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  • Floor Finds #5: Henk Poort

    Floor Finds #5: Henk Poort

    Tradução: Head up High, my dear! Floor Finds #1 | Floor Finds #2 | Floor Finds #3 | Floor Finds #4

    Ser colocado numa caixa e estereotipado é algo que frequentemente acontece. No próximo episódio do Floor Finds terei Henk Poort como convidado para discutir como é ser estereotipado por outras pessoas e o impacto que isso pode ter na vida de uma pessoa. Quais são suas experiências? É hora de sairmos de nossas caixas!

    Ω

    Floor:  ⋅ Pidgeonholing: Nós tivemos que olhar o significado no dicionário – é possível colocar um artista dentro de qualquer caixa, categorizar e dizer “você é metal” “você é ópera” “você é o que seja”. O que você acha sobre isso?
    Henk: Isso acontece bastante, eu acho. Sim, há pessoas que gostam de ser categorizadas mas eu não gosto. Digo, eu sempre digo que eu quero tudo! Do inicio até o fim, eu gosto de ser todos os tipos de coisas, eu acho que é entediante ser apenas um cantor de opera ou apenas um cantor de metal, no que eu acredito, é mais… Eu gosto de atuar em vários filmes e programas de TV, eu gosto de todos os tipos de coisas que tem a ver com o que eu faço, em ser um artista, então eu preciso dizer que eu sou um artista, não um cantor. Claro que sou cantor, mas eu também sou uma ator, um pintor, todos os tipos de coisas! Antes e eu começar a cantar, o que aconteceu há muito tempo atrás – eu tinha 16 anos quando eu fiz a minha primeira apresentação operática amadora – eu construía mesas, eu fiz mesas de bilhar e eu gosto disso também… Então você sabe, eu acho que é chato estar em uma posição apenas. Eu me lembro de uma cantora de opera e ela era tao fantástica e tao perfeita que começou a ser chato! Maria Callas, uma cantora de opera muito famosa, e as vezes ela estava bem fora do tom cantando, gritando! E eu amava porque era tão honesto, sabe?

    Floor: Ela realmente estava tentando sair dessa caixinha!
    Henk: Exatamente. Ela também fez alguns filmes!

    Floor: Então você acha que a sua carreira seria diferente se você tivesse sido estigmatizado depois que você fez mesas de bilhar, e você começou a estudar opera e você se tornaria um cantor de opera, e isso seria a sua única coisa?
    Henk: Bem, claramente eu era e ainda sou um cantor de opera [risos] eu faço outras coisas! Se eu estivesse apenas numa caixinha de “cantor de ópera” eu acho que eu nunca teria te conhecida, eu nunca teria cantado The Phantom of the Opera, então graças a Deus que eu não sou só um cantor de ópera!

    Floor: Absolutamente! Eu concordo, eu também…. Eu concordo que categorizar, estigmatizar artistas é apenas para fins comerciais. Se você precisa dizer para alguém que pode estar interessada na nossa musica “é esse e aquele tipo de música”. Mas também, isso aconteceu na minha própria carreira, eu tinha uma banda nos meus tempos áureos quando eu comecei a cantar e eu comecei cantar no que eu imaginei ser uma banda de metal, e nós fizemos metal, e nós começamos a lançar o nosso primeiro álbum, e então as pessoas começaram a chamar nosso trabalho de “gothic”.
    Henk: O que é “gothic”?

    Floor: Exatamente! Então eu comecei a escutar a outras bandas que também eram categorizadas, encaixadas sob o termo “gótico” e eu pensei “isso não tem nada a ver com o que nós fazemos!”… E eles não pareciam conosco – haviam similaridades, sim… Poderia ser que os fãs daquele gênero estavam gostando de nós também, mas nós não somos daquele jeito, e eu não sou daquele jeito. “Sim, você é uma cantora gótica” – não, não sou! Até onde eu sei, eu gosto de metal, e era importante eu dizer que eu era metal e eu gostaria de ser isso, e também porque alguns metaleiros não gostam de nada além do metal, e com certeza os ouvintes de música pesada achariam que qualquer coisa na direção do gótico seria imediatamente algo descartável. Então a categoria que nós fomos colocados, não por nós mesmos mas pelo lado comercial, não nos ajudou porque muitas pessoas nunca nos escutaram e talvez nos escutariam! E com que frequencia nós ouvimos que as pessoas randomicamente tropeçaram na nossa musica em festivais e disseram: “cara eu não tinha ideia que a sua musica era assim, eu achava que era gótico” e falavam da “caixa” errada. Então esse habito de colocar em caixas limitam muito… Eu acho que atualmente eles não diriam “é apenas isso”, diriam “é para ouvintes que também apreciam tal coisa”, então pelo menos não é mais tão restrito a ideia de que você precisa estar encaixado em alguma tag.
    Henk: Isso é muito difícil porque as pessoas pensam de uma forma, em uma caixa… É ridículo, eu lembro quando eu fiz a meu primeiro musical – Os Miseráveis, em 1991 – Eu deveria ter feito também uma opera holandesa, e as pessoas não conseguiam mudar a ideia de “Henk Poort é um cantor de ópera e agora ele está fazendo musicais? Deve ser porque ele não consegue mais cantar óperas” E isso aconteceu bastante! Eu lembro que eu tinha um agente naquela época e ele disse “você sabe, eu gostaria de te apresentar numa opera em algum lugar na Alemanha mas eles perguntaram o que você está fazendo no momento, e ele disse que eu estava cantando Fiddler on the Roof e eles disseram “ah, um cantor perdido. Cantar opera e depois cantar Fiddler on the Roof” que é um musical então eu acho que ele está fora de forma, então acho que ele não consegue mais cantar””. O que é ridículo! Durante o Fantasma da Ópera eu fiz 6 operas! Óperas de verdade! O Fantasma da Ópera é um musical! Então as pessoas sempre acham que se você é isso, você não pode ser aquilo, algo que eu considero ridículo!

