Tag: Floor Jansen

  • Floor Finds #2: Elize Ryd

    Floor Finds #2: Elize Ryd

    O segundo episódio do Floor Finds está disponível, e a convidada da vez é a Elize Ryd, vocalista do Amaranthe. E a tradução do primeiro episódio, com o Marko Hietala, você encontra AQUI.


    Ω

    Olá! Bem vindos de volta ao Floor Finds, esse é o episódio 2 e hoje eu tenho não só o prazer de conversar, mas também de conhecer Elize!

    Elize: Olá pessoal!

    Floor: Obrigada por estar aqui! Todos sabem quem você é, mas aqueles que não a conhece…
    Elize: Meu nome é Elize e eu sou cantora e compositora, quase sempre na banda Amaranthe, mas eu também faço outras coisas como os shows de natal na Finlandia.

    Floor: Sim, nós fazemos isso juntas. Legal! Bem, nós normalmente conversamos em sueco e é um pouco estranho voltar a conversar em inglês, mas é um pouco mais fácil pro resto do mundo de acompanhar a nossa conversa. Nós recebemos perguntas muito boas, e eu quero que você responda. Qual seria a melhor musica para se performar ao vivo do álbum que está para ser lançado? Vocês acabaram de gravar um álbum, e quando será lançado?
    Elize: Vai sair no dia 2 de outubro. Na verdade era marcado para ser lançado no dia 28 de agosto mas por conta do Corona algumas coisas mudaram. Agora será no dia 2 de outubro.

    Floor: E é chamado…
    Elize: É chamado de Manifest.

    Floor: E qual seria a canção que você mal pode esperar para tocar ao vivo e porque?
    Elize: Eu adoraria dizer que é uma canção que é muito pessoal e é chamada de Strong. Na verdade, depois que eu escrevi essa musica eu descobri que você também escreveu uma musica chamada Strong. Entao eu estou animada de cantá-la ao vivo.

    Floor: Sim! E você pode dizer sobre o que é? Ou é pessoal demais?
    Elize: Não, na verdade em geral é sobre quando você se permite ser vulnerável é quando você é o mais forte.

    Floor: Lindo!
    Elize: E se todos puderem perceber isso, quando tiverem seus momentos baixos ou quando sentir que o mundo está caindo e que tudo está horrível… E quando você percebe que pode aceitar a dor – para mim isso é ser forte (Strong).

    Floor: Wow!
    Elize: A letra dessa música é sobre isso.

    Floor: E o que você quer fazer quando você finalmente puder voltar aos palcos?
    Elize: Eu só quero cantar o mais alto que eu puder na frente das pessoas para quem eu possa espalhar a mensagem. Isso é difícil de conseguir em qualquer outro lugar além do palco.

    Floor: Sim, justo! Até no estúdio, porque vocês acabaram de finalizar o álbum, então é bem recente na sua memória porque você gravou-a, mas é tão diferente cantá-la enquanto você está interagindo com outras pessoas e então vira um momento de compartilhamento, todos interpretam a canção do seu próprio jeito então ela atinge cada pessoa individualmente. Isso é muito lindo, principalmente com canções que são tão pessoais porque a história que você tem é apenas sua. Quando eu escutar a sua musica, eu farei uma história para mim mesma, eu vou me conectar com ela através das minhas próprias emoções e com o meu background e isso é lindo!
    Elize: Sim, é magico, indescritível. Bem, vamos ver quando isso poderá acontecer! E espero que quando aconteça, as pessoas já tenham ouvido o álbum e que conheçam as canções para que elas possam cantar junto e gritar o mais alto possível!

    Floor: Sim, exatamente.
    Elize: Há muito tempo para praticar!

    Floor: Ainda há bastante tempo para outubro, é uma pena!
    Elize: Sim, é verdade.

    Floor: Nós tivemos a sorte de lançar o Human Nature desde abril, mas a situação não tão afortunada é que nenhum dos shows puderam acontecer, nenhuma turnê, nem nada que tínhamos planejado para esse álbum novo. Mas o que aconteceu aparentemente é que nós fizemos esses lyrics vídeos, toda musica tem uma, além de Noise porque nós tivemos um clipe para ela, mas o que eu tenho lido e escutado das pessoas online é que a musica Tribal tem essa parte onde alguns esqueletos estão meio que dançando, é uma música bem cheia de energia, então Tribal seria uma música bem legal de tocar ao vivo, e agora com essa idéia de “Ah eu mal posso esperar para Tribal começar a tocar porque eu quero fazer aquela dança.” Agora eu sempre penso sobre isso, como seria se todos começassem a dançar daquele jeito, eu quero aprender eu mesma, eu poderia ter algumas aulas com você, você sabe como dançar!
    Elize: Sim!

    Floor: Voce poderia me ensinar como fazer a dança do esqueleto em Tribal.
    Elize: [risos]

    Floor: Isso seria muito engraçado. Bem, espero que nós possamos voltar aos palcos cedo e fazer o que nós normalmente fazemos. Voce tem algum plano para esse verão?
    Elize: Meu único plano, até agora, é de tirar a minha carta de motorista.

    Floor: Isso é bom! Legal. Voce pode pular no carro e vir me novamente!
    Elize: Eu realmente preciso disso. E eu nunca tive, na verdade. Então agora que tudo isso aconteceu, eu posso fazer essas coisas. Então esse é o único plano que tenho. Se tratando sobre música, eu provavelmente vou escrever algumas músicas em casa.

    Floor: Porque a Elize simplesmente escreve algumas músicas, rápido assim [risos] É muito legal.
    Elize: Eu amo isso, é como escrever um diário. Colocar pra fora os sentimentos… Então provavelmente eu irei fazer isso.

    Floor: Você tem algum tipo de estúdio em casa?
    Elize: Na verdade eu tenho um microfone, um sound card, um computador e um piano Yamaha e, para mim, isso é tudo o que eu preciso para ter as primeiras idéias e para gravar uma demo.

    Floor: Legal! Eu espero escutar logo! E eu tenho certeza que vocês também! Esse foi o Floor Finds episodio 2. Muito obrigada Elize por participar.
    Elize: Obrigada por me receber!

    Floor: Tire a sua carteira para que possamos sair mais vezes!

  • Louder Sound: Após 20 anos no Rock e Metal, acho que gostaria de fazer outra coisa.

    Louder Sound: Após 20 anos no Rock e Metal, acho que gostaria de fazer outra coisa.

    English here | Tradução: Head up High, my dear!

    Floor Jansen, do Nightwish: “Depois de 20 anos de metal, eu gostaria de fazer outra coisa.
    O grande Human. :||: Nature., as chances de uma turnê acústica e o que o que o futuro lhe reserva.

    Ω

    Floor Jansen não tem desperdiçado seu tempo no confinamento. “Eu tenho dois cavalos, então eu tenho montado bastante.” diz a cantora. “Além disso, eu tenho criado vegetais e flores. E, ocasionalmente, eu me sento ao piano e escrevo.”

    Para o Nightwish, assim como todas as bandas do planeta, 2020 não se moldou como esperado. O ano do gigante do metal sinfônico deveria ter retomado a turnê em divulgação do seu nono álbum, Human. :||: Nature. Este álbum foi lançado em abril, mesma época em que o mundo fechou suas portas, enterrando todos seus planos.

    Nós não podíamos ensaiar para a turnê“, diz Floor. “Nós deveríamos, mas foi pouco antes da proibição aos vôos. Alguns de nós estão em países diferentes, então não pudemos nem nos encontrar para ensaiar.

    LS: Tudo que está acontecendo, está fora do seu controle, mas ainda assim deve ser frustrante.
    Floor: Na verdade, não. Lançar o álbum em uma época como essa, significava que as pessoas realmente tinham muito tempo para ouví-lo. E o feedback que recebemos foi que eles estavam gratos por ter o álbum. Já se passaram cinco anos desde o último álbum, e as pessoas realmente apreciaram quando ele foi lançado.

    LS: Seja honesta: quais foram seus primeiros pensamentos quando o tecladista e criador Tuomas Holopainen te apresentou a idéia de um álbum duplo, do qual a metade é uma faixa orquestral instrumental de 30 minutos?
    Floor: Se fosse qualquer outra pessoa além do Tuomas sugerindo isso, eu teria pensado que era loucura. Mas como era ele, e como ele é tão brilhante, eu pensei, “É uma ótima idéia, você deve escrevê-la, não vejo a hora para ouvir.”

    Mas se uma banda pode fazer isso, somo nós. Já tivemos [a faixa épica de 24 minutos em 2015] The Greatest Show On Earth. Essa música [All The Works Of Nature That Adorn The World, do novo álbum] é apenas o irmão mais velho disso. É uma sequência lógica. A única razão pela qual se tornou um disco duplo foi porque ela não caberia em um único CD.

    LS: Foi um álbum difícil de se fazer?
    Floor: Bem, há diversão e dificuldade. Fui devidamente desafiada – há algumas melodias difíceis em ‘Music’ e ‘Shoemaker’. Alguns versos são extremamente complicados de se cantar. Mas você quer constantemente desafiar a si mesma. Nós não pensamos, ‘Nono álbum de estúdio, somos o Nightwish, podemos apenas sentar e copiar o que temos feito nos últimos 20 anos‘. Isso não acontece. Ainda somos uma banda que busca inovar sempre.

    LS: O Endless Forms Most Beautiful foi um enorme álbum. Estavam tentando se superar?
    Floor: Eu acho que de certa forma, você está sempre competindo, mas no sentido de ser algo novo. Eu acho que este álbum é incrivelmente grande, mas não há nenhuma orquestra nas nove músicas que tocamos como uma banda. Há um quarteto de cordas e um coro, mas nenhuma orquestra. Isso é algo único, porque os álbuns anteriores estavam cheios de orquestras.

    LS: Você já imaginou o Nightwish fazendo um álbum totalmente acústico?
    Floor: Não sei se um álbum funcionaria, mas poderia nos imaginar fazendo uma turnê. Particularmente imagino que possa ser agradável.

    LS: Em 2018, você lançou um álbum de hard rock, o Northward. O que você ganhou com isso, sendo fora do Nightwish?
    Floor: Principalmente pelo fato de eu mesma ter escrito, com o [guitarrista/parceiro musical] Jørn Viggo Lofstad. Há muito de mim ali, mas de um jeito diferente do que com o Nightwish. É um estilo diferente também – um gênero que até então, eu não tinha feito. Eu estava muito envolvida com algo que veio de dentro de mim.

