Tag: Human Nature

  • Louder Sound: Após 20 anos no Rock e Metal, acho que gostaria de fazer outra coisa.

    Louder Sound: Após 20 anos no Rock e Metal, acho que gostaria de fazer outra coisa.

    English here | Tradução: Head up High, my dear!

    Floor Jansen, do Nightwish: “Depois de 20 anos de metal, eu gostaria de fazer outra coisa.
    O grande Human. :||: Nature., as chances de uma turnê acústica e o que o que o futuro lhe reserva.

    Ω

    Floor Jansen não tem desperdiçado seu tempo no confinamento. “Eu tenho dois cavalos, então eu tenho montado bastante.” diz a cantora. “Além disso, eu tenho criado vegetais e flores. E, ocasionalmente, eu me sento ao piano e escrevo.”

    Para o Nightwish, assim como todas as bandas do planeta, 2020 não se moldou como esperado. O ano do gigante do metal sinfônico deveria ter retomado a turnê em divulgação do seu nono álbum, Human. :||: Nature. Este álbum foi lançado em abril, mesma época em que o mundo fechou suas portas, enterrando todos seus planos.

    Nós não podíamos ensaiar para a turnê“, diz Floor. “Nós deveríamos, mas foi pouco antes da proibição aos vôos. Alguns de nós estão em países diferentes, então não pudemos nem nos encontrar para ensaiar.

    LS: Tudo que está acontecendo, está fora do seu controle, mas ainda assim deve ser frustrante.
    Floor: Na verdade, não. Lançar o álbum em uma época como essa, significava que as pessoas realmente tinham muito tempo para ouví-lo. E o feedback que recebemos foi que eles estavam gratos por ter o álbum. Já se passaram cinco anos desde o último álbum, e as pessoas realmente apreciaram quando ele foi lançado.

    LS: Seja honesta: quais foram seus primeiros pensamentos quando o tecladista e criador Tuomas Holopainen te apresentou a idéia de um álbum duplo, do qual a metade é uma faixa orquestral instrumental de 30 minutos?
    Floor: Se fosse qualquer outra pessoa além do Tuomas sugerindo isso, eu teria pensado que era loucura. Mas como era ele, e como ele é tão brilhante, eu pensei, “É uma ótima idéia, você deve escrevê-la, não vejo a hora para ouvir.”

    Mas se uma banda pode fazer isso, somo nós. Já tivemos [a faixa épica de 24 minutos em 2015] The Greatest Show On Earth. Essa música [All The Works Of Nature That Adorn The World, do novo álbum] é apenas o irmão mais velho disso. É uma sequência lógica. A única razão pela qual se tornou um disco duplo foi porque ela não caberia em um único CD.

    LS: Foi um álbum difícil de se fazer?
    Floor: Bem, há diversão e dificuldade. Fui devidamente desafiada – há algumas melodias difíceis em ‘Music’ e ‘Shoemaker’. Alguns versos são extremamente complicados de se cantar. Mas você quer constantemente desafiar a si mesma. Nós não pensamos, ‘Nono álbum de estúdio, somos o Nightwish, podemos apenas sentar e copiar o que temos feito nos últimos 20 anos‘. Isso não acontece. Ainda somos uma banda que busca inovar sempre.

    LS: O Endless Forms Most Beautiful foi um enorme álbum. Estavam tentando se superar?
    Floor: Eu acho que de certa forma, você está sempre competindo, mas no sentido de ser algo novo. Eu acho que este álbum é incrivelmente grande, mas não há nenhuma orquestra nas nove músicas que tocamos como uma banda. Há um quarteto de cordas e um coro, mas nenhuma orquestra. Isso é algo único, porque os álbuns anteriores estavam cheios de orquestras.

    LS: Você já imaginou o Nightwish fazendo um álbum totalmente acústico?
    Floor: Não sei se um álbum funcionaria, mas poderia nos imaginar fazendo uma turnê. Particularmente imagino que possa ser agradável.

    LS: Em 2018, você lançou um álbum de hard rock, o Northward. O que você ganhou com isso, sendo fora do Nightwish?
    Floor: Principalmente pelo fato de eu mesma ter escrito, com o [guitarrista/parceiro musical] Jørn Viggo Lofstad. Há muito de mim ali, mas de um jeito diferente do que com o Nightwish. É um estilo diferente também – um gênero que até então, eu não tinha feito. Eu estava muito envolvida com algo que veio de dentro de mim.

