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  • Musikuniverse: Floor Jansen

    Musikuniverse: Floor Jansen

     Source: Musik Universe | Tradução: Head up High, my dear

    Antes de ocorrer o show no Heavy Montreal, no dia 6, o Musik Universe teve a oportunidade de entrevistá-la. A tradução você encontra logo após o vídeo  😉

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    Meu nome é Floor Jansen, do Nightwish, e você está assistindo ao Music Universe! Aproveitem a entrevista!

    13901459_1350383084979511_8757753751363805566_nMU: Estou com a Floor Jansen, do Nightwish. Olá, Floor!
    Floor: Olá!

    MU: Bom ver você! Como tem sido a sua passagem por Montreal?
    Floor: Muito boa!

    MU: Você gostou da cidade?
    Floor: Sim! Estive aqui pela primeira vez quando era adolescente para ver os “Montes”. Não sei se eles ainda existem, mas eram muito legais. Só me lembro disso, mas estive aqui muitas outras vezes em shows. Então, o bom dessa visita é que tivemos algum tempo para ver algumas coisas e ir ao Biodomo de Montreal para ver alguns animais, por exemplo.

    MU: Bom, vamos falar um pouco sobre o Nightwish. O álbum mais recente da banda, o “Endless Forms Most Beautiful”, foi lançado dois anos atrás, se não me engano.
    Floor:  Sim, há um ano e meio.

    MU: Desde então, vocês têm estado em turnê por vários países. Há planos de compor um novo álbum ou vocês pensam em descansar um pouco?
    Floor:  Antes de mais nada, vamos parar um pouco para descansar. Pra ser honesta, faremos uma pausa um pouco mais longa do que o normal, pois vamos tirar um ano de folga, o que pesar desse ano sabático, acontece pela primeira vez na história do Nightwish. Mas, apesar desse ano sabático, estaremos de volta em 2018. Tem bastante coisa ela frente, mas ainda não posso falar muito sobre isso (risos).

    MU: Você realmente pretende parar tudo ou ainda deve trabalhar nos seus projetos solo?
    Floor: Não, eu preciso muito de uma pausa para descansar, pois tenho trabalhado por um ano sem parar…

    MU: Bom, estamos em Montreal e acho que, pela primeira vez, vocês trouxeram toda a cenografia, o show completo para nós. O que podemos esperar?
    Floor: É verdade! Na Europa, quando tocamos em shows próprios e até mesmo em festivais, nós trazemos muitos equipamentos de pirotecnia, telões e muitas outras coisas. Também tivemos alguns equipamentos de efeitos móveis que, infelizmente, não pudemos trazer hoje, mas trouxemos muito do que costumamos usar em produções maiores na Europa. E é muito legal poder trazer tudo isso para a América do Norte. Até agora, isso não tinha sido possível por conta de algumas questões legais, mas estamos muito felizes em poder usar tudo isso no show de hoje.

    MU: Então, este será o último show em Montreal até aproximadaemente 2018 ou 2019?
    Floor:  Sim.

    MU: Então, é bom que vocês estejam lá! Bom, vou fazer algumas perguntas relacionadas ao álbum mais recente e aos títulos das músicas. Sobre “Our decades in the sun”, qual lugar com bastante sol você mais gosta de visitar nas férias?
    Floor: Bom, a música não tem nada a ver com o sol, mas…

    MU: Minha pergunta é..
    Floor:  É mais pessoal. Bom, até agora, na verdade, em casa. Pois temos viajado muito.

    MU: Sobre a música “Endless Forms Most Beautiful”. Diga algo que você ache muito bonito.
    Floor:  Bom, essa música é sobre o mundo em que vivemos e a natureza que existe nele e, se há algo por que eu seja apaixonada, o nosso planeta e a natureza são esse algo. Inclusive, ter estado aqui no Biodomo de Montreal foi incrível. Também visitamos no “Insetário” de lá e a quantidade de criaturas pequenininhas que existem por aí e são tão espetaculares é incrível. Esse conhecimento é algo incrível e mágico para mim. Espero que outras pessoas possam ver e sentir isso também. Esse mundo é, de fato, mágico por si só. Então, isso, para mim, é algo muito bonito.

    MU: Que bacana! Sobre “The Greatest Show On Earth”, qual a sua banda favorita ao vivo?
    Floor: Eu diria que é o Sabaton no momento. Eles mostram muita energia nos shows.

    MU: Você pretende assistir ao show deles hoje?
    Floor:  Sim.

    MU: Nós os entrevistamos hoje e eles disseram que também trouxeram uma grande produção para o show de hoje.
    Floor: Eu soube!

    MU: Duas grandes produções para nós hoje. Estamos com sorte! Sobre “Weak Fantasy”, o que esse título significa para você?
    Floor: O título se refere a uma fantasia relacionada a algo que não existe, como o conceito de religião, que, até onde sei, é baseado em contos de fadas. As pessoas querem acreditar em algo e outras pessoas tiram proveito disso, chamando isso de religião. Essa é uma forma de poder, de oferecer uma fantasia frágil, e é a isso que esse título me remete.

    MU: “The Eyes of Sharbat Gula”, você poderia dizer uma modelo feminina de quem você gosta?
    Floor: Bom, no ramo musical, eu diria que a Skin, do Skunk Anansie, porque ela é uma mulher negra botando pra quebrar no meio musical e por lutar tão bravamente por várias coisas. Por algum motivo, isso é algo difícil de se fazer enquanto mulher, o que é ridículo que aconteça, mas eu diria que ela é um modelo para mim em termos musicais e ideológicos.

    MU: Acho que você tem mais chances de vê-la ao vivo do que nós. Ela não faz muitos shows aqui, nos EUA.
    Floor: É uma questão de ponto de vista. Nós mesmos tocamos tanto que quase não sobra tempo para assistir a qualquer show.

    MU: Você já a viu ao vivo?
    Floor:  Infelizmente, não!

    MU: Está na sua lista de “shows a assistir”?
    Floor: Com certeza!

    MU: Uma última pergunta. Eu gostaria de saber qual música da turnê atual você mais gosta de cantar toda vez?
    Floor: É sempre difícil escolher, mas creio que continua sendo “Ghost Love Score”, pois eu adoro essa música e ela continua sendo um desafio toda vez. Todas as músicas são à sua própria maneira, mas essa, em particular, tornou-se tão popular que o desafio é ainda maior, sabe? Quando a expectativa de ouvir uma música tão popular é grande, o desafio também aumenta. É difícil explicar de maneira resumida, pois são vários obstáculos a serem enfrentados em termos vocais.

    MU: Do ponto de vista dos fãs, você sente que realmente tem um lugar dentro do Nightwish hoje em dia?
    Floor: Há sempre uma divisão de opiniões, mas eu me senti muito bem-vinda desde o início. Eu soube que a vocalista anterior teve problemas com isso, mas acho que ser a terceira vocalista talvez tenha facilitado a questão de mudança de vocais. Para mim, foi bastante fácil, pois eu fui fui bem recebida desde o início. É claro que, desde aquela época, surgiram pessoas que preferiam as outras vocalistas e não se pode agradar a todos, mas a sensação de ter sido bem recebida foi forte.

    MU: Eu diria que o seu talento fala por si só. Você consegue cantar muito bem as músicas novas, assim como as da fase Anette e da fase Tarja. Acho que eles tomaram a decisão certa.
    Floor: Obrigada!

    MU: Essa foi a entrevista com a belíssima Floor Jansen, do Nightwish. Eles tocarão em Montreal hoje à noite! Muito obrigado por vir.
    Floor: Muito obrigada!

    MU: E nos vemos novamente em Montreal lá pra 2018 ou 2019?
    Floor: Com certeza! Já estamos ansiosos.

    E: Bom descanse e até mais!
    Floor: Obrigada!

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    Official Ω BR: Your reference | Sua referência

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  • Entrevista – Metal Rock: Floor Jansen

    Entrevista – Metal Rock: Floor Jansen

    via MetalRock | Tradução: Head up High, my dear

    Entrevista Exclusiva com Floor Jansen

    Ville Akseli Juurikkala

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    No dia 7 de junho, tivemos muita sorte de duas maneiras em especial: a primeira foi a de participar de uma masterclass realizada pela Floor Jansen (atual Nightwish e ReVamp, ex-After Forever) ao lado de outros alunos talentosos. A segunda foi a de aproveitar uma oportunidade rara como está para conversar com ela. Mesmo tendo trabalhado por quase seis horas e sequer ter almoçado, a Floor foi extremamente gentil e aberta no papo que batemos. Você pode ler toda a entrevista logo abaixo:

    Olá, Floor! Obrigado tirar um tempinho para conversar conosco, da METALFORCE. A masterclass acabou agora mesmo: o que você achou de tudo? Como você se sente em relação a isso? Como você vê essa questão de ensinar e como se sente quando dá estas aulas especiais?
    Floor: Foi muito bom! Eu dou aulas com uma certa frequência, mas parece que cada aula me traz um pouco mais de inspiração para ensinar o que eu sei e aprendi. Afinal, eu não sei de tudo. As aulas são algo muito bom para mim, também, pois elas servem como uma forma de me lembrar de coisas que aprendi há muito tempo. Por isso, é um muito bom poder rever técnicas, trabalhar com pessoas, ouvir suas vozes e muito mais. Cantar é uma paixão para estas pessoas e para mim, então é algo muito importante!

    As letras do “Endless Forms Most Beautiful” (o álbum mais recente do Nightwish) foram escritas pelo Tuomas (tecladista e compositor da banda), mas é você que passa o sentimento delas. Como você vê e sente tanto as letras e os assuntos que compõem o álbum? Até que ponto você consegue sentir tudo isso e dar uma roupagem própria à sonoridade das músicas do álbum?
    Floor: No começo, eu levei algum tempo para entender tudo direitinho. Durante seis semanas, nós ensaiamos e discutimos os assuntos abordados nas músicas, o que, aos poucos, me ajudou a sentir e entender toda a história por trás do álbum.Felizmente, todas as letras são bastante subjetivas e qualquer um pode interpretá-las à sua própria maneira. No meu caso, eu amo a natureza e, portanto, foi fácil me sentir próxima da letra. Além disso, a teoria evolucionista sempre foi algo muito comum para mim, então eu estava bastante surpresa pelo fato de ainda haver pessoas que acreditam na criação de todas as coisas em sete dias pelas mãos de Deus e coisas do tipo. Fico impressionada com isso. (risos) . Para mim, compreender a essência do álbum e dos assuntos que ele trata foi algo muito interessante.

