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    Roppongi Rocks: Floor & Tuomas

    Via: Roppongi Rocks by Stefan Nilsson | Tradução: Head up High, my dear

    Tokyo by Stefan Nilsson

    Floor Jansen e Tuomas Holopainen do Nightwish em Tóquio. Foto por: Stefan Nilsson

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    O fundador e gênio musical do Nightwish, Tuomas Holopainen, e a vocalista da banda, Floor Jansen, se reuniram com Stefan Nilsson, da Roppongi Rocks, um pouco antes do início de um incrivel show da banda em Tóquio, uma das cidades que fazem parte da turnê mundial que passa pela ásia no momento.

    A Finlândia foi o local de nascimento de muitas das maiores bandas de heavy metal do mundo nas últimas décadas. A vanguarda das banda de metal finlandesas conta com a banda de metal sinfônico Nightwish, que comemora o seu aniversário de 20 anos em 2016. Com a incrível holandesa Floor Jansen nos vocais desde 2012, a banda segue lançando ótimos álbuns e promovendo a sua turnê ao redor do mundo. Eles estão em melhor forma do que nunca e seu álbum mais recente, “Endless Forms Most Beautiful”, o oitavo álbum de estúdio da banda, foi lançado em Março de 2015. No entanto, assim que a atual turnê mundial for encerrada em outubro com o retorno do Nightwish ao Japão durante o Loudpark Festival, a banda pretende fazer o que seria uma pausa de um ano inteiro em 2017.

    Stefan NilssonÉ o que planejamos,” explica Tuomas Holopainen durante nosso encontro em Roppongi, Tóquio. “O último show desta turnê acontecerá em outubro e, então, vamos ficar 2017 descansando para voltarmos com tudo em 2018.”

    Tuomas é a força-motriz por trás do Nightwish nas últimas duas décadas, além de ter lançado um álbum solo e ter trabalhado na trilha sonora para filmes. Agora, no entanto, ele deseja tirar uma folga.

    Eu não acho que vou me envolver com música nesse período. Essa é a ideia de tirar uma folga! E, pra falar a verdade, eu não pensei muito nisso, pois simplesmente gosto da ideia de estar em casa, cuidar do meu jardim, cuidar dos meus cavalos e ficar um pouco mais quieto por um tempo.”

    floor-jansenTenho pensado um pouco e tido algumas ideias, mas nada oficial que eu possa divulgar no momento,” diz Floor Jansen sobre o que ela planeja fazer em seu ano sabático. Quando questionada sobre sua antiga banda, o ReVamp, estar em seus planos, ela diz com um sorriso mas sem confirmar nada: “É uma dessas coisas em que tenho pensado.”

    O que será que um Nightwish descansado e com as baterias recarregadas fará quando retornar em 2018 após um ano inteiro de descanso? “Ainda tem muito chão até lá pra revelarmos qualquer coisa, mas temos alguns planos até 2020 e até mais longe,” diz Tuomas.

    Com vinte anos de carreira nas costas, a banda finlandesa já coleciona várias conquistas, como o sucesso comercial e o carinho dos críticos. Qual foi o momento mais emocionante até agora? “O meu talvez tenha sido este novo álbum e especialmente a última música dele, a ‘The Greatest Show On Earth’, quando a tocamos nos shows, como foi o caso do Wembley, em dezembro do ano passado. Esta turnê como um todo foi incrível,” diz Tuomas com uma expressão de orgulho.

    Durante esses vinte anos, a banda teve três vocalistas diferentes, mas Tuomas e a banda conseguiram criar um som único para o Nightwish.

    Stefan Nilsson

    Eu acho que a questão principal acaba envolvendo muitas coisas e muito disso está ligado a escrever as letras, é claro, mas muito além disso. Precisamos da participação de todos os membros, dos vocalistas, da produção, da equipe, de tudo! Fomos até chamados de “um grupo que desafia rótulos”. Eu adorei essa saber disso! Essa questão toda vai até o centro de quem somos nós. Parece que nós, como grupo, precisamos seguir em frente independente de quem esteja cuidando dos vocais ou das composições.”

     

    Floor Jansen, uma das maiores vocalistas no meio do metal, se juntou ao Nightwish em 2012 em meio à turnê do álbum “Imaginaerum” como substituta da antiga vocalista Annete Olzon, que havia se separado da banda subitamente. Anette, por sua vez, substituiu a vocalista original Tarja Turunen, em 2007. Floor se encaixou bem na banda e tanto sua voz como sua presença de palco fora uma soma perfeita à banda, levando a vocalista a ser oficializada como nova vocalista permanente da banda. Ela já sabia que as coisas dariam certo quando a banda entrou em contato em 2012.

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    Floor Jansen do Nightwish durante o show em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Em 2002, eu tinha a minha banda, After Forever, e nós fizemos uma turnê com o Nightwish como banda de abertura durante algumas semanas pela Europa. Foi uma experiência fantástica e nós mantivemos contato. Se eles tocassem perto de onde eu estivesse, eu os visitava e vice-versa,” explica Floor sobre sua relação com o Nightwish.

    Quando eles me ligaram e fizeram a oferta para que eu me juntasse ao Nightwish naquela turnê, tudo aconteceu muito rápido,” explica Floor. “Não foi como se eles houvessem dito ‘Tivemos essa ideia e gostaríamos que você pensasse um pouco a respeito, pois voltaremos a falar com você na semana que vem’ ou algo do tipo. Não houve muito tempo para pensar direito, pra ser honesta. Então, a minha primeira reação foi ‘Sim!’ e eu me vi a caminho. Algum tempo depois, eu comecei a pensar mais sobre como continuaríamos trabalhando junto e sobre como conciliaria as coisas com o ReVamp. Além disso, tiramos algum tempo para ver se sentíamos que as coisas funcionariam ou não. Não foi algo do tipo ‘Tá bom, eu entrei na banda e as coisas serão assim pra sempre’. Foi meio que um momento de desespero, mas as coisas precisavam se acertar. E, defato, elas se acertaram. A partir daí, todo o resto do processo e de organizar as coisas aconteceu normalmente.”

    Stefan Nilsson

    Floor Jansen do Nightwish em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Floor se adaptou ao seu novo posto no Nightwish com rapidez. Ela não apenas aprendeu todo o catálogo de músicas da banda, como também ajudou a dar forma ao novo disco. Mas assumir o microfone numa banda famosa de metal que já havia lançado sete álbuns não foi nada fácil.

    Foi algo muito natural para mim, mas isso não significa que eu já cheguei arrasando logo no primeiro show. Não naquela época, mas, com o tempo, eu me adaptei bem rápido. É claro que eu conhecia as músicas, pois sou fã desde o segundo álbum deles e eu já estava familiarizada com boa parte das letras e melodias. Por isso, foi algo bem tranquilo, mas, ao mesmo tempo, foi um desafio cantar algo que não foi escrito ou co-escrito por mim e, ainda por cima, cantado originalmente por outra pessoa. Tudo isso sem parecer que eu estava tentando imitar alguém foi difícil. Encontrar o seu próprio jeito de cantar algo assim e encontrar a emoção por trás de tudo isso foi algo novo, são músicas tão bem escritas que uma parte disso aconteceu naturalmente para mim.”

    Stefan Nilsson

    Floor Jansen e Tuomas Holopainen do Nightwish em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Tuomas ficou impressionado com o impacto que Floor teve no último álbum, o primeiro que ela gravou com a banda.

    Stefan Nilsson

    Tuomas Holopainen do Nightwish durante o show em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Ter uma nova vocalista durante os ensaios foi algo que realmente abriu os meus olhos para algo completamente novo como compositor e para a banda toda, também, como músicos. Foi algo novo para todos nós. Para mim, pessoalmente, os vocais são o elemento indispensável de qualquer música. Nós meio que compusemos todos os arranjos instrumentais com base nesses vocais e não o contrário. Essa foi uma coisa que mudou todo o processo de composição e o tornou mais interessante. E ver a empolgação e a dedicação dela durante as gravações foi inspirador.”