    Floor: Sim! Eu concordo totalmente. É bom ser muitas coisas porque isso também desperta o artista dentro de nós para explorar novas áreas e meu ultimo Floor Finds foi com Anki von Helersvan e que todos sabemos que ela é uma ótima adestradora de cavalos – ma depois que ela explorou tudo o que era possível sobre esse tópico ela disse “sim, eu acho que fiz tudo e não me sinto mais desafiada!” então ela começou a fazer western reining (competição de hipismo) – ainda dentro do âmbito de cavalgar, mas totalmente fora do que ela fazia e eu achei ótimo! Talvez ela não seja a melhor do mundo nessa modalidade, mas não é sobre isso que se trata… Eu acho que ambos te faz investigar novas áreas e talvez você ache novos talentos escondidos, mas também isso te dá uma nova energia para explorar coisas que você já estava fazendo antes. Então para mim, no canto, sempre foi tao interessante explorar tudo…
    Henk: E descobrir até onde você consegue ir!

    Floor: Sim, e onde eu sou boa? Talvez até excelente? E onde eu não sou tão boa? Então eu gosto de tentar novas técnicas, cantar com distorção e até gutural, bem metal!
    Henk: Sim, a primeira vez que eu te ouvi cantar assim eu fiquei me perguntando “isso é um gutural? Isso é cantar guturalmente?”

    Floor: Canto com distorção.
    Henk: Ah, certo! E eu nunca tinha feito isso. Então eu fui até o meu professor e disse “olha eu preciso fazer isso isso e aquilo” – e ele disse “[faz uma cara estranha] ah, tudo bem, vamos aprender” [risos]. Eu adoro aprender e eu aprendo relativamente rápido, mas você sabe, foi um desafio! Eu acho que se eu fosse cantar uma ária de uma ópera para uma audição em algum lugar do mundo para uma casa de opera desse jeito eles diriam “muito obrigado pela participação, próximo!”

    Floor: [risos]
    Henk: Mas foi tão divertido! Descobrir que você também pode fazer isso com a sua voz, é fantástico.

    Floor: Eu tenho a mesma experiência, eu acho que eu consigo fazer e descubro que consigo, mas para mim eu sinto que eu nunca serei a melhor cantora de gutural do mundo, há muitas mulheres e homens que foram além, eles são fantásticos! Se eu fosse cantar assim provavelmente seria um pouco pior pelo fato dele serem tão ótimos no que eles fazem, mas eles devem sentir o mesmo com canto limpo onde o inverso acontece, o que é ótimo! Pelo menos foi legal explorar coisas novas e se eu fosse seguir os passos de um canto clássico puro como eu tive aulas no conservatório – tinha um professor lá que graças a deus não era o meu professor que me escutou cantando enquanto eu estava sendo ensinada pelo meu professor, o colega dele estava na sala e ela estava tipo “é, isso foi ótimo, mas o que você faz com a sua voz não é possível, então só para você saber, se você está querendo uma carreira real na ópera então é melhor que você esquecer tudo o que você está fazendo porque você nunca será capaz de cantar opera!”
    Eu fico feliz que eu não escutei ele falar isso!
    Henk: Que estúpido! Tão estúpido! Isso é realmente pensar apenas dentro da caixa, isso é maluco! Que ridículo! Minha filha acabou de começar no conservatório e ela canta musicas e outras canções e ela tem uma voz fantástica – bem, todas as vozes são fantásticas, mas ela..

    Floor: Ela tem seus genes! [risos]
    Henk: Sim [risos] Mas agora ela está começando a cantar óperas e ir atrás das árias e eu acho incrível! Mas eu digo, não se restrinja! Não faça apenas uma coisa ou outra, não! Explore! E eu acho isso fantástico.

    Floor: Eu acho que esse é um conselho incrível para todos que estão assistindo esse vídeo, explore as caixas e não se fique preso numa coisa só. Isso pode nos trazer muitas coisas.
    Henk: Há muita coisa para experimentar!

    Floor: Sim, todo um mundo. E nunca acaba. E isso é bom saber também.
    Henk: Sabe, o meu contador viu a lista de coisas que eu pago e ele disse: “aulas de canto? Voce ainda precisa de aulas de canto? Quão estupido você pode ser?” E claro que eu ainda preciso de aulas de canto! Quando eu era carpinteiro eu tinha que ter certeza que meus instrumentos estavam afiados e prontos pro uso, e o mesmo acontece com a minha voz. Então eu preciso, pelo menos uma vez por mês, uma aula de canto. Não para aprender… digo, você sempre pode melhorar a sua técnica, mas para também cuidar da sua voz se você canta muito para você não cometer erros. Principalmente quando você está cantando muito, as coisas podem estar perigosas. Quando eu estou numa ópera eu canto 7 dias por semana, então você precisa tomar cuidado.

    Floor: Sim, a manutenção é extremamente importante. Talvez um pouco tedioso, mas definitivamente importante. Isso é importante. Isso é um pouquinho mais dentro da caixa que falamos!
    Henk: Sim!

    Floor: Muito obrigada por assistirem, muito obrigado por estar em Floor Finds. É muito estranho falar em inglês com você.
    Henk: Absolutamente.