    LS: Você gostaria de fazer outro álbum do Northward?
    Floor: Não sei se vou. Esse projeto foi escrito em 2008. Como tivemos um ano de folga do Nightwish, eu consegui finalizar, ver se as músicas ainda estavam atualizadas, se poderíamos gravá-las ou não. Eu estava feliz por ter tido um momento para lançá-lo após 10 anos que nós haviamos escrito.

    Mas depois de 20 anos de rock e metal, eu acho que gostaria de fazer outra coisa. Não digo parar com o Nightwish, mas algo paralelamente. Recentemente me envolvi no programa de tv do meu país natal, na Holanda [reality show, ‘Beste Zangers’, conhecido como ‘Melhores Cantores’]. E isso realmente me inspirou a começar a escrever, e as coisas que estão vindo são bem calmas.

    Eu adoraria fazer um álbum onde menos é mais. Algo diferente – não porque estou entediada, mas porque se você já está em uma das maiores bandas do seu próprio gênero, e você tem alguém como Tuomas Holopainen como compositor; realmente não acredito que eu tenha algo a mais para acrescentar criando outro álbum de metal.

    LS: Enquanto isso, ainda há uma turnê do Nightwish marcada para o final de 2020. Você está ansiosa para voltar à estrada?
    Floor: É claro, ainda mais sabendo que agora eu não posso, mas não quero perder meu tempo pensando sobre.

  • Metal Talks com o Spotify

    Metal Talks com o Spotify

    No Metal Talks (Spotify) da vez, a Floor falou bastante sobre o novo álbum, o Human. :||. Nature., mas também sobre sua história com o Nightwish. O Head up High traduziu para vocês, confere aí!


    Muita calma nessa hora, a postagem será atualizada diariamente

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    Ω

    Introdução (ouça aqui)

    Olá, aqui é a Floor Jansen, da banda Nightwish, e vocês estão ouvindo o Metal Talks no Spotify!

    Human & Nature (ouça aqui)

    Muito bem, então nós acabamos de lançar o álbum novo Human Nature, foram 5 anos desde o lançamento do nosso último álbum de estúdio que é chamado Endless Forms Most Beautiful… Depois do lançamento do nosso último álbum, claro, fizemos uma turnê mundial extensa então tiramos um ano inteiro de folga, sem banda, sem escrever, sem estúdios, sem nada sobre o Nightwish, algo que foi pedido por alguns membros que estavam na banda desde o início, o que foi uma jornada de 20 anos sem pausa para eles; então não é estranho querer um pouco de tempo para respirar… E isso deu uma chance para todo mundo na banda de ir atrás de seus projetos musicais e disso nasceu Auri, o projeto musical de ambos Tuomas e Troy do Nightwish, e isso me deu uma chance de lançar Northward… Sim, todos da banda se mantiveram ativos de seu próprio jeito. E depois daquele ano, nós… ao invés de fazer um novo álbum, nós decidimos fazer um “de volta ao tempo” porque nós estávamos celebrando os 20 anos de existência e começamos a fazer uma turnê mundial, a Decades Tour, onde tocamos canções de toda a nossa história – isso resultou num CD ao vivo e um DVD… Mas já era tempo de voltar ao estúdio e Tuomas Holopainen já estava escrevendo… Pelo curso de 2019 essas canções estavam finalizadas, demos, e para nós da banda para escutar e fazermos a nossa própria interpretação, para ensaiarmos juntos e transforma-las numa versão Nightwish, um álbum do Nightwish que agora está finalmente para todos.
    O álbum se chama Human Nature, e há alguns símbolos engraçados que são interpretados como “ferramenta” que seria a parte “Human” e a outra “natureza”, mas há mais para diferenciar as duas palavras e você ainda pode combina-las, ambas são sobre humanos, ambas são sobre natureza, e ambos são sobre a natureza humana. O álbum na verdade é dividido em duas partes, há 9 musicas no primeiro álbum que são todas tocadas pela banda toda, o que soa como nós obviamente, mas há um segundo álbum onde a banda não está tocando e é uma pura e doce sinfonia divida em 8 partes e tem mais de 30 minutos; então há duas coisas musicas acontecendo e você pode dizer que as duas primeiras canções são mais relacionadas aos assuntos “humanos” em toda a sua gloria e sua diversidade, histórias da nossa humanidade e a nossa natureza humana, enquanto a segunda parte “All the Works” é sobre a natureza, você pode fechar seus olhos e imaginar você no meio da floresta ou então encarando o oceano e o tópico “natureza” volta aos holofotes mas eu escutei questionamentos de outras pessoas: “isso é por conta da mudança de temperatura ou a crise ambiental e todas as coisas relacionadas a isso” – não é sobre isso, de verdade, é sobre ver a parte positiva das coisas, onde nós vemos a beleza nas coisas que podemos fazer como humanos, as coisas que conquistamos, coisas que não podem ser esquecidas e não devem ser subestimadas quando você olha para todas as partes negativas que nós fazemos, e que nós constantemente continuamos a fazer mas nós ainda vivemos no período mais seguro e fantástico da história humana, no aqui e no agora, onde a natureza é grandemente afetada por nós, mas nós ainda somos parte dela, e parece que  ainda nós nos enxergamos como seres distantes da natureza – Humanos e Natureza – mas nós ainda somos parte disso: 98% do nosso DNA compartilha as mesmas características com o DNA de um chimpanzé e 40% de uma simples banana, então como podemos esquecer que nós fazemos parte do mundo natural? Porque nós somos. E é a partir dessa perspectiva há uma esperança real, e uma beleza nisso. Bem, nós lançamos o nosso primeiro single no qual nós fizemos um clipe muito especial chamado “Noise” e essa é a parte da natureza humana onde falamos sobre – talvez não a parte mais positiva da natureza humana e a nossa tendência de ficar completamente viciado em algumas coisas como smartphones e redes sociais e uma forma falsa e artificial da vida real – e no vídeo nós falamos sobre isso e você pode ver bem no final um céu azul lindo e o nascimento de um dia, você vê o mundo real, o que significa que ele ainda existe – ele esta lá para que nós podemos fazer parte dele mais uma vez… Bem, eu adoraria tocar essa música como uma introdução à esse álbum.