    LS: Você gostaria de fazer outro álbum do Northward?
    Floor: Não sei se vou. Esse projeto foi escrito em 2008. Como tivemos um ano de folga do Nightwish, eu consegui finalizar, ver se as músicas ainda estavam atualizadas, se poderíamos gravá-las ou não. Eu estava feliz por ter tido um momento para lançá-lo após 10 anos que nós haviamos escrito.

    Mas depois de 20 anos de rock e metal, eu acho que gostaria de fazer outra coisa. Não digo parar com o Nightwish, mas algo paralelamente. Recentemente me envolvi no programa de tv do meu país natal, na Holanda [reality show, ‘Beste Zangers’, conhecido como ‘Melhores Cantores’]. E isso realmente me inspirou a começar a escrever, e as coisas que estão vindo são bem calmas.

    Eu adoraria fazer um álbum onde menos é mais. Algo diferente – não porque estou entediada, mas porque se você já está em uma das maiores bandas do seu próprio gênero, e você tem alguém como Tuomas Holopainen como compositor; realmente não acredito que eu tenha algo a mais para acrescentar criando outro álbum de metal.

    LS: Enquanto isso, ainda há uma turnê do Nightwish marcada para o final de 2020. Você está ansiosa para voltar à estrada?
    Floor: É claro, ainda mais sabendo que agora eu não posso, mas não quero perder meu tempo pensando sobre.

  • Floor Finds #1: Marko Hietala

    Floor Finds #1: Marko Hietala

    Além do “Storytime” em seu canal do Youtube, Floor Jansen lançou também o “Floor Finds“, do qual consiste em um bate-papo com outros artistas. O primeiro convidado do primeiro episódio é o Marko Hietala, baixista do Nightwish. A tradução você confere a seguir.


    Storytime: Episódio #1 | Episódio #2


    Ω

    Olá e bem vindos ao “Floor Finds”. Esse é o primeiríssimo episódio e meu primeiro convidado será o Marko Hietala. Ele faz parte do Nightwish junto comigo e é meu irmão de consideração, e eu estou muito feliz que ele seja meu primeiro convidado.  

    A idéia deste “Floor Finds” é ter um convidado que responderá às perguntas que eu perguntarei, então teremos uma conversa que poderá ser relacionada à música, natureza ou a qualquer tópico.  Nesse caso, uma das perguntas que apareceram online depois que eu perguntei a vocês quem deveria ser meu primeiro convidado e para quem eu deveria perguntar primeiro, foi uma pergunta sobre Aliens: Há vida no espaço? 

    Essa pergunta não foi especificamente para o Marko mas eu sei que ele é muito interessado neste tópico. Ele já leu todo tipo de pesquisa científica sobre o assunto e também adora ficção científica, então eu fiz essa pergunta para ele, o que resultou numa conversa fantástica.  

    Uma pequena apresentação acerca do meu primeiro convidado, apesar de eu achar que ele não precise de apresentações.  O Marko toca no Nightwish há muito mais tempo que eu e desde sempre nos demos muito, muito bem. Nos conhecemos desde 2002 e ele é um baixista fantástico, um vocalista fantástico e um músico fantástico. Ele vive e respira música. Ele é um artista fantástico no palco, também. Além do Nightwish, ele fez parte da banda Tarot e outros tipos de projetos, mas ele acabou de lançar seu primeiro álbum solo, chamado “Pyre of the Black Heart”, que vale muito a pena ouvir. Então, com Marko Hietala, começamos nosso “Floor Finds, episódio 01”. 

    Floor: Estamos gravando! E a pergunta é: Você acredita em Aliens? Você acha que há vida lá fora?
    Marco: Ok… essa é uma pergunta que não possui uma resposta muito certa no momento, mas há muitas teorias e informações .Recentemente apareceu uma pesquisa que definiu que, na Via Láctea, galáxia cujo nosso sistema solar faz parte, existiriam outros 36 planetas como a Terra no momento e que poderiam sustentar uma civilização que poderia possivelmente se comunicar. Essa foi a aposta que eles fizeram através das últimas informações dos processos químicos e físicos que estes planetas estão formando, suas idades, idades das estrelas e tudo o mais. Porque quando se fala em Aliens, civilizações e formas de vida, para que eles fossem suficientemente sofisticados, a evolução deveria ser simultânea de tal forma que para que eles fossem suficientemente sofisticados para se comunicar conosco. E, novamente, sabemos que a vida no universo possui bilhões e bilhões de anos.

    Floor: Sim. (risos)
    Marco: Estamos falando de pelo menos do triplo do tempo que o Planeta Terra existe. Então essas outras civilizações poderiam estar a nossa frente em milhões de anos, facilmente. E poderíamos nunca saber da existência delas se eles se mutassem em uma existência comparada a ascensão dos Deuses em algum outro lugar. E os que vieram antes de nós, nós nunca saberíamos deles porque eles se comunicariam através das batidas de pedra na madeira.

    Floor: Sim. (risos)
    Marco: Então este é o problema de comunicação entre civilizações. Mas, no final das contas, aqui no nosso sistema solar, nós temos a “Jovian Moon Europa”, que é coberta por aproximadamente 20 quilômetros de gelo em alguns lugares, e em outros teríamos um oceano líquido de água, com mais centenas de quilômetros de profundidade. Água em forma líquida significa vida em potencial e, portanto, existe a possibilidade de uma evolução paralela, seja no nosso sistema solar ou há a possibilidade de que esta vida contamine outros lugares através do vácuo de espaço, o que não é o vácuo como pensamos, é cheio de coisas e partículas, gases e nuvens, e há organismos muito muito robustos que podem aguentar radiações, congelamentos próximos a zero.

    Floor: Sim, aqui no planeta Terra também, certo?
    Marco: Sim. Basicamente até qualquer cometa que atinja a terra, como por exemplo o que destruiu os dinossauros, espalharia nuvens de poeira e vida microbiana do espaço. Isso também ocorreria em outros planetas que possivelmente produziriam vida. Então há a contaminação original, da qual fazemos parte, que pode ter vindo de outro planeta, isso é possível também. Então essa é a minha… resposta baseada em ficção científica e ciência. Mas eu acredito que seria excepcionalmente arrogante pensar que somos os únicos.

    Floor: Eu concordo com isso. Essa teria sido minha resposta. Eu não sou tão engajada neste material como você, obviamente. Eu sei que você gosta deste tema, tanto da ciência em si quanto da ficção científica. Eu não sei o quanto disso já foi escrito em ficção científica e que se tornou algo cientificamente provado.
    Marco: Bom, Jules Verne, no século 18, escreveu um livro sobre homens que voavam para a lua e também sobre homens que fizeram viagens submarinas. Um século depois e tudo isso se tornou verdadeiro.

    Floor: É interessante pensar no que virá. Qual a sua opinião, se você pensar que as imagens encontradas nas relíquias Mayas e nas pirâmides, por exemplo, possuem coisas que estão no céu? E também pelo fato de que ainda não descobrimos como as pirâmides forma construídas.
    Marco: Sim, é verdade. Mas é claro, agora há teorias, por exemplo, para a construção das pirâmides e eu não sei qual tipo de medidas sônicas são feitas hoje. Os equipamentos estão ficando mais sofisticados, então uma espiral de tunelamento é uma das teorias. De que elas foram construídas através de um (faz movimentos circulares com as mãos) … e construíram paredes em volta. Essa é uma das teorias. Também criaram imagens que você pode ver apenas pelo céu, ou pelo topo de montanhas ou se você for para algum lugar próximo. E há muitas pessoas falando com deuses nessa época, também.

    Floor: É verdade! Mas é engraçado que elas, por séculos, têm estado lá. Por que Deus estaria lá em cima? Por que ele não estaria bem na nossa frente, ou por que não estaria no chão, por exemplo?
    Marco: O céu é cheio de coisas misteriosas e magníficas, cheio de tempestades e blá blá blá, eclipses e estrelas e coisas maravilhosas que não podemos tocar.

    Floor: É, deve ser por isso.
    Marco: É a maior coisas que podemos verificar com nossos olhos.

    Floor: Sim, sim, exatamente, é um conceito interessante. É engraçado que, se você pensa em aliens ou vida no espaço, em cada filme produzido eles são considerados uma ameaça. E há cientistas corajosos que são curiosos pelo tema. Seria fantástico saber se há, de fato, uma forma de vida que evoluiu simultaneamente conosco ou, como seria legal, saber que estão à nossa frente, que já vivem num planeta que é três vezes mais velho, como você descreveu nosso sistema solar.
    Marco: Sim. Claro que há coisas que, por exemplo, se olharmos para este estado e pensarmos nos tipos de medidas tomadas com o Corona Vírus que nós vemos os governos tomarem. Por exemplo, os chineses foram muito efetivos por causa do sistema autoritário. Então civilizações, raças, e suas culturas. Não podemos, de fato, ter certeza. Nós esperamos que, não importa o que encontremos, caso encontremos no futuro, que eles sejam tão sofisticados que eles apreciariam a vida.

    Floor: Sim, claro e obviamente acentuariam a vida.
    Marco: Mas claro, vemos que o sistema totalitário também é afetado quando falamos de civilizações e raças. E nós somos o tipo de inteligência emocional altruísta no nosso melhor. Mas, por exemplo, se falarmos das Lulas. Alguns desses animais são muito, muito inteligentes e se comunicam por células luminosas na pele e parece que há certos comandos, palavras e frases nessas coisas e que eles passam adiante. Mas, mesmo sendo tão inteligentes, se uma delas, num cardume, é ferida, elas imediatamente a canibalizam.

    Floor: Sim, mas talvez essa seja uma emoção humana, pensar que isso é algo cruel, que talvez essa seja sua forma de limpar a bagunça.
    Marco: É verdade!

    Floor: Já que estão feridas, não vão sobreviver.
    Marco: Pode ser também porque, apesar de sermos inteligentes emocionalmente e esperarmos que a inteligência seja flexível, nós não podemos ser assim se formos vistos como presa. E isso é algo sobre o qual os escritores de ficção científica se preocupam. Por que a vida, não importa como ela seja, não importa quão sofisticada ela seja, nós somos os seres mais sofisticados que conhecemos. E ainda assim matamos para comer. Seja de forma vegetariana, carnívora ou onívora, de qualquer forma, tudo o que comemos, matamos para comer.

    Floor: Sim.
    Marco: Há algo fundamental na vida. Quando nos iluminamos, tentamos preservar a grandeza do conhecimento. Mas temos as Lulas que parecem ser inteligentes, mas não apreciam essa ideia, ainda.

    Floor: não, elas têm uma perspectiva diferente, obviamente.
    Marco: E, dependendo do tipo de vida para o qual você evolui e qual o tipo de cultura com a qual você evolui em termos de inteligência, as opções podem ser incontáveis.

