Tag: Holanda

  • #2: Floor’s Music Corner – My First Ayreon Appearance!

    #2: Floor’s Music Corner – My First Ayreon Appearance!

    O ano era 2000 e eu tinha apenas 19 anos quando Arjen Anthony Lucassen me pediu para me juntar a ele em seu álbum The Dream Sequencer. Na época, todos no After Forever eram fãs do Ayreon, inclusive eu. Então foi uma honra fazer parte disso. Neste episódio do Music Corner, estou relembrando como foi gravá-lo. Espero que gostem!

    Tradução: Head up High, my dear!

    Ω

    Oi, e bem vindos de volta ao Floor’s Music Corner. Eu realmente gostei de falar sobre as gravações do passado então eu gostaria de voltar no tempo mais uma vez hoje e falar sobre esse álbum do Ayreon.
    Essa é a capa do The Dream Sequencer, álbum do Ayreon do ano 2000 e eu vou abri-lo pra que vocês possam ver o encarte. Tá vendo? É lindo, né? (falando com a doguínea).

    Eu sinto que agora ele é o adolescente porque eu pareço muito uma adolescente na arte desse encarte e eu estou bem aqui.
    Todos no After Forever eram grandes fãs do Ayreon então quando tivemos contato com o próprio Arjen Lucassen e ele me queria no álbum dele foi uma honra muito, muito grande, e foi muito emocionante ir para o seu estúdio e conhecê-lo e depois cantar nessas gravações.

    No episódio anterior eu falei um pouco sobre voltar aos velhos tempos quando as coisas eram um pouco diferentes tecnicamente falando, a era pré digital onde você não mandava um MP3 de uma música, não era essa época ainda então toda a comunicação sobre como a música seria era bem diferente.

    Eu tenho certeza que eu não tinha ouvido nada antes de gravarmos então eu acho que fui para o estúdio e ouvi tudo lá. Eu não lembro muito porque obviamente foi há muitos anos, esse álbum saiu em 2000, mas eu fui para o estúdio e eu só sabia algumas coisas sobre a música deles, não sabia muito sobre ele (Arjen), como ele era, e ele era muito alto, e muitos de vocês talvez saibam que eu sou uma moça alta com meus 1,83 e bem, Arjen é tipo um cara de 2 metros e alguma coisa, ele é muito alto.

    Eu era tão inexperiente pra entrar no estúdio dele com alguém que escreve músicas fantásticas e que tem feito isso por muitos anos, trabalhado com tantos cantores e heróis famosos! Eu ia cantar “My House on Mars” junto com Johan Edlund, cantor da banda Tiamat, então foi super emocionante.

    Eu era (e ainda sou) a vocalista principal. Fazer backing vocals e harmonizações era algo que eu não tinha feito ainda, não tinha experiência nenhuma com isso naquele tempo, então eu realmente me lembro que fazer as linhas principais era uma coisa, mas fazer as harmonizações foi bem difícil (assobio). Se você conhece as músicas do Ayreon você sabe que tem muito disso lá além de partes bem desafiadoras pra cantar então eu tive muito trabalho pra conhecer e aprender mas quando eu saí de lá eu estava me sentindo satisfeita pois nós fizemos música juntos. Eu tive que brilhar no que eu podia fazer de melhor naquele momento.

    Desde aquela época toda vez que eu volto pro estúdio pra trabalhar com o Ayreon é sempre da mesma forma, ele sabe exatamente como tirar o melhor de você, como te desafiar, como escrever algo que realmente encaixa com a sua voz. Felizmente com o passar dos anos as harmonizações e backing vocals ficaram muito melhores mas eu vou me lembrar para sempre da batalha que foi a gravação do The Dream Sequences, de toda a empolgação e como foi tudo novo pra mim.

    Agora temos que aproximar pra mostrar não só essa capa linda mas também a minha foto “de bebê” que está nesse encarte (risos). Deus, foi há muito tempo então eu vou sonhar com esses dias com um bom copo de café, ainda está muito frio aqui na Suécia, a neve ainda está caindo lá fora e nós estamos aproveitando o calor de mais um copo de café e da lareira.

    Obrigada mais uma vez por assistirem ao “Floor’s Music Corner” e se vocês ainda não ouviram esse álbum do Ayreon, The Dream Sequencer, vai lá escutar! Tchau =)

  • #1: Floor’s Music Corner – My First Ever Demo!

    #1: Floor’s Music Corner – My First Ever Demo!

    “Hoje começamos uma nova série, o “Floor’s Music Corner!” Ao longo dos anos tenho recebido perguntas sobre como eu me lembro de certas músicas, álbuns, perfomances e mais! Nesta série eu vou sentar com vocês e compartilhar algumas dessas inestimáveis histórias com vocês.”

    Tradução: Head up High, my dear!

    Ω

    Hey, Billie, Billie! Hi! C’mon! Huh…

    Agradável e quentinho, estava tão frio lá fora! Nós estamos tendo um inverno muito bom na Suécia. Eu estava lá fora com o nosso cachorro e com o Billie e entramos todos gelados, então nós acendemos a lareira e fizemos um café… e eu passei por minhas gravações mais antigas e achei essa demo. É de 1999. Eu acho que eu tinha 17 anos quando a gravamos, então eu pensei que seria legal sentar e falar um pouco sobre essa demo porque parece que foi ontem mas faz um bom tempo. Esse CD na verdade é uma demo, costumávamos fazer cópias físicas e não uma música em MP3 que pode ser ouvida no mundo digital porque não havia um mundo digital então éramos só um bando de adolescentes ensaiando em um espaço no sul da Holanda querendo colocar nossa música pra fora, querendo virar uma banda que produz álbuns e viaja o mundo em turnês, o que fizemos mais tarde, mas tudo isso tinha que começar de algum lugar e começou com essa demo.

    Nós mesmos fizemos isso, fomos para um estúdio pequeno, gravamos e nós mesmos imprimimos os “papéis” pra colocar dentro do CD. Dá pra perceber se você olhar bem de perto, os pixels na impressão estão bem grosseiros, não sabíamos muito bem como fazer isso mas ficamos muito orgulhosos de qualquer forma, e tem 4 músicas nessa demo que, obviamente, queríamos vender em alguns dos nossos shows e enviar para gravadoras para conseguir um contrato (o que aconteceu).

    Olhar pra essa pequena demo realmente me traz muitas memórias dos dias em que ensaiávamos 2 vezes na semana, tínhamos um velho gravador de fitas no meio do lugar onde ensaiávamos para gravarmos ideias. As vezes era impossível também trazer esse gravador pra casa então tínhamos que lembrar dessas ideias por alguns dias e depois continuávamos trabalhando em cima dessas ideias ou tentávamos continuar alguma coisa em casa, ou ainda levávamos só a fita pra casa (e sim, estou falando de fitas cassetes) sempre procurando encontrar o nosso som. Não haviam muitas bandas com vocalitas femininas ainda e qual o estilo nossa música teria. Pra mim era “Como eu vou cantar, como vou me inserir no meio de todos esses caras”. Sim, nós tínhamos um foco imenso, desde o primeiro momento todos nós queríamos ser uma grande banda então acho que aquele caminho realmente sempre esteve ali e eu acho também que foi necessário para darmos o primeiro passo naquele pequeno espaço de ensaio na Holanda.

    Bom, das gravações em si, dessas 4 músicas, eu não tenho quase nenhuma lembrança, muito estranho, eu só me lembro de estar extremamente nervosa, muito insegura. Eu nunca tinha tido uma aula de canto na minha vida e nunca tinha cantado na frente de um microfone num estúdio antes. Eu acho que todos nós tivemos um momento de pressão ali, quero dizer, nós erámos só um bando de crianças sem dinheiro e “tempo é dinheiro” então tudo tinha que ser feito rápido. É isso que me lembro das gravações e também o pouco que entendíamos pra saber se “isso ficou bom ou não? O som está bom ou não?”. Eu tenho certeza de que tínhamos muito mais ambições do que poderíamos pagar mas isso tudo está pra sempre aqui, sabe, isso é lindo!

    Nós não tínhamos dinheiro pra ter uma arte de capa adequada e então imprimimos esses papeis e todo o resto e quando eu abri esse CD no ano passado é claro que também não tinha dinheiro para imprimir e parecer um CD real então só gravamos a música no CD mesmo mas nós deixamos lá dentro uma folha com as letras e as informações de nosso contato na parte de trás: um endereço, um telefone, um e-mail e a primeira ideia de uma rede social que tivemos no My Page.

    É fantástico voltar no tempo e perceber como nós nos acostumamos a ter redes sociais e ter a possibilidade de gravar coisas pelo celular, criar artes, você pode tirar fotos com ele e editar, criar sua arte com ele, então essa demo é realmente de um tempo muito diferente e isso faz com que ela seja extremamente especial de apreciar.

    Muito obrigada por me assistir falando sobre música, eu adorei e adoraria fazer isso de novo falando sobre algum outro álbum, espero que você se junte a mim! Só quero mencionar que se você ficou interessado em comprar essa demo, ela não está disponível e é o que dá o charme disso tudo, é como um sopro do passado que pertence àquele tempo. Não está à venda até onde eu sei, talvez se encontre algumas joias raras dessa na internet. Ah, e claro, o telefone nesse encarte não funciona mais.

    Obrigada por assistir e vejo vocês depois, tchau.

  • Ouvimos o Dark Horse White Horse!

    Ouvimos o Dark Horse White Horse!

    English HERE

    Rostos bem conhecidos por cada um de nós: Marcela Bovio, (ex-Stream of Passion, MaYaN, Ayreon), Ruben Wijga (ex-ReVamp, BlackBriar) e Jord Otto (ex-ReVamp, ex-VUUR, My Propane). Completando o time, temos a participação na bateria com o Ariën van Weesenbeek (Epica, MaYaN, ex-God Dethroned), e o baixista Siebe Sol Sijpkens (Phantom Elite, Destiny Potato, Sordid Pink).

