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  • Entrevista: Revista Flair

    Entrevista: Revista Flair

    In dutch | In Portuguese – Tradução: Head up High, my dear!

    A cantora Floor Jansen confessa à Flair: Eu pensei que o metal fosse uma música horrível.

    Zangeres Floor Jansen biecht op aan Flair: ‘Ik vond metal vreselijke muziek’

    Ω

    Floor Jansen (39) percorre o mundo como vocalista da banda de metal Nightwish, e recarrega suas energias em sua casa na floresta, na Suécia. Quando ela participou do ‘Beste Zangers‘, no ano passado, a Holanda finalmente pôde conhecê-la. “De alguma forma eu gosto disso, estranho, certo?”

    No começo, ela não conhecia o programa do qual havia entrado na Holanda, nem os outros artistas que participaram. Ela vive com o marido sueco, Hannes – com quem teve uma filha em 2017, a Freja – na Suécia há 5 anos e não assiste à televisão holandesa. Então por que ela participou? Ela ficou impressionada com tudo aquilo que viu. Além disso, havia uma boa chance de deixar as pessoas curiosas sobre o metal em geral, e em especial, o Nightwish. No último episódio, ela cantou The Phantom of the Opera de um jeito incomparável com Henk Poort, e foi divulgado no mundo inteiro. E agora toda a Holanda sabe quem é Floor Jansen.

    Ela está sentada e relaxada em uma das cadeiras no salão. Jaqueta jeans, calça jeans e longos cabelos escuros. As pessoas ao seu redor estão ocupadas ligando ou trabalhando em seus notebooks. No meio, Floor em um estado de paz interior. Ela bebe chá, fala baixinho, quase que com vergonha. Ela fala sobre o quão boa é a Suécia. Sobre a sua casa isolada na floresta. É parecido como Limburg, onde ela passou a maior parte de sua juventude.

    Limburg não teria sido uma opção?
    Hannes e eu, morávamos na Finlândia quando nos conhecemos. Eu me mudei para lá porque o Nightwish é uma banda finlandesa. Embora eu cante em inglês, eu queria aprender o idioma, e funciona melhor se você se aprofunda nele. O finlandês é muito difícil e eu nunca aprendi falar direito. E claro, não ajuda quando se tem um homem sueco. Hannes sentia falta da Suécia e, como eu já estava acostumada com a paz e o espaço da Finlândia, nos mudamos para lá. Agora temos uma casa muito bonita no campo. Com um cachorro enorme, gatos e minhas duas éguas. Quando decidimos morar nesta casa, ela tinha um pedaço de terra enorme em volta, imediatamente eu disse que gostaria de ter cavalos. Era o sonho da minha garota.

    Você sofreu bullying quando era jovem, e você o chama de período sombrio. Estar com cavalos era um jeito (temporário) de ficar longe disso?
    Como nós nos mudávamos muito, sempre fui muito diferente |buitenbeentje| (qualquer pessoa independente, com idéias e comportamentos muito diferentes das outras pessoas). Eu falava e agia de um jeito diferente das crianças da minha classe, eu era alta. Meus pais íam muito à escola, mas sempre me diziam que não podiam fazer nada. Eu ainda fico brava com isso, porque você está basicamente dizendo: “Boa sorte pra você, se resolva.” Então sim, de certa forma era uma válvula de escape.
    A música era um caminho também. Até certo ponto, foram as duas coisas para qual eu corria. Meu teste vocacional, além da escolha profissional também revelou esportes e equitação. Eu realmente queria ir para o conservatório, até que eu entendi sobre o canto, que era ou muito clássico, ou jazz.
    Nenhum deles deu em nada. Foi por isso que acabei indo para o centro de equitação (Hippisch Centrum). E foi incrivelmente difícil. Acabei terminando no HAVO
    (Um tipo de ensino preparatório específico de NL, dividido em 4 fases, sendo o Havo o terceiro nível) e tive que trabalhar duro todos os dias. Alguns músculos do meu corpo ficaram tão duros que o fluxo sanguíneo dos meus braços não funcionava corretamente. Eu tive uma leve perda nas mãos, tanto que mal conseguia dirigir, porque deixava as rédeas escorregarem das minhas mãos o tempo inteiro. E já não era mais divertido. Foi então que eu soube que haveria a Rock Academy, do qual me matriculei imediatamente.

    Seus pais se surpreenderam por você ter feito isso?
    Acredito que não. Eu também estava fazendo musicais na escola, então nada ocorreu de repente. Acredito que tenha sido um aperto no coração por ser algo tão incerto. Mas eles sempre estiveram ali por mim. Eles disseram: “Você é talentosa, você precisa fazer algo com isso.” Meu pai toca guitarra e também canta. Mas ele é mais dos blues. Minha irmã Irene também cantou em uma banda de metal por um tempo e nós nos apresentamos juntas. Mas eu sou a única da família que o fez funcionar.

    Você entrou imediatamente no metal?
    No geral, eu realmente não gostava. Um amigo meu ouviu e eu pensei: “Nossa, mas que música horrível é essa?” Eu ainda estava desenvolvendo o meu gosto musical. Na primeira banda em que cantei na escola, era de pop/rock. Eu gostei bastante de grunge, mas apenas para ouvir. Só quando eu me mudei para Limburg, tendo amigos que ouviam diferentes bandas de metal, que eu pude ver a beleza de tudo isso. Não são apenas gritos ou guitarras gritando. A música que nós fazemos com o Nightwish é repleta de nuances, que contém o pop, folk, rock, passagens sinfônicas, é muito acessível e melódico. É o tipo de metal que para mim, é a combinação final entre a música pesada, sentimentos puros e o vocal feminino.

    O metal é o mundo dos homens. Como isso funciona para você?
    Eu entrei neste mundo logo após o colégio. Eu não sei dizer, só trabalho com homens e me sinto bem, funciona bem. Os homens são bem diretos, não há confusão. Eu nunca penso: quais são suas intenções secretas?
    À medida em que fui ficando mais velha, percebi que sinto falta de uma companhia feminina. Apenas porque as mulheres olham as coisas de um jeito diferente, e isso as vezes é um alívio ainda mais quando se está cercada apenas por homens. Por isso que foi legal ter minha amiga em turnê como babá. Tivemos muitas conversas diferentes. E ela também percebia quando eu não estava confortável com algo, e imediatamente perguntava como eu estava. Os homens não perguntam isso rapidamente, ou as vezes nem percebem.

    Ao participar do “Beste Zangers”, você esperava que mais pessoas ouvissem sua música. Funcionou?
    Sim. Nossos shows na Holanda esgotaram imediatamente. E o bom é que funcionou para ambos os lados. Inúmeras pessoas que ouvem a minha música, abraçaram a música do Henk Poort. E o que me deixa feliz em especial é que eu tenho sido capaz de mostrar que o metal não é algo apenas satânico, ou cantado apenas por homens furiosos gritando.

    Agora você pensa: Finalmente conhecida na Holanda
    Haha, eu gosto disso. De certa forma me incomodou sermos conhecidos em todo o mundo, e se quer teve um espaço na Holanda.

  • Metal Talks com o Spotify

    Metal Talks com o Spotify

    No Metal Talks (Spotify) da vez, a Floor falou bastante sobre o novo álbum, o Human. :||. Nature., mas também sobre sua história com o Nightwish. O Head up High traduziu para vocês, confere aí!


    Muita calma nessa hora, a postagem será atualizada diariamente

    Image may contain: 6 people, people sitting, text that says 'Metal Talks Nightwish'

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    Introdução (ouça aqui)

    Olá, aqui é a Floor Jansen, da banda Nightwish, e vocês estão ouvindo o Metal Talks no Spotify!

    Human & Nature (ouça aqui)

    Muito bem, então nós acabamos de lançar o álbum novo Human Nature, foram 5 anos desde o lançamento do nosso último álbum de estúdio que é chamado Endless Forms Most Beautiful… Depois do lançamento do nosso último álbum, claro, fizemos uma turnê mundial extensa então tiramos um ano inteiro de folga, sem banda, sem escrever, sem estúdios, sem nada sobre o Nightwish, algo que foi pedido por alguns membros que estavam na banda desde o início, o que foi uma jornada de 20 anos sem pausa para eles; então não é estranho querer um pouco de tempo para respirar… E isso deu uma chance para todo mundo na banda de ir atrás de seus projetos musicais e disso nasceu Auri, o projeto musical de ambos Tuomas e Troy do Nightwish, e isso me deu uma chance de lançar Northward… Sim, todos da banda se mantiveram ativos de seu próprio jeito. E depois daquele ano, nós… ao invés de fazer um novo álbum, nós decidimos fazer um “de volta ao tempo” porque nós estávamos celebrando os 20 anos de existência e começamos a fazer uma turnê mundial, a Decades Tour, onde tocamos canções de toda a nossa história – isso resultou num CD ao vivo e um DVD… Mas já era tempo de voltar ao estúdio e Tuomas Holopainen já estava escrevendo… Pelo curso de 2019 essas canções estavam finalizadas, demos, e para nós da banda para escutar e fazermos a nossa própria interpretação, para ensaiarmos juntos e transforma-las numa versão Nightwish, um álbum do Nightwish que agora está finalmente para todos.
    O álbum se chama Human Nature, e há alguns símbolos engraçados que são interpretados como “ferramenta” que seria a parte “Human” e a outra “natureza”, mas há mais para diferenciar as duas palavras e você ainda pode combina-las, ambas são sobre humanos, ambas são sobre natureza, e ambos são sobre a natureza humana. O álbum na verdade é dividido em duas partes, há 9 musicas no primeiro álbum que são todas tocadas pela banda toda, o que soa como nós obviamente, mas há um segundo álbum onde a banda não está tocando e é uma pura e doce sinfonia divida em 8 partes e tem mais de 30 minutos; então há duas coisas musicas acontecendo e você pode dizer que as duas primeiras canções são mais relacionadas aos assuntos “humanos” em toda a sua gloria e sua diversidade, histórias da nossa humanidade e a nossa natureza humana, enquanto a segunda parte “All the Works” é sobre a natureza, você pode fechar seus olhos e imaginar você no meio da floresta ou então encarando o oceano e o tópico “natureza” volta aos holofotes mas eu escutei questionamentos de outras pessoas: “isso é por conta da mudança de temperatura ou a crise ambiental e todas as coisas relacionadas a isso” – não é sobre isso, de verdade, é sobre ver a parte positiva das coisas, onde nós vemos a beleza nas coisas que podemos fazer como humanos, as coisas que conquistamos, coisas que não podem ser esquecidas e não devem ser subestimadas quando você olha para todas as partes negativas que nós fazemos, e que nós constantemente continuamos a fazer mas nós ainda vivemos no período mais seguro e fantástico da história humana, no aqui e no agora, onde a natureza é grandemente afetada por nós, mas nós ainda somos parte dela, e parece que  ainda nós nos enxergamos como seres distantes da natureza – Humanos e Natureza – mas nós ainda somos parte disso: 98% do nosso DNA compartilha as mesmas características com o DNA de um chimpanzé e 40% de uma simples banana, então como podemos esquecer que nós fazemos parte do mundo natural? Porque nós somos. E é a partir dessa perspectiva há uma esperança real, e uma beleza nisso. Bem, nós lançamos o nosso primeiro single no qual nós fizemos um clipe muito especial chamado “Noise” e essa é a parte da natureza humana onde falamos sobre – talvez não a parte mais positiva da natureza humana e a nossa tendência de ficar completamente viciado em algumas coisas como smartphones e redes sociais e uma forma falsa e artificial da vida real – e no vídeo nós falamos sobre isso e você pode ver bem no final um céu azul lindo e o nascimento de um dia, você vê o mundo real, o que significa que ele ainda existe – ele esta lá para que nós podemos fazer parte dele mais uma vez… Bem, eu adoraria tocar essa música como uma introdução à esse álbum.

