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  • Metal Hammer #336 – Floor Jansen

    Metal Hammer #336 – Floor Jansen

    LouderSound | Tradução: Comunidade Nightwish

    “As coisas não são agora do jeito que serão para sempre”

    Ω

    Já se passaram 8 anos desde que Floor se juntou ao Nightwish, e nesse tempo seu estrelato considerável só aumentou ainda mais. Em 2020, ela continua sendo uma das mulheres mais reconhecidas do metal; um talento supremo e personalidade fascinante que ajudou o Nightwish em seus anos de maior sucesso. Uma carreira improvável para quem a princípio queria ser uma bióloga e conviver com uma penca de animais.
    Eu nunca fiquei quieta quando criança

    Meu pai era um homem ambicioso, então se houvesse uma oportunidade de negócio, um emprego melhor, ele se mudaria. Não esqueçamos que naquela época não haviam telefones celulares; não dava para manter contato assim, então, se você se mudasse, você jamais veria seus amigos de novo. Eu não sei como seria crescer num lugar e fazer amigos e manter amigos pra vida toda. Eu sou casada com um homem que teve isso. Hoje ele recebeu um de seus melhores amigos que conhece desde o ensino fundamental – agora todos temos filhos da mesma idade e coisas assim. Eu acho isso romântico. Mas talvez porque eu me mudei muito, foi fácil para mim de me mudar (da Holanda). Ainda sinto saudades das pessoas, mas é fácil para eu me adaptar aos lugares e dar valor aos amigos reais que duram.
    A mudança é a única constante

    A vida é volátil. Eu não gostaria de ensinar a minha filha como as coisas são agora e como são as coisas pra vida toda, porque não são. A vida mudará constantemente e acho que isso é muito positivo. Às vezes, as pessoas precisam sair de suas zonas de conforto para manter a chama viva, para não criarem raízes. A segurança é uma coisa muito forte em nossa natureza humana, mas de onde eu estou, acho que é legal sair dessa zona de conforto.
    Eu quis ser bióloga

    Foi meu amor pela natureza. Não é algo que aconteceu quando entrei no Nightwish, eu carrego comigo desde criança. Sinto muita conexão com ela, e ao bem estar de tudo ao meu redor que vive e respira, incluindo plantas e árvores e claro, animais. Eu não entendia realmente o que um biólogo fazia; eu só queria trabalhar com a natureza, ser parte dela e entendê-la melhor.
    O The Gathering mudou a música

    Eles foram uma mudança de vida. Eles tocaram na rádio com Strange Machines de seu álbum Mandylion. Eles realmente deram o pontapé inicial de um movimento na Holanda e depois afora. O After Forever começou na mesma época que o Within Temptation. O Nightwish estava antes de nós, mas ainda começando a expandir internacionalmente na mesma época. Mas, para mim, a ideia de que poderia cantar numa banda de metal nunca tinha me ocorrido antes do The Gathering.
    Não foi difícil tornar-me vegetariana

    Para mim foi muito fácil desistir de comer carne – um pensamento mais aprofundado sobre o que está rolando com os animais, que precisam ser produzidos em massa para alimentar a raça humana. Não é justo com eles. Não sou contra comer outros animais, mas não gosto da forma que os mantemos, ou das coisas que temos que fazer artificialmente para que não hajam surtos de doenças em massa.
    Embora a caça seja realmente bacana

    Desde que me mudei para a Suécia e moro basicamente na floresta, aprendi muito sobre a caça, que ainda é um assunto muito difícil para muita gente, especialmente para quem não é próximo da natureza. Quanto mais você se aproxima da natureza, mais parte dela você se torna, e na natureza outros animais caçam. Na Suécia, por exemplo, eles caçam para preservar a espécie. Tudo tem que ser feito com uma morte rápida, sem sofrimento, é muito importante que não sofram. As pessoas que fazem tem muito amor e respeito pela natureza e pelos animais. E fico feliz de fazer parte disso – sou uma boa atiradora! Embora eu nunca fosse realmente para a floresta e caçar…
    Ter um besouro com meu nome foi inesperado

