A cantora holandesa Floor Jansen, lançou hoje, pela primeira vez, o seu single solo, intitulado de “Fire“. Através da ADA, uma empresa de distribuição dentro da Warner Music Group, do qual fechou contrato.
Seu primeiro álbum solo a ser lançado mundialmente está previsto para o início de 2023.
“Fire is not metal, not pop, but it is ME!”
“Esta música é o lançamento oficial da minha carreira solo e eu estou no FOGO sobre isso! É um grande passo para mim, como cantora e compositora, como musicista. Foi e é um desafio maravilhoso deixar o som e a imagem solo evoluir. Este lançamento é, portanto, especial. Uma primeira introdução à minha música, como Floor Jansen em solo.” Floor
O ano era 2000 e eu tinha apenas 19 anos quando Arjen Anthony Lucassen me pediu para me juntar a ele em seu álbum The Dream Sequencer. Na época, todos no After Forever eram fãs do Ayreon, inclusive eu. Então foi uma honra fazer parte disso. Neste episódio do Music Corner, estou relembrando como foi gravá-lo. Espero que gostem!
Tradução: Head up High, my dear!
Ω
Oi, e bem vindos de volta ao Floor’s Music Corner. Eu realmente gostei de falar sobre as gravações do passado então eu gostaria de voltar no tempo mais uma vez hoje e falar sobre esse álbum do Ayreon.
Essa é a capa do The Dream Sequencer, álbum do Ayreon do ano 2000 e eu vou abri-lo pra que vocês possam ver o encarte. Tá vendo? É lindo, né? (falando com a doguínea).
Eu sinto que agora ele é o adolescente porque eu pareço muito uma adolescente na arte desse encarte e eu estou bem aqui.
Todos no After Forever eram grandes fãs do Ayreon então quando tivemos contato com o próprio Arjen Lucassen e ele me queria no álbum dele foi uma honra muito, muito grande, e foi muito emocionante ir para o seu estúdio e conhecê-lo e depois cantar nessas gravações.
No episódio anterior eu falei um pouco sobre voltar aos velhos tempos quando as coisas eram um pouco diferentes tecnicamente falando, a era pré digital onde você não mandava um MP3 de uma música, não era essa época ainda então toda a comunicação sobre como a música seria era bem diferente.
Eu tenho certeza que eu não tinha ouvido nada antes de gravarmos então eu acho que fui para o estúdio e ouvi tudo lá. Eu não lembro muito porque obviamente foi há muitos anos, esse álbum saiu em 2000, mas eu fui para o estúdio e eu só sabia algumas coisas sobre a música deles, não sabia muito sobre ele (Arjen), como ele era, e ele era muito alto, e muitos de vocês talvez saibam que eu sou uma moça alta com meus 1,83 e bem, Arjen é tipo um cara de 2 metros e alguma coisa, ele é muito alto.
Eu era tão inexperiente pra entrar no estúdio dele com alguém que escreve músicas fantásticas e que tem feito isso por muitos anos, trabalhado com tantos cantores e heróis famosos! Eu ia cantar “My House on Mars” junto com Johan Edlund, cantor da banda Tiamat, então foi super emocionante.
Eu era (e ainda sou) a vocalista principal. Fazer backing vocals e harmonizações era algo que eu não tinha feito ainda, não tinha experiência nenhuma com isso naquele tempo, então eu realmente me lembro que fazer as linhas principais era uma coisa, mas fazer as harmonizações foi bem difícil (assobio). Se você conhece as músicas do Ayreon você sabe que tem muito disso lá além de partes bem desafiadoras pra cantar então eu tive muito trabalho pra conhecer e aprender mas quando eu saí de lá eu estava me sentindo satisfeita pois nós fizemos música juntos. Eu tive que brilhar no que eu podia fazer de melhor naquele momento.
Desde aquela época toda vez que eu volto pro estúdio pra trabalhar com o Ayreon é sempre da mesma forma, ele sabe exatamente como tirar o melhor de você, como te desafiar, como escrever algo que realmente encaixa com a sua voz. Felizmente com o passar dos anos as harmonizações e backing vocals ficaram muito melhores mas eu vou me lembrar para sempre da batalha que foi a gravação do The Dream Sequences, de toda a empolgação e como foi tudo novo pra mim.
Agora temos que aproximar pra mostrar não só essa capa linda mas também a minha foto “de bebê” que está nesse encarte (risos). Deus, foi há muito tempo então eu vou sonhar com esses dias com um bom copo de café, ainda está muito frio aqui na Suécia, a neve ainda está caindo lá fora e nós estamos aproveitando o calor de mais um copo de café e da lareira.
Obrigada mais uma vez por assistirem ao “Floor’s Music Corner” e se vocês ainda não ouviram esse álbum do Ayreon, The Dream Sequencer, vai lá escutar! Tchau =)
“Hoje começamos uma nova série, o “Floor’s Music Corner!” Ao longo dos anos tenho recebido perguntas sobre como eu me lembro de certas músicas, álbuns, perfomances e mais! Nesta série eu vou sentar com vocês e compartilhar algumas dessas inestimáveis histórias com vocês.”
Tradução: Head up High, my dear!
Ω
Hey, Billie, Billie! Hi! C’mon! Huh…
Agradável e quentinho, estava tão frio lá fora! Nós estamos tendo um inverno muito bom na Suécia. Eu estava lá fora com o nosso cachorro e com o Billie e entramos todos gelados, então nós acendemos a lareira e fizemos um café… e eu passei por minhas gravações mais antigas e achei essa demo. É de 1999. Eu acho que eu tinha 17 anos quando a gravamos, então eu pensei que seria legal sentar e falar um pouco sobre essa demo porque parece que foi ontem mas faz um bom tempo. Esse CD na verdade é uma demo, costumávamos fazer cópias físicas e não uma música em MP3 que pode ser ouvida no mundo digital porque não havia um mundo digital então éramos só um bando de adolescentes ensaiando em um espaço no sul da Holanda querendo colocar nossa música pra fora, querendo virar uma banda que produz álbuns e viaja o mundo em turnês, o que fizemos mais tarde, mas tudo isso tinha que começar de algum lugar e começou com essa demo.
Nós mesmos fizemos isso, fomos para um estúdio pequeno, gravamos e nós mesmos imprimimos os “papéis” pra colocar dentro do CD. Dá pra perceber se você olhar bem de perto, os pixels na impressão estão bem grosseiros, não sabíamos muito bem como fazer isso mas ficamos muito orgulhosos de qualquer forma, e tem 4 músicas nessa demo que, obviamente, queríamos vender em alguns dos nossos shows e enviar para gravadoras para conseguir um contrato (o que aconteceu).
Olhar pra essa pequena demo realmente me traz muitas memórias dos dias em que ensaiávamos 2 vezes na semana, tínhamos um velho gravador de fitas no meio do lugar onde ensaiávamos para gravarmos ideias. As vezes era impossível também trazer esse gravador pra casa então tínhamos que lembrar dessas ideias por alguns dias e depois continuávamos trabalhando em cima dessas ideias ou tentávamos continuar alguma coisa em casa, ou ainda levávamos só a fita pra casa (e sim, estou falando de fitas cassetes) sempre procurando encontrar o nosso som. Não haviam muitas bandas com vocalitas femininas ainda e qual o estilo nossa música teria. Pra mim era “Como eu vou cantar, como vou me inserir no meio de todos esses caras”. Sim, nós tínhamos um foco imenso, desde o primeiro momento todos nós queríamos ser uma grande banda então acho que aquele caminho realmente sempre esteve ali e eu acho também que foi necessário para darmos o primeiro passo naquele pequeno espaço de ensaio na Holanda.
Bom, das gravações em si, dessas 4 músicas, eu não tenho quase nenhuma lembrança, muito estranho, eu só me lembro de estar extremamente nervosa, muito insegura. Eu nunca tinha tido uma aula de canto na minha vida e nunca tinha cantado na frente de um microfone num estúdio antes. Eu acho que todos nós tivemos um momento de pressão ali, quero dizer, nós erámos só um bando de crianças sem dinheiro e “tempo é dinheiro” então tudo tinha que ser feito rápido. É isso que me lembro das gravações e também o pouco que entendíamos pra saber se “isso ficou bom ou não? O som está bom ou não?”. Eu tenho certeza de que tínhamos muito mais ambições do que poderíamos pagar mas isso tudo está pra sempre aqui, sabe, isso é lindo!
Nós não tínhamos dinheiro pra ter uma arte de capa adequada e então imprimimos esses papeis e todo o resto e quando eu abri esse CD no ano passado é claro que também não tinha dinheiro para imprimir e parecer um CD real então só gravamos a música no CD mesmo mas nós deixamos lá dentro uma folha com as letras e as informações de nosso contato na parte de trás: um endereço, um telefone, um e-mail e a primeira ideia de uma rede social que tivemos no My Page.
É fantástico voltar no tempo e perceber como nós nos acostumamos a ter redes sociais e ter a possibilidade de gravar coisas pelo celular, criar artes, você pode tirar fotos com ele e editar, criar sua arte com ele, então essa demo é realmente de um tempo muito diferente e isso faz com que ela seja extremamente especial de apreciar.
Muito obrigada por me assistir falando sobre música, eu adorei e adoraria fazer isso de novo falando sobre algum outro álbum, espero que você se junte a mim! Só quero mencionar que se você ficou interessado em comprar essa demo, ela não está disponível e é o que dá o charme disso tudo, é como um sopro do passado que pertence àquele tempo. Não está à venda até onde eu sei, talvez se encontre algumas joias raras dessa na internet. Ah, e claro, o telefone nesse encarte não funciona mais.
