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  • #2: Floor’s Music Corner – My First Ayreon Appearance!

    #2: Floor’s Music Corner – My First Ayreon Appearance!

    O ano era 2000 e eu tinha apenas 19 anos quando Arjen Anthony Lucassen me pediu para me juntar a ele em seu álbum The Dream Sequencer. Na época, todos no After Forever eram fãs do Ayreon, inclusive eu. Então foi uma honra fazer parte disso. Neste episódio do Music Corner, estou relembrando como foi gravá-lo. Espero que gostem!

    Tradução: Head up High, my dear!

    Ω

    Oi, e bem vindos de volta ao Floor’s Music Corner. Eu realmente gostei de falar sobre as gravações do passado então eu gostaria de voltar no tempo mais uma vez hoje e falar sobre esse álbum do Ayreon.
    Essa é a capa do The Dream Sequencer, álbum do Ayreon do ano 2000 e eu vou abri-lo pra que vocês possam ver o encarte. Tá vendo? É lindo, né? (falando com a doguínea).

    Eu sinto que agora ele é o adolescente porque eu pareço muito uma adolescente na arte desse encarte e eu estou bem aqui.
    Todos no After Forever eram grandes fãs do Ayreon então quando tivemos contato com o próprio Arjen Lucassen e ele me queria no álbum dele foi uma honra muito, muito grande, e foi muito emocionante ir para o seu estúdio e conhecê-lo e depois cantar nessas gravações.

    No episódio anterior eu falei um pouco sobre voltar aos velhos tempos quando as coisas eram um pouco diferentes tecnicamente falando, a era pré digital onde você não mandava um MP3 de uma música, não era essa época ainda então toda a comunicação sobre como a música seria era bem diferente.

    Eu tenho certeza que eu não tinha ouvido nada antes de gravarmos então eu acho que fui para o estúdio e ouvi tudo lá. Eu não lembro muito porque obviamente foi há muitos anos, esse álbum saiu em 2000, mas eu fui para o estúdio e eu só sabia algumas coisas sobre a música deles, não sabia muito sobre ele (Arjen), como ele era, e ele era muito alto, e muitos de vocês talvez saibam que eu sou uma moça alta com meus 1,83 e bem, Arjen é tipo um cara de 2 metros e alguma coisa, ele é muito alto.

    Eu era tão inexperiente pra entrar no estúdio dele com alguém que escreve músicas fantásticas e que tem feito isso por muitos anos, trabalhado com tantos cantores e heróis famosos! Eu ia cantar “My House on Mars” junto com Johan Edlund, cantor da banda Tiamat, então foi super emocionante.

    Eu era (e ainda sou) a vocalista principal. Fazer backing vocals e harmonizações era algo que eu não tinha feito ainda, não tinha experiência nenhuma com isso naquele tempo, então eu realmente me lembro que fazer as linhas principais era uma coisa, mas fazer as harmonizações foi bem difícil (assobio). Se você conhece as músicas do Ayreon você sabe que tem muito disso lá além de partes bem desafiadoras pra cantar então eu tive muito trabalho pra conhecer e aprender mas quando eu saí de lá eu estava me sentindo satisfeita pois nós fizemos música juntos. Eu tive que brilhar no que eu podia fazer de melhor naquele momento.

    Desde aquela época toda vez que eu volto pro estúdio pra trabalhar com o Ayreon é sempre da mesma forma, ele sabe exatamente como tirar o melhor de você, como te desafiar, como escrever algo que realmente encaixa com a sua voz. Felizmente com o passar dos anos as harmonizações e backing vocals ficaram muito melhores mas eu vou me lembrar para sempre da batalha que foi a gravação do The Dream Sequences, de toda a empolgação e como foi tudo novo pra mim.

    Agora temos que aproximar pra mostrar não só essa capa linda mas também a minha foto “de bebê” que está nesse encarte (risos). Deus, foi há muito tempo então eu vou sonhar com esses dias com um bom copo de café, ainda está muito frio aqui na Suécia, a neve ainda está caindo lá fora e nós estamos aproveitando o calor de mais um copo de café e da lareira.

    Obrigada mais uma vez por assistirem ao “Floor’s Music Corner” e se vocês ainda não ouviram esse álbum do Ayreon, The Dream Sequencer, vai lá escutar! Tchau =)

  • #1: Floor’s Music Corner – My First Ever Demo!

    #1: Floor’s Music Corner – My First Ever Demo!

    “Hoje começamos uma nova série, o “Floor’s Music Corner!” Ao longo dos anos tenho recebido perguntas sobre como eu me lembro de certas músicas, álbuns, perfomances e mais! Nesta série eu vou sentar com vocês e compartilhar algumas dessas inestimáveis histórias com vocês.”

    Tradução: Head up High, my dear!

    Ω

    Hey, Billie, Billie! Hi! C’mon! Huh…

    Agradável e quentinho, estava tão frio lá fora! Nós estamos tendo um inverno muito bom na Suécia. Eu estava lá fora com o nosso cachorro e com o Billie e entramos todos gelados, então nós acendemos a lareira e fizemos um café… e eu passei por minhas gravações mais antigas e achei essa demo. É de 1999. Eu acho que eu tinha 17 anos quando a gravamos, então eu pensei que seria legal sentar e falar um pouco sobre essa demo porque parece que foi ontem mas faz um bom tempo. Esse CD na verdade é uma demo, costumávamos fazer cópias físicas e não uma música em MP3 que pode ser ouvida no mundo digital porque não havia um mundo digital então éramos só um bando de adolescentes ensaiando em um espaço no sul da Holanda querendo colocar nossa música pra fora, querendo virar uma banda que produz álbuns e viaja o mundo em turnês, o que fizemos mais tarde, mas tudo isso tinha que começar de algum lugar e começou com essa demo.

    Nós mesmos fizemos isso, fomos para um estúdio pequeno, gravamos e nós mesmos imprimimos os “papéis” pra colocar dentro do CD. Dá pra perceber se você olhar bem de perto, os pixels na impressão estão bem grosseiros, não sabíamos muito bem como fazer isso mas ficamos muito orgulhosos de qualquer forma, e tem 4 músicas nessa demo que, obviamente, queríamos vender em alguns dos nossos shows e enviar para gravadoras para conseguir um contrato (o que aconteceu).

    Olhar pra essa pequena demo realmente me traz muitas memórias dos dias em que ensaiávamos 2 vezes na semana, tínhamos um velho gravador de fitas no meio do lugar onde ensaiávamos para gravarmos ideias. As vezes era impossível também trazer esse gravador pra casa então tínhamos que lembrar dessas ideias por alguns dias e depois continuávamos trabalhando em cima dessas ideias ou tentávamos continuar alguma coisa em casa, ou ainda levávamos só a fita pra casa (e sim, estou falando de fitas cassetes) sempre procurando encontrar o nosso som. Não haviam muitas bandas com vocalitas femininas ainda e qual o estilo nossa música teria. Pra mim era “Como eu vou cantar, como vou me inserir no meio de todos esses caras”. Sim, nós tínhamos um foco imenso, desde o primeiro momento todos nós queríamos ser uma grande banda então acho que aquele caminho realmente sempre esteve ali e eu acho também que foi necessário para darmos o primeiro passo naquele pequeno espaço de ensaio na Holanda.

    Bom, das gravações em si, dessas 4 músicas, eu não tenho quase nenhuma lembrança, muito estranho, eu só me lembro de estar extremamente nervosa, muito insegura. Eu nunca tinha tido uma aula de canto na minha vida e nunca tinha cantado na frente de um microfone num estúdio antes. Eu acho que todos nós tivemos um momento de pressão ali, quero dizer, nós erámos só um bando de crianças sem dinheiro e “tempo é dinheiro” então tudo tinha que ser feito rápido. É isso que me lembro das gravações e também o pouco que entendíamos pra saber se “isso ficou bom ou não? O som está bom ou não?”. Eu tenho certeza de que tínhamos muito mais ambições do que poderíamos pagar mas isso tudo está pra sempre aqui, sabe, isso é lindo!

    Nós não tínhamos dinheiro pra ter uma arte de capa adequada e então imprimimos esses papeis e todo o resto e quando eu abri esse CD no ano passado é claro que também não tinha dinheiro para imprimir e parecer um CD real então só gravamos a música no CD mesmo mas nós deixamos lá dentro uma folha com as letras e as informações de nosso contato na parte de trás: um endereço, um telefone, um e-mail e a primeira ideia de uma rede social que tivemos no My Page.

    É fantástico voltar no tempo e perceber como nós nos acostumamos a ter redes sociais e ter a possibilidade de gravar coisas pelo celular, criar artes, você pode tirar fotos com ele e editar, criar sua arte com ele, então essa demo é realmente de um tempo muito diferente e isso faz com que ela seja extremamente especial de apreciar.

    Muito obrigada por me assistir falando sobre música, eu adorei e adoraria fazer isso de novo falando sobre algum outro álbum, espero que você se junte a mim! Só quero mencionar que se você ficou interessado em comprar essa demo, ela não está disponível e é o que dá o charme disso tudo, é como um sopro do passado que pertence àquele tempo. Não está à venda até onde eu sei, talvez se encontre algumas joias raras dessa na internet. Ah, e claro, o telefone nesse encarte não funciona mais.

