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  • pt 2: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    pt 2: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear!

    Parte 1 AQUI

    FaceCulture: Uma coisa que eu pensei conforme eu assistia o programa, você teve meio que um feeling de “eu consigo cantar qualquer coisa que eu quero”?
    Floor Jansen: Bem, o programa realmente expandiu meus horizontes, digo, eu não acho que eu iria bem em um rap francês, por exemplo, e você não me veria fazer algo de hip-hop, mas eu realmente gostaria de experimentar, no sentido de que é interessante ser tão diversificada!

    FaceCulture: E você mencionou o Tuomas, eu acho que você tem tido muitas coisas para fazer durante todo o processo do álbum novo nesse ultimo verão… Primeiro sobre o jeito que você compõe, porque dentro das próprias músicas, há muitos desafios para os cantores, nesse caso você, de usar a voz em diferentes técnicas… Então como é para você, ser capaz de usar todos esses estilos e essas técnicas na sua voz para as musicas?
    Floor Jansen: É ótimo, não poderia ser melhor porque é algo que eu tentava fazer nas minhas próprias bandas antes e especialmente no Revamp eu realmente tentei… “Okay, eu não sou capaz de fazer gutural ou de fazer screams… Será que consigo aprender? Consigo integrar essas técnicas no álbum?” E com o Nightwish é bem diversificado, é um novo desafio novamente agora com esse novo álbum… Eu canto de jeitos que eu imaginei que eu não seria capaz quando as primeiras idéias foram aparecendo, é tipo [cara espantada] “Okay, eu preciso estudar isso” [risos]…

    FaceCulture: Então é realmente desafiador!

    Floor Jansen: Sim, é muito desafiador. E não é só para eu aumentar minhas técnicas, eu também preciso desafiar meus colegas de banda – e o que sair disso, ótimo – e veremos o que podemos fazer ou não e como podemos fazer com que soe bom. E é aí onde a banda entra, e onde eu entro, onde a minha criatividade entra em ação e é um processo muito agradável, onde nós fazemos primeiro durante as primeiras semanas de ensaios, nós tentamos definir tudo do jeito que tem que ser e então nós vamos  e gravamos. Esse é um ótimo jeito de trabalhar, e nós fizemos o mesmo no EFMB, e sim, é um enorme desafio!

    FaceCulture: Eu tenho certeza que você não pode falar muito disso, mas o que você notou ou qual foi o feeling que você sentiu durante esse verão sobre o novo álbum?
    Floor Jansen: Foi ótimo, eu acho que todos estavam bem ansiosos para isso, e também porque depois do último álbum, primeiro nós tiramos uma folga e depois nós saímos na Decades Tour, onde ao invés de focar no novo material, nós voltamos no tempo o que é algo muito muito legal de se fazer, mas agora é o momento de algo novo. E voltar para o acampamento de verão onde estivemos anos atrás, é uma área tão gostosa de se estar, no meio do nada na natureza finlandesa… É um luxo, quão especial é poder fazer isso?

    FaceCulture: E eu me lembro de falar com o Tuomas, quando ele estava em Auri, fazendo o Auri, e ele disse que fazer esse projeto meio que revitalizou a energia dele para o Nightwish… Você sentiu a mesma coisa com o Northward, e ter a possibilidade de fazer o que você faz melhor e criar sua filha… Ser capaz de fazer todas as essas coisas e agora voltar a se concentrar no Nightwish de novo.

    Floor Jansen: Sim, absolutamente, foi legal ter tido um tempo para me concentrar em algo que eu mesma escrevi, mesmo que eu me sinta muito parte do Nightwish – eu estou sempre sendo desafiada, mas Northward era música que eu ainda tinha, já tinha sido escrita, eu não teria tempo no momento… Tempo e paz mental para escrever um álbum inteiro mas foi fantástico de usar as coisas que tínhamos e finalizá-las; e claro isso vem com toda uma nova carga de energia criativa… Todos os passos criativos foram ótimos, e também o tempo que eu tive para criar a minha filha – ela tem apenas dois anos e meio então o processo de criá-la ainda não acabou [risos] – especialmente nesses dois primeiros anos é legal ter mais tempo em casa e eu tenho levado ela nas turnês também, então nós experimentamos como é combinar esses dois mundos… Ela estava comigo no acampamento de verão… Foi fantástico! É a melhor combinação dos mundos, de verdade!

    FaceCulture: Talvez essa seja uma pergunta estranha, mas como que é um dia comum nesse acampamento de verão? Como que é um dia Nightwish?
    Floor Jansen: Bem, a música é muito intensa, então pode-se dizer que começamos as 9 e paramos as 5, então são muitas horas de trabalho intenso. Depois paramos para almoçar e comer alguma coisa, então trabalhamos um pouco mais. Depois é hora de ir para a sauna e comer algumas salsichas veganas – muitos de nós não come carne. Então, super relaxado!

    FaceCulture: Você disse que tudo está praticamente pronto, que só falta masterizar ou mixar, mas então tudo está praticamente feito…
    Floor Jansen: A gravação por parte da banda já está feita. Então nós estamos terminando o resto…

    FaceCulture: Então você sabe que tipo de música estará lá. Como você acha que as pessoas reagirão ao que vocês fizeram?
    Floor Jansen: Eu não sei! Veremos isso ano que vem. Digo, o lançamento está marcado para a primavera do próximo ano… Eu só posso dizer que eu acho que nós fizemos um novo álbum muito legal, eu estou muito muito feliz com isso… Já nas primeiras notas das músicas eu pensei “Oh yeah, lá vamos nós!”… É o tanto de Nightwish que vocês podem esperar da gente, no sentido de “wow, o que está acontecendo agora?” Então, eu não posso dizer muitas coisas, porque há algumas coisas que são o mesmo e há algumas coisas que são diferentes, então tudo que eu posso dizer é que eu estou muito feliz com o resultado, e eu acho que as pessoas que já conhecem o Nightwish vão gostar muito! Talvez as pessoas que estão conhecendo aqui na Holanda talvez digam “Hey! Agora que sabemos quem é Floor Jansen e agora ela está vindo com um novo álbum, vamos descobrir como que é!”

    FaceCulture: Última pergunta. Com isso em mente, você está fazendo alguns shows solo aqui na Holanda e todos esgotaram imediatamente…
    Floor Jansen: Mas, boas notícias! Nós anunciamos um segundo show!

    FaceCulture: E pelo o que eu vi, está vendendo rapidamente!
    Floor Jansen: Os números… Sim, são muito impressionantes.

    FaceCulture: Sim! Com isso em mente… Você está animada para tudo isso começar de novo?
    Floor Jansen: NÃO…. [risos] Sim, absolutamente!

    FaceCulture: Porque eu consigo imaginar, já que será um trabalho enorme!
    Floor Jansen: Sim, digo, nós estamos animados e já estamos trabalhando com as coisas que acontecerão com o Nightwish ano que vem e todas as idéias para o show, quando e onde… Foi engraçado que meu foco nisso foi total – é o que eu faço para viver – então o que está acontecendo agora na Holanda vem como algo a mais disso. “Será se eu tenho tempo para isso?” – para começar com uma pergunta livre de ego e muito prática. Porque é ótimo quando todos falam “ooh isso é ótimo, nós queremos ver mais de você e você fará show solos?”… Bem, sim! Mas quando? Mas ai eu pensei “bem, eu tenho uma janela entre os compromissos com o Nightwish, não só para fazer os shows solo mas também para prepara-los”. É muito, mas eu estou muito feliz que eu topei fazê-los e estou mais que surpresa que tudo esgotou tão rápido quanto aconteceu… Mas é bem difícil fazer mais porque eu estou simplesmente numa turnê mundial com o Nightwish, e o mundo é um lugar enorme! E eu ainda tenho uma criança de dois anos e meio em casa que eu não posso levar em todas as viagens – ela precisa poder ser uma criança e ter aquela vida, e eu quero estar com ela, ela será uma criança por apenas uma vez. Então eu tenho o problema luxuoso de muitas coisas estarem acontecendo ao mesmo tempo. É um quebra-cabeça interessante.

    FaceCulture: É interessante, porque a razão que eu te perguntei isso, obviamente você é capaz de fazer tudo isso, é que nós falamos no passado sobre administrar o trabalho e não voltar àquele lugar em que você estava há uns anos atrás…[mencionando o Burnout]
    Floor Jansen: Sim, exatamente.

    FaceCulture: Mas é maravilhoso que você achou um jeito de conseguir fazer tudo!
    Floor Jansen: É um processo diário. E quando as coisas acontecem na velocidade que aconteceram nas ultimas semanas, você precisa tomar decisões ainda mais rápidas do que você normalmente tomaria. Entao agora é um período interessante para testar a teoria de quão bom é seu jeito de administrar seu trabalho, e o quanto que eu direi “sim” para as ofertas, e quão boa sou eu em dizer “não”. Então isso é uma coisa interessante, mas eu estou muito feliz que eu falei “sim” para os shows. Porque as pessoas com quem eu trabalho agora são pessoas incríveis e fantásticas, que falam o que precisa ser dito, não são um milhão de e-mails sendo trocados sobre o mesmo assunto, ou coisas pequenas que tomam muito da sua energia. E agora eu sei melhor o que eu quero, mais do que antes. Então vai ser isso, e será bem rápido… É um sentimento ótimo que eu não tinha quando eu era mais jovem. Claro que você precisa desenvolver essas coisas… Elas vem com a idade!

    FaceCulture: Floor, muito obrigado pelo seu tempo!
    Floor Jansen: Obrigada você também!

  • pt 1: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    pt 1: Entrevista: FaceCulture – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear!

    Parte 2 AQUI

    Parte 1

    FaceCulture: Antes de tudo, Floor como você está?

    Floor: Bem… um pouco cansada, mas feliz, cansada. Já faz um tempinho… Tempos ocupados, estou fazendo muitas coisas ao mesmo tempo de um jeito que eu nunca havia feito… mas apenas de um jeito bom.

    FaceCulture: Isso é bom saber… Estamos fazendo a entrevista em inglês para que seus fans internacionais poderem aproveitar também. Então onde eu quero começar, você fez o Beste Zangers, o programa.. E agora você está se tornando, ou se tornou, ou tem se tornado, uma celebridade nos Países Baixos…

    Floor Jansen: Sim, aparentemente.

    FaceCulture: Isso é meio estranho para você? Porque você tem estado numa das maiores bandas há um tempinho, e você teve o After Forever e o Revamp… Como que é o sentimento?

    Floor Jansen: Eu não tenho certeza de como reagir agora, então as coisas que têm mudado, eu não estive nos Países Baixos ainda, e como eu moro na Suécia eu não tenho notado… Entretanto eu posso ver as diferenças que estão acontecendo nas redes sociais e eu estou aqui… Sim, eu nunca ouvi meu nome numa estação de trem, e é engraçado porque as pessoas não tem muita certeza, eu acho que as pessoas não esperam ver alguém que elas conheçam da tv cara a cara, então é tipo “Ei, aquela é a Floor” – as pessoas realmente sabem meu nome agora, então você passa por umas situações engraçadas. Noutro dia umas pessoas me viram, mas eles não tinham certeza que era eu, eu podia escutar eles conversando, e eles estavam gritando do outro lado da estação de trem “Floor Floor” e eu estava tipo “O que você espera que eu façaGrite de volta e confirme para você que sou eu?” Situações engraçadas que eu nunca passei antes…

    FaceCulture: Foi importante para você, de um jeito, ter o reconhecimento das pessoas? Porque você tem tocado musica num subgênero que as rádios não prestam muito atenção e agora eles estão prestando! Entao, foi importante para você…?

    Floor Jansen: Foi importante para mim que a minha musica seja reconhecida, não foi importante para mim que eu me tornasse famosa. Nunca teve algo no meu algo que queira que eu diga “Uh, eu sou uma pessoa famosa na Holanda” – o contrario na verdade. Para mim, tem sido a musica. Metal é um subgênero, como você disse, musica underground na Holanda. Num nível que não realmente combina com sua qualidade e diversidade, de metal holandês. Além de outros países estrangeiros, o metal holandês é um fenômeno. “Wow, todas essas bandas que vem da Holanda, a Holanda deve estar orgulhosa”. E eles não tem a menor ideia! E isso me incomoda. Bandas como Nightwish e mais bandas que fazem musica, que não combinam com o padrão estético de metal que algumas pessoas daqui imaginam que seja. É muito “deve ser muito pesado, deve ser homens cabeludos gritando raivosamente e talvez seja satânico e agressivo, e não é para mim”. E todas essas ideias fazem com que se você diga “Nightwish é uma banda de metal” as pessoas automaticamente reagem com “Não, isso não é para mim então” e esses pensamentos que talvez não sejam verdade. Porque há uma diversidade que as pessoas não conhecem, e eu espero que todas as coisas que tem acontecido agora façam as pessoas quererem ouvir a musica. Voce ainda pode dizer “essa musica não é para mim” – justo – mas dê uma chance, por favor, se você poder evitar esses pré-conceitos e dizer “okay, talvez seja, talvez não seja para mim”, mas todas as vezes que eu toquei algo do Nightwish para pessoas que diziam que não gostavam de metal mas que haviam muitas coisas nas musicas que elas de fato gostavam. “Wow eu naio sabia que era tao melódico, eu não sabia que tinha tanta diversidade, wow é tao musical, wow é tao diferente do que eu esperava que fosse” – Isso eu quero desconstruir, porque eu acho que é uma percepção errada, e o gosto musical ainda importa, mas para mim é muito importante que as pessoas saibam da riqueza da cena de metal Holanda que talvez não seja completamente inacessível e com certeza eu devo dizer que há algumas bandas que fazem musicas super pesada e inacessíveis, que é para um grupo seleto de pessoas, e essas bandas não tem a ambição de ficar famoso, e eles não querem que eu seja a embaixadora e dizer “Sim, todas as pessoas precisam escutar esse tipo de musica” – claro, eu sou metaleira há tempo o suficiente para saber que nós somos orgulhosos das coisas que fazemos, e nós fazemos para as pessoas que querem escutar, e não para o grande publico. Mas eu acredito que há uma diversidade dentro do gênero que as pessoas da Holanda simplesmente não conhecem, e essa parte eu quero dar uma atenção especial e dizer “Ei, escute a nossa musica agora sem preconceitos”.

    FaceCulture: E há um fenômeno online, você deve saber agora, onde há pessoas se filmando escutando musicas suas…

    Floor Jansen: Ah sim, os  “treinadores vocais” sim, aquelas reações… Alguns deles realmente devem ser treinadores vocais. Eu não vi todos, eu sei que há muitas pessoas que estão compartilhando esses vídeos comigo, e parece que tem se espalhado bastante porque é um novo fenômeno, onde as pessoas fazem isso. E todas as semanas, de todas as musicas de Beste Zangers que saia… Risos… Eu não vi todos, mas alguns eram muito engraçados, ou muito emocionantes, e alguns de fato, digo, se fossem para ser uma analise técnica de verdade, para mim, como uma cantora técnica, eu sou meio nerd quando se trata desse tipo de coisa, eu gosto desse tipo de coisa, e eu aplico tudo! Então se alguém de fato reconhecer essas coisas que eu faço, eu fico muito grata.