Depois de um ano de restrições e quarentena, A Floor se transformou em uma máquina de matar pronta para conquistar o mundo e trazer mais Fan Fridays e música! Divirtam-se!
Ω
#11 Kill Bill: Vol. 11
Muito bem, é sexta-feira novamente e vocês sabem que horas são: é hora da Fan Friday.
Se eu perguntar aqui, serei respondido? Floor: Sim.
Pergunta para a próxima sexta para a Floor: “qual música você nunca fará cover e por quê?” Floor: Eu provavelmente nunca vou fazer um cover de “Boom boom boom” dos Venga Boys porque minha filha adora, por algum motivo, e é excruciantemente horrível. Desculpa, Venga Boys, mas… jamais.
Bom, minha pergunta para a próxima semana é: estou muito curiosa sobre qual língua você fala com o seu marido e filha. Inglês, sueco, holandês? A Freja é bilíngue? E saudações da Polônia, espero vê-la no show do Nightwish em novembro <3 Floor: Saudações de volta da holandesa na Suécia, falando com você em inglês! Uh, em casa nós falamos sueco e com a minha filha eu falo o máximo de holandês que eu puder para mantê-la bilíngue, pelo menos em holandês e sueco, então isso seria algo para alcançarmos.
Qual foi o seu encontro favorito com a vida selvagem? Floor: Na verdade foi no México. À noite, uma tartaruga gigantesca veio até a praia para botar seus ovos e, de uma distância segura, pude assistir e eu a vi voltar para o oceano e aquilo foi realmente incrível. Toca no seu interior.
Amo a música Strong… Como está sua querida mãe? Floor: Obrigada, ela está muito bem. Hm, a doença que a incomoda continua incomodando, mas felizmente ela continua aquela mulher forte sobre quem eu escrevi aquela música e, bem, ela está lutando.
Questão para Fan Friday: qual música do Nightwish foi mais desafiadora de cantar? Por quê? Floor: Acho que Ever Dream continua sendo o maior desafio porque é bem intensa. Ela foi composta para uma voz mais operística e eu canto com o máximo da minha voz e é bem alta, eu não quero soar muito estridente, então para conseguir o equilíbrio entre a energia e o som corretos, é muito, muito desafiador.
Amo esses videos, eles melhoram meu humor toda sexta-feira! Porém, o que aconteceu com Storytime Saturday? Floor: Bem, estamos trabalhando em uma boa história. Também fomos atingidos pela pandemia e, na verdade, não havia muito para contar, exceto pelas mesmas coisas que já estávamos meio que contando, que são adoráveis para nós mas chatas para vocês. Então estamos trabalhando em uma, por isso fiquem ligados!
Uma pergunta… qual parte do dia você mais gosta… manhã, tarde ou noite? Floor: Oh, acho que não tenho uma favorita. Eu sou uma pessoa matinal, mas isso não significa que eu sempre goste de acordar às sete, porque ou nosso cachorro ou nossa filha estão acordados, então é… adoro as noites também, apenas relaxando. Eu amo descansar, mas terei que me preparar para a turnê e me tornar uma pessoa noturna novamente. À tarde apenas faço as coisas… acho que eu não tenho uma preferência.
Você está ciente do quão preciosa você é nesse mundo? Floor: (Risos) Obrigada! Bom, eu me sinto tão brilhante, mas isso também é por causa de todo amor que estou recebendo de volta.
Pergunta engraçada: eu notei os decks de skate na parede do seu estúdio! Eles são seus? Se não, seu marido ou filha andam (de skate)? Se cuidem e se protejam! Felicidades! Floor: Bom, não, eu não ando de skate, não há esperanças para mim, mas meu marido costumava andar bastante. Agora nem tanto, mas talvez ele esteja transmitindo o amor por eles para nossa filha, que está sempre pulando pra lá e pra cá do seu jeito bonitinho, mas… é, nunca se sabe.
Você em algum momento veste as roupas de curo do Wacken, pega uma espada e aterroriza o vilarejo mais próximo??? Floor: Com certeza, eu só uso minha katana (espada japonesa).
#12 Grunting Like An Animal
Yours Is An Empty Growl! A Fan friday desta semana aborda alguns novos tópicos. Falamos das minhas bandas favoridas quando eu era mais jovem, glam metal, culinária e muito mais!
Ω
De volta a Fanfriday, já é sexta, sente, aproveite e deixei o final de semana começar.
Uma pergunta, deusa… Como é viajar pelo Biofrost entre Asgard e a Terra? Floor: Foi um pouco friozinho no inicio, mas já que eu sou imortal eu não ligo de verdade, eu estava acompanhada por alguns dragões que infelizmente não se dão bem na Terra… Mas eu volto as vezes para ver como que as coisas estão e pra sentir o meu lado deusa lá em cima… Sim… É o que deusas fazem.
Quais eram suas bandas favoritas enquanto adolescente? Floor: Pantera.
Qual a sua opinião sobre o glam metal dos anos 80? Floor: Eu sinto muito que eu não vivi isso, eu posso imaginar essa versão adolescente de mim mesma olhando para todos aqueles homens naquelas calças! Era tão lindo! Sem mencionar o cabelo!
Qual a melhor dieta quando se trata de cantar ao vivo? Floor: Ahm… Você precisa de uma quantidade saudável de vinho vermelho, isso é muito importante, precisa ser dosado na quantidade certa e no momento certo – obviamente não logo antes do show ou de cantar, mas é bom para a mente e para a alma, e “uma taça por dia evita uma visita ao médico” – isso é o que eu pesquisei e eu tenho certeza que é verdade, além disso, uma dieta saudável e um bom sono, exercícios e comidas saudáveis: o que é muito entediante, mas é vital!
Eu tenho uma pergunta pra você, Floor: Quem é a pessoa que mais cozinha na sua casa? Floor: Essa é a nossa filha, pelo menos na mente dela! Ela é muito apaixonada sobre comida e prepará-la, e isso acontece porque meu marido Hannes a envolve na cozinha, e a deixa comer e experimentar as coisas, e mexer panelas, e agora que ela está ficando um pouquinho mais velha – digo, ela tem apenas 4 anos, mas ainda assim ela começou a ter mais coordenação física para fazer as coisas, então é fantástico ver e fazer parte disso… Em geral, é o Hannes que faz mais as comidas, com paixão! Eu só faço a comida para comer.
Quando você vai cantar uma faixa do James Bond para você finalmente poder ganhar um Oscar? Floor: Né???
Você curte fazer turnê nos EUA? Floor: Sim, claro que gosto! O país é magnifico, e ver todos os estados diferentes e conhecer tantas pessoas diferentes, meu estado favorito deve ser o Texas, eu amo as botas, a cultura, a comida e sim, é algo especial! Todos nós consideramos a sociedade ocidental como Europa e os EUA, mas há o mesmo tanto de diferenças para coisas que nós temos em comum, e eu sempre fico fascinada em ver isso, e apontar as coisas que temos e não temos em comum. É legal.
Quão profundo é o seu… gutural? Floor: Meu gutural? É um pouco feminino, ele é mais ou menos assim:
#13 My Thoughts on Dio e Black Sabbath
Ω
Olá e bem vindos de volta ao Fan Friday. Espero que vocês tenham tido uma boa semana e que tenham um ótimo final de semana, mas primeiro aproveitem outro Fan Friday.
Algo que você aprendeu com o Marko? Floor: Uma das primeiras coisas que ele me ensinou foi como manter meu cabelo em forma durante uma turnê, isso foi em 2002 quando nós fizemos uma turnê juntos, e eu me perguntava “como que ele conseguia fazer isso” e muitas outras coisas pequenas que eu aprendi ao longo do caminho com ele… Eu vou sentir falta dele!
Que tipo de sela você usa? Floor: Eu tenho duas selas diferentes: uma é para pulo e a outra é a de adestramento. E se você me perguntar os nomes e os tipos dela eu nunca vou saber! Me desculpe! Mas é legal variar as selas e os estilos de montaria.
O que é um… tacocat? Floor: Um tacocat?
Pergunta: Oi Floor! Você e sua mãe se parecem bastante. Voces são da mesma família? Floor: Sim [risos]
Oi Floor! Eu estou curioso pra saber se você já jogou ou se você joga World of Warcraft? Floor: FOR THE HORDE!
É verdade o que dizem? Que você pode abastecer todos os Países Baixos com uma girada do seu bate-cabeça? Floor: [Risos] – Há apenas 18 milhões de pessoas nos Países Baixos, então, sim! Eu só bato a minha cabeça e está pronto! É como mágica.
Aqui está a minha pergunta: Entiendes lo que disse aqui? Floor: Si, por supuesto!
Hey Floor, você lê esses comentários? Floor: Claro! Como mais eu poderia estar respondendo as suas perguntas?
Qual era a sua estória favorita ou conto de fadas favorito quando você era criança? Floor: Tinha tantos! Havia um livro chamado -algumacoisaemholandes- que era um livro holandês que tomou conta de todas as minhas fantasias e imaginações. Esse era meu favorito!
Floor nós precisamos revisitar a pergunta sobre o Black Sabbath… Quando você disse que nunca curtiu os vocais, isso também inclui o DIO? Floor: [Risos] Eu realmente gosto do DIO, digo, como que você pode não gostar? Como qualquer vocalista, ou não vocalista, aquele homem tinha algo extraordinário. Claro! Eu acho que eu gostaria dele muito mais fazendo as outras coisas, então isso ainda não me torna uma fan de Black Sabbath.