    O Nightwish é uma das maiores bandas do cenário finlandês do heavy metal, que também conta com grandes nomes como Children of Bodom, Moonsorrow, Amorphis, Stratovarius, Sonata Arctica, Korpiklaani, Battle Beast, Rotten Sound, Apocalyptica, Michael Monroe e muito mais. Como a Finlândia se tornou um país líder mundial em termos de heavy metal?

    Tem algo a ver com a mentalidade comum lá e com um efeito bola de neve, pois as primeiras bandas bem sucecidas foram bandas de metal. Isso meio que estimulou as bandas mais novas a tentarem algo parecido. Esse estilo musical soa como algo muito natural para nós, escandinavos, com toda essa atmosfera sombria e pesada. Quando os finlandeses tentam tocar raggae ou samba, parece que não está certo ou que não soa bem. Acredita-se numa banda quando ela toca algo que parece autêntico.”

    Tuomas diz que a ainda se sente finlandesa ainda que, agora, conte com diversas nacionalidades na banda e trabalhe a nível mundial.

    A banda veio da Finlândia e eu acho que as características típicas do país transparecem nas minhas letras já que eu sou de lá. Não é algo deliberado. Eu nos considero parte da cena finlandesa do metal ainda que sejamos uma banda internacional.”

    Na atual turnê e no álbum mais recente, Kai Hahto (ex-Rotten Sound, Wintersun, Swallow the Sun) foi o baterista das gravações. Se ele, assim como Floor Jansen e Troy Donockley, deixará de ser um músico de gravação para se tornar um membro permanente, isso é algo que ainda não sabemos. “É uma decisão que tomaremos ano que vem,” diz Tuomas. “Ele entrou uma semana antes de começarmos as gravações da bateria. Foi bem inesperado.”

    A vida continuará sendo algo inesperado e agitado para Tuomas Holopainen, Floor Jansen e seus colegas de banda até o show no Loudpark Festival no Japão, em outubro. Só então eles poderão tirar algum tempo para diminuir o ritmo das coisas e pensar no futuro.

     

    Nightwish – band members

    Floor Jansen – lead vocals

    Tuomas Holopainen – keyboards

    Emppu Vuorinen – guitar

    Marco Hietala – bass, vocals

    Troy Donockley – pipes, whistles, guitar

    Kai Hahto – drums

    www.floorjansen.com | www.nightwish.com

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  • AXS: Floor Jansen

    AXS: Floor Jansen

    Fonte: Blabbermouth.net | Tradução: Head up High

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    Floor Jansen do Nightwish nega rumores de brigas internas após anúncio feito pela banda sobre pausa de um ano.

    Tracy Hecks do AXS conduziu uma entrevista com a cantora Floor Jansen da banda finlandesa de metal sinfônico NIGHTWISH no dia 26 de fevereiro, no Royal Oak Music Theatre da cidade de Royal Oak, no estado de Michigan. A conversa está logo abaixo.

    Ao falar sobre os planos do NIGHTWISH para os próximos meses, Floor disse: “Bom, a primeira coisa que deve acontecer após a turnê mundial é que nós vamos tirar um ano inteiro de folga, o que nunca aconteceu antes em vinte anos de atividade do NIGHTWISH.”

    Ela ainda acrescenta: “Apesar de termos esse tempo de folga, isso não tem nada a ver com o que acontece dentro da banda. Eu notei algumas pessoas iniciando boatos e fofocas sobre o porquê de tirarmos um ano de folga. Nós vamos fazer isso, porque podemos e queremos fazer algo assim. É só isso. Novamente, não tem nada a ver com o que acontece dentro da banda e também não significa que não estamos pensando sobre o que fazer no ano que vem. Estamos preparando um monte de coisas bacanas, então esperamos que, após essa pausa, as pessoas tão empolgadas quanto nós pra descobrir quais surpresas temos guardadas na manga para elas.”

    Quando questionada sobre a decisão do NIGHTWISH de parar por um ano estar relacionado ao fato das turnês da banda terem se tornado mais longas nos últimos anos, Floor respondeu: “Não, não está relacionado, porque as turnês mundiais não se tornaram mais longas do que as anteriores. Agora, se você para e pensa que a banda esteve ativa por 20 anos sem qualquer folga, aí sim há uma relação mais forte do que qualquer coisa. Além disso, somos pessoas com gênios criativos e todos temos projetos próprios fora do NIGHTWISH. Então, é legal ter tempo para trabalhar nesses projetos ou apenas para curtir um pouco. Às vezes, para manter o fluxo criativo, é preciso se distanciar um pouco, o que acho algo muito saudável para qualquer pessoa — mais saudável do que bandas que simplesmente tocam, tocam, tocam, tocam, tocam, tocam e tocam até se desgastarem. Eu vejo esta decisão com bons olhos. Ainda assim, a atual turnê mundial ainda durará alguns bons meses e nós temos um bocado de lugares em que gostaríamos de tocar. Então, ainda vamos tocar até vocês ficarem cansados. [risos]

    O NIGHTWISH lançou há pouco tempo uma edição extremamente limitada de turnê do seu disco mais recente, o “Endless Forms Most Beautiful”. A edição de turnê vem com um DVD bônus de performances ao vivo, um pequeno documentário e vídeos promocionais, além de uma imensa galeria de fotos.

    A turnê do NIGHTWISH pela américa do norte conta com mais de 26 shows e começou no dia 19 de fevereiro na cidade de Sayreville, no estado de Nova Jersey, e acabou em Tampa, no estado da Flórida, no dia 23 de Março. A banda de metal sinfônico DELAIN e os finlandeses do SONATA ARCTICA são as bandas de apoio da turnê.

    Vídeo da entrevista abaixo:

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  • Interview: Irene Jansen

    Interview: Irene Jansen

    Head up High, my dear

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    Whenever you talk about musical versatility and vocal range, we know those run in this family. And no, we’re not talking about Floor, but her younger sister, Irene Jansen. In case you don’t know, they performed together several times from “The Black Hole“, by Star One (HERE) to the remarkable, well-known performance in “Who I Am“, by After Forever  (HERE) in 2007, 40408447for example. Irene also took part in the production for “The Power of Love” with Stream of Passion (HERE) in 2014. She also is acclaimed by her outstanding part in Ayreon, headed by Arjen Anthony Lucassen, having recently played the character “Passion” tremendously well in concert “The Human Equation” by Ayreon in 2015.

    After many years, Irene surprises us with her return, in this case, in the studio. ‘Head up High’ had the opportunity to chat with her, and the result of this interview, you see now:

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    Ω

    Head up High: You spend quite some time focusing on your studies and your career, with little or no musical activity. Also, more recently you became a mother. How did you make the decision to not make music for a while and focus on these other things in your life? Was it a difficult decision?

    Irene: I really wanted to get a degree and make sure I got educated well. Because I was not doing at all bad in music at that time already, it seemed too hard and time-consuming at some point to do both, and do it both really well. I made a conscious choice at this point to focus on one thing first, realising that singing was something I could do my whole life. The time to study was now. 11215801_944213632308204_106578607604738610_n

    This gave me the opportunity to focus solely on my studies, and my life around it. It was not even that hard to let music be for a bit. I was fully enjoying exploring my other (academic, intellectual and professional) qualities and living life like any other university student. Luckily studying resulted in graduation followed by building a career for myself, and building a life together with my now husband who has been with me and supported me in all those choices from the early beginning.

    Head up High: It’s rather common to see female-fronted bands nowadays and an artist always needs to keep trying new things to be a part of what can be considered as innovating in music. From the moment you joined Alarion, what were your contribution to the album “Waves of Destruction” which tell it from the other albums?

