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  • Floor Jansen anuncia álbum solo

    Floor Jansen anuncia álbum solo

    Loja virtual oficial da Floor Jansen

     

    Floor Jansen, vocalista do Nightwish, lançará seu álbum solo no dia 24 de março de 2023. Seu primeiro álbum, intitulado de “Paragon“, já se encontra disponível para pré-venda AQUI.

     

    1. My Paragon
    2. Daydream
    3. Invincible
    4. Hope
    5. Come Full Circle
    6. Storm
    7. Me Without You
    8. The Calm
    9. Armoured Wings
    10. Fire


     

    Look at me now, I’m already there!”
    “Se renovar e dar saltos para o desconhecido faz você crescer. Envelhecer é um presente que nem todo mundo recebe. Eu sou uma mulher afortunada que conseguiu fazer um álbum que eu nunca soube que poderia fazer. Uma que até me define, onde estou no meu caminho. Cheguei ao meu PARAGON! Estou tão orgulhosa deste trabalho! E grata por todas as pessoas incríveis nesta linda vida que me ajudaram a chegar até aqui!”

    Floor Jansen


    Paragon é um álbum que vai agradar tanto aos fãs de pop quanto aos fãs de metal. É o complemento perfeito para qualquer coleção de música e um ítem obrigatório para os fãs.


    Já temos lançado FIRE, Storm & Me Without You

  • BandBond: Floor Jansen & Hannes Van Dahl

    BandBond: Floor Jansen & Hannes Van Dahl

    Tradução: Head up High, my dear!

    Ω

    BandBond: Quando eu pesquiso vocês no google, a primeira pesquisa sugerida que aparece para você Floor, é “Floor Johnson”, Hi!
    Floor: Oi também, eu sei… risos.

    BandBond: E para você Hannes, é “Hannes Vandal lives” – eles querem saber onde você mora.
    Hannes: Ou eles querem saber se eu estou vivo! Talvez.

    BandBond: Talvez. E a segunda opção que aparece é “Hannes Van Dal altura”. Porque você acha que as pessoas são tão obcecadas com a sua altura?
    Hannes: [olhando para Floor] Bem, você sempre recebe essa pergunta.
    Floor: Sim.
    Hannes: Especialmente nos EUA.
    Floor: Não, em todos os lugares… Eu acho que é porque eu sou alta, mais alta que a maioria das mulheres e eu sou mais alta, dependendo de onde estou no mundo, que a maioria dos homens e isso se tornou algo. E é difícil de ver quão alta eu sou quando eu estou no palco mas se você me colocar perto do nosso guitarrista então a diferença é ainda mais fascinante e além disso eu não entendo porque isso realmente importa porque não é como se eu pudesse fazer muita coisa sobre isso de qualquer forma [risos]

    BandBond: Como vocês se conheceram?
    Floor: Nós nos conhecemos durante uma turnê, então eu estava com ReVamp, minha antiga banda, e você estava com Sabaton e nós iriamos fazer uma turnê pelos EUA com o Iced Earth.
    Hannes: Sim, ambos abrindo para o Iced Earth.
    Floor: E lá estávamos nós em Michigan…
    Hannes: Grand Rapids, Michigan, com certeza.
    Floor: Sim, um lugar muito romântico para se conhecer.
    Hannes: Nosso guitarrista era um grande fã do Nightwish e eu não sabia que você estava no Nightwish, eu nunca tinha escutado a banda antes então eu não sabia muito sobre isso, mas ele veio falar comigo na manhã do primeiro show e disse “Você sabia que a cantora do Nightwish está na turnê?” E eu nem sabia quem era essa pessoa. Nem tinha ideia.
    Floor: Depois do show, depois que tudo estava feito, nós sentamos com uma taça de whiskey porque nós descobrimos que ambos gostamos de whiskey…
    Hannes: Entao você perguntou se eu queria compartilhar um charuto e, para mim…. Lá vem essa cantora de ópera que gosta de Pantera que fuma charutos e toma whiskey, que diabos é isso? Eu preciso casar com essa mulher! Então eu casei.

    BandBond: Vocês vem de famílias com muita música?
    Floor: Não muita música, mas sempre houve música, a maior parte do meu pai. Ele era interessado em diferentes tipos de coisas, então tínhamos musica clássica no domingo…
    Hannes: De que forma? Escutando a música ou tocando?Floor: Escutando música clássica mas ninguém estava tocando, então eu tocava a flauta… Mas quando eu tinha 14 ou 15 anos eu comecei a ficar interessada em rock, grunge primeiro, rock e depois metal e eu achei o violão velho do meu pai e eu queria aprender a tocar… Ele me ensinou os primeiros acordes e de lá eu comecei a escrever minhas primeiras musicas… Musicas bem ruins, claro, mas ainda assim você precisa começar de alguma forma! E meu pai, enquanto me ensinava, ficou interessado denovo em tocar e não muito tempo depois ele comprou a primeira guitarra elétrica desde que ele virou um pai… Voce sabe, trabalho e crianças pequenas tomam o seu lado Rock n Roll e então ele meio que se achou novamente lá e começou a comprar mais musicas e ficou mais interessado em blues denovo, voltou a ver mais shows então foi mais ou menos assim para mim.
    Hannes: Sim, eu acho que a minha mãe escutava bastante música, ela tinha toda a coleção dos Beatles, todos os álbuns e foi daí que eu comecei, basicamente… Vendo a coleção antiga da minha mae e os vinis da minha avó, claro. Mas muitas bandas grandes, como Duke Ellington e esse tipo de coisa.
    Floor: E depois você teve o seu primo te apresentando…
    Hannes: Meu primo mais velho me apresentou Judas Priest e Metallica.. Mas isso nunca foi uma escolha, ele me disse “é isso que você deve ouvir, não ouça outras coisas!” E eu fiquei tipo “okay…”

    BandBond: Essas bandas foram as suas primeiras favoritas?
    Hannes: Sim, absolutamente. A coisa começou quando nós estávamos acampando no quintal do meu primo com meu primo mais jovem e estava um clima horrível, com raios e trovões, então meu primo mais velho chegou com uma caixa de som e tinha o CD “Ride the Lightning” escrito e ele disse “você precisa escutar isso” – nós não sabíamos como era aquele som. Nós colocamos e naquela época era bem assustador porque você não entendia como se fazia aqueles sons, o que era! Então eu fiquei super intrigado por aquilo e precisei saber como fazer aquele som, e foi assim que começou. E ele tinha um kit de bateria que nós íamos tocar escondido no porão quando ele não estava na casa. Era um kit Yamaha.

    BandBond: Você se lembra das suas primeiras bandas favoritas?
    Floor: Ahm, sim, para mim não era metal, então eu era intrigada pelo Grunge porque tinha tanta música para dançar na Holanda naquela época quer você fosse uma pessoa alternativa ou não. A maioria das pessoas das pessoas não eram, e isso te tornava muito alternativo caso você se parecesse com um roqueiro… Então isso era muito importante naquela época, era quase mais importante que a escolha da música… Mas já que eu não me encaixava muito bem e eu não conseguia acreditar no quão fútil era esse tipo de coisa eu logo fui para o lado alternativo, e eu fiquei interessada em escutar Nirvana, tinha bastante Janis Joplin também que não é muito comum, mas eu escutava basicamente o que outras pessoas estavam escutando, eu não consigo dizer qual era meu favorito porque tinha tanta coisa envolvida além da música… Mas eu lembro de alguém colocando para tocar para mim Slayer e eu não entendi nada da música! Me levou muitos anos para entender – você queria entender como que era feito – eu fiquei “como que as pessoas escutam isso?” Porque eu não sabia como escutar! Não me convenceu nem um pouquinho. Porém depois o Pantera apareceu e para mim tinha um lado groovy mas ainda com melodia, e isso foi o que me ganhou. Então essa banda foi a minha primeira banda favorita dentro da cena de metal e isso me ajudou muitos anos depois a entender o que o Slayer estava fazendo!

