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  • The RockPit: Floor Jansen

    The RockPit: Floor Jansen

    via the ROCKPIT | Tradução: Head up High, my dear!

    O NIGHTWISH é uma das maiores bandas com famosas apresentações ao vivo e que contam com uma sonoridade e produção capazes de estimular todos os sentidos da plateia, resultando em elogios à música por estarem na medida certa, ao contrário de outras grandes produções do meio musical. Após a turnê de um ano e meio do disco “Endless Forms Most Beautiful“, chegou a hora do Nightwish imortalizar os momentos desta turnê em um DVD. Intitulado “Vehicle of Spirit“, ele foi lançado no dia 16 de dezembro de 16 e conta com não apenas dois shows na íntegra, como também bastante conteúdo extra. Conversamos um pouco com Floor Jansen sobre o DVD e os planos de uma das bandas que conquistaram o mundo.

    Mark: Muitíssimo obrigado pela entrevista ao The Rockpit. Já entrevistamos a banda várias vezes ao longo dos anos e nos acostumamos a entrevistar o Marco primeiro, então a oportunidade de conversar com você sobre o DVD é sensacional. Antes disso, recebemos tantas perguntas que não sabíamos como lidar com todas elas, mas a maioria mostrava preocupação com relação a este “ano de folga” que o Nightwish tiraria e que esse pudesse ser o fim da banda. Você poderia nos dizer algo a respeito disso só para deixar o pessoal mais tranquilo?

    Floor: Ah, mas quanto drama! É só um ano de folga! Já falamos tudo o que tínhamos a dizer sobre esse comunicado e, se as pessoas estão tão preocupadas assim, arranjem um hobby! Tomamos esta decisão, porque está tudo bem, oras. É raro podermos fazer uma pausa com uma sensação boa de que tudo está bem e voltar um ano depois – é bom podermos ter essa opção. Ao invés de se preocuparem tanto, as pessoas deveriam pensar algo como “Poxa, que bacana! Aproveitem e descansem!“, pois temos algo sensacional preparado para 2018. Então, peça a eles que não se preocupem!

    Mark: Parece que a situação da banda só melhora e sempre houve períodos de 2 ou 3 anos entre os álbums, então espero que aproveitem o descanso! O DVD foi a maneira ideal de nos deixar ansiosos pelo que virá! Dois shows fantásticos sob um título bem cativante, também. Você acha que “Vehicle of Spirit” resume tudo isso como deveria?

    Floor: Obrigada! Eu concordo contigo. Pra ser honesta, o título foi ideia do “Troy”, pois ele já pensava no conceito como “a casca da alma que desafia qualquer tipo de categorização” antes da minha chegada. Mas é uma idéia usada com frequência para descrever a banda e pareceu uma boa idéia usar esse conceito para intitular um DVD que mostra como a banda é hoje em dia. E não são apenas dois shows, pois há material extra no DVD com cenas de shows no mundo todo e que mostram o que é o Nightwish em vários lugares durante uma turnê mundial. (risos) Parece que você concorda comigo.

    Mark: Com certeza! Foi uma turnê imensa e tivemos a oportunidade de assistir ao show de vocês em janeiro. Deve ser algo incrível não apenas estar numa turnê mundial fazer um show no Wembley, em Londres, e, algum tempo depois, ir a uma pequena casa de shows em Fremantle, na região oeste da Austrália, e encontrar o mesmo tipo de público fanático por vocês em um ambiente muito mais intimista?

    Floor: Essa é a beleza de estar em turnê. Tudo é muito diferente, das pessoas até as culturas e a reações dos públicos. Parece que a intensidade é a mesma independente de onde as pessoas são ou das dimensões do palco. Alguns públicos gritam mais, outros preferem ouvir atentamente e alguns nem se mexem direito, apenas ficando lá e absorvendo tudo de olhos fechados. O que nos conecta uns aos outros neste mundo é como nos sentimos a música.

    Mark: A música é maravilhosa e nós estamos muito felizes que vocês venham tanto à Austrália para ver os fãs daqui. Nos últimos tempos, o Nightwish parece cada vez maior e uma das bandas finlandesas mais bem sucedidas de todos os tempos, com turnês e álbuns cada vez mais grandiosos. Qual seria o próximo nível para a banda? Vocês pretendem nos dar algumas dicas a respeito disso?

    Floor: Não! (risos) Desculpe.

    Mark: (risos) Bom, eu tentei. Vou até riscar da lista!

    Floor: (risos) Tudo o que posso dizer é que vai ser muito bacana e que todos os fãs do Nightwish vão gostar da surpresa.

    Mark: Analisando o DVD após assistir às filmagens nele, percebi que são quase quatro horas de conteúdo só com os primeiros dois shows e, às vezes, algumas bandas acabam tendo a parte musical ofuscada pelos palcos imensos, efeitos especiais absurdos e muito mais. Mas, no caso do Nightwish, parece que isso, na verdade, melhora a experiência musical e intensifica atmosfera criada pelas músicas. É uma produção sensacional. Como é interagir com tudo isso num show? Aquelas máquinas parecem incríveis!

    Floor: (risos) É muito bacana que seja algo novo assim! A sensação também é muito bacana quando o palco fica mais quente, mas é claro que não estávamos no verão da Finlândia! As máquinas são um extra para melhorar a experiência do show, mas não a essência dele. Em Tampere, usamos aquela produção toda apenas duas vezes durante o show para que as pessoas pudessem aproveitar melhor o show. Não se pode simplesmente abusar dos efeitos pirotécnicos ou as coisas podem dar muito errado. Ainda assim, quando tocamos na Arena Wembley no final da turnê, já estávamos acostumados a usar a mesma produção em todos os shows e isso faz com que você se sinta mais familiarizado com tudo aquilo, agindo com naturalidade. A produção toda se tornou uma parte tão constante dos shows que, ao chegarmos na Austrália e percebermos que não tínhamos todo aquele palco, sentíamos a falta do som de CO2 saindo de certos pontos. Mas o show de Tampere foi um pouco diferente, pois tínhamos uma rampa e várias peças se movendo no teto. Era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas que ainda permitia que as pessoas pudessem acompanhar tudo.

    Mark: Poder assistir a dois shows e ver as diferenças foi ótimo. A maioria das bandas lançam apenas um show, mas lançar dois foi, de fato, um presente para os fãs. Apesar de ter assistido aos shows shows, ainda não assisti ao material extra. Você disse que há cenas de outros shows ao redor do mundo, não é mesmo? São músicas tocadas em outros shows ou cenas da banda se divertindo e brincando uns com os outros em aeroportos, hotéis etc.?

    Floor: Não, não. São as músicas gravadas várias cidades. Foi uma música gravada em Vancouver, uma em Buenos Aires, uma no México, duas na Finlândia, uma nos EUA e uma durante o Masters of Rock, na República Tcheca. Também gravamos uma das músicas que tocamos no nosso cruzeiro, que foi uma versão acústica de “Edema Ruh”. Também gravamos uma no Rock in Rio, pois todas as bandas que tocaram lá levaram um convidado e o nosso foi o Tony Kakko, do Sonata Arctica, tocando “Last Ride of the Day” conosco. Chegamos a gravar a “Élan”, quando tocamos em Sidney, e uma entrevista com Richard Dawkins. É um DVD cheio de conteúdo! (risos)

    Mark: Preciso fazer uma pergunta sobre uma banda em particular, porque eu os amo. Quanto ao ReVamp: acabou mesmo?

    Floor: Sim. Infelizmente, a vida acontece de maneiras imprevisíveis e não é possível fazer tudo ao mesmo tempo, ainda mais coisas que exigem tempo e presença. Então, estando em uma banda como o Nightwish e em uma turnê intensa como essa, estar em outra banda que também merece toda a atenção do mundo acaba se tornando algo impossível. O ReVamp já existia como um projeto em meio a atuações em outras bandas, e, quando discutimos sobre o ano de folga, eu pensei no ReVamp e cheguei à seguinte conclusão: eu teria tempo suficiente para o ReVamp e isso resultaria em outro álbum, outra turnê e outros compromissos. Esse é o tipo de coisa que eu venho fazendo há quatro ou cinco anos sem parar. Portanto, cheguei à conclusão de que seria bom fazer outra coisa e, é claro, surgiu toda a questão de começar uma vida em família, o que torna tudo mais difícil. Ter uma família e estar em duas bandas é simplesmente impossível. Eu tive de tomar uma decisão difícil.

    Mark: Então, você pretende tirar algum tempo para produzir algo musicalmente durante esse período de folga com a sua família? Ou você sente que fará uma pausa total nas atividades e simplesmente aproveitar o descanso?

    Floor: Bom, o plano é ficar em casa e aproveitar esse tempo com o bebê. Mas não ter a música como parte do meu cotidiano seria simplesmente o posto da minha essência! Em 2008, eu compus um disco inteiro com o Jørn Viggo Lofstad, guitarrista do Pagan’s Mind. Nós dois compusemos esse disco, mas nunca o lançamos e, agora, retomamos essa ideia. Sem nos comprometermos a nenhum planejamento muito rígido, acho que conseguiríamos voltar a trabalhar nessa ideia durante esse período de folga.

    Mark: Uma das perguntas dos leitores fala justamente sobre o tipo de música que você ouve no seu cotidiano. O seu gosto musical é muito eclético?

    Floor: Depende um pouco. Se eu estou viajando, eu costumo ouvir trilhas sonoras de filmes. Quando estou malhando, costumo ouvir algo mais pesado, como Pantera, Soilwork e coisas do tipo. Agora, quando estou em casa, ouço todo tipo de música. Não gosto muito de música pop, mas ouço uma música aqui e ali. Eu gosto bastante de Sting, Seal e Florence and The Machine.

    Mark: Voltando um pouco no tempo, quando é que tudo isso fez parte da sua vida? Digo, quando é que você soube que a música seria a força-motriz da sua vida? Houve algum momento em especial?

    Floor: Antes de saber de fato, acho que houve um processo lento em relação a isso. Mas em termos de sentir isso, um momento foi quando eu me tornei parte do musical da minha escola por volta dos 13 ou 14 anos. Aquela havia sido a primeira vez em que eu percebi que a minha voz de canto saia com naturalidade. No musical, eu assumi um dos principais papéis e, após a apresentação, eu senti algo do tipo “Nossa! Eu quero fazer isso mais vezes!”. Foi aí que eu me juntei à banda oficial da escola, mas, infelizmente, nós mudamos de cidade pouco tempo depois e eu tive de começar tudo de novo. Na cidade nova, eu conheci o pessoal do After Forever em 1997 e, naquela época, eu já sabia que queria ser cantora, mas não sabia como. Como qualquer adolescente, eu tive um sonho, mas não tinha uma noção real de como colocá-lo em prática. Eu achava que fazer uma turnê diferente seria uma ótima ideia, mas também imaginei que talvez caísse pro lado da música clássica ou do jazz e a formação acadêmica ideal para mim ainda não existia! (risos) Felizmente, isso aconteceu em 1999. Então, acho que o momento que mudou tudo foi a primeira vez em que estive num palco, mas perceber isso levou mais alguns anos.

    Mark: E eu adoro tudo o que você já produziu em qualquer uma das suas bandas. Fico muito feliz em poder ouvir a sua voz, que, na minha opinião, é uma das melhores do rock e do metal nos últimos 20 anos.

    Floor: Muito obrigada!

    Mark: Para fechar, duas perguntas que gostamos de fazer aos nossos entrevistados. Se você pudesse estar no estúdio onde um grande álbum foi gravado só para ver a mágica acontecendo, a interação entre os músicos e tudo mais, qual seria o disco e por quê?

    Floor: Eu adoraria acompanhar qualquer sessão de gravação de um álbum do Queen. Qualquer álbum. Como é que eles compunham todas aquelas harmonias e experimentaram tanto em termos musicais sem os equipamentos profissionais que usamos hoje? Seria demais.

    Mark: Pois é! Seria mesmo. Como é que eles conseguiam fazer tudo aquilo com o que tinham na época? Alguns dos trechos devem ter levado uma eternidade para serem compostos.

    Floor: Com certeza!

    Mark: Agora, a pergunta mais simples: qual é o significado da vida?

    Floor: (risos) Eu não sei como responder a essa pergunta! Acho que a gente talvez saiba no nosso leito de morte, mas espero que isso ocorra só aos noventa e tantos anos! Não sei mesmo. Acho que tentamos racionalizar tudo e muito mais do que deveríamos. Basicamente, estamos aqui apenas para reproduzir, assim como qualquer outro animal do planeta. Mas por pensarmos tanto é que desejamos levar uma vida feliz e, seguindo essa linha de pensamento, eu diria que o sentido da vida é a busca da felicidade. Quando não alcançamos a felicidade, acabamos levando uma vida triste, incompleta. Infelizmente, nem sempre temos o controle sobre tudo ao nosso redor, especialmente as coisas e pessoas que nos fariam felizes. Esta é uma coisa um tanto arrogante de se dizer do ponto de vista da filosofia ocidental, mas eu não acho que a felicidade seja algo alcançável por meio do dinheiro, mas sim ao nos sentirmos amados e seguros.

    Mark: Essa foi uma resposta bem profunda. Agora, fiquei um tanto pensativo. É sempre muito bacana fazer essa pergunta a várias pessoas, pois sempre conseguimos identificar quem pensou para responder, mas que nunca havia levado essa questão a sério antes.

    Floor: Pois é. Eu acho que é muito difícil responder, pois eu estou numa posição muito privilegiada, o que não significa que estou sempre feliz. Por isso, eu me pergunto o porquê de não estar feliz e percebo que não tem nada a ver com ser rico ou pobre, mas com a sensação de segurança. Acho que se você perguntasse a uma criança na Síria agora mesmo o que ele ou ela precisariam para serem felizes, acredito firmemente que seria “segurança” o que eles diriam e não riqueza. Digo, é claro que eu gostaria de ter rios de dinheiro (risos). O dinheiro em si traz um certo tipo de segurança e tranquilidade quando você sabe que tem o suficiente para não ter de se preocupar nunca mais com aquilo. Mas será que ele é o caminho para a felicidade? Não. Há muitas outras coisas no meio de tudo isso e a questão é muito mais complexa do que se imagina. Ainda mais quando se tenta resumir a uma frase! (risos)

    Mark: Acho que, além disso, é algo diferente para todos e que muda conforme envelhecemos. Muito obrigado pela entrevista! Foi um prazer e esperamos que vocês aproveitem 2017!

    Floor: Com certeza! Desejo-lhe o mesmo. Voltaremos a nos falar em 2018 com certeza! Até lá!

    Floor Jansen deu esta entrevista a Mark Rockpit em Dezembro de 2016.


    ‘Vehicle of Spirit’ (A Casca da Alma): A palavra ‘Vehicle’ denota algo que serve como intermediário para que um terceiro execute suas funções. O corpo, portanto, é o veículo, a “casca” pelo qual a alma se expressa. 😉


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  • Metal Wani: Floor Jansen

    Metal Wani: Floor Jansen

    Via Metal Wani | Tradução: Head up High, my dear!

    No dia 19 de novembro, o Metal Wani conduziu uma entrevista por aúdio com Floor Jansen. A tradução você encontra à seguir:logo1

    MW: Hoje nós temos a incrível e eterna Floor Jansen.
    Floor: Ah, bom, obrigada!

    MW: Vocês tem o próximo capítulo da carreira do Nightwish prestes a começar, com o DVD novinho em folha, um outro passo na carreira do Nightwish sobre como vocês gostam de se apresentar no palco para os fãs que provavelmente não tiveram a chance de ver vocês ao vivo.
    Floor: Sim, claro. Nós realmente queríamos documentar a turnê mundial inteira, então temos dois shows completos, e muito material de outros lugares no mundo todo, para dar a impressão de como é em muitos lugares diferentes.