    FaceCulture: O que eu acho muito interessante com o que você mencionou, sobre abrir portas e mostrar que o metal não é apenas esse homem cabeludo raivoso – esse tipo de fenômeno introduz o gênero para um novo grupo de pessoas, porque veja: todas as tribos que sabem o que metal é, as vezes é um ouvinte de hip-hop descobrindo…

    Floor Jansen: Sim, legal, nós podemos sair das nossas caixinhas…

    FaceCulture: Sim, e isso é legal que o Nightwish tem tentado fazer isso, e isso é um tipo de globalização no sentido de tornar as musicas mais universais. Como você ve isso? Porque você tem viajado por todo o planeta bem antes das pessoas na Holanda notarem, então….

    Floor Jansen: Sim, eu digo, metal tem sido conhecido por ser popular pelo planeta todo. Dependendo do país que você está, um grupo seleto de pessoas ainda ouvem, em outros países há mais ouvintes que outros… Eu gostaria que todos os países fossem igual a Finlândia, onde é normal que toquem metal nas rádios, onde Nightwish pode ser a maior banda do país… Mas isso é uma utopia para um metaleiro, mas eu realmente agradeço a queda das barreiras, onde um cara do hip-hop pode dizer “eu vou tentar escutar isso” e curtir o que estamos fazendo baseado apenas na música e não na idéia de “Nah, isso é metal” e todas as outras coisas… Eu acho que isso é apreciar a música de uma forma honesta, a essência do que fazemos, e não todas as coisas que vem com o gênero.

    FaceCulture: Sim… E agora, sobre ter essa atenção… Bem, deixe-me voltar um pouquinho, porque você disse que fez a Rock Academy, que foi onde você começou, e eu imagino que você era… Eles te deram toda uma variedade de técnicas para cantar. Então a pergunta é, você sabia desde do inicio que era metaleira, e você mencionou a parte técnica da sua voz, então você já sabia das diferenças entre como cantar?

    Floor Jansen: Sim e não. Eu já estava no After Forever antes de sequer haver uma ideia da Rock Academy, então pela época que nós começamos a fazer o nosso primeiro álbum, eu também comecei a estudar na Rock Academy. E meus vocais, na época, eram praticamente todos metais. Eu amo tudo sobre o que eu estava fazendo, e eu estava complemente sem treino. Pelo tempo em que estávamos gravando o primeiro álbum, eu nunca tinha tido uma única aula de canto na minha vida e eu também entrei na Rock Academy baseado no que eu conseguiria fazer, e não no que eu já sabia em relação a técnica. Mas eu estava muito sedenta para saber, muito interessada, e eu meio que esperei que eu desenvolveria essas coisas quando eu entrei na Rock Academy, mas ao invés disso nós entramos nesse sistema escolar onde “primeiro aprenderemos sobre os anos 50, então os 60, depois os 70, então os 80 e entraremos nos 90” – é importante que você saiba sua historia musical, sua diversidade… E eu entendi isso, especialmente olhando agora, mas na época eu estava “Anos 50? Eu quero saber como fazer as notas altas no álbum que estou fazendo. Nós aprenderemos sobre isso? Não. Primeiro aprenderemos isso, e depois aprenderemos aquilo…” E sobre as técnicas eles falaram também “primeiro aprenderemos isso, e depois aprenderemos aquilo”… Claro, precisa ter um sistema de ensino, para eles poderem medir o quanto você aprendeu, quantos pontos você tem, e você precisa ter um numero de pontos para poder ir para o próximo ano, bla bla bla… Precisa ser algo que eles podem medir, independente se eu posso fazer notas altas no meu próprio álbum… Não era algo que eles eram capazes de pontuar.. Eu acho que o sistema agora se tornou um pouco mais adaptado, mas não vamos esquecer que foi a primeira vez que eles fizeram uma escola desse tipo. Então tudo era muito novo – o mesmo para técnicas vocais. Se você analisa o canto lírico, ele existe há centenas de anos, então as técnicas por trás dele já foram desenvolvidas e lapidadas, onde o canto popular, algo não clássico, é algo relativamente novo – questão de décadas. Então aquilo era claro, os métodos vocais e os estilos vocais não eram não desenvolvidos quanto hoje – muito mais hoje em dia. Eu também me desenvolvi sozinha, com as coisas que vierem, todas as técnicas vocais e os métodos, um nome para isso e uma técnica para aquilo… Isso eriçou minha curiosidade nessa área, então eu aprendi sozinha, pelo tempo, tanto na Rock Academy, tanto na minha jornada depois… Eu ainda acho que é importante continuar desenvolvendo o canto, e expandir seus horizontes.. Porque eu noto que eu posso cantar canções que não são metal muito melhor agora que eu conseguia na época… Porque na época eu era muito jovem para entender o que eu estava fazendo, eu não estava interessada em nada disso, porque eu só queria fazer metal e meu próprio material, porque eu era tao nova nesse mundo… Então é também muito sobre a experiência que vem sobre ser uma boa cantora, além das coisas técnica…

    FaceCulture: Por exemplo, agora, fazendo o Beste Zangers, você teve que cantar todos os tipos de música… Essa é o tipo de experiência onde você aprende muito? E descobre algo sobre a sua voz ou o jeito que você usa seus vocais, passando por esse processo?

    Floor Jansen: Absolutamente. Eu acredito que sim. E eu acho que eu tenho que agradecer ao Nightwish por isso porque claro, quando eu comecei, especialmente no começo, eu estava cantando “covers” das musicas… Eu era nova na banda, com musicas que já existiam, que claro, logo passaram a fazer parte de mim, mas eu tive que aprender a faze-las serem minhas – e cantar tão bem quanto eu posso, e fazer soar como a Floor, e não uma copia de quem cantou primeiro. Entao eu aprendi muito fazendo isso, e quando comecei a trabalhar com musicas novas que eu não tinha escrito, diferente nas minhas bandas passadas, ambas After Forever e Revamp, e também Northward, eu tenho escrito minhas próprias musicas… E no Nightwish, eu tenho cantado o que o Tuomas escreve, o que é uma coisa fantástica de se fazer, ele é um dos melhores compositores do mundo pelo o que eu sei, é uma honra para mim cantar suas canções, mas isso significa que eu preciso trabalhar num nível diferente que eu normalmente trabalho quando eu escrevo minhas próprias musicas, e eu aprendi muito disso. E eu acho que eu pude usar isso quando eu fui cantar musicas que eram muito distante do que eu sou acostumada… “Uh, eu vou cantar Que Si Siente do Rolf Sanchez… É reggaeton e latino… É realmente diferente do que eu jamais tinha feito, como eu vou fazer isso, e fazer soar como eu mesma?” Não é minha cancao, não é meu estilo musical, então primeiro eu preciso ficar familiarizada com o estilo e então eu preciso encontrar um jeito de contar uma história… E foi algo muito interessante na minha curva de aprendizado… E também trabalhar com uma banda totalmente nova, eu estou acostumada a trabalhar com uma banda, sempre as mesmas pessoas, e do nada eu vou trabalhar com um monte de pessoas que eu nunca trabalhei antes e vamos aprender 8 musicas de uma vez, não iremos apenas tocar elas como são, nós iremos adapta-las em um gênero ou estilo mais próximo ao meu… Quanto que eles sabem sobre metal? Nós vamos colocar um baixo duplo em todas as musicas? O que faremos? Quanto é possível? Foi bastante novo para mim, muitos novos desafios, mas foi incrível ver quão talentosa essa banda era e como eles são acostumados a fazer esse tipo de coisa… E para mim dizer “Okay, eu sei o que fazer, quando passar a soar certo eu posso colocar o meu jeito na musica” – e então começou a funcionar. E é por isso que soa bom, pelo menos pelo o que eu posso dizer, eu estou orgulhosa, soa bem! Porque se eu não conseguir fazer a musica soar nem um pouquinho perto do que eu acho que é bom do meu próprio jeito, iria soar falso. É muito importante que seja genuíno…

     

    TO BE …


  • Beste Zangers – Melhores Cantores

    Beste Zangers – Melhores Cantores

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    Como todos sabem, Floor Jansen foi convidada a participar do programa Beste Zangers. Programa focado em 7 cantores, com estilos diferentes, do qual cada participante canta a música de outro participante em seu próprio estilo. O post será atualizado conforme a programação

    Ω

    Episódio 1 (24 de agosto): Vilja Song para Henk Poort

    Episódio 2 (31 de agosto): para Samantha Steenwijk

    Episódio 3 (7 de setembro): Qué Se Siente para Rolf Sanchez

    Episódio 4 (14 de setembro):

    Desta vez, Floor Jansen se manteve no sofá, enquanto os cantores performaram músicas importantes de sua carreira.

    Strong – After Forever :’)

    Our Decades in the Sun – Nightwish – em holandês

    Nemo – Nightwish

    Episódio 5 (21 de setembro): About Love I Don’t Know a Thing para Ruben Annink

    Episódio 6 (28 de setembro): Shallow para Emma Heesters

    Episódio 7 (5 de outubro): Winner para Tim Akkerman

    Episódio 8 (12 de outubro): Tim Akkerman & Floor Jansen – Shallow

    Floor Jansen & Henk Poort – Phantom Of The Opera


  • CrypticRock: Floor Jansen

    CrypticRock: Floor Jansen

    Original HERE | Tradução: Head up High, my dear!

    nightwish hammersteinballroom 040915 14 - Interview - Floor Jansen Talks Northward, Nightwish, + More

    Aqui vai uma boa dica pra sua saúde mental: nunca diga nunca. Ninguém sabe o que amanhã trará, e até os planos mais bem traçados podem nunca dar certo. A prova da incerteza da vida, a versátil vocalista Floor Jansen estava com a sua banda Revamp, quando do nada, Nightwish a chamou para cantar em alguns shows em 2012. Participando da banda no que ela achou ser temporário, seis anos depois, Floor Jansen se encontra como a vocalista principal do Nightwish, gravou o “Endless Forms Most Beautiful” em 2015, e rodou o mundo em turnê. E Jansen continua vendo mais mudanças vindo em seu caminho, todas brilhando de positividade.

    Além de tudo, Jansen ainda tem outras ambições, e uma delas apareceu 10 anos atrás quando ela conheceu o virtuoso guitarrista Jorn Viggo Lofstad. Querendo testar sua voz em algo além do metal. Jansen e Lofstad  uniram forças para criar um projeto de Hard Rock. Infelizmente esse projeto foi guardado… até agora.

    10 anos depois, os dois se juntaram para realizar a sua fantasia de Rock-Star na forma de Northward, o auto-titulado que sairá no dia 19 de outubro. A única pergunta que temos é, você está preparado? Entusiasmada sobre tudo isso, Jansen sentou para conversar conosco sobre sua vida maluca dos últimos anos, aprendendo pela experiência, se aventurando no Rock ‘n’ roll, além de muito mais.


    CrypticRock.com: A ultima vez que nos falamos foi em 2013, promovendo o ultimo album do ReVamp, ainda nem tinha sido anunciado que você seria a vocalista oficial do Nightwish. É tolo dizer que muita coisa mudou desde então. Nos diga, como tem sido seus ultimos 5 anos?

    Floor Jansen: Os últimos anos pareceram uma vida inteira, para ser honesta, ocupados e bons, inesperados. Eu me juntar ao Nightwish foi algo completamente inesperado. Naquele momento da minha vida, eu não queria desistir do ReVamp. Eu não me imaginava me mudando da Holanda. Eu de fato não sabia se eu seria a vocalista do Nightwish. Depois disso, quando eu tive certeza, caiu a ficha de que tudo que eu conhecia seria mudado. Eu pensei, “eu não me vejo continuando em outra banda”, uma banda precisa de 100% da sua dedicação para funcionar para todos os membros. Eu já tinha feito os rapazes esperarem por mim duas vezes, e eu senti que não era justo, todos nós precisamos seguir nossos caminhos. 

    Eu me mudei pra Finlândia, e só depois de eu terminado de organizar tudo que eu conheci meu ainda-não-marido sueco. Eu morei na Finlândia durante um ano com ele, então eu me mudei pra Suécia, onde moro hoje. Isso mudou também (risos). Então eu tinha um projeto que eu tinha começado 10 anos atrás, Northward, que eu nunca terminei. Que, na última vez que nos falamos, não era um assunto porque eu não sabia se eu teria algum tempo para finalizá-lo. Então começamos a falar sobre uma pausa no Nightwish, o que foi bom para os rapazes que estão na banda desde o início – seria ótimo um ano inteiro de folga. E não é porque é algo que não gostamos de fazer, mas porque daria para nós uma nova energia. E deu. Então aqui estamos nós, 2017 foi o momento em que eu pude me dedicar para terminar esse projeto, e aconteceu.

    CrypticRock.com: Wow, muitas coisas aconteceram com você nesses últimos 5 anos – pessoalmente e profissionalmente.

    Floor Jansen: Sim, tudo isso! Eu imigrei duas vezes, me casei, me tornei uma mãe.

    CrypticRock.com: Muitas conquistas grandes, e parabéns pela maternidade! Você mencionou Northward, que foi colocado no banho-maria por 10 anos. Um pouquinho diferente do que você já fez no passado, é pesado mas é mais Hard Rock. Nos conte um pouquinho da inspiração por trás desse projeto.

    Floor Jansen: De fato houve uma intenção de soar diferente e de ser um álbum de rock, e não um álbum de metal. Essa era a minha idéia: era algo que eu desejava fazer desde 2007, sabendo que 2008 seria o ano de folga da minha banda na época, o After Forever. Eu havia feito álbuns de metal por 10 – 11 anos na época, e pensei que seria legal fazer algo diferente e entrar em outro gênero, que foi o Rock.

    Isso tomou forma na minha cabeçaa quando eu conheci Jorn Viggo, que é um guitarrista muito diverso e tem experiência em Rock e também Metal. Nós sentamos juntos para ver se tínhamos inspiração para compor, o que tivemos. Nós decidimos que deveria ser um álbum de rock apenas com guitarras, baixo, vocais e baterias – sem orquestras sinfônicas, corais ou teclados.

    Nós compomos o álbum naquela época, nós até gravamos algumas baterias para o álbum. Nunca foi planejado o álbum entrar em modo de espera, imagine por 10 anos. O After Forever era outro projeto que eu não queria que fosse meu próximo novo trabalho que eu teria que deixar em modo de espera. Quando a folga do Nightwish veio, eu contatei Jorn em 2016 para ver se ele ainda estaria disposto e ver se nós ainda nos sentíamos bem com a música, e se ela encaixaria em quem somos nesse período e idade. E quando deu tudo deu certo, partimos para a ação!

    CrypticRock.com: É muito impressionante saber de tudo isso. Muito mudou em uma década, e agora o álbum será lançado em outubro. É um álbum muito bom, certamente mais Hard Rock. É interessante que desde que você inicialmente mentalizou esse projeto, muitas bandas de hard rock com vocais femininos ganharam muita atenção merecida, por exemplo, o sucesso do Halestorm. A banda se tornou muito popular e é ótimo ver isso.

    Floor Jansen: Sim, é ótimo! Há 10 anos atrás não era assim. Claro, nos anos 80 era. Não foi inspirado em muitas outras bandas, mas Skunk Anansie foi uma delas. Eles foram uma das minhas fontes de inspiracção, era uma das únicas bandas com vocais femininos na época. Para mim, também Foo Fighter, Alter Bridge e algumas outras bandas de Classic Rock tambem foram inspiração. Eu não era tão familiarizada com as bandas de Classic Rock, mas foi ai onde o Jorn entrou, ele me tocou varias coisas – Deep Purple, Led Zeppelin, mais um monte de banda com músicas legais, riffs, vocais, etc. Nós realmente ouvimos uma tonelada de músicas. Eventualmente se tornou um fenômeno, o que é ótimo para nós, eu acho. (Risos).

