Só não sei se o todo desse disco soa mais pesado do que aquilo que a banda fez antes – mas provavelmente sim.

    Pois é, se você olhar para o passado do Nightwish, parece que a sonoridade vem constantemente se expandindo mas, ao mesmo tempo, se tornando pesado e obscuro, como você salientou. Isso seria uma evolução natural?
    Floor:
    Sim. Eu acredito que toda evolução nesta banda aconteceu de forma natural, nunca foi nada planejado. Eu sei que Tuomas, por exemplo, começa a trabalhar com uma história em sua cabeça e o que sair, saiu… Nunca há nada como: ‘Ah, agora vamos fazer um disco mais pesado.’ Ele apenas flui naturalmente.

    A despeito de o disco ter momentos pesados e outros mais calmos, o trabalho como um todo acaba tendo uma enorme coesão. De onde vem isso? Seria pelo fato de vocês terem passado muito tempo ensaiando juntos?
    Floor:
    Sim, isso nunca aconteceu no passado. Acredito que o fato de termos a banda toda reunida ensaiando e trabalhando nas músicas levou o trabalho a algo além do som orquestral de sempre. E acredito que foi porque nos trancamos juntos no estúdio. Mas, repito, foi tudo completamente natural, não houve nada planejado. Planejamos fazer os ensaios, mas a forma como eles aconteceram e o resultado deles foi uma surpresa para nós. Foi algo muito positivo. E provou que podemos trabalhar como uma equipe.

    Esse foi seu primeiro disco com o Nightwish e nele há alguns vocais operísticos. Vocês já chegaram a considerar usar mais vocais nesse estilo, já que você pode gravá-los com facilidade?
    Floor:
    Eu fiz o que era preciso fazer. Vou falar mais uma vez: foi uma evolução natural. É possível fazer isso, o que não significa que teremos que fazer isso sempre. Se as músicas pedirem por isso, assim será feito.

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    O disco também traz a faixa The Greatest Show On Earth, que é a maior já gravada pela banda com 24 minutes. Mas, pelo que sei, originalmente ela era ainda maior, com 35 ou quarenta minutos. Essa versão chegou a ser gravada?
    Floor:
    Não, isso aconteceu quando Tuomas ainda estava no processo de composição. Depois disso ele reduziu para 24 minutos… (risos)

    Parece que as coisas vem funcionando muito bem desde que você entrou para o Nightwish, em 2012. Você chegou a ser cotada para o posto na época de Dark Passion Play (2007)?
    Floor:
    Não, não… Naquela época eu ainda cantava no After Forever e eles não iriam chamar alguém de uma banda que estava na ativa.

    Agora o Nightwish está numa fase intensa de trabalho, com datas agendadas até agosto.
    Floor:
    Sim, começamos em abril do ano passado e vamos até mais da metade deste. Há poucos lugares a que não fomos ou que não iremos.

    Eu sei que é muito prematuro falar sobre um novo disco, mas há um plano para quando o ciclo de Endless Forms Most Beautiful acabar e vocês começarem a trabalhar no próximo álbum? Talvez no ano que vem?
    Floor:
    Nossa intenção é tirar 2017 de folga. Vai ser o primeiro ano sabático da banda em duas décadas de atividades. Isso é algo em que os caras vêm pensando há tempos e agora, com tudo dando certo com o disco e na turnê, é o momento certo de se fazer uma pausa.

    É certeza que vocês merecem! Mas você vai passar o ano descansando ou pretende fazer algo com sua outra banda, o Revamp?
    Floor:
    Verdade, eu venho fazendo turnês e gravando discos sem parada há alguns anos… Então, imagino que eu vou gostar muito de ficar sem fazer nada! E nós já temos alguns planos em mente, mas que eu ainda não posso divulgar.

    Para o Nightwish você quer dizer?
    Floor:
    Sim. Então, quando a máquina parar de funcionar após essa turnê, imagino que não vou querer pensar em gravação ou estrada. Mas, na verdade, eu estou com algumas ideias na cabeça… Quando chegar mais perto do momento de parar eu resolvo. Ainda não cheguei a uma conclusão… (risos)

    Antes de encerrar, os fãs gostariam de saber como está Jukka (Nevalainen, baterista do Nightwish que teve que se afastar da banda por conta de sérios problemas com insônia).
    Floor:
    Ele vai indo bem. Se ele não precisa sair em turnê, tudo vai bem. É uma doença terrível e que não se sabe o que causa nem quando vai aparecer. Ou seja, o futuro é muito incerto. Mas é muito bom poder dizer que ele está bem. Ele sente falta da gente, de excursionar, dos fãs, mas está numa boa condição.


    Fotos: Ville Akseli Juurikkala

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  • Уикенд в Киеве: Floor & Marco

    Уикенд в Киеве: Floor & Marco

    Via: Уикенд в Киеве | Tradução: Head up High, my dear

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    Nightwish fala sobre a Ucrânia: este é um país com um povo orgulhoso

    Ω

    No dia 22 de maio, no Palats Ukraina Concert Hall, o Nightwish, uma das bandas de metal mais importantes da atualidade, fez um show como parte da turnê “Endless Forms Most Beautiful” a fim de promover o álbum homônimo lançado no ano passado. A The Weekend ficou impressionada os fãs da banda e teve a oportunidade de conversar um pouquinho com os vocalistas Floor Jansen e Marko Hietala, além de assistirem ao show.

    Que tal colocarmos um pouco de música e começarmos? Vamos lá!

    O oitavo álbum da banda, cujo tema principal são as teorias de Charles Darwin, chegou à cidade de Kiev. Até mesmo o título do álbum foi tirado de uma das obras de Darwin – “A Origem das Espécies”.

    “FLOOR ESTÁ SORRINDO E EU ADORO O SORRISO DELA!”

    Os fãs do Nightwish se prepararam para o show com meses de antecedência. Conversamos com alguns membros do fã clube enquanto eles aguardavam pela sessão de Meet & Greet. Orgulhosos do seu trabalho, eles mostravam os presentes que entregariam à banda: Tuomas Holopainen ganhou uma camiseta com a palavra ““vyshyvanka” bordada e um bracelete artesanal; Floor ganhou um par de brincos de prata com detalhes citas e uma coroa de flores; Marco ganhou um cachimbo customizado e um cinzeiro; Emppu ganhou uma palheta gigante feita de vinil com sua silhueta gravada nela; Troy ganhou uma tradicional flauta dupla ucraniana do tipo dzholomyha; e tanto Jukka como Kai ganharam um pandeiro cada com suas imagens gravadas nestes. As fotos mostrando os presentes são apenas parte da surpresa, mas o principal ainda estava por vir.

    Todos os outros fãs da banda (mesmo que não fossem membros do fã clube) tiveram a chance de participar da sessão de Meet & Greet para pegar um autógrafo e tirar uma foto com a banda. Eles entravam sempre em grupos de 4 a cinco pessoas após checagem do ingresso e passaporte de cada um. Os fãs mostravam uns aos outros os itens que haviam acabado de ser autografados e conversando sobre o momento com emoção transbordando de suas palavras.
    – Eu estava tão ansioso que mal sabia onde ficar – disse um rapaz a seu amigo.
    – Essa não foi a melhor foto – disse uma moça enquanto mexia em sua câmera – Mesmo assim, a Floor está sorrindo e eu adoro o sorriso dela!
    Após várias fotos e itens assinados, a multidão desapareceu já que faltava apenas uma hora e meia para o início do show. Pouco depois, fomos entrevistar Floor Jansen e Marko Hietala.

