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  • Louder Sound: Após 20 anos no Rock e Metal, acho que gostaria de fazer outra coisa.

    Louder Sound: Após 20 anos no Rock e Metal, acho que gostaria de fazer outra coisa.

    English here | Tradução: Head up High, my dear!

    Floor Jansen, do Nightwish: “Depois de 20 anos de metal, eu gostaria de fazer outra coisa.
    O grande Human. :||: Nature., as chances de uma turnê acústica e o que o que o futuro lhe reserva.

    Ω

    Floor Jansen não tem desperdiçado seu tempo no confinamento. “Eu tenho dois cavalos, então eu tenho montado bastante.” diz a cantora. “Além disso, eu tenho criado vegetais e flores. E, ocasionalmente, eu me sento ao piano e escrevo.”

    Para o Nightwish, assim como todas as bandas do planeta, 2020 não se moldou como esperado. O ano do gigante do metal sinfônico deveria ter retomado a turnê em divulgação do seu nono álbum, Human. :||: Nature. Este álbum foi lançado em abril, mesma época em que o mundo fechou suas portas, enterrando todos seus planos.

    Nós não podíamos ensaiar para a turnê“, diz Floor. “Nós deveríamos, mas foi pouco antes da proibição aos vôos. Alguns de nós estão em países diferentes, então não pudemos nem nos encontrar para ensaiar.

    LS: Tudo que está acontecendo, está fora do seu controle, mas ainda assim deve ser frustrante.
    Floor: Na verdade, não. Lançar o álbum em uma época como essa, significava que as pessoas realmente tinham muito tempo para ouví-lo. E o feedback que recebemos foi que eles estavam gratos por ter o álbum. Já se passaram cinco anos desde o último álbum, e as pessoas realmente apreciaram quando ele foi lançado.

    LS: Seja honesta: quais foram seus primeiros pensamentos quando o tecladista e criador Tuomas Holopainen te apresentou a idéia de um álbum duplo, do qual a metade é uma faixa orquestral instrumental de 30 minutos?
    Floor: Se fosse qualquer outra pessoa além do Tuomas sugerindo isso, eu teria pensado que era loucura. Mas como era ele, e como ele é tão brilhante, eu pensei, “É uma ótima idéia, você deve escrevê-la, não vejo a hora para ouvir.”

    Mas se uma banda pode fazer isso, somo nós. Já tivemos [a faixa épica de 24 minutos em 2015] The Greatest Show On Earth. Essa música [All The Works Of Nature That Adorn The World, do novo álbum] é apenas o irmão mais velho disso. É uma sequência lógica. A única razão pela qual se tornou um disco duplo foi porque ela não caberia em um único CD.

    LS: Foi um álbum difícil de se fazer?
    Floor: Bem, há diversão e dificuldade. Fui devidamente desafiada – há algumas melodias difíceis em ‘Music’ e ‘Shoemaker’. Alguns versos são extremamente complicados de se cantar. Mas você quer constantemente desafiar a si mesma. Nós não pensamos, ‘Nono álbum de estúdio, somos o Nightwish, podemos apenas sentar e copiar o que temos feito nos últimos 20 anos‘. Isso não acontece. Ainda somos uma banda que busca inovar sempre.

    LS: O Endless Forms Most Beautiful foi um enorme álbum. Estavam tentando se superar?
    Floor: Eu acho que de certa forma, você está sempre competindo, mas no sentido de ser algo novo. Eu acho que este álbum é incrivelmente grande, mas não há nenhuma orquestra nas nove músicas que tocamos como uma banda. Há um quarteto de cordas e um coro, mas nenhuma orquestra. Isso é algo único, porque os álbuns anteriores estavam cheios de orquestras.

    LS: Você já imaginou o Nightwish fazendo um álbum totalmente acústico?
    Floor: Não sei se um álbum funcionaria, mas poderia nos imaginar fazendo uma turnê. Particularmente imagino que possa ser agradável.

    LS: Em 2018, você lançou um álbum de hard rock, o Northward. O que você ganhou com isso, sendo fora do Nightwish?
    Floor: Principalmente pelo fato de eu mesma ter escrito, com o [guitarrista/parceiro musical] Jørn Viggo Lofstad. Há muito de mim ali, mas de um jeito diferente do que com o Nightwish. É um estilo diferente também – um gênero que até então, eu não tinha feito. Eu estava muito envolvida com algo que veio de dentro de mim.

    LS: Você gostaria de fazer outro álbum do Northward?
    Floor: Não sei se vou. Esse projeto foi escrito em 2008. Como tivemos um ano de folga do Nightwish, eu consegui finalizar, ver se as músicas ainda estavam atualizadas, se poderíamos gravá-las ou não. Eu estava feliz por ter tido um momento para lançá-lo após 10 anos que nós haviamos escrito.

    Mas depois de 20 anos de rock e metal, eu acho que gostaria de fazer outra coisa. Não digo parar com o Nightwish, mas algo paralelamente. Recentemente me envolvi no programa de tv do meu país natal, na Holanda [reality show, ‘Beste Zangers’, conhecido como ‘Melhores Cantores’]. E isso realmente me inspirou a começar a escrever, e as coisas que estão vindo são bem calmas.

    Eu adoraria fazer um álbum onde menos é mais. Algo diferente – não porque estou entediada, mas porque se você já está em uma das maiores bandas do seu próprio gênero, e você tem alguém como Tuomas Holopainen como compositor; realmente não acredito que eu tenha algo a mais para acrescentar criando outro álbum de metal.

    LS: Enquanto isso, ainda há uma turnê do Nightwish marcada para o final de 2020. Você está ansiosa para voltar à estrada?
    Floor: É claro, ainda mais sabendo que agora eu não posso, mas não quero perder meu tempo pensando sobre.

  • pt 2: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    pt 2: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear!

    Parte 1 AQUI

    FaceCulture: Uma coisa que eu pensei conforme eu assistia o programa, você teve meio que um feeling de “eu consigo cantar qualquer coisa que eu quero”?
    Floor Jansen: Bem, o programa realmente expandiu meus horizontes, digo, eu não acho que eu iria bem em um rap francês, por exemplo, e você não me veria fazer algo de hip-hop, mas eu realmente gostaria de experimentar, no sentido de que é interessante ser tão diversificada!

    FaceCulture: E você mencionou o Tuomas, eu acho que você tem tido muitas coisas para fazer durante todo o processo do álbum novo nesse ultimo verão… Primeiro sobre o jeito que você compõe, porque dentro das próprias músicas, há muitos desafios para os cantores, nesse caso você, de usar a voz em diferentes técnicas… Então como é para você, ser capaz de usar todos esses estilos e essas técnicas na sua voz para as musicas?
    Floor Jansen: É ótimo, não poderia ser melhor porque é algo que eu tentava fazer nas minhas próprias bandas antes e especialmente no Revamp eu realmente tentei… “Okay, eu não sou capaz de fazer gutural ou de fazer screams… Será que consigo aprender? Consigo integrar essas técnicas no álbum?” E com o Nightwish é bem diversificado, é um novo desafio novamente agora com esse novo álbum… Eu canto de jeitos que eu imaginei que eu não seria capaz quando as primeiras idéias foram aparecendo, é tipo [cara espantada] “Okay, eu preciso estudar isso” [risos]…

    FaceCulture: Então é realmente desafiador!

    Floor Jansen: Sim, é muito desafiador. E não é só para eu aumentar minhas técnicas, eu também preciso desafiar meus colegas de banda – e o que sair disso, ótimo – e veremos o que podemos fazer ou não e como podemos fazer com que soe bom. E é aí onde a banda entra, e onde eu entro, onde a minha criatividade entra em ação e é um processo muito agradável, onde nós fazemos primeiro durante as primeiras semanas de ensaios, nós tentamos definir tudo do jeito que tem que ser e então nós vamos  e gravamos. Esse é um ótimo jeito de trabalhar, e nós fizemos o mesmo no EFMB, e sim, é um enorme desafio!

    FaceCulture: Eu tenho certeza que você não pode falar muito disso, mas o que você notou ou qual foi o feeling que você sentiu durante esse verão sobre o novo álbum?
    Floor Jansen: Foi ótimo, eu acho que todos estavam bem ansiosos para isso, e também porque depois do último álbum, primeiro nós tiramos uma folga e depois nós saímos na Decades Tour, onde ao invés de focar no novo material, nós voltamos no tempo o que é algo muito muito legal de se fazer, mas agora é o momento de algo novo. E voltar para o acampamento de verão onde estivemos anos atrás, é uma área tão gostosa de se estar, no meio do nada na natureza finlandesa… É um luxo, quão especial é poder fazer isso?

    FaceCulture: E eu me lembro de falar com o Tuomas, quando ele estava em Auri, fazendo o Auri, e ele disse que fazer esse projeto meio que revitalizou a energia dele para o Nightwish… Você sentiu a mesma coisa com o Northward, e ter a possibilidade de fazer o que você faz melhor e criar sua filha… Ser capaz de fazer todas as essas coisas e agora voltar a se concentrar no Nightwish de novo.

    Floor Jansen: Sim, absolutamente, foi legal ter tido um tempo para me concentrar em algo que eu mesma escrevi, mesmo que eu me sinta muito parte do Nightwish – eu estou sempre sendo desafiada, mas Northward era música que eu ainda tinha, já tinha sido escrita, eu não teria tempo no momento… Tempo e paz mental para escrever um álbum inteiro mas foi fantástico de usar as coisas que tínhamos e finalizá-las; e claro isso vem com toda uma nova carga de energia criativa… Todos os passos criativos foram ótimos, e também o tempo que eu tive para criar a minha filha – ela tem apenas dois anos e meio então o processo de criá-la ainda não acabou [risos] – especialmente nesses dois primeiros anos é legal ter mais tempo em casa e eu tenho levado ela nas turnês também, então nós experimentamos como é combinar esses dois mundos… Ela estava comigo no acampamento de verão… Foi fantástico! É a melhor combinação dos mundos, de verdade!

    FaceCulture: Talvez essa seja uma pergunta estranha, mas como que é um dia comum nesse acampamento de verão? Como que é um dia Nightwish?
    Floor Jansen: Bem, a música é muito intensa, então pode-se dizer que começamos as 9 e paramos as 5, então são muitas horas de trabalho intenso. Depois paramos para almoçar e comer alguma coisa, então trabalhamos um pouco mais. Depois é hora de ir para a sauna e comer algumas salsichas veganas – muitos de nós não come carne. Então, super relaxado!