    A Summer at the Boy Scouts Camp (ouça aqui)

    Quando nós escrevemos musica, e eu digo “nós” mas na verdade é Tuomas Holopainen que é o nosso mentor, ele também vem com todos os tópicos líricos, e o texto e as letras mais as musicas… E seria uma coisa estranha se alguém da nossa banda se sentisse desconfortável com o tópico das letras por exemplo mas nós não.. nós sempre concordamos nesses assuntos, nós compartilhamos dos mesmos interesses e definitivamente um amor pela natureza e o mundo natural e sim, não é a nossa intenção ensinar as pessoas algo coisa, nós não temos uma posição militante e política, nós não forçamos a nossa opinião, mas nós gostamos de criar algo que faça as pessoas a pensar e a sentir… Mas há o incrível mundo subjetivo da interpretação onde todos nós sentimos coisas diferentes, há espaço na musica e nas letras para você interpretar do jeito que você faria, porque você é diferente e eu sou diferente, então nós criamos emoções, nós criamos um caminho para que você poder escolher a sua interpretação. O processo de estúdio para o Human Nature foi similar ao processo do Endless Forms Most Beautiful, o nosso ultimo álbum. Tuomas Holopainen escreve as letras e a música; uma vez que ele sente que terminou ele faz uma demo e aí chega a parte mais assustadora, como ele costuma dizer, onde ele envia para nós, onde tudo deixa a segurança de sua cabeça basicamente – algo que é muito empolgante para nós membros da banda, nós ensaiamos em casa, eu pessoalmente estudo as melodias e as letras com o Tuomas porque eu preciso entender como que a métrica funciona da melodia e da letra, e a partir daí é internalizando e memorizando e então nós ensaiamos juntos. Nós fizemos isso como nós já tínhamos feito, num acampamento de verão dos escoteiros na Finlandia, realmente um lugar no meio do nada, onde nós construímos um lugar para ensaio e logo depois um estúdio em uma das suas estruturas principais… Nós basicamente acampamos nos outros prédios e nas outras áreas – é construído no meio da floresta perto de um lago lindo… Claro, estamos na finlandia, então há uma grande sauna que nós podemos entrar, há um lugar uma fogueira onde nós podemos grelhar nossos vegetais e linguiças [risos] toda a tarde. Nós sentamos lá e escutamos música e nós falamos sobre música, sobre as coisas que amamos, e é um ótimo lugar para se estar, até a possibilidade de compartilhar os prédios do acampamento com nossos amigos e família… Nós separamos um tempo para podermos tocar as canções juntos e assim que a bateria começa a tocar, tudo começa a mudar, então o baixo, a guitarra, os vocais, tudo… Nós agora temos tocado juntos por tempo o suficiente para sabermos como fazer a progressão das musicas sem precisar falar e é algo incrível de ver acontecer… Uma coisa muito legal que eu gostaria de mencionar sobre esse álbum é que as harmonias vocais que estão em todos os refrões, porque bem, não é novidade que nós temos vocais harmonizados, mas o que é novidade é que todos são cantados por Troy, Marco e eu. Então há canções no álbum, a maioria são cantadas por mim com o Troy e Marco fazendo as harmonias, mas há canções como Harvest onde Troy é o vocalista principal e nós fazemos as harmonias e porque é uma canção com um sentimento diferente, uma canção bem folk, as harmonias são feitas de uma forma diferente do que por exemplo a faixa Endlessness que é cantada por Marco, onde nos refrões e nos versos é necessário um approach diferente, não é apenas copiar e colar o fato de que nós três cantamos mas o tipo de harmonias é realmente adaptada ao tipo da musica, então nós normalmente ensaiamos com a banda na nossa sala de ensaio, então nós vamos à fogueira com uma guitarra e um pequeno piano onde nós treinamos essas harmonias, o que é algo incrível de fazer. A partir disso, a bateria foi gravada no Petrix Studios na Finlândia, diferente do ultimo álbum porque nós gravamos a bateria no nosso acampamento de verão, o que foi um desafio acústico e por isso nós resolvemos gravar as baterias deste álbum num estúdio, porque há muito mais percussão do estilo tribal, há mais coisas extras que realmente levaram nosso baterista Kai Kahto ao máximo… E basicamente todos os instrumentos foram gravados lá, os vocais também, então nós ficamos nesse acampamento por mais ou menos três meses onde nós tivemos um verão maravilhoso, nós adicionamos o coral e nós tivemos um quarteto de cordas no álbum com uma banda que foi gravado em Londres – e diferente dos outros álbuns, não há uma orquestra na parte da banda. Então isso nos dá bastante espaço para fazermos as coisas nós mesmos, você pode não notar mas é uma enorme diferença comparada aos álbuns anteriores. E então claro, há a ultima parte do álbum onde todos os instrumentos da orquestra tomam conta e é uma peça completamente orquestrada que também foi gravada em Londres… De lá houveram mais alguns detalhes a mais, alguns vocais extras que eu fiz em casa para adicionar e de lá foi mixado e masterizado na Finlandia… Foi um trabalho bem grande para juntar mas nós sempre trabalhamos com as mesmas pessoas, o Time de Ouro, e lá estava: Human Nature.

    How Are You Doing? (ouça aqui)

    Bem, “How’s the Heart?” é literalmente perguntar para alguém como que ela está se sentindo, empatia, a beleza de se importar por alguém, mostrar que você se importa e a parte extremamente poderosa disso… Num tempo onde as pessoas podem se sentir completamente isoladas socialmente, num tempo onde tudo é rápido, num tempo onde tudo deveria ser bem – se você olha nas redes sociais todos estão se sentindo muito bem o tempo todo, tudo é simplesmente é tão ótimo o tempo tudo, realmente, super ótimo – o que claro não é um reflexo do mundo real… Então há uma beleza em simplesmente perguntar como alguém está de um ponto de vista genuíno é lindo! E há até uma citação pessoal na letra que Tuomas escreveu sobre mim ou para mim, porque as letras são interpretáveis; as pessoas escutam elas de formas diferentes – todos escutam música com a sua própria bagagem emocional e formam sua própria interpretação, mas no segundo verso para mim é muito pessoal onde ele escreve “We met where the cliffs greet the sea” onde ele se refere à mim conhecendo ao amor da minha vida e toda essa parte é sobre isso e ela até continua para “Now there’s one that came from me” que é sobre a minha filha, “A child of love, another tale” e assim que ele me contou sobre isso, eu fiquei realmente emocionada e estou quase chorando só de falar sobre isso porque é simplesmente tão lindo e tão sincero que deve transparecer quando eu canto essas palavras e sim, “How’s the heart” é uma canção especial.

    Lyric Interpretations
    Vocal Challenges
    HIgh School Musical
    A Whole New Scne Emerging
    The Art of Singing
    Uncompromised Metal
    Is This For Real?
    What a World Tour is Like
    Thanks You For Listening

  • Turnê Solo ♡

    Turnê Solo ♡

    Musicalmente falando, os humilhados foram exaltados, hue.

    Não sei vocês, mas por aqui, as lágrimas foram reais, sejam elas nas músicas do After Forever, como nas músicas do ReVamp. Ela, com todo esse reconhecimento e revivendo momentos que jamais serão esquecidos, e nós, fãs tendo a chance de reviver cada um deles :’)

    Recentemente, nossa Floor Jansen deu início à sua primeira turnê solo. Com ingressos esgotados em menos de 24 horas. O primeiro show ocorreu no dia 23 de janeiro, no Doornroosje, em Nijmegen, lá na Holanda (crying in digital deceit language). Embora ela tenha cantado músicas bem conhecidas do Nightwish, (destaque para a nostalgia de Slow, Love, Slow) tivemos o privilégio (vocês, né?) de revivermos anos de ouro, com músicas do After Forever (O que foi Strong, minha gente? E Face Your Demons?) e ReVamp (lágrimas de sangue!), mas também tivemos o bônus de Northward, e diversas músicas do Beste Zangers, programa holandês, do qual, FINALMENTE deu a ela o merecido reconhecimento. Sua apresentação conta com a participação do Henk Poort, do qual tivemos uma explosão musical ao vê-los cantando The Phantom of the Opera e em Sweet Curse (ReVamp) , e contamos também, com a participação de sua irmã Irene Jansen, na música Wolf and Dog (ReVamp).


    Lembrando que o novo álbum do Nightwish, intitulado de “Human. .||. Nature.” será lançado no dia 10 de abril, e os teremos por aqui em maio (amém?), em São Paulo e no Rio de Janeiro, nos dias 9 e 10 e todos os ingressos estão disponíveis. (Informações sobre o M&G serão divulgadas em breve). E o primeiro single, intitulado “Noise”, no dia 7 de fevereiro.


    MAS FOCO NESSA FUCKING TURNÊ

    O amor é forte, e o choro é mais do que livre. COME TO BRAZIL, FLOORGASM!

    Abaixo, alguns vídeos (amada, make a dvd, pfvr, nunca te pedimos nada!)


    Strong – After Forever (se você não se emocionou, você é um monstro!)

    Wolf and Dog feat Irene Jansen – ReVamp

    The Phantom of the Opera feat Henk Poort

    Storm In A Glass – Northward

    Slow, Love, Slow – Nightwish

    Shallow – Lady Gaga


    Turnê Solo

     23.01: Nijmegen, Netherlands
    24.01:Groningen, Netherlands
    26.01:Heerlen, Netherlands
    28.01: Amsterdam, Netherlands
    29.01: Utrecht, Netherlands
    30.01: Tilburg, Netherlands
    31.01: Tilburg, Netherlands

    01.02: Den Haag, Netherlands

    04.03: Amsterdam, Netherlands

    22.05: Rotterdam, Netherlands
    23.05: Rotterdam, Netherlands

    16.06: Amsterdam, Netherlands

  • Interview: Andre Borgman

    Interview: Andre Borgman

    Thank you so much, Andre. ♥ Finally, we did it! Haha

    Ω

    1. It took a while, but we’re here. Tell us a little about Andre Borgman!
    Andre: Yes, considering the last AF show 7dec 2007…yes…damn time goes fast.
    But my name is Andre Borgman, born 13 september 1978. Raised by the parents I could possibly wished for. My mom and dad supported my interested for music from the very beginning. My dad bought me a drumkit at the age of 10 just because I wanted one and he managed my first real band and got us to play many gigs across The Netherlands, Germany and Belgium. My mother was just my biggest fan and loved and still loves every thing I do music wish. Little inside about them. My dad loves Pantera and my mom is big Ozzy fan. Oh man, so many stories to tell. Together with my mom to a Black Sabbath show and she fainted in front of the stage just when I was getting some drinks. One of the people told me what haven’t and I got to pick up my mother at the backstage with security. First thing I said: Mom, you are just doing anything to get backstage aren’t you???…haha, we had a big laugh. My fathers anecdote was when he was managing my band when I was 15 during a show we did a big pogo-pit was going on, and suddenly, from behind my drumkit, I saw a crowd surfer… I thought, this is just getting great. What a party, then I saw who the crowd surfer was. My dad. Hahaha. We we’re laughing so hard. That was just awesome. Just 2 examples of how it started. To many to tell. You’ll get bored haha…
    Right now, I am very relaxed and happy things are going, I took a big break since a year from drumming and only play in 1 band, guitar, the instrument I started with. I am hired at a zoo near my home and have the best and rewarding job I can ever imagine. …and no, I am not feeding the animals, we are responsible for the nice incitement for the visitors and the confined for the animals and nice and suitable stays enjoying live so to speak.

    2. After many years you guys worked together again. We got really happy, besides the huge nostalgia feeling. How was it, to work with Floor again?
    Andre: If you are(and you are;-)) referring to the Northward project that was just after the break-up of After Forever. As you may know by now I guess. But working with Floor and in this case with John Viggo was great and something I regret not taking place when it was written and If I remember right it would have been recorded in 2010. With was called Floor-Inc by then.

