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  • Entrevista – Metal Rock: Floor Jansen

    Entrevista – Metal Rock: Floor Jansen

    via MetalRock | Tradução: Head up High, my dear

    Entrevista Exclusiva com Floor Jansen

    Ville Akseli Juurikkala

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    No dia 7 de junho, tivemos muita sorte de duas maneiras em especial: a primeira foi a de participar de uma masterclass realizada pela Floor Jansen (atual Nightwish e ReVamp, ex-After Forever) ao lado de outros alunos talentosos. A segunda foi a de aproveitar uma oportunidade rara como está para conversar com ela. Mesmo tendo trabalhado por quase seis horas e sequer ter almoçado, a Floor foi extremamente gentil e aberta no papo que batemos. Você pode ler toda a entrevista logo abaixo:

    Olá, Floor! Obrigado tirar um tempinho para conversar conosco, da METALFORCE. A masterclass acabou agora mesmo: o que você achou de tudo? Como você se sente em relação a isso? Como você vê essa questão de ensinar e como se sente quando dá estas aulas especiais?
    Floor: Foi muito bom! Eu dou aulas com uma certa frequência, mas parece que cada aula me traz um pouco mais de inspiração para ensinar o que eu sei e aprendi. Afinal, eu não sei de tudo. As aulas são algo muito bom para mim, também, pois elas servem como uma forma de me lembrar de coisas que aprendi há muito tempo. Por isso, é um muito bom poder rever técnicas, trabalhar com pessoas, ouvir suas vozes e muito mais. Cantar é uma paixão para estas pessoas e para mim, então é algo muito importante!

    As letras do “Endless Forms Most Beautiful” (o álbum mais recente do Nightwish) foram escritas pelo Tuomas (tecladista e compositor da banda), mas é você que passa o sentimento delas. Como você vê e sente tanto as letras e os assuntos que compõem o álbum? Até que ponto você consegue sentir tudo isso e dar uma roupagem própria à sonoridade das músicas do álbum?
    Floor: No começo, eu levei algum tempo para entender tudo direitinho. Durante seis semanas, nós ensaiamos e discutimos os assuntos abordados nas músicas, o que, aos poucos, me ajudou a sentir e entender toda a história por trás do álbum.Felizmente, todas as letras são bastante subjetivas e qualquer um pode interpretá-las à sua própria maneira. No meu caso, eu amo a natureza e, portanto, foi fácil me sentir próxima da letra. Além disso, a teoria evolucionista sempre foi algo muito comum para mim, então eu estava bastante surpresa pelo fato de ainda haver pessoas que acreditam na criação de todas as coisas em sete dias pelas mãos de Deus e coisas do tipo. Fico impressionada com isso. (risos) . Para mim, compreender a essência do álbum e dos assuntos que ele trata foi algo muito interessante.

    A essa altura do campeonato, tanto o “Endless Forms Most Beautiful”, que foi lançado há mais de um ano, como as novas músicas já se tornaram parte de uma rotina, assim como as músicas e álbuns mais antigos. No geral, quais são as músicas que você mais gosta de tocar ao vivo e quais são as músicas que mais empolgam os fãs?
    Floor: O público está sempre muito empolgado em todos os shows, então é difícil definir uma música só. Ainda assim, parece que “I Want My Tears Back” é uma das favoritas de quase todos os fãs, pois sempre gera muita animação e nós gostamos muito de tocá-la ao vivo.

    Neste momento, o Nightwish conquistou tudo o que um músico sonharia em ter. Mas há algo que você queira conquistar? Alguma meta ou sonho em especial? O que leva um(a) musicista a continuar tocando e compondo com o passar dos anos?
    Floor: Para ser honesta, não há nada de que eu sinta falta. Eu amo a variedade de experiências que temos no ramo musical e sinto que não poderia desejar muito mais do que isso. Minha meta é continuar assim. Aconteceram muitas coisas e houve muitas mudanças, então manter o que tenho agora é a minha maior meta.

    Como vocês disseram em algumas entrevistas, a banda fará uma pausa nas atividades após os shows de setembro e outubro. Você pretende usar esse tempo livre para se dedicar a outros projetos ou colaborações com outros artistas?
    Floor: Bom, eu ainda não tenho certeza.Nós temos trabalhado por uns bons anos sem qualquer descanso, então acho que ter uma pausa será um alívio (risos).

    Há algo novo sendo produzido no que diz respeito ao Nightwish?
    Floor: Ainda não. Ainda estamos muito envolvidos no que estamos fazendo agora.

    Em meio aos compromissos de uma vida agitada como a sua, você consegue encontrar tempo para ouvir músicas e bandas novas? Quais foram as suas descobertas mais recentes?
    Floor: Sim! Eu gosto muito de ouvir e descobrir coisas novas. Mas eu diria que, recentemente, isso passou a depender da rotina e e até mesmo das pessoas com quem convivemos. Nos últimos meses, em grande parte graças ao Tuomas e ao Troy, tenho escutado várias trilhas sonoras de filmes, como “A Vila” e “Spartacus”. Quanto às músicas mais pesadas, tenho ouvido os álbuns do Gojira com frequência. Além disso, sempre fui muito fã do trabalho do Soilwork e nunca deixei de acompanhar a carreira deles.

    Qual você considera ser o momento em que descobriu que tinha potencial para ser cantora? Quando você percebeu que e esta era uma carreira que você gostaria de seguir?
    Floor: É claro que ninguém simplesmente acorda um belo dia e percebe que quer ser um musicista. Quando eu era adolescente, eu participava dos musicais da escola e isso fez com que eu me apaixonasse por música. Eu diria que tudo começou a partir daí.

    Agora, uma pergunta enviada pelo Nightwishers, o fã clube oficial italiano: você tem uma bagagem grande como musicista ao vivo, mas o que costuma vir à sua mente e o que você sente antes de entrar no palco? Você vê as coisas de maneira diferente de 10 ou até mesmo 15 anos atrás?
    Floor: Com certeza, sim. A maneira de lidar com as mudanças em situações de shows muda ao longo do tempo e tudo depende do local do show. A sensação é é diferente se é um show numa casa de shows pequena com ReVamp ou em estádios gigantescos com Nightwish. A forma com que você se prepara para aquilo muda, mas a sensação deve permanecer sempre boa. Agora, o que não muda é que é sempre necessário estar em forma para fazer um bom show. Por exemplo, faz dois dias que nós tocamos em Viena, na Áustria. O nosso show como um todo sofreu um pouco, porque começou a chover e, consequentemente, os fogos de artifício não funcionaram direito. Nestes casos, as mudanças na organização e a como as coisas são encaradas são diferentes ou até mesmo um pouco particulares. Em ocasiões como esta, ficamos um pouco ansiosos. Mas, agora já faz mais de um ano que estamos em turnê juntos, acabamos desenvolvendo uma rotina e não ficamos mais tão animados antes de um show como ficávamos no início. Não me interpretem mal, pois eu amo cada show que fazemos e procuro sempre dar o meu melhor, mas, por causa da rotina que temos hoje em dia, os ânimos costumam ser mais calmos no sentido positivo da coisa. O problema é quando a rotina acaba. Aí nós ficamos animados! (risos).

    Finalmente, que tal uma brincadeira? Eu digo um adjetivo e você diz qual membro da banda se encaixa melhor nele, incluindo você mesma. Pronta?
    Floor: Manda bala!

    Carismático.
    Floor: Poxa, todo mundo!

    Introspectivo.
    Floor: Hmm… o Tuomas, talvez.

    Pavio curto.
    Floor: Eu!

    Decidido.
    Floor: Eu mesma!

    Chato.
    Floor: Nenhum de nós!

    Chegado na bebida.
    Floor: A banda toda! (risos).

    Dorminhoco.
    Floor: Hmm… o Emppu.

    Sexy?
    Floor: Ora essa! Somos todos muito sensuais. (risos).

    Maravilha! Chegamos ao fim. Muito obrigado pela oportunidade !

    Nightwishers Italy:

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  • Roadie Crew: Floor Jansen

    Roadie Crew: Floor Jansen

    Fonte: Roadie Crew | English soon

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    Mais pesado, mais obscuro

    Por Chris Alo

    A história da mais famosa banda de Rock da Finlândia é longa e bem conhecida. Mas em 2015 o Nightwish lançou Endless Forms Most Beautiful, seu primeiro disco com a nova vocalista, Floor Jansen. Depois de anos tendo à frente uma diva da Ópera e depois, durante um curto período, uma cantora com orientação mais Pop, o líder e tecladista Tuomas Holopainen trouxe uma verdadeira vocalista de Metal para a banda. O resultado é que a dinamarquesa HOLANDESA inseriu uma muito bem-vinda dose de agressividade ao repertório e tirou das águas turvas uma nau que, verdade seja dita, vinha navegando sem rumo nos últimos tempos. O novo disco acabou sendo relançado em formato duplo, contendo um DVD com vasto material inédito, incluindo várias músicas gravadas ao vivo e que mostram uma banda no auge da forma. Pouco antes de um show da turnê americana que o Nightwish fez no início de 2016, tive oportunidade de conversar com Floor sobre Rock e sobre até ciência e evolução (N.T.: a entrevista ocorreu em fevereiro).