    CrypticRock.com: E o álbum é diverso. Tem seus momentos pesados, seus momentos melódicos, e tem momentos fragéis também. É assim que um bom álbum de Hard Rock deve ser.

    Floor Jansen: Obrigado por dizer isso. Nós queríamos fazer um álbum diversificado. Por nos permitir ser inspirado por tantas bandas diferentes, saiu naturalmente. Fazer um álbum é sempre um quebra-cabeçaas: você começa vendo várias peças diferentes e todas elas precisam se juntar para criar apenas uma imagem. Leva tempo antes que você consiga ver todas as peças formarem só uma figura, o que foi o que aconteceu nesse álbum. Foi interessante pegar as peças, porque tínhamos a figura quase completa. Isso é algo que você só consegue ver  na última fase de quando você começaa a gravar, e quando as canções estão do jeito que você pensou.

    Nós gastamos muito tempo fazendo demos muito boas, mas ainda assim, a gravação pra valer é sempre diferente. Dado o fato de que houve 10 anos entre a composição e a gravação, isso fez com que aparecessem desafios ainda maiores do que se tivéssemos gravado em 2008, algo que melhorou a diversidade do álbum, eu acho. Além disso, eu estou feliz que eu tive o tempo de me desenvolver mais como uma vocalista de Rock. Na época, era uma idéia, um conceito, um desejo que eu tinha de aprender mais sobre esse estilo.

    Eu era fascinada pelo estilo, mas eu não poderia usar muito no After Forever. Eu comecei a usar uma vibe mais Rock em algumas canções mas ainda não era a mesma coisa, eu queria explorar mais. Que eu fiz na minha banda ReVamp, e até no Nightwish, a música pede esse canto de vez as vezes. Mas ainda assim é muito diferente, e o canto saiu com todo seu potencial com o Northward. Estou feliz! Eu acho que fiz um trabalho melhor agora que eu poderia ter feito se eu tivesse gravado 10 anos atrás.

    CrypticRock.com: Saiu maravilhoso e é empolgante ver você tentar um estilo do Rock. Você fez muitas coisas no metal no decorrer dos anos. Certamente há um approach diferente na hora de cantar Rock ao invés de metal sinfônico. Como foi pra você tentar um estilo mais Rock?

    Floor Jansen: Absolutamente, é completamente diferente. Dentro do Nightwish, tem muita diversidade. Eu canto muitas músicas de um jeito mais roqueiro que as moças que cantavam antes de mim. Isso se destaca mais, e ao vivo demanda um pouquinho mais de mim. E agora, essa turnê que estamos fazendo com o Nightwish, onde estamos tocando canções mais antigas, nós poderíamos ter ido pelo lado sinfônico. Mas eu também não sou só sinfônico. Você naturalmente começa a escutar a música de forma diferente, e algumas vezes isso tem que acontecer. Em outros momentos você pode usar a mesma música com um approach mais agressivo, o que deixa a canção mais agressiva, o que é legal ao vivo, e algumas músicas imploram por isso. Ainda é diferente fazer isso no Metal que no Rock.

    [approach é como se fosse um método de encarar algo]

    CrypticRock.com: É um estilo muito único. Vendo você mesma ocupada com a turnê do Nightwish, você se vê performando alguns shows com o Northward no futuro?

    Floor Jansen:  Sim e não. Antes era um não absoluto, porque eu não tinha tempo. Tem sido muito pedido. Através das redes sociais nós lançamos duas canções e elas foram extremamente bem recebidas, bem mais do que eu poderia ter sonhado, por elas serem diferente do que os fans conhecem de mim e do Jorn. Eu nunca digo nunca, mas ainda levando em conta que o projeto é de duas pessoas, nós precisaríamos de uma banda. Nós precisariamos de uma turnê, uma equipe, e etc. Isso leva a uma lista enorme de coisas que precisam serem feitas, que demandam tempo, algo que nao tenho. (Risos)

    CrypticRock.com: Dá pra entender. Muitas coisas estarão no seu prato com o Nightwish, e o mais importante, sua família.

    Floor Jansen: Com certeza, por esses motivos isso não poderia acontecer. Com certeza não esse ano, e não ano que vem, quando o Nightwish gravar um novo álbum, e nem no ano seguinte quando estaremos em turne mundial com o novo álbum. E ninguém sabe o que pode vir depois. O projeto demorou 10 anos para ser feito! (Risos)

    CrypticRock.com: Nunca diga nunca, como você disse. Você mencionou o Nightwish e carga de trabalho. Você gravou em 2015 o álbum “Endless Forms Most Beautiful” e saiu em turnê mundial com a banda. Como tem sido a sua relação com a banda?

    Floor Jansen:  Sempre foi ótima! Foi ótima desde o primeiro show e as primeiras semanas surreais nos EUA quando a banda tinha acabado de cortar relações com a Anette. Eu tinha acabado de entrar em shows depois de ficar na sala da minha casa por um ano e meio, por conta de que eu estava doente. Eu estava me recuperando de uma doença e voltando a ter vida. Eles estavam num estado de sobrevivência, não sabendo se a banda sobreviveria a isso ou não. Nós nos divertimos muito! Aquilo foi a base das turnês que viriam muitos anos depois. Então nós começamos a fazer um álbum juntos. Nós ensaiamos muito, fiquei semanas e mais semanas na Finlândia, aquilo foi ótimo.

    Nós já tivemos muitas experiências juntos. Sempre me sinto em casa quando estou em turnê com os rapazes, fazendo um álbum ou ensaiando. É algo que eu fico ansiosa para fazer. E eu tenho muito orgulho de que eu – de todas as mulheres do mundo – me tornei a nova vocalista, que eles me quiseram, que eu recebi aquele convite. Isso é algo que eu nunca vou esquecer!

    nightwish hammersteinballroom 040915 07 - Interview - Floor Jansen Talks Northward, Nightwish, + More

    CrypticRock.com: É ótima história, e bem merecida! Voce mencionou que voce não estava pronta para abandonar o ReVamp. Você eventualmente tomou a difícil decisão de acabar com a banda em 2016. Foi uma decisão dificil?

    Floor Jansen: Sim, eu não queria ter que tomá-la. Eu também não queria continuar do jeito que estava. Como eu disse, eu sentia como se todos sempre estivessem esperando por mim, primeiramente e acima de tudo meus colegas de banda, mas também os fãs. Eu sabia que os próximos anos seriam difíceis para fazer um álbum. Até esse projeto, Northward, não poderia ter sido feito se eu também tivesse que compor a música. Só foi possível fazer o que nós fizemos agora, e ainda assim, foi muito bem calculado em relação ao tempo. Eu estou feliz com a decisão que eu tomei nesse sentido. Se eu lutei por algo, foi pelo ReVamp. 

    CrypticRock.com: Sim, tomar esse tipo de decisão faz parte da vida e ainda assim é tão dificil.

    Floor Jansen: É inevitável. Você tem que ser honesto consigo mesmo e com os outros. Você nao pode ter tudo, é uma ilusão.

    CrypticRock.com: Essa é a verdade. Você faz o que faz há 20 anos, desde que você era uma adolescente. Você obviamente aprendeu muito, e pode ser difícil de apontar tão especificamente, mas quais experiências você diria que foram uma das mais importantes que você aprendeu?

    Floor Jansen: Eu diria duas coisas. Primeiro, seja paciente, e isso também é porque eu nao tenho uma natureza muito paciente. (Risos). Segundo, que talvez compartilhe o mesmo lugar com o primeiro, você nao pode planejar nada. Você pode fazer planos até certo ponto: você pode dizer “Eu gostaria de estar aqui e ali em 5 anos. Eu posso fazer um plano de 10 anos: eu posso planejar até mais longe”, mas quanto mais distante os planos são do dia de hoje, mais difíceis são de saber se são realizáveis. Quanto mais você acha que sabe, mais dura será a queda quando você perceber que não são planos reais.

    Quando a minha banda After Forever acabou, apesar de eu dizer que não deveríamos ter acabado, que nós deveríamos ter continuado, eu era apenas uma das seis pessoas que dizia isso. 12 anos jogados fora, eu não esperava por isso. Olhando para isso agora, eu deveria estar cega, mas eu estava tão convencida que nós conseguiriamos! Eu estava tão convencida de que eu poderia convencer o resto, que eu tinha um bom plano e que todos estavam recebendo novas energias de estarem um ano de folga. Mas não aconteceu. Essa foi a primeira vez que caiu a ficha de que você simplesmente não conhece o amanhã, e que você deve manter sua mente aberta. Você nao pode entrar tão fundo na sua zona de conforto, quando algo inesperado acontece você nunca teria que pensar – “o que poderia ter acontecido de diferente?”

    Isso parece algo meio fatídico, mas eu penso agora, o que aconteceria se o Nightwish acabasse amanha? Eu não acho que isso vá acontecer, eu não espero que acontece, mas diabos, um dos rapazes pode se envolver em um acidente e esse seria o fim. Pode acontecer, eu seria tola se não pensasse nisso de vez em quando. Isso é algo que eu tento aprender de experiências passadas: Eu quero estar aberta a tudo.

    Eu queria fazer o que eu queria quando eu queria, o que soa como uma adolescente mimada. Quando você se mantém de cabeca aberta, e passa dos 30 anos, você consegue realizar. Eu acho que muitas pessoas da minha idade pensam “Eu gostaria de fazer isso mas eu não posso porque…. Ai aparece hipoteca, emprego, os filhos, etc” Isso é o maior erro da vida! Se você está esperando para  as coisas acontecerem que talvez aconteça amanhã, ela nunca acontecerá. Você precisa trabalhar para acontecer agora! Ninguém mais vai fazer por você e 10 anos irão passar antes que você perceba. São essas coisas que eu tento levar em consideração diariamente, o que diabos eu vou fazer hoje? (Risos) Eu tenho muito tempo, mas eu também tenho muitas coisas pra fazer (Risos).

    CrypticRock.com: Isso faz total sentido, tudo isso é parte do processo de ganhar experiências de vida.

    Floor Jansen: Eu acho que eu sou um clichê ambulante nessa minha idade. Eu achei que seria diferente por eu ser musicista, mas não! (Risos)

    CrypticRock.com: Certo, e você tem grandes esperanças e sonhos quando você está no inicio dos 20 anos, mas quanto mais você envelhece mais cuidado você tem.

    Floor Jansen: Sim, mas eu acho que muitas pessoas se tornam tao precárias e tão seguras na sua zona de conforto que elas criam para si mesmas, que nenhuma ação é feita – até que forçada. Isso é o que eu quero dizer quando eu nunca dou a oportunidade de pensar duas vezes: você acha que você estará sempre ali e acha que as coisas estarão assim para sempre – não, não estarão. Isso poderia ser horrível também – veja o que há para explorar e ver no mundo. Nem todo mundo é tão aventureiro quanto eu, eu entendo isso. Diabos, depois de tudo que eu fiz nos últimos anos, um pouco mais do mesmo não seria tão ruim para mim. Mas não vamos ficar tão confortáveis, por que isso te previne de evoluir e fazer coisas novas.

    CrypticRock.com: Concordo 100%. E agora você esta fazendo isso com o Northward. Explorar o Rock ‘n’ Roll esteve em sua mente por um longo tempo, obviamente.

    Floor Jansen: Sim, definitivamente esteve. Há muitos cantores de Rock legais. Eu acho que quando se trata de cantar, eu tenho um estilo mais Rock que metal de canto.

    CrypticRock.com: Sim, e você disse que você nao tinha certeza como seus fãs de metal receberiam o Northward. Isso é uma apreensão sincera, porque é claro que há uma barreira entre as pessoas que escutam apenas rock ou metal.

    Floor Jansen: Absolutamente. Em geral, se tem uma coisa que os fãs de metal tem, o que é bom e ruim, eles meio que querem ver a mesma coisa todas as vezes. Talvez é a mesma coisa com o Rock. Eles querem ouvir o que é familiar e as vezes não estão aberto a coisas novas. Isso foi algo que eu estava temendo, mas eu estou muito feliz que eu estava errada. Eu vim do Metal, então eu espero que os fãs de Metal apreciem meu Rock. E eu também espero encontrar mais fãs de Rock que apreciem meu Metal.

    CrypticRock.com: Sim, e abre novas portas. A última vez que nós nos falamos, você mencionou que não gosta de filmes de terror. Vamos explorar essa pergunta. Você assisitu algum filme recentemente, que você tenha gostado?

    Floor Jansen: Teve um filme chamado Arrival (2016). Eu assisti não muito depois de eu ter dado a luz, mas de uma perspectiva de mãe, me tocou muito. Do ponto de vista de pais – você sabe o que eu quero dizer, se você assistiu. Minha maior decepção foi o que eu mais estava ansiosa para assistir, Dark Tower (2017).

    Eu amo fantasia, eu li a saga Torre Negra duas vezes agora. O filme teve ótimos atores, uma ótima história, mas eles conseguiram alterar tanto que não soma nada aos livros nem ao que vem depois.


    Próximas datas do Nightwish:
    11-02 GOTHENBURG (PARTILLE ARENA) SE
    11-03 COPENHAGEN (VALBY-HALLEN) DK
    11-05 BERLIN (MAX SCHMELING HALLE) DE
    11-06 HAMBURG (BARCLAYCARD ARENA) DE
    11-07 ANTWERP (LOTTO ARENA) BE
    11-09 OBERHAUSEN (KÖNIG PILSNER ARENA) DE
    11-10 PARIS (ACCORHOTELS ARENA) FR
    11-11 GENEVA (ARENA) CH
    11-13 BRATISLAVA (INCHEBA EXPO ARENA) SK
    11-14 MÜNCHEN (OLYMPIAHALLE) DE
    11-16 LEIPZIG (ARENA) DE
    11-17 KRAKOW (TAURON ARENA) PL
    11-19 PRAGUE (O2 ARENA) CZ
    11-20 BUDAPEST (ARENA) HU
    11-22 ZÜRICH (HALLENSTADION) CH
    11-23 NÜRNBERG (ARENA) DE
    11-24 STUTTGART (SCHLEYER HALLE) DE
    11-26 AMSTERDAM (ZIGGO DOME) NL
    11-27 SAARBRÜCKEN (SAARLANDHALLE) DE
    11-30 MADRID (WIZINK CENTER) ES
    12-01 BARCELONA (PALAU SANT JORDI) ES
    12-02 BILBAO (BIZKAIA ARENA) ES
    12-04 MILAN (MEDIONALUM FORUM) IT
    12-05 FRANKFURT (FESTHALLE) DE
    12-08 LONDON (THE SSE ARENA, WEMBLEY) GB
    12-10 BIRMINGHAM (ARENA) GB
    12-11 MANCHESTER (ARENA) GB
    12-14 TURKU (GATORADE CENTER) FI
    12-15 HELSINKI (HARTWALL ARENA) FI


    Floor Jansen:  FLOORJANSEN.COM | FACEBOOK | TWITTER | INSTAGRAM

    Northward: NORTHWARD.ROCKS| FACEBOOK | INSTAGRAM

    Nightwish: NIGHTWISH.COM |  FACEBOOK | TWITTER 

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  • Volkskrant – Floor Jansen

    Volkskrant – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear! | Original here!