    3. Jorn said in an interview, that the ending of “Let Me Out” turned out to be really different from they way it had been thought in the beginning, even though its structure has remained the same. What was your reaction when you listened to its final version? Did you approve its development?
    Andre: Well, the tempo is faster and Jorn changed the main opening riff, the rest is exactly the same as I presented it, I can show you a recording I made in 2006 way before it was recorded. But I think it’s about royalties perhaps… I don’t mind. It’s ok…

    4. How was the creation process and development of “Let Me Out”, before being presented to Floor and Jorn?
    Andre: It was based on the ending riff I wrote in 98. Huge fan of Pantera and the rest came later, over the years you write some stuff that suddenly fits together with old stuff haha.

    5. With Nightwish’s tight schedule, we are aware that a tour for Northward would be something distant- but not impossible. Has there been a chance for you to talk about it so far?
    Andre: No, I am not sure if they will do a tour. If I will be part of it I doubt it. But would love to do it.

    6. How did your passion towards music began and what are your best references and influences?
    Andre: As answer one revealed. From a very young age. My grandma gave me some sort of snare drum when I was a baby haha. (Can I show pics?). When I was 6 years old my a guy in the street we lived in had some guitars at his room. Think he borrowed from his dad. We could play 2 guitar riffs and I nearly managed to do 1. His father one day came home with a snare drum he bought from a flee market. It was clear my friend who could play 2 riffs will stay at the guitar and I was stuck with the snare drum… I still love playing both instruments. The biggest influences on guitar are clearly Zakk Wylde, Dimebag… Drumwise it’s Nick Menza, Randy Castillo, Tommy Aldridge en Vinnie Paul.

    7. Back to the past: we still keep after forever alive in our days, and we believe you do the same since you sometimes post some old performances videos. Which songs are your favorite?
    Andre: Oef, …. hmmm. If I have to choose one. It’ll be Estranged.

    8. Do you still remember the creative process in After Forever? And your personal and professional development as a person and musician, all inside this experience of joining the band. What was it? What changed in you?
    Andre: Nothing really changed in me:-) The creative process was different each album. IC was written all together in one rehearsal room. 2 rehearsals a week in some months. The last A.F. album was mainly written by Joost and Sander at there studio. Totally different way.

    9. After Forever came to a premature end, and according to Floor, she believed that After Forever had much more to offer. Do you agree with it? Or it came to an end in the exact moment? Why?
    Andre: I also think A.F. had more to offer but after the break we took all faces where at other directions and to put it all together again wasn’t easy in a lot of ways. I don’t want to go to much in details but it was clear some bandmembers will leave anyway after we will continue…

    10. Today we know that Floor is an artist engaged in many projects. Have you ever thought about a possible AF reunion?
    Andre: That will never happen…

    11. When it comes about to your relationship with the other AF members, the possibility of a gathering, or even so a nostalgic concert, is still a fan’s dream or something that may be possible in a distant future?
    Andre: If we would do that, all the band members needs to be there. All or nothing!!!

    12. Many years have passed since your discovery for the drums, bands, projects, and others. How do you see your stability, when it comes to keep making a living out of the thing you love doing? What are your new goals, projects, and challenges?
    Andre: I do not live from making music. That is to difficult. Especially for a drummer…..I have a very cool job at the zoo which I like very much! 🙂

    13. In some kind of a “drum clinic” or even a specific drumming festival: Which would be the drummers you’d invite to join you?
    Andre: I am afraid most of them died already.

    14. We fans always try to meet our idols. What about you? What idol would you like to meet?
    Andre: Blackie Lawless, although he seems to be a very unpleasant guy..hahaha… Just to make a pic together would make my collection of WASP stuff complete.

    15. If you could ask something to the fans, what would you like to ask?
    Andre: They are already ding what I hope they would do. Keeping the After Forever Spirit Alive!!! Thank you all for that and will forever be in my memory!!! Cheers!

    Ω

    Português AQUI

  • Entrevista: Andre Borgman

    Entrevista: Andre Borgman

    Demorou, mas saiu. Muito obrigada, Andre!

    Ω

    1. Demorou um pouco, mas aqui estamos nós. Nos diga um pouquinho sobre Andre Borgman!
    Andre: Sim, considerando que k último show do After Forever foi em 7 de dezembro de 2007… Sim… Nossa, como o tempo passa rápido.
    Meu nome é Andre Borgman, nascido em 13 de setembro de 1978. Criado pelos melhores pais que eu poderia ter desejado. Meu pai e minha mãe apoiaram meu interesse pela música desde o início. Meu pai me comprou uma bateria aos 10 anos só porque eu pedi, e ele foi o manager da minha primeira banda, e nos ajudou a tocar em muitos shows pela Holanda, Alemanha e Bélgica. Minha mãe foi a minha maior fã, amava e ainda ama tudo o que eu faço sobre música. Uma curiosidade sobre eles: meu pai ama Pantera e minha mãe uma fanzona do Ozzy. Ah cara, tantas histórias para contar! Juntos, eu e minha mãe, fomos a um show do Black Sabbath e ela desmaiou na frente do palco bem quando eu fui pegar umas bebidas. Alguém me disse o que aconteceu e eu fui buscar a minha mãe no backstage, que estava com o segurança. A primeira coisa que eu disse foi: Mãe, você está fazendo isso só pra poder entrar no backstage, não é???… Hahahahah, nós rimos muito. A história sobre meu pai foi quando ele estava cuidando da minha banda quando eu tinha 15 anos. Durante um show, nos fizemos um grande moshpit, e do nada, por trás da bateria, eu vi uma pessoa surfando na plateia… Eu pensei “isso aqui tá ficando ótimo”. Uma festa enorme, então eu vi quem é que estava surfando na plateia: meu pai. Hahahahah. Nós rimos tanto! Aquilo foi simplesmente incrível. Apenas 2 exemplos de como tudo começou. E tantos outros pra contar. Você ficaria entediado AHHAHA… Agora, eu estou muito tranquilo e feliz com como as coisas estão, eu escolhi ter uma grande pausa de tocar baterias e agora toco só em uma banda como guitarrista, que foi o instrumento que eu comecei. Eu trabalho no zoológico perto da minha casa e eu tenho o melhor e mais recompensador que eu poderia imaginar… E não, eu não alimento os animais, nós somos responsáveis por engajar os visitantes e cuidar dos animais para que eles tenham uma vida agradável e feliz, assim por dizer.

    2. Depois de tantos anos vocês trabalharam juntos de novo. Nós ficamos muito felizes, além do sentimento de nostalgia. Como foi, trabalhar com a Floor novamente?
    Andre: Se você estiver (e você está 😉 ) se referindo ao projeto Northward, foi pouco depois do fim do After Forever, como vocês devem saber agora, imagino. Mas trabalhar com a Floor e nesse caso com o John Viggo foi ótimo e uma coisa que eu me arrependo foi não ter participado do processo de escrita, e se eu me lembro corretamente, seria gravado em 2010. Era chamado de Floor-Inc, na época.

    3. Jorn disse em uma entrevista que o final de “Let me Out” ficou bem diferente de como era pensado no início, apesar da estrutura ter permanecido a mesma. Qual foi a sua reação quando você escutou a versão final? Você aprovou o desenvolvimento da canção?
    Andre: Bem, o tempo é mais rápido e Jorn mudou o riff que abre a música. O resto é exatamente o que eu apresentei, eu posso te mostrar uma gravação que eu fiz em 2006, bem antes da gravação final. Acho que houve a mudança por causa dos royalties, talvez… Eu não me importo, está tudo bem.

    4. Como foi o processo de criação e desenvolvimento de “Let Me Out” antes de ser apresentado para Floor e Jorn?
    Andre: Foi baseada num riff de encerramento que eu escrevi em 98. Eu era um grande fã de Pantera e o resto apareceu depois, com o passar dos anos você escreve algumas coisas que do nada encaixa com as coisas antigas hahaha.

    5. Com o cronograma apertado do Nightwish, nós estamos cientes que uma turnê para o Northward seria algo muito distante – mas não impossível. Há alguma chance de você falar sobre isso?
    Andre: Não, eu não tenho certeza se farão uma tour. Se eles fizerem, eu duvido que eu participarei. Mas eu adoraria!

    6. Como que a sua paixão pela música começou e quais são suas maiores referências e influências?
    Andre: A primeira resposta já foi revelada. Desde muito jovem. Minha avó me deu um tipo de mini bateria quando eu era um bebê hahaha. (Posso mostrar fotos?). Quando eu tinha 6 anos um cara da minha rua tinha algumas guitarras no quarto dele. Acho que era de seu pai. Nós tocavamos 2 riffs na guitarra e eu quase criei um. Meu pai um dia veio pra casa com uma bateria que ele comprou numa loja de usados. Era claro que meu amigo que conseguia tocar dois riffs ficaria na guitarra e eu ficaria nas baterias. Eu ainda amo tocar os dos instrumentos. Minhas maiores influências na guitarra são claramente Zakk Wylde, Dimebag… Sobre as baterias, são Nick Menza, Randy Castillo, Tommy Aldridge a Vinnie Paul.

    7. Voltando ao passado: nós ainda mantemos o After Forever vivo na nossa vida, e imagino que você faça o mesmo, já que as vezes você posta algumas performances nas suas redes. Quais músicas são suas favoritas?
    Andre: Oef,….. Hm…. Se eu tivesse que escolher uma, seria Estranged.

    8. Você ainda se lembra do processo criativo do After Forever? E seu desenvolvimento pessoal e profissional, como músico e pessoa, e toda a experiência de estar numa banda. Como que era? O que mudou em você?
    Andre: Nada me mudou, realmente 🙂 o processo criativo foi diferente em cada álbum. Invisible Circles foi escrito tudo de uma vez em uma sala de ensaios. 2 ensaios por semana por alguns meses. O último álbum foi escrito principalmente pelo Joost e Sander no estúdio. Totalmente diferentes.

    9. O After Forever teve um término prematuro, de acordo com a Floor, ela acredita que o After Forever tinha muito mais a oferecer. Você concorda com isso? Ou a banda chegou ao fim no momento certo? Porque?
    Andre: Eu também acho que o After Forever tinha mais a oferecer mas depois da pausa que tiramos, todas as pessoas estavam em outras direções, e fazer com que todas voltem a ter a mesma direção não foi fácil, em muitas maneiras. Eu não quero entrar muito em detalhes mas era claro que alguns membros sairiam mesmo se tivéssemos continuado.

    10. Hoje nós sabemos que a Floor é uma artista engajada em muitos projetos. Você já considerou a possibilidade de uma reunião After Forever?
    Andre: Isso nunca irá acontecer…

    11. Se tratando sobre seu relacionamento com os outros membros do After Forever, uma possível reunião ou até um concerto nostálgico, ainda é algo que pode ser considerado um sonho de fã ou algo que pode acontecer num futuro distante?
    Andre: Se fôssemos fazer isso, todos os membros precisariam estar lá. Todos ou nada.

    12. Muitos anos passaram desde que você descobriu a bateria, participou de bandas, projetos e outros. Como você vê sua estabilidade, se tratando de conseguir viver de algo que você ama fazer? Quais são seus novos objetivos, projetos e desafios?
    Andre: Eu não sobrevivo fazendo música. Isso é muito difícil. Especialmente pra um baterista… Eu tenho um trabalho muito legal no zoológico que eu gosto muito! 🙂

    13. Supondo um possível evento de “drum clinic” ou outro evento específico para bateristas: Quem você convidaria para participar?
    Andre: Temo que todos os que eu chamaria já tenham morrido.

    14. Nós fãs sempre tentamos conhecer nossos ídolos. E você? Quem você gostaria de conhecer?
    Andre: Blackie Lawless, apesar dele parece ser um cara bem desagradável… HAHAHAH… Apenas uma foto juntos faria a minha coleção de coisas da WASP completa.

    15. Se você pudesse pedir alguma coisa aos fãs, o que seria?
    Andre: Eles já estão fazendo o que eu gostaria que eles fizessem: mantendo o espírito do After Forever vivo!!! Obrigado a todos, vocês estarão para sempre na minha memória!!!! Felicidades.