    Após anos trabalhando na cena do metal holandês, o trio encontrou a oportunidade de combinar suas habilidades e influências para criar uma mistura única do progressivo, eletrônico e, claro, o tão querido sinfônico; nascendo assim, o DARK HORSE WHITE HORSE.

    O Head up High teve a oportunidade de ouvir o EP que será lançado no dia 16 de abril deste ano e aqui estão nossas impressões:

    Judgement Day (04:00): Essa música, que abre o EP, parece algo de outro mundo. Guitarras e baixos pesados mostrando a todos a que veio. Se você é um entusiasta de metal progressivo e outras vertentes menos “fáceis de se ouvir”, você vai se amarrar instantaneamente nessa música. Os versos pré-refrão trabalham num tempo quebrado, te dando a sensação que ao juntar com as palavras que estão sendo cantadas, passam a impressão de desespero e medo, revolta e fúria. É  curioso e certamente belo começar o EP cantando a plenos pulmões que é o fim do mundo. O refrão gruda na sua mente de uma forma positiva, com Marcela soltando sua voz incrível e reconhecível os versos “this is the end of the world, the end, the end!” – e que sensação mais propícia de se ter durante essa pandemia, não é?

    Os backing vocals e as múltiplas camadas vocais também são um fator a ser mencionado e aplaudido. Que excelente trabalho de arranjo com essas linhas vocais secundárias, a imersão que elas causam é o que nós, aficionados pela música, buscamos sempre que apertamos play em qualquer coisa. A música instantaneamente te leva a bater cabeça, o peso e a progressão, a relação entre criar tensão e aliviar nos momentos certos gera uma sensação de satisfação enorme. Ao vivo ela seria uma abertura de show que já te deixaria sem voz logo na primeira música.

    Black Hole (04:13): Foi a música mais “tranquila” do EP.  Mas dizer isso é longe de dizer que a música é calma, pois ela é frenética e cumpre bem a sua missão no álbum. Os riffs dessa música são excepcionais, como o de todas as músicas. O trabalho de Jord Otto nas guitarras é incrível em toda a sua carreira, mas eu tenho motivos a acreditar que especificamente no DHWH ele fez um de seus melhores trabalhos, se não o melhor.

    O uso de sintetizadores de Ruben Wijga para conectar os versos é feito de forma bem pensada e adiciona uma sensação inesperada para música – raramente vemos o timbre do sintetizador sendo usado nas músicas de forma tão presente para conectar os versos e é feito de forma bem pensada e adiciona uma sensação inesperada para a música. Os vocais estão agressivos e expressivos, te levam o sentimento necessário para te guiar pelo peso da música.

    The Spider (04:15): Essa música é de uma energia constante e intensa. A sucessão dos solos de guitarra seguido do solo de sintetizador é o metal na sua forma mais interessante. É possível escutar o espaço criativo que cada um dos músicos teve para a criação das músicas, sem ser necessário dosar-se para se encaixar em determinado gênero ou expectativa. começa soando brutal e impossível de tirar da mente. Ela possui riffs específicos que não saem da cabeça mesmo depois de finda a música. A suavidade da voz da Marcela no começo em contraste com o peso arrepia e conforme o tom vai aumentando gradativamente você vai se sentindo cada vez mais embebido na canção. O refrão soa leve e cativante, mas de uma maneira diferente das anteriores, ainda mais madura- se é que é possível. O solo de guitarra é um show a parte na música, precisa ser destacado como um ponto altíssimo, bem como o solo de synths.

    Get Out (04:11): Ela provoca uma sensação de desconforto que me soa proposital.  A calma com que os versos começam e se tornam um clamor de expurgo me fizeram arrepiar também. Até mesmo os vocais suaves no começo soam pesados. Os versos do refrão, “You’re not welcome here” sao cantados de forma forte e tocante. O violino ao fundo nas poucas partes calmas soa como a calma antes da tempestade. Mais um solo de guitarra para nos fazer tremer. E uma composição de tirar o fôlego, certamente.

    A atmosfera das estrofes dessa faixa é incrível, a voz de Marcela com uma interpretação e sentimento incrível a cada verso e o sintetizador ajudando a intensificar os sentimentos da voz se conversam de uma forma excelente, e logo que você está se acostumando com essa sensação, o refrão vem forte e de forma intensa. A dinâmica da música é estupenda, a música nunca te deixa ficar distraído porque sempre há uma mudança interessante, ela te mantém atento para todos os mínimos detalhes que estão acontecendo (e mudando constantemente) conforme os versos passam.

    Cursed (05:20): [nossa favorita, sem dúvidas] O backing vocal em impostação lírica que acontece conforme a música transmite a ideia realmente do nome da música: uma maldição lançada. O contraste da voz de Marcela com os riffs é encantador. Mas nada é mais incrível do que a surpresa que Cursed traz para o ouvinte, além dos backing vocals. Uma música extremamente forte, sem limites e instrumentalmente poderosa.

    É notória a vontade, especialmente nesta canção, de dizer em alto e bom som o que se precisa, de forma enfática. Marcela pronuncia cada palavra com precisão cirúrgica de intenção e significado. Os vocais altíssimos combinados com os riffs potentes e solos de guitarras incríveis por cima transformam essa música no encerramento perfeito para o EP. Os momentos de rápidos orquestração com o teclado trazem uma atmosfera escura e amedrontadora, só consigo imaginar os cenários típicos de um romance de terror. A sensação da segunda parte da música é de fuga, é simplesmente incrível.

    ★★★★★ 5/5

    É possível dizer que Dark Horse White Horse são mestres da dinâmica nas músicas. Foram 25 minutos de EP de uma música extremamente pesada, porém nunca pesada ao ponto de se tornar monótono de ouvir. Os vocais de Marcela Bovio estão melhores e mais dinâmicos que nunca, tenho a sensação de que ela deu tudo de si enquanto gravava, isso eu afirmo sem a menor preocupação.
    Também podemos reafirmar que esse é um dos melhores trabalhos de Jord Otto e de Ruben Wijga. Para quem já achava o trabalho deles incríveis em suas bandas passadas, se preparem para serem arrebatados por uma série de riffs, solos e técnicas variadas. Não podemos esquecer de mencionar Ariën van Weesenbeek e Siebe Sol pelos seus trabalhos fantásticos na bateira e no baixo, respectivamente.

    Esse EP só prova que ao combinar com as pessoas certas para um trabalho criativo sem restrições, o resultado é algo incrível e refrescante. Recomendamos para todos os fãs de metal que estejam procurando novas fontes de arrepios musicais. É uma obra de arte poderosa, e nos deixa ansiosos para vê-la ao vivo um dia – ver e ouvir essas canções ganharem vida em um palco, pelas mãos e garganta de músicos tão habilidosos que conhecemos e amamos.

    Só podemos dizer que, no futuro, mais músicas deste projeto são mais do que bem-vindas!

    Ω Equipe Head up High: Diego, Guilherme e Jess.


    Lançamento: 16 de abril

    1. Judgement Day – 04:00
    2. Black Hole – 04:13
    3. The Spider – 04:15
    4. Get Out – 04:11
    5. Cursed – 05:20

    Compre AQUI

     


    Judgement Day

    Black Hole

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  • One Minute – Fan Friday!

    One Minute – Fan Friday!

    Tradução: Head up High, my dear!  

    Bem vindos (a) ao Fan Friday! Coloquem suas perguntas nos comentários (AQUI) ou no reddit (que não é moderado por mim – AQUI) e talvez você tenha sua pergunta respondida no próximo episódio! Divirtam-se com respostas 100% verdadeiras!

    [youtube url=”video_url” width=”560″ height=”315″]

    Ω

    #1 Sejam bem vindos ao “One Minute – Fan Friday”

    Quanto tempo demora para fazer sua maquiagem? Você faz ela sozinha?
    Floor: Nem sempre sou eu mesma que faço minha maquiagem, mas geralmente em 9 shows a cada dez eu mesma faço. Hoje eu mesma fiz e demora muito.

    Você acredita em deuses nórdicos?
    Floor: Não. (Risos)

    Qual a sua altura?
    Floor: Tenho 2 metros e 60 centímetros.

    Numa escala de 1 a 10, o quanto você acha chato as perguntas sobre a sua altura?
    Floor: Eu diria 11.

    Qual seria o animal mais legal para comparar ao tamanho de um cavalo?
    Floor: Bom, podemos tentar um coelho.

    Olhando para o passado, você acha que teria conseguido aprender o setlist em 46 horas?
    Floor: *@%*#* Bom, eu aprendi! Hahaha

    Qual sua comida preferida durante a quarentena?
    Floor: Bem, pipoca é meu novo “guilty pleasure”.

    Quantos gatos você tem?
    Floor: 3.

    De que forma você monta seus cavalos?
    Floor: Bom, eu tentei de forma mais ocidental, mas eu acabei mudando para o estilo inglês de montaria e o mais importante é que eu tenho uma conexão com meu cavalo. Então se você quiser chamar de montaria natural, ou ocidental ou clássico, posso dizer que é um trabalho em conjunto comigo e meu cavalo e, juntos, fazermos a coisa acontecer. Então eu não o forço, não gosto de montaria forçada, então é isso que eu faço.

    Você fala espanhol?
    Floor: Não.

    Obrigada por assistir ao “One Minute- Fan Friday.”, ou talvez dois minutos, não sei. Aproveitem seu final de semana!


    #2 Bem-vindos de volta ao Fan Friday – 1 minuto, 2 minutos, 5 minutos, uma pergunta dos fans. Aproveite!

