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  • Floor Jansen anuncia álbum solo

    Floor Jansen anuncia álbum solo

    Loja virtual oficial da Floor Jansen

     

    Floor Jansen, vocalista do Nightwish, lançará seu álbum solo no dia 24 de março de 2023. Seu primeiro álbum, intitulado de “Paragon“, já se encontra disponível para pré-venda AQUI.

     

    1. My Paragon
    2. Daydream
    3. Invincible
    4. Hope
    5. Come Full Circle
    6. Storm
    7. Me Without You
    8. The Calm
    9. Armoured Wings
    10. Fire


     

    Look at me now, I’m already there!”
    “Se renovar e dar saltos para o desconhecido faz você crescer. Envelhecer é um presente que nem todo mundo recebe. Eu sou uma mulher afortunada que conseguiu fazer um álbum que eu nunca soube que poderia fazer. Uma que até me define, onde estou no meu caminho. Cheguei ao meu PARAGON! Estou tão orgulhosa deste trabalho! E grata por todas as pessoas incríveis nesta linda vida que me ajudaram a chegar até aqui!”

    Floor Jansen


    Paragon é um álbum que vai agradar tanto aos fãs de pop quanto aos fãs de metal. É o complemento perfeito para qualquer coleção de música e um ítem obrigatório para os fãs.


    Já temos lançado FIRE, Storm & Me Without You

  • FIRE! Primeiro single solo de Floor Jansen

    FIRE! Primeiro single solo de Floor Jansen

    Let the FIRE Out!

    A cantora holandesa Floor Jansen, lançou hoje, pela primeira vez, o seu single solo, intitulado de “Fire“. Através da ADA, uma empresa de distribuição dentro da Warner Music Group, do qual fechou contrato.

    Seu primeiro álbum solo a ser lançado mundialmente está previsto para o início de 2023.

     


    “Fire is not metal, not pop, but it is ME!”

    Esta música é o lançamento oficial da minha carreira solo e eu estou no FOGO sobre isso! É um grande passo para mim, como cantora e compositora, como musicista. Foi e é um desafio maravilhoso deixar o som e a imagem solo evoluir. Este lançamento é, portanto, especial. Uma primeira introdução à minha música, como Floor Jansen em solo.” Floor

     

    𝐅𝐢𝐫𝐞 🔥 está disponível em todas as plataformas

  • Ouvimos o Dark Horse White Horse!

    Ouvimos o Dark Horse White Horse!

    English HERE

    Rostos bem conhecidos por cada um de nós: Marcela Bovio, (ex-Stream of Passion, MaYaN, Ayreon), Ruben Wijga (ex-ReVamp, BlackBriar) e Jord Otto (ex-ReVamp, ex-VUUR, My Propane). Completando o time, temos a participação na bateria com o Ariën van Weesenbeek (Epica, MaYaN, ex-God Dethroned), e o baixista Siebe Sol Sijpkens (Phantom Elite, Destiny Potato, Sordid Pink).

    Após anos trabalhando na cena do metal holandês, o trio encontrou a oportunidade de combinar suas habilidades e influências para criar uma mistura única do progressivo, eletrônico e, claro, o tão querido sinfônico; nascendo assim, o DARK HORSE WHITE HORSE.

    O Head up High teve a oportunidade de ouvir o EP que será lançado no dia 16 de abril deste ano e aqui estão nossas impressões:

    Judgement Day (04:00): Essa música, que abre o EP, parece algo de outro mundo. Guitarras e baixos pesados mostrando a todos a que veio. Se você é um entusiasta de metal progressivo e outras vertentes menos “fáceis de se ouvir”, você vai se amarrar instantaneamente nessa música. Os versos pré-refrão trabalham num tempo quebrado, te dando a sensação que ao juntar com as palavras que estão sendo cantadas, passam a impressão de desespero e medo, revolta e fúria. É  curioso e certamente belo começar o EP cantando a plenos pulmões que é o fim do mundo. O refrão gruda na sua mente de uma forma positiva, com Marcela soltando sua voz incrível e reconhecível os versos “this is the end of the world, the end, the end!” – e que sensação mais propícia de se ter durante essa pandemia, não é?

    Os backing vocals e as múltiplas camadas vocais também são um fator a ser mencionado e aplaudido. Que excelente trabalho de arranjo com essas linhas vocais secundárias, a imersão que elas causam é o que nós, aficionados pela música, buscamos sempre que apertamos play em qualquer coisa. A música instantaneamente te leva a bater cabeça, o peso e a progressão, a relação entre criar tensão e aliviar nos momentos certos gera uma sensação de satisfação enorme. Ao vivo ela seria uma abertura de show que já te deixaria sem voz logo na primeira música.

    Black Hole (04:13): Foi a música mais “tranquila” do EP.  Mas dizer isso é longe de dizer que a música é calma, pois ela é frenética e cumpre bem a sua missão no álbum. Os riffs dessa música são excepcionais, como o de todas as músicas. O trabalho de Jord Otto nas guitarras é incrível em toda a sua carreira, mas eu tenho motivos a acreditar que especificamente no DHWH ele fez um de seus melhores trabalhos, se não o melhor.

    O uso de sintetizadores de Ruben Wijga para conectar os versos é feito de forma bem pensada e adiciona uma sensação inesperada para música – raramente vemos o timbre do sintetizador sendo usado nas músicas de forma tão presente para conectar os versos e é feito de forma bem pensada e adiciona uma sensação inesperada para a música. Os vocais estão agressivos e expressivos, te levam o sentimento necessário para te guiar pelo peso da música.

    The Spider (04:15): Essa música é de uma energia constante e intensa. A sucessão dos solos de guitarra seguido do solo de sintetizador é o metal na sua forma mais interessante. É possível escutar o espaço criativo que cada um dos músicos teve para a criação das músicas, sem ser necessário dosar-se para se encaixar em determinado gênero ou expectativa. começa soando brutal e impossível de tirar da mente. Ela possui riffs específicos que não saem da cabeça mesmo depois de finda a música. A suavidade da voz da Marcela no começo em contraste com o peso arrepia e conforme o tom vai aumentando gradativamente você vai se sentindo cada vez mais embebido na canção. O refrão soa leve e cativante, mas de uma maneira diferente das anteriores, ainda mais madura- se é que é possível. O solo de guitarra é um show a parte na música, precisa ser destacado como um ponto altíssimo, bem como o solo de synths.

