Após exatos 3 anos, a banda finlandesa Nightwish, retorna ao Brasil, em comemoração de seus 20 anos de carreira, tornando-se assim, ainda mais especial. DECADES World Tour entregará aos fãs músicas de toda a sua carreira, adaptações e, claro, grandes emoções! Mas antes, contaremos também com a banda holandesa Delain, que mesmo tendo passado pelo Brasil em novembro de 2017, fará parte dessa grande festa, abrindo os shows de cada uma das cidades.
“Eu mal posso esperar para cantar a história do Nightwish!” Floor Jansen
Endereço: Rua Bragança Paulista, 1281,Chácara Santo Antônio, São Paulo – SP Abertura da casa: 19:00 | Delain: 20:15 | Nightwish: 22:00h
• Bilheteria Tom Brasil (Horários de funcionamento: de Segunda a Sábado das 10h as 20h, e aos Domingos e Feriados das 10h as 18h. Em dias de show a bilheteria terá seu horário estendido em 30 minutos após o inicio do show).
• Telefone – Ingresso Rápido – Tel: 4003-1212 (Horário de atendimento: segunda a sábado, das 9h às 22h)
(Formas de Pagamento: cartões de crédito Visa, Mastercard, Credicard, Diners)
• Compra Online – Ingresso Rápido AQUI(Formas de Pagamento: cartões de crédito Visa, Mastercard, Credicard, Diners)
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Taxa de Compra através da Ingresso Rápido
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*Meia entrada: estudantes, pessoa com deficiência e um acompanhante, aposentados, idosos (pessoas com mais de 60 anos), jovens pertencentes a famílias de baixa renda, com idades de 15 a 29 anos, diretores, coordenadores pedagógicos, supervisores e titulares de cargos do quadro de apoio das escolas das redes estadual e municipais, professores da rede pública estadual e das redes municipais de ensino.
O NIGHTWISH é uma das maiores bandas com famosas apresentações ao vivo e que contam com uma sonoridade e produção capazes de estimular todos os sentidos da plateia, resultando em elogios à música por estarem na medida certa, ao contrário de outras grandes produções do meio musical. Após a turnê de um ano e meio do disco “Endless Forms Most Beautiful“, chegou a hora do Nightwish imortalizar os momentos desta turnê em um DVD. Intitulado “Vehicle of Spirit“, ele foi lançado no dia 16 de dezembro de 16 e conta com não apenas dois shows na íntegra, como também bastante conteúdo extra. Conversamos um pouco com Floor Jansen sobre o DVD e os planos de uma das bandas que conquistaram o mundo.
Mark: Muitíssimo obrigado pela entrevista ao The Rockpit. Já entrevistamos a banda várias vezes ao longo dos anos e nos acostumamos a entrevistar o Marco primeiro, então a oportunidade de conversar com você sobre o DVD é sensacional. Antes disso, recebemos tantas perguntas que não sabíamos como lidar com todas elas, mas a maioria mostrava preocupação com relação a este “ano de folga” que o Nightwish tiraria e que esse pudesse ser o fim da banda. Você poderia nos dizer algo a respeito disso só para deixar o pessoal mais tranquilo?
Floor: Ah, mas quanto drama! É só um ano de folga! Já falamos tudo o que tínhamos a dizer sobre esse comunicado e, se as pessoas estão tão preocupadas assim, arranjem um hobby! Tomamos esta decisão, porque está tudo bem, oras. É raro podermos fazer uma pausa com uma sensação boa de que tudo está bem e voltar um ano depois – é bom podermos ter essa opção. Ao invés de se preocuparem tanto, as pessoas deveriam pensar algo como “Poxa, que bacana! Aproveitem e descansem!“, pois temos algo sensacional preparado para 2018. Então, peça a eles que não se preocupem!
Mark: Parece que a situação da banda só melhora e sempre houve períodos de 2 ou 3 anos entre os álbums, então espero que aproveitem o descanso! O DVD foi a maneira ideal de nos deixar ansiosos pelo que virá! Dois shows fantásticos sob um título bem cativante, também. Você acha que “Vehicle of Spirit” resume tudo isso como deveria?
Floor: Obrigada! Eu concordo contigo. Pra ser honesta, o título foi ideia do “Troy”, pois ele já pensava no conceito como “a casca da alma que desafia qualquer tipo de categorização” antes da minha chegada. Mas é uma idéia usada com frequência para descrever a banda e pareceu uma boa idéia usar esse conceito para intitular um DVD que mostra como a banda é hoje em dia. E não são apenas dois shows, pois há material extra no DVD com cenas de shows no mundo todo e que mostram o que é o Nightwish em vários lugares durante uma turnê mundial. (risos) Parece que você concorda comigo.
Mark: Com certeza! Foi uma turnê imensa e tivemos a oportunidade de assistir ao show de vocês em janeiro. Deve ser algo incrível não apenas estar numa turnê mundial fazer um show no Wembley, em Londres, e, algum tempo depois, ir a uma pequena casa de shows em Fremantle, na região oeste da Austrália, e encontrar o mesmo tipo de público fanático por vocês em um ambiente muito mais intimista?
Floor: Essa é a beleza de estar em turnê. Tudo é muito diferente, das pessoas até as culturas e a reações dos públicos. Parece que a intensidade é a mesma independente de onde as pessoas são ou das dimensões do palco. Alguns públicos gritam mais, outros preferem ouvir atentamente e alguns nem se mexem direito, apenas ficando lá e absorvendo tudo de olhos fechados. O que nos conecta uns aos outros neste mundo é como nos sentimos a música.
Mark: A música é maravilhosa e nós estamos muito felizes que vocês venham tanto à Austrália para ver os fãs daqui. Nos últimos tempos, o Nightwish parece cada vez maior e uma das bandas finlandesas mais bem sucedidas de todos os tempos, com turnês e álbuns cada vez mais grandiosos. Qual seria o próximo nível para a banda? Vocês pretendem nos dar algumas dicas a respeito disso?
Floor: Não! (risos) Desculpe.
Mark: (risos) Bom, eu tentei. Vou até riscar da lista!
Floor: (risos) Tudo o que posso dizer é que vai ser muito bacana e que todos os fãs do Nightwish vão gostar da surpresa.
Mark: Analisando o DVD após assistir às filmagens nele, percebi que são quase quatro horas de conteúdo só com os primeiros dois shows e, às vezes, algumas bandas acabam tendo a parte musical ofuscada pelos palcos imensos, efeitos especiais absurdos e muito mais. Mas, no caso do Nightwish, parece que isso, na verdade, melhora a experiência musical e intensifica atmosfera criada pelas músicas. É uma produção sensacional. Como é interagir com tudo isso num show? Aquelas máquinas parecem incríveis!