    A Summer at the Boy Scouts Camp (ouça aqui)

    Quando nós escrevemos musica, e eu digo “nós” mas na verdade é Tuomas Holopainen que é o nosso mentor, ele também vem com todos os tópicos líricos, e o texto e as letras mais as musicas… E seria uma coisa estranha se alguém da nossa banda se sentisse desconfortável com o tópico das letras por exemplo mas nós não.. nós sempre concordamos nesses assuntos, nós compartilhamos dos mesmos interesses e definitivamente um amor pela natureza e o mundo natural e sim, não é a nossa intenção ensinar as pessoas algo coisa, nós não temos uma posição militante e política, nós não forçamos a nossa opinião, mas nós gostamos de criar algo que faça as pessoas a pensar e a sentir… Mas há o incrível mundo subjetivo da interpretação onde todos nós sentimos coisas diferentes, há espaço na musica e nas letras para você interpretar do jeito que você faria, porque você é diferente e eu sou diferente, então nós criamos emoções, nós criamos um caminho para que você poder escolher a sua interpretação. O processo de estúdio para o Human Nature foi similar ao processo do Endless Forms Most Beautiful, o nosso ultimo álbum. Tuomas Holopainen escreve as letras e a música; uma vez que ele sente que terminou ele faz uma demo e aí chega a parte mais assustadora, como ele costuma dizer, onde ele envia para nós, onde tudo deixa a segurança de sua cabeça basicamente – algo que é muito empolgante para nós membros da banda, nós ensaiamos em casa, eu pessoalmente estudo as melodias e as letras com o Tuomas porque eu preciso entender como que a métrica funciona da melodia e da letra, e a partir daí é internalizando e memorizando e então nós ensaiamos juntos. Nós fizemos isso como nós já tínhamos feito, num acampamento de verão dos escoteiros na Finlandia, realmente um lugar no meio do nada, onde nós construímos um lugar para ensaio e logo depois um estúdio em uma das suas estruturas principais… Nós basicamente acampamos nos outros prédios e nas outras áreas – é construído no meio da floresta perto de um lago lindo… Claro, estamos na finlandia, então há uma grande sauna que nós podemos entrar, há um lugar uma fogueira onde nós podemos grelhar nossos vegetais e linguiças [risos] toda a tarde. Nós sentamos lá e escutamos música e nós falamos sobre música, sobre as coisas que amamos, e é um ótimo lugar para se estar, até a possibilidade de compartilhar os prédios do acampamento com nossos amigos e família… Nós separamos um tempo para podermos tocar as canções juntos e assim que a bateria começa a tocar, tudo começa a mudar, então o baixo, a guitarra, os vocais, tudo… Nós agora temos tocado juntos por tempo o suficiente para sabermos como fazer a progressão das musicas sem precisar falar e é algo incrível de ver acontecer… Uma coisa muito legal que eu gostaria de mencionar sobre esse álbum é que as harmonias vocais que estão em todos os refrões, porque bem, não é novidade que nós temos vocais harmonizados, mas o que é novidade é que todos são cantados por Troy, Marco e eu. Então há canções no álbum, a maioria são cantadas por mim com o Troy e Marco fazendo as harmonias, mas há canções como Harvest onde Troy é o vocalista principal e nós fazemos as harmonias e porque é uma canção com um sentimento diferente, uma canção bem folk, as harmonias são feitas de uma forma diferente do que por exemplo a faixa Endlessness que é cantada por Marco, onde nos refrões e nos versos é necessário um approach