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  • HayLeyLeggs – Floor Jansen: HellFest

    HayLeyLeggs – Floor Jansen: HellFest

    Hayley Leggs entrevistou Floor Jansen durante o HellFest, e a tradução você encontra a seguir.

    E, novamente, obrigada, Gui ♥


    Hayley Leggs: Olá, eu sou a Hayley Leggs e eu estou aqui com Floor, do Nightwish, a única mulher que eu conheci que é tão alta quanto eu. Nós podemos conversar na mesma altura, eu não preciso foder com a minha coluna.

    Floor Jansen: Você pode pegar minha calça jeans… [risos]

    Hayley Leggs: Mulheres, mulheres, nós gostamos de falar sobre roupas.
    Floor Jansen: E sapatos!

    Hayley Leggs: De qualquer forma, você já ouviu alguma música para o novo álbum?
    Floor Jansen: Não, não, quero dizer, nós estamos no meio dessa turnê mundial, nossa atenção está aqui, na Decades World Tour, mas quando ele [Tuomas] chega em casa, na privacidade do mundo de compor dele, ele trabalha em algumas músicas e claro, eu estive curiosa e perguntando, mas nos momentos certos. Esse é o direito dele, claro.

    Hayley Leggs: Ele prefere tudo sozinho ou você acha que ele vai abrir espaço para contribuições de outros membros da banda?
    Floor Jansen: Até um certo ponto, sim. Assim que você começa a tocar as músicas juntos, as idéias automaticamente surgem, e isso já aconteceu com o “Endless Forms Most Beautiful”, mas uma canção própria não acontece muito frequentemente. Eu sei que o Marco, nosso baixista, já escreveu no passado, e tenho certeza que ele irá novamente se encaixar. Eu poderia fazer o mesmo se eu tivesse algo como “Tuomas, você precisa ouvir isso, eu acho que encaixaria”, mas com alguém tão bom quanto ele… Para mim, ser capaz de cantar o que ele tem em mente e interpretar, há muita energia criativa usada para isso, e desse jeito funciona.

    Hayley Leggs: Nas suas bandas antigas, você era a principal compositora, então deve ser um pouco estranho cantar algo que você… obviamente, as canções que já existiam antes, cantar as canções de outra pessoa. Você tem como algo como um desejo intenso de entrar no meio e se envolver com todo o processo?
    Floor Jansen: Estranhamente, não. Você poderia dizer que depois de tantos anos tendo algo para dizer, mais esforço criativo nesse sentido, eu não me sinto assim, apenas porque as coisas são muito boas. Então, como eu disse, a perspectiva criativa que eu tenho, no momento, é o suficiente, e temos o sentimento de que estamos criando as músicas como uma banda, mesmo que tudo originalmente venha da mente dele. Assim que começamos a tocar, não é mais uma “música do Tuomas Holopainen”, mas uma “música do Nightwish”. E ter a liberdade ali, é muito bom para mim.

    Hayley Leggs: Bem, você era uma fã da banda antes de virar um membro.
    Floor Jansen: Sim, eu era.

    Hayley Leggs: Então isso deve ser uma grande honra, só de poder cantar as músicas.
    Floor Jansen: Sim! E agora também, com o Decades cantando músicas antigas e indo para o início da banda, é muito interessante pensar onde cada um estava naquele momento, e se ver agora.

    Hayley Leggs: Eu imagino como deve ter sido o sentimento quando você recebeu aquela ligação deles pedindo para que você se juntasse a banda. Deve ter sido incrível.
    Floor Jansen: Sim, sim.

    Hayley Leggs: Então, recentemente você saiu de férias porque, parabéns, você teve um bebê!
    Floor Jansen: Sim, obrigada! Apesar de que nós não tiramos férias porque eu tive um bebê, nós tiramos férias e eu pensei que esse seria o momento certo para ter um bebê. Na minha área de trabalho, precisamos ter um planejamento detalhado!

    Hayley Leggs: Não é o tipo de trabalho que você simplesmente pode tirar uma licença maternidade. Se você tiver shows marcados por um ano antecipadamente, você não pode falar “eu não estarei aqui”.
    Floor Jansen: Não, não. Há tantas pessoas dependendo de você, então claro, nós planejamos antecipadamente muitos anos, então quando eu soube que essa possibilidade estava chegando, apesar de não ser um fato irrefutável de que tudo daria certo, mas felizmente no final das contas deu certo. A senhorita tem 15 meses agora!

    Hayley Leggs: Estava tudo destinado! Então, essa é a sua primeira filha. E como que as coisas funcionam agora? Seu marido (Hannes Van Dahl) cuida da bebê quando você está em turnê?
    Floor Jansen: Bem, ele toca no Sabaton, então depende muito do nosso planejamento quem cuida dela. Ela estava conosco por sete semanas nos Estados Unidos, deixar ela por tanto tempo…

    Hayley Leggs: Sim, porque você pode levar ela com você!
    Floor Jansen: Sim, nós podemos, o que é um luxo inigualável. E foi muito empolgante descobrir se daria certo ou não, foi muito muito bom. Funciona por finais de semana, ou por período – tudo é planejado antecipadamente para nós podermos nos organizar quem estará onde, e também têm os avós. Nos EUA nós temos um amigo que é a babá, e isso foi perfeito! Há muitos jeitos para organizar as coisas.

    Hayley Leggs: Ela está praticamente destinada a trabalhar com música!
    Floor Jansen: Quem sabe, eu tento!

    Hayley Leggs: Quem sabe uma bibliotecária!
    Floor Jansen: Talvez ela odeie música e daqui 20 anos ela fale “eu vou ficar na Suécia e eu não quero ouvir metal nunca!”

    Hayley Leggs: Se rebelando contra as raízes! Então, qual foi seu momento favorito na sua jornada até agora desde que você se juntou ao Nightwish?
    Floor Jansen: Bem, há muitos! Teve muitos momentos ótimos, eu posso falar sobre os Grandes Shows que quase são os mais óbvios, mas também podem ser coisas pequenas, como ontem a tarde, fomos jantar juntos e é tão legal quando todos estão felizes em se ver e falar “Onde estamos hoje?” “Nós estamos na França” “Ótimo!”. A sensação de liberdade e de que estamos fazendo a coisa certa.

    Hayley Leggs: É como se fosse uma família, certo? Uma família do metal. Você sempre vê as mesmas pessoas e quando você vem no festival…
    Floor Jansen: Sim, isso também! Mas quero dizer, só nós, como uma banda, e a equipe, de sair juntos e sim, passar um tempo um com o outro porquê nós queremos. É muito bom. E depois vir aqui [Hellfest] é tipo “oh, você, e você e você”. É legal, e eu tenho feito isso por 20 anos, então eu reconheço muitas pessoas, é realmente como encontrar a família.

    Hayley Leggs: Então, nós acabamos de entrevistar Michael Amott do Arch Enemy e eu disse a ele que você seria a próxima, e ele disse “pergunte sobre o Arch Enemy!”
    Floor Jansen: [Risos]

    Hayley Leggs: [Risos] Então sim, fale sobre o Arch Enemy.
    Floor Jansen: Nós nos divertimos muito com eles, eu sou uma fã há muitos anos, então para mim foi ótimo tê-los conosco e ver outra vocalista lá, arrasando toda noite, é muito inspirador e muito divertido. Uma das primeiras coisas que eu fiz foi sair pra almoçar com alguns membros!

    HL: Sim. Você se sente como uma fonte de inspiração, uma modelo, para as suas fãs mulheres?
    Floor Jansen: Bem, não, mas eu aparentemente me tornei isso.

    Hayley Leggs: [risos] Sem seu consentimento!
    Floor Jansen: Sim, você não para pra pensar nisso, e é algo que cresce gradualmente, não é algo que você simplesmente diz “sim eu sou uma modelo, aqui estou eu”. Mas é algo lisonjeador, perceber que com o passar do tempo as pessoas têm me olhado e pensado “ah seria legal se eu fizesse isso ou aquilo”. É uma honra.

    Hayley Leggs: Temos que encerrar agora, mas foi um prazer conversar com você.
    Floor Jansen: Com você também!

    Hayley Leggs: Tenha um ótimo Hellfest!
    Floor Jansen: Sim! Você também!


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  • Volkskrant – Floor Jansen

    Volkskrant – Floor Jansen

    Tradução: Head up High, my dear! | Original here!

    Floor Jansen é a nossa maior cantora pop internacional. Como é que a Holanda não a conhece?

    Floor Jansen, a maior vocalista que a Holanda tem para oferecer ao mundo, mora numa pequena e bela vila, que certamente deve ser uma das menores do mundo.

    Essa vila de cartão postal fica no meio de florestas nebulosas, colinas verdes e um grande lado que, de acordo com o último senso, possui 233 habitantes. Certamente é o tipo de lugar onde você esperaria que a vocalista de uma banda como o NIghtwish vivesse. Ou, pelo menos, vagando por suas fantasias e sonhos do metal.
    Mas Floor Jansen (Nascida em Goirle, 1981) já teve o suficiente desses clichés que a circundam em seu gênero musical: A orquestra prazerosa e as vezes o místico Hard Rock, que era também chamado de Gothic Metal anteriormente. Não tente começar uma entrevista com ela falando sobre essas florestas nebulosas e místicas senão você vai ver que não vai ter mais sobre o que conversar. “É certamente quieto aqui”– ela diz – com certo eufemismo (mais como um aviso ao entrevistador, eu presumo) mas há também a ferrovia próxima e na colina há condomínios.
    Entretanto, ela concorda que é um tipo diferente de vida se comparado ao que ela era acostumada em sua cidade Natal. E ela fala disso desaprovando, de certa forma: “Claro que você possui lagos na Holanda, mas com certeza com alguns milhares de pessoas em volta de todos eles. E Jet skis cruzando a água!” Bem, sim, a Holanda…um selo postal com 17 milhões de pessoas. Parece haver algumas cicatrizes na sua relação com sua terra natal e ela não se importa de explicá-las. Ela fica até feliz e quer falar sobre elas.

    UM SHOW HOLANDÊS DECENTE

    Mas uma coisa de cada vez. Tais recursos que ela gosta na Costa Oeste da Suécia, onde ela vive com seu marido Sueco Hannes Van Dahl (baterista da banda de metal sueca Sabaton) e sua filha – hoje com um ano de idade – Freja. Floor se estabeleceu aqui pela proximidade ao aeroporto internacional de Goteborg. E sim, também por causa da quietude pura e da paz que há na área.

    Com seus companheiros do Nightwish ela canta ao redor do mundo; da Escandinávia para toda a Europa. De Moscou e Pequim até São Paulo, no Brasil. E para você ter uma ideia de como a agenda da Floor é…ela acabou de retornar de uma turnê de 34 shows nos Estados Unidos.

    No próximo sábado ela vai cantar novamente na Holanda, finalmente. Um show importante e parece que compensa um pouco, diz Jansen. “Eu tenho esperado por anos por um festival Holandês decente. É ótimo finalmente termos um e ainda melhor, ele será em Fortarock, em Nijmegen. Metaleiros de fato e a atmosfera do metal! Os caminhões da turnê cheios de fogos e artigos pirotécnicos, porque o Nightwish vai arrebentar com muita pirotecnia e músicas clássicas da banda. Eu estou nas nuvens e muito animada.”

    BAIXA AVALIAÇÃO

    Este é um dos grandes enigmas e quebra-cabeças da indústria musical holandesa. É um dos motivos que deixa os fãs com a pulga atrás da orelha. Por que será que um gênero que de certa forma começou na Holanda e conquistou o mundo, é tão subestimado em sua terra natal? Até mesmo hoje, as vocalistas femininas e bandas tem um importante papel na cena do metal feminino.
    Obviamente conhecemos as pioneiras do metal sinfônico, tais como Within Temptation (Sharon den Adel), After Forever (Floor) e Epica (Simone Simons). Mas a atenção e a apreciação que elas têm em seu próprio país não se compara à total adoração que elas têm no México ou na Rússia. Lá, longe da escassa indústria musical holandesa e bloggers e seus palcos pops e do ramo dos festivais, a luz está acesa quando Floor Jansen entra em cena.
    Aqui, o single Élan, muito tranquilo e simples de ouvir, jamais será tocado numa estação de rádio. Enquanto essa música é padrão nas playlists da Suécia e Finlândia.

    MAIOR QUE ANOUK, CARO EMERALD e ISLE DELANGE

    Através de linhas de vendas de álbuns e performances, percebe-se que Floor Jansen é de longe a maior estrela musical que nós temos na Holanda. Comparada às três mencionadas acima, mesmo com certa distância (o que não é inteiramente verdade se falarmos de vendas).

    Por que eu nunca sou convidada por Matthijs Van Niewkerk no seu programa ‘DE Wereld Draait’? (Este é um dos maiores talk shows musicais. Sharon e Anneke já foram lá muitas vezes). E quando você ouve Nightwish na 3FM? Nunca!!! Sim, as vezes quando você ganha um prêmio por alguma coisa você tem que explicar o que você está fazendo, tudo do começo. (ela fala de forma muito amarga aqui). Você recebe perguntas do tipo: “Poderia explicar o que exatamente é a música no metal, por favor!” E depois disso eles ficam falando sobre estarem estupefatos com o fato de você ser tão famoso internacionalmente!!! Depois desse tipo de ocasião eu penso: Meu Deus, de novo não! Eu estou bastante de saco cheio com isso, hoje em dia.

    De onde vem toda essa ignorância? Bem, isso é uma incógnita até hoje. Será que nós, Holandeses, não tão assim dessa música tão rica em fantasia e espiritualidade com guitarras de roque e alguns vocais de ópera combinado com música folk pesada? Eu não acho que seja uma questão de gosto. Floor pensa. Nós temos muitos fãs Holandeses também.

    Quando nós finalmente tivemos a oportunidade de tocar no Heineken Music Hall , nós o esgotamos duas vezes em apenas alguns dias. Mas o interesse real vem da cena do metal Holandês em si. Além disso, nós não temos a atenção da mídia em si. E eu penso que nós podemos atrair muitos fãs através de nossa música. Não, na Holanda eles ficam falando das mesmas bandas de novo e de novo! Bandas tais como Krezip e Kane, por exemplo. Enquanto eles não possuem nenhum reconhecimento ou popularidade em outros países! (Você pode perceber que a Floor está for a do país há alguns anos, já que essas bandas foram desfeitas há mais ou menos 4 ou 6 anos, mas acho que ela desgosta dessas bandas, assim como eu)

    FRUSTRAÇÃO

    “Nunca me acostumei com isso”, diz Floor Jansen. “Quando fiz parte do After Forever naquela época e, depois, do Nightwish, eu ainda achava tudo encantador. “Estamos criando algo especial”, era o que eu pensava. É claro que mais pessoas precisam ouvir isto. Eles ainda percebem que isto ocorre no mundo novo. Mas aqueles anos incríveis já ficaram no passado. “Hoje, acho frustrante que ninguém queira mais ouvir nossos discos. É uma pena.” A questão toda gira em torno da mentalidade musicalmente limitada na Holanda. “Na Holanda, as pessoas pensam muito nos gêneros. Nossa música é classificada como ‘metal’ e esta é uma música de nicho. Quem é do nicho já conhece.”