    Floor: Vamos voltar para o Holandes. Ele fala o holandês de Amsterdam e eu falo alguma coisa! [risos]. Tchau tchau!

  • Louder Sound: Após 20 anos no Rock e Metal, acho que gostaria de fazer outra coisa.

    Louder Sound: Após 20 anos no Rock e Metal, acho que gostaria de fazer outra coisa.

    English here | Tradução: Head up High, my dear!

    Floor Jansen, do Nightwish: “Depois de 20 anos de metal, eu gostaria de fazer outra coisa.
    O grande Human. :||: Nature., as chances de uma turnê acústica e o que o que o futuro lhe reserva.

    Ω

    Floor Jansen não tem desperdiçado seu tempo no confinamento. “Eu tenho dois cavalos, então eu tenho montado bastante.” diz a cantora. “Além disso, eu tenho criado vegetais e flores. E, ocasionalmente, eu me sento ao piano e escrevo.”

    Para o Nightwish, assim como todas as bandas do planeta, 2020 não se moldou como esperado. O ano do gigante do metal sinfônico deveria ter retomado a turnê em divulgação do seu nono álbum, Human. :||: Nature. Este álbum foi lançado em abril, mesma época em que o mundo fechou suas portas, enterrando todos seus planos.

    Nós não podíamos ensaiar para a turnê“, diz Floor. “Nós deveríamos, mas foi pouco antes da proibição aos vôos. Alguns de nós estão em países diferentes, então não pudemos nem nos encontrar para ensaiar.

    LS: Tudo que está acontecendo, está fora do seu controle, mas ainda assim deve ser frustrante.
    Floor: Na verdade, não. Lançar o álbum em uma época como essa, significava que as pessoas realmente tinham muito tempo para ouví-lo. E o feedback que recebemos foi que eles estavam gratos por ter o álbum. Já se passaram cinco anos desde o último álbum, e as pessoas realmente apreciaram quando ele foi lançado.

    LS: Seja honesta: quais foram seus primeiros pensamentos quando o tecladista e criador Tuomas Holopainen te apresentou a idéia de um álbum duplo, do qual a metade é uma faixa orquestral instrumental de 30 minutos?
    Floor: Se fosse qualquer outra pessoa além do Tuomas sugerindo isso, eu teria pensado que era loucura. Mas como era ele, e como ele é tão brilhante, eu pensei, “É uma ótima idéia, você deve escrevê-la, não vejo a hora para ouvir.”

    Mas se uma banda pode fazer isso, somo nós. Já tivemos [a faixa épica de 24 minutos em 2015] The Greatest Show On Earth. Essa música [All The Works Of Nature That Adorn The World, do novo álbum] é apenas o irmão mais velho disso. É uma sequência lógica. A única razão pela qual se tornou um disco duplo foi porque ela não caberia em um único CD.

    LS: Foi um álbum difícil de se fazer?
    Floor: Bem, há diversão e dificuldade. Fui devidamente desafiada – há algumas melodias difíceis em ‘Music’ e ‘Shoemaker’. Alguns versos são extremamente complicados de se cantar. Mas você quer constantemente desafiar a si mesma. Nós não pensamos, ‘Nono álbum de estúdio, somos o Nightwish, podemos apenas sentar e copiar o que temos feito nos últimos 20 anos‘. Isso não acontece. Ainda somos uma banda que busca inovar sempre.

    LS: O Endless Forms Most Beautiful foi um enorme álbum. Estavam tentando se superar?
    Floor: Eu acho que de certa forma, você está sempre competindo, mas no sentido de ser algo novo. Eu acho que este álbum é incrivelmente grande, mas não há nenhuma orquestra nas nove músicas que tocamos como uma banda. Há um quarteto de cordas e um coro, mas nenhuma orquestra. Isso é algo único, porque os álbuns anteriores estavam cheios de orquestras.

    LS: Você já imaginou o Nightwish fazendo um álbum totalmente acústico?
    Floor: Não sei se um álbum funcionaria, mas poderia nos imaginar fazendo uma turnê. Particularmente imagino que possa ser agradável.

    LS: Em 2018, você lançou um álbum de hard rock, o Northward. O que você ganhou com isso, sendo fora do Nightwish?
    Floor: Principalmente pelo fato de eu mesma ter escrito, com o [guitarrista/parceiro musical] Jørn Viggo Lofstad. Há muito de mim ali, mas de um jeito diferente do que com o Nightwish. É um estilo diferente também – um gênero que até então, eu não tinha feito. Eu estava muito envolvida com algo que veio de dentro de mim.

    LS: Você gostaria de fazer outro álbum do Northward?
    Floor: Não sei se vou. Esse projeto foi escrito em 2008. Como tivemos um ano de folga do Nightwish, eu consegui finalizar, ver se as músicas ainda estavam atualizadas, se poderíamos gravá-las ou não. Eu estava feliz por ter tido um momento para lançá-lo após 10 anos que nós haviamos escrito.

    Mas depois de 20 anos de rock e metal, eu acho que gostaria de fazer outra coisa. Não digo parar com o Nightwish, mas algo paralelamente. Recentemente me envolvi no programa de tv do meu país natal, na Holanda [reality show, ‘Beste Zangers’, conhecido como ‘Melhores Cantores’]. E isso realmente me inspirou a começar a escrever, e as coisas que estão vindo são bem calmas.

    Eu adoraria fazer um álbum onde menos é mais. Algo diferente – não porque estou entediada, mas porque se você já está em uma das maiores bandas do seu próprio gênero, e você tem alguém como Tuomas Holopainen como compositor; realmente não acredito que eu tenha algo a mais para acrescentar criando outro álbum de metal.