  • STORYTIME #3: Moving Across Europe ft. Elize Ryd

    STORYTIME #3: Moving Across Europe ft. Elize Ryd

    Tradução: Head up High, my dear!  | Storytime #1 AQUI | #2 AQUI

    Ω

    Bem-vindos ao “Saturday Storytime”. Meu nome é Floor Jansen e esse é o episódio 3.

    No episódio de hoje eu gostaria de comentar sobre essa semana de 2020, mas também 6 anos atrás, em 2014, quando eu dei um grande passo de imigrar da Holanda, meu pais natal, para Finlândia. Finlândia claro, pelo Nightwish…. Eu decidi que era o momento de aprender a língua e foi muito difícil, me apaixonei com a vida interiorana. Então eu decidi que moraria lá, assinei um contrato de aluguel, mas eu não me mudei imediatamente. Eu queria conseguir resolver tudo mas é bem difícil fazer isso enquanto se está em turnê. 6 semanas nos EUA, 3 semanas na América do Sul, foi muito intenso. Então eu tive muita sorte que a minha irmã estava me ajudando com muito das coisas práticas. E, ao mesmo tempo, eu também conheci Hannes, com quem eu casei e imigrei para a Suécia um ano depois. Então sim, cinco anos atrás aconteceu outra imigração e nessa semana exatamente marca a época onde nós saímos da Finlândia para Suécia. Tem sido uma semana bem calma, eu posso te dizer, eu tenho cavalgado bastante, não só em casa mas também eu os levei para treinar fora da nossa área de casa num estábulo maravilhoso perto de Altos na Suécia onde eu também tive algumas aulas com um professor com muita experiência que pôde me ensinar muitas coisas… Foi um misto de uma experiência inspiradora onde eu pude cavalgar e ter um feedback, onde eu pude sentir todas as coisas que eu poderia fazer com um cavalo que é mais treinado que os meus porque eu ainda estou treinando-os, e me lembrar de como é e ficar inspirada para expandir o que eu já sei e o que eu sei que eu posso fazer… Bem, foi um ótimo lembrete, uma experiência muito boa que me inspirou não só em cavalgar os cavalos mas também para cuidar de tudo em volta dos estábulos, áreas de cavalgar, tudo estava tão lindo lá! Foi muito legal.

    E claro, estou escrevendo música, as coisas tem acontecido desde basicamente os dois primeiros episódios e é um processo gradativo, a vida de casa, jardinagem, cuidar dos meus vegetais, andar com os cavalos, sair com a minha família e claro, escrever música; então se você não assistiu os dois primeiros episódios eu te convido a fazê-lo, e se você o fez, no segundo episódio tem um tipo de easter egg, tem um animal que aparece que não é nosso! O que poderia ser?

    Seis anos atrás, minha imigração ia acontecer, um voo iria partir no primeiro de julho, minha irmã estava muito, muito grávida com sua primeira filha e claro que eu queria conhecer meu sobrinha, eu gostaria de estar lá quando ela nascesse… Então nós estávamos no Graspop e eu estava lá como convidada do Sabaton e enquanto nós estávamos relaxando no sol, pelo menos eu estava, uma ligação chegou dizendo “Sua irmã acabou de entrar em trabalho de parto”. “Wow, está para acontecer! Ah o bebê, eu vou conhecer o bebê antes de eu imigrar, que ótimo! Mas e agora, o que eu devo fazer? Eu preciso ir lá imediatamente ou não? ” Foi muito engraçado perceber que eu simplesmente não tinha ideia do que fazer. Obviamente eu só precisava esperar e torcer que tudo desse certo, e conforme o dia foi passando e o show aconteceu, nós voltamos à área de descanso e eu fui embora do Graspop e então a notícia chegou: uma garotinha havia nascido, saudável e bem e isso significava que eu poderia conhece-la: Rose, que agora tem seis anos, pela primeira vez, pouco antes de eu entrar no avião. Eu posso te dizer que foi uma montanha russa emocional porque você vai deixar sua família e amigos para trás e começar algo novo, apesar de eu estar muito animada eu ainda tinha ciência de que era um passo enorme. Algo que te tira da sua zona de conforto inteiramente…. Eu acredito que essas mudanças são vitais porque você cresce tanto como pessoa. Aí eu te levanto uma pergunta: o que você tem feito nos últimos 5 a 6 anos que realmente te tirou da sua zona de conforto e te fez repensar tudo? É uma conversa interessante.

    Eu vou ter uma convidada especial comigo hoje e ela também estará participando do “Floor Finds”, que é outro quadro do meu canal no Youtube que eu tenho entrevistado outras pessoas com uma pergunta que ambos respondemos e depois conversamos sobre esse assunto. O primeiro “Floor Finds” com o Marco e Elize também está vindo, eles [Amaranthe] estão trabalhando num álbum novo então com certeza nós estaremos falando sobre isso!

    [filmagem do cavalo]

    Eles são amigos, isso é tão legal! Eu estou trabalhando na última parte romântica de ter cavalos, com uma ótima ajuda. Você gosta de andar no carrinho, né? Nós tentamos manter ela ocupada de todas as formas mas ela ainda vem conosco. Mas sim, eu tenho certeza que todas as belas imagens de estrelas do Rock foram por agua abaixo mas se você tem cavalos, eles cagam todo dia. Certo? Certo. Você não está me ajudando em nada, hein? E agora você está no meu lugar. Mas surpreendentemente, quando eu estou aqui e eles estão lá, as vezes eles me seguem e a gata acha que é legal ir atrás também.  Eu acabo pegando algumas flores, eu trouxe minha capa de chuva comigo porque você nunca sabe se vai chover ou não! Essa é a vida.

    Floor e Elize

    Floor: Então aqui estamos nós no final de Junho e no início de Julho, em 2020. O que te aconteceu essa semana?
    Elize: Essa é uma boa pergunta, eu fiz um ensaio fotográfico! Sim. Essa semana com Patrick Ullas, provavelmente você também já trabalhou com ele!

    Floor: Sim.
    Elize: Então foi praticamente isso. Eu tenho feito alguns trabalhos para as empresas porque as pessoas não saíram de férias, na verdade eles continuam trabalhando no escritório porque há apenas duas ou três pessoas… Além disso, eu tenho caminhado, eu tenho um amigo da Alemanha que está me visitando então nós temos saído para jantarmos, na verdade nós temos estado bem ocupados!

    Floor: Sim, legal. Há alguma coisa para acontecer com o Amaranthe por esses tempos?
    Elize: Bem… Sim, foi o ensaio fotográfico, apenas com quatro membros da banda porque ainda está um pouco complicado para viajar, especialmente partindo da Dinamarca e da Finlandia onde eles vivem, é um pouquinho longe. E nós estamos começamos a usar o TikTok então isso também está relacionado à banda e nós lançamos nosso primeiro single do primeiro álbum.

    Floor: Sim, que legal!
    Elize: Já fazem 3 dias. Uma canção chamada “Viral” e é o primeiro lançamento do primeiro álbum que vai sair que será chamado de “Manifesto”.

    Floor: Que bacana! E quando o álbum será lançado?
    Elize: Será lançado no dia 2 de outubro.

    Floor: Isso significa que você ainda vai ter que esperar por bastante tempo! Mas o tempo passa tão rápido… Nesse episódio nós também falamos sobre a minha semana em 2020 mas também pensando bastante no que aconteceu comigo 6 anos atrás então eu estava pensando, como foi o seu 2014?
    Elize: Eu me lembro agora muito claramente. Era provavelmente o primeiro verão onde eu senti que a banda tinha crescido. Era um dos primeiros bons verões com ótimos shows, porque nós fizemos uma turnê de verão então não era bem nos festivais, mas nós abrimos para uma banda chamada Sabaton…

    Floor: Sabaton?
    Elize: Sabaton, você conhece?
    Floor: [Risos]
    Elize: E foi muito engraçado porque eu amo aquele verão, aquele verão foi incrível, nós fomos à todas as cidades pequenas e fofas da Suécia e foi num palco muito bom, eles já faziam muito sucesso… Foi algo bem grande para nós abrirmos para eles. E eu me lembro que eu estava bem feliz, então esse foi o meu 2014. E seis anos depois nós tivemos outra turnê juntos!