    Graças ao seu talento e destaque em bandas como After Forever e ReVamp, Floor Jansen é vista como um modelo de cantora no metal sifônico na Holanda. Com uma voz que alcança tanto notas operáticas, como as mais suaves, além das mais fortes, Floor fez com que até o metaleiro mais conservador tirasse o chapéu para seu talento. Quando o Nightwish enfrentou a saída da vocalista Anette Olzon, em 2012, que foi a sucessora de Tarja Turunen, Floor Jansen foi chamada aos quarenta e cinco do segundo tempo. “Foi uma mudança de ares muito repentina”, diz Floor Jansen. “Do nada, eu tive de me perguntar se eu conseguiria cantar com o Nightwish, pois havia um problema nisso. Perguntaram se eu conhecia as músicas e as letras, e eu disse: ‘Olha, não todas elas. Mas tudo bem. Vai dar tudo certo.’ “

    PROBLEMAS PESSOAIS

    Deu tudo certo no fim das contas. “No primeiro show, no dia 1 de Outubro de 2012, em Seattle, quando eu apareci no palco no lugar da Anette, havia um fã que disse querer seu dinheiro de volta, pois não havia pagado para ver Floor Jansen cantando. Depois disso, as vendas dos ingressos subiram no mundo todo.” Ela mesma não se vê desta maneira, mas Floor Jansen foi uma verdadeira benção para o Nightwish. A banda, fundada pelo compositor e tecladista Tuomas Holopainen em 1996, na cidade de Kitee, na Finlândia, enfrentou grandes problemas internos. Membros da banda e vocalistas quiseram sair ou foram expulsos do grupo.
    “Tuomas Holopainen é o compositor mais importante da banda,” diz Floor. “Como vocalista, sei que vou cantar as músicas que ele compor, mesmo que você mesma tenha composto a melodia. E estou muito feliz no papel que desempenho. Primeiro porque eu gosto muito do trabalho de Tuomas, pois não vejo como poderia melhorá-lo mais ainda. Mas também gosto, pois tenho espaço para acrescenter minha própria maneira de cantar, de contar aquela história como eu achar melhor. As músicas do Nightwish são compostas pensando na minha voz e técnicas de canto, o que me deixa muito feliz.”
    A voz de Floor passou pelos maiores desafios que já encontrou, segundo Floor. “Hoje em dia, estou cantando notas e usando técnicas que nunca usei antes. Do nada, canto uma oitava abaixo ou acima.” O Nightwish se consolidou como um nome de peso novamente após a entrada Floor Jansen. “Se a banda ensaiasse em Nova York, nunca haveria uma vocalista”, revela Floor. “Estranho, não é? Quando me tornei a vocalista deles, eu me mudei para a Finlândia. Um dia, eu pensei: ‘Vou para o estúdio onde o pessoal está ensaiando e ver se posso me juntar a eles. Então, eu entrei, peguei o microfone e comecei a cantar. Os membros da banda olharam uns para os outros, mas eu continuei cantando. O Nightwish voltou a ser uma banda legal de se fazer parte. Nós nos divertimos muito juntos, e é isso que o público vê em nossos shows. Acabou a época em que era uma banda só de caras que procuravam uma vocalista.”

    O SENTIMENTO NA MÚSICA

    O disco mais novo, o Endless Forms Most Beautiful, o uma obra conceitual sobre ciência e biologia e o primeiro disco com Floor Jansen nos vocais, é, de acordo com vários fãs, o disco mais inovador do Nightwish. Ele possui mais arranjos de folk e pop do que metal, além de alguns riffs diferentes em músicas, que contam com arranjos orquestrais gloriosos. “Alguns artistas chegam a um ponto em que não se consegue criar algo tão maior ou impactante, então começam a criar música que tenha um sentimento forte”, segundo Floor.
    E a música que criaram com certeza vai além dos limites de gênero e públicos-alvo. “Fãs mais novos vêm aos nossos shows. Meninas que fazem de tudo para se encaixar no padrão estético aparentemente comum no metal sinfônico. Mas também temos pessoas na faixa dos cinquenta anos. Homens com óculos de leitura e roupas normais, por exemplo. Nos Estados Unidos, eu vi um homem de 80 anos bem na grade, que sabia a letra de todas as músicas. Acho que a música que criamos se tornou um meio de ligar pessoas, algo muito além de um nicho ou uma subcultura.”


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  • FortaRock: Q&A – Floor Jansen

    FortaRock: Q&A – Floor Jansen

    Muito obrigada pela tradução, Guilherme Azevedo! ♥

    Floor Jansen se apresentou no Forta Rock (02.06) em Nijmegen, na Holanda e também foi premiada (finalmente! 🙏), e reconhecida por seus esforços ao cruzar fronteiras, levando a música holandesa em outros patamares.

    O Q&A traduzido você encontra a seguir.

    Ω

    É um prazer te ter aqui, é ótimo que você conseguiu vir ao Q&A, e vamos falar um pouco sobre, ahm, a primeira coisa que me veio à mente agora é o show no Ziggo Dome, eu não acho que muitas pessoas estão sabendo que você se apresentará lá em novembro.
    Floor Jansen: De fato, sim.

    26 de novembro, Nightwish no Ziggo Dome em Amsterdam, senhoras e senhores. Uma coisa de cada vez!
    Floor Jansen: É, provavelmente será anunciado hoje, então são novidades frescas, e eu estou muito orgulhosa, por que uma banda de metal…

    Sim, é o maior show nos Países Baixos que você já fez, eu acho.
    Floor Jansen: Sim, com certeza.

    Sim, certo. E vocês lançaram uma nova compilação, e eu estava me perguntando, quando vocês saem em turnê, vocês escutam todo o repertório da banda para escolher um setlist? Como vocês escolhem as músicas que vocês tocarão ao vivo? Como que o setlist é formado?
    Floor Jansen: Sim, foi uma escolha interessante para essa tour em particular, porque nós estamos celebrando nosso aniversário de 20 anos ao fazer uma compilação de todo nosso trabalho, então para o setlist seguimos a mesma idéia, é realmente difícil porque há tantos álbuns e há tantas músicas; mas nós queremos tocar um pouco do primeiro ao último álbum, então nós temos um setlist que nós temos tocado nessas últimas sete semanas que nós estivemos nos EUA, e acabamos de começar os festivais de verão e terá muito dessas músicas que também estão na compilação, o Álbum Decades, e a partir dele nós podemos meio que variar um pouco a setlist.

    Certo, e vocês, quando vocês estão começando uma turnê mundial, vocês têm em mente que algumas músicas e alguns álbuns são mais populares em algumas partes do mundo ou todo país escutam a mesma setlist?
    Floor Jansen: Sim, basicamente, se tivesse uma canção em particular [adicionariam no setlist], mas nós ainda não fizemos isso, então nós, nos EUA, apesar dos diferentes estados ainda é um único país, então tivemos apenas um setlist. Eu disse que nós temos músicas diferentes que nós podemos escolher [do decades], e se tiver uma música em particular que se destaque, mas até agora nós estamos felizes com ele.

    Você deve receber vários pedidos de música sempre.
    Floor Jansen: Sempre, e você nunca consegue agradar à todos, é impossível.

    Certo, certo. Quando você sabe que vai tocar nos Países Baixos, o que isso significa para você? O que difere de festivais na Alemanha, ou festivais na França, ou até na Finlândia? Tem um significado diferente para você?
    Floor Jansen: Sim, com certeza. Digo, sou holandesa para sempre! Mesmo que eu tenha me mudado para o exterior e canto numa banda finlandesa, minhas raízes claramente estão aqui, eu comecei aqui, tocando em porões, em locais pequenos, locais enormes, eu tive o suporte do público holandês o tempo todo e aparentemente ainda tenho, se eu venho aqui, é realmente muito reconfortante, estou me arrepiando aqui! Obrigada, porque, bem…

    É estar em casa.
    Floor Jansen: É, é estar em casa, e quando nós tocamos o Heineken Musical na tour passada, nós tínhamos uma apresentação que esgotou num estalar de dedos, e depois nós esgotamos de novo num piscar de olhos e eu pensei “nossa, isso é estar em casa, que acabou de provar que bem, eu fiz algumas entrevistas e apareci em alguns jornais onde eu disse que odeio a Holanda por conta da sua cultura musical” – risos – mas isso não se aplica as pessoas que têm me acompanhado desde sempre, porque eu acho que todo metaleiro sabe do que eu estou falando quando se trata da diversidade na nossa música, e na grande mídia as pessoas não podem nem escolher [o que ouvir], então eles nunca entram em contato em bandas como Nightwish porque não é tocado nas rádios, essa foi a minha encrenca, mas vindo aos Países Baixos como uma holandesa, agora e no passado, sempre venho com um apoio extra e isso é emocionante, e agora com Ziggo Dome é ainda maior, e isso é puramente por conta disso [aponta para o público], por conta de vocês, e agora é a hora de vocês me darem aplausos. Obrigada! Isso é especial.

    Okay, agora que você… quando você olha para o passado, na Holanda, do período que você estava no After Forever, você teve o Revamp, e bem quando o Revamp estava deslanchando, o Nightwish apareceu. Você já considerou encerrar o Revamp de outro modo de como o que aconteceu?
    Floor Jansen: Sim, e eu encerrei primeiro. Quando eu me uni ao Nightwish daquele modo repentino, nós tínhamos acabado de planejar a gravação do segundo álbum, depois de um tempo de pausa, bem, pausa – eu estou bem, ajeitando as coisas para uma turnê, planejando algumas coisas e preparando um novo álbum – foi nesse período que eu me juntei ao Nightwish, do nada. Aquilo significava que eu teria que me adaptar os planos de gravação, e o lançamento do segundo álbum, mas eu não pensei por um momento “bem, agora não vou mais lançá-lo” ou então “não o terminarei”, eu queria terminá-lo, eu queria fazer uma turnê com o álbum, para as pessoas que estavam esperando, ambos os membros da minha banda quanto as pessoas que escutavam a banda, então foi isso que eu fiz. Mas aquilo significava que eu estaria em turnê e fazendo álbuns o tempo todo e como eu já tinha tido o burnout, eu não queria ter outro, então eu tive que fazer uma escolha. E também porque eu teria que pedir para todos do Revamp para esperar por mim, e isso não é justo, todos eles são ótimos musicistas, e muitos estão aqui hoje, tocando em bandas diferentes e isso é, você sabe, o que eles devem fazer.

    Sim, sim. Legal. Então, quando você se mudou para a Escandinavia, para a Finlandia, como você se sentiu? Foi um recomeço para você, como foi encerrar um capítulo da sua vida?
    Floor Jansen: Sim, eu nunca me vi como alguém que se mudaria para o exterior e isso simplesmente apareceu na minha jornada, eu tentei aprender a língua finlandesa que é realmente difícil, e eu percebi que se eu quisesse realmente aprender a língua, eu precisaria me mudar para a Finlândia, e isso foi um grande passo, e muito assustador. Eu me mudei sozinha; eu me mudei para lá e estava cercada por ótimas pessoas, mas ainda assim, lá está você em um país diferente. Eu não entendia nada, se tinha uma tradução para alguma outra língua, era para o russo. Ir ao supermercado e olhar para as placas e não ter ideia do que significa…
    Mas então eu conheci um homem sueco, e eu conversava em inglês com um sueco na Finlândia, o que não fazia sentido; mas eu me apaixonei pelo Norte, então me mudei para a Suécia, então meu finlandês… bem, ele nunca realmente aconteceu mas eu sou boa em sueco!

    Dado o status do Nightwish na Finlândia, o que acontece quando você sai em público na Finlândia, as pessoas se aproximam de você, ou, como que funciona?
    Floor Jansen: Bem, finlandeses e holandeses são bem parecidos quanto a isso, bem diretos mas não ficam “oh meu deus, isso é maravilhoso”, então normalmente eu consigo me movimentar pela cidade normalmente. Entretanto, depois da primeira cerveja e da primeira vodka, as coisas começam a ficar diferente [risos], mas eu realmente me senti como se todos soubessem quem eu sou e eu não conhecia ninguém onde eu vivia, então logo apareceram vizinhos na porta: “hey, você vai tocar no festival do vizinho, posso ir como convidado?” e coisas assim. Eu não curti muito.

    Sim sim, então… você ensina, você teve treinamento profissional, então você ensina online e eu imagino que…
    Floor Jansen: Não ensino mais há alguns anos…

    Certo, quando você pensa nos seus estudos, como cantora, eu estava me perguntando, você acha que há atenção o suficiente para o rock e metal nesse tipo de estudo? Digo, você pode se tornar uma cantora de ópera, uma cantora de jazz, mas quando você analisa o canto de rock e de metal, você recomendaria algo ao sistema educacional que nós temos?
    Floor Jansen: Eu acho que, ahm, o sistema educacional deixa o pop e o rock de lado. Quando eu queria estudar canto, quando eu terminei meu ensino médio, não tinha nada além de escolas teatrais ou o conservatório, mas agora há Escolas de Rock, e há vários tipos de escola…

    I: Você esteve no primeiro ano da Rock Academy, certo?
    Floor Jansen: Sim, quando se trata da evolução da música pop, no geral, cantar de uma forma não-classica, é uma evolução relativamente curta, há apenas algumas décadas de conhecimento do uso da voz pop, enquanto há centenas de anos de conhecimento do uso da voz erudita. E você realmente pode perceber que nos últimos 10, 20 anos, o conhecimento tem crescido. Até quando eu estava estudando, no começo, eles disseram “o jeito que você canta não é possível, você não deve cantar desse jeito, é ruim para a sua saúde”, e eu não estava nem fazendo gutural ou algo assim, apenas a combinação de 2 cantos era vista como algo completamente inalcançável. “O que ela está pensando??” Mas denovo, há muitas cantoras muito famosas provando o contrário, e agora há muito mais conhecimento sobre isso, então eu acredito que os estudos são bons e importantes, te ajuda, mas tudo parte de você mesmo. Você precisa ter talento, você precisa ter a vontade e a ambição de ser sucedido, essa é a combinação. A escola não vai te levar a algum lugar, tudo depende de você [risos].