    Get Out (04:11): Ela provoca uma sensação de desconforto que me soa proposital.  A calma com que os versos começam e se tornam um clamor de expurgo me fizeram arrepiar também. Até mesmo os vocais suaves no começo soam pesados. Os versos do refrão, “You’re not welcome here” sao cantados de forma forte e tocante. O violino ao fundo nas poucas partes calmas soa como a calma antes da tempestade. Mais um solo de guitarra para nos fazer tremer. E uma composição de tirar o fôlego, certamente.

    A atmosfera das estrofes dessa faixa é incrível, a voz de Marcela com uma interpretação e sentimento incrível a cada verso e o sintetizador ajudando a intensificar os sentimentos da voz se conversam de uma forma excelente, e logo que você está se acostumando com essa sensação, o refrão vem forte e de forma intensa. A dinâmica da música é estupenda, a música nunca te deixa ficar distraído porque sempre há uma mudança interessante, ela te mantém atento para todos os mínimos detalhes que estão acontecendo (e mudando constantemente) conforme os versos passam.

    Cursed (05:20): [nossa favorita, sem dúvidas] O backing vocal em impostação lírica que acontece conforme a música transmite a ideia realmente do nome da música: uma maldição lançada. O contraste da voz de Marcela com os riffs é encantador. Mas nada é mais incrível do que a surpresa que Cursed traz para o ouvinte, além dos backing vocals. Uma música extremamente forte, sem limites e instrumentalmente poderosa.

    É notória a vontade, especialmente nesta canção, de dizer em alto e bom som o que se precisa, de forma enfática. Marcela pronuncia cada palavra com precisão cirúrgica de intenção e significado. Os vocais altíssimos combinados com os riffs potentes e solos de guitarras incríveis por cima transformam essa música no encerramento perfeito para o EP. Os momentos de rápidos orquestração com o teclado trazem uma atmosfera escura e amedrontadora, só consigo imaginar os cenários típicos de um romance de terror. A sensação da segunda parte da música é de fuga, é simplesmente incrível.

    ★★★★★ 5/5

    É possível dizer que Dark Horse White Horse são mestres da dinâmica nas músicas. Foram 25 minutos de EP de uma música extremamente pesada, porém nunca pesada ao ponto de se tornar monótono de ouvir. Os vocais de Marcela Bovio estão melhores e mais dinâmicos que nunca, tenho a sensação de que ela deu tudo de si enquanto gravava, isso eu afirmo sem a menor preocupação.
    Também podemos reafirmar que esse é um dos melhores trabalhos de Jord Otto e de Ruben Wijga. Para quem já achava o trabalho deles incríveis em suas bandas passadas, se preparem para serem arrebatados por uma série de riffs, solos e técnicas variadas. Não podemos esquecer de mencionar Ariën van Weesenbeek e Siebe Sol pelos seus trabalhos fantásticos na bateira e no baixo, respectivamente.

    Esse EP só prova que ao combinar com as pessoas certas para um trabalho criativo sem restrições, o resultado é algo incrível e refrescante. Recomendamos para todos os fãs de metal que estejam procurando novas fontes de arrepios musicais. É uma obra de arte poderosa, e nos deixa ansiosos para vê-la ao vivo um dia – ver e ouvir essas canções ganharem vida em um palco, pelas mãos e garganta de músicos tão habilidosos que conhecemos e amamos.

    Só podemos dizer que, no futuro, mais músicas deste projeto são mais do que bem-vindas!

    Ω Equipe Head up High: Diego, Guilherme e Jess.


    Lançamento: 16 de abril

    1. Judgement Day – 04:00
    2. Black Hole – 04:13
    3. The Spider – 04:15
    4. Get Out – 04:11
    5. Cursed – 05:20

    Compre AQUI

     


    Judgement Day

    Black Hole

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  • Review: Dark Horse White Horse!

    Review: Dark Horse White Horse!

    Português AQUI

    Well-known talents for us: Marcela Bovio, (ex-Stream of Passion, MaYaN, Ayreon), Ruben Wijga (ex-ReVamp, BlackBriar), and Jord Otto (ex-ReVamp, ex-VUUR, My Propane). Completing the gang, we have also in the drums Ariën van Weesenbeek (Epica, MaYaN, ex-God Dethroned), and in the bass Siebe Sol Sijpkens (Phantom Elite, Destiny Potato, Sordid Pink).

     

    After years of working in the Dutch metal scene, the trio has found the opportunity to combine their skills and influences to create a unique mix of progressive, electronic, and also, the so beloved symphonic metal, giving birth to DARK HORSE WHITE HORSE.

     

    We from Head Up High had the opportunity to listen to the EP that will be released on April 16th and here are our impressions:

     

    Judgment Day (4:00): This song opens the EP and it sounds like something from a different world. Heavy guitars and basses show the listeners what they are here for. If you’re a prog metal enthusiastic and others “not-so-easy to listen” branches of metal, you’ll dig this song instantly. The pre-chorus verses happen in an unusual time signature, that connecting it to the words being sung, gives you the impression of desperation, fear, and fury. It is curious and certainly a great way to start the EP singing at the top of your lungs that this is the end of the world. The chorus hooks onto your mind in a positive for, with Marcela showing her amazing and recognizable voice in the verses “This is the end of the world, the end, the end!” – And what a familiar feeling all of us are feeling due to this pandemic, isn’t it?

    The backing vocals and the multiple vocal layers are also a factor worth mentioning and praised. What an excellent job was the arrangement of the secondary vocal lines, the immersion they cause is that feeling that we, music affectionate, always look for when we hit “play” in anything. The song leads you to instantly headbang: the heaviness and the progression, the relation between creating and releasing tension in the correct moments creates a delightful feeling of satisfaction. That would be that sort of song that if played live as an intro to the concert, would make you voiceless right in the first song.

     

    Black Hole (04:13): This is the “softest” song in the EP, but that doesn’t mean the song is actually soft – it is incredibly frenetic and plays its role with majesty in this EP. This song’s riffs are exceptional. Jord Otto’s job in the guitars is incredible throughout his musical journey, but I have reasons to believe that what he did specifically in DHWH is one of the best jobs in his entire career, if not the best.

    The use of the Synths by Ruben Wijga to connect the verses is done in a well-thought-out way and it adds unexpected elements to the song – rarely we listen to the synth sound being used in metal songs with such skills. The vocals are aggressive and explosive and guide you through the amazing heaviness the song provides.

     

    The Spider (4:15): This song has constant and intense energy. The succession of guitar solos followed by synths solos it’s metal in its most interesting sounds. It is possible to hear the creative flow each musician had to create the songs, not being needed to pigeonhole themselves into a specific sound or genre, to accomplish somebody’s expectative over their sound.