    Floor: Fecharam um ciclo! Sim! Se vocês gostaram de trabalhar juntos, é legal poder repetir!
    Elize: Voce já fez isso com alguma banda sua ou com o Nightwish, onde você fez turnê com uma banda e então fizeram turnê denovo depois?

    Floor: Sim! […] A turnê que me vem a cabeça aconteceu há 6 anos, nos Estados Unidos, eu estava com a minha banda Holandesa que não existe mais Revamp e exatamente um ano depois, no mesmo período, era abril ou maio, eu fiz uma turnê de novo mas dessa vez com o Nightwish e foi bem interessante. Mas depois disso, nós não fizemos turnê juntos. E agora quando estamos no mesmo festival, nós tocamos em dias diferentes porque eles são geralmente os headliners e nós também, então nós estamos ambos no Graspop mas nós não nos vemos…
    E também um pensamento meu sobre imigração, sobre eu sair da Holanda para a Finlandia foi um grande passo e então um ano depois, na mesma semana, eu imigrei com Hannes da Finlandia para Suecia. Também um passo enorme mas um pouco mais fácil porque eu estava com alguém, a minha primeira imigração eu fiz sozinha para um país que a língua é bem dificil então sim, é totalmente fora da zona de conforto e eu tenho perguntado para as pessoas o que ele ou ela tem feito nos últimos 6 anos que esteve fora da sua zona de conforto, então eu te pergunto a mesma pergunta.
    Elize: Sim, eu tenho uma resposta não tao legal para essa pergunta eu acho porque eu não fiz nada tao extremo e eu tenho pensado bastante sobre me mudar para outro país, é algo que eu adoraria tentar, mas ainda não aconteceu.

    Floor: Sim, não é algo que se faz de repente “Quer saber? Vou imigrar para a Finlandia agora!” [risos]
    Elize: Sim, e há sempre pensamentos para eu sair da zona de conforto mas também as coisas sempre acabam se repetindo. Voce faz a turnê, você escreve um álbum, você grava esse álbum e então você faz a turnê de novo e isso se repete infinitamente, e se repetia até 2020.

    Floor: E você, o que tem feito agora que é mais fora da sua zona de conforto?
    Elize: Sim, eu tenho pensado em tirar minha carteira de motorista e isso é definitivamente fora da minha zona de conforto porque eu tentei antes e eu falhei, duas vezes. [Risos]

    Floor: Okay! [Risos]
    Elize: E eu também tenho bastante medo de carros.

    Floor: E quem não tem, né?
    Elize: Então eu tenho uma imagem muito ruim de mim mesma quando me imagino dirigindo. Quando eu me imagino dirigindo aparecem esses sinais vermelhos na minha cabeça então eu pensei que era melhor deixar de lado, mas agora é algo que eu realmente quero fazer e eu estou assustada!

    Floor: Oh! Não fique assim, face your demons!
    Elize: Sim, é isso, se todas as pessoas conseguem fazer significa que é algo que eu só preciso me acostumar. É como andar de bicicleta ou algo assim… Apesar de eu sempre cair da minha bicicleta ou da minha scooter mas…

    Floor: É diferente com carros, eu posso te dizer que eles são um pouco mais seguros.
    Elize: Sim [risos] eles são fechados…

    Floor: Medo é algo… não é racional mas é bem vívido então está bem lá… Você precisa fazer algo com isso! Mas enfrente seus medos e tente dirigir e curtir a liberdade de só de entrar no seu carro e vir aqui, por exemplo! Eu sempre achei que isso era muito legal de fazer. Mas um passo de cada vez. Eu espero que você consiga!
    Elize: No pior dos cenários eu sempre posso fazer terapia ou algo assim, é algo que isso também é fora da minha zona de conforto porque é algo que você pensa que não precisa mas depois eu penso “porque não?” Porque é como a sua mente funciona, então sobre o meu medo de dirigir, há alguns meios que você pode mudar isso.

    Floor: Sim, eu imagino! E eu digo que é bom você aprender sobre si mesma, como você funciona, como sua mente absorve informações ou apenas como a sua mente funciona! Digo, você vai para escola e aprende tudo sobre o mundo e tudo em volta de você, seus lideres, mas você aprende muito pouco sobre si mesma. E talvez na escola você não é maduro o suficiente para ter essa curiosidade sobre si mesmo mas em algum momento da vida, porque não aprender?
    Elize: Isso é algo que eu tenho muita curiosidade, e eu gostaria de explorar para ver o que eu descobriria.

    Floor: Sim! Boa sorte com isso. Obrigada!
    Elize: Obrigada!

    Bem, esse foi o episódio 3 de Saturday Storytime, obrigada por assistir! Eu espero que vocês tenham gostado, e se vocês gostaram deixem o like e se inscrevam, se vocês ainda não o fizeram. Eu os levarei à uma viagem que eu farei semana que vem, eu irei para a Holanda e isso aparecerá no episodio 4. E se vocês tiverem alguma pergunta que eu possa responder, por favor escrevam em algum lugar no Youtube, meu instagram ou no Facebook. Eu estarei lendo! Legal. Obrigada, vejo vocês na próxima vez.

  • Duke TV – Floor Jansen

    Duke TV – Floor Jansen

     Tradução: Head up High, my dear!

    Floor Jansen: Eu não trabalhei nas vozes, foi uma progressão natural ao procurar qual tipo de sentimento as músicas demandam. Eu tentei praticar o canto nessas músicas. Primeiramente, eu apenas tinha as gravações antigas e esse é um jeito terrível de estudar música, pois você imediatamente pega a interpretação de outra vocalista. Conhecer realmente cada música e suas sensações veio somente quando estávamos ensaiando juntos. O todo soa diferente de como estamos hoje. Não é só pelo jeito que eu canto, mas pelo modo que estamos hoje. Temos o Troy na banda, que vem com diferentes tipos de instrumentos.

    Desde o começo, nos ensaios, nós decidimos que [para a turnê Decades] nós faríamos o máximo possível de vocais ao vivo. Sem muito backing vocals gravados, mas muitos ao vivo. Então, isso significa que tem Marco, Troy e eu cantando muito mais ao vivo do que anteriormente.

    O final de [Ghost Love Score] se desenvolveu naturalmente do jeito que é e acabou se tornando uma assinatura minha naquela música, muito apreciada pelos fãs. Nós sempre tocamos essa música porque ela se tornou muito especial.

    O funcionamento do Nightwish sempre tem sido o mesmo e sempre será: o Tuomas escreve as músicas. Até mesmo para o “Endless Forms Most Beautiful” eu senti que eu não precisava dizer: “Eu sou uma compositora também e devo escrever músicas“. O motivo do Nightwish ser o que é, é porque ele [Tuomas] escreve as músicas. E, também, o Nightwish é o que é pelos músicos que ali estão: eu estou cantando, vamos tocar e cada um tem a sua assinatura nas músicas. Foi assim no EFMB e será no próximo álbum também. Se eu escrevesse uma música que fosse perfeita para o Nightwish, eu certamente a mostraria para ele, mas ele escreve em um nível que sinto que não há muito o que adicionar. Se eu tivesse, certamente eu teria espaço para mostrar. Mas ele é o que faz o Nightwish soar assim, então, estou de acordo com isso.

