Tag: Floor Jansen

  • pt 2: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    pt 2: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear!

    Parte 1 AQUI

    FaceCulture: Uma coisa que eu pensei conforme eu assistia o programa, você teve meio que um feeling de “eu consigo cantar qualquer coisa que eu quero”?
    Floor Jansen: Bem, o programa realmente expandiu meus horizontes, digo, eu não acho que eu iria bem em um rap francês, por exemplo, e você não me veria fazer algo de hip-hop, mas eu realmente gostaria de experimentar, no sentido de que é interessante ser tão diversificada!

    FaceCulture: E você mencionou o Tuomas, eu acho que você tem tido muitas coisas para fazer durante todo o processo do álbum novo nesse ultimo verão… Primeiro sobre o jeito que você compõe, porque dentro das próprias músicas, há muitos desafios para os cantores, nesse caso você, de usar a voz em diferentes técnicas… Então como é para você, ser capaz de usar todos esses estilos e essas técnicas na sua voz para as musicas?
    Floor Jansen: É ótimo, não poderia ser melhor porque é algo que eu tentava fazer nas minhas próprias bandas antes e especialmente no Revamp eu realmente tentei… “Okay, eu não sou capaz de fazer gutural ou de fazer screams… Será que consigo aprender? Consigo integrar essas técnicas no álbum?” E com o Nightwish é bem diversificado, é um novo desafio novamente agora com esse novo álbum… Eu canto de jeitos que eu imaginei que eu não seria capaz quando as primeiras idéias foram aparecendo, é tipo [cara espantada] “Okay, eu preciso estudar isso” [risos]…

    FaceCulture: Então é realmente desafiador!

    Floor Jansen: Sim, é muito desafiador. E não é só para eu aumentar minhas técnicas, eu também preciso desafiar meus colegas de banda – e o que sair disso, ótimo – e veremos o que podemos fazer ou não e como podemos fazer com que soe bom. E é aí onde a banda entra, e onde eu entro, onde a minha criatividade entra em ação e é um processo muito agradável, onde nós fazemos primeiro durante as primeiras semanas de ensaios, nós tentamos definir tudo do jeito que tem que ser e então nós vamos  e gravamos. Esse é um ótimo jeito de trabalhar, e nós fizemos o mesmo no EFMB, e sim, é um enorme desafio!

    FaceCulture: Eu tenho certeza que você não pode falar muito disso, mas o que você notou ou qual foi o feeling que você sentiu durante esse verão sobre o novo álbum?
    Floor Jansen: Foi ótimo, eu acho que todos estavam bem ansiosos para isso, e também porque depois do último álbum, primeiro nós tiramos uma folga e depois nós saímos na Decades Tour, onde ao invés de focar no novo material, nós voltamos no tempo o que é algo muito muito legal de se fazer, mas agora é o momento de algo novo. E voltar para o acampamento de verão onde estivemos anos atrás, é uma área tão gostosa de se estar, no meio do nada na natureza finlandesa… É um luxo, quão especial é poder fazer isso?

    FaceCulture: E eu me lembro de falar com o Tuomas, quando ele estava em Auri, fazendo o Auri, e ele disse que fazer esse projeto meio que revitalizou a energia dele para o Nightwish… Você sentiu a mesma coisa com o Northward, e ter a possibilidade de fazer o que você faz melhor e criar sua filha… Ser capaz de fazer todas as essas coisas e agora voltar a se concentrar no Nightwish de novo.

    Floor Jansen: Sim, absolutamente, foi legal ter tido um tempo para me concentrar em algo que eu mesma escrevi, mesmo que eu me sinta muito parte do Nightwish – eu estou sempre sendo desafiada, mas Northward era música que eu ainda tinha, já tinha sido escrita, eu não teria tempo no momento… Tempo e paz mental para escrever um álbum inteiro mas foi fantástico de usar as coisas que tínhamos e finalizá-las; e claro isso vem com toda uma nova carga de energia criativa… Todos os passos criativos foram ótimos, e também o tempo que eu tive para criar a minha filha – ela tem apenas dois anos e meio então o processo de criá-la ainda não acabou [risos] – especialmente nesses dois primeiros anos é legal ter mais tempo em casa e eu tenho levado ela nas turnês também, então nós experimentamos como é combinar esses dois mundos… Ela estava comigo no acampamento de verão… Foi fantástico! É a melhor combinação dos mundos, de verdade!

    FaceCulture: Talvez essa seja uma pergunta estranha, mas como que é um dia comum nesse acampamento de verão? Como que é um dia Nightwish?
    Floor Jansen: Bem, a música é muito intensa, então pode-se dizer que começamos as 9 e paramos as 5, então são muitas horas de trabalho intenso. Depois paramos para almoçar e comer alguma coisa, então trabalhamos um pouco mais. Depois é hora de ir para a sauna e comer algumas salsichas veganas – muitos de nós não come carne. Então, super relaxado!

    FaceCulture: Você disse que tudo está praticamente pronto, que só falta masterizar ou mixar, mas então tudo está praticamente feito…
    Floor Jansen: A gravação por parte da banda já está feita. Então nós estamos terminando o resto…

    FaceCulture: Então você sabe que tipo de música estará lá. Como você acha que as pessoas reagirão ao que vocês fizeram?
    Floor Jansen: Eu não sei! Veremos isso ano que vem. Digo, o lançamento está marcado para a primavera do próximo ano… Eu só posso dizer que eu acho que nós fizemos um novo álbum muito legal, eu estou muito muito feliz com isso… Já nas primeiras notas das músicas eu pensei “Oh yeah, lá vamos nós!”… É o tanto de Nightwish que vocês podem esperar da gente, no sentido de “wow, o que está acontecendo agora?” Então, eu não posso dizer muitas coisas, porque há algumas coisas que são o mesmo e há algumas coisas que são diferentes, então tudo que eu posso dizer é que eu estou muito feliz com o resultado, e eu acho que as pessoas que já conhecem o Nightwish vão gostar muito! Talvez as pessoas que estão conhecendo aqui na Holanda talvez digam “Hey! Agora que sabemos quem é Floor Jansen e agora ela está vindo com um novo álbum, vamos descobrir como que é!”

    FaceCulture: Última pergunta. Com isso em mente, você está fazendo alguns shows solo aqui na Holanda e todos esgotaram imediatamente…
    Floor Jansen: Mas, boas notícias! Nós anunciamos um segundo show!

    FaceCulture: E pelo o que eu vi, está vendendo rapidamente!
    Floor Jansen: Os números… Sim, são muito impressionantes.

    FaceCulture: Sim! Com isso em mente… Você está animada para tudo isso começar de novo?
    Floor Jansen: NÃO…. [risos] Sim, absolutamente!

    FaceCulture: Porque eu consigo imaginar, já que será um trabalho enorme!
    Floor Jansen: Sim, digo, nós estamos animados e já estamos trabalhando com as coisas que acontecerão com o Nightwish ano que vem e todas as idéias para o show, quando e onde… Foi engraçado que meu foco nisso foi total – é o que eu faço para viver – então o que está acontecendo agora na Holanda vem como algo a mais disso. “Será se eu tenho tempo para isso?” – para começar com uma pergunta livre de ego e muito prática. Porque é ótimo quando todos falam “ooh isso é ótimo, nós queremos ver mais de você e você fará show solos?”… Bem, sim! Mas quando? Mas ai eu pensei “bem, eu tenho uma janela entre os compromissos com o Nightwish, não só para fazer os shows solo mas também para prepara-los”. É muito, mas eu estou muito feliz que eu topei fazê-los e estou mais que surpresa que tudo esgotou tão rápido quanto aconteceu… Mas é bem difícil fazer mais porque eu estou simplesmente numa turnê mundial com o Nightwish, e o mundo é um lugar enorme! E eu ainda tenho uma criança de dois anos e meio em casa que eu não posso levar em todas as viagens – ela precisa poder ser uma criança e ter aquela vida, e eu quero estar com ela, ela será uma criança por apenas uma vez. Então eu tenho o problema luxuoso de muitas coisas estarem acontecendo ao mesmo tempo. É um quebra-cabeça interessante.

