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  • Louder Sound: Após 20 anos no Rock e Metal, acho que gostaria de fazer outra coisa.

    Louder Sound: Após 20 anos no Rock e Metal, acho que gostaria de fazer outra coisa.

    English here | Tradução: Head up High, my dear!

    Floor Jansen, do Nightwish: “Depois de 20 anos de metal, eu gostaria de fazer outra coisa.
    O grande Human. :||: Nature., as chances de uma turnê acústica e o que o que o futuro lhe reserva.

    Ω

    Floor Jansen não tem desperdiçado seu tempo no confinamento. “Eu tenho dois cavalos, então eu tenho montado bastante.” diz a cantora. “Além disso, eu tenho criado vegetais e flores. E, ocasionalmente, eu me sento ao piano e escrevo.”

    Para o Nightwish, assim como todas as bandas do planeta, 2020 não se moldou como esperado. O ano do gigante do metal sinfônico deveria ter retomado a turnê em divulgação do seu nono álbum, Human. :||: Nature. Este álbum foi lançado em abril, mesma época em que o mundo fechou suas portas, enterrando todos seus planos.

    Nós não podíamos ensaiar para a turnê“, diz Floor. “Nós deveríamos, mas foi pouco antes da proibição aos vôos. Alguns de nós estão em países diferentes, então não pudemos nem nos encontrar para ensaiar.

    LS: Tudo que está acontecendo, está fora do seu controle, mas ainda assim deve ser frustrante.
    Floor: Na verdade, não. Lançar o álbum em uma época como essa, significava que as pessoas realmente tinham muito tempo para ouví-lo. E o feedback que recebemos foi que eles estavam gratos por ter o álbum. Já se passaram cinco anos desde o último álbum, e as pessoas realmente apreciaram quando ele foi lançado.

    LS: Seja honesta: quais foram seus primeiros pensamentos quando o tecladista e criador Tuomas Holopainen te apresentou a idéia de um álbum duplo, do qual a metade é uma faixa orquestral instrumental de 30 minutos?
    Floor: Se fosse qualquer outra pessoa além do Tuomas sugerindo isso, eu teria pensado que era loucura. Mas como era ele, e como ele é tão brilhante, eu pensei, “É uma ótima idéia, você deve escrevê-la, não vejo a hora para ouvir.”

    Mas se uma banda pode fazer isso, somo nós. Já tivemos [a faixa épica de 24 minutos em 2015] The Greatest Show On Earth. Essa música [All The Works Of Nature That Adorn The World, do novo álbum] é apenas o irmão mais velho disso. É uma sequência lógica. A única razão pela qual se tornou um disco duplo foi porque ela não caberia em um único CD.

    LS: Foi um álbum difícil de se fazer?
    Floor: Bem, há diversão e dificuldade. Fui devidamente desafiada – há algumas melodias difíceis em ‘Music’ e ‘Shoemaker’. Alguns versos são extremamente complicados de se cantar. Mas você quer constantemente desafiar a si mesma. Nós não pensamos, ‘Nono álbum de estúdio, somos o Nightwish, podemos apenas sentar e copiar o que temos feito nos últimos 20 anos‘. Isso não acontece. Ainda somos uma banda que busca inovar sempre.

    LS: O Endless Forms Most Beautiful foi um enorme álbum. Estavam tentando se superar?
    Floor: Eu acho que de certa forma, você está sempre competindo, mas no sentido de ser algo novo. Eu acho que este álbum é incrivelmente grande, mas não há nenhuma orquestra nas nove músicas que tocamos como uma banda. Há um quarteto de cordas e um coro, mas nenhuma orquestra. Isso é algo único, porque os álbuns anteriores estavam cheios de orquestras.

    LS: Você já imaginou o Nightwish fazendo um álbum totalmente acústico?
    Floor: Não sei se um álbum funcionaria, mas poderia nos imaginar fazendo uma turnê. Particularmente imagino que possa ser agradável.

    LS: Em 2018, você lançou um álbum de hard rock, o Northward. O que você ganhou com isso, sendo fora do Nightwish?
    Floor: Principalmente pelo fato de eu mesma ter escrito, com o [guitarrista/parceiro musical] Jørn Viggo Lofstad. Há muito de mim ali, mas de um jeito diferente do que com o Nightwish. É um estilo diferente também – um gênero que até então, eu não tinha feito. Eu estava muito envolvida com algo que veio de dentro de mim.

    LS: Você gostaria de fazer outro álbum do Northward?
    Floor: Não sei se vou. Esse projeto foi escrito em 2008. Como tivemos um ano de folga do Nightwish, eu consegui finalizar, ver se as músicas ainda estavam atualizadas, se poderíamos gravá-las ou não. Eu estava feliz por ter tido um momento para lançá-lo após 10 anos que nós haviamos escrito.

    Mas depois de 20 anos de rock e metal, eu acho que gostaria de fazer outra coisa. Não digo parar com o Nightwish, mas algo paralelamente. Recentemente me envolvi no programa de tv do meu país natal, na Holanda [reality show, ‘Beste Zangers’, conhecido como ‘Melhores Cantores’]. E isso realmente me inspirou a começar a escrever, e as coisas que estão vindo são bem calmas.

    Eu adoraria fazer um álbum onde menos é mais. Algo diferente – não porque estou entediada, mas porque se você já está em uma das maiores bandas do seu próprio gênero, e você tem alguém como Tuomas Holopainen como compositor; realmente não acredito que eu tenha algo a mais para acrescentar criando outro álbum de metal.

    LS: Enquanto isso, ainda há uma turnê do Nightwish marcada para o final de 2020. Você está ansiosa para voltar à estrada?
    Floor: É claro, ainda mais sabendo que agora eu não posso, mas não quero perder meu tempo pensando sobre.

  • STORYTIME #3: Moving Across Europe ft. Elize Ryd

    STORYTIME #3: Moving Across Europe ft. Elize Ryd

    Tradução: Head up High, my dear!  | Storytime #1 AQUI | #2 AQUI

    Ω

    Bem-vindos ao “Saturday Storytime”. Meu nome é Floor Jansen e esse é o episódio 3.

    No episódio de hoje eu gostaria de comentar sobre essa semana de 2020, mas também 6 anos atrás, em 2014, quando eu dei um grande passo de imigrar da Holanda, meu pais natal, para Finlândia. Finlândia claro, pelo Nightwish…. Eu decidi que era o momento de aprender a língua e foi muito difícil, me apaixonei com a vida interiorana. Então eu decidi que moraria lá, assinei um contrato de aluguel, mas eu não me mudei imediatamente. Eu queria conseguir resolver tudo mas é bem difícil fazer isso enquanto se está em turnê. 6 semanas nos EUA, 3 semanas na América do Sul, foi muito intenso. Então eu tive muita sorte que a minha irmã estava me ajudando com muito das coisas práticas. E, ao mesmo tempo, eu também conheci Hannes, com quem eu casei e imigrei para a Suécia um ano depois. Então sim, cinco anos atrás aconteceu outra imigração e nessa semana exatamente marca a época onde nós saímos da Finlândia para Suécia. Tem sido uma semana bem calma, eu posso te dizer, eu tenho cavalgado bastante, não só em casa mas também eu os levei para treinar fora da nossa área de casa num estábulo maravilhoso perto de Altos na Suécia onde eu também tive algumas aulas com um professor com muita experiência que pôde me ensinar muitas coisas… Foi um misto de uma experiência inspiradora onde eu pude cavalgar e ter um feedback, onde eu pude sentir todas as coisas que eu poderia fazer com um cavalo que é mais treinado que os meus porque eu ainda estou treinando-os, e me lembrar de como é e ficar inspirada para expandir o que eu já sei e o que eu sei que eu posso fazer… Bem, foi um ótimo lembrete, uma experiência muito boa que me inspirou não só em cavalgar os cavalos mas também para cuidar de tudo em volta dos estábulos, áreas de cavalgar, tudo estava tão lindo lá! Foi muito legal.

    E claro, estou escrevendo música, as coisas tem acontecido desde basicamente os dois primeiros episódios e é um processo gradativo, a vida de casa, jardinagem, cuidar dos meus vegetais, andar com os cavalos, sair com a minha família e claro, escrever música; então se você não assistiu os dois primeiros episódios eu te convido a fazê-lo, e se você o fez, no segundo episódio tem um tipo de easter egg, tem um animal que aparece que não é nosso! O que poderia ser?

    Seis anos atrás, minha imigração ia acontecer, um voo iria partir no primeiro de julho, minha irmã estava muito, muito grávida com sua primeira filha e claro que eu queria conhecer meu sobrinha, eu gostaria de estar lá quando ela nascesse… Então nós estávamos no Graspop e eu estava lá como convidada do Sabaton e enquanto nós estávamos relaxando no sol, pelo menos eu estava, uma ligação chegou dizendo “Sua irmã acabou de entrar em trabalho de parto”. “Wow, está para acontecer! Ah o bebê, eu vou conhecer o bebê antes de eu imigrar, que ótimo! Mas e agora, o que eu devo fazer? Eu preciso ir lá imediatamente ou não? ” Foi muito engraçado perceber que eu simplesmente não tinha ideia do que fazer. Obviamente eu só precisava esperar e torcer que tudo desse certo, e conforme o dia foi passando e o show aconteceu, nós voltamos à área de descanso e eu fui embora do Graspop e então a notícia chegou: uma garotinha havia nascido, saudável e bem e isso significava que eu poderia conhece-la: Rose, que agora tem seis anos, pela primeira vez, pouco antes de eu entrar no avião. Eu posso te dizer que foi uma montanha russa emocional porque você vai deixar sua família e amigos para trás e começar algo novo, apesar de eu estar muito animada eu ainda tinha ciência de que era um passo enorme. Algo que te tira da sua zona de conforto inteiramente…. Eu acredito que essas mudanças são vitais porque você cresce tanto como pessoa. Aí eu te levanto uma pergunta: o que você tem feito nos últimos 5 a 6 anos que realmente te tirou da sua zona de conforto e te fez repensar tudo? É uma conversa interessante.