    Eu conheci o Jorn em 2007 e os outros músicos em 2008. Nós tínhamos intenção de cantar juntos naquela época, mas nunca fizemos, porque minha banda After Forever parou. Então, tivemos o ano de 2008 parado com a banda.  Então eu tinha tempo disponível para explorar e experimentar outros estilos fora do metal. Seria ótimo se eu pudesse fazer algo mais, algo de rock. Quando ouvi Jorn tocar, apesar de ser muito progressivo, claro, ele sempre tocou coisas fantásticas. Nós tentamos escrever músicas juntos e funcionou. Em 2008 nós chegamos no ponto de ter o álbum quase pronto, começamos a gravar as baterias, mas o After Forever havia acabado e eu não queria que meu próximo trabalho musical fosse um projeto de rock, e então eu nunca tive tempo de terminar. Então, eu tive um ano off com o Nightwish, em 2017, eu contatei o Jorn e falei: “Não sei como está a sua agenda, mas eu gostaria de tentar se conseguiríamos algo com esse álbum”. E então nós nos reunimos e escutamos, repassamos, tudo que havíamos escrito, discutimos se precisaríamos mudar algo que escrevemos. E gravamos as músicas! Foi o que fizemos. Após 10 anos então, Northward.


  • NORTHWARD: Track by Track!

    NORTHWARD: Track by Track!

    O lançamento está marcado para o dia 19 de outubro, sendo assim, Floor Jansen e Jorn Viggo Lofstad decidiram lançar um vídeo para cada dia de contagem regressiva, falando um pouco sobre cada uma das faixas.


    A publicação será atualizada diariamente, conforme os lançamentos. Voltem sempre, bjs.

    Track #1: While Love Died

    “Jorn: Olá e bem vindo ao primeiro dia da contagem regressiva do projeto ‘Northward’ onde todos os dias nós lançaremos um video curto sobre as canções do álbum que está por vir!

    Jorn: A primeira música que nós iremos falar é a ‘While Love Died’. É uma música bem hard rock ‘n roll, e logo de cara você vai perceber que não é nada parecido com o Nightwish nem o Pagan’s Mind. Talvez você possa perceber algumas influêcias de algumas bandas aqui.

    Floor: Essa é a música de abertura do álbum. É um álbum bem diverso, mas nós sentimos que essa é uma boa música para apresentar como o álbum irá soar. Nós fizemos um clipe dessa música, então provavelmente você já ouviu. As letras de fato têm um toque pessoal, mas isso foi um toque pessoal de 10 anos atrás. A letra, e claro, 
    é para a sua própria interpretação e nós esperamos que você goste da música!


    Track #2: Get What You Give

    Floor: Olá e bem vindos, novamente, ao segundo dia da contagem regressiva pro lançamento do Northward, hoje nós falaremos sobre a segunda canção, Get What You Give.

    Jorn: Essa é uma das minhas preferidas no álbum e ela ficou melhor do que nós imaginávamos, e agora serve como a segunda faixa do álbum. Essa também é uma canção de heavy rock, uma guitarra bem fluída e com muitas coisas legais rolando na música.

    Floor: Sim, essa é definitivamente uma das minhas favoritas, tem um pouquinho da vibe de Skunk Anansie, que é uma das minhas bandas favoritas, e é totalmente inspirada pelos vocais da Skin. Sobre a letra, ahm, tudo tem ciclo completo as vezes, então realmente você colhe o que você planta (Get What You Give). Quando eu escrevi a letra, haviam muitos cenários em que isto estava acontecendo, onde eu me sentia insegura no começo da situação e depois eu percebia que você colhe o que você planta: se você foi ruim comigo, eu serei ruim com você. Mas no final das contas, as coisas ficam melhor. Você colhe o que você planta, então tome cuidado com isso!


    Track #3: Storm In A Glass

    “Floor: Sim, nós estamos de volta para o terceiro dia da contagem regressiva para o lançamento do álbum do nosso projeto Northward, e vamos falar sobre Storm in a Glass.

    Jorn: Essa música é mais acelerada, mais pop rock, mais alto astral, é bem focada em melodias, e é bem comercial. Há muitos backing vocals em toda a música.

    Floor: Sim, foi legal poder fazer isso, e é a música favorita da minha filha, é algo legal de mencionar sobre essa música! Sobre as letras, bem, algumas coisas pequenas podem ser transformadas em algo enorme, e podem parecer ser coisas muito importantes na vida; mas com uma boa reflexão, você percebe que tudo isso pode ser uma… Storm In A Glass.


    Track #4: Drifting Islands (feat Irene Jansen)

    Floor: Estamos de volta para o quarto dia da contagem regressiva do lançamento do álbum Northward, e hoje estaremos falando sobre a canção Drifting Islands, que é um dueto com a minha irmã Irene, o que é ótimo, porque isso esteve como meta pessoal minha desde sempre, e nós tivemos muitos muitos pedidos ao passar dos anos, então nós finalmente fizemos.

    Jorn: E deu que foi super legal!

    Floor: Eu concordo, eu estou muito feliz com isso, nossas vozes realmente combinam, mas 10 anos atrás, a idéia era fazer o dueto com o cantor de Alter Bridge, Myles Kennedy. Eu o conheci, perguntei se ele gostaria de fazer o dueto, e ele até falou que sim, mas muitas coisas aconteceram nessa gravadora, obviamente, então o dueto nunca chegou a acontecer. Ao invés disso eu realizei um sonho de gravar com a minha irmã, o que é uma boa história!

    Jorn: Eu me lembro quando escrevemos essa canção e eu te apresentei uma banda norueguesa chamada Animal Alpha, uma banda norueguesa muito boa e eu me lembro que você gostou muito dela, e eu me lembro que o refrão foi criado depois que você escutou a banda. O refrão é bem agressivo, versos e pontes são mais práticos e moderados.

    Floor: A letra é bem literal, ilhas a deriva (Drifting Islands) que ficam cada vez mais distantes uma da outra; você pode tentar se comunicar, mas vocês realmente não se entendem. Isso pode ser aplicado a qualquer relacionamento, felizmente na minha família não é o caso! Não interprete tão literalmente! Minha irmã e eu ainda somos muito próximas, mas é sobre isso que se trata essa canção.


    Track #5: Paragon

    Floor: Bem vindos ao quinto dia da nossa contagem regressiva para o lançamento do álbum Northward. Hoje falaremos sobre a quinta canção do álbum chamada “Paragon”.

    Jorn: Eu acho que o álbum em geral tem uma vibe bem rock ‘n’ roll, enquanto essa é uma canção épica. Há muitos elementos melódicos, enquanto trabalhávamos nela, nós a chamávamos “A música de sete minutos“, então aí você consegue ver algumas referências de uma música progressiva. Para mim o refrão dessa música é super poderoso, e me lembra as canções de heavy metal que a Alanis Morissette nunca fez.

    Floor: Para mim, essa música se tornou uma das minhas favoritas…

    Jorn: Com os acordes menores.

    Floor: Sim, o meio acorde é bem épico e então boom, quando o último refrão chega, me dá arrepios. Eu não sei se você pode dizer isso sobre a própria música, mas…

    Jorn: Nós acabamos de dizer! [Risos]

    Floor: Nós acabamos de dizer, a música de fato dá aquela sensação prazerosa, que eu espero que você também sinta. Sobre a letra, “Paragon” é o ultimato das coisas que você pode alcançar; quando eu ouço eu me pergunto quando meu Paragon acontecerá. Perfeição é bom, ao menos que seja em excesso. Isso vale para muitas pessoas que jogam suas vidas fora [tentando alcançar a perfeição], e “bom” é definitivamente bom para mim. Quando acontecerá meu “Paragon”? Provavelmente nunca. É isso aí!


    Track #6: Let Me Out

    Floor: Olá e bem vindos de volta ao sexto dia da contagem regressiva para o lançamento do Álbum Northward.
    Essa canção é chamada Let Me Out. Um detalhe engraçado é que, diretamente, essa música foi inicialmente co-escrita com Andre Borgman, que tocou bateria no After Forever. Nós começamos a trabalhar um pouco juntos, infelizmente não continuamos trabalhando, mas ele tinha ótimas idéias, e muitas delas acabaram entrando nessa canção. Nós, na verdade, só adicionamos e alteramos, especialmente o tempo da musica, mas há muito dele nessa música.