    Irene: I am mostly known for my powerful singing, which is indeed my forté. However, my voice is capable of more than just this. I can sing more sensitive and mellow too (or even jazzy or bluesy), and this is why, I recorded an acoustic version on this album too.

    Head up High: When we talk about your voice, could you tell us a bit more about the techniques you use, your vocals range and what have you been doing to take care of your voice?

    Irene-Jansen-367x500Irene: I try to make sure I am properly warmed up before I start singing anything, and focus on breathing correctly. That is all my techniques I can briefly indicate. Singing is complex and I would be lying if I said I would be able to teach or explain singing techniques at length. But I am definitely doing some of it right.

    I have no idea of my vocal range other than it doesn’t seem to have a lot of boundaries. I don’t really care about the technicalities to be honest. Singing is feeling and singing comes from inside me. I don’t focus heavily on the theory behind it. I tend to be able to sing what I want to sing. Is know I can do a high G at full voice. That’s high, right?… 

    I have really not done much at all to maintain my voice during all these years. I almost feel guilty towards all the people in music who works so hard to maintain and train their instrument continuously, where it seems I don’t have to. On the other hand, we’ll never know what I’d be able to do had I indeed trained and maintained…

    Head up High: We know heavy metal’s history is composed mostly by men. As a woman who is a part of this history, have you ever felt any kind of prejudice or have you seen any kind of behavior which makes you feel bad or even judged by your gender?

    Irene: This is a surprising question to me as a Dutch person maybe. To be brief..NO. I do not recognise this at all.

     

    Once again, we would like to thank you for this opportunity, Irene. We wish you all the best in this new journey.

    Irene JansenAlarion | Crowdfund

     

    Waves-Of-Destruction-500x500Tracklist:

    01. Chains Of The Collective
    02. Waves Of Destruction – I – Rising Tide
    03. Waves of Destruction – II – Struggle For Survival
    04. Estrangement
    05. Turn Of Fate
    06. Colourblind
    07. Clash With Eternity
    08. A Life Less Ordinary
    09. The Whistleblower – I – Devastation
    10. The Whistleblower – II – Vindication
    11. Turn Of Fate (acoustic version)

     Entrevista em Português

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  • Entrevista: Irene Jansen

    Entrevista: Irene Jansen

     Head up High, my dear 😉

    12043131_10156016486090333_7752372765065674529_nQuando pensamos em versatilidade e alcance vocal, sabemos que isso é de família. Não, agora não estamos falando da Floor, mas de sua irmã mais nova, Irene Jansen. Caso você não saiba, as irmãs dividiram os palcos diversas vezes. Desde a performance em Into The Black HoleStar One (AQUI) à mais marcante e também conhecida performance de40408447 Who I AmAfter Forever, (AQUI) no ano de 2007. Participou da apresentação de The Power of Love com o Stream of Passion (AQUI) em 2014, e, claro, conhecida pelo seu excelente trabalho no Ayeron, liderado por Arjen Anthony Lucassen e, recentemente, Irene Jansen realizou uma excelente apresentação em The Human Quantion – Ayeron, interpretando da melhor forma possível, a personagem intitulada de Passion, em 2015.

    Após 10 anos, Irene Jansen nos dá essa “bomba”, sobre o seu retorno em estúdio. O Head up High foi atrás, e o resultado você encontra à seguir:

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    Ω

    1: Durante esses anos de inatividade (de estúdio, no caso), você mencionou ter focado somente em estudos e trabalho. Dentro deste período ocorreu a maternidade também. Como foi sua forma de pensar para conciliar entre o que ocorre dentro da carreira musical, e a maternidade?

    Irene: Eu queria muito ter um diploma e uma boa formação. Como eu estava me saindo bem na carreira musical naquela época, uma hora as coisas me pareceram muito difíceis e muito desgastantes de serem feitas ao mesmo tempo e bem. Eu tomei uma decisão racional de me concentrar em apenas uma coisa, pois eu poderia cantar em qualquer momento da minha vida, mas que a hora de estar era aquela. 11215801_944213632308204_106578607604738610_n

    Essa decisão permitiu que eu me concentrasse apenas nos meus estudos e tudo o que envolvia esse universo. Pra falar a verdade, não foi difícil deixar a música um pouco de lado. Eu aproveitei ao máximo a oportunidade de explorar as minhas outras qualidades (em termos acadêmicos, intelectuais e profissionais) e viver a vida como uma universitária normal.

    Felizmente, eu consegui me formar e construir a minha carreira de maneira sólida, além de construir uma vida junto do meu marido, que esteve comigo e me apoiou nessas decisões todas desde o começo.

    2: Hoje em dia é muito comum as bandas serem lideradas por mulheres. Um artista precisa constantemente se reinventar para permanecer dentro do que é considerado inovador. A partir da sua união ao Alarion, quais elementos você trouxe para que o álbum Waves of Destruction se destaque dos demais?

    Irene: Sou conhecida pelo meu canto intenso, que é o meu ponto forte. No entanto, ainda sou capaz de fazer mais do que isso, pois consigo cantar em tons mais delicados e suaves também (ou até mesmo mais voltados pro jazz ou blues) e é por isso, inclusive, que eu gravei uma versão acústica de uma música neste álbum.

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    3: A respeito de sua voz: Poderia nos falar um pouco sobre sua classificação vocal, técnica, alcance e o que você tem feito para manter sua voz protegida?

    Irene: Eu procuro me aquecer direitinho antes de começar a cantar qualquer coisa, além de me concentrar na respiração. Estas são, basicamente, as técnicas que recomendo. Cantar é algo complexo e eu estaria mentindo se dissesse que sou capaz de ensinar ou explicar os pormenores das técnicas de canto. Mas com certeza estou seguindo na direção certa.

    Não sei o meu alcance vocal, mas parece que não há muitas barreiras para mim. Para ser honesta, não me importo muito com toda a parte técnica. Acho que cantar é sentir e que é algo que vem de dentro de mim mesma, então não costumo me concentrar muito na teoria por trás de tudo isso. Eu costumo conseguir cantar aquilo que quero cantar e sei que consigo alcançar um Sol Maior (G) com toda voz. Isso é um tom alto, certo?

    Eu não fiz muita coisa para cuidar da minha voz ao longo dos anos. Me sinto até meio mal quando vejo todas as pessoas no meio musical que tomam extremo cuidado com os seus instrumentos e treinam sem parar, mas eu sinto que não preciso fazer isso. Por outro lado, nunca saberemos do que sou capaz até que tenha treinado e cuidado da minha voz dessa maneira.

    4: Temos em vista que o “domínio” do metal é, em sua maioria, masculino. Você, mulher, estando envolvida neste universo, sente algum tipo de preconceito ou comportamento do qual te desagrade ou que discrimine?

    Irene: Bom, essa foi uma surpresa pra mim, mas talvez por ser holandesa. De forma resumida: não. Não vejo isso acontecer.

     

    E, novamente, obrigada pela oportunidade, Irene. Desejamos à você, todo o sucesso nesta nova jornada.