Floor: (risos) É muito bacana que seja algo novo assim! A sensação também é muito bacana quando o palco fica mais quente, mas é claro que não estávamos no verão da Finlândia! As máquinas são um extra para melhorar a experiência do show, mas não a essência dele. Em Tampere, usamos aquela produção toda apenas duas vezes durante o show para que as pessoas pudessem aproveitar melhor o show. Não se pode simplesmente abusar dos efeitos pirotécnicos ou as coisas podem dar muito errado. Ainda assim, quando tocamos na Arena Wembley no final da turnê, já estávamos acostumados a usar a mesma produção em todos os shows e isso faz com que você se sinta mais familiarizado com tudo aquilo, agindo com naturalidade. A produção toda se tornou uma parte tão constante dos shows que, ao chegarmos na Austrália e percebermos que não tínhamos todo aquele palco, sentíamos a falta do som de CO2 saindo de certos pontos. Mas o show de Tampere foi um pouco diferente, pois tínhamos uma rampa e várias peças se movendo no teto. Era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas que ainda permitia que as pessoas pudessem acompanhar tudo.
Mark: Poder assistir a dois shows e ver as diferenças foi ótimo. A maioria das bandas lançam apenas um show, mas lançar dois foi, de fato, um presente para os fãs. Apesar de ter assistido aos shows shows, ainda não assisti ao material extra. Você disse que há cenas de outros shows ao redor do mundo, não é mesmo? São músicas tocadas em outros shows ou cenas da banda se divertindo e brincando uns com os outros em aeroportos, hotéis etc.?
Floor: Não, não. São as músicas gravadas várias cidades. Foi uma música gravada em Vancouver, uma em Buenos Aires, uma no México, duas na Finlândia, uma nos EUA e uma durante o Masters of Rock, na República Tcheca. Também gravamos uma das músicas que tocamos no nosso cruzeiro, que foi uma versão acústica de “Edema Ruh”. Também gravamos uma no Rock in Rio, pois todas as bandas que tocaram lá levaram um convidado e o nosso foi o Tony Kakko, do Sonata Arctica, tocando “Last Ride of the Day” conosco. Chegamos a gravar a “Élan”, quando tocamos em Sidney, e uma entrevista com Richard Dawkins. É um DVD cheio de conteúdo! (risos)
Mark: Preciso fazer uma pergunta sobre uma banda em particular, porque eu os amo. Quanto ao ReVamp: acabou mesmo?
Floor: Sim. Infelizmente, a vida acontece de maneiras imprevisíveis e não é possível fazer tudo ao mesmo tempo, ainda mais coisas que exigem tempo e presença. Então, estando em uma banda como o Nightwish e em uma turnê intensa como essa, estar em outra banda que também merece toda a atenção do mundo acaba se tornando algo impossível. O ReVamp já existia como um projeto em meio a atuações em outras bandas, e, quando discutimos sobre o ano de folga, eu pensei no ReVamp e cheguei à seguinte conclusão: eu teria tempo suficiente para o ReVamp e isso resultaria em outro álbum, outra turnê e outros compromissos. Esse é o tipo de coisa que eu venho fazendo há quatro ou cinco anos sem parar. Portanto, cheguei à conclusão de que seria bom fazer outra coisa e, é claro, surgiu toda a questão de começar uma vida em família, o que torna tudo mais difícil. Ter uma família e estar em duas bandas é simplesmente impossível. Eu tive de tomar uma decisão difícil.
Mark: Então, você pretende tirar algum tempo para produzir algo musicalmente durante esse período de folga com a sua família? Ou você sente que fará uma pausa total nas atividades e simplesmente aproveitar o descanso?
Floor: Bom, o plano é ficar em casa e aproveitar esse tempo com o bebê. Mas não ter a música como parte do meu cotidiano seria simplesmente o posto da minha essência! Em 2008, eu compus um disco inteiro com o Jørn Viggo Lofstad, guitarrista do Pagan’s Mind. Nós dois compusemos esse disco, mas nunca o lançamos e, agora, retomamos essa ideia. Sem nos comprometermos a nenhum planejamento muito rígido, acho que conseguiríamos voltar a trabalhar nessa ideia durante esse período de folga.
Mark: Uma das perguntas dos leitores fala justamente sobre o tipo de música que você ouve no seu cotidiano. O seu gosto musical é muito eclético?
Floor: Depende um pouco. Se eu estou viajando, eu costumo ouvir trilhas sonoras de filmes. Quando estou malhando, costumo ouvir algo mais pesado, como Pantera, Soilwork e coisas do tipo. Agora, quando estou em casa, ouço todo tipo de música. Não gosto muito de música pop, mas ouço uma música aqui e ali. Eu gosto bastante de Sting, Seal e Florence and The Machine.
Mark: Voltando um pouco no tempo, quando é que tudo isso fez parte da sua vida? Digo, quando é que você soube que a música seria a força-motriz da sua vida? Houve algum momento em especial?
Floor: Antes de saber de fato, acho que houve um processo lento em relação a isso. Mas em termos de sentir isso, um momento foi quando eu me tornei parte do musical da minha escola por volta dos 13 ou 14 anos. Aquela havia sido a primeira vez em que eu percebi que a minha voz de canto saia com naturalidade. No musical, eu assumi um dos principais papéis e, após a apresentação, eu senti algo do tipo “Nossa! Eu quero fazer isso mais vezes!”. Foi aí que eu me juntei à banda oficial da escola, mas, infelizmente, nós mudamos de cidade pouco tempo depois e eu tive de começar tudo de novo. Na cidade nova, eu conheci o pessoal do After Forever em 1997 e, naquela época, eu já sabia que queria ser cantora, mas não sabia como. Como qualquer adolescente, eu tive um sonho, mas não tinha uma noção real de como colocá-lo em prática. Eu achava que fazer uma turnê diferente seria uma ótima ideia, mas também imaginei que talvez caísse pro lado da música clássica ou do jazz e a formação acadêmica ideal para mim ainda não existia! (risos) Felizmente, isso aconteceu em 1999. Então, acho que o momento que mudou tudo foi a primeira vez em que estive num palco, mas perceber isso levou mais alguns anos.
Mark: E eu adoro tudo o que você já produziu em qualquer uma das suas bandas. Fico muito feliz em poder ouvir a sua voz, que, na minha opinião, é uma das melhores do rock e do metal nos últimos 20 anos.
Floor: Muito obrigada!
Mark: Para fechar, duas perguntas que gostamos de fazer aos nossos entrevistados. Se você pudesse estar no estúdio onde um grande álbum foi gravado só para ver a mágica acontecendo, a interação entre os músicos e tudo mais, qual seria o disco e por quê?
Floor: Eu adoraria acompanhar qualquer sessão de gravação de um álbum do Queen. Qualquer álbum. Como é que eles compunham todas aquelas harmonias e experimentaram tanto em termos musicais sem os equipamentos profissionais que usamos hoje? Seria demais.
Mark: Pois é! Seria mesmo. Como é que eles conseguiam fazer tudo aquilo com o que tinham na época? Alguns dos trechos devem ter levado uma eternidade para serem compostos.