    Eu vou ter uma convidada especial comigo hoje e ela também estará participando do “Floor Finds”, que é outro quadro do meu canal no Youtube que eu tenho entrevistado outras pessoas com uma pergunta que ambos respondemos e depois conversamos sobre esse assunto. O primeiro “Floor Finds” com o Marco e Elize também está vindo, eles [Amaranthe] estão trabalhando num álbum novo então com certeza nós estaremos falando sobre isso!

    [filmagem do cavalo]

    Eles são amigos, isso é tão legal! Eu estou trabalhando na última parte romântica de ter cavalos, com uma ótima ajuda. Você gosta de andar no carrinho, né? Nós tentamos manter ela ocupada de todas as formas mas ela ainda vem conosco. Mas sim, eu tenho certeza que todas as belas imagens de estrelas do Rock foram por agua abaixo mas se você tem cavalos, eles cagam todo dia. Certo? Certo. Você não está me ajudando em nada, hein? E agora você está no meu lugar. Mas surpreendentemente, quando eu estou aqui e eles estão lá, as vezes eles me seguem e a gata acha que é legal ir atrás também.  Eu acabo pegando algumas flores, eu trouxe minha capa de chuva comigo porque você nunca sabe se vai chover ou não! Essa é a vida.

    Floor e Elize

    Floor: Então aqui estamos nós no final de Junho e no início de Julho, em 2020. O que te aconteceu essa semana?
    Elize: Essa é uma boa pergunta, eu fiz um ensaio fotográfico! Sim. Essa semana com Patrick Ullas, provavelmente você também já trabalhou com ele!

    Floor: Sim.
    Elize: Então foi praticamente isso. Eu tenho feito alguns trabalhos para as empresas porque as pessoas não saíram de férias, na verdade eles continuam trabalhando no escritório porque há apenas duas ou três pessoas… Além disso, eu tenho caminhado, eu tenho um amigo da Alemanha que está me visitando então nós temos saído para jantarmos, na verdade nós temos estado bem ocupados!

    Floor: Sim, legal. Há alguma coisa para acontecer com o Amaranthe por esses tempos?
    Elize: Bem… Sim, foi o ensaio fotográfico, apenas com quatro membros da banda porque ainda está um pouco complicado para viajar, especialmente partindo da Dinamarca e da Finlandia onde eles vivem, é um pouquinho longe. E nós estamos começamos a usar o TikTok então isso também está relacionado à banda e nós lançamos nosso primeiro single do primeiro álbum.

    Floor: Sim, que legal!
    Elize: Já fazem 3 dias. Uma canção chamada “Viral” e é o primeiro lançamento do primeiro álbum que vai sair que será chamado de “Manifesto”.

    Floor: Que bacana! E quando o álbum será lançado?
    Elize: Será lançado no dia 2 de outubro.

    Floor: Isso significa que você ainda vai ter que esperar por bastante tempo! Mas o tempo passa tão rápido… Nesse episódio nós também falamos sobre a minha semana em 2020 mas também pensando bastante no que aconteceu comigo 6 anos atrás então eu estava pensando, como foi o seu 2014?
    Elize: Eu me lembro agora muito claramente. Era provavelmente o primeiro verão onde eu senti que a banda tinha crescido. Era um dos primeiros bons verões com ótimos shows, porque nós fizemos uma turnê de verão então não era bem nos festivais, mas nós abrimos para uma banda chamada Sabaton…

    Floor: Sabaton?
    Elize: Sabaton, você conhece?
    Floor: [Risos]
    Elize: E foi muito engraçado porque eu amo aquele verão, aquele verão foi incrível, nós fomos à todas as cidades pequenas e fofas da Suécia e foi num palco muito bom, eles já faziam muito sucesso… Foi algo bem grande para nós abrirmos para eles. E eu me lembro que eu estava bem feliz, então esse foi o meu 2014. E seis anos depois nós tivemos outra turnê juntos!

    Floor: Fecharam um ciclo! Sim! Se vocês gostaram de trabalhar juntos, é legal poder repetir!
    Elize: Voce já fez isso com alguma banda sua ou com o Nightwish, onde você fez turnê com uma banda e então fizeram turnê denovo depois?

    Floor: Sim! […] A turnê que me vem a cabeça aconteceu há 6 anos, nos Estados Unidos, eu estava com a minha banda Holandesa que não existe mais Revamp e exatamente um ano depois, no mesmo período, era abril ou maio, eu fiz uma turnê de novo mas dessa vez com o Nightwish e foi bem interessante. Mas depois disso, nós não fizemos turnê juntos. E agora quando estamos no mesmo festival, nós tocamos em dias diferentes porque eles são geralmente os headliners e nós também, então nós estamos ambos no Graspop mas nós não nos vemos…
    E também um pensamento meu sobre imigração, sobre eu sair da Holanda para a Finlandia foi um grande passo e então um ano depois, na mesma semana, eu imigrei com Hannes da Finlandia para Suecia. Também um passo enorme mas um pouco mais fácil porque eu estava com alguém, a minha primeira imigração eu fiz sozinha para um país que a língua é bem dificil então sim, é totalmente fora da zona de conforto e eu tenho perguntado para as pessoas o que ele ou ela tem feito nos últimos 6 anos que esteve fora da sua zona de conforto, então eu te pergunto a mesma pergunta.
    Elize: Sim, eu tenho uma resposta não tao legal para essa pergunta eu acho porque eu não fiz nada tao extremo e eu tenho pensado bastante sobre me mudar para outro país, é algo que eu adoraria tentar, mas ainda não aconteceu.

    Floor: Sim, não é algo que se faz de repente “Quer saber? Vou imigrar para a Finlandia agora!” [risos]
    Elize: Sim, e há sempre pensamentos para eu sair da zona de conforto mas também as coisas sempre acabam se repetindo. Voce faz a turnê, você escreve um álbum, você grava esse álbum e então você faz a turnê de novo e isso se repete infinitamente, e se repetia até 2020.

    Floor: E você, o que tem feito agora que é mais fora da sua zona de conforto?
    Elize: Sim, eu tenho pensado em tirar minha carteira de motorista e isso é definitivamente fora da minha zona de conforto porque eu tentei antes e eu falhei, duas vezes. [Risos]

    Floor: Okay! [Risos]
    Elize: E eu também tenho bastante medo de carros.

    Floor: E quem não tem, né?
    Elize: Então eu tenho uma imagem muito ruim de mim mesma quando me imagino dirigindo. Quando eu me imagino dirigindo aparecem esses sinais vermelhos na minha cabeça então eu pensei que era melhor deixar de lado, mas agora é algo que eu realmente quero fazer e eu estou assustada!

    Floor: Oh! Não fique assim, face your demons!
    Elize: Sim, é isso, se todas as pessoas conseguem fazer significa que é algo que eu só preciso me acostumar. É como andar de bicicleta ou algo assim… Apesar de eu sempre cair da minha bicicleta ou da minha scooter mas…

    Floor: É diferente com carros, eu posso te dizer que eles são um pouco mais seguros.
    Elize: Sim [risos] eles são fechados…

    Floor: Medo é algo… não é racional mas é bem vívido então está bem lá… Você precisa fazer algo com isso! Mas enfrente seus medos e tente dirigir e curtir a liberdade de só de entrar no seu carro e vir aqui, por exemplo! Eu sempre achei que isso era muito legal de fazer. Mas um passo de cada vez. Eu espero que você consiga!
    Elize: No pior dos cenários eu sempre posso fazer terapia ou algo assim, é algo que isso também é fora da minha zona de conforto porque é algo que você pensa que não precisa mas depois eu penso “porque não?” Porque é como a sua mente funciona, então sobre o meu medo de dirigir, há alguns meios que você pode mudar isso.

    Floor: Sim, eu imagino! E eu digo que é bom você aprender sobre si mesma, como você funciona, como sua mente absorve informações ou apenas como a sua mente funciona! Digo, você vai para escola e aprende tudo sobre o mundo e tudo em volta de você, seus lideres, mas você aprende muito pouco sobre si mesma. E talvez na escola você não é maduro o suficiente para ter essa curiosidade sobre si mesmo mas em algum momento da vida, porque não aprender?
    Elize: Isso é algo que eu tenho muita curiosidade, e eu gostaria de explorar para ver o que eu descobriria.

    Floor: Sim! Boa sorte com isso. Obrigada!
    Elize: Obrigada!

    Bem, esse foi o episódio 3 de Saturday Storytime, obrigada por assistir! Eu espero que vocês tenham gostado, e se vocês gostaram deixem o like e se inscrevam, se vocês ainda não o fizeram. Eu os levarei à uma viagem que eu farei semana que vem, eu irei para a Holanda e isso aparecerá no episodio 4. E se vocês tiverem alguma pergunta que eu possa responder, por favor escrevam em algum lugar no Youtube, meu instagram ou no Facebook. Eu estarei lendo! Legal. Obrigada, vejo vocês na próxima vez.