    Irene JansenAlarion | Crowdfund

     

    Waves-Of-Destruction-500x500Tracklist:

    01. Chains Of The Collective
    02. Waves Of Destruction – I – Rising Tide
    03. Waves of Destruction – II – Struggle For Survival
    04. Estrangement
    05. Turn Of Fate
    06. Colourblind
    07. Clash With Eternity
    08. A Life Less Ordinary
    09. The Whistleblower – I – Devastation
    10. The Whistleblower – II – Vindication
    11. Turn Of Fate (acoustic version)

     Interview in English

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  • ALARION: Irene Jansen

    ALARION: Irene Jansen

    Source: V i x e n s | Tradução: Head up High, my dear

    ALARIONWaves of Destruction feat Irene Jansen

    Floor_Irene-JansenTodos conhecem Floor Jansen do After Forever, ReVamp e, hoje em dia, pela fama no Nightwish. Mas quantos de vocês sabem que sua irmã Irene pode cantar como ela? De fato, as irmãs Jansen já dividiram o mesmo palco quando ambas estavam na banda chamada Star One, em 2002. Irene também pode ser ouvida em Gary Hughes: Once And Future King part I e part II (2003), The Human Equation do Ayreon (2004), e em 2015, ela fez seu papel como Passion na performance ao vivo do The Human Equation: The Theater Equation. Mas quando o guitarrísta Bas Willemsen, líder do Alarion pediu à Irene que fizesse 2 músicas para o seu projeto solo, o primeiro álbum Waves of Destruction, ela estava relutante, já que estava focando somente nos estudos e no trabalho nos últimos 10 anos. Mas após ouvir sobre o projeto, e ter ouvido a música, Irene embarcou e gravou os vocais elétricos e versão acústica de Turn Of Fate.

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    O Indiegogo, campanha crowdfunding para o Waves Of Destruction está sendo executado por um mês e o álbum será lançado em Junho de 2016 através do FREIA Music. Waves Of Destruction contém uma hora de música melódica, sinfônica e intensa. Ocorrerá a participação de muitos músicos excelentes, cantores como Damina Wilson (Threshold), Paul Glandorf (Arjen Lucassen) e claro, Irene Jansen, do qual será a vocalista líder do Alarion na formação ao vivo no show de lançamento no dia 3 de Junho em De Boeederij, Zoetermeer, em The Netherlands com convidado especial End Of The Dream.

    Embora Waves Of Destruction não seja inteiramente liderado pelo álbum feminino, continua sendo bastante interessante para os fãs de sinfônico e heavy metal, considerando o fato de sua irmã Floor Jansen ser parte disso.

    Confira no vídeo, os comentários de Irene, liderando os vocais aqui:

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    Tracklist:

    01. Chains Of The Collective
    02. Waves Of Destruction – I – Rising Tide
    03. Waves of Destruction – II – Struggle For Survival
    04. Estrangement
    05. Turn Of Fate
    06. Colourblind
    07. Clash With Eternity
    08. A Life Less Ordinary
    09. The Whistleblower – I – Devastation
    10. The Whistleblower – II – Vindication
    11. Turn Of Fate (acoustic version)

    Indiegogo (crowdfund):

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  • Yell! Magazine: Floor Jansen

    Yell! Magazine: Floor Jansen

    Fonte: Yell! Magazine | Tradução: Guilherme Magalhães

    Muitíssimo obrigada pela disponibilidade, Gui ♥

    Durante sua estadia no Canadá para o show em Montreal, Quebec, o Yell! Magazine realizou uma entrevista em vídeo com Floor. A tradução você encontra após o vídeo 🙂

    Ω

    Vinho, queijo e uma ótima conversa

    Olá! Aqui é a Floor do Nightwish, e você está colidindo com a YellMagazine. Curta!”

    YELL: Então, o seu guarda-roupas normalmente é incrível.
    FLOOR: Obrigado.

    YELL: Você mesma o desenha? Como você encontra o conceito para o que vai usar?
    FLOOR: Ah, eu tenho muitas idéias, mas preciso da participação criativa de um designer. Então alguns dos meus visuais foram criados por uma moça muito talentosa da Holanda (apresenta uma certa dificuldade para pronunciar “Netherlands” em inglês) e por duas na Finlândia, então eu tenho uma idéia como, “deveria ser um vestido, ou deveria ser uma roupa de couro, ou que deveria ter tal e tal cores, e tem que ter essa aparência…” Sabe, eu sempre tento achar este equilíbrio entre o feminino e o rock, o que às vezes é quase uma contradição. É uma questão de andar este equilíbrio, sabe, não usar só preto, mas é preciso surgir com um conceito e discutí-lo com pessoas que podem visualizar os fragmentos e conceitos que tenho em mente.

    YELL: E quando você surge com essas imagens, elas são relacionadas ao álbum da época, à turnê da época, ou…?
    FLOOR: Sim, eu tento sim, seguir estes temas.

    YELL: Sim, o vídeo de Elin… Élan…
    FLOOR: Élan, sim.

    YELL: O vídeo de Élan tem um conceito lindo, que casa bem com o tema do álbum. Aquele foi o conceito da banda ou foi do diretor?
    FLOOR: Foi uma combinação, na verdade. É muito o Tuomas, o compositor, que tem uma idéia muito clara da história, e aí vem o diretor, que vem com as idéias. Na verdade foi idéia dele ter estes atores finlandeses de idade, na Finlândia eles são muito famosos, todos sabem quem eles são por lá, foi muito especial conseguir todas estas pessoas. Todos eles quiseram colaborar, e erguer… sabe, viver a vida com muito Élan, como diz a… e há, há uma cooperação muito legal de idéias entre ele e o diretor, e aí as pessoas começam a pensar juntas. As idéias para roupas foram minhas, pois eu queria que houvesse uma diferença criativa entre a banda e as pessoas no vídeo, uma coisa meio anos 50 para combinar com o visual do local em que eu estava e coisas do tipo, e definitivamente é possível para todos dar uma contribuição criativa.

    YELL: É quase como a versão anos 50 de você fosse as lembranças de uma pessoa mais velha sobre um passado maior.
    FLOOR: Sim, é exatamente o que tentamos fazer com esses lugares velhos e desgastados com pessoas velhas e desgastadas, e erguer tudo e trazer de volta à vida, sim, era a idéia.

    YELL: Sim, todos fomos jovens algum dia.
    FLOOR: Sim (risos).

    YELL: O interesse é crescente no seu sub-gênero de música, o tipo operático de vocais sobre heavy metal. Foi intimidador pra você tomar frente do Nightwish?
    FLOOR: Hmm, eu nunca pensei nisso. Eu estive em bandas de metal desde que tinha dezessete anos, no tempo que o Nightwish surgiu isso era novo, mas não é mais só sobre voz operática. Quero dizer, eu uso minha voz operática por talvez um décimo do tempo em que estou cantando, então isso meio que se desenvolveu até um tipo variado de canto, o qual eu pessoalmente acho muito legal de fazer, brincar com isso, e não ficar com apenas um som, porque a música do Nightwish é muito… me desafia a usar diferentes tipos de vocais, então o que eu acho mais desafiador é, sim, cantar desse jeito. E claro que eu tenho ótimas antecessoras que geram grandes expectativas, mas todo o gênero ou sub-gênero como você chamou esteve mais estável, melhor posicionado através dos anos, mais na Europa do que aqui. Mas também está crescendo aqui, então é um ótimo sinal.

    YELL: Eu amo isso, eu amo a justaposição e o contraste da feminilidade com a parte pesada, e eu amo os elementos folk também…
    FLOOR: Sim, o Nightwish traz muito disso.