    “ATÉ AS MELHORES DEMOCRACIAS TÊM SEUS PRESIDENTES”

    Como vocês estão hoje?
    Marko e Floor: Muito bem. Obrigado!

    Vocês tiveram a oportunidade de passear por Kiev e conhecer a cidade?
    Marko: Dessa vez, não. Na nossa outra visita, tivemos um ou dois dias para visitar o centro e a área da igreja.

    Vocês estão em turnê pela divulgação do álbum há mais de um ano. Vocês sentem que é difícil seguir uma rotina ou que fica cansativo tocar o mesmo setlist toda vez?
    (risos)
    Floor: De jeito nenhum. Sempre tocamos certas músicas, mas tentamos variar o restante do setlist. É muito bacana tocar as músicas. Não é nada cansativo.
    Marko: Na verdade, nós achamos um jeito de nos divertimos. E, é claro, quando se faz um show, tudo varia de acordo com a energia que a gente pega do público. Nós usamos essa energia para fazer um bom show e mandamos essa energia de volta, criando esse pingue-pongue. Além disso, fazer shows é algo que todos nós gostamos muito.

    É fisicamente desgastante viajar tanto assim?
    Floor: Às vezes, sim. Se tem algo no processo de fazer o show, esse algo são as viagens. Eu sou alta e acabo não me encaixando bem na maioria das vans. A mesma coisa acontece em aviões. Os meus joelhos ficam meio presos entre os dois assentos ou a poltrona fica muito inclinada para frente, o que torna tudo muito desconfortável.

    intervyu-s-nightwish_27389_20Vocês dois cantam na banda. Vocês têm algum tipo de espírito de rivalidade ou competição entre vocês?
    Floor: Sim, mas não queremos falar sobre isso.
    Marko: Você não vai querer vê-la me dando uma surra.
    Floor: (risos) É brincadeira. Rivalidade? Claro que não! É um prazer imenso cantar com ele!
    Marko: É algo muito confortável. É claro que temos as regras da banda e que nós as seguimos, mas acho que os vocais são parte essencial da obra como um todo e que, portanto, não deve haver rivalidade. É a maneira com que vejo as coisas, pelo menos.
    Floor: Acho que a minha voz e a dele soam bem junta e de uma maneira muito natural. Isto ocorreu de uma maneira tal que não tivemos nem de escolher qual parte cantar. Foi tudo muito fluído.

    Os fãs consideram o álbum mais recente impecável e até mesmo perfeito. Vocês concordam com essa opinião geral?
    Floor: Bom, “perfeito! é uma palavra muito forte. Como uma pessoa perfeccionista, eu acredito que sempre temos em mente que algo poderia ter sido um pouco melhor. Eu mesma gostaria que pudéssemos ter gravado as músicas mais uma vez após termos feito essa turnê. Tem um certo tipo de energia que vem desses momentos que não surge por completo na primeira vez em que as canções foram tocadas em estúdio. Infelizmente, nós ensaiamos por muito tempo e certas músicas meio que já entraram no “automático”. É algo conveniente para nós, mas ainda acho que poderíamos ter acrescentado algo mais. 

    intervyu-s-nightwish_27389_30Marko: Não há nada perfeito no mundo. Eu acho que algo é perfeito quando podemos fazer algo da melhor maneira possível num momento em particular.
    Floor: Fora que o meu perfeccionismo foi satisfeito e eu me sinto orgulhosa e feliz com o nosso trabalho
    Marko: Mas sempre fica aquela vontade de mudar algo.
    Floor: Tem razão. Sempre fica.

    Vocês se reúnem com os fãs com bastante frequência. Qual é a pergunta que vocês mais ouvem?
    Marko: Você poderia assinar essa foto pra mim? Podemos tirar uma foto?

    Eles perguntam algo sobre a música que vocês produzem ou algo até mesmo mais pessoal?
    Floor: A maioria das pessoas não quer perguntar nada, só conversar mesmo. Eles querem falar das experiências que tiveram com a nossa música. Na maioria das vezes, eles querem compartilhar toda a emoção que sentiram e o que sentiram de fato.
    Marko: Sim. Eles querem estabelecer um elo conosco por meio de uma música. Por exemplo, eles comentam sobre a vez em que ouviram uma música em particular pela primeira vez e como eles levaram isso para as suas vidas.
    Floor: As pessoas também têm interesse em saber o que pensamos sobre a cidade ou o país delas. Às vezes, são perguntas mais pessoais, mas eu não falo muito sobre isso.
    Marko: Basicamente, encontramos muita gente nas ruas e eles falam conosco sobre o trabalho deles, problemas que enfrentam e coisas do tipo. É possível encontrar gente de bom coração em qualquer país.

    intervyu-s-nightwish_27389_17Vocês têm alguma memória especial sobre os fãs ucranianos?
    Floor: Eu acabei de chegar e só conheci algumas poucas pessoas, mas posso dizer com toda certeza que este é um país com um povo orgulhoso. Eles querem saber o que pensamos deles e eles se sentem muito felizes por isso. O mercado musical é menos saturado por aqui em comparação aos EUA, por exemplo. Quando estamos em Michigan, por exemplo, as pessoas não perguntam o que achamos da cidade, mas as pessoas daqui perguntam, porque elas têm orgulho de suas raízes. Esse orgulho me deixa muito feliz. As pessoas querem compartilhar coisas típicas do país conosco.
    Marko: Com certeza. Eu ainda guardo um presente que ganhei na última visita. Eu me esqueci o nome… uma Estrela da Manhã?

    Um mangual (Bulava). É um símbolo de poder na história da Ucrânia.
    Marko: Isso! Agora, eu me lembro. Haviam me explicado na época.

    Reza a lenda que Tuomas Holopainen também é um tanto perfeccionista e acaba ditando cada palavra e cada acorde para os outros membros da banda. Isso é verdade?
    Marko: Já ouvi esse boato. O Tuomas não é nenhum tirano, ele é apenas o líder da banda, porque ele compõe a maior parte das músicas e o sucesso da banda se deve em grande parte à visão que ele tem dessas obras. O Tuomas manda as demos que ele tem e nós compomos algo em cima daquilo. Eu e o Emppu compomos parte da música e, se esse nosso material passar pela avaliação dele, ela acaba se tornando uma canção finalizada, que fará parte de um álbum. Tudo pode e é discutido.
    Floor: Mesmo se ele tentasse dizer o que precisamos fazer de uma maneira muito precisa, creio que soaria de uma maneira muito diferente do que se imagina. Ele encontrará uma maneira pessoal de conversar com todos e fazer com que não soe como uma ordem. E isso acontece com frequência durante o nosso período de trabalho. Isso faz com que as nossas demos tenham essa sonoridade típica do Nightwish. É a nossa colaboração musical.
    Marko: Até mesmo as melhores democracias têm seus presidentes.
    Floor: É importante ter alguém como líder.

    intervyu-s-nightwish_27389_28Você e a Floor participarão da composição no próximo álbum?
    Marko: Como eu disse, nós gravamos as nossas demos com o equipamento que eu tenho em casa e passamos tudo pro Tuomas. Se ele achar que ficou bom o suficiente, colocamos no álbum.
    Floor: Eu farei o mesmo se sentir que tenho coragem suficiente para tal. No fim das contas, vai ser algo divertido. Eu me sinto muito orgulhosa do que fizemos neste álbum e não me importo com quem compõe ou não.
    Marko: E, voltando a falar um pouco da minha atitude em relação ao Tuomas e o papel dele na banda, todos nós desempenhamos os nossos papéis sem a necessidade de competir um com o outro por uma parte em particular do álbum.
    Floor: A nossa música representa o que pensamos, não os nossos egos.

