Sem Fan Friday e sem Master Class esta semana, mas em vez disso, eu apresento à vocês o primeiro “Questions from The Class“. Uma minissérie onde eu respondo perguntas vocais dos membros. Espero que vocês gostem disso e estou ansiosa para ler os comentários de vocês aqui embaixo e talvez vocês façam parte desta série!
Ω
Olá, bem vindos ao primeiro “Perguntas sobre a Aula“.
Temos uma pergunta de Erika Von Tilburg, que me parece bem Holandesa. Ela está perguntando se eu pratico de forma regular e a resposta é sim. Eu não faço os exercícios com tanta frequência mais, mas se eu estiver me preparando para uma turnê mundial ou para cantar algo além do que estou cantando, então eu começo a praticar as músicas que vou cantar através de exercícios. Como eu disse naMaster Class número 3, se colocar no modo “agora vou cantar” é muito importante e basicamente configurar minha mente e corpo nesse modo para começar a cantar.
Temos um comentário muito legal do Marcos Bonde, que toca o trombone e perguntou se pode ganhar mais confiança sem o aparato na boca, ao fazer os exercícios de respiração abrindo a boca basicamente. E eu diria sim, por que não? Pq não tem tentar? Cantar é sobre confiança, e abrir a sua boca na frente de outras pessoss e cantar é uma sensação de estar nu assustadora, então eu diria para tentar que é algo libertador.
Outro comentário bem legal da Pekka Karppinen que diz que eu me tornei sua coach vocal pessoal, bem vinda! Eu espero que eu esteja te ajudando a melhorar suas habilidades vocais. E que você esteja praticando todos os dias em frente ao espelho como eu te ensinei. De qualquer forma é ótimo estar te inspirando e eu espero que eu esteja fazendo com que cantar seja mais divertido para você.
Tom Ward, obrigada pelo seu comentário. Sim, cantar tem a ver com confiança, então se você se sente confiante com o que está fazendo, eu espero que você possa compartilhar com outras pessoas. Cantar não é uma competição, não é sobre saber quem é o melhor, é sobre ter alegria e compartilhá-la com outras pessoas. Não é sobre “se mostrar”, é sobre diversão. É assim que tem que ser do começo ao fim.
No Metal Talks (Spotify) da vez, a Floor falou bastante sobre o novo álbum, o Human. :||. Nature., mas também sobre sua história com o Nightwish. O Head up High traduziu para vocês, confere aí!
Muita calma nessa hora, a postagem será atualizada diariamente
Muito bem, então nós acabamos de lançar o álbum novo Human Nature, foram 5 anos desde o lançamento do nosso último álbum de estúdio que é chamado Endless Forms Most Beautiful… Depois do lançamento do nosso último álbum, claro, fizemos uma turnê mundial extensa então tiramos um ano inteiro de folga, sem banda, sem escrever, sem estúdios, sem nada sobre o Nightwish, algo que foi pedido por alguns membros que estavam na banda desde o início, o que foi uma jornada de 20 anos sem pausa para eles; então não é estranho querer um pouco de tempo para respirar… E isso deu uma chance para todo mundo na banda de ir atrás de seus projetos musicais e disso nasceu Auri, o projeto musical de ambos Tuomas e Troy do Nightwish, e isso me deu uma chance de lançar Northward… Sim, todos da banda se mantiveram ativos de seu próprio jeito. E depois daquele ano, nós… ao invés de fazer um novo álbum, nós decidimos fazer um “de volta ao tempo” porque nós estávamos celebrando os 20 anos de existência e começamos a fazer uma turnê mundial, a Decades Tour, onde tocamos canções de toda a nossa história – isso resultou num CD ao vivo e um DVD… Mas já era tempo de voltar ao estúdio e Tuomas Holopainen já estava escrevendo… Pelo curso de 2019 essas canções estavam finalizadas, demos, e para nós da banda para escutar e fazermos a nossa própria interpretação, para ensaiarmos juntos e transforma-las numa versão Nightwish, um álbum do Nightwish que agora está finalmente para todos.
O álbum se chama Human Nature, e há alguns símbolos engraçados que são interpretados como “ferramenta” que seria a parte “Human” e a outra “natureza”, mas há mais para diferenciar as duas palavras e você ainda pode combina-las, ambas são sobre humanos, ambas são sobre natureza, e ambos são sobre a natureza humana. O álbum na verdade é dividido em duas partes, há 9 musicas no primeiro álbum que são todas tocadas pela banda toda, o que soa como nós obviamente, mas há um segundo álbum onde a banda não está tocando e é uma pura e doce sinfonia divida em 8 partes e tem mais de 30 minutos; então há duas coisas musicas acontecendo e você pode dizer que as duas primeiras canções são mais relacionadas aos assuntos “humanos” em toda a sua gloria e sua diversidade, histórias da nossa humanidade e a nossa natureza humana, enquanto a segunda parte “All the Works” é sobre a natureza, você pode fechar seus olhos e imaginar você no meio da floresta ou então encarando o oceano e o tópico “natureza” volta aos holofotes mas eu escutei questionamentos de outras pessoas: “isso é por conta da mudança de temperatura ou a crise ambiental e todas as coisas relacionadas a isso” – não é sobre isso, de verdade, é sobre ver a parte positiva das coisas, onde nós vemos a beleza nas coisas que podemos fazer como humanos, as coisas que conquistamos, coisas que não podem ser esquecidas e não devem ser subestimadas quando você olha para todas as partes negativas que nós fazemos, e que nós constantemente continuamos a fazer mas nós ainda vivemos no período mais seguro e fantástico da história humana, no aqui e no agora, onde a natureza é grandemente afetada por nós, mas nós ainda somos parte dela, e parece que ainda nós nos enxergamos como seres distantes da natureza – Humanos e Natureza – mas nós ainda somos parte disso: 98% do nosso DNA compartilha as mesmas características com o DNA de um chimpanzé e 40% de uma simples banana, então como podemos esquecer que nós fazemos parte do mundo natural? Porque nós somos. E é a partir dessa perspectiva há uma esperança real, e uma beleza nisso. Bem, nós lançamos o nosso primeiro single no qual nós fizemos um clipe muito especial chamado “Noise” e essa é a parte da natureza humana onde falamos sobre – talvez não a parte mais positiva da natureza humana e a nossa tendência de ficar completamente viciado em algumas coisas como smartphones e redes sociais e uma forma falsa e artificial da vida real – e no vídeo nós falamos sobre isso e você pode ver bem no final um céu azul lindo e o nascimento de um dia, você vê o mundo real, o que significa que ele ainda existe – ele esta lá para que nós podemos fazer parte dele mais uma vez… Bem, eu adoraria tocar essa música como uma introdução à esse álbum.