    Floor Jansen é a nossa maior cantora pop internacional. Como é que a Holanda não a conhece?

    Floor Jansen, a maior vocalista que a Holanda tem para oferecer ao mundo, mora numa pequena e bela vila, que certamente deve ser uma das menores do mundo.

    Essa vila de cartão postal fica no meio de florestas nebulosas, colinas verdes e um grande lado que, de acordo com o último senso, possui 233 habitantes. Certamente é o tipo de lugar onde você esperaria que a vocalista de uma banda como o NIghtwish vivesse. Ou, pelo menos, vagando por suas fantasias e sonhos do metal.
    Mas Floor Jansen (Nascida em Goirle, 1981) já teve o suficiente desses clichés que a circundam em seu gênero musical: A orquestra prazerosa e as vezes o místico Hard Rock, que era também chamado de Gothic Metal anteriormente. Não tente começar uma entrevista com ela falando sobre essas florestas nebulosas e místicas senão você vai ver que não vai ter mais sobre o que conversar. “É certamente quieto aqui”– ela diz – com certo eufemismo (mais como um aviso ao entrevistador, eu presumo) mas há também a ferrovia próxima e na colina há condomínios.
    Entretanto, ela concorda que é um tipo diferente de vida se comparado ao que ela era acostumada em sua cidade Natal. E ela fala disso desaprovando, de certa forma: “Claro que você possui lagos na Holanda, mas com certeza com alguns milhares de pessoas em volta de todos eles. E Jet skis cruzando a água!” Bem, sim, a Holanda…um selo postal com 17 milhões de pessoas. Parece haver algumas cicatrizes na sua relação com sua terra natal e ela não se importa de explicá-las. Ela fica até feliz e quer falar sobre elas.

    UM SHOW HOLANDÊS DECENTE

    Mas uma coisa de cada vez. Tais recursos que ela gosta na Costa Oeste da Suécia, onde ela vive com seu marido Sueco Hannes Van Dahl (baterista da banda de metal sueca Sabaton) e sua filha – hoje com um ano de idade – Freja. Floor se estabeleceu aqui pela proximidade ao aeroporto internacional de Goteborg. E sim, também por causa da quietude pura e da paz que há na área.

    Com seus companheiros do Nightwish ela canta ao redor do mundo; da Escandinávia para toda a Europa. De Moscou e Pequim até São Paulo, no Brasil. E para você ter uma ideia de como a agenda da Floor é…ela acabou de retornar de uma turnê de 34 shows nos Estados Unidos.

    No próximo sábado ela vai cantar novamente na Holanda, finalmente. Um show importante e parece que compensa um pouco, diz Jansen. “Eu tenho esperado por anos por um festival Holandês decente. É ótimo finalmente termos um e ainda melhor, ele será em Fortarock, em Nijmegen. Metaleiros de fato e a atmosfera do metal! Os caminhões da turnê cheios de fogos e artigos pirotécnicos, porque o Nightwish vai arrebentar com muita pirotecnia e músicas clássicas da banda. Eu estou nas nuvens e muito animada.”

    BAIXA AVALIAÇÃO

    Este é um dos grandes enigmas e quebra-cabeças da indústria musical holandesa. É um dos motivos que deixa os fãs com a pulga atrás da orelha. Por que será que um gênero que de certa forma começou na Holanda e conquistou o mundo, é tão subestimado em sua terra natal? Até mesmo hoje, as vocalistas femininas e bandas tem um importante papel na cena do metal feminino.
    Obviamente conhecemos as pioneiras do metal sinfônico, tais como Within Temptation (Sharon den Adel), After Forever (Floor) e Epica (Simone Simons). Mas a atenção e a apreciação que elas têm em seu próprio país não se compara à total adoração que elas têm no México ou na Rússia. Lá, longe da escassa indústria musical holandesa e bloggers e seus palcos pops e do ramo dos festivais, a luz está acesa quando Floor Jansen entra em cena.
    Aqui, o single Élan, muito tranquilo e simples de ouvir, jamais será tocado numa estação de rádio. Enquanto essa música é padrão nas playlists da Suécia e Finlândia.

    MAIOR QUE ANOUK, CARO EMERALD e ISLE DELANGE

    Através de linhas de vendas de álbuns e performances, percebe-se que Floor Jansen é de longe a maior estrela musical que nós temos na Holanda. Comparada às três mencionadas acima, mesmo com certa distância (o que não é inteiramente verdade se falarmos de vendas).

    Por que eu nunca sou convidada por Matthijs Van Niewkerk no seu programa ‘DE Wereld Draait’? (Este é um dos maiores talk shows musicais. Sharon e Anneke já foram lá muitas vezes). E quando você ouve Nightwish na 3FM? Nunca!!! Sim, as vezes quando você ganha um prêmio por alguma coisa você tem que explicar o que você está fazendo, tudo do começo. (ela fala de forma muito amarga aqui). Você recebe perguntas do tipo: “Poderia explicar o que exatamente é a música no metal, por favor!” E depois disso eles ficam falando sobre estarem estupefatos com o fato de você ser tão famoso internacionalmente!!! Depois desse tipo de ocasião eu penso: Meu Deus, de novo não! Eu estou bastante de saco cheio com isso, hoje em dia.

    De onde vem toda essa ignorância? Bem, isso é uma incógnita até hoje. Será que nós, Holandeses, não tão assim dessa música tão rica em fantasia e espiritualidade com guitarras de roque e alguns vocais de ópera combinado com música folk pesada? Eu não acho que seja uma questão de gosto. Floor pensa. Nós temos muitos fãs Holandeses também.

    Quando nós finalmente tivemos a oportunidade de tocar no Heineken Music Hall , nós o esgotamos duas vezes em apenas alguns dias. Mas o interesse real vem da cena do metal Holandês em si. Além disso, nós não temos a atenção da mídia em si. E eu penso que nós podemos atrair muitos fãs através de nossa música. Não, na Holanda eles ficam falando das mesmas bandas de novo e de novo! Bandas tais como Krezip e Kane, por exemplo. Enquanto eles não possuem nenhum reconhecimento ou popularidade em outros países! (Você pode perceber que a Floor está for a do país há alguns anos, já que essas bandas foram desfeitas há mais ou menos 4 ou 6 anos, mas acho que ela desgosta dessas bandas, assim como eu)

    FRUSTRAÇÃO

    “Nunca me acostumei com isso”, diz Floor Jansen. “Quando fiz parte do After Forever naquela época e, depois, do Nightwish, eu ainda achava tudo encantador. “Estamos criando algo especial”, era o que eu pensava. É claro que mais pessoas precisam ouvir isto. Eles ainda percebem que isto ocorre no mundo novo. Mas aqueles anos incríveis já ficaram no passado. “Hoje, acho frustrante que ninguém queira mais ouvir nossos discos. É uma pena.” A questão toda gira em torno da mentalidade musicalmente limitada na Holanda. “Na Holanda, as pessoas pensam muito nos gêneros. Nossa música é classificada como ‘metal’ e esta é uma música de nicho. Quem é do nicho já conhece.”

    Graças ao seu talento e destaque em bandas como After Forever e ReVamp, Floor Jansen é vista como um modelo de cantora no metal sifônico na Holanda. Com uma voz que alcança tanto notas operáticas, como as mais suaves, além das mais fortes, Floor fez com que até o metaleiro mais conservador tirasse o chapéu para seu talento. Quando o Nightwish enfrentou a saída da vocalista Anette Olzon, em 2012, que foi a sucessora de Tarja Turunen, Floor Jansen foi chamada aos quarenta e cinco do segundo tempo. “Foi uma mudança de ares muito repentina”, diz Floor Jansen. “Do nada, eu tive de me perguntar se eu conseguiria cantar com o Nightwish, pois havia um problema nisso. Perguntaram se eu conhecia as músicas e as letras, e eu disse: ‘Olha, não todas elas. Mas tudo bem. Vai dar tudo certo.’ “

    PROBLEMAS PESSOAIS

    Deu tudo certo no fim das contas. “No primeiro show, no dia 1 de Outubro de 2012, em Seattle, quando eu apareci no palco no lugar da Anette, havia um fã que disse querer seu dinheiro de volta, pois não havia pagado para ver Floor Jansen cantando. Depois disso, as vendas dos ingressos subiram no mundo todo.” Ela mesma não se vê desta maneira, mas Floor Jansen foi uma verdadeira benção para o Nightwish. A banda, fundada pelo compositor e tecladista Tuomas Holopainen em 1996, na cidade de Kitee, na Finlândia, enfrentou grandes problemas internos. Membros da banda e vocalistas quiseram sair ou foram expulsos do grupo.
    “Tuomas Holopainen é o compositor mais importante da banda,” diz Floor. “Como vocalista, sei que vou cantar as músicas que ele compor, mesmo que você mesma tenha composto a melodia. E estou muito feliz no papel que desempenho. Primeiro porque eu gosto muito do trabalho de Tuomas, pois não vejo como poderia melhorá-lo mais ainda. Mas também gosto, pois tenho espaço para acrescenter minha própria maneira de cantar, de contar aquela história como eu achar melhor. As músicas do Nightwish são compostas pensando na minha voz e técnicas de canto, o que me deixa muito feliz.”
    A voz de Floor passou pelos maiores desafios que já encontrou, segundo Floor. “Hoje em dia, estou cantando notas e usando técnicas que nunca usei antes. Do nada, canto uma oitava abaixo ou acima.” O Nightwish se consolidou como um nome de peso novamente após a entrada Floor Jansen. “Se a banda ensaiasse em Nova York, nunca haveria uma vocalista”, revela Floor. “Estranho, não é? Quando me tornei a vocalista deles, eu me mudei para a Finlândia. Um dia, eu pensei: ‘Vou para o estúdio onde o pessoal está ensaiando e ver se posso me juntar a eles. Então, eu entrei, peguei o microfone e comecei a cantar. Os membros da banda olharam uns para os outros, mas eu continuei cantando. O Nightwish voltou a ser uma banda legal de se fazer parte. Nós nos divertimos muito juntos, e é isso que o público vê em nossos shows. Acabou a época em que era uma banda só de caras que procuravam uma vocalista.”

    O SENTIMENTO NA MÚSICA

    O disco mais novo, o Endless Forms Most Beautiful, o uma obra conceitual sobre ciência e biologia e o primeiro disco com Floor Jansen nos vocais, é, de acordo com vários fãs, o disco mais inovador do Nightwish. Ele possui mais arranjos de folk e pop do que metal, além de alguns riffs diferentes em músicas, que contam com arranjos orquestrais gloriosos. “Alguns artistas chegam a um ponto em que não se consegue criar algo tão maior ou impactante, então começam a criar música que tenha um sentimento forte”, segundo Floor.
    E a música que criaram com certeza vai além dos limites de gênero e públicos-alvo. “Fãs mais novos vêm aos nossos shows. Meninas que fazem de tudo para se encaixar no padrão estético aparentemente comum no metal sinfônico. Mas também temos pessoas na faixa dos cinquenta anos. Homens com óculos de leitura e roupas normais, por exemplo. Nos Estados Unidos, eu vi um homem de 80 anos bem na grade, que sabia a letra de todas as músicas. Acho que a música que criamos se tornou um meio de ligar pessoas, algo muito além de um nicho ou uma subcultura.”


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  • Revista: METAL Hammer

    Revista: METAL Hammer

    Metal Hammer – Adquira a sua AQUI | Tradução: Head up High, my dear!

    Uma celebração das mulheres que definem o metal em 2018


    “Havia um cara na plateia que não parava de gritar comigo. Ele não calava a boca. Eu disse a ele: ‘Por que você vem aqui e diz isso na minha cara depois do show?’ ”


    Floor Jansen passou sua vida inteira lidando com gente grosseira. Enquanto o Nightwish se prepara para comemorar seus 20 anos de carreira cheios de sucessos incríveis, descobrimos por que sua tão introvertida vocalista se recusa a seguir as regras.


    Floor descreve a si mesma como “teimosa e determinada” e que esta atitude lhe rendeu bons frutos até o momento.


    Se Floor Jansen ainda se lembra da primeira vez que lidou com comentários imbecis e saiu vitoriosa. Foi no início dos anos 2000, com sua antiga banda, o After Forever, durante uma turnê que contava com outras bandas quase que exclusivamente europeias e compostas por homens. A presença de uma mulher nos vocais, aparentemente, foi demais para algumas pessoas mais limitadas na plateia, que foram dominadas por um típico comportamento masculino. “Eu tive de ouvir muita merda da plateia o tempo todo”, diz ela. “’Veja só, tem uma mulher no palco‘. No início, encarei como parte da situação toda. Mas a coisa logo me deixou meio ‘Sério mesmo?’. As pessoas gritavam ou ‘Slayer!’ ou ‘Peitos!’. E eu dizia ‘Beleza, não somos o Slayer e eu tenho peitos. Muito inteligente da sua parte ser capaz de perceber essas coisas. Podemos deixar isso de lado agora?’”

    Levando em consideração a mulher que era o foco daqueles comentários era, nas palavras dela, “teimosa, determinada e sem medo de brigar”. Era inevitável, também, que as coisas chegassem a um ponto crítico. Floor não se lembra da data ou onde aconteceu, mas lembra-se claramente como a discussão ocorreu.

    Tinha um cara gritando coisas idiotas para mim o tempo todo: ‘HURR DURR, PEITOS’ [ridicularizando o tom de voz do rapaz]. Ele não calava a boca. Uma hora, eu disse: ‘Já que você é tão machão, por que você vem aqui e diz isso na minha cara depois do show?’”

    O público, segundo ela, segurou a respiração por alguns segundos. A holandesa de quase dois metros armada com um olhar cheio de fúria e paciência já no fim havia abertamente provocado um imbecil bêbado.


    É, eu chamei o cara pra brigar no palco”, diz ela. “Funcionou na hora. Ele ficou quietinho.” Ela levanta a sobrancelha, como quem sabe o que faz, e diz: “Se quiser ser idiota a esse ponto, sinta-se à vontade. Mas você não merece minha atenção.”


    Quando se pensa na atitude esnobe de alguns fãs com o gênero musical, é irônico que o metal sinfônico tenha sido a principal frente de batalha pela igualdade de gênero nos últimos 20 anos. Há poucos gêneros musicais em que as mulheres tenham alcançado uma posição tão forte de destaque, com exemplos como Sharon den Adel, do Within Temptation, até Simone Simons, do Epica, e a própria Floor. Ainda que seja dominado por homens, este é um gênero ainda pouquíssimo excludente do que muitos outros gêneros musicais tidos como “evoluídos” (por exemplo, a grande mente por trás da banda em que Floor canta, o Nightwish, é claramente Tuomas Holopainen, o tecladista e principal compositor).

    A própria Floor não está lá muito confortável em ser algum tipo de modelo a ser seguido por ninguém, mesmo que a modéstia a torne relutante em ser um exemplo de luta pela igualdade de gêneros. “As pessoas parecem me consideram algum tipo modelo a ser seguido.”, diz ela. “A princípio, eu pensei… [ela faz um som de desaprovação]… Mas, então, pensei: ‘’Bom, me sinto um tanto lisonjeada com isso.’ Não quero que as pessoas me copiem. Eu quero que você seja você mesma. Você já é forte o suficiente. Enfim, não quero que as pessoas ache que eu sou tudo isso.”