    FaceCulture: Você disse que tudo está praticamente pronto, que só falta masterizar ou mixar, mas então tudo está praticamente feito…
    Floor Jansen: A gravação por parte da banda já está feita. Então nós estamos terminando o resto…

    FaceCulture: Então você sabe que tipo de música estará lá. Como você acha que as pessoas reagirão ao que vocês fizeram?
    Floor Jansen: Eu não sei! Veremos isso ano que vem. Digo, o lançamento está marcado para a primavera do próximo ano… Eu só posso dizer que eu acho que nós fizemos um novo álbum muito legal, eu estou muito muito feliz com isso… Já nas primeiras notas das músicas eu pensei “Oh yeah, lá vamos nós!”… É o tanto de Nightwish que vocês podem esperar da gente, no sentido de “wow, o que está acontecendo agora?” Então, eu não posso dizer muitas coisas, porque há algumas coisas que são o mesmo e há algumas coisas que são diferentes, então tudo que eu posso dizer é que eu estou muito feliz com o resultado, e eu acho que as pessoas que já conhecem o Nightwish vão gostar muito! Talvez as pessoas que estão conhecendo aqui na Holanda talvez digam “Hey! Agora que sabemos quem é Floor Jansen e agora ela está vindo com um novo álbum, vamos descobrir como que é!”

    FaceCulture: Última pergunta. Com isso em mente, você está fazendo alguns shows solo aqui na Holanda e todos esgotaram imediatamente…
    Floor Jansen: Mas, boas notícias! Nós anunciamos um segundo show!

    FaceCulture: E pelo o que eu vi, está vendendo rapidamente!
    Floor Jansen: Os números… Sim, são muito impressionantes.

    FaceCulture: Sim! Com isso em mente… Você está animada para tudo isso começar de novo?
    Floor Jansen: NÃO…. [risos] Sim, absolutamente!

    FaceCulture: Porque eu consigo imaginar, já que será um trabalho enorme!
    Floor Jansen: Sim, digo, nós estamos animados e já estamos trabalhando com as coisas que acontecerão com o Nightwish ano que vem e todas as idéias para o show, quando e onde… Foi engraçado que meu foco nisso foi total – é o que eu faço para viver – então o que está acontecendo agora na Holanda vem como algo a mais disso. “Será se eu tenho tempo para isso?” – para começar com uma pergunta livre de ego e muito prática. Porque é ótimo quando todos falam “ooh isso é ótimo, nós queremos ver mais de você e você fará show solos?”… Bem, sim! Mas quando? Mas ai eu pensei “bem, eu tenho uma janela entre os compromissos com o Nightwish, não só para fazer os shows solo mas também para prepara-los”. É muito, mas eu estou muito feliz que eu topei fazê-los e estou mais que surpresa que tudo esgotou tão rápido quanto aconteceu… Mas é bem difícil fazer mais porque eu estou simplesmente numa turnê mundial com o Nightwish, e o mundo é um lugar enorme! E eu ainda tenho uma criança de dois anos e meio em casa que eu não posso levar em todas as viagens – ela precisa poder ser uma criança e ter aquela vida, e eu quero estar com ela, ela será uma criança por apenas uma vez. Então eu tenho o problema luxuoso de muitas coisas estarem acontecendo ao mesmo tempo. É um quebra-cabeça interessante.

    FaceCulture: É interessante, porque a razão que eu te perguntei isso, obviamente você é capaz de fazer tudo isso, é que nós falamos no passado sobre administrar o trabalho e não voltar àquele lugar em que você estava há uns anos atrás…[mencionando o Burnout]
    Floor Jansen: Sim, exatamente.

    FaceCulture: Mas é maravilhoso que você achou um jeito de conseguir fazer tudo!
    Floor Jansen: É um processo diário. E quando as coisas acontecem na velocidade que aconteceram nas ultimas semanas, você precisa tomar decisões ainda mais rápidas do que você normalmente tomaria. Entao agora é um período interessante para testar a teoria de quão bom é seu jeito de administrar seu trabalho, e o quanto que eu direi “sim” para as ofertas, e quão boa sou eu em dizer “não”. Então isso é uma coisa interessante, mas eu estou muito feliz que eu falei “sim” para os shows. Porque as pessoas com quem eu trabalho agora são pessoas incríveis e fantásticas, que falam o que precisa ser dito, não são um milhão de e-mails sendo trocados sobre o mesmo assunto, ou coisas pequenas que tomam muito da sua energia. E agora eu sei melhor o que eu quero, mais do que antes. Então vai ser isso, e será bem rápido… É um sentimento ótimo que eu não tinha quando eu era mais jovem. Claro que você precisa desenvolver essas coisas… Elas vem com a idade!

    FaceCulture: Floor, muito obrigado pelo seu tempo!
    Floor Jansen: Obrigada você também!

  • pt 1: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    pt 1: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear!

    Parte 2 AQUI

    Parte 1

    FaceCulture: Antes de tudo, Floor como você está?

    Floor: Bem… um pouco cansada, mas feliz, cansada. Já faz um tempinho… Tempos ocupados, estou fazendo muitas coisas ao mesmo tempo de um jeito que eu nunca havia feito… mas apenas de um jeito bom.

    FaceCulture: Isso é bom saber… Estamos fazendo a entrevista em inglês para que seus fans internacionais poderem aproveitar também. Então onde eu quero começar, você fez o Beste Zangers, o programa.. E agora você está se tornando, ou se tornou, ou tem se tornado, uma celebridade nos Países Baixos…

    Floor Jansen: Sim, aparentemente.

    FaceCulture: Isso é meio estranho para você? Porque você tem estado numa das maiores bandas há um tempinho, e você teve o After Forever e o Revamp… Como que é o sentimento?

    Floor Jansen: Eu não tenho certeza de como reagir agora, então as coisas que têm mudado, eu não estive nos Países Baixos ainda, e como eu moro na Suécia eu não tenho notado… Entretanto eu posso ver as diferenças que estão acontecendo nas redes sociais e eu estou aqui… Sim, eu nunca ouvi meu nome numa estação de trem, e é engraçado porque as pessoas não tem muita certeza, eu acho que as pessoas não esperam ver alguém que elas conheçam da tv cara a cara, então é tipo “Ei, aquela é a Floor” – as pessoas realmente sabem meu nome agora, então você passa por umas situações engraçadas. Noutro dia umas pessoas me viram, mas eles não tinham certeza que era eu, eu podia escutar eles conversando, e eles estavam gritando do outro lado da estação de trem “Floor Floor” e eu estava tipo “O que você espera que eu façaGrite de volta e confirme para você que sou eu?” Situações engraçadas que eu nunca passei antes…

    FaceCulture: Foi importante para você, de um jeito, ter o reconhecimento das pessoas? Porque você tem tocado musica num subgênero que as rádios não prestam muito atenção e agora eles estão prestando! Entao, foi importante para você…?

    Floor Jansen: Foi importante para mim que a minha musica seja reconhecida, não foi importante para mim que eu me tornasse famosa. Nunca teve algo no meu algo que queira que eu diga “Uh, eu sou uma pessoa famosa na Holanda” – o contrario na verdade. Para mim, tem sido a musica. Metal é um subgênero, como você disse, musica underground na Holanda. Num nível que não realmente combina com sua qualidade e diversidade, de metal holandês. Além de outros países estrangeiros, o metal holandês é um fenômeno. “Wow, todas essas bandas que vem da Holanda, a Holanda deve estar orgulhosa”. E eles não tem a menor ideia! E isso me incomoda. Bandas como Nightwish e mais bandas que fazem musica, que não combinam com o padrão estético de metal que algumas pessoas daqui imaginam que seja. É muito “deve ser muito pesado, deve ser homens cabeludos gritando raivosamente e talvez seja satânico e agressivo, e não é para mim”. E todas essas ideias fazem com que se você diga “Nightwish é uma banda de metal” as pessoas automaticamente reagem com “Não, isso não é para mim então” e esses pensamentos que talvez não sejam verdade. Porque há uma diversidade que as pessoas não conhecem, e eu espero que todas as coisas que tem acontecido agora façam as pessoas quererem ouvir a musica. Voce ainda pode dizer “essa musica não é para mim” – justo – mas dê uma chance, por favor, se você poder evitar esses pré-conceitos e dizer “okay, talvez seja, talvez não seja para mim”, mas todas as vezes que eu toquei algo do Nightwish para pessoas que diziam que não gostavam de metal mas que haviam muitas coisas nas musicas que elas de fato gostavam. “Wow eu naio sabia que era tao melódico, eu não sabia que tinha tanta diversidade, wow é tao musical, wow é tao diferente do que eu esperava que fosse” – Isso eu quero desconstruir, porque eu acho que é uma percepção errada, e o gosto musical ainda importa, mas para mim é muito importante que as pessoas saibam da riqueza da cena de metal Holanda que talvez não seja completamente inacessível e com certeza eu devo dizer que há algumas bandas que fazem musicas super pesada e inacessíveis, que é para um grupo seleto de pessoas, e essas bandas não tem a ambição de ficar famoso, e eles não querem que eu seja a embaixadora e dizer “Sim, todas as pessoas precisam escutar esse tipo de musica” – claro, eu sou metaleira há tempo o suficiente para saber que nós somos orgulhosos das coisas que fazemos, e nós fazemos para as pessoas que querem escutar, e não para o grande publico. Mas eu acredito que há uma diversidade dentro do gênero que as pessoas da Holanda simplesmente não conhecem, e essa parte eu quero dar uma atenção especial e dizer “Ei, escute a nossa musica agora sem preconceitos”.

    FaceCulture: E há um fenômeno online, você deve saber agora, onde há pessoas se filmando escutando musicas suas…

    Floor Jansen: Ah sim, os  “treinadores vocais” sim, aquelas reações… Alguns deles realmente devem ser treinadores vocais. Eu não vi todos, eu sei que há muitas pessoas que estão compartilhando esses vídeos comigo, e parece que tem se espalhado bastante porque é um novo fenômeno, onde as pessoas fazem isso. E todas as semanas, de todas as musicas de Beste Zangers que saia… Risos… Eu não vi todos, mas alguns eram muito engraçados, ou muito emocionantes, e alguns de fato, digo, se fossem para ser uma analise técnica de verdade, para mim, como uma cantora técnica, eu sou meio nerd quando se trata desse tipo de coisa, eu gosto desse tipo de coisa, e eu aplico tudo! Então se alguém de fato reconhecer essas coisas que eu faço, eu fico muito grata.