    Foi estranho! Hahaha! É especial! Essa é outra conexão de volta com a natureza, mas sim, foi fantástico, uma verdadeira honra. Agora existe um pequeno inseto (Tmesisternus floorjansenae), de apenas 1 cm de comprimento, que tem parte do meu nome, só porque o biólogo gostava muito da minha música. Foi exatamente assim que aconteceu!
    Minha filha provavelmente tem metal em seu DNA

    Mas nós amamos a música em sua diversidade, então ela cresceu ouvindo tudo quanto é coisa. Old McDonald Had a Farm ainda é muito mais popular que metal pra ela. Você tem que começar com os clássicos!
    Se ela quiser ser uma musicista, estaremos lá

    A gente receia que esse dia possa chegar porque conhecemos os perrengues. Mas ela tem talento pra isso, ela só precisa ir, fazer e acreditar em si mesma. Fique firme, mesmo quando as coisas estiverem ficando difíceis. É bom que mamãe e papai tenham alguma experiência nisso, mas ela precisa ter sua própria bagagem se quiser realmente seguir.
    É esquisito ser famosa

    Nós nos mudamos para uma área bem remota na Suécia há 1 ano e meio e não contamos a ninguém nada sobre nós. Achamos que os antigos proprietários da casa contaram às pessoas quem a gente era, porque achamos que tínhamos chegado como anônimos! O caminhão que nos ajudou a nos mover saiu, e então um trator veio até a propriedade. Um cara apareceu e disse: “ei, sou um de seus vizinhos! Ouvimos que a vocalista do Nightwish e o baterista do Sabaton acabaram de se mudar, então pensei em vir, dizer oi e me apresentar!”. Então, era óbvio que todo mundo soubesse, mas talvez isso tenha nos dado um bom começo porque as pessoas são muito legais e nos damos muito bem.
    Estive num show chamado Beste Zangers (Melhores Cantores)

    É um show sobre os melhores cantores da Holanda, pessoas que já tinham carreira. As pessoas são levadas para uma ilha, e tocamos músicas umas para as outras. Cada cantor veio com uma lista de músicas favoritas, e os outros escolheram o que vão cantar o máximo possível em seu próprio estilo – e todos nós tínhamos estilos muito diferentes! Tinha um cantor de ópera com quem fiz The Phantom of the Opera, tinha um cantor pop, um compositor, um cara meio latino, meio holandês que faz reggaeton, um cara do rock que eu conhecia… foi uma super mistura de pessoas, todas vindas com diferentes estilos de música. Foi um desafio pra mim, mas pensei que era uma grande oportunidade de me juntar e oferecer aos holandeses uma visão do meu mundo sem assustá-los. E funcionou! A maneira de como a Holanda está me notando mudou, e portas foram abertas definitivamente.
    Algumas perguntas de entrevista podem me incomodar

    Eu me canso com entrevistas que tenho que responder uma pergunta que foi parcialmente respondida pela pessoa que está entrevistando. Uma pergunta feita com “você deve sentir…” e então surge uma suposição. “Imagino que tenha sido realmente difícil escrever esse álbum“… tá, e qual é a pergunta…? Assumir emoções e coisas… eu me canso de entrevistadores que me orientam na direção da resposta.
    Eu não tenho certeza do porque tanta gente se conecta com o Nightwish

    Deve ter algo no ar na música que vai além da complexidade ou do gênero. Tem algo que tem conectado as pessoas à banda, e ainda conecta. Ainda estamos crescendo! Eu acho que a composição é muito, muito boa, mesmo quando complexa. Acho que as pessoas tem mente aberta pra isso, mesmo que a rádio ache que precisa oferecer músicas de 3 minutos, não significa que as pessoas não possam apreciar com mais. Talvez as pessoas achem revigorante quando vai um pouco além disso. As pessoas podem sentir naturalmente quando a música é boa. Mas, tudo ainda precisa funcionar. As estrelas precisam estar alinhadas, então há muito trabalho e nós temos muito amor pelo que fazemos.
  • Louder Sound: Após 20 anos no Rock e Metal, acho que gostaria de fazer outra coisa.

    Louder Sound: Após 20 anos no Rock e Metal, acho que gostaria de fazer outra coisa.

    English here | Tradução: Head up High, my dear!

    Floor Jansen, do Nightwish: “Depois de 20 anos de metal, eu gostaria de fazer outra coisa.
    O grande Human. :||: Nature., as chances de uma turnê acústica e o que o que o futuro lhe reserva.