    YELL: Para quais de suas colegas vocalistas você olha em busca de inspiração?
    FLOOR: Eu sempre amei a Skin, do Skunk Anansie, eu gosto de vozes mais “rock”. Engraçado, eu não sou muito fã das coisas de ópera. Eu gosto no metal, mas só um pouco. Para mim, ela é uma vocalista muito potente, e eu sempre amei a Anneke van Giesbergen, do The Gathering e uma das fundadoras deste gênero na Holanda, e quando eu a ouvi cantar realmente foi como um daqueles momentos na vida em que você diz “Uau!” Ela tem um tipo de vocais que não é operático…

    YELL: OK, o que você acha de cantoras como Angela Gossow, do Arch Enemy?
    FLOOR: É, eu conheço a Alissa, ela é daqui…

    YELL: Sim, nós acabamos de conversar.
    FLOOR: (risos) Acho que é fantástico, lembro de, eu conheço a banda há anos, a Angela é meu oposto fisicamente, porque sou alta e ela é essa coisinha pequena e loura, e eu faço “uuuh” e ela meio que “UAAARGH” e eu sempre me perguntei: como ela faz isso? Eu nunca entendi. Eu sou meio que uma nerd vocal, eu amo as técnicas, e eu… é algo que eu não estudei, ainda, mas eu sempre fico curiosa em busca de novos desenvolvimentos dentro dos métodos vocais, e há métodos que são muito bons e descrevem muito bem o que você está fazendo, então eu comecei a tentar e encontrei como fazer. Então eu também comecei a fazer guturais no Endless Forms Most Beautiful. Eu acho muito intrigante, especialmente que tem algo sobre uma mulher fazendo isso. É claro que somos fisicamente diferentes então eu nunca conseguiria ir tão baixo quanto ela. Eu tive um dia incrivelmente doente quando o Arch Enemy estava fazendo turnê conosco na Europa, e ela pode fazer coisas incríveis, eu tenho muito respeito por isso.

    YELL: Você disse que é uma nerd vocal, eu sei que você deu aulas de técnica vocal, e eu estou bem seguro de que a Angela também. Vocês trocaram dicas, ou…?
    FLOOR: Não, não foi nada do tipo. Pra ser honesta, eu nem sabia que ela estava dando aulas.

    YELL: Bem, ela tem um workshop no Youtube…
    FLOOR: OK, incrível…!

    YELL: Na frente de uma platéia, então eu imaginei…
    FLOOR: OK, legal…!

    YELL: Com o álbum do Nigthwish em suas mãos, você está mais confiante para seguir em frente para outro álbum?
    FLOOR: Sim, com certeza. Tudo o que fazemos pela primeira vez é mais empolgante, você tem que achar sua forma de trabalhar, felizmente tudo o que fizemos juntos foi bem suave, as experiências foram assim, então… não era a primeira vez em que eu fazia um álbum, mas a primeira vez em que fazíamos um juntos, então foi… eu posso imaginar que da próxima vez será ainda mais fácil do que foi agora, mas também esse processo foi muito natural.

    YELL: Vocês têm outro álbum sendo trabalhado ou…?
    FLOOR: Não, não, esse álbum não tem nem um ano de que foi lançado, estivemos fazendo turnê sem pausas.

    YELL: Quase um ano.
    FLOOR: Hã?

    YELL: Quase um ano, é.
    FLOOR: Sim, sim. Sim, e agora é fevereiro, é, saiu no fim de março, então não, sem notícias de um próximo álbum ainda.

    YELL: E no ano passado você fez algumas gravações para um DVD, ele já saiu ou é um lançamento a ser esperado? Eu vi a versão tour do álbum, mas há…
    FLOOR: É, lá tem material ao vivo. Parcialmente, sim, então nós temos isso, e estivemos gravando material em vários shows, em vários lugares do mundo. Há Vancouvers e Méxicos ali, e fizemos nosso primeiro show em um estádio na Finlândia, e tocamos no Wimbley Arena, em Londres, que é um lugar prest… pre…

    YELL: Prestigiado.
    FLOOR: É um trava-línguas! É um lugar prestigiado em que se tocar. Todos são bem diferentes uns dos outros, um estádio e um lugar relativamente pequeno em Vancouver, e os loucos no México, esse tipo de local da arena, então nós temos algo especial por vir, e o único problema que temos é escolher de todas essas coisas, mas há algo especial por vir para os fãs.

    YELL: Sim, é ótimo para os fãs poder dizer, “eu estava lá!,” ou “essa é minha cidade!”
    FLOOR: Ou nós também poderíamos imaginar, se estivemos em um show aqui, podemos ter uma noção de como é um show na Europa ou no México, porque cada país, cada continente vem com diferentes públicos, possibilidades diferentes, nós podemos fazer uma produção maior aqui como podemos na Europa, então essas atmosferas diferentes também podem ser legais de se ver.

    YELL: Você disse que o Tuomas…?
    FLOOR: Tuomas, é.

    YELL: Eu sei que ele é o compositor e escritor principal. É difícil para você se conectar às letras de outra pessoa?
    FLOOR: Bom, foi a primeira vez que eu faria isso, quero dizer, desde o comecinho do After Forever, já que o guitarrista da época também escrevia letras, eu me lembro que na época eu achava desafiador acertar o ritmo e a “vocalidade,” porque eu ainda escrevia as melodias, mas com as letras já existentes, e tinha que fazer tudo se encaixar. Sempre foi meio que um desafio, e o Tuomas escreve as letras de tudo. Tudo o que eu tinha era um piano tocando a melodia e as letras. Então vira um quebra-cabeças, conversamos sobre e eu estava meio… não é algo a que eu esteja acostumada. Mas as coisas se movem suavemente, com facilidade, porque ele escreve realmente bem. E nós tiramos tempo para realmente treinar com a banda toda, então você pode sentir se algo funciona ou não. E assim, com tudo envolvido, até mesmo os backing vocals ocorreram muito rapidamente, foram pensados junto com o Marco e por isso ele cantou muito mais backings do que ele costumava antes, então alguns comentários foram feitos previamente de que parece que ele canta as últimas partes neste álbum, mas os fundos, as harmonias para mim são muito mais naturais por causa deste processo. Foi meio desafiador, mas se tornou algo muito fácil. Uma música bem escrita toca a si mesma.

    YELL: A última pergunta pode ser meio pesada, mas… o que te mantém acordada à noite?
    FLOOR: Oh, queijo e vinho tinto.

    YELL: Bem, não foi nada pesado!
    FLOOR: (Risos) Bem, isso me manteria fora da cama, de qualquer forma. Mas bem, num nível mais sério, algumas das coisas que estão acontecendo agora, dos refugiados na Europa, pessoas fugindo da Síria e do Afeganistão, todos aqueles países em que as coisas estão indo tão terrivelmente mal e com todo o mundo caindo em cima sem nenhuma solução adequada, coisas dando errado em países para os quais os refugiados realmente vêm e as coisas que eles fazem aos nativos que não facilitam nada. E há tanta tensão por todos os lados que… é, isso me manteria acordada.

    YELL: É, suponho que como uma banda em turnê vocês têm uma perspectiva muito boa.
    FLOOR: Bem, sim e não. Nós estávamos em turnê quando o ataque em Paris aconteceu, o tiroteio na casa de show em que as pessoas foram mortas durante um show. O…

    AMBOS: Eagles of Death Metal.

    FLOOR: É, um monte de gente, majoritariamente bandas americanas, cancelaram suas turnês e estavam com medo de vir a casas de show. É claro, ameaças por toda a Europa se espalharam como um incêndio, as pessoas ficaram com medo, o que era exatamente o que estavam esperando, e era exatamente o que não queríamos. Mas é claro que quando você sobe no palco no dia seguinte a algo do tipo é muito real, está muito na sua cara, seguranças por todo lado, cães farejadores passando pelas casas de show todos os dias, duas vezes por dia, é muito intimidador e isso deixou uma impressão em todos nós, mas também é necessário dizer que não seremos intimidados por um pequeno grupo de pessoas, porque ainda é um pequeno grupo de extremistas que aparentemente é tão mal organizado que aparentemente não conseguem fazer nada maior do que isso… eu estou feliz por isso! Então não podemos ficar loucos demais por causa disso, mas ainda assim, é sua vida cotidiana e de repente… é, espero que essas coisas fiquem mais fáceis de novo e que as pessoas encontrem um pouco mais de paz de espírito para ter mais mente aberta e não acreditar em tudo o que a mídia e os políticos estão nos dizendo, porque estão ficando mais e mais com medo por coisas tiradas de perspectiva. Então é um momento estranho na vida, mas espero para todos que as coisas melhorem.