     

    Ω

    English HERE

  • Beste Zangers – Melhores Cantores

    Beste Zangers – Melhores Cantores

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    Como todos sabem, Floor Jansen foi convidada a participar do programa Beste Zangers. Programa focado em 7 cantores, com estilos diferentes, do qual cada participante canta a música de outro participante em seu próprio estilo. O post será atualizado conforme a programação

    Ω

    Episódio 1 (24 de agosto): Vilja Song para Henk Poort

    Episódio 2 (31 de agosto): para Samantha Steenwijk

    Episódio 3 (7 de setembro): Qué Se Siente para Rolf Sanchez

    Episódio 4 (14 de setembro):

    Desta vez, Floor Jansen se manteve no sofá, enquanto os cantores performaram músicas importantes de sua carreira.

    Strong – After Forever :’)

    Our Decades in the Sun – Nightwish – em holandês

    Nemo – Nightwish

    Episódio 5 (21 de setembro): About Love I Don’t Know a Thing para Ruben Annink

    Episódio 6 (28 de setembro): Shallow para Emma Heesters

    Episódio 7 (5 de outubro): Winner para Tim Akkerman

    Episódio 8 (12 de outubro): Tim Akkerman & Floor Jansen – Shallow

    Floor Jansen & Henk Poort – Phantom Of The Opera


  • Dit is ‘M! – Floor Jansen

    Dit is ‘M! – Floor Jansen

    Em junho, Floor Jansen compareceu ao programa de TV holandês, o “M”.
    A tradução você encontra a seguir e, novamente, obrigada Guilherme Azevedo – no aguardo do seu currículo

    Ω

    É um segredo bem guardado que nem Anouk, Ilse de Lange ou Caro Emerald são os cantores holandeses mais bem-sucedidos internacionalmente. Não, é Floor Jansen que merece esse título. Ela recentemente ganhou o Buma Rocks Export Award 2018. Ela faz turnês por todo o mundo como a vocalista da banda de metal finlandesa Nightwish.
    Mas nos Países Baixos nós devemos admitir, com vergonha, que nós não a conhecemos bem.

    Dit is ‘M! Eu li uma entrevista sua no jornal semana passada, e o que me passou na cabeça foi “Isso é enorme!”, e nós pudemos ver quão grande é agora, (o sucesso de Floor Jansen com o Nightwish), mas nós sabemos tão pouco sobre esse sucesso, e você parecia estar meio impaciente na entrevista, você pensou “Quer saber? A culpa é de vocês não saberem, porque é realmente enorme”. Como você explica isso, ser tão pouco comentado aqui enquanto você é extremamente bem-sucedida internacionalmente?
    Floor Jansen: Bem, Os Países Baixos é um país pequeno no final das contas, mas ainda sim tem uma ótima indústria musical, há muitos bons artistas aqui e também há muitos artistas holandeses internacionais. Entretanto, há uma enorme diferença na quantidade de atenção e reconhecimento que cada gênero musical recebe da mídia. Esse é o porque uma banda como Nightwish é conhecida no underground por muitos holandeses, porquê nós nos apresentamos aqui também.

    Dit is ‘M! Mas não é muito exposta na TV ou no Rádio. Porquê? É simplesmente uma questão do “nosso” gosto? Acontece de nós simplesmente tocarmos outro tipo de música?
    Floor Jansen: Eu espero que esse seja o motivo, porquê ao menos a música que tem a possibilidade de ser tocada. No final das contas, eu estou sentada aqui como uma embaixadora da música, não porquê eu acredito que a minha banda precise ser tocada nas rádios, de jeito nenhum, apenas ouça a banda para conhecer e aí você decide se gosta ou não. Mas se você nunca tiver a oportunidade de escutá-la… e também porquê é chamada de “Metal”.

    Dit is ‘M! e as pessoas pensam “Ah não, metal”.
    Floor Jansen: Sim, “metal não é aquela coisa com guitarras pesadas e uns homens cabeludos berrando?” Há muito preconceito.

    Dit is ‘M! “Ou uma mulher cabeluda berrando”
    Floor Jansen: Sim, esses são os piores, isso eu posso te dizer.

    Dit is ‘M! Há muitas mulheres sendo a vocalista de bandas desse tipo.
    Floor Jansen: Sim, olhe para o Within Temptation.

    Dit is ‘M! Que, como você, são bem-sucedidas nas suas carreiras dentro do metal. Quando você pensou “Metal, ah essa é a minha praia”?
    Floor Jansen:  Quando eu era uma adolescente, eu estou dentro desse meio há mais de 20 anos!

    Dit is ‘M!  E você era a única da sua classe que gostava desse tipo de música? Talvez essa seja uma parte do problema?
    Floor Jansen: Sim, eu era da Rock Academy e era bem específica em alguns gêneros, mas eu era uma das poucas metaleiras. Mas metal é um tipo…. É um enorme gênero musical e há muitos subgêneros, então há muitas bandas que nunca estarão nas rádios, o que é legal, porquê o metal quer continuar nesse “nincho/panelinha/clube do bolinha”, Mas há muitas bandas como o Within Temptation e o Nightwish, que faz músicas que eu acredito que muitas pessoas iriam gostar se eles tivessem contato com elas. Então é isso.

    Dit is ‘M! Então, essa é uma banda finlandesa. Como que eles acabaram com você?
    Floor Jansen: Em 2003 eu fiz uma turnê européia com eles com a minha banda holandesa, After Forever, na qual eu fiz parte por 12 anos. Nós nos conhecemos nesse período, e há alguns anos atrás algumas coisas deram errado com a antiga vocalista deles, e foi quando eles me ligaram me perguntando se eu poderia me encontrar com eles, imediatamente.

    Dit is ‘M! E você conhecia a banda, e quão grande eles eram, e era algo importante, então você imediatamente disse sim. Você conhecia o repertório deles? Porque é algo parecido com os Rolling Stones falando “O Mick não está se sentindo muito bem, você quer cantar as partes dele?” Você conhecia as canções deles?
    Floor Jansen: Sim, exceto pelo álbum mais recente na época.

    Dit is ‘M! Ah, então estava tudo bem!
    Floor Jansen: Não, eu nunca tinha ouvido o álbum mais recente, e eu tive que aprender muitas músicas novas, mas tudo deu certo no final. Onde há um desejo…

    Dit is ‘M! E agora você ganhou a Buma Rocks Export Awards, isso seria um sinal de reconhecimento, depois de tudo?
    Floor Jansen: Sim, é incrível. Especialmente da forma com que eles me deram o prêmio, havia um grande foco em trazer música ao vivo, nos Países Baixos e além. Nós temos muitas bandas holandesas a oferecer, inclusive no metal. É engraçado dizer que todo o mundo conhece nosso país por nossa cultura no Metal, enquanto dentro dos Países Baixos é tipo “Ah, sério? Isso é popular? E quem é Floor Jansen?” Então eu pensei que foi um ótimo sinal de reconhecimento e uma grande honra, e foi lindo como eles me deram o prêmio… Haviam muitas pessoas presentes que realmente me conheciam e estavam muito orgulhosas de mim. Há muitas pessoas que vêm me acompanhando e me apoiando há muitos anos, e isso é como se fosse um abraço quente.

    Dit is ‘M! E você merece! Obrigada.
    Floor Jansen: Obrigada.

    Dit is ‘M! Nightwish irá tocar no Ziggo Dome em Amsterdam no dia 26 de Novembro e há poucos ingressos sobrando, vá assisti-los!


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  • Volkskrant – Floor Jansen

    Volkskrant – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear! | Original here!

    Floor Jansen é a nossa maior cantora pop internacional. Como é que a Holanda não a conhece?

    Floor Jansen, a maior vocalista que a Holanda tem para oferecer ao mundo, mora numa pequena e bela vila, que certamente deve ser uma das menores do mundo.

    Essa vila de cartão postal fica no meio de florestas nebulosas, colinas verdes e um grande lado que, de acordo com o último senso, possui 233 habitantes. Certamente é o tipo de lugar onde você esperaria que a vocalista de uma banda como o NIghtwish vivesse. Ou, pelo menos, vagando por suas fantasias e sonhos do metal.
    Mas Floor Jansen (Nascida em Goirle, 1981) já teve o suficiente desses clichés que a circundam em seu gênero musical: A orquestra prazerosa e as vezes o místico Hard Rock, que era também chamado de Gothic Metal anteriormente. Não tente começar uma entrevista com ela falando sobre essas florestas nebulosas e místicas senão você vai ver que não vai ter mais sobre o que conversar. “É certamente quieto aqui”– ela diz – com certo eufemismo (mais como um aviso ao entrevistador, eu presumo) mas há também a ferrovia próxima e na colina há condomínios.
    Entretanto, ela concorda que é um tipo diferente de vida se comparado ao que ela era acostumada em sua cidade Natal. E ela fala disso desaprovando, de certa forma: “Claro que você possui lagos na Holanda, mas com certeza com alguns milhares de pessoas em volta de todos eles. E Jet skis cruzando a água!” Bem, sim, a Holanda…um selo postal com 17 milhões de pessoas. Parece haver algumas cicatrizes na sua relação com sua terra natal e ela não se importa de explicá-las. Ela fica até feliz e quer falar sobre elas.

    UM SHOW HOLANDÊS DECENTE

    Mas uma coisa de cada vez. Tais recursos que ela gosta na Costa Oeste da Suécia, onde ela vive com seu marido Sueco Hannes Van Dahl (baterista da banda de metal sueca Sabaton) e sua filha – hoje com um ano de idade – Freja. Floor se estabeleceu aqui pela proximidade ao aeroporto internacional de Goteborg. E sim, também por causa da quietude pura e da paz que há na área.

    Com seus companheiros do Nightwish ela canta ao redor do mundo; da Escandinávia para toda a Europa. De Moscou e Pequim até São Paulo, no Brasil. E para você ter uma ideia de como a agenda da Floor é…ela acabou de retornar de uma turnê de 34 shows nos Estados Unidos.

    No próximo sábado ela vai cantar novamente na Holanda, finalmente. Um show importante e parece que compensa um pouco, diz Jansen. “Eu tenho esperado por anos por um festival Holandês decente. É ótimo finalmente termos um e ainda melhor, ele será em Fortarock, em Nijmegen. Metaleiros de fato e a atmosfera do metal! Os caminhões da turnê cheios de fogos e artigos pirotécnicos, porque o Nightwish vai arrebentar com muita pirotecnia e músicas clássicas da banda. Eu estou nas nuvens e muito animada.”

    BAIXA AVALIAÇÃO

    Este é um dos grandes enigmas e quebra-cabeças da indústria musical holandesa. É um dos motivos que deixa os fãs com a pulga atrás da orelha. Por que será que um gênero que de certa forma começou na Holanda e conquistou o mundo, é tão subestimado em sua terra natal? Até mesmo hoje, as vocalistas femininas e bandas tem um importante papel na cena do metal feminino.
    Obviamente conhecemos as pioneiras do metal sinfônico, tais como Within Temptation (Sharon den Adel), After Forever (Floor) e Epica (Simone Simons). Mas a atenção e a apreciação que elas têm em seu próprio país não se compara à total adoração que elas têm no México ou na Rússia. Lá, longe da escassa indústria musical holandesa e bloggers e seus palcos pops e do ramo dos festivais, a luz está acesa quando Floor Jansen entra em cena.
    Aqui, o single Élan, muito tranquilo e simples de ouvir, jamais será tocado numa estação de rádio. Enquanto essa música é padrão nas playlists da Suécia e Finlândia.

    MAIOR QUE ANOUK, CARO EMERALD e ISLE DELANGE

    Através de linhas de vendas de álbuns e performances, percebe-se que Floor Jansen é de longe a maior estrela musical que nós temos na Holanda. Comparada às três mencionadas acima, mesmo com certa distância (o que não é inteiramente verdade se falarmos de vendas).