    LS: Enquanto isso, ainda há uma turnê do Nightwish marcada para o final de 2020. Você está ansiosa para voltar à estrada?
    Floor: É claro, ainda mais sabendo que agora eu não posso, mas não quero perder meu tempo pensando sobre.

  • pt 2: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    pt 2: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear!

    Parte 1 AQUI

    FaceCulture: Uma coisa que eu pensei conforme eu assistia o programa, você teve meio que um feeling de “eu consigo cantar qualquer coisa que eu quero”?
    Floor Jansen: Bem, o programa realmente expandiu meus horizontes, digo, eu não acho que eu iria bem em um rap francês, por exemplo, e você não me veria fazer algo de hip-hop, mas eu realmente gostaria de experimentar, no sentido de que é interessante ser tão diversificada!

    FaceCulture: E você mencionou o Tuomas, eu acho que você tem tido muitas coisas para fazer durante todo o processo do álbum novo nesse ultimo verão… Primeiro sobre o jeito que você compõe, porque dentro das próprias músicas, há muitos desafios para os cantores, nesse caso você, de usar a voz em diferentes técnicas… Então como é para você, ser capaz de usar todos esses estilos e essas técnicas na sua voz para as musicas?
    Floor Jansen: É ótimo, não poderia ser melhor porque é algo que eu tentava fazer nas minhas próprias bandas antes e especialmente no Revamp eu realmente tentei… “Okay, eu não sou capaz de fazer gutural ou de fazer screams… Será que consigo aprender? Consigo integrar essas técnicas no álbum?” E com o Nightwish é bem diversificado, é um novo desafio novamente agora com esse novo álbum… Eu canto de jeitos que eu imaginei que eu não seria capaz quando as primeiras idéias foram aparecendo, é tipo [cara espantada] “Okay, eu preciso estudar isso” [risos]…

    FaceCulture: Então é realmente desafiador!

    Floor Jansen: Sim, é muito desafiador. E não é só para eu aumentar minhas técnicas, eu também preciso desafiar meus colegas de banda – e o que sair disso, ótimo – e veremos o que podemos fazer ou não e como podemos fazer com que soe bom. E é aí onde a banda entra, e onde eu entro, onde a minha criatividade entra em ação e é um processo muito agradável, onde nós fazemos primeiro durante as primeiras semanas de ensaios, nós tentamos definir tudo do jeito que tem que ser e então nós vamos  e gravamos. Esse é um ótimo jeito de trabalhar, e nós fizemos o mesmo no EFMB, e sim, é um enorme desafio!

    FaceCulture: Eu tenho certeza que você não pode falar muito disso, mas o que você notou ou qual foi o feeling que você sentiu durante esse verão sobre o novo álbum?
    Floor Jansen: Foi ótimo, eu acho que todos estavam bem ansiosos para isso, e também porque depois do último álbum, primeiro nós tiramos uma folga e depois nós saímos na Decades Tour, onde ao invés de focar no novo material, nós voltamos no tempo o que é algo muito muito legal de se fazer, mas agora é o momento de algo novo. E voltar para o acampamento de verão onde estivemos anos atrás, é uma área tão gostosa de se estar, no meio do nada na natureza finlandesa… É um luxo, quão especial é poder fazer isso?

    FaceCulture: E eu me lembro de falar com o Tuomas, quando ele estava em Auri, fazendo o Auri, e ele disse que fazer esse projeto meio que revitalizou a energia dele para o Nightwish… Você sentiu a mesma coisa com o Northward, e ter a possibilidade de fazer o que você faz melhor e criar sua filha… Ser capaz de fazer todas as essas coisas e agora voltar a se concentrar no Nightwish de novo.

    Floor Jansen: Sim, absolutamente, foi legal ter tido um tempo para me concentrar em algo que eu mesma escrevi, mesmo que eu me sinta muito parte do Nightwish – eu estou sempre sendo desafiada, mas Northward era música que eu ainda tinha, já tinha sido escrita, eu não teria tempo no momento… Tempo e paz mental para escrever um álbum inteiro mas foi fantástico de usar as coisas que tínhamos e finalizá-las; e claro isso vem com toda uma nova carga de energia criativa… Todos os passos criativos foram ótimos, e também o tempo que eu tive para criar a minha filha – ela tem apenas dois anos e meio então o processo de criá-la ainda não acabou [risos] – especialmente nesses dois primeiros anos é legal ter mais tempo em casa e eu tenho levado ela nas turnês também, então nós experimentamos como é combinar esses dois mundos… Ela estava comigo no acampamento de verão… Foi fantástico! É a melhor combinação dos mundos, de verdade!

    FaceCulture: Talvez essa seja uma pergunta estranha, mas como que é um dia comum nesse acampamento de verão? Como que é um dia Nightwish?
    Floor Jansen: Bem, a música é muito intensa, então pode-se dizer que começamos as 9 e paramos as 5, então são muitas horas de trabalho intenso. Depois paramos para almoçar e comer alguma coisa, então trabalhamos um pouco mais. Depois é hora de ir para a sauna e comer algumas salsichas veganas – muitos de nós não come carne. Então, super relaxado!