    MW: De fato e as locações dos shows parecem lugares especiais, por exemplo, a primeira por ser em casa com os fãs que estão com vocês por décadas e tem um local lendário como a Wembley que é uma das maiores, então, ter esses dois locais especiais com os sets de músicas que escolheram foi algo como uma escolha óbvia de músicas para Wembley ao invés de algo que vocês tenham feito por exemplo, na Itália ou em Sydney Opera House?12439204_1257100407650527_3426500180960296672_n

    Floor: Bom, não tocamos na Sidney Opera House, mas sim, Wembley Arena é muito especial, então quando o lugar especial se apresenta, isso nos ajuda a decidir que, sim, esse é o lugar perfeito para uma segunda imortalização, pois nós já tínhamos Tampere, mas sem saber ainda que esgotaríamos o lugar, sem saber ainda que o Richard Dawkins diria “claro que eu vou e vou narrar” e se juntaria ao nosso show ao vivo, sim…essas coisas fizeram o show extra especial.

    MW: Fantástico, bom ouvir isso. E a maneira como foi filmado, ficou muito legal, também os múltiplos ângulos das câmeras pegaram a essência do som do Nightwish e a performance da banda e a interação de vocês com o público, ou até mesmo a conexão entre o Tuomas e o Kai, me fez sentir como se estivesse presente em Wembley ou mesmo na Finlândia.
    Floor: Ótimo!

    MW: A forma como foi filmado, quando você dá uma olhada na edição final do DVD, qual foi a primeira coisa que veio à sua cabeça?
    Floor: Bom, eu não vi apenas à edição final do DVD, então eu fui parte como todos no Nightwish da realização dos cortes e, claro, o diretor e a banda fizeram esse DVD juntos assim como o trabalho anterior, “Showtime, Storytime”, então realmente fomos todos juntos através de todos os ângulos e foi idéia dele ( o diretor) fazer os ângulos assim, então de fato te dá a sensação de estar lá e você consegue ver o espetáculo todo por olhos diferentes e ângulos, então teve muita escolha pra fazer de onde vamos nos focar e o que vamos mostrar pois o show está acontecendo o tempo todo e estou muito emocionada com o resultado, e realmente te leva conosco para o show, estando no público ou no palco, dá essa impressão.

    MW: Absolutamente certo. E, também, o tipo de resposta que vocês tiveram do EFMB, sendo muito receptivos, vocês levaram os fãs ao conceito e os conectaram mais para o lado espiritual, e tenho certeza que isso dá a sensação de objetivo alcançado, que a banda não conecta as pessoas somente com a música, mas sabem pelo lado do conceito.
    Floor: Sim, certamente, os aspectos visuais do show são muito importantes, mas não o mais importante. Conseguimos ainda dar o nosso recado sem os elementos visuais do show e se acontecer de tocarmos num estádio ou arena então, é muito legal termos isso.

    MW: E o tipo de cenário que vocês tem levado nesta turnê foi fenomenal, acho que é o maior cenário que o Nightwish já levou na estrada até hoje, certo?
    Floor: Sim, nunca foi maior que isso, de fato.

    MW: E deve ter sido um tipo de desafio inovador pq vocês estão levando muitos projetores e emergem as pessoas nessas experiência. É muito legal ver como numa grande escala, vocês cresceram no termo da essência ao vivo. Para você, em especial, o quanto é importante os aspectos visuais para uma banda como o Nightwish ao vivo?
    hthzdsj_b7iFloor: É ótimo ter todos os elementos de show, como eu disse, quando se está no palco grande. Quando estamos num palco pequeno, temos uma espaço curto e luzes normais, sabe, sem pirotecnia ou algo mais, podemos ainda transmitir as histórias. Eu acho que essa é a coisa mais importante que o Nightwish pode trazer. Não precisamos de pirotecnia, ou de telas ou de palcos grandes para convencer. Mas esses elementos fazem ser ainda mais espetacular e grandioso quando se faz, e quando você toca num estádio ainda maior que a casa de show. Então é super legal ter esses elementos e esse é o toque final do que podemos trazer.

    MW: De fato. E você, obviamente, quando está à frente do microfone e anda pelo palco, em ambos os shows, bangueia, é mais do que você, é a plateia que está com você cantando as canções, os clássicos, também as novas do EFMB. Você deixou sua própria assinatura estampada no palco que os fãs de Floor Jansen amam. Você, quando estava no palco em Wembley, sentiu-se meio que nervosa antes de entrar e arrebentar no palco?
    Floor: Sim, digo, nervosa no sentido de estar mais preparada porque você sabe que vai ser um show especial mesmo que Wembley tenha vindo ao final de uma turnê de 5 semanas na Europa. Nós vínhamos tocando por 5 semanas em arenas. Nesse sentido, essa é a preparação perfeita para um show especial em arena. E, na gravação do DVD, nós não tivemos esse tipo de preparação para Tampere, então foi certamente mais animador nesse sentido. Nós tínhamos um palco maior, uma passarela que ia até o público, então tínhamos que decidir como usá-la e quando usá-la, você não quer pensar demais, porque senão você vai entrar na rotina, mas…Em Tampere tivemos que pensar um pouco mais e sim, então você sabe que realmente vai ter que sim, tem que estar pronto para as mudanças e percepções do show e, só de saber que o show vai ser filmado, definitivamente isso é mais que simplesmente animador. Então você tem que esquecer que isso vai acontecer, você não quer se distrair pensando nisso.

    MW: Sabe, mesmo a canção TGSOE, o momento mais incrível da banda até hoje, você esta lá no palco, a música épica de 23 minutos e a narração de Richard Dawkins expressando aquelas linhas extremamente boas, você fica emocionada no palco. Então me pergunto qual deve ter sido o momento mais especial para você enquanto cantora, ser parte dessa experiência, e tenho certeza que você nunca fez coisas assim na sua carreira. 1915522_836655903098340_3577088848676100356_n

    Floor: Não, certamente, nenhum de nós, quem diria que teríamos um cientista tão famoso no palco conosco, ainda mais narrando essas palavras tão famosas e uma coisa única que todos nós ficamos emocionados. E foi muito bom ver pelo dvd que a emoção não estava somente no palco, a reação da platéia foi clara. Eles pegaram a mensagem, eles foram tocados por ele, foi realmente um momento lindo.

    MW: E Richard, ele já fez muito, digo, não na frente de milhares de pessoas de fãs, mas…
    Floor: Exato!

    MW: Sim, mas isso foi planejado e tenho certeza que deve ter sido ensaiado antes, mas quando vocês estavam em Wembley e ele entra no palco, como foi estar lá e fazer algum ensaio no backstage antes de ir ao vivo?
    Floor: Bem, nós não ensaiamos lá atrás, porque não faria sentido. Ele poderia ler essas palavras em qualquer lugar, então fizemos na passagem de som. E então, óbvio, a arena estava vazia. Mas para ele estar no palco assim, ter a experiência de estar no palco, falando para muitas pessoas, mas não ao vivo. Digo, quando ele está na rádio ou TV, há muitas pessoas o ouvindo, mas não ao vivo. Mas essa foi uma situação única, foi bom para todos nós termos aquele momento, no palco juntos, sem ter a platéia toda lá ainda, para manter a mágica de verdade no palco quando a platéia estivesse.

    MW: Levei 13 anos para ver o Nightwish ao vivo. Eu viajei muito, agora estou na Índia e viajei até a Alemanha para vê-los em 13 de dezembro do ano passado.
    Floor: Uau, fantástico!

    MW: Então foi minha primeira experiência com Nightwish, e estava hipnotizado. Ver esse dvd me levou de volta para lá, para ser honesto, sabe… Uma noite que me lembrou os arrepios que tive ao ver, e tenho que ver vocês ao vivo de novo. Não sei se vocês virão para a Índia. Sei que tem fãs, mas não sei se virão, para ser honesto.
    Floor: Bom, esteve nas conversas por uns anos, isso eu sei. Infelizmente o mundo é um lugar grande, e planejamento tem que encaixar, e a oferta tem que ser possível para fazermos. Mas infelizmente não nessa turnê. Eu ficaria muito feliz de ir.

    MW: Seria ótimo. E você vai ser parte do novo CD do Ayreon como “The Biologist” eu estive conversando com o Arjen enquanto me preparava para a sua entrevista e ele pediu que eu lhe mandasse um grande abraço em nome dele.
    Floor: Ah, que bom de ouvir, obrigada.

    MW: E como você está se sentindo com a performance de “The Biologist“? Ele é louco, é um dos meus músicos favoritos do progressivo e tenho certeza que para você ser parte de um de seus álbuns de novo, é porque gosta.14907649_1325275030848568_8626279679314662490_n
    Floor: É sim sim, sabe, quando ele me mandou um email, “Hey, novo álbum vindo, estaria interessada novamente?” eu disse “Sim, claro! Eu não preciso ouvir a música antes, como sempre faço. Porque você sabe que, com ele, vai ser boa! Engraçado dizer que, eu não sabia que eu seria The biologist, então eu vi minhas letras e as partes da música que são basicamente pedacinhos delas, e me preparei para ensaiar para gravar no estudio dele. Me diverti, como sempre. E então falamos sobre como e quando anunciar, porque ele tem esse jogo onde as pessoas podem adivinhar que cantor está cantando qual parte, então, depois que as pessoas adivinharam que ele e me colocou como “The Biologist”, mas obviamente acho que nenhum dos cantores sabem como é todo o quadro da história, então aos poucos as partes do quebra-cabeça foram reveladas e ambos mundos e artistas sabem, e é incrível como se encaixa tão bem ao conceito que saiu e, nao sei se você leu sobre isso mas eu, quando criança, queria me tornar uma bióloga. Eu não sabia exatamente o que isso significava, mas eu sempre amei a natureza e sempre me importei com o planeta e senti esse desejo de criança de ajudar e ser parte disso, e aprendi que biólogos faziam isso, então queria me tornar uma.

    MW: Mas você acabou se tornando no álbum ele.
    Floor: Exatamente, e agora tudo se encaixou perfeitamente, sim. Hahaha

    MW: Fantástico. E você tbm fez uma aparição no novo CD do Evergrey, é um álbum muito pessoal e gostei de cada parte dele. Muito bom ver você naquele clipe.
    Floor: Ah, legal que você viu, muito obrigada.

    MW: E, nesse ponto de sua carreira, você está vivendo o sonho, sabe, você está amando a vibe do Nightwish, que é ótima, você está esperando seu primeiro filho, então meus parabéns por isso.
    Floor: Obrigada.

    MW: Há algo na sua lista de desejos que ainda precisa ser alcançado?
    10Floor: Não, de fato não. Como você disse, há muita coisa acontecendo no momento. Evergrey, nesse caso, engraçado você mencionar antes de dizer isso. Porque não aconteceu apenas porque eu sou do Nightwish, mas também porque meu marido tocava no Evergrey, então nos tornamos amigos, moramos na mesma área basicamente, na Suécia e sim, o convite veio mais junto com um drink entre amigos do que por razões profissionais. Claro que a decisão foi profissional, mas fazer música com amigos independente do nível em que você está, é a melhor e maior luxúria no mundo. E eu estou fazendo isso no Nightwish também. E se há alguma ambição ainda não completa, então nunca será, pois é algo do futuro, e a maior é fazer música com amigos de forma feliz e saudável como estou fazendo. E isso é meu sonho para o futuro.

    MW: Isso é muito bom de ouvir, Floor. Se você tiver que resumir o Vehicle of Spirit numa frase o que diria?
    Floor: É o Nightwish levando você numa viagem ao redor do mundo.

    MW: Muito obrigado, Floor! É sempre bom conversar com você, muita sorte com o lançamento, vai estar nos charts em cada lugar que for vendido. Aproveite este ano que está tirando para focar em sua vida, e então estarão de volta em 2018 para o novo CD do Nightwish, certo?
    Floor: Bem, estaremos de volta em 2018 mas estamos mantendo em segredo ainda o que vamos fazer. Estamos mantendo ainda em segredo porque é algo especial e algo que sei que os fãs do Nightwish vão realmente gostar mas, de fato, agora vamos dar uma pausa de tudo. Não que não tenha sido bom, mas justamente porque foi bom. É bom refletir na vida, dar um passo atrás e sentar e relaxar, fazer algo diferente e voltaremos em 2018!

    MW: Tenha uma noite maravilhosa e cuide-se!
    Floor: Você também, obrigada por essa maravilhosa entrevista! Tchau!

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  • Musicalypse.net: Floor Jansen

    Musicalypse.net: Floor Jansen

    Via Musicalpse | Tradução: Head up High, my dear!

    Com o lançamento de “Vehicle of Spirit” marcado para o fim deste ano, Tuomas Holopainen, Marco Hietala e Floor Jansen viajaram para Helsinque no dia 29 de setembro para promover o futuro DVD da banda na mídia finlandesa da qual fazemos parte. Após a exibição exclusiva para a mídia, nós tivemos a chance de bater um papo rápido com a Floor sobre o DVD, a vida como vocalista do Nightwish e algumas outras experiências de vida.

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    Bom, acabamos de assistir ao novo DVD, “Vehicle of Spirit”. Como você se sente em relação a ele quando comparado ao “Showtime, Storytime”?
    Os shows ocorrem com alguns anos de diferença entre um e outro. Apesar dos shows que fazemos em festivais terem a nossa organização de palco, decoração e tudo mais, estes foram shows solo e não participações em festivais. Eu não quero fazer muitas comparações, pois eu acho que ambos os DVDs são trabalhos diferentes, com sentimentos diferentes e em momentos diferentes da nossa história. Este é o registro DESTA turnê mundial, então gravamos dois shows e conseguimos realizar bastantes filmagens em outros lugares, o que apresenta um conceito diferente do apresentado em “Showtime, Storytime”. Havia shows, mas tivemos um parte mais narrativa com um documentário bastante longo. Neste caso, é bem diferente, pois são apenas as filmagens ao vivo.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-3Qual o seu momento preferido do DVD ou qual a sua memória preferida de alguns dos shows gravados?
    Floor: Para mim, um dos melhores momentos do show de Tampere foi cantar “Sleeping Sun” numa passarela em meio ao público. Foi bem assustador. Eu estava usando um par de sapatos que tornava… difícil andar [risos]. Eles eram lindos! Como qualquer mulher, eu quis usar algo muito bonito, mas que não é muito prático, especialmente ao descer sob uma superfície curva e lisa. Uma música como “Sleeping Sun” só é verdadeiramente linda quando cantada da maneira certa, então não se pode cometer erros. Tudo precisa estar de acordo com a dinâmica do momento e fazer tudo certo ao andar numa passarela em meio a 23 mil pessoas foi, de fato, um desafio. [risos] Mas eu fiquei muito feliz com o resultado.
    No show do Wembley, eu acho que foi o momento em que Richard Dawkins falou e fez aquela breve pausa ao final, dizendo “Where endless forms most beautiful… … …and most wonderful…“. Nessa hora, eu me lembro do quão ansiosa eu fiquei ao pensar “Será que ele esqueceu a fala dele? E agora?”. Mas, então, ele continuou e a reação do público, como vimos na exibição do DVD, foi muito mais intensa do que eu imaginava. Foi, de fato, de tirar o fôlego. Quando eu assisti pela primeira vez em casa, eu chorei de emoção e eu vi a plateia ter a mesma reação! As pessoas choravam e acenavam assim [veja a foto] ao ouvir o Richard. Foi incrivelmente emocionante ver que todos se sentiram como nós nos sentimos, que captaram o que queríamos compartilhar.