    Na sua mais recente tour, vocês fizeram um ‘meet and greet’ com os fãs antes de cada show. Como têm sido esses encontros? Afinal, os fãs do Nightwish são muito passionais.
    Floor Jansen:
    Têm sido sensacionais! Na verdade, não fazemos isso em todos os lugares porque nem sempre é possível. Na Europa e na América do Sul, por exemplo, não deu. Mas é sempre uma experiência maravilhosa porque muitas vezes você acaba ficando forçosamente longe dos fãs. Em alguns momentos, é realmente impossível chegar mais perto do público. E, por outro lado, não é sempre que estou feliz com um monte de gente gritando por mim logo após tomar um banho e só querer entrar no ônibus. Então, essa é uma excelente solução para que tenhamos um tempo para conhecer e conversar com nossos fãs. Nós curtimos nos encontrar com eles, só não queremos que outras pessoas decidam quando isso deve acontecer (risos). E esse também é uma ótima oportunidade para ouvir o que as pessoas pensam e dar a eles a chance de externar isso. É algo muito legal de se fazer, enfim.

    Vocês estão na estrada há um ano, desde que o disco saiu. Hoje você está prestes a fazer seu primeiro show na cidade de Nova York. Principalmente por se tratar de uma cidade com essa, dá uma ansiedade extra?
    Floor:
    Sim, não tem como negar. Então, estar aqui no início de uma turnê é algo realmente importante. E uma cidade grande como Nova York naturalmente atrai mais atenção da mídia, então você acaba ficando no centro das atenções e acaba tendo que acompanhar tudo que é dito a respeito na mídia. Acaba sendo uma noite muito importante. Em todo início de turnê acaba sendo necessário fazer um ou outro ajuste no show, principalmente na parte técnica, já que ainda não há uma rotina estabelecida. Só que, como você lembrou, estamos há um ano, então essa rotina está mais do que clara para todos. Resumindo tudo isso: sim, o fato de estarmos em Nova York faz dessa noite algo muito especial (risos).

    Ville Akseli Juurikkala

    Vocês relançaram o novo disco numa edição especial limitada que inclui um DVD ao vivo. Achei essa versão perfeita, já que pra mim essa atual formação realmente brilha ao vivo. O que você pode me falar sobre esse DVD?
    Floor:
    Olha, pra ser honesta com você, eu não sei muito sobre isso. Nós estamos cada dia num lugar, fazendo sempre coisas diferentes… Acho que cada foi gravada em um show diferente, mas não saberia identificar uma a uma. Desculpe… (risos)

    Tudo bem, mas, deixe-me insistir, essa atual formação do Nightwish é realmente muito forte no palco. Vocês lançaram essa reedição de Endless Forms Most Beautiful para provar isso?
    Floor:
    Muito obrigada! E, sim, a ideia era exatamente essa!

    Como você disse, vários shows dessa turnê foram filmados. Há um novo DVD ao vivo vindo por aí?
    Floor:
    Sim, muitos shows foram gravados e nós estamos trabalhando num novo DVD com muitas imagens dessa turnê. Nossa ideia é mostrar vários locais diferentes em que tocamos. Como ontem, em que tocamos em Nova Jersey num lugar realmente pequeno. É o contrário do que aconteceu na parte europeia da tour, que teve uma atmosfera completamente diferente. Os enormes festivais de verão são algo normal para os europeus, mas nós acabamos descobrindo que o mundo é um lugar realmente grande… Então, queremos mostrar tudo isso às pessoas, queremos que eles vejam como são os shows nos lugares que elas não têm oportunidade de conhecer. Em Vancouver, por exemplo, era outra atmosfera. Tocamos lá no último verão (N.T.: do hemisfério norte) e foi um show em estádio. Ou seja, cada lugar é uma situação diferente e tem sua própria magia. Um lugar pequeno não significa que seja um lugar ruim para se tocar.

    Nightwish

    O último DVD de vocês, Showtime, Storytime (2013), traz um grande show ao vivo, com pirotecnia e o Nightwish tocando para oitenta mil pessoas no ‘Wacken Open Air’. É um grande contraste com esse show em Nova Jersey, em que havia 2.500 pessoas na plateia.
    Floor:
    É sempre legal fazer um show desses, com pirotecnia e tudo mais, mas num lugar pequeno isso não é nada seguro. O lado bom de um local assim é que a gente fica mais perto do público e pode ter uma interação muito maior com os fãs. Num grande festival, diante de uma multidão, bem, é apenas uma multidão. Você consegue ver alguns rostos, mas pouco além disso. Quando você toca num lugar menor você praticamente vê todo mundo, o que gera um tipo de energia totalmente diferente – e eu gosto muito disso. De todo mondo, independente de tudo isso e do que você consegue ou não consegue levar para o palco, o que dá o clima do show é a música. Acho que o mais desafiador nisso tudo é provar que você pode conseguir isso independente dos extras que consegue levar ao palco. Não são eles que fazem o show, eles auxiliam nisso, mas são apenas extras. A ideia é sempre fazer um excelente show. O resto é resto. E num local pequeno há um desafio a mais, já que temos menos espaço para nos movimentar. Porém, como eu já disse, é muito mais fácil interagir com os fãs.

    Eu vi recentemente a apresentação de vocês no ‘Rock In Rio’ e foi um show fantástico.
    Floor:
    Sim, foi muito bom mesmo. Quando nós tocamos lá, já tínhamos participado de alguns festivais europeus, mas é totalmente diferente ticar no Brasil. Os fãs brasileiros são muito barulhentos! E havia muita mídia lá também, era um verdadeiro circo. Eu adorei, foi tudo sensacional. O público brasileiro é realmente o melhor!

    Vamos falar um pouco sobre Endless Forms Most Beautiful. Imaginareum (N.T.: disco anterior da banda, lançado em 2011) fala de sonhos e lembranças, já o novo disco trata sobre ciência. É isso?
    Floor:
    Acho que não dá para definir em uma palavra sobre o que ele fala. A ciência foi, sem dúvida, a inspiração parta ima série de músicas, mas não de todas elas. É sobre ciência e sobre a ciência por trás da evolução, das teorias da evolução e do esplendor do nosso mundo. É sobre isso que as músicas mais longas falam. Sobre a evolução do nosso planeta, os 4,6 bilhões de anos desde sua criação. Muita coisa aconteceu nesse tempo todo, então é preciso fazer uma música longa para falar a respeito (risos). Não é um disco sobre ciência em si, não tratamos de assuntos científicos, mas sem dúvida foi uma inspiração para as letras.

    A despeito do que as letras falem, você acredita que é importante que o público as interprete e façam essa conexão com o significado por trás delas, como seria nesse caso com a ciência e a evolução? Ou está tudo bem se as pessoas ouvirem o disco, curtirem a música e não derem a mínima para o que elas dizem?
    Floor:
    Eu acho que a emoção por trás da música é o mais importante. Há uma mensagem, caso você queira escutá-la. Nós não estamos aqui para ficar pedindo as coisas. O principal tema desse disco pode até ofender algumas pessoas, já que a evolução vai contra o que algumas igrejas pregam, já que acreditam que a Terra foi criada por deus em sete dias. Músicas como Weak Fantasy e Yours Is An Empty Hope certamente não são positivas sobre as religiões e acho que é a primeira vez que tratamos disso. Tuomas escreveu as letras e ele teve essa ideia. Nós conversamos muito sobre isso durante o processo de composição do disco. Não tive a menor dificuldade em aceirar esse enfoque, essa visão é muito próxima daquela em que acredito. Acho muito importante refletir a respeito disso tudo, mas se você prefere apenas curtir a música e fazer a sua viagem por conta própria, tudo bem. Essa vai ser a sua forma de se envolver naquilo que fizemos. Mas tem gente que aparece no ‘meet and greet’ com livros de Darwin ou com ‘The Greatest Show On Earth’ (N.T.: livro do biólogo britânico Richard Dawkins e que trata da evolução biológica). É muito comum pedirem para autografarmos esse livro. Por outro lado, a música Edema Ruh é sobre um grupo errante de músicos e artistas chamado Edema Ruh, que é retratado no livro ‘The Name Of The Wind’ (O Nome do Vento’ em português), de Patrick Rothfuss. E muita gente também traz esse livro para assinarmos. Então, você pode encarar esse trabalho da forma que você quiser (risos).

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    Essas duas músicas, Weak Fantasy e Yours Is An Empty Hope, talvez tenham as letras mais polêmicas da história do Nightwish e musicalmente são dois temas bem pesados para a tradição da banda. Essas duas coisas juntas permitem concluir que Endless Forms Most Beautiful é o disco mais pesado da história do Nightwish. Você concorda com isso?
    Floor:
    Não sei, porque o disco também tem temas como Elan e My Walden, que são praticamente o oposto disso que você falou. Acredito que o disco seja pesado de uma forma diferente. Não é Black Metal! (risos) Mas acredito que a banda já tenha flertado com um lado mais pesado e obscuro antes. Só não sei se o todo desse disco soa mais pesado do que aquilo que a banda fez antes – mas provavelmente sim.

