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  • CrypticRock: Floor Jansen

    CrypticRock: Floor Jansen

    Original HERE | Tradução: Head up High, my dear!

    nightwish hammersteinballroom 040915 14 - Interview - Floor Jansen Talks Northward, Nightwish, + More

    Aqui vai uma boa dica pra sua saúde mental: nunca diga nunca. Ninguém sabe o que amanhã trará, e até os planos mais bem traçados podem nunca dar certo. A prova da incerteza da vida, a versátil vocalista Floor Jansen estava com a sua banda Revamp, quando do nada, Nightwish a chamou para cantar em alguns shows em 2012. Participando da banda no que ela achou ser temporário, seis anos depois, Floor Jansen se encontra como a vocalista principal do Nightwish, gravou o “Endless Forms Most Beautiful” em 2015, e rodou o mundo em turnê. E Jansen continua vendo mais mudanças vindo em seu caminho, todas brilhando de positividade.

    Além de tudo, Jansen ainda tem outras ambições, e uma delas apareceu 10 anos atrás quando ela conheceu o virtuoso guitarrista Jorn Viggo Lofstad. Querendo testar sua voz em algo além do metal. Jansen e Lofstad  uniram forças para criar um projeto de Hard Rock. Infelizmente esse projeto foi guardado… até agora.

    10 anos depois, os dois se juntaram para realizar a sua fantasia de Rock-Star na forma de Northward, o auto-titulado que sairá no dia 19 de outubro. A única pergunta que temos é, você está preparado? Entusiasmada sobre tudo isso, Jansen sentou para conversar conosco sobre sua vida maluca dos últimos anos, aprendendo pela experiência, se aventurando no Rock ‘n’ roll, além de muito mais.


    CrypticRock.com: A ultima vez que nos falamos foi em 2013, promovendo o ultimo album do ReVamp, ainda nem tinha sido anunciado que você seria a vocalista oficial do Nightwish. É tolo dizer que muita coisa mudou desde então. Nos diga, como tem sido seus ultimos 5 anos?

    Floor Jansen: Os últimos anos pareceram uma vida inteira, para ser honesta, ocupados e bons, inesperados. Eu me juntar ao Nightwish foi algo completamente inesperado. Naquele momento da minha vida, eu não queria desistir do ReVamp. Eu não me imaginava me mudando da Holanda. Eu de fato não sabia se eu seria a vocalista do Nightwish. Depois disso, quando eu tive certeza, caiu a ficha de que tudo que eu conhecia seria mudado. Eu pensei, “eu não me vejo continuando em outra banda”, uma banda precisa de 100% da sua dedicação para funcionar para todos os membros. Eu já tinha feito os rapazes esperarem por mim duas vezes, e eu senti que não era justo, todos nós precisamos seguir nossos caminhos. 

    Eu me mudei pra Finlândia, e só depois de eu terminado de organizar tudo que eu conheci meu ainda-não-marido sueco. Eu morei na Finlândia durante um ano com ele, então eu me mudei pra Suécia, onde moro hoje. Isso mudou também (risos). Então eu tinha um projeto que eu tinha começado 10 anos atrás, Northward, que eu nunca terminei. Que, na última vez que nos falamos, não era um assunto porque eu não sabia se eu teria algum tempo para finalizá-lo. Então começamos a falar sobre uma pausa no Nightwish, o que foi bom para os rapazes que estão na banda desde o início – seria ótimo um ano inteiro de folga. E não é porque é algo que não gostamos de fazer, mas porque daria para nós uma nova energia. E deu. Então aqui estamos nós, 2017 foi o momento em que eu pude me dedicar para terminar esse projeto, e aconteceu.

    CrypticRock.com: Wow, muitas coisas aconteceram com você nesses últimos 5 anos – pessoalmente e profissionalmente.

    Floor Jansen: Sim, tudo isso! Eu imigrei duas vezes, me casei, me tornei uma mãe.

    CrypticRock.com: Muitas conquistas grandes, e parabéns pela maternidade! Você mencionou Northward, que foi colocado no banho-maria por 10 anos. Um pouquinho diferente do que você já fez no passado, é pesado mas é mais Hard Rock. Nos conte um pouquinho da inspiração por trás desse projeto.

    Floor Jansen: De fato houve uma intenção de soar diferente e de ser um álbum de rock, e não um álbum de metal. Essa era a minha idéia: era algo que eu desejava fazer desde 2007, sabendo que 2008 seria o ano de folga da minha banda na época, o After Forever. Eu havia feito álbuns de metal por 10 – 11 anos na época, e pensei que seria legal fazer algo diferente e entrar em outro gênero, que foi o Rock.

    Isso tomou forma na minha cabeçaa quando eu conheci Jorn Viggo, que é um guitarrista muito diverso e tem experiência em Rock e também Metal. Nós sentamos juntos para ver se tínhamos inspiração para compor, o que tivemos. Nós decidimos que deveria ser um álbum de rock apenas com guitarras, baixo, vocais e baterias – sem orquestras sinfônicas, corais ou teclados.

    Nós compomos o álbum naquela época, nós até gravamos algumas baterias para o álbum. Nunca foi planejado o álbum entrar em modo de espera, imagine por 10 anos. O After Forever era outro projeto que eu não queria que fosse meu próximo novo trabalho que eu teria que deixar em modo de espera. Quando a folga do Nightwish veio, eu contatei Jorn em 2016 para ver se ele ainda estaria disposto e ver se nós ainda nos sentíamos bem com a música, e se ela encaixaria em quem somos nesse período e idade. E quando deu tudo deu certo, partimos para a ação!

    CrypticRock.com: É muito impressionante saber de tudo isso. Muito mudou em uma década, e agora o álbum será lançado em outubro. É um álbum muito bom, certamente mais Hard Rock. É interessante que desde que você inicialmente mentalizou esse projeto, muitas bandas de hard rock com vocais femininos ganharam muita atenção merecida, por exemplo, o sucesso do Halestorm. A banda se tornou muito popular e é ótimo ver isso.

    Floor Jansen: Sim, é ótimo! Há 10 anos atrás não era assim. Claro, nos anos 80 era. Não foi inspirado em muitas outras bandas, mas Skunk Anansie foi uma delas. Eles foram uma das minhas fontes de inspiracção, era uma das únicas bandas com vocais femininos na época. Para mim, também Foo Fighter, Alter Bridge e algumas outras bandas de Classic Rock tambem foram inspiração. Eu não era tão familiarizada com as bandas de Classic Rock, mas foi ai onde o Jorn entrou, ele me tocou varias coisas – Deep Purple, Led Zeppelin, mais um monte de banda com músicas legais, riffs, vocais, etc. Nós realmente ouvimos uma tonelada de músicas. Eventualmente se tornou um fenômeno, o que é ótimo para nós, eu acho. (Risos).

    CrypticRock.com: E o álbum é diverso. Tem seus momentos pesados, seus momentos melódicos, e tem momentos fragéis também. É assim que um bom álbum de Hard Rock deve ser.

    Floor Jansen: Obrigado por dizer isso. Nós queríamos fazer um álbum diversificado. Por nos permitir ser inspirado por tantas bandas diferentes, saiu naturalmente. Fazer um álbum é sempre um quebra-cabeçaas: você começa vendo várias peças diferentes e todas elas precisam se juntar para criar apenas uma imagem. Leva tempo antes que você consiga ver todas as peças formarem só uma figura, o que foi o que aconteceu nesse álbum. Foi interessante pegar as peças, porque tínhamos a figura quase completa. Isso é algo que você só consegue ver  na última fase de quando você começaa a gravar, e quando as canções estão do jeito que você pensou.

    Nós gastamos muito tempo fazendo demos muito boas, mas ainda assim, a gravação pra valer é sempre diferente. Dado o fato de que houve 10 anos entre a composição e a gravação, isso fez com que aparecessem desafios ainda maiores do que se tivéssemos gravado em 2008, algo que melhorou a diversidade do álbum, eu acho. Além disso, eu estou feliz que eu tive o tempo de me desenvolver mais como uma vocalista de Rock. Na época, era uma idéia, um conceito, um desejo que eu tinha de aprender mais sobre esse estilo.

    Eu era fascinada pelo estilo, mas eu não poderia usar muito no After Forever. Eu comecei a usar uma vibe mais Rock em algumas canções mas ainda não era a mesma coisa, eu queria explorar mais. Que eu fiz na minha banda ReVamp, e até no Nightwish, a música pede esse canto de vez as vezes. Mas ainda assim é muito diferente, e o canto saiu com todo seu potencial com o Northward. Estou feliz! Eu acho que fiz um trabalho melhor agora que eu poderia ter feito se eu tivesse gravado 10 anos atrás.

    CrypticRock.com: Saiu maravilhoso e é empolgante ver você tentar um estilo do Rock. Você fez muitas coisas no metal no decorrer dos anos. Certamente há um approach diferente na hora de cantar Rock ao invés de metal sinfônico. Como foi pra você tentar um estilo mais Rock?

    Floor Jansen: Absolutamente, é completamente diferente. Dentro do Nightwish, tem muita diversidade. Eu canto muitas músicas de um jeito mais roqueiro que as moças que cantavam antes de mim. Isso se destaca mais, e ao vivo demanda um pouquinho mais de mim. E agora, essa turnê que estamos fazendo com o Nightwish, onde estamos tocando canções mais antigas, nós poderíamos ter ido pelo lado sinfônico. Mas eu também não sou só sinfônico. Você naturalmente começa a escutar a música de forma diferente, e algumas vezes isso tem que acontecer. Em outros momentos você pode usar a mesma música com um approach mais agressivo, o que deixa a canção mais agressiva, o que é legal ao vivo, e algumas músicas imploram por isso. Ainda é diferente fazer isso no Metal que no Rock.