    FaceCulture: É interessante, porque a razão que eu te perguntei isso, obviamente você é capaz de fazer tudo isso, é que nós falamos no passado sobre administrar o trabalho e não voltar àquele lugar em que você estava há uns anos atrás…[mencionando o Burnout]
    Floor Jansen: Sim, exatamente.

    FaceCulture: Mas é maravilhoso que você achou um jeito de conseguir fazer tudo!
    Floor Jansen: É um processo diário. E quando as coisas acontecem na velocidade que aconteceram nas ultimas semanas, você precisa tomar decisões ainda mais rápidas do que você normalmente tomaria. Entao agora é um período interessante para testar a teoria de quão bom é seu jeito de administrar seu trabalho, e o quanto que eu direi “sim” para as ofertas, e quão boa sou eu em dizer “não”. Então isso é uma coisa interessante, mas eu estou muito feliz que eu falei “sim” para os shows. Porque as pessoas com quem eu trabalho agora são pessoas incríveis e fantásticas, que falam o que precisa ser dito, não são um milhão de e-mails sendo trocados sobre o mesmo assunto, ou coisas pequenas que tomam muito da sua energia. E agora eu sei melhor o que eu quero, mais do que antes. Então vai ser isso, e será bem rápido… É um sentimento ótimo que eu não tinha quando eu era mais jovem. Claro que você precisa desenvolver essas coisas… Elas vem com a idade!

    FaceCulture: Floor, muito obrigado pelo seu tempo!
    Floor Jansen: Obrigada você também!

  • pt 1: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    pt 1: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear!

    Parte 2 AQUI

    Parte 1

    FaceCulture: Antes de tudo, Floor como você está?

    Floor: Bem… um pouco cansada, mas feliz, cansada. Já faz um tempinho… Tempos ocupados, estou fazendo muitas coisas ao mesmo tempo de um jeito que eu nunca havia feito… mas apenas de um jeito bom.

    FaceCulture: Isso é bom saber… Estamos fazendo a entrevista em inglês para que seus fans internacionais poderem aproveitar também. Então onde eu quero começar, você fez o Beste Zangers, o programa.. E agora você está se tornando, ou se tornou, ou tem se tornado, uma celebridade nos Países Baixos…

    Floor Jansen: Sim, aparentemente.

    FaceCulture: Isso é meio estranho para você? Porque você tem estado numa das maiores bandas há um tempinho, e você teve o After Forever e o Revamp… Como que é o sentimento?

    Floor Jansen: Eu não tenho certeza de como reagir agora, então as coisas que têm mudado, eu não estive nos Países Baixos ainda, e como eu moro na Suécia eu não tenho notado… Entretanto eu posso ver as diferenças que estão acontecendo nas redes sociais e eu estou aqui… Sim, eu nunca ouvi meu nome numa estação de trem, e é engraçado porque as pessoas não tem muita certeza, eu acho que as pessoas não esperam ver alguém que elas conheçam da tv cara a cara, então é tipo “Ei, aquela é a Floor” – as pessoas realmente sabem meu nome agora, então você passa por umas situações engraçadas. Noutro dia umas pessoas me viram, mas eles não tinham certeza que era eu, eu podia escutar eles conversando, e eles estavam gritando do outro lado da estação de trem “Floor Floor” e eu estava tipo “O que você espera que eu façaGrite de volta e confirme para você que sou eu?” Situações engraçadas que eu nunca passei antes…

    FaceCulture: Foi importante para você, de um jeito, ter o reconhecimento das pessoas? Porque você tem tocado musica num subgênero que as rádios não prestam muito atenção e agora eles estão prestando! Entao, foi importante para você…?

    Floor Jansen: Foi importante para mim que a minha musica seja reconhecida, não foi importante para mim que eu me tornasse famosa. Nunca teve algo no meu algo que queira que eu diga “Uh, eu sou uma pessoa famosa na Holanda” – o contrario na verdade. Para mim, tem sido a musica. Metal é um subgênero, como você disse, musica underground na Holanda. Num nível que não realmente combina com sua qualidade e diversidade, de metal holandês. Além de outros países estrangeiros, o metal holandês é um fenômeno. “Wow, todas essas bandas que vem da Holanda, a Holanda deve estar orgulhosa”. E eles não tem a menor ideia! E isso me incomoda. Bandas como Nightwish e mais bandas que fazem musica, que não combinam com o padrão estético de metal que algumas pessoas daqui imaginam que seja. É muito “deve ser muito pesado, deve ser homens cabeludos gritando raivosamente e talvez seja satânico e agressivo, e não é para mim”. E todas essas ideias fazem com que se você diga “Nightwish é uma banda de metal” as pessoas automaticamente reagem com “Não, isso não é para mim então” e esses pensamentos que talvez não sejam verdade. Porque há uma diversidade que as pessoas não conhecem, e eu espero que todas as coisas que tem acontecido agora façam as pessoas quererem ouvir a musica. Voce ainda pode dizer “essa musica não é para mim” – justo – mas dê uma chance, por favor, se você poder evitar esses pré-conceitos e dizer “okay, talvez seja, talvez não seja para mim”, mas todas as vezes que eu toquei algo do Nightwish para pessoas que diziam que não gostavam de metal mas que haviam muitas coisas nas musicas que elas de fato gostavam. “Wow eu naio sabia que era tao melódico, eu não sabia que tinha tanta diversidade, wow é tao musical, wow é tao diferente do que eu esperava que fosse” – Isso eu quero desconstruir, porque eu acho que é uma percepção errada, e o gosto musical ainda importa, mas para mim é muito importante que as pessoas saibam da riqueza da cena de metal Holanda que talvez não seja completamente inacessível e com certeza eu devo dizer que há algumas bandas que fazem musicas super pesada e inacessíveis, que é para um grupo seleto de pessoas, e essas bandas não tem a ambição de ficar famoso, e eles não querem que eu seja a embaixadora e dizer “Sim, todas as pessoas precisam escutar esse tipo de musica” – claro, eu sou metaleira há tempo o suficiente para saber que nós somos orgulhosos das coisas que fazemos, e nós fazemos para as pessoas que querem escutar, e não para o grande publico. Mas eu acredito que há uma diversidade dentro do gênero que as pessoas da Holanda simplesmente não conhecem, e essa parte eu quero dar uma atenção especial e dizer “Ei, escute a nossa musica agora sem preconceitos”.

    FaceCulture: E há um fenômeno online, você deve saber agora, onde há pessoas se filmando escutando musicas suas…

    Floor Jansen: Ah sim, os  “treinadores vocais” sim, aquelas reações… Alguns deles realmente devem ser treinadores vocais. Eu não vi todos, eu sei que há muitas pessoas que estão compartilhando esses vídeos comigo, e parece que tem se espalhado bastante porque é um novo fenômeno, onde as pessoas fazem isso. E todas as semanas, de todas as musicas de Beste Zangers que saia… Risos… Eu não vi todos, mas alguns eram muito engraçados, ou muito emocionantes, e alguns de fato, digo, se fossem para ser uma analise técnica de verdade, para mim, como uma cantora técnica, eu sou meio nerd quando se trata desse tipo de coisa, eu gosto desse tipo de coisa, e eu aplico tudo! Então se alguém de fato reconhecer essas coisas que eu faço, eu fico muito grata.