    Obrigada por assistir e vejo vocês depois, tchau.

  • Review: Dark Horse White Horse!

    Review: Dark Horse White Horse!

    Português AQUI

    Well-known talents for us: Marcela Bovio, (ex-Stream of Passion, MaYaN, Ayreon), Ruben Wijga (ex-ReVamp, BlackBriar), and Jord Otto (ex-ReVamp, ex-VUUR, My Propane). Completing the gang, we have also in the drums Ariën van Weesenbeek (Epica, MaYaN, ex-God Dethroned), and in the bass Siebe Sol Sijpkens (Phantom Elite, Destiny Potato, Sordid Pink).

     

    After years of working in the Dutch metal scene, the trio has found the opportunity to combine their skills and influences to create a unique mix of progressive, electronic, and also, the so beloved symphonic metal, giving birth to DARK HORSE WHITE HORSE.

     

    We from Head Up High had the opportunity to listen to the EP that will be released on April 16th and here are our impressions:

     

    Judgment Day (4:00): This song opens the EP and it sounds like something from a different world. Heavy guitars and basses show the listeners what they are here for. If you’re a prog metal enthusiastic and others “not-so-easy to listen” branches of metal, you’ll dig this song instantly. The pre-chorus verses happen in an unusual time signature, that connecting it to the words being sung, gives you the impression of desperation, fear, and fury. It is curious and certainly a great way to start the EP singing at the top of your lungs that this is the end of the world. The chorus hooks onto your mind in a positive for, with Marcela showing her amazing and recognizable voice in the verses “This is the end of the world, the end, the end!” – And what a familiar feeling all of us are feeling due to this pandemic, isn’t it?

    The backing vocals and the multiple vocal layers are also a factor worth mentioning and praised. What an excellent job was the arrangement of the secondary vocal lines, the immersion they cause is that feeling that we, music affectionate, always look for when we hit “play” in anything. The song leads you to instantly headbang: the heaviness and the progression, the relation between creating and releasing tension in the correct moments creates a delightful feeling of satisfaction. That would be that sort of song that if played live as an intro to the concert, would make you voiceless right in the first song.

     

    Black Hole (04:13): This is the “softest” song in the EP, but that doesn’t mean the song is actually soft – it is incredibly frenetic and plays its role with majesty in this EP. This song’s riffs are exceptional. Jord Otto’s job in the guitars is incredible throughout his musical journey, but I have reasons to believe that what he did specifically in DHWH is one of the best jobs in his entire career, if not the best.

    The use of the Synths by Ruben Wijga to connect the verses is done in a well-thought-out way and it adds unexpected elements to the song – rarely we listen to the synth sound being used in metal songs with such skills. The vocals are aggressive and explosive and guide you through the amazing heaviness the song provides.

     

    The Spider (4:15): This song has constant and intense energy. The succession of guitar solos followed by synths solos it’s metal in its most interesting sounds. It is possible to hear the creative flow each musician had to create the songs, not being needed to pigeonhole themselves into a specific sound or genre, to accomplish somebody’s expectative over their sound.

    The song starts brutal and it’s hard to get it out of your mind. It has specifics riffs that will replay in your mind after the song is over for quite a while. The smoothness of Marcela’s voice in contrast with the intense instrumental gives you goosebumps as the song progresses.

     The chorus sounds light and catchy, but in a different way from the previous songs – it sounds more mature (if possible). The solos in this song are definitely the highlight, both the guitar and the synth solos.

     

    Get out (04:11): It gives me the feeling of uncomfortableness, and it sounds that they did this on purpose. The calm that comes in the first verses culminates in a purge that gave me goosebumps. The verses from the chorus “You’re not welcome here” are sung strongly and movingly. The violin on the back in the few quiet parts sounds like the calm before the storm. It is a breathtaking song indeed.

     

    The dynamics in this song are phenomenal, the song never allows you to get distracted because there’s always something interesting happening – you have to pay attention to everything that’s happening (and constantly changing) as the verses go by.

     

    Cursed (05:20): [Our favorite song, no questions asked] The backing vocal with the operatic vocals transmits what the song title indicates: a curse being thrown. The contrast between Marcela’s voice and the riffs is incredibly charming. It is an incredibly strong song, limitless with a powerful instrumental arrangement to it.

    It is notorious that in this song, Marcela wanted the message to be conveyed with clarity. She pronounces every word with surgical precision, meaning every word she sings. The incredibly high-pitched vocals combined with Jord’s already-mentioned riffs transform this song into the perfect end to this EP journey. The quick orchestral moments help the listener to get into a dark and scary atmosphere – I can only imagine the typical horror movie scenarios when I listen to it. The feeling I got from the second part of the song was as if I was running away from something (or myself, maybe?) – It is simply amazing.

     ★★★★★ 5/5

    It’s possible to say that DHWH are masters in dynamics. It was a 25 minutes EP of extremely heavy music and it never got to the point of being boring to hear. Marcela Bovio’s vocals are better and more dynamic than ever, I have the feeling she gave everything she had during the records. 

     I can also say that this is one of the best works by Jord Otto and Ruben Wijga. For whomever already liked their previous works in different bands, get ready for an incredible journey with a series of riffs, solos, and the most varied techniques. It’s also worth mentioning Arien Van Weesenbeek and Siebe Sol for their fantastic work on the drums and the bass, respectively. 

     This EP only proves that when combining the correct people in a creative environment, without any creativity restrictions, the result is always something fresh and amazing. It is a powerful piece of art, and it makes us anxious to see it live someday – see and listen to these songs come to life on a stage, by the hands (and throat) of such skillful musicians we know and love. I recommend this EP to every Metal fan that is looking for new sources of musical goosebumps. We can only say that, in the future, more songs from this project are more than welcome! 

    Ω Team Head up High: Diego, Guilherme and Jess.


    Release: April 16th

    1. Judgement Day – 04:00
    2. Black Hole – 04:13
    3. The Spider – 04:15
    4. Get Out – 04:11
    5. Cursed – 05:20

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    Judgement Day

    Black Hole

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  • Louder: Floor X Troy – Gírias Rimadas

    Louder: Floor X Troy – Gírias Rimadas

    Troy e Floor em Competição de rimas Inglesas

    Troy: Faça uma rima para explicar que as gírias são rimadas (…) então ela rima com a frase…

    “Near and Far” (Perto e longe)
    Troy: Que tal irmos ao “Near and far”, tomar uma bebida?
    Floor: Tipo, ir ao bar?
    Troy: SIM! Viu só!

    “Pleasure and pain” (prazer e dor)
    Troy: Eu não vou lá fora hoje, é muito “Pleasure and pain”
    Floor: é muita chuva!
    Troy: SIM

    “Rats and Mice” (ratos e camundongos)

    Troy: Que tal se depois da passagem de som a gente brincar de “rats and mice”?
    Floor: oh, dados, boa!
    Troy: Sim!

    “Rattle and clank” (chocalho e estrondo)
    Troy: Que tal a gente colocar meias nas nossas cabeças e ir pro “rattle and clank”?
    Floor: hmm, vamos roubar um banco?
    Troy: SIM!

    “Bees and Honey” (abelhas e mel)
    Troy: Olha, eu realmente preciso comprar um cortador de grama. Você tem algum “bees and honey”?
    Floor: (pensa bastante)…não, essa eu não sei
    Troy: Que tal… tenho que pagar a conta, ah, eu não trouxe minha carteira, você tem algum “bees and honey”?
    Floor: Dinheiro?
    Troy: siiiim
    Floor: errei essa, desculpe.

    “Box of toys” (Caixa de brinquedos)
    Troy: “Booooox of tooooys” (cantarolando)
    Floor: Meninos?
    Troy: Box of toys
    Floor: Box of toys deveria ser alguma outra coisa?
    Troy: (cantarolando de novo) “booox of tooys” ( no ritmo de Noise- continua até o fim do refrão)
    Floor: NOISE? Hahaha
    Troy: chegou lá!
    Floor: desculpa haha

    Troy: Foi muito bom!


  • Entrevista: Face Culture – Floor Jansen

    Entrevista: Face Culture – Floor Jansen

    Em recente entrevista para o Face Culture, Floor recapitula sobre a turnê solo; o quão nervosa estava e, claro, sobre o Human. :||: Nature. Vem!

    Tradução: Head up High, my dear!

    Ω

     

    Floor: Olá, aqui estamos nós de novo!