    Por que eu nunca sou convidada por Matthijs Van Niewkerk no seu programa ‘DE Wereld Draait’? (Este é um dos maiores talk shows musicais. Sharon e Anneke já foram lá muitas vezes). E quando você ouve Nightwish na 3FM? Nunca!!! Sim, as vezes quando você ganha um prêmio por alguma coisa você tem que explicar o que você está fazendo, tudo do começo. (ela fala de forma muito amarga aqui). Você recebe perguntas do tipo: “Poderia explicar o que exatamente é a música no metal, por favor!” E depois disso eles ficam falando sobre estarem estupefatos com o fato de você ser tão famoso internacionalmente!!! Depois desse tipo de ocasião eu penso: Meu Deus, de novo não! Eu estou bastante de saco cheio com isso, hoje em dia.

    De onde vem toda essa ignorância? Bem, isso é uma incógnita até hoje. Será que nós, Holandeses, não tão assim dessa música tão rica em fantasia e espiritualidade com guitarras de roque e alguns vocais de ópera combinado com música folk pesada? Eu não acho que seja uma questão de gosto. Floor pensa. Nós temos muitos fãs Holandeses também.

    Quando nós finalmente tivemos a oportunidade de tocar no Heineken Music Hall , nós o esgotamos duas vezes em apenas alguns dias. Mas o interesse real vem da cena do metal Holandês em si. Além disso, nós não temos a atenção da mídia em si. E eu penso que nós podemos atrair muitos fãs através de nossa música. Não, na Holanda eles ficam falando das mesmas bandas de novo e de novo! Bandas tais como Krezip e Kane, por exemplo. Enquanto eles não possuem nenhum reconhecimento ou popularidade em outros países! (Você pode perceber que a Floor está for a do país há alguns anos, já que essas bandas foram desfeitas há mais ou menos 4 ou 6 anos, mas acho que ela desgosta dessas bandas, assim como eu)

    FRUSTRAÇÃO

    “Nunca me acostumei com isso”, diz Floor Jansen. “Quando fiz parte do After Forever naquela época e, depois, do Nightwish, eu ainda achava tudo encantador. “Estamos criando algo especial”, era o que eu pensava. É claro que mais pessoas precisam ouvir isto. Eles ainda percebem que isto ocorre no mundo novo. Mas aqueles anos incríveis já ficaram no passado. “Hoje, acho frustrante que ninguém queira mais ouvir nossos discos. É uma pena.” A questão toda gira em torno da mentalidade musicalmente limitada na Holanda. “Na Holanda, as pessoas pensam muito nos gêneros. Nossa música é classificada como ‘metal’ e esta é uma música de nicho. Quem é do nicho já conhece.”

    Graças ao seu talento e destaque em bandas como After Forever e ReVamp, Floor Jansen é vista como um modelo de cantora no metal sifônico na Holanda. Com uma voz que alcança tanto notas operáticas, como as mais suaves, além das mais fortes, Floor fez com que até o metaleiro mais conservador tirasse o chapéu para seu talento. Quando o Nightwish enfrentou a saída da vocalista Anette Olzon, em 2012, que foi a sucessora de Tarja Turunen, Floor Jansen foi chamada aos quarenta e cinco do segundo tempo. “Foi uma mudança de ares muito repentina”, diz Floor Jansen. “Do nada, eu tive de me perguntar se eu conseguiria cantar com o Nightwish, pois havia um problema nisso. Perguntaram se eu conhecia as músicas e as letras, e eu disse: ‘Olha, não todas elas. Mas tudo bem. Vai dar tudo certo.’ “

    PROBLEMAS PESSOAIS

    Deu tudo certo no fim das contas. “No primeiro show, no dia 1 de Outubro de 2012, em Seattle, quando eu apareci no palco no lugar da Anette, havia um fã que disse querer seu dinheiro de volta, pois não havia pagado para ver Floor Jansen cantando. Depois disso, as vendas dos ingressos subiram no mundo todo.” Ela mesma não se vê desta maneira, mas Floor Jansen foi uma verdadeira benção para o Nightwish. A banda, fundada pelo compositor e tecladista Tuomas Holopainen em 1996, na cidade de Kitee, na Finlândia, enfrentou grandes problemas internos. Membros da banda e vocalistas quiseram sair ou foram expulsos do grupo.
    “Tuomas Holopainen é o compositor mais importante da banda,” diz Floor. “Como vocalista, sei que vou cantar as músicas que ele compor, mesmo que você mesma tenha composto a melodia. E estou muito feliz no papel que desempenho. Primeiro porque eu gosto muito do trabalho de Tuomas, pois não vejo como poderia melhorá-lo mais ainda. Mas também gosto, pois tenho espaço para acrescenter minha própria maneira de cantar, de contar aquela história como eu achar melhor. As músicas do Nightwish são compostas pensando na minha voz e técnicas de canto, o que me deixa muito feliz.”
    A voz de Floor passou pelos maiores desafios que já encontrou, segundo Floor. “Hoje em dia, estou cantando notas e usando técnicas que nunca usei antes. Do nada, canto uma oitava abaixo ou acima.” O Nightwish se consolidou como um nome de peso novamente após a entrada Floor Jansen. “Se a banda ensaiasse em Nova York, nunca haveria uma vocalista”, revela Floor. “Estranho, não é? Quando me tornei a vocalista deles, eu me mudei para a Finlândia. Um dia, eu pensei: ‘Vou para o estúdio onde o pessoal está ensaiando e ver se posso me juntar a eles. Então, eu entrei, peguei o microfone e comecei a cantar. Os membros da banda olharam uns para os outros, mas eu continuei cantando. O Nightwish voltou a ser uma banda legal de se fazer parte. Nós nos divertimos muito juntos, e é isso que o público vê em nossos shows. Acabou a época em que era uma banda só de caras que procuravam uma vocalista.”

    O SENTIMENTO NA MÚSICA

    O disco mais novo, o Endless Forms Most Beautiful, o uma obra conceitual sobre ciência e biologia e o primeiro disco com Floor Jansen nos vocais, é, de acordo com vários fãs, o disco mais inovador do Nightwish. Ele possui mais arranjos de folk e pop do que metal, além de alguns riffs diferentes em músicas, que contam com arranjos orquestrais gloriosos. “Alguns artistas chegam a um ponto em que não se consegue criar algo tão maior ou impactante, então começam a criar música que tenha um sentimento forte”, segundo Floor.
    E a música que criaram com certeza vai além dos limites de gênero e públicos-alvo. “Fãs mais novos vêm aos nossos shows. Meninas que fazem de tudo para se encaixar no padrão estético aparentemente comum no metal sinfônico. Mas também temos pessoas na faixa dos cinquenta anos. Homens com óculos de leitura e roupas normais, por exemplo. Nos Estados Unidos, eu vi um homem de 80 anos bem na grade, que sabia a letra de todas as músicas. Acho que a música que criamos se tornou um meio de ligar pessoas, algo muito além de um nicho ou uma subcultura.”


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  • FortaRock: Q&A – Floor Jansen

    FortaRock: Q&A – Floor Jansen

    Muito obrigada pela tradução, Guilherme Azevedo! ♥

    Floor Jansen se apresentou no Forta Rock (02.06) em Nijmegen, na Holanda e também foi premiada (finalmente! 🙏), e reconhecida por seus esforços ao cruzar fronteiras, levando a música holandesa em outros patamares.

    O Q&A traduzido você encontra a seguir.

    Ω

    É um prazer te ter aqui, é ótimo que você conseguiu vir ao Q&A, e vamos falar um pouco sobre, ahm, a primeira coisa que me veio à mente agora é o show no Ziggo Dome, eu não acho que muitas pessoas estão sabendo que você se apresentará lá em novembro.
    Floor Jansen: De fato, sim.

    26 de novembro, Nightwish no Ziggo Dome em Amsterdam, senhoras e senhores. Uma coisa de cada vez!
    Floor Jansen: É, provavelmente será anunciado hoje, então são novidades frescas, e eu estou muito orgulhosa, por que uma banda de metal…

    Sim, é o maior show nos Países Baixos que você já fez, eu acho.
    Floor Jansen: Sim, com certeza.

    Sim, certo. E vocês lançaram uma nova compilação, e eu estava me perguntando, quando vocês saem em turnê, vocês escutam todo o repertório da banda para escolher um setlist? Como vocês escolhem as músicas que vocês tocarão ao vivo? Como que o setlist é formado?
    Floor Jansen: Sim, foi uma escolha interessante para essa tour em particular, porque nós estamos celebrando nosso aniversário de 20 anos ao fazer uma compilação de todo nosso trabalho, então para o setlist seguimos a mesma idéia, é realmente difícil porque há tantos álbuns e há tantas músicas; mas nós queremos tocar um pouco do primeiro ao último álbum, então nós temos um setlist que nós temos tocado nessas últimas sete semanas que nós estivemos nos EUA, e acabamos de começar os festivais de verão e terá muito dessas músicas que também estão na compilação, o Álbum Decades, e a partir dele nós podemos meio que variar um pouco a setlist.

    Certo, e vocês, quando vocês estão começando uma turnê mundial, vocês têm em mente que algumas músicas e alguns álbuns são mais populares em algumas partes do mundo ou todo país escutam a mesma setlist?
    Floor Jansen: Sim, basicamente, se tivesse uma canção em particular [adicionariam no setlist], mas nós ainda não fizemos isso, então nós, nos EUA, apesar dos diferentes estados ainda é um único país, então tivemos apenas um setlist. Eu disse que nós temos músicas diferentes que nós podemos escolher [do decades], e se tiver uma música em particular que se destaque, mas até agora nós estamos felizes com ele.

    Você deve receber vários pedidos de música sempre.
    Floor Jansen: Sempre, e você nunca consegue agradar à todos, é impossível.

    Certo, certo. Quando você sabe que vai tocar nos Países Baixos, o que isso significa para você? O que difere de festivais na Alemanha, ou festivais na França, ou até na Finlândia? Tem um significado diferente para você?
    Floor Jansen: Sim, com certeza. Digo, sou holandesa para sempre! Mesmo que eu tenha me mudado para o exterior e canto numa banda finlandesa, minhas raízes claramente estão aqui, eu comecei aqui, tocando em porões, em locais pequenos, locais enormes, eu tive o suporte do público holandês o tempo todo e aparentemente ainda tenho, se eu venho aqui, é realmente muito reconfortante, estou me arrepiando aqui! Obrigada, porque, bem…

    É estar em casa.
    Floor Jansen: É, é estar em casa, e quando nós tocamos o Heineken Musical na tour passada, nós tínhamos uma apresentação que esgotou num estalar de dedos, e depois nós esgotamos de novo num piscar de olhos e eu pensei “nossa, isso é estar em casa, que acabou de provar que bem, eu fiz algumas entrevistas e apareci em alguns jornais onde eu disse que odeio a Holanda por conta da sua cultura musical” – risos – mas isso não se aplica as pessoas que têm me acompanhado desde sempre, porque eu acho que todo metaleiro sabe do que eu estou falando quando se trata da diversidade na nossa música, e na grande mídia as pessoas não podem nem escolher [o que ouvir], então eles nunca entram em contato em bandas como Nightwish porque não é tocado nas rádios, essa foi a minha encrenca, mas vindo aos Países Baixos como uma holandesa, agora e no passado, sempre venho com um apoio extra e isso é emocionante, e agora com Ziggo Dome é ainda maior, e isso é puramente por conta disso [aponta para o público], por conta de vocês, e agora é a hora de vocês me darem aplausos. Obrigada! Isso é especial.

    Okay, agora que você… quando você olha para o passado, na Holanda, do período que você estava no After Forever, você teve o Revamp, e bem quando o Revamp estava deslanchando, o Nightwish apareceu. Você já considerou encerrar o Revamp de outro modo de como o que aconteceu?
    Floor Jansen: Sim, e eu encerrei primeiro. Quando eu me uni ao Nightwish daquele modo repentino, nós tínhamos acabado de planejar a gravação do segundo álbum, depois de um tempo de pausa, bem, pausa – eu estou bem, ajeitando as coisas para uma turnê, planejando algumas coisas e preparando um novo álbum – foi nesse período que eu me juntei ao Nightwish, do nada. Aquilo significava que eu teria que me adaptar os planos de gravação, e o lançamento do segundo álbum, mas eu não pensei por um momento “bem, agora não vou mais lançá-lo” ou então “não o terminarei”, eu queria terminá-lo, eu queria fazer uma turnê com o álbum, para as pessoas que estavam esperando, ambos os membros da minha banda quanto as pessoas que escutavam a banda, então foi isso que eu fiz. Mas aquilo significava que eu estaria em turnê e fazendo álbuns o tempo todo e como eu já tinha tido o burnout, eu não queria ter outro, então eu tive que fazer uma escolha. E também porque eu teria que pedir para todos do Revamp para esperar por mim, e isso não é justo, todos eles são ótimos musicistas, e muitos estão aqui hoje, tocando em bandas diferentes e isso é, você sabe, o que eles devem fazer.