Obrigada por esses vídeos. É um jeito muito agradável e doce de fechar a semana. Qual a coisa mais surpreendente que você aprendeu sendo mãe? Floor: Uma das coisas mais surpreendentes que aparece imediatamente na minha cabeça é que eu achei que sabia que seria cansativo, por ser um artista que faz turnê – que passa por diferentes fuso-horarios, que fica com jetlag e que trabalha muito – mas especialmente nos primeiros meses de maternidade, há um novo nível de fatiga que você passa a conhecer. O mesmo serve para a paciência, que é algo muito melhor de se dizer, eu acho. Ninguem vai te dizer que eu sou a pessoa mais paciente no mundo, mas quando se trata da minha filha, eu tenho muito mais paciência que eu jamais tive. Então essa são as coisas que eu aprendi, e o clichê que é verdade: se você acha que sabe o que é amor, você ganha um novo upgrade quando você se torna um pai.
Bem galera, é isso por essa semana. Obrigada por assistirem, espero que vocês tenham tido uma ótima semana e que vocês tenham um ótimo final de semana, nós nos veremos para outra Fan Friday na semana que vem. Tchau!
#14 Going Out with Nightwish
Espero que vocês tenham tido um bom final de semana. Sim, de fato hoje é sexta-feira, quase final de semana. Mas, primeiro, fan friday.
Sim! Floor falando espanhol! Minha pergunta é: a Freja escuta músicas do Nightwish e Sabaton? Floor: Sim, ela ouve. Ela tem ouvido mais coisas de criança no momento, mas ela consegue ouvir bastante de Sabaton e Nightwish também.
Vossa majestade, como é ser chamada de Deusa Valquíria pelo mundo todo? Floor: Hahaha, é meu nome por direito.
Se você pudesse escolher uma música para ouvir para o resto da vida, qual seria? Floor: Uma música só? Acho que seria “The Sound of Silence”.
Qual música do Human:||: Nature você esta mais ansiosa para cantar ao vivo? Floor: Tribal. Eu estou muito ansiosa por ela. Quero ver todo mundo fazendo a dança do esqueleto.
Sobre o aprendizado do seu trabalho, quais momentos você consegue apreciar hoje, sendo uma vocalista madura? Floor: Acho que quando o assunto é sobre aprender algo, você precisa saber como fazia algo antes de aprender e entender que é errado e ssguir para o próximo degrau. E existe uma área no meio disso que às vezes te leva a fazer como você fazia antes. E raramente te faz sentir como realmente deveria ser, ou soar. E nesse processo eu aprendi a ter essa consciência, o que, ainda hoje na minha profissao ainda me ajuda a estudar os meus vocais, caso alguma coisa não saia do jeito que eu quero, eu consigo olhar de volta para esses degraus e melhorar.
Oi, Floor. Fora o anúncio oficial, houve algum momento no qual você parou e pensou ‘eu agora sou a vocalista do Nightwish e não a garota nova que está substituindo a vocal na turnê, sou realmente parte da banda e é assim que os fãs me veem?’ Floor: Eu não consigo dizer que houve um momento específico, porque foi um processo gradual. E houve também a parte de “saber” e “querer”. Saber que eu não estava na banda ainda e querer estar, porque era ótimo. Eu me senti parte do grupo muito, muito rápido. Na verdade, logo depois de uns dias tivemos um dia de folga, quer dizer, não foi uma folga, tivemos um show mais cedo em New Orleans. Fomos a um bar, saímos juntos e foi a primeira vez que fizemos isso sendo o grupo que nos tornamos e isso foi como “estar em casa”, para todos. E isso foi tão no começo do processo, na verdade cedo até demais para dizer qualquer coisa, ou se eu seria a nova garota na banda ou não. Mas foi muito legal!
Se morrermos na roda punk, você nos levará para Vahalla? Floor: Sim, eu voarei e te levarei para lá, prometo.
O que você acha de Meshuggah? Interessante. Olá da Russia. Floor: Acho bem tático e aprecio suas habilidades. Mas é um pouco demais para mim, haha
Oi, Floor. Quando você vai tocar a bateria que está aí atrás de você pra gente ver? Floor: Se você quiser ouvir o som de um saco de batata rolando escada abaixo, seria mais ou menos isso.
Poderia compartilhar um segredo sobre seu cabelo? Floor: Meu cabelo… eu escovo, e lavo…e é basicamente o que eu faço com ele. Mas realmente não faço muito com meu cabelo. De vez em quando eu pinto ele, mas eu gosto da minha cor natural. E tenho ganhado alguns cabelos brancos também, e eu gosto.
Bom, pessoal, é isso por essa sexta, obrigado por assistir. Eu espero que tenham tido uma boa semana e que tenham um final de semana ainda melhor. Vejo vocês semana que vem, tchau!
#15 FLOORIDA
Ω
Outro Fan Friday, outro final de semana feliz chegando! E também com uma nova abertura. 😉
Espero que vocês gostem deste episódio! Fizemos algumas piadas, mas também algumas questões mais sérias. Vocês sabem o que fazer. Quer que sua pergunta apareça durante o episódio, comente abaixo. ❤
Eu não deveria estar fazendo isso, mas ainda é uma fan-Friday!
Hey Floor! Como está Nala? Floor: Nala está ótima! Na verdade, ela reaprendeu a sentar no meu colo há algumas semanas e agora todos os dias ela entra em casa e olha pra mim “Olá? Voce poderia sentar?”. Sorte a dela que por conta da cirurgia, eu preciso estar sentada e ela alegremente tira vantagem da situação.
Hey Floor, é verdade que você trocou a cerveja do Emppu por suco de maçã? Floor: [risos] Não, eu não ousaria fazer isso. Não, você não pode tocar na cerveja dele, é como se fosse sagrada! Não toque a cerveja.
Você ainda acha que “uma taça de vinho ajuda a manter o médico à distancia”? Floor: Sim, eu aparentemente não bebi o suficiente! É bem um mistério como que você cria 15 pedras… como eu fiz na minha vesícula – que eu removi. Mas daqui pra frente eu vou me manter nesse mantra, eu prometo.
Agradecimentos especiais para: Fenrir, Zeus, Jumjum, Tacos, Black Sabbath.
Eu achei que seu estado favorito fosse a Floorida… Pode deixar que eu me retiro sozinho. Floor: [RISOS]
Qual é o objeto que você simplesmente não pode deixar de ter no seu camarim durante uma turnê? Floor: Preferivelmente uma janela com visão para fora… [risos] que você possa abrir e respirar um ar novo. Além disso, pra te dizer a verdade, o meu celular!
Qual a primeira coisa a se saber ou aprender se uma mulher quiser cantar metal? Floor: Homens ou mulheres, isso não importa contanto que você goste de metal… As diferenças nos dois só se mantém viva se você ficar dando ênfase a isso. Se você simplesmente ignorar isso e pensar “eu gosto desse tipo de mental então eu vou experimentar” – é assim que você começa. Ninguem começa sendo incrível. Todos precisamos aprender em pequenos passos – como eu aprendi… É só ir lá e fazer! E eu entendo que é um grande passo, mas também é o que você precisa dar se você quiser saber se o metal é pra você!
À qual país você ainda não foi que você gostaria de visitar em uma turnê ou uma viagem? Floor: Eu quase nunca estive na África. E isso é algo que eu adoraria viver algum dia.
Se você estivesse nas baterias e o Kai tivesse que cantar seu set, quanto porcento de desconto seria justo em relação ao preço original do ingresso? Floor: Bem, Kai é um ótimo cantor mas as minhas habilidades na bateria… Talvez 10%? 5%? 2?
Vikings ou Game of Thrones? Floor: Game of Thrones… esse é o que tem os dragões, certo? Mentira, eu sei as séries agora… (risos)
Isso é tudo por hoje, muito obrigado – eu bati palma, algo que eu não deveria fazer – tenha um ótimo final de semana e obrigado por assistir. Te vejo na semana que vem, tchau!
Simone Simons do Epica se junta a mim no Floor Finds, no Dia Internacional da Mulher para falar sobre como é ser uma mulher no mundo do metal. O mundo mudou muito nos últimos 20 anos e ser vocalista de uma banda de metal certamente é desafiador. Compartilhamos nossas experiências e sintam-se à vontade para compartilhar a de vocês nos comentários!
Como é Dia Internacional da Mulher, gostaríamos de falar sobre alguns temas e estigmas que nem sempre são discutidos.
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Bem-vinda, Simone
Floor: Acho que estamos online. Bem-vinda ao Floor Finds, como você está? Simone: Olá, Floor. Estou bem, como você está?
Floor: Tudo indo bem. Está um dia ensolarado aqui na Suécia, está 4 graus positivos, então não está tão quente, mas é maravilhoso ver o sol. Faz com que eu queira ir lá fora um pouquinho além dos limites do jardim, mas, saudável e bem. Está fazendo sol na Alemanha também? Simone: Não, na verdade não. Está bem sombrio aqui, bem a cara da “lenda do cavaleiro sem cabeça”, na verdade está oscilando. Num dia o tempo estava 18 graus e meu filho Vincent estava sentado na varanda com suas roupas de banho e agora temos que ir lá fora vestindo jaqueta enormes de inverno novamente. Mas estamos saudáveis e bem, e isso é o mais importante.
Floor: Sim, isso é muito, muito bom de ouvir.
Novo álbum do Epica
Floor: Vocês acabaram de lançar um álbum, certo? Simone: Correto! Meu Deus, oitavo álbum, e foi lançado uns dois dias depois do seu aniversário, já que é dia 23… ou 22… ?