    FaceCulture: Bom te ver de novo, obrigado por arranjar um tempo… Eu quero começar passando bem rapidamente sobre a sua turnê solo que falamos na última vez… Como você se sente tendo passado pelo processo e meio que tendo todo esse foco em você mesma?
    Floor: Bem, honestamente eu achei bem assustador e muito empolgante porque eu percebi que eu estava meio que juntando dois mundos e eu estava esperando que eu pudesse agradar a todos com o que eu estou fazendo… “É muito pesado? Não é pesado o suficiente? Como será o som?” Houveram coisas que se tornaram reais apenas no último instante, porque a maioria já estava planejada na minha cabeça, eu fiz um setlist, eu me comuniquei com a banda, como seria o show visualmente… Nós ensaiamos antes dos shows por conta da pressão de tempo e somando ao fato de que todos moram nos Países Baixos… Eu realmente não sabia se serias bom o suficiente até que ensaiamos; eu sei que a banda é ótima então dá para ter uma ideia de que seria bom – mas o sentimento de “isso vai funcionar” só se tornou realidade quando começamos a tocar e a música começou a criar vida e começou a se encaixar. Foi muito *oof*. Mas antes do primeiro show eu estava muito nervosa pra ver se tudo iria fluir, porque um show do Nightwish – claro que os primeiros shows são os mais empolgantes porque você ainda não pegou a rotina, sabendo o que você deve fazer… Mas dessa vez você pensa “Wow, tem o meu nome nisso, que estranho… Não é uma banda e eu nunca fiz isso antes.” Então acabei não trombando em situações que eram *novas*, mas que pareciam novas no sentido de eu nunca ter feito isso antes. Eu ia falar bem mais entre as canções também porque eu gostaria de conversar com as pessoas, fazer um show mais privado; diferente do Nightwish onde nós quase não falamos pois isso iria quebrar o ritmo do show, e nos shows solos as conversas faziam parte disso. E isso era algo que eu não queria praticar, eu não vou sentar e ensaiar as minhas falas…

    FaceCulture: Tem que ser natural!
    Floor: Tem que ser natural, mas ainda precisa acontecer… Então é um sentimento muito bom saber que isso aconteceu.

    FaceCulture: Sim, foi muito bom. E você disse que estava nervosa no inicio mas depois as coisas começaram a fluir.
    Floor: Sim, começaram. E eu fiquei muito aliviada! *risos*

    FaceCulture: E quando acabar, você terá que fazer a mudança de “Okay agora temos tudo isso para fazer com o Nightwish com o álbum novo que está para sair…”
    Floor: Sim, eu ainda estou revezando a minha atenção entre as duas coisas porque eu ainda tenho o décimo show para fazer e me pediram para me apresentar no Pinkpop e isso é uma coisa super legal e…

    FaceCulture: E isso é importante porque é um festival holandês, é algo importante para você?
    Floor: Sim, é algo importante para mim, e é outro passo nessa nova carreira solo que está acontecendo… Sim, se você tem a chance de fazer um festival grande como esse é algo importante… É, é um festival importante e claro que você quer trazer algo um pouco diferente, um pouco maior.. E também, o meu décimo show é o maior da turnê e há muitas preparações à serem feitas; eu achei que seria legal fazer uma gravação do show e fazer um vídeo para os fãs – não um dvd, mas um registro da apresentação – e eu fiz isso através de um crowdfunding.

    FaceCulture: E ainda vai ter um documentário disso…
    Floor: Sim, exatamente, então isso demanda tempo e atenção… Eu estou fazendo várias coisas ao mesmo tempo então é muito legal ver que as coisas estão se encaixando tão bem e ver que o entusiasmo dos fãs é enorme – a meta do crowdfunding foi atingida em 3 horas…

    FaceCulture: Isso é maluquice!
    Floor: Sim, é inacreditável… Então há apenas coisas ótimas acontecendo.

    FaceCulture: Isso é ótimo de ouvir! E você e o Nightwish já terminaram de gravar o álbum, e uma coisa que eu me lembro da ultima entrevista, acho que em uma entrevista com Tuomas, que você falou ele gosta de te desafiar vocalmente – e há algumas músicas que são bem rápidas e as melodias vão para cima e para baixo – então como que foi para você? Foi desafiador?
    Floor: Sim, absolutamente, realmente me desafiou porque as melodias… Digo, de um lado é a complexidade das melodias e do outro lado são todos os estilos diferentes de canto; essa ultima parte eu já fiz antes, claro, mas dessa vez parece que eu estive em extremos mais distantes que antes nesse álbum e mais espaço para esses estilos – há realmente partes operísticas do que apenas… Bem, tudo está bem encaixado! E isso é uma coisa ótima, foi muito desafiador de conseguir alcançar o resultado… Mas a coisa mais desafiadora, definitivamente, foi a velocidade e a complexidade das melodias em algumas músicas: elas são muito difíceis de cantar – e elas também são difíceis de cantar de um jeito que não pareça difícil – precisa soar como se fosse fácil, não pode parecer que o vocalista está se esforçando muito para cantar. Eu fiz soar como se não fosse tão complexo assim e foi *oof*…

    FaceCulture: porque eu estava ouvindo agorinha e começa, logo na primeira música (eu nao sou um cantor mas), me parece que as melodias sobem e descem muito rapidamente.
    Floor: sim!

    FaceCulture: então, como você se prepara para algo assim?
    Floor: bem, eu realmente meio que tive que dissecar as canções. Eu ouvia a melodia de como seria no piano, mas daí tem o piano e o texto, a letra, e aí primeiramente tenho que aprender quais são as palavras, onde elas se encaixam e como se encaixam. E, daí então eu tento cantar. O que leva um tempinho pra lembrar e pra falar corretamente e para as cordas vocais e músculos começarem a se adaptar e isso foi o que consegui tipo, no primeiro mês. De verdade (risos). Os primeiros ensaios foram mais ou menos duas semanas e aí levei o material para casa comigo após o fim dos ensaios e aí eu já sabia o que eu ia cantar e como eu ia cantar, mas eu ainda não estava de fato contando a história então, chega a parte onde eu preciso contar a história e adicionar emoção às canções. Então aos poucos eu estava aprendendo e sentindo e entendendo como eu ia transmitir isso através de mim. E isso levou outro mes inteiro haha. Por causa da complexidade, você quer ver isso fluir, você quer a emoção, quer contar a história e não apenas soar como uma cantora que está perfomando palavras em notas. E essa é a grande diferença entre o que conseguimos gravar durante o período de ensaios e a gravação em si.

    FaceCulture: pergunta final, você disse que gosta de se conectar as músicas e com o espírito dessas músicas canções e você escreveu um artigo “É hora de respeitar nosso planeta”
    Floor: sim.

    FaceCulture: Entao qual é sua conexão com a natureza no sentido de que você veio da Holanda e se mudou para a Suécia, entao qual a sua conexão e pensamentos sobre como nos tratamos nosso planeta?
    Floor: bom, eu não vou ser mais uma dessas críticas do clima mas é óbvio que temos que tomar conta de onde vivemos. Vivemos no planeta Terra então temos que cuidar dele melhor do que temos feito. E acho que estamos num bom caminho mas há ainda muito a ser feito. E, para mim, a natureza é super importante para recarregar nossas energias e eu preciso estar lá fora, no meio do nada, no meio dos animais, na floresta, pra clarear a minha mente e para me acalmar e para mim esse é o melhor lugar para recomeçar. É eu acho que muita pessoas tem isso. Essa reconexão com a natureza é muito importante, vital. E muitas vezes quase nos esquecemos que nós somos a natureza. Nós somos todos parte de um mundo natural. Quer dizer, nosso DNA difere de uma banana em 3% ou algo assim. A diferença é tão pequena, quer dizer 3% posso estar exagerando mas eu acho que do chimpanzé é realmente 3%, ou seja, nos somos parte e nao deveríamos nos esquecer disso. E assim acho que encontraremos a beleza da natureza e as “mais belas formas infinitas ” que estão, claro, neste álbum também.

    FaceCulture: é como se fosse uma continuação, certo?
    Floor: sim, pode realmente ser visto como uma sequência.

    FaceCulture: Floor, muito obrigado
    Floor: obrigada.

  • EN: Tom Englund – Evergrey

    EN: Tom Englund – Evergrey

    Head up High, my dear!

    Their latest work, “The Storm Within“, was released last september and is already considered one the most well-structure, profound album ever recorded in their career as it also marks the band’s 20th anniversary! Not only is it clear that they have grown as musicians but Floor Jansen, lead singer from Nightwish, features two tracks as well.

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    We recently had the opportunity to conduct an interview with Tom Englund, lead singer and guitar player from Evergrey!

    Ω

    Thank you so much for the opportunity, Tom.

    1. The album “The Storm Within” comes around as part of the band’s 20th anniversary as well as one of the most intense, profound works Evergrey has ever created. Considering the album deals with sensitive matters which are a part of everyone’s lives, how would you describe the creative process for this album?
    Tom Englund: Well, as usual we try to find a vibe, and when that is set we usually just write a lot of music based on the atmosphere we want to convey. On this particular album we had all these visions that sent impressions of desolate vast fields in outer space to our creative minds. We kept spinning on those feelings and starting fantasizing about going to Island to record the videos and created this whole world where we could escape into when in creative mode. A fantastic experience where we have never before been so engulfed by our own world. 

    2. One has a particular first impression by listening to the album for the first time. Nevertheless, once you listen to it a second time, you may unravel new nuances in those feelings, that first impression. How would you describe this discovery of nuances in the album by those who listen to it?
    Tom Englund: I think Evergrey albums always been about discovering new things, sometimes on the 100th listen. We put so much emphasis on every small little detail which sometimes, even for us, makes it an objective experience where we can lean back and really enjoy the ride. So make no mistake there are a lot of hours put into the details of this album.