    FaceCulture: O que eu acho muito interessante com o que você mencionou, sobre abrir portas e mostrar que o metal não é apenas esse homem cabeludo raivoso – esse tipo de fenômeno introduz o gênero para um novo grupo de pessoas, porque veja: todas as tribos que sabem o que metal é, as vezes é um ouvinte de hip-hop descobrindo…

    Floor Jansen: Sim, legal, nós podemos sair das nossas caixinhas…

    FaceCulture: Sim, e isso é legal que o Nightwish tem tentado fazer isso, e isso é um tipo de globalização no sentido de tornar as musicas mais universais. Como você ve isso? Porque você tem viajado por todo o planeta bem antes das pessoas na Holanda notarem, então….

    Floor Jansen: Sim, eu digo, metal tem sido conhecido por ser popular pelo planeta todo. Dependendo do país que você está, um grupo seleto de pessoas ainda ouvem, em outros países há mais ouvintes que outros… Eu gostaria que todos os países fossem igual a Finlândia, onde é normal que toquem metal nas rádios, onde Nightwish pode ser a maior banda do país… Mas isso é uma utopia para um metaleiro, mas eu realmente agradeço a queda das barreiras, onde um cara do hip-hop pode dizer “eu vou tentar escutar isso” e curtir o que estamos fazendo baseado apenas na música e não na idéia de “Nah, isso é metal” e todas as outras coisas… Eu acho que isso é apreciar a música de uma forma honesta, a essência do que fazemos, e não todas as coisas que vem com o gênero.

    FaceCulture: Sim… E agora, sobre ter essa atenção… Bem, deixe-me voltar um pouquinho, porque você disse que fez a Rock Academy, que foi onde você começou, e eu imagino que você era… Eles te deram toda uma variedade de técnicas para cantar. Então a pergunta é, você sabia desde do inicio que era metaleira, e você mencionou a parte técnica da sua voz, então você já sabia das diferenças entre como cantar?

    Floor Jansen: Sim e não. Eu já estava no After Forever antes de sequer haver uma ideia da Rock Academy, então pela época que nós começamos a fazer o nosso primeiro álbum, eu também comecei a estudar na Rock Academy. E meus vocais, na época, eram praticamente todos metais. Eu amo tudo sobre o que eu estava fazendo, e eu estava complemente sem treino. Pelo tempo em que estávamos gravando o primeiro álbum, eu nunca tinha tido uma única aula de canto na minha vida e eu também entrei na Rock Academy baseado no que eu conseguiria fazer, e não no que eu já sabia em relação a técnica. Mas eu estava muito sedenta para saber, muito interessada, e eu meio que esperei que eu desenvolveria essas coisas quando eu entrei na Rock Academy, mas ao invés disso nós entramos nesse sistema escolar onde “primeiro aprenderemos sobre os anos 50, então os 60, depois os 70, então os 80 e entraremos nos 90” – é importante que você saiba sua historia musical, sua diversidade… E eu entendi isso, especialmente olhando agora, mas na época eu estava “Anos 50? Eu quero saber como fazer as notas altas no álbum que estou fazendo. Nós aprenderemos sobre isso? Não. Primeiro aprenderemos isso, e depois aprenderemos aquilo…” E sobre as técnicas eles falaram também “primeiro aprenderemos isso, e depois aprenderemos aquilo”… Claro, precisa ter um sistema de ensino, para eles poderem medir o quanto você aprendeu, quantos pontos você tem, e você precisa ter um numero de pontos para poder ir para o próximo ano, bla bla bla… Precisa ser algo que eles podem medir, independente se eu posso fazer notas altas no meu próprio álbum… Não era algo que eles eram capazes de pontuar.. Eu acho que o sistema agora se tornou um pouco mais adaptado, mas não vamos esquecer que foi a primeira vez que eles fizeram uma escola desse tipo. Então tudo era muito novo – o mesmo para técnicas vocais. Se você analisa o canto lírico, ele existe há centenas de anos, então as técnicas por trás dele já foram desenvolvidas e lapidadas, onde o canto popular, algo não clássico, é algo relativamente novo – questão de décadas. Então aquilo era claro, os métodos vocais e os estilos vocais não eram não desenvolvidos quanto hoje – muito mais hoje em dia. Eu também me desenvolvi sozinha, com as coisas que vierem, todas as técnicas vocais e os métodos, um nome para isso e uma técnica para aquilo… Isso eriçou minha curiosidade nessa área, então eu aprendi sozinha, pelo tempo, tanto na Rock Academy, tanto na minha jornada depois… Eu ainda acho que é importante continuar desenvolvendo o canto, e expandir seus horizontes.. Porque eu noto que eu posso cantar canções que não são metal muito melhor agora que eu conseguia na época… Porque na época eu era muito jovem para entender o que eu estava fazendo, eu não estava interessada em nada disso, porque eu só queria fazer metal e meu próprio material, porque eu era tao nova nesse mundo… Então é também muito sobre a experiência que vem sobre ser uma boa cantora, além das coisas técnica…

    FaceCulture: Por exemplo, agora, fazendo o Beste Zangers, você teve que cantar todos os tipos de música… Essa é o tipo de experiência onde você aprende muito? E descobre algo sobre a sua voz ou o jeito que você usa seus vocais, passando por esse processo?

    Floor Jansen: Absolutamente. Eu acredito que sim. E eu acho que eu tenho que agradecer ao Nightwish por isso porque claro, quando eu comecei, especialmente no começo, eu estava cantando “covers” das musicas… Eu era nova na banda, com musicas que já existiam, que claro, logo passaram a fazer parte de mim, mas eu tive que aprender a faze-las serem minhas – e cantar tão bem quanto eu posso, e fazer soar como a Floor, e não uma copia de quem cantou primeiro. Entao eu aprendi muito fazendo isso, e quando comecei a trabalhar com musicas novas que eu não tinha escrito, diferente nas minhas bandas passadas, ambas After Forever e Revamp, e também Northward, eu tenho escrito minhas próprias musicas… E no Nightwish, eu tenho cantado o que o Tuomas escreve, o que é uma coisa fantástica de se fazer, ele é um dos melhores compositores do mundo pelo o que eu sei, é uma honra para mim cantar suas canções, mas isso significa que eu preciso trabalhar num nível diferente que eu normalmente trabalho quando eu escrevo minhas próprias musicas, e eu aprendi muito disso. E eu acho que eu pude usar isso quando eu fui cantar musicas que eram muito distante do que eu sou acostumada… “Uh, eu vou cantar Que Si Siente do Rolf Sanchez… É reggaeton e latino… É realmente diferente do que eu jamais tinha feito, como eu vou fazer isso, e fazer soar como eu mesma?” Não é minha cancao, não é meu estilo musical, então primeiro eu preciso ficar familiarizada com o estilo e então eu preciso encontrar um jeito de contar uma história… E foi algo muito interessante na minha curva de aprendizado… E também trabalhar com uma banda totalmente nova, eu estou acostumada a trabalhar com uma banda, sempre as mesmas pessoas, e do nada eu vou trabalhar com um monte de pessoas que eu nunca trabalhei antes e vamos aprender 8 musicas de uma vez, não iremos apenas tocar elas como são, nós iremos adapta-las em um gênero ou estilo mais próximo ao meu… Quanto que eles sabem sobre metal? Nós vamos colocar um baixo duplo em todas as musicas? O que faremos? Quanto é possível? Foi bastante novo para mim, muitos novos desafios, mas foi incrível ver quão talentosa essa banda era e como eles são acostumados a fazer esse tipo de coisa… E para mim dizer “Okay, eu sei o que fazer, quando passar a soar certo eu posso colocar o meu jeito na musica” – e então começou a funcionar. E é por isso que soa bom, pelo menos pelo o que eu posso dizer, eu estou orgulhosa, soa bem! Porque se eu não conseguir fazer a musica soar nem um pouquinho perto do que eu acho que é bom do meu próprio jeito, iria soar falso. É muito importante que seja genuíno…

     

    TO BE …


  • Beste Zangers – Melhores Cantores

    Beste Zangers – Melhores Cantores

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    Como todos sabem, Floor Jansen foi convidada a participar do programa Beste Zangers. Programa focado em 7 cantores, com estilos diferentes, do qual cada participante canta a música de outro participante em seu próprio estilo. O post será atualizado conforme a programação

    Ω

    Episódio 1 (24 de agosto): Vilja Song para Henk Poort

    Episódio 2 (31 de agosto): para Samantha Steenwijk

    Episódio 3 (7 de setembro): Qué Se Siente para Rolf Sanchez

    Episódio 4 (14 de setembro):

    Desta vez, Floor Jansen se manteve no sofá, enquanto os cantores performaram músicas importantes de sua carreira.