Floor: Dia 21! Simone: Sim, dia 21! Tive que voltar um dia, 21 de fevereiro, sim. (risos) Sim, então o álbum foi lançado e estou muito animada e achando um pouco estranho ao mesmo tempo, nesse lançamento de álbum na pandemia, sem poder fazer turnê, você sabe como funciona, infelizmente. Mas o feedback tem sido fantástico e estamos levando um dia de cada vez, acho.
Floor: É verdade, temos que levar um dia de cada vez.
Sobre ser uma mulher no metal nos últimos 20 anos
Floor: Hoje é o dia internacional da mulher e, claro, nós duas somos mulheres num mundo de homens, como sempre dizem. Já estamos na cena por uns bons anos, e eu gostaria de saber como é para você ser uma mulher no mundo do metal e se você sente que alguma coisa mudou entre o agora e como tudo era há 15, 20 anos atrás. Simone: É de fato um longo tempo, e eu já me acostumei a estar entre homens, por mais da metade da minha vida e acho que levou um tempo para me acostumar a maneira com que eles se comunicam e como eu me comunico, como meu cérebro funciona enquanto mulher e como o cérebro deles funciona, que já ocasionou discussões desnecessárias ou desentendimentos. Mas eu cresci com muitos rapazes e meus companheiros de banda me caçoam, dizem que eu sou pior do que eles quando o assunto é piadas sujas, sabe. Meu senso de humor, sabe… eu não tenho medo de me posicionar. Eu não me sinto como minoria, mas eu gosto que, quando estamos em turnê e há outras mulheres na estrada porque há algumas coisas que você não consegue compartilhar com os homens ou falar com eles, já que você é a única mulher na banda. Você não tem como perguntar se seus amigos podem lhe emprestar um absorvente ou algo assim. Alguns até vão fazer compras comigo, mas geralmente é algo que faço sozinha a maior parte do tempo. Eu tenho muitos irmãos e eu prefiro assim, sinceramente. Acho que se eu tivesse apenas mulheres a minha volta eu ia pirar. Eu acho que me acostumei tanto a estar perto de homens que eu me sinto de fato segura com a banda, a equipe e com todos trabalhando junto conosco. Há muito respeito e eu tenho pouquíssimas experiências negativas e, as que eu tenho não são relacionadas ao meu ambiente diretamente. Na verdade elas são mais em relação a fãs, eu diria. Floor: Isso é maravilhoso, e eu acho que poder falar o que você pensa é um fator importante para manter a comunicação funcionando. Acho que essa é a chave, independente do gênero, é importante você poder manter a comunicação aberta e direcionar coisas, seja relacionado à diferenças entre homens e mulheres ou até mesmo qualquer outro assunto.
Se defendendo
Floor: Mas você nunca se sente como se estivesse ameaçada pela presença de homens, ou que eles lhe vissem como um acessório ou um membro efetivo, que não fosse igual em importância, ou que estivesse lá mais para o entretenimento deles, mas não, eu sou uma musicista também, exatamente como você? Você já teve alguma experiência assim? Simone: Não com os meus amigos de banda, mas talvez respostas vindas do público, ao gritar sobre as partes do meu corpo, por exemplo, eu não levo isso tão a sério, afinal a maioria dessas pessoas está bêbada, mesmo. Isso não me atinge. Certa vez tive a experiência de um fã subir ao palco e me dar um tapa na bunda e eu me virei e quase bati na cara dele porque aquilo foi tão desrespeitoso, mas ele viu o meu olhar e acho que ele quase se cagou nas calças depois daquilo. Isso é algo inadmissível para mim, obviamente. Pouquíssimas pessoas têm permissão para fazer isso (risos). Mas a experiência de ser um vocalista, independentemente de ser um homem ou uma mulher, mas você é o vocal da banda, todos querem sua atenção, todos querem chegar perto de você, querem ver se você é real, tocar você, beijar, abraçar, e eu sou muito verbal, se eu não gosto de algo eu vou falar isso. Quer dizer, é meu direito me defender, se é que posso falar assim. Mas não com meus amigos de banda, mas a bolha na qual você vive que às vezes é desrespeitada. Talvez não intencionalmente. Você já passou por isso também, acho.
Floor: Sim, eu reconheço o que você está dizendo.
Espaço pessoal invadido
Floor: E acho que isso acontece independentemente de você ser um homem ou uma mulher, mas você não quer a sua privacidade invadida.” Esse aqui é o meu espaço, aquele o seu.” Eu sinto isso de maneira muito forte, também. Eu sou muito alta e isso me ajuda a me impor, literalmente, o que é bom porque posso espairecer minha cabeça, mas todos estão literalmente aqui, e se as pessoas chegam muito perto eu entendo como invasivo também, mas também acho que isso é algo cultural. Eu já notei que em partes diferentes do mundo as pessoas veem os espaços e bolhas pessoais de maneiras diferentes. Mas certamente nós, mulheres, ganhamos um pouco mais de atenção, especialmente sobre encontrar com fãs.
Conselho para as novas gerações
Floor: Se pensarmos na nova geração, que está começando agora, nas meninas que estão começando agora e querendo participar no mundo do metal, há alguma recomendação que você possa dar? Simone: Eu só posso dizer que acreditem em si mesmas e tracem seus objetivos. Não se distraiam pelas opiniões das pessoas, ouça o que sua intuição diz. Eu sou uma pessoa que, se for para magoar as pessoas com as palavras, eu escolho não o fazer, para não ofender ou magoar as pessoas. E no final você é que se sente machucado, então você realmente tem que se impor, falar o que pensa e deixar para lá. Porque se você não defender a si mesmo, seus objetivos e necessidades, quem vai? Você tem que ser forte, como se diz, você tem que pisar firme. Você tem que saber o que você quer, manter seus objetivos, não se distrair com os dois porcento que discordam de você, focar no positivo e manter seu objetivo em mente. Saiba que vai haver esforço, que não vai ser uma linha reta até o seu objetivo, mas isso é a vida, no geral. Tente permanecer forte mental e fisicamente e vá em frente.
Floor: Eu concordo plenamente. Acho que o foco em ser diferente não ajuda tanto. Sim, eu sou uma mulher, mas sempre me senti como se fosse um dos caras, com todas as diferenças óbvias. E ao enfatizar as diferenças você superdimensiona as questões, mas deve abraçá-las, e dizer “sim, eu também posso dizer isso”. E há coisas que você não consegue fazer com os outros homens, então não faça. Mas vai haver alguém com quem você pode fazê-las, então as vezes essa situação te isola um pouco, mas se esse é o preço por fazer o que fazemos, eu pessoalmente acho isso ok e eu também não me daria bem num ambiente somente feminino, eu reconheço isso (risos). E acho que, seja um rapaz ou uma garota jovem começando no metal, tentando por o pé na porta, faça! É uma questão de puro foco.
Como o mundo do metal mudou
Floor: Eu acho que hoje é mais fácil começar do que era talvez há 20 anos atrás, já que não é uma novidade. É claro que nos anos 80 tivemos mulheres poderosas, pavimentando o caminho para nós, mas nos anos 90 ainda era muito novo dizer que se era uma cantora na cena do metal. Mas o sentimento mudou agora, que é muito mais aceito e, claro, os 2% na platéia vão reagir falando das partes do seu corpo ou que você está lá para seu entretenimento pessoal, sim, isso é uma perda para eles e se você ousar falar o que pensa, e se impor, acho que o metal pode ser uma das cenas mais fantásticas para você estar, se comparado à musica, pop, rap, há muitos estilos diferentes e tantas pessoas diferentes. Eu acho a sociedade do metal uma sociedade muito agradável e, claro, sempre há maçãs podres, mas o cenário é muito bom e, se comparado à outas cenas ou até a outas partes do mundo, se você pensar em igualdade e onde o dia das mulheres significa representar igualdade para mulheres em todo o lugar, nós podemos perceber que progredimos bastante. Eu gostaria de poder entrevistar uma mulher na Índia e ter o mesmo tipo de conversa, mas acho que não até daqui a alguns anos. Então, tomara que possamos logo mais. Simone: Sim, acho que temos sorte que ambas viemos da Holanda, um país muito liberal onde mulheres têm direitos iguais aos dos homens ou onde os homens tem direitos iguais aos das mulheres- vamos colocar assim, ao contrário. No cenário musical, o cenário do metal não é um ambiente hostil, eu me sinto segura na comunidade do metal. Há muita incompreensão quanto aos metaleiros, no geral, eu acho que eles são os maiores amantes da natureza e pessoas com níveis altos de educação.
Julgadas pela aparência
Simone: O que vemos, na indústria cinematográfica, é que mulheres que são tão boas e populares quanto os homens, recebem bem menos dinheiro. Eu, por sorte, não tenho nenhuma experiência do tipo, mas uma parte difícil em ser mulher é que somos muito julgadas por nossa aparência, do que os homens. Eles envelhecem, criam rugas, cabelos brancos, e estão envelhecendo, o que é ótimo. Estamos envelhecendo também, eu não tenho mais 17 anos, mas as pessoas gostam de focar no fato de que deveria dormir no freezer e não envelhecer. É um processo natural, mas não para as mulheres. Nós não podemos, supostamente, desenvolver com o passar do tempo e permanecer na nossa versão de 17 anos para sempre. Floor: É verdade. Isso é um estigma do qual seria maravilhoso se ver livre. Eu acabei de fazer 40 anos e eu certamente tenho rugas e alguns cabelos brancos que eu, na verdade, adoro.