    11074133_10206209606217273_490848103224108826_n3. How did you guys decide which song would feature Floor Jansen?
    Tom Englund: Well we sort of wrote it after she had said yes. We had fragments of the song that became more set once we knew she would participate which was a great new way of writing a song. 10

    4. Floor and you are good friends and working with her must be something exciting. How did it feel to work on the process of picking and developing the tracks “In Orbit” and “Disconnect” with her?
    Tom Englund: I think being able to work with friends from different worlds of music and cultures is what makes me very lucky. It is extremely fortunate to be in a position where one has the opportunity to participate in your friends music lives. We have known each other for a long time and now since she’s become very famous of course it is even more fulfilling to see her explode through the roof but still remains the same down to earth person. We had a great time doing it!

    5. The video for the track “The Paradox of Fame” was shot with your wife in one of the most amazing (and mysterious) places in Island. Why did you choose that particular site and what was its relation to the video trilogy?
    Tom Englund: I mean the whole album is as described earlier based on the same vibe but also on the same storyline where having love and losing it is the main theme. This is something we all can relate to but we wanted and maybe also needed the twist of the story being portrayed or told in a more dramatic setting. Island certainly offers this. So the video is merely one of 11 songs of which 3 songs are the videos that we had the chance to emphasize most by recording them on Island. 

    6. About the lyrics: which one of the lyrics from this album you consider to be the one that speaks closer to your heart? As some sort of reflection upon everything you meant to convey on this work. Also, which track do you relate with most intensively as a reflection of you feel about the topics discussed in the album?
    Tom Englund: The Impossible is quite frankly one of my favorite compositions ever. Lyric wise it offers the sense of not being enough, not quite reaching all the way even though you stretched the hardest and furthest you can. It’s about realizing that you’ve done all you can and that what the other person is demanding is the impossible. I like the frailty and that it breaths understanding but a very sad one. 

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    evergrey-the-storm-within-1024x1024Tracklist:

    01. Distance
    02. Passing Trough
    03. Someday
    04. Astray
    05. The Impossible
    06. My Allied Ocean
    07. In Orbit (feat. Floor Jansen)
    08. The Lonely Monarch
    09. The Paradox Of The Flame
    10. Disconnect (feat. Floor Jansen)
    11. The Storm Within

     

     Distance Passing Through | The Paradox of the Flame

    Ω

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  • PT: Tom Englund – Evergrey

    PT: Tom Englund – Evergrey

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    Head up High, my dear!

    O último álbum lançado em setembro deste ano, intitulado de ‘The Storm Within‘ é considerado um dos mais fortes álbuns e emocionais até a presente data, e representa também, os 20 anos de carreira do Evergrey. O crescimento como um grupo é notável, e temos também a participação especial da nossa querida Floor Jansen, vocalista do Nightwish.

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    Tivemos a oportunidade de enviar algumas perguntas ao Tom Englund, líder, vocalista e guitarrista da banda Evergrey!

    Ω

    Muito obrigada pela oportunidade, Tom.

    1. O álbum “The Storm Within” surge bem a tempo do aniversário de 20 anos da banda e toma a forma de um dos álbuns mais intensos e profundos que o Evergrey já compôs. Levando em consideração que o disco lida com assuntos mais delicados da vida cotidiana, como você descreveria o processo criativo utilizado na composição do álbum?
    Tom Englund: Geralmente, tentamos sentir o clima e, uma vez que isso é feito, passamos a compor com base nessa atmosfera, no que queremos passar para as pessoas. Neste álbum em especial, nós tínhamos essas ideias que passavam a imagem de campos imensos todos desolados no espaço sideral vindo da nossa criatividade. Nós insistimos nessas sensações e começamos a visualizar uma ida à Islândia para gravar os clipes, e criamos esse mundo para onde poderíamos fugir quando estivéssemos num momento criativo. Foi uma experiência pessoal incrível na qual nós nunca nos havíamos sentido tão imersos antes.

    2. As pessoas podem ter uma primeira impressão singular ao ouvir o álbum pela primeira vez, mas, ao ouvir novamente, é possível descobrir novas particularidades naquela primeira impressão e nas sensações que ela transmitia. Como você descreveria essas particularidades?
    Tom Englund: Eu acho que os álbuns do Evergrey sempre tiveram como objetivo ser uma fonte de descoberta de coisas novas, até mesmo ao ouvi-los pela centésima vez. Nós nos dedicamos muito no trabalho dos mínimos detalhes, que, às vezes, tornam-se uma experiência mais objetiva em que até mesmo nós podemos aproveitar o processo de uma maneira singular. Então, há, de fato, muitas horas de trabalho dedicadas a cada um dos menores detalhes do disco.

    11074133_10206209606217273_490848103224108826_n3. Como vocês decidiram qual música teria a participação da Floor Jansen?
    Tom Englund: Bom, nós meio que compusemos a música após ela ter aceitado participar do disco. Até então, tínhamos trechos da música prontos que foram se juntando e formando algo maior depois de sabermos que ela participaria, o que foi uma maneira nova e empolgante de compor uma música.

    4. Você e a Floor são bons amigos e trabalhar com ela deve ser algo muito empolgante10. Como foi trabalhar ao lado dela durante o processo de escolha da música que contaria com a participação e durante o desenvolvimento das músicas “In Orbit” e “Disconnect”?
    Tom Englund: Acho que poder trabalhar com amigos de diferentes culturas e áreas musicais é o que me faz sentir uma pessoa de sorte. É de uma feliz coincidência estar numa posição em que há a chance de participar da carreira musical do seus amigos. Nós nos conhecemos há muito tempo e, desde então, ela se tornou famosa. É claro que nos enche de orgulho vê-la alcançar tanto reconhecimento, mas ela continua sendo a mesma pessoa pé-no-chão. Nós nos divertimos muito durante todo o processo!

    5. A gravação do clipe da música “The Paradox of Fame” contou com a participação da sua esposa num dos ocais mais incríveis (e misteriosos) da Islândia. Por que você escolheu aquele lugar em especial e qual é a relação dele com a trilogia de clipes?
    Tom Englund: Bom, o disco inteiro é, como disse, baseado numa sensação, em uma atmosfera. Além disso, ele também é baseado numa mesma “linha narrativa” cujos temas principais são o amor e a perda. Esses são assuntos com os quais todos somos capazes de nos identificar, mas nós, da banda, queríamos (e até talvez precisássemos) de uma mudança drástica nessa linha narrativa de forma que ela ocorresse num ambiente mais dramático. A Islândia é um país que oferece essa ambientação em todos os aspectos. O clipe mostra apenas uma de 11 músicas e três delas têm clipes que tivemos a oportunidade de produzir para passar essa mensagem de uma maneira mais intensa num ambiente como o da Islândia.

    6. Sobre as letras do disco: qual delas você considera ser a que mais o emociona? Como se fosse uma espécie de reflexão sobre tudo o que você quis transmitir para quem ouve o disco. Além disso, com qual das músicas você se identifica mais intensamente no sentido de como se sente acerca dos temas discutidos no álbum?
    Tom Englund: A música “The Impossible” é, para ser honesto, uma das minhas preferidas de todos os tempos. Em termos de letra, ela passa a ideia de algo não ser suficiente, de não ser capaz de ir até o fim mesmo quando se dá tudo de si e vai o mais longe que se é capaz. É uma música que lida com essa ideia de perceber que se fez tudo o que era possível e que o que a outra pessoa exige é impossível de ser feito. Eu gosto da ideia da fragilidade e como ela envolve a compreensão de algo, mas de uma maneira triste.

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    evergrey-the-storm-within-1024x1024Tracklist:

    01. Distance
    02. Passing Trough
    03. Someday
    04. Astray
    05. The Impossible
    06. My Allied Ocean
    07. In Orbit (feat. Floor Jansen)
    08. The Lonely Monarch
    09. The Paradox Of The Flame
    10. Disconnect (feat. Floor Jansen)
    11. The Storm Within

     

     Distance Passing Through | The Paradox of the Flame

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  • Musicalypse.net: Floor Jansen

    Musicalypse.net: Floor Jansen

    Via Musicalpse | Tradução: Head up High, my dear!

    Com o lançamento de “Vehicle of Spirit” marcado para o fim deste ano, Tuomas Holopainen, Marco Hietala e Floor Jansen viajaram para Helsinque no dia 29 de setembro para promover o futuro DVD da banda na mídia finlandesa da qual fazemos parte. Após a exibição exclusiva para a mídia, nós tivemos a chance de bater um papo rápido com a Floor sobre o DVD, a vida como vocalista do Nightwish e algumas outras experiências de vida.