    Estamos em um estúdio, sob temperaturas baixíssimas, em uma região industrial localizado nos subúrbios de Gotemburgo. Floor mora a meia hora dali, com seu marido, Hannes, baterista do Sabaton, e a filha dos dois, a bebê de dez meses Freja. É a primeira semana de janeiro. Em alguns dias, Floor vai se reunir com seus colegas de banda do Nightwish para conversar sobre as turnês europeia e norte-americana para promover o novo disco de melhores hits da banda, o Decades. Será a primeira vez que eles se reúnem desde 2016, quando iniciaram sua pausa de um ano. Para a cantora, a pausa e sua gravidez se encaixaram perfeitamente, ainda que de maneira não muito óbvia. “Acho que muitas pessoas imaginaram que eu faria aquela pausa por causa da minha gravidez.”, diz ela. “Mas a gravidez ocorreu por causa da decisão de tirarmos um ano para descansarmos.” Quando sugeriram a pausa, ela não gostou muito da ideia a princípio. Ela havia entrado na banda fazia poucos anos e ainda estava com toda a energia possível para fazer shows.

    Não foi um momento em que eu pensei: ‘Beleza, vamos fazer uma pausa’. Eu pensei: ‘Ah, merda…’”

    Mas a ideia começou a se desenvolver para ela. Ela e Hannes haviam conversado sobre terem filhos, e esta seria a oportunidade perfeita para tentar. “Estou em uma banda com seis pessoas”, ela diz. “Se uma pessoa decide fazer algo, esta decisão vai afetar a todos. Foi aí que eu pensei: ‘Hm, esse um ano pode ser uma bom período.’ Mas até isso foi difícil! Hahaha! Não se consegue planejar muita coisa quando o assunto é gravidez.”

    No palco e no estúdio, Floor é uma figura imponente. Sua voz, poderosa e estridente, mas carregada de emoção e delicadeza, é quase que uma força da natureza de tão potente. Hoje, sentada em uma cadeira baixa, de pernas cruzadas, ela se mostra aberta e bem amigável, mesmo com o ar de frieza que a cerca. Ela admite não ter paciência, tampouco tolerância com pessoas idiotas. “Todo mundo conhece um bocado de idiotas em seus ambientes de trabalho, não apenas no meio musical”, afirma ela. “Mas eu sou impaciente. Isso faz qualquer um soar meio idiota em qualquer situação. Sei que não é justo.”

    Independente do que digam, Floor Jansen não é esnobe. Esta palavra foi usada por muitas pessoas para descrevê-la durante anos e tornou-se um tipo de ofensa que funcionou como uma arma usada por pessoas aparentemente incapazes de entender que uma mulher em uma posição de poder como a dela tem o direito de se recusar a ouvir besteiras de qualquer um. Em 2014, ela se sentiu na obrigação de divulgar uma carta aberta na internet em resposta às críticas relacionadas a como ela lidava com seus fãs. O conteúdo da carta resume-se em uma frase que vai direto ao ponto: “Não sou uma vadia arrogante” (um sentimento que um colega de profissão homem nunca precisaria externar para se defender). “Só o fato de ter de escrever sobre isso já me irrita”, diz ela, claramente incomodada. “Pois eu me senti mal interpretada, mas defendo o que disse. As pessoas acham que, quando vêm falar comigo, gritando no meu ouvindo, eu tenho de atender aos desejos delas. Eu vou me virar, sorrir e tirar uma foto com elas, mas não sou obrigada a nada. As pessoas não têm o direito de dizer se deu devo fazer alguma porra ou não só porque eu canto em uma banda.”

    Pouco presente em alguma rede social atualmente, Floor não usa o Twitter há meses (talvez anos) e não esconde o desconforto que sente com artistas que “postam 12 fotos de si mesmos no Instagram todos os dias.” Ela se tornou o alvo de uma fúria implacável por parte de certos grupos de headbangers após dizer que o Slayer era “uma banda terrível” em uma entrevista dada à Metal Hammer.

    A questão das mídias sociais é ridícula”, diz ela, mostrando não ter mais paciência com o assunto. “Todos dizem o que querem o tempo todo. Em teoria, não tem nada de errado com isso, mas as pessoas o fazem de maneira nem um pouco civilizada. Imagine só entrar em um bar e todos lá conversam como as pessoas conversam na internet. Haveria brigas e gente perdendo os dentes o tempo todo. As redes sociais são…”. Ela parece estar tão cansada do assunto, que mal termina a frase. No entanto, ela respira fundo e solta o ar de maneira brusca, demonstrando o que acha de toda a situação.

    Ela nem sempre foi tão forte assim. Quando era adolescente e ainda explorando o canto, ela sentia uma mistura de confiança e insegurança. Na parte corporal, sua altura serviu-lhe como vantagem ao cantar, pois tinha presença de palco, além de uma voz potente.


    Floor: nem de longe uma “vadia arrogante”.

    Mas também significa lutar pelos direitos de suas colegas de profissão.


    Eu era alta e tive de ouvir piadinhas por causa disso durante muito tempo”, revela Floor. “Sofri muito bullying durante bastante tempo. Foi péssimo. Me senti muito sozinha nesse período. Eu só tinha um ou dois amigos.” A música trouxe conforto. Ela pediu para participar do musical de Joseph And The Amazing Technicolor Dreamcoat, produzido em sua escola. “Foi lá que me tornei próxima às pessoas que, aparentemente, não se importavam com o que incomodava tanto o resto da escola, como a minha altura ou o meu sotaque, que tinha por ser de uma região diferente da região deles.”

    Em 1999, Floor se formou na escola e matriculou-se na Rock Academy, um instituto de música novo na cidade de Tilburg, que tinha o objetivo de ajudar a desenvolver os talentos musicais das pessoas da região (alguns alunos da primeira turma incluíam membros da banda Krezip e o rapper Cilvaringz, que, de alguma maneira, trabalhou com o Wu-Tang Clan). “Todo mundo se matriculou, mas havia apenas 40 ou 50 vagas e, por isso, a concorrência era grande”, conta Floor. “Mas eu consegui entrar. O lado ruim era que não havia muita estrutura, então acabamos servindo como cobaias de teste. Eu não aprendi muita coisa lá.”

    Ela já tinha outros planos em mente. Na época, ela já era membro do After Forever, que fez parte da primeira onda de bandas de metal sinfônico a surgirem nos anos 90. Ela entrou para a banda alguns anos antes, quando tinha 16 anos. Um ambiente dominado por homens, no das bandas de metal nos anos 90, talvez fosse um tanto intimidante para uma adolescente sem experiência nenhuma na indústria fonográfica. Mas Floor diz o contrário. “Achei que foi algo tranquilo”, afirma ela, dando de ombros. “Sempre me considerei parte do clube do bolinha, mas sem ser masculinizada. Ser alta e não me ofender com facilidade foram coisas que ajudaram a me adaptar sem ter de aceitar certas coisas tão facilmente. Não cheguei a me identificar com o movimento da hashtag #metoo, principalmente porque eu tinha 1,83 de altura e falava o que pensava o tempo todo.”


    O After Forever teve uma boa careira. Eles conseguiram desenvolver uma fanbase na Europa, mesmo sem serem tão grandes como o Nightwish. Mas, no final da carreira, em 2009, a ficha caiu para Floor.


    SOFRI MUITO BULLYING DURANTE BASTANTE TEMPO” Sofrendo preconceito na escola, Floor encontrou um refúgio no canto e na música.

    Para Floor, a sensação que veio com o fim do After Forever foi a de “uma punhalada nas costas.”

    Floor forma o ReVamp e faz um a pausa em seu projeto com Jorn Viggo.


    2010 – O ReVamp lança seu disco de estreia pela nuclear Blast.

    2011 – Floor sofre com exaustão causada pela síndrome de Burnout, forçando o ReVamp a cancelar diversos shows.

    2012 – Floor recebe o convite para substituir Anette Olzon no Nightwish e faz seu primeiro show com a banda no Showbox, em Seattle, no dia 1 de Outubro.

    2013 – Floor é oficialmente anunciada como a nova vocalista do Nightwish e realiza duetos com Tarja Turunen no Belgium Festival.

    2015 – O Nightwish lança o disco Endless Forms Most Beautiful, o primeiro disco da banda com Floor nos vocais.

    2016 – O ReVamp anuncia seu fim. O Nightwish inicia sua pausa de um ano.

    2017 – Floor dá à luz sua primeira filha, Freja, e, meses depois, lança um single com Tarja em prol de uma campanha de caridade para ajudar a ilha de Barbuda, arrasada por um furacão na época.

    2018 – O Nightwish se reúne para o lançamento da compilação dos melhores hits da banda, o disco Decades, e sua turnê.


    Não tínhamos mais química”, diz Floor. “Fizemos uma pausa para ver se conseguiríamos definir algumas coisas e mudar outras, mas, infelizmente, eu era a única da banda que tinha essa mentalidade. Para mim, foi como uma punhalada nas costas.” Os problemas enfrentados por Floor pioraram ainda mais com a crise financeira que surgiu. Ela conseguiu equilibrar as contas dando aulas em masterclasses e fazendo participações em alguns de tributo à banda. Mas, do nada, o trabalho extra deixou de surgir. Eu estava perto dos 30 anos e sabia o esforço que seria necessário para montar uma banda do nada”, revela ela. “Eu pensei: ‘ É isso que eu quero fazer novamente? Mudar todo na minha carreira e cantar um tipo diferente de música?’ Foi um período difícil.” Ela se preparou e se dedicou a uma nova banda, o ReVamp, lançando seu álbum autointitulado em 2010. “Eu queria produzir algo mais pesado do que antes, algo sem um objetivo definido”, diz ela. “E, aí, eu sofri uma crise de burnout.

    “Burnout” é o termo utilizado pelos holandeses para descrever uma condição física e mental que consistem na combinação de stress, sobrecarga de trabalho, exaustão e outros sintomas semelhantes. É um quadro clínico entre a exaustão nervosa e a depressão clínica, e é um problema grave na Holanda. De acordo com dados coletados em 2016, uma em 17 pessoas sofrem de burnout.

    Seus níveis de stress ficam altos, mudando todo o equilíbrio hormonal do seu corpo”, conta Floor. “O seu corpo produz adrenalina o dia inteiro, fazendo você ter altos e baixos normais. No caso do burnout, não há mais os momentos ‘baixos’. Seu corpo só produz os pontos ‘altos’ e você não relaxa como precisa. E ninguém consegue manter esse nível de atividade, o que leva a pessoa a ficar constantemente exausta. Isso causa uma série de coisas na sua vida.”

    Para Floor, os sintomas foram debilitantes. Ela sofreu com infecções na garganta constantemente, mesmo nunca tendo sofrido com isto antes. Ela perdeu a capacidade de fôlego e tinha dificuldade de respirar quando subia escadas. “Eu ficava tão cansada, que perdi a vontade de viver”, conta ela. “Fiz exames e a minha frequência cardíaca, meus pulmões, tudo parecia estar bem. Mas era evidente que tinha alguma coisa errada. Eu tinha uma aparência péssima e me sentia péssima.”

    Segundo ela, esta foi a única vez  em sua vida que quase desistiu da carreira musical. “Eu odiava tudo”, revela Floor. “Eu detestava estar ali. Não queria ouvir nada e não queria cantar nada. Eu tinha um colapso toda vez que tentava, mas eu era cabeça dura demais para desistir.” Ao invés disso, ela diminuiu a carga de trabalho com o ReVamp e passou a dar alguma aulas. A banda havia começado a trabalhar em um segundo disco pouco antes da crise, mas Floor usou o período de trabalho como forma de se recuperar. Aos poucos, ela começou a se sentir melhor outra vez e estava recuperando a confiança em si mesma. Naquela altura, ela se preparava dar o próximo passo com o ReVamp.  Foi neste momento que Floor recebeu uma ligação que mudaria sua vida. A primeira vez em que Floor subiu ao palco com o Nightwish foi no Showbox, em Seattle, no dia 1 de outubro de 2012. A nova vocalista da banda, Anette Olzon, havia saído repentinamente dois dias antes, no meio da turnê. Ao contrário da situação de gravidez de Floor, Anette afirmou, mais tarde, que foi demitida por ter revelado à banda que estava grávida, mas a banda negou esta declaração.

    Floor recebeu a ligação que mudaria tudo durante o casamento de sua irmã. Ela conhecia Tuomas e os membros do Nightwish após uma turnê do After Forever com o Nightwish quase dez anos antes. Ela, inclusive, estava familiarizada com as músicas da banda, mas não a ponto de não precisar treinar na viagem rumo ao show. “Quando me pediram para ir até lá, eu disse ‘Claro que vou”, revela Floor. “Fiquei me gabando? Não. Bom, só um pouco. É preciso largar um pouco da modéstia para dizer: ‘Sim, eu quero ser parte de uma das maiores bandas de metal sinfônico e não, não decorei todo o setlist ainda.’”

    Ela chegou e encontrou todos da banda em “modo sobrevivência”. A prioridade era simplesmente terminar a turnê e não havia dúvidas de que este seria o teste para o cargo de nova vocalista. “Sem dúvida alguma”, conta ela. “Naquela altura, a questão era: ‘Como vou dar conta do recado?’ Eu não pensei: ‘Agora, sou a nova vocalista do Nightwish.’ Não pensei isso. Gostei do convite que eles fizeram quando poderiam ter chamado tantas outras pessoas. Mas não era um bom momento. Eles não estavam se sentindo muito contentes com toda a situação.”

    O convite para se juntar ao Nightwish em tempo integral veio 10 meses depois. A conversa ocorreu em um hotel bar após uma participação em um festival na cidade finlandesa de Tampere. “Eu disse ‘Sim’, depois ri, chorei… Mas não pude contar nada a ninguém”, conta Floor. “Não foi sequer uma conversa com toda a banda. Eu tive que fingir que conversamos só sobre o setlist dos próximos shows ou coisa assim.”


    OUR DECADES IN THE SUN

    1981 – Nascida na cidade de Goirle, na Holanda, no dia 21 de fevereiro.

    1995 – Cantou no musical Joseph And The Amazing Technicolor Dreamcoat, de Andew Lloyd Webber.

    1997 – Junta-se à banda holandesa de metal sinfônico After Forever aos 16 anos.

    1999 – Matricula-se no novo instituto de música holandês, o Rock Academy, ao lado de membros da banda Krezip e o futuro parceiro de composições do Wu-Tang Clan, Cilvaringz.

    2000 – Canta junto de Sharon den Adel, do Within Temptation, no álbum de estreia do After Forever, o Prison of Desire. Ela também participa do disco Universal Migrator Part 1: The Dream Sequencer, da banda de metal progressivo Ayreon.

    2002 – Estuda teatro musical e canto operático no Conservatório de Tilburg, na Holanda. O After Forever participa da turnê do Nightwish pela Europa como banda de abertura.

    2008 – O After Forever tira um ano sabático. Floor participa de um projeto paralelo de classic rock com Jorn Viggo Lofstad, guitarrista do Pagan’s Mind.

    2009 – Membros do After Forever se separam por diferenças pessoais.