    The song starts brutal and it’s hard to get it out of your mind. It has specifics riffs that will replay in your mind after the song is over for quite a while. The smoothness of Marcela’s voice in contrast with the intense instrumental gives you goosebumps as the song progresses.

     The chorus sounds light and catchy, but in a different way from the previous songs – it sounds more mature (if possible). The solos in this song are definitely the highlight, both the guitar and the synth solos.

     

    Get out (04:11): It gives me the feeling of uncomfortableness, and it sounds that they did this on purpose. The calm that comes in the first verses culminates in a purge that gave me goosebumps. The verses from the chorus “You’re not welcome here” are sung strongly and movingly. The violin on the back in the few quiet parts sounds like the calm before the storm. It is a breathtaking song indeed.

     

    The dynamics in this song are phenomenal, the song never allows you to get distracted because there’s always something interesting happening – you have to pay attention to everything that’s happening (and constantly changing) as the verses go by.

     

    Cursed (05:20): [Our favorite song, no questions asked] The backing vocal with the operatic vocals transmits what the song title indicates: a curse being thrown. The contrast between Marcela’s voice and the riffs is incredibly charming. It is an incredibly strong song, limitless with a powerful instrumental arrangement to it.

    It is notorious that in this song, Marcela wanted the message to be conveyed with clarity. She pronounces every word with surgical precision, meaning every word she sings. The incredibly high-pitched vocals combined with Jord’s already-mentioned riffs transform this song into the perfect end to this EP journey. The quick orchestral moments help the listener to get into a dark and scary atmosphere – I can only imagine the typical horror movie scenarios when I listen to it. The feeling I got from the second part of the song was as if I was running away from something (or myself, maybe?) – It is simply amazing.

     ★★★★★ 5/5

    It’s possible to say that DHWH are masters in dynamics. It was a 25 minutes EP of extremely heavy music and it never got to the point of being boring to hear. Marcela Bovio’s vocals are better and more dynamic than ever, I have the feeling she gave everything she had during the records. 

     I can also say that this is one of the best works by Jord Otto and Ruben Wijga. For whomever already liked their previous works in different bands, get ready for an incredible journey with a series of riffs, solos, and the most varied techniques. It’s also worth mentioning Arien Van Weesenbeek and Siebe Sol for their fantastic work on the drums and the bass, respectively. 

     This EP only proves that when combining the correct people in a creative environment, without any creativity restrictions, the result is always something fresh and amazing. It is a powerful piece of art, and it makes us anxious to see it live someday – see and listen to these songs come to life on a stage, by the hands (and throat) of such skillful musicians we know and love. I recommend this EP to every Metal fan that is looking for new sources of musical goosebumps. We can only say that, in the future, more songs from this project are more than welcome! 

    Ω Team Head up High: Diego, Guilherme and Jess.


    Release: April 16th

    1. Judgement Day – 04:00
    2. Black Hole – 04:13
    3. The Spider – 04:15
    4. Get Out – 04:11
    5. Cursed – 05:20

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    Judgement Day

    Black Hole

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  • Entrevista: Revista Flair

    Entrevista: Revista Flair

    In dutch | In Portuguese – Tradução: Head up High, my dear!

    A cantora Floor Jansen confessa à Flair: Eu pensei que o metal fosse uma música horrível.

    Zangeres Floor Jansen biecht op aan Flair: ‘Ik vond metal vreselijke muziek’

    Ω

    Floor Jansen (39) percorre o mundo como vocalista da banda de metal Nightwish, e recarrega suas energias em sua casa na floresta, na Suécia. Quando ela participou do ‘Beste Zangers‘, no ano passado, a Holanda finalmente pôde conhecê-la. “De alguma forma eu gosto disso, estranho, certo?”

    No começo, ela não conhecia o programa do qual havia entrado na Holanda, nem os outros artistas que participaram. Ela vive com o marido sueco, Hannes – com quem teve uma filha em 2017, a Freja – na Suécia há 5 anos e não assiste à televisão holandesa. Então por que ela participou? Ela ficou impressionada com tudo aquilo que viu. Além disso, havia uma boa chance de deixar as pessoas curiosas sobre o metal em geral, e em especial, o Nightwish. No último episódio, ela cantou The Phantom of the Opera de um jeito incomparável com Henk Poort, e foi divulgado no mundo inteiro. E agora toda a Holanda sabe quem é Floor Jansen.

    Ela está sentada e relaxada em uma das cadeiras no salão. Jaqueta jeans, calça jeans e longos cabelos escuros. As pessoas ao seu redor estão ocupadas ligando ou trabalhando em seus notebooks. No meio, Floor em um estado de paz interior. Ela bebe chá, fala baixinho, quase que com vergonha. Ela fala sobre o quão boa é a Suécia. Sobre a sua casa isolada na floresta. É parecido como Limburg, onde ela passou a maior parte de sua juventude.

    Limburg não teria sido uma opção?
    Hannes e eu, morávamos na Finlândia quando nos conhecemos. Eu me mudei para lá porque o Nightwish é uma banda finlandesa. Embora eu cante em inglês, eu queria aprender o idioma, e funciona melhor se você se aprofunda nele. O finlandês é muito difícil e eu nunca aprendi falar direito. E claro, não ajuda quando se tem um homem sueco. Hannes sentia falta da Suécia e, como eu já estava acostumada com a paz e o espaço da Finlândia, nos mudamos para lá. Agora temos uma casa muito bonita no campo. Com um cachorro enorme, gatos e minhas duas éguas. Quando decidimos morar nesta casa, ela tinha um pedaço de terra enorme em volta, imediatamente eu disse que gostaria de ter cavalos. Era o sonho da minha garota.

    Você sofreu bullying quando era jovem, e você o chama de período sombrio. Estar com cavalos era um jeito (temporário) de ficar longe disso?
    Como nós nos mudávamos muito, sempre fui muito diferente |buitenbeentje| (qualquer pessoa independente, com idéias e comportamentos muito diferentes das outras pessoas). Eu falava e agia de um jeito diferente das crianças da minha classe, eu era alta. Meus pais íam muito à escola, mas sempre me diziam que não podiam fazer nada. Eu ainda fico brava com isso, porque você está basicamente dizendo: “Boa sorte pra você, se resolva.” Então sim, de certa forma era uma válvula de escape.
    A música era um caminho também. Até certo ponto, foram as duas coisas para qual eu corria. Meu teste vocacional, além da escolha profissional também revelou esportes e equitação. Eu realmente queria ir para o conservatório, até que eu entendi sobre o canto, que era ou muito clássico, ou jazz.
    Nenhum deles deu em nada. Foi por isso que acabei indo para o centro de equitação (Hippisch Centrum). E foi incrivelmente difícil. Acabei terminando no HAVO
    (Um tipo de ensino preparatório específico de NL, dividido em 4 fases, sendo o Havo o terceiro nível) e tive que trabalhar duro todos os dias. Alguns músculos do meu corpo ficaram tão duros que o fluxo sanguíneo dos meus braços não funcionava corretamente. Eu tive uma leve perda nas mãos, tanto que mal conseguia dirigir, porque deixava as rédeas escorregarem das minhas mãos o tempo inteiro. E já não era mais divertido. Foi então que eu soube que haveria a Rock Academy, do qual me matriculei imediatamente.