    Strong – After Forever :’)

    Our Decades in the Sun – Nightwish – em holandês

    Nemo – Nightwish

    Episódio 5 (21 de setembro): About Love I Don’t Know a Thing para Ruben Annink

    Episódio 6 (28 de setembro): Shallow para Emma Heesters

    Episódio 7 (5 de outubro): Winner para Tim Akkerman

    Episódio 8 (12 de outubro): Tim Akkerman & Floor Jansen – Shallow

    Floor Jansen & Henk Poort – Phantom Of The Opera


  • Kerrang! 10 Músicas que Mudaram a Minha Vida

    Kerrang! 10 Músicas que Mudaram a Minha Vida

    Original here | Tradução: Head up High!

     10 músicas que mudaram a minha vida!

    Mergulhamos na coleção de discos de Floor Jansen ( do Nightwish) – Dos Beatles até Sabaton!

    Floor Jansen, vocalista da poderosa banda de metal sinfônico Nightwish, é durona. Exceto quando falamos de Power Metal- aí seu coração amolece…

     

    A PRIMEIRA MÚSICA QUE ME LEMBRO DE ESCUTAR É..

    THE BEATLES – THE CONTINUING STORY OF BUNGALOW BILL (1968)

    Eu tenho certeza de que minha mãe me cantava canções de ninar, e meu pai tocava o violão para mim, mas a canção que me lembro de escutar é esta.  Eu tenho memórias vívidas dos meus pais cantando junto com ela. Eu estava sempre intrigada sobre o que ela era, e quanto mais eu amadurecia mais eu conseguia entender o seu significado (ela zomba de uma caçada falsa de um caçador). Como criança, eu achava que ela era alegre e boa para pular ouvindo.

     

    A MÚSICA QUE ME FAZ LEMBRAR DA MINHA INFÂNCIA…

    DIRE STRAITS – MONEY FOR NOTHING (1985)

    Aquela guitarra característica da introdução realmente ficou em mim. Ela me lembra do meu pai em específico e ele tocava isso em todo lugar. Ele sempre estava com música por perto- era música clássica no café da manhã de Domingo, mas aquele álbum do Dire Straits (Brother in Arms) ia para todo canto com a gente.

     

    A PRIMEIRA MÚSICA QUE APRENDI A CANTAR FOI…

    ANDREW LLOYD WEBBER – JOSEPH AND THE AMAZING TECHNICOLOR DREAMCOAT (1970)

    Eu não sabia que eu podia cantar até que participei de um musical na escola primária. Eu fui parte de um coral e adorava, então quando fui para o ensino médio eu fiz audição para um papel numa produção de José… eu fui escolhida para ser a narradora, que era um grande papel. Eu pratiquei, cantei e cantei, e foi então que eu percebi que podia fazer isso. Eu adorava fazer parte daquilo, e foi a primeira coisa que me colocou neste caminho e me fez virar cantora.

     

    A MÚSICA QUE ME INSPIROU A ENTRAR NUMA BANDA FOI…

    THE GATHERING – STRANGE MACHINES (1995)

    Era interessante ouvir uma voz feminina tão forte (Anneke van Giesbergen) no metal, e a canção em si me afetou. Strange Machines é, de longe, a faixa mais forte daquele álbum (Mandylion). Foi um sucesso na minha terra natal (a Holanda) e não era a toa que fazia sucesso. Era uma faixa épica e Anneke estava no seu melhor momento nela. Ela inspirou muita gente, incluindo eu mesma, e, embora ela tenha feito todo tipo de coisa em termos de música, acho que ela merecia fazer ainda muito mais sucesso.

     

    UMA MÚSICA QUE EU NÃO CONSIGO OUVIR MAIS É…

    AFTER FOREVER – STRONG (2005)

    Eu escrevi essa música sobre minha mãe com a minha primeira banda num momento em que ela não estava muito bem de saúde. Felizmente ela não está morrendo nem nada, mas ela ainda luta com várias questões ainda hoje e, claro, você sempre quer as pessoas que ama saudáveis. Essa música é tão pessoal, e eu pus tanta emoção nela que hoje em dia eu simplesmente não consigo ouvi-la. Oh, Deus, eu costumava até tentar cantá-la ao vivo. Você devia ver os ensaios.

     

    MINHA CANÇÃO FAVORITA PARA CANTAR AO VIVO É…

    NIGHTWISH – GHOST LOVE SCORE (2004)

    Na minha primeira turnê com o Nightwish eu comecei a cantar o final de forma diferente, para adicionar alguma coisa nela. Então, tivemos uma gravação de DVD (Showtime, Storytime, 2013) do qual ela fez parte e todo mundo queria ouvir o final novo. De repente, virou algo especial- havia expectativa, então se tornou algo especial para mim.

     

    A CANÇÃO QUE ME LEMBRA DO MEU PRIMEIRO AMOR É…

    TODAS AS MÚSICAS DO SABATON

    Eu não me lembro muito do meu primeiro amor, mas eu me lembro como conheci o amor da minha vida. Nós estávamos em turnê com o Sabaton e eu me apaixonei pelo baterista deles, Hannes (Van Dahl). Uma vez que as canções dele estejam na sua cabeça, elas não saem mais. Toda vez que eu escuto uma música do Sabaton eu me lembro daquelas seis semanas de turnê. Claro, as músicas deles podem não parecer românticas- mas para mim elas são. Quando eu penso em amor, eu ouço Sabaton na minha cabeça.

     

    A CANÇÃO QUE ME LEVANTA QUANDO ESTOU PARA BAIXO É…

    DON HENLEY – NEW YORK MINUTE (1989)

    Pode não ser a música feliz que você esteja esperando, mas ela me acalma e me deixa tranquila e me aquece. Hannes e eu tocamos ela o tempo todo. Quando eu não estou muito bem, eu não gosto de ouvir música que pede muito de mim.

     

    A MÚSICA QUE TEM MAIS SIGNIFICADO PARA MIM AGORA É…

    NORTHWARD – NORTHWARDS (2018)

    Ela é sobre a minha mudança de vida. Eu escrevi esse álbum na Noruega, depois me juntei a uma banda Finlandesa (Nightwish) e agora eu moro na Suécia com meu marido. Meu caminho era em direção ao Norte, onde encontrei meu amor e minha felicidade.

     

    A MÚSICA QUE EU GOSTARIA QUE FOSSE TOCADA EM MEU FUNERAL É…

    AURI – NIGHT 13 (2018)

    Aos 37 anos eu espero que ainda esteja longe disto, mas essa música foi tocada no funeral da minha tia alguns meses atrás e foi perfeito. Essa canção possui versos como “Boa noite para uma alma antiga, adeus a uma vida outrora vivida”. Ela é linda e soa muito próxima a mim no momento.

     

     

  • Beste Zangers!

    Beste Zangers!

    Português | English

    Floor Jansen: Eu estou orgulhosa e feliz de anunciar que eu estarei participando do programa holandês “Best Singers”. Esse programa é todo sobre música e canto, e apesar de seu nome, não tem nada a ver com quem é o melhor. 7 cantores participam e vão cantar a música uns dos outros mas com seu próprio estilo.