    Sim, sim. Legal. Então, quando você se mudou para a Escandinavia, para a Finlandia, como você se sentiu? Foi um recomeço para você, como foi encerrar um capítulo da sua vida?
    Floor Jansen: Sim, eu nunca me vi como alguém que se mudaria para o exterior e isso simplesmente apareceu na minha jornada, eu tentei aprender a língua finlandesa que é realmente difícil, e eu percebi que se eu quisesse realmente aprender a língua, eu precisaria me mudar para a Finlândia, e isso foi um grande passo, e muito assustador. Eu me mudei sozinha; eu me mudei para lá e estava cercada por ótimas pessoas, mas ainda assim, lá está você em um país diferente. Eu não entendia nada, se tinha uma tradução para alguma outra língua, era para o russo. Ir ao supermercado e olhar para as placas e não ter ideia do que significa…
    Mas então eu conheci um homem sueco, e eu conversava em inglês com um sueco na Finlândia, o que não fazia sentido; mas eu me apaixonei pelo Norte, então me mudei para a Suécia, então meu finlandês… bem, ele nunca realmente aconteceu mas eu sou boa em sueco!

    Dado o status do Nightwish na Finlândia, o que acontece quando você sai em público na Finlândia, as pessoas se aproximam de você, ou, como que funciona?
    Floor Jansen: Bem, finlandeses e holandeses são bem parecidos quanto a isso, bem diretos mas não ficam “oh meu deus, isso é maravilhoso”, então normalmente eu consigo me movimentar pela cidade normalmente. Entretanto, depois da primeira cerveja e da primeira vodka, as coisas começam a ficar diferente [risos], mas eu realmente me senti como se todos soubessem quem eu sou e eu não conhecia ninguém onde eu vivia, então logo apareceram vizinhos na porta: “hey, você vai tocar no festival do vizinho, posso ir como convidado?” e coisas assim. Eu não curti muito.

    Sim sim, então… você ensina, você teve treinamento profissional, então você ensina online e eu imagino que…
    Floor Jansen: Não ensino mais há alguns anos…

    Certo, quando você pensa nos seus estudos, como cantora, eu estava me perguntando, você acha que há atenção o suficiente para o rock e metal nesse tipo de estudo? Digo, você pode se tornar uma cantora de ópera, uma cantora de jazz, mas quando você analisa o canto de rock e de metal, você recomendaria algo ao sistema educacional que nós temos?
    Floor Jansen: Eu acho que, ahm, o sistema educacional deixa o pop e o rock de lado. Quando eu queria estudar canto, quando eu terminei meu ensino médio, não tinha nada além de escolas teatrais ou o conservatório, mas agora há Escolas de Rock, e há vários tipos de escola…

    I: Você esteve no primeiro ano da Rock Academy, certo?
    Floor Jansen: Sim, quando se trata da evolução da música pop, no geral, cantar de uma forma não-classica, é uma evolução relativamente curta, há apenas algumas décadas de conhecimento do uso da voz pop, enquanto há centenas de anos de conhecimento do uso da voz erudita. E você realmente pode perceber que nos últimos 10, 20 anos, o conhecimento tem crescido. Até quando eu estava estudando, no começo, eles disseram “o jeito que você canta não é possível, você não deve cantar desse jeito, é ruim para a sua saúde”, e eu não estava nem fazendo gutural ou algo assim, apenas a combinação de 2 cantos era vista como algo completamente inalcançável. “O que ela está pensando??” Mas denovo, há muitas cantoras muito famosas provando o contrário, e agora há muito mais conhecimento sobre isso, então eu acredito que os estudos são bons e importantes, te ajuda, mas tudo parte de você mesmo. Você precisa ter talento, você precisa ter a vontade e a ambição de ser sucedido, essa é a combinação. A escola não vai te levar a algum lugar, tudo depende de você [risos].

    Ahm, quando você começou com o Nightwish, você teve que colocar muita coisa em dia com todo o repertório e…
    Floor Jansen: Sim [risos]

    E agora você está mais estável, mais ou menos, e você está pensando sobre novos álbuns, e a sua própria influência na banda, eu acho…
    Floor Jansen: Sim, depois de 6 anos [risos]

    Obviamente, mas, quais suas ambições como cantora? Quais outras ambições você tem além de só manter o Nightwish acontecendo?
    Floor Jansen: Eu particularmente não tenho ambições assim no momento, eu estou muito satisfeita com o que eu consigo fazer musicalmente e também com a minha energia criativa, apesar de eu não estar escrevendo, eu estou tendo muita liberdade em fazer as músicas virem à tona com a minha energia criativa, e meu som, e com isso eu me sinto desafiada, mas eu sempre estive fazendo alguns projetos paralelos ou algo a mais, e eu na verdade estive trabalhando em um álbum que eu escrevi há 10 anos, que vai sair esse ano em outubro, e é rock. Nós estávamos experimentando com isso, e além, eu adoraria gravar um álbum super calmo, mas o primeiro lançamento será rock. Você nunca sabe o que vai acontecer, e eu amo a progressão natural das coisas conforme elas veem.

    Você já foi chamada para fazer um álbum de óperas ou algo parecido?
    Floor Jansen: Não, mas, eu consigo cantar um pouco de ópera, mas eu não sou uma cantora de ópera. Eu gosto do que eu consigo fazer, eu tenho orgulho do que eu consigo fazer, mas a diferença entre uma cantora de ópera completamente realizada e eu, que teve um pouco de estudo, é bem grande, e eu ouvi uma cantora de ópera hoje que eu pensei “wow eu não acho que eu compraria o álbum mas ela é ótima!”. E eu consigo ouvir a diferença.

    Certo, tudo certo.
    Floor Jansen: Além disso, mundo do teatro e esse [metal] são tão diferentes, eu me encaixo perfeitamente nesse, mas não acho que o teatro seria a minha praia.

    Não, não, certo. Eu gostaria de te perguntar uma última pergunta antes de eu passar a palavra, e é quando você analisa a sua carreira, desde o After Forever, até hoje, você vê como períodos separados ou é tudo uma coisa só, e você percebe que 20 anos depois, aqui estamos nós.
    Floor Jansen: Ah, eu não sei. Teve grandes momentos, porque do nada não havia mais After Forever e isso foi um “boom” muito grande, esse capítulo está fechado agora, eu estive doente por um ano e meio, e isso criou uma pausa tão grande que eu não consigo ver como se fosse uma coisa contínua de 20 anos. Mas as vezes eu acordo e penso “eu tenho feito isso por vinte anos!”, olhando para mim mesma no espelho e sim, de fato, eu tenho feito! O tempo voou, isso é ótimo, e eu vejo bandas novas agora e eu percebo que eu tenho envelhecido, que eu não sou mais aquela garota de 18 anos entrando na cena de festivais. Eu me lembro do sentimento de querer mostrar para todo mundo “hey, eu também sou uma artista”, porque naquele tempo era tão raro para uma mulher ir para o backstage como uma artista, e atualmente isso é tão mais comum, o que é uma ótima coisa de se ver e ser uma das pessoas, nesse sentido, que conseguiram estabilidade dentro da estabilidade [risos]. É um ótimo sentimento, mas 20 anos? Não, foi num piscar de olhos.

    Certo, então nós chamamos a Floor, como parte da Booma Rocks Presentation aqui no Fortarock, a Booma Rocks está tentando promover bandas holandesas de música pesada tanto nacionalmente quanto internacionalmente e nós temos feito isso há alguns anos, e nós gostaríamos de chamar Frank Helming ao palco que é o diretor da permacultura e quem começou o Booma Rocks que tem um anuncio a fazer!
    Floor Jansen: Um anúncio muito bom e não muito… bem… você pode ver o que está em minhas mãos. Mas eu vou falar algo por uns 30 segundos, desculpe. Nós começamos o Booma Rocks há 6 anos para fazer exatamente o que você estava dizendo há uma semana no jornal, para tentar colocar mais pessoas na rádio, metal, rock o que quer que seja, contanto que não seja apenas música eletrônica e etc. Nós começamos há 6 anos e você descobre, quando começa a fazer uma coisa dessas que leva um longo tempo para crescer, e depois de alguns anos, eu acredito que estamos recebendo um pouco de atenção do mundo exterior [fora do mundo do metal], fora da Holanda, mas também na Holanda. Finalmente estamos recebendo um pouco de atenção em música pesada, e nós também pensamos em todo esse processo de tentar promover música pesada era bem, você tem que ter uma atenção especial às pessoas da Holanda que estão realmente levando a música pesada para todos os lugares dentro e fora do país, então nós queríamos fazer uma Booma Rocks Expo Awards e um dos nomes que mais chamaram a atenção nossa e dos fans foi, claramente o seu, porque se tem alguém da Holanda que está recebendo e direcionando toda a atenção para a direção certa, é você, senhora Floor Jansen, e eu realmente queria te parabenizar por ganhar o Booma Rocks Expo Awards 2018!

    Floor Jansen!
    Floor Jansen: Wow! Eu geralmente sempre tenho algo a dizer, eu sou uma mulher, no final das contas, mas eu estou impressionada pelas palavras que você usou para justificar o porquê de eu estar ganhando o prêmio. Me tocou profundamente, eu, ah, yeah, eu estou honrada, de verdade, porque eu acho que todos os nossos corações batem para a mesma direção, pelo amor a essa música e não é só sobre mim, ou você, ou sobre as bandas, mas sobre o sentimento que essa música transmite e eu poder ser uma parte importante de toda essa estrutura, é uma honra e eu estou muito orgulhosa que eu ganhei esse reconhecimento para uma música que faz todos os nossos corações baterem mais forte. Obrigada! De verdade.


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  • Revista: METAL Hammer

    Revista: METAL Hammer

    Metal Hammer – Adquira a sua AQUI | Tradução: Head up High, my dear!

    Uma celebração das mulheres que definem o metal em 2018


    “Havia um cara na plateia que não parava de gritar comigo. Ele não calava a boca. Eu disse a ele: ‘Por que você vem aqui e diz isso na minha cara depois do show?’ ”


    Floor Jansen passou sua vida inteira lidando com gente grosseira. Enquanto o Nightwish se prepara para comemorar seus 20 anos de carreira cheios de sucessos incríveis, descobrimos por que sua tão introvertida vocalista se recusa a seguir as regras.


    Floor descreve a si mesma como “teimosa e determinada” e que esta atitude lhe rendeu bons frutos até o momento.


    Se Floor Jansen ainda se lembra da primeira vez que lidou com comentários imbecis e saiu vitoriosa. Foi no início dos anos 2000, com sua antiga banda, o After Forever, durante uma turnê que contava com outras bandas quase que exclusivamente europeias e compostas por homens. A presença de uma mulher nos vocais, aparentemente, foi demais para algumas pessoas mais limitadas na plateia, que foram dominadas por um típico comportamento masculino. “Eu tive de ouvir muita merda da plateia o tempo todo”, diz ela. “’Veja só, tem uma mulher no palco‘. No início, encarei como parte da situação toda. Mas a coisa logo me deixou meio ‘Sério mesmo?’. As pessoas gritavam ou ‘Slayer!’ ou ‘Peitos!’. E eu dizia ‘Beleza, não somos o Slayer e eu tenho peitos. Muito inteligente da sua parte ser capaz de perceber essas coisas. Podemos deixar isso de lado agora?’”