    Durante a turnê do “Endless Forms Most Beautiful”, vocês utilizaram um cenário de palco bem minimalista em comparação a peças utilizadas anteriormente, como, por exemplo, o órgão gigante do Imaginaerum ou o barco do Dark Passion Play. Quem elabora o cenário e por que ele se tornou mais simples desta vez?
    Floor: Nós mesmos elaboramos tudo. Acho que a maior parte das peças físicas do cenário foram substituídas por telas e conjuntos de telas, que eu garanto não serem minimalistas [risos]. Além disso, em Tampere, um grande conjunto de luzes desceu durante o show. Em geral, já utilizamos conjuntos de luzes diferentes, então, nesse sentido, ele não é mais minimalista, mas apenas mais tecnológico. Afinal, nós ainda tempos o nosso cenário. Há uma peça bem grande em volta dos teclados do Tuomas, peças especiais para o Troy, o Marco tem aquela árvore dele e eu também tenho a minha peça. Então, por isso, eu só vejo como algo diferente.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-5Sabemos que o Nightwish planeja tirar um ano inteiro de folga após os shows na Ásia. Quais são os planos da banda para após essa pausa? Vocês pretendem voltar a trabalhar em estúdio?
    Floor: Temos alguns planos, mas não contaremos nada, pois temos algo muito especial planejado e eu costumo ver as pessoas interpretando coisas que dizemos em entrevistas de maneira distorcida. Por exemplo, coisas como “não faremos nada em 2017, mas faremos algo especial que só será revelado em 2018” são interpretadas como uma hipótese de “eles gravarão algo em estúdio em 2017”, mas, às vezes, as pessoas simplesmente publicam coisas assim como se fossem verdade e eu fico pensando “Mas nós não dissemos nada disso”. Nós vamos, sim, tirar um ano inteiro de folga para descansarmos da melhor maneira possível, até porque uma banda como o Nightwish merece isso. Simples assim. Após 20 anos de trabalho ininterrupto, não me parece algo estranho nem nada do tipo. Mas há algo, sim, em desenvolvimento que ainda não (nem iremos) podemos revelar. Tudo o que posso dizer é que é algo especial e que as pessoas gostarão.

    Você ou algum dos outros membros tem pensado em voltar a trabalhar em algum outro projeto, como o Brother Firetribe, o Tarot ou o ReVamp?
    Floor: Eu sei que o Emppu trabalhará com o Brother Firetribe e acho que o Kaitsu tem pensado em produzir algo com o Wintersun. Ele vai dar aulas. Marco está trabalhando num álbum solo, assim como o Troy. Eu percebi que ter uma banda como o Nightwish… torna muito difícil ter uma segunda banda. Eu tenho tido minhas dúvidas com o ReVamp, porque acho que eles merecem tanta atenção quanto qualquer outra banda. Mas fazer isso tem sido muito difícil e, agora que serei mãe, a dificuldade de me dedicar plenamente ao ReVamp é ainda maior. Por isso, decidi abandonar o ReVamp. Então, o meu foco será no meu bebê e em cuidar dele. Mas, em 2008, eu gravei um álbum com um guitarrista norueguês chamado Jorn Viggo Lovstad, do Pagan’s Mind. É algo interessante para nós dois, mas é um estilo musical diferente e nunca foi lançado. Então, sem prometer nada, confesso que temos, sim, o interesse em trabalhar neste álbum assim que possível.

    Com relação ao material do Nightwish, qual música foi mais difícil de cantar?
    Floor: Não consigo escolher uma música em particular que tenha sido mais difícil do que as outras. Há trechos nas músicas que não fluem naturalmente. “Amaranthe”, por exemplo, foi mais difícil no início por causa do ritmo mais pop, algo ao qual não estou acostumada e que, nesse sentido, tornou tudo mais difícil. “Sleeping Sun” foi difícil pelas razões que eu já mencionei, pois ela precisa ser cantada de uma maneira muito particular. Ela não pode soar muito operática nem suave demais, mas construir uma sensação conforme a música é tocada… esse é o desafio. E é claro que as notas mais agudas em “Ghost Love Score” são um desafio. Então, eu diria que são trechos das músicas e não as músicas inteiras.

    Você teve e aprender alguma técnica vocal nova para conseguir cantar as músicas do Nightwish ou o que você já sabia era suficiente?
    Floor: Era o suficiente, mas eu aprendi… não exatamente técnicas novas, mas aprender a cantar algo diferente, especialmente material voltado para um canto mais suave e delicado. Isso foi algo que eu raramente fiz na minha carreira.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-7Há alguma canção mais antiga do Nightwish que você ainda não tenha cantado ao vivo, mas que gostaria de fazê-lo?
    Floor: [risos] Várias, várias! Há várias músicas menos comuns no catálogo do Nightwish que não conseguimos tocar em um show, pois há oito álbuns recheados de opções de músicas. Esta é a turnê mundial do Endless Forms Most Beautiful, então nós nos focamos nas músicas do álbum novo. Ainda assim, há músicas como “The End of All Hope”, cujo ritmo eu sempre achei acelerado. Sou péssima com nomes, mas “Gethsemane” e por aí vai.

    Você emprestou a sua voz a várias outras bandas nos últimos tempos. Você tem alguma participação que tenha feito de que goste mais?
    Floor: Não, mas, recentemente, eu participei de um álbum do Evergrey, uma banda sueca que eu ouvi bastante quando era adolescente. O meu futuro noivo era baterista no Evergrey, então, quando eu me mudei para a Suécia, eu conheci o vocalista outra vez (nós nos vimos antes, mas de maneira diferente). Quando ele me convidou para participar do álbum, foi algo muito especial, pois foi um pedido com base na amizade que tinhamos. Mas, com exceção de um projeto ou ouro, eu coloquei o meu coração em tudo o que fiz, pois eu realmente gosto das bandas com as quais trabalho e só trabalho com aquilo que realmente gosto nos dias de hoje.

    Você tem viajado bastante. Quais lugares você mais gostou de visitar? Há algum lugar que você ainda queira visitar?
    Floor: Um país novo para mim nesta turnê mundial foi a China. Por alguma razão, eu não imaginava que fosse gostar de lá. Há algumas coisas que os chineses fazem que não batem com a minha visão de mundo, mas eu gostei muito de visitar o país. A pessoas são fantásticas, a comida era ótima e tudo era muito… foi uma grande surpresa para mim.
    Gosto muito do Japão e acho o país sensacional. Também adoro o Canadá, especialmente a cidade de Vancouver. Os parques e outras áreas da cidade são muito bonitas.
    Agora, os lugares que ainda não visitei… já estive no Brasil várias vezes, mas nunca visitei a Amazônia e eu gostaria muito de ver essa região do país. Eu já visitei a Austrália algumas vezes, mas nunca vi nada além das cidades por lá. Não fui ao outback. Se eu fizesse uma lista de coisas a fazer, a Islândia seria um país que eu adoraria conhecer.

    Ainda nessa linha de perguntas, qual tipo de comida você mais gostou de experimentar quando em turnê?
    Floor: Tivemos um serviço de catering bem chique nos acompanhando na turnê e eles fizeram seitan. Sou vegetariana e, às vezes, é difícil encontrar algo para comer que seja gostoso. Não é tão difícil, mas parece que alguns serviços de catering têm dificuldade com isso. A quantidade de comida sem graça que eu preciso comer às vezes leva em consideração não haver carne nela, mas o serviço fez o que podia para cozinhar vários pratos vegetarianos. Apesar de o meu corpo não gostar tanto, o sabor era muito bom.

    2016-09-29-nightwish-pre-viewing-kalevalastudio-11Soubemos que você é uma fã de Kalevala. Você chegou a ler bastante?
    Floor: Eu li um pouco. Eu conheci especialmente por causa da minha marca de joias pra ser honesta. Eu me juntei a este projeto para crianças em que uma das histórias do Kalevala é contada. São contos muito bonitos.

    Há alguma parte que você considere marcante ou que goste bastante?
    Floor: Não conheço muita coisa. A que eu conheço é a história do Leminkainen, que era linda. No geral, o Kalevala é bem sombrio e pesado.

    Por último, eu percebi que o último álbum do ReVamp, o Wild Card, contou com a participação de Devin Townsend em “The Anatomy of a Nervous Breakdown: Neurasthenia” e ele é conhecido por não cantar nos projetos de outros artistas. Como você o conheceu e como conseguiu convencê-lo a cantar naquela música?
    Floor: Nossa, acho que nos conhecemos no backstage de um festival. Eu me aproximei, fiz o convite e ele disse “Olha, eu realmente não costumo fazer isso. Depende do material e eu quero poder compor ou escrever a letra do que eu vou cantar” e eu respondi “Maravilha!”. Então, eu mandei o instrumental da música e as minhas sugestões para os vocais junto, garantindo toda a liberdade para que ele fizesse o que achasse melhor. Mas, nesse período, eu acabei ficando super ocupada e tive medo de que ele decidisse não participar. Depois de algum tempo, ele disse “eu gostei muito do que você compôs e vou participar”, o que realmente foi algo incomum! E então foi aí que Devin Townsend deu aquele tom especial que só ele é capaz de produzir. Não é 100% cópia, mas é claro que as letras são minhas e a melodia-base que eu compus, então foi uma honra imensa ter a participação dele ao lado da minha. E foi muito importante ter essa diversidade vocal no álbum e poder contar com uma voz como aquela junto da minha no álbum foi um sonho realizado.

    Foi uma história incrível! Estas foram as minhas perguntas. Muito obrigado por aceitar participar desta entrevista!

    Texto: Amy Wiseman | Fotos: Jana Blomqvist

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  • Floor Jansen: nightwishforum.com

    Floor Jansen: nightwishforum.com

    via Fórum Oficial | Tradução: Head up High, my dear!

    Recentemente Floor respondeu diversas perguntas dos fãs lá no fórum oficial do Nightwish.

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    1: Quando você bate cabeça, você costuma sentir uma tontura logo em seguida? Se sim, isso atrapalha na hora de cantar?
    Floor: Para mim, cantar é mais importante do que fazer qualquer outra coisa. É claro que andar pelo palco é o que torna aquilo em um show, mas nada disso pode interferir na hora de cantar. Eu não sinto nenhuma tontura ao bater cabeça, mas, às vezes, quando a temperatura está muito alta, eu sinto um pouco atordoada, como quando a gente se levanta muito rapidamente. O importante é manter a respiração sob controle independente do que eu faça, incluindo o bate-cabeça.

    2: Gostaria de saber se foi muito difícil começar a cantar, pois deve ser um tanto complicado ser o seu próprio instrumento. Você tem algum conselho para os músicos iniciantes?
    Floor: Por que começar a cantar seria difícil? Talvez se torne algo maior quando você cria ambições (e expectativas) quanto a isso. Ainda assim, eu me pergunto o que aconteceu com cantar simplesmente por cantar, sabe? Foi o que eu fiz, basicamente. 🙂 Eu gostava de cantar e queria fazer essa atividade cada vez mais depois que me apeguei a ela. Pouco tempo depois, eu quis ir além e aprendi que, se você for bom o suficiente e quisesse dedicar sua vida a isso, você poderia estudar em um conservatório. Eu era nova e tudo o que eu poderia fazer era seguir o meu coração, e foi isso que fiz. Então, começar a cantar nunca foi algo difícil! São as expectativas que você ou terceiros tem com relação a você que podem ser difíceis de lidar. Apesar de tudo isso, eu acredito de coração que cantar é algo que deva ser divertido para quem o faz. Independente das ambições e do talento, a regra é: divertir-se antes de mais nada!

    3: Achei os vlogs sobre a sua mudança para a Finlândia e sobre o progresso no aprendizado da língua finlandesa muito interessantes. Como alguém que também é holandês e pretende aprender finlandês um dia, você teria algum conselho para dar?
    Floor: Finlandês é uma das línguas mais difíceis do mundo. Pode até soar meio exagerado, mas é a verdade. Não se escolhe uma palavra aqui e ali ou baixa-se um app no seu celular, pois isso não vai te levar muito além de aprender a dizer kiitos (“obrigado”). 🙂 Finlandês não é como as outras línguas e o finlandês escrito (a variação oficial) é utilizado apenas por autoridades governamentais e jornais. A diferença entre o finlandês escrito e o falado é imensa, pra não citar os vários dialetos que fazem com que você tenha dúvidas até mesmo com relação àqueles que você imaginava entender um pouquinho. No entanto, não é nada impossível. Na minha opinião, acho que só há um progresso palpável quando a gente se muda pra lá e vive a língua 24/7. Eu me mudei e esse foi um bom começo, apesar de me frustrar um pouquinho aqui e ali por ainda não ser ter um nível de linguagem superior ao de uma criança mesmo após um ano e meio estudando (em outro país, deixando claro). Mas aí eu conheci a pessoa que seria o meu referencial da língua sueca. É difícil aprender uma língua como essa quando não a falamos no nosso país natal e é ainda mais difícil quando outra língua entra no meio da bagunça toda. Mas, se é isso o que você deseja, vá para a Finlândia! Absorva a língua, o povo, a cultura, esteja lá, viva lá. Eu amei essa experiência! Mudar-se do seu país natal para morar em outro país é algo assustador, mas foi algo que abriu os meus olhos e se tornou uma das melhores decisões que eu já tomei! Hoje, moro na Suécia, pois não conseguiria mais deixar “o norte”. Para mim, foi amor à primeira vista.

    14264873_10210585615426056_3185364167001326959_n4: Você gosta das “mitologias” de outras culturas? Se sim, há alguma em particular que seja a sua favorita?
    Floor: Recentemente, eu fui apresentada à mitologia nórdica e às histórias incríveis de como a Terra foi criada (de acordo com a mitologia, é claro), de qual divindade fez isso ou aquilo e de conflitos e emoções típicos da raça humana, assim como qualquer divindade em qualquer mitologia. Eu sempre me perguntei quem decidia se um livro em particular faria parte ou não da mitologia (sugerindo que fosse um mito e não algo verdadeiro) e outro livro diria a verdade sobre as coisas (a Bíblia, o Alcorão etc.). Para mim, todas envolvem ótimas histórias com aprendizados sobre o que é certo e o que é errado. Eu mesma adoro me perder em estórias nessa linha mais fantástica, então essa parte de mitologia é bem a minha praia. Elas apresentam um conhecimento muito maior sobre os seus países de origem, o que é algo que eu gosto muito.

    5: O documentário feito por fãs mudou a sua visão de mundo sobre o seu papel e a sua contribuição cultural e social?
    Floor: Ele não mudou a minha visão das coisas, mas talvez tenha tornado algumas coisas mais claras. Já o meu papel é visto de diferentes maneiras por cada pessoa. O amor pelo Nightwish que cada um sente é diferente, também. A minha contribuição, por sua vez, é absorvida e interpretada de maneiras diferentes por cada um, o que também se tornou claro para mim e que é algo muito bonito. Eu só posso ser eu mesma e, no entanto, se eu me torno algo mais do que isto, está tudo nos olhos de quem vê.

    6: Qual é o seu alcance vocal?
    Floor: Quando eu comecei a cantar, eu tinha um alcance de 3 oitavas. Os tons mais graves eram o meu maior problema e não o contrário. Como o céu parecia ser o limite, eu passei a experimentar tons cada vez mais altos e estridentes. 🙂 No entanto, cantar em diferentes estilos e usando tipos variados de dinâmicas nunca me vieram à mente até que eu comecei a estudar e explorar as minhas capacidades. Cantar em tons mais graves? Por quê? 🙂 Era isso o que eu pensava até encontrar o meu registro mais grave e forte, e aprendi a explorá-lo também. Agora, canto mais forte ou até grunhir? Eu não fazia ideia do que seja isso, pois não era algo natural para mim até que eu comecei a cantar ao vivo no After Forever. Eu não fazia ideia do que era isso até que eu fiz ao vivo, mas não consegui fazer fora do palco. Na época, eu encontrei um novo método vocal criado pela Catherine Sadolin, da Dinamarca, chamado “Técnica Vocal Completa”. Tudo isso aconteceu depois que eu me formei e esse foi o primeiro método vocal que fez sentido de verdade para mim, incluindo as explicações e exercícios de canto distorcido e grunhido (além de vários outros efeitos de que a voz humana é capaz, basicamente). Ótimo, agora eu sabia fazer essas coisas e adorava técnicas vocais. Eu me considerava toda CDF quando o assunto era esse e foi então que um novo desafio surgiu. Eu passei a sentir e logo encontrei o ponto principal das minhas contas vocais. Então, qual é o meu alcance vocal hoje em dia? 4 oitavas. Mas o que isso diz sobre a minha viz? Nada, pois não é uma garantia de qualidade. 🙂

    7: Você provavelmente recebe vários presentes de fãs do mundo todo. Quais tipos de presentes você recebe e quais foram os mais estranhos, os mais bonitos etc?
    Floor: Nós recebemos muitos presentes muito bacanas, mesmo. Todos eles costumam ter um toque pessoal, são feitos a mão e, geralmente, vêm do país que estamos visitando naquele momento. Isso é algo que torna cada um desses presentes muito especiais e eu nunca escolheria um como favorito. Algumas pessoas me dão presentes no impulso e acabam dando algo que elas vestem ou usam naquele momento. Uma joia, peça de roupa ou algo do tipo. Algumas crianças passam horas e horas desenhando algo que o pai ou a mãe, orgulhosos, vêm me entregar junto da criança toda tímida. Alguns adultos fazem o mesmo, com essa criança tímida interior, quando me entregam algum presente feito à mão. A pergunta certa é o que é que não é estranho e, ao mesmo tempo, absolutamente lindo em todos eles? Eu sou muitíssimo grata por todo o carinho que recebo!