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    Bom, acabamos de assistir ao novo DVD, “Vehicle of Spirit”. Como você se sente em relação a ele quando comparado ao “Showtime, Storytime”?
    Os shows ocorrem com alguns anos de diferença entre um e outro. Apesar dos shows que fazemos em festivais terem a nossa organização de palco, decoração e tudo mais, estes foram shows solo e não participações em festivais. Eu não quero fazer muitas comparações, pois eu acho que ambos os DVDs são trabalhos diferentes, com sentimentos diferentes e em momentos diferentes da nossa história. Este é o registro DESTA turnê mundial, então gravamos dois shows e conseguimos realizar bastantes filmagens em outros lugares, o que apresenta um conceito diferente do apresentado em “Showtime, Storytime”. Havia shows, mas tivemos um parte mais narrativa com um documentário bastante longo. Neste caso, é bem diferente, pois são apenas as filmagens ao vivo.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-3Qual o seu momento preferido do DVD ou qual a sua memória preferida de alguns dos shows gravados?
    Floor: Para mim, um dos melhores momentos do show de Tampere foi cantar “Sleeping Sun” numa passarela em meio ao público. Foi bem assustador. Eu estava usando um par de sapatos que tornava… difícil andar [risos]. Eles eram lindos! Como qualquer mulher, eu quis usar algo muito bonito, mas que não é muito prático, especialmente ao descer sob uma superfície curva e lisa. Uma música como “Sleeping Sun” só é verdadeiramente linda quando cantada da maneira certa, então não se pode cometer erros. Tudo precisa estar de acordo com a dinâmica do momento e fazer tudo certo ao andar numa passarela em meio a 23 mil pessoas foi, de fato, um desafio. [risos] Mas eu fiquei muito feliz com o resultado.
    No show do Wembley, eu acho que foi o momento em que Richard Dawkins falou e fez aquela breve pausa ao final, dizendo “Where endless forms most beautiful… … …and most wonderful…“. Nessa hora, eu me lembro do quão ansiosa eu fiquei ao pensar “Será que ele esqueceu a fala dele? E agora?”. Mas, então, ele continuou e a reação do público, como vimos na exibição do DVD, foi muito mais intensa do que eu imaginava. Foi, de fato, de tirar o fôlego. Quando eu assisti pela primeira vez em casa, eu chorei de emoção e eu vi a plateia ter a mesma reação! As pessoas choravam e acenavam assim [veja a foto] ao ouvir o Richard. Foi incrivelmente emocionante ver que todos se sentiram como nós nos sentimos, que captaram o que queríamos compartilhar.

    Durante a turnê do “Endless Forms Most Beautiful”, vocês utilizaram um cenário de palco bem minimalista em comparação a peças utilizadas anteriormente, como, por exemplo, o órgão gigante do Imaginaerum ou o barco do Dark Passion Play. Quem elabora o cenário e por que ele se tornou mais simples desta vez?
    Floor: Nós mesmos elaboramos tudo. Acho que a maior parte das peças físicas do cenário foram substituídas por telas e conjuntos de telas, que eu garanto não serem minimalistas [risos]. Além disso, em Tampere, um grande conjunto de luzes desceu durante o show. Em geral, já utilizamos conjuntos de luzes diferentes, então, nesse sentido, ele não é mais minimalista, mas apenas mais tecnológico. Afinal, nós ainda tempos o nosso cenário. Há uma peça bem grande em volta dos teclados do Tuomas, peças especiais para o Troy, o Marco tem aquela árvore dele e eu também tenho a minha peça. Então, por isso, eu só vejo como algo diferente.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-5Sabemos que o Nightwish planeja tirar um ano inteiro de folga após os shows na Ásia. Quais são os planos da banda para após essa pausa? Vocês pretendem voltar a trabalhar em estúdio?
    Floor: Temos alguns planos, mas não contaremos nada, pois temos algo muito especial planejado e eu costumo ver as pessoas interpretando coisas que dizemos em entrevistas de maneira distorcida. Por exemplo, coisas como “não faremos nada em 2017, mas faremos algo especial que só será revelado em 2018” são interpretadas como uma hipótese de “eles gravarão algo em estúdio em 2017”, mas, às vezes, as pessoas simplesmente publicam coisas assim como se fossem verdade e eu fico pensando “Mas nós não dissemos nada disso”. Nós vamos, sim, tirar um ano inteiro de folga para descansarmos da melhor maneira possível, até porque uma banda como o Nightwish merece isso. Simples assim. Após 20 anos de trabalho ininterrupto, não me parece algo estranho nem nada do tipo. Mas há algo, sim, em desenvolvimento que ainda não (nem iremos) podemos revelar. Tudo o que posso dizer é que é algo especial e que as pessoas gostarão.

    Você ou algum dos outros membros tem pensado em voltar a trabalhar em algum outro projeto, como o Brother Firetribe, o Tarot ou o ReVamp?
    Floor: Eu sei que o Emppu trabalhará com o Brother Firetribe e acho que o Kaitsu tem pensado em produzir algo com o Wintersun. Ele vai dar aulas. Marco está trabalhando num álbum solo, assim como o Troy. Eu percebi que ter uma banda como o Nightwish… torna muito difícil ter uma segunda banda. Eu tenho tido minhas dúvidas com o ReVamp, porque acho que eles merecem tanta atenção quanto qualquer outra banda. Mas fazer isso tem sido muito difícil e, agora que serei mãe, a dificuldade de me dedicar plenamente ao ReVamp é ainda maior. Por isso, decidi abandonar o ReVamp. Então, o meu foco será no meu bebê e em cuidar dele. Mas, em 2008, eu gravei um álbum com um guitarrista norueguês chamado Jorn Viggo Lovstad, do Pagan’s Mind. É algo interessante para nós dois, mas é um estilo musical diferente e nunca foi lançado. Então, sem prometer nada, confesso que temos, sim, o interesse em trabalhar neste álbum assim que possível.

    Com relação ao material do Nightwish, qual música foi mais difícil de cantar?
    Floor: Não consigo escolher uma música em particular que tenha sido mais difícil do que as outras. Há trechos nas músicas que não fluem naturalmente. “Amaranthe”, por exemplo, foi mais difícil no início por causa do ritmo mais pop, algo ao qual não estou acostumada e que, nesse sentido, tornou tudo mais difícil. “Sleeping Sun” foi difícil pelas razões que eu já mencionei, pois ela precisa ser cantada de uma maneira muito particular. Ela não pode soar muito operática nem suave demais, mas construir uma sensação conforme a música é tocada… esse é o desafio. E é claro que as notas mais agudas em “Ghost Love Score” são um desafio. Então, eu diria que são trechos das músicas e não as músicas inteiras.

    Você teve e aprender alguma técnica vocal nova para conseguir cantar as músicas do Nightwish ou o que você já sabia era suficiente?
    Floor: Era o suficiente, mas eu aprendi… não exatamente técnicas novas, mas aprender a cantar algo diferente, especialmente material voltado para um canto mais suave e delicado. Isso foi algo que eu raramente fiz na minha carreira.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-7Há alguma canção mais antiga do Nightwish que você ainda não tenha cantado ao vivo, mas que gostaria de fazê-lo?
    Floor: [risos] Várias, várias! Há várias músicas menos comuns no catálogo do Nightwish que não conseguimos tocar em um show, pois há oito álbuns recheados de opções de músicas. Esta é a turnê mundial do Endless Forms Most Beautiful, então nós nos focamos nas músicas do álbum novo. Ainda assim, há músicas como “The End of All Hope”, cujo ritmo eu sempre achei acelerado. Sou péssima com nomes, mas “Gethsemane” e por aí vai.

    Você emprestou a sua voz a várias outras bandas nos últimos tempos. Você tem alguma participação que tenha feito de que goste mais?
    Floor: Não, mas, recentemente, eu participei de um álbum do Evergrey, uma banda sueca que eu ouvi bastante quando era adolescente. O meu futuro noivo era baterista no Evergrey, então, quando eu me mudei para a Suécia, eu conheci o vocalista outra vez (nós nos vimos antes, mas de maneira diferente). Quando ele me convidou para participar do álbum, foi algo muito especial, pois foi um pedido com base na amizade que tinhamos. Mas, com exceção de um projeto ou ouro, eu coloquei o meu coração em tudo o que fiz, pois eu realmente gosto das bandas com as quais trabalho e só trabalho com aquilo que realmente gosto nos dias de hoje.

    Você tem viajado bastante. Quais lugares você mais gostou de visitar? Há algum lugar que você ainda queira visitar?
    Floor: Um país novo para mim nesta turnê mundial foi a China. Por alguma razão, eu não imaginava que fosse gostar de lá. Há algumas coisas que os chineses fazem que não batem com a minha visão de mundo, mas eu gostei muito de visitar o país. A pessoas são fantásticas, a comida era ótima e tudo era muito… foi uma grande surpresa para mim.
    Gosto muito do Japão e acho o país sensacional. Também adoro o Canadá, especialmente a cidade de Vancouver. Os parques e outras áreas da cidade são muito bonitas.
    Agora, os lugares que ainda não visitei… já estive no Brasil várias vezes, mas nunca visitei a Amazônia e eu gostaria muito de ver essa região do país. Eu já visitei a Austrália algumas vezes, mas nunca vi nada além das cidades por lá. Não fui ao outback. Se eu fizesse uma lista de coisas a fazer, a Islândia seria um país que eu adoraria conhecer.

    Ainda nessa linha de perguntas, qual tipo de comida você mais gostou de experimentar quando em turnê?
    Floor: Tivemos um serviço de catering bem chique nos acompanhando na turnê e eles fizeram seitan. Sou vegetariana e, às vezes, é difícil encontrar algo para comer que seja gostoso. Não é tão difícil, mas parece que alguns serviços de catering têm dificuldade com isso. A quantidade de comida sem graça que eu preciso comer às vezes leva em consideração não haver carne nela, mas o serviço fez o que podia para cozinhar vários pratos vegetarianos. Apesar de o meu corpo não gostar tanto, o sabor era muito bom.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-11Soubemos que você é uma fã de Kalevala. Você chegou a ler bastante?
    Floor: Eu li um pouco. Eu conheci especialmente por causa da minha marca de joias pra ser honesta. Eu me juntei a este projeto para crianças em que uma das histórias do Kalevala é contada. São contos muito bonitos.