    Seus pais se surpreenderam por você ter feito isso?
    Acredito que não. Eu também estava fazendo musicais na escola, então nada ocorreu de repente. Acredito que tenha sido um aperto no coração por ser algo tão incerto. Mas eles sempre estiveram ali por mim. Eles disseram: “Você é talentosa, você precisa fazer algo com isso.” Meu pai toca guitarra e também canta. Mas ele é mais dos blues. Minha irmã Irene também cantou em uma banda de metal por um tempo e nós nos apresentamos juntas. Mas eu sou a única da família que o fez funcionar.

    Você entrou imediatamente no metal?
    No geral, eu realmente não gostava. Um amigo meu ouviu e eu pensei: “Nossa, mas que música horrível é essa?” Eu ainda estava desenvolvendo o meu gosto musical. Na primeira banda em que cantei na escola, era de pop/rock. Eu gostei bastante de grunge, mas apenas para ouvir. Só quando eu me mudei para Limburg, tendo amigos que ouviam diferentes bandas de metal, que eu pude ver a beleza de tudo isso. Não são apenas gritos ou guitarras gritando. A música que nós fazemos com o Nightwish é repleta de nuances, que contém o pop, folk, rock, passagens sinfônicas, é muito acessível e melódico. É o tipo de metal que para mim, é a combinação final entre a música pesada, sentimentos puros e o vocal feminino.

    O metal é o mundo dos homens. Como isso funciona para você?
    Eu entrei neste mundo logo após o colégio. Eu não sei dizer, só trabalho com homens e me sinto bem, funciona bem. Os homens são bem diretos, não há confusão. Eu nunca penso: quais são suas intenções secretas?
    À medida em que fui ficando mais velha, percebi que sinto falta de uma companhia feminina. Apenas porque as mulheres olham as coisas de um jeito diferente, e isso as vezes é um alívio ainda mais quando se está cercada apenas por homens. Por isso que foi legal ter minha amiga em turnê como babá. Tivemos muitas conversas diferentes. E ela também percebia quando eu não estava confortável com algo, e imediatamente perguntava como eu estava. Os homens não perguntam isso rapidamente, ou as vezes nem percebem.

    Ao participar do “Beste Zangers”, você esperava que mais pessoas ouvissem sua música. Funcionou?
    Sim. Nossos shows na Holanda esgotaram imediatamente. E o bom é que funcionou para ambos os lados. Inúmeras pessoas que ouvem a minha música, abraçaram a música do Henk Poort. E o que me deixa feliz em especial é que eu tenho sido capaz de mostrar que o metal não é algo apenas satânico, ou cantado apenas por homens furiosos gritando.

    Agora você pensa: Finalmente conhecida na Holanda
    Haha, eu gosto disso. De certa forma me incomodou sermos conhecidos em todo o mundo, e se quer teve um espaço na Holanda.

  • Turnê Solo ♡

    Turnê Solo ♡

    Musicalmente falando, os humilhados foram exaltados, hue.

    Não sei vocês, mas por aqui, as lágrimas foram reais, sejam elas nas músicas do After Forever, como nas músicas do ReVamp. Ela, com todo esse reconhecimento e revivendo momentos que jamais serão esquecidos, e nós, fãs tendo a chance de reviver cada um deles :’)

    Recentemente, nossa Floor Jansen deu início à sua primeira turnê solo. Com ingressos esgotados em menos de 24 horas. O primeiro show ocorreu no dia 23 de janeiro, no Doornroosje, em Nijmegen, lá na Holanda (crying in digital deceit language). Embora ela tenha cantado músicas bem conhecidas do Nightwish, (destaque para a nostalgia de Slow, Love, Slow) tivemos o privilégio (vocês, né?) de revivermos anos de ouro, com músicas do After Forever (O que foi Strong, minha gente? E Face Your Demons?) e ReVamp (lágrimas de sangue!), mas também tivemos o bônus de Northward, e diversas músicas do Beste Zangers, programa holandês, do qual, FINALMENTE deu a ela o merecido reconhecimento. Sua apresentação conta com a participação do Henk Poort, do qual tivemos uma explosão musical ao vê-los cantando The Phantom of the Opera e em Sweet Curse (ReVamp) , e contamos também, com a participação de sua irmã Irene Jansen, na música Wolf and Dog (ReVamp).


    Lembrando que o novo álbum do Nightwish, intitulado de “Human. .||. Nature.” será lançado no dia 10 de abril, e os teremos por aqui em maio (amém?), em São Paulo e no Rio de Janeiro, nos dias 9 e 10 e todos os ingressos estão disponíveis. (Informações sobre o M&G serão divulgadas em breve). E o primeiro single, intitulado “Noise”, no dia 7 de fevereiro.


    MAS FOCO NESSA FUCKING TURNÊ

    O amor é forte, e o choro é mais do que livre. COME TO BRAZIL, FLOORGASM!

    Abaixo, alguns vídeos (amada, make a dvd, pfvr, nunca te pedimos nada!)


    Strong – After Forever (se você não se emocionou, você é um monstro!)

    Wolf and Dog feat Irene Jansen – ReVamp

    The Phantom of the Opera feat Henk Poort

    Storm In A Glass – Northward

    Slow, Love, Slow – Nightwish

    Shallow – Lady Gaga


    Turnê Solo

     23.01: Nijmegen, Netherlands
    24.01:Groningen, Netherlands
    26.01:Heerlen, Netherlands
    28.01: Amsterdam, Netherlands
    29.01: Utrecht, Netherlands
    30.01: Tilburg, Netherlands
    31.01: Tilburg, Netherlands

    01.02: Den Haag, Netherlands

    04.03: Amsterdam, Netherlands

    22.05: Rotterdam, Netherlands
    23.05: Rotterdam, Netherlands

    16.06: Amsterdam, Netherlands

  • Revista: METAL Hammer

    Revista: METAL Hammer

    Metal Hammer – Adquira a sua AQUI | Tradução: Head up High, my dear!