    FaceCulture: Você disse que tudo está praticamente pronto, que só falta masterizar ou mixar, mas então tudo está praticamente feito…
    Floor Jansen: A gravação por parte da banda já está feita. Então nós estamos terminando o resto…

    FaceCulture: Então você sabe que tipo de música estará lá. Como você acha que as pessoas reagirão ao que vocês fizeram?
    Floor Jansen: Eu não sei! Veremos isso ano que vem. Digo, o lançamento está marcado para a primavera do próximo ano… Eu só posso dizer que eu acho que nós fizemos um novo álbum muito legal, eu estou muito muito feliz com isso… Já nas primeiras notas das músicas eu pensei “Oh yeah, lá vamos nós!”… É o tanto de Nightwish que vocês podem esperar da gente, no sentido de “wow, o que está acontecendo agora?” Então, eu não posso dizer muitas coisas, porque há algumas coisas que são o mesmo e há algumas coisas que são diferentes, então tudo que eu posso dizer é que eu estou muito feliz com o resultado, e eu acho que as pessoas que já conhecem o Nightwish vão gostar muito! Talvez as pessoas que estão conhecendo aqui na Holanda talvez digam “Hey! Agora que sabemos quem é Floor Jansen e agora ela está vindo com um novo álbum, vamos descobrir como que é!”

    FaceCulture: Última pergunta. Com isso em mente, você está fazendo alguns shows solo aqui na Holanda e todos esgotaram imediatamente…
    Floor Jansen: Mas, boas notícias! Nós anunciamos um segundo show!

    FaceCulture: E pelo o que eu vi, está vendendo rapidamente!
    Floor Jansen: Os números… Sim, são muito impressionantes.

    FaceCulture: Sim! Com isso em mente… Você está animada para tudo isso começar de novo?
    Floor Jansen: NÃO…. [risos] Sim, absolutamente!

    FaceCulture: Porque eu consigo imaginar, já que será um trabalho enorme!
    Floor Jansen: Sim, digo, nós estamos animados e já estamos trabalhando com as coisas que acontecerão com o Nightwish ano que vem e todas as idéias para o show, quando e onde… Foi engraçado que meu foco nisso foi total – é o que eu faço para viver – então o que está acontecendo agora na Holanda vem como algo a mais disso. “Será se eu tenho tempo para isso?” – para começar com uma pergunta livre de ego e muito prática. Porque é ótimo quando todos falam “ooh isso é ótimo, nós queremos ver mais de você e você fará show solos?”… Bem, sim! Mas quando? Mas ai eu pensei “bem, eu tenho uma janela entre os compromissos com o Nightwish, não só para fazer os shows solo mas também para prepara-los”. É muito, mas eu estou muito feliz que eu topei fazê-los e estou mais que surpresa que tudo esgotou tão rápido quanto aconteceu… Mas é bem difícil fazer mais porque eu estou simplesmente numa turnê mundial com o Nightwish, e o mundo é um lugar enorme! E eu ainda tenho uma criança de dois anos e meio em casa que eu não posso levar em todas as viagens – ela precisa poder ser uma criança e ter aquela vida, e eu quero estar com ela, ela será uma criança por apenas uma vez. Então eu tenho o problema luxuoso de muitas coisas estarem acontecendo ao mesmo tempo. É um quebra-cabeça interessante.

    FaceCulture: É interessante, porque a razão que eu te perguntei isso, obviamente você é capaz de fazer tudo isso, é que nós falamos no passado sobre administrar o trabalho e não voltar àquele lugar em que você estava há uns anos atrás…[mencionando o Burnout]
    Floor Jansen: Sim, exatamente.

    FaceCulture: Mas é maravilhoso que você achou um jeito de conseguir fazer tudo!
    Floor Jansen: É um processo diário. E quando as coisas acontecem na velocidade que aconteceram nas ultimas semanas, você precisa tomar decisões ainda mais rápidas do que você normalmente tomaria. Entao agora é um período interessante para testar a teoria de quão bom é seu jeito de administrar seu trabalho, e o quanto que eu direi “sim” para as ofertas, e quão boa sou eu em dizer “não”. Então isso é uma coisa interessante, mas eu estou muito feliz que eu falei “sim” para os shows. Porque as pessoas com quem eu trabalho agora são pessoas incríveis e fantásticas, que falam o que precisa ser dito, não são um milhão de e-mails sendo trocados sobre o mesmo assunto, ou coisas pequenas que tomam muito da sua energia. E agora eu sei melhor o que eu quero, mais do que antes. Então vai ser isso, e será bem rápido… É um sentimento ótimo que eu não tinha quando eu era mais jovem. Claro que você precisa desenvolver essas coisas… Elas vem com a idade!

    FaceCulture: Floor, muito obrigado pelo seu tempo!
    Floor Jansen: Obrigada você também!

  • pt 1: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    pt 1: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear!

    Parte 2 AQUI

    Parte 1

    FaceCulture: Antes de tudo, Floor como você está?

    Floor: Bem… um pouco cansada, mas feliz, cansada. Já faz um tempinho… Tempos ocupados, estou fazendo muitas coisas ao mesmo tempo de um jeito que eu nunca havia feito… mas apenas de um jeito bom.

    FaceCulture: Isso é bom saber… Estamos fazendo a entrevista em inglês para que seus fans internacionais poderem aproveitar também. Então onde eu quero começar, você fez o Beste Zangers, o programa.. E agora você está se tornando, ou se tornou, ou tem se tornado, uma celebridade nos Países Baixos…

    Floor Jansen: Sim, aparentemente.

    FaceCulture: Isso é meio estranho para você? Porque você tem estado numa das maiores bandas há um tempinho, e você teve o After Forever e o Revamp… Como que é o sentimento?