    [approach é como se fosse um método de encarar algo]

    CrypticRock.com: É um estilo muito único. Vendo você mesma ocupada com a turnê do Nightwish, você se vê performando alguns shows com o Northward no futuro?

    Floor Jansen:  Sim e não. Antes era um não absoluto, porque eu não tinha tempo. Tem sido muito pedido. Através das redes sociais nós lançamos duas canções e elas foram extremamente bem recebidas, bem mais do que eu poderia ter sonhado, por elas serem diferente do que os fans conhecem de mim e do Jorn. Eu nunca digo nunca, mas ainda levando em conta que o projeto é de duas pessoas, nós precisaríamos de uma banda. Nós precisariamos de uma turnê, uma equipe, e etc. Isso leva a uma lista enorme de coisas que precisam serem feitas, que demandam tempo, algo que nao tenho. (Risos)

    CrypticRock.com: Dá pra entender. Muitas coisas estarão no seu prato com o Nightwish, e o mais importante, sua família.

    Floor Jansen: Com certeza, por esses motivos isso não poderia acontecer. Com certeza não esse ano, e não ano que vem, quando o Nightwish gravar um novo álbum, e nem no ano seguinte quando estaremos em turne mundial com o novo álbum. E ninguém sabe o que pode vir depois. O projeto demorou 10 anos para ser feito! (Risos)

    CrypticRock.com: Nunca diga nunca, como você disse. Você mencionou o Nightwish e carga de trabalho. Você gravou em 2015 o álbum “Endless Forms Most Beautiful” e saiu em turnê mundial com a banda. Como tem sido a sua relação com a banda?

    Floor Jansen:  Sempre foi ótima! Foi ótima desde o primeiro show e as primeiras semanas surreais nos EUA quando a banda tinha acabado de cortar relações com a Anette. Eu tinha acabado de entrar em shows depois de ficar na sala da minha casa por um ano e meio, por conta de que eu estava doente. Eu estava me recuperando de uma doença e voltando a ter vida. Eles estavam num estado de sobrevivência, não sabendo se a banda sobreviveria a isso ou não. Nós nos divertimos muito! Aquilo foi a base das turnês que viriam muitos anos depois. Então nós começamos a fazer um álbum juntos. Nós ensaiamos muito, fiquei semanas e mais semanas na Finlândia, aquilo foi ótimo.

    Nós já tivemos muitas experiências juntos. Sempre me sinto em casa quando estou em turnê com os rapazes, fazendo um álbum ou ensaiando. É algo que eu fico ansiosa para fazer. E eu tenho muito orgulho de que eu – de todas as mulheres do mundo – me tornei a nova vocalista, que eles me quiseram, que eu recebi aquele convite. Isso é algo que eu nunca vou esquecer!

    nightwish hammersteinballroom 040915 07 - Interview - Floor Jansen Talks Northward, Nightwish, + More

    CrypticRock.com: É ótima história, e bem merecida! Voce mencionou que voce não estava pronta para abandonar o ReVamp. Você eventualmente tomou a difícil decisão de acabar com a banda em 2016. Foi uma decisão dificil?

    Floor Jansen: Sim, eu não queria ter que tomá-la. Eu também não queria continuar do jeito que estava. Como eu disse, eu sentia como se todos sempre estivessem esperando por mim, primeiramente e acima de tudo meus colegas de banda, mas também os fãs. Eu sabia que os próximos anos seriam difíceis para fazer um álbum. Até esse projeto, Northward, não poderia ter sido feito se eu também tivesse que compor a música. Só foi possível fazer o que nós fizemos agora, e ainda assim, foi muito bem calculado em relação ao tempo. Eu estou feliz com a decisão que eu tomei nesse sentido. Se eu lutei por algo, foi pelo ReVamp. 

    CrypticRock.com: Sim, tomar esse tipo de decisão faz parte da vida e ainda assim é tão dificil.

    Floor Jansen: É inevitável. Você tem que ser honesto consigo mesmo e com os outros. Você nao pode ter tudo, é uma ilusão.

    CrypticRock.com: Essa é a verdade. Você faz o que faz há 20 anos, desde que você era uma adolescente. Você obviamente aprendeu muito, e pode ser difícil de apontar tão especificamente, mas quais experiências você diria que foram uma das mais importantes que você aprendeu?

    Floor Jansen: Eu diria duas coisas. Primeiro, seja paciente, e isso também é porque eu nao tenho uma natureza muito paciente. (Risos). Segundo, que talvez compartilhe o mesmo lugar com o primeiro, você nao pode planejar nada. Você pode fazer planos até certo ponto: você pode dizer “Eu gostaria de estar aqui e ali em 5 anos. Eu posso fazer um plano de 10 anos: eu posso planejar até mais longe”, mas quanto mais distante os planos são do dia de hoje, mais difíceis são de saber se são realizáveis. Quanto mais você acha que sabe, mais dura será a queda quando você perceber que não são planos reais.

    Quando a minha banda After Forever acabou, apesar de eu dizer que não deveríamos ter acabado, que nós deveríamos ter continuado, eu era apenas uma das seis pessoas que dizia isso. 12 anos jogados fora, eu não esperava por isso. Olhando para isso agora, eu deveria estar cega, mas eu estava tão convencida que nós conseguiriamos! Eu estava tão convencida de que eu poderia convencer o resto, que eu tinha um bom plano e que todos estavam recebendo novas energias de estarem um ano de folga. Mas não aconteceu. Essa foi a primeira vez que caiu a ficha de que você simplesmente não conhece o amanhã, e que você deve manter sua mente aberta. Você nao pode entrar tão fundo na sua zona de conforto, quando algo inesperado acontece você nunca teria que pensar – “o que poderia ter acontecido de diferente?”

    Isso parece algo meio fatídico, mas eu penso agora, o que aconteceria se o Nightwish acabasse amanha? Eu não acho que isso vá acontecer, eu não espero que acontece, mas diabos, um dos rapazes pode se envolver em um acidente e esse seria o fim. Pode acontecer, eu seria tola se não pensasse nisso de vez em quando. Isso é algo que eu tento aprender de experiências passadas: Eu quero estar aberta a tudo.

    Eu queria fazer o que eu queria quando eu queria, o que soa como uma adolescente mimada. Quando você se mantém de cabeca aberta, e passa dos 30 anos, você consegue realizar. Eu acho que muitas pessoas da minha idade pensam “Eu gostaria de fazer isso mas eu não posso porque…. Ai aparece hipoteca, emprego, os filhos, etc” Isso é o maior erro da vida! Se você está esperando para  as coisas acontecerem que talvez aconteça amanhã, ela nunca acontecerá. Você precisa trabalhar para acontecer agora! Ninguém mais vai fazer por você e 10 anos irão passar antes que você perceba. São essas coisas que eu tento levar em consideração diariamente, o que diabos eu vou fazer hoje? (Risos) Eu tenho muito tempo, mas eu também tenho muitas coisas pra fazer (Risos).

    CrypticRock.com: Isso faz total sentido, tudo isso é parte do processo de ganhar experiências de vida.

    Floor Jansen: Eu acho que eu sou um clichê ambulante nessa minha idade. Eu achei que seria diferente por eu ser musicista, mas não! (Risos)

    CrypticRock.com: Certo, e você tem grandes esperanças e sonhos quando você está no inicio dos 20 anos, mas quanto mais você envelhece mais cuidado você tem.

    Floor Jansen: Sim, mas eu acho que muitas pessoas se tornam tao precárias e tão seguras na sua zona de conforto que elas criam para si mesmas, que nenhuma ação é feita – até que forçada. Isso é o que eu quero dizer quando eu nunca dou a oportunidade de pensar duas vezes: você acha que você estará sempre ali e acha que as coisas estarão assim para sempre – não, não estarão. Isso poderia ser horrível também – veja o que há para explorar e ver no mundo. Nem todo mundo é tão aventureiro quanto eu, eu entendo isso. Diabos, depois de tudo que eu fiz nos últimos anos, um pouco mais do mesmo não seria tão ruim para mim. Mas não vamos ficar tão confortáveis, por que isso te previne de evoluir e fazer coisas novas.

    CrypticRock.com: Concordo 100%. E agora você esta fazendo isso com o Northward. Explorar o Rock ‘n’ Roll esteve em sua mente por um longo tempo, obviamente.

    Floor Jansen: Sim, definitivamente esteve. Há muitos cantores de Rock legais. Eu acho que quando se trata de cantar, eu tenho um estilo mais Rock que metal de canto.

    CrypticRock.com: Sim, e você disse que você nao tinha certeza como seus fãs de metal receberiam o Northward. Isso é uma apreensão sincera, porque é claro que há uma barreira entre as pessoas que escutam apenas rock ou metal.