Quando nós escrevemos musica, e eu digo “nós” mas na verdade é Tuomas Holopainen que é o nosso mentor, ele também vem com todos os tópicos líricos, e o texto e as letras mais as musicas… E seria uma coisa estranha se alguém da nossa banda se sentisse desconfortável com o tópico das letras por exemplo mas nós não.. nós sempre concordamos nesses assuntos, nós compartilhamos dos mesmos interesses e definitivamente um amor pela natureza e o mundo natural e sim, não é a nossa intenção ensinar as pessoas algo coisa, nós não temos uma posição militante e política, nós não forçamos a nossa opinião, mas nós gostamos de criar algo que faça as pessoas a pensar e a sentir… Mas há o incrível mundo subjetivo da interpretação onde todos nós sentimos coisas diferentes, há espaço na musica e nas letras para você interpretar do jeito que você faria, porque você é diferente e eu sou diferente, então nós criamos emoções, nós criamos um caminho para que você poder escolher a sua interpretação. O processo de estúdio para o Human Nature foi similar ao processo do Endless Forms Most Beautiful, o nosso ultimo álbum. Tuomas Holopainen escreve as letras e a música; uma vez que ele sente que terminou ele faz uma demo e aí chega a parte mais assustadora, como ele costuma dizer, onde ele envia para nós, onde tudo deixa a segurança de sua cabeça basicamente – algo que é muito empolgante para nós membros da banda, nós ensaiamos em casa, eu pessoalmente estudo as melodias e as letras com o Tuomas porque eu preciso entender como que a métrica funciona da melodia e da letra, e a partir daí é internalizando e memorizando e então nós ensaiamos juntos. Nós fizemos isso como nós já tínhamos feito, num acampamento de verão dos escoteiros na Finlandia, realmente um lugar no meio do nada, onde nós construímos um lugar para ensaio e logo depois um estúdio em uma das suas estruturas principais… Nós basicamente acampamos nos outros prédios e nas outras áreas – é construído no meio da floresta perto de um lago lindo… Claro, estamos na finlandia, então há uma grande sauna que nós podemos entrar, há um lugar uma fogueira onde nós podemos grelhar nossos vegetais e linguiças [risos] toda a tarde. Nós sentamos lá e escutamos música e nós falamos sobre música, sobre as coisas que amamos, e é um ótimo lugar para se estar, até a possibilidade de compartilhar os prédios do acampamento com nossos amigos e família… Nós separamos um tempo para podermos tocar as canções juntos e assim que a bateria começa a tocar, tudo começa a mudar, então o baixo, a guitarra, os vocais, tudo… Nós agora temos tocado juntos por tempo o suficiente para sabermos como fazer a progressão das musicas sem precisar falar e é algo incrível de ver acontecer… Uma coisa muito legal que eu gostaria de mencionar sobre esse álbum é que as harmonias vocais que estão em todos os refrões, porque bem, não é novidade que nós temos vocais harmonizados, mas o que é novidade é que todos são cantados por Troy, Marco e eu. Então há canções no álbum, a maioria são cantadas por mim com o Troy e Marco fazendo as harmonias, mas há canções como Harvest onde Troy é o vocalista principal e nós fazemos as harmonias e porque é uma canção com um sentimento diferente, uma canção bem folk, as harmonias são feitas de uma forma diferente do que por exemplo a faixa Endlessness que é cantada por Marco, onde nos refrões e nos versos é necessário um approach diferente, não é apenas copiar e colar o fato de que nós três cantamos mas o tipo de harmonias é realmente adaptada ao tipo da musica, então nós normalmente ensaiamos com a banda na nossa sala de ensaio, então nós vamos à fogueira com uma guitarra e um pequeno piano onde nós treinamos essas harmonias, o que é algo incrível de fazer. A partir disso, a bateria foi gravada no Petrix Studios na Finlândia, diferente do ultimo álbum porque nós gravamos a bateria no nosso acampamento de verão, o que foi um desafio acústico e por isso nós resolvemos gravar as baterias deste álbum num estúdio, porque há muito mais percussão do estilo tribal, há mais coisas extras que realmente levaram nosso baterista Kai Kahto ao máximo… E basicamente todos os instrumentos foram gravados lá, os vocais também, então nós ficamos nesse acampamento por mais ou menos três meses onde nós tivemos um verão maravilhoso, nós adicionamos o coral e nós tivemos um quarteto de cordas no álbum com uma banda que foi gravado em Londres – e diferente dos outros álbuns, não há uma orquestra na parte da banda. Então isso nos dá bastante espaço para fazermos as coisas nós mesmos, você pode não notar mas é uma enorme diferença comparada aos álbuns anteriores. E então claro, há a ultima parte do álbum onde todos os instrumentos da orquestra tomam conta e é uma peça completamente orquestrada que também foi gravada em Londres… De lá houveram mais alguns detalhes a mais, alguns vocais extras que eu fiz em casa para adicionar e de lá foi mixado e masterizado na Finlandia… Foi um trabalho bem grande para juntar mas nós sempre trabalhamos com as mesmas pessoas, o Time de Ouro, e lá estava: Human Nature.
Bem, “How’s the Heart?” é literalmente perguntar para alguém como que ela está se sentindo, empatia, a beleza de se importar por alguém, mostrar que você se importa e a parte extremamente poderosa disso… Num tempo onde as pessoas podem se sentir completamente isoladas socialmente, num tempo onde tudo é rápido, num tempo onde tudo deveria ser bem – se você olha nas redes sociais todos estão se sentindo muito bem o tempo todo, tudo é simplesmente é tão ótimo o tempo tudo, realmente, super ótimo – o que claro não é um reflexo do mundo real… Então há uma beleza em simplesmente perguntar como alguém está de um ponto de vista genuíno é lindo! E há até uma citação pessoal na letra que Tuomas escreveu sobre mim ou para mim, porque as letras são interpretáveis; as pessoas escutam elas de formas diferentes – todos escutam música com a sua própria bagagem emocional e formam sua própria interpretação, mas no segundo verso para mim é muito pessoal onde ele escreve “We met where the cliffs greet the sea” onde ele se refere à mim conhecendo ao amor da minha vida e toda essa parte é sobre isso e ela até continua para “Now there’s one that came from me” que é sobre a minha filha, “A child of love, another tale” e assim que ele me contou sobre isso, eu fiquei realmente emocionada e estou quase chorando só de falar sobre isso porque é simplesmente tão lindo e tão sincero que deve transparecer quando eu canto essas palavras e sim, “How’s the heart” é uma canção especial.