  • STORYTIME #2: Building & Working

    STORYTIME #2: Building & Working

    Tradução: Head up High, my dear!  | Storytime #1 – AQUI

    Ω

    Nós temos uma área para cavalos entretanto não temos nada cercando-a. Hoje nós construiremos o cercado então eu tenho um pouco de trabalho de físico para fazer!
    Olá e bem vindos ao episódio 2 do Storytime de Sábado! Como você pode ver, ainda é verão então estou ficando a maior parte do tempo do lado de fora, igual essa garotinha (a gatinha Nala) que resolveu se juntar a nós há alguns meses. Agora ela pode viver tanto dentro de casa quanto fora então ela tem gostado bastante disso, é legal tê-la por perto. E sim, talvez ela tenha alguns gatinhos em sua barriga, isso seria legal! É uma vida muito caseira, claro, todas as nossas vidas estão pausadas. Como musicista é muito estranho não poder tocar música, ir para os festivais que agora estariam em total atividade e quando eu penso sobre isso, eu fico triste e furiosa, mas ao mesmo tempo eu realmente tento não fazê-lo e focar nas coisas que estão aqui porque é simplesmente incrível estar em casa. Eu tenho estado em turnê por mais de 20 anos então eu sei um pouco sobre estar distante de casa, e claramente desde que eu mudei para a Suécia, há 5 anos, eu nunca estive em casa o tempo todo para ver a primavera chegar, para ver o verão acontecer e todos os pequenos passos do verde para essa incrível explosão, que eu posso observar aqui na natureza suéca – é tão lindo! Mas agora eu consigo ver todas as pequenas coisas vindo à tona, toda semana novas flores começam a desabrochar e outras começam a desaparecer e, do nada, parece que há um espaço na terra para crescer novas flores e todas elas têm seus momentos. Bem, você claramente pode escutar os pássaros em volta de nós, é constante, eles sempre estão lá para cantar e falar uns com os outros… É de dia, obviamente, enquanto eu estou gravando isso, mas durante a tarde outros pássaros começam a cantar e é incrível … para mim, isso é uma benção completa. Eu preciso estar na natureza para ser uma pessoa em equilíbrio e dado ao fato que eu moro aqui, eu me sinto muito bem … bem, eu comecei alguns projetos de jardinagem e plantar vegetais, tomates e … eu vou mostrar todos eles! É incrível ver como eles estão crescendo, eles estão aproveitando muito o verão – obviamente eles precisam de ajuda na hora de ter água já que nós não tivemos muita chuva, o tempo ainda está bem seco! Mas nós tivemos batatas e pastinaga, cenouras e diferentes tipos de grãos. Eu tenho dois tipos de batatas plantadas e em algum momento durante o processo eu esqueci quais são, então eu vou ter certeza quando elas começarem a florescer (batata ou tomate? Aparece na tela)… Agora eu estou esperando para que as flores comecem a florescer então isso é legal e também há diferentes tipos de grãos que eu espero que cresçam um pouco mais. Eu não acho que eles gostem muito da seca e o calor intenso… Eu construí para eles uma pequena tenda, não para eles “curtirem a sombra” mas porque eles precisam de apoio para escalar… Eu também construí essa tenda para a Freja, que tem três anos, e eu espero que os grãos cresçam juntos para formar um tipo de cabaninha de flores e grãos no futuro… Então essas são as coisas que eu posso aproveitar muito!

    Agora nós temos uma área de cavalgar que tem 20 metros de largura e 40 metros de pista cheia de boa areia para que seja confortável para o uso dos cavalos e para seus corpos terem um pouco de… (gesticula o movimento de cavalgar)… E é por isso que nós compramos bons sapatos de corrida ou você sabe, sapatos de esporte. É o mesmo princípio, você quer que os cavalos estejam confortáveis quando eles treinarem e agora nós estamos construindo essas… (chacoalha e percebe que a estaca está frouxa e ri) isso poderia ser melhor… Estamos construindo as coisas sozinhos e eu acho que isso é super legal… Você tem um sentimento melhor do que você tem, não é apenas feito por outra pessoa, você tem mais sentimento quando você faz você mesmo… Claro que é um processo de aprendizado, então nós veremos se estamos fazendo isso corretamente, e se não estivermos, nós consertaremos! É legal! Bom clima, boas ferramentas, boa companhia.

    O primeiro vídeo teve muitos, muitos, MUITOS comentários engraçados, positivos, e do coração, e reações de um número enorme de pessoas comentando sobre meus braços. Eu acho que a thumbnail meio que teve um mal ângulo e mostrou muito mais do que eu realmente tenho… Muitas pessoas perguntaram “O que você faz para ter esses braços? ” Bem… aqui está o segredo: eu não malho, porém eu vivo no interior e eu gosto de fazer as coisas eu mesma! Pegue um desses (martelo) construa uma área de cavalgadas ou algo assim… É um ótimo treino! Eu gosto de fazer as coisas eu mesma, ou com ótimas ajudas, em casa. É legal trabalhar com minhas mãos, é legal ver o que você tem do lado de fora e pensar “eu construí aquilo”. Eu acho que isso é algo bem legal, muitas das partes da cerca que estão de pé pela área de cavalgar eu que coloquei, eu só tive um problema de planejamento porque eu os fiz em janeiro e aqui na Suécia isso significa que esse período é frio, e eu tive sorte que o chão não estava congelado, ou isso não teria dado certo. Estava bem macio para aquela época do ano, mas isso ainda significa que o chão ainda é bem duro. Ainda mais que nessa área há outras pedras, é uma área bem pedregosa… (risos) Ai meu deus, que piadas bestas! Enfim, assim que você coloca a furadeira no chão há um grito de “PARE!” porque há muitas pedras… E eu não tenho uma furadeira elétrica! Eu faço tudo a mão. É bem difícil. Mas agora que eu terminei, toda vez que eu olho eu penso “eu construí aquilo” e nos dá um orgulho e uma satisfação maior.

    Nada está acontecendo na verdade, no sentido de música, mas eu estou escrevendo música, e calmamente eu acho que posso dizer que isso é um passo em direção à um álbum solo, uma carreira solo como você pode dizer… Eu acho que isso é um passo enorme já que o Nightwish é a maior coisa na minha vida com música agora, eu não quero que isso mude, mas é incrível escrever música e ser criativa nesses meses que eu estou aqui, e é legal descobrir novos elementos nas minhas habilidades de escrever música. Eu me sinto bem confiante, mas não como uma compositora ainda, porque eu sinto que eu estive desenvolvendo os meus vocais mais do que as minhas habilidades de compor, mas isso é um processo de aprendizado e é desafiador de fazê-lo, e de mandar para outras pessoas e perguntar “O que você acha? ”, para outras pessoas e para outros compositores… “Você gostaria de escrever comigo? Você acha que isso está bom o suficiente? Se sim, quais seriam as suas idéias comparadas as minhas…” E entrar nesse processo criativo com outras pessoas …. É super empolgante fazer, então a minha mente está sempre distraída com pequenas melodias e idéias que eu tenho na minha cabeça e isso é uma coisa maravilhosa que eu gostaria de compartilhar com vocês. Eu ainda não ouso compartilhar algo além disso…. Espero que seja o suficiente para você saber que algo está sendo preparado e veremos o que irá acontecer, e se acontecer, e quando. Todas essas coisas dependem de quão criativa eu continuo sendo quando tudo voltar ao normal…. Então é libertador num sentido de não ter nenhum tipo de plano… Processos criativos são muito difíceis de planejar de qualquer forma… Eu estou bem feliz com a liberdade que eu tenho no momento de trabalhar nas coisas conforme elas vão surgindo e curtir a vida aqui… Como eu disse antes, toda a minha vida! Minha filha só vai ser tão jovem assim uma vez na vida então eu estou muito feliz de estar lá com ela todos os dias, niná-la e colocá-la na cama todas as noites e ver todos as pequenas conquistas que ela tem desbravado…. Eu não sei se você é uma mãe, você deve saber ou estar familiarizado nos jeitos diferentes que uma criança se desenvolve nessa idade e é incrível poder ver todos os detalhes disso. E sim, mais uma vez: andar de cavalo, jardinar, tardes incríveis de verão que estão começando a acontecer agora com meu esposo: apenas uma boa taça de vinho e viver a vida do jeito que ela é, e ao mesmo tempo deixar a minha mente divagar para um futuro possível de um álbum solo, de uma carreira solo e sonhar com o dia em que nós finalmente poderemos voltar aos palcos com o Nightwish e tocar todas aquelas novas canções do Human Nature. Já é hora!

    Muito obrigada por assistirem, esse foi o episódio número 2 e me deixem saber nos comentários o que vocês gostariam de ver para o número 3. Mas é muito legal que vocês esteja acompanhando e eu espero vê-los no próximo vídeo!

  • STORYTIME #1: Home & Horses

    STORYTIME #1: Home & Horses

    Tradução: Head up High, my dear!