    Há alguma parte que você considere marcante ou que goste bastante?
    Floor: Não conheço muita coisa. A que eu conheço é a história do Leminkainen, que era linda. No geral, o Kalevala é bem sombrio e pesado.

    Por último, eu percebi que o último álbum do ReVamp, o Wild Card, contou com a participação de Devin Townsend em “The Anatomy of a Nervous Breakdown: Neurasthenia” e ele é conhecido por não cantar nos projetos de outros artistas. Como você o conheceu e como conseguiu convencê-lo a cantar naquela música?
    Floor: Nossa, acho que nos conhecemos no backstage de um festival. Eu me aproximei, fiz o convite e ele disse “Olha, eu realmente não costumo fazer isso. Depende do material e eu quero poder compor ou escrever a letra do que eu vou cantar” e eu respondi “Maravilha!”. Então, eu mandei o instrumental da música e as minhas sugestões para os vocais junto, garantindo toda a liberdade para que ele fizesse o que achasse melhor. Mas, nesse período, eu acabei ficando super ocupada e tive medo de que ele decidisse não participar. Depois de algum tempo, ele disse “eu gostei muito do que você compôs e vou participar”, o que realmente foi algo incomum! E então foi aí que Devin Townsend deu aquele tom especial que só ele é capaz de produzir. Não é 100% cópia, mas é claro que as letras são minhas e a melodia-base que eu compus, então foi uma honra imensa ter a participação dele ao lado da minha. E foi muito importante ter essa diversidade vocal no álbum e poder contar com uma voz como aquela junto da minha no álbum foi um sonho realizado.

    Foi uma história incrível! Estas foram as minhas perguntas. Muito obrigado por aceitar participar desta entrevista!

    Texto: Amy Wiseman | Fotos: Jana Blomqvist

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  • Fim do ReVamp

    Fim do ReVamp

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    [image_slider link=”full_url_link” source=”http://headuphigh.com.br/wp-content/uploads/2016/09/24231_114909231870857_133433_n.jpg”] ReVamp – ReVamp (2010) [/image_slider]
    [image_slider link=”full_url_link” source=”http://assets.blabbermouth.net.s3.amazonaws.com/media/revampwildcard_600.jpg”] single – On The Sideline (2013) [/image_slider]
    [image_slider link=”full_url_link” source=”http://static.qobuz.com/images/covers/64/64/0727361316464_600.jpg”] ReVamp – Wild Card (2013) [/image_slider]
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    Como tudo na vida, existe um ciclo. Com a música não poderia ser diferente. Ontem, mais um ciclo se encerrou deixando-nos com dois excelentes álbuns, muitos shows e inúmeras memórias.

    As everything in life, there’s a cycle. It couldn’t be different with music. Yesterday, one more cycle came to an end, leaving us with two excellent albums, many shows and uncountable memories.

    NO ONE CAN RUIN THE YEARS WE HAD! ♫

    Ω A vast range of intense emotions!

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    Ω

    Sem mais ReVamp …
    Estamos tristes em informar que o ReVamp, oficialmente, parou. Após dois ótimos discos, infelizmente não é possível para Floor Jansen permanecer com uma banda, estando junto ao Nightwish. Projetos, talvez, mas uma banda merece 100% de devoção, do qual é impossível realizar estando em duas bandas ao mesmo tempo.

    Floor: “Eu estou muito orgulhosa dos dois álbuns que nós fizemos juntos! O ReVamp tem músicos talentosos e ótimos, e eu não gostaria de deixá-los esperando por mim até que eu encontre tempo e paixões necessárias para fazer outro álbum. E eu também não quero dar aos fãs falsas esperanças. O ReVamp viveu uma vida curta, mas muito animada, mas agora é hora de novas bandas e começos de projetos. Eu agradeço à todos os envolvidos pelo amor e dedicação!”

    O ReVamp manterá a página no facebook aberta para suas reações por mais um mês. Se você está querendo saber o que nós estamos fazendo e o que foi feito, aqui está uma pequena atualização:

    Jord e Henk estão lançando seu álbum com o The Blackest Grey

    Jord também está trabalhando em um álbum com o My Propane
    Ruben está compondo e trabalhando em diferentes tipos de projetos : http://www.rubenwijga.com

    Nós agradecemos vocês por sua paixão, seu amor e devoção, e por seu incrível apoio! Nós não temos dúvidas de que todos nós da banda iremos nos encontrar de uma forma ou de outra, vivemos pela música, do qual o fim será sempre o começo de algo novo!
    Em música!

    ReVamp
    Floor – Jord – Ruben – Arjan – Matthias – Henk

  • Floor Jansen: nightwishforum.com

    Floor Jansen: nightwishforum.com

    via Fórum Oficial | Tradução: Head up High, my dear!

    Recentemente Floor respondeu diversas perguntas dos fãs lá no fórum oficial do Nightwish.

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    Ω

    1: Quando você bate cabeça, você costuma sentir uma tontura logo em seguida? Se sim, isso atrapalha na hora de cantar?
    Floor: Para mim, cantar é mais importante do que fazer qualquer outra coisa. É claro que andar pelo palco é o que torna aquilo em um show, mas nada disso pode interferir na hora de cantar. Eu não sinto nenhuma tontura ao bater cabeça, mas, às vezes, quando a temperatura está muito alta, eu sinto um pouco atordoada, como quando a gente se levanta muito rapidamente. O importante é manter a respiração sob controle independente do que eu faça, incluindo o bate-cabeça.

    2: Gostaria de saber se foi muito difícil começar a cantar, pois deve ser um tanto complicado ser o seu próprio instrumento. Você tem algum conselho para os músicos iniciantes?
    Floor: Por que começar a cantar seria difícil? Talvez se torne algo maior quando você cria ambições (e expectativas) quanto a isso. Ainda assim, eu me pergunto o que aconteceu com cantar simplesmente por cantar, sabe? Foi o que eu fiz, basicamente. 🙂 Eu gostava de cantar e queria fazer essa atividade cada vez mais depois que me apeguei a ela. Pouco tempo depois, eu quis ir além e aprendi que, se você for bom o suficiente e quisesse dedicar sua vida a isso, você poderia estudar em um conservatório. Eu era nova e tudo o que eu poderia fazer era seguir o meu coração, e foi isso que fiz. Então, começar a cantar nunca foi algo difícil! São as expectativas que você ou terceiros tem com relação a você que podem ser difíceis de lidar. Apesar de tudo isso, eu acredito de coração que cantar é algo que deva ser divertido para quem o faz. Independente das ambições e do talento, a regra é: divertir-se antes de mais nada!

    3: Achei os vlogs sobre a sua mudança para a Finlândia e sobre o progresso no aprendizado da língua finlandesa muito interessantes. Como alguém que também é holandês e pretende aprender finlandês um dia, você teria algum conselho para dar?
    Floor: Finlandês é uma das línguas mais difíceis do mundo. Pode até soar meio exagerado, mas é a verdade. Não se escolhe uma palavra aqui e ali ou baixa-se um app no seu celular, pois isso não vai te levar muito além de aprender a dizer kiitos (“obrigado”). 🙂 Finlandês não é como as outras línguas e o finlandês escrito (a variação oficial) é utilizado apenas por autoridades governamentais e jornais. A diferença entre o finlandês escrito e o falado é imensa, pra não citar os vários dialetos que fazem com que você tenha dúvidas até mesmo com relação àqueles que você imaginava entender um pouquinho. No entanto, não é nada impossível. Na minha opinião, acho que só há um progresso palpável quando a gente se muda pra lá e vive a língua 24/7. Eu me mudei e esse foi um bom começo, apesar de me frustrar um pouquinho aqui e ali por ainda não ser ter um nível de linguagem superior ao de uma criança mesmo após um ano e meio estudando (em outro país, deixando claro). Mas aí eu conheci a pessoa que seria o meu referencial da língua sueca. É difícil aprender uma língua como essa quando não a falamos no nosso país natal e é ainda mais difícil quando outra língua entra no meio da bagunça toda. Mas, se é isso o que você deseja, vá para a Finlândia! Absorva a língua, o povo, a cultura, esteja lá, viva lá. Eu amei essa experiência! Mudar-se do seu país natal para morar em outro país é algo assustador, mas foi algo que abriu os meus olhos e se tornou uma das melhores decisões que eu já tomei! Hoje, moro na Suécia, pois não conseguiria mais deixar “o norte”. Para mim, foi amor à primeira vista.