    EU FICAVA TÃO CANSADA, QUE PERDI A VONTADE DE VIVER” Floor sofreu uma crise de burnout durante o período em que esteve no ReVamp.


    Floor não tem tempo para besteiras.


    Quem aí quer assar um marshmallow?


    Ela desmente os boatos de que entrar para o Nightwish teria sido sua última tentativa de alcançar maior sucesso comercial. “O ReVamp ainda existia naquela época”, relembra ela. “E eu sou muito determinada para me render ao pensamento de ‘Dane-se isto’. Ainda não era o fim daquele projeto.” Ela lembra ter recebido um e-mail de Anette Olzon, quando o anúncio de sua entrada no Nightwish foi divulgada. “Ela me enviou um e-mail desejando boa sorte. Foi bonito da parte dela.”

    A relação de Floor com Anette e, especialmente, com a vocalista original, Tarja, é diferente de como os membros da banda as veem. Em novembro de 2013, no festival Metal Femal Voices, na Bélgica, ela e Tarja fizeram um dueto ao cantarem um clássico de Gary Moore dos anos 80, Over the Hills and Far Away (que conta com uma versão feita pelo Nightwish em 2001). No final de 2017, as duas se juntaram novamente para cantar uma versão em espanhol da música natalina Feliz Navidad. Ela afirma que as duas sempre se deram bem, mesmo quando Tarja foi expulsa da banda em 2005. Será que elas evitam tocar em certos assuntos quando se encontram? “Não”, diz ela após uma pausa. E será que elas falam sobre experiências pessoais com o Nightwish? “Na verdade, falamos, sim. Mas o que não quero é que as questões deles interfiram na nossa amizade. O que aconteceu com ela e os membros da banda fica entre eles, não comigo. Eu deixo esse assunto com eles.”


    EU ERA TEIMOSA DEMAIS PARA DESISTIR DA MINHA CARREIRA MUSICAL.”
    Mesmo nos momentos mais difíceis, Floor estava determinada a seguir adiante com sua carreira.


    O novo disco de melhores hits, Decades, marca, oficialmente, o fim da pausa de um ano. A compilação com dois CDs organiza as músicas da banda em ordem cronológica e cobre três épocas diferentes da banda (ou quatro se levarmos em consideração a grande mudança entre os terceiro e quatro discos, que contaram com os vocais de Tarja, o Wishmaster e o Century Child). Para Floor, é uma comemoração de sua estadia na banda, mas, também, de sua importância em uma história ainda maior. Ela diz que houve conversas sobre regravarem algumas músicas mais antigas, mas que a ideia foi rapidamente descartada. “Seria necessário tirar algum tempo para mudar as melodias. Isso seria como…”, ela faz uma pausa, como se para buscar uma analogia. “…Reescrever a história da Inglaterra, substituindo a Rainha Elizabeth e pondo sua irmã, Margaret, em seu lugar. São músicas que já foram lançadas. E seria algo um pouco desrespeitoso da minha parte. São músicas que fazem parte da história do Nightwish, quase que como parte de um legado.”

    Há planos para um novo disco, segundo ela, ainda que a maioria desses planos esteja na cabeça de Tuomas por enquanto. “Ele tem um talento natural para isso. Ele vai compor tudo e sei que, pelas conversas que tivemos por e-mail e por telefone, que ele está juntando algumas idéias. Mas ainda não temos nada gravado. Começar uma turnê como a do Decades (que incluem shows no festival Bloodstock, em agosto, por exemplo) é o nosso foco do momento. 2019 será um ano bom para o álbum novo, mas vamos lidar com outras coisas primeiro.”

    As tentativas do metal sinfônico de conquistar a igualdade de gêneros não têm tanta força no processo de composição do Nightwish, que costuma ficar nas mãos de Tuomas. Floor diz que isto se deve ao fato de que a banda reflete a visão musical de uma única pessoa ao invés de puro machismo. “Se eu pudesse acrescentar algo ao que criamos, tenho certeza de que Tuomas estaria disposto a ouvir”, afirma ela. “Mas, pela maneira com que ele compõe, isto não é muito necessário. Ele é muito bom no que faz. E o som que ele cria é o som que define o Nightwish.”

    Ela parece bem confortável com a ideia de como a banda funciona. Se não estivesse, a banda certamente seria a primeira a saber. Não se chega longe como Floor chegou cercando-se de idiotas e gente sem talento. Floor Jansen pode não querer assumir o manto de modelo para mulheres que busquem a carreira musical, mas algumas ações falam mais do que palavras.


    DECADES (BEST OF 1996-2016) SERÁ LANÇADO NO DIA 9 DE MARÇO DE 2018 PELA NUCLEAR BLAST. O NIGHTWISH SERÁ ATRAÇÃO PRINCIPAL DO FESTIVAL BLOODSTOCK, NO DOMINGO, DIA 12 DE AGOSTO DE 2018.


    NOVOS CAMINHOS

    Floor explica o que os fãs podem esperar de seu novo projeto paralelo de classic rock, o Northwards.

    Enquanto Floor Jansen mostra seus planos de se dedicar ao Nightwish  no início de 2018, ela revela que esta não é a única coisa que fará entre um show e outro. A cantora pretende lançar um disco com seu novo projeto paralelo, o Northwards, em algum momento deste ano.

    Com a participação de Jord Viggo Lofstad, guitarrista da banda norueguesa de metal progressivo Pagan’s Mind, as origens do Northwards estão no ano de 2008, quando Floor ainda era vocalista do After Forever. “A banda tirou um ano sabático, e nós compusemos várias músicas juntos”, revela Floor. “Começamos a gravar, mas acabei adianto tudo, pois o After Forever havia acabado e eu criei o ReVamp.”

    Quando o Nightwish fez sua pausa de um ano, em 2017, Floor decidiu dar continuidade à ideia ao lado de Jorn Viggo. “Nós pensamos: ‘Por que não terminamos aquele disco?’ Decidimos ouvir as músicas antigas e caramba, como ficamos felizes com o que produzimos.”

    Floor diz que o disco, que deve ser lançado no final o ano, após o Decades, do Nightwish, será algo diferente do metal sinfônico de sua banda principal. Ao invés disso, ele seguirá por um caminho musical mais próximo ao classic rock.

    Há uma música com um clima mais parecido com o Deep Purple, e outra que tem uma pega mais próxima do que Robert Plant cantaria, além de outra que tem uma sonoridade mais próxima do material do Halestorm”, revela Floor. “Não é um disco solo, mas algo com uma mentalidade de ‘É isto o que eu consigo cantar.’ É minha chance de experimentar algo novo.”


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  • FaceCulture: Floor Jansen

    FaceCulture: Floor Jansen

    Via Face Culture | Tradução: Head up High, my dear!

    Part I | Part II | Part III 

    FaceCulture: Como vai você?

    Floor: Muito bem. Obrigada. Grávida, mas saudável e feliz, então está tudo certo.

    FaceCulture: E como estão as coisas agora?

    Floor: Subir escadas se tornou um pouco difícil e eu não consigo me mover muito por causa da barriga, mas, fora isso, tudo bem.

    FaceCulture: Eu vi uma foto sua em um show pouco tempo após o anúncio da gravidez, e gostaria de saber como foi.

    FloorBom, foi entre novembro e dezembro, mas, apesar do avanço da gravidez, estar no palco com uma noção de espaço completamente diferente por causa do bebê foi algo novo. Isso se tornou um novo desafio, mas continua sendo ótimo.

    FaceCulture: Eu gostaria de falar um pouco sobre o “Vehicle of Spirit”, que compila várias apresentações ao vivo em DVD. Na sua experiência de vida, você já assistiu a algum show que foi marcante?

    Floor: Acho que não do jeito que as pessoas imaginam. Nós não íamos a shows como esses e eu mesma só fui a um show de rock depois de muitos anos, mas, no final da minha adolescência, eu assisti a um show do The Gathering. Eu tinha por volta de 16 ou 17 anos quando eles tocaram perto da minha cidade e aquele momento deixou uma certa marca em mim, sabe? Eu fiquei impressionada, pois ouvir este tipo de música abriu a minha mente e vê-los ao vivo me fez pensar coisas como “Caramba! Eu também quero fazer isso aí!”

    FaceCulture: Você já havia comentado sobre o The Gathering e o trabalho da Anneke. Por que você sente ser importante ver uma mulher nessa posição dentro do ramo musical?

    Floor: Não sei ao certo se foi pela questão de ser homem ou mulher, mas a maneira com que ela cantava com certeza era cativante. A voz dela é incrível e é claro que o fato de ser uma mulher teve a sua parcela de contribuição, porque eu não queria ser uma cópia dela e sim algo como o que ela fazia. E ouvir a voz de uma mulher com um instrumental pesado foi algo que despertou o meu interesse mais do que nunca naquela época.

    FaceCulture: Sabemos que, naquela época, você já cantava, mas você sabia que tipo de música gostaria de produzir ou tinha um plano do que fazer em termos de carreira?

    Floor: Na época, não. Eu só tinha esse desejo de cantar numa banda de metal, mas, após o show do The Gathering, quando eu já era parte de uma banda chamada After Forever, eu tinha a vontade de estudar em um conservatório mesmo sem saber muito bem o que esperar. Eu só sabia que queria trabalhar com música. E, com o passar dos anos, os meus objetivos se tornaram mais específicos. Como todo adolescente, eu não sabia muito bem o que eu faria pra chegar lá, mas eu sabia que gostaria de estudar música. Apesar disso, eu tinha um certo receio com relação ao conservatório por ser algo muito voltado para o canto clássico, porque eu não tenho tanto interessa na parte performática. Como consequência disso, as outras opções não me chamavam muito a atenção, mas, mesmo assim, continuei cantando no After Forever e, após um período como back singer, eu me tornei a vocalista principal. Após isso, a nossa música começou a se tornar cada vez mais complexa e, com o nosso desejo de tocar em grandes festivais, nós conseguimos dar passos mais largos em direção ao nosso objetivo como uma banda. Quando percebi que o conservatório não seria uma boa opção para mim naquela época, eu li um artigo no jornal um ano depois dizendo que um grupo abriria uma “Rock Academy” voltada para o canto mais alternativo. Eu me aproveitei da minha posição no After Forever para me inscrever e deu tudo certo.

    FaceCulture: Você sente que foi importante para a sua carreira ter um background mais calcado na teoria musical? Porque, como você mencionou, a banda começou a fazer sucesso.

    Floor: Não foi a teoria musical em si, mas eu acreditava que, para ser uma musicista profissional, era necessário ter alguma formação. Mas o conceito de formação para o rock e o pop simplesmente não existia até então, o que tornou todo o processo em uma questão de tentativa e erro. Se você me perguntar hoje em dia se é necessário ter uma formação para trabalhar com esses gêneros musicais, eu não saberia como te responder, porque eu passei por essa Rock Academy e aprendi muitas coisas. E, mesmo que não houvesse aprendido tanto, eu pelo menos tive a oportunidade de desenvolver uma rede de contatos para aprender mais, pois conheci muitas pessoas só de estar naquela Rock Academy.  Por isso é que eu acho que essa pergunta se tornou difícil de responder com o passar dos anos, pois acredito que não se chega a lugar nenhum sem uma certa dose de atitude e talento. É necessário ter um certo conjunto de características para se chegar a algum lugar com ou sem formação, mas, para mim, era algo que parecia essencial na época. Eu fico muito feliz por ter tomado essa atitude na época, pois eu era muito curiosa e queria aprender muitas coisas. Isso fez com que eu tivesse aulas de canto operático após ter saído da Rock Academy, o que me deu uma oportunidade de absorver muito conteúdo teórico e de técnicas vocais.

    FaceCulture: Você mencionou algo interessante, que é essa necessidade de serem necessárias certas características e uma delas é ter essa vontade, essa determinação. Você sentiu essas coisas após assistir ao show do The Gathering?

    Floor: Não exatamente. Essa vontade é mais o sonho que te impulsiona, pois, assim que percebi o que precisava fazer para realizar os meus sonhos, foi mais fácil. É algo que se aprende aos poucos e esses sentimentos simplesmente existem ou não em você. E, de certo modo, eu também tive de aprender a sentir isso, pois, quanto mais longe se vai, mais se aprende. Agora, quando se chega na casa dos 20 , trabalha-se em prol de um objetivo e, na casa dos 30 anos, a gente começa a pensar se a gente chegou aonde gostaria de estar e tudo mais. Mas, nos meus 20 e poucos anos, quando tudo estava decolando, eu sentia que estava numa banda de sucesso, que estava me aprimorando pelo estudo e era basicamente isso. Eu não planejei nada muito além disso. Eu só queria que o After Forever se tornasse uma das bandas mais famosas do mundo e aprender as técnicas de canto. Era basicamente isso.

    FaceCulture: Você comentou que, na época, tinha um sonho e já estava numa das maiores bandas do mundo. Que sonho era esse? Ele se compara com o que você vive atualmente?

    FloorCom certeza! Eu confesso que eu não entendi muito bem o que tudo aquilo significava na época, mas eu tinha um sonho e ele é o que eu vivo agora. E é engraçado perceber que isso me foi tirado e que a minha vida mudou para melhor da forma como tudo se desenrolou, sabe? Ir do topo ao fundo do poço em termos de carreira. Foi muito difícil, pois a minha saúde se deteriorou. Mas, num determinado momento, o Nightwish surgiu e eu senti que precisava ter passado por todo aquele processo doloroso e gradativo para chegar a um nível de experiência que me tornaria capaz de ocupar aquele cargo naquela banda. Digo isso, porque uma coisa é criar uma carreira e outra é mantê-la, especialmente de uma maneira mais saudável a longo prazo. E eu sinto que não percebia essas coisas na época, sabe? Esse é o sonho e, hoje em dia, eu preciso aprender a lidar com o que se tornou realidade.

    Entrevistador: Você sente que foi um processo meio estranho?

    Floor: Sim! Eu precisei passar por algumas coisas e aprender outras.

    FaceCulture: Numa outra entrevista que você nos concedeu, você comentou sobre o período mais obscuro da sua vida, o colapso nervoso resultante da síndrome de Burnout e, mesmo não me aprofundando muito nisso, eu gostaria de saber se você acha que essas coisas foram importantes para que chegar aonde você está hoje?

    Floor: Sem sombra de dúvidas. Tudo o que aconteceu me ensinou o que eu consigo e não consigo fazer, além de me ensinar que tudo tem um limite. Porque a dedicação e a determinação podem te levar longe, mas há um momento em que todos nós precisamos ouvir um “pare” de nós mesmos. Naquela época, eu nunca sonharia em fazer uma coisa dessas, mas agora sei até onde devo ou posso ir até precisar parar. Isso foi necessário para me manter saudável e cuidar de mim mesma a longo prazo, o que foi ótimo para mim.

    FaceCulture: O Nightwish surgiu na sua vida profissional nos últimos três anos e nós imaginamos o quão incrível essa jornada deve ter sido. Mas, agora, vocês farão uma pausa de um ano. Essa pausa é muito bem vinda não apenas por causa do bebê, mas, assim como a questão de colocar limites, também serviu para descansar e reavaliar as coisas.