    Nessa quarentena Floor Jansen decidiu criar em seu canal uma sequência de histórias/entrevistas e afins.
    O primeiro episódio STORYTIME #1 – HOME & HORSES foi postado hoje. A tradução você encontra a seguir 😉

    Ω

    Bem vindo ao Storytime de sábado à noite e bem vindo ao episódio número 1:
    Meu nome é Floor Jansen, eu canto numa banda chamada Nightwish e como muitos artistas eu deveria estar em turnê agora, mas eu não estou! Essa história é um pouco desconhecida e por conta disso eu tive essa ideia de criar esse “Storytime” e conversar um pouco e me mostrar mesmo que não seja no palco. Eu sinto falta do mundo fora dessa bolha que eu vivo, eu vivo numa bolha linda, porém apesar de bonita, é estranho estar em casa quando você está tão acostumada a tocar em festivais nessa época do ano: é verão agora – o solstício de verão – então eu achei que seria uma boa idéia compartilhar algumas historias com vocês, sobre as coisas que estão acontecendo na minha vida agora ou talvez voltar um pouco no tempo e te contar algumas histórias engraçadas daquele tempo. Eu nunca fiz isso antes então é um pouco novo… Bem, eu estou passando muito tempo em casa agora, então eu gostaria que o primeiro episódio fosse sobre a vida no lar. Como eu disse, é solstício de verão e isso na Escandinávia é um grande evento em todos os sentidos – há uma celebração pro solstício, nós celebramos o dia mais longo do ano, com mais luz, já que fica bem escuro durante o inverno, é bom celebrar a luz ficando junto com nossos amigos e com nossa família, comer boa comida, tomar um bom drink, dançar em torno de uma árvore [risos]… Há alguns hábitos que eu ainda estou me acostumando; eu sou holandesa e eu tenho morado no norte há 6 anos, o primeiro ano na Finlândia e cinco anos na Suécia (quase cinco anos) e eu devo dizer que suéco foi um pouquinho mais fácil de aprender que Finlandês, o que eu nunca terminei de aprender… É uma boa piada, eu estou rindo internamente, de verdade! De qualquer forma, o solstício de verão está acontecendo e isso é bem bacana, você pode sentir o calor, vestir as roupas para tempos quentes e é algo bem verão… É simplesmente incrível poder aproveitar o máximo disso… Uma das coisas que eu estive passando bastante tempo fazendo é andando de cavalo e cuidado dos meus cavalos no geral… O que significa ter um cavalo é bom novo para mim… Meu primeiro cavalo chegou há um ano e agora eu tenho dois: Lily e Auri e eles tem estado aqui em casa conosco o tempo todo (exceto pelas últimas semanas). É realmente incrível… A grama não estava crescendo realmente, já que estava bem seco e eu não sabia exatamente o que fazer com meu pasto: eu preciso fertilizá-lo? O que eu preciso fazer pra grama crescer? Claro que chuva ajudaria mas nós não temos tido muito disso… Enfim, nada está realmente crescendo ainda e nós temos vizinhos incríveis que disseram “nós temos um pasto e bastante grama, então seus cavalos são sempre bem-vindos”. Então eles tem estado lá, as filmagens que você está vendo foram filmadas nesse pasto… É uma área linda, inacreditavelmente linda e eles tem comido grama, e comendo mais e mais e aproveitando o cenário lindo… Eles tem tido algumas interações com os nativos da área, há muitas corças pela área…
    Há uma história engraçada, um dos nossos vizinhos viu uma das minhas éguas Auri perseguindo uma das corças que estavam compartilhando o pasto com eles… Auri é uma égua bem curiosa então ela estava meio que “que tipo de cavalo é você?” e a corça deve ter pensado “essa é a maior e mais estranha corça que eu já vi é melhor que eu volte para floresta”… Eu queria tanto ter visto esse momento! Em casa, já que a grama não está crescendo, eu decidi que o pasto pode ser uma área de cavalgar então é isso que eles tem construído pelas ultimas semanas, eles removem a terra de cima que precisa secar e depois colocam areia.. É todo um processo que eu também estou aprendendo nesse momento… Claro que há um milhão de jeitos de fazer isso também mas depende do que você quer fazer com a obra e já que eu não serei a mestre especialista nesse assunto eu só quero que esteja bom para eu poder cavalgar com as minhas éguas e treina-las propriamente, e será incrível quando estiver pronto: eu avisarei vocês quando tudo estiver pronto… E sim, eu tenho cavalgado na Lily desde que ela chegou e ela nunca tinha sido cavalgada antes e ela já tinha 9 anos… Eu a tenho desde metade de janeiro então agora tem sido mais fácil treinar um cavalo que é um pouco mais velho. – ela é bem fácil te treinar na verdade… Especialmente pelo fato de que eu não tenho experiência fazendo isso, então nós tivemos que aprender juntas. Auri fez 3 anos esse ano e obviamente eu tenho muito tempo, então eu decidi começar a trabalhar com ela por mais que na minha cabeça eu fosse começar a fazer isso no ano que vem… Mas ela está definitivamente pronta, ela está indo muito bem.. Ela está se acostumando a ter uma sela e eu em suas costas… Está se acostumando a ouvir a nossa voz e aos nossos comandos… Aprendendo a estar conosco e nós com ela. É incrível. Eu me refiro a “nós” junto a um vizinho que temos, ele tem uma área de cavalgar agora e é um professor de cavalos bem experiente então ela tem me ajudado… É incrível ter esses vizinhos aqui pela área pra cuidar dos cavalos e aproveitar tudo junto! É um tempo incrível. Hoje inclusive eu as trouxe de volta e elas passaram um tempo em casa porque o tempo está tão quente que é bom que elas fiquem nos lugares mais frescos possíveis para poderem ter um alívio dos insetos que realmente as incomodam. Eles são horríveis, aparecem em todos os tamanhos e eles as mordem todas – essa é a natureza também, mas é bom que eu possa protegê-las um pouco e elas logo passarão na pedicure. Os cascos da Lily são, eu não sei se você pode ver, mas eles são tão enormes! Tão grande! Então eles sempre dão trabalho. Essas são as coisas que eu tenho feito, focando em muitas coisas de novo, claro, eu sou uma musicista – eu não posso viver sem música. Eu sinto falta de tocar ao vivo e estar com o Nightwish. Eu sinto falta de interagir com vocês como eu normalmente faço: gritando no palco e não sentada aqui na minha casa na frente da câmera – mas isso vai ter que bastar por enquanto, eu imagino. Entretanto a musicista em mim está sempre constante, está lá, então eu não posso dizer que eu não esteja fazendo nenhuma música… Mas o que isso significa exatamente? Isso é uma história para outro momento. Obrigado por esse primeiro episódio, eu espero que você tenha gostado! Até mais!

  • Metal Talks com o Spotify

    Metal Talks com o Spotify

    No Metal Talks (Spotify) da vez, a Floor falou bastante sobre o novo álbum, o Human. :||. Nature., mas também sobre sua história com o Nightwish. O Head up High traduziu para vocês, confere aí!


    Muita calma nessa hora, a postagem será atualizada diariamente

    Image may contain: 6 people, people sitting, text that says 'Metal Talks Nightwish'

    Ω

    Introdução (ouça aqui)

    Olá, aqui é a Floor Jansen, da banda Nightwish, e vocês estão ouvindo o Metal Talks no Spotify!

    Human & Nature (ouça aqui)

    Muito bem, então nós acabamos de lançar o álbum novo Human Nature, foram 5 anos desde o lançamento do nosso último álbum de estúdio que é chamado Endless Forms Most Beautiful… Depois do lançamento do nosso último álbum, claro, fizemos uma turnê mundial extensa então tiramos um ano inteiro de folga, sem banda, sem escrever, sem estúdios, sem nada sobre o Nightwish, algo que foi pedido por alguns membros que estavam na banda desde o início, o que foi uma jornada de 20 anos sem pausa para eles; então não é estranho querer um pouco de tempo para respirar… E isso deu uma chance para todo mundo na banda de ir atrás de seus projetos musicais e disso nasceu Auri, o projeto musical de ambos Tuomas e Troy do Nightwish, e isso me deu uma chance de lançar Northward… Sim, todos da banda se mantiveram ativos de seu próprio jeito. E depois daquele ano, nós… ao invés de fazer um novo álbum, nós decidimos fazer um “de volta ao tempo” porque nós estávamos celebrando os 20 anos de existência e começamos a fazer uma turnê mundial, a Decades Tour, onde tocamos canções de toda a nossa história – isso resultou num CD ao vivo e um DVD… Mas já era tempo de voltar ao estúdio e Tuomas Holopainen já estava escrevendo… Pelo curso de 2019 essas canções estavam finalizadas, demos, e para nós da banda para escutar e fazermos a nossa própria interpretação, para ensaiarmos juntos e transforma-las numa versão Nightwish, um álbum do Nightwish que agora está finalmente para todos.
    O álbum se chama Human Nature, e há alguns símbolos engraçados que são interpretados como “ferramenta” que seria a parte “Human” e a outra “natureza”, mas há mais para diferenciar as duas palavras e você ainda pode combina-las, ambas são sobre humanos, ambas são sobre natureza, e ambos são sobre a natureza humana. O álbum na verdade é dividido em duas partes, há 9 musicas no primeiro álbum que são todas tocadas pela banda toda, o que soa como nós obviamente, mas há um segundo álbum onde a banda não está tocando e é uma pura e doce sinfonia divida em 8 partes e tem mais de 30 minutos; então há duas coisas musicas acontecendo e você pode dizer que as duas primeiras canções são mais relacionadas aos assuntos “humanos” em toda a sua gloria e sua diversidade, histórias da nossa humanidade e a nossa natureza humana, enquanto a segunda parte “All the Works” é sobre a natureza, você pode fechar seus olhos e imaginar você no meio da floresta ou então encarando o oceano e o tópico “natureza” volta aos holofotes mas eu escutei questionamentos de outras pessoas: “isso é por conta da mudança de temperatura ou a crise ambiental e todas as coisas relacionadas a isso” – não é sobre isso, de verdade, é sobre ver a parte positiva das coisas, onde nós vemos a beleza nas coisas que podemos fazer como humanos, as coisas que conquistamos, coisas que não podem ser esquecidas e não devem ser subestimadas quando você olha para todas as partes negativas que nós fazemos, e que nós constantemente continuamos a fazer mas nós ainda vivemos no período mais seguro e fantástico da história humana, no aqui e no agora, onde a natureza é grandemente afetada por nós, mas nós ainda somos parte dela, e parece que  ainda nós nos enxergamos como seres distantes da natureza – Humanos e Natureza – mas nós ainda somos parte disso: 98% do nosso DNA compartilha as mesmas características com o DNA de um chimpanzé e 40% de uma simples banana, então como podemos esquecer que nós fazemos parte do mundo natural? Porque nós somos. E é a partir dessa perspectiva há uma esperança real, e uma beleza nisso. Bem, nós lançamos o nosso primeiro single no qual nós fizemos um clipe muito especial chamado “Noise” e essa é a parte da natureza humana onde falamos sobre – talvez não a parte mais positiva da natureza humana e a nossa tendência de ficar completamente viciado em algumas coisas como smartphones e redes sociais e uma forma falsa e artificial da vida real – e no vídeo nós falamos sobre isso e você pode ver bem no final um céu azul lindo e o nascimento de um dia, você vê o mundo real, o que significa que ele ainda existe – ele esta lá para que nós podemos fazer parte dele mais uma vez… Bem, eu adoraria tocar essa música como uma introdução à esse álbum.