    Pois é, se você olhar para o passado do Nightwish, parece que a sonoridade vem constantemente se expandindo mas, ao mesmo tempo, se tornando pesado e obscuro, como você salientou. Isso seria uma evolução natural?
    Floor:
    Sim. Eu acredito que toda evolução nesta banda aconteceu de forma natural, nunca foi nada planejado. Eu sei que Tuomas, por exemplo, começa a trabalhar com uma história em sua cabeça e o que sair, saiu… Nunca há nada como: ‘Ah, agora vamos fazer um disco mais pesado.’ Ele apenas flui naturalmente.

    A despeito de o disco ter momentos pesados e outros mais calmos, o trabalho como um todo acaba tendo uma enorme coesão. De onde vem isso? Seria pelo fato de vocês terem passado muito tempo ensaiando juntos?
    Floor:
    Sim, isso nunca aconteceu no passado. Acredito que o fato de termos a banda toda reunida ensaiando e trabalhando nas músicas levou o trabalho a algo além do som orquestral de sempre. E acredito que foi porque nos trancamos juntos no estúdio. Mas, repito, foi tudo completamente natural, não houve nada planejado. Planejamos fazer os ensaios, mas a forma como eles aconteceram e o resultado deles foi uma surpresa para nós. Foi algo muito positivo. E provou que podemos trabalhar como uma equipe.

    Esse foi seu primeiro disco com o Nightwish e nele há alguns vocais operísticos. Vocês já chegaram a considerar usar mais vocais nesse estilo, já que você pode gravá-los com facilidade?
    Floor:
    Eu fiz o que era preciso fazer. Vou falar mais uma vez: foi uma evolução natural. É possível fazer isso, o que não significa que teremos que fazer isso sempre. Se as músicas pedirem por isso, assim será feito.

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    O disco também traz a faixa The Greatest Show On Earth, que é a maior já gravada pela banda com 24 minutes. Mas, pelo que sei, originalmente ela era ainda maior, com 35 ou quarenta minutos. Essa versão chegou a ser gravada?
    Floor:
    Não, isso aconteceu quando Tuomas ainda estava no processo de composição. Depois disso ele reduziu para 24 minutos… (risos)

    Parece que as coisas vem funcionando muito bem desde que você entrou para o Nightwish, em 2012. Você chegou a ser cotada para o posto na época de Dark Passion Play (2007)?
    Floor:
    Não, não… Naquela época eu ainda cantava no After Forever e eles não iriam chamar alguém de uma banda que estava na ativa.

    Agora o Nightwish está numa fase intensa de trabalho, com datas agendadas até agosto.
    Floor:
    Sim, começamos em abril do ano passado e vamos até mais da metade deste. Há poucos lugares a que não fomos ou que não iremos.

    Eu sei que é muito prematuro falar sobre um novo disco, mas há um plano para quando o ciclo de Endless Forms Most Beautiful acabar e vocês começarem a trabalhar no próximo álbum? Talvez no ano que vem?
    Floor:
    Nossa intenção é tirar 2017 de folga. Vai ser o primeiro ano sabático da banda em duas décadas de atividades. Isso é algo em que os caras vêm pensando há tempos e agora, com tudo dando certo com o disco e na turnê, é o momento certo de se fazer uma pausa.

    É certeza que vocês merecem! Mas você vai passar o ano descansando ou pretende fazer algo com sua outra banda, o Revamp?
    Floor:
    Verdade, eu venho fazendo turnês e gravando discos sem parada há alguns anos… Então, imagino que eu vou gostar muito de ficar sem fazer nada! E nós já temos alguns planos em mente, mas que eu ainda não posso divulgar.

    Para o Nightwish você quer dizer?
    Floor:
    Sim. Então, quando a máquina parar de funcionar após essa turnê, imagino que não vou querer pensar em gravação ou estrada. Mas, na verdade, eu estou com algumas ideias na cabeça… Quando chegar mais perto do momento de parar eu resolvo. Ainda não cheguei a uma conclusão… (risos)

    Antes de encerrar, os fãs gostariam de saber como está Jukka (Nevalainen, baterista do Nightwish que teve que se afastar da banda por conta de sérios problemas com insônia).
    Floor:
    Ele vai indo bem. Se ele não precisa sair em turnê, tudo vai bem. É uma doença terrível e que não se sabe o que causa nem quando vai aparecer. Ou seja, o futuro é muito incerto. Mas é muito bom poder dizer que ele está bem. Ele sente falta da gente, de excursionar, dos fãs, mas está numa boa condição.


    Fotos: Ville Akseli Juurikkala

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  • Roppongi Rocks: Floor & Tuomas

    Roppongi Rocks: Floor & Tuomas

    Via: Roppongi Rocks by Stefan Nilsson | Tradução: Head up High, my dear

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    Floor Jansen e Tuomas Holopainen do Nightwish em Tóquio. Foto por: Stefan Nilsson

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    O fundador e gênio musical do Nightwish, Tuomas Holopainen, e a vocalista da banda, Floor Jansen, se reuniram com Stefan Nilsson, da Roppongi Rocks, um pouco antes do início de um incrivel show da banda em Tóquio, uma das cidades que fazem parte da turnê mundial que passa pela ásia no momento.

    A Finlândia foi o local de nascimento de muitas das maiores bandas de heavy metal do mundo nas últimas décadas. A vanguarda das banda de metal finlandesas conta com a banda de metal sinfônico Nightwish, que comemora o seu aniversário de 20 anos em 2016. Com a incrível holandesa Floor Jansen nos vocais desde 2012, a banda segue lançando ótimos álbuns e promovendo a sua turnê ao redor do mundo. Eles estão em melhor forma do que nunca e seu álbum mais recente, “Endless Forms Most Beautiful”, o oitavo álbum de estúdio da banda, foi lançado em Março de 2015. No entanto, assim que a atual turnê mundial for encerrada em outubro com o retorno do Nightwish ao Japão durante o Loudpark Festival, a banda pretende fazer o que seria uma pausa de um ano inteiro em 2017.

    Stefan NilssonÉ o que planejamos,” explica Tuomas Holopainen durante nosso encontro em Roppongi, Tóquio. “O último show desta turnê acontecerá em outubro e, então, vamos ficar 2017 descansando para voltarmos com tudo em 2018.”

    Tuomas é a força-motriz por trás do Nightwish nas últimas duas décadas, além de ter lançado um álbum solo e ter trabalhado na trilha sonora para filmes. Agora, no entanto, ele deseja tirar uma folga.

    Eu não acho que vou me envolver com música nesse período. Essa é a ideia de tirar uma folga! E, pra falar a verdade, eu não pensei muito nisso, pois simplesmente gosto da ideia de estar em casa, cuidar do meu jardim, cuidar dos meus cavalos e ficar um pouco mais quieto por um tempo.”

    floor-jansenTenho pensado um pouco e tido algumas ideias, mas nada oficial que eu possa divulgar no momento,” diz Floor Jansen sobre o que ela planeja fazer em seu ano sabático. Quando questionada sobre sua antiga banda, o ReVamp, estar em seus planos, ela diz com um sorriso mas sem confirmar nada: “É uma dessas coisas em que tenho pensado.”

    O que será que um Nightwish descansado e com as baterias recarregadas fará quando retornar em 2018 após um ano inteiro de descanso? “Ainda tem muito chão até lá pra revelarmos qualquer coisa, mas temos alguns planos até 2020 e até mais longe,” diz Tuomas.

    Com vinte anos de carreira nas costas, a banda finlandesa já coleciona várias conquistas, como o sucesso comercial e o carinho dos críticos. Qual foi o momento mais emocionante até agora? “O meu talvez tenha sido este novo álbum e especialmente a última música dele, a ‘The Greatest Show On Earth’, quando a tocamos nos shows, como foi o caso do Wembley, em dezembro do ano passado. Esta turnê como um todo foi incrível,” diz Tuomas com uma expressão de orgulho.

    Durante esses vinte anos, a banda teve três vocalistas diferentes, mas Tuomas e a banda conseguiram criar um som único para o Nightwish.

    Stefan Nilsson

    Eu acho que a questão principal acaba envolvendo muitas coisas e muito disso está ligado a escrever as letras, é claro, mas muito além disso. Precisamos da participação de todos os membros, dos vocalistas, da produção, da equipe, de tudo! Fomos até chamados de “um grupo que desafia rótulos”. Eu adorei essa saber disso! Essa questão toda vai até o centro de quem somos nós. Parece que nós, como grupo, precisamos seguir em frente independente de quem esteja cuidando dos vocais ou das composições.”

     

    Floor Jansen, uma das maiores vocalistas no meio do metal, se juntou ao Nightwish em 2012 em meio à turnê do álbum “Imaginaerum” como substituta da antiga vocalista Annete Olzon, que havia se separado da banda subitamente. Anette, por sua vez, substituiu a vocalista original Tarja Turunen, em 2007. Floor se encaixou bem na banda e tanto sua voz como sua presença de palco fora uma soma perfeita à banda, levando a vocalista a ser oficializada como nova vocalista permanente da banda. Ela já sabia que as coisas dariam certo quando a banda entrou em contato em 2012.