Floor: Com certeza!
Mark: Agora, a pergunta mais simples: qual é o significado da vida?
Floor: (risos) Eu não sei como responder a essa pergunta! Acho que a gente talvez saiba no nosso leito de morte, mas espero que isso ocorra só aos noventa e tantos anos! Não sei mesmo. Acho que tentamos racionalizar tudo e muito mais do que deveríamos. Basicamente, estamos aqui apenas para reproduzir, assim como qualquer outro animal do planeta. Mas por pensarmos tanto é que desejamos levar uma vida feliz e, seguindo essa linha de pensamento, eu diria que o sentido da vida é a busca da felicidade. Quando não alcançamos a felicidade, acabamos levando uma vida triste, incompleta. Infelizmente, nem sempre temos o controle sobre tudo ao nosso redor, especialmente as coisas e pessoas que nos fariam felizes. Esta é uma coisa um tanto arrogante de se dizer do ponto de vista da filosofia ocidental, mas eu não acho que a felicidade seja algo alcançável por meio do dinheiro, mas sim ao nos sentirmos amados e seguros.
Mark: Essa foi uma resposta bem profunda. Agora, fiquei um tanto pensativo. É sempre muito bacana fazer essa pergunta a várias pessoas, pois sempre conseguimos identificar quem pensou para responder, mas que nunca havia levado essa questão a sério antes.
Floor: Pois é. Eu acho que é muito difícil responder, pois eu estou numa posição muito privilegiada, o que não significa que estou sempre feliz. Por isso, eu me pergunto o porquê de não estar feliz e percebo que não tem nada a ver com ser rico ou pobre, mas com a sensação de segurança. Acho que se você perguntasse a uma criança na Síria agora mesmo o que ele ou ela precisariam para serem felizes, acredito firmemente que seria “segurança” o que eles diriam e não riqueza. Digo, é claro que eu gostaria de ter rios de dinheiro (risos). O dinheiro em si traz um certo tipo de segurança e tranquilidade quando você sabe que tem o suficiente para não ter de se preocupar nunca mais com aquilo. Mas será que ele é o caminho para a felicidade? Não. Há muitas outras coisas no meio de tudo isso e a questão é muito mais complexa do que se imagina. Ainda mais quando se tenta resumir a uma frase! (risos)
Mark: Acho que, além disso, é algo diferente para todos e que muda conforme envelhecemos. Muito obrigado pela entrevista! Foi um prazer e esperamos que vocês aproveitem 2017!
Floor: Com certeza! Desejo-lhe o mesmo. Voltaremos a nos falar em 2018 com certeza! Até lá!
Floor Jansen deu esta entrevista a Mark Rockpit em Dezembro de 2016.
‘Vehicle of Spirit’ (A Casca da Alma): A palavra ‘Vehicle’ denota algo que serve como intermediário para que um terceiro execute suas funções. O corpo, portanto, é o veículo, a “casca” pelo qual a alma se expressa. 😉
No dia 19 de novembro, o Metal Wani conduziu uma entrevista por aúdio com Floor Jansen. A tradução você encontra à seguir:
MW: Hoje nós temos a incrível e eterna Floor Jansen. Floor: Ah, bom, obrigada!
MW: Vocês tem o próximo capítulo da carreira do Nightwish prestes a começar, com o DVD novinho em folha, um outro passo na carreira do Nightwish sobre como vocês gostam de se apresentar no palco para os fãs que provavelmente não tiveram a chance de ver vocês ao vivo. Floor: Sim, claro. Nós realmente queríamos documentar a turnê mundial inteira, então temos dois shows completos, e muito material de outros lugares no mundo todo, para dar a impressão de como é em muitos lugares diferentes.
MW: De fato e as locações dos shows parecem lugares especiais, por exemplo, a primeira por ser em casa com os fãs que estão com vocês por décadas e tem um local lendário como a Wembley que é uma das maiores, então, ter esses dois locais especiais com os sets de músicas que escolheram foi algo como uma escolha óbvia de músicas para Wembley ao invés de algo que vocês tenham feito por exemplo, na Itália ou em Sydney Opera House?
Floor: Bom, não tocamos na Sidney Opera House, mas sim, Wembley Arena é muito especial, então quando o lugar especial se apresenta, isso nos ajuda a decidir que, sim, esse é o lugar perfeito para uma segunda imortalização, pois nós já tínhamos Tampere, mas sem saber ainda que esgotaríamos o lugar, sem saber ainda que o Richard Dawkins diria “claro que eu vou e vou narrar” e se juntaria ao nosso show ao vivo, sim…essas coisas fizeram o show extra especial.
MW: Fantástico, bom ouvir isso. E a maneira como foi filmado, ficou muito legal, também os múltiplos ângulos das câmeras pegaram a essência do som do Nightwish e a performance da banda e a interação de vocês com o público, ou até mesmo a conexão entre o Tuomas e o Kai, me fez sentir como se estivesse presente em Wembley ou mesmo na Finlândia. Floor: Ótimo!
MW: A forma como foi filmado, quando você dá uma olhada na edição final do DVD, qual foi a primeira coisa que veio à sua cabeça? Floor: Bom, eu não vi apenas à edição final do DVD, então eu fui parte como todos no Nightwish da realização dos cortes e, claro, o diretor e a banda fizeram esse DVD juntos assim como o trabalho anterior, “Showtime, Storytime”, então realmente fomos todos juntos através de todos os ângulos e foi idéia dele ( o diretor) fazer os ângulos assim, então de fato te dá a sensação de estar lá e você consegue ver o espetáculo todo por olhos diferentes e ângulos, então teve muita escolha pra fazer de onde vamos nos focar e o que vamos mostrar pois o show está acontecendo o tempo todo e estou muito emocionada com o resultado, e realmente te leva conosco para o show, estando no público ou no palco, dá essa impressão.
MW: Absolutamente certo. E, também, o tipo de resposta que vocês tiveram do EFMB, sendo muito receptivos, vocês levaram os fãs ao conceito e os conectaram mais para o lado espiritual, e tenho certeza que isso dá a sensação de objetivo alcançado, que a banda não conecta as pessoas somente com a música, mas sabem pelo lado do conceito. Floor: Sim, certamente, os aspectos visuais do show são muito importantes, mas não o mais importante. Conseguimos ainda dar o nosso recado sem os elementos visuais do show e se acontecer de tocarmos num estádio ou arena então, é muito legal termos isso.
MW: E o tipo de cenário que vocês tem levado nesta turnê foi fenomenal, acho que é o maior cenário que o Nightwish já levou na estrada até hoje, certo? Floor: Sim, nunca foi maior que isso, de fato.