Lyric Interpretations Vocal Challenges HIgh School Musical A Whole New Scne Emerging The Art of Singing Uncompromised Metal Is This For Real? What a World Tour is Like Thanks You For Listening
Musicalmente falando, os humilhados foram exaltados, hue.
Não sei vocês, mas por aqui, as lágrimas foram reais, sejam elas nas músicas do After Forever, como nas músicas do ReVamp. Ela, com todo esse reconhecimento e revivendo momentos que jamais serão esquecidos, e nós, fãs tendo a chance de reviver cada um deles :’)
Recentemente, nossa Floor Jansen deu início à sua primeira turnê solo. Com ingressos esgotados em menos de 24 horas. O primeiro show ocorreu no dia 23 de janeiro, no Doornroosje, em Nijmegen, lá na Holanda (crying in digital deceit language). Embora ela tenha cantado músicas bem conhecidas do Nightwish, (destaque para a nostalgia de Slow, Love, Slow) tivemos o privilégio (vocês, né?) de revivermos anos de ouro, com músicas do After Forever (O que foi Strong, minha gente? E Face Your Demons?) e ReVamp (lágrimas de sangue!), mas também tivemos o bônus de Northward, e diversas músicas do Beste Zangers, programa holandês, do qual, FINALMENTE deu a ela o merecido reconhecimento. Sua apresentação conta com a participação do Henk Poort, do qual tivemos uma explosão musical ao vê-los cantando The Phantom of the Opera e em Sweet Curse (ReVamp) , e contamos também, com a participação de sua irmã Irene Jansen, na música Wolf and Dog (ReVamp).
Lembrando que o novo álbum do Nightwish, intitulado de “Human. .||. Nature.” será lançado no dia 10 de abril, e os teremos por aqui em maio (amém?), em São Paulo e no Rio de Janeiro, nos dias 9 e 10 e todos os ingressos estão disponíveis. (Informações sobre o M&G serão divulgadas em breve). E o primeiro single, intitulado “Noise”, no dia 7 de fevereiro.
MAS FOCO NESSA FUCKING TURNÊ
O amor é forte, e o choro é mais do que livre. COME TO BRAZIL, FLOORGASM!
Abaixo, alguns vídeos (amada, make a dvd, pfvr, nunca te pedimos nada!)
Strong – After Forever (se você não se emocionou, você é um monstro!)
FaceCulture: Uma coisa que eu pensei conforme eu assistia o programa, você teve meio que um feeling de “eu consigo cantar qualquer coisa que eu quero”? Floor Jansen: Bem, o programa realmente expandiu meus horizontes, digo, eu não acho que eu iria bem em um rap francês, por exemplo, e você não me veria fazer algo de hip-hop, mas eu realmente gostaria de experimentar, no sentido de que é interessante ser tão diversificada!
FaceCulture: E você mencionou o Tuomas, eu acho que você tem tido muitas coisas para fazer durante todo o processo do álbum novo nesse ultimo verão… Primeiro sobre o jeito que você compõe, porque dentro das próprias músicas, há muitos desafios para os cantores, nesse caso você, de usar a voz em diferentes técnicas… Então como é para você, ser capaz de usar todos esses estilos e essas técnicas na sua voz para as musicas? Floor Jansen: É ótimo, não poderia ser melhor porque é algo que eu tentava fazer nas minhas próprias bandas antes e especialmente no Revamp eu realmente tentei… “Okay, eu não sou capaz de fazer gutural ou de fazer screams… Será que consigo aprender? Consigo integrar essas técnicas no álbum?” E com o Nightwish é bem diversificado, é um novo desafio novamente agora com esse novo álbum… Eu canto de jeitos que eu imaginei que eu não seria capaz quando as primeiras idéias foram aparecendo, é tipo [cara espantada] “Okay, eu preciso estudar isso” [risos]…
FaceCulture: Então é realmente desafiador!
Floor Jansen: Sim, é muito desafiador. E não é só para eu aumentar minhas técnicas, eu também preciso desafiar meus colegas de banda – e o que sair disso, ótimo – e veremos o que podemos fazer ou não e como podemos fazer com que soe bom. E é aí onde a banda entra, e onde eu entro, onde a minha criatividade entra em ação e é um processo muito agradável, onde nós fazemos primeiro durante as primeiras semanas de ensaios, nós tentamos definir tudo do jeito que tem que ser e então nós vamos e gravamos. Esse é um ótimo jeito de trabalhar, e nós fizemos o mesmo no EFMB, e sim, é um enorme desafio!
FaceCulture: Eu tenho certeza que você não pode falar muito disso, mas o que você notou ou qual foi o feeling que você sentiu durante esse verão sobre o novo álbum? Floor Jansen: Foi ótimo, eu acho que todos estavam bem ansiosos para isso, e também porque depois do último álbum, primeiro nós tiramos uma folga e depois nós saímos na Decades Tour, onde ao invés de focar no novo material, nós voltamos no tempo o que é algo muito muito legal de se fazer, mas agora é o momento de algo novo. E voltar para o acampamento de verão onde estivemos anos atrás, é uma área tão gostosa de se estar, no meio do nada na natureza finlandesa… É um luxo, quão especial é poder fazer isso?
FaceCulture: E eu me lembro de falar com o Tuomas, quando ele estava em Auri, fazendo o Auri, e ele disse que fazer esse projeto meio que revitalizou a energia dele para o Nightwish… Você sentiu a mesma coisa com o Northward, e ter a possibilidade de fazer o que você faz melhor e criar sua filha… Ser capaz de fazer todas as essas coisas e agora voltar a se concentrar no Nightwish de novo.