    8: Por que vocês diminuem um tom nas música pré-Century Child (como “She is my Sin”)?
    Floor: Todas as músicas mais antigas são tocadas um tom abaixo por terem todas sido gravadas em E, ao passo que o material mais recente é gravado em D. Tudo isso é feito a fim de evitar a necessidade de guitarras e baixos extras em ambas as passagens e mudanças nas partes do teclado quando tocamos as músicas antigas.

    0floor9: Quais são as suas marcas ou produtos de beleza preferidos?
    Floor: Qualquer marca que não teste seus produtos em animais. Eu não tenho nenhuma que seja a minha favorita, pois gosto de qualquer uma que fique bem e não saia com facilidade já que fico batendo cabeça durante o show inteiro e o calor corporal durante é grande. Gosto de maquiagem, não não uso o tempo todo. Descobri que o meu rosto “nu” também é lindo e que não precisa e nada nele foi algo libertador. Todas nós somos lindas sem maquiagem! É claro que é divertido usar esses produtos, mas é errado dizer que uma mulher só é bonita com maquiagem…

    10: Você tem algum(a) designer de moda ou loja preferida? Você se inspira em outras coisas para produzir as suas peças de roupa personalizadas?
    Floor: Não tenho favoritos ou favoritas. Acho que moda é um conceito cansativo que muda muito rapidamente. Os jovens se sentem forçados a se encaixar em um padrão irreal, especialmente as meninas que são doutrinadas a acharem isso normal. Ser magra, vestir isso, fazer uma maquiagem daquele jeito e arrumar o cabelo assim… pff… imagens editadas de mulheres que passam suas vidas inteiras se dedicando a serem bonitas transmitem toda sorte de mensagens que não tem nada a ver com um par de calças ou uma camiseta bonitinha. Então, a moda deve ser tudo o que agrada a VOCÊ. 🙂
    Quanto ao meu figurino de palco: preciso que me sirva bem e se encaixe bem no meu corpo, com seus prós e contras. Preciso, também, que seja confortável o suficiente para que eu possa andar pelo palco, respirar direito, além de ser feminino e ter uma aparência geral legal. Pode ter a cor que for ou ser feito do tecido que seja, e pode mudar bastante com o passar dos anos. 🙂

    11: Você recebeu algum conselho que guardou e que a ajudou muito?
    Floor: Os meus queridos pais me deram vários conselhos que guardo com muito carinho e sou muito grata por toda a orientação que recebi deles. O rapaz que fez a mixagem do segundo álbum do After Forever, Oscar Holleman, me deu um conselho que eu nunca vou me esquecer, também. Ele me disse que só olhamos como seres humanos e espíritos criativos se trabalharmos com as pessoas certas. Precisamos nos cercar dessas pessoas para termos uma rede de segurança enquanto seguimos pela vida. Quando nos sentimos seguros, nos mantemos abertos, frágeis, verdadeiros, nus. Quando nos sentimos seguros, conseguimos ser artistas para sempre. Sem isso, nós simplesmente brilhamos e apagamos. Como eu sabia que isso era verdade, eu consegui me encontrar um pouco depois, após encontrar a minha “rede de segurança” de pessoas incríveis que eu amo e em quem confio. Eu nunca me esquecerei dessa metáfora. Ele tinha toda a razão!

    12: Você gostaria de escrever um livro sobre si mesma um dia? Se sim, do que ele trataria?
    Floor: Essa é uma boa pergunta. 🙂 Eu adoraria escrever um livro assim e sempre tive a ideia de fazê-lo. Amo ler e sempre admirei um livro bem escrito. Vejo isso como uma arte incrível que não conheço muito bem, mas pela qual me interesso. Talvez um dia eu escreva um livro de literatura fantástica, pois tenho uma imaginação bem fértil. haha Eu também gosto da ideia de escrever uma biografia, mas vou analisar melhor a ideia quando estiver na minha cadeira-de-balanço, aos 85 anos quando tiver bastantes histórias pra contar.

    12043131_10156016486090333_7752372765065674529_n13: Você já trocou de lugar com a sua irmã por conta de algo? Vocês se parecem muito.
    Floor: De longe, eu e a Irene nos parecemos muito, mesmo. Mas, se você olhar melhor, verá várias diferenças, também, então nunca fizemos algo do tipo. Temos personalidades muito diferentes e você saberia quem é quem mesmo sem nos ver. Você já reparou que eu tenho olhos azuis e a Irene, marrons? Ou que ela é mais alta que eu? Que o meu cabelo é uns 25 cm maior e que o dela é um pouco cacheado? Ah, e ele tem uma cor completamente diferente também. 🙂 As nossas vozes também são semelhantes, assim como a nossa aparência. Elas soam bem quando juntas, então é bem divertido cantar com ela!

    14: Quando você não está em turnê, você faz uma pausa no canto ou continua sempre praticando?
    Floor: Cantar não é bem algo que eu faça, é mais parte do que eu sou. É parte de mim quando eu respiro, quando como, quando saio. 🙂 Pratico às vezes, mas, na maioria das vezes, simplesmente canto por diversão e por precisar, assim como o ato de respirar.

    15: Você assume mais desafios como cantora do que gostaria ou não?
    Floor: Eu não tenho nenhuma meta definida, mas acredito estar sempre aprendendo, crescendo e mudando conforme envelheço. A minha ambição mesmo é seguir assim e ser capaz de cantar o meu último suspiro.

    16: Quanto por cento de uma boa performance são reflexo de talento e quanto são reflexo de prática?
    Floor: Não existe uma resposta absoluta. É puramente uma questão de percepção. Uma pessoa extremamente talentosa não precisa de treino, mas a experiência fará um show bom se tornar simplesmente sensacional. Se a pessoa tem menos talento, mais prática ajudará essa pessoa. Mas prática sem talento não faz de ninguém um bom musicista.

    17: Será que você tocaria a sua flauta num futuro show? Talvez num dueto com o Troy?
    Floor: O Troy toca tantos instrumentos com um talento tão incrível que eu não vejo o porquê de eu me juntar a ele para tocar flauta só por saber fazê-lo.

    18: De quais coisas da Holanda você sente mais falta agora que mora fora do seu país natal?
    Floor: Coisa da Holanda? Bom, não sinto falta de coisas, mas de pessoas. Sinto falta da minha família, do meu cachorro e, às vezes, gostaria até que os países fossem do tamanho da Holanda, pois, lá, não se percorre longas distâncias para chegar a lugar nenhum. Por outro lado, o tráfego de 17 milhões de carros num país tão pequeno é algo de que nunca sentirei falta. O bom da Suécia (e da Finlândia) são essas estradas largas e tráfego pequeno (e os motoristas cuidadosos!).

    19: Recentemente, eu passei a ter aulas de canto clássico e estou adorando, mas tenho receio de que eu acabe tentando cantar tudo seguindo essa linha mais clássica. Qual conselho você daria para que uma pessoa conseguisse adquirir essa flexibilidade para mudar a voz de acordo com diferentes gêneros musicais?
    Floor: Recomendo encontrar um professor que tenha estudado a “técnica vocal completa”. É o único método vocal que eu acredito ser realmente bom em termos de ensino mais diversificado de canto. E experimente por conta própria. É a SUA voz e você não descobrirá nada se não sair da zona de conforto. 🙂

    20: Qual é a pior piada com o seu nome que você já ouviu?
    Floor: Elas costumam ser meio que as mesmas já que há apenas dois significados em inglês (Floor – andar e Floor – tipo de piso, chão). Eu me lembro de uma ocasião nos EUA, quando eu fiz o check-in em um hotel e a moça da recepção levantou uma sobrancelha, perguntando: “Floor? Esse é MESMO o seu nome?”. Eu respondi que sim e, logo em seguida, percebi a piada de nível internacional que era o meu nome. 🙂 Ela sorriu e disse: “Floor… eu vou guardar esse nome.” Nada demais, mas o jeito que ela disse e o jeito que ela me olhou foram hilários. Então, é só um nome holandês. Nada demais. Há muitos nomes que só são comuns em seus países de origem e eu gosto disso. Ter um nome típico de onde você vem tem um charme único. Ainda mais agora que viajo com tanta frequência e moro em outro país, essas coisas têm outro significado pra mim. É algo que te torna único.

    13315486_981429361977906_8965497372334852657_n21: Estou estudando para cuidar de animais, que é um trabalho que exige uma boa forma física. Você é um ótimo exemplo de pessoa saudável, então as perguntas são: como você trabalha os seus músculos? Você se exercita regularmente ou tende a fazê-lo quando sente vontade? Dicas de exercício também são bem vindas!
    Floor: Todos precisam de um corpo saudável e todo precisam mantê-lo saudável de um jeito ou de outro. Isso não significa que eu acredite que todos devemos parecer o Arnold Schwarzenegger. 🙂 O que eu quero dizer é que esse tipo de atividade melhora a sua saúde, dá mais energia, aumenta a sua resistência física e imunológica, além de garantir o envelhecimento com menos complicações. Agora, é divertido? Para alguns, sim. Eu gosto! Mas é um fato inegável que a sensação de bem estar fica mais forte. Comer bem, ter uma rotina de exercícios e dormir bem são a chave de tudo. Sair um pouco disso e comer algo pesado ou beber um pouco mais também não fazem tão mal, pois farão os momentos de exercício mais fáceis de lidar. Além disso, todo mundo precisa da sua cota de diversão.
    Eu não sou capaz de dizer o que funciona pra você ou não. Vá a uma academia e descubra. Ter uma boa orientação ajuda a prevenir lesões causadas por exercícios ou prática de esportes. Eu tenho um app no meu celular para um programa de treino variado. Ele se chama “Nike Training”. Para mim, é importante poder me exercitar em qualquer lugar. Também gosto de praticar ioga e fazer caminhadas na floresta. 🙂 Eu costumava correr, mas descobri que não tenho aptidão física para isso, além de ter muita coisa pra fazer. Boa sorte a quem se dedica a isso! Lembrem-se: é melhor treinar 10 minutos todo dia do que duas horas por semana!

    22: Você já pensou em vender algum figurino, como aquela jaqueta que você usou no Wembley? Ela é tão bonita! Eu pagaria o que fosse para ter uma jaqueta como aquela (tudo bem que sou estudando e não tenho tanto dinheiro haha).
    Floor: Na verdade, sim. Já pensei em vender alguns figurinos e acessórios “antigos” para angariar fundos para alguma boa causa. Preciso de tempo para organizar tudo isso e encontrar alguma causa em particular para apoiar, pois há muitas que precisam de atenção. Talvez até apoie várias ao mesmo tempo. Orçamento é algo que eu gostaria de levar em conta. 🙂 Alguma sugestão de causa que precise de apoio?

    23: Há algum aspecto em especial da ciência de que você goste?
    Floor: O que mais me fascina é que a ciência está ao nosso redor o tempo todo. Ela é parte integrante do nosso cotidiano e vê-la, percebê-la e entendê-la foi incrível. Eu meio que não dava bola.
    Isso e o fato de que ela está sempre em desenvolvimento. Todos os dias, mentes ao redor do mundo descobrem algo novo e incrível, e os cientistas são as pessoas que levam essas notícias ao resto do mundo. Nós descobrimos como melhorar isso, uma cura para aquilo e por aí vai. Eu só gostaria que os noticiários divulgassem mais esses “milagres”. Seria uma mudança renovadora no meio midiático que insiste em discutir as falhas do ser humano como guerras, crime etc.

    24: O que exatamente acontece em “The Greatest Show On Earth” quando você canta o trecho “The cosmic law of gravity…”? Costumamos vê-la tão cheia de energia no palco que ficamos surpresos ao vê-la quieta ao cantar essa parte ao vivo.
    Floor: haha Bom… eu uso uma voz monótona, quase robótica. Não sou “eu”. É a voz do cosmos. Visualizando isso, eu me sentiria deslocada correndo pelo palco, fazendo contato visual com a banda e com os fãs.

    tarja-y-floor-225: Você sentiu alguma energia negativa de algum membro do Nightwish após aquele dueto com a Tarja?
    Floor: Não. E a única razão pela qual eu respondo a essa pergunta é que todos os os envolvidos estão de saco cheio dessa besteira infantil que persiste sobre a banda e a Tarja. A banda desejou tudo de bom a mim e a Tarja, como qualquer pessoa adulta faria.

    26: Parece que o debate sobre vocalistas não deixará de existir tão cedo. Você espera que isso acabe logo ou simplesmente aprendeu a lidar com isso?
    Floor: Nós aprendemos a lidar com isso, porque todos têm direito às suas opiniões e aos seus sentimentos a respeito do assunto. Ainda assim, a internet se tornou um lugar bem chato por causa disso. Já seguimos em frente, pois isso já faz tantos anos. Por que continuar gastando saliva com isso? Parem com isso, deixem de dar atenção a quem insiste nisso, respirem fundo (de novo) e se juntem a nós no aqui e agora.

    27: Quantas placas de “Cuidado! Chão molhado” (“Caution! Wet floor”) você tem? Você tinha uma em chinês?
    Floor: haha, várias, mas nenhuma em chinês. Talvez eu consiga uma da próxima vez. 🙂

    28: Chá ou café?
    Floor: Café de manhã e chá à tarde e à noite.

    29: Você costuma estar mais bem humorada de manhã ou à noite?
    Floor: De manhã…

    30: Comida apimentada ou doce?
    Floor: Apimentada.

    31: Você costuma planejar muito ou é mais espontânea?
    Floor: Costumo planejar bastante.

    32: No inverno, você prefere ir esquiar ou ficar em casa lendo?
    Floor: Gosto de ambos.

    33: Cães ou gatos?
    Floor: Cães, mas, se não tiver de escolher, ficaria com os dois. 🙂

    34: Sapatos com ou sem saltos?
    Floor: Sem salto. Eu gostava de usar saltos, mas deixei de lado. Com os meus 1,81 de altura, não preciso de saltos, mas os acho bonitos. Os pés e o corpo, por outro lado, não concordam muito com o uso de saltos. 🙂

    35: Qual a sua opinião sobre a barba do Marco?
    Floor: Ah, essa é uma pergunta importante! haha 🙂 Bom, se eu fosse loira e fosse um homem, eu teria MUITA inveja, mas sou mulher. Então, eu passo horas retocando a maquiagem e arrumando o cabelo. Nisso, o Marco aparece, dá uma ajeitada na barba, pega o baixo e já está com tudo pronto para subir no palco todo bonitão! Droga!

    Ω

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  • Musikuniverse: Floor Jansen

    Musikuniverse: Floor Jansen

     Source: Musik Universe | Tradução: Head up High, my dear

    Antes de ocorrer o show no Heavy Montreal, no dia 6, o Musik Universe teve a oportunidade de entrevistá-la. A tradução você encontra logo após o vídeo  😉

    Ω
    Meu nome é Floor Jansen, do Nightwish, e você está assistindo ao Music Universe! Aproveitem a entrevista!

    13901459_1350383084979511_8757753751363805566_nMU: Estou com a Floor Jansen, do Nightwish. Olá, Floor!
    Floor: Olá!

    MU: Bom ver você! Como tem sido a sua passagem por Montreal?
    Floor: Muito boa!