MW: E deve ter sido um tipo de desafio inovador pq vocês estão levando muitos projetores e emergem as pessoas nessas experiência. É muito legal ver como numa grande escala, vocês cresceram no termo da essência ao vivo. Para você, em especial, o quanto é importante os aspectos visuais para uma banda como o Nightwish ao vivo? Floor: É ótimo ter todos os elementos de show, como eu disse, quando se está no palco grande. Quando estamos num palco pequeno, temos uma espaço curto e luzes normais, sabe, sem pirotecnia ou algo mais, podemos ainda transmitir as histórias. Eu acho que essa é a coisa mais importante que o Nightwish pode trazer. Não precisamos de pirotecnia, ou de telas ou de palcos grandes para convencer. Mas esses elementos fazem ser ainda mais espetacular e grandioso quando se faz, e quando você toca num estádio ainda maior que a casa de show. Então é super legal ter esses elementos e esse é o toque final do que podemos trazer.
MW: De fato. E você, obviamente, quando está à frente do microfone e anda pelo palco, em ambos os shows, bangueia, é mais do que você, é a plateia que está com você cantando as canções, os clássicos, também as novas do EFMB. Você deixou sua própria assinatura estampada no palco que os fãs de Floor Jansen amam. Você, quando estava no palco em Wembley, sentiu-se meio que nervosa antes de entrar e arrebentar no palco? Floor: Sim, digo, nervosa no sentido de estar mais preparada porque você sabe que vai ser um show especial mesmo que Wembley tenha vindo ao final de uma turnê de 5 semanas na Europa. Nós vínhamos tocando por 5 semanas em arenas. Nesse sentido, essa é a preparação perfeita para um show especial em arena. E, na gravação do DVD, nós não tivemos esse tipo de preparação para Tampere, então foi certamente mais animador nesse sentido. Nós tínhamos um palco maior, uma passarela que ia até o público, então tínhamos que decidir como usá-la e quando usá-la, você não quer pensar demais, porque senão você vai entrar na rotina, mas…Em Tampere tivemos que pensar um pouco mais e sim, então você sabe que realmente vai ter que sim, tem que estar pronto para as mudanças e percepções do show e, só de saber que o show vai ser filmado, definitivamente isso é mais que simplesmente animador. Então você tem que esquecer que isso vai acontecer, você não quer se distrair pensando nisso.
MW: Sabe, mesmo a canção TGSOE, o momento mais incrível da banda até hoje, você esta lá no palco, a música épica de 23 minutos e a narração de Richard Dawkins expressando aquelas linhas extremamente boas, você fica emocionada no palco. Então me pergunto qual deve ter sido o momento mais especial para você enquanto cantora, ser parte dessa experiência, e tenho certeza que você nunca fez coisas assim na sua carreira.
Floor: Não, certamente, nenhum de nós, quem diria que teríamos um cientista tão famoso no palco conosco, ainda mais narrando essas palavras tão famosas e uma coisa única que todos nós ficamos emocionados. E foi muito bom ver pelo dvd que a emoção não estava somente no palco, a reação da platéia foi clara. Eles pegaram a mensagem, eles foram tocados por ele, foi realmente um momento lindo.
MW: E Richard, ele já fez muito, digo, não na frente de milhares de pessoas de fãs, mas… Floor: Exato!
MW: Sim, mas isso foi planejado e tenho certeza que deve ter sido ensaiado antes, mas quando vocês estavam em Wembley e ele entra no palco, como foi estar lá e fazer algum ensaio no backstage antes de ir ao vivo? Floor: Bem, nós não ensaiamos lá atrás, porque não faria sentido. Ele poderia ler essas palavras em qualquer lugar, então fizemos na passagem de som. E então, óbvio, a arena estava vazia. Mas para ele estar no palco assim, ter a experiência de estar no palco, falando para muitas pessoas, mas não ao vivo. Digo, quando ele está na rádio ou TV, há muitas pessoas o ouvindo, mas não ao vivo. Mas essa foi uma situação única, foi bom para todos nós termos aquele momento, no palco juntos, sem ter a platéia toda lá ainda, para manter a mágica de verdade no palco quando a platéia estivesse.
MW: Levei 13 anos para ver o Nightwish ao vivo. Eu viajei muito, agora estou na Índia e viajei até a Alemanha para vê-los em 13 de dezembro do ano passado. Floor: Uau, fantástico!
MW: Então foi minha primeira experiência com Nightwish, e estava hipnotizado. Ver esse dvd me levou de volta para lá, para ser honesto, sabe… Uma noite que me lembrou os arrepios que tive ao ver, e tenho que ver vocês ao vivo de novo. Não sei se vocês virão para a Índia. Sei que tem fãs, mas não sei se virão, para ser honesto. Floor: Bom, esteve nas conversas por uns anos, isso eu sei. Infelizmente o mundo é um lugar grande, e planejamento tem que encaixar, e a oferta tem que ser possível para fazermos. Mas infelizmente não nessa turnê. Eu ficaria muito feliz de ir.
MW: Seria ótimo. E você vai ser parte do novo CD do Ayreon como “The Biologist” eu estive conversando com o Arjen enquanto me preparava para a sua entrevista e ele pediu que eu lhe mandasse um grande abraço em nome dele. Floor: Ah, que bom de ouvir, obrigada.
MW: E como você está se sentindo com a performance de “The Biologist“? Ele é louco, é um dos meus músicos favoritos do progressivo e tenho certeza que para você ser parte de um de seus álbuns de novo, é porque gosta. Floor: É sim sim, sabe, quando ele me mandou um email, “Hey, novo álbum vindo, estaria interessada novamente?” eu disse “Sim, claro! Eu não preciso ouvir a música antes, como sempre faço. Porque você sabe que, com ele, vai ser boa! Engraçado dizer que, eu não sabia que eu seria The biologist, então eu vi minhas letras e as partes da música que são basicamente pedacinhos delas, e me preparei para ensaiar para gravar no estudio dele. Me diverti, como sempre. E então falamos sobre como e quando anunciar, porque ele tem esse jogo onde as pessoas podem adivinhar que cantor está cantando qual parte, então, depois que as pessoas adivinharam que ele e me colocou como “The Biologist”, mas obviamente acho que nenhum dos cantores sabem como é todo o quadro da história, então aos poucos as partes do quebra-cabeça foram reveladas e ambos mundos e artistas sabem, e é incrível como se encaixa tão bem ao conceito que saiu e, nao sei se você leu sobre isso mas eu, quando criança, queria me tornar uma bióloga. Eu não sabia exatamente o que isso significava, mas eu sempre amei a natureza e sempre me importei com o planeta e senti esse desejo de criança de ajudar e ser parte disso, e aprendi que biólogos faziam isso, então queria me tornar uma.
MW: Mas você acabou se tornando no álbum ele. Floor: Exatamente, e agora tudo se encaixou perfeitamente, sim. Hahaha
MW: Fantástico. E você tbm fez uma aparição no novo CD do Evergrey, é um álbum muito pessoal e gostei de cada parte dele. Muito bom ver você naquele clipe. Floor: Ah, legal que você viu, muito obrigada.