    Jorn: Eu fico muito feliz com o solo de guitarra dessa música, é bem clássico e…

    Floor: Você foi ótimo.

    Jorn: Obrigado [risos], e sim, essa foi uma das músicas que nós tivemos que trabalhar para trazer o sentimento, e que ficou muito boa no final das contas.

    Floor: Sim, sim, praticamente isso, foi legal que perto do final, eu comecei brincar um pouco com adlibs (improvisação), uma improvisação bem solta, gritando aquela frase ‘Let me Out’. Eu acho que a letra fala por si só. Essa é a música para se escutar, para o final, desde o inicio, bem alta.


    Track #7: Big Boy

    Floor: Já é o sétimo dia, e também é a sétima canção que falaremos hoje na contagem regressiva para o lançamento do álbum Northward. Wssa canção é chamada “Big Boy”.

    Jorn: Sim, e essa é uma canção meio experimental, hard-rock, eu diria. Enquanto nós trabalhávamos nela, nós à chamávamos de “Disco Chugging”, “Chugging”. É tipo quando o guitarrista dá palhetada fortes pra baixo, sabe? E tem muitas influências de discoteca com a batida da música, então nós meio que experimentamos com esses fatores.

    Floor: É a faixa um pouco estranha do álbum; é uma versão diferente do que já tínhamos, e foi um pouco difícil fazer a musica soar certa. Se essa música não é criada com o sentimento certo, seria muito muito estranha. Mas nós conseguimos!
    Sobre as letras, eu as vezes fiquei um pouco frustrada. Há 10 anos, em ser uma mulher num ambiente dominado por homens, toda aquela comoção do #MeToo (onde artistas de Hollywood denunciavam assédios morais e sexuais partidos por homens) tornou tudo mais atual, apesar de eu, felizmente, não ser uma das que precise usar essa hashtag. Mesmo assim, essa situação igualmente já me trouxe frustracão, e me levou a escrever a letra de Big Boy. Eu, entretanto, sinto e penso que 10 anos depois as coisas de fato melhoraram. Há esperança!


    Track #8: Timebomb

    Floor: Bem vindo de volta ao dia 9 (que na verdade é 8) da contagem regressiva do lançamento do álbum Northward, que será lançado em poucos dias agora! Essa canção é chamada “Timebomb”, e foi uma das primeiras que nós escrevemos, e também um das únicas que nós fizemos uma demo inicial.

    Jorn: Sim, essa é a única canção do álbum que tem algumas camadas de teclado, tocadas por Uonni, o tecladista da minha banda Pagan’s Mind. Essa canção é bem melódica, um refrão agressivo e cheio de energia, que ficou super legal, eu acho. Eu preciso dizer, no final da música eu planejei alguns solos de guitarra, para poder me exibir, e a Floor estava no estúdio e eu escutei uma improvisação em notas altas incríveis, e no final eu disse ‘Okay, nós faremos do seu jeito’, e foi assim que aconteceu!

    Floor: A batalha de vocais e guitarras [risos]. 
    Sobre as letras, ‘Timebomb’ literalmente você ouve o barulho do relógio sem parar dentro de você, você só quer terminar de fazer algo, você só quer ir para o próximo dia, a paciência de sentar e esperar por algo. Pessoalmente eu não sou tão boa com a minha paciência, meus níveis de paciência são bem conhecidos àqueles que convivem comigo, eu não tenho nenhum, e essa canção é sobre isso.


    Track #9: Bridle Passion

    Floor: Bem vindos de volta. Nono dia, nona música. Nós temos 11 músicas, isso significa que o álbum Northward está quase lançado. Nós falaremos sobre Briddle Passion.

    Jorn: Sim, essa é uma canção pé-no-chão, calma e acústica, com apenas um violão e voz.
    Eu me lembro que essa foi a primeira música que nós escrevemos juntos, na primeira sessão que tivemos para ver se tínhamos aquela química de composição, e essa música foi uma das primeiras coisas que criamos.

    Floor: Sim, ainda estou super feliz com ela, porque é tão simples e frágil. E sobre as letras, é sobre a comprensão e restrição das emoções, que simplesmente é impossível de manter por muito tempo. Você simplesmente não consegue, você tem que sentir o que você sente. Eu acho que é uma boa pausa no álbum, depois das guitarras pesadas. E é, saiu simples e frágil.


    Track #10: I Need

    Floor: Sim, dia 10 da contagem regressiva para o lançamento do álbum, significa que estamos quase lá, o álbum Northward está quase disponível pra você escutar, hoje nós falaremos sobre a canção “I Need”.

    Jorn: Um up-tempo (música rápida) na sua cara, devassa e hard rock, bem groovy, baterias e riffs muito legais, bem rock n’ roll.

    Floor: Essa é uma das canções que reescrevemos um pouco, comparada ao que era 10 anos atrás. Mudamos o refrão completamente e alteramos alguns versos. Também é uma canção que nós tivemos que ter o sentimento certo para funcionar e agora é muito boa, é bem “na sua cara”.
    As letras você precisa encarar de uma forma diferente, essa é uma canção de rock ‘n’ roll vulgar, então não iremos falar sobre a vida e emoções, é bem explosiva, e eu preciso… “I need” todos os tipos de coisas! [Risos]


    Track #11: Northwards

    Floor: Décimo primeiro dia, nós conseguimos falar de todas as músicas durante a contagem regressiva para o lançamento, agora é o momento do álbum Northward! Na verdade, agora falaremos sobre a música NORTHWARD.

    Jorn: Essa é uma música épica e longa com muitos elementos músicas, essa música é…. é difícil definir o que essa música é, mas há elementos muito legais nessa canção. Eu amo a ponte nessa música, nós temos tudo o que tínhamos e logo depois você tem esse refrão singelo e bonito. Eu acho que foi um ótimo jeito de encerrar o álbum com essa música.

    Floor: Sim, definitivamente. Uma música bem longa, mas muito boa. Há muitas partes experimentais. As letras foram completamente reescritas em comparação ao que eram 10 anos atrás, e foi batizada de “Northward” (Direção ao Norte). Essa parte do nome é sobre como eu fui para o Norte de onde eu nasci, da Holanda para a Escandinávia, esse projeto foi escrito na Escandinávia, eu canto numa banda Escandinava, casei com um homem Escandinavo… Essas coisas são coincidências, mas mesmo assim aconteceu… Você é um homem escandinavo!

    Jorn: Sim! [Risos]

    Floor: Aqui no norte… Essa música é sobre a minha jornada em Direção ao Norte. Essa foi a nossa introdução para o álbum, agora você finalmente vai poder formar a sua opinião, ouvir as músicas e poder curtir o álbum. Mais uma vez, não espere que soe parecido com Pagan’s Mind ou Nightwish ou qualquer coisa que já tenhamos feito antes. Nos diga o que você achou! Obrigado por ter nos acompanhado por esses dias e aproveite o álbum!


    Tracklist:

    01. While Love Died
    02. Get What You Give
    03. Storm In A Glass
    04. Drifting Islands
    05. Paragon
    06. Let Me Out
    07. Big Boy
    08. Timebomb
    09. Bridle Passion
    10. I Need
    11. Northward


    MERCHANDISE

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  • FaceCulture: Floor Jansen

    FaceCulture: Floor Jansen

    Via Face Culture | Tradução: Head up High, my dear!

    Part I | Part II | Part III 

    FaceCulture: Como vai você?

    Floor: Muito bem. Obrigada. Grávida, mas saudável e feliz, então está tudo certo.

    FaceCulture: E como estão as coisas agora?