Simone: Eu tenho alguns também, sim! (risos) É o corona! Floor: E eu realmente gosto de ver fotos de outras mulheres, ou filmes também, que enfatizam o envelhecimento natural das mulheres, que são sempre glorificadas por serem muito bonitas aos 50, mas parecendo que tem 30. Eles dizem “nossa, olha como elas estão envelhecendo naturalmente”. E ela é uma das poucas sortudas, provavelmente teve sorte com seus genes, mas a maioria de nós tem rugas e tem um formato de corpo diferente e tudo deveria estar bem, também. Esse é definitivamente um estigma horroroso que eu sinto também, às vezes, quando ponho minha maquiagem, olho meu rosto e percebo que não consigo esconder essas marcar mais (risos), com nenhum tipo de maquiagem. Mas está tudo bem, de fato. Eu tenho vivido e chorado e utilizado minha face em todos os tipos de expressões. E isso é um tipo de aceitação porque eu não estou imune a pensar sobre a possibilidade do uso do botox, ou que tal um filtro extra nas minhas fotos? E aí eu penso, não, não, já é demais. Eu estou assim e se você me encontrar você vai ver. E se você me ver no palco vai perceber que eu estou distante, mas ainda assim a minha aparência está lá e eu não tenho 17 anos. Eu estou melhor, tenho 40 e tenho a experiência de 40 anos de vida. Eu acho que isso é super legal e eu estou feliz por não ser mais uma adolescente.
Simone: É muito triste quando você lembra de que adolescentes não se veem como hoje nós, mulheres maduras os vemos. Olhamos para eles e dizemos que eles são lindos, mas eles são os mais inseguros e não conseguem aproveitar ao máximo. Floor: Verdade.
Simone: E eu acho que as rugas, o cabelo branco, nada disso é importante se você está confortável na sua pele, se você está feliz. Seus olhos vão falar e existe essa energia em você, ou seja, não importa se você tem algumas rugas pois, quem quer ter uma face perfeita e congelada? Esse é o atual perigo com tantos filtros de instagram. Mulheres jovens e bonitas estão mudando sua aparência para se igualar a filtros não realistas. Já falei sobre isso no instagram também, que eu discordo totalmente disso. Como você disse, não sou mais uma adolescente e esse mundo natural perfeito que muitos se esforçam para atingir simplesmente não existe. E eu tenho um filho, você tem uma filha, e cabe a nós protegermos nossos filhos e prepará-los para o mundo digital não-real. Que eles têm que tomar cuidado com garotos e garotas que estão menos suscetíveis a isso. E isso pode ter um impacto negativo numa geração feminina mais nova. Eu só queria dizer a todas as mulheres que elas são lindas e que amor próprio e auto aceitação são importantes. É aí que tudo começa. Floor: Absolutamente!
Limites de gênero
Simone: Você tem uma filhinha. Ela é bem mais nova que o Vincent, ele já está vendo algumas coisas na internet, mas você é uma pessoa pública, está online, e você tem as ferramentas e o poder de guiá-la e protege-la também. Floor: Eu espero que isso seja algo ingênuo para se pensar, mas eu espero que o que chamamos de “redes sociais”, seja de fato uma rede social, da maneira que somos sociáveis na vida real, que possamos ser sociáveis na internet, também, de forma igualitária, igualmente respeitosos, já que certos tipos de comportamentos são absolutamente impossíveis, e que eles sejam parados. Há leis, regulamentações, e possibilidades para que isso pare bem antes que fuja do controle. E eu posso ver que isso está acontecendo numa velocidade boa. E acho que meninos e meninas têm sido receptivos quanto ao que eles veem online. E o estigma quanto ao que meninos deveriam gostar e ao que meninas deveriam gostar, como eles deveriam ser. Há a cultura do “macho” para garotos, e o estigma “patricinha” para as meninas. E a rede social, com todos os seus poderes e possibilidades, deveria abrir um mundo, ao invés de enfatizar estigmas, dizendo “bem, você é um menino e se quiser ser um enfermeiro, tudo bem, não há nada de menos masculino nisso”. E se você quiser ser uma motorista de caminhão- estou pegando dois extremos de profissões que seriam diretamente masculinas ou femininas- não há nada que vá te fazer menos mulher. Eu diria que a Alemanha, a Holanda e até a Suécia, são países onde essas limitações estão aos poucos desaparecendo. Mas é um processo devagar e você ainda vê, se for à uma loja, que há o departamento unissex. E, recentemente encontrei uma mãe que disse que, na verdade, o departamento unissex parece um departamento masculino, pois se eu puser uma roupinha unissex no meu bebê, todos instantaneamente pensam que é um menino. E se você não puser rosa numa menina, ninguém saberá que é uma menina. Então, aparentemente, ainda em 2021, infelizmente ainda deixamos claro que azul é para meninos e rosa é para meninas e isso ainda acontece, pensamos que esse estigma não exista, mas ainda somos criados com ele. E eu espero que um dia a rede social ajude a expandir os horizontes, para que as pessoas expandam sua visão sobre o que é ser um homem ou uma mulher. Mas voltando ao nosso mundo e comparando ele no passado e agora, suas aceitações e menos ênfase em como estamos diferentes, mas também somos um pouco dos rapazes, eles são um pouco de nós e acho que isso é uma forma maravilhosa de olhar para igualdade. A aceitação de diferenças e eu espero que minha filha nunca sinta que é algo menos, ou diferente por ser uma mulher e vejo que aqui na Suécia isso funciona muito, muito bem. E eu espero que quando ela possa estar online sem a minha supervisão, que ela não encontre nenhum horror. Mas por mais que nós mães queiramos, nós nem sempre podemos protege-los de tudo (risos de nervoso). Eu ainda não estou preparada para abrir mão de certos controles, mas é justamente por isso que a rede social deveria se tornar realmente sociável.
Apoiando à todos
Simone: Sim, definitivamente. Temos uma plataforma enorme para nos comunicarmos. E, claro, parte disso é usado para promover a banda, mas podemos também estar mais abertos a esforços que podemos fazer para que esse espaço se torne mais bem relacionável para outras pessoas, e entender essas pessoas, apoiá-las. Eu sou muito ativa nas redes sociais, mas claro que eu compartilho apenas uma fração da minha vida real, para proteger minha privacidade, meu filho. Mas acho que, claro, podemos ajudar um pouco, ou que eu mesmo possa ajudar um pouco mais, também, e tentar ser um modelo a ser seguido, embora sejamos apenas seres humanos, que temos falhas. O que é bom e acho que deveríamos estar abertos e mostrar nossas falhas também ou estar abertos a elas. Mas definitivamente há coisas que podem ser mudadas, quando se fala sobre o dia da mulher e desigualdade, mas eu mesma, na cena do metal tenho pouquíssimas experiências negativas, mas não sei sobre outras colegas. Já ouvi algumas histórias e me considero sortuda, pois encontrei um ou outro cara não muito legal, no mundo das produções e promoções, sabemos porque nós dois conhecemos ele. No geral, acho, talvez por causa do Status, ao ser a cantora de uma banda, as pessoas te ameaçam provavelmente menos, ou te colocam numa posição desconfortável, mas nunca tive medo de falar ou, sabe, “Woman up”, não quero dizer “Man up”, ou seja, falo o que penso. Eu posso parecer bonitinha e inocente, mas eu consigo me impor. E eu encorajo outras mulheres a fazer o mesmo. Não mecha com os músculos aqui. Floor: Exatamente! O mesmo aqui. (risos) Mas é uma coisa boa e eu espero que possamos inspirar a todos que estejam ouvindo a mim, a você, a nós hoje. Eu gostaria de agradecer a você por por participar do Floor Finds, e eu desejo a você e a todos um feliz dia internacional da mulher. E espero que todos na sua família estejam seguros, saudáveis, e será maravilhoso se pudermos nos encontrar novamente em algum lugar na estrada muito em breve.
Simone: Obrigada, foi ótimo. Podemos beber um chá logo mais em algum lugar na grã-bretanha comendo um pedaço de bolo. (risos) Floor: Exatamente. Simone: Como anos atrás. Floor: Sim, muitos muitos anos atrás. Muito obrigada, Simone. Adorei te ver. Simone: Obrigada!
Rostos bem conhecidos por cada um de nós: Marcela Bovio, (ex-Stream of Passion, MaYaN, Ayreon), Ruben Wijga (ex-ReVamp, BlackBriar) e Jord Otto (ex-ReVamp, ex-VUUR, My Propane). Completando o time, temos a participação na bateria com o Ariën van Weesenbeek (Epica, MaYaN, ex-God Dethroned), e o baixista Siebe Sol Sijpkens (Phantom Elite, Destiny Potato, Sordid Pink).
Após anos trabalhando na cena do metal holandês, o trio encontrou a oportunidade de combinar suas habilidades e influências para criar uma mistura única do progressivo, eletrônico e, claro, o tão querido sinfônico; nascendo assim, o DARK HORSE WHITE HORSE.
O Head up High teve a oportunidade de ouvir o EP que será lançado no dia 16 de abril deste ano e aqui estão nossas impressões:
Judgement Day (04:00): Essa música, que abre o EP, parece algo de outro mundo. Guitarras e baixos pesados mostrando a todos a que veio. Se você é um entusiasta de metal progressivo e outras vertentes menos “fáceis de se ouvir”, você vai se amarrar instantaneamente nessa música. Os versos pré-refrão trabalham num tempo quebrado, te dando a sensação que ao juntar com as palavras que estão sendo cantadas, passam a impressão de desespero e medo, revolta e fúria. É curioso e certamente belo começar o EP cantando a plenos pulmões que é o fim do mundo. O refrão gruda na sua mente de uma forma positiva, com Marcela soltando sua voz incrível e reconhecível os versos “this is the end of the world, the end, the end!” – e que sensação mais propícia de se ter durante essa pandemia, não é?