    Ahm, quando você começou com o Nightwish, você teve que colocar muita coisa em dia com todo o repertório e…
    Floor Jansen: Sim [risos]

    E agora você está mais estável, mais ou menos, e você está pensando sobre novos álbuns, e a sua própria influência na banda, eu acho…
    Floor Jansen: Sim, depois de 6 anos [risos]

    Obviamente, mas, quais suas ambições como cantora? Quais outras ambições você tem além de só manter o Nightwish acontecendo?
    Floor Jansen: Eu particularmente não tenho ambições assim no momento, eu estou muito satisfeita com o que eu consigo fazer musicalmente e também com a minha energia criativa, apesar de eu não estar escrevendo, eu estou tendo muita liberdade em fazer as músicas virem à tona com a minha energia criativa, e meu som, e com isso eu me sinto desafiada, mas eu sempre estive fazendo alguns projetos paralelos ou algo a mais, e eu na verdade estive trabalhando em um álbum que eu escrevi há 10 anos, que vai sair esse ano em outubro, e é rock. Nós estávamos experimentando com isso, e além, eu adoraria gravar um álbum super calmo, mas o primeiro lançamento será rock. Você nunca sabe o que vai acontecer, e eu amo a progressão natural das coisas conforme elas veem.

    Você já foi chamada para fazer um álbum de óperas ou algo parecido?
    Floor Jansen: Não, mas, eu consigo cantar um pouco de ópera, mas eu não sou uma cantora de ópera. Eu gosto do que eu consigo fazer, eu tenho orgulho do que eu consigo fazer, mas a diferença entre uma cantora de ópera completamente realizada e eu, que teve um pouco de estudo, é bem grande, e eu ouvi uma cantora de ópera hoje que eu pensei “wow eu não acho que eu compraria o álbum mas ela é ótima!”. E eu consigo ouvir a diferença.

    Certo, tudo certo.
    Floor Jansen: Além disso, mundo do teatro e esse [metal] são tão diferentes, eu me encaixo perfeitamente nesse, mas não acho que o teatro seria a minha praia.

    Não, não, certo. Eu gostaria de te perguntar uma última pergunta antes de eu passar a palavra, e é quando você analisa a sua carreira, desde o After Forever, até hoje, você vê como períodos separados ou é tudo uma coisa só, e você percebe que 20 anos depois, aqui estamos nós.
    Floor Jansen: Ah, eu não sei. Teve grandes momentos, porque do nada não havia mais After Forever e isso foi um “boom” muito grande, esse capítulo está fechado agora, eu estive doente por um ano e meio, e isso criou uma pausa tão grande que eu não consigo ver como se fosse uma coisa contínua de 20 anos. Mas as vezes eu acordo e penso “eu tenho feito isso por vinte anos!”, olhando para mim mesma no espelho e sim, de fato, eu tenho feito! O tempo voou, isso é ótimo, e eu vejo bandas novas agora e eu percebo que eu tenho envelhecido, que eu não sou mais aquela garota de 18 anos entrando na cena de festivais. Eu me lembro do sentimento de querer mostrar para todo mundo “hey, eu também sou uma artista”, porque naquele tempo era tão raro para uma mulher ir para o backstage como uma artista, e atualmente isso é tão mais comum, o que é uma ótima coisa de se ver e ser uma das pessoas, nesse sentido, que conseguiram estabilidade dentro da estabilidade [risos]. É um ótimo sentimento, mas 20 anos? Não, foi num piscar de olhos.

    Certo, então nós chamamos a Floor, como parte da Booma Rocks Presentation aqui no Fortarock, a Booma Rocks está tentando promover bandas holandesas de música pesada tanto nacionalmente quanto internacionalmente e nós temos feito isso há alguns anos, e nós gostaríamos de chamar Frank Helming ao palco que é o diretor da permacultura e quem começou o Booma Rocks que tem um anuncio a fazer!
    Floor Jansen: Um anúncio muito bom e não muito… bem… você pode ver o que está em minhas mãos. Mas eu vou falar algo por uns 30 segundos, desculpe. Nós começamos o Booma Rocks há 6 anos para fazer exatamente o que você estava dizendo há uma semana no jornal, para tentar colocar mais pessoas na rádio, metal, rock o que quer que seja, contanto que não seja apenas música eletrônica e etc. Nós começamos há 6 anos e você descobre, quando começa a fazer uma coisa dessas que leva um longo tempo para crescer, e depois de alguns anos, eu acredito que estamos recebendo um pouco de atenção do mundo exterior [fora do mundo do metal], fora da Holanda, mas também na Holanda. Finalmente estamos recebendo um pouco de atenção em música pesada, e nós também pensamos em todo esse processo de tentar promover música pesada era bem, você tem que ter uma atenção especial às pessoas da Holanda que estão realmente levando a música pesada para todos os lugares dentro e fora do país, então nós queríamos fazer uma Booma Rocks Expo Awards e um dos nomes que mais chamaram a atenção nossa e dos fans foi, claramente o seu, porque se tem alguém da Holanda que está recebendo e direcionando toda a atenção para a direção certa, é você, senhora Floor Jansen, e eu realmente queria te parabenizar por ganhar o Booma Rocks Expo Awards 2018!

    Floor Jansen!
    Floor Jansen: Wow! Eu geralmente sempre tenho algo a dizer, eu sou uma mulher, no final das contas, mas eu estou impressionada pelas palavras que você usou para justificar o porquê de eu estar ganhando o prêmio. Me tocou profundamente, eu, ah, yeah, eu estou honrada, de verdade, porque eu acho que todos os nossos corações batem para a mesma direção, pelo amor a essa música e não é só sobre mim, ou você, ou sobre as bandas, mas sobre o sentimento que essa música transmite e eu poder ser uma parte importante de toda essa estrutura, é uma honra e eu estou muito orgulhosa que eu ganhei esse reconhecimento para uma música que faz todos os nossos corações baterem mais forte. Obrigada! De verdade.


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  • DECADES Latin America: datas, locais e mais

    DECADES Latin America: datas, locais e mais

    DECADES World Tour 2018 – Latin America

    Após exatos 3 anos, a banda finlandesa Nightwish, retorna ao Brasil, em comemoração de seus 20 anos de carreira, tornando-se assim, ainda mais especial. DECADES World Tour entregará aos fãs músicas de toda a sua carreira, adaptações e, claro,  grandes emoções! Mas antes, contaremos também com a banda holandesa Delain, que mesmo tendo passado pelo Brasil em novembro de 2017, fará parte dessa grande festa, abrindo os shows de cada uma das cidades.

    Eu mal posso esperar para cantar a história do Nightwish!” Floor Jansen


    Endereço: Rua Bragança Paulista, 1281,Chácara Santo Antônio, São Paulo – SP
     Abertura da casa: 19:00 | Delain: 20:15 |  Nightwish: 22:00h



    • Bilheteria Tom Brasil (Horários de funcionamento: de Segunda a Sábado das 10h as 20h, e aos Domingos e Feriados das 10h as 18h. Em dias de show a bilheteria terá seu horário estendido em 30 minutos após o inicio do show).

    • Telefone – Ingresso Rápido – Tel: 4003-1212 (Horário de atendimento: segunda a sábado, das 9h às 22h)
    (Formas de Pagamento: cartões de crédito Visa, Mastercard, Credicard, Diners)

    • Compra Online – Ingresso Rápido AQUI (Formas de Pagamento: cartões de crédito Visa, Mastercard, Credicard, Diners)

    • Pontos de venda: Com taxa de conveniência, acesse AQUI

    Taxa de Compra através da Ingresso Rápido
    Compra em ponto-de-venda: 15% do valor do ingresso | Entrega em domicílio Grande São Paulo: R$ 15,00  Entrega em domicílio São Paulo Capital: R$ 10,00 | Retirada na bilheteria: R$ 5,00

    *Meia entrada: estudantes, pessoa com deficiência e um acompanhante, aposentados, idosos (pessoas com mais de 60 anos), jovens pertencentes a famílias de baixa renda, com idades de 15 a 29 anos, diretores, coordenadores pedagógicos, supervisores e titulares de cargos do quadro de apoio das escolas das redes estadual e municipais, professores da rede pública estadual e das redes municipais de ensino.

    Os ingressos já estão disponíveis para compra.

     


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  • NORTHWARD: Novo Projeto

    NORTHWARD: Novo Projeto

    Original Post | Tradução: Head up High, my dear!

    Floor Jansen anuncia seu mais novo projeto: NORTHWARD!

    @floor_jansen_official:“Eu disse que estava trabalhando em outras coisas por trás das cenas ano passado! 🤘🏻 E agora isso é oficial! Este ano, meu tão esperado projeto Northward será lançado. Eu o escrevi em 2008 com Jørn Viggo Lofstad e agora, em outubro de 2018 o álbum será lançado!!!! Mais informações aqui:  Northward | Nuclear Blast.  📷: @thevandahl_official”


    A nova banda de hard rock de Floor Jansen e Jørn Viggo Lofstad assina contrato com a Nuclear Blast e anuncia seu primeiro disco!

    Foi durante a “All Star Jam”, com grandes nomes, no festival Progpower USA, em Atlanta, em 2007, que a magia aconteceu no palco, quando a atual vocalista do NIGHTWISH, Floor Jansen, e o guitarrista do PAGAN’S MIND, Jørn Viggo Lofstad, se conheceram e decidiram se unir para fazer versões cover de algumas músicas, percebendo, assim, uma sintonia criativa muito natural entre os dois. Ainda que os dois músicos não se conhecessem até então, ambos descobriram uma paixão mútua por música de hard rock clássicas e decidiram compor juntos. Em 2008, estas duas figuras, ainda sem se conhecerem muito bem, conseguiram compor um disco inteiro em pouquíssimo tempo. Mas, por conta das agendas apertadas em suas bandas principais, o novo projeto entitulado NORTHWARD nunca chegou a ver a luz do dia… Até hoje!

    Em 2017, o ano em que o NIGHTWISH fez sua pausa, Floor aproveitou a oportunidade para entrar em contato com seu velho amigo, Jørn Viggo, para saber se ele ainda gostaria de retomar o NORTHWARD… E é claro que sim! “O Jørn disse que tinha interesse em retomar o o projeto e, assim, começamos a planejar tudo. Nós nos encontramos em março de 2017, na Suécia, para conferir todo o material juntos e ver se ainda estávamos satisfeitos com o que havíamos composto“, menciona Floor.

    Deixando de lado as limitações dos gêneros musicais, o som do NORTHWARD é pesado, direto firme em um tipo de som já consagrado por bandas como SKUNK ANANSIE, FOO FIGHTERS E ALTER BRIDGE, mas também em bandas mais clássicas, como DEEP PURPLE e LED ZEPPELIN. É o tipo de som que vai direto ao ponto e não se prende a nada.

    Com a ajuda do produtor Jacob Hansen (VOLBEAT etc.), ambos criaram uma joia rara em termos de riffs pesados e a voz incomparável de Floor, sem nenhuma influência das bandas principais de nenhum dos dois. E, ainda que as músicas tenha sido compostas em 2008, elas ainda têm um tom atual e forte nos dias de hoje, assim como tinham quando foram compostas. “É uma sonoridade melódica, mas que também puro pé na porta e soco na cara. Tem bons riffs, melodias e arranjos incríveis. A gente gostaria de chamar isso só de ‘música boa‘”, comenta a vocalista. “Nós queríamos explorar o pontos mais tradicionais e básicos do rock, com a bateria, o baixo, as guitarras e os vocais, não toda aquela coisa envolvendo arranjos de teclados, corais etc“, acrescenta Floor.

    Junto de Floor Jansen e Jørn Viggo Lofstad, Morty Black (do TNT) assume o baixo, enquanto a bateria é o lugar de Django Nilsen e Stian Kristoffersen (do PAGAN’S MIND). Você também vai notar a participação da irmã de Floor, Irene Jansen, cantando em dueto na música “Drifting Islands”. Por fim, Ronny Tegner, do PAGAN’S MIND, toca o piano em uma das músicas.

    Neste ano, o NORTHWARD se mostra pronto para dar as caras e a data de lançamento de seu disco de estreia, pela Nuclear Blast, será revelada em breve. Floor Jansen ainda diz: “Estamos felizes e empolgados em poder lançar nosso disco pela Nuclear Blast. Eles aceitaram o desafio de produzir um disco que não fosse de metal por acreditarem em nós e, também, pelo simples amor à música que eles acreditam ser boa. Nós dois investimos tudo o que tínhamos de corpo e alma neste disco. Estamos muito orgulhosos disso e mal podemos esperar para que vocês possam ouvi-lo!”


    Fanpage


    BIOGRAFIA

    Durante a “All Star Jam” com grandes nomes que estiveram no festival Progpower USA, em Atlanta, em 2007, a magia aconteceu no palco, quando a então vocalista do After Forever, Floor Jansen, e o guitarrista do Pagan’s Mind, Jørn Viggo Lofstad, se juntaram para fazer versões cover de algumas músicas. Em 2008, estas duas figuras, que ainda não se conheciam muito bem, conseguiram compor um álbum inteiro em pouco tempo. O tipo de música no disco não deve ser comparada à sonoridade do After Forever, tampouco do Pagan’s Mind. A música que eles compuseram pode ser descrita como rock ou hard rock melódico com bateria, baixo, guitarra e vocais bem destacados. Sem o estilo operático, arranjos de orquestra ou outros elementos de música progressiva, ambos decidiram voltar às origens de tudo, com uma mistura musical baseada no som de bandas como Skunk Anansie e Led Zeppelin, e até mesmo Foo Fighters.

    Após 2008, o projeto foi para a gaveta por decisão de Floor em função do fim do After Forever. O “Northward” precisava permanecer como projeto paralelo ao invés de uma banda nova para que Floor pudesse, de fato, começar sua própria banda. Muitas coisas aconteceram desde então e nenhum dos membros envolvidos tinha tempo livre suficiente para as gravações do disco, tampouco para o lançamento deste.

    Quando o Nightwish anunciou sua pausa em 2017, Floor entrou em contato com Jørn Viggo e perguntou se ele gostaria de retomar o projeto. A música que eles haviam composto mostrou ainda ter força e relevância no cenário atual, assim, ambos puderam retomar o projeto de onde haviam parado. Não é comum que músicos passem 10 anos sem sentirem a necessidade de mudar alguma coisa em suas obras. A confiança que eles sentiram no material que tinham aumentou a empolgação, levando ambos a retomarem as gravações neste ano.

    O álbum será lançado ainda em 2018!


  • Revista: METAL Hammer

    Revista: METAL Hammer

    Metal Hammer – Adquira a sua AQUI | Tradução: Head up High, my dear!