    Floor: Subir escadas se tornou um pouco difícil e eu não consigo me mover muito por causa da barriga, mas, fora isso, tudo bem.

    FaceCulture: Eu vi uma foto sua em um show pouco tempo após o anúncio da gravidez, e gostaria de saber como foi.

    FloorBom, foi entre novembro e dezembro, mas, apesar do avanço da gravidez, estar no palco com uma noção de espaço completamente diferente por causa do bebê foi algo novo. Isso se tornou um novo desafio, mas continua sendo ótimo.

    FaceCulture: Eu gostaria de falar um pouco sobre o “Vehicle of Spirit”, que compila várias apresentações ao vivo em DVD. Na sua experiência de vida, você já assistiu a algum show que foi marcante?

    Floor: Acho que não do jeito que as pessoas imaginam. Nós não íamos a shows como esses e eu mesma só fui a um show de rock depois de muitos anos, mas, no final da minha adolescência, eu assisti a um show do The Gathering. Eu tinha por volta de 16 ou 17 anos quando eles tocaram perto da minha cidade e aquele momento deixou uma certa marca em mim, sabe? Eu fiquei impressionada, pois ouvir este tipo de música abriu a minha mente e vê-los ao vivo me fez pensar coisas como “Caramba! Eu também quero fazer isso aí!”

    FaceCulture: Você já havia comentado sobre o The Gathering e o trabalho da Anneke. Por que você sente ser importante ver uma mulher nessa posição dentro do ramo musical?

    Floor: Não sei ao certo se foi pela questão de ser homem ou mulher, mas a maneira com que ela cantava com certeza era cativante. A voz dela é incrível e é claro que o fato de ser uma mulher teve a sua parcela de contribuição, porque eu não queria ser uma cópia dela e sim algo como o que ela fazia. E ouvir a voz de uma mulher com um instrumental pesado foi algo que despertou o meu interesse mais do que nunca naquela época.

    FaceCulture: Sabemos que, naquela época, você já cantava, mas você sabia que tipo de música gostaria de produzir ou tinha um plano do que fazer em termos de carreira?

    Floor: Na época, não. Eu só tinha esse desejo de cantar numa banda de metal, mas, após o show do The Gathering, quando eu já era parte de uma banda chamada After Forever, eu tinha a vontade de estudar em um conservatório mesmo sem saber muito bem o que esperar. Eu só sabia que queria trabalhar com música. E, com o passar dos anos, os meus objetivos se tornaram mais específicos. Como todo adolescente, eu não sabia muito bem o que eu faria pra chegar lá, mas eu sabia que gostaria de estudar música. Apesar disso, eu tinha um certo receio com relação ao conservatório por ser algo muito voltado para o canto clássico, porque eu não tenho tanto interessa na parte performática. Como consequência disso, as outras opções não me chamavam muito a atenção, mas, mesmo assim, continuei cantando no After Forever e, após um período como back singer, eu me tornei a vocalista principal. Após isso, a nossa música começou a se tornar cada vez mais complexa e, com o nosso desejo de tocar em grandes festivais, nós conseguimos dar passos mais largos em direção ao nosso objetivo como uma banda. Quando percebi que o conservatório não seria uma boa opção para mim naquela época, eu li um artigo no jornal um ano depois dizendo que um grupo abriria uma “Rock Academy” voltada para o canto mais alternativo. Eu me aproveitei da minha posição no After Forever para me inscrever e deu tudo certo.

    FaceCulture: Você sente que foi importante para a sua carreira ter um background mais calcado na teoria musical? Porque, como você mencionou, a banda começou a fazer sucesso.

    Floor: Não foi a teoria musical em si, mas eu acreditava que, para ser uma musicista profissional, era necessário ter alguma formação. Mas o conceito de formação para o rock e o pop simplesmente não existia até então, o que tornou todo o processo em uma questão de tentativa e erro. Se você me perguntar hoje em dia se é necessário ter uma formação para trabalhar com esses gêneros musicais, eu não saberia como te responder, porque eu passei por essa Rock Academy e aprendi muitas coisas. E, mesmo que não houvesse aprendido tanto, eu pelo menos tive a oportunidade de desenvolver uma rede de contatos para aprender mais, pois conheci muitas pessoas só de estar naquela Rock Academy.  Por isso é que eu acho que essa pergunta se tornou difícil de responder com o passar dos anos, pois acredito que não se chega a lugar nenhum sem uma certa dose de atitude e talento. É necessário ter um certo conjunto de características para se chegar a algum lugar com ou sem formação, mas, para mim, era algo que parecia essencial na época. Eu fico muito feliz por ter tomado essa atitude na época, pois eu era muito curiosa e queria aprender muitas coisas. Isso fez com que eu tivesse aulas de canto operático após ter saído da Rock Academy, o que me deu uma oportunidade de absorver muito conteúdo teórico e de técnicas vocais.

    FaceCulture: Você mencionou algo interessante, que é essa necessidade de serem necessárias certas características e uma delas é ter essa vontade, essa determinação. Você sentiu essas coisas após assistir ao show do The Gathering?

    Floor: Não exatamente. Essa vontade é mais o sonho que te impulsiona, pois, assim que percebi o que precisava fazer para realizar os meus sonhos, foi mais fácil. É algo que se aprende aos poucos e esses sentimentos simplesmente existem ou não em você. E, de certo modo, eu também tive de aprender a sentir isso, pois, quanto mais longe se vai, mais se aprende. Agora, quando se chega na casa dos 20 , trabalha-se em prol de um objetivo e, na casa dos 30 anos, a gente começa a pensar se a gente chegou aonde gostaria de estar e tudo mais. Mas, nos meus 20 e poucos anos, quando tudo estava decolando, eu sentia que estava numa banda de sucesso, que estava me aprimorando pelo estudo e era basicamente isso. Eu não planejei nada muito além disso. Eu só queria que o After Forever se tornasse uma das bandas mais famosas do mundo e aprender as técnicas de canto. Era basicamente isso.

    FaceCulture: Você comentou que, na época, tinha um sonho e já estava numa das maiores bandas do mundo. Que sonho era esse? Ele se compara com o que você vive atualmente?

    FloorCom certeza! Eu confesso que eu não entendi muito bem o que tudo aquilo significava na época, mas eu tinha um sonho e ele é o que eu vivo agora. E é engraçado perceber que isso me foi tirado e que a minha vida mudou para melhor da forma como tudo se desenrolou, sabe? Ir do topo ao fundo do poço em termos de carreira. Foi muito difícil, pois a minha saúde se deteriorou. Mas, num determinado momento, o Nightwish surgiu e eu senti que precisava ter passado por todo aquele processo doloroso e gradativo para chegar a um nível de experiência que me tornaria capaz de ocupar aquele cargo naquela banda. Digo isso, porque uma coisa é criar uma carreira e outra é mantê-la, especialmente de uma maneira mais saudável a longo prazo. E eu sinto que não percebia essas coisas na época, sabe? Esse é o sonho e, hoje em dia, eu preciso aprender a lidar com o que se tornou realidade.

    Entrevistador: Você sente que foi um processo meio estranho?

    Floor: Sim! Eu precisei passar por algumas coisas e aprender outras.

    FaceCulture: Numa outra entrevista que você nos concedeu, você comentou sobre o período mais obscuro da sua vida, o colapso nervoso resultante da síndrome de Burnout e, mesmo não me aprofundando muito nisso, eu gostaria de saber se você acha que essas coisas foram importantes para que chegar aonde você está hoje?

    Floor: Sem sombra de dúvidas. Tudo o que aconteceu me ensinou o que eu consigo e não consigo fazer, além de me ensinar que tudo tem um limite. Porque a dedicação e a determinação podem te levar longe, mas há um momento em que todos nós precisamos ouvir um “pare” de nós mesmos. Naquela época, eu nunca sonharia em fazer uma coisa dessas, mas agora sei até onde devo ou posso ir até precisar parar. Isso foi necessário para me manter saudável e cuidar de mim mesma a longo prazo, o que foi ótimo para mim.