    14264873_10210585615426056_3185364167001326959_n4: Você gosta das “mitologias” de outras culturas? Se sim, há alguma em particular que seja a sua favorita?
    Floor: Recentemente, eu fui apresentada à mitologia nórdica e às histórias incríveis de como a Terra foi criada (de acordo com a mitologia, é claro), de qual divindade fez isso ou aquilo e de conflitos e emoções típicos da raça humana, assim como qualquer divindade em qualquer mitologia. Eu sempre me perguntei quem decidia se um livro em particular faria parte ou não da mitologia (sugerindo que fosse um mito e não algo verdadeiro) e outro livro diria a verdade sobre as coisas (a Bíblia, o Alcorão etc.). Para mim, todas envolvem ótimas histórias com aprendizados sobre o que é certo e o que é errado. Eu mesma adoro me perder em estórias nessa linha mais fantástica, então essa parte de mitologia é bem a minha praia. Elas apresentam um conhecimento muito maior sobre os seus países de origem, o que é algo que eu gosto muito.

    5: O documentário feito por fãs mudou a sua visão de mundo sobre o seu papel e a sua contribuição cultural e social?
    Floor: Ele não mudou a minha visão das coisas, mas talvez tenha tornado algumas coisas mais claras. Já o meu papel é visto de diferentes maneiras por cada pessoa. O amor pelo Nightwish que cada um sente é diferente, também. A minha contribuição, por sua vez, é absorvida e interpretada de maneiras diferentes por cada um, o que também se tornou claro para mim e que é algo muito bonito. Eu só posso ser eu mesma e, no entanto, se eu me torno algo mais do que isto, está tudo nos olhos de quem vê.

    6: Qual é o seu alcance vocal?
    Floor: Quando eu comecei a cantar, eu tinha um alcance de 3 oitavas. Os tons mais graves eram o meu maior problema e não o contrário. Como o céu parecia ser o limite, eu passei a experimentar tons cada vez mais altos e estridentes. 🙂 No entanto, cantar em diferentes estilos e usando tipos variados de dinâmicas nunca me vieram à mente até que eu comecei a estudar e explorar as minhas capacidades. Cantar em tons mais graves? Por quê? 🙂 Era isso o que eu pensava até encontrar o meu registro mais grave e forte, e aprendi a explorá-lo também. Agora, canto mais forte ou até grunhir? Eu não fazia ideia do que seja isso, pois não era algo natural para mim até que eu comecei a cantar ao vivo no After Forever. Eu não fazia ideia do que era isso até que eu fiz ao vivo, mas não consegui fazer fora do palco. Na época, eu encontrei um novo método vocal criado pela Catherine Sadolin, da Dinamarca, chamado “Técnica Vocal Completa”. Tudo isso aconteceu depois que eu me formei e esse foi o primeiro método vocal que fez sentido de verdade para mim, incluindo as explicações e exercícios de canto distorcido e grunhido (além de vários outros efeitos de que a voz humana é capaz, basicamente). Ótimo, agora eu sabia fazer essas coisas e adorava técnicas vocais. Eu me considerava toda CDF quando o assunto era esse e foi então que um novo desafio surgiu. Eu passei a sentir e logo encontrei o ponto principal das minhas contas vocais. Então, qual é o meu alcance vocal hoje em dia? 4 oitavas. Mas o que isso diz sobre a minha viz? Nada, pois não é uma garantia de qualidade. 🙂

    7: Você provavelmente recebe vários presentes de fãs do mundo todo. Quais tipos de presentes você recebe e quais foram os mais estranhos, os mais bonitos etc?
    Floor: Nós recebemos muitos presentes muito bacanas, mesmo. Todos eles costumam ter um toque pessoal, são feitos a mão e, geralmente, vêm do país que estamos visitando naquele momento. Isso é algo que torna cada um desses presentes muito especiais e eu nunca escolheria um como favorito. Algumas pessoas me dão presentes no impulso e acabam dando algo que elas vestem ou usam naquele momento. Uma joia, peça de roupa ou algo do tipo. Algumas crianças passam horas e horas desenhando algo que o pai ou a mãe, orgulhosos, vêm me entregar junto da criança toda tímida. Alguns adultos fazem o mesmo, com essa criança tímida interior, quando me entregam algum presente feito à mão. A pergunta certa é o que é que não é estranho e, ao mesmo tempo, absolutamente lindo em todos eles? Eu sou muitíssimo grata por todo o carinho que recebo!

    8: Por que vocês diminuem um tom nas música pré-Century Child (como “She is my Sin”)?
    Floor: Todas as músicas mais antigas são tocadas um tom abaixo por terem todas sido gravadas em E, ao passo que o material mais recente é gravado em D. Tudo isso é feito a fim de evitar a necessidade de guitarras e baixos extras em ambas as passagens e mudanças nas partes do teclado quando tocamos as músicas antigas.

    0floor9: Quais são as suas marcas ou produtos de beleza preferidos?
    Floor: Qualquer marca que não teste seus produtos em animais. Eu não tenho nenhuma que seja a minha favorita, pois gosto de qualquer uma que fique bem e não saia com facilidade já que fico batendo cabeça durante o show inteiro e o calor corporal durante é grande. Gosto de maquiagem, não não uso o tempo todo. Descobri que o meu rosto “nu” também é lindo e que não precisa e nada nele foi algo libertador. Todas nós somos lindas sem maquiagem! É claro que é divertido usar esses produtos, mas é errado dizer que uma mulher só é bonita com maquiagem…

    10: Você tem algum(a) designer de moda ou loja preferida? Você se inspira em outras coisas para produzir as suas peças de roupa personalizadas?
    Floor: Não tenho favoritos ou favoritas. Acho que moda é um conceito cansativo que muda muito rapidamente. Os jovens se sentem forçados a se encaixar em um padrão irreal, especialmente as meninas que são doutrinadas a acharem isso normal. Ser magra, vestir isso, fazer uma maquiagem daquele jeito e arrumar o cabelo assim… pff… imagens editadas de mulheres que passam suas vidas inteiras se dedicando a serem bonitas transmitem toda sorte de mensagens que não tem nada a ver com um par de calças ou uma camiseta bonitinha. Então, a moda deve ser tudo o que agrada a VOCÊ. 🙂
    Quanto ao meu figurino de palco: preciso que me sirva bem e se encaixe bem no meu corpo, com seus prós e contras. Preciso, também, que seja confortável o suficiente para que eu possa andar pelo palco, respirar direito, além de ser feminino e ter uma aparência geral legal. Pode ter a cor que for ou ser feito do tecido que seja, e pode mudar bastante com o passar dos anos. 🙂

    11: Você recebeu algum conselho que guardou e que a ajudou muito?
    Floor: Os meus queridos pais me deram vários conselhos que guardo com muito carinho e sou muito grata por toda a orientação que recebi deles. O rapaz que fez a mixagem do segundo álbum do After Forever, Oscar Holleman, me deu um conselho que eu nunca vou me esquecer, também. Ele me disse que só olhamos como seres humanos e espíritos criativos se trabalharmos com as pessoas certas. Precisamos nos cercar dessas pessoas para termos uma rede de segurança enquanto seguimos pela vida. Quando nos sentimos seguros, nos mantemos abertos, frágeis, verdadeiros, nus. Quando nos sentimos seguros, conseguimos ser artistas para sempre. Sem isso, nós simplesmente brilhamos e apagamos. Como eu sabia que isso era verdade, eu consegui me encontrar um pouco depois, após encontrar a minha “rede de segurança” de pessoas incríveis que eu amo e em quem confio. Eu nunca me esquecerei dessa metáfora. Ele tinha toda a razão!

    12: Você gostaria de escrever um livro sobre si mesma um dia? Se sim, do que ele trataria?
    Floor: Essa é uma boa pergunta. 🙂 Eu adoraria escrever um livro assim e sempre tive a ideia de fazê-lo. Amo ler e sempre admirei um livro bem escrito. Vejo isso como uma arte incrível que não conheço muito bem, mas pela qual me interesso. Talvez um dia eu escreva um livro de literatura fantástica, pois tenho uma imaginação bem fértil. haha Eu também gosto da ideia de escrever uma biografia, mas vou analisar melhor a ideia quando estiver na minha cadeira-de-balanço, aos 85 anos quando tiver bastantes histórias pra contar.

    12043131_10156016486090333_7752372765065674529_n13: Você já trocou de lugar com a sua irmã por conta de algo? Vocês se parecem muito.
    Floor: De longe, eu e a Irene nos parecemos muito, mesmo. Mas, se você olhar melhor, verá várias diferenças, também, então nunca fizemos algo do tipo. Temos personalidades muito diferentes e você saberia quem é quem mesmo sem nos ver. Você já reparou que eu tenho olhos azuis e a Irene, marrons? Ou que ela é mais alta que eu? Que o meu cabelo é uns 25 cm maior e que o dela é um pouco cacheado? Ah, e ele tem uma cor completamente diferente também. 🙂 As nossas vozes também são semelhantes, assim como a nossa aparência. Elas soam bem quando juntas, então é bem divertido cantar com ela!

    14: Quando você não está em turnê, você faz uma pausa no canto ou continua sempre praticando?
    Floor: Cantar não é bem algo que eu faça, é mais parte do que eu sou. É parte de mim quando eu respiro, quando como, quando saio. 🙂 Pratico às vezes, mas, na maioria das vezes, simplesmente canto por diversão e por precisar, assim como o ato de respirar.

    15: Você assume mais desafios como cantora do que gostaria ou não?
    Floor: Eu não tenho nenhuma meta definida, mas acredito estar sempre aprendendo, crescendo e mudando conforme envelheço. A minha ambição mesmo é seguir assim e ser capaz de cantar o meu último suspiro.