    MU: Você gostou da cidade?
    Floor: Sim! Estive aqui pela primeira vez quando era adolescente para ver os “Montes”. Não sei se eles ainda existem, mas eram muito legais. Só me lembro disso, mas estive aqui muitas outras vezes em shows. Então, o bom dessa visita é que tivemos algum tempo para ver algumas coisas e ir ao Biodomo de Montreal para ver alguns animais, por exemplo.

    MU: Bom, vamos falar um pouco sobre o Nightwish. O álbum mais recente da banda, o “Endless Forms Most Beautiful”, foi lançado dois anos atrás, se não me engano.
    Floor:  Sim, há um ano e meio.

    MU: Desde então, vocês têm estado em turnê por vários países. Há planos de compor um novo álbum ou vocês pensam em descansar um pouco?
    Floor:  Antes de mais nada, vamos parar um pouco para descansar. Pra ser honesta, faremos uma pausa um pouco mais longa do que o normal, pois vamos tirar um ano de folga, o que pesar desse ano sabático, acontece pela primeira vez na história do Nightwish. Mas, apesar desse ano sabático, estaremos de volta em 2018. Tem bastante coisa ela frente, mas ainda não posso falar muito sobre isso (risos).

    MU: Você realmente pretende parar tudo ou ainda deve trabalhar nos seus projetos solo?
    Floor: Não, eu preciso muito de uma pausa para descansar, pois tenho trabalhado por um ano sem parar…

    MU: Bom, estamos em Montreal e acho que, pela primeira vez, vocês trouxeram toda a cenografia, o show completo para nós. O que podemos esperar?
    Floor: É verdade! Na Europa, quando tocamos em shows próprios e até mesmo em festivais, nós trazemos muitos equipamentos de pirotecnia, telões e muitas outras coisas. Também tivemos alguns equipamentos de efeitos móveis que, infelizmente, não pudemos trazer hoje, mas trouxemos muito do que costumamos usar em produções maiores na Europa. E é muito legal poder trazer tudo isso para a América do Norte. Até agora, isso não tinha sido possível por conta de algumas questões legais, mas estamos muito felizes em poder usar tudo isso no show de hoje.

    MU: Então, este será o último show em Montreal até aproximadaemente 2018 ou 2019?
    Floor:  Sim.

    MU: Então, é bom que vocês estejam lá! Bom, vou fazer algumas perguntas relacionadas ao álbum mais recente e aos títulos das músicas. Sobre “Our decades in the sun”, qual lugar com bastante sol você mais gosta de visitar nas férias?
    Floor: Bom, a música não tem nada a ver com o sol, mas…

    MU: Minha pergunta é..
    Floor:  É mais pessoal. Bom, até agora, na verdade, em casa. Pois temos viajado muito.

    MU: Sobre a música “Endless Forms Most Beautiful”. Diga algo que você ache muito bonito.
    Floor:  Bom, essa música é sobre o mundo em que vivemos e a natureza que existe nele e, se há algo por que eu seja apaixonada, o nosso planeta e a natureza são esse algo. Inclusive, ter estado aqui no Biodomo de Montreal foi incrível. Também visitamos no “Insetário” de lá e a quantidade de criaturas pequenininhas que existem por aí e são tão espetaculares é incrível. Esse conhecimento é algo incrível e mágico para mim. Espero que outras pessoas possam ver e sentir isso também. Esse mundo é, de fato, mágico por si só. Então, isso, para mim, é algo muito bonito.

    MU: Que bacana! Sobre “The Greatest Show On Earth”, qual a sua banda favorita ao vivo?
    Floor: Eu diria que é o Sabaton no momento. Eles mostram muita energia nos shows.

    MU: Você pretende assistir ao show deles hoje?
    Floor:  Sim.

    MU: Nós os entrevistamos hoje e eles disseram que também trouxeram uma grande produção para o show de hoje.
    Floor: Eu soube!

    MU: Duas grandes produções para nós hoje. Estamos com sorte! Sobre “Weak Fantasy”, o que esse título significa para você?
    Floor: O título se refere a uma fantasia relacionada a algo que não existe, como o conceito de religião, que, até onde sei, é baseado em contos de fadas. As pessoas querem acreditar em algo e outras pessoas tiram proveito disso, chamando isso de religião. Essa é uma forma de poder, de oferecer uma fantasia frágil, e é a isso que esse título me remete.

    MU: “The Eyes of Sharbat Gula”, você poderia dizer uma modelo feminina de quem você gosta?
    Floor: Bom, no ramo musical, eu diria que a Skin, do Skunk Anansie, porque ela é uma mulher negra botando pra quebrar no meio musical e por lutar tão bravamente por várias coisas. Por algum motivo, isso é algo difícil de se fazer enquanto mulher, o que é ridículo que aconteça, mas eu diria que ela é um modelo para mim em termos musicais e ideológicos.

    MU: Acho que você tem mais chances de vê-la ao vivo do que nós. Ela não faz muitos shows aqui, nos EUA.
    Floor: É uma questão de ponto de vista. Nós mesmos tocamos tanto que quase não sobra tempo para assistir a qualquer show.

    MU: Você já a viu ao vivo?
    Floor:  Infelizmente, não!

    MU: Está na sua lista de “shows a assistir”?
    Floor: Com certeza!

    MU: Uma última pergunta. Eu gostaria de saber qual música da turnê atual você mais gosta de cantar toda vez?
    Floor: É sempre difícil escolher, mas creio que continua sendo “Ghost Love Score”, pois eu adoro essa música e ela continua sendo um desafio toda vez. Todas as músicas são à sua própria maneira, mas essa, em particular, tornou-se tão popular que o desafio é ainda maior, sabe? Quando a expectativa de ouvir uma música tão popular é grande, o desafio também aumenta. É difícil explicar de maneira resumida, pois são vários obstáculos a serem enfrentados em termos vocais.

    MU: Do ponto de vista dos fãs, você sente que realmente tem um lugar dentro do Nightwish hoje em dia?
    Floor: Há sempre uma divisão de opiniões, mas eu me senti muito bem-vinda desde o início. Eu soube que a vocalista anterior teve problemas com isso, mas acho que ser a terceira vocalista talvez tenha facilitado a questão de mudança de vocais. Para mim, foi bastante fácil, pois eu fui fui bem recebida desde o início. É claro que, desde aquela época, surgiram pessoas que preferiam as outras vocalistas e não se pode agradar a todos, mas a sensação de ter sido bem recebida foi forte.

    MU: Eu diria que o seu talento fala por si só. Você consegue cantar muito bem as músicas novas, assim como as da fase Anette e da fase Tarja. Acho que eles tomaram a decisão certa.
    Floor: Obrigada!

    MU: Essa foi a entrevista com a belíssima Floor Jansen, do Nightwish. Eles tocarão em Montreal hoje à noite! Muito obrigado por vir.
    Floor: Muito obrigada!

    MU: E nos vemos novamente em Montreal lá pra 2018 ou 2019?
    Floor: Com certeza! Já estamos ansiosos.

    E: Bom descanse e até mais!
    Floor: Obrigada!

    Ω

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  • Entrevista – Metal Rock: Floor Jansen

    Entrevista – Metal Rock: Floor Jansen

    via MetalRock | Tradução: Head up High, my dear

    Entrevista Exclusiva com Floor Jansen

    Ville Akseli Juurikkala

    Ω

    No dia 7 de junho, tivemos muita sorte de duas maneiras em especial: a primeira foi a de participar de uma masterclass realizada pela Floor Jansen (atual Nightwish e ReVamp, ex-After Forever) ao lado de outros alunos talentosos. A segunda foi a de aproveitar uma oportunidade rara como está para conversar com ela. Mesmo tendo trabalhado por quase seis horas e sequer ter almoçado, a Floor foi extremamente gentil e aberta no papo que batemos. Você pode ler toda a entrevista logo abaixo:

    Olá, Floor! Obrigado tirar um tempinho para conversar conosco, da METALFORCE. A masterclass acabou agora mesmo: o que você achou de tudo? Como você se sente em relação a isso? Como você vê essa questão de ensinar e como se sente quando dá estas aulas especiais?
    Floor: Foi muito bom! Eu dou aulas com uma certa frequência, mas parece que cada aula me traz um pouco mais de inspiração para ensinar o que eu sei e aprendi. Afinal, eu não sei de tudo. As aulas são algo muito bom para mim, também, pois elas servem como uma forma de me lembrar de coisas que aprendi há muito tempo. Por isso, é um muito bom poder rever técnicas, trabalhar com pessoas, ouvir suas vozes e muito mais. Cantar é uma paixão para estas pessoas e para mim, então é algo muito importante!

    As letras do “Endless Forms Most Beautiful” (o álbum mais recente do Nightwish) foram escritas pelo Tuomas (tecladista e compositor da banda), mas é você que passa o sentimento delas. Como você vê e sente tanto as letras e os assuntos que compõem o álbum? Até que ponto você consegue sentir tudo isso e dar uma roupagem própria à sonoridade das músicas do álbum?
    Floor: No começo, eu levei algum tempo para entender tudo direitinho. Durante seis semanas, nós ensaiamos e discutimos os assuntos abordados nas músicas, o que, aos poucos, me ajudou a sentir e entender toda a história por trás do álbum.Felizmente, todas as letras são bastante subjetivas e qualquer um pode interpretá-las à sua própria maneira. No meu caso, eu amo a natureza e, portanto, foi fácil me sentir próxima da letra. Além disso, a teoria evolucionista sempre foi algo muito comum para mim, então eu estava bastante surpresa pelo fato de ainda haver pessoas que acreditam na criação de todas as coisas em sete dias pelas mãos de Deus e coisas do tipo. Fico impressionada com isso. (risos) . Para mim, compreender a essência do álbum e dos assuntos que ele trata foi algo muito interessante.

    A essa altura do campeonato, tanto o “Endless Forms Most Beautiful”, que foi lançado há mais de um ano, como as novas músicas já se tornaram parte de uma rotina, assim como as músicas e álbuns mais antigos. No geral, quais são as músicas que você mais gosta de tocar ao vivo e quais são as músicas que mais empolgam os fãs?
    Floor: O público está sempre muito empolgado em todos os shows, então é difícil definir uma música só. Ainda assim, parece que “I Want My Tears Back” é uma das favoritas de quase todos os fãs, pois sempre gera muita animação e nós gostamos muito de tocá-la ao vivo.

    Neste momento, o Nightwish conquistou tudo o que um músico sonharia em ter. Mas há algo que você queira conquistar? Alguma meta ou sonho em especial? O que leva um(a) musicista a continuar tocando e compondo com o passar dos anos?
    Floor: Para ser honesta, não há nada de que eu sinta falta. Eu amo a variedade de experiências que temos no ramo musical e sinto que não poderia desejar muito mais do que isso. Minha meta é continuar assim. Aconteceram muitas coisas e houve muitas mudanças, então manter o que tenho agora é a minha maior meta.

    Como vocês disseram em algumas entrevistas, a banda fará uma pausa nas atividades após os shows de setembro e outubro. Você pretende usar esse tempo livre para se dedicar a outros projetos ou colaborações com outros artistas?
    Floor: Bom, eu ainda não tenho certeza.Nós temos trabalhado por uns bons anos sem qualquer descanso, então acho que ter uma pausa será um alívio (risos).

    Há algo novo sendo produzido no que diz respeito ao Nightwish?
    Floor: Ainda não. Ainda estamos muito envolvidos no que estamos fazendo agora.

    Em meio aos compromissos de uma vida agitada como a sua, você consegue encontrar tempo para ouvir músicas e bandas novas? Quais foram as suas descobertas mais recentes?
    Floor: Sim! Eu gosto muito de ouvir e descobrir coisas novas. Mas eu diria que, recentemente, isso passou a depender da rotina e e até mesmo das pessoas com quem convivemos. Nos últimos meses, em grande parte graças ao Tuomas e ao Troy, tenho escutado várias trilhas sonoras de filmes, como “A Vila” e “Spartacus”. Quanto às músicas mais pesadas, tenho ouvido os álbuns do Gojira com frequência. Além disso, sempre fui muito fã do trabalho do Soilwork e nunca deixei de acompanhar a carreira deles.

    Qual você considera ser o momento em que descobriu que tinha potencial para ser cantora? Quando você percebeu que e esta era uma carreira que você gostaria de seguir?
    Floor: É claro que ninguém simplesmente acorda um belo dia e percebe que quer ser um musicista. Quando eu era adolescente, eu participava dos musicais da escola e isso fez com que eu me apaixonasse por música. Eu diria que tudo começou a partir daí.

    Agora, uma pergunta enviada pelo Nightwishers, o fã clube oficial italiano: você tem uma bagagem grande como musicista ao vivo, mas o que costuma vir à sua mente e o que você sente antes de entrar no palco? Você vê as coisas de maneira diferente de 10 ou até mesmo 15 anos atrás?
    Floor: Com certeza, sim. A maneira de lidar com as mudanças em situações de shows muda ao longo do tempo e tudo depende do local do show. A sensação é é diferente se é um show numa casa de shows pequena com ReVamp ou em estádios gigantescos com Nightwish. A forma com que você se prepara para aquilo muda, mas a sensação deve permanecer sempre boa. Agora, o que não muda é que é sempre necessário estar em forma para fazer um bom show. Por exemplo, faz dois dias que nós tocamos em Viena, na Áustria. O nosso show como um todo sofreu um pouco, porque começou a chover e, consequentemente, os fogos de artifício não funcionaram direito. Nestes casos, as mudanças na organização e a como as coisas são encaradas são diferentes ou até mesmo um pouco particulares. Em ocasiões como esta, ficamos um pouco ansiosos. Mas, agora já faz mais de um ano que estamos em turnê juntos, acabamos desenvolvendo uma rotina e não ficamos mais tão animados antes de um show como ficávamos no início. Não me interpretem mal, pois eu amo cada show que fazemos e procuro sempre dar o meu melhor, mas, por causa da rotina que temos hoje em dia, os ânimos costumam ser mais calmos no sentido positivo da coisa. O problema é quando a rotina acaba. Aí nós ficamos animados! (risos).

    Finalmente, que tal uma brincadeira? Eu digo um adjetivo e você diz qual membro da banda se encaixa melhor nele, incluindo você mesma. Pronta?
    Floor: Manda bala!

    Carismático.
    Floor: Poxa, todo mundo!

    Introspectivo.
    Floor: Hmm… o Tuomas, talvez.

    Pavio curto.
    Floor: Eu!

    Decidido.
    Floor: Eu mesma!

    Chato.
    Floor: Nenhum de nós!

    Chegado na bebida.
    Floor: A banda toda! (risos).

    Dorminhoco.
    Floor: Hmm… o Emppu.

    Sexy?
    Floor: Ora essa! Somos todos muito sensuais. (risos).

    Maravilha! Chegamos ao fim. Muito obrigado pela oportunidade !

    Nightwishers Italy:

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  • Report: MasterClass – Nightwishers

    Report: MasterClass – Nightwishers

    Via Nightwishers Italy | Tradução: Head up High, my dear

    O fã clube italiano Nightwishers Italy  realizou o mais recente MasterClass da Floor Jansen realizado no dia 6 de junho, em Roma. O “diário” deles você encontra à seguir:

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    Texto e imagens por Silvia Blackstar Bavaglia para o Nightwishers

    Ω

    A minha viagem começou às 6:30 da manhã, em um trem que ia de Milano a Roma. Quando eu cheguei lá, encontrei os membros do fã clube italiano: Lenny, Lorenzo e Mario. Fomos todos juntos à Mississippi Music School, no centro de Roma. A nossa tão sonhada masterclass com a Floor estava prestes a começar.
    Ela chegou e acenou para nós, pedindo desculpas por estar um pouco atrasada (ela teve alguns problemas com o táxi e com uma visita guiada pelo Vaticano). Entramos na sala para a primeira aula, que era voltada para os iniciantes na área. Nós, moças, nos sentamos (era uma sala só de meninas), sentindo toda a empolgação e nervosismo de cantar na presença dela.
    Primeiro, ela nos explicou como a aula havia sido planejada: faríamos alguns exercícios para aprendermos a cantar com o nosso diafragma, pois o ar precisa fluir lentamente pelo estômago e não pelos pulmões. Ela pediu que imaginassemos alguém nos dando um soco na barriga como uma forma de fazer o ar, a voz e a energia saírem um pouco. Este é apenas um exemplo, pois ela ainda discorreu sobre várias coisas interessantes e eu não consegui anotar tudo. Se tentasse, eu acabaria escrevendo uma trilogia de livros!
    Lentamente, começamos a nos sentir mais relaxados e a Floor nos fez rir bastante, o que ajudou muito. Houve um momento engraçado em que ela nos disse para relaxar, mas não apenas o nosso corpo e sim o nosso rosto. Ela puxou as bochechas de lado e imitou o quadro “O Grito”, de Munch.
    mario-minchia-di-mareEntão, começamos o exercício prático com escalas de melodia e exercicios práticos de respiração.
    A última parte da aula foi a mais interessante: escolheríamos uma canção para cantar.
    E lá estávamos nós todos ansiosos novamente! A Floor perguntou se alguém se disporia a ser a primeira pessoa a cantar.
    Eu me imaginei na pele de Katniss Everdeen, de Jogos Vorazes, falando “Eu me voluntario como tributo!” Calmamente, levantei a minha mão, dizendo que gostaria de tentar.