Floor Jansen: Sim, absolutamente, foi legal ter tido um tempo para me concentrar em algo que eu mesma escrevi, mesmo que eu me sinta muito parte do Nightwish – eu estou sempre sendo desafiada, mas Northward era música que eu ainda tinha, já tinha sido escrita, eu não teria tempo no momento… Tempo e paz mental para escrever um álbum inteiro mas foi fantástico de usar as coisas que tínhamos e finalizá-las; e claro isso vem com toda uma nova carga de energia criativa… Todos os passos criativos foram ótimos, e também o tempo que eu tive para criar a minha filha – ela tem apenas dois anos e meio então o processo de criá-la ainda não acabou [risos] – especialmente nesses dois primeiros anos é legal ter mais tempo em casa e eu tenho levado ela nas turnês também, então nós experimentamos como é combinar esses dois mundos… Ela estava comigo no acampamento de verão… Foi fantástico! É a melhor combinação dos mundos, de verdade!
FaceCulture: Talvez essa seja uma pergunta estranha, mas como que é um dia comum nesse acampamento de verão? Como que é um dia Nightwish? Floor Jansen: Bem, a música é muito intensa, então pode-se dizer que começamos as 9 e paramos as 5, então são muitas horas de trabalho intenso. Depois paramos para almoçar e comer alguma coisa, então trabalhamos um pouco mais. Depois é hora de ir para a sauna e comer algumas salsichas veganas – muitos de nós não come carne. Então, super relaxado!
FaceCulture: Você disse que tudo está praticamente pronto, que só falta masterizar ou mixar, mas então tudo está praticamente feito… Floor Jansen: A gravação por parte da banda já está feita. Então nós estamos terminando o resto…
FaceCulture: Então você sabe que tipo de música estará lá. Como você acha que as pessoas reagirão ao que vocês fizeram? Floor Jansen: Eu não sei! Veremos isso ano que vem. Digo, o lançamento está marcado para a primavera do próximo ano… Eu só posso dizer que eu acho que nós fizemos um novo álbum muito legal, eu estou muito muito feliz com isso… Já nas primeiras notas das músicas eu pensei “Oh yeah, lá vamos nós!”… É o tanto de Nightwish que vocês podem esperar da gente, no sentido de “wow, o que está acontecendo agora?” Então, eu não posso dizer muitas coisas, porque há algumas coisas que são o mesmo e há algumas coisas que são diferentes, então tudo que eu posso dizer é que eu estou muito feliz com o resultado, e eu acho que as pessoas que já conhecem o Nightwish vão gostar muito! Talvez as pessoas que estão conhecendo aqui na Holanda talvez digam “Hey! Agora que sabemos quem é Floor Jansen e agora ela está vindo com um novo álbum, vamos descobrir como que é!”
FaceCulture: Última pergunta. Com isso em mente, você está fazendo alguns shows solo aqui na Holanda e todos esgotaram imediatamente… Floor Jansen: Mas, boas notícias! Nós anunciamos um segundo show!
FaceCulture: E pelo o que eu vi, está vendendo rapidamente! Floor Jansen: Os números… Sim, são muito impressionantes.
FaceCulture: Sim! Com isso em mente… Você está animada para tudo isso começar de novo? Floor Jansen: NÃO…. [risos] Sim, absolutamente!
FaceCulture: Porque eu consigo imaginar, já que será um trabalho enorme! Floor Jansen: Sim, digo, nós estamos animados e já estamos trabalhando com as coisas que acontecerão com o Nightwish ano que vem e todas as idéias para o show, quando e onde… Foi engraçado que meu foco nisso foi total – é o que eu faço para viver – então o que está acontecendo agora na Holanda vem como algo a mais disso. “Será se eu tenho tempo para isso?” – para começar com uma pergunta livre de ego e muito prática. Porque é ótimo quando todos falam “ooh isso é ótimo, nós queremos ver mais de você e você fará show solos?”… Bem, sim! Mas quando? Mas ai eu pensei “bem, eu tenho uma janela entre os compromissos com o Nightwish, não só para fazer os shows solo mas também para prepara-los”. É muito, mas eu estou muito feliz que eu topei fazê-los e estou mais que surpresa que tudo esgotou tão rápido quanto aconteceu… Mas é bem difícil fazer mais porque eu estou simplesmente numa turnê mundial com o Nightwish, e o mundo é um lugar enorme! E eu ainda tenho uma criança de dois anos e meio em casa que eu não posso levar em todas as viagens – ela precisa poder ser uma criança e ter aquela vida, e eu quero estar com ela, ela será uma criança por apenas uma vez. Então eu tenho o problema luxuoso de muitas coisas estarem acontecendo ao mesmo tempo. É um quebra-cabeça interessante.
FaceCulture: É interessante, porque a razão que eu te perguntei isso, obviamente você é capaz de fazer tudo isso, é que nós falamos no passado sobre administrar o trabalho e não voltar àquele lugar em que você estava há uns anos atrás…[mencionando o Burnout] Floor Jansen: Sim, exatamente.
FaceCulture: Mas é maravilhoso que você achou um jeito de conseguir fazer tudo! Floor Jansen: É um processo diário. E quando as coisas acontecem na velocidade que aconteceram nas ultimas semanas, você precisa tomar decisões ainda mais rápidas do que você normalmente tomaria. Entao agora é um período interessante para testar a teoria de quão bom é seu jeito de administrar seu trabalho, e o quanto que eu direi “sim” para as ofertas, e quão boa sou eu em dizer “não”. Então isso é uma coisa interessante, mas eu estou muito feliz que eu falei “sim” para os shows. Porque as pessoas com quem eu trabalho agora são pessoas incríveis e fantásticas, que falam o que precisa ser dito, não são um milhão de e-mails sendo trocados sobre o mesmo assunto, ou coisas pequenas que tomam muito da sua energia. E agora eu sei melhor o que eu quero, mais do que antes. Então vai ser isso, e será bem rápido… É um sentimento ótimo que eu não tinha quando eu era mais jovem. Claro que você precisa desenvolver essas coisas… Elas vem com a idade!
FaceCulture: Floor, muito obrigado pelo seu tempo! Floor Jansen: Obrigada você também!
Floor: Bem… um pouco cansada, mas feliz, cansada. Já faz um tempinho… Tempos ocupados, estou fazendo muitas coisas ao mesmo tempo de um jeito que eu nunca havia feito… mas apenas de um jeito bom.
FaceCulture: Isso é bom saber… Estamos fazendo a entrevista em inglês para que seus fans internacionais poderem aproveitar também. Então onde eu quero começar, você fez o Beste Zangers, o programa.. E agora você está se tornando, ou se tornou, ou tem se tornado, uma celebridade nos Países Baixos…
Floor Jansen: Sim, aparentemente.