    Mais um boato cai por terra!
    Floor: É ridículo ver que um boato desses ganhou tanta força. O Tuomas é uma pessoa muito bacana e ele nunca faria nada do tipo.

    intervyu-s-nightwish_27389_22Vocês anunciaram que fariam uma pausa nas atividades. O que vocês pretendem fazer no meio tempo?
    Floor: Ainda não sei. Eu gostaria de trabalhar em algo, mas também gostaria de ficar em casa com as pessoas que me são queridas. Se eu fizer algo relacionado à música, não quero que seja algo com prazos e toda aquela pressão. Eu só quero viver no meu próprio ritmo e aproveitar esse tempo em casa, compondo. Eu tenho uma banda e, inclusive, tenho de tomar uma decisão quanto a ela. Muita gente está esperando por essa decisão e ela será anunciada em breve. É uma decisão um tanto difícil de tomar, pois ter uma banda e um projeto pessoal ao mesmo tempo é algo muito intenso, muito desgastante. Eu passei alguns anos nesse vivendo nesse ritmo e, agora, preciso escolher uma coisa ou outra. Fora isso, o que é certo é que eu preciso de algum tempo descansando em casa.
    Marko: Eu planejo tirar algum tempo para mim mesmo, também. É claro que temos um projeto de natal todo ano e eu faço parte dele quase todo ano. Bom, eu não consigo simplesmente ficar quieto em um canto, sem fazer nada, então é provável que eu componha algo.

    Marko, você compôs algumas letras recentemente. Elas também estão ligadas à ciência de alguma maneira?
    Marko: Sim. Nós temos várias opiniões e visões de mundo em comum. Não todas, mas a maioria delas.

    Qual é o seu campo preferido da ciência?
    Marko: Com certeza é a cosmologia e astronomia. São áreas que me interessam desde quando eu era criança. Os processos pelos quais tudo funciona ou, por exemplo, por que o sol brilha e o que são as reações nucleares acontecendo no sol. Eu conheço esses campos um pouco mais.

    Floor, e qual é o seu campo preferido?
    Floor: Eu nunca tive a paixão pela ciência que o Tuomas e o Marko têm, mas provavelmente seria biologia ou ciências relacionadas à vida. Digo isso, porque, em função do nosso álbum, eu li muito sobre o assunto, mas sei que a ciência é algo muito mais vasto que isso. 

    intervyu-s-nightwish_27389_34Então, vocês encorajam as pessoas a aprenderem mais sobre ciência e tentam torná-la mais popular, certo?
    Floor: É algo normal e muito importante. A ciência está presente na vida diária de qualquer pessoa e é ainda mais fascinante para mim do que alguns planetas distantes. Há pessoas que acham que é algo para nerds e acho que não deveria ser assim já que estamos em contato tão constante com ela. É curioso saber como temos eletricidade para as nossas lâmpadas, como a própria eletricidade é gerada ou como pesticidas afetam as abelhas e ainda achar que não temos alguma relação direta com tudo isso. Tudo no mundo está interconectado.
    Marko: Com certeza. Os efeitos do consumo constante de açúcar sobre o corpo ou coisas do tipo. Todas as respostas para essas perguntas podem ser encontradas até em revistas científicas populares de uma maneira compreensível para qualquer pessoa. Cosmologia é uma coisa até milagrosa. Pense um pouco sobre ela: o meu corpo é composto de átomos criados já bilhões de anos, no núcleo de estrelas mais antigas do que conseguimos imaginar. É um raciocínio brilhante e a ciência por si só é algo muito poético.
    Floor: Concordo. É incrível, assim como o fato de sabermos isso tudo. Eu cresci com um pouco de religião no meu ambiente social e, para mim, sempre foi um pouco difícil de entender esses conceitos. No entanto, eu percebi algum tempo depois que muitas pessoas ainda tomam como verdade absoluta as coisas encontradas em um livro escrito há milhares de anos, apesar do fato de que nos tornamos capazes de provar que as coisas funcionam de uma maneira diferente. As pessoas conscientemente ignoram esse tipo de coisa, porque da cobra falante no Jardim do Éden e por isso soar como verdade para elas. Eu fico embasbacada com isso. Todos têm o direito de acreditar no que quiserem, mas não se pode ignorar os fatos. As pessoas ignoram centenas de anos de desenvolvimento e milagres acontecendo nas nossas próprias mentes, e até mesmo das capacidades do ser humano.
    Marko: De fato. Superstições são mais importantes para muitas pessoas.
    Floor: Por essa razão, eu acredito que a ciência não deve ser algo “só para nerds”, mas para todos. Ela está ao nosso redor e isso são os fatos. Desculpem. Depois que você percebe isso é que você vê, de fato, mais milagres acontecendo na sua vida diária do que na Bíblia ou em qualquer outro livro religioso escrito em nome de alguma divindade.