    A Floor respondeu que essa era uma ótima atitude, já que eu estava lá para aprender.
    Eu estava conectando o meu celular ao hi-fi, quando o instrumental de “Elan” começou a tocar no talo e todos começaram a rir.
    A Floor quis saber por que eu havia escolhido aquela música em especial. Havia tantos motivos, como o ritmo alegre, como a música me faz feliz, como ela reflete quem eu sou… mas o que eu disse foi apenas “É a primeira música que você lançou com o Nightwish!”. Que tosco! Fiquei com vergonha!
    Cantar na frente dela me deixou muito nervosa. Senti a minha voz ficar fraca e o meu corpo tremer. Ainda assim, ela foi super paciente e gentil: ela explicou os erros que eu cometia e me deu alguns conselhos para melhorar o meu canto. Eu deveria cantar com mais suavidade. Ela, inclusive, me mostrou como colocar esse conselho em prática colocando o meu dedo atrás dos meus dentes caninos. Dessa maneira, eu só conseguiria abrir a minha boca até onde o meu dedo indicador fosse e, então, eu consegui relaxar os músculos do rosto. Mas não foi nada fácil, porque eu ainda a estava olhando nos olhos e cantando a música dela!
    No fim das contas, deu tudo certo. Eu preciso trabalhar nisso, em relaxar o corpo e os músculos do rosto. Esta parte também foi útil para as outras meninas, pois cada um tem um estilo de canto diferente e todas puderam aprender algo. Ter uma aula assim ajuda todos a aprenderem algo novo! No fim da masterclass, tivemos algum tempo para tirar fotos e conseguir autógrafos. Além disso, muitos de nós haviam trazido presentes para a Floor. Nossa professora foi muito gentil e cuidadosa com todos nós, além de ficar feliz ao receber o bolo de frutas com cappuccino vegetariano que eu fiz para ela.

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    Congrats, Nightwishers! ♥

    Link original (italian) – english version below

     

  • Roadie Crew: Floor Jansen

    Roadie Crew: Floor Jansen

    Fonte: Roadie Crew | English soon

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    Ω

    Mais pesado, mais obscuro

    Por Chris Alo

    A história da mais famosa banda de Rock da Finlândia é longa e bem conhecida. Mas em 2015 o Nightwish lançou Endless Forms Most Beautiful, seu primeiro disco com a nova vocalista, Floor Jansen. Depois de anos tendo à frente uma diva da Ópera e depois, durante um curto período, uma cantora com orientação mais Pop, o líder e tecladista Tuomas Holopainen trouxe uma verdadeira vocalista de Metal para a banda. O resultado é que a dinamarquesa HOLANDESA inseriu uma muito bem-vinda dose de agressividade ao repertório e tirou das águas turvas uma nau que, verdade seja dita, vinha navegando sem rumo nos últimos tempos. O novo disco acabou sendo relançado em formato duplo, contendo um DVD com vasto material inédito, incluindo várias músicas gravadas ao vivo e que mostram uma banda no auge da forma. Pouco antes de um show da turnê americana que o Nightwish fez no início de 2016, tive oportunidade de conversar com Floor sobre Rock e sobre até ciência e evolução (N.T.: a entrevista ocorreu em fevereiro).

    Na sua mais recente tour, vocês fizeram um ‘meet and greet’ com os fãs antes de cada show. Como têm sido esses encontros? Afinal, os fãs do Nightwish são muito passionais.
    Floor Jansen:
    Têm sido sensacionais! Na verdade, não fazemos isso em todos os lugares porque nem sempre é possível. Na Europa e na América do Sul, por exemplo, não deu. Mas é sempre uma experiência maravilhosa porque muitas vezes você acaba ficando forçosamente longe dos fãs. Em alguns momentos, é realmente impossível chegar mais perto do público. E, por outro lado, não é sempre que estou feliz com um monte de gente gritando por mim logo após tomar um banho e só querer entrar no ônibus. Então, essa é uma excelente solução para que tenhamos um tempo para conhecer e conversar com nossos fãs. Nós curtimos nos encontrar com eles, só não queremos que outras pessoas decidam quando isso deve acontecer (risos). E esse também é uma ótima oportunidade para ouvir o que as pessoas pensam e dar a eles a chance de externar isso. É algo muito legal de se fazer, enfim.

    Vocês estão na estrada há um ano, desde que o disco saiu. Hoje você está prestes a fazer seu primeiro show na cidade de Nova York. Principalmente por se tratar de uma cidade com essa, dá uma ansiedade extra?
    Floor:
    Sim, não tem como negar. Então, estar aqui no início de uma turnê é algo realmente importante. E uma cidade grande como Nova York naturalmente atrai mais atenção da mídia, então você acaba ficando no centro das atenções e acaba tendo que acompanhar tudo que é dito a respeito na mídia. Acaba sendo uma noite muito importante. Em todo início de turnê acaba sendo necessário fazer um ou outro ajuste no show, principalmente na parte técnica, já que ainda não há uma rotina estabelecida. Só que, como você lembrou, estamos há um ano, então essa rotina está mais do que clara para todos. Resumindo tudo isso: sim, o fato de estarmos em Nova York faz dessa noite algo muito especial (risos).

    Ville Akseli Juurikkala

    Vocês relançaram o novo disco numa edição especial limitada que inclui um DVD ao vivo. Achei essa versão perfeita, já que pra mim essa atual formação realmente brilha ao vivo. O que você pode me falar sobre esse DVD?
    Floor:
    Olha, pra ser honesta com você, eu não sei muito sobre isso. Nós estamos cada dia num lugar, fazendo sempre coisas diferentes… Acho que cada foi gravada em um show diferente, mas não saberia identificar uma a uma. Desculpe… (risos)

    Tudo bem, mas, deixe-me insistir, essa atual formação do Nightwish é realmente muito forte no palco. Vocês lançaram essa reedição de Endless Forms Most Beautiful para provar isso?
    Floor:
    Muito obrigada! E, sim, a ideia era exatamente essa!

    Como você disse, vários shows dessa turnê foram filmados. Há um novo DVD ao vivo vindo por aí?
    Floor:
    Sim, muitos shows foram gravados e nós estamos trabalhando num novo DVD com muitas imagens dessa turnê. Nossa ideia é mostrar vários locais diferentes em que tocamos. Como ontem, em que tocamos em Nova Jersey num lugar realmente pequeno. É o contrário do que aconteceu na parte europeia da tour, que teve uma atmosfera completamente diferente. Os enormes festivais de verão são algo normal para os europeus, mas nós acabamos descobrindo que o mundo é um lugar realmente grande… Então, queremos mostrar tudo isso às pessoas, queremos que eles vejam como são os shows nos lugares que elas não têm oportunidade de conhecer. Em Vancouver, por exemplo, era outra atmosfera. Tocamos lá no último verão (N.T.: do hemisfério norte) e foi um show em estádio. Ou seja, cada lugar é uma situação diferente e tem sua própria magia. Um lugar pequeno não significa que seja um lugar ruim para se tocar.

    Nightwish

    O último DVD de vocês, Showtime, Storytime (2013), traz um grande show ao vivo, com pirotecnia e o Nightwish tocando para oitenta mil pessoas no ‘Wacken Open Air’. É um grande contraste com esse show em Nova Jersey, em que havia 2.500 pessoas na plateia.
    Floor:
    É sempre legal fazer um show desses, com pirotecnia e tudo mais, mas num lugar pequeno isso não é nada seguro. O lado bom de um local assim é que a gente fica mais perto do público e pode ter uma interação muito maior com os fãs. Num grande festival, diante de uma multidão, bem, é apenas uma multidão. Você consegue ver alguns rostos, mas pouco além disso. Quando você toca num lugar menor você praticamente vê todo mundo, o que gera um tipo de energia totalmente diferente – e eu gosto muito disso. De todo mondo, independente de tudo isso e do que você consegue ou não consegue levar para o palco, o que dá o clima do show é a música. Acho que o mais desafiador nisso tudo é provar que você pode conseguir isso independente dos extras que consegue levar ao palco. Não são eles que fazem o show, eles auxiliam nisso, mas são apenas extras. A ideia é sempre fazer um excelente show. O resto é resto. E num local pequeno há um desafio a mais, já que temos menos espaço para nos movimentar. Porém, como eu já disse, é muito mais fácil interagir com os fãs.

    Eu vi recentemente a apresentação de vocês no ‘Rock In Rio’ e foi um show fantástico.
    Floor:
    Sim, foi muito bom mesmo. Quando nós tocamos lá, já tínhamos participado de alguns festivais europeus, mas é totalmente diferente ticar no Brasil. Os fãs brasileiros são muito barulhentos! E havia muita mídia lá também, era um verdadeiro circo. Eu adorei, foi tudo sensacional. O público brasileiro é realmente o melhor!

    Vamos falar um pouco sobre Endless Forms Most Beautiful. Imaginareum (N.T.: disco anterior da banda, lançado em 2011) fala de sonhos e lembranças, já o novo disco trata sobre ciência. É isso?
    Floor:
    Acho que não dá para definir em uma palavra sobre o que ele fala. A ciência foi, sem dúvida, a inspiração parta ima série de músicas, mas não de todas elas. É sobre ciência e sobre a ciência por trás da evolução, das teorias da evolução e do esplendor do nosso mundo. É sobre isso que as músicas mais longas falam. Sobre a evolução do nosso planeta, os 4,6 bilhões de anos desde sua criação. Muita coisa aconteceu nesse tempo todo, então é preciso fazer uma música longa para falar a respeito (risos). Não é um disco sobre ciência em si, não tratamos de assuntos científicos, mas sem dúvida foi uma inspiração para as letras.

    A despeito do que as letras falem, você acredita que é importante que o público as interprete e façam essa conexão com o significado por trás delas, como seria nesse caso com a ciência e a evolução? Ou está tudo bem se as pessoas ouvirem o disco, curtirem a música e não derem a mínima para o que elas dizem?
    Floor:
    Eu acho que a emoção por trás da música é o mais importante. Há uma mensagem, caso você queira escutá-la. Nós não estamos aqui para ficar pedindo as coisas. O principal tema desse disco pode até ofender algumas pessoas, já que a evolução vai contra o que algumas igrejas pregam, já que acreditam que a Terra foi criada por deus em sete dias. Músicas como Weak Fantasy e Yours Is An Empty Hope certamente não são positivas sobre as religiões e acho que é a primeira vez que tratamos disso. Tuomas escreveu as letras e ele teve essa ideia. Nós conversamos muito sobre isso durante o processo de composição do disco. Não tive a menor dificuldade em aceirar esse enfoque, essa visão é muito próxima daquela em que acredito. Acho muito importante refletir a respeito disso tudo, mas se você prefere apenas curtir a música e fazer a sua viagem por conta própria, tudo bem. Essa vai ser a sua forma de se envolver naquilo que fizemos. Mas tem gente que aparece no ‘meet and greet’ com livros de Darwin ou com ‘The Greatest Show On Earth’ (N.T.: livro do biólogo britânico Richard Dawkins e que trata da evolução biológica). É muito comum pedirem para autografarmos esse livro. Por outro lado, a música Edema Ruh é sobre um grupo errante de músicos e artistas chamado Edema Ruh, que é retratado no livro ‘The Name Of The Wind’ (O Nome do Vento’ em português), de Patrick Rothfuss. E muita gente também traz esse livro para assinarmos. Então, você pode encarar esse trabalho da forma que você quiser (risos).

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    Essas duas músicas, Weak Fantasy e Yours Is An Empty Hope, talvez tenham as letras mais polêmicas da história do Nightwish e musicalmente são dois temas bem pesados para a tradição da banda. Essas duas coisas juntas permitem concluir que Endless Forms Most Beautiful é o disco mais pesado da história do Nightwish. Você concorda com isso?
    Floor:
    Não sei, porque o disco também tem temas como Elan e My Walden, que são praticamente o oposto disso que você falou. Acredito que o disco seja pesado de uma forma diferente. Não é Black Metal! (risos) Mas acredito que a banda já tenha flertado com um lado mais pesado e obscuro antes. Só não sei se o todo desse disco soa mais pesado do que aquilo que a banda fez antes – mas provavelmente sim.

    Pois é, se você olhar para o passado do Nightwish, parece que a sonoridade vem constantemente se expandindo mas, ao mesmo tempo, se tornando pesado e obscuro, como você salientou. Isso seria uma evolução natural?
    Floor:
    Sim. Eu acredito que toda evolução nesta banda aconteceu de forma natural, nunca foi nada planejado. Eu sei que Tuomas, por exemplo, começa a trabalhar com uma história em sua cabeça e o que sair, saiu… Nunca há nada como: ‘Ah, agora vamos fazer um disco mais pesado.’ Ele apenas flui naturalmente.

    A despeito de o disco ter momentos pesados e outros mais calmos, o trabalho como um todo acaba tendo uma enorme coesão. De onde vem isso? Seria pelo fato de vocês terem passado muito tempo ensaiando juntos?
    Floor:
    Sim, isso nunca aconteceu no passado. Acredito que o fato de termos a banda toda reunida ensaiando e trabalhando nas músicas levou o trabalho a algo além do som orquestral de sempre. E acredito que foi porque nos trancamos juntos no estúdio. Mas, repito, foi tudo completamente natural, não houve nada planejado. Planejamos fazer os ensaios, mas a forma como eles aconteceram e o resultado deles foi uma surpresa para nós. Foi algo muito positivo. E provou que podemos trabalhar como uma equipe.

    Esse foi seu primeiro disco com o Nightwish e nele há alguns vocais operísticos. Vocês já chegaram a considerar usar mais vocais nesse estilo, já que você pode gravá-los com facilidade?
    Floor:
    Eu fiz o que era preciso fazer. Vou falar mais uma vez: foi uma evolução natural. É possível fazer isso, o que não significa que teremos que fazer isso sempre. Se as músicas pedirem por isso, assim será feito.

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    O disco também traz a faixa The Greatest Show On Earth, que é a maior já gravada pela banda com 24 minutes. Mas, pelo que sei, originalmente ela era ainda maior, com 35 ou quarenta minutos. Essa versão chegou a ser gravada?
    Floor:
    Não, isso aconteceu quando Tuomas ainda estava no processo de composição. Depois disso ele reduziu para 24 minutos… (risos)

    Parece que as coisas vem funcionando muito bem desde que você entrou para o Nightwish, em 2012. Você chegou a ser cotada para o posto na época de Dark Passion Play (2007)?
    Floor:
    Não, não… Naquela época eu ainda cantava no After Forever e eles não iriam chamar alguém de uma banda que estava na ativa.

    Agora o Nightwish está numa fase intensa de trabalho, com datas agendadas até agosto.
    Floor:
    Sim, começamos em abril do ano passado e vamos até mais da metade deste. Há poucos lugares a que não fomos ou que não iremos.