FaceCulture: Isso é meio estranho para você? Porque você tem estado numa das maiores bandas há um tempinho, e você teve o After Forever e o Revamp… Como que é o sentimento?
Floor Jansen: Eu não tenho certeza de como reagir agora, então as coisas que têm mudado, eu não estive nos Países Baixos ainda, e como eu moro na Suécia eu não tenho notado… Entretanto eu posso ver as diferenças que estão acontecendo nas redes sociais e eu estou aqui… Sim, eu nunca ouvi meu nome numa estação de trem, e é engraçado porque as pessoas não tem muita certeza, eu acho que as pessoas não esperam ver alguém que elas conheçam da tv cara a cara, então é tipo “Ei, aquela é a Floor” – as pessoas realmente sabem meu nome agora, então você passa por umas situações engraçadas. Noutro dia umas pessoas me viram, mas eles não tinham certeza que era eu, eu podia escutar eles conversando, e eles estavam gritando do outro lado da estação de trem “Floor Floor” e eu estava tipo “O que você espera que eu faça” Grite de volta e confirme para você que sou eu?” Situações engraçadas que eu nunca passei antes…
FaceCulture: Foi importante para você, de um jeito, ter o reconhecimento das pessoas? Porque você tem tocado musica num subgênero que as rádios não prestam muito atenção e agora eles estão prestando! Entao, foi importante para você…?
Floor Jansen: Foi importante para mim que a minha musica seja reconhecida, não foi importante para mim que eu me tornasse famosa. Nunca teve algo no meu algo que queira que eu diga “Uh, eu sou uma pessoa famosa na Holanda” – o contrario na verdade. Para mim, tem sido a musica. Metal é um subgênero, como você disse, musica underground na Holanda. Num nível que não realmente combina com sua qualidade e diversidade, de metal holandês. Além de outros países estrangeiros, o metal holandês é um fenômeno. “Wow, todas essas bandas que vem da Holanda, a Holanda deve estar orgulhosa”. E eles não tem a menor ideia! E isso me incomoda. Bandas como Nightwish e mais bandas que fazem musica, que não combinam com o padrão estético de metal que algumas pessoas daqui imaginam que seja. É muito “deve ser muito pesado, deve ser homens cabeludos gritando raivosamente e talvez seja satânico e agressivo, e não é para mim”. E todas essas ideias fazem com que se você diga “Nightwish é uma banda de metal” as pessoas automaticamente reagem com “Não, isso não é para mim então” e esses pensamentos que talvez não sejam verdade. Porque há uma diversidade que as pessoas não conhecem, e eu espero que todas as coisas que tem acontecido agora façam as pessoas quererem ouvir a musica. Voce ainda pode dizer “essa musica não é para mim” – justo – mas dê uma chance, por favor, se você poder evitar esses pré-conceitos e dizer “okay, talvez seja, talvez não seja para mim”, mas todas as vezes que eu toquei algo do Nightwish para pessoas que diziam que não gostavam de metal mas que haviam muitas coisas nas musicas que elas de fato gostavam. “Wow eu naio sabia que era tao melódico, eu não sabia que tinha tanta diversidade, wow é tao musical, wow é tao diferente do que eu esperava que fosse” – Isso eu quero desconstruir, porque eu acho que é uma percepção errada, e o gosto musical ainda importa, mas para mim é muito importante que as pessoas saibam da riqueza da cena de metal Holanda que talvez não seja completamente inacessível e com certeza eu devo dizer que há algumas bandas que fazem musicas super pesada e inacessíveis, que é para um grupo seleto de pessoas, e essas bandas não tem a ambição de ficar famoso, e eles não querem que eu seja a embaixadora e dizer “Sim, todas as pessoas precisam escutar esse tipo de musica” – claro, eu sou metaleira há tempo o suficiente para saber que nós somos orgulhosos das coisas que fazemos, e nós fazemos para as pessoas que querem escutar, e não para o grande publico. Mas eu acredito que há uma diversidade dentro do gênero que as pessoas da Holanda simplesmente não conhecem, e essa parte eu quero dar uma atenção especial e dizer “Ei, escute a nossa musica agora sem preconceitos”.
FaceCulture: E há um fenômeno online, você deve saber agora, onde há pessoas se filmando escutando musicas suas…
Floor Jansen: Ah sim, os “treinadores vocais” sim, aquelas reações… Alguns deles realmente devem ser treinadores vocais. Eu não vi todos, eu sei que há muitas pessoas que estão compartilhando esses vídeos comigo, e parece que tem se espalhado bastante porque é um novo fenômeno, onde as pessoas fazem isso. E todas as semanas, de todas as musicas de Beste Zangers que saia… Risos… Eu não vi todos, mas alguns eram muito engraçados, ou muito emocionantes, e alguns de fato, digo, se fossem para ser uma analise técnica de verdade, para mim, como uma cantora técnica, eu sou meio nerd quando se trata desse tipo de coisa, eu gosto desse tipo de coisa, e eu aplico tudo! Então se alguém de fato reconhecer essas coisas que eu faço, eu fico muito grata.
FaceCulture: O que eu acho muito interessante com o que você mencionou, sobre abrir portas e mostrar que o metal não é apenas esse homem cabeludo raivoso – esse tipo de fenômeno introduz o gênero para um novo grupo de pessoas, porque veja: todas as tribos que sabem o que metal é, as vezes é um ouvinte de hip-hop descobrindo…
Floor Jansen: Sim, legal, nós podemos sair das nossas caixinhas…
FaceCulture: Sim, e isso é legal que o Nightwish tem tentado fazer isso, e isso é um tipo de globalização no sentido de tornar as musicas mais universais. Como você ve isso? Porque você tem viajado por todo o planeta bem antes das pessoas na Holanda notarem, então….
Floor Jansen: Sim, eu digo, metal tem sido conhecido por ser popular pelo planeta todo. Dependendo do país que você está, um grupo seleto de pessoas ainda ouvem, em outros países há mais ouvintes que outros… Eu gostaria que todos os países fossem igual a Finlândia, onde é normal que toquem metal nas rádios, onde Nightwish pode ser a maior banda do país… Mas isso é uma utopia para um metaleiro, mas eu realmente agradeço a queda das barreiras, onde um cara do hip-hop pode dizer “eu vou tentar escutar isso” e curtir o que estamos fazendo baseado apenas na música e não na idéia de “Nah, isso é metal” e todas as outras coisas… Eu acho que isso é apreciar a música de uma forma honesta, a essência do que fazemos, e não todas as coisas que vem com o gênero.