    Floor: Definitivamente, e o intelecto pode ser visto de maneiras diferentes, eu diria. Talvez a Lula seja inteligente o suficiente para dizer “ok, estou ferida, não quero me tornar uma presa, não vou mais viver saudável, eu não vou continuar com meus genes saudáveis, então acabou para mim”. Isso poderia ser considerado uma forma inteligente de preservar a espécie. Ou então o golfinho que usa uma porcentagem maior do cérebro e, portanto, é muito inteligente.
    Marco: Seria legal saber se a lula, que está ferida e sabe que não pode sobreviver, está voluntariamente ficando para ser comida.

    Floor: Sim, isso é verdade, mas se elas se comunicam, então elas devem ter algo …
    Marco: … como permissão e não somente oportunismo pessoal.

    Floor: Sim, sim. Isso é algo interessante. Algo para os cientistas estudarem. Eu acho que as lulas são muito interessantes. Eu li em algum lugar que ainda não pudemos descobrir de onde vem seu DNA. E que parece uma organização de fora da Terra. Será uma teoria ou há verdade nisso?
    Marco: Tem isso, eu também sabia, que há uma pequena contaminação cruzada da teoria da vida envolvendo elas também.

    Floor: Sim. É algo realmente fascinante. Mas eu concordo com a primeira ideia de que seria algo muito arrogante pensar que estamos sozinhos.
    Marco: Mas se relacionar a esta inteligência… não é nada arrogante.

    Floor: Sim, vamos ver… vamos ver se nós evoluímos enquanto espécie. Se nós estivermos preparados o suficiente para a informação que vêm de fora do nosso próprio espaço, isso significa que até agora, nós tivemos nossas mãos cheias de culpa por tudo o que aconteceu no planeta, eu diria. Tanto pela preservação das espécies quanto da cooperação com outras espécies, não contaminando nossos biótopos, por exemplo, como temos feito, e temos sido punidos por isso com um vírus tão amável…
    Marco: Eu tenho que mencionar, também, esse assunto que falamos de que a inteligência em si, apesar de pensarmos que ela é extremamente útil para sobrevivência na evolução, ela também tem seus revezes. E provavelmente eles nos tornaram vulneráveis a todo tipo de doenças mentais e também nos faz processar padrões de forma que queremos ver a mão de Deus quando ganha na loteria. Porque queremos ver os padrões, como se “eu fiz isso, e aquilo aconteceu e há um significado para isso.” E isso é um revés da inteligência, o fato de que criamos teorias para o desconhecido e frequentemente seguimos coisas que queremos seguir. Mas então também há a imaginação, que é brilhante e com ela podemos prever coisas no futuro. Ou criar um mundo feito por nós em filmes, ou livros, ou o que quer que seja. Ela tem seus revezes, mas é algo brilhante de ter, eu acho.

    Floor: Definitivamente. Seria interessante ver o quão longe outras criaturas nesse planeta chegaram, porque penso que acabamos de começar a estudar o seu intelecto e quão longe suas emoções vão, em termos de empatia, luto, por exemplo, você pode ver que elefantes possuem um luto longo. Você pode ver outros animais tendo empatia com outras espécies. Então há muito ainda que, há não muito tempo atrás, ainda diríamos que “é apenas um animal”.
    Marco: Como os corvos, eles tem esses mesmos tipos de padrões e, como na nossa língua, são sílabas e sinais diferentes que, sozinhos, não possuem significado, mas da maneira que os organizamos, atribuímos significados a eles, e quando os juntamos, eles se tornam frases. Os corvos tem as mesmas estruturas ao grasnar. E, como experiência pessoal, em fevereiro eu pude fazer uma pequena turnê solo antes do mundo ficar estranho. E, numa certa manhã, estávamos esperando para o local do show abrir e estávamos conversando no ônibus, havia dois carros estacionados do lado de fora com gelo nos telhados, havia um par de corvos. Um estava no capô e o outro no telhado chutando pedaços de gelo do telhado para o para-brisa até chegar no capô, onde o outro estava parando-o. E então eles trocaram de lugar. E o outro fazia o mesmo. E então o outro pulou no chão, pegou um copo de papelão vazio e voou de volta ao telhado do carro com ele no bico e colocou o copo para que rolasse no para-brisa e o outro parou o copo.

    Floor: Legal.
    Marco: Eles estão brincando, se divertido de manhã.

    Floor: Wow.
    Marco: E eu vi com meus próprios olhos e os outros caras da banda estavam lá também e disseram “olha só pra eles, estão se divertindo”.

    Floor: Eles são uns dos animais mais inteligentes, certamente. Onde quer que vão, eles gostam de brincar e podem até interagir no nível de que eles brincam juntos e criaram um jogo que repetem e fazem uns com os outros, como se dissessem “ei, olha isso aqui, podemos brincar com isso”. Há tanto neste planeta, mesmo, que é quase alienígena para nós, eu diria, para muitos humanos. Que há ainda muito o que aprender do esplendor, inteligência e emoções dos animais. Digo, pessoas com animais de estimação, elas têm uma boa ideia disso, mas acho que vai além de “cães e gatos” e talvez um coelho ocasional, mas há tanto mais também.

    Bom, para terminar essa conversa super legal, eu queria saber o que você tem feito e quais são os planos para um futuro próximo até que possamos, finalmente, nos encontrar, não cada um em sua casa, mas … O que você tem feito e quais são seus planos?
    Marco: Até agora tenho aproveitado para conhecer melhor nossa menininha aqui, essa cachorrinha Nadia, e tocaNdo muita guitarra, tocado muito baixo, cantado muito, escrito um monte de letra esquisita, muita coisa engraçada está saindo. Tenho que ter muito cuidado para ver se elas são coisas realmente boas. Mas, é, tem sido muito calmo. A merda é que não pudemos tocas as músicas do álbum ao vivo, como você sabe bem. Mas tempos calmos também se tornaram muito bons quando eu parei e pensei que “pronto, eu preciso aceitar isso”, e o mundo não muda, independente do quanto você quer que ele mude.

    Floor: Não, verdade.
    Marco: Sim, e aí você se organiza nisso tudo e começa a viver sua vida. Tem sido um bom momento sabático inesperado.

    Floor: Não, verdade.
    Marco: Sim, e aí você se organiza nisso tudo e começa a viver sua vida. Tem sido um bom momento sabático inesperado.

    Floor: Sim.
    Marco: Então eu acho que sou um dos sortudos. Sei que há muitas pessoas que estão passando por esse momento de forma muito difícil. E fomos abençoados por trabalhar numa empresa que pôde continuar com nossos pagamentos neste momento.

    Floor: Sim, isso é um luxo, não poder se preocupar. E, de fato, sentar e pensar “ok, não posso fazer isso, então o que mais há para ser feito?”. É ótimo que a criatividade tem crescido tanto em nós dois.
    Marco: A casa está mais arrumada do que já esteve em…

    Floor: A mesma coisa aqui. Pude fazer as menores coisas que geralmente não dá pra fazer. É maravilhoso. E você tem pulado no lago como me disse antes, né.
    Marco: sim, eu tenho feito isso. Eu também mantive o jato d´água, então a geração mais nova tem corrido pelo lago algumas vezes.

    Floor: Maravilhoso. Sem costelas quebradas dessa vez?
    Marco: Não, não, sem costelas quebradas dessa vez.

    Floor: Sim, podemos falar que você levou sua super máquina para a gravação do “Endless Forms Most Beautiful”.
    Marco: Sim, usamos o jato d’água e eu e o Tero estávamos sentados no jacaré de abóbora e o Tuomas estava dirigindo e eu disse que ele não poderia passar de 30 milhas por hora, vai ser perigoso. Mas ele não se conteve, ele disse “eu não pude me conter”. E aí fomos nessa curva e o jacaré foi na curva de fora então a força centrífuga nos puxou em aproximadamente 60 milhas e nós voamos. O Tero disse “nós vamos morrer!” e eu estava morrendo de rir e eu senti a batida que me deixou tonto por um momento e pensei “eu estou vivo, estou vivo”, e voltando e tentando voltar a respirar. Mas era difícil respirar. Ok, costela quebrada, na outra semana, nos ensaios foi muito fácil para cantar.

    Floor: Sim, e o baixo bem pesado.
    Marco: E o Tuomas dizendo “me desculpe, eu não consegui me segurar, era muito legal pilotar aquilo, eu tive que ir mais rápido” e eu “ok, ok, agora você sabe”. E aí logo depois o Tuomas e o Troy disseram que o Khai estava pilotando e eles avisaram para não ir além de 30 milhas. Adivinhe o que aconteceu? “Eu não consegui me segurar, era muito legal de pilotar”. Mais uma costela quebrada.

    Floor: Sim, naquele verão tivemos dois membros da banda com costelas quebradas porque “não conseguiram se segurar”.
    Marco: acho que deve ter sido difícil para o Troy assoprar as flautas naquela semana.

    Floor: Muito legal, sim. Bom, por alguma razão você não levou esse jacaré quando fizemos o “Human Nature” no verão passado.
    Marco: Bom, naquele verão, quando tivemos esse par de costelas quebradas foi excepcional com o clima e estava muito mais quente.

    Floor: Sim, no norte, com aquele calor, aquilo foi excepcional, mas definitivamente mais seguro sem aquele crocodilo.
    Bom, muito obrigada por essa conversa tão boa e eu estou ansiosa para vê-lo de novo e te dar um grande abraço, livres do Corona, e sem você se quebrar de novo.

    Marco: Vamos dizer… vamos ficar saudáveis e continuar fazendo coisas saudáveis.
    Floor: Sim, boa ideia. Eu diria semana que vem, mas não será possível, então, assim que pudermos.

    Floor: Quando isso passar.
    Marco: Quando isso passar. Vai acontecer!

    Floor: Grande, grande, grande abraço daqui agora. Se cuide. Vou colocar uma música de violino.
    Marco: Ok. Tchau, tchau. Ah, grande abraço para a família também.

    Floor: Você também, para suas meninas.
    Marco: Eu vou para a varanda da próxima vez.

    Floor: Legal! Obrigada pela entrevista!
    Marco: Tchau, tchau.