    FaceCulture: O Nightwish surgiu na sua vida profissional nos últimos três anos e nós imaginamos o quão incrível essa jornada deve ter sido. Mas, agora, vocês farão uma pausa de um ano. Essa pausa é muito bem vinda não apenas por causa do bebê, mas, assim como a questão de colocar limites, também serviu para descansar e reavaliar as coisas.

    Floor: Desde o momento em que eu me tornei vocalista do Nightwish, eu trabalhei sem parar, até por eestar em projetos paralelos, como o ReVamp. E é algo que simplesmente não tem fim. Primeiro, veio o Nightwish, depois o ReVamp e, então, o Nightwish me chamou para ser a vocalista oficial. As coisas acabaram seguindo dessa maneira sem nenhum tipo de pausa para respirar ou coisa do tipo e todo precisa parar um pouco. A ideia de uma pausa como essa veio dos próprios membros do Nightwish, que trabalham há quase 20 anos sem uma pausa. A princípio, eu só pensei “tudo bem”, mas foi logo depois que eu percebi que a vida é muito mais do que só o trabalho com o Nightwish, apesar de amar o meu trabalho com os meninos. Mas essa pausa faz com que a gente volte com mais energia, querendo voltar com tudo. E essa pausa nos permite passar tempo com a família, sabe? Quando percebi que teríamos essa oportunidade, nós topamos. 

    FaceCulture: E para a banda como um todo, você sentia que eles precisavam dessa pausa?

    Floor: Sim! Não porque as coisas não iam bem, mas exatamente porque tudo estava bem. Eles disseram “Poxa, as coisas estão dando tão certo que nós podemos parar e descansar um pouco”. Essa oportunidade é um luxo de que muitas pessoas não dispõem e, quando eu percebi que nós tínhamos essa chance, nós a aproveitamos. É claro que vamos ter de esperar por algumas coisas e fazer com que outras pessoas também esperem, mas poder voltar dessa pausa com as energias renovadas é incrível, sabe? Essa chance de poder dizer “Trabalhamos por 20 anos, mas agora vamos fazer algo completamente diferente” é surpreendente e faz bem para todos da banda. 

    FaceCulture: Você comentou que não tem mais tempo para as atividades do ReVamp e, na nossa última entrevista, você disse que essa banda criava o ambiente para a exercer a sua própria criatividade fora do Nightwish. Com o fim do ReVamp, você se vê mais envolvida ainda nas atividades do Nightwish ou você tem outros projetos em mente?

    Floor: Acredito que a questão toda está na responsabilidade de se ter duas bandas e toda a carga de trabalho que vem junto, porque as coisas chegaram a um ponto em que eu não conseguia administrar tudo. Mas isso não significa que eu não farei nada fora do Nightwish. Eu adoraria contribuir mais e me envolver mais com as atividades do Nightwish sempre que for possível, mas há pouco que eu possa fazer nesse quesito. Ainda assim, em 2008, eu compus um álbum de rock completamente diferente com o Jorn Viggo, do Pagan’s Mind. Ambos produzimos algo fora da nossa zona de conforto, que deveria ser um projeto paralelo entre as nossas bandas principais da época, o After Forever e o Pagan’s Mind. Mas, depois que o After Forever se separou, eu e o Jorn decidimos pausar o projeto. Então, eu acredito que poderia trabalhar nesse projeto novamente. Não tenho certeza de como 2017 será, mas talvez analisemos o material que temos e finalizar o projeto. Mas, ainda mais importante do que isso, é o fato de que eu gostaria de trabalhar com esse projeto ou qualquer outro, desde que envolva música e não tenha um prazo pré-determinado. Simplesmente produzir a música que eu quiser na hora em que eu quiser, e eu sei que não sou a única membro do Nightwish com esse desejo. Esse é um luxo do qual podemos dispor e é isso o que faremos.

    FaceCulture: Você sente que esse é um processo mais difícil do que deveria?

    Floor: Não nesse sentido. Ao trabalhar com o Nightwish, até mesmo o nosso processo criativo tem de estar alinhado com os nossos prazos e, por conta disso, sentimos o peso do que outros e nós mesmos esperam desse processo todo. Ainda assim, eu acho que não chamaria isso de difícil.

    FaceCulture: Se não me engano, numa entrevista anterior que conduzimos com vocês, você disse que não conseguiu usar a sua voz mais operática no disco “Endless Forms Most Beautiful”. Talvez seja um pouco cedo para debater isso, mas você já pensou nessa questão ao considerar projetos futuros?

    Floor: No caso do “Endless Forms Most Beautiful”, não é que não quiséssemos usá-la, mas que ela simplesmente não se encaixava muito bem no contexto do disco. Há algumas características operáticas nele, mas nada demais. E eu sei que há tanto pessoas que adoram esse estilo, como pessoas que não gostam tanto. Mas, no meu caso, eu acho importante usarmos apenas quando houver o contexto certo. Como quando se escolhe uma cor para se usar numa pintura, ela precisa se encaixar naquele contexto. É dessa maneira que encaramos essa questão e até temos alguns projetos futuros que envolvam mais a parte operática, mas ainda é uma questão de contexto que precisa ser definido nesses projetos. Não é porque se pode cantar assim que deve-se fazê-lo o tempo todo.

    FaceCulture: E você não se sente deixada de lado?

    Floor: Na verdade, não, pois não vejo como uma especialidade minha, sabe? É só uma habilidade minha, assim como muitas outras que eu também tenho. E, se há algo que eu amo no Nightwish, é essa diversidade musical. Então, se é o momento de usar uma habilidade, ótimo. Se não, tudo bem.

    FaceCulture: Há algo que você aprendeu sobre a sua voz nesse período como vocalista do Nightwish?

    Floor: Com certeza! Mais do que nunca, aprendi sobre as minhas capacidades e sobre algumas técnicas, estilos e vozes mais extremas. Além disso, também aprendi sobre o estilos mais suaves e calmos de canto, com tons de voz mais baixos. Eu já havia cantado músicas suaves, por exemplo, mas o heavy metal nem sempre tem essa suavidade toda que as músicas do Nightwish exigem.  E isso é algo que eu gostaria mais conhecer sobre mim mesma, do que sou capaz e coisas do tipo.

    FaceCulture: Então, eu presumo que vocês não compuseram nada novo.

    Floor: Não, ainda não. Esse é o objetivo desse período sabático: não compor nada. Tudo o que faremos estará voltado para as questões financeiras e de gerência da banda quanto ao ano de 2018. Estamos lidando com tudo de acordo com o que planejamos, mas tudo o que diz respeito a compor ou shows está fora de questão no momento. Não trabalharemos nisso agora.

    FaceCulture: Houve aquele período de pausa na sua carreira por causa da síndrome de burnout. Naquela época, você sentia falta de fazer uma pausa?

    Floor: É absurdo o quão grande é a diferença entre fazer uma pausa por vontade própria e ser forçada a parar de trabalhar. Então, quando eu tive aquele colapso por causa da síndrome, eu não conseguia fazer nada. Eu estava tão exausta que eu não conseguia fazer nada. Nada mesmo. Especialmente o que dizia respeito ao meu trabalho. Por conta disso, eu não gostava de ouvir música, de ouvir heavy metal, de cantar, fazer shows e coisas do tipo, porque eu via tudo como uma coisa desastrosa. Por conta disso, eu não queria fazer nada daquilo outra vez na vida. Eu estava passando por essa fase em que esse era o meu estado de espírito, então, naquela época, eu não sentia essa falta de fazer uma pausa. Eu meio que sentia falta de ter uma vida artística e social, coisas que eu não tinha na época. Foi um período bem difícil para mim. Agora, eu posso fazer essa pausa estando saudável e feliz, e estou lidando com outras coisas que serão importantes para mim, como o bebê. Essa é uma das grandes diferenças. E eu sentirei falta dessa pausa, com certeza. Mas o último show da turnê do Nightwish foi em janeiro de 2017 e eu já sinto falta dessa vida, porque parece que faz eras que não subo num palco.