    A essa altura do campeonato, tanto o “Endless Forms Most Beautiful”, que foi lançado há mais de um ano, como as novas músicas já se tornaram parte de uma rotina, assim como as músicas e álbuns mais antigos. No geral, quais são as músicas que você mais gosta de tocar ao vivo e quais são as músicas que mais empolgam os fãs?
    Floor: O público está sempre muito empolgado em todos os shows, então é difícil definir uma música só. Ainda assim, parece que “I Want My Tears Back” é uma das favoritas de quase todos os fãs, pois sempre gera muita animação e nós gostamos muito de tocá-la ao vivo.

    Neste momento, o Nightwish conquistou tudo o que um músico sonharia em ter. Mas há algo que você queira conquistar? Alguma meta ou sonho em especial? O que leva um(a) musicista a continuar tocando e compondo com o passar dos anos?
    Floor: Para ser honesta, não há nada de que eu sinta falta. Eu amo a variedade de experiências que temos no ramo musical e sinto que não poderia desejar muito mais do que isso. Minha meta é continuar assim. Aconteceram muitas coisas e houve muitas mudanças, então manter o que tenho agora é a minha maior meta.

    Como vocês disseram em algumas entrevistas, a banda fará uma pausa nas atividades após os shows de setembro e outubro. Você pretende usar esse tempo livre para se dedicar a outros projetos ou colaborações com outros artistas?
    Floor: Bom, eu ainda não tenho certeza.Nós temos trabalhado por uns bons anos sem qualquer descanso, então acho que ter uma pausa será um alívio (risos).

    Há algo novo sendo produzido no que diz respeito ao Nightwish?
    Floor: Ainda não. Ainda estamos muito envolvidos no que estamos fazendo agora.

    Em meio aos compromissos de uma vida agitada como a sua, você consegue encontrar tempo para ouvir músicas e bandas novas? Quais foram as suas descobertas mais recentes?
    Floor: Sim! Eu gosto muito de ouvir e descobrir coisas novas. Mas eu diria que, recentemente, isso passou a depender da rotina e e até mesmo das pessoas com quem convivemos. Nos últimos meses, em grande parte graças ao Tuomas e ao Troy, tenho escutado várias trilhas sonoras de filmes, como “A Vila” e “Spartacus”. Quanto às músicas mais pesadas, tenho ouvido os álbuns do Gojira com frequência. Além disso, sempre fui muito fã do trabalho do Soilwork e nunca deixei de acompanhar a carreira deles.

    Qual você considera ser o momento em que descobriu que tinha potencial para ser cantora? Quando você percebeu que e esta era uma carreira que você gostaria de seguir?
    Floor: É claro que ninguém simplesmente acorda um belo dia e percebe que quer ser um musicista. Quando eu era adolescente, eu participava dos musicais da escola e isso fez com que eu me apaixonasse por música. Eu diria que tudo começou a partir daí.

    Agora, uma pergunta enviada pelo Nightwishers, o fã clube oficial italiano: você tem uma bagagem grande como musicista ao vivo, mas o que costuma vir à sua mente e o que você sente antes de entrar no palco? Você vê as coisas de maneira diferente de 10 ou até mesmo 15 anos atrás?
    Floor: Com certeza, sim. A maneira de lidar com as mudanças em situações de shows muda ao longo do tempo e tudo depende do local do show. A sensação é é diferente se é um show numa casa de shows pequena com ReVamp ou em estádios gigantescos com Nightwish. A forma com que você se prepara para aquilo muda, mas a sensação deve permanecer sempre boa. Agora, o que não muda é que é sempre necessário estar em forma para fazer um bom show. Por exemplo, faz dois dias que nós tocamos em Viena, na Áustria. O nosso show como um todo sofreu um pouco, porque começou a chover e, consequentemente, os fogos de artifício não funcionaram direito. Nestes casos, as mudanças na organização e a como as coisas são encaradas são diferentes ou até mesmo um pouco particulares. Em ocasiões como esta, ficamos um pouco ansiosos. Mas, agora já faz mais de um ano que estamos em turnê juntos, acabamos desenvolvendo uma rotina e não ficamos mais tão animados antes de um show como ficávamos no início. Não me interpretem mal, pois eu amo cada show que fazemos e procuro sempre dar o meu melhor, mas, por causa da rotina que temos hoje em dia, os ânimos costumam ser mais calmos no sentido positivo da coisa. O problema é quando a rotina acaba. Aí nós ficamos animados! (risos).

    Finalmente, que tal uma brincadeira? Eu digo um adjetivo e você diz qual membro da banda se encaixa melhor nele, incluindo você mesma. Pronta?
    Floor: Manda bala!

    Carismático.
    Floor: Poxa, todo mundo!

    Introspectivo.
    Floor: Hmm… o Tuomas, talvez.

    Pavio curto.
    Floor: Eu!

    Decidido.
    Floor: Eu mesma!

    Chato.
    Floor: Nenhum de nós!

    Chegado na bebida.
    Floor: A banda toda! (risos).

    Dorminhoco.
    Floor: Hmm… o Emppu.

    Sexy?
    Floor: Ora essa! Somos todos muito sensuais. (risos).

    Maravilha! Chegamos ao fim. Muito obrigado pela oportunidade !

    Nightwishers Italy:

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  • Report: MasterClass – Nightwishers

    Report: MasterClass – Nightwishers

    Via Nightwishers Italy | Tradução: Head up High, my dear

    O fã clube italiano Nightwishers Italy  realizou o mais recente MasterClass da Floor Jansen realizado no dia 6 de junho, em Roma. O “diário” deles você encontra à seguir:

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    Texto e imagens por Silvia Blackstar Bavaglia para o Nightwishers

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    A minha viagem começou às 6:30 da manhã, em um trem que ia de Milano a Roma. Quando eu cheguei lá, encontrei os membros do fã clube italiano: Lenny, Lorenzo e Mario. Fomos todos juntos à Mississippi Music School, no centro de Roma. A nossa tão sonhada masterclass com a Floor estava prestes a começar.
    Ela chegou e acenou para nós, pedindo desculpas por estar um pouco atrasada (ela teve alguns problemas com o táxi e com uma visita guiada pelo Vaticano). Entramos na sala para a primeira aula, que era voltada para os iniciantes na área. Nós, moças, nos sentamos (era uma sala só de meninas), sentindo toda a empolgação e nervosismo de cantar na presença dela.
    Primeiro, ela nos explicou como a aula havia sido planejada: faríamos alguns exercícios para aprendermos a cantar com o nosso diafragma, pois o ar precisa fluir lentamente pelo estômago e não pelos pulmões. Ela pediu que imaginassemos alguém nos dando um soco na barriga como uma forma de fazer o ar, a voz e a energia saírem um pouco. Este é apenas um exemplo, pois ela ainda discorreu sobre várias coisas interessantes e eu não consegui anotar tudo. Se tentasse, eu acabaria escrevendo uma trilogia de livros!
    Lentamente, começamos a nos sentir mais relaxados e a Floor nos fez rir bastante, o que ajudou muito. Houve um momento engraçado em que ela nos disse para relaxar, mas não apenas o nosso corpo e sim o nosso rosto. Ela puxou as bochechas de lado e imitou o quadro “O Grito”, de Munch.
    mario-minchia-di-mareEntão, começamos o exercício prático com escalas de melodia e exercicios práticos de respiração.
    A última parte da aula foi a mais interessante: escolheríamos uma canção para cantar.
    E lá estávamos nós todos ansiosos novamente! A Floor perguntou se alguém se disporia a ser a primeira pessoa a cantar.
    Eu me imaginei na pele de Katniss Everdeen, de Jogos Vorazes, falando “Eu me voluntario como tributo!” Calmamente, levantei a minha mão, dizendo que gostaria de tentar.

    A Floor respondeu que essa era uma ótima atitude, já que eu estava lá para aprender.
    Eu estava conectando o meu celular ao hi-fi, quando o instrumental de “Elan” começou a tocar no talo e todos começaram a rir.
    A Floor quis saber por que eu havia escolhido aquela música em especial. Havia tantos motivos, como o ritmo alegre, como a música me faz feliz, como ela reflete quem eu sou… mas o que eu disse foi apenas “É a primeira música que você lançou com o Nightwish!”. Que tosco! Fiquei com vergonha!
    Cantar na frente dela me deixou muito nervosa. Senti a minha voz ficar fraca e o meu corpo tremer. Ainda assim, ela foi super paciente e gentil: ela explicou os erros que eu cometia e me deu alguns conselhos para melhorar o meu canto. Eu deveria cantar com mais suavidade. Ela, inclusive, me mostrou como colocar esse conselho em prática colocando o meu dedo atrás dos meus dentes caninos. Dessa maneira, eu só conseguiria abrir a minha boca até onde o meu dedo indicador fosse e, então, eu consegui relaxar os músculos do rosto. Mas não foi nada fácil, porque eu ainda a estava olhando nos olhos e cantando a música dela!
    No fim das contas, deu tudo certo. Eu preciso trabalhar nisso, em relaxar o corpo e os músculos do rosto. Esta parte também foi útil para as outras meninas, pois cada um tem um estilo de canto diferente e todas puderam aprender algo. Ter uma aula assim ajuda todos a aprenderem algo novo! No fim da masterclass, tivemos algum tempo para tirar fotos e conseguir autógrafos. Além disso, muitos de nós haviam trazido presentes para a Floor. Nossa professora foi muito gentil e cuidadosa com todos nós, além de ficar feliz ao receber o bolo de frutas com cappuccino vegetariano que eu fiz para ela.