Os backing vocals e as múltiplas camadas vocais também são um fator a ser mencionado e aplaudido. Que excelente trabalho de arranjo com essas linhas vocais secundárias, a imersão que elas causam é o que nós, aficionados pela música, buscamos sempre que apertamos play em qualquer coisa. A música instantaneamente te leva a bater cabeça, o peso e a progressão, a relação entre criar tensão e aliviar nos momentos certos gera uma sensação de satisfação enorme. Ao vivo ela seria uma abertura de show que já te deixaria sem voz logo na primeira música.
Black Hole (04:13): Foi a música mais “tranquila” do EP. Mas dizer isso é longe de dizer que a música é calma, pois ela é frenética e cumpre bem a sua missão no álbum. Os riffs dessa música são excepcionais, como o de todas as músicas. O trabalho de Jord Otto nas guitarras é incrível em toda a sua carreira, mas eu tenho motivos a acreditar que especificamente no DHWH ele fez um de seus melhores trabalhos, se não o melhor.
O uso de sintetizadores de Ruben Wijga para conectar os versos é feito de forma bem pensada e adiciona uma sensação inesperada para música – raramente vemos o timbre do sintetizador sendo usado nas músicas de forma tão presente para conectar os versos e é feito de forma bem pensada e adiciona uma sensação inesperada para a música. Os vocais estão agressivos e expressivos, te levam o sentimento necessário para te guiar pelo peso da música.
The Spider (04:15): Essa música é de uma energia constante e intensa. A sucessão dos solos de guitarra seguido do solo de sintetizador é o metal na sua forma mais interessante. É possível escutar o espaço criativo que cada um dos músicos teve para a criação das músicas, sem ser necessário dosar-se para se encaixar em determinado gênero ou expectativa. começa soando brutal e impossível de tirar da mente. Ela possui riffs específicos que não saem da cabeça mesmo depois de finda a música. A suavidade da voz da Marcela no começo em contraste com o peso arrepia e conforme o tom vai aumentando gradativamente você vai se sentindo cada vez mais embebido na canção. O refrão soa leve e cativante, mas de uma maneira diferente das anteriores, ainda mais madura- se é que é possível. O solo de guitarra é um show a parte na música, precisa ser destacado como um ponto altíssimo, bem como o solo de synths.
Get Out (04:11): Ela provoca uma sensação de desconforto que me soa proposital. A calma com que os versos começam e se tornam um clamor de expurgo me fizeram arrepiar também. Até mesmo os vocais suaves no começo soam pesados. Os versos do refrão, “You’re not welcome here” sao cantados de forma forte e tocante. O violino ao fundo nas poucas partes calmas soa como a calma antes da tempestade. Mais um solo de guitarra para nos fazer tremer. E uma composição de tirar o fôlego, certamente.
A atmosfera das estrofes dessa faixa é incrível, a voz de Marcela com uma interpretação e sentimento incrível a cada verso e o sintetizador ajudando a intensificar os sentimentos da voz se conversam de uma forma excelente, e logo que você está se acostumando com essa sensação, o refrão vem forte e de forma intensa. A dinâmica da música é estupenda, a música nunca te deixa ficar distraído porque sempre há uma mudança interessante, ela te mantém atento para todos os mínimos detalhes que estão acontecendo (e mudando constantemente) conforme os versos passam.
Cursed (05:20):[nossa favorita, sem dúvidas] O backing vocal em impostação lírica que acontece conforme a música transmite a ideia realmente do nome da música: uma maldição lançada. O contraste da voz de Marcela com os riffs é encantador. Mas nada é mais incrível do que a surpresa que Cursed traz para o ouvinte, além dos backing vocals. Uma música extremamente forte, sem limites e instrumentalmente poderosa.
É notória a vontade, especialmente nesta canção, de dizer em alto e bom som o que se precisa, de forma enfática. Marcela pronuncia cada palavra com precisão cirúrgica de intenção e significado. Os vocais altíssimos combinados com os riffs potentes e solos de guitarras incríveis por cima transformam essa música no encerramento perfeito para o EP. Os momentos de rápidos orquestração com o teclado trazem uma atmosfera escura e amedrontadora, só consigo imaginar os cenários típicos de um romance de terror. A sensação da segunda parte da música é de fuga, é simplesmente incrível.
★★★★★ 5/5
É possível dizer que Dark Horse White Horse são mestres da dinâmica nas músicas. Foram 25 minutos de EP de uma música extremamente pesada, porém nunca pesada ao ponto de se tornar monótono de ouvir. Os vocais de Marcela Bovio estão melhores e mais dinâmicos que nunca, tenho a sensação de que ela deu tudo de si enquanto gravava, isso eu afirmo sem a menor preocupação.
Também podemos reafirmar que esse é um dos melhores trabalhos de Jord Otto e de Ruben Wijga. Para quem já achava o trabalho deles incríveis em suas bandas passadas, se preparem para serem arrebatados por uma série de riffs, solos e técnicas variadas. Não podemos esquecer de mencionar Ariën van Weesenbeek e Siebe Sol pelos seus trabalhos fantásticos na bateira e no baixo, respectivamente.
Esse EP só prova que ao combinar com as pessoas certas para um trabalho criativo sem restrições, o resultado é algo incrível e refrescante. Recomendamos para todos os fãs de metal que estejam procurando novas fontes de arrepios musicais. É uma obra de arte poderosa, e nos deixa ansiosos para vê-la ao vivo um dia – ver e ouvir essas canções ganharem vida em um palco, pelas mãos e garganta de músicos tão habilidosos que conhecemos e amamos.
Só podemos dizer que, no futuro, mais músicas deste projeto são mais do que bem-vindas!
Ω Equipe Head up High: Diego, Guilherme e Jess.
Lançamento: 16 de abril
1. Judgement Day – 04:00
2. Black Hole – 04:13
3. The Spider – 04:15
4. Get Out – 04:11
5. Cursed – 05:20
Well-known talents for us: Marcela Bovio, (ex-Stream of Passion, MaYaN, Ayreon), Ruben Wijga (ex-ReVamp, BlackBriar), and Jord Otto (ex-ReVamp, ex-VUUR, My Propane). Completing the gang, we have also in the drums Ariën van Weesenbeek (Epica, MaYaN, ex-God Dethroned), and in the bass Siebe Sol Sijpkens (Phantom Elite, Destiny Potato, Sordid Pink).
After years of working in the Dutch metal scene, the trio has found the opportunity to combine their skills and influences to create a unique mix of progressive, electronic, and also, the so beloved symphonic metal, giving birth to DARK HORSE WHITE HORSE.
We from Head Up High had the opportunity to listen to the EP that will be released on April 16th and here are our impressions:
Judgment Day (4:00): This song opens the EP and it sounds like something from a different world. Heavy guitars and basses show the listeners what they are here for. If you’re a prog metal enthusiastic and others “not-so-easy to listen” branches of metal, you’ll dig this song instantly. The pre-chorus verses happen in an unusual time signature, that connecting it to the words being sung, gives you the impression of desperation, fear, and fury. It is curious and certainly a great way to start the EP singing at the top of your lungs that this is the end of the world. The chorus hooks onto your mind in a positive for, with Marcela showing her amazing and recognizable voice in the verses “This is the end of the world, the end, the end!” – And what a familiar feeling all of us are feeling due to this pandemic, isn’t it?
The backing vocals and the multiple vocal layers are also a factor worth mentioning and praised. What an excellent job was the arrangement of the secondary vocal lines, the immersion they cause is that feeling that we, music affectionate, always look for when we hit “play” in anything. The song leads you to instantly headbang: the heaviness and the progression, the relation between creating and releasing tension in the correct moments creates a delightful feeling of satisfaction. That would be that sort of song that if played live as an intro to the concert, would make you voiceless right in the first song.
Black Hole (04:13): This is the “softest” song in the EP, but that doesn’t mean the song is actually soft – it is incredibly frenetic and plays its role with majesty in this EP. This song’s riffs are exceptional. Jord Otto’s job in the guitars is incredible throughout his musical journey, but I have reasons to believe that what he did specifically in DHWH is one of the best jobs in his entire career, if not the best.
The use of the Synths by Ruben Wijga to connect the verses is done in a well-thought-out way and it adds unexpected elements to the song – rarely we listen to the synth sound being used in metal songs with such skills. The vocals are aggressive and explosive and guide you through the amazing heaviness the song provides.
The Spider (4:15): This song has constant and intense energy. The succession of guitar solos followed by synths solos it’s metal in its most interesting sounds. It is possible to hear the creative flow each musician had to create the songs, not being needed to pigeonhole themselves into a specific sound or genre, to accomplish somebody’s expectative over their sound.
The song starts brutal and it’s hard to get it out of your mind. It has specifics riffs that will replay in your mind after the song is over for quite a while. The smoothness of Marcela’s voice in contrast with the intense instrumental gives you goosebumps as the song progresses.
The chorus sounds light and catchy, but in a different way from the previous songs – it sounds more mature (if possible). The solos in this song are definitely the highlight, both the guitar and the synth solos.
Get out (04:11): It gives me the feeling of uncomfortableness, and it sounds that they did this on purpose. The calm that comes in the first verses culminates in a purge that gave me goosebumps. The verses from the chorus “You’re not welcome here” are sung strongly and movingly. The violin on the back in the few quiet parts sounds like the calm before the storm. It is a breathtaking song indeed.
The dynamics in this song are phenomenal, the song never allows you to get distracted because there’s always something interesting happening – you have to pay attention to everything that’s happening (and constantly changing) as the verses go by.
Cursed (05:20): [Our favorite song, no questions asked] The backing vocal with the operatic vocals transmits what the song title indicates: a curse being thrown. The contrast between Marcela’s voice and the riffs is incredibly charming. It is an incredibly strong song, limitless with a powerful instrumental arrangement to it.