    FaceCulture: O que eu acho muito interessante com o que você mencionou, sobre abrir portas e mostrar que o metal não é apenas esse homem cabeludo raivoso – esse tipo de fenômeno introduz o gênero para um novo grupo de pessoas, porque veja: todas as tribos que sabem o que metal é, as vezes é um ouvinte de hip-hop descobrindo…

    Floor Jansen: Sim, legal, nós podemos sair das nossas caixinhas…

    FaceCulture: Sim, e isso é legal que o Nightwish tem tentado fazer isso, e isso é um tipo de globalização no sentido de tornar as musicas mais universais. Como você ve isso? Porque você tem viajado por todo o planeta bem antes das pessoas na Holanda notarem, então….

    Floor Jansen: Sim, eu digo, metal tem sido conhecido por ser popular pelo planeta todo. Dependendo do país que você está, um grupo seleto de pessoas ainda ouvem, em outros países há mais ouvintes que outros… Eu gostaria que todos os países fossem igual a Finlândia, onde é normal que toquem metal nas rádios, onde Nightwish pode ser a maior banda do país… Mas isso é uma utopia para um metaleiro, mas eu realmente agradeço a queda das barreiras, onde um cara do hip-hop pode dizer “eu vou tentar escutar isso” e curtir o que estamos fazendo baseado apenas na música e não na idéia de “Nah, isso é metal” e todas as outras coisas… Eu acho que isso é apreciar a música de uma forma honesta, a essência do que fazemos, e não todas as coisas que vem com o gênero.

    FaceCulture: Sim… E agora, sobre ter essa atenção… Bem, deixe-me voltar um pouquinho, porque você disse que fez a Rock Academy, que foi onde você começou, e eu imagino que você era… Eles te deram toda uma variedade de técnicas para cantar. Então a pergunta é, você sabia desde do inicio que era metaleira, e você mencionou a parte técnica da sua voz, então você já sabia das diferenças entre como cantar?

    Floor Jansen: Sim e não. Eu já estava no After Forever antes de sequer haver uma ideia da Rock Academy, então pela época que nós começamos a fazer o nosso primeiro álbum, eu também comecei a estudar na Rock Academy. E meus vocais, na época, eram praticamente todos metais. Eu amo tudo sobre o que eu estava fazendo, e eu estava complemente sem treino. Pelo tempo em que estávamos gravando o primeiro álbum, eu nunca tinha tido uma única aula de canto na minha vida e eu também entrei na Rock Academy baseado no que eu conseguiria fazer, e não no que eu já sabia em relação a técnica. Mas eu estava muito sedenta para saber, muito interessada, e eu meio que esperei que eu desenvolveria essas coisas quando eu entrei na Rock Academy, mas ao invés disso nós entramos nesse sistema escolar onde “primeiro aprenderemos sobre os anos 50, então os 60, depois os 70, então os 80 e entraremos nos 90” – é importante que você saiba sua historia musical, sua diversidade… E eu entendi isso, especialmente olhando agora, mas na época eu estava “Anos 50? Eu quero saber como fazer as notas altas no álbum que estou fazendo. Nós aprenderemos sobre isso? Não. Primeiro aprenderemos isso, e depois aprenderemos aquilo…” E sobre as técnicas eles falaram também “primeiro aprenderemos isso, e depois aprenderemos aquilo”… Claro, precisa ter um sistema de ensino, para eles poderem medir o quanto você aprendeu, quantos pontos você tem, e você precisa ter um numero de pontos para poder ir para o próximo ano, bla bla bla… Precisa ser algo que eles podem medir, independente se eu posso fazer notas altas no meu próprio álbum… Não era algo que eles eram capazes de pontuar.. Eu acho que o sistema agora se tornou um pouco mais adaptado, mas não vamos esquecer que foi a primeira vez que eles fizeram uma escola desse tipo. Então tudo era muito novo – o mesmo para técnicas vocais. Se você analisa o canto lírico, ele existe há centenas de anos, então as técnicas por trás dele já foram desenvolvidas e lapidadas, onde o canto popular, algo não clássico, é algo relativamente novo – questão de décadas. Então aquilo era claro, os métodos vocais e os estilos vocais não eram não desenvolvidos quanto hoje – muito mais hoje em dia. Eu também me desenvolvi sozinha, com as coisas que vierem, todas as técnicas vocais e os métodos, um nome para isso e uma técnica para aquilo… Isso eriçou minha curiosidade nessa área, então eu aprendi sozinha, pelo tempo, tanto na Rock Academy, tanto na minha jornada depois… Eu ainda acho que é importante continuar desenvolvendo o canto, e expandir seus horizontes.. Porque eu noto que eu posso cantar canções que não são metal muito melhor agora que eu conseguia na época… Porque na época eu era muito jovem para entender o que eu estava fazendo, eu não estava interessada em nada disso, porque eu só queria fazer metal e meu próprio material, porque eu era tao nova nesse mundo… Então é também muito sobre a experiência que vem sobre ser uma boa cantora, além das coisas técnica…

    FaceCulture: Por exemplo, agora, fazendo o Beste Zangers, você teve que cantar todos os tipos de música… Essa é o tipo de experiência onde você aprende muito? E descobre algo sobre a sua voz ou o jeito que você usa seus vocais, passando por esse processo?

    Floor Jansen: Absolutamente. Eu acredito que sim. E eu acho que eu tenho que agradecer ao Nightwish por isso porque claro, quando eu comecei, especialmente no começo, eu estava cantando “covers” das musicas… Eu era nova na banda, com musicas que já existiam, que claro, logo passaram a fazer parte de mim, mas eu tive que aprender a faze-las serem minhas – e cantar tão bem quanto eu posso, e fazer soar como a Floor, e não uma copia de quem cantou primeiro. Entao eu aprendi muito fazendo isso, e quando comecei a trabalhar com musicas novas que eu não tinha escrito, diferente nas minhas bandas passadas, ambas After Forever e Revamp, e também Northward, eu tenho escrito minhas próprias musicas… E no Nightwish, eu tenho cantado o que o Tuomas escreve, o que é uma coisa fantástica de se fazer, ele é um dos melhores compositores do mundo pelo o que eu sei, é uma honra para mim cantar suas canções, mas isso significa que eu preciso trabalhar num nível diferente que eu normalmente trabalho quando eu escrevo minhas próprias musicas, e eu aprendi muito disso. E eu acho que eu pude usar isso quando eu fui cantar musicas que eram muito distante do que eu sou acostumada… “Uh, eu vou cantar Que Si Siente do Rolf Sanchez… É reggaeton e latino… É realmente diferente do que eu jamais tinha feito, como eu vou fazer isso, e fazer soar como eu mesma?” Não é minha cancao, não é meu estilo musical, então primeiro eu preciso ficar familiarizada com o estilo e então eu preciso encontrar um jeito de contar uma história… E foi algo muito interessante na minha curva de aprendizado… E também trabalhar com uma banda totalmente nova, eu estou acostumada a trabalhar com uma banda, sempre as mesmas pessoas, e do nada eu vou trabalhar com um monte de pessoas que eu nunca trabalhei antes e vamos aprender 8 musicas de uma vez, não iremos apenas tocar elas como são, nós iremos adapta-las em um gênero ou estilo mais próximo ao meu… Quanto que eles sabem sobre metal? Nós vamos colocar um baixo duplo em todas as musicas? O que faremos? Quanto é possível? Foi bastante novo para mim, muitos novos desafios, mas foi incrível ver quão talentosa essa banda era e como eles são acostumados a fazer esse tipo de coisa… E para mim dizer “Okay, eu sei o que fazer, quando passar a soar certo eu posso colocar o meu jeito na musica” – e então começou a funcionar. E é por isso que soa bom, pelo menos pelo o que eu posso dizer, eu estou orgulhosa, soa bem! Porque se eu não conseguir fazer a musica soar nem um pouquinho perto do que eu acho que é bom do meu próprio jeito, iria soar falso. É muito importante que seja genuíno…

     

    TO BE …


  • Interview: Andre Borgman

    Interview: Andre Borgman

    Thank you so much, Andre. ♥ Finally, we did it! Haha

    Ω

    1. It took a while, but we’re here. Tell us a little about Andre Borgman!
    Andre: Yes, considering the last AF show 7dec 2007…yes…damn time goes fast.
    But my name is Andre Borgman, born 13 september 1978. Raised by the parents I could possibly wished for. My mom and dad supported my interested for music from the very beginning. My dad bought me a drumkit at the age of 10 just because I wanted one and he managed my first real band and got us to play many gigs across The Netherlands, Germany and Belgium. My mother was just my biggest fan and loved and still loves every thing I do music wish. Little inside about them. My dad loves Pantera and my mom is big Ozzy fan. Oh man, so many stories to tell. Together with my mom to a Black Sabbath show and she fainted in front of the stage just when I was getting some drinks. One of the people told me what haven’t and I got to pick up my mother at the backstage with security. First thing I said: Mom, you are just doing anything to get backstage aren’t you???…haha, we had a big laugh. My fathers anecdote was when he was managing my band when I was 15 during a show we did a big pogo-pit was going on, and suddenly, from behind my drumkit, I saw a crowd surfer… I thought, this is just getting great. What a party, then I saw who the crowd surfer was. My dad. Hahaha. We we’re laughing so hard. That was just awesome. Just 2 examples of how it started. To many to tell. You’ll get bored haha…
    Right now, I am very relaxed and happy things are going, I took a big break since a year from drumming and only play in 1 band, guitar, the instrument I started with. I am hired at a zoo near my home and have the best and rewarding job I can ever imagine. …and no, I am not feeding the animals, we are responsible for the nice incitement for the visitors and the confined for the animals and nice and suitable stays enjoying live so to speak.

    2. After many years you guys worked together again. We got really happy, besides the huge nostalgia feeling. How was it, to work with Floor again?
    Andre: If you are(and you are;-)) referring to the Northward project that was just after the break-up of After Forever. As you may know by now I guess. But working with Floor and in this case with John Viggo was great and something I regret not taking place when it was written and If I remember right it would have been recorded in 2010. With was called Floor-Inc by then.

    3. Jorn said in an interview, that the ending of “Let Me Out” turned out to be really different from they way it had been thought in the beginning, even though its structure has remained the same. What was your reaction when you listened to its final version? Did you approve its development?
    Andre: Well, the tempo is faster and Jorn changed the main opening riff, the rest is exactly the same as I presented it, I can show you a recording I made in 2006 way before it was recorded. But I think it’s about royalties perhaps… I don’t mind. It’s ok…

    4. How was the creation process and development of “Let Me Out”, before being presented to Floor and Jorn?
    Andre: It was based on the ending riff I wrote in 98. Huge fan of Pantera and the rest came later, over the years you write some stuff that suddenly fits together with old stuff haha.