diferente, não é apenas copiar e colar o fato de que nós três cantamos mas o tipo de harmonias é realmente adaptada ao tipo da musica, então nós normalmente ensaiamos com a banda na nossa sala de ensaio, então nós vamos à fogueira com uma guitarra e um pequeno piano onde nós treinamos essas harmonias, o que é algo incrível de fazer. A partir disso, a bateria foi gravada no Petrix Studios na Finlândia, diferente do ultimo álbum porque nós gravamos a bateria no nosso acampamento de verão, o que foi um desafio acústico e por isso nós resolvemos gravar as baterias deste álbum num estúdio, porque há muito mais percussão do estilo tribal, há mais coisas extras que realmente levaram nosso baterista Kai Kahto ao máximo… E basicamente todos os instrumentos foram gravados lá, os vocais também, então nós ficamos nesse acampamento por mais ou menos três meses onde nós tivemos um verão maravilhoso, nós adicionamos o coral e nós tivemos um quarteto de cordas no álbum com uma banda que foi gravado em Londres – e diferente dos outros álbuns, não há uma orquestra na parte da banda. Então isso nos dá bastante espaço para fazermos as coisas nós mesmos, você pode não notar mas é uma enorme diferença comparada aos álbuns anteriores. E então claro, há a ultima parte do álbum onde todos os instrumentos da orquestra tomam conta e é uma peça completamente orquestrada que também foi gravada em Londres… De lá houveram mais alguns detalhes a mais, alguns vocais extras que eu fiz em casa para adicionar e de lá foi mixado e masterizado na Finlandia… Foi um trabalho bem grande para juntar mas nós sempre trabalhamos com as mesmas pessoas, o Time de Ouro, e lá estava: Human Nature.

    How Are You Doing? (ouça aqui)

    Bem, “How’s the Heart?” é literalmente perguntar para alguém como que ela está se sentindo, empatia, a beleza de se importar por alguém, mostrar que você se importa e a parte extremamente poderosa disso… Num tempo onde as pessoas podem se sentir completamente isoladas socialmente, num tempo onde tudo é rápido, num tempo onde tudo deveria ser bem – se você olha nas redes sociais todos estão se sentindo muito bem o tempo todo, tudo é simplesmente é tão ótimo o tempo tudo, realmente, super ótimo – o que claro não é um reflexo do mundo real… Então há uma beleza em simplesmente perguntar como alguém está de um ponto de vista genuíno é lindo! E há até uma citação pessoal na letra que Tuomas escreveu sobre mim ou para mim, porque as letras são interpretáveis; as pessoas escutam elas de formas diferentes – todos escutam música com a sua própria bagagem emocional e formam sua própria interpretação, mas no segundo verso para mim é muito pessoal onde ele escreve “We met where the cliffs greet the sea” onde ele se refere à mim conhecendo ao amor da minha vida e toda essa parte é sobre isso e ela até continua para “Now there’s one that came from me” que é sobre a minha filha, “A child of love, another tale” e assim que ele me contou sobre isso, eu fiquei realmente emocionada e estou quase chorando só de falar sobre isso porque é simplesmente tão lindo e tão sincero que deve transparecer quando eu canto essas palavras e sim, “How’s the heart” é uma canção especial.

    Lyric Interpretations
    Vocal Challenges
    HIgh School Musical
    A Whole New Scne Emerging
    The Art of Singing
    Uncompromised Metal
    Is This For Real?
    What a World Tour is Like
    Thanks You For Listening

  • HUMAN. :||: NATURE. : Track by Track!