MW: E, nesse ponto de sua carreira, você está vivendo o sonho, sabe, você está amando a vibe do Nightwish, que é ótima, você está esperando seu primeiro filho, então meus parabéns por isso. Floor: Obrigada.
MW: Há algo na sua lista de desejos que ainda precisa ser alcançado? Floor: Não, de fato não. Como você disse, há muita coisa acontecendo no momento. Evergrey, nesse caso, engraçado você mencionar antes de dizer isso. Porque não aconteceu apenas porque eu sou do Nightwish, mas também porque meu marido tocava no Evergrey, então nos tornamos amigos, moramos na mesma área basicamente, na Suécia e sim, o convite veio mais junto com um drink entre amigos do que por razões profissionais. Claro que a decisão foi profissional, mas fazer música com amigos independente do nível em que você está, é a melhor e maior luxúria no mundo. E eu estou fazendo isso no Nightwish também. E se há alguma ambição ainda não completa, então nunca será, pois é algo do futuro, e a maior é fazer música com amigos de forma feliz e saudável como estou fazendo. E isso é meu sonho para o futuro.
MW: Isso é muito bom de ouvir, Floor. Se você tiver que resumir o Vehicle of Spirit numa frase o que diria? Floor: É o Nightwish levando você numa viagem ao redor do mundo.
MW: Muito obrigado, Floor! É sempre bom conversar com você, muita sorte com o lançamento, vai estar nos charts em cada lugar que for vendido. Aproveite este ano que está tirando para focar em sua vida, e então estarão de volta em 2018 para o novo CD do Nightwish, certo? Floor: Bem, estaremos de volta em 2018 mas estamos mantendo em segredo ainda o que vamos fazer. Estamos mantendo ainda em segredo porque é algo especial e algo que sei que os fãs do Nightwish vão realmente gostar mas, de fato, agora vamos dar uma pausa de tudo. Não que não tenha sido bom, mas justamente porque foi bom. É bom refletir na vida, dar um passo atrás e sentar e relaxar, fazer algo diferente e voltaremos em 2018!
MW: Tenha uma noite maravilhosa e cuide-se! Floor: Você também, obrigada por essa maravilhosa entrevista! Tchau!
ORIGINAL
Official Ω BR: Sua melhor referência | Your best reference
Depois de três vocalistas, o Nightwish está na sua melhor forma
O que não matou o Nightwish apenas o tornou mais forte.
Há muitas coisas que são verdades no meio do metal, mas que não devem ser ditas. Não se deve dizer que, na hora do “vamos ver”, o Megadeth e o Mayhem são piores do que o time West Ham United jogando em casa (numa semana eles mandam ver e na outra perdem pra um time qualquer), por exemplo. Não é nem um pouco educado dizer que, apesar de influentes, o disco “Scum” está longe de ser o melhor do Napal Death. Além disso, ninguém quer ser o primeiro a admitir que o gênero do death metal está num limbo criativo desde o lançamento do disco “Organic Hallucinosis”, do Decapitated. Mas se tem algo que vai render um bocado de fãs furiosos te dizendo pra ir tomar num canto meio incomum, esse algo é dizer que o Nightwish com os vocais de Floor Jansen não é apenas melhor do que na época da Anette, mas melhor até mesmo do que a época da própria Tarja. A verdade é que a banda nunca foi tão boa como é agora.
Discutir a questão “Anette vs Floor” não é difícil e, apesar de ser um tanto duro com a antiga vocalista, é possível encontrar algumas opiniões contrárias por aí, mas em número menor. Não é possível negar que a Anette foi uma ótima vocalista de metal com um tom mais “pop”, mas Floor consegue ir além e com mais intensidade, ênfase nos tons e muito mais personalidade nas canções para começo de conversa. Mas é claro que não é só isso: ela sabe muito bem lidar com as canções antigas, também. Músicas como Stargazers voltaram ao setlist da banda recentemente (uma das melhores surpresas do Hellfest deste ano) com direito à toda a interpretação dramática e pormenores da música – algo que Anette não conseguia fazer tão bem. Fora tudo o que foi mencionado, Floor sempre foi uma cantora de metal com uma carreira sólida e vocais guturais agressivos. Ainda assim, apesar da contribuição de Anette em Imaginaerum ter sido sensacional, foram necessários apenas 15 minutos de show e três do novo disco do Nightwish, Endless Forms Most Beautiful, para perceber que a sueca não faz tanta falta.
Já a questão envolvendo Tarja é bem mais difícil até porque ela foi a vocalista que com a qual a banda se firmou e colocou seu nome na história e a vocalista com quem compuseram seus álbuns mais famosos, ajudando a definit (para bem ou mal) todo um nobo subgênero no heavy metal europeu. Os fatos são inegáveis. Os primeiros cinco álbuns (até mesmo Angells Fall First, que serviu mais de base para o som da banda) ainda são alguns dos melhores mesmo após quase 20 anos. O disco Wishmaster tem tantos clássicos que não seria relançá-lo como um “Best of”. Quanto ao disco Oceanborn e sua atmosfera sombria, não houve nenhuma banda com uma vocalista vestindo espartilho que conseguisse alcançar o mesmo nível. Por último, o disco Century Child provou que a banda era capaz de produzir muito mais do que simples hits.
No entanto, foi o disco Once que mostrou algumas rachaduras na base de tudo e isso não diz respeito às composições de Tuomas, que eram incríveis, ou à voz de Marco cada vez mais presente (a presença deste ilustre membro da Tarot, inclusive, foi uma grande revelação para o Nightwish e chega a ser até estranha a ideia de ele não cantar desde o início). Não é uma questão da clareza e da capacidade de canto do Marco, mas de sua capacidade de adaptar uma música tão facilmente a um contexto (basta comparar suas participações em I Wish I Had An Angel, The Crow, The Owl and the Dove e em Weak Fantasy, por exemplo).
O problema é que, olhando para trás, percebe-se que o Nightwish se desviava cada vez mais do subgênero “opera metal” (é possível dizer que até o abandonaram a partir desde ponto da carreira). As doces melodias vocais presentes nos primeiros trabalhos da banda passou a abrir espaço para um tipo de metal mais tradicional e com menos espaço para a letra, fazendo com que a variedade de tons se tornasse parte adicional e não vital das canções. Tarja, por sua vez, encaixava-se bem nesse gênero, mas é talvez a sua performance mais fraca. Na canção Wanderlust, ela soava como uma superstar, ao passo que parecia dificuldade para manter o tom em Nemo.
Tanto Tarja como Anette são especialistas: dê-lhes um estilo em que elas se encaixam e elas vão acabar com todo mundo se for uma questão de competição. Mas, como Sam Burgess, coloque-as num formato que elas conhecem menos e elas mostrarão ter dificuldades bem rápido.