    Resuma a internet em uma frase!
    Floor: Muito difícil de entender para mim.

    Você fica tonta de fazer aqueles bate-cabeça incríveis no palco?
    Floor: Não, só porque eles são incríveis. Se eles não fossem, eu ficaria… Mas porque eles são incríveis eu nao fico.

    O que você bebe no palco?
    Floor: -mostra uma garrafa de vinho- Água!!!…. Não, vinho tinto.

    O melhor filme de terror de todos os tempos?
    Floor: Errrr….

    Você gosta de tacos?
    Floor: Não.

    Mas você gosta de tacos autênticos?
    Floor: Gosto? [risos]

    Há alguma coisa que você gostaria de fazer na sua vida que você ainda não fez?
    Floor: Não?

    Voce acha que é possível aprender a cantar?
    Floor: Sim. [risos]

    Obrigada por assistirem, esses foram 2 minutos do Fan Friday, foi ótimo que vocês prestaram atenção em todas essas perguntas SUPER interessantes, eu espero que vocês aproveitem seu final de semana – eu sei que eu vou, e eu os vejo na semana que vem para mais perguntas muito interessantes.


    #3 A outra Fan Friday mais uma vez com perguntas muito interessantes, assista e aproveite!

    Você ainda escuta musica pesada?
    Floor: As vezes, quando eu dirijo ou quando eu estou limpando ou quando estou malhando, sim!

    Se você pudesse ter um poder de super herói, qual seria?
    Floor: Eu provavelmente tentaria curar os humanos de… A raça humana da tendencia de sempre querer mais poder e dinheiro?

    Como está o coração? (How’s the heart?)
    Floor: Está bem! Sentindo falta de vocês!

    Qual a sua técnica vocal para melhorar seu tom?
    Floor: Bem, veja minhas masterclasses!

    Qual é a primeira musica do After Forever?
    Floor: Eu não lembro de verdade! Nós começamos a escrever musica assim que eu entrei na banda e eu tinha 16 anos… E nós tínhamos esse nome complicado que provavelmente não entrou na primeira demo!

    Qual foi o ultimo filme bom que você assistiu?
    Floor: O primeiro filme que aparece em minha mente não é o ultimo que eu assisti, mas é The Rival, eu assisti quando eu estava gravida e eu nunca vou esquecer do impacto que ele teve.

    Se animais pudessem falar qual você acha que seria o mais rude?
    Floor: Oh wow! Gatos! [risos] Definitivamente gatos.

    Bem, muito obrigada por assistir a Fan Friday, eu espero que vocês aproveitem seu final de semana e se vocês não se inscreveram ainda, cliquem no botão. Tchau!


    #4 Eu não acredito que estou comendo isso…

    Eu preciso da ajuda de vocês! Como vocês podem ver, eu não estou comendo isso direito … De qualquer forma, essa sexta-feira de 1-2-4-20 minute Fan Friday, nós falamos muito sobre comida. Boa comida, comida ruim, tudo. E também, uma pequena surpresa.

    Bem vindos de volta ao Fan Friday, é sexta feira de novo e logo será sábado, mas por enquanto vocês ficarão comigo por um minuto ou dois minutos, veremos!

    Você carrega esse cavalo?
    Floor: Não, meu cavalo pesa 800 quilos e o outro 750 quilos.

    Sério? Você não gosta de tacos? :O
    Floor: Me desculpem galera, superem esse negócio dos tacos, eu vou tentar de novo, ok? Eu vou me forçar a comer, como eu disse antes, não está funcionando. Eu gosto da parte crocante mas mais uma vez, me mandem um tutorial de como comer tacos propriamente!

    Quem não gosta de tacos? Fake!
    Floor: [Risos] Me desculpe!

    Você fica completamente satisfeita com o produto final?
    Floor: Eu não acho que… Digo, sempre há algo que você gostaria de mudar para melhorar e chamar algo de “um produto final” é uma das piores coisas que um músico tem que fazer, todas as escolhas que precisam ser feitas ou todas as coisas que você não vai fazer, ou as coisas que você poderia fazer melhor depois, eu não acho que exista algo como a perfeição… Mas seria horrível sempre querer alcançar a perfeição, eu estou aprendendo a não fazer isso.

    Ok, então o seu filme de terror favorito é O Grito?
    Floor: Eu não consegui terminar ele. Eu acho que eu assisti ele no cinema, mas eu não estava assistindo, eu estava vendo a cadeira ou a cabeça de alguém…

    Ok, mas…. Você gosta dos tacos verdadeiros?
    Floor: [risos] Vocês podem superar o negócio dos tacos, por favor? Sim, eu amo tacos! Eu como eles todos os dias, para o almoço, para o café da manha, entre as refeições, quando eu vou para a cama, quando eu acordo a noite, eu amo tacos, okay?

    Bem, até mais! Eu falo sobre tacos com vocês na semana que vem. Aproveite seu final de semana! Tchau!


    #5 Bem vindos ao One Minute Fan Friday

    Qual a maior diferença entre a Finlândia e a Suécia?
    Floor: Bom, existem muitas diferenças principalmente porque os finlandeses são muito finlandeses e os suecos são muito suecos, e eles não são iguais, suas linguas não são iguais, mas também há coisas que eles têm em comum, mas não vamos falar sobre isso.

    Beethoven, Mozart ou Bach?
    Floor: Como eu poderia escolher entre eles, são tão bons que não consigo escolher.

    Quem venceria em uma briga entre você e o Emppu?
    Floor: Emppu, ele é faixa preta.

    Que música você cantaria em dueto com o Russel Allen?
    Floor: Bom, eu fiz, e foi Sweet Curse.

    10 Thumbs Down (referência a 10th Man Down)? Gatos tem polegares (thumbs)?
    Floor: Hm, interessante. Acho que eles podem ter sim em algum lugar, aquelas pequenas garras que ficam penduradas de lado (nota do tradutor: chama-se carpo)

    As deusas vikings podem tomar forma mortal apenas uma vez ou você já fez isso várias vezes?
    Floor: Queridos fãs, eu sou das antigas.

    Quanto você consegue fazer no Supino Reto? (Bech press é um exercício de academia)
    Floor: Duas livre de peso.

    Café, chá ou chocolate quente?
    Floor: Café.

    Você joga vídeo games? Se sim, o que você está jogando agora?
    Floor: Não, eu fico completamente indefesa quando se trata de jogos, se eu sento com um controle como este *movimento*, eu sempre morro e eu não gosto de violência. E muitas pessoas têm se esforçado para me convencer, mas até então, eu gasto meu tempo apenas no mundo real.

    É isso, tchau. Tenham um ótimo final de semana.


  • Louder Sound: Após 20 anos no Rock e Metal, acho que gostaria de fazer outra coisa.

    Louder Sound: Após 20 anos no Rock e Metal, acho que gostaria de fazer outra coisa.

    English here | Tradução: Head up High, my dear!

    Floor Jansen, do Nightwish: “Depois de 20 anos de metal, eu gostaria de fazer outra coisa.
    O grande Human. :||: Nature., as chances de uma turnê acústica e o que o que o futuro lhe reserva.

    Ω

    Floor Jansen não tem desperdiçado seu tempo no confinamento. “Eu tenho dois cavalos, então eu tenho montado bastante.” diz a cantora. “Além disso, eu tenho criado vegetais e flores. E, ocasionalmente, eu me sento ao piano e escrevo.”

    Para o Nightwish, assim como todas as bandas do planeta, 2020 não se moldou como esperado. O ano do gigante do metal sinfônico deveria ter retomado a turnê em divulgação do seu nono álbum, Human. :||: Nature. Este álbum foi lançado em abril, mesma época em que o mundo fechou suas portas, enterrando todos seus planos.

    Nós não podíamos ensaiar para a turnê“, diz Floor. “Nós deveríamos, mas foi pouco antes da proibição aos vôos. Alguns de nós estão em países diferentes, então não pudemos nem nos encontrar para ensaiar.

    LS: Tudo que está acontecendo, está fora do seu controle, mas ainda assim deve ser frustrante.
    Floor: Na verdade, não. Lançar o álbum em uma época como essa, significava que as pessoas realmente tinham muito tempo para ouví-lo. E o feedback que recebemos foi que eles estavam gratos por ter o álbum. Já se passaram cinco anos desde o último álbum, e as pessoas realmente apreciaram quando ele foi lançado.

    LS: Seja honesta: quais foram seus primeiros pensamentos quando o tecladista e criador Tuomas Holopainen te apresentou a idéia de um álbum duplo, do qual a metade é uma faixa orquestral instrumental de 30 minutos?
    Floor: Se fosse qualquer outra pessoa além do Tuomas sugerindo isso, eu teria pensado que era loucura. Mas como era ele, e como ele é tão brilhante, eu pensei, “É uma ótima idéia, você deve escrevê-la, não vejo a hora para ouvir.”

    Mas se uma banda pode fazer isso, somo nós. Já tivemos [a faixa épica de 24 minutos em 2015] The Greatest Show On Earth. Essa música [All The Works Of Nature That Adorn The World, do novo álbum] é apenas o irmão mais velho disso. É uma sequência lógica. A única razão pela qual se tornou um disco duplo foi porque ela não caberia em um único CD.

    LS: Foi um álbum difícil de se fazer?
    Floor: Bem, há diversão e dificuldade. Fui devidamente desafiada – há algumas melodias difíceis em ‘Music’ e ‘Shoemaker’. Alguns versos são extremamente complicados de se cantar. Mas você quer constantemente desafiar a si mesma. Nós não pensamos, ‘Nono álbum de estúdio, somos o Nightwish, podemos apenas sentar e copiar o que temos feito nos últimos 20 anos‘. Isso não acontece. Ainda somos uma banda que busca inovar sempre.