    5. With Nightwish’s tight schedule, we are aware that a tour for Northward would be something distant- but not impossible. Has there been a chance for you to talk about it so far?
    Andre: No, I am not sure if they will do a tour. If I will be part of it I doubt it. But would love to do it.

    6. How did your passion towards music began and what are your best references and influences?
    Andre: As answer one revealed. From a very young age. My grandma gave me some sort of snare drum when I was a baby haha. (Can I show pics?). When I was 6 years old my a guy in the street we lived in had some guitars at his room. Think he borrowed from his dad. We could play 2 guitar riffs and I nearly managed to do 1. His father one day came home with a snare drum he bought from a flee market. It was clear my friend who could play 2 riffs will stay at the guitar and I was stuck with the snare drum… I still love playing both instruments. The biggest influences on guitar are clearly Zakk Wylde, Dimebag… Drumwise it’s Nick Menza, Randy Castillo, Tommy Aldridge en Vinnie Paul.

    7. Back to the past: we still keep after forever alive in our days, and we believe you do the same since you sometimes post some old performances videos. Which songs are your favorite?
    Andre: Oef, …. hmmm. If I have to choose one. It’ll be Estranged.

    8. Do you still remember the creative process in After Forever? And your personal and professional development as a person and musician, all inside this experience of joining the band. What was it? What changed in you?
    Andre: Nothing really changed in me:-) The creative process was different each album. IC was written all together in one rehearsal room. 2 rehearsals a week in some months. The last A.F. album was mainly written by Joost and Sander at there studio. Totally different way.

    9. After Forever came to a premature end, and according to Floor, she believed that After Forever had much more to offer. Do you agree with it? Or it came to an end in the exact moment? Why?
    Andre: I also think A.F. had more to offer but after the break we took all faces where at other directions and to put it all together again wasn’t easy in a lot of ways. I don’t want to go to much in details but it was clear some bandmembers will leave anyway after we will continue…

    10. Today we know that Floor is an artist engaged in many projects. Have you ever thought about a possible AF reunion?
    Andre: That will never happen…

    11. When it comes about to your relationship with the other AF members, the possibility of a gathering, or even so a nostalgic concert, is still a fan’s dream or something that may be possible in a distant future?
    Andre: If we would do that, all the band members needs to be there. All or nothing!!!

    12. Many years have passed since your discovery for the drums, bands, projects, and others. How do you see your stability, when it comes to keep making a living out of the thing you love doing? What are your new goals, projects, and challenges?
    Andre: I do not live from making music. That is to difficult. Especially for a drummer…..I have a very cool job at the zoo which I like very much! 🙂

    13. In some kind of a “drum clinic” or even a specific drumming festival: Which would be the drummers you’d invite to join you?
    Andre: I am afraid most of them died already.

    14. We fans always try to meet our idols. What about you? What idol would you like to meet?
    Andre: Blackie Lawless, although he seems to be a very unpleasant guy..hahaha… Just to make a pic together would make my collection of WASP stuff complete.

    15. If you could ask something to the fans, what would you like to ask?
    Andre: They are already ding what I hope they would do. Keeping the After Forever Spirit Alive!!! Thank you all for that and will forever be in my memory!!! Cheers!

    Ω

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  • Entrevista: Andre Borgman

    Entrevista: Andre Borgman

    Demorou, mas saiu. Muito obrigada, Andre!

    Ω

    1. Demorou um pouco, mas aqui estamos nós. Nos diga um pouquinho sobre Andre Borgman!
    Andre: Sim, considerando que k último show do After Forever foi em 7 de dezembro de 2007… Sim… Nossa, como o tempo passa rápido.
    Meu nome é Andre Borgman, nascido em 13 de setembro de 1978. Criado pelos melhores pais que eu poderia ter desejado. Meu pai e minha mãe apoiaram meu interesse pela música desde o início. Meu pai me comprou uma bateria aos 10 anos só porque eu pedi, e ele foi o manager da minha primeira banda, e nos ajudou a tocar em muitos shows pela Holanda, Alemanha e Bélgica. Minha mãe foi a minha maior fã, amava e ainda ama tudo o que eu faço sobre música. Uma curiosidade sobre eles: meu pai ama Pantera e minha mãe uma fanzona do Ozzy. Ah cara, tantas histórias para contar! Juntos, eu e minha mãe, fomos a um show do Black Sabbath e ela desmaiou na frente do palco bem quando eu fui pegar umas bebidas. Alguém me disse o que aconteceu e eu fui buscar a minha mãe no backstage, que estava com o segurança. A primeira coisa que eu disse foi: Mãe, você está fazendo isso só pra poder entrar no backstage, não é???… Hahahahah, nós rimos muito. A história sobre meu pai foi quando ele estava cuidando da minha banda quando eu tinha 15 anos. Durante um show, nos fizemos um grande moshpit, e do nada, por trás da bateria, eu vi uma pessoa surfando na plateia… Eu pensei “isso aqui tá ficando ótimo”. Uma festa enorme, então eu vi quem é que estava surfando na plateia: meu pai. Hahahahah. Nós rimos tanto! Aquilo foi simplesmente incrível. Apenas 2 exemplos de como tudo começou. E tantos outros pra contar. Você ficaria entediado AHHAHA… Agora, eu estou muito tranquilo e feliz com como as coisas estão, eu escolhi ter uma grande pausa de tocar baterias e agora toco só em uma banda como guitarrista, que foi o instrumento que eu comecei. Eu trabalho no zoológico perto da minha casa e eu tenho o melhor e mais recompensador que eu poderia imaginar… E não, eu não alimento os animais, nós somos responsáveis por engajar os visitantes e cuidar dos animais para que eles tenham uma vida agradável e feliz, assim por dizer.

    2. Depois de tantos anos vocês trabalharam juntos de novo. Nós ficamos muito felizes, além do sentimento de nostalgia. Como foi, trabalhar com a Floor novamente?
    Andre: Se você estiver (e você está 😉 ) se referindo ao projeto Northward, foi pouco depois do fim do After Forever, como vocês devem saber agora, imagino. Mas trabalhar com a Floor e nesse caso com o John Viggo foi ótimo e uma coisa que eu me arrependo foi não ter participado do processo de escrita, e se eu me lembro corretamente, seria gravado em 2010. Era chamado de Floor-Inc, na época.

    3. Jorn disse em uma entrevista que o final de “Let me Out” ficou bem diferente de como era pensado no início, apesar da estrutura ter permanecido a mesma. Qual foi a sua reação quando você escutou a versão final? Você aprovou o desenvolvimento da canção?
    Andre: Bem, o tempo é mais rápido e Jorn mudou o riff que abre a música. O resto é exatamente o que eu apresentei, eu posso te mostrar uma gravação que eu fiz em 2006, bem antes da gravação final. Acho que houve a mudança por causa dos royalties, talvez… Eu não me importo, está tudo bem.

    4. Como foi o processo de criação e desenvolvimento de “Let Me Out” antes de ser apresentado para Floor e Jorn?
    Andre: Foi baseada num riff de encerramento que eu escrevi em 98. Eu era um grande fã de Pantera e o resto apareceu depois, com o passar dos anos você escreve algumas coisas que do nada encaixa com as coisas antigas hahaha.

    5. Com o cronograma apertado do Nightwish, nós estamos cientes que uma turnê para o Northward seria algo muito distante – mas não impossível. Há alguma chance de você falar sobre isso?
    Andre: Não, eu não tenho certeza se farão uma tour. Se eles fizerem, eu duvido que eu participarei. Mas eu adoraria!

    6. Como que a sua paixão pela música começou e quais são suas maiores referências e influências?
    Andre: A primeira resposta já foi revelada. Desde muito jovem. Minha avó me deu um tipo de mini bateria quando eu era um bebê hahaha. (Posso mostrar fotos?). Quando eu tinha 6 anos um cara da minha rua tinha algumas guitarras no quarto dele. Acho que era de seu pai. Nós tocavamos 2 riffs na guitarra e eu quase criei um. Meu pai um dia veio pra casa com uma bateria que ele comprou numa loja de usados. Era claro que meu amigo que conseguia tocar dois riffs ficaria na guitarra e eu ficaria nas baterias. Eu ainda amo tocar os dos instrumentos. Minhas maiores influências na guitarra são claramente Zakk Wylde, Dimebag… Sobre as baterias, são Nick Menza, Randy Castillo, Tommy Aldridge a Vinnie Paul.

    7. Voltando ao passado: nós ainda mantemos o After Forever vivo na nossa vida, e imagino que você faça o mesmo, já que as vezes você posta algumas performances nas suas redes. Quais músicas são suas favoritas?
    Andre: Oef,….. Hm…. Se eu tivesse que escolher uma, seria Estranged.

    8. Você ainda se lembra do processo criativo do After Forever? E seu desenvolvimento pessoal e profissional, como músico e pessoa, e toda a experiência de estar numa banda. Como que era? O que mudou em você?
    Andre: Nada me mudou, realmente 🙂 o processo criativo foi diferente em cada álbum. Invisible Circles foi escrito tudo de uma vez em uma sala de ensaios. 2 ensaios por semana por alguns meses. O último álbum foi escrito principalmente pelo Joost e Sander no estúdio. Totalmente diferentes.

    9. O After Forever teve um término prematuro, de acordo com a Floor, ela acredita que o After Forever tinha muito mais a oferecer. Você concorda com isso? Ou a banda chegou ao fim no momento certo? Porque?
    Andre: Eu também acho que o After Forever tinha mais a oferecer mas depois da pausa que tiramos, todas as pessoas estavam em outras direções, e fazer com que todas voltem a ter a mesma direção não foi fácil, em muitas maneiras. Eu não quero entrar muito em detalhes mas era claro que alguns membros sairiam mesmo se tivéssemos continuado.

    10. Hoje nós sabemos que a Floor é uma artista engajada em muitos projetos. Você já considerou a possibilidade de uma reunião After Forever?
    Andre: Isso nunca irá acontecer…

    11. Se tratando sobre seu relacionamento com os outros membros do After Forever, uma possível reunião ou até um concerto nostálgico, ainda é algo que pode ser considerado um sonho de fã ou algo que pode acontecer num futuro distante?
    Andre: Se fôssemos fazer isso, todos os membros precisariam estar lá. Todos ou nada.