    Eu acho muito legal que eles me convidaram, como uma cantora de metal, de fazer parte do programa. Como vocês podem saber sobre mim, eu acho que é uma pena que a mídia popular dos Países Baixos tem evitado a nossa música por tantos anos.

    O “estigma” metal faz com que muitas ótimas canções nunca sejam ouvidas por uma audiência grande. Como embaixadora se boa música eu acho que todos devem ter acesso a mais músicas diversas, e depois ficar para o ouvinte se ele gostou ou não.

    Atualmente essa opção não é dada. Nós, metaleiros, sabemos bem o que ‘eles’ perdem com isso e por causa desse programa eu terei a oportunidade de compartilhar música boa. Eu também serei desafiada a mergulhar em gêneros e músicas de outros cantores, como também eles serão ao cantar minha música.

    Eu sempre gostei de diversidade e eu terei uma ótima oportunidade de mostrar isso. O programa será gravado em Ibiza na próxima semana e irá ao ar em Agosto na TV holandesa. As redes sociais também serão usadas para isso, então vocês terão a oportunidade de ver, não importando onde você mora nesse lindo planeta!

    English

    Floor Jansen: I am proud and happy to announce that I will join the Dutch tv show ‘Best Singers’. This show is all about music and singing and despite the name, has nothing to do with whom is best. 7 Singers participate and we will sing each others music but in our own style.
    I think it is great they asked me, as a metalhead, to be a part of this. As you might know about me, I think it is a pity that mainstream media in The Netherlands has avoided ‘our music’ for years and years.

    The ‘stigma’ metal makes that many great songs will never be heard by a larger audience. As an ambassador of good music I think that everyone should have excess to more diverse music, and then it is up to the listeners to decide wether they like it or not.

    This choice is not offered nowadays. Us metalheads know well what ‘they’ miss out on and because of this tv show I get a chance to share good music. I will also get challenged to dive into the genres and styles of the other singers, as they will be when they sing my music.

    I have always enjoyed diversity and I get a great opportunity to show this. The tv show will be recorded on Ibiza this coming week and broadcasted on Dutch tv in August. Social media will be ON it so you will get the chance to see it wherever you live on this beautiful planet!


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  • KERRANG! Secret Sari Dress

    KERRANG! Secret Sari Dress

    Original HERE | Tradução: Head up High, my dear!

    photo: Hannes Van Dahl

    Floor Jansen do Nightwish: NÓS NÃO PODEMOS MELHORAR O MUNDO COM UM DIA ESPECIAL, MAS PODEMOS DEIXAR O PLANETA DE UMA FORMA MELHOR DO QUE QUANDO O ENCONTRAMOS.”

    A vocalista do Nightwish, Floor Jansen, escreve sobre o significado do Dia Internacional da Mulher e como o Secret Sari Project está tornando o mundo um lugar melhor:

    Devo começar com os clichês de que todo dia é o Dia Internacional da Mulher? Que todas as mulheres são importantes? Nós somos suas mães, irmãs, esposas, namoradas e filhas. Que as mulheres são iguais aos homens.

    Para mim, uma garota ocidental, criada por uma família amorosa em um ambiente seguro, é uma verdade fácil de aceitar. Eu posso gritar ao mundo sobre a injustiça. Eu posso escrever nas minhas redes sociais sobre isso; compartilho minhas opiniões quando me sinto no direito. Diabos, eu posso até escrever essas palavras para você pela Kerrang!.

    Eu também posso estar irritada que as mulheres no meu país (Holanda) ganham menos dinheiro para o mesmo trabalho em comparação com um homem. Estou indignada com as histórias que chegam às notícias sobre estupro, sobre escravidão, tráfico de seres humanos … Fico entristecida até os ossos quando leio sobre mulheres em sociedades onde a igualdade não existe e as mulheres são tratadas tão mal que elas preferem morrer. Fico incomodada até a alma quando leio que a mutilação dos genitais femininos é um fato contínuo. Quantos Dias Internacionais para Mulheres você acha que essas mulheres celebraram?

    Então, o que queremos enfatizar no Dia Internacional da Mulher? Os pesadelos constantes que acontecem com as mulheres diariamente? Ou o fato de que as coisas estão melhorando? Talvez ambos, porque ambos são verdadeiros. O mundo é um lugar mais seguro do que nunca. As mulheres estão sendo mais ouvidas nesta sociedade masculina e a igualdade está chegando, mais e mais. Mais mulheres se atrevem a se levantar e dizer não; unir e lutar. A religião está perdendo terreno, muitas vezes a causa de muita desigualdade e superstições hipócritas.

    Então, o que fazemos no dia 8 de março? Eu quero que este dia dê uma boa sensação com um reconhecimento do peso de tudo que ainda precisa ser conquistado. Eu quero fazer parte da luta. Há sempre mais coisas que as pessoas podem fazer, mas recentemente entrei para um projeto chamado She Rocks Secret Sari Dress Campaign (Campanha do Ela Arrasa Com o Secret Sari Dress), que ajuda as mulheres na Índia a ficarem fora das mãos dos traficantes de seres humanos. Eu fiz isso junto com muitas mulheres na cena do rock, que incorporam força e independência. Os vestidos lindos e para nós exóticos são feitos por essas potências indianas e podem ser encomendados em um site especial “secreto” (www.secretprojects.org). Minhas colegas roqueiras e eu fizemos uma sessão de fotos especial onde mostramos os vestidos. Você pode ler mais sobre isso através dos links na parte inferior deste artigo, bem como nas minhas mídias sociais.

    O Dia Internacional da Mulher é feito para mulheres, mas eu gostaria de pensar que não é apenas celebrado por mulheres. Que muitos homens compartilham a filosofia de que suas mães, irmãs, esposas, namoradas e filhas são iguais. Dignas de serem amadas e respeitadas. Não podemos melhorar o mundo com um dia especial, mas podemos fazer do nosso trabalho diário para deixar o planeta em melhor forma do que quando o encontramos para a próxima geração. Como mãe, espero que minha filha nunca precise ouvir sobre mutilação genital, estupro ou tráfico de seres humanos. Que ela cresça para ser uma mulher forte, independente e amorosa, com respeito por tudo o que vive – com o mesmo ideal de que podemos melhorar as coisas. Um passo de cada vez. Com esperança contínua e foco no que é certo e não no que está errado.

    Percorremos um longo caminho e temos um longo caminho pela frente. Um passo de cada vez! Unidos! No mundo todo! Todos os pênis e peitos no mesmo barco!

    A Campanha do She Rocks Secret Sari Dress vai impulsionar as vendas do Secret Sari Dresses feito por um grupo de costureiras de Bengala Ocidental, na Índia. As costureiras estão envolvidas ou são vulneráveis ​​ao tráfico de seres humanos. Através da produção, elas podem ganhar dinheiro suficiente a cada mês para reduzir os riscos de serem traficadas. Para todos os 100 vendidos, mais cinco costureiras são convidadas a participar do Programa de Prevenção Através da Produção.

    Compre um vestido secreto da Sari: www.secretprojects.org
    Deixe seu apoio: paypal.me/secretsaridress
    Siga a campanha:  Instagram

    photo: Hannes Van Dahl
  • SHE ROCKS: Prevenção do Tráfico Humano

    SHE ROCKS: Prevenção do Tráfico Humano

    Original here | Tradução: Head up High, my dear!

    ALISSA WHITE-GLUZ, FLOOR JANSEN, LZZY HALE E MAIS COLABORANDO COM O SHE ROCKS PARA PREVENIR TRÁFICO HUMANO

    She Rocks é um movimento criado em 2017 que celebra mulheres e artistas femininas do Rock que lutam pela diversidade e inclusão no mundo do Rock, Metal e além.