    A Summer at the Boy Scouts Camp (ouça aqui)

    Quando nós escrevemos musica, e eu digo “nós” mas na verdade é Tuomas Holopainen que é o nosso mentor, ele também vem com todos os tópicos líricos, e o texto e as letras mais as musicas… E seria uma coisa estranha se alguém da nossa banda se sentisse desconfortável com o tópico das letras por exemplo mas nós não.. nós sempre concordamos nesses assuntos, nós compartilhamos dos mesmos interesses e definitivamente um amor pela natureza e o mundo natural e sim, não é a nossa intenção ensinar as pessoas algo coisa, nós não temos uma posição militante e política, nós não forçamos a nossa opinião, mas nós gostamos de criar algo que faça as pessoas a pensar e a sentir… Mas há o incrível mundo subjetivo da interpretação onde todos nós sentimos coisas diferentes, há espaço na musica e nas letras para você interpretar do jeito que você faria, porque você é diferente e eu sou diferente, então nós criamos emoções, nós criamos um caminho para que você poder escolher a sua interpretação. O processo de estúdio para o Human Nature foi similar ao processo do Endless Forms Most Beautiful, o nosso ultimo álbum. Tuomas Holopainen escreve as letras e a música; uma vez que ele sente que terminou ele faz uma demo e aí chega a parte mais assustadora, como ele costuma dizer, onde ele envia para nós, onde tudo deixa a segurança de sua cabeça basicamente – algo que é muito empolgante para nós membros da banda, nós ensaiamos em casa, eu pessoalmente estudo as melodias e as letras com o Tuomas porque eu preciso entender como que a métrica funciona da melodia e da letra, e a partir daí é internalizando e memorizando e então nós ensaiamos juntos. Nós fizemos isso como nós já tínhamos feito, num acampamento de verão dos escoteiros na Finlandia, realmente um lugar no meio do nada, onde nós construímos um lugar para ensaio e logo depois um estúdio em uma das suas estruturas principais… Nós basicamente acampamos nos outros prédios e nas outras áreas – é construído no meio da floresta perto de um lago lindo… Claro, estamos na finlandia, então há uma grande sauna que nós podemos entrar, há um lugar uma fogueira onde nós podemos grelhar nossos vegetais e linguiças [risos] toda a tarde. Nós sentamos lá e escutamos música e nós falamos sobre música, sobre as coisas que amamos, e é um ótimo lugar para se estar, até a possibilidade de compartilhar os prédios do acampamento com nossos amigos e família… Nós separamos um tempo para podermos tocar as canções juntos e assim que a bateria começa a tocar, tudo começa a mudar, então o baixo, a guitarra, os vocais, tudo… Nós agora temos tocado juntos por tempo o suficiente para sabermos como fazer a progressão das musicas sem precisar falar e é algo incrível de ver acontecer… Uma coisa muito legal que eu gostaria de mencionar sobre esse álbum é que as harmonias vocais que estão em todos os refrões, porque bem, não é novidade que nós temos vocais harmonizados, mas o que é novidade é que todos são cantados por Troy, Marco e eu. Então há canções no álbum, a maioria são cantadas por mim com o Troy e Marco fazendo as harmonias, mas há canções como Harvest onde Troy é o vocalista principal e nós fazemos as harmonias e porque é uma canção com um sentimento diferente, uma canção bem folk, as harmonias são feitas de uma forma diferente do que por exemplo a faixa Endlessness que é cantada por Marco, onde nos refrões e nos versos é necessário um approach diferente, não é apenas copiar e colar o fato de que nós três cantamos mas o tipo de harmonias é realmente adaptada ao tipo da musica, então nós normalmente ensaiamos com a banda na nossa sala de ensaio, então nós vamos à fogueira com uma guitarra e um pequeno piano onde nós treinamos essas harmonias, o que é algo incrível de fazer. A partir disso, a bateria foi gravada no Petrix Studios na Finlândia, diferente do ultimo álbum porque nós gravamos a bateria no nosso acampamento de verão, o que foi um desafio acústico e por isso nós resolvemos gravar as baterias deste álbum num estúdio, porque há muito mais percussão do estilo tribal, há mais coisas extras que realmente levaram nosso baterista Kai Kahto ao máximo… E basicamente todos os instrumentos foram gravados lá, os vocais também, então nós ficamos nesse acampamento por mais ou menos três meses onde nós tivemos um verão maravilhoso, nós adicionamos o coral e nós tivemos um quarteto de cordas no álbum com uma banda que foi gravado em Londres – e diferente dos outros álbuns, não há uma orquestra na parte da banda. Então isso nos dá bastante espaço para fazermos as coisas nós mesmos, você pode não notar mas é uma enorme diferença comparada aos álbuns anteriores. E então claro, há a ultima parte do álbum onde todos os instrumentos da orquestra tomam conta e é uma peça completamente orquestrada que também foi gravada em Londres… De lá houveram mais alguns detalhes a mais, alguns vocais extras que eu fiz em casa para adicionar e de lá foi mixado e masterizado na Finlandia… Foi um trabalho bem grande para juntar mas nós sempre trabalhamos com as mesmas pessoas, o Time de Ouro, e lá estava: Human Nature.

    How Are You Doing? (ouça aqui)

    Bem, “How’s the Heart?” é literalmente perguntar para alguém como que ela está se sentindo, empatia, a beleza de se importar por alguém, mostrar que você se importa e a parte extremamente poderosa disso… Num tempo onde as pessoas podem se sentir completamente isoladas socialmente, num tempo onde tudo é rápido, num tempo onde tudo deveria ser bem – se você olha nas redes sociais todos estão se sentindo muito bem o tempo todo, tudo é simplesmente é tão ótimo o tempo tudo, realmente, super ótimo – o que claro não é um reflexo do mundo real… Então há uma beleza em simplesmente perguntar como alguém está de um ponto de vista genuíno é lindo! E há até uma citação pessoal na letra que Tuomas escreveu sobre mim ou para mim, porque as letras são interpretáveis; as pessoas escutam elas de formas diferentes – todos escutam música com a sua própria bagagem emocional e formam sua própria interpretação, mas no segundo verso para mim é muito pessoal onde ele escreve “We met where the cliffs greet the sea” onde ele se refere à mim conhecendo ao amor da minha vida e toda essa parte é sobre isso e ela até continua para “Now there’s one that came from me” que é sobre a minha filha, “A child of love, another tale” e assim que ele me contou sobre isso, eu fiquei realmente emocionada e estou quase chorando só de falar sobre isso porque é simplesmente tão lindo e tão sincero que deve transparecer quando eu canto essas palavras e sim, “How’s the heart” é uma canção especial.

    Lyric Interpretations
    Vocal Challenges
    HIgh School Musical
    A Whole New Scne Emerging
    The Art of Singing
    Uncompromised Metal
    Is This For Real?
    What a World Tour is Like
    Thanks You For Listening

  • Louder Sound: As músicas que mudaram a minha vida.

    Louder Sound: As músicas que mudaram a minha vida.

    Lounder Sound | Tradução: Head up High, my dear!

    Floor Jansen já cantou em duas bandas de metal sinfônico. Ela foi a vocalista da banda After Forever e atualmente é a vocalista na maior banda do gênero – Nightwish, então é de se esperar que sua preferência musical fique ligada a corais e orquestras.

    Mas quando pedimos que ela listasse as bandas, músicas e álbuns que mudaram sua vida, ela nos trouxe muitas surpresas.

    The Gathering – Mandylion

    Esse álbum foi a razão de eu começar a formar na minha cabeça a ideia de fazer parte de uma banda de metal. Há uma canção nele chamada Strange Machines e ela tocava na rádio quando eu comecei a me interessar por metal.

    Foi a combinação desse estilo de vocais femininos com guitarras pesadas. A voz da Anneke van Giesbergen era simplesmente… uau para mim e ouvi-la cantando esse tipo de música, foi tipo, ‘sim, é isso que eu quero’. Para mim, o interesse no estilo de cantoras femininas começou com Anneke van Giesbergen e Mandylion.

    Joseph And the Amazing Technicolour Dreamcoat

    Esse álbum mudou minha vida porque me mostrou que eu podia cantar. Foi um musical q fizemos em nossa escola e eu estava nele. Eu devia ter 12 anos. Na verdade, houve audições e eu participei querendo o papel de narrador que era um dos principais e um dos personagens que cantavam mais. E eu consegui, apesar de dividir o papel com duas outras meninas.

    E, de repente, eu percebi que podia cantar. Eu era a criança que era sempre provocada, mas, naquele grupo, eu descobri que podia ser eu mesma. Recentemente que me reuni com os dois professores que estavam por trás da coisa toda. Foi fantástico encontrar com eles de novo e pensei que, se eles não tivessem investido tanto de seu tempo em nós para fazermos música, quem sabe se eu teria descoberto que eu queria cantar, que eu posso cantar e que eu nasci uma cantora?