    HUMAN. :||: NATURE. : Track by Track!

    O HUMAN. :||: NATURE. será lançado no dia 10 de abril e, como de costume, vamos aos vídeos  explicativos (que saudades disso, aaaa).


    A publicação será atualizada diariamente, conforme os lançamentos. 


    Track #1: MUSIC

    Só mais alguns dias e o lançamento do Human Nature chegará. No dia 10 de abril nós finalmente poderemos escutar o álbum. Podemos fazer uma pequena contagem regressiva, todo dia vou falar um pouco sobre cada música do álbum.

    Começando pela primeira, que se chama “Music”, e literalmente é sobre… música. Sim, a história da música em si. Indo desde os primeiros rudimentos até a música que conhecemos hoje. Ela começa com uma introdução muito, muito longa, suave e bonita. E então a música chega até você. Muito melódica. Melodias complexas nos versos. Muito harmônica nos refrões, que eu canto com Troy e Marco. Isso é algo que nós fazemos muito ao longo de todo o álbum. Funciona simplesmente de um jeito fantástico, traz um som totalmente novo à banda

    Mantendo a mesma jornada que foi ao trazer vida para a “Decades Tour”.

    É, esse é o começo. Mal posso esperar para você ouvir o álbum completo. Amanhã lançaremos um novo vídeo, cuide-se, fique dentro de casa. Sei que é meio chato, mas em breve haverá novas músicas para você curtir. Para amenizar haverá pequenos vídeos diários.

    Vejo vocês amanhã.

    Tradução: Comunidade Nightwish 

    Track #2: NOISE

    Track #3: SHOEMAKER

    Ainda na contagem regressiva, o lançamento está cada dia mais próximo! Eu gostaria de falar um pouco sobre a canção Shoemaker, a terceira no álbum, não é sobre fazer sapatos! É sobre Eugene Shoemaker. E eu totalmente recomendo que você google ele, ele tem uma história linda e marcante que inspirou Tuomas a escrever uma canção sobre ele. É uma canção bem irregular, então não há uma estrutura típica, foi bem difícil de cantar! Encaixar a complexidade das melodias e dos versos foi bem complicado, eu fui propriamente desafiada! [risos] E perto do final, onde ele vai para as estrelas, há uma parte operática linda que precisava ser perfeita. Não tão “graaave” e nem tão “aguuudo”, foi bem, precisava ter o equilíbrio certo, e não é apenas questão de atingir as notas certas, é sobre toda a construção, ela precisava encaixar em tudo. Me levou um tempinho e algumas tentativas, mas então se tornou um dos meus momentos favoritos no álbum, aquela ultima parte daquela canção. Então eu não vou te dar mais nenhuma informação, apenas contando os dias! Permaneça saudável, voltaremos amanhã e logo será o dia 10 de abril: para o lançamento de Human:II:Nature. Cuide-se! Tchau!

    Track #4: HARVEST

    “Certo, eu vou falar para vocês agora um pouco sobre a canção Harvest e os significados por trás da música. Há interpretações diferentes, você pode pensar nela como um campo de 40 acres de trigo no outono ou você pode pensar mais em termos metafísicos de poesia mas eu te direi agora que na verdade essa canção Harvest é um criptograma: ela toda contém o segredo para todo o álbum na letra. Há momentos nas letras que apontam não só para o sentido do álbum, mas para o sentido da vida. Então eu vou te dizer agora. Primeiramente… [coloca uma máscara]”

    Track #5: PAN

    “Boa noite, ou boa tarde. Eu preciso falar baixo porque todo mundo tá dormindo, A próxima música é a número 5 e o título é Pan. Mas ela é tão difícil de tocar, mesmo com o nome pequeno. Então eu acho que o título da versão ao vivo deveria ser Pancake ( panqueca).”

    Track #6: HOW’S THE HEART?

    “Empatia humana, altruísmo, amor verdadeiro. Eles realmente são os melhores anjos da nossa natureza. A natureza da espécie humana. Temos o potencial de ser uma espécie tão boa. E de muitas maneiras nós já somos. É realmente importante lembrar de perguntar à sua família, amigos, estranhos e a si mesmo a pergunta importante: How’s The Heart?”