FaceCulture: Sim… E agora, sobre ter essa atenção… Bem, deixe-me voltar um pouquinho, porque você disse que fez a Rock Academy, que foi onde você começou, e eu imagino que você era… Eles te deram toda uma variedade de técnicas para cantar. Então a pergunta é, você sabia desde do inicio que era metaleira, e você mencionou a parte técnica da sua voz, então você já sabia das diferenças entre como cantar?
Floor Jansen: Sim e não. Eu já estava no After Forever antes de sequer haver uma ideia da Rock Academy, então pela época que nós começamos a fazer o nosso primeiro álbum, eu também comecei a estudar na Rock Academy. E meus vocais, na época, eram praticamente todos metais. Eu amo tudo sobre o que eu estava fazendo, e eu estava complemente sem treino. Pelo tempo em que estávamos gravando o primeiro álbum, eu nunca tinha tido uma única aula de canto na minha vida e eu também entrei na Rock Academy baseado no que eu conseguiria fazer, e não no que eu já sabia em relação a técnica. Mas eu estava muito sedenta para saber, muito interessada, e eu meio que esperei que eu desenvolveria essas coisas quando eu entrei na Rock Academy, mas ao invés disso nós entramos nesse sistema escolar onde “primeiro aprenderemos sobre os anos 50, então os 60, depois os 70, então os 80 e entraremos nos 90” – é importante que você saiba sua historia musical, sua diversidade… E eu entendi isso, especialmente olhando agora, mas na época eu estava “Anos 50? Eu quero saber como fazer as notas altas no álbum que estou fazendo. Nós aprenderemos sobre isso? Não. Primeiro aprenderemos isso, e depois aprenderemos aquilo…” E sobre as técnicas eles falaram também “primeiro aprenderemos isso, e depois aprenderemos aquilo”… Claro, precisa ter um sistema de ensino, para eles poderem medir o quanto você aprendeu, quantos pontos você tem, e você precisa ter um numero de pontos para poder ir para o próximo ano, bla bla bla… Precisa ser algo que eles podem medir, independente se eu posso fazer notas altas no meu próprio álbum… Não era algo que eles eram capazes de pontuar.. Eu acho que o sistema agora se tornou um pouco mais adaptado, mas não vamos esquecer que foi a primeira vez que eles fizeram uma escola desse tipo. Então tudo era muito novo – o mesmo para técnicas vocais. Se você analisa o canto lírico, ele existe há centenas de anos, então as técnicas por trás dele já foram desenvolvidas e lapidadas, onde o canto popular, algo não clássico, é algo relativamente novo – questão de décadas. Então aquilo era claro, os métodos vocais e os estilos vocais não eram não desenvolvidos quanto hoje – muito mais hoje em dia. Eu também me desenvolvi sozinha, com as coisas que vierem, todas as técnicas vocais e os métodos, um nome para isso e uma técnica para aquilo… Isso eriçou minha curiosidade nessa área, então eu aprendi sozinha, pelo tempo, tanto na Rock Academy, tanto na minha jornada depois… Eu ainda acho que é importante continuar desenvolvendo o canto, e expandir seus horizontes.. Porque eu noto que eu posso cantar canções que não são metal muito melhor agora que eu conseguia na época… Porque na época eu era muito jovem para entender o que eu estava fazendo, eu não estava interessada em nada disso, porque eu só queria fazer metal e meu próprio material, porque eu era tao nova nesse mundo… Então é também muito sobre a experiência que vem sobre ser uma boa cantora, além das coisas técnica…
FaceCulture: Por exemplo, agora, fazendo o Beste Zangers, você teve que cantar todos os tipos de música… Essa é o tipo de experiência onde você aprende muito? E descobre algo sobre a sua voz ou o jeito que você usa seus vocais, passando por esse processo?
Floor Jansen: Absolutamente. Eu acredito que sim. E eu acho que eu tenho que agradecer ao Nightwish por isso porque claro, quando eu comecei, especialmente no começo, eu estava cantando “covers” das musicas… Eu era nova na banda, com musicas que já existiam, que claro, logo passaram a fazer parte de mim, mas eu tive que aprender a faze-las serem minhas – e cantar tão bem quanto eu posso, e fazer soar como a Floor, e não uma copia de quem cantou primeiro. Entao eu aprendi muito fazendo isso, e quando comecei a trabalhar com musicas novas que eu não tinha escrito, diferente nas minhas bandas passadas, ambas After Forever e Revamp, e também Northward, eu tenho escrito minhas próprias musicas… E no Nightwish, eu tenho cantado o que o Tuomas escreve, o que é uma coisa fantástica de se fazer, ele é um dos melhores compositores do mundo pelo o que eu sei, é uma honra para mim cantar suas canções, mas isso significa que eu preciso trabalhar num nível diferente que eu normalmente trabalho quando eu escrevo minhas próprias musicas, e eu aprendi muito disso. E eu acho que eu pude usar isso quando eu fui cantar musicas que eram muito distante do que eu sou acostumada… “Uh, eu vou cantar Que Si Siente do Rolf Sanchez… É reggaeton e latino… É realmente diferente do que eu jamais tinha feito, como eu vou fazer isso, e fazer soar como eu mesma?” Não é minha cancao, não é meu estilo musical, então primeiro eu preciso ficar familiarizada com o estilo e então eu preciso encontrar um jeito de contar uma história… E foi algo muito interessante na minha curva de aprendizado… E também trabalhar com uma banda totalmente nova, eu estou acostumada a trabalhar com uma banda, sempre as mesmas pessoas, e do nada eu vou trabalhar com um monte de pessoas que eu nunca trabalhei antes e vamos aprender 8 musicas de uma vez, não iremos apenas tocar elas como são, nós iremos adapta-las em um gênero ou estilo mais próximo ao meu… Quanto que eles sabem sobre metal? Nós vamos colocar um baixo duplo em todas as musicas? O que faremos? Quanto é possível? Foi bastante novo para mim, muitos novos desafios, mas foi incrível ver quão talentosa essa banda era e como eles são acostumados a fazer esse tipo de coisa… E para mim dizer “Okay, eu sei o que fazer, quando passar a soar certo eu posso colocar o meu jeito na musica” – e então começou a funcionar. E é por isso que soa bom, pelo menos pelo o que eu posso dizer, eu estou orgulhosa, soa bem! Porque se eu não conseguir fazer a musica soar nem um pouquinho perto do que eu acho que é bom do meu próprio jeito, iria soar falso. É muito importante que seja genuíno…
Em maio de 2020, Nightwish retorna ao sul, juntamente com o mais novo álbum que será lançado em breve. Os shows passarão por São Paulo, no Espaço das Américas, no dia 9 de maio e no Rio de Janeiro, lá no Vivo Rio, dia 10 de maio. O Chile também receberá a banda, em Santiago, no dia 5 de maio, e a Buenos Aires, na Argentina, no dia 7 de maio.