    FaceCulture: Foi o que pensamos, porque, com o lançamento do “Vehicle of Spirit”, imagino que as filmagens tragam à tona um pouco desse sentimento. Você já sente vontade de estar em turnê novamente?

    Floor: Sim! Quando ouço a introdução do DVD, eu já sinto a adrenalina no corpo. Algo do tipo “Poxa, agora é a hora! Vamos lá!”. Mas sou só eu no meu sofá assistindo ao show que fiz um ano atrás. (risos) Então, sim, vou sentir falta.

    FaceCulture: E a empolgação que você sente ao estar no palco? É a mesma de antigamente, no início da sua carreira?

    Floor: Não mesmo. Talvez ainda maior. (risos) As pessoas mudam nessa passagem dos 17  aos 35 anos. Mas depende também de coisas como o local do show, se já tocaram lá antes e como você se sente, porque nem todo show começa do mesmo jeito. Na verdade, acho que nenhum show começa do mesmo jeito. Mas há um tipo de empolgação diferente, porque o legal de não ter mais 17 e sim 35 anos é que você tem mais conhecimento e controle de quem você é. Você sabe sabe o que faz de melhor e muito mais. Além disso, há uma sensação incrível de confiança em si mesma, que eu não tinha quando estava nos meus 17 anos. Eu ainda sinto toda a empolgação, mas de um jeito diferente.

    FaceCulture: Isso é muito bom de se saber. Quando você se juntou ao Nightwish, a banda já era grande e, de certo modo, você a companhava o trabalho deles. Você sente que, quando se juntou à banda, levou algum tempo pra sentir essa confiança em si mesma comparado a como as coisas se deram no ReVamp ou no After Forever?

    Floor: Eram tipos diferentes de confiança, porque, de certo modo, quando eu fundei o ReVamp, eu era um dos membros fundadores do After Forever. No caso do Nightwish, eu estava me juntando a algo que já existia antes da minha chegada. Eu cantei composições próprias quando estava tanto no After Forever como no ReVamp, mas, depois, passei a cantar músicas escritas por outras pessoas. Por conta disso, a sensação e as expectativas são diferente, mas o lado bom da minha participação no Nightwish é que ela começou de forma súbita. Entre dizer “já estou a caminho!” e o primeiro show, o foco era aprender as músicas do setlist e não “será que a banda vai gostar de mim?”. É claro que eu me preocupava com isso, mas eu não tinha tempo para pensar nisso, pois eu queria fazer um bom show. Eu não fiquei pensando se eu estaria a altura do cargo que eu ocuparia ou coisa do tipo. Isso veio depois, mas aí eu já havia feito vários shows. 

    FaceCulture: Eu não sei se você gostaria de falar sobre isso, então sinta-se à vontade para se recusar a tocar no assunto. Nós mencionamos toda a questão da cultura voltada às mídias sociais, mas você estava ciente dessa pressão nesse período?

    Floor: Claro que sim! Na época do primeiro show, eu percebi que, apesar de ser um show para 2 mil pessoas em Seattle, aquela noite iria parar na internet e, como eu perdi um pouco da voz por conta de um resfriado, eu fiquei nervosa. Eu só conseguia cantar bem mesmo com a minha voz de cabeça. Então, eu não estava na melhor forma física possível e ainda não conhecia as músicas tão bem. Essa acabou sendo a maneira com que eu me apresentei no Nightwish para o mundo inteiro pela primeira vez. Ainda assim, por conta de todas as circunstâncias especiais daquele momento, as pessoas meio que me deram um trégua, sabe? Eu tenho certeza de que houve muitas pessoas em casa pensaram “Ah, não acredito que ela é que vai cantar! Eu a odeio!” ou “Deveriam ter chamado a Tarja para cantar!”. Todos têm direito às suas opiniões. Só que, naquela época, tudo o que eu poderia fazer era sobreviver, melhorar de saúde e me certificar de que nós, como uma banda, passássemos por aquele período difícil, fazendo bons shows para os fãs. Não podíamos nos preocupar tanto com a internet. Acontece que eu me senti muito bem vinda pelas pessoas, sabe? Com certeza, houve um monte de comentários horrorosos na internet, mas eu importei com aquilo. Como eu disse, as pessoas têm direito à opinião delas. O que é engraçado é a diferença entre o que as pessoas dizem na internet e o que elas dizem quando te conhecem pessoalmente, sabe? Acho que as pessoas deveriam aprender a se comportar melhor na internet.  

    FaceCulture: Você, como uma figura pública, sente dificuldade em lidar com essa imagem que as pessoas criam de você ou as expectativas que elas projetam sobre você?

    Floor: Às vezes, sim. Quando as expectativas não têm relação nenhuma com a realidade, por exemplo. Acontece quando as pessoas querem uma foto ou um autógrafo num momento inadequado, por exemplo, e é preciso dizer “não”. Eu não gosto de fazer isso, porque é algo terrível e que magoa, mas, às vezes, eu tenho de fazê-lo por estar muito cansada ou por ter de me concentrar em outra coisa. Às vezes, esse tipo de coisa parece uma responsabilidade nossa, mas não é. A nossa responsabilidade é a de fazer um bom show. Foi isso o que prometemos. Eu vou cantar da melhor forma possível e vou dar o meu máximo, mas tudo além disso é um extra, um algo a mais. Isso é algo com que às vezes eu tenho dificuldade de lidar, porque eu entendo que os fãs querem um pouco de atenção, mas eu não tenho como fazer isso naquele momento. É bem difícil lidar com isso, mas os fãs pelo menos têm uma reação de fato comigo. Quando algo assim acontece na internet, são outros quinhentos. (risos)

    FaceCulture: A última pergunta. Você conhece a Anneke Van Giersbergen?

    Floor: Sim! Nós nos encontramos várias vezes.

    FaceCulture: Como foi encontrá-la pela primeira vez?
    Floor: Eu acho que foi durante uma sessão de fotos para uma revista holandesa com o Arjen Lucassen e a Simone Simons. Se não me falha a memória, essa foi a primeira vez. Nós nos encontramos várias vezes depois e até conversamos pessoalmente na casa uma da outra.

    Entrevistador: Ela deu alguma dica sobre a indústria fonográfica ou algo do tipo?

    Floor: Não. Na época, eu já tinha uma carreira consolidada. Mas eu pude contar a influência que ela teve sobre mim e eu ainda sinto que tudo o que ela faz é incrível, que ainda tem esse feito sobre mim. Fora o fato de que ela não é alguém com a cabeça fechada, sabe? Ela é super mente aberta e trabalha com tudo o que pode. Ela é uma verdadeira artista que explora as coisas. E, agora, ela está com um projeto novo e eu acho isso muito bacana. 

    FaceCulture: Você tem a sensação de que, assim como a Anneke te influenciou, você exerce uma influência sobre outras mulheres e até mesmo homens ao redor do mundo?

    Floor: Eu tenho consciência disso, mas é difícil de assimilar. Tudo porque é algo incrível e eu me sinto extremamente honrada por ter esse feito nas pessoas.

    FaceCulture: Há algo que algum(a) fã tenha dito que ficou na sua cabeça?

    Floor: Bom, algumas pessoas já disseram que ela se sentiram confiantes em si mesmas ao perceber que elas também eram capazes de chegar aonde eu cheguei. Pessoas querendo fazer a mesma coisa, mas da maneira delas, sabe? Porque eu sou eu e elas são elas, e, por isso, há caminhos diferentes. E poder inspirar essas pessoas é algo lindo.

    FaceCulture: Floor, muito obrigado pela entrevista. Desejo tudo de bom para você e para o bebê.

    Floor: Muito obrigada!


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