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    Congrats, Nightwishers! ♥

    Link original (italian) – english version below

     

  • Roadie Crew: Floor Jansen

    Roadie Crew: Floor Jansen

    Fonte: Roadie Crew | English soon

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    Mais pesado, mais obscuro

    Por Chris Alo

    A história da mais famosa banda de Rock da Finlândia é longa e bem conhecida. Mas em 2015 o Nightwish lançou Endless Forms Most Beautiful, seu primeiro disco com a nova vocalista, Floor Jansen. Depois de anos tendo à frente uma diva da Ópera e depois, durante um curto período, uma cantora com orientação mais Pop, o líder e tecladista Tuomas Holopainen trouxe uma verdadeira vocalista de Metal para a banda. O resultado é que a dinamarquesa HOLANDESA inseriu uma muito bem-vinda dose de agressividade ao repertório e tirou das águas turvas uma nau que, verdade seja dita, vinha navegando sem rumo nos últimos tempos. O novo disco acabou sendo relançado em formato duplo, contendo um DVD com vasto material inédito, incluindo várias músicas gravadas ao vivo e que mostram uma banda no auge da forma. Pouco antes de um show da turnê americana que o Nightwish fez no início de 2016, tive oportunidade de conversar com Floor sobre Rock e sobre até ciência e evolução (N.T.: a entrevista ocorreu em fevereiro).

    Na sua mais recente tour, vocês fizeram um ‘meet and greet’ com os fãs antes de cada show. Como têm sido esses encontros? Afinal, os fãs do Nightwish são muito passionais.
    Floor Jansen:
    Têm sido sensacionais! Na verdade, não fazemos isso em todos os lugares porque nem sempre é possível. Na Europa e na América do Sul, por exemplo, não deu. Mas é sempre uma experiência maravilhosa porque muitas vezes você acaba ficando forçosamente longe dos fãs. Em alguns momentos, é realmente impossível chegar mais perto do público. E, por outro lado, não é sempre que estou feliz com um monte de gente gritando por mim logo após tomar um banho e só querer entrar no ônibus. Então, essa é uma excelente solução para que tenhamos um tempo para conhecer e conversar com nossos fãs. Nós curtimos nos encontrar com eles, só não queremos que outras pessoas decidam quando isso deve acontecer (risos). E esse também é uma ótima oportunidade para ouvir o que as pessoas pensam e dar a eles a chance de externar isso. É algo muito legal de se fazer, enfim.

    Vocês estão na estrada há um ano, desde que o disco saiu. Hoje você está prestes a fazer seu primeiro show na cidade de Nova York. Principalmente por se tratar de uma cidade com essa, dá uma ansiedade extra?
    Floor:
    Sim, não tem como negar. Então, estar aqui no início de uma turnê é algo realmente importante. E uma cidade grande como Nova York naturalmente atrai mais atenção da mídia, então você acaba ficando no centro das atenções e acaba tendo que acompanhar tudo que é dito a respeito na mídia. Acaba sendo uma noite muito importante. Em todo início de turnê acaba sendo necessário fazer um ou outro ajuste no show, principalmente na parte técnica, já que ainda não há uma rotina estabelecida. Só que, como você lembrou, estamos há um ano, então essa rotina está mais do que clara para todos. Resumindo tudo isso: sim, o fato de estarmos em Nova York faz dessa noite algo muito especial (risos).

    Ville Akseli Juurikkala

    Vocês relançaram o novo disco numa edição especial limitada que inclui um DVD ao vivo. Achei essa versão perfeita, já que pra mim essa atual formação realmente brilha ao vivo. O que você pode me falar sobre esse DVD?
    Floor:
    Olha, pra ser honesta com você, eu não sei muito sobre isso. Nós estamos cada dia num lugar, fazendo sempre coisas diferentes… Acho que cada foi gravada em um show diferente, mas não saberia identificar uma a uma. Desculpe… (risos)

    Tudo bem, mas, deixe-me insistir, essa atual formação do Nightwish é realmente muito forte no palco. Vocês lançaram essa reedição de Endless Forms Most Beautiful para provar isso?
    Floor:
    Muito obrigada! E, sim, a ideia era exatamente essa!

    Como você disse, vários shows dessa turnê foram filmados. Há um novo DVD ao vivo vindo por aí?
    Floor:
    Sim, muitos shows foram gravados e nós estamos trabalhando num novo DVD com muitas imagens dessa turnê. Nossa ideia é mostrar vários locais diferentes em que tocamos. Como ontem, em que tocamos em Nova Jersey num lugar realmente pequeno. É o contrário do que aconteceu na parte europeia da tour, que teve uma atmosfera completamente diferente. Os enormes festivais de verão são algo normal para os europeus, mas nós acabamos descobrindo que o mundo é um lugar realmente grande… Então, queremos mostrar tudo isso às pessoas, queremos que eles vejam como são os shows nos lugares que elas não têm oportunidade de conhecer. Em Vancouver, por exemplo, era outra atmosfera. Tocamos lá no último verão (N.T.: do hemisfério norte) e foi um show em estádio. Ou seja, cada lugar é uma situação diferente e tem sua própria magia. Um lugar pequeno não significa que seja um lugar ruim para se tocar.

    Nightwish

    O último DVD de vocês, Showtime, Storytime (2013), traz um grande show ao vivo, com pirotecnia e o Nightwish tocando para oitenta mil pessoas no ‘Wacken Open Air’. É um grande contraste com esse show em Nova Jersey, em que havia 2.500 pessoas na plateia.
    Floor:
    É sempre legal fazer um show desses, com pirotecnia e tudo mais, mas num lugar pequeno isso não é nada seguro. O lado bom de um local assim é que a gente fica mais perto do público e pode ter uma interação muito maior com os fãs. Num grande festival, diante de uma multidão, bem, é apenas uma multidão. Você consegue ver alguns rostos, mas pouco além disso. Quando você toca num lugar menor você praticamente vê todo mundo, o que gera um tipo de energia totalmente diferente – e eu gosto muito disso. De todo mondo, independente de tudo isso e do que você consegue ou não consegue levar para o palco, o que dá o clima do show é a música. Acho que o mais desafiador nisso tudo é provar que você pode conseguir isso independente dos extras que consegue levar ao palco. Não são eles que fazem o show, eles auxiliam nisso, mas são apenas extras. A ideia é sempre fazer um excelente show. O resto é resto. E num local pequeno há um desafio a mais, já que temos menos espaço para nos movimentar. Porém, como eu já disse, é muito mais fácil interagir com os fãs.

    Eu vi recentemente a apresentação de vocês no ‘Rock In Rio’ e foi um show fantástico.
    Floor:
    Sim, foi muito bom mesmo. Quando nós tocamos lá, já tínhamos participado de alguns festivais europeus, mas é totalmente diferente ticar no Brasil. Os fãs brasileiros são muito barulhentos! E havia muita mídia lá também, era um verdadeiro circo. Eu adorei, foi tudo sensacional. O público brasileiro é realmente o melhor!

    Vamos falar um pouco sobre Endless Forms Most Beautiful. Imaginareum (N.T.: disco anterior da banda, lançado em 2011) fala de sonhos e lembranças, já o novo disco trata sobre ciência. É isso?
    Floor:
    Acho que não dá para definir em uma palavra sobre o que ele fala. A ciência foi, sem dúvida, a inspiração parta ima série de músicas, mas não de todas elas. É sobre ciência e sobre a ciência por trás da evolução, das teorias da evolução e do esplendor do nosso mundo. É sobre isso que as músicas mais longas falam. Sobre a evolução do nosso planeta, os 4,6 bilhões de anos desde sua criação. Muita coisa aconteceu nesse tempo todo, então é preciso fazer uma música longa para falar a respeito (risos). Não é um disco sobre ciência em si, não tratamos de assuntos científicos, mas sem dúvida foi uma inspiração para as letras.

    A despeito do que as letras falem, você acredita que é importante que o público as interprete e façam essa conexão com o significado por trás delas, como seria nesse caso com a ciência e a evolução? Ou está tudo bem se as pessoas ouvirem o disco, curtirem a música e não derem a mínima para o que elas dizem?
    Floor:
    Eu acho que a emoção por trás da música é o mais importante. Há uma mensagem, caso você queira escutá-la. Nós não estamos aqui para ficar pedindo as coisas. O principal tema desse disco pode até ofender algumas pessoas, já que a evolução vai contra o que algumas igrejas pregam, já que acreditam que a Terra foi criada por deus em sete dias. Músicas como Weak Fantasy e Yours Is An Empty Hope certamente não são positivas sobre as religiões e acho que é a primeira vez que tratamos disso. Tuomas escreveu as letras e ele teve essa ideia. Nós conversamos muito sobre isso durante o processo de composição do disco. Não tive a menor dificuldade em aceirar esse enfoque, essa visão é muito próxima daquela em que acredito. Acho muito importante refletir a respeito disso tudo, mas se você prefere apenas curtir a música e fazer a sua viagem por conta própria, tudo bem. Essa vai ser a sua forma de se envolver naquilo que fizemos. Mas tem gente que aparece no ‘meet and greet’ com livros de Darwin ou com ‘The Greatest Show On Earth’ (N.T.: livro do biólogo britânico Richard Dawkins e que trata da evolução biológica). É muito comum pedirem para autografarmos esse livro. Por outro lado, a música Edema Ruh é sobre um grupo errante de músicos e artistas chamado Edema Ruh, que é retratado no livro ‘The Name Of The Wind’ (O Nome do Vento’ em português), de Patrick Rothfuss. E muita gente também traz esse livro para assinarmos. Então, você pode encarar esse trabalho da forma que você quiser (risos).

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    Essas duas músicas, Weak Fantasy e Yours Is An Empty Hope, talvez tenham as letras mais polêmicas da história do Nightwish e musicalmente são dois temas bem pesados para a tradição da banda. Essas duas coisas juntas permitem concluir que Endless Forms Most Beautiful é o disco mais pesado da história do Nightwish. Você concorda com isso?
    Floor:
    Não sei, porque o disco também tem temas como Elan e My Walden, que são praticamente o oposto disso que você falou. Acredito que o disco seja pesado de uma forma diferente. Não é Black Metal! (risos) Mas acredito que a banda já tenha flertado com um lado mais pesado e obscuro antes. Só não sei se o todo desse disco soa mais pesado do que aquilo que a banda fez antes – mas provavelmente sim.