    Uma chamada para ação não só resultou numa bela colaboração envolvendo Alissa White-Gluz, Lzzy Hale, Floor Jansen e muito mais, mas também em uma campanha influente nas redes sociais que atingiu mais de 15 milhões de pessoas.

    A campanha será anunciada ao publico sexta-feira no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, com membros chave da comunidade global de Rock trocando suas fotos de perfil para uma foto delas vestindo um Secret Sari Dress

    O apoio do mundo do Rock e Metal irá aumentar a demanda para a produção desses vestidos ao convidar os fãs à comprar os vestidos. É esperado que esse movimento continue a crescer através do verão pelos festivais de rock e outros shows.

    Secret Projects é um negócio social que trabalha com mulheres na India, treinando elas a costurar produtos úteis, dobráveis, charmosos e com um propósito, que são vendidos na India e internacionalmente. Um desses produtos é o Secret Sari Dress, um simples vestido de festival feito de um Sari que se desdobra de um bolso na parte de trás do vestido. O vestido é feito em West Bengal por uma unidade de costura que emprega jovens garotas que foram ou vítimas do tráfico humano ou possiveis vitimas do mesmo. Resumidamente, se uma jovem garota pode ganhar £20 por mês elas estão bem menos vulneraveis à acabar na complicada teia que as vitimas do trafico humano se encontram.
    No final do verão de 2018, as primas Fritha Vincent, fundadora do Secret Projects e a cantora e compositora Heather Findlay, ambas amantes da cultura Indiana, se sentaram com suas crianças em um campo remote em Cumbrian, centenas de quilômetros distante do terrível tráfico humano de West Bengal. Fritha compartilhou sua história vestindo seu Secret Sari Dress no Hellfest, não só percebendo que esse vestido era perfeito para ocasião, mas também que o mundo feminino do Rock seria a comunidade perfeita para espalhar a palavra de prevenção através da produção

    Fritha nos conta: “Foi assistindo a simpatia e a união dos frequentadores do festival Hellfest que meus olhos se abriram para o poder da comunidade do Metal e do Rock. Eu tive o privilégio de escutar Maria Binks e Alissa White-Gluz e percebi quão empoderador suas músicas e sua presença de palco eram, o que identifiquei elas como mulheres que poderiam espalhar mensagens de empoderamento e principalmente a prevenção ao tráfico humano da forma mais prática. Dinheiro trás uma proteção igual.”

    “Heather disse imediatamente “Eu gostaria de ajudar” e isso deu início a ideia de lançar o She Rocks Secret Sari Dress Collection; com uma ideia de unir o mundo do female fronted rock e metal com Secret Dress, para aumentar o alcance e a dinâmica do Prevention Through Production Programme (Prevenção Através de Programas de Produção) e o empoderamento feminine com o tema #sherocks mais ao leste, indo muito mais longe que jamais foi antes.

    “As primas se reuniram e formaram um plano de alcançar o máximo possível de mulheres com influência pelo gênero, pedindo que elas fossem fotografadas vestindo um dos Secret Sari Dress. O objetivo é que, ao se levantar e mostrar às mulheres como é fácil se envolver em ajudar outras mulheres, cada vez mais conscientização seria trazida à causa.

    Embora Heather tenha sido monumental em reunir um grupo crescente de músicos de rock, ela sabia que o que era necessário para ser verdadeiramente bem sucedida era uma rede, mulheres trabalhando juntas, para criar uma irmandade de mulheres de diversos talentos, gêneros e cultura.

    O primeiro pensamento de Heather foi falar com sua velha amiga Irene Jansen: “Eu amo a franqueza de Irene e sabia que depois de apenas uma conversa com ela eu saberia duas coisas: se ela estaria a bordo, e se isso poderia funcionar. Uma video transmissão depois, havíamos elaborado um plano e Irene estava imediatamente a bordo. Nós rapidamente elaboramos uma lista de mulheres que poderíamos alcançar e começar a trabalhar. “

    Um grupo especial se reuniu no final de janeiro na Holanda para dar o pontapé inicial. As amigas Irene e Heather juntaram-se para realizar uma filmagem em um castelo nos arredores de Amsterdã pelas cantoras Dianne van Giersbergen e Lisette van den Berg, junto com a violoncelista Maaike Peterse, como você pode ver na foto principal acima.

    Representando a bandeira para os EUA são Nik West, baixista de Quincy Jones e Prince; Jess Wolfe e Holly Laessig da banda de Lucius e Roger Walters, e a artista solo e guitarrista de Zepparella, Gretchen Menn entre outras. Heather disse: “Foi muito divertido ver esse começo acontecer e eu fiquei impressionada com a generosidade e entusiasmo das minhas colegas no mundo do rock e do metal. Eu amo a simplicidade da campanha e a sinergia do movimento She Rocks. Me deixa muito animada.

    “Este é apenas o começo, na verdade. Desde a primeira sessão d efotos, todas nós nos afastamos apenas sorrindo com a felicidade de que tudo havia funcionado e com energia enorme por trás disso”.

    Para cada 100 Secret Sari Dress vendidos, cinco jovens mulheres serão convidadas e treinadas para trabalhar na unidade de costura.

    Esta campanha acontecerá durante todo o verão de 2019 e Heather e Fritha convidarão mais músicos para entrar em contato e se inscrever para serem influenciadores da indústria, incluindo homens.

  • Entrevista: Jorn Viggo – Northward

    Entrevista: Jorn Viggo – Northward

    O Head up High teve a oportunidade de entrevistar o Jorn Viggo, guitarrista da banda Northward!

    1. É inegável seu potencial como guitarrista. Partido da descoberta dessa paixão, seus estudos e as horas treinando para alcançar a perfeição, como você se você quando se trata da sua jornada e desenvolvimento para a habilidade que você tem hoje?
    Jorn: Eu sempre tive uma paixão por música e sempre terei até o dia que eu não existir mais. Eu comecei a tocar aos 14 anos. Eu nunca fiz nenhuma aula e eu não consigo ler música. Eu aprendi ouvindo e vendo os outros. Eu aprendi no início a tocar usando minha audição. Nos meus primeiros anos eu toquei bastante e eu tive sorte em tocar em uma banda com uns caras muito talentosos que eram 5 anos mais velhos que eu. Isso foi como um curso intensivo e eu estava absorvendo todo o conhecimento que eles me mostravam. Eu comecei tocando covers mas eu queria escrever minhas próprias músicas. Então eu comecei a fazer isso quando eu tinha por volta dos 20 anos. Mas eu acho que o início de tudo foi quando formamos Pagan’s Mind. Musicalmente a banda tem algo único e todos nós aprendemos e desenvolvemos muito tocando juntos. Foi uma época muito especial da minha vida tocar com Jörn Lande. Nós escrevemos 3 álbuns juntos, ele e eu, e eu era seu “guitarrista principal” por seis anos. Nós nos conectamos muito bem musicalmente e trabalhávamos também muito bem. Hoje eu estou mais sedento que nunca escrevendo novas músicas. Coisas novas do Pagan’s Mind estão progredindo e eu também tenho outro projeto tomando forma que eu mal posso esperar para mostrar pra todos!

    2. Sempre é dito que a Floor te contactou em 2016, e eu acredito que deve ter sido uma enorme surpresa ter recebido a ligação. Mas se ela não tivesse te ligado, você acha que você provavelmente teria contactado ela ou você manteria Northward engavetado por mais tempo?
    Jorn: Eu acho que ambos sabíamos que retomariamos esse projeto em algum momento. Eu acho que ambos pensamos que aconteceria mais cedo, mas não aconteceu. Mas foi um período ótimo para nós dois quando nós retomamos e eu acho que a longa “pausa” apenas tornou o álbum melhor. Como bom vinho 😉

    3. Você tomou conta da música e a Floor tomou conta dos vocais. Mas quando se trata das letras, qual te deu aquele sentimento de “woah eu consigo te entender totalmente” quando você leu/escutou pela primeira vez?
    Jorn: Floor escreveu as letras e nos dois escrevemos as melodias. A música também não foi feita apenas por mim. 90% desse álbum foi escrito com nós dois na mesma sala. Então é uma cooperação como um todo. Abrindo mais leques musicalmente um para o outro e achando um som e estilo que servisse para Floor e eu juntos.
    Eu lembro de ter escutado e lido a letra de While Love Died muito bem. Na época, era uma letra muito pessoal para ela e sobre uma situação que ela estava.