    Floor Jansen: Absolutamente. Em geral, se tem uma coisa que os fãs de metal tem, o que é bom e ruim, eles meio que querem ver a mesma coisa todas as vezes. Talvez é a mesma coisa com o Rock. Eles querem ouvir o que é familiar e as vezes não estão aberto a coisas novas. Isso foi algo que eu estava temendo, mas eu estou muito feliz que eu estava errada. Eu vim do Metal, então eu espero que os fãs de Metal apreciem meu Rock. E eu também espero encontrar mais fãs de Rock que apreciem meu Metal.

    CrypticRock.com: Sim, e abre novas portas. A última vez que nós nos falamos, você mencionou que não gosta de filmes de terror. Vamos explorar essa pergunta. Você assisitu algum filme recentemente, que você tenha gostado?

    Floor Jansen: Teve um filme chamado Arrival (2016). Eu assisti não muito depois de eu ter dado a luz, mas de uma perspectiva de mãe, me tocou muito. Do ponto de vista de pais – você sabe o que eu quero dizer, se você assistiu. Minha maior decepção foi o que eu mais estava ansiosa para assistir, Dark Tower (2017).

    Eu amo fantasia, eu li a saga Torre Negra duas vezes agora. O filme teve ótimos atores, uma ótima história, mas eles conseguiram alterar tanto que não soma nada aos livros nem ao que vem depois.


    Próximas datas do Nightwish:
    11-02 GOTHENBURG (PARTILLE ARENA) SE
    11-03 COPENHAGEN (VALBY-HALLEN) DK
    11-05 BERLIN (MAX SCHMELING HALLE) DE
    11-06 HAMBURG (BARCLAYCARD ARENA) DE
    11-07 ANTWERP (LOTTO ARENA) BE
    11-09 OBERHAUSEN (KÖNIG PILSNER ARENA) DE
    11-10 PARIS (ACCORHOTELS ARENA) FR
    11-11 GENEVA (ARENA) CH
    11-13 BRATISLAVA (INCHEBA EXPO ARENA) SK
    11-14 MÜNCHEN (OLYMPIAHALLE) DE
    11-16 LEIPZIG (ARENA) DE
    11-17 KRAKOW (TAURON ARENA) PL
    11-19 PRAGUE (O2 ARENA) CZ
    11-20 BUDAPEST (ARENA) HU
    11-22 ZÜRICH (HALLENSTADION) CH
    11-23 NÜRNBERG (ARENA) DE
    11-24 STUTTGART (SCHLEYER HALLE) DE
    11-26 AMSTERDAM (ZIGGO DOME) NL
    11-27 SAARBRÜCKEN (SAARLANDHALLE) DE
    11-30 MADRID (WIZINK CENTER) ES
    12-01 BARCELONA (PALAU SANT JORDI) ES
    12-02 BILBAO (BIZKAIA ARENA) ES
    12-04 MILAN (MEDIONALUM FORUM) IT
    12-05 FRANKFURT (FESTHALLE) DE
    12-08 LONDON (THE SSE ARENA, WEMBLEY) GB
    12-10 BIRMINGHAM (ARENA) GB
    12-11 MANCHESTER (ARENA) GB
    12-14 TURKU (GATORADE CENTER) FI
    12-15 HELSINKI (HARTWALL ARENA) FI


    Floor Jansen:  FLOORJANSEN.COM | FACEBOOK | TWITTER | INSTAGRAM

    Northward: NORTHWARD.ROCKS| FACEBOOK | INSTAGRAM

    Nightwish: NIGHTWISH.COM |  FACEBOOK | TWITTER 

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  • Vídeo: Classic Rock Magazine – Floor Jansen

    Vídeo: Classic Rock Magazine – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear!

     

    Classic Rock Magazine: Quais bandas e músicos mais influenciaram o estilo musical de Northward?

    Floor Jansen: Na verdade, quando nós começamos a escrever para o Northward, eu não era familiarizada com o Rock, eu gostava de algumas bandas como Foo Fighters, Skunk Anansie, e Jorn Viggo, com quem eu escrevi as músicas, era bem mais familiarizado com todos os estilos, também com bandas mais velhas como Deep Purple, Led Zeppelin. Então quando a idéia estava lá para nós realmente escrevermos o álbum, nós sentamos e escutamos toneladas de músicas, e algumas bandas influenciaram mais, obviamente, como Skunk Anansie, “While Love Died” é bem Foo Fighters, Halestorm ainda não existia, mas por escutar eles com o passar dos anos antes de gravar o álbum, seu estilo poderoso, um pouquinho com Skin, claro, do Skunk Anansie também me influenciou, pessoalmente, e o estilo de Jorn Viggo de tocar também foi influenciado por muitas bandas mas a principal seria definitivamente essas que eu citei.

    Classic Rock Magazine: Além do estilo musical, tem outra parte sobre o processo de composição do Northward que voce sentiu que fez diferente?

    Floor Jansen: Bem, a música pede seu próprio jeito, tanto como o Nightwish, ou o ReVamp por exemplo, ou After Forever, as músicas exigiam seu estilo, seu jeito, e quanto mais familiar eu fiquei com escrever canções, e cantá-las, o mais eu sinto o que a música realmente precisa, e sobre isso, eu fico muito feliz que houve 10 anos entre o processo de composição e o de gravação, porque a composição era bem experimental para mim, aprendendo sobre o Rock, experimentando com muitos vocais, e adquirindo um sentimento para as coisas, mas tudo foi muito novo na época, enquanto nos últimos anos essas coisas se tornaram mais familiares e foram mais integradas no meu estilo, então saiu naturalmente. E sim, algumas músicas precisavam desse estilo roqueiro, ríspido, enquanto outras precisavam de um estilo mais pop, mais acessível. E sim, o estilo do álbum é bem diverso, então exigiu jeitos diferentes de interpretações e o uso de vocais, a mesma coisa com as guitarras. Diferentes estilos dentro do genero Rock. Então sim, toda música precisou desse feeling.

  • Review: Northward – HBLS

    Review: Northward – HBLS

    Head Bangers Life Style | Tradução: Head up High, my dear!

    Cerca de uma década atrás, a atual vocalista do Nightwish, Floor Jansen, e o principal membro do Pagan’s Mind, Jorn Viggo Lofstad, se conheceram em um festival e descobriram uma forte atração musical entre eles. As músicas foram escritas, mas devido aos cronogramas de suas bandas e outros compromissos levaram quase 10 anos antes que esse projeto virasse uma realidade. Durante a pausa de 2017 do Nightwish, Floor aproveitou a oportunidade de contatar Jorn novamente e, felizmente para nós, eles acharam tempo de polir as músicas que eles escreveram muitos anos atrás e finalmente as gravaram. Bom pra gente? Definitivamente foi ótimo pra gente, já que todas as 11 canções, sem exceções, são de alta qualidade.

    Não espere uma cópia do Nightwish. Northward está indo na própria direção de hard rock de uma forma energética e muito acessível, toneladas de melodias e a Floor sendo excepcional em um som que contém toques modernos e clássicos do rock n’ roll. Jorn é um cara com um som único na guitarra como você mesmo pode ouvir nesse álbum, onde ambos os músicos tiveram assistência do baixista Morty Black (TNT), o baterista do Pagan’s Mind, Stian Kristoffersen, enquanto tiveram o álbum mixado por Jacob Hansen (Volbeat).

    Floor Jansen tem um enorme alcance vocal à seu uso, como ela tem provado repetidas vezes ao passar dos anos, mas no “Northward” ela parece ter incrementado ainda mais esse alcance. A música não é complicada de forma alguma. Northward se considera apenas como uma banda de Hard Rock. As canções que abrem o álbum “While Love Died” e “Get What You Give” possuem fatores de uma banda rock, fatores que logo se provará capaz de dar espaço para canções mais sofisticadas como a enigmática “Bride Passion” e “Paragon”, que tem uma vibe sonhadora que se desenvolve para um rock robusto. Para mim, a essência de Northward está nas excelentes canções “Timebomb” e “Big Boy” junto das primeiras duas músicas onde todos os elementos que a banda tem à oferecer aparecem com muito destaque. Ouvindo essas músicas incríveis me deixa pensando o que teria acontecido para Floor e Jorn se eles tivessem tido o tempo para lançar esse trabalho 10 anos atrás.

    Northward provavelmente seria tão popular quanto o Nightwish é nos dias de hoje. Vamos torcer para que essa dupla ache mais tempo para continuar o Northward com todo o potencial que eu acredito ter. Um ótimo CD com nenhuma música sem-sentido.


    MERCHANDISE

    PRÉ-VENDA | PRE ORDER

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  • Entrevista: Metal Obsession – Jorn Viggo Lofstad

    Entrevista: Metal Obsession – Jorn Viggo Lofstad

    Original HERE | Tradução: Head up High, my dear!

    Ω

    Tempos bem criativos” – Viggo Lofstad (Northward, Pagan’s Mind)Jorn Viggo Lofstad – Northward

    Northward é um projeto que tem sido trabalhado por mais de uma década, começando em 2008 com a colaboração entre Jorn Viggo Lofstad do Pagan’s Mind e com Floor Jansen do Nightwish e do antigo After Forever. Apesar de algumas músicas estarem guardadas há muito tempo, o lançamento do álbum Northward finalmente acontecerá em outubro, desse ano. Eu conversei com Jorn Viggo Lofstad sobre o álbum, o processo e a longa espera para mostrar ao mundo essas músicas.