    Floor Jansen: Eu não tenho certeza de como reagir agora, então as coisas que têm mudado, eu não estive nos Países Baixos ainda, e como eu moro na Suécia eu não tenho notado… Entretanto eu posso ver as diferenças que estão acontecendo nas redes sociais e eu estou aqui… Sim, eu nunca ouvi meu nome numa estação de trem, e é engraçado porque as pessoas não tem muita certeza, eu acho que as pessoas não esperam ver alguém que elas conheçam da tv cara a cara, então é tipo “Ei, aquela é a Floor” – as pessoas realmente sabem meu nome agora, então você passa por umas situações engraçadas. Noutro dia umas pessoas me viram, mas eles não tinham certeza que era eu, eu podia escutar eles conversando, e eles estavam gritando do outro lado da estação de trem “Floor Floor” e eu estava tipo “O que você espera que eu façaGrite de volta e confirme para você que sou eu?” Situações engraçadas que eu nunca passei antes…

    FaceCulture: Foi importante para você, de um jeito, ter o reconhecimento das pessoas? Porque você tem tocado musica num subgênero que as rádios não prestam muito atenção e agora eles estão prestando! Entao, foi importante para você…?

    Floor Jansen: Foi importante para mim que a minha musica seja reconhecida, não foi importante para mim que eu me tornasse famosa. Nunca teve algo no meu algo que queira que eu diga “Uh, eu sou uma pessoa famosa na Holanda” – o contrario na verdade. Para mim, tem sido a musica. Metal é um subgênero, como você disse, musica underground na Holanda. Num nível que não realmente combina com sua qualidade e diversidade, de metal holandês. Além de outros países estrangeiros, o metal holandês é um fenômeno. “Wow, todas essas bandas que vem da Holanda, a Holanda deve estar orgulhosa”. E eles não tem a menor ideia! E isso me incomoda. Bandas como Nightwish e mais bandas que fazem musica, que não combinam com o padrão estético de metal que algumas pessoas daqui imaginam que seja. É muito “deve ser muito pesado, deve ser homens cabeludos gritando raivosamente e talvez seja satânico e agressivo, e não é para mim”. E todas essas ideias fazem com que se você diga “Nightwish é uma banda de metal” as pessoas automaticamente reagem com “Não, isso não é para mim então” e esses pensamentos que talvez não sejam verdade. Porque há uma diversidade que as pessoas não conhecem, e eu espero que todas as coisas que tem acontecido agora façam as pessoas quererem ouvir a musica. Voce ainda pode dizer “essa musica não é para mim” – justo – mas dê uma chance, por favor, se você poder evitar esses pré-conceitos e dizer “okay, talvez seja, talvez não seja para mim”, mas todas as vezes que eu toquei algo do Nightwish para pessoas que diziam que não gostavam de metal mas que haviam muitas coisas nas musicas que elas de fato gostavam. “Wow eu naio sabia que era tao melódico, eu não sabia que tinha tanta diversidade, wow é tao musical, wow é tao diferente do que eu esperava que fosse” – Isso eu quero desconstruir, porque eu acho que é uma percepção errada, e o gosto musical ainda importa, mas para mim é muito importante que as pessoas saibam da riqueza da cena de metal Holanda que talvez não seja completamente inacessível e com certeza eu devo dizer que há algumas bandas que fazem musicas super pesada e inacessíveis, que é para um grupo seleto de pessoas, e essas bandas não tem a ambição de ficar famoso, e eles não querem que eu seja a embaixadora e dizer “Sim, todas as pessoas precisam escutar esse tipo de musica” – claro, eu sou metaleira há tempo o suficiente para saber que nós somos orgulhosos das coisas que fazemos, e nós fazemos para as pessoas que querem escutar, e não para o grande publico. Mas eu acredito que há uma diversidade dentro do gênero que as pessoas da Holanda simplesmente não conhecem, e essa parte eu quero dar uma atenção especial e dizer “Ei, escute a nossa musica agora sem preconceitos”.

    FaceCulture: E há um fenômeno online, você deve saber agora, onde há pessoas se filmando escutando musicas suas…

    Floor Jansen: Ah sim, os  “treinadores vocais” sim, aquelas reações… Alguns deles realmente devem ser treinadores vocais. Eu não vi todos, eu sei que há muitas pessoas que estão compartilhando esses vídeos comigo, e parece que tem se espalhado bastante porque é um novo fenômeno, onde as pessoas fazem isso. E todas as semanas, de todas as musicas de Beste Zangers que saia… Risos… Eu não vi todos, mas alguns eram muito engraçados, ou muito emocionantes, e alguns de fato, digo, se fossem para ser uma analise técnica de verdade, para mim, como uma cantora técnica, eu sou meio nerd quando se trata desse tipo de coisa, eu gosto desse tipo de coisa, e eu aplico tudo! Então se alguém de fato reconhecer essas coisas que eu faço, eu fico muito grata.

    FaceCulture: O que eu acho muito interessante com o que você mencionou, sobre abrir portas e mostrar que o metal não é apenas esse homem cabeludo raivoso – esse tipo de fenômeno introduz o gênero para um novo grupo de pessoas, porque veja: todas as tribos que sabem o que metal é, as vezes é um ouvinte de hip-hop descobrindo…

    Floor Jansen: Sim, legal, nós podemos sair das nossas caixinhas…

    FaceCulture: Sim, e isso é legal que o Nightwish tem tentado fazer isso, e isso é um tipo de globalização no sentido de tornar as musicas mais universais. Como você ve isso? Porque você tem viajado por todo o planeta bem antes das pessoas na Holanda notarem, então….