Floor, no entanto, não sofre com nenhum desdes problemas. Ela é perfeitamente capaz de fazer um gancho que soe mais pop, o vozerio poderoso do metal e o rico estilo operático na mesma música e de maneira brilhante, como mostrou no mais recente álbum da banda. Não é como se ela dominasse tudo e fosse a melhor vocalista, como parece. Na verdade, é algo simples: a Floor se destaca em todos os estilos musicais que precisa atuar.
A melhor parte é que ainda há mais: Floor não é o único “plus” com o qual o Nightwish agora conta. Eles também contam com Kai Hahto na bateria e ele é um músico fantástico. A prova disso é que ele ensinou o antigo baterista, Jukka Nevalainen a tocar bateria no estilo jazz para a música Slow, Love, Slow durante as gravações do disco Imaginaerum. Ah, sim, e ele é o produtos da banda Wintersun, que costumam ser mestres no que fazem (ainda que lancem albuns na mesma frequência com que o Axl Rose consegue começar um show na hora certa). O Nightwish agora também conta com um músico folk Troy Donockley (que é um tremendo de um cantor, também), da Inglaterra, o que os permite acrescentar algumas músicas ao seu setlist e deixar de lado o playback das uileann pipes, as gaitas de fole típicas da Irlanda. Acrescente a essa mistura o talento vocal de Marco e temos uma variedade artística muito maior do que a banda jamais teve. Além disso, eles se tornaram uma banda grande o suficiente pra assumir comando total de suas finanças e, assim, produzir o que quiserem como desejarem.
Isso faz com que o Nightwish consiga ser mais flexível do que nunca. Se Tuomas quiser compor um álbum de 40 minutos com dez faixas repleto de hits sem se aventurar muito e com refrões simples, ele pode fazê-lo sem problema. Se ele quiser compor um álbum ridiculamente bombástico, com músicas de 24 minutos, gaitas de fole, piano, arranjos de orquesta, canto operático, vocais pop, belíssimos ganchos vocais, sons de macacos e de baleias, além da participação do próprio Richard Dawkins… bom, ele também pode fazer isso sem problema.
É claro que não é possível dizer que Endless Forms Most Beautiful é, sem sombra de dúvidas, o melhor disco da banda simplesmente porque não é. É muito bom, mas eles já produziram álbuns melhores e com duas antigas vocalistas. As partes negativas podem ser vistas em uma ou duas coisas do disco (o refrão da faixa que dá nome ao disco é bem forçada) ou até mesmo nos deslizes quanto à qualidade das canções (a música Edema Ruh, por exemplo, que é um pouco piegas, sem falar que é inspirada em um livro que pode ser descrito de forma singela como um monte de excrementos saídos direto do reto arreganhado da bunda da literatura fantástica e que é tão infancil que fariam Harry Potter parecer Game of Thrones).
Nada disso, no entanto, é um indício de como será o futuro do Nightwish. Os períodos de transição são, no mínimo, difíceis e, ainda que a canção The Poet and The Pendulum seja uma das melhores da banda, o disco Dark Passion Play, o primeiro do Nightwish com Anette nos vocais, é um de seus mais fracos lançamentos. Não é ruim, mas não é tão bom como alguns dos clássicos da banda. Já Endless Forms Most Beautiful é só um pouco pior do que a média, o que, ainda assim, se resume a alguns poucos deslizes. Quando se pensa no futuro, no entanto, isto pode ser algo bastante encorajador, pois o próximo disco pode ser ainda melhor.
Ninguém está impedindo o Nightwish de fazer o que realmente quer e, aparentemente, tem o bom senso de não tomar más decisões musicais (veja aqui Tuomas falando sobre o seu projeto musical de musicalidade duvidosa sobre Scrooge McDuck lançado com seu próprio nome – FAO Metallica). Eles tem a melhor e mais versátil vocalista possível, são capazes de tocar ao vivo qualquer música que já compuseram e conseguiram passar por todas as mudanças na formação sem perder seus mais fiéis fãs. Pelo jeito, aquele ditado “o que não mata nos fortalece” tem um quê de verdade.
Pista – Combo Nightwish & Tarja Turunen: R$140,00
Frontstage – Combo Nightwish & Tarja Turunen: R$280,00
Camarote – Combo Nightwish & Tarja Turunen: R$500,00
O show de Vancouver será filmado para lançamento de DVD
Metaltitans e The Invisible Orange anunciaram que o show do Nightwish em Vancouver, British Columbia em 25 de abril no “The Orpheum” será filmado para um futuro lançamento em DVD.
Nightwish está, atualmente, na estrada na América do Norte com os convidados especiais SABATON, uma banda de metal Sueca que nos dá uma lição de história nas suas músicas sobre guerra e batalhas históricas e os metaleiros de vocal feminino holandeses DELAIN.
O Pacote VIP para o show em Vancouver -que está esgotado- inclui Meet & Greet com a banda, pôster autografado, programa do show e um assento na seção da orquestra (chão).
O novo álbum do NIGHTWISH, “Endless Forms Most Beautiful”, foi lançado em 27 de março na Europa e em 31 de Março nos Estados Unidos, pela Nuclear Blast.
O single de 4 músicas “Élan”, que chegou em 13 de Fevereiro, contém a versão do álbum da faixa-título, uma versão para as rádios bem como a faixa bônus não contida no álbum “Sagan”.
A arte da capa de “Endless Forms Most Beaufitul” foi criada pelo colaborador de longa data ToxicAngel. O famoso biólogo evolucionário e ateísta escritor Richard Dawkins aparece como uma participação especial.
O baterista de longa data Jukka Nevelainen se afastou nas sessões de gravações devido a problemas de saúde. Desde então, ele foi substituído por Kai Hahto (WINTERSUN, SWALLOW THE SUN, TREES OF ETERNITY).
A cantora Floor Jansen, que se juntou à banda oficialmente em 2013, teve sua estreia ao vivo como vocalista da banda em 1º de outubro de 2012 na Showbox Sodo, em Seattle, Washington.
Floor Jansen, da banda Nightwish: “Já era tempo das pessoas pararem de se referirem às bandas como “Bandas com vocal feminino.”
O apresentador da Metal Nation radio, também editor chefe Owais “Vitek” Nabi recentemente conduziu uma entrevista com a cantora do Nightwish, Floor Jansen. Você pode ouvir a conversa no vídeo do youtube abaixo.
Questionada acerca de sua opinião sobre bandas como Nightwish serem atiradas à categoria de “Metal sinfônico com vocal feminino”, Floor diz: “Agora já há o “Metal sinfônico” por trás do nome, o que já restringe, já fala um pouco mais sobre que tipo de música realmente é.”