    Ω

    Floor Jansen não tem desperdiçado seu tempo no confinamento. “Eu tenho dois cavalos, então eu tenho montado bastante.” diz a cantora. “Além disso, eu tenho criado vegetais e flores. E, ocasionalmente, eu me sento ao piano e escrevo.”

    Para o Nightwish, assim como todas as bandas do planeta, 2020 não se moldou como esperado. O ano do gigante do metal sinfônico deveria ter retomado a turnê em divulgação do seu nono álbum, Human. :||: Nature. Este álbum foi lançado em abril, mesma época em que o mundo fechou suas portas, enterrando todos seus planos.

    Nós não podíamos ensaiar para a turnê“, diz Floor. “Nós deveríamos, mas foi pouco antes da proibição aos vôos. Alguns de nós estão em países diferentes, então não pudemos nem nos encontrar para ensaiar.

    LS: Tudo que está acontecendo, está fora do seu controle, mas ainda assim deve ser frustrante.
    Floor: Na verdade, não. Lançar o álbum em uma época como essa, significava que as pessoas realmente tinham muito tempo para ouví-lo. E o feedback que recebemos foi que eles estavam gratos por ter o álbum. Já se passaram cinco anos desde o último álbum, e as pessoas realmente apreciaram quando ele foi lançado.

    LS: Seja honesta: quais foram seus primeiros pensamentos quando o tecladista e criador Tuomas Holopainen te apresentou a idéia de um álbum duplo, do qual a metade é uma faixa orquestral instrumental de 30 minutos?
    Floor: Se fosse qualquer outra pessoa além do Tuomas sugerindo isso, eu teria pensado que era loucura. Mas como era ele, e como ele é tão brilhante, eu pensei, “É uma ótima idéia, você deve escrevê-la, não vejo a hora para ouvir.”

    Mas se uma banda pode fazer isso, somo nós. Já tivemos [a faixa épica de 24 minutos em 2015] The Greatest Show On Earth. Essa música [All The Works Of Nature That Adorn The World, do novo álbum] é apenas o irmão mais velho disso. É uma sequência lógica. A única razão pela qual se tornou um disco duplo foi porque ela não caberia em um único CD.

    LS: Foi um álbum difícil de se fazer?
    Floor: Bem, há diversão e dificuldade. Fui devidamente desafiada – há algumas melodias difíceis em ‘Music’ e ‘Shoemaker’. Alguns versos são extremamente complicados de se cantar. Mas você quer constantemente desafiar a si mesma. Nós não pensamos, ‘Nono álbum de estúdio, somos o Nightwish, podemos apenas sentar e copiar o que temos feito nos últimos 20 anos‘. Isso não acontece. Ainda somos uma banda que busca inovar sempre.

    LS: O Endless Forms Most Beautiful foi um enorme álbum. Estavam tentando se superar?
    Floor: Eu acho que de certa forma, você está sempre competindo, mas no sentido de ser algo novo. Eu acho que este álbum é incrivelmente grande, mas não há nenhuma orquestra nas nove músicas que tocamos como uma banda. Há um quarteto de cordas e um coro, mas nenhuma orquestra. Isso é algo único, porque os álbuns anteriores estavam cheios de orquestras.

    LS: Você já imaginou o Nightwish fazendo um álbum totalmente acústico?
    Floor: Não sei se um álbum funcionaria, mas poderia nos imaginar fazendo uma turnê. Particularmente imagino que possa ser agradável.

    LS: Em 2018, você lançou um álbum de hard rock, o Northward. O que você ganhou com isso, sendo fora do Nightwish?
    Floor: Principalmente pelo fato de eu mesma ter escrito, com o [guitarrista/parceiro musical] Jørn Viggo Lofstad. Há muito de mim ali, mas de um jeito diferente do que com o Nightwish. É um estilo diferente também – um gênero que até então, eu não tinha feito. Eu estava muito envolvida com algo que veio de dentro de mim.

    LS: Você gostaria de fazer outro álbum do Northward?
    Floor: Não sei se vou. Esse projeto foi escrito em 2008. Como tivemos um ano de folga do Nightwish, eu consegui finalizar, ver se as músicas ainda estavam atualizadas, se poderíamos gravá-las ou não. Eu estava feliz por ter tido um momento para lançá-lo após 10 anos que nós haviamos escrito.