    Floor: Desde o momento em que eu me tornei vocalista do Nightwish, eu trabalhei sem parar, até por eestar em projetos paralelos, como o ReVamp. E é algo que simplesmente não tem fim. Primeiro, veio o Nightwish, depois o ReVamp e, então, o Nightwish me chamou para ser a vocalista oficial. As coisas acabaram seguindo dessa maneira sem nenhum tipo de pausa para respirar ou coisa do tipo e todo precisa parar um pouco. A ideia de uma pausa como essa veio dos próprios membros do Nightwish, que trabalham há quase 20 anos sem uma pausa. A princípio, eu só pensei “tudo bem”, mas foi logo depois que eu percebi que a vida é muito mais do que só o trabalho com o Nightwish, apesar de amar o meu trabalho com os meninos. Mas essa pausa faz com que a gente volte com mais energia, querendo voltar com tudo. E essa pausa nos permite passar tempo com a família, sabe? Quando percebi que teríamos essa oportunidade, nós topamos. 

    FaceCulture: E para a banda como um todo, você sentia que eles precisavam dessa pausa?

    Floor: Sim! Não porque as coisas não iam bem, mas exatamente porque tudo estava bem. Eles disseram “Poxa, as coisas estão dando tão certo que nós podemos parar e descansar um pouco”. Essa oportunidade é um luxo de que muitas pessoas não dispõem e, quando eu percebi que nós tínhamos essa chance, nós a aproveitamos. É claro que vamos ter de esperar por algumas coisas e fazer com que outras pessoas também esperem, mas poder voltar dessa pausa com as energias renovadas é incrível, sabe? Essa chance de poder dizer “Trabalhamos por 20 anos, mas agora vamos fazer algo completamente diferente” é surpreendente e faz bem para todos da banda. 

    FaceCulture: Você comentou que não tem mais tempo para as atividades do ReVamp e, na nossa última entrevista, você disse que essa banda criava o ambiente para a exercer a sua própria criatividade fora do Nightwish. Com o fim do ReVamp, você se vê mais envolvida ainda nas atividades do Nightwish ou você tem outros projetos em mente?

    Floor: Acredito que a questão toda está na responsabilidade de se ter duas bandas e toda a carga de trabalho que vem junto, porque as coisas chegaram a um ponto em que eu não conseguia administrar tudo. Mas isso não significa que eu não farei nada fora do Nightwish. Eu adoraria contribuir mais e me envolver mais com as atividades do Nightwish sempre que for possível, mas há pouco que eu possa fazer nesse quesito. Ainda assim, em 2008, eu compus um álbum de rock completamente diferente com o Jorn Viggo, do Pagan’s Mind. Ambos produzimos algo fora da nossa zona de conforto, que deveria ser um projeto paralelo entre as nossas bandas principais da época, o After Forever e o Pagan’s Mind. Mas, depois que o After Forever se separou, eu e o Jorn decidimos pausar o projeto. Então, eu acredito que poderia trabalhar nesse projeto novamente. Não tenho certeza de como 2017 será, mas talvez analisemos o material que temos e finalizar o projeto. Mas, ainda mais importante do que isso, é o fato de que eu gostaria de trabalhar com esse projeto ou qualquer outro, desde que envolva música e não tenha um prazo pré-determinado. Simplesmente produzir a música que eu quiser na hora em que eu quiser, e eu sei que não sou a única membro do Nightwish com esse desejo. Esse é um luxo do qual podemos dispor e é isso o que faremos.

    FaceCulture: Você sente que esse é um processo mais difícil do que deveria?

    Floor: Não nesse sentido. Ao trabalhar com o Nightwish, até mesmo o nosso processo criativo tem de estar alinhado com os nossos prazos e, por conta disso, sentimos o peso do que outros e nós mesmos esperam desse processo todo. Ainda assim, eu acho que não chamaria isso de difícil.

    FaceCulture: Se não me engano, numa entrevista anterior que conduzimos com vocês, você disse que não conseguiu usar a sua voz mais operática no disco “Endless Forms Most Beautiful”. Talvez seja um pouco cedo para debater isso, mas você já pensou nessa questão ao considerar projetos futuros?

    Floor: No caso do “Endless Forms Most Beautiful”, não é que não quiséssemos usá-la, mas que ela simplesmente não se encaixava muito bem no contexto do disco. Há algumas características operáticas nele, mas nada demais. E eu sei que há tanto pessoas que adoram esse estilo, como pessoas que não gostam tanto. Mas, no meu caso, eu acho importante usarmos apenas quando houver o contexto certo. Como quando se escolhe uma cor para se usar numa pintura, ela precisa se encaixar naquele contexto. É dessa maneira que encaramos essa questão e até temos alguns projetos futuros que envolvam mais a parte operática, mas ainda é uma questão de contexto que precisa ser definido nesses projetos. Não é porque se pode cantar assim que deve-se fazê-lo o tempo todo.

    FaceCulture: E você não se sente deixada de lado?

    Floor: Na verdade, não, pois não vejo como uma especialidade minha, sabe? É só uma habilidade minha, assim como muitas outras que eu também tenho. E, se há algo que eu amo no Nightwish, é essa diversidade musical. Então, se é o momento de usar uma habilidade, ótimo. Se não, tudo bem.

    FaceCulture: Há algo que você aprendeu sobre a sua voz nesse período como vocalista do Nightwish?

    Floor: Com certeza! Mais do que nunca, aprendi sobre as minhas capacidades e sobre algumas técnicas, estilos e vozes mais extremas. Além disso, também aprendi sobre o estilos mais suaves e calmos de canto, com tons de voz mais baixos. Eu já havia cantado músicas suaves, por exemplo, mas o heavy metal nem sempre tem essa suavidade toda que as músicas do Nightwish exigem.  E isso é algo que eu gostaria mais conhecer sobre mim mesma, do que sou capaz e coisas do tipo.

    FaceCulture: Então, eu presumo que vocês não compuseram nada novo.

    Floor: Não, ainda não. Esse é o objetivo desse período sabático: não compor nada. Tudo o que faremos estará voltado para as questões financeiras e de gerência da banda quanto ao ano de 2018. Estamos lidando com tudo de acordo com o que planejamos, mas tudo o que diz respeito a compor ou shows está fora de questão no momento. Não trabalharemos nisso agora.

    FaceCulture: Houve aquele período de pausa na sua carreira por causa da síndrome de burnout. Naquela época, você sentia falta de fazer uma pausa?

    Floor: É absurdo o quão grande é a diferença entre fazer uma pausa por vontade própria e ser forçada a parar de trabalhar. Então, quando eu tive aquele colapso por causa da síndrome, eu não conseguia fazer nada. Eu estava tão exausta que eu não conseguia fazer nada. Nada mesmo. Especialmente o que dizia respeito ao meu trabalho. Por conta disso, eu não gostava de ouvir música, de ouvir heavy metal, de cantar, fazer shows e coisas do tipo, porque eu via tudo como uma coisa desastrosa. Por conta disso, eu não queria fazer nada daquilo outra vez na vida. Eu estava passando por essa fase em que esse era o meu estado de espírito, então, naquela época, eu não sentia essa falta de fazer uma pausa. Eu meio que sentia falta de ter uma vida artística e social, coisas que eu não tinha na época. Foi um período bem difícil para mim. Agora, eu posso fazer essa pausa estando saudável e feliz, e estou lidando com outras coisas que serão importantes para mim, como o bebê. Essa é uma das grandes diferenças. E eu sentirei falta dessa pausa, com certeza. Mas o último show da turnê do Nightwish foi em janeiro de 2017 e eu já sinto falta dessa vida, porque parece que faz eras que não subo num palco.

    FaceCulture: Foi o que pensamos, porque, com o lançamento do “Vehicle of Spirit”, imagino que as filmagens tragam à tona um pouco desse sentimento. Você já sente vontade de estar em turnê novamente?

    Floor: Sim! Quando ouço a introdução do DVD, eu já sinto a adrenalina no corpo. Algo do tipo “Poxa, agora é a hora! Vamos lá!”. Mas sou só eu no meu sofá assistindo ao show que fiz um ano atrás. (risos) Então, sim, vou sentir falta.

    FaceCulture: E a empolgação que você sente ao estar no palco? É a mesma de antigamente, no início da sua carreira?

    Floor: Não mesmo. Talvez ainda maior. (risos) As pessoas mudam nessa passagem dos 17  aos 35 anos. Mas depende também de coisas como o local do show, se já tocaram lá antes e como você se sente, porque nem todo show começa do mesmo jeito. Na verdade, acho que nenhum show começa do mesmo jeito. Mas há um tipo de empolgação diferente, porque o legal de não ter mais 17 e sim 35 anos é que você tem mais conhecimento e controle de quem você é. Você sabe sabe o que faz de melhor e muito mais. Além disso, há uma sensação incrível de confiança em si mesma, que eu não tinha quando estava nos meus 17 anos. Eu ainda sinto toda a empolgação, mas de um jeito diferente.

    FaceCulture: Isso é muito bom de se saber. Quando você se juntou ao Nightwish, a banda já era grande e, de certo modo, você a companhava o trabalho deles. Você sente que, quando se juntou à banda, levou algum tempo pra sentir essa confiança em si mesma comparado a como as coisas se deram no ReVamp ou no After Forever?

    Floor: Eram tipos diferentes de confiança, porque, de certo modo, quando eu fundei o ReVamp, eu era um dos membros fundadores do After Forever. No caso do Nightwish, eu estava me juntando a algo que já existia antes da minha chegada. Eu cantei composições próprias quando estava tanto no After Forever como no ReVamp, mas, depois, passei a cantar músicas escritas por outras pessoas. Por conta disso, a sensação e as expectativas são diferente, mas o lado bom da minha participação no Nightwish é que ela começou de forma súbita. Entre dizer “já estou a caminho!” e o primeiro show, o foco era aprender as músicas do setlist e não “será que a banda vai gostar de mim?”. É claro que eu me preocupava com isso, mas eu não tinha tempo para pensar nisso, pois eu queria fazer um bom show. Eu não fiquei pensando se eu estaria a altura do cargo que eu ocuparia ou coisa do tipo. Isso veio depois, mas aí eu já havia feito vários shows. 

    FaceCulture: Eu não sei se você gostaria de falar sobre isso, então sinta-se à vontade para se recusar a tocar no assunto. Nós mencionamos toda a questão da cultura voltada às mídias sociais, mas você estava ciente dessa pressão nesse período?

    Floor: Claro que sim! Na época do primeiro show, eu percebi que, apesar de ser um show para 2 mil pessoas em Seattle, aquela noite iria parar na internet e, como eu perdi um pouco da voz por conta de um resfriado, eu fiquei nervosa. Eu só conseguia cantar bem mesmo com a minha voz de cabeça. Então, eu não estava na melhor forma física possível e ainda não conhecia as músicas tão bem. Essa acabou sendo a maneira com que eu me apresentei no Nightwish para o mundo inteiro pela primeira vez. Ainda assim, por conta de todas as circunstâncias especiais daquele momento, as pessoas meio que me deram um trégua, sabe? Eu tenho certeza de que houve muitas pessoas em casa pensaram “Ah, não acredito que ela é que vai cantar! Eu a odeio!” ou “Deveriam ter chamado a Tarja para cantar!”. Todos têm direito às suas opiniões. Só que, naquela época, tudo o que eu poderia fazer era sobreviver, melhorar de saúde e me certificar de que nós, como uma banda, passássemos por aquele período difícil, fazendo bons shows para os fãs. Não podíamos nos preocupar tanto com a internet. Acontece que eu me senti muito bem vinda pelas pessoas, sabe? Com certeza, houve um monte de comentários horrorosos na internet, mas eu importei com aquilo. Como eu disse, as pessoas têm direito à opinião delas. O que é engraçado é a diferença entre o que as pessoas dizem na internet e o que elas dizem quando te conhecem pessoalmente, sabe? Acho que as pessoas deveriam aprender a se comportar melhor na internet.  

    FaceCulture: Você, como uma figura pública, sente dificuldade em lidar com essa imagem que as pessoas criam de você ou as expectativas que elas projetam sobre você?

    Floor: Às vezes, sim. Quando as expectativas não têm relação nenhuma com a realidade, por exemplo. Acontece quando as pessoas querem uma foto ou um autógrafo num momento inadequado, por exemplo, e é preciso dizer “não”. Eu não gosto de fazer isso, porque é algo terrível e que magoa, mas, às vezes, eu tenho de fazê-lo por estar muito cansada ou por ter de me concentrar em outra coisa. Às vezes, esse tipo de coisa parece uma responsabilidade nossa, mas não é. A nossa responsabilidade é a de fazer um bom show. Foi isso o que prometemos. Eu vou cantar da melhor forma possível e vou dar o meu máximo, mas tudo além disso é um extra, um algo a mais. Isso é algo com que às vezes eu tenho dificuldade de lidar, porque eu entendo que os fãs querem um pouco de atenção, mas eu não tenho como fazer isso naquele momento. É bem difícil lidar com isso, mas os fãs pelo menos têm uma reação de fato comigo. Quando algo assim acontece na internet, são outros quinhentos. (risos)

    FaceCulture: A última pergunta. Você conhece a Anneke Van Giersbergen?

    Floor: Sim! Nós nos encontramos várias vezes.

    FaceCulture: Como foi encontrá-la pela primeira vez?
    Floor: Eu acho que foi durante uma sessão de fotos para uma revista holandesa com o Arjen Lucassen e a Simone Simons. Se não me falha a memória, essa foi a primeira vez. Nós nos encontramos várias vezes depois e até conversamos pessoalmente na casa uma da outra.

    Entrevistador: Ela deu alguma dica sobre a indústria fonográfica ou algo do tipo?

    Floor: Não. Na época, eu já tinha uma carreira consolidada. Mas eu pude contar a influência que ela teve sobre mim e eu ainda sinto que tudo o que ela faz é incrível, que ainda tem esse feito sobre mim. Fora o fato de que ela não é alguém com a cabeça fechada, sabe? Ela é super mente aberta e trabalha com tudo o que pode. Ela é uma verdadeira artista que explora as coisas. E, agora, ela está com um projeto novo e eu acho isso muito bacana. 

    FaceCulture: Você tem a sensação de que, assim como a Anneke te influenciou, você exerce uma influência sobre outras mulheres e até mesmo homens ao redor do mundo?

    Floor: Eu tenho consciência disso, mas é difícil de assimilar. Tudo porque é algo incrível e eu me sinto extremamente honrada por ter esse feito nas pessoas.

    FaceCulture: Há algo que algum(a) fã tenha dito que ficou na sua cabeça?

    Floor: Bom, algumas pessoas já disseram que ela se sentiram confiantes em si mesmas ao perceber que elas também eram capazes de chegar aonde eu cheguei. Pessoas querendo fazer a mesma coisa, mas da maneira delas, sabe? Porque eu sou eu e elas são elas, e, por isso, há caminhos diferentes. E poder inspirar essas pessoas é algo lindo.

    FaceCulture: Floor, muito obrigado pela entrevista. Desejo tudo de bom para você e para o bebê.

    Floor: Muito obrigada!


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  • Fim do ReVamp

    Fim do ReVamp

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    [image_slider link=”full_url_link” source=”http://headuphigh.com.br/wp-content/uploads/2016/09/24231_114909231870857_133433_n.jpg”] ReVamp – ReVamp (2010) [/image_slider]
    [image_slider link=”full_url_link” source=”http://assets.blabbermouth.net.s3.amazonaws.com/media/revampwildcard_600.jpg”] single – On The Sideline (2013) [/image_slider]
    [image_slider link=”full_url_link” source=”http://static.qobuz.com/images/covers/64/64/0727361316464_600.jpg”] ReVamp – Wild Card (2013) [/image_slider]
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    Como tudo na vida, existe um ciclo. Com a música não poderia ser diferente. Ontem, mais um ciclo se encerrou deixando-nos com dois excelentes álbuns, muitos shows e inúmeras memórias.