    12. Muitos anos passaram desde que você descobriu a bateria, participou de bandas, projetos e outros. Como você vê sua estabilidade, se tratando de conseguir viver de algo que você ama fazer? Quais são seus novos objetivos, projetos e desafios?
    Andre: Eu não sobrevivo fazendo música. Isso é muito difícil. Especialmente pra um baterista… Eu tenho um trabalho muito legal no zoológico que eu gosto muito! 🙂

    13. Supondo um possível evento de “drum clinic” ou outro evento específico para bateristas: Quem você convidaria para participar?
    Andre: Temo que todos os que eu chamaria já tenham morrido.

    14. Nós fãs sempre tentamos conhecer nossos ídolos. E você? Quem você gostaria de conhecer?
    Andre: Blackie Lawless, apesar dele parece ser um cara bem desagradável… HAHAHAH… Apenas uma foto juntos faria a minha coleção de coisas da WASP completa.

    15. Se você pudesse pedir alguma coisa aos fãs, o que seria?
    Andre: Eles já estão fazendo o que eu gostaria que eles fizessem: mantendo o espírito do After Forever vivo!!! Obrigado a todos, vocês estarão para sempre na minha memória!!!! Felicidades.

     

    Ω

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  • Beste Zangers – Melhores Cantores

    Beste Zangers – Melhores Cantores

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    Como todos sabem, Floor Jansen foi convidada a participar do programa Beste Zangers. Programa focado em 7 cantores, com estilos diferentes, do qual cada participante canta a música de outro participante em seu próprio estilo. O post será atualizado conforme a programação

    Ω

    Episódio 1 (24 de agosto): Vilja Song para Henk Poort

    Episódio 2 (31 de agosto): para Samantha Steenwijk

    Episódio 3 (7 de setembro): Qué Se Siente para Rolf Sanchez

    Episódio 4 (14 de setembro):

    Desta vez, Floor Jansen se manteve no sofá, enquanto os cantores performaram músicas importantes de sua carreira.

    Strong – After Forever :’)

    Our Decades in the Sun – Nightwish – em holandês

    Nemo – Nightwish

    Episódio 5 (21 de setembro): About Love I Don’t Know a Thing para Ruben Annink

    Episódio 6 (28 de setembro): Shallow para Emma Heesters

    Episódio 7 (5 de outubro): Winner para Tim Akkerman

    Episódio 8 (12 de outubro): Tim Akkerman & Floor Jansen – Shallow

    Floor Jansen & Henk Poort – Phantom Of The Opera


  • Entrevista: Jorn Viggo – Northward

    Entrevista: Jorn Viggo – Northward

    O Head up High teve a oportunidade de entrevistar o Jorn Viggo, guitarrista da banda Northward!

    1. É inegável seu potencial como guitarrista. Partido da descoberta dessa paixão, seus estudos e as horas treinando para alcançar a perfeição, como você se você quando se trata da sua jornada e desenvolvimento para a habilidade que você tem hoje?
    Jorn: Eu sempre tive uma paixão por música e sempre terei até o dia que eu não existir mais. Eu comecei a tocar aos 14 anos. Eu nunca fiz nenhuma aula e eu não consigo ler música. Eu aprendi ouvindo e vendo os outros. Eu aprendi no início a tocar usando minha audição. Nos meus primeiros anos eu toquei bastante e eu tive sorte em tocar em uma banda com uns caras muito talentosos que eram 5 anos mais velhos que eu. Isso foi como um curso intensivo e eu estava absorvendo todo o conhecimento que eles me mostravam. Eu comecei tocando covers mas eu queria escrever minhas próprias músicas. Então eu comecei a fazer isso quando eu tinha por volta dos 20 anos. Mas eu acho que o início de tudo foi quando formamos Pagan’s Mind. Musicalmente a banda tem algo único e todos nós aprendemos e desenvolvemos muito tocando juntos. Foi uma época muito especial da minha vida tocar com Jörn Lande. Nós escrevemos 3 álbuns juntos, ele e eu, e eu era seu “guitarrista principal” por seis anos. Nós nos conectamos muito bem musicalmente e trabalhávamos também muito bem. Hoje eu estou mais sedento que nunca escrevendo novas músicas. Coisas novas do Pagan’s Mind estão progredindo e eu também tenho outro projeto tomando forma que eu mal posso esperar para mostrar pra todos!

    2. Sempre é dito que a Floor te contactou em 2016, e eu acredito que deve ter sido uma enorme surpresa ter recebido a ligação. Mas se ela não tivesse te ligado, você acha que você provavelmente teria contactado ela ou você manteria Northward engavetado por mais tempo?
    Jorn: Eu acho que ambos sabíamos que retomariamos esse projeto em algum momento. Eu acho que ambos pensamos que aconteceria mais cedo, mas não aconteceu. Mas foi um período ótimo para nós dois quando nós retomamos e eu acho que a longa “pausa” apenas tornou o álbum melhor. Como bom vinho 😉

    3. Você tomou conta da música e a Floor tomou conta dos vocais. Mas quando se trata das letras, qual te deu aquele sentimento de “woah eu consigo te entender totalmente” quando você leu/escutou pela primeira vez?
    Jorn: Floor escreveu as letras e nos dois escrevemos as melodias. A música também não foi feita apenas por mim. 90% desse álbum foi escrito com nós dois na mesma sala. Então é uma cooperação como um todo. Abrindo mais leques musicalmente um para o outro e achando um som e estilo que servisse para Floor e eu juntos.
    Eu lembro de ter escutado e lido a letra de While Love Died muito bem. Na época, era uma letra muito pessoal para ela e sobre uma situação que ela estava.

    4. Que episódio ou episódios da sua jornada como músico inspiraram de um jeito considerável a construção do álbum?
    Jorn: Foi tudo trabalho duro com uma boa vibe. Nós descobrimos na primeira sessão que nós tivemos que nós tínhamos uma boa química musical. E nós colocamos nossos corações e almas para fazer o melhor álbum que poderíamos.

    5. Desde o início da sua carreira, em todos seus projetos, você tem colocado um pouquinho de si mesmo em cada nota. Partindo disso, de todas as músicas que você já escreveu desde Pagan’s Mind até Northward, qual música seria a representação mais precisa de Jorn Viggo?
    Jorn: Hm… Isso é difícil de dizer. Northward, Jorn e Pagan’s Mind são o resultado de pessoas que tocam junto em cada banda. Eu cresci curtindo bandas clássicas de hard rock, Dio, Zeppelin, Purple, e eu também gosto de bandas como Os Beatles, Pink Floyd, Toto, etc etc então analisando isso, um hard rock direto com bons elementos musicais é o que mais atrai. Mas em Pagan’s Mind eu sou muito mais progressivo na minha forma de pensar e essa também é uma faceta minha. Eu só quero apenas fazer boas canções, independente do gênero. Eu não vejo sentido em escrever algo se eu não estiver tentando fazer o meu melhor. Agora minha cabeça está no melodic hard rock “coisas boas e de bom gosto” estado de espírito. E vocês todos poderão provar disso mais tarde 😉

    6. Nós sempre sonhamos com um dueto entre as irmãs Jansen e finalmente aconteceu! Apesar do processo de criação da música ser feito por vocês dois, teve algum tipo de participação mais direta da Irene, tal qual escolha da música, o desenvolvimento ou alguma mudança no geral? Ou foi algo como “E aí Irene, bora?”
    Jorn: O plano original em 2008 era que a Floor faria esse dueto com o Myles Kennedy (Alter Bridge) e ele topou, mas não aconteceu porque nós pausamos o projeto. Quando nós retomamos, Floor disse “eu realmente gostaria de cantar essa música com Irene” e eu amei a idéia. Eu amo a voz da Irene e fico super feliz que ela topou. Floor pediu pra ela e também a gravou quando a visitou em 2017. Irene fez uma performance irada.

    7. A faixa “Let me Out” teve a participação de um ex membro do After Forever, e foi uma das músicas que tiveram que ter o feeling correto para poder ser finalizada. A ideia do Jorn: Andrea para a música foi desenvolvida com você ou ele trouxe algo já pronto?
    Jorn: Quando nós começamos o projeto Andrea era quem deveria ter tocado a bateria (algo que nfelizmente não aconteceu) mas ele nos trouxe uma música. Ela tinha um tempo muito mais devagar, então nós a aceleramos. Nós também adicionamos um riff e escrevemos o refrão, a parte do meio e um solo. Mas a estrutura da música foi feita por Andrea.

    8. Apesar da percepção de cada canção do Northward ser singular, nós sempre temos uma primeira impressão quando escutamos a música, que muda conforme escutamos, absorvendo sua essência e descobrindo novos aspectos em cada canção. Como você descreveria essa sensação?
    Jorn: Uma vez que ela aconteceu com você, quando você escutou uma música com 10 anos de idade. Nós dois sabíamos que nós tínhamos escritos boas músicas quando pausamos o projeto em 2009. Mas eu estava curioso sobre como eu me sentiria em retomar tudo quase 10 anos depois. Surpreendente tudo soou novo! Nós decidimos seguir o plano de 2009. E depois de mixar o álbum eu ainda tive essa sensação boa. Eu acho que nós escrevemos músicas que resistiram ao tempo, e espero que as outras pessoas pensem assim também, peguem nosso álbum agora e escutem às nossas músicas.

    9. Num cenário utópico em que vocês dois tivessem tipo disponível para fazer uma tour com Northward, qual seria sua banda dos sonhos? Porque?
    Jorn: Fazer uma turnê com Northward, eu espero que os rapazes que tocaram no álbum também tocassem ao vivo! Eles também são uma grande parte do som do Northward.

    10. Na maioria dos trabalhos da Floor, há um Omega – mesmo que o estilo mude, sempre é um Omega. Northward é um projeto de vocês dois, mas nós notamos duas possíveis representações, na qual nós não temos muita certeza do significado (o veado e o “triângulo”, ambos presentes no merchandise). Partindo do conceito do álbum, há um significado mais profundo para esses dois símbolos ou foi algo “randomicamente nortenho” da escolha de vocês?
    Jorn: Todo trabalho de arte foi feito por Hannes van Dahl (marido da Floor) e Chris Rorland (guitarrista do Sabaton). No princípio, os elementos que você mencionou estariam na capa. A galhada do veado e a agulha do compasso apontando para o norte. Mas a Nuclear Blast queria uma arte com uma foto nossa na capa, então nós usamos a arte no booklet ao invés de no álbum.

    English HERE


    Tracklist:

    01. While Love Died
    02. Get What You Give
    03. Storm In A Glass
    04. Drifting Islands
    05. Paragon
    06. Let Me Out
    07. Big Boy
    08. Timebomb
    09. Bridle Passion
    10. I Need
    11. Northward

    MERCHANDISE

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    While Love Died

    Get What You Give

    Storm In A Glass


     

  • Interview: Jorn Viggo – Northward

    Interview: Jorn Viggo – Northward

    Head up High had the opportunity to make a interview with Jorn Viggo, from Northward!