    Pois é, se você olhar para o passado do Nightwish, parece que a sonoridade vem constantemente se expandindo mas, ao mesmo tempo, se tornando pesado e obscuro, como você salientou. Isso seria uma evolução natural?
    Floor:
    Sim. Eu acredito que toda evolução nesta banda aconteceu de forma natural, nunca foi nada planejado. Eu sei que Tuomas, por exemplo, começa a trabalhar com uma história em sua cabeça e o que sair, saiu… Nunca há nada como: ‘Ah, agora vamos fazer um disco mais pesado.’ Ele apenas flui naturalmente.

    A despeito de o disco ter momentos pesados e outros mais calmos, o trabalho como um todo acaba tendo uma enorme coesão. De onde vem isso? Seria pelo fato de vocês terem passado muito tempo ensaiando juntos?
    Floor:
    Sim, isso nunca aconteceu no passado. Acredito que o fato de termos a banda toda reunida ensaiando e trabalhando nas músicas levou o trabalho a algo além do som orquestral de sempre. E acredito que foi porque nos trancamos juntos no estúdio. Mas, repito, foi tudo completamente natural, não houve nada planejado. Planejamos fazer os ensaios, mas a forma como eles aconteceram e o resultado deles foi uma surpresa para nós. Foi algo muito positivo. E provou que podemos trabalhar como uma equipe.

    Esse foi seu primeiro disco com o Nightwish e nele há alguns vocais operísticos. Vocês já chegaram a considerar usar mais vocais nesse estilo, já que você pode gravá-los com facilidade?
    Floor:
    Eu fiz o que era preciso fazer. Vou falar mais uma vez: foi uma evolução natural. É possível fazer isso, o que não significa que teremos que fazer isso sempre. Se as músicas pedirem por isso, assim será feito.

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    O disco também traz a faixa The Greatest Show On Earth, que é a maior já gravada pela banda com 24 minutes. Mas, pelo que sei, originalmente ela era ainda maior, com 35 ou quarenta minutos. Essa versão chegou a ser gravada?
    Floor:
    Não, isso aconteceu quando Tuomas ainda estava no processo de composição. Depois disso ele reduziu para 24 minutos… (risos)

    Parece que as coisas vem funcionando muito bem desde que você entrou para o Nightwish, em 2012. Você chegou a ser cotada para o posto na época de Dark Passion Play (2007)?
    Floor:
    Não, não… Naquela época eu ainda cantava no After Forever e eles não iriam chamar alguém de uma banda que estava na ativa.

    Agora o Nightwish está numa fase intensa de trabalho, com datas agendadas até agosto.
    Floor:
    Sim, começamos em abril do ano passado e vamos até mais da metade deste. Há poucos lugares a que não fomos ou que não iremos.

    Eu sei que é muito prematuro falar sobre um novo disco, mas há um plano para quando o ciclo de Endless Forms Most Beautiful acabar e vocês começarem a trabalhar no próximo álbum? Talvez no ano que vem?
    Floor:
    Nossa intenção é tirar 2017 de folga. Vai ser o primeiro ano sabático da banda em duas décadas de atividades. Isso é algo em que os caras vêm pensando há tempos e agora, com tudo dando certo com o disco e na turnê, é o momento certo de se fazer uma pausa.

    É certeza que vocês merecem! Mas você vai passar o ano descansando ou pretende fazer algo com sua outra banda, o Revamp?
    Floor:
    Verdade, eu venho fazendo turnês e gravando discos sem parada há alguns anos… Então, imagino que eu vou gostar muito de ficar sem fazer nada! E nós já temos alguns planos em mente, mas que eu ainda não posso divulgar.

    Para o Nightwish você quer dizer?
    Floor:
    Sim. Então, quando a máquina parar de funcionar após essa turnê, imagino que não vou querer pensar em gravação ou estrada. Mas, na verdade, eu estou com algumas ideias na cabeça… Quando chegar mais perto do momento de parar eu resolvo. Ainda não cheguei a uma conclusão… (risos)

    Antes de encerrar, os fãs gostariam de saber como está Jukka (Nevalainen, baterista do Nightwish que teve que se afastar da banda por conta de sérios problemas com insônia).
    Floor:
    Ele vai indo bem. Se ele não precisa sair em turnê, tudo vai bem. É uma doença terrível e que não se sabe o que causa nem quando vai aparecer. Ou seja, o futuro é muito incerto. Mas é muito bom poder dizer que ele está bem. Ele sente falta da gente, de excursionar, dos fãs, mas está numa boa condição.


    Fotos: Ville Akseli Juurikkala

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  • Уикенд в Киеве: Floor & Marco

    Уикенд в Киеве: Floor & Marco

    Via: Уикенд в Киеве | Tradução: Head up High, my dear

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    Nightwish fala sobre a Ucrânia: este é um país com um povo orgulhoso

    Ω

    No dia 22 de maio, no Palats Ukraina Concert Hall, o Nightwish, uma das bandas de metal mais importantes da atualidade, fez um show como parte da turnê “Endless Forms Most Beautiful” a fim de promover o álbum homônimo lançado no ano passado. A The Weekend ficou impressionada os fãs da banda e teve a oportunidade de conversar um pouquinho com os vocalistas Floor Jansen e Marko Hietala, além de assistirem ao show.

    Que tal colocarmos um pouco de música e começarmos? Vamos lá!

    O oitavo álbum da banda, cujo tema principal são as teorias de Charles Darwin, chegou à cidade de Kiev. Até mesmo o título do álbum foi tirado de uma das obras de Darwin – “A Origem das Espécies”.

    “FLOOR ESTÁ SORRINDO E EU ADORO O SORRISO DELA!”

    Os fãs do Nightwish se prepararam para o show com meses de antecedência. Conversamos com alguns membros do fã clube enquanto eles aguardavam pela sessão de Meet & Greet. Orgulhosos do seu trabalho, eles mostravam os presentes que entregariam à banda: Tuomas Holopainen ganhou uma camiseta com a palavra ““vyshyvanka” bordada e um bracelete artesanal; Floor ganhou um par de brincos de prata com detalhes citas e uma coroa de flores; Marco ganhou um cachimbo customizado e um cinzeiro; Emppu ganhou uma palheta gigante feita de vinil com sua silhueta gravada nela; Troy ganhou uma tradicional flauta dupla ucraniana do tipo dzholomyha; e tanto Jukka como Kai ganharam um pandeiro cada com suas imagens gravadas nestes. As fotos mostrando os presentes são apenas parte da surpresa, mas o principal ainda estava por vir.

    Todos os outros fãs da banda (mesmo que não fossem membros do fã clube) tiveram a chance de participar da sessão de Meet & Greet para pegar um autógrafo e tirar uma foto com a banda. Eles entravam sempre em grupos de 4 a cinco pessoas após checagem do ingresso e passaporte de cada um. Os fãs mostravam uns aos outros os itens que haviam acabado de ser autografados e conversando sobre o momento com emoção transbordando de suas palavras.
    – Eu estava tão ansioso que mal sabia onde ficar – disse um rapaz a seu amigo.
    – Essa não foi a melhor foto – disse uma moça enquanto mexia em sua câmera – Mesmo assim, a Floor está sorrindo e eu adoro o sorriso dela!
    Após várias fotos e itens assinados, a multidão desapareceu já que faltava apenas uma hora e meia para o início do show. Pouco depois, fomos entrevistar Floor Jansen e Marko Hietala.

    “ATÉ AS MELHORES DEMOCRACIAS TÊM SEUS PRESIDENTES”

    Como vocês estão hoje?
    Marko e Floor: Muito bem. Obrigado!

    Vocês tiveram a oportunidade de passear por Kiev e conhecer a cidade?
    Marko: Dessa vez, não. Na nossa outra visita, tivemos um ou dois dias para visitar o centro e a área da igreja.

    Vocês estão em turnê pela divulgação do álbum há mais de um ano. Vocês sentem que é difícil seguir uma rotina ou que fica cansativo tocar o mesmo setlist toda vez?
    (risos)
    Floor: De jeito nenhum. Sempre tocamos certas músicas, mas tentamos variar o restante do setlist. É muito bacana tocar as músicas. Não é nada cansativo.
    Marko: Na verdade, nós achamos um jeito de nos divertimos. E, é claro, quando se faz um show, tudo varia de acordo com a energia que a gente pega do público. Nós usamos essa energia para fazer um bom show e mandamos essa energia de volta, criando esse pingue-pongue. Além disso, fazer shows é algo que todos nós gostamos muito.

    É fisicamente desgastante viajar tanto assim?
    Floor: Às vezes, sim. Se tem algo no processo de fazer o show, esse algo são as viagens. Eu sou alta e acabo não me encaixando bem na maioria das vans. A mesma coisa acontece em aviões. Os meus joelhos ficam meio presos entre os dois assentos ou a poltrona fica muito inclinada para frente, o que torna tudo muito desconfortável.

    intervyu-s-nightwish_27389_20Vocês dois cantam na banda. Vocês têm algum tipo de espírito de rivalidade ou competição entre vocês?
    Floor: Sim, mas não queremos falar sobre isso.
    Marko: Você não vai querer vê-la me dando uma surra.
    Floor: (risos) É brincadeira. Rivalidade? Claro que não! É um prazer imenso cantar com ele!
    Marko: É algo muito confortável. É claro que temos as regras da banda e que nós as seguimos, mas acho que os vocais são parte essencial da obra como um todo e que, portanto, não deve haver rivalidade. É a maneira com que vejo as coisas, pelo menos.
    Floor: Acho que a minha voz e a dele soam bem junta e de uma maneira muito natural. Isto ocorreu de uma maneira tal que não tivemos nem de escolher qual parte cantar. Foi tudo muito fluído.

    Os fãs consideram o álbum mais recente impecável e até mesmo perfeito. Vocês concordam com essa opinião geral?
    Floor: Bom, “perfeito! é uma palavra muito forte. Como uma pessoa perfeccionista, eu acredito que sempre temos em mente que algo poderia ter sido um pouco melhor. Eu mesma gostaria que pudéssemos ter gravado as músicas mais uma vez após termos feito essa turnê. Tem um certo tipo de energia que vem desses momentos que não surge por completo na primeira vez em que as canções foram tocadas em estúdio. Infelizmente, nós ensaiamos por muito tempo e certas músicas meio que já entraram no “automático”. É algo conveniente para nós, mas ainda acho que poderíamos ter acrescentado algo mais. 

    intervyu-s-nightwish_27389_30Marko: Não há nada perfeito no mundo. Eu acho que algo é perfeito quando podemos fazer algo da melhor maneira possível num momento em particular.
    Floor: Fora que o meu perfeccionismo foi satisfeito e eu me sinto orgulhosa e feliz com o nosso trabalho
    Marko: Mas sempre fica aquela vontade de mudar algo.
    Floor: Tem razão. Sempre fica.