  • STORYTIME #2: Building & Working

    STORYTIME #2: Building & Working

    Tradução: Head up High, my dear!  | Storytime #1 – AQUI

    Ω

    Nós temos uma área para cavalos entretanto não temos nada cercando-a. Hoje nós construiremos o cercado então eu tenho um pouco de trabalho de físico para fazer!
    Olá e bem vindos ao episódio 2 do Storytime de Sábado! Como você pode ver, ainda é verão então estou ficando a maior parte do tempo do lado de fora, igual essa garotinha (a gatinha Nala) que resolveu se juntar a nós há alguns meses. Agora ela pode viver tanto dentro de casa quanto fora então ela tem gostado bastante disso, é legal tê-la por perto. E sim, talvez ela tenha alguns gatinhos em sua barriga, isso seria legal! É uma vida muito caseira, claro, todas as nossas vidas estão pausadas. Como musicista é muito estranho não poder tocar música, ir para os festivais que agora estariam em total atividade e quando eu penso sobre isso, eu fico triste e furiosa, mas ao mesmo tempo eu realmente tento não fazê-lo e focar nas coisas que estão aqui porque é simplesmente incrível estar em casa. Eu tenho estado em turnê por mais de 20 anos então eu sei um pouco sobre estar distante de casa, e claramente desde que eu mudei para a Suécia, há 5 anos, eu nunca estive em casa o tempo todo para ver a primavera chegar, para ver o verão acontecer e todos os pequenos passos do verde para essa incrível explosão, que eu posso observar aqui na natureza suéca – é tão lindo! Mas agora eu consigo ver todas as pequenas coisas vindo à tona, toda semana novas flores começam a desabrochar e outras começam a desaparecer e, do nada, parece que há um espaço na terra para crescer novas flores e todas elas têm seus momentos. Bem, você claramente pode escutar os pássaros em volta de nós, é constante, eles sempre estão lá para cantar e falar uns com os outros… É de dia, obviamente, enquanto eu estou gravando isso, mas durante a tarde outros pássaros começam a cantar e é incrível … para mim, isso é uma benção completa. Eu preciso estar na natureza para ser uma pessoa em equilíbrio e dado ao fato que eu moro aqui, eu me sinto muito bem … bem, eu comecei alguns projetos de jardinagem e plantar vegetais, tomates e … eu vou mostrar todos eles! É incrível ver como eles estão crescendo, eles estão aproveitando muito o verão – obviamente eles precisam de ajuda na hora de ter água já que nós não tivemos muita chuva, o tempo ainda está bem seco! Mas nós tivemos batatas e pastinaga, cenouras e diferentes tipos de grãos. Eu tenho dois tipos de batatas plantadas e em algum momento durante o processo eu esqueci quais são, então eu vou ter certeza quando elas começarem a florescer (batata ou tomate? Aparece na tela)… Agora eu estou esperando para que as flores comecem a florescer então isso é legal e também há diferentes tipos de grãos que eu espero que cresçam um pouco mais. Eu não acho que eles gostem muito da seca e o calor intenso… Eu construí para eles uma pequena tenda, não para eles “curtirem a sombra” mas porque eles precisam de apoio para escalar… Eu também construí essa tenda para a Freja, que tem três anos, e eu espero que os grãos cresçam juntos para formar um tipo de cabaninha de flores e grãos no futuro… Então essas são as coisas que eu posso aproveitar muito!

    Agora nós temos uma área de cavalgar que tem 20 metros de largura e 40 metros de pista cheia de boa areia para que seja confortável para o uso dos cavalos e para seus corpos terem um pouco de… (gesticula o movimento de cavalgar)… E é por isso que nós compramos bons sapatos de corrida ou você sabe, sapatos de esporte. É o mesmo princípio, você quer que os cavalos estejam confortáveis quando eles treinarem e agora nós estamos construindo essas… (chacoalha e percebe que a estaca está frouxa e ri) isso poderia ser melhor… Estamos construindo as coisas sozinhos e eu acho que isso é super legal… Você tem um sentimento melhor do que você tem, não é apenas feito por outra pessoa, você tem mais sentimento quando você faz você mesmo… Claro que é um processo de aprendizado, então nós veremos se estamos fazendo isso corretamente, e se não estivermos, nós consertaremos! É legal! Bom clima, boas ferramentas, boa companhia.

    O primeiro vídeo teve muitos, muitos, MUITOS comentários engraçados, positivos, e do coração, e reações de um número enorme de pessoas comentando sobre meus braços. Eu acho que a thumbnail meio que teve um mal ângulo e mostrou muito mais do que eu realmente tenho… Muitas pessoas perguntaram “O que você faz para ter esses braços? ” Bem… aqui está o segredo: eu não malho, porém eu vivo no interior e eu gosto de fazer as coisas eu mesma! Pegue um desses (martelo) construa uma área de cavalgadas ou algo assim… É um ótimo treino! Eu gosto de fazer as coisas eu mesma, ou com ótimas ajudas, em casa. É legal trabalhar com minhas mãos, é legal ver o que você tem do lado de fora e pensar “eu construí aquilo”. Eu acho que isso é algo bem legal, muitas das partes da cerca que estão de pé pela área de cavalgar eu que coloquei, eu só tive um problema de planejamento porque eu os fiz em janeiro e aqui na Suécia isso significa que esse período é frio, e eu tive sorte que o chão não estava congelado, ou isso não teria dado certo. Estava bem macio para aquela época do ano, mas isso ainda significa que o chão ainda é bem duro. Ainda mais que nessa área há outras pedras, é uma área bem pedregosa… (risos) Ai meu deus, que piadas bestas! Enfim, assim que você coloca a furadeira no chão há um grito de “PARE!” porque há muitas pedras… E eu não tenho uma furadeira elétrica! Eu faço tudo a mão. É bem difícil. Mas agora que eu terminei, toda vez que eu olho eu penso “eu construí aquilo” e nos dá um orgulho e uma satisfação maior.

    Nada está acontecendo na verdade, no sentido de música, mas eu estou escrevendo música, e calmamente eu acho que posso dizer que isso é um passo em direção à um álbum solo, uma carreira solo como você pode dizer… Eu acho que isso é um passo enorme já que o Nightwish é a maior coisa na minha vida com música agora, eu não quero que isso mude, mas é incrível escrever música e ser criativa nesses meses que eu estou aqui, e é legal descobrir novos elementos nas minhas habilidades de escrever música. Eu me sinto bem confiante, mas não como uma compositora ainda, porque eu sinto que eu estive desenvolvendo os meus vocais mais do que as minhas habilidades de compor, mas isso é um processo de aprendizado e é desafiador de fazê-lo, e de mandar para outras pessoas e perguntar “O que você acha? ”, para outras pessoas e para outros compositores… “Você gostaria de escrever comigo? Você acha que isso está bom o suficiente? Se sim, quais seriam as suas idéias comparadas as minhas…” E entrar nesse processo criativo com outras pessoas …. É super empolgante fazer, então a minha mente está sempre distraída com pequenas melodias e idéias que eu tenho na minha cabeça e isso é uma coisa maravilhosa que eu gostaria de compartilhar com vocês. Eu ainda não ouso compartilhar algo além disso…. Espero que seja o suficiente para você saber que algo está sendo preparado e veremos o que irá acontecer, e se acontecer, e quando. Todas essas coisas dependem de quão criativa eu continuo sendo quando tudo voltar ao normal…. Então é libertador num sentido de não ter nenhum tipo de plano… Processos criativos são muito difíceis de planejar de qualquer forma… Eu estou bem feliz com a liberdade que eu tenho no momento de trabalhar nas coisas conforme elas vão surgindo e curtir a vida aqui… Como eu disse antes, toda a minha vida! Minha filha só vai ser tão jovem assim uma vez na vida então eu estou muito feliz de estar lá com ela todos os dias, niná-la e colocá-la na cama todas as noites e ver todos as pequenas conquistas que ela tem desbravado…. Eu não sei se você é uma mãe, você deve saber ou estar familiarizado nos jeitos diferentes que uma criança se desenvolve nessa idade e é incrível poder ver todos os detalhes disso. E sim, mais uma vez: andar de cavalo, jardinar, tardes incríveis de verão que estão começando a acontecer agora com meu esposo: apenas uma boa taça de vinho e viver a vida do jeito que ela é, e ao mesmo tempo deixar a minha mente divagar para um futuro possível de um álbum solo, de uma carreira solo e sonhar com o dia em que nós finalmente poderemos voltar aos palcos com o Nightwish e tocar todas aquelas novas canções do Human Nature. Já é hora!

    Muito obrigada por assistirem, esse foi o episódio número 2 e me deixem saber nos comentários o que vocês gostariam de ver para o número 3. Mas é muito legal que vocês esteja acompanhando e eu espero vê-los no próximo vídeo!

  • STORYTIME #1: Home & Horses

    STORYTIME #1: Home & Horses

    Tradução: Head up High, my dear!

    Nessa quarentena Floor Jansen decidiu criar em seu canal uma sequência de histórias/entrevistas e afins.
    O primeiro episódio STORYTIME #1 – HOME & HORSES foi postado hoje. A tradução você encontra a seguir 😉