Ingressos já disponíveis. Não deixem para a última hora!
SÃO PAULO
Local: ESPAÇO DAS AMÉRICAS
Rua Tagipuru, 795
Horário de Atendimento: (informações, em breve)
Formas de pagamento: cartões de crédito e débito Visa, Visa Electron, MasterCard, Diners Club, Rede Shop. Cheques não são aceitos.
Abertura da casa: 18h30
Show de abertura: Marko Hietala (horário em breve)
Show do Nightwish: (horário em breve)
Ingressos:
Pista: R$ 190 (inteira, 1º lote)
Pista Premium: R$ 290 (inteira, 1º lote)
Mezanino: R$ 370 (inteira, 1º lote)
Censura: Menores de 16 anos só com pais ou responsáveis.
Ponto de venda: Bilheteria do Espaço das Américas.
Venda online: www.ticket360.com.br a partir do dia 20 de agosto às 12h.
Call-center: Ticket360: 11 2027 0777
RIO DE JANEIRO
Local: VIVO RIO
Rua Infante Dom Henrique, 85.
Horário de Atendimento: segunda a sábado: 12h às 21h e domingo e feriados: 12h às 20h.
Formas de pagamento: dinheiro e cartões de débito e crédito (Visa, Mastercard, Credicard e Diners)
Abertura da casa: 18h30
Show de abertura: Marko Hietala às 19h15
Show do Nightwish: 20h30
Ingressos (MEDIANTE A ENTREGA DE 1KG DE ALIMENTO PARA INGRESSOS PROMOCIONAIS):
Pista: R$ 140 (promocional e estudante)
Pista Premium: R$ 190 (promocional e estudante)
Camarote A: R$ 230 (promocional e estudante)
Camarote B: R$ 190 (promocional e estudante)
Frisa: R$ 150 (promocional e estudante)
Balcão: R$ 190 (promocional e estudante)
Pista: R$ 280
Pista Premium: R$ 380
Camarote A: R$ 460
Camarote B: R$ 380
Frisa: R$ 300
Balcão: R$ 380
Atenção: frisa, camarote e balcão nas mesas, os lugares são ocupados por ordem de chegada!
1. Antes de tudo: O que as músicas Sweet Curse e Distorted Lullabies representam pra você? Existe algum tipo de relação entre as duas? E como você se sentiu tocando novamente I Lost Myself?
Ruben Wijga: Ambas as músicas são baladas tocadas no piano. Mas, para mim, essa é a única ligação entre estas duas músicas. Antes de compormos “Distorted Lullabies”, já tínhamos a ideia de uma balada tocada no piano que tivesse uma espécie de “mudança brusca”. A “mudança brusca” acabou se tornando uma balada tocada no piano que, levemente, tornava-se uma música pesada e intensa.
Tocar “I Lost Myself” ao vivo é sempre algo especial. É a única música do ReVamp em que os outros membros não participam. Então, há apenas os vocais e o piano. Toda vez que tocamos essa música, surge uma atmosfera única no palco, assim como entre o pessoal da plateia.
2. Wild Card é um album concentual. Se comparado ao primeiro album, possui um peso bem maior. Como você ve o amadurecimento e a evolução do ReVamp, principalmente na sua participação nas mudanças tão visíveis em cada uma das músicas? Ruben Wijga: Todos nós queríamos que o segundo álbum fosse mais pesado do que primeiro. Antes de começarmos a compor, nóz fizemos um painel semântico com as músicas que gostávamos. Ao ouvir as músicas do painel, eu percebi que tinha de criar uma sonoridade “própria” para este álbum no que dizia respeito aos arranjos de teclado a fim de torná-lo único e interessante. Já que eu gosto muito de música eletrônica, decidi utilizar esse tipo de som e arranjos de sintetizador no “Wild Card”.
3. Anos atrás, como foi o processo de integração ao ReVamp? Algo profissional, ou você já conhecia a Floor? Ruben Wijga: Eu não conhecia a Floor ou o pessoal da banda pessoalmente quanto entrei para o ReVamp, com a exceção do Jord. Eu o conheço desde o colegial. Nós dirigíamos juntos para os testes e, no caso, ambos conseguimos entrar.
4. Quando você não está trabalhando com o ReVamp, quais são os tipos de projetos que você se dedica? Ruben Wijga: Atualmente, trabalho com Joost van den Broek com uma certa frequência. Ele é produtor de diversas bandas e projetos bacanas e, geralmente, não tem tempo de fazer tudo por conta própria. O meu trabalho é escrever as partituras musicais para os músicos que estão gravando baseado na préprodução do Joost. No ano passado, eu me juntei ao Christmas Metal Symphony. Neste ano, eu também farei algumas coisas nos bastidores, como a organização da orquestra.
5. Além do teclado e violino, que outro tipo de instrumento você toca, ou agrade, ou tenha vontade de aprender? Ruben Wijga: Eu sei fazer algumas coisas simples no violão. 🙂 Antigamente, eu tocava baixo em alguns projetos. Até cheguei a tentar tocar baixo sem trastes por algum tempo. Eu gostaria de aprender a tocar gaita cromática, assim como Stevie Wondero e Toots Thielemans. Eu adoro o som daquele instrumento. Eu também gostaria de aprender a tocar triângulo, mas acho que é aí já é demais pra mim. 😉
6. Poderia nos contar um pouco sobre sua rotina em turnê? Sabe-se que é difícil manter uma vida digamos que saudável quando se está na estrada. O que você faz para se cuidar, especialmente durante mudanças drásticas de tempo de um país para o outro? Ruben Wijga: Eu como e bebo até me satisfazer, de forma moderada. Procuro me exercitar sempre que posso, durmo bem e procuro relaxar sempre que preciso. Então, não é nada muito especial, mas algo bem simples e dinâmico.