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    Floor Jansen do Nightwish durante o show em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Em 2002, eu tinha a minha banda, After Forever, e nós fizemos uma turnê com o Nightwish como banda de abertura durante algumas semanas pela Europa. Foi uma experiência fantástica e nós mantivemos contato. Se eles tocassem perto de onde eu estivesse, eu os visitava e vice-versa,” explica Floor sobre sua relação com o Nightwish.

    Quando eles me ligaram e fizeram a oferta para que eu me juntasse ao Nightwish naquela turnê, tudo aconteceu muito rápido,” explica Floor. “Não foi como se eles houvessem dito ‘Tivemos essa ideia e gostaríamos que você pensasse um pouco a respeito, pois voltaremos a falar com você na semana que vem’ ou algo do tipo. Não houve muito tempo para pensar direito, pra ser honesta. Então, a minha primeira reação foi ‘Sim!’ e eu me vi a caminho. Algum tempo depois, eu comecei a pensar mais sobre como continuaríamos trabalhando junto e sobre como conciliaria as coisas com o ReVamp. Além disso, tiramos algum tempo para ver se sentíamos que as coisas funcionariam ou não. Não foi algo do tipo ‘Tá bom, eu entrei na banda e as coisas serão assim pra sempre’. Foi meio que um momento de desespero, mas as coisas precisavam se acertar. E, defato, elas se acertaram. A partir daí, todo o resto do processo e de organizar as coisas aconteceu normalmente.”

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    Floor Jansen do Nightwish em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Floor se adaptou ao seu novo posto no Nightwish com rapidez. Ela não apenas aprendeu todo o catálogo de músicas da banda, como também ajudou a dar forma ao novo disco. Mas assumir o microfone numa banda famosa de metal que já havia lançado sete álbuns não foi nada fácil.

    Foi algo muito natural para mim, mas isso não significa que eu já cheguei arrasando logo no primeiro show. Não naquela época, mas, com o tempo, eu me adaptei bem rápido. É claro que eu conhecia as músicas, pois sou fã desde o segundo álbum deles e eu já estava familiarizada com boa parte das letras e melodias. Por isso, foi algo bem tranquilo, mas, ao mesmo tempo, foi um desafio cantar algo que não foi escrito ou co-escrito por mim e, ainda por cima, cantado originalmente por outra pessoa. Tudo isso sem parecer que eu estava tentando imitar alguém foi difícil. Encontrar o seu próprio jeito de cantar algo assim e encontrar a emoção por trás de tudo isso foi algo novo, são músicas tão bem escritas que uma parte disso aconteceu naturalmente para mim.”

    Stefan Nilsson

    Floor Jansen e Tuomas Holopainen do Nightwish em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Tuomas ficou impressionado com o impacto que Floor teve no último álbum, o primeiro que ela gravou com a banda.

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    Tuomas Holopainen do Nightwish durante o show em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Ter uma nova vocalista durante os ensaios foi algo que realmente abriu os meus olhos para algo completamente novo como compositor e para a banda toda, também, como músicos. Foi algo novo para todos nós. Para mim, pessoalmente, os vocais são o elemento indispensável de qualquer música. Nós meio que compusemos todos os arranjos instrumentais com base nesses vocais e não o contrário. Essa foi uma coisa que mudou todo o processo de composição e o tornou mais interessante. E ver a empolgação e a dedicação dela durante as gravações foi inspirador.”

    O Nightwish é uma das maiores bandas do cenário finlandês do heavy metal, que também conta com grandes nomes como Children of Bodom, Moonsorrow, Amorphis, Stratovarius, Sonata Arctica, Korpiklaani, Battle Beast, Rotten Sound, Apocalyptica, Michael Monroe e muito mais. Como a Finlândia se tornou um país líder mundial em termos de heavy metal?

    Tem algo a ver com a mentalidade comum lá e com um efeito bola de neve, pois as primeiras bandas bem sucecidas foram bandas de metal. Isso meio que estimulou as bandas mais novas a tentarem algo parecido. Esse estilo musical soa como algo muito natural para nós, escandinavos, com toda essa atmosfera sombria e pesada. Quando os finlandeses tentam tocar raggae ou samba, parece que não está certo ou que não soa bem. Acredita-se numa banda quando ela toca algo que parece autêntico.”

    Tuomas diz que a ainda se sente finlandesa ainda que, agora, conte com diversas nacionalidades na banda e trabalhe a nível mundial.

    A banda veio da Finlândia e eu acho que as características típicas do país transparecem nas minhas letras já que eu sou de lá. Não é algo deliberado. Eu nos considero parte da cena finlandesa do metal ainda que sejamos uma banda internacional.”

    Na atual turnê e no álbum mais recente, Kai Hahto (ex-Rotten Sound, Wintersun, Swallow the Sun) foi o baterista das gravações. Se ele, assim como Floor Jansen e Troy Donockley, deixará de ser um músico de gravação para se tornar um membro permanente, isso é algo que ainda não sabemos. “É uma decisão que tomaremos ano que vem,” diz Tuomas. “Ele entrou uma semana antes de começarmos as gravações da bateria. Foi bem inesperado.”

    A vida continuará sendo algo inesperado e agitado para Tuomas Holopainen, Floor Jansen e seus colegas de banda até o show no Loudpark Festival no Japão, em outubro. Só então eles poderão tirar algum tempo para diminuir o ritmo das coisas e pensar no futuro.

     

    Nightwish – band members

    Floor Jansen – lead vocals

    Tuomas Holopainen – keyboards

    Emppu Vuorinen – guitar

    Marco Hietala – bass, vocals

    Troy Donockley – pipes, whistles, guitar

    Kai Hahto – drums

    www.floorjansen.com | www.nightwish.com

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  • AXS: Floor Jansen

    AXS: Floor Jansen

    Fonte: Blabbermouth.net | Tradução: Head up High

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    Ω

    Floor Jansen do Nightwish nega rumores de brigas internas após anúncio feito pela banda sobre pausa de um ano.

    Tracy Hecks do AXS conduziu uma entrevista com a cantora Floor Jansen da banda finlandesa de metal sinfônico NIGHTWISH no dia 26 de fevereiro, no Royal Oak Music Theatre da cidade de Royal Oak, no estado de Michigan. A conversa está logo abaixo.

    Ao falar sobre os planos do NIGHTWISH para os próximos meses, Floor disse: “Bom, a primeira coisa que deve acontecer após a turnê mundial é que nós vamos tirar um ano inteiro de folga, o que nunca aconteceu antes em vinte anos de atividade do NIGHTWISH.”

    Ela ainda acrescenta: “Apesar de termos esse tempo de folga, isso não tem nada a ver com o que acontece dentro da banda. Eu notei algumas pessoas iniciando boatos e fofocas sobre o porquê de tirarmos um ano de folga. Nós vamos fazer isso, porque podemos e queremos fazer algo assim. É só isso. Novamente, não tem nada a ver com o que acontece dentro da banda e também não significa que não estamos pensando sobre o que fazer no ano que vem. Estamos preparando um monte de coisas bacanas, então esperamos que, após essa pausa, as pessoas tão empolgadas quanto nós pra descobrir quais surpresas temos guardadas na manga para elas.”

    Quando questionada sobre a decisão do NIGHTWISH de parar por um ano estar relacionado ao fato das turnês da banda terem se tornado mais longas nos últimos anos, Floor respondeu: “Não, não está relacionado, porque as turnês mundiais não se tornaram mais longas do que as anteriores. Agora, se você para e pensa que a banda esteve ativa por 20 anos sem qualquer folga, aí sim há uma relação mais forte do que qualquer coisa. Além disso, somos pessoas com gênios criativos e todos temos projetos próprios fora do NIGHTWISH. Então, é legal ter tempo para trabalhar nesses projetos ou apenas para curtir um pouco. Às vezes, para manter o fluxo criativo, é preciso se distanciar um pouco, o que acho algo muito saudável para qualquer pessoa — mais saudável do que bandas que simplesmente tocam, tocam, tocam, tocam, tocam, tocam e tocam até se desgastarem. Eu vejo esta decisão com bons olhos. Ainda assim, a atual turnê mundial ainda durará alguns bons meses e nós temos um bocado de lugares em que gostaríamos de tocar. Então, ainda vamos tocar até vocês ficarem cansados. [risos]

    O NIGHTWISH lançou há pouco tempo uma edição extremamente limitada de turnê do seu disco mais recente, o “Endless Forms Most Beautiful”. A edição de turnê vem com um DVD bônus de performances ao vivo, um pequeno documentário e vídeos promocionais, além de uma imensa galeria de fotos.

    A turnê do NIGHTWISH pela américa do norte conta com mais de 26 shows e começou no dia 19 de fevereiro na cidade de Sayreville, no estado de Nova Jersey, e acabou em Tampa, no estado da Flórida, no dia 23 de Março. A banda de metal sinfônico DELAIN e os finlandeses do SONATA ARCTICA são as bandas de apoio da turnê.