    1. It is undeniable your potential as a guitarist. Coming from your discovery of this passion, your studies and hours training to achieve perfection, how do you see yourself when it comes to your journey and development to what you have today?
    Jorn: I have always had a passion for music and I will till the day I am no more. I started playing at the age of 14. I never took any lessons and I can not read music. I learned by listening and watching others. I learned from the beginning to play by using my ears. In my early years I played a lot and I was lucky and got to play in a band with some really talented guys that was 5 years older then me. That was like a learning fast track and I was sucking in all this knowledge they had and showed me. I started playing covers but I wanted to write my own music. So I started doing that in my earlie 20ties. But I guess that part first took of when we formed Pagans Mind. Musically that band has something unique and we have all learned and developed so much playing with each other. It was also a special time in my life playing with Jörn Lande. We wrote 3 albums together him and I and I was his ‘main guy’ for 6 years We click very well together musically and work very well together. Today I’m more hungry than ever writing lots new music. New Pagans Mind stuff progressing slowly and I also have some other really exciting stuff going on and I can’t wait to show it to everyone.

    2. It always mentioned about Floor’s contact to you in 2016, I believe it must have been an enormous surprise to have gotten that call. But if she wouldn’t have called you, do you think you’d probably have contacted her or would you keep Northward on the shelf for more time?
    Jorn: I guess we both knew that we would pick this up at some time. I think we bout thought it would happen much sooner also but it didn’t. But I was a good time for the both of us when we picked it up again and I think the long ‘pause’ just let the album age to be better. Like a good wine 😉

    3. You took care of the music and Floor took care of the lyrics and vocals. But when it comes to the lyrics, which one gave you that feeling of “Woah, I can totally understand you” when you read/heard for the first time?
    Jorn: Floor wrote the lyrics, we both wrote the melodies. The music not done only by me either. 90 % of this album was written with the both of us in the same room. So it’s a cooperation all the way. Feeding of each other’s musicallity and finding the sound and style that fitted Floor and me together.
    I remember hearing and reading the lyrics of While Love Died very well. That was ‘back then’ a very personal lyric for her and about a situation she was in.

    4. Which episode or episodes in your journey as a musician inspired in a meaningful way the construction of the album?
    Jorn: It was all the way hard work with a very good vibe. We understood the first time we had a session together that we had a good musical chemistry. And we put our hearth and souls into making it the best album we could.

    5. Ever since the beginning of your career, in all your projects, you’ve been putting a bit of yourself in every note. Coming from this aspect, out of all music you’ve ever written since Pagan’s Mind to Northward, which music would be the most accurate representation of Jorn Viggo?
    Jorn: Hmm that’s hard to say. Northward, Jorn and Pagans Mind is a result of the people who play together in each band. I grew up digging the classic hard rock bands, Dio, Zeppelin, Purple, and also bands like Beatles, Pink Floyd, Toto etc, etc, so looking at that straight forward hard rock with some nice musical elements is what appeals to me. But in Pagans Mind I’m much more progressive in my way of thinking and that’s also a part of me. I really just wanna make good songs no matter what genre. I don’t see the point of writing anything if not trying to do my best. Right now my head is in a melodic hard rock ‘tasteful cool stuff’ state of mind. And you will all be able to taste the fruit later 😉

    6. We have always dreamed of a duet between the Jansen sisters and it finally happened! Although the creation process was made by you two, were there any kind of more direct participation of Irene, such as song choice, its development or any change about it? or was it like: “Sup, Irene, let’s do this?”
    Jorn: The original plan in 2008 was that Floor would do this duet with Myles Kennedy (Alter Bridge) and he said Yes to, but that didn’t happen cause we put the project on hold. Picking it up again Floor said ‘I would really like to do this song with Irene’ and I loved that idea. I love Irene’s voice and I’m super happy she wanted to do it. Floor asked her and she also recorded Irene when visiting her late 2017. Irene did a killer performance.

    7. The track “Let me Out” had the participation of an After Forever ex-member, and it was one of the songs that had to have the correct feeling so it could be finalized. Andrea’s idea of the song was developed with you or it was something he brought “already ready“?
    Jorn: When we first started the project Andre was supposed to play drums (unfortunately that did not happen) but he brought one song to us. It’s had a much slower tempo, so we speeded it up. We also added some riffs and wrote the chorus and the mid part and solo section. But the foundation of the song was done by Andre.

    8. Even though the perception of each Northward song is singular, we always have a first impression when we listen to it, that changes as we listen to it, absorbing its essence and discovering new features in each song. How would you describe this kind of sensation? Once it has occurred to you, when you listened to a 10 year old song.
    Jorn: We both knew we had written good songs when putting the project on hold in 2009. But I was curious of what I felt about it all picking it up again almost 10 years later. Suprisinglie it felt fresh! We just decided to follow the 2009 plan. And after mixing the album I really still had that good feeling. I think we wrote a piece of music which stood the test of time, hopefully others think so too and will pick up the album now and then and listen to our songs.

    9. In a utopic scenario in which you both had time of touring with Northward, what would be your dream band? Why?
    Jorn: Touring with Northward I would hope that the guys who play on the album would also play live! They are also a big part of the Northward Sound.

    10. In the majority of Floor’s work, there’s an Omega – even if its style changes, it’s always an Omega. Northward is a project of you two, but we noticed two possible “representations” of it, in which we are not very sure about its meaning (the Deer and the “triangle”, both present on the merchandise). Coming from the album’s concept, is there a deeper meaning of both signs or it was something “randomly northy” of your choice?
    Jorn: All the artwork is done by Hannes Van Dahl (Floors husband) and Chris Rorland (guitar player of Sabaton) At first the elements you mention was to be on the front cover. The deer horns and the compass needle pointing to the North. But Nuclear Blast wanted artwork with a picture of us for the front cover so instead we used that artwork in the booklet.

    Português AQUI


    Tracklist:

    01. While Love Died
    02. Get What You Give
    03. Storm In A Glass
    04. Drifting Islands
    05. Paragon
    06. Let Me Out
    07. Big Boy
    08. Timebomb
    09. Bridle Passion
    10. I Need
    11. Northward

    MERCHANDISE

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    While Love Died

    Get What You Give

    Storm In A Glass

     

  • Duke TV – Floor Jansen

    Duke TV – Floor Jansen

     Tradução: Head up High, my dear!

    Floor Jansen: Eu não trabalhei nas vozes, foi uma progressão natural ao procurar qual tipo de sentimento as músicas demandam. Eu tentei praticar o canto nessas músicas. Primeiramente, eu apenas tinha as gravações antigas e esse é um jeito terrível de estudar música, pois você imediatamente pega a interpretação de outra vocalista. Conhecer realmente cada música e suas sensações veio somente quando estávamos ensaiando juntos. O todo soa diferente de como estamos hoje. Não é só pelo jeito que eu canto, mas pelo modo que estamos hoje. Temos o Troy na banda, que vem com diferentes tipos de instrumentos.

    Desde o começo, nos ensaios, nós decidimos que [para a turnê Decades] nós faríamos o máximo possível de vocais ao vivo. Sem muito backing vocals gravados, mas muitos ao vivo. Então, isso significa que tem Marco, Troy e eu cantando muito mais ao vivo do que anteriormente.

    O final de [Ghost Love Score] se desenvolveu naturalmente do jeito que é e acabou se tornando uma assinatura minha naquela música, muito apreciada pelos fãs. Nós sempre tocamos essa música porque ela se tornou muito especial.

    O funcionamento do Nightwish sempre tem sido o mesmo e sempre será: o Tuomas escreve as músicas. Até mesmo para o “Endless Forms Most Beautiful” eu senti que eu não precisava dizer: “Eu sou uma compositora também e devo escrever músicas“. O motivo do Nightwish ser o que é, é porque ele [Tuomas] escreve as músicas. E, também, o Nightwish é o que é pelos músicos que ali estão: eu estou cantando, vamos tocar e cada um tem a sua assinatura nas músicas. Foi assim no EFMB e será no próximo álbum também. Se eu escrevesse uma música que fosse perfeita para o Nightwish, eu certamente a mostraria para ele, mas ele escreve em um nível que sinto que não há muito o que adicionar. Se eu tivesse, certamente eu teria espaço para mostrar. Mas ele é o que faz o Nightwish soar assim, então, estou de acordo com isso.

    Eu conheci o Jorn em 2007 e os outros músicos em 2008. Nós tínhamos intenção de cantar juntos naquela época, mas nunca fizemos, porque minha banda After Forever parou. Então, tivemos o ano de 2008 parado com a banda.  Então eu tinha tempo disponível para explorar e experimentar outros estilos fora do metal. Seria ótimo se eu pudesse fazer algo mais, algo de rock. Quando ouvi Jorn tocar, apesar de ser muito progressivo, claro, ele sempre tocou coisas fantásticas. Nós tentamos escrever músicas juntos e funcionou. Em 2008 nós chegamos no ponto de ter o álbum quase pronto, começamos a gravar as baterias, mas o After Forever havia acabado e eu não queria que meu próximo trabalho musical fosse um projeto de rock, e então eu nunca tive tempo de terminar. Então, eu tive um ano off com o Nightwish, em 2017, eu contatei o Jorn e falei: “Não sei como está a sua agenda, mas eu gostaria de tentar se conseguiríamos algo com esse álbum”. E então nós nos reunimos e escutamos, repassamos, tudo que havíamos escrito, discutimos se precisaríamos mudar algo que escrevemos. E gravamos as músicas! Foi o que fizemos. Após 10 anos então, Northward.


  • CrypticRock: Floor Jansen

    CrypticRock: Floor Jansen

    Original HERE | Tradução: Head up High, my dear!

    nightwish hammersteinballroom 040915 14 - Interview - Floor Jansen Talks Northward, Nightwish, + More

    Aqui vai uma boa dica pra sua saúde mental: nunca diga nunca. Ninguém sabe o que amanhã trará, e até os planos mais bem traçados podem nunca dar certo. A prova da incerteza da vida, a versátil vocalista Floor Jansen estava com a sua banda Revamp, quando do nada, Nightwish a chamou para cantar em alguns shows em 2012. Participando da banda no que ela achou ser temporário, seis anos depois, Floor Jansen se encontra como a vocalista principal do Nightwish, gravou o “Endless Forms Most Beautiful” em 2015, e rodou o mundo em turnê. E Jansen continua vendo mais mudanças vindo em seu caminho, todas brilhando de positividade.