    Jorn está muito animado para o lançamento do álbum: “Tem sido muito bom lançar este álbum, já era hora. Depois que o projeto entrou em estado de espera no inicio de 2009, eu nunca saberia que levaria 10 anos até que as canções viessem à luz do sol. Mas agora que está sendo lançado e nós dois estamos muito felizes e orgulhosos do resultado. Surpreendentemente, muito pouco mudou nas música com o passar dos anos e eu fiquei impressionado em quão moderna as músicas que foram escritas 10 anos atrás ainda soam. Jorn explica: “O álbum foi escrito na primeira metade de 2008 e pouco depois nós gravamos as baterias e um pouco das guitarras, e então nós paramos…. Quando nós voltamos a gravar em 2017, nós estávamos escutando de novo todas as músicas juntos e pensando “Isso ainda é atual, será que nós precisamos mudar muitas coisas?’ E eu também estava curioso sobre como a Floor estava se sentindo, sabe? Mas conforme nós estávamos escutando, nós estávamos nos sentido muito bem…. Então, a única coisa que mudou foi a letra da canção ‘Northward’… e depois mudamos o refrão da música “I Need”. Mas nada exceto isso foi mudado, soa exatamente como as demos que nós fizemos lá em 2008…. Eu espero que as pessoas gostem tanto da variedade do álbum quanto eu. Eu acho que tem músicas que vão te deixar viciado logo na primeira escuta, mas também há músicas que irão crescer em vocês depois de algum tempo.”

    A coesão das canções parece ter nascido da compatibilidade do processo criativo entre a Floor e o Jorn: “Eu nunca faria parte do processo de enviar alguns arquivos por email, eu não gosto de escrever música desse jeito e não acho que traga o melhor da música… Quando nós começamos a escrever juntos, nós nos encontramos primeiro para ver se nós tínhamos a mesma química em composição, e nós tínhamos, então nós decidimos continuar o projeto… Nós tivemos entre 6 e 7 longos finais de semanas num período de 6 meses, onde a Floor viajava para a Noruega e nos sentávamos no meu apartamento, que tem um pequeno estúdio, ouvindo algumas músicas, jogando idéias um para o outro, curtindo e se divertindo. Foi assim que nós escrevemos todas as músicas, tendo idéias e trazendo elas à vida no mesmo momento. Quando nós tínhamos uma boa idéia, nós gravávamos, e foi assim que escrevemos o álbum, foi um tempo muito criativo…. Nós decidimos que nós não queríamos seguir a mesma linha que as nossas bandas principais seguiam, então essas músicas vieram naturalmente à nós.”

    Parte da diversão veio de adaptar o famoso canto lírico da Floor para um canto com uma vibe mais hard-rock: “Essa foi uma das motivações para mim, porque eu sabia que ela era capaz de fazer esses vocais. Foi muito eletrizante na época de escrever parte das melodias e outras coisas pra ela e empurrá-la em uma direção que ela nunca tinha estado antes. Ela arrasou! – claro que agora ela cresceu como vocalista e os vocais do álbum foram gravados em 2017, mas se você escutar as demos de 2008 você ficaria muito impressionado com o que ela fez naquele tempo… Tirar do heavy metal as partes orquestradas e as pesadas camadas de teclados e corais, apenas focando na bateria, guitarra, vocais e baixo, e ainda conseguir dar o seu melhor. Acho que é uma das coisas mais difíceis que você pode fazer como uma cantora e eu acho que o que ela fez nesse álbum é uma das melhores coisas já vistas.

    Enquanto aos planos de turnê, parecem difíceis de serem organizados com a rotina do Nightwish e do Pagan’s Mind. Jorn não descartou completamente essa possibilidade no futuro: “Do meu ponto de vista, eu acho que, se houver uma possibilidade de poder fazer isso em 2-3 anos, nós deveríamos incrementar essa idéia com um segundo álbum, aí teríamos muitas canções para tocar’. Finalmente, nós discutimos brevemente o que vem à mente de Jorn quando se trata de música australiana: “A primeira coisa que me vem à cabeca é [canta os primeiros acordes de ‘Beds are Burning’do Midnight Oil]… Essa música é a primeira coisa que me vem à cabeca. Mas, claro, AC/DC… AD/DC é como Iron Maiden, do tipo, Top 3 bandas de metal ou hard rock que o mundo já teve. Você não consegue superar isso”.

    Para saber mais, dirijam-se à página oficial do Facebook e pelo site. Pré-encomende a sua cópia digital do lançamento de estréia do Northward aqui. Vários formatos físicos disponíveis aqui.

  • NORTHWARD: Track by Track!

    NORTHWARD: Track by Track!

    O lançamento está marcado para o dia 19 de outubro, sendo assim, Floor Jansen e Jorn Viggo Lofstad decidiram lançar um vídeo para cada dia de contagem regressiva, falando um pouco sobre cada uma das faixas.


    A publicação será atualizada diariamente, conforme os lançamentos. Voltem sempre, bjs.

    Track #1: While Love Died

    “Jorn: Olá e bem vindo ao primeiro dia da contagem regressiva do projeto ‘Northward’ onde todos os dias nós lançaremos um video curto sobre as canções do álbum que está por vir!

    Jorn: A primeira música que nós iremos falar é a ‘While Love Died’. É uma música bem hard rock ‘n roll, e logo de cara você vai perceber que não é nada parecido com o Nightwish nem o Pagan’s Mind. Talvez você possa perceber algumas influêcias de algumas bandas aqui.

    Floor: Essa é a música de abertura do álbum. É um álbum bem diverso, mas nós sentimos que essa é uma boa música para apresentar como o álbum irá soar. Nós fizemos um clipe dessa música, então provavelmente você já ouviu. As letras de fato têm um toque pessoal, mas isso foi um toque pessoal de 10 anos atrás. A letra, e claro, 
    é para a sua própria interpretação e nós esperamos que você goste da música!


    Track #2: Get What You Give

    Floor: Olá e bem vindos, novamente, ao segundo dia da contagem regressiva pro lançamento do Northward, hoje nós falaremos sobre a segunda canção, Get What You Give.

    Jorn: Essa é uma das minhas preferidas no álbum e ela ficou melhor do que nós imaginávamos, e agora serve como a segunda faixa do álbum. Essa também é uma canção de heavy rock, uma guitarra bem fluída e com muitas coisas legais rolando na música.

    Floor: Sim, essa é definitivamente uma das minhas favoritas, tem um pouquinho da vibe de Skunk Anansie, que é uma das minhas bandas favoritas, e é totalmente inspirada pelos vocais da Skin. Sobre a letra, ahm, tudo tem ciclo completo as vezes, então realmente você colhe o que você planta (Get What You Give). Quando eu escrevi a letra, haviam muitos cenários em que isto estava acontecendo, onde eu me sentia insegura no começo da situação e depois eu percebia que você colhe o que você planta: se você foi ruim comigo, eu serei ruim com você. Mas no final das contas, as coisas ficam melhor. Você colhe o que você planta, então tome cuidado com isso!


    Track #3: Storm In A Glass

    “Floor: Sim, nós estamos de volta para o terceiro dia da contagem regressiva para o lançamento do álbum do nosso projeto Northward, e vamos falar sobre Storm in a Glass.

    Jorn: Essa música é mais acelerada, mais pop rock, mais alto astral, é bem focada em melodias, e é bem comercial. Há muitos backing vocals em toda a música.

    Floor: Sim, foi legal poder fazer isso, e é a música favorita da minha filha, é algo legal de mencionar sobre essa música! Sobre as letras, bem, algumas coisas pequenas podem ser transformadas em algo enorme, e podem parecer ser coisas muito importantes na vida; mas com uma boa reflexão, você percebe que tudo isso pode ser uma… Storm In A Glass.


    Track #4: Drifting Islands (feat Irene Jansen)

    Floor: Estamos de volta para o quarto dia da contagem regressiva do lançamento do álbum Northward, e hoje estaremos falando sobre a canção Drifting Islands, que é um dueto com a minha irmã Irene, o que é ótimo, porque isso esteve como meta pessoal minha desde sempre, e nós tivemos muitos muitos pedidos ao passar dos anos, então nós finalmente fizemos.

    Jorn: E deu que foi super legal!

    Floor: Eu concordo, eu estou muito feliz com isso, nossas vozes realmente combinam, mas 10 anos atrás, a idéia era fazer o dueto com o cantor de Alter Bridge, Myles Kennedy. Eu o conheci, perguntei se ele gostaria de fazer o dueto, e ele até falou que sim, mas muitas coisas aconteceram nessa gravadora, obviamente, então o dueto nunca chegou a acontecer. Ao invés disso eu realizei um sonho de gravar com a minha irmã, o que é uma boa história!

    Jorn: Eu me lembro quando escrevemos essa canção e eu te apresentei uma banda norueguesa chamada Animal Alpha, uma banda norueguesa muito boa e eu me lembro que você gostou muito dela, e eu me lembro que o refrão foi criado depois que você escutou a banda. O refrão é bem agressivo, versos e pontes são mais práticos e moderados.

    Floor: A letra é bem literal, ilhas a deriva (Drifting Islands) que ficam cada vez mais distantes uma da outra; você pode tentar se comunicar, mas vocês realmente não se entendem. Isso pode ser aplicado a qualquer relacionamento, felizmente na minha família não é o caso! Não interprete tão literalmente! Minha irmã e eu ainda somos muito próximas, mas é sobre isso que se trata essa canção.