    Vídeo da entrevista abaixo:

    Ω

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  • Entrevista: Irene Jansen

    Entrevista: Irene Jansen

     Head up High, my dear 😉

    12043131_10156016486090333_7752372765065674529_nQuando pensamos em versatilidade e alcance vocal, sabemos que isso é de família. Não, agora não estamos falando da Floor, mas de sua irmã mais nova, Irene Jansen. Caso você não saiba, as irmãs dividiram os palcos diversas vezes. Desde a performance em Into The Black HoleStar One (AQUI) à mais marcante e também conhecida performance de40408447 Who I AmAfter Forever, (AQUI) no ano de 2007. Participou da apresentação de The Power of Love com o Stream of Passion (AQUI) em 2014, e, claro, conhecida pelo seu excelente trabalho no Ayeron, liderado por Arjen Anthony Lucassen e, recentemente, Irene Jansen realizou uma excelente apresentação em The Human Quantion – Ayeron, interpretando da melhor forma possível, a personagem intitulada de Passion, em 2015.

    Após 10 anos, Irene Jansen nos dá essa “bomba”, sobre o seu retorno em estúdio. O Head up High foi atrás, e o resultado você encontra à seguir:

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    Ω

    1: Durante esses anos de inatividade (de estúdio, no caso), você mencionou ter focado somente em estudos e trabalho. Dentro deste período ocorreu a maternidade também. Como foi sua forma de pensar para conciliar entre o que ocorre dentro da carreira musical, e a maternidade?

    Irene: Eu queria muito ter um diploma e uma boa formação. Como eu estava me saindo bem na carreira musical naquela época, uma hora as coisas me pareceram muito difíceis e muito desgastantes de serem feitas ao mesmo tempo e bem. Eu tomei uma decisão racional de me concentrar em apenas uma coisa, pois eu poderia cantar em qualquer momento da minha vida, mas que a hora de estar era aquela. 11215801_944213632308204_106578607604738610_n

    Essa decisão permitiu que eu me concentrasse apenas nos meus estudos e tudo o que envolvia esse universo. Pra falar a verdade, não foi difícil deixar a música um pouco de lado. Eu aproveitei ao máximo a oportunidade de explorar as minhas outras qualidades (em termos acadêmicos, intelectuais e profissionais) e viver a vida como uma universitária normal.

    Felizmente, eu consegui me formar e construir a minha carreira de maneira sólida, além de construir uma vida junto do meu marido, que esteve comigo e me apoiou nessas decisões todas desde o começo.

    2: Hoje em dia é muito comum as bandas serem lideradas por mulheres. Um artista precisa constantemente se reinventar para permanecer dentro do que é considerado inovador. A partir da sua união ao Alarion, quais elementos você trouxe para que o álbum Waves of Destruction se destaque dos demais?

    Irene: Sou conhecida pelo meu canto intenso, que é o meu ponto forte. No entanto, ainda sou capaz de fazer mais do que isso, pois consigo cantar em tons mais delicados e suaves também (ou até mesmo mais voltados pro jazz ou blues) e é por isso, inclusive, que eu gravei uma versão acústica de uma música neste álbum.

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    3: A respeito de sua voz: Poderia nos falar um pouco sobre sua classificação vocal, técnica, alcance e o que você tem feito para manter sua voz protegida?

    Irene: Eu procuro me aquecer direitinho antes de começar a cantar qualquer coisa, além de me concentrar na respiração. Estas são, basicamente, as técnicas que recomendo. Cantar é algo complexo e eu estaria mentindo se dissesse que sou capaz de ensinar ou explicar os pormenores das técnicas de canto. Mas com certeza estou seguindo na direção certa.

    Não sei o meu alcance vocal, mas parece que não há muitas barreiras para mim. Para ser honesta, não me importo muito com toda a parte técnica. Acho que cantar é sentir e que é algo que vem de dentro de mim mesma, então não costumo me concentrar muito na teoria por trás de tudo isso. Eu costumo conseguir cantar aquilo que quero cantar e sei que consigo alcançar um Sol Maior (G) com toda voz. Isso é um tom alto, certo?

    Eu não fiz muita coisa para cuidar da minha voz ao longo dos anos. Me sinto até meio mal quando vejo todas as pessoas no meio musical que tomam extremo cuidado com os seus instrumentos e treinam sem parar, mas eu sinto que não preciso fazer isso. Por outro lado, nunca saberemos do que sou capaz até que tenha treinado e cuidado da minha voz dessa maneira.

    4: Temos em vista que o “domínio” do metal é, em sua maioria, masculino. Você, mulher, estando envolvida neste universo, sente algum tipo de preconceito ou comportamento do qual te desagrade ou que discrimine?

    Irene: Bom, essa foi uma surpresa pra mim, mas talvez por ser holandesa. De forma resumida: não. Não vejo isso acontecer.

     

    E, novamente, obrigada pela oportunidade, Irene. Desejamos à você, todo o sucesso nesta nova jornada.

    Irene JansenAlarion | Crowdfund

     

    Waves-Of-Destruction-500x500Tracklist:

    01. Chains Of The Collective
    02. Waves Of Destruction – I – Rising Tide
    03. Waves of Destruction – II – Struggle For Survival
    04. Estrangement
    05. Turn Of Fate
    06. Colourblind
    07. Clash With Eternity
    08. A Life Less Ordinary
    09. The Whistleblower – I – Devastation
    10. The Whistleblower – II – Vindication
    11. Turn Of Fate (acoustic version)

     Interview in English

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  • Yell! Magazine: Floor Jansen

    Yell! Magazine: Floor Jansen

    Fonte: Yell! Magazine | Tradução: Guilherme Magalhães

    Muitíssimo obrigada pela disponibilidade, Gui ♥

    Durante sua estadia no Canadá para o show em Montreal, Quebec, o Yell! Magazine realizou uma entrevista em vídeo com Floor. A tradução você encontra após o vídeo 🙂

    Ω

    Vinho, queijo e uma ótima conversa

    Olá! Aqui é a Floor do Nightwish, e você está colidindo com a YellMagazine. Curta!”

    YELL: Então, o seu guarda-roupas normalmente é incrível.
    FLOOR: Obrigado.

    YELL: Você mesma o desenha? Como você encontra o conceito para o que vai usar?
    FLOOR: Ah, eu tenho muitas idéias, mas preciso da participação criativa de um designer. Então alguns dos meus visuais foram criados por uma moça muito talentosa da Holanda (apresenta uma certa dificuldade para pronunciar “Netherlands” em inglês) e por duas na Finlândia, então eu tenho uma idéia como, “deveria ser um vestido, ou deveria ser uma roupa de couro, ou que deveria ter tal e tal cores, e tem que ter essa aparência…” Sabe, eu sempre tento achar este equilíbrio entre o feminino e o rock, o que às vezes é quase uma contradição. É uma questão de andar este equilíbrio, sabe, não usar só preto, mas é preciso surgir com um conceito e discutí-lo com pessoas que podem visualizar os fragmentos e conceitos que tenho em mente.

    YELL: E quando você surge com essas imagens, elas são relacionadas ao álbum da época, à turnê da época, ou…?
    FLOOR: Sim, eu tento sim, seguir estes temas.

    YELL: Sim, o vídeo de Elin… Élan…
    FLOOR: Élan, sim.

    YELL: O vídeo de Élan tem um conceito lindo, que casa bem com o tema do álbum. Aquele foi o conceito da banda ou foi do diretor?
    FLOOR: Foi uma combinação, na verdade. É muito o Tuomas, o compositor, que tem uma idéia muito clara da história, e aí vem o diretor, que vem com as idéias. Na verdade foi idéia dele ter estes atores finlandeses de idade, na Finlândia eles são muito famosos, todos sabem quem eles são por lá, foi muito especial conseguir todas estas pessoas. Todos eles quiseram colaborar, e erguer… sabe, viver a vida com muito Élan, como diz a… e há, há uma cooperação muito legal de idéias entre ele e o diretor, e aí as pessoas começam a pensar juntas. As idéias para roupas foram minhas, pois eu queria que houvesse uma diferença criativa entre a banda e as pessoas no vídeo, uma coisa meio anos 50 para combinar com o visual do local em que eu estava e coisas do tipo, e definitivamente é possível para todos dar uma contribuição criativa.

    YELL: É quase como a versão anos 50 de você fosse as lembranças de uma pessoa mais velha sobre um passado maior.
    FLOOR: Sim, é exatamente o que tentamos fazer com esses lugares velhos e desgastados com pessoas velhas e desgastadas, e erguer tudo e trazer de volta à vida, sim, era a idéia.

    YELL: Sim, todos fomos jovens algum dia.
    FLOOR: Sim (risos).