    Eu sei que é muito prematuro falar sobre um novo disco, mas há um plano para quando o ciclo de Endless Forms Most Beautiful acabar e vocês começarem a trabalhar no próximo álbum? Talvez no ano que vem?
    Floor:
    Nossa intenção é tirar 2017 de folga. Vai ser o primeiro ano sabático da banda em duas décadas de atividades. Isso é algo em que os caras vêm pensando há tempos e agora, com tudo dando certo com o disco e na turnê, é o momento certo de se fazer uma pausa.

    É certeza que vocês merecem! Mas você vai passar o ano descansando ou pretende fazer algo com sua outra banda, o Revamp?
    Floor:
    Verdade, eu venho fazendo turnês e gravando discos sem parada há alguns anos… Então, imagino que eu vou gostar muito de ficar sem fazer nada! E nós já temos alguns planos em mente, mas que eu ainda não posso divulgar.

    Para o Nightwish você quer dizer?
    Floor:
    Sim. Então, quando a máquina parar de funcionar após essa turnê, imagino que não vou querer pensar em gravação ou estrada. Mas, na verdade, eu estou com algumas ideias na cabeça… Quando chegar mais perto do momento de parar eu resolvo. Ainda não cheguei a uma conclusão… (risos)

    Antes de encerrar, os fãs gostariam de saber como está Jukka (Nevalainen, baterista do Nightwish que teve que se afastar da banda por conta de sérios problemas com insônia).
    Floor:
    Ele vai indo bem. Se ele não precisa sair em turnê, tudo vai bem. É uma doença terrível e que não se sabe o que causa nem quando vai aparecer. Ou seja, o futuro é muito incerto. Mas é muito bom poder dizer que ele está bem. Ele sente falta da gente, de excursionar, dos fãs, mas está numa boa condição.


    Fotos: Ville Akseli Juurikkala

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  • Уикенд в Киеве: Floor & Marco

    Уикенд в Киеве: Floor & Marco

    Via: Уикенд в Киеве | Tradução: Head up High, my dear

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    Nightwish fala sobre a Ucrânia: este é um país com um povo orgulhoso

    Ω

    No dia 22 de maio, no Palats Ukraina Concert Hall, o Nightwish, uma das bandas de metal mais importantes da atualidade, fez um show como parte da turnê “Endless Forms Most Beautiful” a fim de promover o álbum homônimo lançado no ano passado. A The Weekend ficou impressionada os fãs da banda e teve a oportunidade de conversar um pouquinho com os vocalistas Floor Jansen e Marko Hietala, além de assistirem ao show.

    Que tal colocarmos um pouco de música e começarmos? Vamos lá!

    O oitavo álbum da banda, cujo tema principal são as teorias de Charles Darwin, chegou à cidade de Kiev. Até mesmo o título do álbum foi tirado de uma das obras de Darwin – “A Origem das Espécies”.

    “FLOOR ESTÁ SORRINDO E EU ADORO O SORRISO DELA!”

    Os fãs do Nightwish se prepararam para o show com meses de antecedência. Conversamos com alguns membros do fã clube enquanto eles aguardavam pela sessão de Meet & Greet. Orgulhosos do seu trabalho, eles mostravam os presentes que entregariam à banda: Tuomas Holopainen ganhou uma camiseta com a palavra ““vyshyvanka” bordada e um bracelete artesanal; Floor ganhou um par de brincos de prata com detalhes citas e uma coroa de flores; Marco ganhou um cachimbo customizado e um cinzeiro; Emppu ganhou uma palheta gigante feita de vinil com sua silhueta gravada nela; Troy ganhou uma tradicional flauta dupla ucraniana do tipo dzholomyha; e tanto Jukka como Kai ganharam um pandeiro cada com suas imagens gravadas nestes. As fotos mostrando os presentes são apenas parte da surpresa, mas o principal ainda estava por vir.

    Todos os outros fãs da banda (mesmo que não fossem membros do fã clube) tiveram a chance de participar da sessão de Meet & Greet para pegar um autógrafo e tirar uma foto com a banda. Eles entravam sempre em grupos de 4 a cinco pessoas após checagem do ingresso e passaporte de cada um. Os fãs mostravam uns aos outros os itens que haviam acabado de ser autografados e conversando sobre o momento com emoção transbordando de suas palavras.
    – Eu estava tão ansioso que mal sabia onde ficar – disse um rapaz a seu amigo.
    – Essa não foi a melhor foto – disse uma moça enquanto mexia em sua câmera – Mesmo assim, a Floor está sorrindo e eu adoro o sorriso dela!
    Após várias fotos e itens assinados, a multidão desapareceu já que faltava apenas uma hora e meia para o início do show. Pouco depois, fomos entrevistar Floor Jansen e Marko Hietala.

    “ATÉ AS MELHORES DEMOCRACIAS TÊM SEUS PRESIDENTES”

    Como vocês estão hoje?
    Marko e Floor: Muito bem. Obrigado!

    Vocês tiveram a oportunidade de passear por Kiev e conhecer a cidade?
    Marko: Dessa vez, não. Na nossa outra visita, tivemos um ou dois dias para visitar o centro e a área da igreja.

    Vocês estão em turnê pela divulgação do álbum há mais de um ano. Vocês sentem que é difícil seguir uma rotina ou que fica cansativo tocar o mesmo setlist toda vez?
    (risos)
    Floor: De jeito nenhum. Sempre tocamos certas músicas, mas tentamos variar o restante do setlist. É muito bacana tocar as músicas. Não é nada cansativo.
    Marko: Na verdade, nós achamos um jeito de nos divertimos. E, é claro, quando se faz um show, tudo varia de acordo com a energia que a gente pega do público. Nós usamos essa energia para fazer um bom show e mandamos essa energia de volta, criando esse pingue-pongue. Além disso, fazer shows é algo que todos nós gostamos muito.

    É fisicamente desgastante viajar tanto assim?
    Floor: Às vezes, sim. Se tem algo no processo de fazer o show, esse algo são as viagens. Eu sou alta e acabo não me encaixando bem na maioria das vans. A mesma coisa acontece em aviões. Os meus joelhos ficam meio presos entre os dois assentos ou a poltrona fica muito inclinada para frente, o que torna tudo muito desconfortável.

    intervyu-s-nightwish_27389_20Vocês dois cantam na banda. Vocês têm algum tipo de espírito de rivalidade ou competição entre vocês?
    Floor: Sim, mas não queremos falar sobre isso.
    Marko: Você não vai querer vê-la me dando uma surra.
    Floor: (risos) É brincadeira. Rivalidade? Claro que não! É um prazer imenso cantar com ele!
    Marko: É algo muito confortável. É claro que temos as regras da banda e que nós as seguimos, mas acho que os vocais são parte essencial da obra como um todo e que, portanto, não deve haver rivalidade. É a maneira com que vejo as coisas, pelo menos.
    Floor: Acho que a minha voz e a dele soam bem junta e de uma maneira muito natural. Isto ocorreu de uma maneira tal que não tivemos nem de escolher qual parte cantar. Foi tudo muito fluído.

    Os fãs consideram o álbum mais recente impecável e até mesmo perfeito. Vocês concordam com essa opinião geral?
    Floor: Bom, “perfeito! é uma palavra muito forte. Como uma pessoa perfeccionista, eu acredito que sempre temos em mente que algo poderia ter sido um pouco melhor. Eu mesma gostaria que pudéssemos ter gravado as músicas mais uma vez após termos feito essa turnê. Tem um certo tipo de energia que vem desses momentos que não surge por completo na primeira vez em que as canções foram tocadas em estúdio. Infelizmente, nós ensaiamos por muito tempo e certas músicas meio que já entraram no “automático”. É algo conveniente para nós, mas ainda acho que poderíamos ter acrescentado algo mais. 

    intervyu-s-nightwish_27389_30Marko: Não há nada perfeito no mundo. Eu acho que algo é perfeito quando podemos fazer algo da melhor maneira possível num momento em particular.
    Floor: Fora que o meu perfeccionismo foi satisfeito e eu me sinto orgulhosa e feliz com o nosso trabalho
    Marko: Mas sempre fica aquela vontade de mudar algo.
    Floor: Tem razão. Sempre fica.

    Vocês se reúnem com os fãs com bastante frequência. Qual é a pergunta que vocês mais ouvem?
    Marko: Você poderia assinar essa foto pra mim? Podemos tirar uma foto?

    Eles perguntam algo sobre a música que vocês produzem ou algo até mesmo mais pessoal?
    Floor: A maioria das pessoas não quer perguntar nada, só conversar mesmo. Eles querem falar das experiências que tiveram com a nossa música. Na maioria das vezes, eles querem compartilhar toda a emoção que sentiram e o que sentiram de fato.
    Marko: Sim. Eles querem estabelecer um elo conosco por meio de uma música. Por exemplo, eles comentam sobre a vez em que ouviram uma música em particular pela primeira vez e como eles levaram isso para as suas vidas.
    Floor: As pessoas também têm interesse em saber o que pensamos sobre a cidade ou o país delas. Às vezes, são perguntas mais pessoais, mas eu não falo muito sobre isso.
    Marko: Basicamente, encontramos muita gente nas ruas e eles falam conosco sobre o trabalho deles, problemas que enfrentam e coisas do tipo. É possível encontrar gente de bom coração em qualquer país.

    intervyu-s-nightwish_27389_17Vocês têm alguma memória especial sobre os fãs ucranianos?
    Floor: Eu acabei de chegar e só conheci algumas poucas pessoas, mas posso dizer com toda certeza que este é um país com um povo orgulhoso. Eles querem saber o que pensamos deles e eles se sentem muito felizes por isso. O mercado musical é menos saturado por aqui em comparação aos EUA, por exemplo. Quando estamos em Michigan, por exemplo, as pessoas não perguntam o que achamos da cidade, mas as pessoas daqui perguntam, porque elas têm orgulho de suas raízes. Esse orgulho me deixa muito feliz. As pessoas querem compartilhar coisas típicas do país conosco.
    Marko: Com certeza. Eu ainda guardo um presente que ganhei na última visita. Eu me esqueci o nome… uma Estrela da Manhã?

    Um mangual (Bulava). É um símbolo de poder na história da Ucrânia.
    Marko: Isso! Agora, eu me lembro. Haviam me explicado na época.

    Reza a lenda que Tuomas Holopainen também é um tanto perfeccionista e acaba ditando cada palavra e cada acorde para os outros membros da banda. Isso é verdade?
    Marko: Já ouvi esse boato. O Tuomas não é nenhum tirano, ele é apenas o líder da banda, porque ele compõe a maior parte das músicas e o sucesso da banda se deve em grande parte à visão que ele tem dessas obras. O Tuomas manda as demos que ele tem e nós compomos algo em cima daquilo. Eu e o Emppu compomos parte da música e, se esse nosso material passar pela avaliação dele, ela acaba se tornando uma canção finalizada, que fará parte de um álbum. Tudo pode e é discutido.
    Floor: Mesmo se ele tentasse dizer o que precisamos fazer de uma maneira muito precisa, creio que soaria de uma maneira muito diferente do que se imagina. Ele encontrará uma maneira pessoal de conversar com todos e fazer com que não soe como uma ordem. E isso acontece com frequência durante o nosso período de trabalho. Isso faz com que as nossas demos tenham essa sonoridade típica do Nightwish. É a nossa colaboração musical.
    Marko: Até mesmo as melhores democracias têm seus presidentes.
    Floor: É importante ter alguém como líder.

    intervyu-s-nightwish_27389_28Você e a Floor participarão da composição no próximo álbum?
    Marko: Como eu disse, nós gravamos as nossas demos com o equipamento que eu tenho em casa e passamos tudo pro Tuomas. Se ele achar que ficou bom o suficiente, colocamos no álbum.
    Floor: Eu farei o mesmo se sentir que tenho coragem suficiente para tal. No fim das contas, vai ser algo divertido. Eu me sinto muito orgulhosa do que fizemos neste álbum e não me importo com quem compõe ou não.
    Marko: E, voltando a falar um pouco da minha atitude em relação ao Tuomas e o papel dele na banda, todos nós desempenhamos os nossos papéis sem a necessidade de competir um com o outro por uma parte em particular do álbum.
    Floor: A nossa música representa o que pensamos, não os nossos egos.

    Mais um boato cai por terra!
    Floor: É ridículo ver que um boato desses ganhou tanta força. O Tuomas é uma pessoa muito bacana e ele nunca faria nada do tipo.

    intervyu-s-nightwish_27389_22Vocês anunciaram que fariam uma pausa nas atividades. O que vocês pretendem fazer no meio tempo?
    Floor: Ainda não sei. Eu gostaria de trabalhar em algo, mas também gostaria de ficar em casa com as pessoas que me são queridas. Se eu fizer algo relacionado à música, não quero que seja algo com prazos e toda aquela pressão. Eu só quero viver no meu próprio ritmo e aproveitar esse tempo em casa, compondo. Eu tenho uma banda e, inclusive, tenho de tomar uma decisão quanto a ela. Muita gente está esperando por essa decisão e ela será anunciada em breve. É uma decisão um tanto difícil de tomar, pois ter uma banda e um projeto pessoal ao mesmo tempo é algo muito intenso, muito desgastante. Eu passei alguns anos nesse vivendo nesse ritmo e, agora, preciso escolher uma coisa ou outra. Fora isso, o que é certo é que eu preciso de algum tempo descansando em casa.
    Marko: Eu planejo tirar algum tempo para mim mesmo, também. É claro que temos um projeto de natal todo ano e eu faço parte dele quase todo ano. Bom, eu não consigo simplesmente ficar quieto em um canto, sem fazer nada, então é provável que eu componha algo.

    Marko, você compôs algumas letras recentemente. Elas também estão ligadas à ciência de alguma maneira?
    Marko: Sim. Nós temos várias opiniões e visões de mundo em comum. Não todas, mas a maioria delas.

    Qual é o seu campo preferido da ciência?
    Marko: Com certeza é a cosmologia e astronomia. São áreas que me interessam desde quando eu era criança. Os processos pelos quais tudo funciona ou, por exemplo, por que o sol brilha e o que são as reações nucleares acontecendo no sol. Eu conheço esses campos um pouco mais.