    Ω

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  • Metal Gossip: Floor Jansen

    Metal Gossip: Floor Jansen

    Fonte: Metal Gossip  | Tradução: Head up High

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    Ω

    Hey, Floor! Obrigado por concordar em responder nossas perguntas dos fãs Russos. Você é muito popular aqui na Rússia e estamos ansiosos pela sua próxima visita.

    MG: Você recentemente se mudou da Holanda para a Finlândia. Conte-nos quais suas impressões acerca do país. É fácil se adaptar a um novo idioma, mentalidade e culinária?

    Floor: Eu gosto muito da Finlândia! É um lindo país com pessoas amigáveis e natureza incrível a sua volta. Eu não sou uma pessoa muito urbana e com todas as viagens que faço acaba sendo ótimo voltar para casa e ser um lugar calmo. Isso é tudo o que encontrei na Finlândia. O idioma está lá em cima na escala dos 5 idiomas mais difíceis do mundo e posso te dizer: é muito difícil! Mas é também um grande desafio e uma terapia mental. A comida é diferente, mas há muitas similaridades com a comida Holandesa.

    MG: O programa The voice, você sabe, faz muito sucesso em muitos países. Conte-nos sua opinião em relação a este programa. Você gosta do conceito desse tipo de competição ou você acha que um músico de verdade deve começar em palcos pequenos e só então se apresentar na TV? Você participaria?

    Floor: Acho que as palavras “músico” e “The voice” não deveriam ser ditas numa mesma frase. É entretenimento sem a alma da música. É cantar sem ter idéia da indústria musical ou sobre como é ser um músico o tempo todo, no mundo real. Então não, eu não gosto. É uma falsa reflexão da verdade. É claro que há bons cantores que conseguem uma maior chance de mostrar ao mundo seu trabalho. Mas eles não fazem ideia de como começar a cantar no mundo real. Eles serão usados e explorados até que um próximo talento apareça.

    MG: Conte-nos, na sua opinião, há um limite de idade para músicos? Ou você acha que é possível ir ao palco aos 16 e aos 86 anos?

    Floor: A música é sem fronteiras, sem idade e tem tanto poder que, uma vez bem-feita, todos podem executá-la.

    MG: Ano passado você veio à Rússia com Shows. Me diga quais impressões você teve? Há algo particularmente memorável?

    Floor: Eu adorei, mas foi uma experiência muito dupla. Os fãs Russos foram uma grande e bem-vinda surpresa! Tão calorosos e entusiasmados. O país é lindo! Mas a organização foi feita de forma muito ruim: foi ruim para fazer os shows, para comer, para viajar. Chegamos a ser expulsos de uma casa de shows quando a abriram para uma boate…. Então, mal posso esperar para voltar e ter uma experiência 100% positiva! Os fãs provaram naquelas noites que são tão incríveis que tenho que fazer isso!

    MG: No After Forever e Revamp nós a vemos por um lado pesado, e é muito legal, mas você tem alguma ideia para lançar um álbum com composições leves e líricas como faz a Liv Kristine em seus próprios álbuns solos?

    Floor: Nunca ouvi falar disso, mas não, não de fato.

    MG: Sua antiga banda, After Forever, possui muitos fãs. Conte-nos, você ainda tem contato com seus ex-membros? Podemos esperar uma reunião algum dia ou isso é uma página definitivamente virada na sua criatividade?

    Floor: Meu foco e devoção estão com o Nightiwsh para os próximos anos. Até o futuro do Revamp é incerto porque eu não sei se será possível combinar as duas bandas. Mas eu adoraria! Mas absolutamente não há espaço para uma relíquia do passado.

    MG: Nos últimos anos você deu aulas de canto. Conte-nos como você se sentiu no papel de professora? Você é muito exigente ou tolerante com seus alunos?

    Floor: Eu tenho ensinado por mais de 10 anos, então não é algo novo. Eu gosto de deixar que os alunos sintam como podem usar suas vozes, quando eles transpõem certas barreiras do medo. Eu sou exigente, mas justa. Eu não posso te ensinar como cantar se você não praticar e se esforçar para isso. Mas se você tentar eu posso te ajudar e gostar de fazer isso.

    MG: Você participou de vários projetos. Se você fosse convidada para interpretar o papel principal em uma ópera, você concordaria? E qual papel você escolheria? Já sonhou com uma carreira de cantora de opera ou você respira apenas a música pesada?

    Floor: Durante meus estudos, tanto na área do Rock quanto no conservatório, eu percebi que que não fui feita para o mundo do teatro. Eu não me encaixaria num cenário de Opera. Eu nunca tive esse sonho mas eu adoro combinar mundos, se possível.

    MG: Qual a coisa mais extrema que você já fez por um contrato ou para a música? Bem, além de aprender músicas do Nightwish durante 24 horas em um avião?

    Floor: Toda a minha vida foi dedicada à música.

    MG: Se você tivesse tempo para se dedicar a outra profissão, qual você escolheria?

    Floor: Ser um músico não é fazer um trabalho. Você É um músico. Então não consigo me imaginar fazendo outra coisa. Tenho hobbies e outros interesses, mas nenhum deles jamais poderia ser minha profissão. Eu sempre adorei cavalos e cavalgadas e até tentei fazer disso uma profissão antes de perceber que música não é uma escolha e sim um chamado, e teria que ser naquela direção. E, de novo, eu trabalho com música, me sinto feliz e abençoada por poder fazer isso o tempo todo.

    MG: Como você se sente sobre as sessões de gravação do novo álbum? Está satisfeita com o material que você gravou? Houve alguma música difícil de cantar?

    Floor: Foi a primeira vez na minha carreira em que cantei num álbum inteiro para uma banda, mas eu chamo o trabalho de meu, ainda que não tenha escrito a música, ou as letras. Um novo desafio em si. A propósito, Tuomas e Marco as escrevem. Eu não tive dificuldade alguma para entrar nas canções e contar sua história com minha interpretação. Eu me senti ótima, incrível, mesmo durante as gravações. Foi de forma tranquila. A voz simplesmente se abriu e saiu automaticamente graças ao material tão bem escrito e a muitos ensaios que fizemos antes de gravá-lo. Algumas partes foram difíceis, eu fui definitivamente desafiada pelo material de várias formas.

    MG: No começo deste ano você falou que havia começado a aprender finlandês. Houve algum progresso neste aprendizado?

    Floor: Comecei no ano passado, em setembro, então faz pouco mais de um ano e eu estou fazendo progresso. Mas devagar, por conta da complexidade do idioma. Não há palavras similares a nenhum outro idioma que eu conheça, a gramatica é loucamente complexa e a pronúncia é muito estrangeira, se comparada ao meu idioma. Mas é ótimo notar que eu entendo mais e mais a cada dia que passa e eu posso falar um pouquinho mais também. Ler fica cada dia mais fácil e com paciência o suficiente eu vou dominar este idioma.

    MG: Em sua última entrevista, Troy respondeu uma pergunta sobre o momento mais engraçado da última turnê e ele disse que foi na Austrália quando um crocodilo roubou suas calças. O que você pode dizer sobre o momento mais inesquecível desta turnê?

    Floor: Bom, foi um momento louco e assustador, claro! Um grande animal indo embora com as minhas calças! Eu fiquei furiosa. Não acredito que ele ficaria melhor nelas do que eu…. =D

    MG: Alguns dias atrás sua foto no backstage numa sessão de fotos para a “Pretty atitude” apareceu no Facebook. Poderia falar um pouco mais sobre esta colaboração?

    Floor: Minha amiga Andrea Beckers trabalhou com eles antes e eles a perguntaram se eu estaria interessada em algumas de suas roupas. Eles me mandaram algumas de suas roupas e joias e fizemos uma sessão de fotos para eles. Estas fotos foram feitas, mas ainda não foram lançadas. Foi ótimo fazer isso, embora o estilo de roupas não seja necessariamente o meu. Sua qualidade, no entanto, é ótima e acho que muitas garotas alternativas adorarão a coleção.