    4. Que episódio ou episódios da sua jornada como músico inspiraram de um jeito considerável a construção do álbum?
    Jorn: Foi tudo trabalho duro com uma boa vibe. Nós descobrimos na primeira sessão que nós tivemos que nós tínhamos uma boa química musical. E nós colocamos nossos corações e almas para fazer o melhor álbum que poderíamos.

    5. Desde o início da sua carreira, em todos seus projetos, você tem colocado um pouquinho de si mesmo em cada nota. Partindo disso, de todas as músicas que você já escreveu desde Pagan’s Mind até Northward, qual música seria a representação mais precisa de Jorn Viggo?
    Jorn: Hm… Isso é difícil de dizer. Northward, Jorn e Pagan’s Mind são o resultado de pessoas que tocam junto em cada banda. Eu cresci curtindo bandas clássicas de hard rock, Dio, Zeppelin, Purple, e eu também gosto de bandas como Os Beatles, Pink Floyd, Toto, etc etc então analisando isso, um hard rock direto com bons elementos musicais é o que mais atrai. Mas em Pagan’s Mind eu sou muito mais progressivo na minha forma de pensar e essa também é uma faceta minha. Eu só quero apenas fazer boas canções, independente do gênero. Eu não vejo sentido em escrever algo se eu não estiver tentando fazer o meu melhor. Agora minha cabeça está no melodic hard rock “coisas boas e de bom gosto” estado de espírito. E vocês todos poderão provar disso mais tarde 😉

    6. Nós sempre sonhamos com um dueto entre as irmãs Jansen e finalmente aconteceu! Apesar do processo de criação da música ser feito por vocês dois, teve algum tipo de participação mais direta da Irene, tal qual escolha da música, o desenvolvimento ou alguma mudança no geral? Ou foi algo como “E aí Irene, bora?”
    Jorn: O plano original em 2008 era que a Floor faria esse dueto com o Myles Kennedy (Alter Bridge) e ele topou, mas não aconteceu porque nós pausamos o projeto. Quando nós retomamos, Floor disse “eu realmente gostaria de cantar essa música com Irene” e eu amei a idéia. Eu amo a voz da Irene e fico super feliz que ela topou. Floor pediu pra ela e também a gravou quando a visitou em 2017. Irene fez uma performance irada.

    7. A faixa “Let me Out” teve a participação de um ex membro do After Forever, e foi uma das músicas que tiveram que ter o feeling correto para poder ser finalizada. A ideia do Jorn: Andrea para a música foi desenvolvida com você ou ele trouxe algo já pronto?
    Jorn: Quando nós começamos o projeto Andrea era quem deveria ter tocado a bateria (algo que nfelizmente não aconteceu) mas ele nos trouxe uma música. Ela tinha um tempo muito mais devagar, então nós a aceleramos. Nós também adicionamos um riff e escrevemos o refrão, a parte do meio e um solo. Mas a estrutura da música foi feita por Andrea.

    8. Apesar da percepção de cada canção do Northward ser singular, nós sempre temos uma primeira impressão quando escutamos a música, que muda conforme escutamos, absorvendo sua essência e descobrindo novos aspectos em cada canção. Como você descreveria essa sensação?
    Jorn: Uma vez que ela aconteceu com você, quando você escutou uma música com 10 anos de idade. Nós dois sabíamos que nós tínhamos escritos boas músicas quando pausamos o projeto em 2009. Mas eu estava curioso sobre como eu me sentiria em retomar tudo quase 10 anos depois. Surpreendente tudo soou novo! Nós decidimos seguir o plano de 2009. E depois de mixar o álbum eu ainda tive essa sensação boa. Eu acho que nós escrevemos músicas que resistiram ao tempo, e espero que as outras pessoas pensem assim também, peguem nosso álbum agora e escutem às nossas músicas.

    9. Num cenário utópico em que vocês dois tivessem tipo disponível para fazer uma tour com Northward, qual seria sua banda dos sonhos? Porque?
    Jorn: Fazer uma turnê com Northward, eu espero que os rapazes que tocaram no álbum também tocassem ao vivo! Eles também são uma grande parte do som do Northward.

    10. Na maioria dos trabalhos da Floor, há um Omega – mesmo que o estilo mude, sempre é um Omega. Northward é um projeto de vocês dois, mas nós notamos duas possíveis representações, na qual nós não temos muita certeza do significado (o veado e o “triângulo”, ambos presentes no merchandise). Partindo do conceito do álbum, há um significado mais profundo para esses dois símbolos ou foi algo “randomicamente nortenho” da escolha de vocês?
    Jorn: Todo trabalho de arte foi feito por Hannes van Dahl (marido da Floor) e Chris Rorland (guitarrista do Sabaton). No princípio, os elementos que você mencionou estariam na capa. A galhada do veado e a agulha do compasso apontando para o norte. Mas a Nuclear Blast queria uma arte com uma foto nossa na capa, então nós usamos a arte no booklet ao invés de no álbum.

    English HERE


    Tracklist:

    01. While Love Died
    02. Get What You Give
    03. Storm In A Glass
    04. Drifting Islands
    05. Paragon
    06. Let Me Out
    07. Big Boy
    08. Timebomb
    09. Bridle Passion
    10. I Need
    11. Northward

    MERCHANDISE

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    While Love Died

    Get What You Give

    Storm In A Glass


     

  • Interview: Jorn Viggo – Northward

    Interview: Jorn Viggo – Northward

    Head up High had the opportunity to make a interview with Jorn Viggo, from Northward!

    1. It is undeniable your potential as a guitarist. Coming from your discovery of this passion, your studies and hours training to achieve perfection, how do you see yourself when it comes to your journey and development to what you have today?
    Jorn: I have always had a passion for music and I will till the day I am no more. I started playing at the age of 14. I never took any lessons and I can not read music. I learned by listening and watching others. I learned from the beginning to play by using my ears. In my early years I played a lot and I was lucky and got to play in a band with some really talented guys that was 5 years older then me. That was like a learning fast track and I was sucking in all this knowledge they had and showed me. I started playing covers but I wanted to write my own music. So I started doing that in my earlie 20ties. But I guess that part first took of when we formed Pagans Mind. Musically that band has something unique and we have all learned and developed so much playing with each other. It was also a special time in my life playing with Jörn Lande. We wrote 3 albums together him and I and I was his ‘main guy’ for 6 years We click very well together musically and work very well together. Today I’m more hungry than ever writing lots new music. New Pagans Mind stuff progressing slowly and I also have some other really exciting stuff going on and I can’t wait to show it to everyone.

    2. It always mentioned about Floor’s contact to you in 2016, I believe it must have been an enormous surprise to have gotten that call. But if she wouldn’t have called you, do you think you’d probably have contacted her or would you keep Northward on the shelf for more time?
    Jorn: I guess we both knew that we would pick this up at some time. I think we bout thought it would happen much sooner also but it didn’t. But I was a good time for the both of us when we picked it up again and I think the long ‘pause’ just let the album age to be better. Like a good wine 😉

    3. You took care of the music and Floor took care of the lyrics and vocals. But when it comes to the lyrics, which one gave you that feeling of “Woah, I can totally understand you” when you read/heard for the first time?
    Jorn: Floor wrote the lyrics, we both wrote the melodies. The music not done only by me either. 90 % of this album was written with the both of us in the same room. So it’s a cooperation all the way. Feeding of each other’s musicallity and finding the sound and style that fitted Floor and me together.
    I remember hearing and reading the lyrics of While Love Died very well. That was ‘back then’ a very personal lyric for her and about a situation she was in.