Ela continua: “Às vezes parece que há todo um gênero chamado “Metal com vocal feminino”.’Oh, então você está numa banda com vocal feminino” ‘Ah, sim, estou?’ “O que isso quer dizer? Porque até então Revamp (Trabalho paralelo da Floor) é uma banda de vocal feminino e também assim é o Nightwish. Mas estas bandas não soam similar, de forma alguma. Arch Enemy é uma banda de metal com vocal feminino, mas o Delain também é. Elas não soam parecido em nada. A única coisa que ambas têm em comum é serem bandas de metal, mas o estilo por dentro do metal é tão monumentalmente diferente que não diz muito o fato de ter uma garota cantando ou não. Então isso não é tão importante. Ainda mais, para enfatizar a diferença sexual entre homem e mulher, acho que já ultrapassamos isso.
Jansen acrescentou: Não é tão surpreendente que há mais mulheres em bandas de metal. E elas não estão apenas cantando à frente das bandas. Há bateristas, guitarristas, baixistas…Então…eu diria, passe por cima disso e simplesmente chame de “Metal sinfônico”. Não importa, realmente, quem está cantando.
Recentemente Floor Jansen e Tuomas Holopainen foram entrevistados pelo Lords of Metal. Segue abaixo a tradução relacionada a Floor Jansen!
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Lords of Metal: Qual foi a pior pergunta que você ouviu nos últimos dias? Floor: Foi a “Bom, sobre o álbum, você pode nos falar a respeito dele?” Digo, não foi nem uma pergunta ruim, só não foi específica. O nível das perguntas foi bom, então eu diria que a maioria das entrevistas foram muito divertidas.
Lords of Metal: Os últimos dias foram cheios de entrevistas atrás de entrevistas, inúmeras viagens e muita espera. Como você lida com períodos assim? Floor: Não foi nem um pouco difícil. Eu gosto de falar sobre música e, talvez por causa do meu ego, também gosto de falar sobre mim mesma (ela começa a rir em voz alta). Agora, é sério. É claro que tudo isso exige muita energia porque o que se quer é manter o foco no seguinte: todos os jornalistas devem receber atenção. Mas eu adorei fâze-lo e estou tão orgulhosa do que produzimos neste álbum e é algo ainda muito novo para mim poder falar sobre o primeiro álbum do Nightwish em que eu sou a vocalista. Digo isso porque as pessoas tiveram a chance de ouvir ao álbum antes de uma entrevista, então isso os ajudou a formar uma opinião e nos deu a oportunidade de falar detalhadamente sobre tudo. Além das entrevistas, também é ótimo conhecer todas as cidades pelas quais temos o privilégio de passar, além das culturas diferentes e toda a experiência ao conhecê-las melhor. Eu me diverti muito!
Lords of Metal: Você pode nos contar mais sobre como foi o período entre o final da turnê Imaginaerum e o momento em que você se tornou um membro fixo do Nightwish? Você havia saído de uma fase turbulenta da sua vida e teve de aprender as letras em 48hrs, além de se ver em uma montanha-russa quando, de repente, a turnê havia acabado e você estava lá, de volta a sua casa. Floor: Na verdade, o segundo álbum do ReVamp foi lançado dois dias após o último show do Nightwish, então eu passei a trabalhar para divulgar o álbum, além de fazer shows com o ReVamp. De um trabalho para outro. No entanto, eu já sabia que o Troy e eu tínhamos nos tornado membros do Nightwish. Antes de me convidarem a ser a nova vocalista, eu tinha decidido que iria apenas aproveitar a turnê o máximo possível e a via como uma ótima experiência. E claro que houveram momentos muito difíceis, mas, quando percebíamos como as coisas estavam indo, conseguimos aproveitar melhor e perceber que o fim da turnê estava logo ali. Foi aí que participamos dos nosso primeiro festival na FInlândia e, após o show, fomos beber um pouco no hotel com outros amigos. O pessoal da banda perguntou se eu e o Troy teríamos um minuto e foi então que ouvimos a frase: “gostaríamos que vocês se tornassem membros fixos da banda”. Foi um momento muito emocionante e lá estava eu, sem palavras e sem saber como reagir. Eu fiquei tão, mas tão feliz que me senti como se fosse a rainha do mundo. E, sim, o anúncio oficial veio meses depois.
Lords of Metal: O que mudou na forma com que vocês compõem as músicas? Floor: O Tuomas compõe a maior parte. Todos os membros compartilham suas ideias, sugestões de riffs e até de trechos de alguma música. É aí que a banda se reúne ou, por exemplo, que o Tuomas se sente com o Marco para conversar e ouvir algumas das sugestões que um tem a mostrar ao outro. As ideias boas acabam no produto final. O Tuomas é um compositos incrível capaz de produzir letras lindas, então faz sentido que ele tome a dianteira na parte criativa do álbum. Eu nunca senti a necessidade de levar as minhas próprias letras, porque eu adoro as que o Tuomas produz. É uma sensação muito boa a ele gera ao dar liberdade a todos os membros para trabalharem em suas próprias sugestões e composições. Por essa razão, eu me senti capaz de experimentar diversos tipos de canto. Nós conversamos sobre isso ao ponto de debatermos sobre como cantar uma determinada sílaba, o que gera uma sensação de plenitude muito boa ao trabalhar por meio de um processo criativo como esse. Nós já haviamos feito isso durante a turnê. Eu ganhei espaço para mudar algumas formas de cantar e adaptá-las à minha voz, e confesso que eu precisava delas. As antigas vocalistas eram fantásticas, mas eu não sou uma cantora de karaokê. O fato de que pudemos passar um grande período ensaiando nos ajudou a juntar tudo o que havíamos produzido.
Lords of Metal: O que você acha dos temas tratados no álbum? Floor: É quase o oposto do álbum anterior, que era um pouco mais surreal e fantástico. Este álbum tem uma abordagem muito mais científica, pois ele da evolução e de qual é o objetivo da humanidade e da terra em si após terem resistido por tanto tempo. Vivemos em um mundo impaciente e que muda muito rapidamente. O Tuomas lê bastante e ele adora os livros do Richard Dawkins, do Carl Sagan, dentre outros. Ele acredita que, quando se deseja fugir deste mundo, é melhor analisá-lo antes. Isso me ajudou a me recuperar da minha crise de burnout: ousar observar a forma com que uma colmeia, um formigueiro ou qualquer colônia de seres vivos pensa e funciona. É incrível e me traz muita calma. Vá viver a vida e não fique achando que as coisas simplesmente acontecerão. Você se lembra de quando era mais novo e ficava esperando, economizando os trocados para o novo disco daquele seu artista favorito? Hoje em dia, as coisas simplesmente são lançadas no Spotify. Estas coisas trouxeram grandes inovações, mas nem tudo é bom. Eu apoio a ideia contrária ao aumento das vendas dos vinis. Nós tentamos fazer com que vocês aproveitem mais e melhor a vida de vocês.