    MG: Você está ansiosa para os próximos shows nos cruzeiros de verão? Eu vi uma programação e a achei muito boa e não consigo imaginar o quanto vai ser legal assistir ao vivo. Como essa ideia de tocar a bordo de um navio surgiu?

    Floor: Não sei bem de quem foi a ideia de fazer isso com o Nightwish também, mas eu já vi muitas bandas fazerem isso com sucesso (como motorhead com seu Motor Boat e a banda Sueca Sabaton). É uma maneira ótima de ficar mais perto dos fãs e oferecer um show único. Eu estou muito ansiosa para isso.

    MG: Você compartilhou o palco com Tarja Turunen. Gostaria de repetir a experiência.

    Floor: Ela é uma cantora maravilhosa e uma mulher doce. Certamente gostaria de fazer isso quando houver um bom show.

    MG: E, para finalizar, poderia dizer algumas palavras para seus fãs russos?

    Floor: Tudo o que sempre ouvi de outras bandas que fizeram turnê na Rússia foi absolutamente maravilhoso! Eu mesma percebi isso nos dois shows que fiz aí. Gostaria de ter ido mais cedo em minha carreira e mal posso esperar para voltar com o Nightwish. Quero agradecer a todos por acreditarem em mim mesmo quando eu não pude ir à Russia para shows e por todo o apoio durante todos estes anos. Espero que vocês gostem do que estou trazendo ao Nightwish e que nós tenhamos noites mágicas num futuro próximo juntos! Spaziba!

  • Lux by Night: Floor Jansen

    Lux by Night: Floor Jansen

    Lux by Night entrevistou Floor Jansen recentemente. A tradução você confere a seguir.

    by Ville Juurikkala
    by Ville Juurikkala

    Fonte: Lux by Night por Mike Dostert | Tradução: Head up High

    O Nightwish é uma banda de metal sinfônico, de Kitee, Finlândia. A banda foi formada em 1996 pelo compositor e tecladista Tuomas Holopainen, o guitarrista Emppu Vuorinen e a vocalista Tarja Turunen. O álbum de maior sucesso ‘Once‘, foi lançado no dia 7 de junho de 2004, juntamente com um único single entitulado de ‘Nemo‘. O single liderou as paradas na Finlândia e na Hungria, e alcançou as paradas em seis países adicionais. ‘Nemo‘ ocontinua sendo o single mais bem sucedido da banda, lançado até então. Em 2005, após o show em Hartwall Areena (Helsínquia), no dia 21 de outubro de 2005,  fora informado que Tarja não seria mais membro da banda. Anette Olzon substituiu Tarja. No momento onze canções de seu sexto álbum, intitulado ‘Dark Passion Play‘, já estavam escritas, então Anette Olzon apenas terminou. A mesma não estava envolvida no processo de criação. Em 11 de janeiro de 2013, Olzon anunciou em seu blog oficial que estava grávida de seu terceiro filho, ocorrido na primavera de 2013. Isso foi um forte fator que contribuiu para a sua demissão no dia 9 de outubro de 2013. O Nightwish apresentou a nova cantora, a holandesa Floor Jansen, sendo substituta permanente de Olzon. A arte de seu novo álbum e seu título ‘Endless Forms Most Beautiful‘ foram lançados no dia 27 de março de 2015. Durante a turnê no dia 16 de dezembro no Rochkhal, Floor Jansen respondeu algumas de nossas perguntas:

    Ω

    Floor, muito obrigada pelo seu tempo hoje. Você nunca se cansa das entrevistas?
    Bem, depende das perguntas (risos). Mas não, eu estou a tanto tempo nesse negócio e faz parte do meu trabalho. Por isso é algo que precisa ser feito, você gostando ou não.

    Para você, esteve sempre claro sobre como se tornar uma musicista?
    Sim, eu comecei aos 15 anos de idade, com a minha primeira banda, e desde então estou neste negócio. ficou bem claro para mim me tornar musicista, e eu não consigo me imaginar trabalhando em qualquer outra coisa que seja.

    Qual a maior diferença entre o novo álbum do Nightwish ‘Endless Forms Most Beautiful‘, comparando-os com outros álbuns feitos por você?
    O Nightwish é enorme. Quero dizer, entrar em um novo mundo, embora eu estivesse em bandas como o After Forever ou ReVamp. É sempre diferente. Mas nós temos uma boa energia na banda, e os caras são ótimos. Não tenho do que reclamar (risos).

    Ouvindo seu novo álbum, tive a sensação de que, digamos que reflexivo. Você concorda com isso?
    Não, realmente não. Acredito que as letras do Nightwish estejam circulando em uma temática específica. Eu não os chamaria de reflexivos, bastante aventureiro, emocionante e cheio de energia. Do ponto de vista musical, eu diria que desta vez nós temos muitas melodias “poppy”, e que as influências do metal não estão tão presentes como nos álbuns anteriores.

    Como você imagina a sua evolução como musicista ao longo dos anos?
    É difícil de responder. Quero dizer, eu prefiro deixar que outras pessoas tenham sua opinião sobre isso. Digamos que você amadurece ao longo dos anos, as letras estão ficando mais sérias, e você aprende com os erros do passado. É um processo natural para mim, e não algo que eu gaste tempo pensando.

    Quais bandas tem sua atenção agora?
    Definitivamente London Gramar (banda de indie-Pop britânico), sua música é realmente bonita. Devo dizer que, no meu tempo livre, eu não ouço muito metal, um pouco, é claro (risos). Ao longo dos anos você aprende e evolui como musicista ouvindo outros gêneros. Manter a mente aberta é muito importante para ser criativa.

    O quão importante é para você ainda estar envolvida em outros projetos?
    É muito importante, mas no momento, todo o meu foco encontra-se no Nightwish. Então eu não tenho tempo para pensar em outros projetos. Mas, quando for a hora certa, com certeza nós veremos como continuar com o ReVamp.

    Eu agradeço muito por esta entrevista, e desejo-lhe boa sorte para o futuro.
    Bem, obrigada também, foi um prazer.

    Ω

    Floor Jansen – Head up High: sua referência

    www.headuphigh.com.br | www.floorjansen.com | www.revampmusic.com | www.nightwish.com

  • Metal Hammer – tradução

    Metal Hammer – tradução

    Fonte: Metal Hammer  | Tradução: Head up High

    Ω

    Depois de três vocalistas, o Nightwish está na sua melhor forma

    Metal Hammer

    O que não matou o Nightwish apenas o tornou mais forte.

    Há muitas coisas que são verdades no meio do metal, mas que não devem ser ditas. Não se deve dizer que, na hora do “vamos ver”, o Megadeth e o Mayhem são piores do que o time West Ham United jogando em casa (numa semana eles mandam ver e na outra perdem pra um time qualquer), por exemplo. Não é nem um pouco educado dizer que, apesar de influentes, o disco “Scum” está longe de ser o melhor do Napal Death. Além disso, ninguém quer ser o primeiro a admitir que o gênero do death metal está num limbo criativo desde o lançamento do disco “Organic Hallucinosis”, do Decapitated. Mas se tem algo que vai render um bocado de fãs furiosos te dizendo pra ir tomar num canto meio incomum, esse algo é dizer que o Nightwish com os vocais de Floor Jansen não é apenas melhor do que na época da Anette, mas melhor até mesmo do que a época da própria Tarja. A verdade é que a banda nunca foi tão boa como é agora.