    Mas depois de 20 anos de rock e metal, eu acho que gostaria de fazer outra coisa. Não digo parar com o Nightwish, mas algo paralelamente. Recentemente me envolvi no programa de tv do meu país natal, na Holanda [reality show, ‘Beste Zangers’, conhecido como ‘Melhores Cantores’]. E isso realmente me inspirou a começar a escrever, e as coisas que estão vindo são bem calmas.

    Eu adoraria fazer um álbum onde menos é mais. Algo diferente – não porque estou entediada, mas porque se você já está em uma das maiores bandas do seu próprio gênero, e você tem alguém como Tuomas Holopainen como compositor; realmente não acredito que eu tenha algo a mais para acrescentar criando outro álbum de metal.

    LS: Enquanto isso, ainda há uma turnê do Nightwish marcada para o final de 2020. Você está ansiosa para voltar à estrada?
    Floor: É claro, ainda mais sabendo que agora eu não posso, mas não quero perder meu tempo pensando sobre.

  • Louder Sound: As músicas que mudaram a minha vida.

    Louder Sound: As músicas que mudaram a minha vida.

    Lounder Sound | Tradução: Head up High, my dear!

    Floor Jansen já cantou em duas bandas de metal sinfônico. Ela foi a vocalista da banda After Forever e atualmente é a vocalista na maior banda do gênero – Nightwish, então é de se esperar que sua preferência musical fique ligada a corais e orquestras.

    Mas quando pedimos que ela listasse as bandas, músicas e álbuns que mudaram sua vida, ela nos trouxe muitas surpresas.

    The Gathering – Mandylion

    Esse álbum foi a razão de eu começar a formar na minha cabeça a ideia de fazer parte de uma banda de metal. Há uma canção nele chamada Strange Machines e ela tocava na rádio quando eu comecei a me interessar por metal.

    Foi a combinação desse estilo de vocais femininos com guitarras pesadas. A voz da Anneke van Giesbergen era simplesmente… uau para mim e ouvi-la cantando esse tipo de música, foi tipo, ‘sim, é isso que eu quero’. Para mim, o interesse no estilo de cantoras femininas começou com Anneke van Giesbergen e Mandylion.

    Joseph And the Amazing Technicolour Dreamcoat

    Esse álbum mudou minha vida porque me mostrou que eu podia cantar. Foi um musical q fizemos em nossa escola e eu estava nele. Eu devia ter 12 anos. Na verdade, houve audições e eu participei querendo o papel de narrador que era um dos principais e um dos personagens que cantavam mais. E eu consegui, apesar de dividir o papel com duas outras meninas.

    E, de repente, eu percebi que podia cantar. Eu era a criança que era sempre provocada, mas, naquele grupo, eu descobri que podia ser eu mesma. Recentemente que me reuni com os dois professores que estavam por trás da coisa toda. Foi fantástico encontrar com eles de novo e pensei que, se eles não tivessem investido tanto de seu tempo em nós para fazermos música, quem sabe se eu teria descoberto que eu queria cantar, que eu posso cantar e que eu nasci uma cantora?

    Eu era o ratinho detetive quando criança. Eu era a estranha. Por que eu ia querer estar no palco? Mas assim que estive lá pela primeira vez, eu pertencia a ele.

    Pantera – Vulgar Display Of Power and Machine Head – Burn My Eyes

    Pantera e Machine head foram as duas bandas que me trouxeram para o metal. Eu devo ter ouvido outras coisas antes deles quando eu ouvia grunge, mas era pesado demais para mim – eu sentia falta da melodia. Era somente música difícil, pesada e sem dinâmica.

    Eu sinto falta de alguma coisa vocalmente falando nas duas bandas, mas eu gosto da energia nesse tipo de metal. Elas são ambas bandas melódicas e muito legais. Eu ouvia quando era adolescente e, embora eu não ouça muito Machine Head agora, Pantera se tornou algo atemporal para mim.

    Nightwish

    Eu não me lembro quando ouvi Nightwish pela primeira vez ou em qual álbum eles estavam quando eu comecei a ouvi-los. E eu não consigo dizer um álbum do Nightwish que tenha sido tão importante a ponto de ter mudado minha vida, mas sair em turnê com eles em 2002 com o After Forever como banda de abertura, isso sim mudou minha vida.