    YELL: O interesse é crescente no seu sub-gênero de música, o tipo operático de vocais sobre heavy metal. Foi intimidador pra você tomar frente do Nightwish?
    FLOOR: Hmm, eu nunca pensei nisso. Eu estive em bandas de metal desde que tinha dezessete anos, no tempo que o Nightwish surgiu isso era novo, mas não é mais só sobre voz operática. Quero dizer, eu uso minha voz operática por talvez um décimo do tempo em que estou cantando, então isso meio que se desenvolveu até um tipo variado de canto, o qual eu pessoalmente acho muito legal de fazer, brincar com isso, e não ficar com apenas um som, porque a música do Nightwish é muito… me desafia a usar diferentes tipos de vocais, então o que eu acho mais desafiador é, sim, cantar desse jeito. E claro que eu tenho ótimas antecessoras que geram grandes expectativas, mas todo o gênero ou sub-gênero como você chamou esteve mais estável, melhor posicionado através dos anos, mais na Europa do que aqui. Mas também está crescendo aqui, então é um ótimo sinal.

    YELL: Eu amo isso, eu amo a justaposição e o contraste da feminilidade com a parte pesada, e eu amo os elementos folk também…
    FLOOR: Sim, o Nightwish traz muito disso.

    YELL: Para quais de suas colegas vocalistas você olha em busca de inspiração?
    FLOOR: Eu sempre amei a Skin, do Skunk Anansie, eu gosto de vozes mais “rock”. Engraçado, eu não sou muito fã das coisas de ópera. Eu gosto no metal, mas só um pouco. Para mim, ela é uma vocalista muito potente, e eu sempre amei a Anneke van Giesbergen, do The Gathering e uma das fundadoras deste gênero na Holanda, e quando eu a ouvi cantar realmente foi como um daqueles momentos na vida em que você diz “Uau!” Ela tem um tipo de vocais que não é operático…

    YELL: OK, o que você acha de cantoras como Angela Gossow, do Arch Enemy?
    FLOOR: É, eu conheço a Alissa, ela é daqui…

    YELL: Sim, nós acabamos de conversar.
    FLOOR: (risos) Acho que é fantástico, lembro de, eu conheço a banda há anos, a Angela é meu oposto fisicamente, porque sou alta e ela é essa coisinha pequena e loura, e eu faço “uuuh” e ela meio que “UAAARGH” e eu sempre me perguntei: como ela faz isso? Eu nunca entendi. Eu sou meio que uma nerd vocal, eu amo as técnicas, e eu… é algo que eu não estudei, ainda, mas eu sempre fico curiosa em busca de novos desenvolvimentos dentro dos métodos vocais, e há métodos que são muito bons e descrevem muito bem o que você está fazendo, então eu comecei a tentar e encontrei como fazer. Então eu também comecei a fazer guturais no Endless Forms Most Beautiful. Eu acho muito intrigante, especialmente que tem algo sobre uma mulher fazendo isso. É claro que somos fisicamente diferentes então eu nunca conseguiria ir tão baixo quanto ela. Eu tive um dia incrivelmente doente quando o Arch Enemy estava fazendo turnê conosco na Europa, e ela pode fazer coisas incríveis, eu tenho muito respeito por isso.

    YELL: Você disse que é uma nerd vocal, eu sei que você deu aulas de técnica vocal, e eu estou bem seguro de que a Angela também. Vocês trocaram dicas, ou…?
    FLOOR: Não, não foi nada do tipo. Pra ser honesta, eu nem sabia que ela estava dando aulas.

    YELL: Bem, ela tem um workshop no Youtube…
    FLOOR: OK, incrível…!

    YELL: Na frente de uma platéia, então eu imaginei…
    FLOOR: OK, legal…!

    YELL: Com o álbum do Nigthwish em suas mãos, você está mais confiante para seguir em frente para outro álbum?
    FLOOR: Sim, com certeza. Tudo o que fazemos pela primeira vez é mais empolgante, você tem que achar sua forma de trabalhar, felizmente tudo o que fizemos juntos foi bem suave, as experiências foram assim, então… não era a primeira vez em que eu fazia um álbum, mas a primeira vez em que fazíamos um juntos, então foi… eu posso imaginar que da próxima vez será ainda mais fácil do que foi agora, mas também esse processo foi muito natural.

    YELL: Vocês têm outro álbum sendo trabalhado ou…?
    FLOOR: Não, não, esse álbum não tem nem um ano de que foi lançado, estivemos fazendo turnê sem pausas.

    YELL: Quase um ano.
    FLOOR: Hã?

    YELL: Quase um ano, é.
    FLOOR: Sim, sim. Sim, e agora é fevereiro, é, saiu no fim de março, então não, sem notícias de um próximo álbum ainda.

    YELL: E no ano passado você fez algumas gravações para um DVD, ele já saiu ou é um lançamento a ser esperado? Eu vi a versão tour do álbum, mas há…
    FLOOR: É, lá tem material ao vivo. Parcialmente, sim, então nós temos isso, e estivemos gravando material em vários shows, em vários lugares do mundo. Há Vancouvers e Méxicos ali, e fizemos nosso primeiro show em um estádio na Finlândia, e tocamos no Wimbley Arena, em Londres, que é um lugar prest… pre…

    YELL: Prestigiado.
    FLOOR: É um trava-línguas! É um lugar prestigiado em que se tocar. Todos são bem diferentes uns dos outros, um estádio e um lugar relativamente pequeno em Vancouver, e os loucos no México, esse tipo de local da arena, então nós temos algo especial por vir, e o único problema que temos é escolher de todas essas coisas, mas há algo especial por vir para os fãs.

    YELL: Sim, é ótimo para os fãs poder dizer, “eu estava lá!,” ou “essa é minha cidade!”
    FLOOR: Ou nós também poderíamos imaginar, se estivemos em um show aqui, podemos ter uma noção de como é um show na Europa ou no México, porque cada país, cada continente vem com diferentes públicos, possibilidades diferentes, nós podemos fazer uma produção maior aqui como podemos na Europa, então essas atmosferas diferentes também podem ser legais de se ver.

    YELL: Você disse que o Tuomas…?
    FLOOR: Tuomas, é.

    YELL: Eu sei que ele é o compositor e escritor principal. É difícil para você se conectar às letras de outra pessoa?
    FLOOR: Bom, foi a primeira vez que eu faria isso, quero dizer, desde o comecinho do After Forever, já que o guitarrista da época também escrevia letras, eu me lembro que na época eu achava desafiador acertar o ritmo e a “vocalidade,” porque eu ainda escrevia as melodias, mas com as letras já existentes, e tinha que fazer tudo se encaixar. Sempre foi meio que um desafio, e o Tuomas escreve as letras de tudo. Tudo o que eu tinha era um piano tocando a melodia e as letras. Então vira um quebra-cabeças, conversamos sobre e eu estava meio… não é algo a que eu esteja acostumada. Mas as coisas se movem suavemente, com facilidade, porque ele escreve realmente bem. E nós tiramos tempo para realmente treinar com a banda toda, então você pode sentir se algo funciona ou não. E assim, com tudo envolvido, até mesmo os backing vocals ocorreram muito rapidamente, foram pensados junto com o Marco e por isso ele cantou muito mais backings do que ele costumava antes, então alguns comentários foram feitos previamente de que parece que ele canta as últimas partes neste álbum, mas os fundos, as harmonias para mim são muito mais naturais por causa deste processo. Foi meio desafiador, mas se tornou algo muito fácil. Uma música bem escrita toca a si mesma.

    YELL: A última pergunta pode ser meio pesada, mas… o que te mantém acordada à noite?
    FLOOR: Oh, queijo e vinho tinto.

    YELL: Bem, não foi nada pesado!
    FLOOR: (Risos) Bem, isso me manteria fora da cama, de qualquer forma. Mas bem, num nível mais sério, algumas das coisas que estão acontecendo agora, dos refugiados na Europa, pessoas fugindo da Síria e do Afeganistão, todos aqueles países em que as coisas estão indo tão terrivelmente mal e com todo o mundo caindo em cima sem nenhuma solução adequada, coisas dando errado em países para os quais os refugiados realmente vêm e as coisas que eles fazem aos nativos que não facilitam nada. E há tanta tensão por todos os lados que… é, isso me manteria acordada.

    YELL: É, suponho que como uma banda em turnê vocês têm uma perspectiva muito boa.
    FLOOR: Bem, sim e não. Nós estávamos em turnê quando o ataque em Paris aconteceu, o tiroteio na casa de show em que as pessoas foram mortas durante um show. O…

    AMBOS: Eagles of Death Metal.

    FLOOR: É, um monte de gente, majoritariamente bandas americanas, cancelaram suas turnês e estavam com medo de vir a casas de show. É claro, ameaças por toda a Europa se espalharam como um incêndio, as pessoas ficaram com medo, o que era exatamente o que estavam esperando, e era exatamente o que não queríamos. Mas é claro que quando você sobe no palco no dia seguinte a algo do tipo é muito real, está muito na sua cara, seguranças por todo lado, cães farejadores passando pelas casas de show todos os dias, duas vezes por dia, é muito intimidador e isso deixou uma impressão em todos nós, mas também é necessário dizer que não seremos intimidados por um pequeno grupo de pessoas, porque ainda é um pequeno grupo de extremistas que aparentemente é tão mal organizado que aparentemente não conseguem fazer nada maior do que isso… eu estou feliz por isso! Então não podemos ficar loucos demais por causa disso, mas ainda assim, é sua vida cotidiana e de repente… é, espero que essas coisas fiquem mais fáceis de novo e que as pessoas encontrem um pouco mais de paz de espírito para ter mais mente aberta e não acreditar em tudo o que a mídia e os políticos estão nos dizendo, porque estão ficando mais e mais com medo por coisas tiradas de perspectiva. Então é um momento estranho na vida, mas espero para todos que as coisas melhorem.