    Vocês se reúnem com os fãs com bastante frequência. Qual é a pergunta que vocês mais ouvem?
    Marko: Você poderia assinar essa foto pra mim? Podemos tirar uma foto?

    Eles perguntam algo sobre a música que vocês produzem ou algo até mesmo mais pessoal?
    Floor: A maioria das pessoas não quer perguntar nada, só conversar mesmo. Eles querem falar das experiências que tiveram com a nossa música. Na maioria das vezes, eles querem compartilhar toda a emoção que sentiram e o que sentiram de fato.
    Marko: Sim. Eles querem estabelecer um elo conosco por meio de uma música. Por exemplo, eles comentam sobre a vez em que ouviram uma música em particular pela primeira vez e como eles levaram isso para as suas vidas.
    Floor: As pessoas também têm interesse em saber o que pensamos sobre a cidade ou o país delas. Às vezes, são perguntas mais pessoais, mas eu não falo muito sobre isso.
    Marko: Basicamente, encontramos muita gente nas ruas e eles falam conosco sobre o trabalho deles, problemas que enfrentam e coisas do tipo. É possível encontrar gente de bom coração em qualquer país.

    intervyu-s-nightwish_27389_17Vocês têm alguma memória especial sobre os fãs ucranianos?
    Floor: Eu acabei de chegar e só conheci algumas poucas pessoas, mas posso dizer com toda certeza que este é um país com um povo orgulhoso. Eles querem saber o que pensamos deles e eles se sentem muito felizes por isso. O mercado musical é menos saturado por aqui em comparação aos EUA, por exemplo. Quando estamos em Michigan, por exemplo, as pessoas não perguntam o que achamos da cidade, mas as pessoas daqui perguntam, porque elas têm orgulho de suas raízes. Esse orgulho me deixa muito feliz. As pessoas querem compartilhar coisas típicas do país conosco.
    Marko: Com certeza. Eu ainda guardo um presente que ganhei na última visita. Eu me esqueci o nome… uma Estrela da Manhã?

    Um mangual (Bulava). É um símbolo de poder na história da Ucrânia.
    Marko: Isso! Agora, eu me lembro. Haviam me explicado na época.

    Reza a lenda que Tuomas Holopainen também é um tanto perfeccionista e acaba ditando cada palavra e cada acorde para os outros membros da banda. Isso é verdade?
    Marko: Já ouvi esse boato. O Tuomas não é nenhum tirano, ele é apenas o líder da banda, porque ele compõe a maior parte das músicas e o sucesso da banda se deve em grande parte à visão que ele tem dessas obras. O Tuomas manda as demos que ele tem e nós compomos algo em cima daquilo. Eu e o Emppu compomos parte da música e, se esse nosso material passar pela avaliação dele, ela acaba se tornando uma canção finalizada, que fará parte de um álbum. Tudo pode e é discutido.
    Floor: Mesmo se ele tentasse dizer o que precisamos fazer de uma maneira muito precisa, creio que soaria de uma maneira muito diferente do que se imagina. Ele encontrará uma maneira pessoal de conversar com todos e fazer com que não soe como uma ordem. E isso acontece com frequência durante o nosso período de trabalho. Isso faz com que as nossas demos tenham essa sonoridade típica do Nightwish. É a nossa colaboração musical.
    Marko: Até mesmo as melhores democracias têm seus presidentes.
    Floor: É importante ter alguém como líder.

    intervyu-s-nightwish_27389_28Você e a Floor participarão da composição no próximo álbum?
    Marko: Como eu disse, nós gravamos as nossas demos com o equipamento que eu tenho em casa e passamos tudo pro Tuomas. Se ele achar que ficou bom o suficiente, colocamos no álbum.
    Floor: Eu farei o mesmo se sentir que tenho coragem suficiente para tal. No fim das contas, vai ser algo divertido. Eu me sinto muito orgulhosa do que fizemos neste álbum e não me importo com quem compõe ou não.
    Marko: E, voltando a falar um pouco da minha atitude em relação ao Tuomas e o papel dele na banda, todos nós desempenhamos os nossos papéis sem a necessidade de competir um com o outro por uma parte em particular do álbum.
    Floor: A nossa música representa o que pensamos, não os nossos egos.

    Mais um boato cai por terra!
    Floor: É ridículo ver que um boato desses ganhou tanta força. O Tuomas é uma pessoa muito bacana e ele nunca faria nada do tipo.

    intervyu-s-nightwish_27389_22Vocês anunciaram que fariam uma pausa nas atividades. O que vocês pretendem fazer no meio tempo?
    Floor: Ainda não sei. Eu gostaria de trabalhar em algo, mas também gostaria de ficar em casa com as pessoas que me são queridas. Se eu fizer algo relacionado à música, não quero que seja algo com prazos e toda aquela pressão. Eu só quero viver no meu próprio ritmo e aproveitar esse tempo em casa, compondo. Eu tenho uma banda e, inclusive, tenho de tomar uma decisão quanto a ela. Muita gente está esperando por essa decisão e ela será anunciada em breve. É uma decisão um tanto difícil de tomar, pois ter uma banda e um projeto pessoal ao mesmo tempo é algo muito intenso, muito desgastante. Eu passei alguns anos nesse vivendo nesse ritmo e, agora, preciso escolher uma coisa ou outra. Fora isso, o que é certo é que eu preciso de algum tempo descansando em casa.
    Marko: Eu planejo tirar algum tempo para mim mesmo, também. É claro que temos um projeto de natal todo ano e eu faço parte dele quase todo ano. Bom, eu não consigo simplesmente ficar quieto em um canto, sem fazer nada, então é provável que eu componha algo.

    Marko, você compôs algumas letras recentemente. Elas também estão ligadas à ciência de alguma maneira?
    Marko: Sim. Nós temos várias opiniões e visões de mundo em comum. Não todas, mas a maioria delas.

    Qual é o seu campo preferido da ciência?
    Marko: Com certeza é a cosmologia e astronomia. São áreas que me interessam desde quando eu era criança. Os processos pelos quais tudo funciona ou, por exemplo, por que o sol brilha e o que são as reações nucleares acontecendo no sol. Eu conheço esses campos um pouco mais.

    Floor, e qual é o seu campo preferido?
    Floor: Eu nunca tive a paixão pela ciência que o Tuomas e o Marko têm, mas provavelmente seria biologia ou ciências relacionadas à vida. Digo isso, porque, em função do nosso álbum, eu li muito sobre o assunto, mas sei que a ciência é algo muito mais vasto que isso. 

    intervyu-s-nightwish_27389_34Então, vocês encorajam as pessoas a aprenderem mais sobre ciência e tentam torná-la mais popular, certo?
    Floor: É algo normal e muito importante. A ciência está presente na vida diária de qualquer pessoa e é ainda mais fascinante para mim do que alguns planetas distantes. Há pessoas que acham que é algo para nerds e acho que não deveria ser assim já que estamos em contato tão constante com ela. É curioso saber como temos eletricidade para as nossas lâmpadas, como a própria eletricidade é gerada ou como pesticidas afetam as abelhas e ainda achar que não temos alguma relação direta com tudo isso. Tudo no mundo está interconectado.
    Marko: Com certeza. Os efeitos do consumo constante de açúcar sobre o corpo ou coisas do tipo. Todas as respostas para essas perguntas podem ser encontradas até em revistas científicas populares de uma maneira compreensível para qualquer pessoa. Cosmologia é uma coisa até milagrosa. Pense um pouco sobre ela: o meu corpo é composto de átomos criados já bilhões de anos, no núcleo de estrelas mais antigas do que conseguimos imaginar. É um raciocínio brilhante e a ciência por si só é algo muito poético.
    Floor: Concordo. É incrível, assim como o fato de sabermos isso tudo. Eu cresci com um pouco de religião no meu ambiente social e, para mim, sempre foi um pouco difícil de entender esses conceitos. No entanto, eu percebi algum tempo depois que muitas pessoas ainda tomam como verdade absoluta as coisas encontradas em um livro escrito há milhares de anos, apesar do fato de que nos tornamos capazes de provar que as coisas funcionam de uma maneira diferente. As pessoas conscientemente ignoram esse tipo de coisa, porque da cobra falante no Jardim do Éden e por isso soar como verdade para elas. Eu fico embasbacada com isso. Todos têm o direito de acreditar no que quiserem, mas não se pode ignorar os fatos. As pessoas ignoram centenas de anos de desenvolvimento e milagres acontecendo nas nossas próprias mentes, e até mesmo das capacidades do ser humano.
    Marko: De fato. Superstições são mais importantes para muitas pessoas.
    Floor: Por essa razão, eu acredito que a ciência não deve ser algo “só para nerds”, mas para todos. Ela está ao nosso redor e isso são os fatos. Desculpem. Depois que você percebe isso é que você vê, de fato, mais milagres acontecendo na sua vida diária do que na Bíblia ou em qualquer outro livro religioso escrito em nome de alguma divindade.