    Discutir a questão “Anette vs Floor” não é difícil e, apesar de ser um tanto duro com a antiga vocalista, é possível encontrar algumas opiniões contrárias por aí, mas em número menor. Não é possível negar que a Anette foi uma ótima vocalista de metal com um tom mais “pop”, mas Floor consegue ir além e com mais intensidade, ênfase nos tons e muito mais personalidade nas canções para começo de conversa. Mas é claro que não é só isso: ela sabe muito bem lidar com as canções antigas, também. Músicas como Stargazers voltaram ao setlist da banda recentemente (uma das melhores surpresas do Hellfest deste ano) com direito à toda a interpretação dramática e pormenores da música – algo que Anette não conseguia fazer tão bem. Fora tudo o que foi mencionado, Floor sempre foi uma cantora de metal com uma carreira sólida e vocais guturais agressivos. Ainda assim, apesar da contribuição de Anette em Imaginaerum ter sido sensacional, foram necessários apenas 15 minutos de show e três do novo disco do Nightwish, Endless Forms Most Beautiful, para perceber que a sueca não faz tanta falta.

    Já a questão envolvendo Tarja é bem mais difícil até porque ela foi a vocalista que com a qual a banda se firmou e colocou seu nome na história e a vocalista com quem compuseram seus álbuns mais famosos, ajudando a definit (para bem ou mal) todo um nobo subgênero no heavy metal europeu. Os fatos são inegáveis. Os primeiros cinco álbuns (até mesmo Angells Fall First, que serviu mais de base para o som da banda) ainda são alguns dos melhores mesmo após quase 20 anos. O disco Wishmaster tem tantos clássicos que não seria relançá-lo como um “Best of”. Quanto ao disco Oceanborn e sua atmosfera sombria, não houve nenhuma banda com uma vocalista vestindo espartilho que conseguisse alcançar o mesmo nível. Por último, o disco Century Child provou que a banda era capaz de produzir muito mais do que simples hits.

    No entanto, foi o disco Once que mostrou algumas rachaduras na base de tudo e isso não diz respeito às composições de Tuomas, que eram incríveis, ou à voz de Marco cada vez mais presente (a presença deste ilustre membro da Tarot, inclusive, foi uma grande revelação para o Nightwish e chega a ser até estranha a ideia de ele não cantar desde o início). Não é uma questão da clareza e da capacidade de canto do Marco, mas de sua capacidade de adaptar uma música tão facilmente a um contexto (basta comparar suas participações em I Wish I Had An Angel, The Crow, The Owl and the Dove e em Weak Fantasy, por exemplo).

    O problema é que, olhando para trás, percebe-se que o Nightwish se desviava cada vez mais do subgênero “opera metal” (é possível dizer que até o abandonaram a partir desde ponto da carreira). As doces melodias vocais presentes nos primeiros trabalhos da banda passou a abrir espaço para um tipo de metal mais tradicional e com menos espaço para a letra, fazendo com que a variedade de tons se tornasse parte adicional e não vital das canções. Tarja, por sua vez, encaixava-se bem nesse gênero, mas é talvez a sua performance mais fraca. Na canção Wanderlust, ela soava como uma superstar, ao passo que parecia dificuldade para manter o tom em Nemo.

    Tanto Tarja como Anette são especialistas: dê-lhes um estilo em que elas se encaixam e elas vão acabar com todo mundo se for uma questão de competição. Mas, como Sam Burgess, coloque-as num formato que elas conhecem menos e elas mostrarão ter dificuldades bem rápido.

    Floor, no entanto, não sofre com nenhum desdes problemas. Ela é perfeitamente capaz de fazer um gancho que soe mais pop, o vozerio poderoso do metal e o rico estilo operático na mesma música e de maneira brilhante, como mostrou no mais recente álbum da banda. Não é como se ela dominasse tudo e fosse a melhor vocalista, como parece. Na verdade, é algo simples: a Floor se destaca em todos os estilos musicais que precisa atuar.

    A melhor parte é que ainda há mais: Floor não é o único “plus” com o qual o Nightwish agora conta. Eles também contam com Kai Hahto na bateria e ele é um músico fantástico. A prova disso é que ele ensinou o antigo baterista, Jukka Nevalainen a tocar bateria no estilo jazz para a música Slow, Love, Slow durante as gravações do disco Imaginaerum. Ah, sim, e ele é o produtos da banda Wintersun, que costumam ser mestres no que fazem (ainda que lancem albuns na mesma frequência com que o Axl Rose consegue começar um show na hora certa). O Nightwish agora também conta com um músico folk Troy Donockley (que é um tremendo de um cantor, também), da Inglaterra, o que os permite acrescentar algumas músicas ao seu setlist e deixar de lado o playback das uileann pipes, as gaitas de fole típicas da Irlanda. Acrescente a essa mistura o talento vocal de Marco e temos uma variedade artística muito maior do que a banda jamais teve. Além disso, eles se tornaram uma banda grande o suficiente pra assumir comando total de suas finanças e, assim, produzir o que quiserem como desejarem.

    Isso faz com que o Nightwish consiga ser mais flexível do que nunca. Se Tuomas quiser compor um álbum de 40 minutos com dez faixas repleto de hits sem se aventurar muito e com refrões simples, ele pode fazê-lo sem problema. Se ele quiser compor um álbum ridiculamente bombástico, com músicas de 24 minutos, gaitas de fole, piano, arranjos de orquesta, canto operático, vocais pop, belíssimos ganchos vocais, sons de macacos e de baleias, além da participação do próprio Richard Dawkins… bom, ele também pode fazer isso sem problema.

    É claro que não é possível dizer que Endless Forms Most Beautiful é, sem sombra de dúvidas, o melhor disco da banda simplesmente porque não é. É muito bom, mas eles já produziram álbuns melhores e com duas antigas vocalistas. As partes negativas podem ser vistas em uma ou duas coisas do disco (o refrão da faixa que dá nome ao disco é bem forçada) ou até mesmo nos deslizes quanto à qualidade das canções (a música Edema Ruh, por exemplo, que é um pouco piegas, sem falar que é inspirada em um livro que pode ser descrito de forma singela como um monte de excrementos saídos direto do reto arreganhado da bunda da literatura fantástica e que é tão infancil que fariam Harry Potter parecer Game of Thrones).

    Nada disso, no entanto, é um indício de como será o futuro do Nightwish. Os períodos de transição são, no mínimo, difíceis e, ainda que a canção The Poet and The Pendulum seja uma das melhores da banda, o disco Dark Passion Play, o primeiro do Nightwish com Anette nos vocais, é um de seus mais fracos lançamentos. Não é ruim, mas não é tão bom como alguns dos clássicos da banda. Já Endless Forms Most Beautiful é só um pouco pior do que a média, o que, ainda assim, se resume a alguns poucos deslizes. Quando se pensa no futuro, no entanto, isto pode ser algo bastante encorajador, pois o próximo disco pode ser ainda melhor.

    Ninguém está impedindo o Nightwish de fazer o que realmente quer e, aparentemente, tem o bom senso de não tomar más decisões musicais (veja aqui Tuomas falando sobre o seu projeto musical de musicalidade duvidosa sobre Scrooge McDuck lançado com seu próprio nome – FAO Metallica). Eles tem a melhor e mais versátil vocalista possível, são capazes de tocar ao vivo qualquer música que já compuseram e conseguiram passar por todas as mudanças na formação sem perder seus mais fiéis fãs. Pelo jeito, aquele ditado “o que não mata nos fortalece” tem um quê de verdade.

  • Exclusive Interview | Entrevista Exclusiva – Floor & Marco

    Exclusive Interview | Entrevista Exclusiva – Floor & Marco

     

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    ♫ Wake up, child. I have a story to tell. Once upon a time … ♥

    Durante a última passagem do Nightwish pelo Brasil, nós do fã clube oficial Head up High entrevistamos Floor e Marco com exclusividade.

    During the last Nightwish Brazillian tour, Head up High team had an exclusive interview with Floor and Marco.

    Enjoy! ;D

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