    Track #5: Paragon

    Floor: Bem vindos ao quinto dia da nossa contagem regressiva para o lançamento do álbum Northward. Hoje falaremos sobre a quinta canção do álbum chamada “Paragon”.

    Jorn: Eu acho que o álbum em geral tem uma vibe bem rock ‘n’ roll, enquanto essa é uma canção épica. Há muitos elementos melódicos, enquanto trabalhávamos nela, nós a chamávamos “A música de sete minutos“, então aí você consegue ver algumas referências de uma música progressiva. Para mim o refrão dessa música é super poderoso, e me lembra as canções de heavy metal que a Alanis Morissette nunca fez.

    Floor: Para mim, essa música se tornou uma das minhas favoritas…

    Jorn: Com os acordes menores.

    Floor: Sim, o meio acorde é bem épico e então boom, quando o último refrão chega, me dá arrepios. Eu não sei se você pode dizer isso sobre a própria música, mas…

    Jorn: Nós acabamos de dizer! [Risos]

    Floor: Nós acabamos de dizer, a música de fato dá aquela sensação prazerosa, que eu espero que você também sinta. Sobre a letra, “Paragon” é o ultimato das coisas que você pode alcançar; quando eu ouço eu me pergunto quando meu Paragon acontecerá. Perfeição é bom, ao menos que seja em excesso. Isso vale para muitas pessoas que jogam suas vidas fora [tentando alcançar a perfeição], e “bom” é definitivamente bom para mim. Quando acontecerá meu “Paragon”? Provavelmente nunca. É isso aí!


    Track #6: Let Me Out

    Floor: Olá e bem vindos de volta ao sexto dia da contagem regressiva para o lançamento do Álbum Northward.
    Essa canção é chamada Let Me Out. Um detalhe engraçado é que, diretamente, essa música foi inicialmente co-escrita com Andre Borgman, que tocou bateria no After Forever. Nós começamos a trabalhar um pouco juntos, infelizmente não continuamos trabalhando, mas ele tinha ótimas idéias, e muitas delas acabaram entrando nessa canção. Nós, na verdade, só adicionamos e alteramos, especialmente o tempo da musica, mas há muito dele nessa música.

    Jorn: Eu fico muito feliz com o solo de guitarra dessa música, é bem clássico e…

    Floor: Você foi ótimo.

    Jorn: Obrigado [risos], e sim, essa foi uma das músicas que nós tivemos que trabalhar para trazer o sentimento, e que ficou muito boa no final das contas.

    Floor: Sim, sim, praticamente isso, foi legal que perto do final, eu comecei brincar um pouco com adlibs (improvisação), uma improvisação bem solta, gritando aquela frase ‘Let me Out’. Eu acho que a letra fala por si só. Essa é a música para se escutar, para o final, desde o inicio, bem alta.


    Track #7: Big Boy

    Floor: Já é o sétimo dia, e também é a sétima canção que falaremos hoje na contagem regressiva para o lançamento do álbum Northward. Wssa canção é chamada “Big Boy”.

    Jorn: Sim, e essa é uma canção meio experimental, hard-rock, eu diria. Enquanto nós trabalhávamos nela, nós à chamávamos de “Disco Chugging”, “Chugging”. É tipo quando o guitarrista dá palhetada fortes pra baixo, sabe? E tem muitas influências de discoteca com a batida da música, então nós meio que experimentamos com esses fatores.

    Floor: É a faixa um pouco estranha do álbum; é uma versão diferente do que já tínhamos, e foi um pouco difícil fazer a musica soar certa. Se essa música não é criada com o sentimento certo, seria muito muito estranha. Mas nós conseguimos!
    Sobre as letras, eu as vezes fiquei um pouco frustrada. Há 10 anos, em ser uma mulher num ambiente dominado por homens, toda aquela comoção do #MeToo (onde artistas de Hollywood denunciavam assédios morais e sexuais partidos por homens) tornou tudo mais atual, apesar de eu, felizmente, não ser uma das que precise usar essa hashtag. Mesmo assim, essa situação igualmente já me trouxe frustracão, e me levou a escrever a letra de Big Boy. Eu, entretanto, sinto e penso que 10 anos depois as coisas de fato melhoraram. Há esperança!


    Track #8: Timebomb

    Floor: Bem vindo de volta ao dia 9 (que na verdade é 8) da contagem regressiva do lançamento do álbum Northward, que será lançado em poucos dias agora! Essa canção é chamada “Timebomb”, e foi uma das primeiras que nós escrevemos, e também um das únicas que nós fizemos uma demo inicial.

    Jorn: Sim, essa é a única canção do álbum que tem algumas camadas de teclado, tocadas por Uonni, o tecladista da minha banda Pagan’s Mind. Essa canção é bem melódica, um refrão agressivo e cheio de energia, que ficou super legal, eu acho. Eu preciso dizer, no final da música eu planejei alguns solos de guitarra, para poder me exibir, e a Floor estava no estúdio e eu escutei uma improvisação em notas altas incríveis, e no final eu disse ‘Okay, nós faremos do seu jeito’, e foi assim que aconteceu!

    Floor: A batalha de vocais e guitarras [risos]. 
    Sobre as letras, ‘Timebomb’ literalmente você ouve o barulho do relógio sem parar dentro de você, você só quer terminar de fazer algo, você só quer ir para o próximo dia, a paciência de sentar e esperar por algo. Pessoalmente eu não sou tão boa com a minha paciência, meus níveis de paciência são bem conhecidos àqueles que convivem comigo, eu não tenho nenhum, e essa canção é sobre isso.


    Track #9: Bridle Passion

    Floor: Bem vindos de volta. Nono dia, nona música. Nós temos 11 músicas, isso significa que o álbum Northward está quase lançado. Nós falaremos sobre Briddle Passion.

    Jorn: Sim, essa é uma canção pé-no-chão, calma e acústica, com apenas um violão e voz.
    Eu me lembro que essa foi a primeira música que nós escrevemos juntos, na primeira sessão que tivemos para ver se tínhamos aquela química de composição, e essa música foi uma das primeiras coisas que criamos.

    Floor: Sim, ainda estou super feliz com ela, porque é tão simples e frágil. E sobre as letras, é sobre a comprensão e restrição das emoções, que simplesmente é impossível de manter por muito tempo. Você simplesmente não consegue, você tem que sentir o que você sente. Eu acho que é uma boa pausa no álbum, depois das guitarras pesadas. E é, saiu simples e frágil.


    Track #10: I Need

    Floor: Sim, dia 10 da contagem regressiva para o lançamento do álbum, significa que estamos quase lá, o álbum Northward está quase disponível pra você escutar, hoje nós falaremos sobre a canção “I Need”.

    Jorn: Um up-tempo (música rápida) na sua cara, devassa e hard rock, bem groovy, baterias e riffs muito legais, bem rock n’ roll.

    Floor: Essa é uma das canções que reescrevemos um pouco, comparada ao que era 10 anos atrás. Mudamos o refrão completamente e alteramos alguns versos. Também é uma canção que nós tivemos que ter o sentimento certo para funcionar e agora é muito boa, é bem “na sua cara”.
    As letras você precisa encarar de uma forma diferente, essa é uma canção de rock ‘n’ roll vulgar, então não iremos falar sobre a vida e emoções, é bem explosiva, e eu preciso… “I need” todos os tipos de coisas! [Risos]


    Track #11: Northwards

    Floor: Décimo primeiro dia, nós conseguimos falar de todas as músicas durante a contagem regressiva para o lançamento, agora é o momento do álbum Northward! Na verdade, agora falaremos sobre a música NORTHWARD.

    Jorn: Essa é uma música épica e longa com muitos elementos músicas, essa música é…. é difícil definir o que essa música é, mas há elementos muito legais nessa canção. Eu amo a ponte nessa música, nós temos tudo o que tínhamos e logo depois você tem esse refrão singelo e bonito. Eu acho que foi um ótimo jeito de encerrar o álbum com essa música.

    Floor: Sim, definitivamente. Uma música bem longa, mas muito boa. Há muitas partes experimentais. As letras foram completamente reescritas em comparação ao que eram 10 anos atrás, e foi batizada de “Northward” (Direção ao Norte). Essa parte do nome é sobre como eu fui para o Norte de onde eu nasci, da Holanda para a Escandinávia, esse projeto foi escrito na Escandinávia, eu canto numa banda Escandinava, casei com um homem Escandinavo… Essas coisas são coincidências, mas mesmo assim aconteceu… Você é um homem escandinavo!

    Jorn: Sim! [Risos]

    Floor: Aqui no norte… Essa música é sobre a minha jornada em Direção ao Norte. Essa foi a nossa introdução para o álbum, agora você finalmente vai poder formar a sua opinião, ouvir as músicas e poder curtir o álbum. Mais uma vez, não espere que soe parecido com Pagan’s Mind ou Nightwish ou qualquer coisa que já tenhamos feito antes. Nos diga o que você achou! Obrigado por ter nos acompanhado por esses dias e aproveite o álbum!


    Tracklist:

    01. While Love Died
    02. Get What You Give
    03. Storm In A Glass
    04. Drifting Islands
    05. Paragon
    06. Let Me Out
    07. Big Boy
    08. Timebomb
    09. Bridle Passion
    10. I Need
    11. Northward


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  • Northward – Novo Single!

    Northward – Novo Single!