    LS: O Endless Forms Most Beautiful foi um enorme álbum. Estavam tentando se superar?
    Floor: Eu acho que de certa forma, você está sempre competindo, mas no sentido de ser algo novo. Eu acho que este álbum é incrivelmente grande, mas não há nenhuma orquestra nas nove músicas que tocamos como uma banda. Há um quarteto de cordas e um coro, mas nenhuma orquestra. Isso é algo único, porque os álbuns anteriores estavam cheios de orquestras.

    LS: Você já imaginou o Nightwish fazendo um álbum totalmente acústico?
    Floor: Não sei se um álbum funcionaria, mas poderia nos imaginar fazendo uma turnê. Particularmente imagino que possa ser agradável.

    LS: Em 2018, você lançou um álbum de hard rock, o Northward. O que você ganhou com isso, sendo fora do Nightwish?
    Floor: Principalmente pelo fato de eu mesma ter escrito, com o [guitarrista/parceiro musical] Jørn Viggo Lofstad. Há muito de mim ali, mas de um jeito diferente do que com o Nightwish. É um estilo diferente também – um gênero que até então, eu não tinha feito. Eu estava muito envolvida com algo que veio de dentro de mim.

    LS: Você gostaria de fazer outro álbum do Northward?
    Floor: Não sei se vou. Esse projeto foi escrito em 2008. Como tivemos um ano de folga do Nightwish, eu consegui finalizar, ver se as músicas ainda estavam atualizadas, se poderíamos gravá-las ou não. Eu estava feliz por ter tido um momento para lançá-lo após 10 anos que nós haviamos escrito.

    Mas depois de 20 anos de rock e metal, eu acho que gostaria de fazer outra coisa. Não digo parar com o Nightwish, mas algo paralelamente. Recentemente me envolvi no programa de tv do meu país natal, na Holanda [reality show, ‘Beste Zangers’, conhecido como ‘Melhores Cantores’]. E isso realmente me inspirou a começar a escrever, e as coisas que estão vindo são bem calmas.

    Eu adoraria fazer um álbum onde menos é mais. Algo diferente – não porque estou entediada, mas porque se você já está em uma das maiores bandas do seu próprio gênero, e você tem alguém como Tuomas Holopainen como compositor; realmente não acredito que eu tenha algo a mais para acrescentar criando outro álbum de metal.

    LS: Enquanto isso, ainda há uma turnê do Nightwish marcada para o final de 2020. Você está ansiosa para voltar à estrada?
    Floor: É claro, ainda mais sabendo que agora eu não posso, mas não quero perder meu tempo pensando sobre.

  • Turnê Solo ♡

    Turnê Solo ♡

    Musicalmente falando, os humilhados foram exaltados, hue.

    Não sei vocês, mas por aqui, as lágrimas foram reais, sejam elas nas músicas do After Forever, como nas músicas do ReVamp. Ela, com todo esse reconhecimento e revivendo momentos que jamais serão esquecidos, e nós, fãs tendo a chance de reviver cada um deles :’)

    Recentemente, nossa Floor Jansen deu início à sua primeira turnê solo. Com ingressos esgotados em menos de 24 horas. O primeiro show ocorreu no dia 23 de janeiro, no Doornroosje, em Nijmegen, lá na Holanda (crying in digital deceit language). Embora ela tenha cantado músicas bem conhecidas do Nightwish, (destaque para a nostalgia de Slow, Love, Slow) tivemos o privilégio (vocês, né?) de revivermos anos de ouro, com músicas do After Forever (O que foi Strong, minha gente? E Face Your Demons?) e ReVamp (lágrimas de sangue!), mas também tivemos o bônus de Northward, e diversas músicas do Beste Zangers, programa holandês, do qual, FINALMENTE deu a ela o merecido reconhecimento. Sua apresentação conta com a participação do Henk Poort, do qual tivemos uma explosão musical ao vê-los cantando The Phantom of the Opera e em Sweet Curse (ReVamp) , e contamos também, com a participação de sua irmã Irene Jansen, na música Wolf and Dog (ReVamp).


    Lembrando que o novo álbum do Nightwish, intitulado de “Human. .||. Nature.” será lançado no dia 10 de abril, e os teremos por aqui em maio (amém?), em São Paulo e no Rio de Janeiro, nos dias 9 e 10 e todos os ingressos estão disponíveis. (Informações sobre o M&G serão divulgadas em breve). E o primeiro single, intitulado “Noise”, no dia 7 de fevereiro.


    MAS FOCO NESSA FUCKING TURNÊ

    O amor é forte, e o choro é mais do que livre. COME TO BRAZIL, FLOORGASM!

    Abaixo, alguns vídeos (amada, make a dvd, pfvr, nunca te pedimos nada!)


    Strong – After Forever (se você não se emocionou, você é um monstro!)

    Wolf and Dog feat Irene Jansen – ReVamp

    The Phantom of the Opera feat Henk Poort

    Storm In A Glass – Northward

    Slow, Love, Slow – Nightwish

    Shallow – Lady Gaga


    Turnê Solo

     23.01: Nijmegen, Netherlands
    24.01:Groningen, Netherlands
    26.01:Heerlen, Netherlands
    28.01: Amsterdam, Netherlands
    29.01: Utrecht, Netherlands
    30.01: Tilburg, Netherlands
    31.01: Tilburg, Netherlands

    01.02: Den Haag, Netherlands

    04.03: Amsterdam, Netherlands

    22.05: Rotterdam, Netherlands
    23.05: Rotterdam, Netherlands

    16.06: Amsterdam, Netherlands

  • Volkskrant – Floor Jansen

    Volkskrant – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear! | Original here!

    Floor Jansen é a nossa maior cantora pop internacional. Como é que a Holanda não a conhece?

    Floor Jansen, a maior vocalista que a Holanda tem para oferecer ao mundo, mora numa pequena e bela vila, que certamente deve ser uma das menores do mundo.

    Essa vila de cartão postal fica no meio de florestas nebulosas, colinas verdes e um grande lado que, de acordo com o último senso, possui 233 habitantes. Certamente é o tipo de lugar onde você esperaria que a vocalista de uma banda como o NIghtwish vivesse. Ou, pelo menos, vagando por suas fantasias e sonhos do metal.
    Mas Floor Jansen (Nascida em Goirle, 1981) já teve o suficiente desses clichés que a circundam em seu gênero musical: A orquestra prazerosa e as vezes o místico Hard Rock, que era também chamado de Gothic Metal anteriormente. Não tente começar uma entrevista com ela falando sobre essas florestas nebulosas e místicas senão você vai ver que não vai ter mais sobre o que conversar. “É certamente quieto aqui”– ela diz – com certo eufemismo (mais como um aviso ao entrevistador, eu presumo) mas há também a ferrovia próxima e na colina há condomínios.
    Entretanto, ela concorda que é um tipo diferente de vida se comparado ao que ela era acostumada em sua cidade Natal. E ela fala disso desaprovando, de certa forma: “Claro que você possui lagos na Holanda, mas com certeza com alguns milhares de pessoas em volta de todos eles. E Jet skis cruzando a água!” Bem, sim, a Holanda…um selo postal com 17 milhões de pessoas. Parece haver algumas cicatrizes na sua relação com sua terra natal e ela não se importa de explicá-las. Ela fica até feliz e quer falar sobre elas.

    UM SHOW HOLANDÊS DECENTE

    Mas uma coisa de cada vez. Tais recursos que ela gosta na Costa Oeste da Suécia, onde ela vive com seu marido Sueco Hannes Van Dahl (baterista da banda de metal sueca Sabaton) e sua filha – hoje com um ano de idade – Freja. Floor se estabeleceu aqui pela proximidade ao aeroporto internacional de Goteborg. E sim, também por causa da quietude pura e da paz que há na área.

    Com seus companheiros do Nightwish ela canta ao redor do mundo; da Escandinávia para toda a Europa. De Moscou e Pequim até São Paulo, no Brasil. E para você ter uma ideia de como a agenda da Floor é…ela acabou de retornar de uma turnê de 34 shows nos Estados Unidos.

    No próximo sábado ela vai cantar novamente na Holanda, finalmente. Um show importante e parece que compensa um pouco, diz Jansen. “Eu tenho esperado por anos por um festival Holandês decente. É ótimo finalmente termos um e ainda melhor, ele será em Fortarock, em Nijmegen. Metaleiros de fato e a atmosfera do metal! Os caminhões da turnê cheios de fogos e artigos pirotécnicos, porque o Nightwish vai arrebentar com muita pirotecnia e músicas clássicas da banda. Eu estou nas nuvens e muito animada.”

    BAIXA AVALIAÇÃO

    Este é um dos grandes enigmas e quebra-cabeças da indústria musical holandesa. É um dos motivos que deixa os fãs com a pulga atrás da orelha. Por que será que um gênero que de certa forma começou na Holanda e conquistou o mundo, é tão subestimado em sua terra natal? Até mesmo hoje, as vocalistas femininas e bandas tem um importante papel na cena do metal feminino.
    Obviamente conhecemos as pioneiras do metal sinfônico, tais como Within Temptation (Sharon den Adel), After Forever (Floor) e Epica (Simone Simons). Mas a atenção e a apreciação que elas têm em seu próprio país não se compara à total adoração que elas têm no México ou na Rússia. Lá, longe da escassa indústria musical holandesa e bloggers e seus palcos pops e do ramo dos festivais, a luz está acesa quando Floor Jansen entra em cena.
    Aqui, o single Élan, muito tranquilo e simples de ouvir, jamais será tocado numa estação de rádio. Enquanto essa música é padrão nas playlists da Suécia e Finlândia.