    Track #7: PROCESSION

    “Procession foi o ponto de partida para todo o processo de escrita para o Human Nature. Foi a primeira música a ser finalizada. Eu me lembro claramente que tínhamos a primeira temporada da série Stranger Things e eu fui muito inspirado pelos sons na trilha dela. Foi assim que a música começou. Ela tem a letra muito pesada e para você entender o que está acontecendo e para pegar o gancho dela você precisa mergulhar na letra. Pessoalmente, eu sinto que essa é a melhor, ou pelo menos a performance mais tocante da Floor que eu já ouvi até hoje. Ela realmente capturou a essência da canção e conta a história como deve ser contada.”

    Track #8: TRIBAL

    Olá a todos, e cumprimentos da sala de ensaio. Eu vi hoje no facebook que alguns dos meus amigos já têm o novo álbum em suas mãos, o que é surpreendente porque o álbum teoricamente era pra sair na sexta-feira. Mas pela primeira vez na história do correio finlandês, o pedido chegou mais cedo. Então obrigado por isso! Enfim, alguns dos outros membros já falaram sobre outras canções e a música que eu gostaria de comentar é a faixa numero 8 chamada “Tribal”. E essa faixa, quando eu escutei pela primeira vez a demo do Tuomas, eu tinha uma visão na minha cabeça que eu não poderia realmente tocar essa canção do jeito que eu queria com o meu antigo set de bateria, então eu tive que arranjar um novo set-up e eu adicionei 5 mais tambores no meu lado esquerdo para ser capaz de tocar algumas passagens do novo álbum, e talvez Tribal seja um dos melhores exemplos porquê a faixa é bem pesada e também muito percussiva, apresenta um pouco de um lado diferente do Nightwish denovo, o que é ótimo. E claro que todo o álbum é cheio de variedades e não é apenas um estilo, o que é ótimo. Mas para manter-me curto: eu espero que você goste do novo álbum e eu também te desejo boa saúde, fique seguro, e nós esperamos poder tocar para você ao vivo o mais cedo possível.

    Track #9: ENDLESSNESS

    “Olá a todos, eu estou aqui para te contar um pouco sobre a canção Endlessness que encerra muito bem o álbum, em contraste ao seu título. É uma canção sobre o universo, na verdade sobre forças de universo. Tão grande, tão majestoso que liga e permeia tudo, toda as nossas vidas, apenas pequenas partículas nesse poderoso fluxo; e então há apenas esse mero humano vocalista e seu amigo, um humano também, escreveram a história e nós nessa canção tentamos trazer essa solidão única para outros meros humanos.”
  • Louder: Floor X Troy – Gírias Rimadas

    Louder: Floor X Troy – Gírias Rimadas

    Troy e Floor em Competição de rimas Inglesas

    Troy: Faça uma rima para explicar que as gírias são rimadas (…) então ela rima com a frase…

    “Near and Far” (Perto e longe)
    Troy: Que tal irmos ao “Near and far”, tomar uma bebida?
    Floor: Tipo, ir ao bar?
    Troy: SIM! Viu só!

    “Pleasure and pain” (prazer e dor)
    Troy: Eu não vou lá fora hoje, é muito “Pleasure and pain”
    Floor: é muita chuva!
    Troy: SIM

    “Rats and Mice” (ratos e camundongos)

    Troy: Que tal se depois da passagem de som a gente brincar de “rats and mice”?
    Floor: oh, dados, boa!
    Troy: Sim!

    “Rattle and clank” (chocalho e estrondo)
    Troy: Que tal a gente colocar meias nas nossas cabeças e ir pro “rattle and clank”?
    Floor: hmm, vamos roubar um banco?
    Troy: SIM!

    “Bees and Honey” (abelhas e mel)
    Troy: Olha, eu realmente preciso comprar um cortador de grama. Você tem algum “bees and honey”?
    Floor: (pensa bastante)…não, essa eu não sei
    Troy: Que tal… tenho que pagar a conta, ah, eu não trouxe minha carteira, você tem algum “bees and honey”?
    Floor: Dinheiro?
    Troy: siiiim
    Floor: errei essa, desculpe.

    “Box of toys” (Caixa de brinquedos)
    Troy: “Booooox of tooooys” (cantarolando)
    Floor: Meninos?
    Troy: Box of toys
    Floor: Box of toys deveria ser alguma outra coisa?
    Troy: (cantarolando de novo) “booox of tooys” ( no ritmo de Noise- continua até o fim do refrão)
    Floor: NOISE? Hahaha
    Troy: chegou lá!
    Floor: desculpa haha

    Troy: Foi muito bom!