    Ω

    Bem vindo ao Storytime de sábado à noite e bem vindo ao episódio número 1:
    Meu nome é Floor Jansen, eu canto numa banda chamada Nightwish e como muitos artistas eu deveria estar em turnê agora, mas eu não estou! Essa história é um pouco desconhecida e por conta disso eu tive essa ideia de criar esse “Storytime” e conversar um pouco e me mostrar mesmo que não seja no palco. Eu sinto falta do mundo fora dessa bolha que eu vivo, eu vivo numa bolha linda, porém apesar de bonita, é estranho estar em casa quando você está tão acostumada a tocar em festivais nessa época do ano: é verão agora – o solstício de verão – então eu achei que seria uma boa idéia compartilhar algumas historias com vocês, sobre as coisas que estão acontecendo na minha vida agora ou talvez voltar um pouco no tempo e te contar algumas histórias engraçadas daquele tempo. Eu nunca fiz isso antes então é um pouco novo… Bem, eu estou passando muito tempo em casa agora, então eu gostaria que o primeiro episódio fosse sobre a vida no lar. Como eu disse, é solstício de verão e isso na Escandinávia é um grande evento em todos os sentidos – há uma celebração pro solstício, nós celebramos o dia mais longo do ano, com mais luz, já que fica bem escuro durante o inverno, é bom celebrar a luz ficando junto com nossos amigos e com nossa família, comer boa comida, tomar um bom drink, dançar em torno de uma árvore [risos]… Há alguns hábitos que eu ainda estou me acostumando; eu sou holandesa e eu tenho morado no norte há 6 anos, o primeiro ano na Finlândia e cinco anos na Suécia (quase cinco anos) e eu devo dizer que suéco foi um pouquinho mais fácil de aprender que Finlandês, o que eu nunca terminei de aprender… É uma boa piada, eu estou rindo internamente, de verdade! De qualquer forma, o solstício de verão está acontecendo e isso é bem bacana, você pode sentir o calor, vestir as roupas para tempos quentes e é algo bem verão… É simplesmente incrível poder aproveitar o máximo disso… Uma das coisas que eu estive passando bastante tempo fazendo é andando de cavalo e cuidado dos meus cavalos no geral… O que significa ter um cavalo é bom novo para mim… Meu primeiro cavalo chegou há um ano e agora eu tenho dois: Lily e Auri e eles tem estado aqui em casa conosco o tempo todo (exceto pelas últimas semanas). É realmente incrível… A grama não estava crescendo realmente, já que estava bem seco e eu não sabia exatamente o que fazer com meu pasto: eu preciso fertilizá-lo? O que eu preciso fazer pra grama crescer? Claro que chuva ajudaria mas nós não temos tido muito disso… Enfim, nada está realmente crescendo ainda e nós temos vizinhos incríveis que disseram “nós temos um pasto e bastante grama, então seus cavalos são sempre bem-vindos”. Então eles tem estado lá, as filmagens que você está vendo foram filmadas nesse pasto… É uma área linda, inacreditavelmente linda e eles tem comido grama, e comendo mais e mais e aproveitando o cenário lindo… Eles tem tido algumas interações com os nativos da área, há muitas corças pela área…
    Há uma história engraçada, um dos nossos vizinhos viu uma das minhas éguas Auri perseguindo uma das corças que estavam compartilhando o pasto com eles… Auri é uma égua bem curiosa então ela estava meio que “que tipo de cavalo é você?” e a corça deve ter pensado “essa é a maior e mais estranha corça que eu já vi é melhor que eu volte para floresta”… Eu queria tanto ter visto esse momento! Em casa, já que a grama não está crescendo, eu decidi que o pasto pode ser uma área de cavalgar então é isso que eles tem construído pelas ultimas semanas, eles removem a terra de cima que precisa secar e depois colocam areia.. É todo um processo que eu também estou aprendendo nesse momento… Claro que há um milhão de jeitos de fazer isso também mas depende do que você quer fazer com a obra e já que eu não serei a mestre especialista nesse assunto eu só quero que esteja bom para eu poder cavalgar com as minhas éguas e treina-las propriamente, e será incrível quando estiver pronto: eu avisarei vocês quando tudo estiver pronto… E sim, eu tenho cavalgado na Lily desde que ela chegou e ela nunca tinha sido cavalgada antes e ela já tinha 9 anos… Eu a tenho desde metade de janeiro então agora tem sido mais fácil treinar um cavalo que é um pouco mais velho. – ela é bem fácil te treinar na verdade… Especialmente pelo fato de que eu não tenho experiência fazendo isso, então nós tivemos que aprender juntas. Auri fez 3 anos esse ano e obviamente eu tenho muito tempo, então eu decidi começar a trabalhar com ela por mais que na minha cabeça eu fosse começar a fazer isso no ano que vem… Mas ela está definitivamente pronta, ela está indo muito bem.. Ela está se acostumando a ter uma sela e eu em suas costas… Está se acostumando a ouvir a nossa voz e aos nossos comandos… Aprendendo a estar conosco e nós com ela. É incrível. Eu me refiro a “nós” junto a um vizinho que temos, ele tem uma área de cavalgar agora e é um professor de cavalos bem experiente então ela tem me ajudado… É incrível ter esses vizinhos aqui pela área pra cuidar dos cavalos e aproveitar tudo junto! É um tempo incrível. Hoje inclusive eu as trouxe de volta e elas passaram um tempo em casa porque o tempo está tão quente que é bom que elas fiquem nos lugares mais frescos possíveis para poderem ter um alívio dos insetos que realmente as incomodam. Eles são horríveis, aparecem em todos os tamanhos e eles as mordem todas – essa é a natureza também, mas é bom que eu possa protegê-las um pouco e elas logo passarão na pedicure. Os cascos da Lily são, eu não sei se você pode ver, mas eles são tão enormes! Tão grande! Então eles sempre dão trabalho. Essas são as coisas que eu tenho feito, focando em muitas coisas de novo, claro, eu sou uma musicista – eu não posso viver sem música. Eu sinto falta de tocar ao vivo e estar com o Nightwish. Eu sinto falta de interagir com vocês como eu normalmente faço: gritando no palco e não sentada aqui na minha casa na frente da câmera – mas isso vai ter que bastar por enquanto, eu imagino. Entretanto a musicista em mim está sempre constante, está lá, então eu não posso dizer que eu não esteja fazendo nenhuma música… Mas o que isso significa exatamente? Isso é uma história para outro momento. Obrigado por esse primeiro episódio, eu espero que você tenha gostado! Até mais!

  • Interview: Magazine Flair

    Interview: Magazine Flair

    in Dutch | em Português  – Translation: Head up High, my dear!

    The singer Floor Jansen confesses to Flair: I thought metal music was a terrible music.

    Ω

    Floor Jansen (39) goes around the world as the main vocalist of the metal band Nightwish, and recharges her batteries in her house in the woods, in Sweden. When she participated in “Beste Zangers” last year, the Netherlands could finally get to know her. “Somehow I like this, strange, isn’t it”

    At first, she didn’t know what she was getting into nor the other artists that have participated. She has been living with her Swedish husband, Hannes – with whom she had a daughter in 2017, Freja –  in Sweden for 5 years and doesn’t watch to dutch TV. So why did she participate? She was impressed with everything she saw. And beyond that, there was a great chance to make people curious about metal in general, and specially, Nightwish. In the last episode she sang The Phantom of the Opera in a unique way with Henk Poort, and the performance was promoted everywhere in the world. And now, all Netherlands know who Floor Jansen is.

    She is sitting down and relaxing in one of her chairs in the hall. Denim jackets, jeans and long dark hair. People around her are busy calling or working in their notebooks. Meanwhile, Floor is in an inner peace state. She drinks tea, speaks softly, almost as if she is shy. She talks about how good is Sweden. About her isolated house in the woods. It is similar to Limburg, where she spent most of her teen years.

    Wasn’t Limburg an option?
    Hannes and I lived in Finland when we met. I moved there because Nightwish is a Finnish band. Even though I sing in English, I wanted to learn the language, and it works better if you get immerse. Finnish is too difficult and I ended up never learning how to speak correctly. And of course, it doesn’t help if you have a Swedish boyfriend. Hannes missed Sweden and as I was already so use to the peace and space from Finland, we decided to move to Sweden. Now we have a beautiful country house. With a huge dog, cats and two horses. When we decided to live in this house, there was a huge field around it, so I immediately said that I wanted to have horses. It was my dream since I was a kid.

    You suffered bullying when you were young, and you call it “dark times”. Was being with horses your (temporary) way to get away from it?
    As we used to move a lot, I was always some sort of Maverick. I talked a lot and act differently from the other kids my age, and I was tall. My parents used to go to my school a lot, but they would always tell me they couldn’t do anything. I still get very angry at this, because you’re basically saying: “Good luck with it, solve it yourself” So yes, somehow it was a way to escape from the bullying.
    Music was also a way. Until a certain moment in time, it was these two things I used to seek shelter on. My vocational test revealed not only my professional choice but also revealed an aspect for sports and equitation. I really wanted to go to the conservatory, and I even studied about singing but either it was too jazz or too classical.

    None of them worked. That’s why I ended up going to the Equitation Centre (Hippisch Centrum). And it was incredibly hard. I ended up finishing HAVO (some sort of preparatory for specific studies in the Netherlands, divided in 4 phases, HAVO being the third) and I had to work hard every day. Some of my muscles got so stiff that my blood flow in my arms didn’t work properly. I had a small loss in my hand movements, I barely could ride the horse because the reins would slip away from my hands all the time. So, it wasn’t fun anymore. That’s when I knew that Rock Academy was the way to go, so I enrolled immediately.

    Were your parents surprised when you did this?
    I believe not. I was also doing musicals in school, so nothing was that sudden. I believe that it may have been they worried about due to its uncertainty. But they were always there for me. They said: “You are talented, you need to do something with it. My father plays the guitar and he also sing. He’s more of a blues guy. My sister Irene also sang in a metal band for a while and we performed together. But I’m the only one in the family that made it work.

    Did you start immediately in Metal?

    In general, I didn’t like it. A friend of mine used to listen to it and I thought: “Wow, what horrible music is that?” I was still developing my musical taste. The first band I sang in school was a pop/rock band. I liked Grunge a lot, but only as a listener. So, when I moved to Limburg, I had friends that listened to different Metal bands so I could see the beauty in it. It’s not only guitars and screaming. Music like we do in Nightwish is filled with nuances that contains pop, folk, rock, symphonic moments and it’s really accessible and melodic. It’s the type of metal that for me, it’s the final combination between heavy music, pure feelings and female vocals.

    The Metal world is filled with men. How does that work for you?
    I entered this world right after college. So, I don’t know what to say, I just work with men and I feel good, it works well. Men are straight to the point, so there are no misunderstandings. I never think: “What are their secret agenda?”
    As I got older, I realized that I missed a feminine company. Just because women see things differently, and sometimes it’s a relief – especially when you’re surrounded by men. That’s why it was so nice to take my friend on tour as a nanny. We had a lot of different conversations. She also noticed when I wasn’t comfortable with something and immediately asked how I was. Men don’t ask that so quickly or sometimes they don’t ask at all.

    By participating in “Beste Zangers”, you expected that more people would listen to your music. Did it work?
    Yes. Our concert shows in the Netherlands sold out immediately. It is good because it worked for both sides. Many people that listen to my music embraced Henk Poort’s music. And what makes me happy is that I have been able to show that Metal music isn’t only something satanic, or with men singing it in an angry form.

    Now you think: “I’m finally recognized in The Netherlands.”
    Haha I like that. It always bugged me somehow that we are known in the entire world but we didn’t even have a space in the Netherlands.

  • Entrevista: Revista Flair

    Entrevista: Revista Flair

    In dutch | In Portuguese – Tradução: Head up High, my dear!

    A cantora Floor Jansen confessa à Flair: Eu pensei que o metal fosse uma música horrível.

    Zangeres Floor Jansen biecht op aan Flair: ‘Ik vond metal vreselijke muziek’

    Ω

    Floor Jansen (39) percorre o mundo como vocalista da banda de metal Nightwish, e recarrega suas energias em sua casa na floresta, na Suécia. Quando ela participou do ‘Beste Zangers‘, no ano passado, a Holanda finalmente pôde conhecê-la. “De alguma forma eu gosto disso, estranho, certo?”