    intervyu-s-nightwish_27389_5Floor, você poderia contar um pouco mais sobre a Academia do Rock (“Academy of Rock”)? Você foi uma aluna lá.
    Floor: Claro! É um conservatório para musicistas de rock e pop. Foi a primeira escola a fornecer este tipo de formação. Ela foi fundada em 1999 e eu fui uma das primeiras aulas de lá dentre outros milhares que queriam se matricular lá. Era um lugar único na época e tinha vários defeitos. Inclusive, eu estava criando a formação verdadeira e era algo envolvente, mas eu senti falta de um tipo de orientação desde os 19 anos. Eu me formei nessa escola, mas comecei a assistir a aulas de canto no conservatório e fiz outro ano de música para teatro, além de outro ano voltado para ópera lá. Tudo isso por não ter tido aulas de canto verdadeiramente boas.
    O que é interessante sobre vocal e formação musical é o seguinte: a ópera existe há centenas de anos e as técnicas de canto foram se aperfeiçoando com o tempo. O canto para o pop, por sua vez, é um fenômeno muito recente e tem apenas algumas décadas de existência. As pessoas cantavam dessa maneira, mas sem formação de verdade. Não era necessário, pois as pessoas não se importavam com isso e, quando eu comecei, não havia quase nada do tipo. Quando existia, não era bom.
    Marko: Eu fiz algumas aulas de canto na época do ensino médio e eu me lembro de um dos meus amigos dizer que os professores ficavam conversando sobre o tal do Marko que ficava com o casaco aberto em pleno inverno, não cantava muito bem e ainda por cima fumava. Eles diziam que esse rapaz não cantaria por mais do que três anos, já que vai perder a voz bem rápido. Isso foi quantos anos atrás? Trinta anos, talvez?
    intervyu-s-nightwish_27389_8Floor: Até mesmo o canto no pop era considerado algo nocivo à voz. Quando se pensa em gulturais, gritos e outras técnicas de vocal extremo? É claro, é preciso fazer tudo da maneira certa, além de controlar as suas cordas vocais. Houve uma evolução incrível no canto moderno e nas técnicas de canto. Eu gostaria de ser jovem de novo e poder voltar à escola. Por falar nisso, bons musicistas não precisam ter formação. Não acredito nisso. Eu tive aulas de canto por seis anos, ensino há treze anos e ouso dizer que, quando você é bom, você não precisa disso. Se você não sente que é tão bom, você não conseguirá evoluir muito mesmo com formação. Há muitas poucas pessoas capazes de fazer algo assim e eles são sempre os melhores ou os melhores em algum gênero. Uma pessoa pode ser uma musicista fantástica, mas, se ele ou ela não tem talento para a coisa, não haverá uma grande evolução. Há várias coisas que compõem um musicista bem sucedido, mas a formação é apenas uma pequena fração disso tudo.
    Marko: Ter formação significa ter algumas dicas. Consegue-se chegar a algum ponto específico mais rápido e compreender esse processo. Como eu disse, eu tive algumas aulas de canto, mas, naquela época, eu já cantava há três anos em várias bandas de escola. No fim das contas, eu aprendi apenas a como respirar e a relaxar certos músculos durante as minhas aulas de canto clássico.
    Floor: Quando se tem talento, descobre-se muitas dessas técnicas por conta própria. Ainda assim, ter formação acelera todo o processo.
    Marko: Além disso, se você tem paixão pelo que faz na linha de beirar à obsessão, você é capaz de evoluir e se destacar. Funcionou pra mim, pelo menos. 

    intervyu-s-nightwish_27389_43Floor, você dá aulas de canto em vários cursos. Você poderia nos contar um pouco mais sobre eles?
    Floor: Eu dou aulas desde 2003, mas sempre foi algo paralelo à minha carreira já que eu viajo bastante. Hoje em dia, eu não dou mais aulas particulares por não ter tempo disponível. Além disso, eu conseguiria escolher aluno por aluno, pois é impossível. Ainda assim, fico feliz que todos queiram se matricular, especialmente as pessoas que o fazem para cantar e mostrar do que são capazes. É muito chato dar aula para alguém que simplesmente fica lá, sentado, olhando pra sua cara. É um desperdício do meu tempo. É muito mais interessante e prazeroso trabalhar com pessoas que realmente vieram para cantar. Eu darei uma masterclass em Roma muito em breve. Geralmente, faço duas turmas – uma de alunos iniciantes e outra de alunos avançados.

    Qual é a sensação de fazer parte de uma das bandas mais populares de metal?intervyu-s-nightwish_27389_44
    Marko: É demais, na maior parte do tempo. É legal e muito prazeroso, mas também é esquisito. Algumas pessoas te admiram e prestam atenção até demais. Eu sou uma pessoa mais pé no chão e nunca vou conseguir entender as pessoas que me colocam num pedestal, porque eu nunca faria algo assim por ninguém. É uma situação meio chata. De qualquer maneira, eu respeito essa atitude.

    Vocês podem nos dizer algo sobre quando o baterista Jukka Nevalainen voltará?
    Floor: Gostaria de saber algo, mas, no geral, a recuperação dele vai bem.

    Nós o desejamos uma recuperação rápida!

    Floor e Marko: Obrigado!

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  • Roppongi Rocks: Floor & Tuomas

    Roppongi Rocks: Floor & Tuomas

    Via: Roppongi Rocks by Stefan Nilsson | Tradução: Head up High, my dear

    Tokyo by Stefan Nilsson

    Floor Jansen e Tuomas Holopainen do Nightwish em Tóquio. Foto por: Stefan Nilsson

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    O fundador e gênio musical do Nightwish, Tuomas Holopainen, e a vocalista da banda, Floor Jansen, se reuniram com Stefan Nilsson, da Roppongi Rocks, um pouco antes do início de um incrivel show da banda em Tóquio, uma das cidades que fazem parte da turnê mundial que passa pela ásia no momento.

    A Finlândia foi o local de nascimento de muitas das maiores bandas de heavy metal do mundo nas últimas décadas. A vanguarda das banda de metal finlandesas conta com a banda de metal sinfônico Nightwish, que comemora o seu aniversário de 20 anos em 2016. Com a incrível holandesa Floor Jansen nos vocais desde 2012, a banda segue lançando ótimos álbuns e promovendo a sua turnê ao redor do mundo. Eles estão em melhor forma do que nunca e seu álbum mais recente, “Endless Forms Most Beautiful”, o oitavo álbum de estúdio da banda, foi lançado em Março de 2015. No entanto, assim que a atual turnê mundial for encerrada em outubro com o retorno do Nightwish ao Japão durante o Loudpark Festival, a banda pretende fazer o que seria uma pausa de um ano inteiro em 2017.

    Stefan NilssonÉ o que planejamos,” explica Tuomas Holopainen durante nosso encontro em Roppongi, Tóquio. “O último show desta turnê acontecerá em outubro e, então, vamos ficar 2017 descansando para voltarmos com tudo em 2018.”

    Tuomas é a força-motriz por trás do Nightwish nas últimas duas décadas, além de ter lançado um álbum solo e ter trabalhado na trilha sonora para filmes. Agora, no entanto, ele deseja tirar uma folga.

    Eu não acho que vou me envolver com música nesse período. Essa é a ideia de tirar uma folga! E, pra falar a verdade, eu não pensei muito nisso, pois simplesmente gosto da ideia de estar em casa, cuidar do meu jardim, cuidar dos meus cavalos e ficar um pouco mais quieto por um tempo.”

    floor-jansenTenho pensado um pouco e tido algumas ideias, mas nada oficial que eu possa divulgar no momento,” diz Floor Jansen sobre o que ela planeja fazer em seu ano sabático. Quando questionada sobre sua antiga banda, o ReVamp, estar em seus planos, ela diz com um sorriso mas sem confirmar nada: “É uma dessas coisas em que tenho pensado.”

    O que será que um Nightwish descansado e com as baterias recarregadas fará quando retornar em 2018 após um ano inteiro de descanso? “Ainda tem muito chão até lá pra revelarmos qualquer coisa, mas temos alguns planos até 2020 e até mais longe,” diz Tuomas.

    Com vinte anos de carreira nas costas, a banda finlandesa já coleciona várias conquistas, como o sucesso comercial e o carinho dos críticos. Qual foi o momento mais emocionante até agora? “O meu talvez tenha sido este novo álbum e especialmente a última música dele, a ‘The Greatest Show On Earth’, quando a tocamos nos shows, como foi o caso do Wembley, em dezembro do ano passado. Esta turnê como um todo foi incrível,” diz Tuomas com uma expressão de orgulho.

    Durante esses vinte anos, a banda teve três vocalistas diferentes, mas Tuomas e a banda conseguiram criar um som único para o Nightwish.