    intervyu-s-nightwish_27389_5Floor, você poderia contar um pouco mais sobre a Academia do Rock (“Academy of Rock”)? Você foi uma aluna lá.
    Floor: Claro! É um conservatório para musicistas de rock e pop. Foi a primeira escola a fornecer este tipo de formação. Ela foi fundada em 1999 e eu fui uma das primeiras aulas de lá dentre outros milhares que queriam se matricular lá. Era um lugar único na época e tinha vários defeitos. Inclusive, eu estava criando a formação verdadeira e era algo envolvente, mas eu senti falta de um tipo de orientação desde os 19 anos. Eu me formei nessa escola, mas comecei a assistir a aulas de canto no conservatório e fiz outro ano de música para teatro, além de outro ano voltado para ópera lá. Tudo isso por não ter tido aulas de canto verdadeiramente boas.
    O que é interessante sobre vocal e formação musical é o seguinte: a ópera existe há centenas de anos e as técnicas de canto foram se aperfeiçoando com o tempo. O canto para o pop, por sua vez, é um fenômeno muito recente e tem apenas algumas décadas de existência. As pessoas cantavam dessa maneira, mas sem formação de verdade. Não era necessário, pois as pessoas não se importavam com isso e, quando eu comecei, não havia quase nada do tipo. Quando existia, não era bom.
    Marko: Eu fiz algumas aulas de canto na época do ensino médio e eu me lembro de um dos meus amigos dizer que os professores ficavam conversando sobre o tal do Marko que ficava com o casaco aberto em pleno inverno, não cantava muito bem e ainda por cima fumava. Eles diziam que esse rapaz não cantaria por mais do que três anos, já que vai perder a voz bem rápido. Isso foi quantos anos atrás? Trinta anos, talvez?
    intervyu-s-nightwish_27389_8Floor: Até mesmo o canto no pop era considerado algo nocivo à voz. Quando se pensa em gulturais, gritos e outras técnicas de vocal extremo? É claro, é preciso fazer tudo da maneira certa, além de controlar as suas cordas vocais. Houve uma evolução incrível no canto moderno e nas técnicas de canto. Eu gostaria de ser jovem de novo e poder voltar à escola. Por falar nisso, bons musicistas não precisam ter formação. Não acredito nisso. Eu tive aulas de canto por seis anos, ensino há treze anos e ouso dizer que, quando você é bom, você não precisa disso. Se você não sente que é tão bom, você não conseguirá evoluir muito mesmo com formação. Há muitas poucas pessoas capazes de fazer algo assim e eles são sempre os melhores ou os melhores em algum gênero. Uma pessoa pode ser uma musicista fantástica, mas, se ele ou ela não tem talento para a coisa, não haverá uma grande evolução. Há várias coisas que compõem um musicista bem sucedido, mas a formação é apenas uma pequena fração disso tudo.
    Marko: Ter formação significa ter algumas dicas. Consegue-se chegar a algum ponto específico mais rápido e compreender esse processo. Como eu disse, eu tive algumas aulas de canto, mas, naquela época, eu já cantava há três anos em várias bandas de escola. No fim das contas, eu aprendi apenas a como respirar e a relaxar certos músculos durante as minhas aulas de canto clássico.
    Floor: Quando se tem talento, descobre-se muitas dessas técnicas por conta própria. Ainda assim, ter formação acelera todo o processo.
    Marko: Além disso, se você tem paixão pelo que faz na linha de beirar à obsessão, você é capaz de evoluir e se destacar. Funcionou pra mim, pelo menos. 

    intervyu-s-nightwish_27389_43Floor, você dá aulas de canto em vários cursos. Você poderia nos contar um pouco mais sobre eles?
    Floor: Eu dou aulas desde 2003, mas sempre foi algo paralelo à minha carreira já que eu viajo bastante. Hoje em dia, eu não dou mais aulas particulares por não ter tempo disponível. Além disso, eu conseguiria escolher aluno por aluno, pois é impossível. Ainda assim, fico feliz que todos queiram se matricular, especialmente as pessoas que o fazem para cantar e mostrar do que são capazes. É muito chato dar aula para alguém que simplesmente fica lá, sentado, olhando pra sua cara. É um desperdício do meu tempo. É muito mais interessante e prazeroso trabalhar com pessoas que realmente vieram para cantar. Eu darei uma masterclass em Roma muito em breve. Geralmente, faço duas turmas – uma de alunos iniciantes e outra de alunos avançados.

    Qual é a sensação de fazer parte de uma das bandas mais populares de metal?intervyu-s-nightwish_27389_44
    Marko: É demais, na maior parte do tempo. É legal e muito prazeroso, mas também é esquisito. Algumas pessoas te admiram e prestam atenção até demais. Eu sou uma pessoa mais pé no chão e nunca vou conseguir entender as pessoas que me colocam num pedestal, porque eu nunca faria algo assim por ninguém. É uma situação meio chata. De qualquer maneira, eu respeito essa atitude.

    Vocês podem nos dizer algo sobre quando o baterista Jukka Nevalainen voltará?
    Floor: Gostaria de saber algo, mas, no geral, a recuperação dele vai bem.

    Nós o desejamos uma recuperação rápida!

    Floor e Marko: Obrigado!

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  • Roppongi Rocks: Floor & Tuomas

    Roppongi Rocks: Floor & Tuomas

    Via: Roppongi Rocks by Stefan Nilsson | Tradução: Head up High, my dear

    Tokyo by Stefan Nilsson

    Floor Jansen e Tuomas Holopainen do Nightwish em Tóquio. Foto por: Stefan Nilsson

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    O fundador e gênio musical do Nightwish, Tuomas Holopainen, e a vocalista da banda, Floor Jansen, se reuniram com Stefan Nilsson, da Roppongi Rocks, um pouco antes do início de um incrivel show da banda em Tóquio, uma das cidades que fazem parte da turnê mundial que passa pela ásia no momento.

    A Finlândia foi o local de nascimento de muitas das maiores bandas de heavy metal do mundo nas últimas décadas. A vanguarda das banda de metal finlandesas conta com a banda de metal sinfônico Nightwish, que comemora o seu aniversário de 20 anos em 2016. Com a incrível holandesa Floor Jansen nos vocais desde 2012, a banda segue lançando ótimos álbuns e promovendo a sua turnê ao redor do mundo. Eles estão em melhor forma do que nunca e seu álbum mais recente, “Endless Forms Most Beautiful”, o oitavo álbum de estúdio da banda, foi lançado em Março de 2015. No entanto, assim que a atual turnê mundial for encerrada em outubro com o retorno do Nightwish ao Japão durante o Loudpark Festival, a banda pretende fazer o que seria uma pausa de um ano inteiro em 2017.

    Stefan NilssonÉ o que planejamos,” explica Tuomas Holopainen durante nosso encontro em Roppongi, Tóquio. “O último show desta turnê acontecerá em outubro e, então, vamos ficar 2017 descansando para voltarmos com tudo em 2018.”

    Tuomas é a força-motriz por trás do Nightwish nas últimas duas décadas, além de ter lançado um álbum solo e ter trabalhado na trilha sonora para filmes. Agora, no entanto, ele deseja tirar uma folga.

    Eu não acho que vou me envolver com música nesse período. Essa é a ideia de tirar uma folga! E, pra falar a verdade, eu não pensei muito nisso, pois simplesmente gosto da ideia de estar em casa, cuidar do meu jardim, cuidar dos meus cavalos e ficar um pouco mais quieto por um tempo.”

    floor-jansenTenho pensado um pouco e tido algumas ideias, mas nada oficial que eu possa divulgar no momento,” diz Floor Jansen sobre o que ela planeja fazer em seu ano sabático. Quando questionada sobre sua antiga banda, o ReVamp, estar em seus planos, ela diz com um sorriso mas sem confirmar nada: “É uma dessas coisas em que tenho pensado.”

    O que será que um Nightwish descansado e com as baterias recarregadas fará quando retornar em 2018 após um ano inteiro de descanso? “Ainda tem muito chão até lá pra revelarmos qualquer coisa, mas temos alguns planos até 2020 e até mais longe,” diz Tuomas.

    Com vinte anos de carreira nas costas, a banda finlandesa já coleciona várias conquistas, como o sucesso comercial e o carinho dos críticos. Qual foi o momento mais emocionante até agora? “O meu talvez tenha sido este novo álbum e especialmente a última música dele, a ‘The Greatest Show On Earth’, quando a tocamos nos shows, como foi o caso do Wembley, em dezembro do ano passado. Esta turnê como um todo foi incrível,” diz Tuomas com uma expressão de orgulho.

    Durante esses vinte anos, a banda teve três vocalistas diferentes, mas Tuomas e a banda conseguiram criar um som único para o Nightwish.

    Stefan Nilsson

    Eu acho que a questão principal acaba envolvendo muitas coisas e muito disso está ligado a escrever as letras, é claro, mas muito além disso. Precisamos da participação de todos os membros, dos vocalistas, da produção, da equipe, de tudo! Fomos até chamados de “um grupo que desafia rótulos”. Eu adorei essa saber disso! Essa questão toda vai até o centro de quem somos nós. Parece que nós, como grupo, precisamos seguir em frente independente de quem esteja cuidando dos vocais ou das composições.”

     

    Floor Jansen, uma das maiores vocalistas no meio do metal, se juntou ao Nightwish em 2012 em meio à turnê do álbum “Imaginaerum” como substituta da antiga vocalista Annete Olzon, que havia se separado da banda subitamente. Anette, por sua vez, substituiu a vocalista original Tarja Turunen, em 2007. Floor se encaixou bem na banda e tanto sua voz como sua presença de palco fora uma soma perfeita à banda, levando a vocalista a ser oficializada como nova vocalista permanente da banda. Ela já sabia que as coisas dariam certo quando a banda entrou em contato em 2012.

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    Floor Jansen do Nightwish durante o show em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Em 2002, eu tinha a minha banda, After Forever, e nós fizemos uma turnê com o Nightwish como banda de abertura durante algumas semanas pela Europa. Foi uma experiência fantástica e nós mantivemos contato. Se eles tocassem perto de onde eu estivesse, eu os visitava e vice-versa,” explica Floor sobre sua relação com o Nightwish.

    Quando eles me ligaram e fizeram a oferta para que eu me juntasse ao Nightwish naquela turnê, tudo aconteceu muito rápido,” explica Floor. “Não foi como se eles houvessem dito ‘Tivemos essa ideia e gostaríamos que você pensasse um pouco a respeito, pois voltaremos a falar com você na semana que vem’ ou algo do tipo. Não houve muito tempo para pensar direito, pra ser honesta. Então, a minha primeira reação foi ‘Sim!’ e eu me vi a caminho. Algum tempo depois, eu comecei a pensar mais sobre como continuaríamos trabalhando junto e sobre como conciliaria as coisas com o ReVamp. Além disso, tiramos algum tempo para ver se sentíamos que as coisas funcionariam ou não. Não foi algo do tipo ‘Tá bom, eu entrei na banda e as coisas serão assim pra sempre’. Foi meio que um momento de desespero, mas as coisas precisavam se acertar. E, defato, elas se acertaram. A partir daí, todo o resto do processo e de organizar as coisas aconteceu normalmente.”