    No começo, ela não conhecia o programa do qual havia entrado na Holanda, nem os outros artistas que participaram. Ela vive com o marido sueco, Hannes – com quem teve uma filha em 2017, a Freja – na Suécia há 5 anos e não assiste à televisão holandesa. Então por que ela participou? Ela ficou impressionada com tudo aquilo que viu. Além disso, havia uma boa chance de deixar as pessoas curiosas sobre o metal em geral, e em especial, o Nightwish. No último episódio, ela cantou The Phantom of the Opera de um jeito incomparável com Henk Poort, e foi divulgado no mundo inteiro. E agora toda a Holanda sabe quem é Floor Jansen.

    Ela está sentada e relaxada em uma das cadeiras no salão. Jaqueta jeans, calça jeans e longos cabelos escuros. As pessoas ao seu redor estão ocupadas ligando ou trabalhando em seus notebooks. No meio, Floor em um estado de paz interior. Ela bebe chá, fala baixinho, quase que com vergonha. Ela fala sobre o quão boa é a Suécia. Sobre a sua casa isolada na floresta. É parecido como Limburg, onde ela passou a maior parte de sua juventude.

    Limburg não teria sido uma opção?
    Hannes e eu, morávamos na Finlândia quando nos conhecemos. Eu me mudei para lá porque o Nightwish é uma banda finlandesa. Embora eu cante em inglês, eu queria aprender o idioma, e funciona melhor se você se aprofunda nele. O finlandês é muito difícil e eu nunca aprendi falar direito. E claro, não ajuda quando se tem um homem sueco. Hannes sentia falta da Suécia e, como eu já estava acostumada com a paz e o espaço da Finlândia, nos mudamos para lá. Agora temos uma casa muito bonita no campo. Com um cachorro enorme, gatos e minhas duas éguas. Quando decidimos morar nesta casa, ela tinha um pedaço de terra enorme em volta, imediatamente eu disse que gostaria de ter cavalos. Era o sonho da minha garota.

    Você sofreu bullying quando era jovem, e você o chama de período sombrio. Estar com cavalos era um jeito (temporário) de ficar longe disso?
    Como nós nos mudávamos muito, sempre fui muito diferente |buitenbeentje| (qualquer pessoa independente, com idéias e comportamentos muito diferentes das outras pessoas). Eu falava e agia de um jeito diferente das crianças da minha classe, eu era alta. Meus pais íam muito à escola, mas sempre me diziam que não podiam fazer nada. Eu ainda fico brava com isso, porque você está basicamente dizendo: “Boa sorte pra você, se resolva.” Então sim, de certa forma era uma válvula de escape.
    A música era um caminho também. Até certo ponto, foram as duas coisas para qual eu corria. Meu teste vocacional, além da escolha profissional também revelou esportes e equitação. Eu realmente queria ir para o conservatório, até que eu entendi sobre o canto, que era ou muito clássico, ou jazz.
    Nenhum deles deu em nada. Foi por isso que acabei indo para o centro de equitação (Hippisch Centrum). E foi incrivelmente difícil. Acabei terminando no HAVO
    (Um tipo de ensino preparatório específico de NL, dividido em 4 fases, sendo o Havo o terceiro nível) e tive que trabalhar duro todos os dias. Alguns músculos do meu corpo ficaram tão duros que o fluxo sanguíneo dos meus braços não funcionava corretamente. Eu tive uma leve perda nas mãos, tanto que mal conseguia dirigir, porque deixava as rédeas escorregarem das minhas mãos o tempo inteiro. E já não era mais divertido. Foi então que eu soube que haveria a Rock Academy, do qual me matriculei imediatamente.

    Seus pais se surpreenderam por você ter feito isso?
    Acredito que não. Eu também estava fazendo musicais na escola, então nada ocorreu de repente. Acredito que tenha sido um aperto no coração por ser algo tão incerto. Mas eles sempre estiveram ali por mim. Eles disseram: “Você é talentosa, você precisa fazer algo com isso.” Meu pai toca guitarra e também canta. Mas ele é mais dos blues. Minha irmã Irene também cantou em uma banda de metal por um tempo e nós nos apresentamos juntas. Mas eu sou a única da família que o fez funcionar.

    Você entrou imediatamente no metal?
    No geral, eu realmente não gostava. Um amigo meu ouviu e eu pensei: “Nossa, mas que música horrível é essa?” Eu ainda estava desenvolvendo o meu gosto musical. Na primeira banda em que cantei na escola, era de pop/rock. Eu gostei bastante de grunge, mas apenas para ouvir. Só quando eu me mudei para Limburg, tendo amigos que ouviam diferentes bandas de metal, que eu pude ver a beleza de tudo isso. Não são apenas gritos ou guitarras gritando. A música que nós fazemos com o Nightwish é repleta de nuances, que contém o pop, folk, rock, passagens sinfônicas, é muito acessível e melódico. É o tipo de metal que para mim, é a combinação final entre a música pesada, sentimentos puros e o vocal feminino.

    O metal é o mundo dos homens. Como isso funciona para você?
    Eu entrei neste mundo logo após o colégio. Eu não sei dizer, só trabalho com homens e me sinto bem, funciona bem. Os homens são bem diretos, não há confusão. Eu nunca penso: quais são suas intenções secretas?
    À medida em que fui ficando mais velha, percebi que sinto falta de uma companhia feminina. Apenas porque as mulheres olham as coisas de um jeito diferente, e isso as vezes é um alívio ainda mais quando se está cercada apenas por homens. Por isso que foi legal ter minha amiga em turnê como babá. Tivemos muitas conversas diferentes. E ela também percebia quando eu não estava confortável com algo, e imediatamente perguntava como eu estava. Os homens não perguntam isso rapidamente, ou as vezes nem percebem.

    Ao participar do “Beste Zangers”, você esperava que mais pessoas ouvissem sua música. Funcionou?
    Sim. Nossos shows na Holanda esgotaram imediatamente. E o bom é que funcionou para ambos os lados. Inúmeras pessoas que ouvem a minha música, abraçaram a música do Henk Poort. E o que me deixa feliz em especial é que eu tenho sido capaz de mostrar que o metal não é algo apenas satânico, ou cantado apenas por homens furiosos gritando.

    Agora você pensa: Finalmente conhecida na Holanda
    Haha, eu gosto disso. De certa forma me incomodou sermos conhecidos em todo o mundo, e se quer teve um espaço na Holanda.

  • NEW SONG: De Beelden Blijven

    NEW SONG: De Beelden Blijven

    Orgulhosamente, Floor Jansen lançou hoje, a música “De Beelden Blijven”, para um projeto bem especial. Para o documentário “Kinderen in oorlog: 75 jaar later”, juntamente do War Child Holland e SBS 6.

    War Child ajuda crianças de todo o mundo que sofrem de traumas da guerra. Eles querem ajudá-las com suas cicatrizes invisíveis, quebrar o silêncio de suas experiências de forma amigável através de músicas, brincadeiras e interação com outras crianças. Chama-se ajuda psicossocial.” Floor Jansen.


     

    Além da versão lançada em holandês, teremos também em inglês.


    Spotify | Deezer

    [twocolumns] De Beelden Blijven
    Zelfs wanneer de wapens zwijgen,
    En er niet meer wordt gevuurd,
    Voer jij nog een oorlog,
    Die misschien je hele leven duurt.

    Want het houdt niet op,
    Het houdt niet op.
    De beelden blijven,
    Ook wanneer de oorlog stopt.

    Jij bent zo klein,
    Nog veel te klein.
    Maar als het even kan,
    Verzachten we de pijn,
    Zodat jij weer kind kunt zijn.

    ‘s Nachts hoor jij nog altijd schoten,
    En die zijn voor jou bedoelt.
    Wanneer breekt de dag aan,
    Waar je echte vrede voelt?

    Het houdt niet op,
    Het houdt niet op.
    De beelden blijven,
    Ook wanneer de oorlog stopt.

    En je bent zo klein,
    Nog veel te klein.
    Maar waar we kunnen,
    Daar verzachten we je pijn,
    Zodat jij weer kind kunt zijn.

    In een wereld waar jij dansen mag.
    En waar jij je veilig voelt.
    Zonder reden voor een bitter plan,
    Zoals de wereld is bedoeld.

    Het houdt niet op,
    Het houdt niet op.
    Maar we zullen blijven strijden,
    Tot het stopt… [/twocolumns][twocolumns class=”omega”] As imagens ficam
    Mesmo quando silenciam as armas
    E não há mais disparos,
    Você trava outra guerra
    Que pode levar toda a sua vida

    Porque ela não pára,
    Nunca pára.
    As imagens ficam,
    Mesmo quando a guerra acaba.

    Você é tão pequena,
    Muito pequena.
    Mas se possível,
    Vamos aliviar sua dor
    Para que possa ser criança novamente.

    À noite você ainda ouve tiros,
    E são disparados para você.
    Quando é que chegará o dia
    Em que você vai realmente sentir paz

    Porque ela não pára,
    Nunca pára.
    As imagens ficam,
    Mesmo quando a guerra acaba.

    Você é tão pequena,
    Muito pequena.
    Mas onde pudermos,
    Vamos aliviar sua dor
    Para que possa ser criança novamente

    Num mundo em que possa dançar
    E onde possa se sentir segura,
    Sem motivos para decisões amargas,
    Como o mundo deve ser.

    Ela não pára,
    Não pára.
    Mas continuaremos na luta
    Até que pare… [/twocolumns]


    War Child Holland

  • Entrevista: NME – Floor Jansen

    Entrevista: NME – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear!

    A dona dos pulmões de ouro que enche áreas, Floor Jansen, fala sobre o nono álbum, a quarentena sueca e porque o maior conservador do meio ambiente do mundo recusou um pedido da banda.

    NME – English

    Com a exceção do Rammstein – e nós só estamos colocando eles no topo porque eles tem o próprio lança chamas e nós não – nenhuma banda de metal europeia pode rivalizar com o sucesso do Nightwish no continente.
    Formada em Kitee, Finlandia em 1996 pelo tecladista Tuomas Holopainen, a banda deu boas-vindas à cantora holandesa Floor Jansen em 2012, no momento em que eles já tinham gravado 7 albums em toda sua carreira. A adição fez com que a banda de metal sinfônico ficasse maior, mais grandiosa, mais cara e mais ambiciosa. Ela tem uma presença tão marcante que ela se tornou uma personalidade da TV holandesa, aparecendo no programa de talentos musicas Beste Zangers.

    Seu nono álbum, o incrível “Human. :ll: Nature.” é o primeiro lançamento duplo, a segunda metade contém uma grandiosa musica orquestral por cima do centro metaleiro da banda. Escute aos momentos mais altos “Harvest”, “How’s the Heart?” e “Noise” – raramente uma banda moderna de metal fundiu tamanho poder e gloria. E apesar do lançamento na mesma época da pandemia do COVID-19, o álbum entrou nas paradas da Finlandia, Espanha, Suíça e Alemanha no primeiro lugar.