    Stefan Nilsson

    Eu acho que a questão principal acaba envolvendo muitas coisas e muito disso está ligado a escrever as letras, é claro, mas muito além disso. Precisamos da participação de todos os membros, dos vocalistas, da produção, da equipe, de tudo! Fomos até chamados de “um grupo que desafia rótulos”. Eu adorei essa saber disso! Essa questão toda vai até o centro de quem somos nós. Parece que nós, como grupo, precisamos seguir em frente independente de quem esteja cuidando dos vocais ou das composições.”

     

    Floor Jansen, uma das maiores vocalistas no meio do metal, se juntou ao Nightwish em 2012 em meio à turnê do álbum “Imaginaerum” como substituta da antiga vocalista Annete Olzon, que havia se separado da banda subitamente. Anette, por sua vez, substituiu a vocalista original Tarja Turunen, em 2007. Floor se encaixou bem na banda e tanto sua voz como sua presença de palco fora uma soma perfeita à banda, levando a vocalista a ser oficializada como nova vocalista permanente da banda. Ela já sabia que as coisas dariam certo quando a banda entrou em contato em 2012.

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    Floor Jansen do Nightwish durante o show em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Em 2002, eu tinha a minha banda, After Forever, e nós fizemos uma turnê com o Nightwish como banda de abertura durante algumas semanas pela Europa. Foi uma experiência fantástica e nós mantivemos contato. Se eles tocassem perto de onde eu estivesse, eu os visitava e vice-versa,” explica Floor sobre sua relação com o Nightwish.

    Quando eles me ligaram e fizeram a oferta para que eu me juntasse ao Nightwish naquela turnê, tudo aconteceu muito rápido,” explica Floor. “Não foi como se eles houvessem dito ‘Tivemos essa ideia e gostaríamos que você pensasse um pouco a respeito, pois voltaremos a falar com você na semana que vem’ ou algo do tipo. Não houve muito tempo para pensar direito, pra ser honesta. Então, a minha primeira reação foi ‘Sim!’ e eu me vi a caminho. Algum tempo depois, eu comecei a pensar mais sobre como continuaríamos trabalhando junto e sobre como conciliaria as coisas com o ReVamp. Além disso, tiramos algum tempo para ver se sentíamos que as coisas funcionariam ou não. Não foi algo do tipo ‘Tá bom, eu entrei na banda e as coisas serão assim pra sempre’. Foi meio que um momento de desespero, mas as coisas precisavam se acertar. E, defato, elas se acertaram. A partir daí, todo o resto do processo e de organizar as coisas aconteceu normalmente.”

    Stefan Nilsson

    Floor Jansen do Nightwish em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Floor se adaptou ao seu novo posto no Nightwish com rapidez. Ela não apenas aprendeu todo o catálogo de músicas da banda, como também ajudou a dar forma ao novo disco. Mas assumir o microfone numa banda famosa de metal que já havia lançado sete álbuns não foi nada fácil.

    Foi algo muito natural para mim, mas isso não significa que eu já cheguei arrasando logo no primeiro show. Não naquela época, mas, com o tempo, eu me adaptei bem rápido. É claro que eu conhecia as músicas, pois sou fã desde o segundo álbum deles e eu já estava familiarizada com boa parte das letras e melodias. Por isso, foi algo bem tranquilo, mas, ao mesmo tempo, foi um desafio cantar algo que não foi escrito ou co-escrito por mim e, ainda por cima, cantado originalmente por outra pessoa. Tudo isso sem parecer que eu estava tentando imitar alguém foi difícil. Encontrar o seu próprio jeito de cantar algo assim e encontrar a emoção por trás de tudo isso foi algo novo, são músicas tão bem escritas que uma parte disso aconteceu naturalmente para mim.”

    Stefan Nilsson

    Floor Jansen e Tuomas Holopainen do Nightwish em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Tuomas ficou impressionado com o impacto que Floor teve no último álbum, o primeiro que ela gravou com a banda.

    Stefan Nilsson

    Tuomas Holopainen do Nightwish durante o show em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Ter uma nova vocalista durante os ensaios foi algo que realmente abriu os meus olhos para algo completamente novo como compositor e para a banda toda, também, como músicos. Foi algo novo para todos nós. Para mim, pessoalmente, os vocais são o elemento indispensável de qualquer música. Nós meio que compusemos todos os arranjos instrumentais com base nesses vocais e não o contrário. Essa foi uma coisa que mudou todo o processo de composição e o tornou mais interessante. E ver a empolgação e a dedicação dela durante as gravações foi inspirador.”

    O Nightwish é uma das maiores bandas do cenário finlandês do heavy metal, que também conta com grandes nomes como Children of Bodom, Moonsorrow, Amorphis, Stratovarius, Sonata Arctica, Korpiklaani, Battle Beast, Rotten Sound, Apocalyptica, Michael Monroe e muito mais. Como a Finlândia se tornou um país líder mundial em termos de heavy metal?

    Tem algo a ver com a mentalidade comum lá e com um efeito bola de neve, pois as primeiras bandas bem sucecidas foram bandas de metal. Isso meio que estimulou as bandas mais novas a tentarem algo parecido. Esse estilo musical soa como algo muito natural para nós, escandinavos, com toda essa atmosfera sombria e pesada. Quando os finlandeses tentam tocar raggae ou samba, parece que não está certo ou que não soa bem. Acredita-se numa banda quando ela toca algo que parece autêntico.”

    Tuomas diz que a ainda se sente finlandesa ainda que, agora, conte com diversas nacionalidades na banda e trabalhe a nível mundial.

    A banda veio da Finlândia e eu acho que as características típicas do país transparecem nas minhas letras já que eu sou de lá. Não é algo deliberado. Eu nos considero parte da cena finlandesa do metal ainda que sejamos uma banda internacional.”

    Na atual turnê e no álbum mais recente, Kai Hahto (ex-Rotten Sound, Wintersun, Swallow the Sun) foi o baterista das gravações. Se ele, assim como Floor Jansen e Troy Donockley, deixará de ser um músico de gravação para se tornar um membro permanente, isso é algo que ainda não sabemos. “É uma decisão que tomaremos ano que vem,” diz Tuomas. “Ele entrou uma semana antes de começarmos as gravações da bateria. Foi bem inesperado.”

    A vida continuará sendo algo inesperado e agitado para Tuomas Holopainen, Floor Jansen e seus colegas de banda até o show no Loudpark Festival no Japão, em outubro. Só então eles poderão tirar algum tempo para diminuir o ritmo das coisas e pensar no futuro.

     

    Nightwish – band members

    Floor Jansen – lead vocals

    Tuomas Holopainen – keyboards

    Emppu Vuorinen – guitar

    Marco Hietala – bass, vocals

    Troy Donockley – pipes, whistles, guitar

    Kai Hahto – drums

    www.floorjansen.com | www.nightwish.com

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  • AXS: Floor Jansen

    AXS: Floor Jansen

    Fonte: Blabbermouth.net | Tradução: Head up High

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    Ω

    Floor Jansen do Nightwish nega rumores de brigas internas após anúncio feito pela banda sobre pausa de um ano.

    Tracy Hecks do AXS conduziu uma entrevista com a cantora Floor Jansen da banda finlandesa de metal sinfônico NIGHTWISH no dia 26 de fevereiro, no Royal Oak Music Theatre da cidade de Royal Oak, no estado de Michigan. A conversa está logo abaixo.