7. De repente, você começou a usar esse bigode peculiar e é visível a dedicação que você tem por ele. Quais são seus cuidados? hahaha’ Ruben Wijga: Eu o penteio algumas vezes ao dia (com um pente que ganhei de presente de certos fãs incríveis. Obrigado! haha) e passo um pouco de cera modeladora para preservar a forma.
8. Sobre os seus desenhos (que são lindos): Você os vê como uma paixão também ou apenas hobby? Ruben Wijga: Obrigado! Eu comecei a desenhar há pouco tempo, então, por enquanto, eu os vejo apenas como um hobby ainda que eu seja apaixonado por eles. Eu adoraria passar mais tempo praticando a fim de melhorar, mas o dia só tem 24 horas…
9. Ainda sobre os seus desenhos: Já pensou na possibilidade de trabalhar na artwork do terceiro álbum do ReVamp? Ruben Wijga: Na verdade, não. Há muitas pessoas que podem fazer artworks fantásticas e eu não sou uma delas. Eu gosto de desenhar, mas produzir uma artwork é algo completamente diferente. Eu acho que, por enquanto, vou continuar com o lápis (preto ou cinza) e o papel. 🙂
10. Qual é a sua melhor memória? Algo divertido ou até mesmo estranho sobre sua primeira vinda ao Brasil. Ruben Wijga: As turnês norte-americana e sul-americana foram fantásticas! Foi a minha primeira vez fora da Europa, então só isso já foi algo especial. Eu adorei ver as Cataratas do Niágara, o Cristo Redentor e a cidade maia de Chichén Itzá.
BONUS
(…) Well, except for Ruben obviously, cause he plays keyboards. Nobody likes keyboarders…” Diga alguma coisa em defesa contra o baterista Matthias Landes 😛 Ruben Wijga: Ele está coberto de razão. 😉
1. Before anything: What do the songs “Sweet Curse” and “Distorted Lullabies” represent to you? Are they related somehow? How did you feel playing “I Lost Myself” again? Ruben Wijga: They’re both piano ballads of course, but for me that’s the only connection between these two songs. Before we wrote Distorted Lullabies we already had the idea of a piano ballad with a twist somehow. The twist turned out to be a piano ballad that smoothly develops into a heavy and massive song.
Playing I Lost Myself live is always special. It’s the only ReVamp song where the other guys don’t play. So only vocals and piano. Every time we play this song there’s an unique atmosphere on stage as well as in the audience.
2. WildCard is a concept album. When compared to the first album, we notice it is a lot heavier. How do you see ReVamp’s coming of age and evolution, specially when it comes to your musical contribution in the change of style we can clearly notice in each of the songs? Ruben Wijga: Everyone of us wanted the second album to be heavier than the first album. Before we started the songwriting process we made a mood board with songs we liked. Listening to this mood board I realized I had to create an ‘own’ sound for this album concerning the keyboard parts to make it an interesting and unique album . Since I like electronic music a lot, I decided to use that kind of sounds and synth parts for the Wild Card album.
For the orchestration part I didn’t want to make it too stereotype. I Like contemporary classical music a lot, and thought the tension, almost craziness, and atmosphere would suit some songs we wrote as well. For me, this was the perfect opportunity to make some interesting orchestra arrangements! Luckily the other guys and girl liked it as well 🙂
3. How what the process of joining members for ReVamp years ago? Was it something strictly professional or did you already know Floor? Ruben Wijga: I didn’t know Floor and the guys personally when I joined ReVamp, except for Jord. I know him since high school. We drove together to the auditions, and both got the job.
4 . On which projects do you focus when you’re not working with ReVamp? Ruben Wijga: I regularly work for Joost van den Broek these days. He produces a lot of cool bands and projects, and hasn’t always the time to do everything himself. My job is to make sheet music for the recording artists based on his preproduction.
Last year I joined the Christmas Metal Symphony. For this year I will also do some things behind the scenes, like the organization of the orchestra.
5. Besides playing violing and keyboard, is there any other instrument you play, enjoy or would like to learn how to play? Ruben Wijga: I can do some basic stuff on an acoustic guitar 🙂 I played bass guitar for some projects in the past. I even had a fretless bass for a while.
I would like to learn to play a chromatic harmonica, like Stevie Wonder and Toots Thielemans. I love the sound of that instrument. I also would love to learn to play the triangle, but I think that’s far out of my league 😉
6. Could you tell us a bit more about your tour routine? It’s known that it’s hard to keep healty when you’re on the road. What do you do to take care of your health specially during a sudden change in the weather when you’re going from one country to another? Ruben Wijga: Eat and drink decently and enough. Try to exercise when possible. Get enough sleep. And try to relax when possible. So nothing special, pretty straight forward.
7. All from sudden, you started using this peculiar moustache and it’s noticeable how caring you are about it. How do you take care of it? hahaha’ Ruben Wijga: I comb it a couple of times a day (with a comb I got as a present from some awesome fans, thanks!), and I put some wax / pomade in it to preserve the shape.
8. About your drawings and paintings (which are beautiful, by the way): do you seem them as a passion or are they just a hobby? Ruben Wijga: Thanks! I just started to draw, so for now I see it just as a hobby, although I am very passionate about it. I would love to spend more time into it to get better. But there are only 24 hours in a day…
9. Still about your drawings and paintings: have you ever thought about the possibility of working on the artwork for the third ReVamp’s album? Ruben Wijga: No, not at all. There are enough people who can make great artwork. And I’m not one of them. I like to draw, making artwork is a completely different thing. I think I will stick with graphite (black, grey) and paper for now 🙂
10. Do you have any memory you consider the best? Could it be anything funny, weird or related to the first time you’ve been to Brasil? Ruben Wijga: The whole North and South America tour was a blast! It was my first time out of Europa, so that felt already special. I loved seeing the Niagara Falls, Christ the redeemer and the Chichen Itza Mayan temple city.
BONUS
“(…) Well, except for Ruben obviously, cause he plays keyboards. Nobody likes keyboarders…” Say something in your defense against the drummer Matthias Landes, hahaha 😛 Ruben Wijga: He’s totally right 😉