Lords of Metal: A presença de dois membros não finlandeses teve algo a ver com a mudança na sonoridade e nas músicas em comparação aos discos anteriores? Floor: Eu não acredito que isso tenha a ver com a cultura. Somos todos seres individuais. Eu acho que o Imaginaerum foi composto em grande parte por uma sonoridade de orquestra. O novo álbum tem um feeling mais forte de banda que surgiu como resultado do período que passamos juntos nos ensaios trabalhando em cada detalhe que gostaríamos de produzir da melhor forma possível. Além disso, o Nightwish nunca compôs uma música de 24 minutos!
Lords of Metal: Ser um membro de uma nova banda talvez traga novos objetivos, novos desejos e novos sonhos. Isso é verdade? Floor: Pra ser honesta, eu não vejo as coisas dessa forma. Já é difícil o suficiente manter o ritmo com tudo o que tem mudado na minha vida. Felizmente, eu ainda tenho os meus pais e a minha irmã comigo. No entanto, ela se casou e, agora, eu sou tia. Isso é ótimo! Eu ainda tenho os meus amigos na Holanda e tudo isso me dá a sensação de ter uma base boa e muito positiva. Por outro lado, basta analisar os últimos dois anos e meio da minha vida: eu fui convidada a ser a vocalista temporária do Nightwish logo após a minha recuperação da minha crise de burnout e tentar retomar o controle das coisas na minha vida, além de estar tentando entender como eu lidaria com tudo o que aconteceu na minha vida naquela época. Eu me apresentei com eles por todo o mundo, incluindo em festivais, e acabei me mudando pra Finlândia, lancei o segundo disco do ReVamp, gravei o novo disco do Nightwish e por aí vai. Eu só quero aproveitar esse momento e não achar que as coisas simplesmente vão acontecer do nada.
Lords of Metal: Floor, você saiu da Holanda e se mudou para a Finlândia. Qual é a diferença cultural entre estes países? Floor: A diferença está nos detalhes. Se começar a fazer muito frio ou nevar, a população recebe um alerta vermelho na Holanda. Um finlandês comum, no entanto, não se deixa impressionar se os trens não andam por causa da quantidade absurda de neve nos trilhos. Eles estão acostumados com isso e não se aborrecem. A alimentação é diferente, porque eles preferem refeições mais saudáveis e acho que o que eu mais gosto é o hábito de ir à sauna. Os estabelecimentos não estão sempre abertos, como na Holanda, mas eles são mais diretos no diálogo e mostram um humor mais negro e sarcástico. Além disso, eles não ficam bêbados, eles ficam MUITO bêbados (ri alto). Mas, no geral, eu me sinto muito em casa aqui, na Finlândia.
Lords of Metal: Como foram as masterclasses até agora? Floor: Foram legais! Eu ainda amo ser professora de canto e ajudar as pessoas a melhorar suas técnicas vocais. Eu não tenho mais a disponibilidade para ser uma professora em tempo integral, então as masterclasses são uma ótima oportunidade pra exercer a funlão. As turmas são divididas em duas: as pessoas que começaram a aprender canto agora e as que já são cantoras e cantores experientes. Eu gosto de saber, pelo bem do próprio desenvolvimento artístico deles, a qual grupo cada um pertence e isso funciona na maioria das vezes. A partir desse momento, só há um objetivo para mim: após a aula, os alunos tem de sentir que aprenderam algo que os inspirará a progredir por bastante tempo. Foi assim que eu comecei; Eu dei essas aulas na Holanda, na Inglaterra e na Finlândia, também, mas também tenho mais algumas planejadas. Até agora, todas as vagas para qualquer uma das masterclasses se esgotaram em menos de dois dias. Fica claro que é divertido, mas que também é muito trabalhoso porque eu produto todo o conteúdo da aula sozinha. Eu alugo o local das aulas, cuido da parte financeira, me certifico de que os alunos me enviem uma música etc. Então, talvez seja bom encontrar alguém que me ajude nesse aspecto organizacional.
Ω
Head up High: Sua melhor referência sobre Floor Jansen! 😉
A equipe do Prog Magazine ouviu o novo álbum do Nightwish:
Na sexta-feira passada, diversos membros da equipe da Prog Magazine foram no centro de Londres para ouvir o novo álbum do Nightwish.
Se quiséssemos ouvir o novo álbum do Nightwish, o Endless Forms Most Beautiful, que será lançado pela Nuclear Blast no dia 27 de Março, então, por razões de segurança (o último disco do Nightwish,Imaginaerum, aparentemente vazou na internet), nós teríamos de comparecer à sede da Gibson Guitars na Rua Oxford para uma série de sessões em que o álbum seria tocado. A maioria de nós decidiu que ficaria, mas todos os quatro fãs mais roxos do Nightwish na redação da Prog Magazine foram, mas a Hanna ficou meio “Nope” e acabou ficando na redação (ela não é uma fã da banda). Estas, portanto, são as primeiras impressões que os redatores da Prog Magazine tiveram ao ouvirem um pouquinho do álbum.
Jerry Ewing (Editor) – “O álbum com certeza não é tão prático como o Imaginaerum, mas também não foi tão bombástico. A sonoridade é muito mais progressiva do que metal em si, além de conter alguns arranjos legais de música celta feitos pelo Troy Donockley. A voz da Floor é bastante impressionante, também. A participação de Richard Dawkins irritará alguns na mesma proporção em que impressionará outros. O épico final de 24 minutos, apropriadamente entitulado ‘The Greatest Show On Earth’ (O maior show da terra), agradará a maioria dos fãs da banda que gostem música progressiva. Imagino que será algo ainda maior do que o álbum anterior!”
Russel Fairbrother (Editor de Arte) – “Com menos ‘chamativo’ e mais arranjos celtas do que você pode imaginar, o Nightwish segue em uma procura tortuosa pelo sentido da vida, do universo e tudo mais. Eles conseguiram definir um ponto de equilíbrio delicado entee a voz de um anjo e o grito de uma deusa amazona. Floor Jansen fez mais do que provar suas habilidades contra os frequentes testes impostos por Tuomas e seus mil arranjos sinfônicos, por exemplo.”
Natascha Scharf (Editora de Notícias) – “Parece que o Nightwish decidiu voltar à época pré-Imaginaerum e trazer um pouco dessa sonoridade para a atualidade com uma produção flexível e uma composiçãos mais estruturada. O álbum é mais pesado e ainda mais progressivo do que os anteriores, pois o Endless Forms… ele se estabelece e evolui de acordo com uma identidade própria na sonoridade que mistura o sinfônico e os arranjos de música celta com maturidade e muita confiança no que faz. E os vocais da nova vocalista, Floor Jansen, foram simplesmente precisos no tom das músicas.”
Malcom Dome (Redator) – “É um álbum que, sem sombra de dúvidas, passará uma impressão muito positiva aos poucos ouvintes. A primeira impressão que tive é a de que é um álbum parado e que faltava ação, algo que agitasse as coisas. Ele faz referências ao passado da banda e, ao mesmo tempo, segue em frente, sempre pensando no futuro. É isso que faz com que você goste dele.