    MAIOR QUE ANOUK, CARO EMERALD e ISLE DELANGE

    Através de linhas de vendas de álbuns e performances, percebe-se que Floor Jansen é de longe a maior estrela musical que nós temos na Holanda. Comparada às três mencionadas acima, mesmo com certa distância (o que não é inteiramente verdade se falarmos de vendas).

    Por que eu nunca sou convidada por Matthijs Van Niewkerk no seu programa ‘DE Wereld Draait’? (Este é um dos maiores talk shows musicais. Sharon e Anneke já foram lá muitas vezes). E quando você ouve Nightwish na 3FM? Nunca!!! Sim, as vezes quando você ganha um prêmio por alguma coisa você tem que explicar o que você está fazendo, tudo do começo. (ela fala de forma muito amarga aqui). Você recebe perguntas do tipo: “Poderia explicar o que exatamente é a música no metal, por favor!” E depois disso eles ficam falando sobre estarem estupefatos com o fato de você ser tão famoso internacionalmente!!! Depois desse tipo de ocasião eu penso: Meu Deus, de novo não! Eu estou bastante de saco cheio com isso, hoje em dia.

    De onde vem toda essa ignorância? Bem, isso é uma incógnita até hoje. Será que nós, Holandeses, não tão assim dessa música tão rica em fantasia e espiritualidade com guitarras de roque e alguns vocais de ópera combinado com música folk pesada? Eu não acho que seja uma questão de gosto. Floor pensa. Nós temos muitos fãs Holandeses também.

    Quando nós finalmente tivemos a oportunidade de tocar no Heineken Music Hall , nós o esgotamos duas vezes em apenas alguns dias. Mas o interesse real vem da cena do metal Holandês em si. Além disso, nós não temos a atenção da mídia em si. E eu penso que nós podemos atrair muitos fãs através de nossa música. Não, na Holanda eles ficam falando das mesmas bandas de novo e de novo! Bandas tais como Krezip e Kane, por exemplo. Enquanto eles não possuem nenhum reconhecimento ou popularidade em outros países! (Você pode perceber que a Floor está for a do país há alguns anos, já que essas bandas foram desfeitas há mais ou menos 4 ou 6 anos, mas acho que ela desgosta dessas bandas, assim como eu)

    FRUSTRAÇÃO

    “Nunca me acostumei com isso”, diz Floor Jansen. “Quando fiz parte do After Forever naquela época e, depois, do Nightwish, eu ainda achava tudo encantador. “Estamos criando algo especial”, era o que eu pensava. É claro que mais pessoas precisam ouvir isto. Eles ainda percebem que isto ocorre no mundo novo. Mas aqueles anos incríveis já ficaram no passado. “Hoje, acho frustrante que ninguém queira mais ouvir nossos discos. É uma pena.” A questão toda gira em torno da mentalidade musicalmente limitada na Holanda. “Na Holanda, as pessoas pensam muito nos gêneros. Nossa música é classificada como ‘metal’ e esta é uma música de nicho. Quem é do nicho já conhece.”

    Graças ao seu talento e destaque em bandas como After Forever e ReVamp, Floor Jansen é vista como um modelo de cantora no metal sifônico na Holanda. Com uma voz que alcança tanto notas operáticas, como as mais suaves, além das mais fortes, Floor fez com que até o metaleiro mais conservador tirasse o chapéu para seu talento. Quando o Nightwish enfrentou a saída da vocalista Anette Olzon, em 2012, que foi a sucessora de Tarja Turunen, Floor Jansen foi chamada aos quarenta e cinco do segundo tempo. “Foi uma mudança de ares muito repentina”, diz Floor Jansen. “Do nada, eu tive de me perguntar se eu conseguiria cantar com o Nightwish, pois havia um problema nisso. Perguntaram se eu conhecia as músicas e as letras, e eu disse: ‘Olha, não todas elas. Mas tudo bem. Vai dar tudo certo.’ “

    PROBLEMAS PESSOAIS

    Deu tudo certo no fim das contas. “No primeiro show, no dia 1 de Outubro de 2012, em Seattle, quando eu apareci no palco no lugar da Anette, havia um fã que disse querer seu dinheiro de volta, pois não havia pagado para ver Floor Jansen cantando. Depois disso, as vendas dos ingressos subiram no mundo todo.” Ela mesma não se vê desta maneira, mas Floor Jansen foi uma verdadeira benção para o Nightwish. A banda, fundada pelo compositor e tecladista Tuomas Holopainen em 1996, na cidade de Kitee, na Finlândia, enfrentou grandes problemas internos. Membros da banda e vocalistas quiseram sair ou foram expulsos do grupo.
    “Tuomas Holopainen é o compositor mais importante da banda,” diz Floor. “Como vocalista, sei que vou cantar as músicas que ele compor, mesmo que você mesma tenha composto a melodia. E estou muito feliz no papel que desempenho. Primeiro porque eu gosto muito do trabalho de Tuomas, pois não vejo como poderia melhorá-lo mais ainda. Mas também gosto, pois tenho espaço para acrescenter minha própria maneira de cantar, de contar aquela história como eu achar melhor. As músicas do Nightwish são compostas pensando na minha voz e técnicas de canto, o que me deixa muito feliz.”
    A voz de Floor passou pelos maiores desafios que já encontrou, segundo Floor. “Hoje em dia, estou cantando notas e usando técnicas que nunca usei antes. Do nada, canto uma oitava abaixo ou acima.” O Nightwish se consolidou como um nome de peso novamente após a entrada Floor Jansen. “Se a banda ensaiasse em Nova York, nunca haveria uma vocalista”, revela Floor. “Estranho, não é? Quando me tornei a vocalista deles, eu me mudei para a Finlândia. Um dia, eu pensei: ‘Vou para o estúdio onde o pessoal está ensaiando e ver se posso me juntar a eles. Então, eu entrei, peguei o microfone e comecei a cantar. Os membros da banda olharam uns para os outros, mas eu continuei cantando. O Nightwish voltou a ser uma banda legal de se fazer parte. Nós nos divertimos muito juntos, e é isso que o público vê em nossos shows. Acabou a época em que era uma banda só de caras que procuravam uma vocalista.”

    O SENTIMENTO NA MÚSICA

    O disco mais novo, o Endless Forms Most Beautiful, o uma obra conceitual sobre ciência e biologia e o primeiro disco com Floor Jansen nos vocais, é, de acordo com vários fãs, o disco mais inovador do Nightwish. Ele possui mais arranjos de folk e pop do que metal, além de alguns riffs diferentes em músicas, que contam com arranjos orquestrais gloriosos. “Alguns artistas chegam a um ponto em que não se consegue criar algo tão maior ou impactante, então começam a criar música que tenha um sentimento forte”, segundo Floor.
    E a música que criaram com certeza vai além dos limites de gênero e públicos-alvo. “Fãs mais novos vêm aos nossos shows. Meninas que fazem de tudo para se encaixar no padrão estético aparentemente comum no metal sinfônico. Mas também temos pessoas na faixa dos cinquenta anos. Homens com óculos de leitura e roupas normais, por exemplo. Nos Estados Unidos, eu vi um homem de 80 anos bem na grade, que sabia a letra de todas as músicas. Acho que a música que criamos se tornou um meio de ligar pessoas, algo muito além de um nicho ou uma subcultura.”


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  • Revista: METAL Hammer

    Revista: METAL Hammer

    Metal Hammer – Adquira a sua AQUI | Tradução: Head up High, my dear!

    Uma celebração das mulheres que definem o metal em 2018


    “Havia um cara na plateia que não parava de gritar comigo. Ele não calava a boca. Eu disse a ele: ‘Por que você vem aqui e diz isso na minha cara depois do show?’ ”


    Floor Jansen passou sua vida inteira lidando com gente grosseira. Enquanto o Nightwish se prepara para comemorar seus 20 anos de carreira cheios de sucessos incríveis, descobrimos por que sua tão introvertida vocalista se recusa a seguir as regras.


    Floor descreve a si mesma como “teimosa e determinada” e que esta atitude lhe rendeu bons frutos até o momento.


    Se Floor Jansen ainda se lembra da primeira vez que lidou com comentários imbecis e saiu vitoriosa. Foi no início dos anos 2000, com sua antiga banda, o After Forever, durante uma turnê que contava com outras bandas quase que exclusivamente europeias e compostas por homens. A presença de uma mulher nos vocais, aparentemente, foi demais para algumas pessoas mais limitadas na plateia, que foram dominadas por um típico comportamento masculino. “Eu tive de ouvir muita merda da plateia o tempo todo”, diz ela. “’Veja só, tem uma mulher no palco‘. No início, encarei como parte da situação toda. Mas a coisa logo me deixou meio ‘Sério mesmo?’. As pessoas gritavam ou ‘Slayer!’ ou ‘Peitos!’. E eu dizia ‘Beleza, não somos o Slayer e eu tenho peitos. Muito inteligente da sua parte ser capaz de perceber essas coisas. Podemos deixar isso de lado agora?’”

    Levando em consideração a mulher que era o foco daqueles comentários era, nas palavras dela, “teimosa, determinada e sem medo de brigar”. Era inevitável, também, que as coisas chegassem a um ponto crítico. Floor não se lembra da data ou onde aconteceu, mas lembra-se claramente como a discussão ocorreu.

    Tinha um cara gritando coisas idiotas para mim o tempo todo: ‘HURR DURR, PEITOS’ [ridicularizando o tom de voz do rapaz]. Ele não calava a boca. Uma hora, eu disse: ‘Já que você é tão machão, por que você vem aqui e diz isso na minha cara depois do show?’”

    O público, segundo ela, segurou a respiração por alguns segundos. A holandesa de quase dois metros armada com um olhar cheio de fúria e paciência já no fim havia abertamente provocado um imbecil bêbado.