    Uma celebração das mulheres que definem o metal em 2018


    “Havia um cara na plateia que não parava de gritar comigo. Ele não calava a boca. Eu disse a ele: ‘Por que você vem aqui e diz isso na minha cara depois do show?’ ”


    Floor Jansen passou sua vida inteira lidando com gente grosseira. Enquanto o Nightwish se prepara para comemorar seus 20 anos de carreira cheios de sucessos incríveis, descobrimos por que sua tão introvertida vocalista se recusa a seguir as regras.


    Floor descreve a si mesma como “teimosa e determinada” e que esta atitude lhe rendeu bons frutos até o momento.


    Se Floor Jansen ainda se lembra da primeira vez que lidou com comentários imbecis e saiu vitoriosa. Foi no início dos anos 2000, com sua antiga banda, o After Forever, durante uma turnê que contava com outras bandas quase que exclusivamente europeias e compostas por homens. A presença de uma mulher nos vocais, aparentemente, foi demais para algumas pessoas mais limitadas na plateia, que foram dominadas por um típico comportamento masculino. “Eu tive de ouvir muita merda da plateia o tempo todo”, diz ela. “’Veja só, tem uma mulher no palco‘. No início, encarei como parte da situação toda. Mas a coisa logo me deixou meio ‘Sério mesmo?’. As pessoas gritavam ou ‘Slayer!’ ou ‘Peitos!’. E eu dizia ‘Beleza, não somos o Slayer e eu tenho peitos. Muito inteligente da sua parte ser capaz de perceber essas coisas. Podemos deixar isso de lado agora?’”

    Levando em consideração a mulher que era o foco daqueles comentários era, nas palavras dela, “teimosa, determinada e sem medo de brigar”. Era inevitável, também, que as coisas chegassem a um ponto crítico. Floor não se lembra da data ou onde aconteceu, mas lembra-se claramente como a discussão ocorreu.

    Tinha um cara gritando coisas idiotas para mim o tempo todo: ‘HURR DURR, PEITOS’ [ridicularizando o tom de voz do rapaz]. Ele não calava a boca. Uma hora, eu disse: ‘Já que você é tão machão, por que você vem aqui e diz isso na minha cara depois do show?’”

    O público, segundo ela, segurou a respiração por alguns segundos. A holandesa de quase dois metros armada com um olhar cheio de fúria e paciência já no fim havia abertamente provocado um imbecil bêbado.


    É, eu chamei o cara pra brigar no palco”, diz ela. “Funcionou na hora. Ele ficou quietinho.” Ela levanta a sobrancelha, como quem sabe o que faz, e diz: “Se quiser ser idiota a esse ponto, sinta-se à vontade. Mas você não merece minha atenção.”


    Quando se pensa na atitude esnobe de alguns fãs com o gênero musical, é irônico que o metal sinfônico tenha sido a principal frente de batalha pela igualdade de gênero nos últimos 20 anos. Há poucos gêneros musicais em que as mulheres tenham alcançado uma posição tão forte de destaque, com exemplos como Sharon den Adel, do Within Temptation, até Simone Simons, do Epica, e a própria Floor. Ainda que seja dominado por homens, este é um gênero ainda pouquíssimo excludente do que muitos outros gêneros musicais tidos como “evoluídos” (por exemplo, a grande mente por trás da banda em que Floor canta, o Nightwish, é claramente Tuomas Holopainen, o tecladista e principal compositor).

    A própria Floor não está lá muito confortável em ser algum tipo de modelo a ser seguido por ninguém, mesmo que a modéstia a torne relutante em ser um exemplo de luta pela igualdade de gêneros. “As pessoas parecem me consideram algum tipo modelo a ser seguido.”, diz ela. “A princípio, eu pensei… [ela faz um som de desaprovação]… Mas, então, pensei: ‘’Bom, me sinto um tanto lisonjeada com isso.’ Não quero que as pessoas me copiem. Eu quero que você seja você mesma. Você já é forte o suficiente. Enfim, não quero que as pessoas ache que eu sou tudo isso.”

    Estamos em um estúdio, sob temperaturas baixíssimas, em uma região industrial localizado nos subúrbios de Gotemburgo. Floor mora a meia hora dali, com seu marido, Hannes, baterista do Sabaton, e a filha dos dois, a bebê de dez meses Freja. É a primeira semana de janeiro. Em alguns dias, Floor vai se reunir com seus colegas de banda do Nightwish para conversar sobre as turnês europeia e norte-americana para promover o novo disco de melhores hits da banda, o Decades. Será a primeira vez que eles se reúnem desde 2016, quando iniciaram sua pausa de um ano. Para a cantora, a pausa e sua gravidez se encaixaram perfeitamente, ainda que de maneira não muito óbvia. “Acho que muitas pessoas imaginaram que eu faria aquela pausa por causa da minha gravidez.”, diz ela. “Mas a gravidez ocorreu por causa da decisão de tirarmos um ano para descansarmos.” Quando sugeriram a pausa, ela não gostou muito da ideia a princípio. Ela havia entrado na banda fazia poucos anos e ainda estava com toda a energia possível para fazer shows.

    Não foi um momento em que eu pensei: ‘Beleza, vamos fazer uma pausa’. Eu pensei: ‘Ah, merda…’”

    Mas a ideia começou a se desenvolver para ela. Ela e Hannes haviam conversado sobre terem filhos, e esta seria a oportunidade perfeita para tentar. “Estou em uma banda com seis pessoas”, ela diz. “Se uma pessoa decide fazer algo, esta decisão vai afetar a todos. Foi aí que eu pensei: ‘Hm, esse um ano pode ser uma bom período.’ Mas até isso foi difícil! Hahaha! Não se consegue planejar muita coisa quando o assunto é gravidez.”

    No palco e no estúdio, Floor é uma figura imponente. Sua voz, poderosa e estridente, mas carregada de emoção e delicadeza, é quase que uma força da natureza de tão potente. Hoje, sentada em uma cadeira baixa, de pernas cruzadas, ela se mostra aberta e bem amigável, mesmo com o ar de frieza que a cerca. Ela admite não ter paciência, tampouco tolerância com pessoas idiotas. “Todo mundo conhece um bocado de idiotas em seus ambientes de trabalho, não apenas no meio musical”, afirma ela. “Mas eu sou impaciente. Isso faz qualquer um soar meio idiota em qualquer situação. Sei que não é justo.”