    Uma celebração das mulheres que definem o metal em 2018


    “Havia um cara na plateia que não parava de gritar comigo. Ele não calava a boca. Eu disse a ele: ‘Por que você vem aqui e diz isso na minha cara depois do show?’ ”


    Floor Jansen passou sua vida inteira lidando com gente grosseira. Enquanto o Nightwish se prepara para comemorar seus 20 anos de carreira cheios de sucessos incríveis, descobrimos por que sua tão introvertida vocalista se recusa a seguir as regras.


    Floor descreve a si mesma como “teimosa e determinada” e que esta atitude lhe rendeu bons frutos até o momento.


    Se Floor Jansen ainda se lembra da primeira vez que lidou com comentários imbecis e saiu vitoriosa. Foi no início dos anos 2000, com sua antiga banda, o After Forever, durante uma turnê que contava com outras bandas quase que exclusivamente europeias e compostas por homens. A presença de uma mulher nos vocais, aparentemente, foi demais para algumas pessoas mais limitadas na plateia, que foram dominadas por um típico comportamento masculino. “Eu tive de ouvir muita merda da plateia o tempo todo”, diz ela. “’Veja só, tem uma mulher no palco‘. No início, encarei como parte da situação toda. Mas a coisa logo me deixou meio ‘Sério mesmo?’. As pessoas gritavam ou ‘Slayer!’ ou ‘Peitos!’. E eu dizia ‘Beleza, não somos o Slayer e eu tenho peitos. Muito inteligente da sua parte ser capaz de perceber essas coisas. Podemos deixar isso de lado agora?’”

    Levando em consideração a mulher que era o foco daqueles comentários era, nas palavras dela, “teimosa, determinada e sem medo de brigar”. Era inevitável, também, que as coisas chegassem a um ponto crítico. Floor não se lembra da data ou onde aconteceu, mas lembra-se claramente como a discussão ocorreu.

    Tinha um cara gritando coisas idiotas para mim o tempo todo: ‘HURR DURR, PEITOS’ [ridicularizando o tom de voz do rapaz]. Ele não calava a boca. Uma hora, eu disse: ‘Já que você é tão machão, por que você vem aqui e diz isso na minha cara depois do show?’”

    O público, segundo ela, segurou a respiração por alguns segundos. A holandesa de quase dois metros armada com um olhar cheio de fúria e paciência já no fim havia abertamente provocado um imbecil bêbado.


    É, eu chamei o cara pra brigar no palco”, diz ela. “Funcionou na hora. Ele ficou quietinho.” Ela levanta a sobrancelha, como quem sabe o que faz, e diz: “Se quiser ser idiota a esse ponto, sinta-se à vontade. Mas você não merece minha atenção.”


    Quando se pensa na atitude esnobe de alguns fãs com o gênero musical, é irônico que o metal sinfônico tenha sido a principal frente de batalha pela igualdade de gênero nos últimos 20 anos. Há poucos gêneros musicais em que as mulheres tenham alcançado uma posição tão forte de destaque, com exemplos como Sharon den Adel, do Within Temptation, até Simone Simons, do Epica, e a própria Floor. Ainda que seja dominado por homens, este é um gênero ainda pouquíssimo excludente do que muitos outros gêneros musicais tidos como “evoluídos” (por exemplo, a grande mente por trás da banda em que Floor canta, o Nightwish, é claramente Tuomas Holopainen, o tecladista e principal compositor).

    A própria Floor não está lá muito confortável em ser algum tipo de modelo a ser seguido por ninguém, mesmo que a modéstia a torne relutante em ser um exemplo de luta pela igualdade de gêneros. “As pessoas parecem me consideram algum tipo modelo a ser seguido.”, diz ela. “A princípio, eu pensei… [ela faz um som de desaprovação]… Mas, então, pensei: ‘’Bom, me sinto um tanto lisonjeada com isso.’ Não quero que as pessoas me copiem. Eu quero que você seja você mesma. Você já é forte o suficiente. Enfim, não quero que as pessoas ache que eu sou tudo isso.”

    Estamos em um estúdio, sob temperaturas baixíssimas, em uma região industrial localizado nos subúrbios de Gotemburgo. Floor mora a meia hora dali, com seu marido, Hannes, baterista do Sabaton, e a filha dos dois, a bebê de dez meses Freja. É a primeira semana de janeiro. Em alguns dias, Floor vai se reunir com seus colegas de banda do Nightwish para conversar sobre as turnês europeia e norte-americana para promover o novo disco de melhores hits da banda, o Decades. Será a primeira vez que eles se reúnem desde 2016, quando iniciaram sua pausa de um ano. Para a cantora, a pausa e sua gravidez se encaixaram perfeitamente, ainda que de maneira não muito óbvia. “Acho que muitas pessoas imaginaram que eu faria aquela pausa por causa da minha gravidez.”, diz ela. “Mas a gravidez ocorreu por causa da decisão de tirarmos um ano para descansarmos.” Quando sugeriram a pausa, ela não gostou muito da ideia a princípio. Ela havia entrado na banda fazia poucos anos e ainda estava com toda a energia possível para fazer shows.

    Não foi um momento em que eu pensei: ‘Beleza, vamos fazer uma pausa’. Eu pensei: ‘Ah, merda…’”

    Mas a ideia começou a se desenvolver para ela. Ela e Hannes haviam conversado sobre terem filhos, e esta seria a oportunidade perfeita para tentar. “Estou em uma banda com seis pessoas”, ela diz. “Se uma pessoa decide fazer algo, esta decisão vai afetar a todos. Foi aí que eu pensei: ‘Hm, esse um ano pode ser uma bom período.’ Mas até isso foi difícil! Hahaha! Não se consegue planejar muita coisa quando o assunto é gravidez.”

    No palco e no estúdio, Floor é uma figura imponente. Sua voz, poderosa e estridente, mas carregada de emoção e delicadeza, é quase que uma força da natureza de tão potente. Hoje, sentada em uma cadeira baixa, de pernas cruzadas, ela se mostra aberta e bem amigável, mesmo com o ar de frieza que a cerca. Ela admite não ter paciência, tampouco tolerância com pessoas idiotas. “Todo mundo conhece um bocado de idiotas em seus ambientes de trabalho, não apenas no meio musical”, afirma ela. “Mas eu sou impaciente. Isso faz qualquer um soar meio idiota em qualquer situação. Sei que não é justo.”

    Independente do que digam, Floor Jansen não é esnobe. Esta palavra foi usada por muitas pessoas para descrevê-la durante anos e tornou-se um tipo de ofensa que funcionou como uma arma usada por pessoas aparentemente incapazes de entender que uma mulher em uma posição de poder como a dela tem o direito de se recusar a ouvir besteiras de qualquer um. Em 2014, ela se sentiu na obrigação de divulgar uma carta aberta na internet em resposta às críticas relacionadas a como ela lidava com seus fãs. O conteúdo da carta resume-se em uma frase que vai direto ao ponto: “Não sou uma vadia arrogante” (um sentimento que um colega de profissão homem nunca precisaria externar para se defender). “Só o fato de ter de escrever sobre isso já me irrita”, diz ela, claramente incomodada. “Pois eu me senti mal interpretada, mas defendo o que disse. As pessoas acham que, quando vêm falar comigo, gritando no meu ouvindo, eu tenho de atender aos desejos delas. Eu vou me virar, sorrir e tirar uma foto com elas, mas não sou obrigada a nada. As pessoas não têm o direito de dizer se deu devo fazer alguma porra ou não só porque eu canto em uma banda.”

    Pouco presente em alguma rede social atualmente, Floor não usa o Twitter há meses (talvez anos) e não esconde o desconforto que sente com artistas que “postam 12 fotos de si mesmos no Instagram todos os dias.” Ela se tornou o alvo de uma fúria implacável por parte de certos grupos de headbangers após dizer que o Slayer era “uma banda terrível” em uma entrevista dada à Metal Hammer.

    A questão das mídias sociais é ridícula”, diz ela, mostrando não ter mais paciência com o assunto. “Todos dizem o que querem o tempo todo. Em teoria, não tem nada de errado com isso, mas as pessoas o fazem de maneira nem um pouco civilizada. Imagine só entrar em um bar e todos lá conversam como as pessoas conversam na internet. Haveria brigas e gente perdendo os dentes o tempo todo. As redes sociais são…”. Ela parece estar tão cansada do assunto, que mal termina a frase. No entanto, ela respira fundo e solta o ar de maneira brusca, demonstrando o que acha de toda a situação.

    Ela nem sempre foi tão forte assim. Quando era adolescente e ainda explorando o canto, ela sentia uma mistura de confiança e insegurança. Na parte corporal, sua altura serviu-lhe como vantagem ao cantar, pois tinha presença de palco, além de uma voz potente.


    Floor: nem de longe uma “vadia arrogante”.

    Mas também significa lutar pelos direitos de suas colegas de profissão.


    Eu era alta e tive de ouvir piadinhas por causa disso durante muito tempo”, revela Floor. “Sofri muito bullying durante bastante tempo. Foi péssimo. Me senti muito sozinha nesse período. Eu só tinha um ou dois amigos.” A música trouxe conforto. Ela pediu para participar do musical de Joseph And The Amazing Technicolor Dreamcoat, produzido em sua escola. “Foi lá que me tornei próxima às pessoas que, aparentemente, não se importavam com o que incomodava tanto o resto da escola, como a minha altura ou o meu sotaque, que tinha por ser de uma região diferente da região deles.”

    Em 1999, Floor se formou na escola e matriculou-se na Rock Academy, um instituto de música novo na cidade de Tilburg, que tinha o objetivo de ajudar a desenvolver os talentos musicais das pessoas da região (alguns alunos da primeira turma incluíam membros da banda Krezip e o rapper Cilvaringz, que, de alguma maneira, trabalhou com o Wu-Tang Clan). “Todo mundo se matriculou, mas havia apenas 40 ou 50 vagas e, por isso, a concorrência era grande”, conta Floor. “Mas eu consegui entrar. O lado ruim era que não havia muita estrutura, então acabamos servindo como cobaias de teste. Eu não aprendi muita coisa lá.”

    Ela já tinha outros planos em mente. Na época, ela já era membro do After Forever, que fez parte da primeira onda de bandas de metal sinfônico a surgirem nos anos 90. Ela entrou para a banda alguns anos antes, quando tinha 16 anos. Um ambiente dominado por homens, no das bandas de metal nos anos 90, talvez fosse um tanto intimidante para uma adolescente sem experiência nenhuma na indústria fonográfica. Mas Floor diz o contrário. “Achei que foi algo tranquilo”, afirma ela, dando de ombros. “Sempre me considerei parte do clube do bolinha, mas sem ser masculinizada. Ser alta e não me ofender com facilidade foram coisas que ajudaram a me adaptar sem ter de aceitar certas coisas tão facilmente. Não cheguei a me identificar com o movimento da hashtag #metoo, principalmente porque eu tinha 1,83 de altura e falava o que pensava o tempo todo.”


    O After Forever teve uma boa careira. Eles conseguiram desenvolver uma fanbase na Europa, mesmo sem serem tão grandes como o Nightwish. Mas, no final da carreira, em 2009, a ficha caiu para Floor.


    SOFRI MUITO BULLYING DURANTE BASTANTE TEMPO” Sofrendo preconceito na escola, Floor encontrou um refúgio no canto e na música.

    Para Floor, a sensação que veio com o fim do After Forever foi a de “uma punhalada nas costas.”

    Floor forma o ReVamp e faz um a pausa em seu projeto com Jorn Viggo.


    2010 – O ReVamp lança seu disco de estreia pela nuclear Blast.

    2011 – Floor sofre com exaustão causada pela síndrome de Burnout, forçando o ReVamp a cancelar diversos shows.

    2012 – Floor recebe o convite para substituir Anette Olzon no Nightwish e faz seu primeiro show com a banda no Showbox, em Seattle, no dia 1 de Outubro.

    2013 – Floor é oficialmente anunciada como a nova vocalista do Nightwish e realiza duetos com Tarja Turunen no Belgium Festival.

    2015 – O Nightwish lança o disco Endless Forms Most Beautiful, o primeiro disco da banda com Floor nos vocais.

    2016 – O ReVamp anuncia seu fim. O Nightwish inicia sua pausa de um ano.

    2017 – Floor dá à luz sua primeira filha, Freja, e, meses depois, lança um single com Tarja em prol de uma campanha de caridade para ajudar a ilha de Barbuda, arrasada por um furacão na época.

    2018 – O Nightwish se reúne para o lançamento da compilação dos melhores hits da banda, o disco Decades, e sua turnê.


    Não tínhamos mais química”, diz Floor. “Fizemos uma pausa para ver se conseguiríamos definir algumas coisas e mudar outras, mas, infelizmente, eu era a única da banda que tinha essa mentalidade. Para mim, foi como uma punhalada nas costas.” Os problemas enfrentados por Floor pioraram ainda mais com a crise financeira que surgiu. Ela conseguiu equilibrar as contas dando aulas em masterclasses e fazendo participações em alguns de tributo à banda. Mas, do nada, o trabalho extra deixou de surgir. Eu estava perto dos 30 anos e sabia o esforço que seria necessário para montar uma banda do nada”, revela ela. “Eu pensei: ‘ É isso que eu quero fazer novamente? Mudar todo na minha carreira e cantar um tipo diferente de música?’ Foi um período difícil.” Ela se preparou e se dedicou a uma nova banda, o ReVamp, lançando seu álbum autointitulado em 2010. “Eu queria produzir algo mais pesado do que antes, algo sem um objetivo definido”, diz ela. “E, aí, eu sofri uma crise de burnout.

    “Burnout” é o termo utilizado pelos holandeses para descrever uma condição física e mental que consistem na combinação de stress, sobrecarga de trabalho, exaustão e outros sintomas semelhantes. É um quadro clínico entre a exaustão nervosa e a depressão clínica, e é um problema grave na Holanda. De acordo com dados coletados em 2016, uma em 17 pessoas sofrem de burnout.

    Seus níveis de stress ficam altos, mudando todo o equilíbrio hormonal do seu corpo”, conta Floor. “O seu corpo produz adrenalina o dia inteiro, fazendo você ter altos e baixos normais. No caso do burnout, não há mais os momentos ‘baixos’. Seu corpo só produz os pontos ‘altos’ e você não relaxa como precisa. E ninguém consegue manter esse nível de atividade, o que leva a pessoa a ficar constantemente exausta. Isso causa uma série de coisas na sua vida.”