    Ao falar sobre os planos do NIGHTWISH para os próximos meses, Floor disse: “Bom, a primeira coisa que deve acontecer após a turnê mundial é que nós vamos tirar um ano inteiro de folga, o que nunca aconteceu antes em vinte anos de atividade do NIGHTWISH.”

    Ela ainda acrescenta: “Apesar de termos esse tempo de folga, isso não tem nada a ver com o que acontece dentro da banda. Eu notei algumas pessoas iniciando boatos e fofocas sobre o porquê de tirarmos um ano de folga. Nós vamos fazer isso, porque podemos e queremos fazer algo assim. É só isso. Novamente, não tem nada a ver com o que acontece dentro da banda e também não significa que não estamos pensando sobre o que fazer no ano que vem. Estamos preparando um monte de coisas bacanas, então esperamos que, após essa pausa, as pessoas tão empolgadas quanto nós pra descobrir quais surpresas temos guardadas na manga para elas.”

    Quando questionada sobre a decisão do NIGHTWISH de parar por um ano estar relacionado ao fato das turnês da banda terem se tornado mais longas nos últimos anos, Floor respondeu: “Não, não está relacionado, porque as turnês mundiais não se tornaram mais longas do que as anteriores. Agora, se você para e pensa que a banda esteve ativa por 20 anos sem qualquer folga, aí sim há uma relação mais forte do que qualquer coisa. Além disso, somos pessoas com gênios criativos e todos temos projetos próprios fora do NIGHTWISH. Então, é legal ter tempo para trabalhar nesses projetos ou apenas para curtir um pouco. Às vezes, para manter o fluxo criativo, é preciso se distanciar um pouco, o que acho algo muito saudável para qualquer pessoa — mais saudável do que bandas que simplesmente tocam, tocam, tocam, tocam, tocam, tocam e tocam até se desgastarem. Eu vejo esta decisão com bons olhos. Ainda assim, a atual turnê mundial ainda durará alguns bons meses e nós temos um bocado de lugares em que gostaríamos de tocar. Então, ainda vamos tocar até vocês ficarem cansados. [risos]

    O NIGHTWISH lançou há pouco tempo uma edição extremamente limitada de turnê do seu disco mais recente, o “Endless Forms Most Beautiful”. A edição de turnê vem com um DVD bônus de performances ao vivo, um pequeno documentário e vídeos promocionais, além de uma imensa galeria de fotos.

    A turnê do NIGHTWISH pela américa do norte conta com mais de 26 shows e começou no dia 19 de fevereiro na cidade de Sayreville, no estado de Nova Jersey, e acabou em Tampa, no estado da Flórida, no dia 23 de Março. A banda de metal sinfônico DELAIN e os finlandeses do SONATA ARCTICA são as bandas de apoio da turnê.

    Vídeo da entrevista abaixo:

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  • Metal Gossip: Floor Jansen

    Metal Gossip: Floor Jansen

    Fonte: Metal Gossip  | Tradução: Head up High

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    Hey, Floor! Obrigado por concordar em responder nossas perguntas dos fãs Russos. Você é muito popular aqui na Rússia e estamos ansiosos pela sua próxima visita.

    MG: Você recentemente se mudou da Holanda para a Finlândia. Conte-nos quais suas impressões acerca do país. É fácil se adaptar a um novo idioma, mentalidade e culinária?

    Floor: Eu gosto muito da Finlândia! É um lindo país com pessoas amigáveis e natureza incrível a sua volta. Eu não sou uma pessoa muito urbana e com todas as viagens que faço acaba sendo ótimo voltar para casa e ser um lugar calmo. Isso é tudo o que encontrei na Finlândia. O idioma está lá em cima na escala dos 5 idiomas mais difíceis do mundo e posso te dizer: é muito difícil! Mas é também um grande desafio e uma terapia mental. A comida é diferente, mas há muitas similaridades com a comida Holandesa.

    MG: O programa The voice, você sabe, faz muito sucesso em muitos países. Conte-nos sua opinião em relação a este programa. Você gosta do conceito desse tipo de competição ou você acha que um músico de verdade deve começar em palcos pequenos e só então se apresentar na TV? Você participaria?

    Floor: Acho que as palavras “músico” e “The voice” não deveriam ser ditas numa mesma frase. É entretenimento sem a alma da música. É cantar sem ter idéia da indústria musical ou sobre como é ser um músico o tempo todo, no mundo real. Então não, eu não gosto. É uma falsa reflexão da verdade. É claro que há bons cantores que conseguem uma maior chance de mostrar ao mundo seu trabalho. Mas eles não fazem ideia de como começar a cantar no mundo real. Eles serão usados e explorados até que um próximo talento apareça.

    MG: Conte-nos, na sua opinião, há um limite de idade para músicos? Ou você acha que é possível ir ao palco aos 16 e aos 86 anos?

    Floor: A música é sem fronteiras, sem idade e tem tanto poder que, uma vez bem-feita, todos podem executá-la.

    MG: Ano passado você veio à Rússia com Shows. Me diga quais impressões você teve? Há algo particularmente memorável?

    Floor: Eu adorei, mas foi uma experiência muito dupla. Os fãs Russos foram uma grande e bem-vinda surpresa! Tão calorosos e entusiasmados. O país é lindo! Mas a organização foi feita de forma muito ruim: foi ruim para fazer os shows, para comer, para viajar. Chegamos a ser expulsos de uma casa de shows quando a abriram para uma boate…. Então, mal posso esperar para voltar e ter uma experiência 100% positiva! Os fãs provaram naquelas noites que são tão incríveis que tenho que fazer isso!

    MG: No After Forever e Revamp nós a vemos por um lado pesado, e é muito legal, mas você tem alguma ideia para lançar um álbum com composições leves e líricas como faz a Liv Kristine em seus próprios álbuns solos?

    Floor: Nunca ouvi falar disso, mas não, não de fato.

    MG: Sua antiga banda, After Forever, possui muitos fãs. Conte-nos, você ainda tem contato com seus ex-membros? Podemos esperar uma reunião algum dia ou isso é uma página definitivamente virada na sua criatividade?

    Floor: Meu foco e devoção estão com o Nightiwsh para os próximos anos. Até o futuro do Revamp é incerto porque eu não sei se será possível combinar as duas bandas. Mas eu adoraria! Mas absolutamente não há espaço para uma relíquia do passado.

    MG: Nos últimos anos você deu aulas de canto. Conte-nos como você se sentiu no papel de professora? Você é muito exigente ou tolerante com seus alunos?

    Floor: Eu tenho ensinado por mais de 10 anos, então não é algo novo. Eu gosto de deixar que os alunos sintam como podem usar suas vozes, quando eles transpõem certas barreiras do medo. Eu sou exigente, mas justa. Eu não posso te ensinar como cantar se você não praticar e se esforçar para isso. Mas se você tentar eu posso te ajudar e gostar de fazer isso.

    MG: Você participou de vários projetos. Se você fosse convidada para interpretar o papel principal em uma ópera, você concordaria? E qual papel você escolheria? Já sonhou com uma carreira de cantora de opera ou você respira apenas a música pesada?