It is notorious that in this song, Marcela wanted the message to be conveyed with clarity. She pronounces every word with surgical precision, meaning every word she sings. The incredibly high-pitched vocals combined with Jord’s already-mentioned riffs transform this song into the perfect end to this EP journey. The quick orchestral moments help the listener to get into a dark and scary atmosphere – I can only imagine the typical horror movie scenarios when I listen to it. The feeling I got from the second part of the song was as if I was running away from something (or myself, maybe?) – It is simply amazing.
★★★★★ 5/5
It’s possible to say that DHWH are masters in dynamics. It was a 25 minutes EP of extremely heavy music and it never got to the point of being boring to hear. Marcela Bovio’s vocals are better and more dynamic than ever, I have the feeling she gave everything she had during the records.
I can also say that this is one of the best works by Jord Otto and Ruben Wijga. For whomever already liked their previous works in different bands, get ready for an incredible journey with a series of riffs, solos, and the most varied techniques. It’s also worth mentioning Arien Van Weesenbeek and Siebe Sol for their fantastic work on the drums and the bass, respectively.
This EP only proves that when combining the correct people in a creative environment, without any creativity restrictions, the result is always something fresh and amazing. It is a powerful piece of art, and it makes us anxious to see it live someday – see and listen to these songs come to life on a stage, by the hands (and throat) of such skillful musicians we know and love. I recommend this EP to every Metal fan that is looking for new sources of musical goosebumps. We can only say that, in the future, more songs from this project are more than welcome!
Ω Team Head up High: Diego, Guilherme and Jess.
Release: April 16th
1. Judgement Day – 04:00
2. Black Hole – 04:13
3. The Spider – 04:15
4. Get Out – 04:11
5. Cursed – 05:20
Já faz um tempo, mas não significa que estamos parando as aulas de canto. 😉 Falamos sobre técnicas de respiração, posição da mandíbula, aquecimento e, desta vez, vamos falar sobre diferentes técnicas de canto. Hoje, em particular, iremos olhar para o belting, curbing & overdrive. Nós iremos linká-la ao meu cover de Ave Maria!
Ω
Introdução & Bem vindos de volta
Olá e bem vindos de volta à quarta aula de canto, espero que vocês tenham tido festas relaxantes e tenham voltado energizados para um novo ano e novos exercícios vocais porque hoje falaremos sobre estilos vocais, tipos diferentes de sons que você pode fazer com sua voz. Claro que primeiro nós aqueceríamos e falaríamos sobre técnicas básicas, mas já o fizemos nas aulas 2 e 3, então eu sugiro que vocês os assistam primeiro e pratique antes de continuar com a aula 4.
História das Técnicas Vocais
Então vamos falar sobre diferentes estilos vocais, todos os diferentes sons que você pode fazer com sua voz, mas para isso daremos um pulo rápido para trás na história do canto clássico. Há vários séculos tem sido documentado e melhor pensado e analisado, enquanto o canto moderno – não clássico – tem apenas algumas décadas de idade.
As técnicas vocais que temos hoje em dia, todos esses métodos são relativamente novos e estão constantemente melhorando e mudando. Não existe uma bíblica vocal definitiva, infelizmente, apesar de que eu diria que muitos métodos que eu conheci através dos anos chegaram perto, e também é algo muito pessoal sobre o que funciona ou não, mas eu gostaria de passar por alguns sons diferentes com vocês e ver onde as possibilidades e os limites estão nos estilos vocais, porque fisicamente algo está mudando em você e é bom você ter ciência disso, e é isso que faremos hoje, e eu também estarei usando exemplos do meu próprio canto.
Voz de Cabeça & Introdução à voz de Peito
Quando eu comecei a cantar, o conhecimento básico que eu tive foi que havia a voz de cabeça e a voz de peito. E a voz de peito usando voz baixa, e a voz de cabeça para cantar alto. Bom, isso não é verdade, você pode ver os dois por todo o seu alcance, mas também há muitas edições técnicas sobre isso que eu gostaria de comentar.
Então há tipos diferentes e sons e como eu disse, há um milhão de técnicas vocais com nomes diferentes para as coisas, mas eu gostaria de apontar as diferenças obvias nos sons e com isso há algumas regras que podemos nos basear.
Voz de cabeça
Nós começamos com uma voz de cabeça mais suave que soa como isso: *canta escala*
A mandíbula relaxada e nós podemos cantar isso por todo o alcance, desde muito alto a muito baixo, sempre notas mais altas necessitam de um suporte na respiração maior que as notas do alcance médio e até as notas mais baixas precisam de mais energia – mas isso não significa mais volume. E isso é o único tipo vocal onde você pode permitir um pouco de ar no seu som, tipo assim: *demonstra*.
Apenas ali porque quando as suas cordas vocais vibram elas fazem assim: *demonstra*. Mas quando você permite que o ar passe por elas, elas fazem isso: *demonstra*. Então o ar literalmente passa pelo meio. O que você não quer é que quando você fizer uma nota super alta e intensa, que as suas cordas vocais fiquem se chocando porque nesse caso elas trabalham mais e bem… Não é bom.
Voce pode fazer que o som saia mais escuro, de um jeito mais operístico, tipo assim: *demonstra*. Voce pode ver que eu mudei a posição inteira da minha boca para fazer muito mais espaço, eu não preciso cantar mais alto, por assim dizer, eu poderia facilmente – e isso é uma técnica operática, os cantores de opera dos tempos passados eles conseguiram cantar através de orquestras inteiras e em alguns lugares eles ainda cantam, tudo acusticamente, então essas técnicas é algo que um cantor de opera de verdade poderia te dizer um dia; meu conhecimento sobre isso é bem limitado. Mas eu que você usa muito dos espaços na cabeça e no peito para criar esse som e eu com isso eu também posso usar todo o meu alcance e cor e volume. Mas isso é tudo o que nós chamamos de voz de cabeça.
Voz de peito
Com isso nós podemos falar sobre a voz de peito. Muitas das músicas pops de atualmente são cantadas numa voz de peito mais suave numa técnica vocal que eu comecei a usar nos dias em que eu estava ensinando bastante, eu usei bastante um método vocal chamado “A complete vocal technique” pela Catherin Stellin e ela chama isso de “Curbing”. Curb é um tipo de vocal, ou esse canto pop, que você não pode cantar suavemente porque o suave viraria voz de cabeça, mas você também não poderia cantar muito intensamente e muito alto porque você trocaria o tipo vocal novamente. A coisa legal sobre essas regras é que você pode facilmente reconhecer o que você está fazendo e se as coisas não acontecerem do jeito que você quer que aconteça, você pode voltar para o Curb: “esse é o tipo vocal que eu nao posso cantar muito alto ou então eu teria trocar para outra coisa”.
Curbing
Vamos começar com o curbing desse jeito: *demonstra*
Voce pode cantar por todo o seu alcance, quanto mais aguda forem as notas mais difícil será de manter esse canto não-tão-alto, você facilmente iria querer entrar no que chamamos de “Overdrive” ou “Belting”.
Overdrive
Soa muito grande, muito alto, você não pode cantar ele suavemente.
Belting
Muito alto, você não pode cantar ele suavemente. Bastante arranhado. E bem, essas cores que você pode usar através da sua canção, claro, e eu nem falei sobre todas as cores que você pode adicionar com um pouco de vibração, um canto um pouco mais cru, talvez, mas isso é algo para outro dia.
Ave Maria
Eu gostaria de falar sobre alguns exemplos de como eu uso esses tipos vocais. No meu cover de Ave Maria eu usei todos esses tipos vocais e é muito mais fácil escutar como eles são numa musica de verdade, então nós começamos com uma voz de cabeça mais suave, eu começo a música com isso e aí vem um exemplo: *vídeo* Essa parte foi a mais suave, até com um pouco de ar passando por esse estilo vocal e nós iremos para a próxima parte que é mais operática, um som mais redondo e escuro, eu gosto de dizer que com usos diferentes de tipos vocais você também usa a energia de diferentes zonas do seu corpo e especialmente e som mais redondo e escuro, um canto mais poderoso e operático vem bastante da parte do seu peito, muito mais da barriga – mas claro que a barriga sempre apoia, mas no meu caso, não é sempre algo pessoal, há muita coisa acontecendo na área do peito para intensificar essas notas. Veja: *vídeo*
Bem, nós escutamos a opera então escuraremos o curbing ou o canto pop. Essa canção não pede muito pelo canto pop, mas há um exemplo em que nós estaremos escutando. Preste atenção também para a posição da minha boca que está um pouco diferente, na ópera a mandíbula está sempre relaxada, enquanto o canto pop, curbing, Overdrive e belting e a voz de peito tem um uma mandíbula não tão relaxada quanto na opera, é mais na posição de “morder uma maçã”. Nunca trancada, claro, nunca estressada. Veja: *vídeo*
E esse foi o curbing ou um canto mais pop, não tão alto mas já estava criando a tensão para algo que nós escutaremos agora, o Overdrive. Sempre alto, com muito poder, eu diria para você usar todos os músculos necessários para isso – nunca estresse a mandíbula, é um som redondo mas não é tão arranhado quanto o belting será, mas ainda sim ele precisará da quantidade necessária de energia para cantar tão alto e também ainda na posição de “morder a maçã”. *vídeo*
E agora falaremos do Belting com um pouco mais de arranhado (twang), cheio! Eu amo! Muito poder, com muito mais apoio da barriga que do peito, sempre as costas está ajudando o latissimus dorsi aqueles músculos de ambas as suas costas e do seu peito para beltar as notas, porque é daí de onde vem o poder e claro não da sua garganta. Voce realmente quer que as suas cordas vocais pensem “Eu consigo fazer isso! ” Porque você não quer estressa-las, você está exigindo bastante dessas regiões. Uma quantidade necessária de arranhado, sem estresse na mandíbula, a posição de morder a maça de novo, a parte debaixo da sua mandíbula sempre atrás da parte de cima, ela não deve ir para frente. Não pense, quando você estiver treinando essas notas: “Oh meu deus está chegando a nota alta”, porque isso nunca ajuda – nunca respire um ar extra porque ele te atrapalhará, essa nota não precisa desse tanto ar, requer bastante poder. Veja: *vídeo*
E esse é o fim da masterclass número 4, obrigada por assistir, eu espero que você tenha gostado e talvez aprendido algo, no próximo masterclass n5, eu gostaria de ser um pouco mais interativa com vocês, então eu te convido a me escrever perguntas baseados nas primeiro 4 masterclasses. Eu estarei selecionando algumas dessas perguntas e irei explica-las na frente da câmera.