    Para Floor, os sintomas foram debilitantes. Ela sofreu com infecções na garganta constantemente, mesmo nunca tendo sofrido com isto antes. Ela perdeu a capacidade de fôlego e tinha dificuldade de respirar quando subia escadas. “Eu ficava tão cansada, que perdi a vontade de viver”, conta ela. “Fiz exames e a minha frequência cardíaca, meus pulmões, tudo parecia estar bem. Mas era evidente que tinha alguma coisa errada. Eu tinha uma aparência péssima e me sentia péssima.”

    Segundo ela, esta foi a única vez  em sua vida que quase desistiu da carreira musical. “Eu odiava tudo”, revela Floor. “Eu detestava estar ali. Não queria ouvir nada e não queria cantar nada. Eu tinha um colapso toda vez que tentava, mas eu era cabeça dura demais para desistir.” Ao invés disso, ela diminuiu a carga de trabalho com o ReVamp e passou a dar alguma aulas. A banda havia começado a trabalhar em um segundo disco pouco antes da crise, mas Floor usou o período de trabalho como forma de se recuperar. Aos poucos, ela começou a se sentir melhor outra vez e estava recuperando a confiança em si mesma. Naquela altura, ela se preparava dar o próximo passo com o ReVamp.  Foi neste momento que Floor recebeu uma ligação que mudaria sua vida. A primeira vez em que Floor subiu ao palco com o Nightwish foi no Showbox, em Seattle, no dia 1 de outubro de 2012. A nova vocalista da banda, Anette Olzon, havia saído repentinamente dois dias antes, no meio da turnê. Ao contrário da situação de gravidez de Floor, Anette afirmou, mais tarde, que foi demitida por ter revelado à banda que estava grávida, mas a banda negou esta declaração.

    Floor recebeu a ligação que mudaria tudo durante o casamento de sua irmã. Ela conhecia Tuomas e os membros do Nightwish após uma turnê do After Forever com o Nightwish quase dez anos antes. Ela, inclusive, estava familiarizada com as músicas da banda, mas não a ponto de não precisar treinar na viagem rumo ao show. “Quando me pediram para ir até lá, eu disse ‘Claro que vou”, revela Floor. “Fiquei me gabando? Não. Bom, só um pouco. É preciso largar um pouco da modéstia para dizer: ‘Sim, eu quero ser parte de uma das maiores bandas de metal sinfônico e não, não decorei todo o setlist ainda.’”

    Ela chegou e encontrou todos da banda em “modo sobrevivência”. A prioridade era simplesmente terminar a turnê e não havia dúvidas de que este seria o teste para o cargo de nova vocalista. “Sem dúvida alguma”, conta ela. “Naquela altura, a questão era: ‘Como vou dar conta do recado?’ Eu não pensei: ‘Agora, sou a nova vocalista do Nightwish.’ Não pensei isso. Gostei do convite que eles fizeram quando poderiam ter chamado tantas outras pessoas. Mas não era um bom momento. Eles não estavam se sentindo muito contentes com toda a situação.”

    O convite para se juntar ao Nightwish em tempo integral veio 10 meses depois. A conversa ocorreu em um hotel bar após uma participação em um festival na cidade finlandesa de Tampere. “Eu disse ‘Sim’, depois ri, chorei… Mas não pude contar nada a ninguém”, conta Floor. “Não foi sequer uma conversa com toda a banda. Eu tive que fingir que conversamos só sobre o setlist dos próximos shows ou coisa assim.”


    OUR DECADES IN THE SUN

    1981 – Nascida na cidade de Goirle, na Holanda, no dia 21 de fevereiro.

    1995 – Cantou no musical Joseph And The Amazing Technicolor Dreamcoat, de Andew Lloyd Webber.

    1997 – Junta-se à banda holandesa de metal sinfônico After Forever aos 16 anos.

    1999 – Matricula-se no novo instituto de música holandês, o Rock Academy, ao lado de membros da banda Krezip e o futuro parceiro de composições do Wu-Tang Clan, Cilvaringz.

    2000 – Canta junto de Sharon den Adel, do Within Temptation, no álbum de estreia do After Forever, o Prison of Desire. Ela também participa do disco Universal Migrator Part 1: The Dream Sequencer, da banda de metal progressivo Ayreon.

    2002 – Estuda teatro musical e canto operático no Conservatório de Tilburg, na Holanda. O After Forever participa da turnê do Nightwish pela Europa como banda de abertura.

    2008 – O After Forever tira um ano sabático. Floor participa de um projeto paralelo de classic rock com Jorn Viggo Lofstad, guitarrista do Pagan’s Mind.

    2009 – Membros do After Forever se separam por diferenças pessoais.


    EU FICAVA TÃO CANSADA, QUE PERDI A VONTADE DE VIVER” Floor sofreu uma crise de burnout durante o período em que esteve no ReVamp.


    Floor não tem tempo para besteiras.


    Quem aí quer assar um marshmallow?


    Ela desmente os boatos de que entrar para o Nightwish teria sido sua última tentativa de alcançar maior sucesso comercial. “O ReVamp ainda existia naquela época”, relembra ela. “E eu sou muito determinada para me render ao pensamento de ‘Dane-se isto’. Ainda não era o fim daquele projeto.” Ela lembra ter recebido um e-mail de Anette Olzon, quando o anúncio de sua entrada no Nightwish foi divulgada. “Ela me enviou um e-mail desejando boa sorte. Foi bonito da parte dela.”

    A relação de Floor com Anette e, especialmente, com a vocalista original, Tarja, é diferente de como os membros da banda as veem. Em novembro de 2013, no festival Metal Femal Voices, na Bélgica, ela e Tarja fizeram um dueto ao cantarem um clássico de Gary Moore dos anos 80, Over the Hills and Far Away (que conta com uma versão feita pelo Nightwish em 2001). No final de 2017, as duas se juntaram novamente para cantar uma versão em espanhol da música natalina Feliz Navidad. Ela afirma que as duas sempre se deram bem, mesmo quando Tarja foi expulsa da banda em 2005. Será que elas evitam tocar em certos assuntos quando se encontram? “Não”, diz ela após uma pausa. E será que elas falam sobre experiências pessoais com o Nightwish? “Na verdade, falamos, sim. Mas o que não quero é que as questões deles interfiram na nossa amizade. O que aconteceu com ela e os membros da banda fica entre eles, não comigo. Eu deixo esse assunto com eles.”


    EU ERA TEIMOSA DEMAIS PARA DESISTIR DA MINHA CARREIRA MUSICAL.”
    Mesmo nos momentos mais difíceis, Floor estava determinada a seguir adiante com sua carreira.


    O novo disco de melhores hits, Decades, marca, oficialmente, o fim da pausa de um ano. A compilação com dois CDs organiza as músicas da banda em ordem cronológica e cobre três épocas diferentes da banda (ou quatro se levarmos em consideração a grande mudança entre os terceiro e quatro discos, que contaram com os vocais de Tarja, o Wishmaster e o Century Child). Para Floor, é uma comemoração de sua estadia na banda, mas, também, de sua importância em uma história ainda maior. Ela diz que houve conversas sobre regravarem algumas músicas mais antigas, mas que a ideia foi rapidamente descartada. “Seria necessário tirar algum tempo para mudar as melodias. Isso seria como…”, ela faz uma pausa, como se para buscar uma analogia. “…Reescrever a história da Inglaterra, substituindo a Rainha Elizabeth e pondo sua irmã, Margaret, em seu lugar. São músicas que já foram lançadas. E seria algo um pouco desrespeitoso da minha parte. São músicas que fazem parte da história do Nightwish, quase que como parte de um legado.”

    Há planos para um novo disco, segundo ela, ainda que a maioria desses planos esteja na cabeça de Tuomas por enquanto. “Ele tem um talento natural para isso. Ele vai compor tudo e sei que, pelas conversas que tivemos por e-mail e por telefone, que ele está juntando algumas idéias. Mas ainda não temos nada gravado. Começar uma turnê como a do Decades (que incluem shows no festival Bloodstock, em agosto, por exemplo) é o nosso foco do momento. 2019 será um ano bom para o álbum novo, mas vamos lidar com outras coisas primeiro.”

    As tentativas do metal sinfônico de conquistar a igualdade de gêneros não têm tanta força no processo de composição do Nightwish, que costuma ficar nas mãos de Tuomas. Floor diz que isto se deve ao fato de que a banda reflete a visão musical de uma única pessoa ao invés de puro machismo. “Se eu pudesse acrescentar algo ao que criamos, tenho certeza de que Tuomas estaria disposto a ouvir”, afirma ela. “Mas, pela maneira com que ele compõe, isto não é muito necessário. Ele é muito bom no que faz. E o som que ele cria é o som que define o Nightwish.”

    Ela parece bem confortável com a ideia de como a banda funciona. Se não estivesse, a banda certamente seria a primeira a saber. Não se chega longe como Floor chegou cercando-se de idiotas e gente sem talento. Floor Jansen pode não querer assumir o manto de modelo para mulheres que busquem a carreira musical, mas algumas ações falam mais do que palavras.


    DECADES (BEST OF 1996-2016) SERÁ LANÇADO NO DIA 9 DE MARÇO DE 2018 PELA NUCLEAR BLAST. O NIGHTWISH SERÁ ATRAÇÃO PRINCIPAL DO FESTIVAL BLOODSTOCK, NO DOMINGO, DIA 12 DE AGOSTO DE 2018.


    NOVOS CAMINHOS

    Floor explica o que os fãs podem esperar de seu novo projeto paralelo de classic rock, o Northwards.

    Enquanto Floor Jansen mostra seus planos de se dedicar ao Nightwish  no início de 2018, ela revela que esta não é a única coisa que fará entre um show e outro. A cantora pretende lançar um disco com seu novo projeto paralelo, o Northwards, em algum momento deste ano.

    Com a participação de Jord Viggo Lofstad, guitarrista da banda norueguesa de metal progressivo Pagan’s Mind, as origens do Northwards estão no ano de 2008, quando Floor ainda era vocalista do After Forever. “A banda tirou um ano sabático, e nós compusemos várias músicas juntos”, revela Floor. “Começamos a gravar, mas acabei adianto tudo, pois o After Forever havia acabado e eu criei o ReVamp.”

    Quando o Nightwish fez sua pausa de um ano, em 2017, Floor decidiu dar continuidade à ideia ao lado de Jorn Viggo. “Nós pensamos: ‘Por que não terminamos aquele disco?’ Decidimos ouvir as músicas antigas e caramba, como ficamos felizes com o que produzimos.”

    Floor diz que o disco, que deve ser lançado no final o ano, após o Decades, do Nightwish, será algo diferente do metal sinfônico de sua banda principal. Ao invés disso, ele seguirá por um caminho musical mais próximo ao classic rock.

    Há uma música com um clima mais parecido com o Deep Purple, e outra que tem uma pega mais próxima do que Robert Plant cantaria, além de outra que tem uma sonoridade mais próxima do material do Halestorm”, revela Floor. “Não é um disco solo, mas algo com uma mentalidade de ‘É isto o que eu consigo cantar.’ É minha chance de experimentar algo novo.”


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  • Interview: Arjen A. Lucassen

    Interview: Arjen A. Lucassen

    Head up High, my dear!

    Floor Jansen has recently joined Ayreon as a guest singer on their new album, “The Source”, released on April 28. Also, as always, it was a pleasant surprise to us to be flabbergasted by such creativity and amazing musicians!

    ‘Head up High’ had the opportunity to ask a few questions to one of the most well known Dutch musicians and Ayreon mastermind, Arjen Lucassen.

    Ω

    1. You usually pick a singer whose personality shares a trait or two with the character they’ll play, and we know Floor dreamed of being a biologist herself when she was a kid. What would be the most remarkable personality trait that the character “The Biologist” and Floor Jansen have in common?
    Arjen: It’s actually the other way around! I base the character in the story and also the lyrics on the personality of the singer. And of course I know Floor so well now, and how involved she is in the environment and animal care. However, I really didn’t know she wanted to be a Biologist! So that was a good choice 🙂

    2. Floor Jansen was featured in the record “01011001” alongside her sister, Irene Jansen, on tracks such as “Beneath the Waves” and “Waking Dreams”. What was it like to have both working together? Is there a chance we might be seeing them working side by side again on any of the Ayreon’s projects again?
    Arjen: Irene was not involved in 01011001, just Floor. But they did indeed sing backing vocals together on the European tour I did with Star One! And yes, they will again sing together in the Ayreon Universe shows in September this year. Their voices are just perfect together, two amazing singers!

    3. Last year, you played a few gigs with Anneke during the Gentle Storm’s European tour . Three Ayreon Universe concerts in 2017 were recently reported as sold out. It might be too early to say, but is there a chance that this concert could happen abroad?
    Arjen: No, sorry… I am a complete recluse and I don’t tour anymore… With The Gentle Storm I just joined them on stage here in Amsterdam.

    4. It is known that your writing process is quite reclusive , but we also know that a few close musicians and artists take part in writing the music or the lyrics. Did any of the guest singers take part in the creative process as well? If so, how does it usually happen?
    Arjen: Yes. Some singers prefer to write their own lyrics or melody lines. And if I feel that they can do a better job than me, I let them. It’s all about the end result! And it always worked out really well.

    5. In some interviews, you mentioned the art of Yann Souetre as a great source of inspiration during creative process of this album. We can tell that there is a gloomy sci-fi nuance to this album , and Ayreon’s albums usually involve analyses of the human condition . With that in mind, what can we expect from this record in philosophical terms?
    Arjen: As often in my concepts The Source is about the dependency on technology. I grew up in a time before computers, so I witnessed the exponential rise of technology and how fast people have become addicted to and dependent on it. I’m often amazed at how glued people are to their phones these days, and how they are not lining in the moment anymore.

    6. We know that the history of the Forever was is an extensive journey told throughout several Ayreon’s albums, and finally came to a conclusion in “01011001”. Taking into account that this new plot is all about the history of the Alphans, can we expect a sequel or a nod to the history of the Forever in the “The Source”? Or is this record part of a brand new storyline?
    Arjen: The Source is a prequel to the 01011001 album, and to the overal Ayreon story. It goes back all the way to the beginning of mankind and the Forever race. Spoiler: we all used to be Alphans once!

    Portuguese here


    🎥 The Day That The World Breaks Down | Everybody Dies | Star Of Sirrah

    [threecolumns] Entry 1: The ‘Frame
    1. The Day That The World Breaks Down
    2. Sea Of Machines
    3. Everybody Dies
    Entry 2: The Aligning Of The Ten
    4. Star Of Sirrah
    5. All That Was
    6. Run! Apocalypse! Run!
    7. Condemned To Live [/threecolumns][threecolumns] Entry 3: The Transmigration
    8. Aquatic Race
    9. The Dream Dissolves
    10. Deathcry Of A Race
    11. Into The Ocean [/threecolumns][threecolumns class=”omega”] Entry 4: The Rebirth
    12. Bay Of Dreams
    13. Planet Y Is Alive!
    14. The Source Will Flow
    15. Journey To Forever
    16. The Human Compulsion
    17. March Of The Machines [/threecolumns]

    Arjen Lucassen

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  • Entrevista: Arjen A. Lucassen

    Entrevista: Arjen A. Lucassen

    Head up High, my dear!