    Eu era o ratinho detetive quando criança. Eu era a estranha. Por que eu ia querer estar no palco? Mas assim que estive lá pela primeira vez, eu pertencia a ele.

    Pantera – Vulgar Display Of Power and Machine Head – Burn My Eyes

    Pantera e Machine head foram as duas bandas que me trouxeram para o metal. Eu devo ter ouvido outras coisas antes deles quando eu ouvia grunge, mas era pesado demais para mim – eu sentia falta da melodia. Era somente música difícil, pesada e sem dinâmica.

    Eu sinto falta de alguma coisa vocalmente falando nas duas bandas, mas eu gosto da energia nesse tipo de metal. Elas são ambas bandas melódicas e muito legais. Eu ouvia quando era adolescente e, embora eu não ouça muito Machine Head agora, Pantera se tornou algo atemporal para mim.

    Nightwish

    Eu não me lembro quando ouvi Nightwish pela primeira vez ou em qual álbum eles estavam quando eu comecei a ouvi-los. E eu não consigo dizer um álbum do Nightwish que tenha sido tão importante a ponto de ter mudado minha vida, mas sair em turnê com eles em 2002 com o After Forever como banda de abertura, isso sim mudou minha vida.

    Eu queria fazer o que eles estavam fazendo. Aquilo me motivou, me deu um propósito. Me lembro que o ano era 2002, estávamos começando nossa primeira turnê europeia e dividimos nosso ônibus com parte da equipe do Nightwish. Tony e Ewo (manager do Nightwish) eram essas caras Finlandeses grandões. Ambos são extremamente altos, de ombros largos, gigantes que falam baixo e então eles entraram e explicaram as regras básicas de uma turnê conjunta.

    Estávamos ouvindo-os como se fôssemos um bando de crianças de escola. Estávamos com medo, mas eles começaram a falar com suas vozes baixas e eu percebi que eles eram caras super legais. E tudo fez sentido. “Não sejam babacas, vamos beber bastante e se divertir”. E fizemos isso!

    Russell Allen [Symphony X singer]

    Ele é simplesmente meu cantor favorito no metal. A voz dele é tão diversa, ele consegue transmitir emoção pela voz tão bem. A interpretação dele de uma letra faz você sentir a letra, independente de seu significado- mesmo que seja sobre salvar o mundo,  “aqui vem o demônio…” ou merdas que eu pessoalmente não gosto.

    Ele consegue fazer uma banda bem progressiva com solos intermináveis se tornar algo compreensível através de suas linhas vocais. Quer dizer, eu gosto de prog, eu só não curto ouvir solos intermináveis, especialmente nos teclados quando simplesmente soam como quem quer dizer “Eu consigo tocar muitas notas muito rápido” E aí vem o Russel e junta  tudo  com linhas vocais que fazem completo sentido em partes realmente complicadas, com aquela voz que consegue dar cor a música de forma interminável.

    Somos amigos desde que o conheci em 2002. Ele é 9 ou 10 anos mais velho que eu, ele tinha 31 e eu 21. Ele é Super Americano e eu sou Super Holandesa e ele realmente me causou uma grande impressão.

    Skunk Anansie – Paranoid And Sunburnt

    Eu já disse que adoro vozes poderosas e… que mulher. Eu acho tudo sobre ela fascinante. Lá vem ela (Skin, vocalista do Skunk Anansie), com sua cabeça raspada e sua cor negra, gritando com raiva e, por Deus, ela é bissexual. Ela jogava na cara, tipo ‘eu não me importo com o que vocês pensam”. Eu gosto da maneira como ela é aberta, direta e sua voz maravilhosa.

    Ela faz as coisas soarem tão fáceis quando ela as canta, daí você vai e tenta e descobre que não são fáceis. Se manter poderosa e no controle daquele jeito é bem difícil. Voz fantástica, escritora de músicas fantástica, performances fantásticas. Weak as I am tente cantar isso do começo ao fim com a voz sem aquecer. Isso foi um desafio.

    Alanis Morrisette – Jagged Little Pill

    Eu a vi recentemente num documentário sobre pessoas super sensitivas. Alguém o recomendou para mim porque eu também sou uma pessoa super sensitiva. Nós somos apenas conectados de maneira diferente. Tem algo diferente em nossos cérebros, então percebemos o mundo de maneira diferente. Por isso eu fui tão provocada, por ser uma criança diferente e porque certos ambientes não funcionam para mim.

    Você é mais sensitivo às emoções de outras pessoas, ao cheiro, ao som. Nesse documentário ela fala sobre isso como se estivesse falando para mim. As experiências dela são muito parecidas com as minhas. O fato de que ela escreve músicas, de que ela está fazendo o que quer fazer e tem feito isso por toda sua carreira fez dela um exemplo para mim.

    Roxette – Look Sharp

    Esse álbum me fez cantar. Sentada no carro, viajando em família, essa é a lembrança mais vívida que eu tenho, deve ter sido muito tempo atrás. Minha irmã e eu íamos no banco de trás, cantando junto com a música. Sabíamos toda a letra. Se mudou a minha vida não sei, mas certamente regou as sementes para que eu cantasse.

    Havia muita música de metal que não era divertido cantar. Eu gosto de Pantera, mas não vou cantar junto. Eu gosto de Machine Head e Sepultura. Mas é a mesma coisa com essas bandas. Marie Frediksson (vocalista do Roxette) morreu recentemente e ela causou um grande impacto em mim. Ela era tão para frente e sexy, mas não era vista como um símbolo sexual. Ela era vista como uma cantora, uma mulher forte, um exemplo a ser seguido.


  • Nuclear Blast: Floor Jansen responde suas perguntas

    Nuclear Blast: Floor Jansen responde suas perguntas

    Floor sentou com a Nuclear Blast e respondeu algumas perguntas enviadas pelos fãs no próprio canal da Nuclear.

    A tradução você confere à seguir:

    Ω

    Akkolteus está perguntando se tem uma inspiração de Game of Thrones na canção e se isso é intencional. Até onde eu sei, não é a intenção que soe como qualquer outra coisa mas se ela te lembra disso, então está bem na cara para você. Mas é bem da verdade que o Tuomas não sentaria e pensaria “agora eu vou escrever uma canção meio Game of Thrones”.

    Tyler Anderson pergunta se há alguma chance da gente ter um por trás das câmeras ou uma versão com comentários desse clipe. Eu acho que não, eu não acho que nada foi filmado nesse sentido, mas há algumas fotos e uns vídeos curtos que nós fizemos porque foi interessante fazer parte desse trabalho, e tenho certeza que podemos compartilhar com vocês em algum momento.

    Velhu está perguntando: “Esse foi definitivamente o melhor vídeo que vocês fizeram”Obrigada“Quanto tempo levou a preparação e as filmagens?E quantas pessoas estavam envolvidas?” Eu realmente não sei a extensão disso, eu sei que foram horas e horas e horas fazendo todas as roupas, o set – ainda tiveram muitas telas verdes então houve muito trabalho que veio depois do vídeo para fazer o máximo de alta definição possível. É extremamente bem definido, você pode colocar numa parede do tamanho de um prédio que ainda estará em HD, o que é algo único. Então são meses e meses e meses de trabalho, e eu acho que a forma que a banda foi caracterizada, do jeito que nós interpretamos um papel, sendo atores ativos – nós ainda estamos lá mas eu não estou sendo a cantora do Nightwish, eu sou essa mãe de concursos de beleza, de uma garota que eu estou forçando a se vestir para isso e fazer todo tipo de coisas horríveis, obviamente algo que eu nunca faria. Troy pegou um papel que realmente encaixa com ele enquanto é exatamente o oposto do que ele é, então eu acho que todas as cenas ficaram juntos de um jeito muito bom. Stobe Harju, que é o diretor, realmente conseguiu colocar todas as peças juntas, mas quantas horas e quantas pessoas [estavam envolvidas]? É enorme.

    Alexandre Gazzoni está perguntando: “No vídeo nós vemos pessoas sentadas, mexendo em seus celulares e na sua frente está Monalisa. Esse é também uma crítica as pessoas que vão aos shows e preferem filmar e postar ao invés de curtir o show, certo?”Com certeza o ato de apreciar a arte nós recomendamos que seja feito com seus próprios olhos e não através da câmera do seu celular. Criticismo – nós sempre pedimos nos nossos shows na ultima turnê, a Endless Forms Most Beautiful Tour, nós pedimos para as pessoas guardarem o celular por uma hora e meia ou duas horas que eles têm conosco para aproveitar nosso show conosco, em pessoa. Claro que você pode tirar uma foto, mas se você filmar ou ficar atrás do seu celular o tempo todo, dá a impressão de que você não está de fato lá. Essa é a impressão que nós temos, então se você um dia estiver na frente da Monalisa, eu recomendo que você *veja* ela, e não tirar uma foto não-tão-boa com seu celular.

    Elmwicks está perguntando: “Quanto tempo levou para esse álbum ser feito desde o início até a finalização?” Honestamente, eu não sei exatamente quando o Tuomas começou a escrever, nós passamos a fazer parte de todo o processo na primavera de 2019, então antes disso, toda a escrita pode levar um mês, pode levar um ano… Mas eu não sei exatamente quanto tempo levou para ele escrever tudo, então nós fomos fazer os ensaios, gravar e a mixagem e a masterização começou nos últimos meses de 2019 e o produto final veio em janeiro de 2020. Então sim, o exato inicio e final eu não posso te dizer, mas é mais ou menos esse tempo que levou para as coisas serem feitas.