    Floor, e qual é o seu campo preferido?
    Floor: Eu nunca tive a paixão pela ciência que o Tuomas e o Marko têm, mas provavelmente seria biologia ou ciências relacionadas à vida. Digo isso, porque, em função do nosso álbum, eu li muito sobre o assunto, mas sei que a ciência é algo muito mais vasto que isso. 

    intervyu-s-nightwish_27389_34Então, vocês encorajam as pessoas a aprenderem mais sobre ciência e tentam torná-la mais popular, certo?
    Floor: É algo normal e muito importante. A ciência está presente na vida diária de qualquer pessoa e é ainda mais fascinante para mim do que alguns planetas distantes. Há pessoas que acham que é algo para nerds e acho que não deveria ser assim já que estamos em contato tão constante com ela. É curioso saber como temos eletricidade para as nossas lâmpadas, como a própria eletricidade é gerada ou como pesticidas afetam as abelhas e ainda achar que não temos alguma relação direta com tudo isso. Tudo no mundo está interconectado.
    Marko: Com certeza. Os efeitos do consumo constante de açúcar sobre o corpo ou coisas do tipo. Todas as respostas para essas perguntas podem ser encontradas até em revistas científicas populares de uma maneira compreensível para qualquer pessoa. Cosmologia é uma coisa até milagrosa. Pense um pouco sobre ela: o meu corpo é composto de átomos criados já bilhões de anos, no núcleo de estrelas mais antigas do que conseguimos imaginar. É um raciocínio brilhante e a ciência por si só é algo muito poético.
    Floor: Concordo. É incrível, assim como o fato de sabermos isso tudo. Eu cresci com um pouco de religião no meu ambiente social e, para mim, sempre foi um pouco difícil de entender esses conceitos. No entanto, eu percebi algum tempo depois que muitas pessoas ainda tomam como verdade absoluta as coisas encontradas em um livro escrito há milhares de anos, apesar do fato de que nos tornamos capazes de provar que as coisas funcionam de uma maneira diferente. As pessoas conscientemente ignoram esse tipo de coisa, porque da cobra falante no Jardim do Éden e por isso soar como verdade para elas. Eu fico embasbacada com isso. Todos têm o direito de acreditar no que quiserem, mas não se pode ignorar os fatos. As pessoas ignoram centenas de anos de desenvolvimento e milagres acontecendo nas nossas próprias mentes, e até mesmo das capacidades do ser humano.
    Marko: De fato. Superstições são mais importantes para muitas pessoas.
    Floor: Por essa razão, eu acredito que a ciência não deve ser algo “só para nerds”, mas para todos. Ela está ao nosso redor e isso são os fatos. Desculpem. Depois que você percebe isso é que você vê, de fato, mais milagres acontecendo na sua vida diária do que na Bíblia ou em qualquer outro livro religioso escrito em nome de alguma divindade.

    intervyu-s-nightwish_27389_5Floor, você poderia contar um pouco mais sobre a Academia do Rock (“Academy of Rock”)? Você foi uma aluna lá.
    Floor: Claro! É um conservatório para musicistas de rock e pop. Foi a primeira escola a fornecer este tipo de formação. Ela foi fundada em 1999 e eu fui uma das primeiras aulas de lá dentre outros milhares que queriam se matricular lá. Era um lugar único na época e tinha vários defeitos. Inclusive, eu estava criando a formação verdadeira e era algo envolvente, mas eu senti falta de um tipo de orientação desde os 19 anos. Eu me formei nessa escola, mas comecei a assistir a aulas de canto no conservatório e fiz outro ano de música para teatro, além de outro ano voltado para ópera lá. Tudo isso por não ter tido aulas de canto verdadeiramente boas.
    O que é interessante sobre vocal e formação musical é o seguinte: a ópera existe há centenas de anos e as técnicas de canto foram se aperfeiçoando com o tempo. O canto para o pop, por sua vez, é um fenômeno muito recente e tem apenas algumas décadas de existência. As pessoas cantavam dessa maneira, mas sem formação de verdade. Não era necessário, pois as pessoas não se importavam com isso e, quando eu comecei, não havia quase nada do tipo. Quando existia, não era bom.
    Marko: Eu fiz algumas aulas de canto na época do ensino médio e eu me lembro de um dos meus amigos dizer que os professores ficavam conversando sobre o tal do Marko que ficava com o casaco aberto em pleno inverno, não cantava muito bem e ainda por cima fumava. Eles diziam que esse rapaz não cantaria por mais do que três anos, já que vai perder a voz bem rápido. Isso foi quantos anos atrás? Trinta anos, talvez?
    intervyu-s-nightwish_27389_8Floor: Até mesmo o canto no pop era considerado algo nocivo à voz. Quando se pensa em gulturais, gritos e outras técnicas de vocal extremo? É claro, é preciso fazer tudo da maneira certa, além de controlar as suas cordas vocais. Houve uma evolução incrível no canto moderno e nas técnicas de canto. Eu gostaria de ser jovem de novo e poder voltar à escola. Por falar nisso, bons musicistas não precisam ter formação. Não acredito nisso. Eu tive aulas de canto por seis anos, ensino há treze anos e ouso dizer que, quando você é bom, você não precisa disso. Se você não sente que é tão bom, você não conseguirá evoluir muito mesmo com formação. Há muitas poucas pessoas capazes de fazer algo assim e eles são sempre os melhores ou os melhores em algum gênero. Uma pessoa pode ser uma musicista fantástica, mas, se ele ou ela não tem talento para a coisa, não haverá uma grande evolução. Há várias coisas que compõem um musicista bem sucedido, mas a formação é apenas uma pequena fração disso tudo.
    Marko: Ter formação significa ter algumas dicas. Consegue-se chegar a algum ponto específico mais rápido e compreender esse processo. Como eu disse, eu tive algumas aulas de canto, mas, naquela época, eu já cantava há três anos em várias bandas de escola. No fim das contas, eu aprendi apenas a como respirar e a relaxar certos músculos durante as minhas aulas de canto clássico.
    Floor: Quando se tem talento, descobre-se muitas dessas técnicas por conta própria. Ainda assim, ter formação acelera todo o processo.
    Marko: Além disso, se você tem paixão pelo que faz na linha de beirar à obsessão, você é capaz de evoluir e se destacar. Funcionou pra mim, pelo menos. 

    intervyu-s-nightwish_27389_43Floor, você dá aulas de canto em vários cursos. Você poderia nos contar um pouco mais sobre eles?
    Floor: Eu dou aulas desde 2003, mas sempre foi algo paralelo à minha carreira já que eu viajo bastante. Hoje em dia, eu não dou mais aulas particulares por não ter tempo disponível. Além disso, eu conseguiria escolher aluno por aluno, pois é impossível. Ainda assim, fico feliz que todos queiram se matricular, especialmente as pessoas que o fazem para cantar e mostrar do que são capazes. É muito chato dar aula para alguém que simplesmente fica lá, sentado, olhando pra sua cara. É um desperdício do meu tempo. É muito mais interessante e prazeroso trabalhar com pessoas que realmente vieram para cantar. Eu darei uma masterclass em Roma muito em breve. Geralmente, faço duas turmas – uma de alunos iniciantes e outra de alunos avançados.

    Qual é a sensação de fazer parte de uma das bandas mais populares de metal?intervyu-s-nightwish_27389_44
    Marko: É demais, na maior parte do tempo. É legal e muito prazeroso, mas também é esquisito. Algumas pessoas te admiram e prestam atenção até demais. Eu sou uma pessoa mais pé no chão e nunca vou conseguir entender as pessoas que me colocam num pedestal, porque eu nunca faria algo assim por ninguém. É uma situação meio chata. De qualquer maneira, eu respeito essa atitude.

    Vocês podem nos dizer algo sobre quando o baterista Jukka Nevalainen voltará?
    Floor: Gostaria de saber algo, mas, no geral, a recuperação dele vai bem.

    Nós o desejamos uma recuperação rápida!

    Floor e Marko: Obrigado!

    Ω

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  • Roppongi Rocks: Floor & Tuomas

    Roppongi Rocks: Floor & Tuomas

    Via: Roppongi Rocks by Stefan Nilsson | Tradução: Head up High, my dear

    Tokyo by Stefan Nilsson

    Floor Jansen e Tuomas Holopainen do Nightwish em Tóquio. Foto por: Stefan Nilsson

     Ω

    O fundador e gênio musical do Nightwish, Tuomas Holopainen, e a vocalista da banda, Floor Jansen, se reuniram com Stefan Nilsson, da Roppongi Rocks, um pouco antes do início de um incrivel show da banda em Tóquio, uma das cidades que fazem parte da turnê mundial que passa pela ásia no momento.

    A Finlândia foi o local de nascimento de muitas das maiores bandas de heavy metal do mundo nas últimas décadas. A vanguarda das banda de metal finlandesas conta com a banda de metal sinfônico Nightwish, que comemora o seu aniversário de 20 anos em 2016. Com a incrível holandesa Floor Jansen nos vocais desde 2012, a banda segue lançando ótimos álbuns e promovendo a sua turnê ao redor do mundo. Eles estão em melhor forma do que nunca e seu álbum mais recente, “Endless Forms Most Beautiful”, o oitavo álbum de estúdio da banda, foi lançado em Março de 2015. No entanto, assim que a atual turnê mundial for encerrada em outubro com o retorno do Nightwish ao Japão durante o Loudpark Festival, a banda pretende fazer o que seria uma pausa de um ano inteiro em 2017.

    Stefan NilssonÉ o que planejamos,” explica Tuomas Holopainen durante nosso encontro em Roppongi, Tóquio. “O último show desta turnê acontecerá em outubro e, então, vamos ficar 2017 descansando para voltarmos com tudo em 2018.”

    Tuomas é a força-motriz por trás do Nightwish nas últimas duas décadas, além de ter lançado um álbum solo e ter trabalhado na trilha sonora para filmes. Agora, no entanto, ele deseja tirar uma folga.

    Eu não acho que vou me envolver com música nesse período. Essa é a ideia de tirar uma folga! E, pra falar a verdade, eu não pensei muito nisso, pois simplesmente gosto da ideia de estar em casa, cuidar do meu jardim, cuidar dos meus cavalos e ficar um pouco mais quieto por um tempo.”

    floor-jansenTenho pensado um pouco e tido algumas ideias, mas nada oficial que eu possa divulgar no momento,” diz Floor Jansen sobre o que ela planeja fazer em seu ano sabático. Quando questionada sobre sua antiga banda, o ReVamp, estar em seus planos, ela diz com um sorriso mas sem confirmar nada: “É uma dessas coisas em que tenho pensado.”

    O que será que um Nightwish descansado e com as baterias recarregadas fará quando retornar em 2018 após um ano inteiro de descanso? “Ainda tem muito chão até lá pra revelarmos qualquer coisa, mas temos alguns planos até 2020 e até mais longe,” diz Tuomas.

    Com vinte anos de carreira nas costas, a banda finlandesa já coleciona várias conquistas, como o sucesso comercial e o carinho dos críticos. Qual foi o momento mais emocionante até agora? “O meu talvez tenha sido este novo álbum e especialmente a última música dele, a ‘The Greatest Show On Earth’, quando a tocamos nos shows, como foi o caso do Wembley, em dezembro do ano passado. Esta turnê como um todo foi incrível,” diz Tuomas com uma expressão de orgulho.

    Durante esses vinte anos, a banda teve três vocalistas diferentes, mas Tuomas e a banda conseguiram criar um som único para o Nightwish.

    Stefan Nilsson

    Eu acho que a questão principal acaba envolvendo muitas coisas e muito disso está ligado a escrever as letras, é claro, mas muito além disso. Precisamos da participação de todos os membros, dos vocalistas, da produção, da equipe, de tudo! Fomos até chamados de “um grupo que desafia rótulos”. Eu adorei essa saber disso! Essa questão toda vai até o centro de quem somos nós. Parece que nós, como grupo, precisamos seguir em frente independente de quem esteja cuidando dos vocais ou das composições.”

     

    Floor Jansen, uma das maiores vocalistas no meio do metal, se juntou ao Nightwish em 2012 em meio à turnê do álbum “Imaginaerum” como substituta da antiga vocalista Annete Olzon, que havia se separado da banda subitamente. Anette, por sua vez, substituiu a vocalista original Tarja Turunen, em 2007. Floor se encaixou bem na banda e tanto sua voz como sua presença de palco fora uma soma perfeita à banda, levando a vocalista a ser oficializada como nova vocalista permanente da banda. Ela já sabia que as coisas dariam certo quando a banda entrou em contato em 2012.

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    Floor Jansen do Nightwish durante o show em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Em 2002, eu tinha a minha banda, After Forever, e nós fizemos uma turnê com o Nightwish como banda de abertura durante algumas semanas pela Europa. Foi uma experiência fantástica e nós mantivemos contato. Se eles tocassem perto de onde eu estivesse, eu os visitava e vice-versa,” explica Floor sobre sua relação com o Nightwish.

    Quando eles me ligaram e fizeram a oferta para que eu me juntasse ao Nightwish naquela turnê, tudo aconteceu muito rápido,” explica Floor. “Não foi como se eles houvessem dito ‘Tivemos essa ideia e gostaríamos que você pensasse um pouco a respeito, pois voltaremos a falar com você na semana que vem’ ou algo do tipo. Não houve muito tempo para pensar direito, pra ser honesta. Então, a minha primeira reação foi ‘Sim!’ e eu me vi a caminho. Algum tempo depois, eu comecei a pensar mais sobre como continuaríamos trabalhando junto e sobre como conciliaria as coisas com o ReVamp. Além disso, tiramos algum tempo para ver se sentíamos que as coisas funcionariam ou não. Não foi algo do tipo ‘Tá bom, eu entrei na banda e as coisas serão assim pra sempre’. Foi meio que um momento de desespero, mas as coisas precisavam se acertar. E, defato, elas se acertaram. A partir daí, todo o resto do processo e de organizar as coisas aconteceu normalmente.”

    Stefan Nilsson

    Floor Jansen do Nightwish em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Floor se adaptou ao seu novo posto no Nightwish com rapidez. Ela não apenas aprendeu todo o catálogo de músicas da banda, como também ajudou a dar forma ao novo disco. Mas assumir o microfone numa banda famosa de metal que já havia lançado sete álbuns não foi nada fácil.

    Foi algo muito natural para mim, mas isso não significa que eu já cheguei arrasando logo no primeiro show. Não naquela época, mas, com o tempo, eu me adaptei bem rápido. É claro que eu conhecia as músicas, pois sou fã desde o segundo álbum deles e eu já estava familiarizada com boa parte das letras e melodias. Por isso, foi algo bem tranquilo, mas, ao mesmo tempo, foi um desafio cantar algo que não foi escrito ou co-escrito por mim e, ainda por cima, cantado originalmente por outra pessoa. Tudo isso sem parecer que eu estava tentando imitar alguém foi difícil. Encontrar o seu próprio jeito de cantar algo assim e encontrar a emoção por trás de tudo isso foi algo novo, são músicas tão bem escritas que uma parte disso aconteceu naturalmente para mim.”

    Stefan Nilsson

    Floor Jansen e Tuomas Holopainen do Nightwish em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Tuomas ficou impressionado com o impacto que Floor teve no último álbum, o primeiro que ela gravou com a banda.

    Stefan Nilsson

    Tuomas Holopainen do Nightwish durante o show em Tóquio. Foto: Stefan Nilsson

    Ter uma nova vocalista durante os ensaios foi algo que realmente abriu os meus olhos para algo completamente novo como compositor e para a banda toda, também, como músicos. Foi algo novo para todos nós. Para mim, pessoalmente, os vocais são o elemento indispensável de qualquer música. Nós meio que compusemos todos os arranjos instrumentais com base nesses vocais e não o contrário. Essa foi uma coisa que mudou todo o processo de composição e o tornou mais interessante. E ver a empolgação e a dedicação dela durante as gravações foi inspirador.”

    O Nightwish é uma das maiores bandas do cenário finlandês do heavy metal, que também conta com grandes nomes como Children of Bodom, Moonsorrow, Amorphis, Stratovarius, Sonata Arctica, Korpiklaani, Battle Beast, Rotten Sound, Apocalyptica, Michael Monroe e muito mais. Como a Finlândia se tornou um país líder mundial em termos de heavy metal?

    Tem algo a ver com a mentalidade comum lá e com um efeito bola de neve, pois as primeiras bandas bem sucecidas foram bandas de metal. Isso meio que estimulou as bandas mais novas a tentarem algo parecido. Esse estilo musical soa como algo muito natural para nós, escandinavos, com toda essa atmosfera sombria e pesada. Quando os finlandeses tentam tocar raggae ou samba, parece que não está certo ou que não soa bem. Acredita-se numa banda quando ela toca algo que parece autêntico.”

    Tuomas diz que a ainda se sente finlandesa ainda que, agora, conte com diversas nacionalidades na banda e trabalhe a nível mundial.

    A banda veio da Finlândia e eu acho que as características típicas do país transparecem nas minhas letras já que eu sou de lá. Não é algo deliberado. Eu nos considero parte da cena finlandesa do metal ainda que sejamos uma banda internacional.”

    Na atual turnê e no álbum mais recente, Kai Hahto (ex-Rotten Sound, Wintersun, Swallow the Sun) foi o baterista das gravações. Se ele, assim como Floor Jansen e Troy Donockley, deixará de ser um músico de gravação para se tornar um membro permanente, isso é algo que ainda não sabemos. “É uma decisão que tomaremos ano que vem,” diz Tuomas. “Ele entrou uma semana antes de começarmos as gravações da bateria. Foi bem inesperado.”

    A vida continuará sendo algo inesperado e agitado para Tuomas Holopainen, Floor Jansen e seus colegas de banda até o show no Loudpark Festival no Japão, em outubro. Só então eles poderão tirar algum tempo para diminuir o ritmo das coisas e pensar no futuro.

     

    Nightwish – band members

    Floor Jansen – lead vocals

    Tuomas Holopainen – keyboards

    Emppu Vuorinen – guitar

    Marco Hietala – bass, vocals

    Troy Donockley – pipes, whistles, guitar

    Kai Hahto – drums

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