  • Entrevista: Face Culture – Floor Jansen

    Entrevista: Face Culture – Floor Jansen

    Em recente entrevista para o Face Culture, Floor recapitula sobre a turnê solo; o quão nervosa estava e, claro, sobre o Human. :||: Nature. Vem!

    Tradução: Head up High, my dear!

    Ω

     

    Floor: Olá, aqui estamos nós de novo!

    FaceCulture: Bom te ver de novo, obrigado por arranjar um tempo… Eu quero começar passando bem rapidamente sobre a sua turnê solo que falamos na última vez… Como você se sente tendo passado pelo processo e meio que tendo todo esse foco em você mesma?
    Floor: Bem, honestamente eu achei bem assustador e muito empolgante porque eu percebi que eu estava meio que juntando dois mundos e eu estava esperando que eu pudesse agradar a todos com o que eu estou fazendo… “É muito pesado? Não é pesado o suficiente? Como será o som?” Houveram coisas que se tornaram reais apenas no último instante, porque a maioria já estava planejada na minha cabeça, eu fiz um setlist, eu me comuniquei com a banda, como seria o show visualmente… Nós ensaiamos antes dos shows por conta da pressão de tempo e somando ao fato de que todos moram nos Países Baixos… Eu realmente não sabia se serias bom o suficiente até que ensaiamos; eu sei que a banda é ótima então dá para ter uma ideia de que seria bom – mas o sentimento de “isso vai funcionar” só se tornou realidade quando começamos a tocar e a música começou a criar vida e começou a se encaixar. Foi muito *oof*. Mas antes do primeiro show eu estava muito nervosa pra ver se tudo iria fluir, porque um show do Nightwish – claro que os primeiros shows são os mais empolgantes porque você ainda não pegou a rotina, sabendo o que você deve fazer… Mas dessa vez você pensa “Wow, tem o meu nome nisso, que estranho… Não é uma banda e eu nunca fiz isso antes.” Então acabei não trombando em situações que eram *novas*, mas que pareciam novas no sentido de eu nunca ter feito isso antes. Eu ia falar bem mais entre as canções também porque eu gostaria de conversar com as pessoas, fazer um show mais privado; diferente do Nightwish onde nós quase não falamos pois isso iria quebrar o ritmo do show, e nos shows solos as conversas faziam parte disso. E isso era algo que eu não queria praticar, eu não vou sentar e ensaiar as minhas falas…

    FaceCulture: Tem que ser natural!
    Floor: Tem que ser natural, mas ainda precisa acontecer… Então é um sentimento muito bom saber que isso aconteceu.

    FaceCulture: Sim, foi muito bom. E você disse que estava nervosa no inicio mas depois as coisas começaram a fluir.
    Floor: Sim, começaram. E eu fiquei muito aliviada! *risos*

    FaceCulture: E quando acabar, você terá que fazer a mudança de “Okay agora temos tudo isso para fazer com o Nightwish com o álbum novo que está para sair…”
    Floor: Sim, eu ainda estou revezando a minha atenção entre as duas coisas porque eu ainda tenho o décimo show para fazer e me pediram para me apresentar no Pinkpop e isso é uma coisa super legal e…

    FaceCulture: E isso é importante porque é um festival holandês, é algo importante para você?
    Floor: Sim, é algo importante para mim, e é outro passo nessa nova carreira solo que está acontecendo… Sim, se você tem a chance de fazer um festival grande como esse é algo importante… É, é um festival importante e claro que você quer trazer algo um pouco diferente, um pouco maior.. E também, o meu décimo show é o maior da turnê e há muitas preparações à serem feitas; eu achei que seria legal fazer uma gravação do show e fazer um vídeo para os fãs – não um dvd, mas um registro da apresentação – e eu fiz isso através de um crowdfunding.

    FaceCulture: E ainda vai ter um documentário disso…
    Floor: Sim, exatamente, então isso demanda tempo e atenção… Eu estou fazendo várias coisas ao mesmo tempo então é muito legal ver que as coisas estão se encaixando tão bem e ver que o entusiasmo dos fãs é enorme – a meta do crowdfunding foi atingida em 3 horas…

    FaceCulture: Isso é maluquice!
    Floor: Sim, é inacreditável… Então há apenas coisas ótimas acontecendo.