    Além de tudo, Jansen ainda tem outras ambições, e uma delas apareceu 10 anos atrás quando ela conheceu o virtuoso guitarrista Jorn Viggo Lofstad. Querendo testar sua voz em algo além do metal. Jansen e Lofstad  uniram forças para criar um projeto de Hard Rock. Infelizmente esse projeto foi guardado… até agora.

    10 anos depois, os dois se juntaram para realizar a sua fantasia de Rock-Star na forma de Northward, o auto-titulado que sairá no dia 19 de outubro. A única pergunta que temos é, você está preparado? Entusiasmada sobre tudo isso, Jansen sentou para conversar conosco sobre sua vida maluca dos últimos anos, aprendendo pela experiência, se aventurando no Rock ‘n’ roll, além de muito mais.


    CrypticRock.com: A ultima vez que nos falamos foi em 2013, promovendo o ultimo album do ReVamp, ainda nem tinha sido anunciado que você seria a vocalista oficial do Nightwish. É tolo dizer que muita coisa mudou desde então. Nos diga, como tem sido seus ultimos 5 anos?

    Floor Jansen: Os últimos anos pareceram uma vida inteira, para ser honesta, ocupados e bons, inesperados. Eu me juntar ao Nightwish foi algo completamente inesperado. Naquele momento da minha vida, eu não queria desistir do ReVamp. Eu não me imaginava me mudando da Holanda. Eu de fato não sabia se eu seria a vocalista do Nightwish. Depois disso, quando eu tive certeza, caiu a ficha de que tudo que eu conhecia seria mudado. Eu pensei, “eu não me vejo continuando em outra banda”, uma banda precisa de 100% da sua dedicação para funcionar para todos os membros. Eu já tinha feito os rapazes esperarem por mim duas vezes, e eu senti que não era justo, todos nós precisamos seguir nossos caminhos. 

    Eu me mudei pra Finlândia, e só depois de eu terminado de organizar tudo que eu conheci meu ainda-não-marido sueco. Eu morei na Finlândia durante um ano com ele, então eu me mudei pra Suécia, onde moro hoje. Isso mudou também (risos). Então eu tinha um projeto que eu tinha começado 10 anos atrás, Northward, que eu nunca terminei. Que, na última vez que nos falamos, não era um assunto porque eu não sabia se eu teria algum tempo para finalizá-lo. Então começamos a falar sobre uma pausa no Nightwish, o que foi bom para os rapazes que estão na banda desde o início – seria ótimo um ano inteiro de folga. E não é porque é algo que não gostamos de fazer, mas porque daria para nós uma nova energia. E deu. Então aqui estamos nós, 2017 foi o momento em que eu pude me dedicar para terminar esse projeto, e aconteceu.

    CrypticRock.com: Wow, muitas coisas aconteceram com você nesses últimos 5 anos – pessoalmente e profissionalmente.

    Floor Jansen: Sim, tudo isso! Eu imigrei duas vezes, me casei, me tornei uma mãe.

    CrypticRock.com: Muitas conquistas grandes, e parabéns pela maternidade! Você mencionou Northward, que foi colocado no banho-maria por 10 anos. Um pouquinho diferente do que você já fez no passado, é pesado mas é mais Hard Rock. Nos conte um pouquinho da inspiração por trás desse projeto.

    Floor Jansen: De fato houve uma intenção de soar diferente e de ser um álbum de rock, e não um álbum de metal. Essa era a minha idéia: era algo que eu desejava fazer desde 2007, sabendo que 2008 seria o ano de folga da minha banda na época, o After Forever. Eu havia feito álbuns de metal por 10 – 11 anos na época, e pensei que seria legal fazer algo diferente e entrar em outro gênero, que foi o Rock.

    Isso tomou forma na minha cabeçaa quando eu conheci Jorn Viggo, que é um guitarrista muito diverso e tem experiência em Rock e também Metal. Nós sentamos juntos para ver se tínhamos inspiração para compor, o que tivemos. Nós decidimos que deveria ser um álbum de rock apenas com guitarras, baixo, vocais e baterias – sem orquestras sinfônicas, corais ou teclados.

    Nós compomos o álbum naquela época, nós até gravamos algumas baterias para o álbum. Nunca foi planejado o álbum entrar em modo de espera, imagine por 10 anos. O After Forever era outro projeto que eu não queria que fosse meu próximo novo trabalho que eu teria que deixar em modo de espera. Quando a folga do Nightwish veio, eu contatei Jorn em 2016 para ver se ele ainda estaria disposto e ver se nós ainda nos sentíamos bem com a música, e se ela encaixaria em quem somos nesse período e idade. E quando deu tudo deu certo, partimos para a ação!

    CrypticRock.com: É muito impressionante saber de tudo isso. Muito mudou em uma década, e agora o álbum será lançado em outubro. É um álbum muito bom, certamente mais Hard Rock. É interessante que desde que você inicialmente mentalizou esse projeto, muitas bandas de hard rock com vocais femininos ganharam muita atenção merecida, por exemplo, o sucesso do Halestorm. A banda se tornou muito popular e é ótimo ver isso.

    Floor Jansen: Sim, é ótimo! Há 10 anos atrás não era assim. Claro, nos anos 80 era. Não foi inspirado em muitas outras bandas, mas Skunk Anansie foi uma delas. Eles foram uma das minhas fontes de inspiracção, era uma das únicas bandas com vocais femininos na época. Para mim, também Foo Fighter, Alter Bridge e algumas outras bandas de Classic Rock tambem foram inspiração. Eu não era tão familiarizada com as bandas de Classic Rock, mas foi ai onde o Jorn entrou, ele me tocou varias coisas – Deep Purple, Led Zeppelin, mais um monte de banda com músicas legais, riffs, vocais, etc. Nós realmente ouvimos uma tonelada de músicas. Eventualmente se tornou um fenômeno, o que é ótimo para nós, eu acho. (Risos).

    CrypticRock.com: E o álbum é diverso. Tem seus momentos pesados, seus momentos melódicos, e tem momentos fragéis também. É assim que um bom álbum de Hard Rock deve ser.

    Floor Jansen: Obrigado por dizer isso. Nós queríamos fazer um álbum diversificado. Por nos permitir ser inspirado por tantas bandas diferentes, saiu naturalmente. Fazer um álbum é sempre um quebra-cabeçaas: você começa vendo várias peças diferentes e todas elas precisam se juntar para criar apenas uma imagem. Leva tempo antes que você consiga ver todas as peças formarem só uma figura, o que foi o que aconteceu nesse álbum. Foi interessante pegar as peças, porque tínhamos a figura quase completa. Isso é algo que você só consegue ver  na última fase de quando você começaa a gravar, e quando as canções estão do jeito que você pensou.

    Nós gastamos muito tempo fazendo demos muito boas, mas ainda assim, a gravação pra valer é sempre diferente. Dado o fato de que houve 10 anos entre a composição e a gravação, isso fez com que aparecessem desafios ainda maiores do que se tivéssemos gravado em 2008, algo que melhorou a diversidade do álbum, eu acho. Além disso, eu estou feliz que eu tive o tempo de me desenvolver mais como uma vocalista de Rock. Na época, era uma idéia, um conceito, um desejo que eu tinha de aprender mais sobre esse estilo.

    Eu era fascinada pelo estilo, mas eu não poderia usar muito no After Forever. Eu comecei a usar uma vibe mais Rock em algumas canções mas ainda não era a mesma coisa, eu queria explorar mais. Que eu fiz na minha banda ReVamp, e até no Nightwish, a música pede esse canto de vez as vezes. Mas ainda assim é muito diferente, e o canto saiu com todo seu potencial com o Northward. Estou feliz! Eu acho que fiz um trabalho melhor agora que eu poderia ter feito se eu tivesse gravado 10 anos atrás.

    CrypticRock.com: Saiu maravilhoso e é empolgante ver você tentar um estilo do Rock. Você fez muitas coisas no metal no decorrer dos anos. Certamente há um approach diferente na hora de cantar Rock ao invés de metal sinfônico. Como foi pra você tentar um estilo mais Rock?

    Floor Jansen: Absolutamente, é completamente diferente. Dentro do Nightwish, tem muita diversidade. Eu canto muitas músicas de um jeito mais roqueiro que as moças que cantavam antes de mim. Isso se destaca mais, e ao vivo demanda um pouquinho mais de mim. E agora, essa turnê que estamos fazendo com o Nightwish, onde estamos tocando canções mais antigas, nós poderíamos ter ido pelo lado sinfônico. Mas eu também não sou só sinfônico. Você naturalmente começa a escutar a música de forma diferente, e algumas vezes isso tem que acontecer. Em outros momentos você pode usar a mesma música com um approach mais agressivo, o que deixa a canção mais agressiva, o que é legal ao vivo, e algumas músicas imploram por isso. Ainda é diferente fazer isso no Metal que no Rock.

    [approach é como se fosse um método de encarar algo]

    CrypticRock.com: É um estilo muito único. Vendo você mesma ocupada com a turnê do Nightwish, você se vê performando alguns shows com o Northward no futuro?

    Floor Jansen:  Sim e não. Antes era um não absoluto, porque eu não tinha tempo. Tem sido muito pedido. Através das redes sociais nós lançamos duas canções e elas foram extremamente bem recebidas, bem mais do que eu poderia ter sonhado, por elas serem diferente do que os fans conhecem de mim e do Jorn. Eu nunca digo nunca, mas ainda levando em conta que o projeto é de duas pessoas, nós precisaríamos de uma banda. Nós precisariamos de uma turnê, uma equipe, e etc. Isso leva a uma lista enorme de coisas que precisam serem feitas, que demandam tempo, algo que nao tenho. (Risos)

    CrypticRock.com: Dá pra entender. Muitas coisas estarão no seu prato com o Nightwish, e o mais importante, sua família.

    Floor Jansen: Com certeza, por esses motivos isso não poderia acontecer. Com certeza não esse ano, e não ano que vem, quando o Nightwish gravar um novo álbum, e nem no ano seguinte quando estaremos em turne mundial com o novo álbum. E ninguém sabe o que pode vir depois. O projeto demorou 10 anos para ser feito! (Risos)

    CrypticRock.com: Nunca diga nunca, como você disse. Você mencionou o Nightwish e carga de trabalho. Você gravou em 2015 o álbum “Endless Forms Most Beautiful” e saiu em turnê mundial com a banda. Como tem sido a sua relação com a banda?