    Floor Jansen: Sim, eu digo, metal tem sido conhecido por ser popular pelo planeta todo. Dependendo do país que você está, um grupo seleto de pessoas ainda ouvem, em outros países há mais ouvintes que outros… Eu gostaria que todos os países fossem igual a Finlândia, onde é normal que toquem metal nas rádios, onde Nightwish pode ser a maior banda do país… Mas isso é uma utopia para um metaleiro, mas eu realmente agradeço a queda das barreiras, onde um cara do hip-hop pode dizer “eu vou tentar escutar isso” e curtir o que estamos fazendo baseado apenas na música e não na idéia de “Nah, isso é metal” e todas as outras coisas… Eu acho que isso é apreciar a música de uma forma honesta, a essência do que fazemos, e não todas as coisas que vem com o gênero.

    FaceCulture: Sim… E agora, sobre ter essa atenção… Bem, deixe-me voltar um pouquinho, porque você disse que fez a Rock Academy, que foi onde você começou, e eu imagino que você era… Eles te deram toda uma variedade de técnicas para cantar. Então a pergunta é, você sabia desde do inicio que era metaleira, e você mencionou a parte técnica da sua voz, então você já sabia das diferenças entre como cantar?

    Floor Jansen: Sim e não. Eu já estava no After Forever antes de sequer haver uma ideia da Rock Academy, então pela época que nós começamos a fazer o nosso primeiro álbum, eu também comecei a estudar na Rock Academy. E meus vocais, na época, eram praticamente todos metais. Eu amo tudo sobre o que eu estava fazendo, e eu estava complemente sem treino. Pelo tempo em que estávamos gravando o primeiro álbum, eu nunca tinha tido uma única aula de canto na minha vida e eu também entrei na Rock Academy baseado no que eu conseguiria fazer, e não no que eu já sabia em relação a técnica. Mas eu estava muito sedenta para saber, muito interessada, e eu meio que esperei que eu desenvolveria essas coisas quando eu entrei na Rock Academy, mas ao invés disso nós entramos nesse sistema escolar onde “primeiro aprenderemos sobre os anos 50, então os 60, depois os 70, então os 80 e entraremos nos 90” – é importante que você saiba sua historia musical, sua diversidade… E eu entendi isso, especialmente olhando agora, mas na época eu estava “Anos 50? Eu quero saber como fazer as notas altas no álbum que estou fazendo. Nós aprenderemos sobre isso? Não. Primeiro aprenderemos isso, e depois aprenderemos aquilo…” E sobre as técnicas eles falaram também “primeiro aprenderemos isso, e depois aprenderemos aquilo”… Claro, precisa ter um sistema de ensino, para eles poderem medir o quanto você aprendeu, quantos pontos você tem, e você precisa ter um numero de pontos para poder ir para o próximo ano, bla bla bla… Precisa ser algo que eles podem medir, independente se eu posso fazer notas altas no meu próprio álbum… Não era algo que eles eram capazes de pontuar.. Eu acho que o sistema agora se tornou um pouco mais adaptado, mas não vamos esquecer que foi a primeira vez que eles fizeram uma escola desse tipo. Então tudo era muito novo – o mesmo para técnicas vocais. Se você analisa o canto lírico, ele existe há centenas de anos, então as técnicas por trás dele já foram desenvolvidas e lapidadas, onde o canto popular, algo não clássico, é algo relativamente novo – questão de décadas. Então aquilo era claro, os métodos vocais e os estilos vocais não eram não desenvolvidos quanto hoje – muito mais hoje em dia. Eu também me desenvolvi sozinha, com as coisas que vierem, todas as técnicas vocais e os métodos, um nome para isso e uma técnica para aquilo… Isso eriçou minha curiosidade nessa área, então eu aprendi sozinha, pelo tempo, tanto na Rock Academy, tanto na minha jornada depois… Eu ainda acho que é importante continuar desenvolvendo o canto, e expandir seus horizontes.. Porque eu noto que eu posso cantar canções que não são metal muito melhor agora que eu conseguia na época… Porque na época eu era muito jovem para entender o que eu estava fazendo, eu não estava interessada em nada disso, porque eu só queria fazer metal e meu próprio material, porque eu era tao nova nesse mundo… Então é também muito sobre a experiência que vem sobre ser uma boa cantora, além das coisas técnica…

    FaceCulture: Por exemplo, agora, fazendo o Beste Zangers, você teve que cantar todos os tipos de música… Essa é o tipo de experiência onde você aprende muito? E descobre algo sobre a sua voz ou o jeito que você usa seus vocais, passando por esse processo?