    Stefan Nilsson

    Floor Jansen do Nightwish em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Floor se adaptou ao seu novo posto no Nightwish com rapidez. Ela não apenas aprendeu todo o catálogo de músicas da banda, como também ajudou a dar forma ao novo disco. Mas assumir o microfone numa banda famosa de metal que já havia lançado sete álbuns não foi nada fácil.

    Foi algo muito natural para mim, mas isso não significa que eu já cheguei arrasando logo no primeiro show. Não naquela época, mas, com o tempo, eu me adaptei bem rápido. É claro que eu conhecia as músicas, pois sou fã desde o segundo álbum deles e eu já estava familiarizada com boa parte das letras e melodias. Por isso, foi algo bem tranquilo, mas, ao mesmo tempo, foi um desafio cantar algo que não foi escrito ou co-escrito por mim e, ainda por cima, cantado originalmente por outra pessoa. Tudo isso sem parecer que eu estava tentando imitar alguém foi difícil. Encontrar o seu próprio jeito de cantar algo assim e encontrar a emoção por trás de tudo isso foi algo novo, são músicas tão bem escritas que uma parte disso aconteceu naturalmente para mim.”

    Stefan Nilsson

    Floor Jansen e Tuomas Holopainen do Nightwish em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Tuomas ficou impressionado com o impacto que Floor teve no último álbum, o primeiro que ela gravou com a banda.

    Stefan Nilsson

    Tuomas Holopainen do Nightwish durante o show em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Ter uma nova vocalista durante os ensaios foi algo que realmente abriu os meus olhos para algo completamente novo como compositor e para a banda toda, também, como músicos. Foi algo novo para todos nós. Para mim, pessoalmente, os vocais são o elemento indispensável de qualquer música. Nós meio que compusemos todos os arranjos instrumentais com base nesses vocais e não o contrário. Essa foi uma coisa que mudou todo o processo de composição e o tornou mais interessante. E ver a empolgação e a dedicação dela durante as gravações foi inspirador.”

    O Nightwish é uma das maiores bandas do cenário finlandês do heavy metal, que também conta com grandes nomes como Children of Bodom, Moonsorrow, Amorphis, Stratovarius, Sonata Arctica, Korpiklaani, Battle Beast, Rotten Sound, Apocalyptica, Michael Monroe e muito mais. Como a Finlândia se tornou um país líder mundial em termos de heavy metal?

    Tem algo a ver com a mentalidade comum lá e com um efeito bola de neve, pois as primeiras bandas bem sucecidas foram bandas de metal. Isso meio que estimulou as bandas mais novas a tentarem algo parecido. Esse estilo musical soa como algo muito natural para nós, escandinavos, com toda essa atmosfera sombria e pesada. Quando os finlandeses tentam tocar raggae ou samba, parece que não está certo ou que não soa bem. Acredita-se numa banda quando ela toca algo que parece autêntico.”

    Tuomas diz que a ainda se sente finlandesa ainda que, agora, conte com diversas nacionalidades na banda e trabalhe a nível mundial.

    A banda veio da Finlândia e eu acho que as características típicas do país transparecem nas minhas letras já que eu sou de lá. Não é algo deliberado. Eu nos considero parte da cena finlandesa do metal ainda que sejamos uma banda internacional.”

    Na atual turnê e no álbum mais recente, Kai Hahto (ex-Rotten Sound, Wintersun, Swallow the Sun) foi o baterista das gravações. Se ele, assim como Floor Jansen e Troy Donockley, deixará de ser um músico de gravação para se tornar um membro permanente, isso é algo que ainda não sabemos. “É uma decisão que tomaremos ano que vem,” diz Tuomas. “Ele entrou uma semana antes de começarmos as gravações da bateria. Foi bem inesperado.”

    A vida continuará sendo algo inesperado e agitado para Tuomas Holopainen, Floor Jansen e seus colegas de banda até o show no Loudpark Festival no Japão, em outubro. Só então eles poderão tirar algum tempo para diminuir o ritmo das coisas e pensar no futuro.

     

    Nightwish – band members

    Floor Jansen – lead vocals

    Tuomas Holopainen – keyboards

    Emppu Vuorinen – guitar

    Marco Hietala – bass, vocals

    Troy Donockley – pipes, whistles, guitar

    Kai Hahto – drums

    www.floorjansen.com | www.nightwish.com

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  • Koen Herfst

    Koen Herfst

    Selvagens, tudo bem com vocês? | Hey, wild ones! How’s everything going?

    Revamp_-_ReVamp_artworkVocês sabiam que durante a gravação do primeiro álbum do ReVamp, a parte da bateria foi realizada pelo nosso Matthias Landes, mas pelo baterista Koen Herfst? O mesmo esteve em São Paulo juntamente com o projeto The Gentle Storm, realizado pela conhecida produtora Overload. Koen é conhecido pela sua versatilidade no rock, metal, pop, hip hop e dance. Conhecido pelo seu trabalho com o DJ Armin van Buuren, pela banda de death metal I CHAOS, na banda de trash metal Dew-Scented, entre outros projetos.

    Did you know that, during the recording sessions of ReVamp’s first album, the man behind the kit wasn’t Matthias Landes? It was Koen Herfst! And he was in São Paulo playing drums for the band The Gentle Storm in a concert produced by Overload. Koen is well-known for his musical versatility in rock, metal, pop, hip hop and dance music. Also, his works with DJ Armin van Buuren, the death metal band I CHAOS, the trash metal band Deu-Scented and some other projects have drawn a lot of attention as well.

    Envolveu ReVamp, a fanbase está em cima, é claro. O Head up High teve a oportunidade de conhecê-lo, e claro, ganhar uma cópia do seu álbum de metal Progressivo, entitulado de BACK TO BALANCE. 😉

    ‘Head Up High’ had the opportunity to meet him and get a copy of his progressive metal band BACK TO BALANCE. 😉

    O álbum consta com diversas parcerias, entre elas a Marcela Bovio do Stream of Passion (na faixa 4), e Daniël de Jongh do Textures (na faixa 7).

    The album features several artists, such as Marcela Bovio (Stream of Passion) on Track 4 and Daniël de Jongh (Textures) on Track 7.

     Todas as faixas estão disponíveis AQUI no Spotify | All tracks are available here on Spotify

     koen-b2b-800x800-max-w750Tracklist:

    1. Here I am
    2. Erase Or Rewind
    3. The Kramer
    4. I Don’t Need To Tell You
    5. Total Hate
    6. Back To Balance
    7. Begone
    8. 1916
    9. Ghetto Cornetto
    11. Now Is The Time
    12. Siamese Support
    13. Never Been So Wrong
    12. Attitude Of an Astronaut

    ✓ Destaque para |  Listen closely to these songs:

      I Don’t Need To Tell You, Begone, Ghetto Cornetto,  Now Is The Time,  Never Been So Wrong

    A compra do álbum Back to Balance poderá ser realizada AQUI. E se você quiser adquirir a baqueta personalizada, ela também está disponível  AQUI.

    You can buy the album Back to Balance HERE. Also, you can buy the customized drumstick HERE.

    Trailer

    Koen Herfst – Artistpage | Instagram | Twitter | Youtube

    😉

    10599124_775608572496529_420948287871651948_n

    www.koenherfst.com

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  • AXS: Floor Jansen

    AXS: Floor Jansen

    Fonte: Blabbermouth.net | Tradução: Head up High

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    Ω

    Floor Jansen do Nightwish nega rumores de brigas internas após anúncio feito pela banda sobre pausa de um ano.

    Tracy Hecks do AXS conduziu uma entrevista com a cantora Floor Jansen da banda finlandesa de metal sinfônico NIGHTWISH no dia 26 de fevereiro, no Royal Oak Music Theatre da cidade de Royal Oak, no estado de Michigan. A conversa está logo abaixo.

    Ao falar sobre os planos do NIGHTWISH para os próximos meses, Floor disse: “Bom, a primeira coisa que deve acontecer após a turnê mundial é que nós vamos tirar um ano inteiro de folga, o que nunca aconteceu antes em vinte anos de atividade do NIGHTWISH.”

    Ela ainda acrescenta: “Apesar de termos esse tempo de folga, isso não tem nada a ver com o que acontece dentro da banda. Eu notei algumas pessoas iniciando boatos e fofocas sobre o porquê de tirarmos um ano de folga. Nós vamos fazer isso, porque podemos e queremos fazer algo assim. É só isso. Novamente, não tem nada a ver com o que acontece dentro da banda e também não significa que não estamos pensando sobre o que fazer no ano que vem. Estamos preparando um monte de coisas bacanas, então esperamos que, após essa pausa, as pessoas tão empolgadas quanto nós pra descobrir quais surpresas temos guardadas na manga para elas.”

    Quando questionada sobre a decisão do NIGHTWISH de parar por um ano estar relacionado ao fato das turnês da banda terem se tornado mais longas nos últimos anos, Floor respondeu: “Não, não está relacionado, porque as turnês mundiais não se tornaram mais longas do que as anteriores. Agora, se você para e pensa que a banda esteve ativa por 20 anos sem qualquer folga, aí sim há uma relação mais forte do que qualquer coisa. Além disso, somos pessoas com gênios criativos e todos temos projetos próprios fora do NIGHTWISH. Então, é legal ter tempo para trabalhar nesses projetos ou apenas para curtir um pouco. Às vezes, para manter o fluxo criativo, é preciso se distanciar um pouco, o que acho algo muito saudável para qualquer pessoa — mais saudável do que bandas que simplesmente tocam, tocam, tocam, tocam, tocam, tocam e tocam até se desgastarem. Eu vejo esta decisão com bons olhos. Ainda assim, a atual turnê mundial ainda durará alguns bons meses e nós temos um bocado de lugares em que gostaríamos de tocar. Então, ainda vamos tocar até vocês ficarem cansados. [risos]

    O NIGHTWISH lançou há pouco tempo uma edição extremamente limitada de turnê do seu disco mais recente, o “Endless Forms Most Beautiful”. A edição de turnê vem com um DVD bônus de performances ao vivo, um pequeno documentário e vídeos promocionais, além de uma imensa galeria de fotos.