    Angel E não está na verdade fazendo uma pergunta, ela está pedindo para mandar essa mensagem para nós, para o Nightwish: “Eu amo vocês, vocês me inspiraram a escrever e fazer com que meus pensamentos e sentimentos fiquem registrados na história.” Bem obrigada por isso, essas são palavras lindas, é maravilhoso que nós podemos te inspirar tanto, e fazer com que você também use a sua criatividade e fique na história. Lindo!

    DarkYggdrasilestá se perguntando: “Quem teve essa ótima (e maluca) idéia para esse clipe?”. Eu imagino que tenha saído das mentes do diretor Stobe Herju e Tuomas. E eu concordo, é ótima e definitivamente maluca. Eles fizeram um ótimo trabalho.

    Jeff Hollenback está se perguntando: “Aquela é a filha da Floor, Freja, nós vemos com ela?” Não, minha filha está para fazer 3 anos então ela é obviamente alta como seu pai e sua mãe, mas não grande desse jeito [risos] – Essa garotinha deve ter sete anos ou algo parecido, então não é a minha filha.

    A Sestá perguntando quem é o maior geek de tecnologia na banda. Bem, essa sou eu. Eu sei tudo sobre tecnologia… bem, não! Eu realmente não sei [risos]… Eu diria provavelmente o Marko, ele se atualiza sobre as novidades e ele tem uns aparelhos que eu nem sei o que é. Ele não faz muita parte do mundo online, mas ele está constantemente lendo sobre ciência e livros científicos e fica atualizado com esse tipo de coisa. Então eu diria que Marko é o maior geek nesse sentido.

    ItsAlright Cosplayestá perguntando: “Não é uma pergunta! Mas meu deus, isso é genial e épico. Nightwish permanece verdadeiro a si mesmo. O estilo do Nightwish está sempre presente. PS: eu amo essa musica.” Bem obrigada, itsalright cosplay. Nós de fato queremos ficar próximos de quem somos. As vezes nós gostamos de chutar o balde, mas esse clipe e essa musica está lá para causar um impacto, mas é bem Nightwish e nós estamos absolutamente super orgulhosos e estamos felizes em ler que você ama essa musica. É isso!


  • HUMAN. :||: NATURE. : Track by Track!

    HUMAN. :||: NATURE. : Track by Track!

    O HUMAN. :||: NATURE. será lançado no dia 10 de abril e, como de costume, vamos aos vídeos  explicativos (que saudades disso, aaaa).


    A publicação será atualizada diariamente, conforme os lançamentos. 


    Track #1: MUSIC

    Só mais alguns dias e o lançamento do Human Nature chegará. No dia 10 de abril nós finalmente poderemos escutar o álbum. Podemos fazer uma pequena contagem regressiva, todo dia vou falar um pouco sobre cada música do álbum.

    Começando pela primeira, que se chama “Music”, e literalmente é sobre… música. Sim, a história da música em si. Indo desde os primeiros rudimentos até a música que conhecemos hoje. Ela começa com uma introdução muito, muito longa, suave e bonita. E então a música chega até você. Muito melódica. Melodias complexas nos versos. Muito harmônica nos refrões, que eu canto com Troy e Marco. Isso é algo que nós fazemos muito ao longo de todo o álbum. Funciona simplesmente de um jeito fantástico, traz um som totalmente novo à banda

    Mantendo a mesma jornada que foi ao trazer vida para a “Decades Tour”.

    É, esse é o começo. Mal posso esperar para você ouvir o álbum completo. Amanhã lançaremos um novo vídeo, cuide-se, fique dentro de casa. Sei que é meio chato, mas em breve haverá novas músicas para você curtir. Para amenizar haverá pequenos vídeos diários.

    Vejo vocês amanhã.

    Tradução: Comunidade Nightwish 

    Track #2: NOISE

    Track #3: SHOEMAKER

    Ainda na contagem regressiva, o lançamento está cada dia mais próximo! Eu gostaria de falar um pouco sobre a canção Shoemaker, a terceira no álbum, não é sobre fazer sapatos! É sobre Eugene Shoemaker. E eu totalmente recomendo que você google ele, ele tem uma história linda e marcante que inspirou Tuomas a escrever uma canção sobre ele. É uma canção bem irregular, então não há uma estrutura típica, foi bem difícil de cantar! Encaixar a complexidade das melodias e dos versos foi bem complicado, eu fui propriamente desafiada! [risos] E perto do final, onde ele vai para as estrelas, há uma parte operática linda que precisava ser perfeita. Não tão “graaave” e nem tão “aguuudo”, foi bem, precisava ter o equilíbrio certo, e não é apenas questão de atingir as notas certas, é sobre toda a construção, ela precisava encaixar em tudo. Me levou um tempinho e algumas tentativas, mas então se tornou um dos meus momentos favoritos no álbum, aquela ultima parte daquela canção. Então eu não vou te dar mais nenhuma informação, apenas contando os dias! Permaneça saudável, voltaremos amanhã e logo será o dia 10 de abril: para o lançamento de Human:II:Nature. Cuide-se! Tchau!

    Track #4: HARVEST

    “Certo, eu vou falar para vocês agora um pouco sobre a canção Harvest e os significados por trás da música. Há interpretações diferentes, você pode pensar nela como um campo de 40 acres de trigo no outono ou você pode pensar mais em termos metafísicos de poesia mas eu te direi agora que na verdade essa canção Harvest é um criptograma: ela toda contém o segredo para todo o álbum na letra. Há momentos nas letras que apontam não só para o sentido do álbum, mas para o sentido da vida. Então eu vou te dizer agora. Primeiramente… [coloca uma máscara]”

    Track #5: PAN

    “Boa noite, ou boa tarde. Eu preciso falar baixo porque todo mundo tá dormindo, A próxima música é a número 5 e o título é Pan. Mas ela é tão difícil de tocar, mesmo com o nome pequeno. Então eu acho que o título da versão ao vivo deveria ser Pancake ( panqueca).”

    Track #6: HOW’S THE HEART?

    “Empatia humana, altruísmo, amor verdadeiro. Eles realmente são os melhores anjos da nossa natureza. A natureza da espécie humana. Temos o potencial de ser uma espécie tão boa. E de muitas maneiras nós já somos. É realmente importante lembrar de perguntar à sua família, amigos, estranhos e a si mesmo a pergunta importante: How’s The Heart?”

    Track #7: PROCESSION

    “Procession foi o ponto de partida para todo o processo de escrita para o Human Nature. Foi a primeira música a ser finalizada. Eu me lembro claramente que tínhamos a primeira temporada da série Stranger Things e eu fui muito inspirado pelos sons na trilha dela. Foi assim que a música começou. Ela tem a letra muito pesada e para você entender o que está acontecendo e para pegar o gancho dela você precisa mergulhar na letra. Pessoalmente, eu sinto que essa é a melhor, ou pelo menos a performance mais tocante da Floor que eu já ouvi até hoje. Ela realmente capturou a essência da canção e conta a história como deve ser contada.”

    Track #8: TRIBAL

    Olá a todos, e cumprimentos da sala de ensaio. Eu vi hoje no facebook que alguns dos meus amigos já têm o novo álbum em suas mãos, o que é surpreendente porque o álbum teoricamente era pra sair na sexta-feira. Mas pela primeira vez na história do correio finlandês, o pedido chegou mais cedo. Então obrigado por isso! Enfim, alguns dos outros membros já falaram sobre outras canções e a música que eu gostaria de comentar é a faixa numero 8 chamada “Tribal”. E essa faixa, quando eu escutei pela primeira vez a demo do Tuomas, eu tinha uma visão na minha cabeça que eu não poderia realmente tocar essa canção do jeito que eu queria com o meu antigo set de bateria, então eu tive que arranjar um novo set-up e eu adicionei 5 mais tambores no meu lado esquerdo para ser capaz de tocar algumas passagens do novo álbum, e talvez Tribal seja um dos melhores exemplos porquê a faixa é bem pesada e também muito percussiva, apresenta um pouco de um lado diferente do Nightwish denovo, o que é ótimo. E claro que todo o álbum é cheio de variedades e não é apenas um estilo, o que é ótimo. Mas para manter-me curto: eu espero que você goste do novo álbum e eu também te desejo boa saúde, fique seguro, e nós esperamos poder tocar para você ao vivo o mais cedo possível.

    Track #9: ENDLESSNESS

    “Olá a todos, eu estou aqui para te contar um pouco sobre a canção Endlessness que encerra muito bem o álbum, em contraste ao seu título. É uma canção sobre o universo, na verdade sobre forças de universo. Tão grande, tão majestoso que liga e permeia tudo, toda as nossas vidas, apenas pequenas partículas nesse poderoso fluxo; e então há apenas esse mero humano vocalista e seu amigo, um humano também, escreveram a história e nós nessa canção tentamos trazer essa solidão única para outros meros humanos.”
  • Louder: Floor X Troy – Gírias Rimadas

    Louder: Floor X Troy – Gírias Rimadas

    Troy e Floor em Competição de rimas Inglesas

    Troy: Faça uma rima para explicar que as gírias são rimadas (…) então ela rima com a frase…

    “Near and Far” (Perto e longe)
    Troy: Que tal irmos ao “Near and far”, tomar uma bebida?
    Floor: Tipo, ir ao bar?
    Troy: SIM! Viu só!

    “Pleasure and pain” (prazer e dor)
    Troy: Eu não vou lá fora hoje, é muito “Pleasure and pain”
    Floor: é muita chuva!
    Troy: SIM

    “Rats and Mice” (ratos e camundongos)

    Troy: Que tal se depois da passagem de som a gente brincar de “rats and mice”?
    Floor: oh, dados, boa!
    Troy: Sim!

