Pela manhã tivemos a triste notícia de que Floor Jansen, vocalista do Nightwish, está com câncer de mama. A mesma passará por uma cirurgia amanhã (27/10). Felizmente foi diagnosticada a tempo, e nos alerta sobre os cuidados. Segue abaixo a carta divulgada em suas redes sociais.
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“Uma carta para você,
A vida vem em ondas, com altos e baixos.
Tive a alegria de ter muitos altos, e compartilhei isso com vocês pelas mídias sociais e muitos shows em todo o mundo ao longo dos muitos anos da minha carreira.
Mas agora, uma nova onda me atingiu. Não uma boa onda. Eu tenho câncer de mama. Foi diagnosticado há pouco mais de 2 semanas e, amanhã, farei uma cirurgia para retirar o tumor. Meu prognóstico é muito bom!!! Parece ser um câncer não agressivo, que parece não ter se espalhado. A minha mama será mantida. E estarei livre do câncer após esta cirurgia, além de um tratamento de radiação local que ocorrerá três meses após esta cirurgia, espero. Saberemos mais após a cirurgia para ver se esse prognóstico positivo se mantém.
A palavra câncer é um choque. Tudo o que você considerava importante na vida antes desse diagnóstico muda radicalmente em poucos minutos. Agora, eu quero apenas ser saudável novamente. Eu quero ver minha filha se tornar uma mulher; Eu quero viver! E a parte mais assustadora desse diagnóstico é que eu achava que estava saudável! Eu não senti o câncer, não sabia que estava lá até que eu, como uma mulher com mais de 40 anos, fui a um exame de mamografia padrão. Algo que muitos países oferecem, de graça até para os sortudos.
Se eu não tivesse ido lá, o tumor teria passado despercebido. Daqui a um ano, isso poderia ter crescido muito mais.
Esse sentimento me faz compartilhar esta história com você. A mamografia salva vidas! É desconfortável e você pode pensar que não tem algo em seus seios, mas de qualquer maneira, VÁ! E para os homens que estão lendo isso: lembrem sua esposa, namorada, mãe, irmã para irem fazer um check-up. Mesmo sem o luxo que eu, como uma mulher ocidental, experimento com exames de mamografia gratuitos: VÁ! Felizmente, existem muitas organizações que oferecem informações sobre autodetecção, se você não tiver acesso ou fundos para uma mamografia.
Se eu puder inspirá-las a cuidar bem de si mesma, então algo de bom sairá desse diagnóstico de câncer.
Se tudo correr como planejado, estarei pronta para a turnê europeia com o Nightwish, que começará no dia 20 de novembro! E estou otimista, pois meu prognóstico é bom!
Prometo cuidar bem de mim.
Estarei ausente por um tempo para me concentrar em mim.
Tradução: Head up High, my dear! | Storytime #1 – #2 – #3 – #4
Como todos vocês sabem, Hannes e eu moramos no interior da Suécia, onde fazemos todo o trabalho ao redor da casa. Por conta disso, temos uma garagem bem grande, mas não a mais arrumada. Nós tivemos uma grande surpresa quando a Elfa se prontificou para arrumar e fazer algo especial com ela. Confiram! Obrigada, Elfa!
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Hoje, a Elfa Storage Expert Christine Dalman está indo visitar a família Van Dahl, onde as estrelas do metal Hannes, do Sabaton, e a Floor do Nightwish, precisam de uma ajuda para ajeitar sua garagem.
“Eu falei com o Hannes algumas vezes por telefone e ele disse que com todas as viagens que ele faz, tudo fica muito bagunçado e a Floor reclama bastante. Atualmente ela está na Finlândia ensaiando, e nós estamos aproveitando a oportunidade para sentar e conversar sobre o que eles precisam de ajuda, quais interesses eles têm e o que eles precisam guardar em sua garagem.”
Christine: Olá Hannes!
Hannes: Olá, bem-vinda!
Christine: Obrigada, é muito bom estar aqui.
Hannes: Esse é Fenris, ele é meu bebê!
Christine: Olá!
Hannes: Ele tem apenas 16 semanas de idade.
Christine: Quão grande ele vai ficar quando ele crescer totalmente?
Hannes: Do mesmo tamanho que seu carro. Talvez não da mesma cor…
Christine: Quando abriu aqui e tinha um portão, eu quase me senti em Hollywood.
Hannes: Sim, exceto com os pastos para as vacas.
Christine: Como que você veio parar aqui?
Hannes: Bem, essa é uma boa pergunta. Eu sou um baterista, então em todas as casas que eu morei eu tocava. Eu precisava ir aos vizinhos perguntar “eu estou te perturbando?”