    Recentemente Floor Jansen participou do mais novo trabalho do Ayreon, lançado no dia 28 de abril, intitulado de ‘The Source‘. E, como sempre, nos surpreendendo com tamanha criatividade e músicos incríveis!

    O Head up High teve a oportunidade de enviar algumas perguntas para o multi-instrumentista holandês bem conhecido por todos nós, Arjen Lucassen.

    Ω

    1. Sempre que possível, você procura escolher um artista cuja personalidade tenha algum traço do personagem a ser interpretado e sabemos que, quando criança, Floor sonhava em ser bióloga. Qual seria a característica mais marcante que a personagem “A Bióloga” e Floor Jansen têm em comum?
    Arjen: Na verdade, é o oposto! Os personagens e as letras costumam ser baseados na personalidade dos cantores. E é claro que eu conheço a Floor muito bem hoje em dia e sei o quanto ela é envolvida com as questões do meio ambiente, além do cuidado com que ela tem com os animais. Mesmo assim, eu não sabia que ela queria se tornar uma bióloga! Fiz uma boa escolha, então. 🙂

    2. Floor Jansen participou do disco “01011001” ao lado de sua irmã, Irene Jansen, nas faixas “Beneath the Waves” e “Waking Dreams“. Como foi ter ambas trabalhando juntas e há a chance de vê-las juntas em algum projeto do Ayreon novamente?
    Arjen: A Irene não participou do 01011001, apenas a Floor. Mas elas, de fato, foram backsingers na turnê europeia que fiz com o Star One. E sim, elas cantarão juntas novamente no show “Ayreon Universe”, em setembro deste ano. As vozes delas são simplesmente perfeitas juntas. São duas cantoras incríveis.

    3. No ano passado, você tocou ao lado da Anneke em alguns shows do The Gentle Storm da turnê europeia. Recentemente, os ingressos para três shows do “Ayreon Universe” em 2017 se esgotaram. Ainda é cedo para dizer, mas há alguma chance de que outros países ao redor do mundo recebam este espetáculo?
    Arjen: Não, sinto muito. Eu sou uma pessoa completamente reclusa e não faço mais turnês…. No caso do “The Gentle Storm”, eu só participei do show em Amsterdam.

    4. Sabemos que o seu processo de composição costuma ser bem reservado, mas que um seleto grupo de músicos e artistas mais próximos costuma trabalhar na composição. Alguns dos vocalistas convidados participam também do processo criativo? Se sim, como costuma ser?
    Arjen: Sim. Alguns cantores preferem escrever suas próprias letras ou compor suas melodias. E, se eu sinto que eles conseguem fazer um trabalho melhor do que eu, eu dou sinal verde. É tudo questão de como fica o trabalho final! E [esse método] sempre funcionou muito bem.

    5. Em algumas entrevistas, você mencionou que a arte de Yann Souetre o inspirou em boa parte do processo criativo deste álbum. Como se nota, há um tom bem sombrio de ambientes sci-fi e os álbuns do Ayreon costumam envolver análises da condição humana. Com isso em mente, o que você pode nos dizer sobre o que podemos esperar da deste disco em termos filosóficos?
    Arjen: Como costumo citar nos meus conceitos, o disco “The Source” trata da questão da dependência tecnológica. Eu cresci numa época em que não havia computadores, então eu testemunhei esse avanço absurdo da tecnologia e a velocidade com a qual as pessoas se tornaram viciadas e dependentes dela. Eu, geralmente, fico surpreso com o quão grudadas as pessoas estão aos seus telefones atualmente, e como elas não estão mais vivendo o momento.

    6. Sabemos que a história do povo “Forever” foi contada de maneira extensiva nos álbuns do Ayreon, sendo concluída no disco “01011001”. Levando em consideração que a trama do disco diz respeito à história dos Alphans, podemos esperar uma continuação ou referência à história dos Forever no disco “The Source” ou este disco é parte de um ciclo completamente diferente?
    Arjen: O disco “The Source” conta uma história que acontece antes da história do disco “01011001” e de toda a história da discografia do Ayreon. No caso, ela retorna ao começo da humanidade e ao povo “Forever”. Spoiler: Todos costumávamos ser parte do povo “Alphans” no passado!

    Inglês aqui


    🎥 The Day That The World Breaks Down | Everybody Dies | Star Of Sirrah

    [threecolumns] Entry 1: The ‘Frame
    1. The Day That The World Breaks Down
    2. Sea Of Machines
    3. Everybody Dies
    Entry 2: The Aligning Of The Ten
    4. Star Of Sirrah
    5. All That Was
    6. Run! Apocalypse! Run!
    7. Condemned To Live [/threecolumns][threecolumns] Entry 3: The Transmigration
    8. Aquatic Race
    9. The Dream Dissolves
    10. Deathcry Of A Race
    11. Into The Ocean [/threecolumns][threecolumns class=”omega”] Entry 4: The Rebirth
    12. Bay Of Dreams
    13. Planet Y Is Alive!
    14. The Source Will Flow
    15. Journey To Forever
    16. The Human Compulsion
    17. March Of The Machines [/threecolumns]

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  • FaceCulture: Floor Jansen

    FaceCulture: Floor Jansen

    Via Face Culture | Tradução: Head up High, my dear!

    Part I | Part II | Part III 

    FaceCulture: Como vai você?

    Floor: Muito bem. Obrigada. Grávida, mas saudável e feliz, então está tudo certo.

    FaceCulture: E como estão as coisas agora?

    Floor: Subir escadas se tornou um pouco difícil e eu não consigo me mover muito por causa da barriga, mas, fora isso, tudo bem.

    FaceCulture: Eu vi uma foto sua em um show pouco tempo após o anúncio da gravidez, e gostaria de saber como foi.

    FloorBom, foi entre novembro e dezembro, mas, apesar do avanço da gravidez, estar no palco com uma noção de espaço completamente diferente por causa do bebê foi algo novo. Isso se tornou um novo desafio, mas continua sendo ótimo.

    FaceCulture: Eu gostaria de falar um pouco sobre o “Vehicle of Spirit”, que compila várias apresentações ao vivo em DVD. Na sua experiência de vida, você já assistiu a algum show que foi marcante?

    Floor: Acho que não do jeito que as pessoas imaginam. Nós não íamos a shows como esses e eu mesma só fui a um show de rock depois de muitos anos, mas, no final da minha adolescência, eu assisti a um show do The Gathering. Eu tinha por volta de 16 ou 17 anos quando eles tocaram perto da minha cidade e aquele momento deixou uma certa marca em mim, sabe? Eu fiquei impressionada, pois ouvir este tipo de música abriu a minha mente e vê-los ao vivo me fez pensar coisas como “Caramba! Eu também quero fazer isso aí!”

    FaceCulture: Você já havia comentado sobre o The Gathering e o trabalho da Anneke. Por que você sente ser importante ver uma mulher nessa posição dentro do ramo musical?

    Floor: Não sei ao certo se foi pela questão de ser homem ou mulher, mas a maneira com que ela cantava com certeza era cativante. A voz dela é incrível e é claro que o fato de ser uma mulher teve a sua parcela de contribuição, porque eu não queria ser uma cópia dela e sim algo como o que ela fazia. E ouvir a voz de uma mulher com um instrumental pesado foi algo que despertou o meu interesse mais do que nunca naquela época.

    FaceCulture: Sabemos que, naquela época, você já cantava, mas você sabia que tipo de música gostaria de produzir ou tinha um plano do que fazer em termos de carreira?

    Floor: Na época, não. Eu só tinha esse desejo de cantar numa banda de metal, mas, após o show do The Gathering, quando eu já era parte de uma banda chamada After Forever, eu tinha a vontade de estudar em um conservatório mesmo sem saber muito bem o que esperar. Eu só sabia que queria trabalhar com música. E, com o passar dos anos, os meus objetivos se tornaram mais específicos. Como todo adolescente, eu não sabia muito bem o que eu faria pra chegar lá, mas eu sabia que gostaria de estudar música. Apesar disso, eu tinha um certo receio com relação ao conservatório por ser algo muito voltado para o canto clássico, porque eu não tenho tanto interessa na parte performática. Como consequência disso, as outras opções não me chamavam muito a atenção, mas, mesmo assim, continuei cantando no After Forever e, após um período como back singer, eu me tornei a vocalista principal. Após isso, a nossa música começou a se tornar cada vez mais complexa e, com o nosso desejo de tocar em grandes festivais, nós conseguimos dar passos mais largos em direção ao nosso objetivo como uma banda. Quando percebi que o conservatório não seria uma boa opção para mim naquela época, eu li um artigo no jornal um ano depois dizendo que um grupo abriria uma “Rock Academy” voltada para o canto mais alternativo. Eu me aproveitei da minha posição no After Forever para me inscrever e deu tudo certo.

    FaceCulture: Você sente que foi importante para a sua carreira ter um background mais calcado na teoria musical? Porque, como você mencionou, a banda começou a fazer sucesso.

    Floor: Não foi a teoria musical em si, mas eu acreditava que, para ser uma musicista profissional, era necessário ter alguma formação. Mas o conceito de formação para o rock e o pop simplesmente não existia até então, o que tornou todo o processo em uma questão de tentativa e erro. Se você me perguntar hoje em dia se é necessário ter uma formação para trabalhar com esses gêneros musicais, eu não saberia como te responder, porque eu passei por essa Rock Academy e aprendi muitas coisas. E, mesmo que não houvesse aprendido tanto, eu pelo menos tive a oportunidade de desenvolver uma rede de contatos para aprender mais, pois conheci muitas pessoas só de estar naquela Rock Academy.  Por isso é que eu acho que essa pergunta se tornou difícil de responder com o passar dos anos, pois acredito que não se chega a lugar nenhum sem uma certa dose de atitude e talento. É necessário ter um certo conjunto de características para se chegar a algum lugar com ou sem formação, mas, para mim, era algo que parecia essencial na época. Eu fico muito feliz por ter tomado essa atitude na época, pois eu era muito curiosa e queria aprender muitas coisas. Isso fez com que eu tivesse aulas de canto operático após ter saído da Rock Academy, o que me deu uma oportunidade de absorver muito conteúdo teórico e de técnicas vocais.

    FaceCulture: Você mencionou algo interessante, que é essa necessidade de serem necessárias certas características e uma delas é ter essa vontade, essa determinação. Você sentiu essas coisas após assistir ao show do The Gathering?

    Floor: Não exatamente. Essa vontade é mais o sonho que te impulsiona, pois, assim que percebi o que precisava fazer para realizar os meus sonhos, foi mais fácil. É algo que se aprende aos poucos e esses sentimentos simplesmente existem ou não em você. E, de certo modo, eu também tive de aprender a sentir isso, pois, quanto mais longe se vai, mais se aprende. Agora, quando se chega na casa dos 20 , trabalha-se em prol de um objetivo e, na casa dos 30 anos, a gente começa a pensar se a gente chegou aonde gostaria de estar e tudo mais. Mas, nos meus 20 e poucos anos, quando tudo estava decolando, eu sentia que estava numa banda de sucesso, que estava me aprimorando pelo estudo e era basicamente isso. Eu não planejei nada muito além disso. Eu só queria que o After Forever se tornasse uma das bandas mais famosas do mundo e aprender as técnicas de canto. Era basicamente isso.

    FaceCulture: Você comentou que, na época, tinha um sonho e já estava numa das maiores bandas do mundo. Que sonho era esse? Ele se compara com o que você vive atualmente?

    FloorCom certeza! Eu confesso que eu não entendi muito bem o que tudo aquilo significava na época, mas eu tinha um sonho e ele é o que eu vivo agora. E é engraçado perceber que isso me foi tirado e que a minha vida mudou para melhor da forma como tudo se desenrolou, sabe? Ir do topo ao fundo do poço em termos de carreira. Foi muito difícil, pois a minha saúde se deteriorou. Mas, num determinado momento, o Nightwish surgiu e eu senti que precisava ter passado por todo aquele processo doloroso e gradativo para chegar a um nível de experiência que me tornaria capaz de ocupar aquele cargo naquela banda. Digo isso, porque uma coisa é criar uma carreira e outra é mantê-la, especialmente de uma maneira mais saudável a longo prazo. E eu sinto que não percebia essas coisas na época, sabe? Esse é o sonho e, hoje em dia, eu preciso aprender a lidar com o que se tornou realidade.

    Entrevistador: Você sente que foi um processo meio estranho?

    Floor: Sim! Eu precisei passar por algumas coisas e aprender outras.

    FaceCulture: Numa outra entrevista que você nos concedeu, você comentou sobre o período mais obscuro da sua vida, o colapso nervoso resultante da síndrome de Burnout e, mesmo não me aprofundando muito nisso, eu gostaria de saber se você acha que essas coisas foram importantes para que chegar aonde você está hoje?

    Floor: Sem sombra de dúvidas. Tudo o que aconteceu me ensinou o que eu consigo e não consigo fazer, além de me ensinar que tudo tem um limite. Porque a dedicação e a determinação podem te levar longe, mas há um momento em que todos nós precisamos ouvir um “pare” de nós mesmos. Naquela época, eu nunca sonharia em fazer uma coisa dessas, mas agora sei até onde devo ou posso ir até precisar parar. Isso foi necessário para me manter saudável e cuidar de mim mesma a longo prazo, o que foi ótimo para mim.

    FaceCulture: O Nightwish surgiu na sua vida profissional nos últimos três anos e nós imaginamos o quão incrível essa jornada deve ter sido. Mas, agora, vocês farão uma pausa de um ano. Essa pausa é muito bem vinda não apenas por causa do bebê, mas, assim como a questão de colocar limites, também serviu para descansar e reavaliar as coisas.

    Floor: Desde o momento em que eu me tornei vocalista do Nightwish, eu trabalhei sem parar, até por eestar em projetos paralelos, como o ReVamp. E é algo que simplesmente não tem fim. Primeiro, veio o Nightwish, depois o ReVamp e, então, o Nightwish me chamou para ser a vocalista oficial. As coisas acabaram seguindo dessa maneira sem nenhum tipo de pausa para respirar ou coisa do tipo e todo precisa parar um pouco. A ideia de uma pausa como essa veio dos próprios membros do Nightwish, que trabalham há quase 20 anos sem uma pausa. A princípio, eu só pensei “tudo bem”, mas foi logo depois que eu percebi que a vida é muito mais do que só o trabalho com o Nightwish, apesar de amar o meu trabalho com os meninos. Mas essa pausa faz com que a gente volte com mais energia, querendo voltar com tudo. E essa pausa nos permite passar tempo com a família, sabe? Quando percebi que teríamos essa oportunidade, nós topamos. 