Se você não é inscrito, se inscreva! Você pode se tornar um membro do meu canal. Obrigada por assistir e continue praticando.
Sem Fan Friday e sem Master Class esta semana, mas em vez disso, eu apresento à vocês o primeiro “Questions from The Class“. Uma minissérie onde eu respondo perguntas vocais dos membros. Espero que vocês gostem disso e estou ansiosa para ler os comentários de vocês aqui embaixo e talvez vocês façam parte desta série!
Ω
Olá, bem vindos ao primeiro “Perguntas sobre a Aula“.
Temos uma pergunta de Erika Von Tilburg, que me parece bem Holandesa. Ela está perguntando se eu pratico de forma regular e a resposta é sim. Eu não faço os exercícios com tanta frequência mais, mas se eu estiver me preparando para uma turnê mundial ou para cantar algo além do que estou cantando, então eu começo a praticar as músicas que vou cantar através de exercícios. Como eu disse naMaster Class número 3, se colocar no modo “agora vou cantar” é muito importante e basicamente configurar minha mente e corpo nesse modo para começar a cantar.
Temos um comentário muito legal do Marcos Bonde, que toca o trombone e perguntou se pode ganhar mais confiança sem o aparato na boca, ao fazer os exercícios de respiração abrindo a boca basicamente. E eu diria sim, por que não? Pq não tem tentar? Cantar é sobre confiança, e abrir a sua boca na frente de outras pessoss e cantar é uma sensação de estar nu assustadora, então eu diria para tentar que é algo libertador.
Outro comentário bem legal da Pekka Karppinen que diz que eu me tornei sua coach vocal pessoal, bem vinda! Eu espero que eu esteja te ajudando a melhorar suas habilidades vocais. E que você esteja praticando todos os dias em frente ao espelho como eu te ensinei. De qualquer forma é ótimo estar te inspirando e eu espero que eu esteja fazendo com que cantar seja mais divertido para você.
Tom Ward, obrigada pelo seu comentário. Sim, cantar tem a ver com confiança, então se você se sente confiante com o que está fazendo, eu espero que você possa compartilhar com outras pessoas. Cantar não é uma competição, não é sobre saber quem é o melhor, é sobre ter alegria e compartilhá-la com outras pessoas. Não é sobre “se mostrar”, é sobre diversão. É assim que tem que ser do começo ao fim.
BandBond: Quando eu pesquiso vocês no google, a primeira pesquisa sugerida que aparece para você Floor, é “Floor Johnson”, Hi! Floor: Oi também, eu sei… risos.
BandBond: E para você Hannes, é “Hannes Vandal lives” – eles querem saber onde você mora. Hannes: Ou eles querem saber se eu estou vivo! Talvez.
BandBond: Talvez. E a segunda opção que aparece é “Hannes Van Dal altura”. Porque você acha que as pessoas são tão obcecadas com a sua altura? Hannes: [olhando para Floor] Bem, você sempre recebe essa pergunta. Floor: Sim. Hannes: Especialmente nos EUA. Floor: Não, em todos os lugares… Eu acho que é porque eu sou alta, mais alta que a maioria das mulheres e eu sou mais alta, dependendo de onde estou no mundo, que a maioria dos homens e isso se tornou algo. E é difícil de ver quão alta eu sou quando eu estou no palco mas se você me colocar perto do nosso guitarrista então a diferença é ainda mais fascinante e além disso eu não entendo porque isso realmente importa porque não é como se eu pudesse fazer muita coisa sobre isso de qualquer forma [risos]
BandBond: Como vocês se conheceram? Floor: Nós nos conhecemos durante uma turnê, então eu estava com ReVamp, minha antiga banda, e você estava com Sabaton e nós iriamos fazer uma turnê pelos EUA com o Iced Earth. Hannes: Sim, ambos abrindo para o Iced Earth. Floor: E lá estávamos nós em Michigan… Hannes: Grand Rapids, Michigan, com certeza. Floor: Sim, um lugar muito romântico para se conhecer. Hannes: Nosso guitarrista era um grande fã do Nightwish e eu não sabia que você estava no Nightwish, eu nunca tinha escutado a banda antes então eu não sabia muito sobre isso, mas ele veio falar comigo na manhã do primeiro show e disse “Você sabia que a cantora do Nightwish está na turnê?” E eu nem sabia quem era essa pessoa. Nem tinha ideia. Floor: Depois do show, depois que tudo estava feito, nós sentamos com uma taça de whiskey porque nós descobrimos que ambos gostamos de whiskey… Hannes: Entao você perguntou se eu queria compartilhar um charuto e, para mim…. Lá vem essa cantora de ópera que gosta de Pantera que fuma charutos e toma whiskey, que diabos é isso? Eu preciso casar com essa mulher! Então eu casei.
BandBond: Vocês vem de famílias com muita música? Floor: Não muita música, mas sempre houve música, a maior parte do meu pai. Ele era interessado em diferentes tipos de coisas, então tínhamos musica clássica no domingo… Hannes: De que forma? Escutando a música ou tocando?Floor: Escutando música clássica mas ninguém estava tocando, então eu tocava a flauta… Mas quando eu tinha 14 ou 15 anos eu comecei a ficar interessada em rock, grunge primeiro, rock e depois metal e eu achei o violão velho do meu pai e eu queria aprender a tocar… Ele me ensinou os primeiros acordes e de lá eu comecei a escrever minhas primeiras musicas… Musicas bem ruins, claro, mas ainda assim você precisa começar de alguma forma! E meu pai, enquanto me ensinava, ficou interessado denovo em tocar e não muito tempo depois ele comprou a primeira guitarra elétrica desde que ele virou um pai… Voce sabe, trabalho e crianças pequenas tomam o seu lado Rock n Roll e então ele meio que se achou novamente lá e começou a comprar mais musicas e ficou mais interessado em blues denovo, voltou a ver mais shows então foi mais ou menos assim para mim. Hannes: Sim, eu acho que a minha mãe escutava bastante música, ela tinha toda a coleção dos Beatles, todos os álbuns e foi daí que eu comecei, basicamente… Vendo a coleção antiga da minha mae e os vinis da minha avó, claro. Mas muitas bandas grandes, como Duke Ellington e esse tipo de coisa. Floor: E depois você teve o seu primo te apresentando… Hannes: Meu primo mais velho me apresentou Judas Priest e Metallica.. Mas isso nunca foi uma escolha, ele me disse “é isso que você deve ouvir, não ouça outras coisas!” E eu fiquei tipo “okay…”
BandBond: Essas bandas foram as suas primeiras favoritas? Hannes: Sim, absolutamente. A coisa começou quando nós estávamos acampando no quintal do meu primo com meu primo mais jovem e estava um clima horrível, com raios e trovões, então meu primo mais velho chegou com uma caixa de som e tinha o CD “Ride the Lightning” escrito e ele disse “você precisa escutar isso” – nós não sabíamos como era aquele som. Nós colocamos e naquela época era bem assustador porque você não entendia como se fazia aqueles sons, o que era! Então eu fiquei super intrigado por aquilo e precisei saber como fazer aquele som, e foi assim que começou. E ele tinha um kit de bateria que nós íamos tocar escondido no porão quando ele não estava na casa. Era um kit Yamaha.
BandBond: Você se lembra das suas primeiras bandas favoritas? Floor: Ahm, sim, para mim não era metal, então eu era intrigada pelo Grunge porque tinha tanta música para dançar na Holanda naquela época quer você fosse uma pessoa alternativa ou não. A maioria das pessoas das pessoas não eram, e isso te tornava muito alternativo caso você se parecesse com um roqueiro… Então isso era muito importante naquela época, era quase mais importante que a escolha da música… Mas já que eu não me encaixava muito bem e eu não conseguia acreditar no quão fútil era esse tipo de coisa eu logo fui para o lado alternativo, e eu fiquei interessada em escutar Nirvana, tinha bastante Janis Joplin também que não é muito comum, mas eu escutava basicamente o que outras pessoas estavam escutando, eu não consigo dizer qual era meu favorito porque tinha tanta coisa envolvida além da música… Mas eu lembro de alguém colocando para tocar para mim Slayer e eu não entendi nada da música! Me levou muitos anos para entender – você queria entender como que era feito – eu fiquei “como que as pessoas escutam isso?” Porque eu não sabia como escutar! Não me convenceu nem um pouquinho. Porém depois o Pantera apareceu e para mim tinha um lado groovy mas ainda com melodia, e isso foi o que me ganhou. Então essa banda foi a minha primeira banda favorita dentro da cena de metal e isso me ajudou muitos anos depois a entender o que o Slayer estava fazendo!