    Ω

    Head up High — Official Ω BR

    www.floorjansen.com | www.headuphigh.com.br | www.nightwish.com

     

  • Metal Gossip: Floor Jansen

    Metal Gossip: Floor Jansen

    Fonte: Metal Gossip  | Tradução: Head up High

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    Ω

    Hey, Floor! Obrigado por concordar em responder nossas perguntas dos fãs Russos. Você é muito popular aqui na Rússia e estamos ansiosos pela sua próxima visita.

    MG: Você recentemente se mudou da Holanda para a Finlândia. Conte-nos quais suas impressões acerca do país. É fácil se adaptar a um novo idioma, mentalidade e culinária?

    Floor: Eu gosto muito da Finlândia! É um lindo país com pessoas amigáveis e natureza incrível a sua volta. Eu não sou uma pessoa muito urbana e com todas as viagens que faço acaba sendo ótimo voltar para casa e ser um lugar calmo. Isso é tudo o que encontrei na Finlândia. O idioma está lá em cima na escala dos 5 idiomas mais difíceis do mundo e posso te dizer: é muito difícil! Mas é também um grande desafio e uma terapia mental. A comida é diferente, mas há muitas similaridades com a comida Holandesa.

    MG: O programa The voice, você sabe, faz muito sucesso em muitos países. Conte-nos sua opinião em relação a este programa. Você gosta do conceito desse tipo de competição ou você acha que um músico de verdade deve começar em palcos pequenos e só então se apresentar na TV? Você participaria?

    Floor: Acho que as palavras “músico” e “The voice” não deveriam ser ditas numa mesma frase. É entretenimento sem a alma da música. É cantar sem ter idéia da indústria musical ou sobre como é ser um músico o tempo todo, no mundo real. Então não, eu não gosto. É uma falsa reflexão da verdade. É claro que há bons cantores que conseguem uma maior chance de mostrar ao mundo seu trabalho. Mas eles não fazem ideia de como começar a cantar no mundo real. Eles serão usados e explorados até que um próximo talento apareça.

    MG: Conte-nos, na sua opinião, há um limite de idade para músicos? Ou você acha que é possível ir ao palco aos 16 e aos 86 anos?

    Floor: A música é sem fronteiras, sem idade e tem tanto poder que, uma vez bem-feita, todos podem executá-la.

    MG: Ano passado você veio à Rússia com Shows. Me diga quais impressões você teve? Há algo particularmente memorável?

    Floor: Eu adorei, mas foi uma experiência muito dupla. Os fãs Russos foram uma grande e bem-vinda surpresa! Tão calorosos e entusiasmados. O país é lindo! Mas a organização foi feita de forma muito ruim: foi ruim para fazer os shows, para comer, para viajar. Chegamos a ser expulsos de uma casa de shows quando a abriram para uma boate…. Então, mal posso esperar para voltar e ter uma experiência 100% positiva! Os fãs provaram naquelas noites que são tão incríveis que tenho que fazer isso!

    MG: No After Forever e Revamp nós a vemos por um lado pesado, e é muito legal, mas você tem alguma ideia para lançar um álbum com composições leves e líricas como faz a Liv Kristine em seus próprios álbuns solos?

    Floor: Nunca ouvi falar disso, mas não, não de fato.

    MG: Sua antiga banda, After Forever, possui muitos fãs. Conte-nos, você ainda tem contato com seus ex-membros? Podemos esperar uma reunião algum dia ou isso é uma página definitivamente virada na sua criatividade?

    Floor: Meu foco e devoção estão com o Nightiwsh para os próximos anos. Até o futuro do Revamp é incerto porque eu não sei se será possível combinar as duas bandas. Mas eu adoraria! Mas absolutamente não há espaço para uma relíquia do passado.

    MG: Nos últimos anos você deu aulas de canto. Conte-nos como você se sentiu no papel de professora? Você é muito exigente ou tolerante com seus alunos?

    Floor: Eu tenho ensinado por mais de 10 anos, então não é algo novo. Eu gosto de deixar que os alunos sintam como podem usar suas vozes, quando eles transpõem certas barreiras do medo. Eu sou exigente, mas justa. Eu não posso te ensinar como cantar se você não praticar e se esforçar para isso. Mas se você tentar eu posso te ajudar e gostar de fazer isso.

    MG: Você participou de vários projetos. Se você fosse convidada para interpretar o papel principal em uma ópera, você concordaria? E qual papel você escolheria? Já sonhou com uma carreira de cantora de opera ou você respira apenas a música pesada?

    Floor: Durante meus estudos, tanto na área do Rock quanto no conservatório, eu percebi que que não fui feita para o mundo do teatro. Eu não me encaixaria num cenário de Opera. Eu nunca tive esse sonho mas eu adoro combinar mundos, se possível.

    MG: Qual a coisa mais extrema que você já fez por um contrato ou para a música? Bem, além de aprender músicas do Nightwish durante 24 horas em um avião?

    Floor: Toda a minha vida foi dedicada à música.

    MG: Se você tivesse tempo para se dedicar a outra profissão, qual você escolheria?

    Floor: Ser um músico não é fazer um trabalho. Você É um músico. Então não consigo me imaginar fazendo outra coisa. Tenho hobbies e outros interesses, mas nenhum deles jamais poderia ser minha profissão. Eu sempre adorei cavalos e cavalgadas e até tentei fazer disso uma profissão antes de perceber que música não é uma escolha e sim um chamado, e teria que ser naquela direção. E, de novo, eu trabalho com música, me sinto feliz e abençoada por poder fazer isso o tempo todo.

    MG: Como você se sente sobre as sessões de gravação do novo álbum? Está satisfeita com o material que você gravou? Houve alguma música difícil de cantar?

    Floor: Foi a primeira vez na minha carreira em que cantei num álbum inteiro para uma banda, mas eu chamo o trabalho de meu, ainda que não tenha escrito a música, ou as letras. Um novo desafio em si. A propósito, Tuomas e Marco as escrevem. Eu não tive dificuldade alguma para entrar nas canções e contar sua história com minha interpretação. Eu me senti ótima, incrível, mesmo durante as gravações. Foi de forma tranquila. A voz simplesmente se abriu e saiu automaticamente graças ao material tão bem escrito e a muitos ensaios que fizemos antes de gravá-lo. Algumas partes foram difíceis, eu fui definitivamente desafiada pelo material de várias formas.

    MG: No começo deste ano você falou que havia começado a aprender finlandês. Houve algum progresso neste aprendizado?

    Floor: Comecei no ano passado, em setembro, então faz pouco mais de um ano e eu estou fazendo progresso. Mas devagar, por conta da complexidade do idioma. Não há palavras similares a nenhum outro idioma que eu conheça, a gramatica é loucamente complexa e a pronúncia é muito estrangeira, se comparada ao meu idioma. Mas é ótimo notar que eu entendo mais e mais a cada dia que passa e eu posso falar um pouquinho mais também. Ler fica cada dia mais fácil e com paciência o suficiente eu vou dominar este idioma.

    MG: Em sua última entrevista, Troy respondeu uma pergunta sobre o momento mais engraçado da última turnê e ele disse que foi na Austrália quando um crocodilo roubou suas calças. O que você pode dizer sobre o momento mais inesquecível desta turnê?

    Floor: Bom, foi um momento louco e assustador, claro! Um grande animal indo embora com as minhas calças! Eu fiquei furiosa. Não acredito que ele ficaria melhor nelas do que eu…. =D

    MG: Alguns dias atrás sua foto no backstage numa sessão de fotos para a “Pretty atitude” apareceu no Facebook. Poderia falar um pouco mais sobre esta colaboração?

    Floor: Minha amiga Andrea Beckers trabalhou com eles antes e eles a perguntaram se eu estaria interessada em algumas de suas roupas. Eles me mandaram algumas de suas roupas e joias e fizemos uma sessão de fotos para eles. Estas fotos foram feitas, mas ainda não foram lançadas. Foi ótimo fazer isso, embora o estilo de roupas não seja necessariamente o meu. Sua qualidade, no entanto, é ótima e acho que muitas garotas alternativas adorarão a coleção.

    MG: Você está ansiosa para os próximos shows nos cruzeiros de verão? Eu vi uma programação e a achei muito boa e não consigo imaginar o quanto vai ser legal assistir ao vivo. Como essa ideia de tocar a bordo de um navio surgiu?

    Floor: Não sei bem de quem foi a ideia de fazer isso com o Nightwish também, mas eu já vi muitas bandas fazerem isso com sucesso (como motorhead com seu Motor Boat e a banda Sueca Sabaton). É uma maneira ótima de ficar mais perto dos fãs e oferecer um show único. Eu estou muito ansiosa para isso.