    A banda Northward, liderada por Floor Jansen (Nightwish) e Jorn Viggo Lofstad (Pagan’s Mind), lançam hoje, o segundo single, intitulado Get What You Give. Confere aí:

    Lyrics | Spotify

    O lançamento do álbum está previsto para o dia 19 de outubro, pela Nuclear Blast e a pré-venda pode ser realizada AQUI

    Confira também, o primeiro single de lançamento: While Love Died


    Tracklist:

    01. While Love Died
    02. Get What You Give
    03. Storm In A Glass
    04. Drifting Islands
    05. Paragon
    06. Let Me Out
    07. Big Boy
    08. Timebomb
    09. Bridle Passion
    10. I Need
    11. Northward

     


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  • Northward: Trailer!

    Northward: Trailer!

    Northward, o projeto de Hardrock idealizado por Floor Jansen e Jorn Viggo Lofstad, lançará seu poderoso primeiro álbum “Northward” no dia 19 de Outubro de 2018. Depois de revelarem seu primeiro clipe da contagiante nova música “While Love Died”, a dupla agora lança o primeiro trailer do álbum, no qual Floor e Jorn Viggo explicam como eles começaram a trabalhar juntos.

    Eu, na época, tinha começado a pensar que eu adoraria escrever um álbum de rock“, Floor diz. “Eu adoraria sair da minha zona de conforto de estar numa banda como o After Forever e ter novas inspirações de diferentes estilos. E com a habilidade de Jorn na guitarra eu pensei imediatamente “Hm, ele é um guitarrista muito bom e diversificado”, e bem, funcionou!

    Jorn Viggo adiciona: “Eu me lembro, nós mantivemos contato e decidimos nos encontrar na Holanda para tocar algo e ver se havia alguma química nas nossas composições, e, digo, foi um *boom* logo de cara, funcionou muito bem“.


    Jorn: Olá, aqui é o Jorn Viggo Lofstad
    Floor: E aqui é a Floor Jansen

    Jorn: Sentados aqui nós falaremos do nosso projeto
    Floor: Sim! Nós formamos um projeto chamado Northward e nós queremos te contar um pouquinho sobre como as coisas aconteceram, a fundação de tudo isso.

    Jorn: Sim! Nós nos conhecemos em 2007 num festival chamado The Prog Power Festival. E eu estava numa banda chamada All Star Jam e nós tocamos 4 músicas juntos. E eu me lembro muito bem de ter gostado da sua voz e nós nos divertimos muito no palco e nós decidimos manter contato para ver se teria algo para trabalharmos juntos.
    Floor: Sim, e foi perfeito, porque na época eu comecei a pensar “eu adoraria escrever um álbum de rock“, eu queria do “conforto” de estar numa banda como o After Forever e ter novas inspiracoes de diferentes generos musicais, e te ouvir tocar eu imediatamente pensei “hm, ele é bem habilidoso, um ótimo guitarrista“, e bem, funcionou, pelo que parece!

    Jorn: Sim, e eu me lembro que mantivémos contato e nós decidimos nos encontrar na Holanda para tocar um pouco, para ver se havia alguma quimica nas nossas composicoes, e foi boom, logo de cara, nós trabalhamos muito bem. Eu me lembro de nós tocando, amando as ideias que nós estavamos tendo pela primeira vez…
    Floor: Sim, e voce nunca sabe se algo vai funcionar ou não, um album todo e não só uma música, então nós continuamos a escrever ao longo de 2008, nos encontrando regularmente, na maioria das vezes no seu apartamento na Noruega e foi muito legal, escutar as influencias musicais um do outro, voce sabia muito mais sobre Rock do que eu na época…


     

    Tracklist:
    01. While Love Died
    02. Get what you give
    03. Storm In A Glass
    04. Drifiting Islands (feat. Irene Jansen)
    05. Paragon
    06. Let Me Out
    07. Big Boy
    08. Bridle Passion
    10. I Need
    11. Northward

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  • NORTHWARD!

    NORTHWARD!

    Northward, o projeto de Hardrock de Floor Jansen e Jorn Viggo Lofstad, finalmente lançaram seu primeiro single “While Love Died”, junto com um videoclipe para a música. O single faz parte do primeiro álbum que eles lançarão “Northward” (lançamento: 10 de Outubro).

    Nós dois estamos muito orgulhosos e felizes de finalmente poder mostrar para vocês o que nós fizemos. Aí está nosso primeiro single! Esperamos que você goste“, comenta o guitarrista Jorn Viggo Lofstad.

    Pre-order
    http://nblast.de/NWNorthward
    Salve antes do lançamento no Spotify:
    http://nblast.de/NORTHWARDpreSav
    Compre o single aqui:
    http://nblast.de/NWWhileLoveDied
    Lyrics:
    http://northward.eu/lyrics/while-love-died
    Website:
    https:northward.eu

    O clipe foi produzido por Ville Lipiäinen (Nightwish, PAIN e mais)

    Além disso, a banda revelou a arte de capa – criado por Hannes van Dahl e Chris Rörland do Sabaton.

    Tracklist:
    01. While Love Died
    02. Get what you give
    03. Storm In A Glass
    04. Drifiting Islands (feat. Irene Jansen)
    05. Paragon
    06. Let Me Out
    07. Big Boy
    08. Bridle Passion
    10. I Need
    11. Northward

    Reserve o novo álbum “Northward” por esse link:
    http://nblast.de/NWNorthward

    Foi durante o “All Star Jam” no ProgPower USA de 2007, quando a atual vocalista do Nightwish Floor Jansen e o guitarrista do Pagan’s Mind Jorn Viggo Lofstad espontaneamente se juntaram no palco para fazer alguns conversa e perceberam a energia criativa entre eles. Apesar dos músicos nunca terem se conhecido antes, eles logo descobriram seu amor por um hard rock cru, e decidiram escrever algumas músicas juntas. Em 2008 ainda mal se conhecendo, eles compuseram material o suficiente para um álbum rapidamente. Mas devido aos suas agendas apertadas com suas bandas principais, seu novo projeto chamado NORTHWARD nunca foi publicado ou comentado. – até o dia de hoje!

    Em 2017, durante o ano da pausa do Nightwish, Floor aproveitou a oportunidade para contatar seu velho amigo Jorn Viggo Lofstad, para ver se ele ainda estava interessado em ressuscitar NORTHWARD – e claro, ele estava! “Jorn Viggo estava confiante sobre o projeto e nós começamos a fazer os anos gerais, nos encontrando novamente em março de 2017 na Suécia para reouvir todo o material juntos, para ver se eles ainda estavam contentes com o que haviam criado”

    Estando livre de todas as amarras, o som de NORTHWARD é forte, eufórico e segue a tradição de SKUNK ANANSIE, FOO FIGHTERS e ALTERBRIDGD mas também bandas mais antigas como DEEP PURPLE e LED ZEPPELIN, a música vem de forma natural e não cumpre nenhum pré requisito.

    Com a ajuda do produtor Jacob Hansen (VOLBEAT etc.), que mixou l álbum, eles forjaram um diamante bruto, composto de riffs pesados e a voz incomparável de Floor, livre das influências musicais das bandas principais de cada músico. E apesar das músicas terem sido originalmente escritas em 2008, elas soaram tão refrescantes e vivas após apenas um segundo depois de começar a ouvir, assim como elas soaram em seu primeiro dia de criação “A música é melódica, mas também bem forte e um rock foda. Riffs legais, boas melodias, arranjos de bom gosto. Nós chamamos a música de simplesmente “boa música”, comentou a cantora, que também diz: “Nós queríamos explorar um som cru, com bateria, baixo, guitarra e vocais. Sem muitas camadas de teclados, corais e etc

    Junto com Floor Jansen e Jorn Viggo Lofstad, Morty Black (TNT) cuidou do Baixo, enquanto a bateria era tocada por Jango Nilsen e Stian Krostoffersen (PAGAN’S MIND). Você também ouvirá a participação da irmã de Floor Jansen, Irene Jansen, cantando em um dueto na canção “Drifiting Islands”. E finalmente, Ronny Tegned do PAGAN’S MIND tocou o piano em uma canção.

    NORTHWARD está pronto para ser exposto ao público. Floor Jansen diz: “Nós estamos felizes e animados de estar lançando esse álbum de rock pela Nuclear Blast. Eles aceitaram o desafio de trazer esse álbum, que não é de metal, ao mundo por acreditar em nós como músicos, e também pelo puro amor que eles têm à música que soa boa para eles. Nós dois pusemos nossos corações e almas nesse álbum. Nós estamos muito orgulhosos e mal podemos esperar para poder mostrar para vocês todos!

  • HayLeyLeggs – Floor Jansen: HellFest

    HayLeyLeggs – Floor Jansen: HellFest

    Hayley Leggs entrevistou Floor Jansen durante o HellFest, e a tradução você encontra a seguir.

    E, novamente, obrigada, Gui ♥


    Hayley Leggs: Olá, eu sou a Hayley Leggs e eu estou aqui com Floor, do Nightwish, a única mulher que eu conheci que é tão alta quanto eu. Nós podemos conversar na mesma altura, eu não preciso foder com a minha coluna.

    Floor Jansen: Você pode pegar minha calça jeans… [risos]

    Hayley Leggs: Mulheres, mulheres, nós gostamos de falar sobre roupas.
    Floor Jansen: E sapatos!