    Eu queria fazer o que eles estavam fazendo. Aquilo me motivou, me deu um propósito. Me lembro que o ano era 2002, estávamos começando nossa primeira turnê europeia e dividimos nosso ônibus com parte da equipe do Nightwish. Tony e Ewo (manager do Nightwish) eram essas caras Finlandeses grandões. Ambos são extremamente altos, de ombros largos, gigantes que falam baixo e então eles entraram e explicaram as regras básicas de uma turnê conjunta.

    Estávamos ouvindo-os como se fôssemos um bando de crianças de escola. Estávamos com medo, mas eles começaram a falar com suas vozes baixas e eu percebi que eles eram caras super legais. E tudo fez sentido. “Não sejam babacas, vamos beber bastante e se divertir”. E fizemos isso!

    Russell Allen [Symphony X singer]

    Ele é simplesmente meu cantor favorito no metal. A voz dele é tão diversa, ele consegue transmitir emoção pela voz tão bem. A interpretação dele de uma letra faz você sentir a letra, independente de seu significado- mesmo que seja sobre salvar o mundo,  “aqui vem o demônio…” ou merdas que eu pessoalmente não gosto.

    Ele consegue fazer uma banda bem progressiva com solos intermináveis se tornar algo compreensível através de suas linhas vocais. Quer dizer, eu gosto de prog, eu só não curto ouvir solos intermináveis, especialmente nos teclados quando simplesmente soam como quem quer dizer “Eu consigo tocar muitas notas muito rápido” E aí vem o Russel e junta  tudo  com linhas vocais que fazem completo sentido em partes realmente complicadas, com aquela voz que consegue dar cor a música de forma interminável.

    Somos amigos desde que o conheci em 2002. Ele é 9 ou 10 anos mais velho que eu, ele tinha 31 e eu 21. Ele é Super Americano e eu sou Super Holandesa e ele realmente me causou uma grande impressão.

    Skunk Anansie – Paranoid And Sunburnt

    Eu já disse que adoro vozes poderosas e… que mulher. Eu acho tudo sobre ela fascinante. Lá vem ela (Skin, vocalista do Skunk Anansie), com sua cabeça raspada e sua cor negra, gritando com raiva e, por Deus, ela é bissexual. Ela jogava na cara, tipo ‘eu não me importo com o que vocês pensam”. Eu gosto da maneira como ela é aberta, direta e sua voz maravilhosa.

    Ela faz as coisas soarem tão fáceis quando ela as canta, daí você vai e tenta e descobre que não são fáceis. Se manter poderosa e no controle daquele jeito é bem difícil. Voz fantástica, escritora de músicas fantástica, performances fantásticas. Weak as I am tente cantar isso do começo ao fim com a voz sem aquecer. Isso foi um desafio.

    Alanis Morrisette – Jagged Little Pill

    Eu a vi recentemente num documentário sobre pessoas super sensitivas. Alguém o recomendou para mim porque eu também sou uma pessoa super sensitiva. Nós somos apenas conectados de maneira diferente. Tem algo diferente em nossos cérebros, então percebemos o mundo de maneira diferente. Por isso eu fui tão provocada, por ser uma criança diferente e porque certos ambientes não funcionam para mim.

    Você é mais sensitivo às emoções de outras pessoas, ao cheiro, ao som. Nesse documentário ela fala sobre isso como se estivesse falando para mim. As experiências dela são muito parecidas com as minhas. O fato de que ela escreve músicas, de que ela está fazendo o que quer fazer e tem feito isso por toda sua carreira fez dela um exemplo para mim.

    Roxette – Look Sharp

    Esse álbum me fez cantar. Sentada no carro, viajando em família, essa é a lembrança mais vívida que eu tenho, deve ter sido muito tempo atrás. Minha irmã e eu íamos no banco de trás, cantando junto com a música. Sabíamos toda a letra. Se mudou a minha vida não sei, mas certamente regou as sementes para que eu cantasse.