    “Rattle and clank” (chocalho e estrondo)
    Troy: Que tal a gente colocar meias nas nossas cabeças e ir pro “rattle and clank”?
    Floor: hmm, vamos roubar um banco?
    Troy: SIM!

    “Bees and Honey” (abelhas e mel)
    Troy: Olha, eu realmente preciso comprar um cortador de grama. Você tem algum “bees and honey”?
    Floor: (pensa bastante)…não, essa eu não sei
    Troy: Que tal… tenho que pagar a conta, ah, eu não trouxe minha carteira, você tem algum “bees and honey”?
    Floor: Dinheiro?
    Troy: siiiim
    Floor: errei essa, desculpe.

    “Box of toys” (Caixa de brinquedos)
    Troy: “Booooox of tooooys” (cantarolando)
    Floor: Meninos?
    Troy: Box of toys
    Floor: Box of toys deveria ser alguma outra coisa?
    Troy: (cantarolando de novo) “booox of tooys” ( no ritmo de Noise- continua até o fim do refrão)
    Floor: NOISE? Hahaha
    Troy: chegou lá!
    Floor: desculpa haha

    Troy: Foi muito bom!


  • Entrevista: Face Culture – Floor Jansen

    Entrevista: Face Culture – Floor Jansen

    Em recente entrevista para o Face Culture, Floor recapitula sobre a turnê solo; o quão nervosa estava e, claro, sobre o Human. :||: Nature. Vem!

    Tradução: Head up High, my dear!

    Ω

     

    Floor: Olá, aqui estamos nós de novo!

    FaceCulture: Bom te ver de novo, obrigado por arranjar um tempo… Eu quero começar passando bem rapidamente sobre a sua turnê solo que falamos na última vez… Como você se sente tendo passado pelo processo e meio que tendo todo esse foco em você mesma?
    Floor: Bem, honestamente eu achei bem assustador e muito empolgante porque eu percebi que eu estava meio que juntando dois mundos e eu estava esperando que eu pudesse agradar a todos com o que eu estou fazendo… “É muito pesado? Não é pesado o suficiente? Como será o som?” Houveram coisas que se tornaram reais apenas no último instante, porque a maioria já estava planejada na minha cabeça, eu fiz um setlist, eu me comuniquei com a banda, como seria o show visualmente… Nós ensaiamos antes dos shows por conta da pressão de tempo e somando ao fato de que todos moram nos Países Baixos… Eu realmente não sabia se serias bom o suficiente até que ensaiamos; eu sei que a banda é ótima então dá para ter uma ideia de que seria bom – mas o sentimento de “isso vai funcionar” só se tornou realidade quando começamos a tocar e a música começou a criar vida e começou a se encaixar. Foi muito *oof*. Mas antes do primeiro show eu estava muito nervosa pra ver se tudo iria fluir, porque um show do Nightwish – claro que os primeiros shows são os mais empolgantes porque você ainda não pegou a rotina, sabendo o que você deve fazer… Mas dessa vez você pensa “Wow, tem o meu nome nisso, que estranho… Não é uma banda e eu nunca fiz isso antes.” Então acabei não trombando em situações que eram *novas*, mas que pareciam novas no sentido de eu nunca ter feito isso antes. Eu ia falar bem mais entre as canções também porque eu gostaria de conversar com as pessoas, fazer um show mais privado; diferente do Nightwish onde nós quase não falamos pois isso iria quebrar o ritmo do show, e nos shows solos as conversas faziam parte disso. E isso era algo que eu não queria praticar, eu não vou sentar e ensaiar as minhas falas…

    FaceCulture: Tem que ser natural!
    Floor: Tem que ser natural, mas ainda precisa acontecer… Então é um sentimento muito bom saber que isso aconteceu.

    FaceCulture: Sim, foi muito bom. E você disse que estava nervosa no inicio mas depois as coisas começaram a fluir.
    Floor: Sim, começaram. E eu fiquei muito aliviada! *risos*

    FaceCulture: E quando acabar, você terá que fazer a mudança de “Okay agora temos tudo isso para fazer com o Nightwish com o álbum novo que está para sair…”
    Floor: Sim, eu ainda estou revezando a minha atenção entre as duas coisas porque eu ainda tenho o décimo show para fazer e me pediram para me apresentar no Pinkpop e isso é uma coisa super legal e…

    FaceCulture: E isso é importante porque é um festival holandês, é algo importante para você?
    Floor: Sim, é algo importante para mim, e é outro passo nessa nova carreira solo que está acontecendo… Sim, se você tem a chance de fazer um festival grande como esse é algo importante… É, é um festival importante e claro que você quer trazer algo um pouco diferente, um pouco maior.. E também, o meu décimo show é o maior da turnê e há muitas preparações à serem feitas; eu achei que seria legal fazer uma gravação do show e fazer um vídeo para os fãs – não um dvd, mas um registro da apresentação – e eu fiz isso através de um crowdfunding.

    FaceCulture: E ainda vai ter um documentário disso…
    Floor: Sim, exatamente, então isso demanda tempo e atenção… Eu estou fazendo várias coisas ao mesmo tempo então é muito legal ver que as coisas estão se encaixando tão bem e ver que o entusiasmo dos fãs é enorme – a meta do crowdfunding foi atingida em 3 horas…

    FaceCulture: Isso é maluquice!
    Floor: Sim, é inacreditável… Então há apenas coisas ótimas acontecendo.

    FaceCulture: Isso é ótimo de ouvir! E você e o Nightwish já terminaram de gravar o álbum, e uma coisa que eu me lembro da ultima entrevista, acho que em uma entrevista com Tuomas, que você falou ele gosta de te desafiar vocalmente – e há algumas músicas que são bem rápidas e as melodias vão para cima e para baixo – então como que foi para você? Foi desafiador?
    Floor: Sim, absolutamente, realmente me desafiou porque as melodias… Digo, de um lado é a complexidade das melodias e do outro lado são todos os estilos diferentes de canto; essa ultima parte eu já fiz antes, claro, mas dessa vez parece que eu estive em extremos mais distantes que antes nesse álbum e mais espaço para esses estilos – há realmente partes operísticas do que apenas… Bem, tudo está bem encaixado! E isso é uma coisa ótima, foi muito desafiador de conseguir alcançar o resultado… Mas a coisa mais desafiadora, definitivamente, foi a velocidade e a complexidade das melodias em algumas músicas: elas são muito difíceis de cantar – e elas também são difíceis de cantar de um jeito que não pareça difícil – precisa soar como se fosse fácil, não pode parecer que o vocalista está se esforçando muito para cantar. Eu fiz soar como se não fosse tão complexo assim e foi *oof*…

    FaceCulture: porque eu estava ouvindo agorinha e começa, logo na primeira música (eu nao sou um cantor mas), me parece que as melodias sobem e descem muito rapidamente.
    Floor: sim!

    FaceCulture: então, como você se prepara para algo assim?
    Floor: bem, eu realmente meio que tive que dissecar as canções. Eu ouvia a melodia de como seria no piano, mas daí tem o piano e o texto, a letra, e aí primeiramente tenho que aprender quais são as palavras, onde elas se encaixam e como se encaixam. E, daí então eu tento cantar. O que leva um tempinho pra lembrar e pra falar corretamente e para as cordas vocais e músculos começarem a se adaptar e isso foi o que consegui tipo, no primeiro mês. De verdade (risos). Os primeiros ensaios foram mais ou menos duas semanas e aí levei o material para casa comigo após o fim dos ensaios e aí eu já sabia o que eu ia cantar e como eu ia cantar, mas eu ainda não estava de fato contando a história então, chega a parte onde eu preciso contar a história e adicionar emoção às canções. Então aos poucos eu estava aprendendo e sentindo e entendendo como eu ia transmitir isso através de mim. E isso levou outro mes inteiro haha. Por causa da complexidade, você quer ver isso fluir, você quer a emoção, quer contar a história e não apenas soar como uma cantora que está perfomando palavras em notas. E essa é a grande diferença entre o que conseguimos gravar durante o período de ensaios e a gravação em si.

    FaceCulture: pergunta final, você disse que gosta de se conectar as músicas e com o espírito dessas músicas canções e você escreveu um artigo “É hora de respeitar nosso planeta”
    Floor: sim.

    FaceCulture: Entao qual é sua conexão com a natureza no sentido de que você veio da Holanda e se mudou para a Suécia, entao qual a sua conexão e pensamentos sobre como nos tratamos nosso planeta?
    Floor: bom, eu não vou ser mais uma dessas críticas do clima mas é óbvio que temos que tomar conta de onde vivemos. Vivemos no planeta Terra então temos que cuidar dele melhor do que temos feito. E acho que estamos num bom caminho mas há ainda muito a ser feito. E, para mim, a natureza é super importante para recarregar nossas energias e eu preciso estar lá fora, no meio do nada, no meio dos animais, na floresta, pra clarear a minha mente e para me acalmar e para mim esse é o melhor lugar para recomeçar. É eu acho que muita pessoas tem isso. Essa reconexão com a natureza é muito importante, vital. E muitas vezes quase nos esquecemos que nós somos a natureza. Nós somos todos parte de um mundo natural. Quer dizer, nosso DNA difere de uma banana em 3% ou algo assim. A diferença é tão pequena, quer dizer 3% posso estar exagerando mas eu acho que do chimpanzé é realmente 3%, ou seja, nos somos parte e nao deveríamos nos esquecer disso. E assim acho que encontraremos a beleza da natureza e as “mais belas formas infinitas ” que estão, claro, neste álbum também.

    FaceCulture: é como se fosse uma continuação, certo?
    Floor: sim, pode realmente ser visto como uma sequência.

    FaceCulture: Floor, muito obrigado
    Floor: obrigada.