    Floor: Durante meus estudos, tanto na área do Rock quanto no conservatório, eu percebi que que não fui feita para o mundo do teatro. Eu não me encaixaria num cenário de Opera. Eu nunca tive esse sonho mas eu adoro combinar mundos, se possível.

    MG: Qual a coisa mais extrema que você já fez por um contrato ou para a música? Bem, além de aprender músicas do Nightwish durante 24 horas em um avião?

    Floor: Toda a minha vida foi dedicada à música.

    MG: Se você tivesse tempo para se dedicar a outra profissão, qual você escolheria?

    Floor: Ser um músico não é fazer um trabalho. Você É um músico. Então não consigo me imaginar fazendo outra coisa. Tenho hobbies e outros interesses, mas nenhum deles jamais poderia ser minha profissão. Eu sempre adorei cavalos e cavalgadas e até tentei fazer disso uma profissão antes de perceber que música não é uma escolha e sim um chamado, e teria que ser naquela direção. E, de novo, eu trabalho com música, me sinto feliz e abençoada por poder fazer isso o tempo todo.

    MG: Como você se sente sobre as sessões de gravação do novo álbum? Está satisfeita com o material que você gravou? Houve alguma música difícil de cantar?

    Floor: Foi a primeira vez na minha carreira em que cantei num álbum inteiro para uma banda, mas eu chamo o trabalho de meu, ainda que não tenha escrito a música, ou as letras. Um novo desafio em si. A propósito, Tuomas e Marco as escrevem. Eu não tive dificuldade alguma para entrar nas canções e contar sua história com minha interpretação. Eu me senti ótima, incrível, mesmo durante as gravações. Foi de forma tranquila. A voz simplesmente se abriu e saiu automaticamente graças ao material tão bem escrito e a muitos ensaios que fizemos antes de gravá-lo. Algumas partes foram difíceis, eu fui definitivamente desafiada pelo material de várias formas.

    MG: No começo deste ano você falou que havia começado a aprender finlandês. Houve algum progresso neste aprendizado?

    Floor: Comecei no ano passado, em setembro, então faz pouco mais de um ano e eu estou fazendo progresso. Mas devagar, por conta da complexidade do idioma. Não há palavras similares a nenhum outro idioma que eu conheça, a gramatica é loucamente complexa e a pronúncia é muito estrangeira, se comparada ao meu idioma. Mas é ótimo notar que eu entendo mais e mais a cada dia que passa e eu posso falar um pouquinho mais também. Ler fica cada dia mais fácil e com paciência o suficiente eu vou dominar este idioma.

    MG: Em sua última entrevista, Troy respondeu uma pergunta sobre o momento mais engraçado da última turnê e ele disse que foi na Austrália quando um crocodilo roubou suas calças. O que você pode dizer sobre o momento mais inesquecível desta turnê?

    Floor: Bom, foi um momento louco e assustador, claro! Um grande animal indo embora com as minhas calças! Eu fiquei furiosa. Não acredito que ele ficaria melhor nelas do que eu…. =D

    MG: Alguns dias atrás sua foto no backstage numa sessão de fotos para a “Pretty atitude” apareceu no Facebook. Poderia falar um pouco mais sobre esta colaboração?

    Floor: Minha amiga Andrea Beckers trabalhou com eles antes e eles a perguntaram se eu estaria interessada em algumas de suas roupas. Eles me mandaram algumas de suas roupas e joias e fizemos uma sessão de fotos para eles. Estas fotos foram feitas, mas ainda não foram lançadas. Foi ótimo fazer isso, embora o estilo de roupas não seja necessariamente o meu. Sua qualidade, no entanto, é ótima e acho que muitas garotas alternativas adorarão a coleção.

    MG: Você está ansiosa para os próximos shows nos cruzeiros de verão? Eu vi uma programação e a achei muito boa e não consigo imaginar o quanto vai ser legal assistir ao vivo. Como essa ideia de tocar a bordo de um navio surgiu?

    Floor: Não sei bem de quem foi a ideia de fazer isso com o Nightwish também, mas eu já vi muitas bandas fazerem isso com sucesso (como motorhead com seu Motor Boat e a banda Sueca Sabaton). É uma maneira ótima de ficar mais perto dos fãs e oferecer um show único. Eu estou muito ansiosa para isso.

    MG: Você compartilhou o palco com Tarja Turunen. Gostaria de repetir a experiência.

    Floor: Ela é uma cantora maravilhosa e uma mulher doce. Certamente gostaria de fazer isso quando houver um bom show.

    MG: E, para finalizar, poderia dizer algumas palavras para seus fãs russos?

    Floor: Tudo o que sempre ouvi de outras bandas que fizeram turnê na Rússia foi absolutamente maravilhoso! Eu mesma percebi isso nos dois shows que fiz aí. Gostaria de ter ido mais cedo em minha carreira e mal posso esperar para voltar com o Nightwish. Quero agradecer a todos por acreditarem em mim mesmo quando eu não pude ir à Russia para shows e por todo o apoio durante todos estes anos. Espero que vocês gostem do que estou trazendo ao Nightwish e que nós tenhamos noites mágicas num futuro próximo juntos! Spaziba!

  • Metal Hammer – tradução

    Metal Hammer – tradução

    Fonte: Metal Hammer  | Tradução: Head up High

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    Depois de três vocalistas, o Nightwish está na sua melhor forma

    Metal Hammer

    O que não matou o Nightwish apenas o tornou mais forte.

    Há muitas coisas que são verdades no meio do metal, mas que não devem ser ditas. Não se deve dizer que, na hora do “vamos ver”, o Megadeth e o Mayhem são piores do que o time West Ham United jogando em casa (numa semana eles mandam ver e na outra perdem pra um time qualquer), por exemplo. Não é nem um pouco educado dizer que, apesar de influentes, o disco “Scum” está longe de ser o melhor do Napal Death. Além disso, ninguém quer ser o primeiro a admitir que o gênero do death metal está num limbo criativo desde o lançamento do disco “Organic Hallucinosis”, do Decapitated. Mas se tem algo que vai render um bocado de fãs furiosos te dizendo pra ir tomar num canto meio incomum, esse algo é dizer que o Nightwish com os vocais de Floor Jansen não é apenas melhor do que na época da Anette, mas melhor até mesmo do que a época da própria Tarja. A verdade é que a banda nunca foi tão boa como é agora.

    Discutir a questão “Anette vs Floor” não é difícil e, apesar de ser um tanto duro com a antiga vocalista, é possível encontrar algumas opiniões contrárias por aí, mas em número menor. Não é possível negar que a Anette foi uma ótima vocalista de metal com um tom mais “pop”, mas Floor consegue ir além e com mais intensidade, ênfase nos tons e muito mais personalidade nas canções para começo de conversa. Mas é claro que não é só isso: ela sabe muito bem lidar com as canções antigas, também. Músicas como Stargazers voltaram ao setlist da banda recentemente (uma das melhores surpresas do Hellfest deste ano) com direito à toda a interpretação dramática e pormenores da música – algo que Anette não conseguia fazer tão bem. Fora tudo o que foi mencionado, Floor sempre foi uma cantora de metal com uma carreira sólida e vocais guturais agressivos. Ainda assim, apesar da contribuição de Anette em Imaginaerum ter sido sensacional, foram necessários apenas 15 minutos de show e três do novo disco do Nightwish, Endless Forms Most Beautiful, para perceber que a sueca não faz tanta falta.