    Hayley Leggs: De qualquer forma, você já ouviu alguma música para o novo álbum?
    Floor Jansen: Não, não, quero dizer, nós estamos no meio dessa turnê mundial, nossa atenção está aqui, na Decades World Tour, mas quando ele [Tuomas] chega em casa, na privacidade do mundo de compor dele, ele trabalha em algumas músicas e claro, eu estive curiosa e perguntando, mas nos momentos certos. Esse é o direito dele, claro.

    Hayley Leggs: Ele prefere tudo sozinho ou você acha que ele vai abrir espaço para contribuições de outros membros da banda?
    Floor Jansen: Até um certo ponto, sim. Assim que você começa a tocar as músicas juntos, as idéias automaticamente surgem, e isso já aconteceu com o “Endless Forms Most Beautiful”, mas uma canção própria não acontece muito frequentemente. Eu sei que o Marco, nosso baixista, já escreveu no passado, e tenho certeza que ele irá novamente se encaixar. Eu poderia fazer o mesmo se eu tivesse algo como “Tuomas, você precisa ouvir isso, eu acho que encaixaria”, mas com alguém tão bom quanto ele… Para mim, ser capaz de cantar o que ele tem em mente e interpretar, há muita energia criativa usada para isso, e desse jeito funciona.

    Hayley Leggs: Nas suas bandas antigas, você era a principal compositora, então deve ser um pouco estranho cantar algo que você… obviamente, as canções que já existiam antes, cantar as canções de outra pessoa. Você tem como algo como um desejo intenso de entrar no meio e se envolver com todo o processo?
    Floor Jansen: Estranhamente, não. Você poderia dizer que depois de tantos anos tendo algo para dizer, mais esforço criativo nesse sentido, eu não me sinto assim, apenas porque as coisas são muito boas. Então, como eu disse, a perspectiva criativa que eu tenho, no momento, é o suficiente, e temos o sentimento de que estamos criando as músicas como uma banda, mesmo que tudo originalmente venha da mente dele. Assim que começamos a tocar, não é mais uma “música do Tuomas Holopainen”, mas uma “música do Nightwish”. E ter a liberdade ali, é muito bom para mim.

    Hayley Leggs: Bem, você era uma fã da banda antes de virar um membro.
    Floor Jansen: Sim, eu era.

    Hayley Leggs: Então isso deve ser uma grande honra, só de poder cantar as músicas.
    Floor Jansen: Sim! E agora também, com o Decades cantando músicas antigas e indo para o início da banda, é muito interessante pensar onde cada um estava naquele momento, e se ver agora.

    Hayley Leggs: Eu imagino como deve ter sido o sentimento quando você recebeu aquela ligação deles pedindo para que você se juntasse a banda. Deve ter sido incrível.
    Floor Jansen: Sim, sim.

    Hayley Leggs: Então, recentemente você saiu de férias porque, parabéns, você teve um bebê!
    Floor Jansen: Sim, obrigada! Apesar de que nós não tiramos férias porque eu tive um bebê, nós tiramos férias e eu pensei que esse seria o momento certo para ter um bebê. Na minha área de trabalho, precisamos ter um planejamento detalhado!

    Hayley Leggs: Não é o tipo de trabalho que você simplesmente pode tirar uma licença maternidade. Se você tiver shows marcados por um ano antecipadamente, você não pode falar “eu não estarei aqui”.
    Floor Jansen: Não, não. Há tantas pessoas dependendo de você, então claro, nós planejamos antecipadamente muitos anos, então quando eu soube que essa possibilidade estava chegando, apesar de não ser um fato irrefutável de que tudo daria certo, mas felizmente no final das contas deu certo. A senhorita tem 15 meses agora!

    Hayley Leggs: Estava tudo destinado! Então, essa é a sua primeira filha. E como que as coisas funcionam agora? Seu marido (Hannes Van Dahl) cuida da bebê quando você está em turnê?
    Floor Jansen: Bem, ele toca no Sabaton, então depende muito do nosso planejamento quem cuida dela. Ela estava conosco por sete semanas nos Estados Unidos, deixar ela por tanto tempo…

    Hayley Leggs: Sim, porque você pode levar ela com você!
    Floor Jansen: Sim, nós podemos, o que é um luxo inigualável. E foi muito empolgante descobrir se daria certo ou não, foi muito muito bom. Funciona por finais de semana, ou por período – tudo é planejado antecipadamente para nós podermos nos organizar quem estará onde, e também têm os avós. Nos EUA nós temos um amigo que é a babá, e isso foi perfeito! Há muitos jeitos para organizar as coisas.

    Hayley Leggs: Ela está praticamente destinada a trabalhar com música!
    Floor Jansen: Quem sabe, eu tento!

    Hayley Leggs: Quem sabe uma bibliotecária!
    Floor Jansen: Talvez ela odeie música e daqui 20 anos ela fale “eu vou ficar na Suécia e eu não quero ouvir metal nunca!”

    Hayley Leggs: Se rebelando contra as raízes! Então, qual foi seu momento favorito na sua jornada até agora desde que você se juntou ao Nightwish?
    Floor Jansen: Bem, há muitos! Teve muitos momentos ótimos, eu posso falar sobre os Grandes Shows que quase são os mais óbvios, mas também podem ser coisas pequenas, como ontem a tarde, fomos jantar juntos e é tão legal quando todos estão felizes em se ver e falar “Onde estamos hoje?” “Nós estamos na França” “Ótimo!”. A sensação de liberdade e de que estamos fazendo a coisa certa.

    Hayley Leggs: É como se fosse uma família, certo? Uma família do metal. Você sempre vê as mesmas pessoas e quando você vem no festival…
    Floor Jansen: Sim, isso também! Mas quero dizer, só nós, como uma banda, e a equipe, de sair juntos e sim, passar um tempo um com o outro porquê nós queremos. É muito bom. E depois vir aqui [Hellfest] é tipo “oh, você, e você e você”. É legal, e eu tenho feito isso por 20 anos, então eu reconheço muitas pessoas, é realmente como encontrar a família.

    Hayley Leggs: Então, nós acabamos de entrevistar Michael Amott do Arch Enemy e eu disse a ele que você seria a próxima, e ele disse “pergunte sobre o Arch Enemy!”
    Floor Jansen: [Risos]

    Hayley Leggs: [Risos] Então sim, fale sobre o Arch Enemy.
    Floor Jansen: Nós nos divertimos muito com eles, eu sou uma fã há muitos anos, então para mim foi ótimo tê-los conosco e ver outra vocalista lá, arrasando toda noite, é muito inspirador e muito divertido. Uma das primeiras coisas que eu fiz foi sair pra almoçar com alguns membros!

    HL: Sim. Você se sente como uma fonte de inspiração, uma modelo, para as suas fãs mulheres?
    Floor Jansen: Bem, não, mas eu aparentemente me tornei isso.

    Hayley Leggs: [risos] Sem seu consentimento!
    Floor Jansen: Sim, você não para pra pensar nisso, e é algo que cresce gradualmente, não é algo que você simplesmente diz “sim eu sou uma modelo, aqui estou eu”. Mas é algo lisonjeador, perceber que com o passar do tempo as pessoas têm me olhado e pensado “ah seria legal se eu fizesse isso ou aquilo”. É uma honra.

    Hayley Leggs: Temos que encerrar agora, mas foi um prazer conversar com você.
    Floor Jansen: Com você também!

    Hayley Leggs: Tenha um ótimo Hellfest!
    Floor Jansen: Sim! Você também!


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  • Volkskrant – Floor Jansen

    Volkskrant – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear! | Original here!

    Floor Jansen é a nossa maior cantora pop internacional. Como é que a Holanda não a conhece?

    Floor Jansen, a maior vocalista que a Holanda tem para oferecer ao mundo, mora numa pequena e bela vila, que certamente deve ser uma das menores do mundo.

    Essa vila de cartão postal fica no meio de florestas nebulosas, colinas verdes e um grande lado que, de acordo com o último senso, possui 233 habitantes. Certamente é o tipo de lugar onde você esperaria que a vocalista de uma banda como o NIghtwish vivesse. Ou, pelo menos, vagando por suas fantasias e sonhos do metal.
    Mas Floor Jansen (Nascida em Goirle, 1981) já teve o suficiente desses clichés que a circundam em seu gênero musical: A orquestra prazerosa e as vezes o místico Hard Rock, que era também chamado de Gothic Metal anteriormente. Não tente começar uma entrevista com ela falando sobre essas florestas nebulosas e místicas senão você vai ver que não vai ter mais sobre o que conversar. “É certamente quieto aqui”– ela diz – com certo eufemismo (mais como um aviso ao entrevistador, eu presumo) mas há também a ferrovia próxima e na colina há condomínios.
    Entretanto, ela concorda que é um tipo diferente de vida se comparado ao que ela era acostumada em sua cidade Natal. E ela fala disso desaprovando, de certa forma: “Claro que você possui lagos na Holanda, mas com certeza com alguns milhares de pessoas em volta de todos eles. E Jet skis cruzando a água!” Bem, sim, a Holanda…um selo postal com 17 milhões de pessoas. Parece haver algumas cicatrizes na sua relação com sua terra natal e ela não se importa de explicá-las. Ela fica até feliz e quer falar sobre elas.

    UM SHOW HOLANDÊS DECENTE

    Mas uma coisa de cada vez. Tais recursos que ela gosta na Costa Oeste da Suécia, onde ela vive com seu marido Sueco Hannes Van Dahl (baterista da banda de metal sueca Sabaton) e sua filha – hoje com um ano de idade – Freja. Floor se estabeleceu aqui pela proximidade ao aeroporto internacional de Goteborg. E sim, também por causa da quietude pura e da paz que há na área.