    É, eu chamei o cara pra brigar no palco”, diz ela. “Funcionou na hora. Ele ficou quietinho.” Ela levanta a sobrancelha, como quem sabe o que faz, e diz: “Se quiser ser idiota a esse ponto, sinta-se à vontade. Mas você não merece minha atenção.”


    Quando se pensa na atitude esnobe de alguns fãs com o gênero musical, é irônico que o metal sinfônico tenha sido a principal frente de batalha pela igualdade de gênero nos últimos 20 anos. Há poucos gêneros musicais em que as mulheres tenham alcançado uma posição tão forte de destaque, com exemplos como Sharon den Adel, do Within Temptation, até Simone Simons, do Epica, e a própria Floor. Ainda que seja dominado por homens, este é um gênero ainda pouquíssimo excludente do que muitos outros gêneros musicais tidos como “evoluídos” (por exemplo, a grande mente por trás da banda em que Floor canta, o Nightwish, é claramente Tuomas Holopainen, o tecladista e principal compositor).

    A própria Floor não está lá muito confortável em ser algum tipo de modelo a ser seguido por ninguém, mesmo que a modéstia a torne relutante em ser um exemplo de luta pela igualdade de gêneros. “As pessoas parecem me consideram algum tipo modelo a ser seguido.”, diz ela. “A princípio, eu pensei… [ela faz um som de desaprovação]… Mas, então, pensei: ‘’Bom, me sinto um tanto lisonjeada com isso.’ Não quero que as pessoas me copiem. Eu quero que você seja você mesma. Você já é forte o suficiente. Enfim, não quero que as pessoas ache que eu sou tudo isso.”

    Estamos em um estúdio, sob temperaturas baixíssimas, em uma região industrial localizado nos subúrbios de Gotemburgo. Floor mora a meia hora dali, com seu marido, Hannes, baterista do Sabaton, e a filha dos dois, a bebê de dez meses Freja. É a primeira semana de janeiro. Em alguns dias, Floor vai se reunir com seus colegas de banda do Nightwish para conversar sobre as turnês europeia e norte-americana para promover o novo disco de melhores hits da banda, o Decades. Será a primeira vez que eles se reúnem desde 2016, quando iniciaram sua pausa de um ano. Para a cantora, a pausa e sua gravidez se encaixaram perfeitamente, ainda que de maneira não muito óbvia. “Acho que muitas pessoas imaginaram que eu faria aquela pausa por causa da minha gravidez.”, diz ela. “Mas a gravidez ocorreu por causa da decisão de tirarmos um ano para descansarmos.” Quando sugeriram a pausa, ela não gostou muito da ideia a princípio. Ela havia entrado na banda fazia poucos anos e ainda estava com toda a energia possível para fazer shows.

    Não foi um momento em que eu pensei: ‘Beleza, vamos fazer uma pausa’. Eu pensei: ‘Ah, merda…’”

    Mas a ideia começou a se desenvolver para ela. Ela e Hannes haviam conversado sobre terem filhos, e esta seria a oportunidade perfeita para tentar. “Estou em uma banda com seis pessoas”, ela diz. “Se uma pessoa decide fazer algo, esta decisão vai afetar a todos. Foi aí que eu pensei: ‘Hm, esse um ano pode ser uma bom período.’ Mas até isso foi difícil! Hahaha! Não se consegue planejar muita coisa quando o assunto é gravidez.”

    No palco e no estúdio, Floor é uma figura imponente. Sua voz, poderosa e estridente, mas carregada de emoção e delicadeza, é quase que uma força da natureza de tão potente. Hoje, sentada em uma cadeira baixa, de pernas cruzadas, ela se mostra aberta e bem amigável, mesmo com o ar de frieza que a cerca. Ela admite não ter paciência, tampouco tolerância com pessoas idiotas. “Todo mundo conhece um bocado de idiotas em seus ambientes de trabalho, não apenas no meio musical”, afirma ela. “Mas eu sou impaciente. Isso faz qualquer um soar meio idiota em qualquer situação. Sei que não é justo.”

    Independente do que digam, Floor Jansen não é esnobe. Esta palavra foi usada por muitas pessoas para descrevê-la durante anos e tornou-se um tipo de ofensa que funcionou como uma arma usada por pessoas aparentemente incapazes de entender que uma mulher em uma posição de poder como a dela tem o direito de se recusar a ouvir besteiras de qualquer um. Em 2014, ela se sentiu na obrigação de divulgar uma carta aberta na internet em resposta às críticas relacionadas a como ela lidava com seus fãs. O conteúdo da carta resume-se em uma frase que vai direto ao ponto: “Não sou uma vadia arrogante” (um sentimento que um colega de profissão homem nunca precisaria externar para se defender). “Só o fato de ter de escrever sobre isso já me irrita”, diz ela, claramente incomodada. “Pois eu me senti mal interpretada, mas defendo o que disse. As pessoas acham que, quando vêm falar comigo, gritando no meu ouvindo, eu tenho de atender aos desejos delas. Eu vou me virar, sorrir e tirar uma foto com elas, mas não sou obrigada a nada. As pessoas não têm o direito de dizer se deu devo fazer alguma porra ou não só porque eu canto em uma banda.”

    Pouco presente em alguma rede social atualmente, Floor não usa o Twitter há meses (talvez anos) e não esconde o desconforto que sente com artistas que “postam 12 fotos de si mesmos no Instagram todos os dias.” Ela se tornou o alvo de uma fúria implacável por parte de certos grupos de headbangers após dizer que o Slayer era “uma banda terrível” em uma entrevista dada à Metal Hammer.

    A questão das mídias sociais é ridícula”, diz ela, mostrando não ter mais paciência com o assunto. “Todos dizem o que querem o tempo todo. Em teoria, não tem nada de errado com isso, mas as pessoas o fazem de maneira nem um pouco civilizada. Imagine só entrar em um bar e todos lá conversam como as pessoas conversam na internet. Haveria brigas e gente perdendo os dentes o tempo todo. As redes sociais são…”. Ela parece estar tão cansada do assunto, que mal termina a frase. No entanto, ela respira fundo e solta o ar de maneira brusca, demonstrando o que acha de toda a situação.

    Ela nem sempre foi tão forte assim. Quando era adolescente e ainda explorando o canto, ela sentia uma mistura de confiança e insegurança. Na parte corporal, sua altura serviu-lhe como vantagem ao cantar, pois tinha presença de palco, além de uma voz potente.


    Floor: nem de longe uma “vadia arrogante”.

    Mas também significa lutar pelos direitos de suas colegas de profissão.


    Eu era alta e tive de ouvir piadinhas por causa disso durante muito tempo”, revela Floor. “Sofri muito bullying durante bastante tempo. Foi péssimo. Me senti muito sozinha nesse período. Eu só tinha um ou dois amigos.” A música trouxe conforto. Ela pediu para participar do musical de Joseph And The Amazing Technicolor Dreamcoat, produzido em sua escola. “Foi lá que me tornei próxima às pessoas que, aparentemente, não se importavam com o que incomodava tanto o resto da escola, como a minha altura ou o meu sotaque, que tinha por ser de uma região diferente da região deles.”

    Em 1999, Floor se formou na escola e matriculou-se na Rock Academy, um instituto de música novo na cidade de Tilburg, que tinha o objetivo de ajudar a desenvolver os talentos musicais das pessoas da região (alguns alunos da primeira turma incluíam membros da banda Krezip e o rapper Cilvaringz, que, de alguma maneira, trabalhou com o Wu-Tang Clan). “Todo mundo se matriculou, mas havia apenas 40 ou 50 vagas e, por isso, a concorrência era grande”, conta Floor. “Mas eu consegui entrar. O lado ruim era que não havia muita estrutura, então acabamos servindo como cobaias de teste. Eu não aprendi muita coisa lá.”

    Ela já tinha outros planos em mente. Na época, ela já era membro do After Forever, que fez parte da primeira onda de bandas de metal sinfônico a surgirem nos anos 90. Ela entrou para a banda alguns anos antes, quando tinha 16 anos. Um ambiente dominado por homens, no das bandas de metal nos anos 90, talvez fosse um tanto intimidante para uma adolescente sem experiência nenhuma na indústria fonográfica. Mas Floor diz o contrário. “Achei que foi algo tranquilo”, afirma ela, dando de ombros. “Sempre me considerei parte do clube do bolinha, mas sem ser masculinizada. Ser alta e não me ofender com facilidade foram coisas que ajudaram a me adaptar sem ter de aceitar certas coisas tão facilmente. Não cheguei a me identificar com o movimento da hashtag #metoo, principalmente porque eu tinha 1,83 de altura e falava o que pensava o tempo todo.”


    O After Forever teve uma boa careira. Eles conseguiram desenvolver uma fanbase na Europa, mesmo sem serem tão grandes como o Nightwish. Mas, no final da carreira, em 2009, a ficha caiu para Floor.


    SOFRI MUITO BULLYING DURANTE BASTANTE TEMPO” Sofrendo preconceito na escola, Floor encontrou um refúgio no canto e na música.

    Para Floor, a sensação que veio com o fim do After Forever foi a de “uma punhalada nas costas.”

    Floor forma o ReVamp e faz um a pausa em seu projeto com Jorn Viggo.


    2010 – O ReVamp lança seu disco de estreia pela nuclear Blast.

    2011 – Floor sofre com exaustão causada pela síndrome de Burnout, forçando o ReVamp a cancelar diversos shows.

    2012 – Floor recebe o convite para substituir Anette Olzon no Nightwish e faz seu primeiro show com a banda no Showbox, em Seattle, no dia 1 de Outubro.

    2013 – Floor é oficialmente anunciada como a nova vocalista do Nightwish e realiza duetos com Tarja Turunen no Belgium Festival.