    Já a questão envolvendo Tarja é bem mais difícil até porque ela foi a vocalista que com a qual a banda se firmou e colocou seu nome na história e a vocalista com quem compuseram seus álbuns mais famosos, ajudando a definit (para bem ou mal) todo um nobo subgênero no heavy metal europeu. Os fatos são inegáveis. Os primeiros cinco álbuns (até mesmo Angells Fall First, que serviu mais de base para o som da banda) ainda são alguns dos melhores mesmo após quase 20 anos. O disco Wishmaster tem tantos clássicos que não seria relançá-lo como um “Best of”. Quanto ao disco Oceanborn e sua atmosfera sombria, não houve nenhuma banda com uma vocalista vestindo espartilho que conseguisse alcançar o mesmo nível. Por último, o disco Century Child provou que a banda era capaz de produzir muito mais do que simples hits.

    No entanto, foi o disco Once que mostrou algumas rachaduras na base de tudo e isso não diz respeito às composições de Tuomas, que eram incríveis, ou à voz de Marco cada vez mais presente (a presença deste ilustre membro da Tarot, inclusive, foi uma grande revelação para o Nightwish e chega a ser até estranha a ideia de ele não cantar desde o início). Não é uma questão da clareza e da capacidade de canto do Marco, mas de sua capacidade de adaptar uma música tão facilmente a um contexto (basta comparar suas participações em I Wish I Had An Angel, The Crow, The Owl and the Dove e em Weak Fantasy, por exemplo).

    O problema é que, olhando para trás, percebe-se que o Nightwish se desviava cada vez mais do subgênero “opera metal” (é possível dizer que até o abandonaram a partir desde ponto da carreira). As doces melodias vocais presentes nos primeiros trabalhos da banda passou a abrir espaço para um tipo de metal mais tradicional e com menos espaço para a letra, fazendo com que a variedade de tons se tornasse parte adicional e não vital das canções. Tarja, por sua vez, encaixava-se bem nesse gênero, mas é talvez a sua performance mais fraca. Na canção Wanderlust, ela soava como uma superstar, ao passo que parecia dificuldade para manter o tom em Nemo.

    Tanto Tarja como Anette são especialistas: dê-lhes um estilo em que elas se encaixam e elas vão acabar com todo mundo se for uma questão de competição. Mas, como Sam Burgess, coloque-as num formato que elas conhecem menos e elas mostrarão ter dificuldades bem rápido.

    Floor, no entanto, não sofre com nenhum desdes problemas. Ela é perfeitamente capaz de fazer um gancho que soe mais pop, o vozerio poderoso do metal e o rico estilo operático na mesma música e de maneira brilhante, como mostrou no mais recente álbum da banda. Não é como se ela dominasse tudo e fosse a melhor vocalista, como parece. Na verdade, é algo simples: a Floor se destaca em todos os estilos musicais que precisa atuar.

    A melhor parte é que ainda há mais: Floor não é o único “plus” com o qual o Nightwish agora conta. Eles também contam com Kai Hahto na bateria e ele é um músico fantástico. A prova disso é que ele ensinou o antigo baterista, Jukka Nevalainen a tocar bateria no estilo jazz para a música Slow, Love, Slow durante as gravações do disco Imaginaerum. Ah, sim, e ele é o produtos da banda Wintersun, que costumam ser mestres no que fazem (ainda que lancem albuns na mesma frequência com que o Axl Rose consegue começar um show na hora certa). O Nightwish agora também conta com um músico folk Troy Donockley (que é um tremendo de um cantor, também), da Inglaterra, o que os permite acrescentar algumas músicas ao seu setlist e deixar de lado o playback das uileann pipes, as gaitas de fole típicas da Irlanda. Acrescente a essa mistura o talento vocal de Marco e temos uma variedade artística muito maior do que a banda jamais teve. Além disso, eles se tornaram uma banda grande o suficiente pra assumir comando total de suas finanças e, assim, produzir o que quiserem como desejarem.

    Isso faz com que o Nightwish consiga ser mais flexível do que nunca. Se Tuomas quiser compor um álbum de 40 minutos com dez faixas repleto de hits sem se aventurar muito e com refrões simples, ele pode fazê-lo sem problema. Se ele quiser compor um álbum ridiculamente bombástico, com músicas de 24 minutos, gaitas de fole, piano, arranjos de orquesta, canto operático, vocais pop, belíssimos ganchos vocais, sons de macacos e de baleias, além da participação do próprio Richard Dawkins… bom, ele também pode fazer isso sem problema.

    É claro que não é possível dizer que Endless Forms Most Beautiful é, sem sombra de dúvidas, o melhor disco da banda simplesmente porque não é. É muito bom, mas eles já produziram álbuns melhores e com duas antigas vocalistas. As partes negativas podem ser vistas em uma ou duas coisas do disco (o refrão da faixa que dá nome ao disco é bem forçada) ou até mesmo nos deslizes quanto à qualidade das canções (a música Edema Ruh, por exemplo, que é um pouco piegas, sem falar que é inspirada em um livro que pode ser descrito de forma singela como um monte de excrementos saídos direto do reto arreganhado da bunda da literatura fantástica e que é tão infancil que fariam Harry Potter parecer Game of Thrones).

    Nada disso, no entanto, é um indício de como será o futuro do Nightwish. Os períodos de transição são, no mínimo, difíceis e, ainda que a canção The Poet and The Pendulum seja uma das melhores da banda, o disco Dark Passion Play, o primeiro do Nightwish com Anette nos vocais, é um de seus mais fracos lançamentos. Não é ruim, mas não é tão bom como alguns dos clássicos da banda. Já Endless Forms Most Beautiful é só um pouco pior do que a média, o que, ainda assim, se resume a alguns poucos deslizes. Quando se pensa no futuro, no entanto, isto pode ser algo bastante encorajador, pois o próximo disco pode ser ainda melhor.

    Ninguém está impedindo o Nightwish de fazer o que realmente quer e, aparentemente, tem o bom senso de não tomar más decisões musicais (veja aqui Tuomas falando sobre o seu projeto musical de musicalidade duvidosa sobre Scrooge McDuck lançado com seu próprio nome – FAO Metallica). Eles tem a melhor e mais versátil vocalista possível, são capazes de tocar ao vivo qualquer música que já compuseram e conseguiram passar por todas as mudanças na formação sem perder seus mais fiéis fãs. Pelo jeito, aquele ditado “o que não mata nos fortalece” tem um quê de verdade.

  • Exclusive Interview | Entrevista Exclusiva – Floor & Marco

    Exclusive Interview | Entrevista Exclusiva – Floor & Marco

     

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    ♫ Wake up, child. I have a story to tell. Once upon a time … ♥

    Durante a última passagem do Nightwish pelo Brasil, nós do fã clube oficial Head up High entrevistamos Floor e Marco com exclusividade.

    During the last Nightwish Brazillian tour, Head up High team had an exclusive interview with Floor and Marco.

    Enjoy! ;D

    0SELO1

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