    Floor Jansen: Absolutamente. Eu acredito que sim. E eu acho que eu tenho que agradecer ao Nightwish por isso porque claro, quando eu comecei, especialmente no começo, eu estava cantando “covers” das musicas… Eu era nova na banda, com musicas que já existiam, que claro, logo passaram a fazer parte de mim, mas eu tive que aprender a faze-las serem minhas – e cantar tão bem quanto eu posso, e fazer soar como a Floor, e não uma copia de quem cantou primeiro. Entao eu aprendi muito fazendo isso, e quando comecei a trabalhar com musicas novas que eu não tinha escrito, diferente nas minhas bandas passadas, ambas After Forever e Revamp, e também Northward, eu tenho escrito minhas próprias musicas… E no Nightwish, eu tenho cantado o que o Tuomas escreve, o que é uma coisa fantástica de se fazer, ele é um dos melhores compositores do mundo pelo o que eu sei, é uma honra para mim cantar suas canções, mas isso significa que eu preciso trabalhar num nível diferente que eu normalmente trabalho quando eu escrevo minhas próprias musicas, e eu aprendi muito disso. E eu acho que eu pude usar isso quando eu fui cantar musicas que eram muito distante do que eu sou acostumada… “Uh, eu vou cantar Que Si Siente do Rolf Sanchez… É reggaeton e latino… É realmente diferente do que eu jamais tinha feito, como eu vou fazer isso, e fazer soar como eu mesma?” Não é minha cancao, não é meu estilo musical, então primeiro eu preciso ficar familiarizada com o estilo e então eu preciso encontrar um jeito de contar uma história… E foi algo muito interessante na minha curva de aprendizado… E também trabalhar com uma banda totalmente nova, eu estou acostumada a trabalhar com uma banda, sempre as mesmas pessoas, e do nada eu vou trabalhar com um monte de pessoas que eu nunca trabalhei antes e vamos aprender 8 musicas de uma vez, não iremos apenas tocar elas como são, nós iremos adapta-las em um gênero ou estilo mais próximo ao meu… Quanto que eles sabem sobre metal? Nós vamos colocar um baixo duplo em todas as musicas? O que faremos? Quanto é possível? Foi bastante novo para mim, muitos novos desafios, mas foi incrível ver quão talentosa essa banda era e como eles são acostumados a fazer esse tipo de coisa… E para mim dizer “Okay, eu sei o que fazer, quando passar a soar certo eu posso colocar o meu jeito na musica” – e então começou a funcionar. E é por isso que soa bom, pelo menos pelo o que eu posso dizer, eu estou orgulhosa, soa bem! Porque se eu não conseguir fazer a musica soar nem um pouquinho perto do que eu acho que é bom do meu próprio jeito, iria soar falso. É muito importante que seja genuíno…

     

    TO BE …


  • Beste Zangers – Melhores Cantores

    Beste Zangers – Melhores Cantores

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    Como todos sabem, Floor Jansen foi convidada a participar do programa Beste Zangers. Programa focado em 7 cantores, com estilos diferentes, do qual cada participante canta a música de outro participante em seu próprio estilo. O post será atualizado conforme a programação

    Ω

    Episódio 1 (24 de agosto): Vilja Song para Henk Poort

    Episódio 2 (31 de agosto): para Samantha Steenwijk

    Episódio 3 (7 de setembro): Qué Se Siente para Rolf Sanchez

    Episódio 4 (14 de setembro):

    Desta vez, Floor Jansen se manteve no sofá, enquanto os cantores performaram músicas importantes de sua carreira.

    Strong – After Forever :’)

    Our Decades in the Sun – Nightwish – em holandês

    Nemo – Nightwish

    Episódio 5 (21 de setembro): About Love I Don’t Know a Thing para Ruben Annink

    Episódio 6 (28 de setembro): Shallow para Emma Heesters

    Episódio 7 (5 de outubro): Winner para Tim Akkerman

    Episódio 8 (12 de outubro): Tim Akkerman & Floor Jansen – Shallow

    Floor Jansen & Henk Poort – Phantom Of The Opera


  • Beste Zangers!

    Beste Zangers!

    Português | English

    Floor Jansen: Eu estou orgulhosa e feliz de anunciar que eu estarei participando do programa holandês “Best Singers”. Esse programa é todo sobre música e canto, e apesar de seu nome, não tem nada a ver com quem é o melhor. 7 cantores participam e vão cantar a música uns dos outros mas com seu próprio estilo.

    Eu acho muito legal que eles me convidaram, como uma cantora de metal, de fazer parte do programa. Como vocês podem saber sobre mim, eu acho que é uma pena que a mídia popular dos Países Baixos tem evitado a nossa música por tantos anos.

    O “estigma” metal faz com que muitas ótimas canções nunca sejam ouvidas por uma audiência grande. Como embaixadora se boa música eu acho que todos devem ter acesso a mais músicas diversas, e depois ficar para o ouvinte se ele gostou ou não.

    Atualmente essa opção não é dada. Nós, metaleiros, sabemos bem o que ‘eles’ perdem com isso e por causa desse programa eu terei a oportunidade de compartilhar música boa. Eu também serei desafiada a mergulhar em gêneros e músicas de outros cantores, como também eles serão ao cantar minha música.

    Eu sempre gostei de diversidade e eu terei uma ótima oportunidade de mostrar isso. O programa será gravado em Ibiza na próxima semana e irá ao ar em Agosto na TV holandesa. As redes sociais também serão usadas para isso, então vocês terão a oportunidade de ver, não importando onde você mora nesse lindo planeta!

    English

    Floor Jansen: I am proud and happy to announce that I will join the Dutch tv show ‘Best Singers’. This show is all about music and singing and despite the name, has nothing to do with whom is best. 7 Singers participate and we will sing each others music but in our own style.
    I think it is great they asked me, as a metalhead, to be a part of this. As you might know about me, I think it is a pity that mainstream media in The Netherlands has avoided ‘our music’ for years and years.

    The ‘stigma’ metal makes that many great songs will never be heard by a larger audience. As an ambassador of good music I think that everyone should have excess to more diverse music, and then it is up to the listeners to decide wether they like it or not.

    This choice is not offered nowadays. Us metalheads know well what ‘they’ miss out on and because of this tv show I get a chance to share good music. I will also get challenged to dive into the genres and styles of the other singers, as they will be when they sing my music.

    I have always enjoyed diversity and I get a great opportunity to show this. The tv show will be recorded on Ibiza this coming week and broadcasted on Dutch tv in August. Social media will be ON it so you will get the chance to see it wherever you live on this beautiful planet!


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