    Independente do que digam, Floor Jansen não é esnobe. Esta palavra foi usada por muitas pessoas para descrevê-la durante anos e tornou-se um tipo de ofensa que funcionou como uma arma usada por pessoas aparentemente incapazes de entender que uma mulher em uma posição de poder como a dela tem o direito de se recusar a ouvir besteiras de qualquer um. Em 2014, ela se sentiu na obrigação de divulgar uma carta aberta na internet em resposta às críticas relacionadas a como ela lidava com seus fãs. O conteúdo da carta resume-se em uma frase que vai direto ao ponto: “Não sou uma vadia arrogante” (um sentimento que um colega de profissão homem nunca precisaria externar para se defender). “Só o fato de ter de escrever sobre isso já me irrita”, diz ela, claramente incomodada. “Pois eu me senti mal interpretada, mas defendo o que disse. As pessoas acham que, quando vêm falar comigo, gritando no meu ouvindo, eu tenho de atender aos desejos delas. Eu vou me virar, sorrir e tirar uma foto com elas, mas não sou obrigada a nada. As pessoas não têm o direito de dizer se deu devo fazer alguma porra ou não só porque eu canto em uma banda.”

    Pouco presente em alguma rede social atualmente, Floor não usa o Twitter há meses (talvez anos) e não esconde o desconforto que sente com artistas que “postam 12 fotos de si mesmos no Instagram todos os dias.” Ela se tornou o alvo de uma fúria implacável por parte de certos grupos de headbangers após dizer que o Slayer era “uma banda terrível” em uma entrevista dada à Metal Hammer.

    A questão das mídias sociais é ridícula”, diz ela, mostrando não ter mais paciência com o assunto. “Todos dizem o que querem o tempo todo. Em teoria, não tem nada de errado com isso, mas as pessoas o fazem de maneira nem um pouco civilizada. Imagine só entrar em um bar e todos lá conversam como as pessoas conversam na internet. Haveria brigas e gente perdendo os dentes o tempo todo. As redes sociais são…”. Ela parece estar tão cansada do assunto, que mal termina a frase. No entanto, ela respira fundo e solta o ar de maneira brusca, demonstrando o que acha de toda a situação.

    Ela nem sempre foi tão forte assim. Quando era adolescente e ainda explorando o canto, ela sentia uma mistura de confiança e insegurança. Na parte corporal, sua altura serviu-lhe como vantagem ao cantar, pois tinha presença de palco, além de uma voz potente.


    Floor: nem de longe uma “vadia arrogante”.

    Mas também significa lutar pelos direitos de suas colegas de profissão.


    Eu era alta e tive de ouvir piadinhas por causa disso durante muito tempo”, revela Floor. “Sofri muito bullying durante bastante tempo. Foi péssimo. Me senti muito sozinha nesse período. Eu só tinha um ou dois amigos.” A música trouxe conforto. Ela pediu para participar do musical de Joseph And The Amazing Technicolor Dreamcoat, produzido em sua escola. “Foi lá que me tornei próxima às pessoas que, aparentemente, não se importavam com o que incomodava tanto o resto da escola, como a minha altura ou o meu sotaque, que tinha por ser de uma região diferente da região deles.”

    Em 1999, Floor se formou na escola e matriculou-se na Rock Academy, um instituto de música novo na cidade de Tilburg, que tinha o objetivo de ajudar a desenvolver os talentos musicais das pessoas da região (alguns alunos da primeira turma incluíam membros da banda Krezip e o rapper Cilvaringz, que, de alguma maneira, trabalhou com o Wu-Tang Clan). “Todo mundo se matriculou, mas havia apenas 40 ou 50 vagas e, por isso, a concorrência era grande”, conta Floor. “Mas eu consegui entrar. O lado ruim era que não havia muita estrutura, então acabamos servindo como cobaias de teste. Eu não aprendi muita coisa lá.”

    Ela já tinha outros planos em mente. Na época, ela já era membro do After Forever, que fez parte da primeira onda de bandas de metal sinfônico a surgirem nos anos 90. Ela entrou para a banda alguns anos antes, quando tinha 16 anos. Um ambiente dominado por homens, no das bandas de metal nos anos 90, talvez fosse um tanto intimidante para uma adolescente sem experiência nenhuma na indústria fonográfica. Mas Floor diz o contrário. “Achei que foi algo tranquilo”, afirma ela, dando de ombros. “Sempre me considerei parte do clube do bolinha, mas sem ser masculinizada. Ser alta e não me ofender com facilidade foram coisas que ajudaram a me adaptar sem ter de aceitar certas coisas tão facilmente. Não cheguei a me identificar com o movimento da hashtag #metoo, principalmente porque eu tinha 1,83 de altura e falava o que pensava o tempo todo.”


    O After Forever teve uma boa careira. Eles conseguiram desenvolver uma fanbase na Europa, mesmo sem serem tão grandes como o Nightwish. Mas, no final da carreira, em 2009, a ficha caiu para Floor.


    SOFRI MUITO BULLYING DURANTE BASTANTE TEMPO” Sofrendo preconceito na escola, Floor encontrou um refúgio no canto e na música.

    Para Floor, a sensação que veio com o fim do After Forever foi a de “uma punhalada nas costas.”

    Floor forma o ReVamp e faz um a pausa em seu projeto com Jorn Viggo.


    2010 – O ReVamp lança seu disco de estreia pela nuclear Blast.

    2011 – Floor sofre com exaustão causada pela síndrome de Burnout, forçando o ReVamp a cancelar diversos shows.

    2012 – Floor recebe o convite para substituir Anette Olzon no Nightwish e faz seu primeiro show com a banda no Showbox, em Seattle, no dia 1 de Outubro.

    2013 – Floor é oficialmente anunciada como a nova vocalista do Nightwish e realiza duetos com Tarja Turunen no Belgium Festival.

    2015 – O Nightwish lança o disco Endless Forms Most Beautiful, o primeiro disco da banda com Floor nos vocais.

    2016 – O ReVamp anuncia seu fim. O Nightwish inicia sua pausa de um ano.

    2017 – Floor dá à luz sua primeira filha, Freja, e, meses depois, lança um single com Tarja em prol de uma campanha de caridade para ajudar a ilha de Barbuda, arrasada por um furacão na época.

    2018 – O Nightwish se reúne para o lançamento da compilação dos melhores hits da banda, o disco Decades, e sua turnê.