    Levando em consideração a mulher que era o foco daqueles comentários era, nas palavras dela, “teimosa, determinada e sem medo de brigar”. Era inevitável, também, que as coisas chegassem a um ponto crítico. Floor não se lembra da data ou onde aconteceu, mas lembra-se claramente como a discussão ocorreu.

    Tinha um cara gritando coisas idiotas para mim o tempo todo: ‘HURR DURR, PEITOS’ [ridicularizando o tom de voz do rapaz]. Ele não calava a boca. Uma hora, eu disse: ‘Já que você é tão machão, por que você vem aqui e diz isso na minha cara depois do show?’”

    O público, segundo ela, segurou a respiração por alguns segundos. A holandesa de quase dois metros armada com um olhar cheio de fúria e paciência já no fim havia abertamente provocado um imbecil bêbado.


    É, eu chamei o cara pra brigar no palco”, diz ela. “Funcionou na hora. Ele ficou quietinho.” Ela levanta a sobrancelha, como quem sabe o que faz, e diz: “Se quiser ser idiota a esse ponto, sinta-se à vontade. Mas você não merece minha atenção.”


    Quando se pensa na atitude esnobe de alguns fãs com o gênero musical, é irônico que o metal sinfônico tenha sido a principal frente de batalha pela igualdade de gênero nos últimos 20 anos. Há poucos gêneros musicais em que as mulheres tenham alcançado uma posição tão forte de destaque, com exemplos como Sharon den Adel, do Within Temptation, até Simone Simons, do Epica, e a própria Floor. Ainda que seja dominado por homens, este é um gênero ainda pouquíssimo excludente do que muitos outros gêneros musicais tidos como “evoluídos” (por exemplo, a grande mente por trás da banda em que Floor canta, o Nightwish, é claramente Tuomas Holopainen, o tecladista e principal compositor).

    A própria Floor não está lá muito confortável em ser algum tipo de modelo a ser seguido por ninguém, mesmo que a modéstia a torne relutante em ser um exemplo de luta pela igualdade de gêneros. “As pessoas parecem me consideram algum tipo modelo a ser seguido.”, diz ela. “A princípio, eu pensei… [ela faz um som de desaprovação]… Mas, então, pensei: ‘’Bom, me sinto um tanto lisonjeada com isso.’ Não quero que as pessoas me copiem. Eu quero que você seja você mesma. Você já é forte o suficiente. Enfim, não quero que as pessoas ache que eu sou tudo isso.”

    Estamos em um estúdio, sob temperaturas baixíssimas, em uma região industrial localizado nos subúrbios de Gotemburgo. Floor mora a meia hora dali, com seu marido, Hannes, baterista do Sabaton, e a filha dos dois, a bebê de dez meses Freja. É a primeira semana de janeiro. Em alguns dias, Floor vai se reunir com seus colegas de banda do Nightwish para conversar sobre as turnês europeia e norte-americana para promover o novo disco de melhores hits da banda, o Decades. Será a primeira vez que eles se reúnem desde 2016, quando iniciaram sua pausa de um ano. Para a cantora, a pausa e sua gravidez se encaixaram perfeitamente, ainda que de maneira não muito óbvia. “Acho que muitas pessoas imaginaram que eu faria aquela pausa por causa da minha gravidez.”, diz ela. “Mas a gravidez ocorreu por causa da decisão de tirarmos um ano para descansarmos.” Quando sugeriram a pausa, ela não gostou muito da ideia a princípio. Ela havia entrado na banda fazia poucos anos e ainda estava com toda a energia possível para fazer shows.

    Não foi um momento em que eu pensei: ‘Beleza, vamos fazer uma pausa’. Eu pensei: ‘Ah, merda…’”

    Mas a ideia começou a se desenvolver para ela. Ela e Hannes haviam conversado sobre terem filhos, e esta seria a oportunidade perfeita para tentar. “Estou em uma banda com seis pessoas”, ela diz. “Se uma pessoa decide fazer algo, esta decisão vai afetar a todos. Foi aí que eu pensei: ‘Hm, esse um ano pode ser uma bom período.’ Mas até isso foi difícil! Hahaha! Não se consegue planejar muita coisa quando o assunto é gravidez.”

    No palco e no estúdio, Floor é uma figura imponente. Sua voz, poderosa e estridente, mas carregada de emoção e delicadeza, é quase que uma força da natureza de tão potente. Hoje, sentada em uma cadeira baixa, de pernas cruzadas, ela se mostra aberta e bem amigável, mesmo com o ar de frieza que a cerca. Ela admite não ter paciência, tampouco tolerância com pessoas idiotas. “Todo mundo conhece um bocado de idiotas em seus ambientes de trabalho, não apenas no meio musical”, afirma ela. “Mas eu sou impaciente. Isso faz qualquer um soar meio idiota em qualquer situação. Sei que não é justo.”

    Independente do que digam, Floor Jansen não é esnobe. Esta palavra foi usada por muitas pessoas para descrevê-la durante anos e tornou-se um tipo de ofensa que funcionou como uma arma usada por pessoas aparentemente incapazes de entender que uma mulher em uma posição de poder como a dela tem o direito de se recusar a ouvir besteiras de qualquer um. Em 2014, ela se sentiu na obrigação de divulgar uma carta aberta na internet em resposta às críticas relacionadas a como ela lidava com seus fãs. O conteúdo da carta resume-se em uma frase que vai direto ao ponto: “Não sou uma vadia arrogante” (um sentimento que um colega de profissão homem nunca precisaria externar para se defender). “Só o fato de ter de escrever sobre isso já me irrita”, diz ela, claramente incomodada. “Pois eu me senti mal interpretada, mas defendo o que disse. As pessoas acham que, quando vêm falar comigo, gritando no meu ouvindo, eu tenho de atender aos desejos delas. Eu vou me virar, sorrir e tirar uma foto com elas, mas não sou obrigada a nada. As pessoas não têm o direito de dizer se deu devo fazer alguma porra ou não só porque eu canto em uma banda.”

    Pouco presente em alguma rede social atualmente, Floor não usa o Twitter há meses (talvez anos) e não esconde o desconforto que sente com artistas que “postam 12 fotos de si mesmos no Instagram todos os dias.” Ela se tornou o alvo de uma fúria implacável por parte de certos grupos de headbangers após dizer que o Slayer era “uma banda terrível” em uma entrevista dada à Metal Hammer.

    A questão das mídias sociais é ridícula”, diz ela, mostrando não ter mais paciência com o assunto. “Todos dizem o que querem o tempo todo. Em teoria, não tem nada de errado com isso, mas as pessoas o fazem de maneira nem um pouco civilizada. Imagine só entrar em um bar e todos lá conversam como as pessoas conversam na internet. Haveria brigas e gente perdendo os dentes o tempo todo. As redes sociais são…”. Ela parece estar tão cansada do assunto, que mal termina a frase. No entanto, ela respira fundo e solta o ar de maneira brusca, demonstrando o que acha de toda a situação.

    Ela nem sempre foi tão forte assim. Quando era adolescente e ainda explorando o canto, ela sentia uma mistura de confiança e insegurança. Na parte corporal, sua altura serviu-lhe como vantagem ao cantar, pois tinha presença de palco, além de uma voz potente.


    Floor: nem de longe uma “vadia arrogante”.

    Mas também significa lutar pelos direitos de suas colegas de profissão.


    Eu era alta e tive de ouvir piadinhas por causa disso durante muito tempo”, revela Floor. “Sofri muito bullying durante bastante tempo. Foi péssimo. Me senti muito sozinha nesse período. Eu só tinha um ou dois amigos.” A música trouxe conforto. Ela pediu para participar do musical de Joseph And The Amazing Technicolor Dreamcoat, produzido em sua escola. “Foi lá que me tornei próxima às pessoas que, aparentemente, não se importavam com o que incomodava tanto o resto da escola, como a minha altura ou o meu sotaque, que tinha por ser de uma região diferente da região deles.”

    Em 1999, Floor se formou na escola e matriculou-se na Rock Academy, um instituto de música novo na cidade de Tilburg, que tinha o objetivo de ajudar a desenvolver os talentos musicais das pessoas da região (alguns alunos da primeira turma incluíam membros da banda Krezip e o rapper Cilvaringz, que, de alguma maneira, trabalhou com o Wu-Tang Clan). “Todo mundo se matriculou, mas havia apenas 40 ou 50 vagas e, por isso, a concorrência era grande”, conta Floor. “Mas eu consegui entrar. O lado ruim era que não havia muita estrutura, então acabamos servindo como cobaias de teste. Eu não aprendi muita coisa lá.”

    Ela já tinha outros planos em mente. Na época, ela já era membro do After Forever, que fez parte da primeira onda de bandas de metal sinfônico a surgirem nos anos 90. Ela entrou para a banda alguns anos antes, quando tinha 16 anos. Um ambiente dominado por homens, no das bandas de metal nos anos 90, talvez fosse um tanto intimidante para uma adolescente sem experiência nenhuma na indústria fonográfica. Mas Floor diz o contrário. “Achei que foi algo tranquilo”, afirma ela, dando de ombros. “Sempre me considerei parte do clube do bolinha, mas sem ser masculinizada. Ser alta e não me ofender com facilidade foram coisas que ajudaram a me adaptar sem ter de aceitar certas coisas tão facilmente. Não cheguei a me identificar com o movimento da hashtag #metoo, principalmente porque eu tinha 1,83 de altura e falava o que pensava o tempo todo.”


    O After Forever teve uma boa careira. Eles conseguiram desenvolver uma fanbase na Europa, mesmo sem serem tão grandes como o Nightwish. Mas, no final da carreira, em 2009, a ficha caiu para Floor.


    SOFRI MUITO BULLYING DURANTE BASTANTE TEMPO” Sofrendo preconceito na escola, Floor encontrou um refúgio no canto e na música.

    Para Floor, a sensação que veio com o fim do After Forever foi a de “uma punhalada nas costas.”

    Floor forma o ReVamp e faz um a pausa em seu projeto com Jorn Viggo.


    2010 – O ReVamp lança seu disco de estreia pela nuclear Blast.

    2011 – Floor sofre com exaustão causada pela síndrome de Burnout, forçando o ReVamp a cancelar diversos shows.

    2012 – Floor recebe o convite para substituir Anette Olzon no Nightwish e faz seu primeiro show com a banda no Showbox, em Seattle, no dia 1 de Outubro.

    2013 – Floor é oficialmente anunciada como a nova vocalista do Nightwish e realiza duetos com Tarja Turunen no Belgium Festival.

    2015 – O Nightwish lança o disco Endless Forms Most Beautiful, o primeiro disco da banda com Floor nos vocais.

    2016 – O ReVamp anuncia seu fim. O Nightwish inicia sua pausa de um ano.

    2017 – Floor dá à luz sua primeira filha, Freja, e, meses depois, lança um single com Tarja em prol de uma campanha de caridade para ajudar a ilha de Barbuda, arrasada por um furacão na época.

    2018 – O Nightwish se reúne para o lançamento da compilação dos melhores hits da banda, o disco Decades, e sua turnê.


    Não tínhamos mais química”, diz Floor. “Fizemos uma pausa para ver se conseguiríamos definir algumas coisas e mudar outras, mas, infelizmente, eu era a única da banda que tinha essa mentalidade. Para mim, foi como uma punhalada nas costas.” Os problemas enfrentados por Floor pioraram ainda mais com a crise financeira que surgiu. Ela conseguiu equilibrar as contas dando aulas em masterclasses e fazendo participações em alguns de tributo à banda. Mas, do nada, o trabalho extra deixou de surgir. Eu estava perto dos 30 anos e sabia o esforço que seria necessário para montar uma banda do nada”, revela ela. “Eu pensei: ‘ É isso que eu quero fazer novamente? Mudar todo na minha carreira e cantar um tipo diferente de música?’ Foi um período difícil.” Ela se preparou e se dedicou a uma nova banda, o ReVamp, lançando seu álbum autointitulado em 2010. “Eu queria produzir algo mais pesado do que antes, algo sem um objetivo definido”, diz ela. “E, aí, eu sofri uma crise de burnout.