    2015 – O Nightwish lança o disco Endless Forms Most Beautiful, o primeiro disco da banda com Floor nos vocais.

    2016 – O ReVamp anuncia seu fim. O Nightwish inicia sua pausa de um ano.

    2017 – Floor dá à luz sua primeira filha, Freja, e, meses depois, lança um single com Tarja em prol de uma campanha de caridade para ajudar a ilha de Barbuda, arrasada por um furacão na época.

    2018 – O Nightwish se reúne para o lançamento da compilação dos melhores hits da banda, o disco Decades, e sua turnê.


    Não tínhamos mais química”, diz Floor. “Fizemos uma pausa para ver se conseguiríamos definir algumas coisas e mudar outras, mas, infelizmente, eu era a única da banda que tinha essa mentalidade. Para mim, foi como uma punhalada nas costas.” Os problemas enfrentados por Floor pioraram ainda mais com a crise financeira que surgiu. Ela conseguiu equilibrar as contas dando aulas em masterclasses e fazendo participações em alguns de tributo à banda. Mas, do nada, o trabalho extra deixou de surgir. Eu estava perto dos 30 anos e sabia o esforço que seria necessário para montar uma banda do nada”, revela ela. “Eu pensei: ‘ É isso que eu quero fazer novamente? Mudar todo na minha carreira e cantar um tipo diferente de música?’ Foi um período difícil.” Ela se preparou e se dedicou a uma nova banda, o ReVamp, lançando seu álbum autointitulado em 2010. “Eu queria produzir algo mais pesado do que antes, algo sem um objetivo definido”, diz ela. “E, aí, eu sofri uma crise de burnout.

    “Burnout” é o termo utilizado pelos holandeses para descrever uma condição física e mental que consistem na combinação de stress, sobrecarga de trabalho, exaustão e outros sintomas semelhantes. É um quadro clínico entre a exaustão nervosa e a depressão clínica, e é um problema grave na Holanda. De acordo com dados coletados em 2016, uma em 17 pessoas sofrem de burnout.

    Seus níveis de stress ficam altos, mudando todo o equilíbrio hormonal do seu corpo”, conta Floor. “O seu corpo produz adrenalina o dia inteiro, fazendo você ter altos e baixos normais. No caso do burnout, não há mais os momentos ‘baixos’. Seu corpo só produz os pontos ‘altos’ e você não relaxa como precisa. E ninguém consegue manter esse nível de atividade, o que leva a pessoa a ficar constantemente exausta. Isso causa uma série de coisas na sua vida.”

    Para Floor, os sintomas foram debilitantes. Ela sofreu com infecções na garganta constantemente, mesmo nunca tendo sofrido com isto antes. Ela perdeu a capacidade de fôlego e tinha dificuldade de respirar quando subia escadas. “Eu ficava tão cansada, que perdi a vontade de viver”, conta ela. “Fiz exames e a minha frequência cardíaca, meus pulmões, tudo parecia estar bem. Mas era evidente que tinha alguma coisa errada. Eu tinha uma aparência péssima e me sentia péssima.”

    Segundo ela, esta foi a única vez  em sua vida que quase desistiu da carreira musical. “Eu odiava tudo”, revela Floor. “Eu detestava estar ali. Não queria ouvir nada e não queria cantar nada. Eu tinha um colapso toda vez que tentava, mas eu era cabeça dura demais para desistir.” Ao invés disso, ela diminuiu a carga de trabalho com o ReVamp e passou a dar alguma aulas. A banda havia começado a trabalhar em um segundo disco pouco antes da crise, mas Floor usou o período de trabalho como forma de se recuperar. Aos poucos, ela começou a se sentir melhor outra vez e estava recuperando a confiança em si mesma. Naquela altura, ela se preparava dar o próximo passo com o ReVamp.  Foi neste momento que Floor recebeu uma ligação que mudaria sua vida. A primeira vez em que Floor subiu ao palco com o Nightwish foi no Showbox, em Seattle, no dia 1 de outubro de 2012. A nova vocalista da banda, Anette Olzon, havia saído repentinamente dois dias antes, no meio da turnê. Ao contrário da situação de gravidez de Floor, Anette afirmou, mais tarde, que foi demitida por ter revelado à banda que estava grávida, mas a banda negou esta declaração.

    Floor recebeu a ligação que mudaria tudo durante o casamento de sua irmã. Ela conhecia Tuomas e os membros do Nightwish após uma turnê do After Forever com o Nightwish quase dez anos antes. Ela, inclusive, estava familiarizada com as músicas da banda, mas não a ponto de não precisar treinar na viagem rumo ao show. “Quando me pediram para ir até lá, eu disse ‘Claro que vou”, revela Floor. “Fiquei me gabando? Não. Bom, só um pouco. É preciso largar um pouco da modéstia para dizer: ‘Sim, eu quero ser parte de uma das maiores bandas de metal sinfônico e não, não decorei todo o setlist ainda.’”

    Ela chegou e encontrou todos da banda em “modo sobrevivência”. A prioridade era simplesmente terminar a turnê e não havia dúvidas de que este seria o teste para o cargo de nova vocalista. “Sem dúvida alguma”, conta ela. “Naquela altura, a questão era: ‘Como vou dar conta do recado?’ Eu não pensei: ‘Agora, sou a nova vocalista do Nightwish.’ Não pensei isso. Gostei do convite que eles fizeram quando poderiam ter chamado tantas outras pessoas. Mas não era um bom momento. Eles não estavam se sentindo muito contentes com toda a situação.”

    O convite para se juntar ao Nightwish em tempo integral veio 10 meses depois. A conversa ocorreu em um hotel bar após uma participação em um festival na cidade finlandesa de Tampere. “Eu disse ‘Sim’, depois ri, chorei… Mas não pude contar nada a ninguém”, conta Floor. “Não foi sequer uma conversa com toda a banda. Eu tive que fingir que conversamos só sobre o setlist dos próximos shows ou coisa assim.”


    OUR DECADES IN THE SUN

    1981 – Nascida na cidade de Goirle, na Holanda, no dia 21 de fevereiro.

    1995 – Cantou no musical Joseph And The Amazing Technicolor Dreamcoat, de Andew Lloyd Webber.

    1997 – Junta-se à banda holandesa de metal sinfônico After Forever aos 16 anos.

    1999 – Matricula-se no novo instituto de música holandês, o Rock Academy, ao lado de membros da banda Krezip e o futuro parceiro de composições do Wu-Tang Clan, Cilvaringz.

    2000 – Canta junto de Sharon den Adel, do Within Temptation, no álbum de estreia do After Forever, o Prison of Desire. Ela também participa do disco Universal Migrator Part 1: The Dream Sequencer, da banda de metal progressivo Ayreon.

    2002 – Estuda teatro musical e canto operático no Conservatório de Tilburg, na Holanda. O After Forever participa da turnê do Nightwish pela Europa como banda de abertura.

    2008 – O After Forever tira um ano sabático. Floor participa de um projeto paralelo de classic rock com Jorn Viggo Lofstad, guitarrista do Pagan’s Mind.

    2009 – Membros do After Forever se separam por diferenças pessoais.


    EU FICAVA TÃO CANSADA, QUE PERDI A VONTADE DE VIVER” Floor sofreu uma crise de burnout durante o período em que esteve no ReVamp.


    Floor não tem tempo para besteiras.


    Quem aí quer assar um marshmallow?


    Ela desmente os boatos de que entrar para o Nightwish teria sido sua última tentativa de alcançar maior sucesso comercial. “O ReVamp ainda existia naquela época”, relembra ela. “E eu sou muito determinada para me render ao pensamento de ‘Dane-se isto’. Ainda não era o fim daquele projeto.” Ela lembra ter recebido um e-mail de Anette Olzon, quando o anúncio de sua entrada no Nightwish foi divulgada. “Ela me enviou um e-mail desejando boa sorte. Foi bonito da parte dela.”

    A relação de Floor com Anette e, especialmente, com a vocalista original, Tarja, é diferente de como os membros da banda as veem. Em novembro de 2013, no festival Metal Femal Voices, na Bélgica, ela e Tarja fizeram um dueto ao cantarem um clássico de Gary Moore dos anos 80, Over the Hills and Far Away (que conta com uma versão feita pelo Nightwish em 2001). No final de 2017, as duas se juntaram novamente para cantar uma versão em espanhol da música natalina Feliz Navidad. Ela afirma que as duas sempre se deram bem, mesmo quando Tarja foi expulsa da banda em 2005. Será que elas evitam tocar em certos assuntos quando se encontram? “Não”, diz ela após uma pausa. E será que elas falam sobre experiências pessoais com o Nightwish? “Na verdade, falamos, sim. Mas o que não quero é que as questões deles interfiram na nossa amizade. O que aconteceu com ela e os membros da banda fica entre eles, não comigo. Eu deixo esse assunto com eles.”


    EU ERA TEIMOSA DEMAIS PARA DESISTIR DA MINHA CARREIRA MUSICAL.”
    Mesmo nos momentos mais difíceis, Floor estava determinada a seguir adiante com sua carreira.


    O novo disco de melhores hits, Decades, marca, oficialmente, o fim da pausa de um ano. A compilação com dois CDs organiza as músicas da banda em ordem cronológica e cobre três épocas diferentes da banda (ou quatro se levarmos em consideração a grande mudança entre os terceiro e quatro discos, que contaram com os vocais de Tarja, o Wishmaster e o Century Child). Para Floor, é uma comemoração de sua estadia na banda, mas, também, de sua importância em uma história ainda maior. Ela diz que houve conversas sobre regravarem algumas músicas mais antigas, mas que a ideia foi rapidamente descartada. “Seria necessário tirar algum tempo para mudar as melodias. Isso seria como…”, ela faz uma pausa, como se para buscar uma analogia. “…Reescrever a história da Inglaterra, substituindo a Rainha Elizabeth e pondo sua irmã, Margaret, em seu lugar. São músicas que já foram lançadas. E seria algo um pouco desrespeitoso da minha parte. São músicas que fazem parte da história do Nightwish, quase que como parte de um legado.”