    Não tínhamos mais química”, diz Floor. “Fizemos uma pausa para ver se conseguiríamos definir algumas coisas e mudar outras, mas, infelizmente, eu era a única da banda que tinha essa mentalidade. Para mim, foi como uma punhalada nas costas.” Os problemas enfrentados por Floor pioraram ainda mais com a crise financeira que surgiu. Ela conseguiu equilibrar as contas dando aulas em masterclasses e fazendo participações em alguns de tributo à banda. Mas, do nada, o trabalho extra deixou de surgir. Eu estava perto dos 30 anos e sabia o esforço que seria necessário para montar uma banda do nada”, revela ela. “Eu pensei: ‘ É isso que eu quero fazer novamente? Mudar todo na minha carreira e cantar um tipo diferente de música?’ Foi um período difícil.” Ela se preparou e se dedicou a uma nova banda, o ReVamp, lançando seu álbum autointitulado em 2010. “Eu queria produzir algo mais pesado do que antes, algo sem um objetivo definido”, diz ela. “E, aí, eu sofri uma crise de burnout.

    “Burnout” é o termo utilizado pelos holandeses para descrever uma condição física e mental que consistem na combinação de stress, sobrecarga de trabalho, exaustão e outros sintomas semelhantes. É um quadro clínico entre a exaustão nervosa e a depressão clínica, e é um problema grave na Holanda. De acordo com dados coletados em 2016, uma em 17 pessoas sofrem de burnout.

    Seus níveis de stress ficam altos, mudando todo o equilíbrio hormonal do seu corpo”, conta Floor. “O seu corpo produz adrenalina o dia inteiro, fazendo você ter altos e baixos normais. No caso do burnout, não há mais os momentos ‘baixos’. Seu corpo só produz os pontos ‘altos’ e você não relaxa como precisa. E ninguém consegue manter esse nível de atividade, o que leva a pessoa a ficar constantemente exausta. Isso causa uma série de coisas na sua vida.”

    Para Floor, os sintomas foram debilitantes. Ela sofreu com infecções na garganta constantemente, mesmo nunca tendo sofrido com isto antes. Ela perdeu a capacidade de fôlego e tinha dificuldade de respirar quando subia escadas. “Eu ficava tão cansada, que perdi a vontade de viver”, conta ela. “Fiz exames e a minha frequência cardíaca, meus pulmões, tudo parecia estar bem. Mas era evidente que tinha alguma coisa errada. Eu tinha uma aparência péssima e me sentia péssima.”

    Segundo ela, esta foi a única vez  em sua vida que quase desistiu da carreira musical. “Eu odiava tudo”, revela Floor. “Eu detestava estar ali. Não queria ouvir nada e não queria cantar nada. Eu tinha um colapso toda vez que tentava, mas eu era cabeça dura demais para desistir.” Ao invés disso, ela diminuiu a carga de trabalho com o ReVamp e passou a dar alguma aulas. A banda havia começado a trabalhar em um segundo disco pouco antes da crise, mas Floor usou o período de trabalho como forma de se recuperar. Aos poucos, ela começou a se sentir melhor outra vez e estava recuperando a confiança em si mesma. Naquela altura, ela se preparava dar o próximo passo com o ReVamp.  Foi neste momento que Floor recebeu uma ligação que mudaria sua vida. A primeira vez em que Floor subiu ao palco com o Nightwish foi no Showbox, em Seattle, no dia 1 de outubro de 2012. A nova vocalista da banda, Anette Olzon, havia saído repentinamente dois dias antes, no meio da turnê. Ao contrário da situação de gravidez de Floor, Anette afirmou, mais tarde, que foi demitida por ter revelado à banda que estava grávida, mas a banda negou esta declaração.

    Floor recebeu a ligação que mudaria tudo durante o casamento de sua irmã. Ela conhecia Tuomas e os membros do Nightwish após uma turnê do After Forever com o Nightwish quase dez anos antes. Ela, inclusive, estava familiarizada com as músicas da banda, mas não a ponto de não precisar treinar na viagem rumo ao show. “Quando me pediram para ir até lá, eu disse ‘Claro que vou”, revela Floor. “Fiquei me gabando? Não. Bom, só um pouco. É preciso largar um pouco da modéstia para dizer: ‘Sim, eu quero ser parte de uma das maiores bandas de metal sinfônico e não, não decorei todo o setlist ainda.’”

    Ela chegou e encontrou todos da banda em “modo sobrevivência”. A prioridade era simplesmente terminar a turnê e não havia dúvidas de que este seria o teste para o cargo de nova vocalista. “Sem dúvida alguma”, conta ela. “Naquela altura, a questão era: ‘Como vou dar conta do recado?’ Eu não pensei: ‘Agora, sou a nova vocalista do Nightwish.’ Não pensei isso. Gostei do convite que eles fizeram quando poderiam ter chamado tantas outras pessoas. Mas não era um bom momento. Eles não estavam se sentindo muito contentes com toda a situação.”

    O convite para se juntar ao Nightwish em tempo integral veio 10 meses depois. A conversa ocorreu em um hotel bar após uma participação em um festival na cidade finlandesa de Tampere. “Eu disse ‘Sim’, depois ri, chorei… Mas não pude contar nada a ninguém”, conta Floor. “Não foi sequer uma conversa com toda a banda. Eu tive que fingir que conversamos só sobre o setlist dos próximos shows ou coisa assim.”


    OUR DECADES IN THE SUN

    1981 – Nascida na cidade de Goirle, na Holanda, no dia 21 de fevereiro.

    1995 – Cantou no musical Joseph And The Amazing Technicolor Dreamcoat, de Andew Lloyd Webber.

    1997 – Junta-se à banda holandesa de metal sinfônico After Forever aos 16 anos.

    1999 – Matricula-se no novo instituto de música holandês, o Rock Academy, ao lado de membros da banda Krezip e o futuro parceiro de composições do Wu-Tang Clan, Cilvaringz.

    2000 – Canta junto de Sharon den Adel, do Within Temptation, no álbum de estreia do After Forever, o Prison of Desire. Ela também participa do disco Universal Migrator Part 1: The Dream Sequencer, da banda de metal progressivo Ayreon.

    2002 – Estuda teatro musical e canto operático no Conservatório de Tilburg, na Holanda. O After Forever participa da turnê do Nightwish pela Europa como banda de abertura.

    2008 – O After Forever tira um ano sabático. Floor participa de um projeto paralelo de classic rock com Jorn Viggo Lofstad, guitarrista do Pagan’s Mind.

    2009 – Membros do After Forever se separam por diferenças pessoais.