    4. Which episode or episodes in your journey as a musician inspired in a meaningful way the construction of the album?
    Jorn: It was all the way hard work with a very good vibe. We understood the first time we had a session together that we had a good musical chemistry. And we put our hearth and souls into making it the best album we could.

    5. Ever since the beginning of your career, in all your projects, you’ve been putting a bit of yourself in every note. Coming from this aspect, out of all music you’ve ever written since Pagan’s Mind to Northward, which music would be the most accurate representation of Jorn Viggo?
    Jorn: Hmm that’s hard to say. Northward, Jorn and Pagans Mind is a result of the people who play together in each band. I grew up digging the classic hard rock bands, Dio, Zeppelin, Purple, and also bands like Beatles, Pink Floyd, Toto etc, etc, so looking at that straight forward hard rock with some nice musical elements is what appeals to me. But in Pagans Mind I’m much more progressive in my way of thinking and that’s also a part of me. I really just wanna make good songs no matter what genre. I don’t see the point of writing anything if not trying to do my best. Right now my head is in a melodic hard rock ‘tasteful cool stuff’ state of mind. And you will all be able to taste the fruit later 😉

    6. We have always dreamed of a duet between the Jansen sisters and it finally happened! Although the creation process was made by you two, were there any kind of more direct participation of Irene, such as song choice, its development or any change about it? or was it like: “Sup, Irene, let’s do this?”
    Jorn: The original plan in 2008 was that Floor would do this duet with Myles Kennedy (Alter Bridge) and he said Yes to, but that didn’t happen cause we put the project on hold. Picking it up again Floor said ‘I would really like to do this song with Irene’ and I loved that idea. I love Irene’s voice and I’m super happy she wanted to do it. Floor asked her and she also recorded Irene when visiting her late 2017. Irene did a killer performance.

    7. The track “Let me Out” had the participation of an After Forever ex-member, and it was one of the songs that had to have the correct feeling so it could be finalized. Andrea’s idea of the song was developed with you or it was something he brought “already ready“?
    Jorn: When we first started the project Andre was supposed to play drums (unfortunately that did not happen) but he brought one song to us. It’s had a much slower tempo, so we speeded it up. We also added some riffs and wrote the chorus and the mid part and solo section. But the foundation of the song was done by Andre.

    8. Even though the perception of each Northward song is singular, we always have a first impression when we listen to it, that changes as we listen to it, absorbing its essence and discovering new features in each song. How would you describe this kind of sensation? Once it has occurred to you, when you listened to a 10 year old song.
    Jorn: We both knew we had written good songs when putting the project on hold in 2009. But I was curious of what I felt about it all picking it up again almost 10 years later. Suprisinglie it felt fresh! We just decided to follow the 2009 plan. And after mixing the album I really still had that good feeling. I think we wrote a piece of music which stood the test of time, hopefully others think so too and will pick up the album now and then and listen to our songs.

    9. In a utopic scenario in which you both had time of touring with Northward, what would be your dream band? Why?
    Jorn: Touring with Northward I would hope that the guys who play on the album would also play live! They are also a big part of the Northward Sound.

    10. In the majority of Floor’s work, there’s an Omega – even if its style changes, it’s always an Omega. Northward is a project of you two, but we noticed two possible “representations” of it, in which we are not very sure about its meaning (the Deer and the “triangle”, both present on the merchandise). Coming from the album’s concept, is there a deeper meaning of both signs or it was something “randomly northy” of your choice?
    Jorn: All the artwork is done by Hannes Van Dahl (Floors husband) and Chris Rorland (guitar player of Sabaton) At first the elements you mention was to be on the front cover. The deer horns and the compass needle pointing to the North. But Nuclear Blast wanted artwork with a picture of us for the front cover so instead we used that artwork in the booklet.

    Português AQUI


    Tracklist:

    01. While Love Died
    02. Get What You Give
    03. Storm In A Glass
    04. Drifting Islands
    05. Paragon
    06. Let Me Out
    07. Big Boy
    08. Timebomb
    09. Bridle Passion
    10. I Need
    11. Northward

    MERCHANDISE

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    While Love Died

    Get What You Give

    Storm In A Glass

     

  • Duke TV – Floor Jansen

    Duke TV – Floor Jansen

     Tradução: Head up High, my dear!

    Floor Jansen: Eu não trabalhei nas vozes, foi uma progressão natural ao procurar qual tipo de sentimento as músicas demandam. Eu tentei praticar o canto nessas músicas. Primeiramente, eu apenas tinha as gravações antigas e esse é um jeito terrível de estudar música, pois você imediatamente pega a interpretação de outra vocalista. Conhecer realmente cada música e suas sensações veio somente quando estávamos ensaiando juntos. O todo soa diferente de como estamos hoje. Não é só pelo jeito que eu canto, mas pelo modo que estamos hoje. Temos o Troy na banda, que vem com diferentes tipos de instrumentos.

    Desde o começo, nos ensaios, nós decidimos que [para a turnê Decades] nós faríamos o máximo possível de vocais ao vivo. Sem muito backing vocals gravados, mas muitos ao vivo. Então, isso significa que tem Marco, Troy e eu cantando muito mais ao vivo do que anteriormente.

    O final de [Ghost Love Score] se desenvolveu naturalmente do jeito que é e acabou se tornando uma assinatura minha naquela música, muito apreciada pelos fãs. Nós sempre tocamos essa música porque ela se tornou muito especial.

    O funcionamento do Nightwish sempre tem sido o mesmo e sempre será: o Tuomas escreve as músicas. Até mesmo para o “Endless Forms Most Beautiful” eu senti que eu não precisava dizer: “Eu sou uma compositora também e devo escrever músicas“. O motivo do Nightwish ser o que é, é porque ele [Tuomas] escreve as músicas. E, também, o Nightwish é o que é pelos músicos que ali estão: eu estou cantando, vamos tocar e cada um tem a sua assinatura nas músicas. Foi assim no EFMB e será no próximo álbum também. Se eu escrevesse uma música que fosse perfeita para o Nightwish, eu certamente a mostraria para ele, mas ele escreve em um nível que sinto que não há muito o que adicionar. Se eu tivesse, certamente eu teria espaço para mostrar. Mas ele é o que faz o Nightwish soar assim, então, estou de acordo com isso.

    Eu conheci o Jorn em 2007 e os outros músicos em 2008. Nós tínhamos intenção de cantar juntos naquela época, mas nunca fizemos, porque minha banda After Forever parou. Então, tivemos o ano de 2008 parado com a banda.  Então eu tinha tempo disponível para explorar e experimentar outros estilos fora do metal. Seria ótimo se eu pudesse fazer algo mais, algo de rock. Quando ouvi Jorn tocar, apesar de ser muito progressivo, claro, ele sempre tocou coisas fantásticas. Nós tentamos escrever músicas juntos e funcionou. Em 2008 nós chegamos no ponto de ter o álbum quase pronto, começamos a gravar as baterias, mas o After Forever havia acabado e eu não queria que meu próximo trabalho musical fosse um projeto de rock, e então eu nunca tive tempo de terminar. Então, eu tive um ano off com o Nightwish, em 2017, eu contatei o Jorn e falei: “Não sei como está a sua agenda, mas eu gostaria de tentar se conseguiríamos algo com esse álbum”. E então nós nos reunimos e escutamos, repassamos, tudo que havíamos escrito, discutimos se precisaríamos mudar algo que escrevemos. E gravamos as músicas! Foi o que fizemos. Após 10 anos então, Northward.