    Havia muita música de metal que não era divertido cantar. Eu gosto de Pantera, mas não vou cantar junto. Eu gosto de Machine Head e Sepultura. Mas é a mesma coisa com essas bandas. Marie Frediksson (vocalista do Roxette) morreu recentemente e ela causou um grande impacto em mim. Ela era tão para frente e sexy, mas não era vista como um símbolo sexual. Ela era vista como uma cantora, uma mulher forte, um exemplo a ser seguido.


  • Louder Sound: Nightwish

    Louder Sound: Nightwish

    Via Louder Sound | Tradução: Head up High, my dear!

    Como o Nightwish iluminou o Festival Bloodstock de forma espetacular

    O Nightwish trouxe sua turnê “Decades” para o festival Bloodstock e tinham alguns truques pirotécnicos escondidos na manga.

    Jake Owens

    Logo após Judas Priest e Gojira, a atração final do festival Bloodstock 2018 é o poderoso Nightwish. Tocar onde o a definição do Heavy Metal despertou e trazer uma das apresentações mais poderosas que o festival já viu até hoje poderia ser uma perspectiva assustadora, mas os Finlandeses sinfônicos são feitos de material mais resistente que isso e eles sabem o peso do show que estão carregando por aí.
    Nesta Turnê Decades (após o lançamento de sua recente coletânea), o Nightwish está aqui para mostrar que como eles conseguiram se tornar uma das maiores bandas no metal atual. Eles são uma banda que lota arenas agora, tocando para plateias enormes, mas eles não se comovem, têm uma produção impecável e polida, e a performance de cada um dos seis membros é desafiante e poderosa.

     

    Jake Owens

    A vocalista Floor Jansen é um poder no vocal, sua voz consegue atingir notas que muitos sequer sonham, tudo com intensidade própria e (mais importante ainda) com paixão. O Nightwish tem viajado com esse show pelos festivais de verão, então eles são uma maquina impecável e polida, mas a animação nos rostos dos integrantes da banda faz parecer com que seja sua primeira vez no palco, mais uma vez.
    Enquanto a música e as performances são cheias de energia e emoção, a produção em si é a estrela do show. Havia comentários durante todo o fim de semana sobre que tipo de palco o NIghtwish traria e o que eles fizeram fez parecer que o palco do Judas Priest fosse brincadeira de criança. Uma enorme tela cobre todo a parede de fundo, com telas menores preenchendo qualquer lacuna do palco, mostrando visuais primitivos de fauna e flora, incluindo um alongado segmento da lua cheia do lobo, tirado de uma estampa de camiseta que todos na plateia já devem ter tido em alguma momento.
    Eles têm uma pirotecnia invejável e surpreendente, também. Diferente das barreiras de fogo e fumaça da banda Gojira, o Nightwish usou seus materiais separados mas quando eles atiravam fogo, eles atiravam MESMO, criando uma parede mutável de chamas em volta da banda e atiradores de fogo para a platéia.

    Jake Owens

    Claro, não está tão cheio quanto as duas outras atrações finais dos outros dias, mas é domingo e a chuva intermitente do final de semana não ajudou. Enquanto Floor tenta fazer a platéia do Bloodstock dançar ao som de “I Want My Tears Back”, há muitas pernas relutantes em se mexer mas os fãs dedicados da frente obedecem felizes.
    Claro, Nemo ainda é a música que tem a melhor recepção, mas o cenário épico criado para os capítulos 2 e 3 de The greatest show on Earth eleva a plateia aos céus, completa como início catártico dos versos ‘We Were Here!”.
    Pode não ter sido a atração mais pesada que tocou no final de semana, ou aquela sobre a qual todos vão falar, mas é significante a forma como é sabido que o Nightwish está agora em um outro avião pensando em como vão experimentar e expandir com seu catálogo em ambos aspectos, musical e visual. Sem dúvida, na próxima vez que eles forem atração final aqui (e eles definitivamente serão), será ainda maior mais incrível e terá mais fogo do que uma festa ao redor da casa do Smaug.

    Setlist:
    1. End Of All Hope
    2. Wish I Had an Angel
    3. 10th Man Down
    4. Come Cover Me
    5. Gethsemane
    6. Élan
    7. Sacrament Of Wilderness
    8. Amaranth
    9. I Want My Tears Back
    10. Devil & The Deep Dark Ocean
    11. Nemo
    12. Slaying The Dreamer
    13. The Greatest Show On Earth (Chapters II and III)
    14. Ghost Love Score


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