    MG: Você compartilhou o palco com Tarja Turunen. Gostaria de repetir a experiência.

    Floor: Ela é uma cantora maravilhosa e uma mulher doce. Certamente gostaria de fazer isso quando houver um bom show.

    MG: E, para finalizar, poderia dizer algumas palavras para seus fãs russos?

    Floor: Tudo o que sempre ouvi de outras bandas que fizeram turnê na Rússia foi absolutamente maravilhoso! Eu mesma percebi isso nos dois shows que fiz aí. Gostaria de ter ido mais cedo em minha carreira e mal posso esperar para voltar com o Nightwish. Quero agradecer a todos por acreditarem em mim mesmo quando eu não pude ir à Russia para shows e por todo o apoio durante todos estes anos. Espero que vocês gostem do que estou trazendo ao Nightwish e que nós tenhamos noites mágicas num futuro próximo juntos! Spaziba!

  • Lux by Night: Floor Jansen

    Lux by Night: Floor Jansen

    Lux by Night entrevistou Floor Jansen recentemente. A tradução você confere a seguir.

    by Ville Juurikkala
    by Ville Juurikkala

    Fonte: Lux by Night por Mike Dostert | Tradução: Head up High

    O Nightwish é uma banda de metal sinfônico, de Kitee, Finlândia. A banda foi formada em 1996 pelo compositor e tecladista Tuomas Holopainen, o guitarrista Emppu Vuorinen e a vocalista Tarja Turunen. O álbum de maior sucesso ‘Once‘, foi lançado no dia 7 de junho de 2004, juntamente com um único single entitulado de ‘Nemo‘. O single liderou as paradas na Finlândia e na Hungria, e alcançou as paradas em seis países adicionais. ‘Nemo‘ ocontinua sendo o single mais bem sucedido da banda, lançado até então. Em 2005, após o show em Hartwall Areena (Helsínquia), no dia 21 de outubro de 2005,  fora informado que Tarja não seria mais membro da banda. Anette Olzon substituiu Tarja. No momento onze canções de seu sexto álbum, intitulado ‘Dark Passion Play‘, já estavam escritas, então Anette Olzon apenas terminou. A mesma não estava envolvida no processo de criação. Em 11 de janeiro de 2013, Olzon anunciou em seu blog oficial que estava grávida de seu terceiro filho, ocorrido na primavera de 2013. Isso foi um forte fator que contribuiu para a sua demissão no dia 9 de outubro de 2013. O Nightwish apresentou a nova cantora, a holandesa Floor Jansen, sendo substituta permanente de Olzon. A arte de seu novo álbum e seu título ‘Endless Forms Most Beautiful‘ foram lançados no dia 27 de março de 2015. Durante a turnê no dia 16 de dezembro no Rochkhal, Floor Jansen respondeu algumas de nossas perguntas:

    Ω

    Floor, muito obrigada pelo seu tempo hoje. Você nunca se cansa das entrevistas?
    Bem, depende das perguntas (risos). Mas não, eu estou a tanto tempo nesse negócio e faz parte do meu trabalho. Por isso é algo que precisa ser feito, você gostando ou não.

    Para você, esteve sempre claro sobre como se tornar uma musicista?
    Sim, eu comecei aos 15 anos de idade, com a minha primeira banda, e desde então estou neste negócio. ficou bem claro para mim me tornar musicista, e eu não consigo me imaginar trabalhando em qualquer outra coisa que seja.

    Qual a maior diferença entre o novo álbum do Nightwish ‘Endless Forms Most Beautiful‘, comparando-os com outros álbuns feitos por você?
    O Nightwish é enorme. Quero dizer, entrar em um novo mundo, embora eu estivesse em bandas como o After Forever ou ReVamp. É sempre diferente. Mas nós temos uma boa energia na banda, e os caras são ótimos. Não tenho do que reclamar (risos).

    Ouvindo seu novo álbum, tive a sensação de que, digamos que reflexivo. Você concorda com isso?
    Não, realmente não. Acredito que as letras do Nightwish estejam circulando em uma temática específica. Eu não os chamaria de reflexivos, bastante aventureiro, emocionante e cheio de energia. Do ponto de vista musical, eu diria que desta vez nós temos muitas melodias “poppy”, e que as influências do metal não estão tão presentes como nos álbuns anteriores.

    Como você imagina a sua evolução como musicista ao longo dos anos?
    É difícil de responder. Quero dizer, eu prefiro deixar que outras pessoas tenham sua opinião sobre isso. Digamos que você amadurece ao longo dos anos, as letras estão ficando mais sérias, e você aprende com os erros do passado. É um processo natural para mim, e não algo que eu gaste tempo pensando.

    Quais bandas tem sua atenção agora?
    Definitivamente London Gramar (banda de indie-Pop britânico), sua música é realmente bonita. Devo dizer que, no meu tempo livre, eu não ouço muito metal, um pouco, é claro (risos). Ao longo dos anos você aprende e evolui como musicista ouvindo outros gêneros. Manter a mente aberta é muito importante para ser criativa.

    O quão importante é para você ainda estar envolvida em outros projetos?
    É muito importante, mas no momento, todo o meu foco encontra-se no Nightwish. Então eu não tenho tempo para pensar em outros projetos. Mas, quando for a hora certa, com certeza nós veremos como continuar com o ReVamp.

    Eu agradeço muito por esta entrevista, e desejo-lhe boa sorte para o futuro.
    Bem, obrigada também, foi um prazer.

    Ω

    Floor Jansen – Head up High: sua referência

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  • Exclusive Interview | Entrevista Exclusiva – Floor & Marco

    Exclusive Interview | Entrevista Exclusiva – Floor & Marco

     

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    ♫ Wake up, child. I have a story to tell. Once upon a time … ♥

    Durante a última passagem do Nightwish pelo Brasil, nós do fã clube oficial Head up High entrevistamos Floor e Marco com exclusividade.

    During the last Nightwish Brazillian tour, Head up High team had an exclusive interview with Floor and Marco.

    Enjoy! ;D

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  • Me Naiset: Video

    Me Naiset: Video

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    Recentemente a revista Me Naiset entrevistou Floor Jansen. Além de entrevistada para a revista, foi realizada também uma breve entrevista em vídeo. Segue abaixo a tradução do vídeo. E fiquem ligados, que em breve a tradução da revista estará disponível na íntegra para vocês!

    Fonte: Me Naiset | Tradução: Head up High

    menaiset

    VIDEO AQUI

    Olá, aqui é Floor Jansen, do Nightwish e eu vou responder algumas perguntas para o Me Naiset agora.

    Me Naiset: O que mais a agrada a respeito da Finlândia?
    Floor: O amor pela natureza e o idioma. E a comida, é claro.

    Me Naiset: O que não chama muito a sua atenção na cultura finlandesa?
    Floor: As roupas no inverno (risos). É claro que, agora, eu percebi que é necessário vestir essa quantidade toda de roupas, mas, de onde venho, o conceito de calças duplas nunca havia passado pela minha cabeça. Então, eu sou adaptável quanto a isso, mas, de primeira pensei “cara, isso é tão estranho”. No entanto, o engraçado é que, quando a temperatura chega a -1°C, as pessoas já começam a se vestir assim. Não importa se a temperarura é de -1°C, 5°C ou -20°C, este tipo de roupa vira moda.

    Me Naiset: Qual é a coisa mais estranha na cultura finlandesa?
    Floor: O que acontece quando eles bebem, talvez? Claro que todos ficam alterados quando bebem, mas é engraçado perceber que os finlandeses tendem ser muito educados entre si e se respeitam. Pode ser que isso seja parte da cultura, pode ser que seja uma forma de ser educado com pessoas de fora e tudo isso fica muito claro com rolam algumas bebidas. As pessoas ficam bem falantes e soltas. (risos)

    Me Naiset: Do que você mais gosta a respeito dos seus companheiros banda?
    Floor: O talento musical extraordinário que eles têm, além do senso de humor, do amor pelo que estamos fazendo, do amor que temos uns pelos outros e simplesmente quem eles são.

    Me Naiset: O que mais a irrita a respeito dos seus companheiros de banda?
    Floor: Bom, não gosto das roupas fedorentas, das meias espalhadas pelo ônibus, sabe? Não gosto de sapatos no meio do ônibus, pois eles rolam para debaixo da cama e ficam lá, perdidos na escuridão. Isso é bem incômodo. (risos) Bom, acho que é isso. Tudo tem limite. (risos)

    Me Naiset: Qual a coisa mais estranha a respeito de seus companheiros de banda?
    Floor: Olha, acredito que seja o amor deles por poker dice. Nós amamos jogar poker dice. Digo, agora, eu costumo dizer “nós”, mas, quando me juntei à banda, eles ficavam loucos por causa de um monte de dados por horas a fio. É só um jogo de dados. Bom, todos tem apelidos e desafiamos uns aos outros enquanto jogamos. Definitivamente, somos estranhos.

    Floor: Foi bom?

    Ω

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