    Com isso em mente, nós decidimos conversar com uma das bandas favoritas da Europa de heavy metal. Nosso guia durante essa conversa será Floor Jansen com seus pulmões imensos. Ela irá rugir e você irá se tremer!

    Olá, Floor. Posso te dizer que eu realmente gosto do álbum novo do Nightwish? Há tanta miséria e podridão em todos os lugares atualmente, mas mesmo assim o seu álbum é tão ornado, grandioso e – me atrevo a dizer – esperançoso…
    “Nós realmente queríamos passar isso. Há tantos instrumentos diferentes no álbum e há tantas partes diferentes. Nightwish tem uma musica bem complexa então foi importante para nós que tenhamos emoções reais nas canções, algo que atravesse tudo. A dinâmica foi realmente importante para nós. As canções precisavam de espaço. As vezes o que você não coloca numa música é tao importante quanto o que você coloca. Há 9 músicas nesse álbum e 8 peças orquestrais. Sem essa dinâmica, seria uma escuta muito cansativa.”

    Podemos voltar um pouco? Não é nenhum exagero dizer que a sua voz é incrivelmente maravilhosa. Como você descobriu que podia cantar assim?
    Eu acho que foi quando eu era adolescente. Teve uma produção na escola de Joseph and the Amzing Technicolour Dreamcoat e eu participei da audição. Eu não peguei um papel muito importante. Você sabe como é – as crianças populares pegam os melhores papéis e eu não era uma delas. Mas só de estar no fundo, eu adorei. Eu não sabia que eu era boa, porém. Eu era muito provocada durante a escola, então a minha confiança era bem baixa.

    Você quer que a gente desça a porrada em alguém? Por que te provocavam?
    “Eu era mais alta que todos e meu dialeto era diferente. Eu era só… diferente.”

    Você acha que essa experiência teve algum impacto à longo prazo em você?
    Eu acho que sim… mas para ser honesta, apenas positivamente. Eu não posso dizer que sinto falta desses anos e certamente não sinto falta das pessoas que faziam isso, mas eu acho que me ajudou a ter mais confiança em mim mesma pela minha vida adulta. Eu não quero que a minha filha [Freja de 3 anos] tenha que passar por isso.

    Você tem aquele sentimento de vingança clássico quando você está no palco na frente de milhares e milhares de pessoas gritando o seu nome e pensa, “Bem, eu ganhei, não?”
    O tempo todo. Principalmente agora que eu estou nesse programa de TV holandês que aumentou significativamente a minha popularidade nos Países Baixos. As vezes eu me pergunto se aquelas pessoas lembram de mim e não perco muito tempo pensando nelas. Voce tem que viver para si mesmo – Eu tenho quase 40 anos, vocês sabem!

    Me fale mais sobre o programa de TV. Eu amo o nome! Beste Zangers!
    “É traduzido como Melhores Cantores! Não é uma competição ou coisa do tipo. É um compilado/coleção de cantores com diferentes estilos e origens que cantam a música de um para o outro, ou colaboram em versões de covers que nos inspiram. É um show muito legal, e é tudo sobre o amor pela música. É televisivo em um sábado a noite no horário nobre e mudou completamente a minha vida! E também beneficiou o Nightwish. Já estávamos indo bem na Holanda e tocando em arenas, mas definitivamente aumentou o nosso perfil, o que é brilhante pra mim, depois dos 24, onde ninguém do meu país havia prestado atenção em mim!”

    O novo álbum do Nightwish foi lançado no dia 10 de abril, tornando-se um pequeno número de bandas que podem atestar a realidade de lançar um álbum no epicentro de uma pandemia mundial. Como foi isso?
    “Fomos uma das primeiras bandas que tiveram que cancelar uma turnê. Na verdade, deveríamos começar na China. Eu deveria estar lá agora. Muito cedo nós percebemos que a turnê não iria acontecer, mesmo com a doença estando contida em certo ponto em um continente. Então, sendo mundial, resultou em algo ainda maior e uma pandemia aconteceu. Eu ainda não acredito que isso aconteceu. Parece tão incrivelmente desnecessário…”

    Estou detectando que você tem uma opinião sobre como tudo isso aconteceu? Você mora na Suécia, certo?
    “Eu moro. Eu emigrei há cinco anos, da Holanda.”

    A abordagem sueca em lidar com o vírus tem sido muito liberal – não houve bloqueio em massa, como houve em outros lugares do mundo. Você acha que eles decidiram pela abordagem certa?
    ” Em partes. Em contrapartida, não sou cientista, então o que eu sei? É tudo sobre seguir a ciência.

    Gostaria de lembrar que há uma espécie de besouro com o seu nome. No ano passado, o cientista Andreas Weigel nomeou o recém-descoberto inseto Tmesisternus floorjansenae. É justo dizer que você tem mais credibilidade científica do que qualquer outro cantor de heavy metal…
    “Okay – bem, de muitas maneiras a abordagem sueca faz sentido pra mim. A Suécia é um país grande, mas não com muita gente. Me faz sentido que a abordagem seria diferente do Reino Unido ou voltando para a Holanda. Então, novamente, uma cidade grande é uma cidade grande, seja na Suécia ou em qualquer lugar, e se as pessoas das cidades começam a se mudar, então eu acho que temos que ser cuidadosos. Durante a Páscoa havia pessoas em todos os lugares perto de onde eu moro, no lado do país Gotemburgo, ao lado do mar. A Suécia é um país grande o suficiente para que as pessoas não fiquem trancadas – mas você vai em um lugar turístico mesmo assim? Eu não entendo, é estúpido.

    Falando em espaço, você é casada com o Hannes Van Dahl, o baterista obcecado pela história militar, o titã do metal sueco, Sabaton. No palco ele toca bateria dentro de um tanque de guerra. Acredito que vocês tenham coisas militares incríveis espalhadas por toda a casa, certo?
    “Oh, em todos os lugares. Por toda a casa.”

    Sério?
    “Não!”

    Ouvi dizer que você tem cavalos. Não me parece justo que você tenha cavalos, já que seu marido não pode ter um tanque de guerra no jardim…
    “Ah, ele não se importa. Cavalos são melhores do que a guerra. Eu tenho duas – Lily, nome da minha mãe, e a Auri, em homenagem aos meus colegas de banda, Tuomas [Holopainen] e o Troy [Donockley], em seu projeto paralelo – e também de uma personagem da série As Crônicas do Matador do Rei, série de romance e fantasia, do Patrick Rothfuss.”

    Acho que é justo dizer que você não é o único membro do Nightwish que ama a natureza. A banda acabou de se unir à instituição de caridade World Land Trust. Nos fale sobre isso…
    Eles são uma grande organização O vídeo lançado de nossa última música, “Ad Astra”, foi filmado em conjunto com eles. Eles trabalham para preservar o nosso planeta comprando áreas de terra e preservando-as. Acho hipócrita que estejamos dizendo ao Brasil que eles precisam salvar sua floresta tropical, quando os europeus dizimaram a sua própria. Mas, ao mesmo tempo, precisamos salvar a floresta tropical afinal, estamos enfrentando uma crise climática. O World Land Trust trabalha com o governo para encontrar saídas financeiras alternativas para que as pessoas locais parem de desmatar. Você não pode simplesmente dizer às pessoas “Pare de fazer isso”. Você precisa levar em consideração o impacto humano, e então ambiental. Descobrimos sobre eles através do David Attenborough que é um dos maiores apoiadores”

    Por favor, me diga que ele é um fã…
    “Tentamos fazê-lo falar no álbum. Escrevemos uma carta e ele escreveu uma de volta, negando, mas era muito impressionante que um homem de sua estatura escrevesse pessoalmente para nós e explicasse que ele simplesmente não teria tempo agora.”

    Você não pode gostar de todos os animais, Floor. Deve existir um que você gostaria que estivesse destacado na face da terra…
    “Não! Eu amo todos eles. Eu amo gatos. Eu amo cachorros. Eu amo pássaros em todo o seu esplendor!

    Ah, vamos lá …
    “Ok, ok … Eu realmente não gosto de caracóis. Nós cultivamos vegetais e eles comem minha colheita. Eles são nojentos. Mas eu não desejo a morte deles! Eu só queria que eles fossem para outro lugar!

  • Q&A – Perguntas & Respostas

    Q&A – Perguntas & Respostas

    Floor Jansen pediu aos fãs que deixassem perguntas em suas redes sociais. Ela respondeu algumas delas. A tradução está logo abaixo:

    Ω

    Floor: Certo, vocês me fizeram algumas perguntas para o Q&A e tem mais de 3000 perguntas, então é impossível responder a todas, mas eu vou só passar por elas e responder algumas, e obrigada por serem tão engajados; é maravilhoso de ver!
    Há alguém perguntando, Carlos: “Com que frequência você canta casualmente? Não um treino sério ou coisas do trabalho, mas para sua própria diversão e quais são suas canções favoritas para cantar desse jeito?”
    Eu na verdade canto todo dia. Simplesmente vem. E agora estamos respondendo algumas outras perguntas das pessoas que estão perguntando se eu estou escrevendo coisas solo –  e eu estou, eu tenho sentado na frente do piano cada vez mais se eu estiver disposta, eu não quero ter o estresse de ter que fazer algo quando se trata disso, é maravilhoso deixar a inspiração surgir – então eu canto, eu cantarolo e as vezes do nada eu tenho uma melodia na minha cabeça e eu a gravo… Não há muito o que para eu praticar agora, eu não estou fazendo turnê, eu comecei a trabalhar com o setlist da turnê nova mas obviamente eu não estou fazendo isso ainda mas como uma mãe, há canções de crianças que aparecem diariamente e que elas de fato grudam na sua cabeça então eu não consigo evitar cantarolar algumas canções ou então cantar com a minha garota – mas o engraçado é que a minha filha diz: “não mãe, não cante!” então essa é a minha experiência de canto de agora!

    Vamos ver: “Terá um segundo CD de Northward no futuro?” Eu não sei. Andreas que me pergunta. Eu realmente gostei de escrever o primeiro álbum mas não vamos esquecer que isso foi em 2008, um longo tempo atrás e as coisas  que eu gosto de escrever agora não é metal e não é rock… Com isso eu respondo outra pergunta que quer saber se eu estou escrevendo alguma coisa de metal sinfônico mas não é! Não porque eu não goste, claramente não é isso, eu já estou numa das maiores bandas do gênero com alguém que eu considero o melhor compositor do meio – o Tuomas é tão genial que eu sinto que não tenho muito o que adicionar sobre isso – mas eu gosto de explorar algumas músicas diferentes e ver o que aconteceria se eu escrevesse canções menores baseados em instrumentos acústicos com bastante espaço para a voz… Eu não tenho nenhuma ambição agora relacionada a isso, eu apenas deixo fluir… Mas agora eu não me sinto inspirada para escreve um segundo álbum de Northward, apesar de eu ainda estar super feliz e orgulhosa do primeiro.