    FaceCulture: Isso é ótimo de ouvir! E você e o Nightwish já terminaram de gravar o álbum, e uma coisa que eu me lembro da ultima entrevista, acho que em uma entrevista com Tuomas, que você falou ele gosta de te desafiar vocalmente – e há algumas músicas que são bem rápidas e as melodias vão para cima e para baixo – então como que foi para você? Foi desafiador?
    Floor: Sim, absolutamente, realmente me desafiou porque as melodias… Digo, de um lado é a complexidade das melodias e do outro lado são todos os estilos diferentes de canto; essa ultima parte eu já fiz antes, claro, mas dessa vez parece que eu estive em extremos mais distantes que antes nesse álbum e mais espaço para esses estilos – há realmente partes operísticas do que apenas… Bem, tudo está bem encaixado! E isso é uma coisa ótima, foi muito desafiador de conseguir alcançar o resultado… Mas a coisa mais desafiadora, definitivamente, foi a velocidade e a complexidade das melodias em algumas músicas: elas são muito difíceis de cantar – e elas também são difíceis de cantar de um jeito que não pareça difícil – precisa soar como se fosse fácil, não pode parecer que o vocalista está se esforçando muito para cantar. Eu fiz soar como se não fosse tão complexo assim e foi *oof*…

    FaceCulture: porque eu estava ouvindo agorinha e começa, logo na primeira música (eu nao sou um cantor mas), me parece que as melodias sobem e descem muito rapidamente.
    Floor: sim!

    FaceCulture: então, como você se prepara para algo assim?
    Floor: bem, eu realmente meio que tive que dissecar as canções. Eu ouvia a melodia de como seria no piano, mas daí tem o piano e o texto, a letra, e aí primeiramente tenho que aprender quais são as palavras, onde elas se encaixam e como se encaixam. E, daí então eu tento cantar. O que leva um tempinho pra lembrar e pra falar corretamente e para as cordas vocais e músculos começarem a se adaptar e isso foi o que consegui tipo, no primeiro mês. De verdade (risos). Os primeiros ensaios foram mais ou menos duas semanas e aí levei o material para casa comigo após o fim dos ensaios e aí eu já sabia o que eu ia cantar e como eu ia cantar, mas eu ainda não estava de fato contando a história então, chega a parte onde eu preciso contar a história e adicionar emoção às canções. Então aos poucos eu estava aprendendo e sentindo e entendendo como eu ia transmitir isso através de mim. E isso levou outro mes inteiro haha. Por causa da complexidade, você quer ver isso fluir, você quer a emoção, quer contar a história e não apenas soar como uma cantora que está perfomando palavras em notas. E essa é a grande diferença entre o que conseguimos gravar durante o período de ensaios e a gravação em si.

    FaceCulture: pergunta final, você disse que gosta de se conectar as músicas e com o espírito dessas músicas canções e você escreveu um artigo “É hora de respeitar nosso planeta”
    Floor: sim.

    FaceCulture: Entao qual é sua conexão com a natureza no sentido de que você veio da Holanda e se mudou para a Suécia, entao qual a sua conexão e pensamentos sobre como nos tratamos nosso planeta?
    Floor: bom, eu não vou ser mais uma dessas críticas do clima mas é óbvio que temos que tomar conta de onde vivemos. Vivemos no planeta Terra então temos que cuidar dele melhor do que temos feito. E acho que estamos num bom caminho mas há ainda muito a ser feito. E, para mim, a natureza é super importante para recarregar nossas energias e eu preciso estar lá fora, no meio do nada, no meio dos animais, na floresta, pra clarear a minha mente e para me acalmar e para mim esse é o melhor lugar para recomeçar. É eu acho que muita pessoas tem isso. Essa reconexão com a natureza é muito importante, vital. E muitas vezes quase nos esquecemos que nós somos a natureza. Nós somos todos parte de um mundo natural. Quer dizer, nosso DNA difere de uma banana em 3% ou algo assim. A diferença é tão pequena, quer dizer 3% posso estar exagerando mas eu acho que do chimpanzé é realmente 3%, ou seja, nos somos parte e nao deveríamos nos esquecer disso. E assim acho que encontraremos a beleza da natureza e as “mais belas formas infinitas ” que estão, claro, neste álbum também.

    FaceCulture: é como se fosse uma continuação, certo?
    Floor: sim, pode realmente ser visto como uma sequência.

    FaceCulture: Floor, muito obrigado
    Floor: obrigada.