    As everything in life, there’s a cycle. It couldn’t be different with music. Yesterday, one more cycle came to an end, leaving us with two excellent albums, many shows and uncountable memories.

    NO ONE CAN RUIN THE YEARS WE HAD! ♫

    Ω A vast range of intense emotions!

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    Ω

    Sem mais ReVamp …
    Estamos tristes em informar que o ReVamp, oficialmente, parou. Após dois ótimos discos, infelizmente não é possível para Floor Jansen permanecer com uma banda, estando junto ao Nightwish. Projetos, talvez, mas uma banda merece 100% de devoção, do qual é impossível realizar estando em duas bandas ao mesmo tempo.

    Floor: “Eu estou muito orgulhosa dos dois álbuns que nós fizemos juntos! O ReVamp tem músicos talentosos e ótimos, e eu não gostaria de deixá-los esperando por mim até que eu encontre tempo e paixões necessárias para fazer outro álbum. E eu também não quero dar aos fãs falsas esperanças. O ReVamp viveu uma vida curta, mas muito animada, mas agora é hora de novas bandas e começos de projetos. Eu agradeço à todos os envolvidos pelo amor e dedicação!”

    O ReVamp manterá a página no facebook aberta para suas reações por mais um mês. Se você está querendo saber o que nós estamos fazendo e o que foi feito, aqui está uma pequena atualização:

    Jord e Henk estão lançando seu álbum com o The Blackest Grey

    Jord também está trabalhando em um álbum com o My Propane
    Ruben está compondo e trabalhando em diferentes tipos de projetos : http://www.rubenwijga.com

    Nós agradecemos vocês por sua paixão, seu amor e devoção, e por seu incrível apoio! Nós não temos dúvidas de que todos nós da banda iremos nos encontrar de uma forma ou de outra, vivemos pela música, do qual o fim será sempre o começo de algo novo!
    Em música!

    ReVamp
    Floor – Jord – Ruben – Arjan – Matthias – Henk

  • Roppongi Rocks: Floor & Tuomas

    Roppongi Rocks: Floor & Tuomas

    Via: Roppongi Rocks by Stefan Nilsson | Tradução: Head up High, my dear

    Tokyo by Stefan Nilsson

    Floor Jansen e Tuomas Holopainen do Nightwish em Tóquio. Foto por: Stefan Nilsson

     Ω

    O fundador e gênio musical do Nightwish, Tuomas Holopainen, e a vocalista da banda, Floor Jansen, se reuniram com Stefan Nilsson, da Roppongi Rocks, um pouco antes do início de um incrivel show da banda em Tóquio, uma das cidades que fazem parte da turnê mundial que passa pela ásia no momento.

    A Finlândia foi o local de nascimento de muitas das maiores bandas de heavy metal do mundo nas últimas décadas. A vanguarda das banda de metal finlandesas conta com a banda de metal sinfônico Nightwish, que comemora o seu aniversário de 20 anos em 2016. Com a incrível holandesa Floor Jansen nos vocais desde 2012, a banda segue lançando ótimos álbuns e promovendo a sua turnê ao redor do mundo. Eles estão em melhor forma do que nunca e seu álbum mais recente, “Endless Forms Most Beautiful”, o oitavo álbum de estúdio da banda, foi lançado em Março de 2015. No entanto, assim que a atual turnê mundial for encerrada em outubro com o retorno do Nightwish ao Japão durante o Loudpark Festival, a banda pretende fazer o que seria uma pausa de um ano inteiro em 2017.

    Stefan NilssonÉ o que planejamos,” explica Tuomas Holopainen durante nosso encontro em Roppongi, Tóquio. “O último show desta turnê acontecerá em outubro e, então, vamos ficar 2017 descansando para voltarmos com tudo em 2018.”

    Tuomas é a força-motriz por trás do Nightwish nas últimas duas décadas, além de ter lançado um álbum solo e ter trabalhado na trilha sonora para filmes. Agora, no entanto, ele deseja tirar uma folga.

    Eu não acho que vou me envolver com música nesse período. Essa é a ideia de tirar uma folga! E, pra falar a verdade, eu não pensei muito nisso, pois simplesmente gosto da ideia de estar em casa, cuidar do meu jardim, cuidar dos meus cavalos e ficar um pouco mais quieto por um tempo.”

    floor-jansenTenho pensado um pouco e tido algumas ideias, mas nada oficial que eu possa divulgar no momento,” diz Floor Jansen sobre o que ela planeja fazer em seu ano sabático. Quando questionada sobre sua antiga banda, o ReVamp, estar em seus planos, ela diz com um sorriso mas sem confirmar nada: “É uma dessas coisas em que tenho pensado.”

    O que será que um Nightwish descansado e com as baterias recarregadas fará quando retornar em 2018 após um ano inteiro de descanso? “Ainda tem muito chão até lá pra revelarmos qualquer coisa, mas temos alguns planos até 2020 e até mais longe,” diz Tuomas.

    Com vinte anos de carreira nas costas, a banda finlandesa já coleciona várias conquistas, como o sucesso comercial e o carinho dos críticos. Qual foi o momento mais emocionante até agora? “O meu talvez tenha sido este novo álbum e especialmente a última música dele, a ‘The Greatest Show On Earth’, quando a tocamos nos shows, como foi o caso do Wembley, em dezembro do ano passado. Esta turnê como um todo foi incrível,” diz Tuomas com uma expressão de orgulho.

    Durante esses vinte anos, a banda teve três vocalistas diferentes, mas Tuomas e a banda conseguiram criar um som único para o Nightwish.

    Stefan Nilsson

    Eu acho que a questão principal acaba envolvendo muitas coisas e muito disso está ligado a escrever as letras, é claro, mas muito além disso. Precisamos da participação de todos os membros, dos vocalistas, da produção, da equipe, de tudo! Fomos até chamados de “um grupo que desafia rótulos”. Eu adorei essa saber disso! Essa questão toda vai até o centro de quem somos nós. Parece que nós, como grupo, precisamos seguir em frente independente de quem esteja cuidando dos vocais ou das composições.”

     

    Floor Jansen, uma das maiores vocalistas no meio do metal, se juntou ao Nightwish em 2012 em meio à turnê do álbum “Imaginaerum” como substituta da antiga vocalista Annete Olzon, que havia se separado da banda subitamente. Anette, por sua vez, substituiu a vocalista original Tarja Turunen, em 2007. Floor se encaixou bem na banda e tanto sua voz como sua presença de palco fora uma soma perfeita à banda, levando a vocalista a ser oficializada como nova vocalista permanente da banda. Ela já sabia que as coisas dariam certo quando a banda entrou em contato em 2012.

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    Floor Jansen do Nightwish durante o show em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Em 2002, eu tinha a minha banda, After Forever, e nós fizemos uma turnê com o Nightwish como banda de abertura durante algumas semanas pela Europa. Foi uma experiência fantástica e nós mantivemos contato. Se eles tocassem perto de onde eu estivesse, eu os visitava e vice-versa,” explica Floor sobre sua relação com o Nightwish.

    Quando eles me ligaram e fizeram a oferta para que eu me juntasse ao Nightwish naquela turnê, tudo aconteceu muito rápido,” explica Floor. “Não foi como se eles houvessem dito ‘Tivemos essa ideia e gostaríamos que você pensasse um pouco a respeito, pois voltaremos a falar com você na semana que vem’ ou algo do tipo. Não houve muito tempo para pensar direito, pra ser honesta. Então, a minha primeira reação foi ‘Sim!’ e eu me vi a caminho. Algum tempo depois, eu comecei a pensar mais sobre como continuaríamos trabalhando junto e sobre como conciliaria as coisas com o ReVamp. Além disso, tiramos algum tempo para ver se sentíamos que as coisas funcionariam ou não. Não foi algo do tipo ‘Tá bom, eu entrei na banda e as coisas serão assim pra sempre’. Foi meio que um momento de desespero, mas as coisas precisavam se acertar. E, defato, elas se acertaram. A partir daí, todo o resto do processo e de organizar as coisas aconteceu normalmente.”

    Stefan Nilsson

    Floor Jansen do Nightwish em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Floor se adaptou ao seu novo posto no Nightwish com rapidez. Ela não apenas aprendeu todo o catálogo de músicas da banda, como também ajudou a dar forma ao novo disco. Mas assumir o microfone numa banda famosa de metal que já havia lançado sete álbuns não foi nada fácil.

    Foi algo muito natural para mim, mas isso não significa que eu já cheguei arrasando logo no primeiro show. Não naquela época, mas, com o tempo, eu me adaptei bem rápido. É claro que eu conhecia as músicas, pois sou fã desde o segundo álbum deles e eu já estava familiarizada com boa parte das letras e melodias. Por isso, foi algo bem tranquilo, mas, ao mesmo tempo, foi um desafio cantar algo que não foi escrito ou co-escrito por mim e, ainda por cima, cantado originalmente por outra pessoa. Tudo isso sem parecer que eu estava tentando imitar alguém foi difícil. Encontrar o seu próprio jeito de cantar algo assim e encontrar a emoção por trás de tudo isso foi algo novo, são músicas tão bem escritas que uma parte disso aconteceu naturalmente para mim.”

    Stefan Nilsson

    Floor Jansen e Tuomas Holopainen do Nightwish em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Tuomas ficou impressionado com o impacto que Floor teve no último álbum, o primeiro que ela gravou com a banda.

    Stefan Nilsson

    Tuomas Holopainen do Nightwish durante o show em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Ter uma nova vocalista durante os ensaios foi algo que realmente abriu os meus olhos para algo completamente novo como compositor e para a banda toda, também, como músicos. Foi algo novo para todos nós. Para mim, pessoalmente, os vocais são o elemento indispensável de qualquer música. Nós meio que compusemos todos os arranjos instrumentais com base nesses vocais e não o contrário. Essa foi uma coisa que mudou todo o processo de composição e o tornou mais interessante. E ver a empolgação e a dedicação dela durante as gravações foi inspirador.”

    O Nightwish é uma das maiores bandas do cenário finlandês do heavy metal, que também conta com grandes nomes como Children of Bodom, Moonsorrow, Amorphis, Stratovarius, Sonata Arctica, Korpiklaani, Battle Beast, Rotten Sound, Apocalyptica, Michael Monroe e muito mais. Como a Finlândia se tornou um país líder mundial em termos de heavy metal?

    Tem algo a ver com a mentalidade comum lá e com um efeito bola de neve, pois as primeiras bandas bem sucecidas foram bandas de metal. Isso meio que estimulou as bandas mais novas a tentarem algo parecido. Esse estilo musical soa como algo muito natural para nós, escandinavos, com toda essa atmosfera sombria e pesada. Quando os finlandeses tentam tocar raggae ou samba, parece que não está certo ou que não soa bem. Acredita-se numa banda quando ela toca algo que parece autêntico.”

    Tuomas diz que a ainda se sente finlandesa ainda que, agora, conte com diversas nacionalidades na banda e trabalhe a nível mundial.

    A banda veio da Finlândia e eu acho que as características típicas do país transparecem nas minhas letras já que eu sou de lá. Não é algo deliberado. Eu nos considero parte da cena finlandesa do metal ainda que sejamos uma banda internacional.”

    Na atual turnê e no álbum mais recente, Kai Hahto (ex-Rotten Sound, Wintersun, Swallow the Sun) foi o baterista das gravações. Se ele, assim como Floor Jansen e Troy Donockley, deixará de ser um músico de gravação para se tornar um membro permanente, isso é algo que ainda não sabemos. “É uma decisão que tomaremos ano que vem,” diz Tuomas. “Ele entrou uma semana antes de começarmos as gravações da bateria. Foi bem inesperado.”

    A vida continuará sendo algo inesperado e agitado para Tuomas Holopainen, Floor Jansen e seus colegas de banda até o show no Loudpark Festival no Japão, em outubro. Só então eles poderão tirar algum tempo para diminuir o ritmo das coisas e pensar no futuro.

     

    Nightwish – band members

    Floor Jansen – lead vocals

    Tuomas Holopainen – keyboards

    Emppu Vuorinen – guitar

    Marco Hietala – bass, vocals

    Troy Donockley – pipes, whistles, guitar

    Kai Hahto – drums

    www.floorjansen.com | www.nightwish.com

    Ω

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  • Koen Herfst

    Koen Herfst

    Selvagens, tudo bem com vocês? | Hey, wild ones! How’s everything going?

    Revamp_-_ReVamp_artworkVocês sabiam que durante a gravação do primeiro álbum do ReVamp, a parte da bateria foi realizada pelo nosso Matthias Landes, mas pelo baterista Koen Herfst? O mesmo esteve em São Paulo juntamente com o projeto The Gentle Storm, realizado pela conhecida produtora Overload. Koen é conhecido pela sua versatilidade no rock, metal, pop, hip hop e dance. Conhecido pelo seu trabalho com o DJ Armin van Buuren, pela banda de death metal I CHAOS, na banda de trash metal Dew-Scented, entre outros projetos.

    Did you know that, during the recording sessions of ReVamp’s first album, the man behind the kit wasn’t Matthias Landes? It was Koen Herfst! And he was in São Paulo playing drums for the band The Gentle Storm in a concert produced by Overload. Koen is well-known for his musical versatility in rock, metal, pop, hip hop and dance music. Also, his works with DJ Armin van Buuren, the death metal band I CHAOS, the trash metal band Deu-Scented and some other projects have drawn a lot of attention as well.

    Envolveu ReVamp, a fanbase está em cima, é claro. O Head up High teve a oportunidade de conhecê-lo, e claro, ganhar uma cópia do seu álbum de metal Progressivo, entitulado de BACK TO BALANCE. 😉

    ‘Head Up High’ had the opportunity to meet him and get a copy of his progressive metal band BACK TO BALANCE. 😉

    O álbum consta com diversas parcerias, entre elas a Marcela Bovio do Stream of Passion (na faixa 4), e Daniël de Jongh do Textures (na faixa 7).

    The album features several artists, such as Marcela Bovio (Stream of Passion) on Track 4 and Daniël de Jongh (Textures) on Track 7.

     Todas as faixas estão disponíveis AQUI no Spotify | All tracks are available here on Spotify

     koen-b2b-800x800-max-w750Tracklist:

    1. Here I am
    2. Erase Or Rewind
    3. The Kramer
    4. I Don’t Need To Tell You
    5. Total Hate
    6. Back To Balance
    7. Begone
    8. 1916
    9. Ghetto Cornetto
    11. Now Is The Time
    12. Siamese Support
    13. Never Been So Wrong
    12. Attitude Of an Astronaut

    ✓ Destaque para |  Listen closely to these songs:

      I Don’t Need To Tell You, Begone, Ghetto Cornetto,  Now Is The Time,  Never Been So Wrong

    A compra do álbum Back to Balance poderá ser realizada AQUI. E se você quiser adquirir a baqueta personalizada, ela também está disponível  AQUI.

    You can buy the album Back to Balance HERE. Also, you can buy the customized drumstick HERE.

    Trailer

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