    FaceCulture: E para a banda como um todo, você sentia que eles precisavam dessa pausa?

    Floor: Sim! Não porque as coisas não iam bem, mas exatamente porque tudo estava bem. Eles disseram “Poxa, as coisas estão dando tão certo que nós podemos parar e descansar um pouco”. Essa oportunidade é um luxo de que muitas pessoas não dispõem e, quando eu percebi que nós tínhamos essa chance, nós a aproveitamos. É claro que vamos ter de esperar por algumas coisas e fazer com que outras pessoas também esperem, mas poder voltar dessa pausa com as energias renovadas é incrível, sabe? Essa chance de poder dizer “Trabalhamos por 20 anos, mas agora vamos fazer algo completamente diferente” é surpreendente e faz bem para todos da banda. 

    FaceCulture: Você comentou que não tem mais tempo para as atividades do ReVamp e, na nossa última entrevista, você disse que essa banda criava o ambiente para a exercer a sua própria criatividade fora do Nightwish. Com o fim do ReVamp, você se vê mais envolvida ainda nas atividades do Nightwish ou você tem outros projetos em mente?

    Floor: Acredito que a questão toda está na responsabilidade de se ter duas bandas e toda a carga de trabalho que vem junto, porque as coisas chegaram a um ponto em que eu não conseguia administrar tudo. Mas isso não significa que eu não farei nada fora do Nightwish. Eu adoraria contribuir mais e me envolver mais com as atividades do Nightwish sempre que for possível, mas há pouco que eu possa fazer nesse quesito. Ainda assim, em 2008, eu compus um álbum de rock completamente diferente com o Jorn Viggo, do Pagan’s Mind. Ambos produzimos algo fora da nossa zona de conforto, que deveria ser um projeto paralelo entre as nossas bandas principais da época, o After Forever e o Pagan’s Mind. Mas, depois que o After Forever se separou, eu e o Jorn decidimos pausar o projeto. Então, eu acredito que poderia trabalhar nesse projeto novamente. Não tenho certeza de como 2017 será, mas talvez analisemos o material que temos e finalizar o projeto. Mas, ainda mais importante do que isso, é o fato de que eu gostaria de trabalhar com esse projeto ou qualquer outro, desde que envolva música e não tenha um prazo pré-determinado. Simplesmente produzir a música que eu quiser na hora em que eu quiser, e eu sei que não sou a única membro do Nightwish com esse desejo. Esse é um luxo do qual podemos dispor e é isso o que faremos.

    FaceCulture: Você sente que esse é um processo mais difícil do que deveria?

    Floor: Não nesse sentido. Ao trabalhar com o Nightwish, até mesmo o nosso processo criativo tem de estar alinhado com os nossos prazos e, por conta disso, sentimos o peso do que outros e nós mesmos esperam desse processo todo. Ainda assim, eu acho que não chamaria isso de difícil.

    FaceCulture: Se não me engano, numa entrevista anterior que conduzimos com vocês, você disse que não conseguiu usar a sua voz mais operática no disco “Endless Forms Most Beautiful”. Talvez seja um pouco cedo para debater isso, mas você já pensou nessa questão ao considerar projetos futuros?

    Floor: No caso do “Endless Forms Most Beautiful”, não é que não quiséssemos usá-la, mas que ela simplesmente não se encaixava muito bem no contexto do disco. Há algumas características operáticas nele, mas nada demais. E eu sei que há tanto pessoas que adoram esse estilo, como pessoas que não gostam tanto. Mas, no meu caso, eu acho importante usarmos apenas quando houver o contexto certo. Como quando se escolhe uma cor para se usar numa pintura, ela precisa se encaixar naquele contexto. É dessa maneira que encaramos essa questão e até temos alguns projetos futuros que envolvam mais a parte operática, mas ainda é uma questão de contexto que precisa ser definido nesses projetos. Não é porque se pode cantar assim que deve-se fazê-lo o tempo todo.

    FaceCulture: E você não se sente deixada de lado?

    Floor: Na verdade, não, pois não vejo como uma especialidade minha, sabe? É só uma habilidade minha, assim como muitas outras que eu também tenho. E, se há algo que eu amo no Nightwish, é essa diversidade musical. Então, se é o momento de usar uma habilidade, ótimo. Se não, tudo bem.

    FaceCulture: Há algo que você aprendeu sobre a sua voz nesse período como vocalista do Nightwish?

    Floor: Com certeza! Mais do que nunca, aprendi sobre as minhas capacidades e sobre algumas técnicas, estilos e vozes mais extremas. Além disso, também aprendi sobre o estilos mais suaves e calmos de canto, com tons de voz mais baixos. Eu já havia cantado músicas suaves, por exemplo, mas o heavy metal nem sempre tem essa suavidade toda que as músicas do Nightwish exigem.  E isso é algo que eu gostaria mais conhecer sobre mim mesma, do que sou capaz e coisas do tipo.

    FaceCulture: Então, eu presumo que vocês não compuseram nada novo.

    Floor: Não, ainda não. Esse é o objetivo desse período sabático: não compor nada. Tudo o que faremos estará voltado para as questões financeiras e de gerência da banda quanto ao ano de 2018. Estamos lidando com tudo de acordo com o que planejamos, mas tudo o que diz respeito a compor ou shows está fora de questão no momento. Não trabalharemos nisso agora.

    FaceCulture: Houve aquele período de pausa na sua carreira por causa da síndrome de burnout. Naquela época, você sentia falta de fazer uma pausa?

    Floor: É absurdo o quão grande é a diferença entre fazer uma pausa por vontade própria e ser forçada a parar de trabalhar. Então, quando eu tive aquele colapso por causa da síndrome, eu não conseguia fazer nada. Eu estava tão exausta que eu não conseguia fazer nada. Nada mesmo. Especialmente o que dizia respeito ao meu trabalho. Por conta disso, eu não gostava de ouvir música, de ouvir heavy metal, de cantar, fazer shows e coisas do tipo, porque eu via tudo como uma coisa desastrosa. Por conta disso, eu não queria fazer nada daquilo outra vez na vida. Eu estava passando por essa fase em que esse era o meu estado de espírito, então, naquela época, eu não sentia essa falta de fazer uma pausa. Eu meio que sentia falta de ter uma vida artística e social, coisas que eu não tinha na época. Foi um período bem difícil para mim. Agora, eu posso fazer essa pausa estando saudável e feliz, e estou lidando com outras coisas que serão importantes para mim, como o bebê. Essa é uma das grandes diferenças. E eu sentirei falta dessa pausa, com certeza. Mas o último show da turnê do Nightwish foi em janeiro de 2017 e eu já sinto falta dessa vida, porque parece que faz eras que não subo num palco.

    FaceCulture: Foi o que pensamos, porque, com o lançamento do “Vehicle of Spirit”, imagino que as filmagens tragam à tona um pouco desse sentimento. Você já sente vontade de estar em turnê novamente?

    Floor: Sim! Quando ouço a introdução do DVD, eu já sinto a adrenalina no corpo. Algo do tipo “Poxa, agora é a hora! Vamos lá!”. Mas sou só eu no meu sofá assistindo ao show que fiz um ano atrás. (risos) Então, sim, vou sentir falta.

    FaceCulture: E a empolgação que você sente ao estar no palco? É a mesma de antigamente, no início da sua carreira?

    Floor: Não mesmo. Talvez ainda maior. (risos) As pessoas mudam nessa passagem dos 17  aos 35 anos. Mas depende também de coisas como o local do show, se já tocaram lá antes e como você se sente, porque nem todo show começa do mesmo jeito. Na verdade, acho que nenhum show começa do mesmo jeito. Mas há um tipo de empolgação diferente, porque o legal de não ter mais 17 e sim 35 anos é que você tem mais conhecimento e controle de quem você é. Você sabe sabe o que faz de melhor e muito mais. Além disso, há uma sensação incrível de confiança em si mesma, que eu não tinha quando estava nos meus 17 anos. Eu ainda sinto toda a empolgação, mas de um jeito diferente.

    FaceCulture: Isso é muito bom de se saber. Quando você se juntou ao Nightwish, a banda já era grande e, de certo modo, você a companhava o trabalho deles. Você sente que, quando se juntou à banda, levou algum tempo pra sentir essa confiança em si mesma comparado a como as coisas se deram no ReVamp ou no After Forever?

    Floor: Eram tipos diferentes de confiança, porque, de certo modo, quando eu fundei o ReVamp, eu era um dos membros fundadores do After Forever. No caso do Nightwish, eu estava me juntando a algo que já existia antes da minha chegada. Eu cantei composições próprias quando estava tanto no After Forever como no ReVamp, mas, depois, passei a cantar músicas escritas por outras pessoas. Por conta disso, a sensação e as expectativas são diferente, mas o lado bom da minha participação no Nightwish é que ela começou de forma súbita. Entre dizer “já estou a caminho!” e o primeiro show, o foco era aprender as músicas do setlist e não “será que a banda vai gostar de mim?”. É claro que eu me preocupava com isso, mas eu não tinha tempo para pensar nisso, pois eu queria fazer um bom show. Eu não fiquei pensando se eu estaria a altura do cargo que eu ocuparia ou coisa do tipo. Isso veio depois, mas aí eu já havia feito vários shows. 

    FaceCulture: Eu não sei se você gostaria de falar sobre isso, então sinta-se à vontade para se recusar a tocar no assunto. Nós mencionamos toda a questão da cultura voltada às mídias sociais, mas você estava ciente dessa pressão nesse período?

    Floor: Claro que sim! Na época do primeiro show, eu percebi que, apesar de ser um show para 2 mil pessoas em Seattle, aquela noite iria parar na internet e, como eu perdi um pouco da voz por conta de um resfriado, eu fiquei nervosa. Eu só conseguia cantar bem mesmo com a minha voz de cabeça. Então, eu não estava na melhor forma física possível e ainda não conhecia as músicas tão bem. Essa acabou sendo a maneira com que eu me apresentei no Nightwish para o mundo inteiro pela primeira vez. Ainda assim, por conta de todas as circunstâncias especiais daquele momento, as pessoas meio que me deram um trégua, sabe? Eu tenho certeza de que houve muitas pessoas em casa pensaram “Ah, não acredito que ela é que vai cantar! Eu a odeio!” ou “Deveriam ter chamado a Tarja para cantar!”. Todos têm direito às suas opiniões. Só que, naquela época, tudo o que eu poderia fazer era sobreviver, melhorar de saúde e me certificar de que nós, como uma banda, passássemos por aquele período difícil, fazendo bons shows para os fãs. Não podíamos nos preocupar tanto com a internet. Acontece que eu me senti muito bem vinda pelas pessoas, sabe? Com certeza, houve um monte de comentários horrorosos na internet, mas eu importei com aquilo. Como eu disse, as pessoas têm direito à opinião delas. O que é engraçado é a diferença entre o que as pessoas dizem na internet e o que elas dizem quando te conhecem pessoalmente, sabe? Acho que as pessoas deveriam aprender a se comportar melhor na internet.  

    FaceCulture: Você, como uma figura pública, sente dificuldade em lidar com essa imagem que as pessoas criam de você ou as expectativas que elas projetam sobre você?

    Floor: Às vezes, sim. Quando as expectativas não têm relação nenhuma com a realidade, por exemplo. Acontece quando as pessoas querem uma foto ou um autógrafo num momento inadequado, por exemplo, e é preciso dizer “não”. Eu não gosto de fazer isso, porque é algo terrível e que magoa, mas, às vezes, eu tenho de fazê-lo por estar muito cansada ou por ter de me concentrar em outra coisa. Às vezes, esse tipo de coisa parece uma responsabilidade nossa, mas não é. A nossa responsabilidade é a de fazer um bom show. Foi isso o que prometemos. Eu vou cantar da melhor forma possível e vou dar o meu máximo, mas tudo além disso é um extra, um algo a mais. Isso é algo com que às vezes eu tenho dificuldade de lidar, porque eu entendo que os fãs querem um pouco de atenção, mas eu não tenho como fazer isso naquele momento. É bem difícil lidar com isso, mas os fãs pelo menos têm uma reação de fato comigo. Quando algo assim acontece na internet, são outros quinhentos. (risos)

    FaceCulture: A última pergunta. Você conhece a Anneke Van Giersbergen?

    Floor: Sim! Nós nos encontramos várias vezes.

    FaceCulture: Como foi encontrá-la pela primeira vez?
    Floor: Eu acho que foi durante uma sessão de fotos para uma revista holandesa com o Arjen Lucassen e a Simone Simons. Se não me falha a memória, essa foi a primeira vez. Nós nos encontramos várias vezes depois e até conversamos pessoalmente na casa uma da outra.

    Entrevistador: Ela deu alguma dica sobre a indústria fonográfica ou algo do tipo?

    Floor: Não. Na época, eu já tinha uma carreira consolidada. Mas eu pude contar a influência que ela teve sobre mim e eu ainda sinto que tudo o que ela faz é incrível, que ainda tem esse feito sobre mim. Fora o fato de que ela não é alguém com a cabeça fechada, sabe? Ela é super mente aberta e trabalha com tudo o que pode. Ela é uma verdadeira artista que explora as coisas. E, agora, ela está com um projeto novo e eu acho isso muito bacana. 

    FaceCulture: Você tem a sensação de que, assim como a Anneke te influenciou, você exerce uma influência sobre outras mulheres e até mesmo homens ao redor do mundo?

    Floor: Eu tenho consciência disso, mas é difícil de assimilar. Tudo porque é algo incrível e eu me sinto extremamente honrada por ter esse feito nas pessoas.

    FaceCulture: Há algo que algum(a) fã tenha dito que ficou na sua cabeça?

    Floor: Bom, algumas pessoas já disseram que ela se sentiram confiantes em si mesmas ao perceber que elas também eram capazes de chegar aonde eu cheguei. Pessoas querendo fazer a mesma coisa, mas da maneira delas, sabe? Porque eu sou eu e elas são elas, e, por isso, há caminhos diferentes. E poder inspirar essas pessoas é algo lindo.

    FaceCulture: Floor, muito obrigado pela entrevista. Desejo tudo de bom para você e para o bebê.

    Floor: Muito obrigada!


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  • The RockPit: Floor Jansen

    The RockPit: Floor Jansen

    via the ROCKPIT | Tradução: Head up High, my dear!