    Floor Jansen:  Sempre foi ótima! Foi ótima desde o primeiro show e as primeiras semanas surreais nos EUA quando a banda tinha acabado de cortar relações com a Anette. Eu tinha acabado de entrar em shows depois de ficar na sala da minha casa por um ano e meio, por conta de que eu estava doente. Eu estava me recuperando de uma doença e voltando a ter vida. Eles estavam num estado de sobrevivência, não sabendo se a banda sobreviveria a isso ou não. Nós nos divertimos muito! Aquilo foi a base das turnês que viriam muitos anos depois. Então nós começamos a fazer um álbum juntos. Nós ensaiamos muito, fiquei semanas e mais semanas na Finlândia, aquilo foi ótimo.

    Nós já tivemos muitas experiências juntos. Sempre me sinto em casa quando estou em turnê com os rapazes, fazendo um álbum ou ensaiando. É algo que eu fico ansiosa para fazer. E eu tenho muito orgulho de que eu – de todas as mulheres do mundo – me tornei a nova vocalista, que eles me quiseram, que eu recebi aquele convite. Isso é algo que eu nunca vou esquecer!

    nightwish hammersteinballroom 040915 07 - Interview - Floor Jansen Talks Northward, Nightwish, + More

    CrypticRock.com: É ótima história, e bem merecida! Voce mencionou que voce não estava pronta para abandonar o ReVamp. Você eventualmente tomou a difícil decisão de acabar com a banda em 2016. Foi uma decisão dificil?

    Floor Jansen: Sim, eu não queria ter que tomá-la. Eu também não queria continuar do jeito que estava. Como eu disse, eu sentia como se todos sempre estivessem esperando por mim, primeiramente e acima de tudo meus colegas de banda, mas também os fãs. Eu sabia que os próximos anos seriam difíceis para fazer um álbum. Até esse projeto, Northward, não poderia ter sido feito se eu também tivesse que compor a música. Só foi possível fazer o que nós fizemos agora, e ainda assim, foi muito bem calculado em relação ao tempo. Eu estou feliz com a decisão que eu tomei nesse sentido. Se eu lutei por algo, foi pelo ReVamp. 

    CrypticRock.com: Sim, tomar esse tipo de decisão faz parte da vida e ainda assim é tão dificil.

    Floor Jansen: É inevitável. Você tem que ser honesto consigo mesmo e com os outros. Você nao pode ter tudo, é uma ilusão.

    CrypticRock.com: Essa é a verdade. Você faz o que faz há 20 anos, desde que você era uma adolescente. Você obviamente aprendeu muito, e pode ser difícil de apontar tão especificamente, mas quais experiências você diria que foram uma das mais importantes que você aprendeu?

    Floor Jansen: Eu diria duas coisas. Primeiro, seja paciente, e isso também é porque eu nao tenho uma natureza muito paciente. (Risos). Segundo, que talvez compartilhe o mesmo lugar com o primeiro, você nao pode planejar nada. Você pode fazer planos até certo ponto: você pode dizer “Eu gostaria de estar aqui e ali em 5 anos. Eu posso fazer um plano de 10 anos: eu posso planejar até mais longe”, mas quanto mais distante os planos são do dia de hoje, mais difíceis são de saber se são realizáveis. Quanto mais você acha que sabe, mais dura será a queda quando você perceber que não são planos reais.

    Quando a minha banda After Forever acabou, apesar de eu dizer que não deveríamos ter acabado, que nós deveríamos ter continuado, eu era apenas uma das seis pessoas que dizia isso. 12 anos jogados fora, eu não esperava por isso. Olhando para isso agora, eu deveria estar cega, mas eu estava tão convencida que nós conseguiriamos! Eu estava tão convencida de que eu poderia convencer o resto, que eu tinha um bom plano e que todos estavam recebendo novas energias de estarem um ano de folga. Mas não aconteceu. Essa foi a primeira vez que caiu a ficha de que você simplesmente não conhece o amanhã, e que você deve manter sua mente aberta. Você nao pode entrar tão fundo na sua zona de conforto, quando algo inesperado acontece você nunca teria que pensar – “o que poderia ter acontecido de diferente?”

    Isso parece algo meio fatídico, mas eu penso agora, o que aconteceria se o Nightwish acabasse amanha? Eu não acho que isso vá acontecer, eu não espero que acontece, mas diabos, um dos rapazes pode se envolver em um acidente e esse seria o fim. Pode acontecer, eu seria tola se não pensasse nisso de vez em quando. Isso é algo que eu tento aprender de experiências passadas: Eu quero estar aberta a tudo.

    Eu queria fazer o que eu queria quando eu queria, o que soa como uma adolescente mimada. Quando você se mantém de cabeca aberta, e passa dos 30 anos, você consegue realizar. Eu acho que muitas pessoas da minha idade pensam “Eu gostaria de fazer isso mas eu não posso porque…. Ai aparece hipoteca, emprego, os filhos, etc” Isso é o maior erro da vida! Se você está esperando para  as coisas acontecerem que talvez aconteça amanhã, ela nunca acontecerá. Você precisa trabalhar para acontecer agora! Ninguém mais vai fazer por você e 10 anos irão passar antes que você perceba. São essas coisas que eu tento levar em consideração diariamente, o que diabos eu vou fazer hoje? (Risos) Eu tenho muito tempo, mas eu também tenho muitas coisas pra fazer (Risos).

    CrypticRock.com: Isso faz total sentido, tudo isso é parte do processo de ganhar experiências de vida.

    Floor Jansen: Eu acho que eu sou um clichê ambulante nessa minha idade. Eu achei que seria diferente por eu ser musicista, mas não! (Risos)

    CrypticRock.com: Certo, e você tem grandes esperanças e sonhos quando você está no inicio dos 20 anos, mas quanto mais você envelhece mais cuidado você tem.

    Floor Jansen: Sim, mas eu acho que muitas pessoas se tornam tao precárias e tão seguras na sua zona de conforto que elas criam para si mesmas, que nenhuma ação é feita – até que forçada. Isso é o que eu quero dizer quando eu nunca dou a oportunidade de pensar duas vezes: você acha que você estará sempre ali e acha que as coisas estarão assim para sempre – não, não estarão. Isso poderia ser horrível também – veja o que há para explorar e ver no mundo. Nem todo mundo é tão aventureiro quanto eu, eu entendo isso. Diabos, depois de tudo que eu fiz nos últimos anos, um pouco mais do mesmo não seria tão ruim para mim. Mas não vamos ficar tão confortáveis, por que isso te previne de evoluir e fazer coisas novas.

    CrypticRock.com: Concordo 100%. E agora você esta fazendo isso com o Northward. Explorar o Rock ‘n’ Roll esteve em sua mente por um longo tempo, obviamente.

    Floor Jansen: Sim, definitivamente esteve. Há muitos cantores de Rock legais. Eu acho que quando se trata de cantar, eu tenho um estilo mais Rock que metal de canto.

    CrypticRock.com: Sim, e você disse que você nao tinha certeza como seus fãs de metal receberiam o Northward. Isso é uma apreensão sincera, porque é claro que há uma barreira entre as pessoas que escutam apenas rock ou metal.

    Floor Jansen: Absolutamente. Em geral, se tem uma coisa que os fãs de metal tem, o que é bom e ruim, eles meio que querem ver a mesma coisa todas as vezes. Talvez é a mesma coisa com o Rock. Eles querem ouvir o que é familiar e as vezes não estão aberto a coisas novas. Isso foi algo que eu estava temendo, mas eu estou muito feliz que eu estava errada. Eu vim do Metal, então eu espero que os fãs de Metal apreciem meu Rock. E eu também espero encontrar mais fãs de Rock que apreciem meu Metal.

    CrypticRock.com: Sim, e abre novas portas. A última vez que nós nos falamos, você mencionou que não gosta de filmes de terror. Vamos explorar essa pergunta. Você assisitu algum filme recentemente, que você tenha gostado?

    Floor Jansen: Teve um filme chamado Arrival (2016). Eu assisti não muito depois de eu ter dado a luz, mas de uma perspectiva de mãe, me tocou muito. Do ponto de vista de pais – você sabe o que eu quero dizer, se você assistiu. Minha maior decepção foi o que eu mais estava ansiosa para assistir, Dark Tower (2017).

    Eu amo fantasia, eu li a saga Torre Negra duas vezes agora. O filme teve ótimos atores, uma ótima história, mas eles conseguiram alterar tanto que não soma nada aos livros nem ao que vem depois.


    Próximas datas do Nightwish:
    11-02 GOTHENBURG (PARTILLE ARENA) SE
    11-03 COPENHAGEN (VALBY-HALLEN) DK
    11-05 BERLIN (MAX SCHMELING HALLE) DE
    11-06 HAMBURG (BARCLAYCARD ARENA) DE
    11-07 ANTWERP (LOTTO ARENA) BE
    11-09 OBERHAUSEN (KÖNIG PILSNER ARENA) DE
    11-10 PARIS (ACCORHOTELS ARENA) FR
    11-11 GENEVA (ARENA) CH
    11-13 BRATISLAVA (INCHEBA EXPO ARENA) SK
    11-14 MÜNCHEN (OLYMPIAHALLE) DE
    11-16 LEIPZIG (ARENA) DE
    11-17 KRAKOW (TAURON ARENA) PL
    11-19 PRAGUE (O2 ARENA) CZ
    11-20 BUDAPEST (ARENA) HU
    11-22 ZÜRICH (HALLENSTADION) CH
    11-23 NÜRNBERG (ARENA) DE
    11-24 STUTTGART (SCHLEYER HALLE) DE
    11-26 AMSTERDAM (ZIGGO DOME) NL
    11-27 SAARBRÜCKEN (SAARLANDHALLE) DE
    11-30 MADRID (WIZINK CENTER) ES
    12-01 BARCELONA (PALAU SANT JORDI) ES
    12-02 BILBAO (BIZKAIA ARENA) ES
    12-04 MILAN (MEDIONALUM FORUM) IT
    12-05 FRANKFURT (FESTHALLE) DE
    12-08 LONDON (THE SSE ARENA, WEMBLEY) GB
    12-10 BIRMINGHAM (ARENA) GB
    12-11 MANCHESTER (ARENA) GB
    12-14 TURKU (GATORADE CENTER) FI
    12-15 HELSINKI (HARTWALL ARENA) FI


    Floor Jansen:  FLOORJANSEN.COM | FACEBOOK | TWITTER | INSTAGRAM

    Northward: NORTHWARD.ROCKS| FACEBOOK | INSTAGRAM

    Nightwish: NIGHTWISH.COM |  FACEBOOK | TWITTER 

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