    Há planos para um novo disco, segundo ela, ainda que a maioria desses planos esteja na cabeça de Tuomas por enquanto. “Ele tem um talento natural para isso. Ele vai compor tudo e sei que, pelas conversas que tivemos por e-mail e por telefone, que ele está juntando algumas idéias. Mas ainda não temos nada gravado. Começar uma turnê como a do Decades (que incluem shows no festival Bloodstock, em agosto, por exemplo) é o nosso foco do momento. 2019 será um ano bom para o álbum novo, mas vamos lidar com outras coisas primeiro.”

    As tentativas do metal sinfônico de conquistar a igualdade de gêneros não têm tanta força no processo de composição do Nightwish, que costuma ficar nas mãos de Tuomas. Floor diz que isto se deve ao fato de que a banda reflete a visão musical de uma única pessoa ao invés de puro machismo. “Se eu pudesse acrescentar algo ao que criamos, tenho certeza de que Tuomas estaria disposto a ouvir”, afirma ela. “Mas, pela maneira com que ele compõe, isto não é muito necessário. Ele é muito bom no que faz. E o som que ele cria é o som que define o Nightwish.”

    Ela parece bem confortável com a ideia de como a banda funciona. Se não estivesse, a banda certamente seria a primeira a saber. Não se chega longe como Floor chegou cercando-se de idiotas e gente sem talento. Floor Jansen pode não querer assumir o manto de modelo para mulheres que busquem a carreira musical, mas algumas ações falam mais do que palavras.


    DECADES (BEST OF 1996-2016) SERÁ LANÇADO NO DIA 9 DE MARÇO DE 2018 PELA NUCLEAR BLAST. O NIGHTWISH SERÁ ATRAÇÃO PRINCIPAL DO FESTIVAL BLOODSTOCK, NO DOMINGO, DIA 12 DE AGOSTO DE 2018.


    NOVOS CAMINHOS

    Floor explica o que os fãs podem esperar de seu novo projeto paralelo de classic rock, o Northwards.

    Enquanto Floor Jansen mostra seus planos de se dedicar ao Nightwish  no início de 2018, ela revela que esta não é a única coisa que fará entre um show e outro. A cantora pretende lançar um disco com seu novo projeto paralelo, o Northwards, em algum momento deste ano.

    Com a participação de Jord Viggo Lofstad, guitarrista da banda norueguesa de metal progressivo Pagan’s Mind, as origens do Northwards estão no ano de 2008, quando Floor ainda era vocalista do After Forever. “A banda tirou um ano sabático, e nós compusemos várias músicas juntos”, revela Floor. “Começamos a gravar, mas acabei adianto tudo, pois o After Forever havia acabado e eu criei o ReVamp.”

    Quando o Nightwish fez sua pausa de um ano, em 2017, Floor decidiu dar continuidade à ideia ao lado de Jorn Viggo. “Nós pensamos: ‘Por que não terminamos aquele disco?’ Decidimos ouvir as músicas antigas e caramba, como ficamos felizes com o que produzimos.”

    Floor diz que o disco, que deve ser lançado no final o ano, após o Decades, do Nightwish, será algo diferente do metal sinfônico de sua banda principal. Ao invés disso, ele seguirá por um caminho musical mais próximo ao classic rock.

    Há uma música com um clima mais parecido com o Deep Purple, e outra que tem uma pega mais próxima do que Robert Plant cantaria, além de outra que tem uma sonoridade mais próxima do material do Halestorm”, revela Floor. “Não é um disco solo, mas algo com uma mentalidade de ‘É isto o que eu consigo cantar.’ É minha chance de experimentar algo novo.”


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  • Koen Herfst

    Koen Herfst

    Selvagens, tudo bem com vocês? | Hey, wild ones! How’s everything going?

    Revamp_-_ReVamp_artworkVocês sabiam que durante a gravação do primeiro álbum do ReVamp, a parte da bateria foi realizada pelo nosso Matthias Landes, mas pelo baterista Koen Herfst? O mesmo esteve em São Paulo juntamente com o projeto The Gentle Storm, realizado pela conhecida produtora Overload. Koen é conhecido pela sua versatilidade no rock, metal, pop, hip hop e dance. Conhecido pelo seu trabalho com o DJ Armin van Buuren, pela banda de death metal I CHAOS, na banda de trash metal Dew-Scented, entre outros projetos.

    Did you know that, during the recording sessions of ReVamp’s first album, the man behind the kit wasn’t Matthias Landes? It was Koen Herfst! And he was in São Paulo playing drums for the band The Gentle Storm in a concert produced by Overload. Koen is well-known for his musical versatility in rock, metal, pop, hip hop and dance music. Also, his works with DJ Armin van Buuren, the death metal band I CHAOS, the trash metal band Deu-Scented and some other projects have drawn a lot of attention as well.

    Envolveu ReVamp, a fanbase está em cima, é claro. O Head up High teve a oportunidade de conhecê-lo, e claro, ganhar uma cópia do seu álbum de metal Progressivo, entitulado de BACK TO BALANCE. 😉

    ‘Head Up High’ had the opportunity to meet him and get a copy of his progressive metal band BACK TO BALANCE. 😉

    O álbum consta com diversas parcerias, entre elas a Marcela Bovio do Stream of Passion (na faixa 4), e Daniël de Jongh do Textures (na faixa 7).

    The album features several artists, such as Marcela Bovio (Stream of Passion) on Track 4 and Daniël de Jongh (Textures) on Track 7.

     Todas as faixas estão disponíveis AQUI no Spotify | All tracks are available here on Spotify

     koen-b2b-800x800-max-w750Tracklist:

    1. Here I am
    2. Erase Or Rewind
    3. The Kramer
    4. I Don’t Need To Tell You
    5. Total Hate
    6. Back To Balance
    7. Begone
    8. 1916
    9. Ghetto Cornetto
    11. Now Is The Time
    12. Siamese Support
    13. Never Been So Wrong
    12. Attitude Of an Astronaut

    ✓ Destaque para |  Listen closely to these songs:

      I Don’t Need To Tell You, Begone, Ghetto Cornetto,  Now Is The Time,  Never Been So Wrong

    A compra do álbum Back to Balance poderá ser realizada AQUI. E se você quiser adquirir a baqueta personalizada, ela também está disponível  AQUI.

    You can buy the album Back to Balance HERE. Also, you can buy the customized drumstick HERE.

    Trailer

    Koen Herfst – Artistpage | Instagram | Twitter | Youtube

    😉

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    www.koenherfst.com

    Ω

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  • Countermove – The Power of Love

    Countermove – The Power of Love

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    A fundação Countermove nasceu em 2014 como uma iniciativa formada por músicos profissionais dos Países Baixos. A fundação visa promover a música, a cultura e a colaboração entre artistas em apoio às organizações de caridade. O primeiro projeto é uma colaboração de grande escala entre artistas emergentes do metal em apoio à Cruz Vermelha, na ocasião da 3FM Serious Rquest 2014. Doações levarão ajuda às vítimas de violência sexual em territórios de conflito.

    The Power of Love

    Artistas envolvidos:

    Floor Jansen - Nightwish, Revamp
    Anneke van Giersbergen - The Gathering, The Gentle Storm
    Simone Simons - Epica
    Arjen Lucassen - Ayreon
    Ruud Jolie - Within Temptation
    Charlotte Wessels - Delain
    Marcela Bovio - Stream of Passion
    Daniel de Jongh - Textures
    Jochem Jonkman - Vanderbuyst
    Mark Jansen - Epica, Mayan
    Manda Ophuis - Nemesea
    Valerio Recenti - My Propane
    Dianne van Giersbergen - Xandria
    George Oosthoek - Orphanage 
    Caroline Westendorp - The Charm the Fury
    Epic Rock Choir - The Theatre Equation
    Joost van den Broek - Producer, After Forever
    Maaike Peterse - Kingfisher’s Sky
    Anand Mahangoe, Remon Masseling, DJ van Zon - My Propane
    Ben Mathot - Ayreon, Kyteman Orchestra
    
    

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    English

    The Countermove Foundation was born in 2014 as an initiative of professional musicians from the Netherlands. The foundation aims to promote music, culture and collaboration between artists in support of charity organizations. The  first project is a large-scale collaboration between major and emerging NL metal artists in support of the Red Cross, in occasion of 3FM Serious Request 2014. Donations will bring help victims of sexual violence in conflict territories.

    The Power of Love

    You can find more info about Serious Request here. (dutch only)

    Musicians

    Floor Jansen - Nightwish, Revamp
    Anneke van Giersbergen - The Gathering, The Gentle Storm
    Simone Simons - Epica
    Arjen Lucassen - Ayreon
    Ruud Jolie - Within Temptation
    Charlotte Wessels - Delain
    Marcela Bovio - Stream of Passion
    Daniel de Jongh - Textures
    Jochem Jonkman - Vanderbuyst
    Mark Jansen - Epica, Mayan
    Manda Ophuis - Nemesea
    Valerio Recenti - My Propane
    Dianne van Giersbergen - Xandria
    George Oosthoek - Orphanage 
    Caroline Westendorp - The Charm the Fury
    Epic Rock Choir - The Theatre Equation
    Joost van den Broek - Producer, After Forever
    Maaike Peterse - Kingfisher’s Sky
    Anand Mahangoe, Remon Masseling, DJ van Zon - My Propane
    Ben Mathot - Ayreon, Kyteman Orchestra
    
    

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