    O NIGHTWISH é uma das maiores bandas com famosas apresentações ao vivo e que contam com uma sonoridade e produção capazes de estimular todos os sentidos da plateia, resultando em elogios à música por estarem na medida certa, ao contrário de outras grandes produções do meio musical. Após a turnê de um ano e meio do disco “Endless Forms Most Beautiful“, chegou a hora do Nightwish imortalizar os momentos desta turnê em um DVD. Intitulado “Vehicle of Spirit“, ele foi lançado no dia 16 de dezembro de 16 e conta com não apenas dois shows na íntegra, como também bastante conteúdo extra. Conversamos um pouco com Floor Jansen sobre o DVD e os planos de uma das bandas que conquistaram o mundo.

    Mark: Muitíssimo obrigado pela entrevista ao The Rockpit. Já entrevistamos a banda várias vezes ao longo dos anos e nos acostumamos a entrevistar o Marco primeiro, então a oportunidade de conversar com você sobre o DVD é sensacional. Antes disso, recebemos tantas perguntas que não sabíamos como lidar com todas elas, mas a maioria mostrava preocupação com relação a este “ano de folga” que o Nightwish tiraria e que esse pudesse ser o fim da banda. Você poderia nos dizer algo a respeito disso só para deixar o pessoal mais tranquilo?

    Floor: Ah, mas quanto drama! É só um ano de folga! Já falamos tudo o que tínhamos a dizer sobre esse comunicado e, se as pessoas estão tão preocupadas assim, arranjem um hobby! Tomamos esta decisão, porque está tudo bem, oras. É raro podermos fazer uma pausa com uma sensação boa de que tudo está bem e voltar um ano depois – é bom podermos ter essa opção. Ao invés de se preocuparem tanto, as pessoas deveriam pensar algo como “Poxa, que bacana! Aproveitem e descansem!“, pois temos algo sensacional preparado para 2018. Então, peça a eles que não se preocupem!

    Mark: Parece que a situação da banda só melhora e sempre houve períodos de 2 ou 3 anos entre os álbums, então espero que aproveitem o descanso! O DVD foi a maneira ideal de nos deixar ansiosos pelo que virá! Dois shows fantásticos sob um título bem cativante, também. Você acha que “Vehicle of Spirit” resume tudo isso como deveria?

    Floor: Obrigada! Eu concordo contigo. Pra ser honesta, o título foi ideia do “Troy”, pois ele já pensava no conceito como “a casca da alma que desafia qualquer tipo de categorização” antes da minha chegada. Mas é uma idéia usada com frequência para descrever a banda e pareceu uma boa idéia usar esse conceito para intitular um DVD que mostra como a banda é hoje em dia. E não são apenas dois shows, pois há material extra no DVD com cenas de shows no mundo todo e que mostram o que é o Nightwish em vários lugares durante uma turnê mundial. (risos) Parece que você concorda comigo.

    Mark: Com certeza! Foi uma turnê imensa e tivemos a oportunidade de assistir ao show de vocês em janeiro. Deve ser algo incrível não apenas estar numa turnê mundial fazer um show no Wembley, em Londres, e, algum tempo depois, ir a uma pequena casa de shows em Fremantle, na região oeste da Austrália, e encontrar o mesmo tipo de público fanático por vocês em um ambiente muito mais intimista?

    Floor: Essa é a beleza de estar em turnê. Tudo é muito diferente, das pessoas até as culturas e a reações dos públicos. Parece que a intensidade é a mesma independente de onde as pessoas são ou das dimensões do palco. Alguns públicos gritam mais, outros preferem ouvir atentamente e alguns nem se mexem direito, apenas ficando lá e absorvendo tudo de olhos fechados. O que nos conecta uns aos outros neste mundo é como nos sentimos a música.

    Mark: A música é maravilhosa e nós estamos muito felizes que vocês venham tanto à Austrália para ver os fãs daqui. Nos últimos tempos, o Nightwish parece cada vez maior e uma das bandas finlandesas mais bem sucedidas de todos os tempos, com turnês e álbuns cada vez mais grandiosos. Qual seria o próximo nível para a banda? Vocês pretendem nos dar algumas dicas a respeito disso?

    Floor: Não! (risos) Desculpe.

    Mark: (risos) Bom, eu tentei. Vou até riscar da lista!

    Floor: (risos) Tudo o que posso dizer é que vai ser muito bacana e que todos os fãs do Nightwish vão gostar da surpresa.

    Mark: Analisando o DVD após assistir às filmagens nele, percebi que são quase quatro horas de conteúdo só com os primeiros dois shows e, às vezes, algumas bandas acabam tendo a parte musical ofuscada pelos palcos imensos, efeitos especiais absurdos e muito mais. Mas, no caso do Nightwish, parece que isso, na verdade, melhora a experiência musical e intensifica atmosfera criada pelas músicas. É uma produção sensacional. Como é interagir com tudo isso num show? Aquelas máquinas parecem incríveis!

    Floor: (risos) É muito bacana que seja algo novo assim! A sensação também é muito bacana quando o palco fica mais quente, mas é claro que não estávamos no verão da Finlândia! As máquinas são um extra para melhorar a experiência do show, mas não a essência dele. Em Tampere, usamos aquela produção toda apenas duas vezes durante o show para que as pessoas pudessem aproveitar melhor o show. Não se pode simplesmente abusar dos efeitos pirotécnicos ou as coisas podem dar muito errado. Ainda assim, quando tocamos na Arena Wembley no final da turnê, já estávamos acostumados a usar a mesma produção em todos os shows e isso faz com que você se sinta mais familiarizado com tudo aquilo, agindo com naturalidade. A produção toda se tornou uma parte tão constante dos shows que, ao chegarmos na Austrália e percebermos que não tínhamos todo aquele palco, sentíamos a falta do som de CO2 saindo de certos pontos. Mas o show de Tampere foi um pouco diferente, pois tínhamos uma rampa e várias peças se movendo no teto. Era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas que ainda permitia que as pessoas pudessem acompanhar tudo.

    Mark: Poder assistir a dois shows e ver as diferenças foi ótimo. A maioria das bandas lançam apenas um show, mas lançar dois foi, de fato, um presente para os fãs. Apesar de ter assistido aos shows shows, ainda não assisti ao material extra. Você disse que há cenas de outros shows ao redor do mundo, não é mesmo? São músicas tocadas em outros shows ou cenas da banda se divertindo e brincando uns com os outros em aeroportos, hotéis etc.?

    Floor: Não, não. São as músicas gravadas várias cidades. Foi uma música gravada em Vancouver, uma em Buenos Aires, uma no México, duas na Finlândia, uma nos EUA e uma durante o Masters of Rock, na República Tcheca. Também gravamos uma das músicas que tocamos no nosso cruzeiro, que foi uma versão acústica de “Edema Ruh”. Também gravamos uma no Rock in Rio, pois todas as bandas que tocaram lá levaram um convidado e o nosso foi o Tony Kakko, do Sonata Arctica, tocando “Last Ride of the Day” conosco. Chegamos a gravar a “Élan”, quando tocamos em Sidney, e uma entrevista com Richard Dawkins. É um DVD cheio de conteúdo! (risos)

    Mark: Preciso fazer uma pergunta sobre uma banda em particular, porque eu os amo. Quanto ao ReVamp: acabou mesmo?

    Floor: Sim. Infelizmente, a vida acontece de maneiras imprevisíveis e não é possível fazer tudo ao mesmo tempo, ainda mais coisas que exigem tempo e presença. Então, estando em uma banda como o Nightwish e em uma turnê intensa como essa, estar em outra banda que também merece toda a atenção do mundo acaba se tornando algo impossível. O ReVamp já existia como um projeto em meio a atuações em outras bandas, e, quando discutimos sobre o ano de folga, eu pensei no ReVamp e cheguei à seguinte conclusão: eu teria tempo suficiente para o ReVamp e isso resultaria em outro álbum, outra turnê e outros compromissos. Esse é o tipo de coisa que eu venho fazendo há quatro ou cinco anos sem parar. Portanto, cheguei à conclusão de que seria bom fazer outra coisa e, é claro, surgiu toda a questão de começar uma vida em família, o que torna tudo mais difícil. Ter uma família e estar em duas bandas é simplesmente impossível. Eu tive de tomar uma decisão difícil.

    Mark: Então, você pretende tirar algum tempo para produzir algo musicalmente durante esse período de folga com a sua família? Ou você sente que fará uma pausa total nas atividades e simplesmente aproveitar o descanso?

    Floor: Bom, o plano é ficar em casa e aproveitar esse tempo com o bebê. Mas não ter a música como parte do meu cotidiano seria simplesmente o posto da minha essência! Em 2008, eu compus um disco inteiro com o Jørn Viggo Lofstad, guitarrista do Pagan’s Mind. Nós dois compusemos esse disco, mas nunca o lançamos e, agora, retomamos essa ideia. Sem nos comprometermos a nenhum planejamento muito rígido, acho que conseguiríamos voltar a trabalhar nessa ideia durante esse período de folga.

    Mark: Uma das perguntas dos leitores fala justamente sobre o tipo de música que você ouve no seu cotidiano. O seu gosto musical é muito eclético?

    Floor: Depende um pouco. Se eu estou viajando, eu costumo ouvir trilhas sonoras de filmes. Quando estou malhando, costumo ouvir algo mais pesado, como Pantera, Soilwork e coisas do tipo. Agora, quando estou em casa, ouço todo tipo de música. Não gosto muito de música pop, mas ouço uma música aqui e ali. Eu gosto bastante de Sting, Seal e Florence and The Machine.

    Mark: Voltando um pouco no tempo, quando é que tudo isso fez parte da sua vida? Digo, quando é que você soube que a música seria a força-motriz da sua vida? Houve algum momento em especial?

    Floor: Antes de saber de fato, acho que houve um processo lento em relação a isso. Mas em termos de sentir isso, um momento foi quando eu me tornei parte do musical da minha escola por volta dos 13 ou 14 anos. Aquela havia sido a primeira vez em que eu percebi que a minha voz de canto saia com naturalidade. No musical, eu assumi um dos principais papéis e, após a apresentação, eu senti algo do tipo “Nossa! Eu quero fazer isso mais vezes!”. Foi aí que eu me juntei à banda oficial da escola, mas, infelizmente, nós mudamos de cidade pouco tempo depois e eu tive de começar tudo de novo. Na cidade nova, eu conheci o pessoal do After Forever em 1997 e, naquela época, eu já sabia que queria ser cantora, mas não sabia como. Como qualquer adolescente, eu tive um sonho, mas não tinha uma noção real de como colocá-lo em prática. Eu achava que fazer uma turnê diferente seria uma ótima ideia, mas também imaginei que talvez caísse pro lado da música clássica ou do jazz e a formação acadêmica ideal para mim ainda não existia! (risos) Felizmente, isso aconteceu em 1999. Então, acho que o momento que mudou tudo foi a primeira vez em que estive num palco, mas perceber isso levou mais alguns anos.

    Mark: E eu adoro tudo o que você já produziu em qualquer uma das suas bandas. Fico muito feliz em poder ouvir a sua voz, que, na minha opinião, é uma das melhores do rock e do metal nos últimos 20 anos.

    Floor: Muito obrigada!

    Mark: Para fechar, duas perguntas que gostamos de fazer aos nossos entrevistados. Se você pudesse estar no estúdio onde um grande álbum foi gravado só para ver a mágica acontecendo, a interação entre os músicos e tudo mais, qual seria o disco e por quê?

    Floor: Eu adoraria acompanhar qualquer sessão de gravação de um álbum do Queen. Qualquer álbum. Como é que eles compunham todas aquelas harmonias e experimentaram tanto em termos musicais sem os equipamentos profissionais que usamos hoje? Seria demais.

    Mark: Pois é! Seria mesmo. Como é que eles conseguiam fazer tudo aquilo com o que tinham na época? Alguns dos trechos devem ter levado uma eternidade para serem compostos.

    Floor: Com certeza!

    Mark: Agora, a pergunta mais simples: qual é o significado da vida?

    Floor: (risos) Eu não sei como responder a essa pergunta! Acho que a gente talvez saiba no nosso leito de morte, mas espero que isso ocorra só aos noventa e tantos anos! Não sei mesmo. Acho que tentamos racionalizar tudo e muito mais do que deveríamos. Basicamente, estamos aqui apenas para reproduzir, assim como qualquer outro animal do planeta. Mas por pensarmos tanto é que desejamos levar uma vida feliz e, seguindo essa linha de pensamento, eu diria que o sentido da vida é a busca da felicidade. Quando não alcançamos a felicidade, acabamos levando uma vida triste, incompleta. Infelizmente, nem sempre temos o controle sobre tudo ao nosso redor, especialmente as coisas e pessoas que nos fariam felizes. Esta é uma coisa um tanto arrogante de se dizer do ponto de vista da filosofia ocidental, mas eu não acho que a felicidade seja algo alcançável por meio do dinheiro, mas sim ao nos sentirmos amados e seguros.

    Mark: Essa foi uma resposta bem profunda. Agora, fiquei um tanto pensativo. É sempre muito bacana fazer essa pergunta a várias pessoas, pois sempre conseguimos identificar quem pensou para responder, mas que nunca havia levado essa questão a sério antes.

    Floor: Pois é. Eu acho que é muito difícil responder, pois eu estou numa posição muito privilegiada, o que não significa que estou sempre feliz. Por isso, eu me pergunto o porquê de não estar feliz e percebo que não tem nada a ver com ser rico ou pobre, mas com a sensação de segurança. Acho que se você perguntasse a uma criança na Síria agora mesmo o que ele ou ela precisariam para serem felizes, acredito firmemente que seria “segurança” o que eles diriam e não riqueza. Digo, é claro que eu gostaria de ter rios de dinheiro (risos). O dinheiro em si traz um certo tipo de segurança e tranquilidade quando você sabe que tem o suficiente para não ter de se preocupar nunca mais com aquilo. Mas será que ele é o caminho para a felicidade? Não. Há muitas outras coisas no meio de tudo isso e a questão é muito mais complexa do que se imagina. Ainda mais quando se tenta resumir a uma frase! (risos)

    Mark: Acho que, além disso, é algo diferente para todos e que muda conforme envelhecemos. Muito obrigado pela entrevista! Foi um prazer e esperamos que vocês aproveitem 2017!

    Floor: Com certeza! Desejo-lhe o mesmo. Voltaremos a nos falar em 2018 com certeza! Até lá!

    Floor Jansen deu esta entrevista a Mark Rockpit em Dezembro de 2016.


    ‘Vehicle of Spirit’ (A Casca da Alma): A palavra ‘Vehicle’ denota algo que serve como intermediário para que um terceiro execute suas funções. O corpo, portanto, é o veículo, a “casca” pelo qual a alma se expressa. 😉


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