    16: Quanto por cento de uma boa performance são reflexo de talento e quanto são reflexo de prática?
    Floor: Não existe uma resposta absoluta. É puramente uma questão de percepção. Uma pessoa extremamente talentosa não precisa de treino, mas a experiência fará um show bom se tornar simplesmente sensacional. Se a pessoa tem menos talento, mais prática ajudará essa pessoa. Mas prática sem talento não faz de ninguém um bom musicista.

    17: Será que você tocaria a sua flauta num futuro show? Talvez num dueto com o Troy?
    Floor: O Troy toca tantos instrumentos com um talento tão incrível que eu não vejo o porquê de eu me juntar a ele para tocar flauta só por saber fazê-lo.

    18: De quais coisas da Holanda você sente mais falta agora que mora fora do seu país natal?
    Floor: Coisa da Holanda? Bom, não sinto falta de coisas, mas de pessoas. Sinto falta da minha família, do meu cachorro e, às vezes, gostaria até que os países fossem do tamanho da Holanda, pois, lá, não se percorre longas distâncias para chegar a lugar nenhum. Por outro lado, o tráfego de 17 milhões de carros num país tão pequeno é algo de que nunca sentirei falta. O bom da Suécia (e da Finlândia) são essas estradas largas e tráfego pequeno (e os motoristas cuidadosos!).

    19: Recentemente, eu passei a ter aulas de canto clássico e estou adorando, mas tenho receio de que eu acabe tentando cantar tudo seguindo essa linha mais clássica. Qual conselho você daria para que uma pessoa conseguisse adquirir essa flexibilidade para mudar a voz de acordo com diferentes gêneros musicais?
    Floor: Recomendo encontrar um professor que tenha estudado a “técnica vocal completa”. É o único método vocal que eu acredito ser realmente bom em termos de ensino mais diversificado de canto. E experimente por conta própria. É a SUA voz e você não descobrirá nada se não sair da zona de conforto. 🙂

    20: Qual é a pior piada com o seu nome que você já ouviu?
    Floor: Elas costumam ser meio que as mesmas já que há apenas dois significados em inglês (Floor – andar e Floor – tipo de piso, chão). Eu me lembro de uma ocasião nos EUA, quando eu fiz o check-in em um hotel e a moça da recepção levantou uma sobrancelha, perguntando: “Floor? Esse é MESMO o seu nome?”. Eu respondi que sim e, logo em seguida, percebi a piada de nível internacional que era o meu nome. 🙂 Ela sorriu e disse: “Floor… eu vou guardar esse nome.” Nada demais, mas o jeito que ela disse e o jeito que ela me olhou foram hilários. Então, é só um nome holandês. Nada demais. Há muitos nomes que só são comuns em seus países de origem e eu gosto disso. Ter um nome típico de onde você vem tem um charme único. Ainda mais agora que viajo com tanta frequência e moro em outro país, essas coisas têm outro significado pra mim. É algo que te torna único.

    13315486_981429361977906_8965497372334852657_n21: Estou estudando para cuidar de animais, que é um trabalho que exige uma boa forma física. Você é um ótimo exemplo de pessoa saudável, então as perguntas são: como você trabalha os seus músculos? Você se exercita regularmente ou tende a fazê-lo quando sente vontade? Dicas de exercício também são bem vindas!
    Floor: Todos precisam de um corpo saudável e todo precisam mantê-lo saudável de um jeito ou de outro. Isso não significa que eu acredite que todos devemos parecer o Arnold Schwarzenegger. 🙂 O que eu quero dizer é que esse tipo de atividade melhora a sua saúde, dá mais energia, aumenta a sua resistência física e imunológica, além de garantir o envelhecimento com menos complicações. Agora, é divertido? Para alguns, sim. Eu gosto! Mas é um fato inegável que a sensação de bem estar fica mais forte. Comer bem, ter uma rotina de exercícios e dormir bem são a chave de tudo. Sair um pouco disso e comer algo pesado ou beber um pouco mais também não fazem tão mal, pois farão os momentos de exercício mais fáceis de lidar. Além disso, todo mundo precisa da sua cota de diversão.
    Eu não sou capaz de dizer o que funciona pra você ou não. Vá a uma academia e descubra. Ter uma boa orientação ajuda a prevenir lesões causadas por exercícios ou prática de esportes. Eu tenho um app no meu celular para um programa de treino variado. Ele se chama “Nike Training”. Para mim, é importante poder me exercitar em qualquer lugar. Também gosto de praticar ioga e fazer caminhadas na floresta. 🙂 Eu costumava correr, mas descobri que não tenho aptidão física para isso, além de ter muita coisa pra fazer. Boa sorte a quem se dedica a isso! Lembrem-se: é melhor treinar 10 minutos todo dia do que duas horas por semana!

    22: Você já pensou em vender algum figurino, como aquela jaqueta que você usou no Wembley? Ela é tão bonita! Eu pagaria o que fosse para ter uma jaqueta como aquela (tudo bem que sou estudando e não tenho tanto dinheiro haha).
    Floor: Na verdade, sim. Já pensei em vender alguns figurinos e acessórios “antigos” para angariar fundos para alguma boa causa. Preciso de tempo para organizar tudo isso e encontrar alguma causa em particular para apoiar, pois há muitas que precisam de atenção. Talvez até apoie várias ao mesmo tempo. Orçamento é algo que eu gostaria de levar em conta. 🙂 Alguma sugestão de causa que precise de apoio?

    23: Há algum aspecto em especial da ciência de que você goste?
    Floor: O que mais me fascina é que a ciência está ao nosso redor o tempo todo. Ela é parte integrante do nosso cotidiano e vê-la, percebê-la e entendê-la foi incrível. Eu meio que não dava bola.
    Isso e o fato de que ela está sempre em desenvolvimento. Todos os dias, mentes ao redor do mundo descobrem algo novo e incrível, e os cientistas são as pessoas que levam essas notícias ao resto do mundo. Nós descobrimos como melhorar isso, uma cura para aquilo e por aí vai. Eu só gostaria que os noticiários divulgassem mais esses “milagres”. Seria uma mudança renovadora no meio midiático que insiste em discutir as falhas do ser humano como guerras, crime etc.

    24: O que exatamente acontece em “The Greatest Show On Earth” quando você canta o trecho “The cosmic law of gravity…”? Costumamos vê-la tão cheia de energia no palco que ficamos surpresos ao vê-la quieta ao cantar essa parte ao vivo.
    Floor: haha Bom… eu uso uma voz monótona, quase robótica. Não sou “eu”. É a voz do cosmos. Visualizando isso, eu me sentiria deslocada correndo pelo palco, fazendo contato visual com a banda e com os fãs.

    tarja-y-floor-225: Você sentiu alguma energia negativa de algum membro do Nightwish após aquele dueto com a Tarja?
    Floor: Não. E a única razão pela qual eu respondo a essa pergunta é que todos os os envolvidos estão de saco cheio dessa besteira infantil que persiste sobre a banda e a Tarja. A banda desejou tudo de bom a mim e a Tarja, como qualquer pessoa adulta faria.

    26: Parece que o debate sobre vocalistas não deixará de existir tão cedo. Você espera que isso acabe logo ou simplesmente aprendeu a lidar com isso?
    Floor: Nós aprendemos a lidar com isso, porque todos têm direito às suas opiniões e aos seus sentimentos a respeito do assunto. Ainda assim, a internet se tornou um lugar bem chato por causa disso. Já seguimos em frente, pois isso já faz tantos anos. Por que continuar gastando saliva com isso? Parem com isso, deixem de dar atenção a quem insiste nisso, respirem fundo (de novo) e se juntem a nós no aqui e agora.

    27: Quantas placas de “Cuidado! Chão molhado” (“Caution! Wet floor”) você tem? Você tinha uma em chinês?
    Floor: haha, várias, mas nenhuma em chinês. Talvez eu consiga uma da próxima vez. 🙂

    28: Chá ou café?
    Floor: Café de manhã e chá à tarde e à noite.

    29: Você costuma estar mais bem humorada de manhã ou à noite?
    Floor: De manhã…

    30: Comida apimentada ou doce?
    Floor: Apimentada.

    31: Você costuma planejar muito ou é mais espontânea?
    Floor: Costumo planejar bastante.

    32: No inverno, você prefere ir esquiar ou ficar em casa lendo?
    Floor: Gosto de ambos.

    33: Cães ou gatos?
    Floor: Cães, mas, se não tiver de escolher, ficaria com os dois. 🙂

    34: Sapatos com ou sem saltos?
    Floor: Sem salto. Eu gostava de usar saltos, mas deixei de lado. Com os meus 1,81 de altura, não preciso de saltos, mas os acho bonitos. Os pés e o corpo, por outro lado, não concordam muito com o uso de saltos. 🙂

    35: Qual a sua opinião sobre a barba do Marco?
    Floor: Ah, essa é uma pergunta importante! haha 🙂 Bom, se eu fosse loira e fosse um homem, eu teria MUITA inveja, mas sou mulher. Então, eu passo horas retocando a maquiagem e arrumando o cabelo. Nisso, o Marco aparece, dá uma ajeitada na barba, pega o baixo e já está com tudo pronto para subir no palco todo bonitão! Droga!

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