    Com seus companheiros do Nightwish ela canta ao redor do mundo; da Escandinávia para toda a Europa. De Moscou e Pequim até São Paulo, no Brasil. E para você ter uma ideia de como a agenda da Floor é…ela acabou de retornar de uma turnê de 34 shows nos Estados Unidos.

    No próximo sábado ela vai cantar novamente na Holanda, finalmente. Um show importante e parece que compensa um pouco, diz Jansen. “Eu tenho esperado por anos por um festival Holandês decente. É ótimo finalmente termos um e ainda melhor, ele será em Fortarock, em Nijmegen. Metaleiros de fato e a atmosfera do metal! Os caminhões da turnê cheios de fogos e artigos pirotécnicos, porque o Nightwish vai arrebentar com muita pirotecnia e músicas clássicas da banda. Eu estou nas nuvens e muito animada.”

    BAIXA AVALIAÇÃO

    Este é um dos grandes enigmas e quebra-cabeças da indústria musical holandesa. É um dos motivos que deixa os fãs com a pulga atrás da orelha. Por que será que um gênero que de certa forma começou na Holanda e conquistou o mundo, é tão subestimado em sua terra natal? Até mesmo hoje, as vocalistas femininas e bandas tem um importante papel na cena do metal feminino.
    Obviamente conhecemos as pioneiras do metal sinfônico, tais como Within Temptation (Sharon den Adel), After Forever (Floor) e Epica (Simone Simons). Mas a atenção e a apreciação que elas têm em seu próprio país não se compara à total adoração que elas têm no México ou na Rússia. Lá, longe da escassa indústria musical holandesa e bloggers e seus palcos pops e do ramo dos festivais, a luz está acesa quando Floor Jansen entra em cena.
    Aqui, o single Élan, muito tranquilo e simples de ouvir, jamais será tocado numa estação de rádio. Enquanto essa música é padrão nas playlists da Suécia e Finlândia.

    MAIOR QUE ANOUK, CARO EMERALD e ISLE DELANGE

    Através de linhas de vendas de álbuns e performances, percebe-se que Floor Jansen é de longe a maior estrela musical que nós temos na Holanda. Comparada às três mencionadas acima, mesmo com certa distância (o que não é inteiramente verdade se falarmos de vendas).

    Por que eu nunca sou convidada por Matthijs Van Niewkerk no seu programa ‘DE Wereld Draait’? (Este é um dos maiores talk shows musicais. Sharon e Anneke já foram lá muitas vezes). E quando você ouve Nightwish na 3FM? Nunca!!! Sim, as vezes quando você ganha um prêmio por alguma coisa você tem que explicar o que você está fazendo, tudo do começo. (ela fala de forma muito amarga aqui). Você recebe perguntas do tipo: “Poderia explicar o que exatamente é a música no metal, por favor!” E depois disso eles ficam falando sobre estarem estupefatos com o fato de você ser tão famoso internacionalmente!!! Depois desse tipo de ocasião eu penso: Meu Deus, de novo não! Eu estou bastante de saco cheio com isso, hoje em dia.

    De onde vem toda essa ignorância? Bem, isso é uma incógnita até hoje. Será que nós, Holandeses, não tão assim dessa música tão rica em fantasia e espiritualidade com guitarras de roque e alguns vocais de ópera combinado com música folk pesada? Eu não acho que seja uma questão de gosto. Floor pensa. Nós temos muitos fãs Holandeses também.

    Quando nós finalmente tivemos a oportunidade de tocar no Heineken Music Hall , nós o esgotamos duas vezes em apenas alguns dias. Mas o interesse real vem da cena do metal Holandês em si. Além disso, nós não temos a atenção da mídia em si. E eu penso que nós podemos atrair muitos fãs através de nossa música. Não, na Holanda eles ficam falando das mesmas bandas de novo e de novo! Bandas tais como Krezip e Kane, por exemplo. Enquanto eles não possuem nenhum reconhecimento ou popularidade em outros países! (Você pode perceber que a Floor está for a do país há alguns anos, já que essas bandas foram desfeitas há mais ou menos 4 ou 6 anos, mas acho que ela desgosta dessas bandas, assim como eu)

    FRUSTRAÇÃO

    “Nunca me acostumei com isso”, diz Floor Jansen. “Quando fiz parte do After Forever naquela época e, depois, do Nightwish, eu ainda achava tudo encantador. “Estamos criando algo especial”, era o que eu pensava. É claro que mais pessoas precisam ouvir isto. Eles ainda percebem que isto ocorre no mundo novo. Mas aqueles anos incríveis já ficaram no passado. “Hoje, acho frustrante que ninguém queira mais ouvir nossos discos. É uma pena.” A questão toda gira em torno da mentalidade musicalmente limitada na Holanda. “Na Holanda, as pessoas pensam muito nos gêneros. Nossa música é classificada como ‘metal’ e esta é uma música de nicho. Quem é do nicho já conhece.”

    Graças ao seu talento e destaque em bandas como After Forever e ReVamp, Floor Jansen é vista como um modelo de cantora no metal sifônico na Holanda. Com uma voz que alcança tanto notas operáticas, como as mais suaves, além das mais fortes, Floor fez com que até o metaleiro mais conservador tirasse o chapéu para seu talento. Quando o Nightwish enfrentou a saída da vocalista Anette Olzon, em 2012, que foi a sucessora de Tarja Turunen, Floor Jansen foi chamada aos quarenta e cinco do segundo tempo. “Foi uma mudança de ares muito repentina”, diz Floor Jansen. “Do nada, eu tive de me perguntar se eu conseguiria cantar com o Nightwish, pois havia um problema nisso. Perguntaram se eu conhecia as músicas e as letras, e eu disse: ‘Olha, não todas elas. Mas tudo bem. Vai dar tudo certo.’ “

    PROBLEMAS PESSOAIS

    Deu tudo certo no fim das contas. “No primeiro show, no dia 1 de Outubro de 2012, em Seattle, quando eu apareci no palco no lugar da Anette, havia um fã que disse querer seu dinheiro de volta, pois não havia pagado para ver Floor Jansen cantando. Depois disso, as vendas dos ingressos subiram no mundo todo.” Ela mesma não se vê desta maneira, mas Floor Jansen foi uma verdadeira benção para o Nightwish. A banda, fundada pelo compositor e tecladista Tuomas Holopainen em 1996, na cidade de Kitee, na Finlândia, enfrentou grandes problemas internos. Membros da banda e vocalistas quiseram sair ou foram expulsos do grupo.
    “Tuomas Holopainen é o compositor mais importante da banda,” diz Floor. “Como vocalista, sei que vou cantar as músicas que ele compor, mesmo que você mesma tenha composto a melodia. E estou muito feliz no papel que desempenho. Primeiro porque eu gosto muito do trabalho de Tuomas, pois não vejo como poderia melhorá-lo mais ainda. Mas também gosto, pois tenho espaço para acrescenter minha própria maneira de cantar, de contar aquela história como eu achar melhor. As músicas do Nightwish são compostas pensando na minha voz e técnicas de canto, o que me deixa muito feliz.”
    A voz de Floor passou pelos maiores desafios que já encontrou, segundo Floor. “Hoje em dia, estou cantando notas e usando técnicas que nunca usei antes. Do nada, canto uma oitava abaixo ou acima.” O Nightwish se consolidou como um nome de peso novamente após a entrada Floor Jansen. “Se a banda ensaiasse em Nova York, nunca haveria uma vocalista”, revela Floor. “Estranho, não é? Quando me tornei a vocalista deles, eu me mudei para a Finlândia. Um dia, eu pensei: ‘Vou para o estúdio onde o pessoal está ensaiando e ver se posso me juntar a eles. Então, eu entrei, peguei o microfone e comecei a cantar. Os membros da banda olharam uns para os outros, mas eu continuei cantando. O Nightwish voltou a ser uma banda legal de se fazer parte. Nós nos divertimos muito juntos, e é isso que o público vê em nossos shows. Acabou a época em que era uma banda só de caras que procuravam uma vocalista.”

    O SENTIMENTO NA MÚSICA

    O disco mais novo, o Endless Forms Most Beautiful, o uma obra conceitual sobre ciência e biologia e o primeiro disco com Floor Jansen nos vocais, é, de acordo com vários fãs, o disco mais inovador do Nightwish. Ele possui mais arranjos de folk e pop do que metal, além de alguns riffs diferentes em músicas, que contam com arranjos orquestrais gloriosos. “Alguns artistas chegam a um ponto em que não se consegue criar algo tão maior ou impactante, então começam a criar música que tenha um sentimento forte”, segundo Floor.
    E a música que criaram com certeza vai além dos limites de gênero e públicos-alvo. “Fãs mais novos vêm aos nossos shows. Meninas que fazem de tudo para se encaixar no padrão estético aparentemente comum no metal sinfônico. Mas também temos pessoas na faixa dos cinquenta anos. Homens com óculos de leitura e roupas normais, por exemplo. Nos Estados Unidos, eu vi um homem de 80 anos bem na grade, que sabia a letra de todas as músicas. Acho que a música que criamos se tornou um meio de ligar pessoas, algo muito além de um nicho ou uma subcultura.”


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