    “Burnout” é o termo utilizado pelos holandeses para descrever uma condição física e mental que consistem na combinação de stress, sobrecarga de trabalho, exaustão e outros sintomas semelhantes. É um quadro clínico entre a exaustão nervosa e a depressão clínica, e é um problema grave na Holanda. De acordo com dados coletados em 2016, uma em 17 pessoas sofrem de burnout.

    Seus níveis de stress ficam altos, mudando todo o equilíbrio hormonal do seu corpo”, conta Floor. “O seu corpo produz adrenalina o dia inteiro, fazendo você ter altos e baixos normais. No caso do burnout, não há mais os momentos ‘baixos’. Seu corpo só produz os pontos ‘altos’ e você não relaxa como precisa. E ninguém consegue manter esse nível de atividade, o que leva a pessoa a ficar constantemente exausta. Isso causa uma série de coisas na sua vida.”

    Para Floor, os sintomas foram debilitantes. Ela sofreu com infecções na garganta constantemente, mesmo nunca tendo sofrido com isto antes. Ela perdeu a capacidade de fôlego e tinha dificuldade de respirar quando subia escadas. “Eu ficava tão cansada, que perdi a vontade de viver”, conta ela. “Fiz exames e a minha frequência cardíaca, meus pulmões, tudo parecia estar bem. Mas era evidente que tinha alguma coisa errada. Eu tinha uma aparência péssima e me sentia péssima.”

    Segundo ela, esta foi a única vez  em sua vida que quase desistiu da carreira musical. “Eu odiava tudo”, revela Floor. “Eu detestava estar ali. Não queria ouvir nada e não queria cantar nada. Eu tinha um colapso toda vez que tentava, mas eu era cabeça dura demais para desistir.” Ao invés disso, ela diminuiu a carga de trabalho com o ReVamp e passou a dar alguma aulas. A banda havia começado a trabalhar em um segundo disco pouco antes da crise, mas Floor usou o período de trabalho como forma de se recuperar. Aos poucos, ela começou a se sentir melhor outra vez e estava recuperando a confiança em si mesma. Naquela altura, ela se preparava dar o próximo passo com o ReVamp.  Foi neste momento que Floor recebeu uma ligação que mudaria sua vida. A primeira vez em que Floor subiu ao palco com o Nightwish foi no Showbox, em Seattle, no dia 1 de outubro de 2012. A nova vocalista da banda, Anette Olzon, havia saído repentinamente dois dias antes, no meio da turnê. Ao contrário da situação de gravidez de Floor, Anette afirmou, mais tarde, que foi demitida por ter revelado à banda que estava grávida, mas a banda negou esta declaração.

    Floor recebeu a ligação que mudaria tudo durante o casamento de sua irmã. Ela conhecia Tuomas e os membros do Nightwish após uma turnê do After Forever com o Nightwish quase dez anos antes. Ela, inclusive, estava familiarizada com as músicas da banda, mas não a ponto de não precisar treinar na viagem rumo ao show. “Quando me pediram para ir até lá, eu disse ‘Claro que vou”, revela Floor. “Fiquei me gabando? Não. Bom, só um pouco. É preciso largar um pouco da modéstia para dizer: ‘Sim, eu quero ser parte de uma das maiores bandas de metal sinfônico e não, não decorei todo o setlist ainda.’”

    Ela chegou e encontrou todos da banda em “modo sobrevivência”. A prioridade era simplesmente terminar a turnê e não havia dúvidas de que este seria o teste para o cargo de nova vocalista. “Sem dúvida alguma”, conta ela. “Naquela altura, a questão era: ‘Como vou dar conta do recado?’ Eu não pensei: ‘Agora, sou a nova vocalista do Nightwish.’ Não pensei isso. Gostei do convite que eles fizeram quando poderiam ter chamado tantas outras pessoas. Mas não era um bom momento. Eles não estavam se sentindo muito contentes com toda a situação.”

    O convite para se juntar ao Nightwish em tempo integral veio 10 meses depois. A conversa ocorreu em um hotel bar após uma participação em um festival na cidade finlandesa de Tampere. “Eu disse ‘Sim’, depois ri, chorei… Mas não pude contar nada a ninguém”, conta Floor. “Não foi sequer uma conversa com toda a banda. Eu tive que fingir que conversamos só sobre o setlist dos próximos shows ou coisa assim.”


    OUR DECADES IN THE SUN

    1981 – Nascida na cidade de Goirle, na Holanda, no dia 21 de fevereiro.

    1995 – Cantou no musical Joseph And The Amazing Technicolor Dreamcoat, de Andew Lloyd Webber.

    1997 – Junta-se à banda holandesa de metal sinfônico After Forever aos 16 anos.

    1999 – Matricula-se no novo instituto de música holandês, o Rock Academy, ao lado de membros da banda Krezip e o futuro parceiro de composições do Wu-Tang Clan, Cilvaringz.

    2000 – Canta junto de Sharon den Adel, do Within Temptation, no álbum de estreia do After Forever, o Prison of Desire. Ela também participa do disco Universal Migrator Part 1: The Dream Sequencer, da banda de metal progressivo Ayreon.

    2002 – Estuda teatro musical e canto operático no Conservatório de Tilburg, na Holanda. O After Forever participa da turnê do Nightwish pela Europa como banda de abertura.

    2008 – O After Forever tira um ano sabático. Floor participa de um projeto paralelo de classic rock com Jorn Viggo Lofstad, guitarrista do Pagan’s Mind.

    2009 – Membros do After Forever se separam por diferenças pessoais.


    EU FICAVA TÃO CANSADA, QUE PERDI A VONTADE DE VIVER” Floor sofreu uma crise de burnout durante o período em que esteve no ReVamp.


    Floor não tem tempo para besteiras.


    Quem aí quer assar um marshmallow?


    Ela desmente os boatos de que entrar para o Nightwish teria sido sua última tentativa de alcançar maior sucesso comercial. “O ReVamp ainda existia naquela época”, relembra ela. “E eu sou muito determinada para me render ao pensamento de ‘Dane-se isto’. Ainda não era o fim daquele projeto.” Ela lembra ter recebido um e-mail de Anette Olzon, quando o anúncio de sua entrada no Nightwish foi divulgada. “Ela me enviou um e-mail desejando boa sorte. Foi bonito da parte dela.”

    A relação de Floor com Anette e, especialmente, com a vocalista original, Tarja, é diferente de como os membros da banda as veem. Em novembro de 2013, no festival Metal Femal Voices, na Bélgica, ela e Tarja fizeram um dueto ao cantarem um clássico de Gary Moore dos anos 80, Over the Hills and Far Away (que conta com uma versão feita pelo Nightwish em 2001). No final de 2017, as duas se juntaram novamente para cantar uma versão em espanhol da música natalina Feliz Navidad. Ela afirma que as duas sempre se deram bem, mesmo quando Tarja foi expulsa da banda em 2005. Será que elas evitam tocar em certos assuntos quando se encontram? “Não”, diz ela após uma pausa. E será que elas falam sobre experiências pessoais com o Nightwish? “Na verdade, falamos, sim. Mas o que não quero é que as questões deles interfiram na nossa amizade. O que aconteceu com ela e os membros da banda fica entre eles, não comigo. Eu deixo esse assunto com eles.”


    EU ERA TEIMOSA DEMAIS PARA DESISTIR DA MINHA CARREIRA MUSICAL.”
    Mesmo nos momentos mais difíceis, Floor estava determinada a seguir adiante com sua carreira.


    O novo disco de melhores hits, Decades, marca, oficialmente, o fim da pausa de um ano. A compilação com dois CDs organiza as músicas da banda em ordem cronológica e cobre três épocas diferentes da banda (ou quatro se levarmos em consideração a grande mudança entre os terceiro e quatro discos, que contaram com os vocais de Tarja, o Wishmaster e o Century Child). Para Floor, é uma comemoração de sua estadia na banda, mas, também, de sua importância em uma história ainda maior. Ela diz que houve conversas sobre regravarem algumas músicas mais antigas, mas que a ideia foi rapidamente descartada. “Seria necessário tirar algum tempo para mudar as melodias. Isso seria como…”, ela faz uma pausa, como se para buscar uma analogia. “…Reescrever a história da Inglaterra, substituindo a Rainha Elizabeth e pondo sua irmã, Margaret, em seu lugar. São músicas que já foram lançadas. E seria algo um pouco desrespeitoso da minha parte. São músicas que fazem parte da história do Nightwish, quase que como parte de um legado.”

    Há planos para um novo disco, segundo ela, ainda que a maioria desses planos esteja na cabeça de Tuomas por enquanto. “Ele tem um talento natural para isso. Ele vai compor tudo e sei que, pelas conversas que tivemos por e-mail e por telefone, que ele está juntando algumas idéias. Mas ainda não temos nada gravado. Começar uma turnê como a do Decades (que incluem shows no festival Bloodstock, em agosto, por exemplo) é o nosso foco do momento. 2019 será um ano bom para o álbum novo, mas vamos lidar com outras coisas primeiro.”

    As tentativas do metal sinfônico de conquistar a igualdade de gêneros não têm tanta força no processo de composição do Nightwish, que costuma ficar nas mãos de Tuomas. Floor diz que isto se deve ao fato de que a banda reflete a visão musical de uma única pessoa ao invés de puro machismo. “Se eu pudesse acrescentar algo ao que criamos, tenho certeza de que Tuomas estaria disposto a ouvir”, afirma ela. “Mas, pela maneira com que ele compõe, isto não é muito necessário. Ele é muito bom no que faz. E o som que ele cria é o som que define o Nightwish.”

    Ela parece bem confortável com a ideia de como a banda funciona. Se não estivesse, a banda certamente seria a primeira a saber. Não se chega longe como Floor chegou cercando-se de idiotas e gente sem talento. Floor Jansen pode não querer assumir o manto de modelo para mulheres que busquem a carreira musical, mas algumas ações falam mais do que palavras.


    DECADES (BEST OF 1996-2016) SERÁ LANÇADO NO DIA 9 DE MARÇO DE 2018 PELA NUCLEAR BLAST. O NIGHTWISH SERÁ ATRAÇÃO PRINCIPAL DO FESTIVAL BLOODSTOCK, NO DOMINGO, DIA 12 DE AGOSTO DE 2018.


    NOVOS CAMINHOS

    Floor explica o que os fãs podem esperar de seu novo projeto paralelo de classic rock, o Northwards.

    Enquanto Floor Jansen mostra seus planos de se dedicar ao Nightwish  no início de 2018, ela revela que esta não é a única coisa que fará entre um show e outro. A cantora pretende lançar um disco com seu novo projeto paralelo, o Northwards, em algum momento deste ano.

    Com a participação de Jord Viggo Lofstad, guitarrista da banda norueguesa de metal progressivo Pagan’s Mind, as origens do Northwards estão no ano de 2008, quando Floor ainda era vocalista do After Forever. “A banda tirou um ano sabático, e nós compusemos várias músicas juntos”, revela Floor. “Começamos a gravar, mas acabei adianto tudo, pois o After Forever havia acabado e eu criei o ReVamp.”

    Quando o Nightwish fez sua pausa de um ano, em 2017, Floor decidiu dar continuidade à ideia ao lado de Jorn Viggo. “Nós pensamos: ‘Por que não terminamos aquele disco?’ Decidimos ouvir as músicas antigas e caramba, como ficamos felizes com o que produzimos.”

    Floor diz que o disco, que deve ser lançado no final o ano, após o Decades, do Nightwish, será algo diferente do metal sinfônico de sua banda principal. Ao invés disso, ele seguirá por um caminho musical mais próximo ao classic rock.

    Há uma música com um clima mais parecido com o Deep Purple, e outra que tem uma pega mais próxima do que Robert Plant cantaria, além de outra que tem uma sonoridade mais próxima do material do Halestorm”, revela Floor. “Não é um disco solo, mas algo com uma mentalidade de ‘É isto o que eu consigo cantar.’ É minha chance de experimentar algo novo.”


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