    EU FICAVA TÃO CANSADA, QUE PERDI A VONTADE DE VIVER” Floor sofreu uma crise de burnout durante o período em que esteve no ReVamp.


    Floor não tem tempo para besteiras.


    Quem aí quer assar um marshmallow?


    Ela desmente os boatos de que entrar para o Nightwish teria sido sua última tentativa de alcançar maior sucesso comercial. “O ReVamp ainda existia naquela época”, relembra ela. “E eu sou muito determinada para me render ao pensamento de ‘Dane-se isto’. Ainda não era o fim daquele projeto.” Ela lembra ter recebido um e-mail de Anette Olzon, quando o anúncio de sua entrada no Nightwish foi divulgada. “Ela me enviou um e-mail desejando boa sorte. Foi bonito da parte dela.”

    A relação de Floor com Anette e, especialmente, com a vocalista original, Tarja, é diferente de como os membros da banda as veem. Em novembro de 2013, no festival Metal Femal Voices, na Bélgica, ela e Tarja fizeram um dueto ao cantarem um clássico de Gary Moore dos anos 80, Over the Hills and Far Away (que conta com uma versão feita pelo Nightwish em 2001). No final de 2017, as duas se juntaram novamente para cantar uma versão em espanhol da música natalina Feliz Navidad. Ela afirma que as duas sempre se deram bem, mesmo quando Tarja foi expulsa da banda em 2005. Será que elas evitam tocar em certos assuntos quando se encontram? “Não”, diz ela após uma pausa. E será que elas falam sobre experiências pessoais com o Nightwish? “Na verdade, falamos, sim. Mas o que não quero é que as questões deles interfiram na nossa amizade. O que aconteceu com ela e os membros da banda fica entre eles, não comigo. Eu deixo esse assunto com eles.”


    EU ERA TEIMOSA DEMAIS PARA DESISTIR DA MINHA CARREIRA MUSICAL.”
    Mesmo nos momentos mais difíceis, Floor estava determinada a seguir adiante com sua carreira.


    O novo disco de melhores hits, Decades, marca, oficialmente, o fim da pausa de um ano. A compilação com dois CDs organiza as músicas da banda em ordem cronológica e cobre três épocas diferentes da banda (ou quatro se levarmos em consideração a grande mudança entre os terceiro e quatro discos, que contaram com os vocais de Tarja, o Wishmaster e o Century Child). Para Floor, é uma comemoração de sua estadia na banda, mas, também, de sua importância em uma história ainda maior. Ela diz que houve conversas sobre regravarem algumas músicas mais antigas, mas que a ideia foi rapidamente descartada. “Seria necessário tirar algum tempo para mudar as melodias. Isso seria como…”, ela faz uma pausa, como se para buscar uma analogia. “…Reescrever a história da Inglaterra, substituindo a Rainha Elizabeth e pondo sua irmã, Margaret, em seu lugar. São músicas que já foram lançadas. E seria algo um pouco desrespeitoso da minha parte. São músicas que fazem parte da história do Nightwish, quase que como parte de um legado.”

    Há planos para um novo disco, segundo ela, ainda que a maioria desses planos esteja na cabeça de Tuomas por enquanto. “Ele tem um talento natural para isso. Ele vai compor tudo e sei que, pelas conversas que tivemos por e-mail e por telefone, que ele está juntando algumas idéias. Mas ainda não temos nada gravado. Começar uma turnê como a do Decades (que incluem shows no festival Bloodstock, em agosto, por exemplo) é o nosso foco do momento. 2019 será um ano bom para o álbum novo, mas vamos lidar com outras coisas primeiro.”

    As tentativas do metal sinfônico de conquistar a igualdade de gêneros não têm tanta força no processo de composição do Nightwish, que costuma ficar nas mãos de Tuomas. Floor diz que isto se deve ao fato de que a banda reflete a visão musical de uma única pessoa ao invés de puro machismo. “Se eu pudesse acrescentar algo ao que criamos, tenho certeza de que Tuomas estaria disposto a ouvir”, afirma ela. “Mas, pela maneira com que ele compõe, isto não é muito necessário. Ele é muito bom no que faz. E o som que ele cria é o som que define o Nightwish.”

    Ela parece bem confortável com a ideia de como a banda funciona. Se não estivesse, a banda certamente seria a primeira a saber. Não se chega longe como Floor chegou cercando-se de idiotas e gente sem talento. Floor Jansen pode não querer assumir o manto de modelo para mulheres que busquem a carreira musical, mas algumas ações falam mais do que palavras.


    DECADES (BEST OF 1996-2016) SERÁ LANÇADO NO DIA 9 DE MARÇO DE 2018 PELA NUCLEAR BLAST. O NIGHTWISH SERÁ ATRAÇÃO PRINCIPAL DO FESTIVAL BLOODSTOCK, NO DOMINGO, DIA 12 DE AGOSTO DE 2018.


    NOVOS CAMINHOS

    Floor explica o que os fãs podem esperar de seu novo projeto paralelo de classic rock, o Northwards.

    Enquanto Floor Jansen mostra seus planos de se dedicar ao Nightwish  no início de 2018, ela revela que esta não é a única coisa que fará entre um show e outro. A cantora pretende lançar um disco com seu novo projeto paralelo, o Northwards, em algum momento deste ano.

    Com a participação de Jord Viggo Lofstad, guitarrista da banda norueguesa de metal progressivo Pagan’s Mind, as origens do Northwards estão no ano de 2008, quando Floor ainda era vocalista do After Forever. “A banda tirou um ano sabático, e nós compusemos várias músicas juntos”, revela Floor. “Começamos a gravar, mas acabei adianto tudo, pois o After Forever havia acabado e eu criei o ReVamp.”

    Quando o Nightwish fez sua pausa de um ano, em 2017, Floor decidiu dar continuidade à ideia ao lado de Jorn Viggo. “Nós pensamos: ‘Por que não terminamos aquele disco?’ Decidimos ouvir as músicas antigas e caramba, como ficamos felizes com o que produzimos.”

    Floor diz que o disco, que deve ser lançado no final o ano, após o Decades, do Nightwish, será algo diferente do metal sinfônico de sua banda principal. Ao invés disso, ele seguirá por um caminho musical mais próximo ao classic rock.

    Há uma música com um clima mais parecido com o Deep Purple, e outra que tem uma pega mais próxima do que Robert Plant cantaria, além de outra que tem uma sonoridade mais próxima do material do Halestorm”, revela Floor. “Não é um disco solo, mas algo com uma mentalidade de ‘É isto o que eu consigo cantar.’ É minha chance de experimentar algo novo.”


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