    A turnê do NIGHTWISH pela américa do norte conta com mais de 26 shows e começou no dia 19 de fevereiro na cidade de Sayreville, no estado de Nova Jersey, e acabou em Tampa, no estado da Flórida, no dia 23 de Março. A banda de metal sinfônico DELAIN e os finlandeses do SONATA ARCTICA são as bandas de apoio da turnê.

    Vídeo da entrevista abaixo:

    Ω

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  • Interview: Irene Jansen

    Interview: Irene Jansen

    Head up High, my dear

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    Whenever you talk about musical versatility and vocal range, we know those run in this family. And no, we’re not talking about Floor, but her younger sister, Irene Jansen. In case you don’t know, they performed together several times from “The Black Hole“, by Star One (HERE) to the remarkable, well-known performance in “Who I Am“, by After Forever  (HERE) in 2007, 40408447for example. Irene also took part in the production for “The Power of Love” with Stream of Passion (HERE) in 2014. She also is acclaimed by her outstanding part in Ayreon, headed by Arjen Anthony Lucassen, having recently played the character “Passion” tremendously well in concert “The Human Equation” by Ayreon in 2015.

    After many years, Irene surprises us with her return, in this case, in the studio. ‘Head up High’ had the opportunity to chat with her, and the result of this interview, you see now:

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    Ω

    Head up High: You spend quite some time focusing on your studies and your career, with little or no musical activity. Also, more recently you became a mother. How did you make the decision to not make music for a while and focus on these other things in your life? Was it a difficult decision?

    Irene: I really wanted to get a degree and make sure I got educated well. Because I was not doing at all bad in music at that time already, it seemed too hard and time-consuming at some point to do both, and do it both really well. I made a conscious choice at this point to focus on one thing first, realising that singing was something I could do my whole life. The time to study was now. 11215801_944213632308204_106578607604738610_n

    This gave me the opportunity to focus solely on my studies, and my life around it. It was not even that hard to let music be for a bit. I was fully enjoying exploring my other (academic, intellectual and professional) qualities and living life like any other university student. Luckily studying resulted in graduation followed by building a career for myself, and building a life together with my now husband who has been with me and supported me in all those choices from the early beginning.

    Head up High: It’s rather common to see female-fronted bands nowadays and an artist always needs to keep trying new things to be a part of what can be considered as innovating in music. From the moment you joined Alarion, what were your contribution to the album “Waves of Destruction” which tell it from the other albums?

    Irene: I am mostly known for my powerful singing, which is indeed my forté. However, my voice is capable of more than just this. I can sing more sensitive and mellow too (or even jazzy or bluesy), and this is why, I recorded an acoustic version on this album too.

    Head up High: When we talk about your voice, could you tell us a bit more about the techniques you use, your vocals range and what have you been doing to take care of your voice?

    Irene-Jansen-367x500Irene: I try to make sure I am properly warmed up before I start singing anything, and focus on breathing correctly. That is all my techniques I can briefly indicate. Singing is complex and I would be lying if I said I would be able to teach or explain singing techniques at length. But I am definitely doing some of it right.

    I have no idea of my vocal range other than it doesn’t seem to have a lot of boundaries. I don’t really care about the technicalities to be honest. Singing is feeling and singing comes from inside me. I don’t focus heavily on the theory behind it. I tend to be able to sing what I want to sing. Is know I can do a high G at full voice. That’s high, right?… 

    I have really not done much at all to maintain my voice during all these years. I almost feel guilty towards all the people in music who works so hard to maintain and train their instrument continuously, where it seems I don’t have to. On the other hand, we’ll never know what I’d be able to do had I indeed trained and maintained…

    Head up High: We know heavy metal’s history is composed mostly by men. As a woman who is a part of this history, have you ever felt any kind of prejudice or have you seen any kind of behavior which makes you feel bad or even judged by your gender?

    Irene: This is a surprising question to me as a Dutch person maybe. To be brief..NO. I do not recognise this at all.

     

    Once again, we would like to thank you for this opportunity, Irene. We wish you all the best in this new journey.

    Irene JansenAlarion | Crowdfund

     

    Waves-Of-Destruction-500x500Tracklist:

    01. Chains Of The Collective
    02. Waves Of Destruction – I – Rising Tide
    03. Waves of Destruction – II – Struggle For Survival
    04. Estrangement
    05. Turn Of Fate
    06. Colourblind
    07. Clash With Eternity
    08. A Life Less Ordinary
    09. The Whistleblower – I – Devastation
    10. The Whistleblower – II – Vindication
    11. Turn Of Fate (acoustic version)

     Entrevista em Português

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  • Entrevista: Irene Jansen

    Entrevista: Irene Jansen

     Head up High, my dear 😉

    12043131_10156016486090333_7752372765065674529_nQuando pensamos em versatilidade e alcance vocal, sabemos que isso é de família. Não, agora não estamos falando da Floor, mas de sua irmã mais nova, Irene Jansen. Caso você não saiba, as irmãs dividiram os palcos diversas vezes. Desde a performance em Into The Black HoleStar One (AQUI) à mais marcante e também conhecida performance de40408447 Who I AmAfter Forever, (AQUI) no ano de 2007. Participou da apresentação de The Power of Love com o Stream of Passion (AQUI) em 2014, e, claro, conhecida pelo seu excelente trabalho no Ayeron, liderado por Arjen Anthony Lucassen e, recentemente, Irene Jansen realizou uma excelente apresentação em The Human Quantion – Ayeron, interpretando da melhor forma possível, a personagem intitulada de Passion, em 2015.

    Após 10 anos, Irene Jansen nos dá essa “bomba”, sobre o seu retorno em estúdio. O Head up High foi atrás, e o resultado você encontra à seguir:

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    Ω

    1: Durante esses anos de inatividade (de estúdio, no caso), você mencionou ter focado somente em estudos e trabalho. Dentro deste período ocorreu a maternidade também. Como foi sua forma de pensar para conciliar entre o que ocorre dentro da carreira musical, e a maternidade?

    Irene: Eu queria muito ter um diploma e uma boa formação. Como eu estava me saindo bem na carreira musical naquela época, uma hora as coisas me pareceram muito difíceis e muito desgastantes de serem feitas ao mesmo tempo e bem. Eu tomei uma decisão racional de me concentrar em apenas uma coisa, pois eu poderia cantar em qualquer momento da minha vida, mas que a hora de estar era aquela. 11215801_944213632308204_106578607604738610_n

    Essa decisão permitiu que eu me concentrasse apenas nos meus estudos e tudo o que envolvia esse universo. Pra falar a verdade, não foi difícil deixar a música um pouco de lado. Eu aproveitei ao máximo a oportunidade de explorar as minhas outras qualidades (em termos acadêmicos, intelectuais e profissionais) e viver a vida como uma universitária normal.

    Felizmente, eu consegui me formar e construir a minha carreira de maneira sólida, além de construir uma vida junto do meu marido, que esteve comigo e me apoiou nessas decisões todas desde o começo.

    2: Hoje em dia é muito comum as bandas serem lideradas por mulheres. Um artista precisa constantemente se reinventar para permanecer dentro do que é considerado inovador. A partir da sua união ao Alarion, quais elementos você trouxe para que o álbum Waves of Destruction se destaque dos demais?

    Irene: Sou conhecida pelo meu canto intenso, que é o meu ponto forte. No entanto, ainda sou capaz de fazer mais do que isso, pois consigo cantar em tons mais delicados e suaves também (ou até mesmo mais voltados pro jazz ou blues) e é por isso, inclusive, que eu gravei uma versão acústica de uma música neste álbum.

    Irene-Jansen-367x500

    3: A respeito de sua voz: Poderia nos falar um pouco sobre sua classificação vocal, técnica, alcance e o que você tem feito para manter sua voz protegida?

    Irene: Eu procuro me aquecer direitinho antes de começar a cantar qualquer coisa, além de me concentrar na respiração. Estas são, basicamente, as técnicas que recomendo. Cantar é algo complexo e eu estaria mentindo se dissesse que sou capaz de ensinar ou explicar os pormenores das técnicas de canto. Mas com certeza estou seguindo na direção certa.

    Não sei o meu alcance vocal, mas parece que não há muitas barreiras para mim. Para ser honesta, não me importo muito com toda a parte técnica. Acho que cantar é sentir e que é algo que vem de dentro de mim mesma, então não costumo me concentrar muito na teoria por trás de tudo isso. Eu costumo conseguir cantar aquilo que quero cantar e sei que consigo alcançar um Sol Maior (G) com toda voz. Isso é um tom alto, certo?

    Eu não fiz muita coisa para cuidar da minha voz ao longo dos anos. Me sinto até meio mal quando vejo todas as pessoas no meio musical que tomam extremo cuidado com os seus instrumentos e treinam sem parar, mas eu sinto que não preciso fazer isso. Por outro lado, nunca saberemos do que sou capaz até que tenha treinado e cuidado da minha voz dessa maneira.

    4: Temos em vista que o “domínio” do metal é, em sua maioria, masculino. Você, mulher, estando envolvida neste universo, sente algum tipo de preconceito ou comportamento do qual te desagrade ou que discrimine?

    Irene: Bom, essa foi uma surpresa pra mim, mas talvez por ser holandesa. De forma resumida: não. Não vejo isso acontecer.

     

    E, novamente, obrigada pela oportunidade, Irene. Desejamos à você, todo o sucesso nesta nova jornada.

    Irene JansenAlarion | Crowdfund

     

    Waves-Of-Destruction-500x500Tracklist:

    01. Chains Of The Collective
    02. Waves Of Destruction – I – Rising Tide
    03. Waves of Destruction – II – Struggle For Survival
    04. Estrangement
    05. Turn Of Fate
    06. Colourblind
    07. Clash With Eternity
    08. A Life Less Ordinary
    09. The Whistleblower – I – Devastation
    10. The Whistleblower – II – Vindication
    11. Turn Of Fate (acoustic version)

     Interview in English

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