    Você está ansiosa para tocar Tribal ao vivo e ver toda a platéia fazendo a dança do esqueleto?” Sim, eu estou! Eu realmente estou! Eu me pergunto se eu consigo dançar também sem parecer muito ridícula!

    Sua presença de palco adiciona muito ao seu canto, você é ciente do jeito que você se comporta durante uma música ou é algo que vem mais naturalmente com a letra?”
    Vem naturalmente. Eu realmente não penso muito sobre como eu me movimento, claro que eu estou ciente da minha linguagem corporal, como acontece quando você tem muito tempo de performer mas eu não faço decisões prévias sobre como eu vou estar me movimentando ou dançando… Até os discursos vem naturalmente, no momento.
    Celine está perguntando como estão os outros membros da banda, se eles estão bem nesses tempos difíceis. Até onde eu sei, todos estão saudáveis, o Marco estava doente como eu, nós dois não sabemos se foi o vírus ou não e pode muito bem ter sido mas nós não ficamos tão doentes, mas nós agora sabemos como poderíamos ter ficado, então isso é ótimo. Se eu conheço bem os rapazes, eles estão curtindo o silêncio, estão tocando música e nós estamos todos sentido falta um do outro, isso é uma certeza.

    Quais são seus hábitos antes de um show?”
    Eu gosto de entrar na minha área pessoal, eu me tranco no meu camarim se eu tiver – agora com o Nightwish eu costumo ter, o que é muito agradável para mim pessoalmente, não só por ser prático porque eu preciso me trocar, mas também porque eu gosto de estar sozinha, as vezes eu escuto alguma música ou aproveito um pouco de silêncio… Geralmente uma hora, uma hora e meia antes do show eu costumo fazer a minha maquiagem o que demora muito para acertar tudo! Vestir a minha roupa, eu até eu prefiro estar um pouco estressada sobre estar atrasada porque isso começa a aumentar a minha adrenalina, colocar meus equipamentos de som, meus monitores de ouvido que é o sistema em que eu posso escutar as coisas no palco… Então chega o momento em que todos nós juntos vamos ao palco, ligamos os equipamentos e também faz parte do processo “entrar no modo de show” a intro, é realmente legal ver e começar a escutar o público, começar a entrar no modo “vamos à luta” que realmente inclui a adrenalina e sim… a excitação momentos antes do show.

    Jessica pergunta se eu já machuquei a minha voz e o que eu faço para protegê-la. Quando você pratica algo muito novo, é provavelmente que você se machuque um pouco porque você não sabe muito bem o que você está procurando e você está tentando várias coisas diferentes e dor pequena é até um sinal que “hey, do modo que eu fiz isso não era certo, eu preciso fazer diferente” e na sua busca  pode ser que você sinta desconforto mas uma dor real deve ser sempre evitada, claro, e se você sentir dor e ainda não funcionou do jeito que você queria é melhor deixar pra lá, descansar e depois tentar de novo do que realmente pressionar e forçar a sua voz. Se você canta e você sente dor, algo está errado. É algo no jeito que você faz ou você tem algum problema físico seja com infecção ou algo errado na sua garganta mas dor não deve acontecer. Ao evitar isso, você acaba protegendo-a. Eu considero a minha voz uma parte do meu corpo e cuidar do meu corpo significa que eu cuido da minha voz, mas também eu sou bem sortuda por ter um conjunto saudável de cordas vocais então eu não sinto dor ou desconforto muito rápido, eu também não sinto cansaço muito rápido. Entretanto, quando eu realmente me sinto cansada ou quando eu sinto algo na minha barriga eu não consigo colocar intensidade na voz, porque o poder e a energia que faz as cordas vocais vibrarem vem de diferentes partes do corpo. O motor não está aqui [aponta para garganta], quando o motor fica cansado, a garganta também fica cansada – algo que eu sempre tenho que ter cuidado. Então, no geral, saúdo é necessária para manter as cordas vocais sem se cansaram ou até de se machucarem.

    Certo… Pessoal, vocês estão escrevendo tantas mensagens, e eu to passando elas aqui, eu só vou ver se consigo responder… eu acho que a maioria de vocês adora Shoemaker e estão perguntando se vamos tocá-la ao vivo. Ela não é uma música ideal para ser tocada ao vivo, mas se tantos de vocês querem ouvi-la, talvez nós tenhamos que reconsiderar.

    Então, Alguém… Marco, está perguntando o que eu faço para me manter em forma. Eu.. malho E quando eu malho, malho aqui, estou em casa agora. Acho que a maioria de nós está.  E, eu moro numa fazenda…quer dizer, no interior. Nós temos grandes pátios com meus cavalos, e daqui consigo vê-los comendo feno e a grama ainda não começou a crescer. Eles estão pedindo muito porque está um pouquinho verde em todo o lugar e eles estão mastigando o feno seco pelo inverno todo, então… sim, tomar conta dessas duas senhoras e ser uma mãe, isso te deixa ativa, com certeza, eu diria. E as coisas do dia-a-dia aqui em casa me mantém muito em forma. Eu também comprei, agora, alguns tênis de corrida, porque eu sempre amei correr então é uma maneira legal de esvaziar a sua mente e deixar seu corpo forte e numa condição boa, também, porque eu mesmo fico forte facilmente, mas isso não significa que estou em boas condições. E para andar para lá e para cá, pular e cantar ao mesmo tempo, você precisa disso também. Então este é o meu pano. Vamos ver o que acontece. Assim como todo mundo, eu estou ansiosa mas eu sempre amei malhar, então sou sortuda com isso.

    Ao mesmo tempo estou passando aqui e….deixe-me ver… Há algum aquecimento vocal ou remédio que te ajudam a se sentir confortável em turnê ou  gravando? Hmm, sim, eu tenho minha própria rotina de aquecimento e acho que, parte da rotina lá é mais mental do que de fato física. E isso é de fato porque eu tenho praticado, praticado e praticado, então eu condicionei meu instrumento, meu corpo e minha mente muito bem, e… nesses exercícios… então eu realmente acho que tem a ver com a necessidade que eu tenho deles hoje em dia, já que não preciso deles tanto assim. Entretanto, quando esta muito frio ou quando estou muito cansada, ou quando a voz esta cansada do dia anterior, por exemplo, de um show, eu gosto de  aquecer a voz mais devagar e [menciona um remédio em outro idioma], que é como um doce que você pode comer para sua voz, sua garganta, que eu realmente gosto e… sim, há todos os tipos de exercícios, mas novamente, é uma coisa muito pessoal.

    Se eu estou planejando uma turnê solo fora da Holanda em algum momento. É, talvez… É muito difícil planejar turnês agora, entretanto,vamos ver…

    Alguém está dizendo que realmente gosta dos CD’s do ReVamp. George, não sei como pronunciar… e…será que ele verá eu cantar essas musicas ao vivo de novo…?  Não com o ReVamp,  mas eu tenho cantado algumas delas ao vivo nos shows solo que fiz na Holanda. Tem uma que ainda não cantei mas será gravada… isso acontecerá quando essa situação toda acabar.

    Querida Floor, há algum gutural ao fundo de Noise? Não, não acho que eu fiz gutural, mas tem muitos gritos em camadas para fazer ficar mais agressiva, mas, honestamente, não acho que eu estava de fato fazendo gutural.

    Passando mais um pouco… Qual música do Human Nature você mais gostaria de tocar ao vivo? Eu não sei, é muito difícil. Eu amo todas elas, eu gostaria de cantar todas elas… entretanto nem todas encaixem igualmente ao vivo, mas eu estou muito ansiosa para How’s the Heart?. Eu acho que será maravilhosa de fazer e Tribal, talvez, por causa da dança…

    Aqui está Lauren, olá Lauren… Lauren está me elogiando por ser uma vocalista extremamente versátil, obrigada, e há algum estilo de canto que você gostaria de dominar? Bem… na verdade não, soa muito estranho, mas até agora estou muito contente com a diversidade que eu tenho e talvez você tenha ouvido em Shoemaker que eu sinto que minha voz operática de alguma forma atingiu um novo nível. Eu tinha esse nível quando mais jovem e eu ainda estava estudando mas, de repente, tudo mudou aos 24 anos, e a minha voz operática amadureceu e acho que isso acontece naturalmente, e sinto que nesses últimos tempos, isso aconteceu novamente, pois eu consigo atingir de forma mais profunda um som operático mais variado, então eu gostaria de explorar mais isso, sim, um conhecimento mais profundo nisso hoje em dia pois é interessante sentir que algo alcançou um novo nível. Eu gostaria de fazer isso.

    Viram só, estou falando aqui já por 14 minutos. Eu vou escolher uma última pergunta.

    Bem… Human Nature é um álbum muito diferente, você sabe porque o Tuomas ou a banda toda decidiu mudar as coisas dessa forma? diz Clary. Eu não acho que Human Nature é um álbum diferente, eu acho que é uma sequência natural ao Endless Forms Most Beautiful e uma progressão natural da banda ao não escrever no mesmo estilo que escreveu 20 anos atrás. Tuomas definitivamente escreveu essas coisas e então começamos a ensaiar enquanto banda e naturalmente se torna aos poucos no som que temos hoje. Uma grande diferença é a quantidade de vocais harmônicos entre eu, Troy e Marco. Isso é algo que começamos a praticar nas preparações da turnê Decades, porque lá nós pegamos as musicas antigas e queríamos dar um novo som de como a banda soa hoje em dia através de cantá-las ao vivo realmente, ao invés de ter a minha voz em 100 camadas atrás junto comigo. Mas cantando junto e sentimos que foi tão bom que se tornou uma progressão natural no Human Nature também e, sim, eu pessoalmente adoro esse tipo de crescimento e, sim, então estou super feliz e orgulhosa do álbum. Espero que você esteja curtindo ele também…talvez num outro vídeo eu possa pegar mais questões, já que tinham tantas… obrigada por ouvir, pelas suas perguntas e dedicações.

    Aproveitem seu tempo em casa, sei que é algo estranho de dizer, mas nestes momentos tão loucos, se você tem saúde, você tem o mundo. Então se mantenham saudáveis e façam coisas que normalmente não podem fazer e logo a vida será como era. Isso é algo para aguardar ansiosamente, mas enquanto isso não acontece, tentem aproveitar o dia-a-dia o máximo que puderem, como é agora. Se cuidem, tchau.