Christine: Não, mas…
Hannes: Exatamente, esse é o jeito sueco de dizer “Não, mas eu consigo escutar! ”. E isso significa que sim, você está me perturbando, mas eu não tenho coragem de dizer isso. Então eu pensei que aqui é um lugar que eu poderia viver do jeito que eu quero. Nós podemos tocar e cantar e termos cavalos e cachorros. Vou te mostrar! E aqui estamos nós.
Christine: Que legal. É aqui onde você senta e pratica?
Hannes: Sim, onde eu pratico e crio. Esse é meu escritório.
Christine: Mas quanto tempo, dado que você está sempre viajando, você precisa para ensaiar? Quanto tempo você apenas senta aqui e pratica?
Hannes: Bem, posso dizer que eu fico aqui bastante tempo. É uma ótima diversão.
Christine: E você toca todos eles?
Hannes: Eu todo todos eles, o máximo que eu posso. Veja isto, há muitas coisas legais e muitas delas são das nossas memórias, minhas e da minha esposa, então nós constantemente brigamos por conta disso.
Christine: Do geral, quem tem mais?
Hannes: Sim, ela coloca uma dela e tira um meu, então eu tiro uma dela e coloco um meu, e assim vai…, mas alguns tem um significado pessoal mais intenso. O primeiro de tudo, esse é quando eu e minha banda esgotamos um show em Wembley. Então temos esse, quando Floor e sua banda esgotou o Wembley, então tem um misturado de coisas muito legais. Ainda é como uma validação do que fazemos… As pessoas gostam, o que é o maior elogio que você pode receber: “Eu amo a sua música!” – nada me deixa mais feliz.
Christine: Como que você se tornou um rockstar? É algo que você sempre sonhava desde criança e depois falou “é isso que eu quero ser”?
Hannes: Não, não ser um rockstar…. Apenas tocar era importante para mim.
Christine: Mas você nunca viveu aquilo de ter festas a noite toda, jogar TVs pela janela do hotel?
Hannes: Sim, mas você não consegue mais joga-las por elas serem de tela plana – nada acontece com elas!
Christine: Ah, então você tentou?
Hannes: Sim! Mas antes era mais legal, porque quando você jogava as TVs de tubo, elas explodiam!
Christine: Então você entra num personagem? E a Floor também? Quando você está num palco, quando você coloca as suas roupas e toca?
Hannes: Sim, mas com as roupas de palco, elas são como voltar para casa, onde você está confortável, onde você sabe o que está fazendo, contanto que eu as esteja usando, você pode ter um show – diga que você teve um voo longo e está tão cansado que acha que não consegue fazer o show. Voce coloca a roupa de show e… Pronto! Imediatamente!
Christine: Voce entra na hora no personagem!
Hannes: Sem problema nenhum. Então nós tocamos! Aqui é onde eu sento e trabalho, e componho.
Christine: Quando você está sentado e praticando sozinho, você escuta alguma música? As músicas da sua banda?
Hannes: Para tocar junto? Sim. Mas diga que Sabaton está indo fazer uma turnê, nós nos juntamos uma semana antes na Alemanha, ou Australia, ou Japão ou em qualquer lugar para ensaiar a produção. Com toda a equipe, todas as pirotecnias e tudo mais. Mas eu preciso praticar em casa primeiro, então eu pratico em casa, então nós nos juntamos para ensaiar e depois saímos em turnê.
Christine: Voltando para quando você mencionou a Wembley, há outras arenas? Alguma que eu possa ter visitado?
Hannes: Sim, você já esteve em Wembley?
Christine: Não! [risos]
Hannes: Mas você esteve em Scandinavium!
Christine: Sim! Sim, Disney on Ice.
Hannes: Sim, exatamente, nós somos um pouco como Disney on Ice, mas com distorção. Veja isto! É de quando tocamos no Scandinavium e no Hovet.
Christine: Oh wow!
Hannes: Eles também significam muito, tocar para os nossos conterrâneos.
Christine: Mas você toca em todo o mundo!
Hannes: Sim, principalmente ao redor do mundo.
Christine: E essas são as suas adições recentes? Ahh… Ouro, ouro e ouro de novo.
Hannes: Muito ouro! Eu peguei eles dia desses, então eles acabaram de sair da caixa. Eles me deixam muito feliz e orgulhoso, obviamente.
Christine: Eu me sinto um pouco Starstruck!
Hannes: Sério? Isso é legal de ouvir.
Hannes: Você quer que eu toque para você? Você vai ter que tampar seus ouvidos, para você não ficar surda.
Christine: Claro! Voce deve saber fazer aquelas manobras com as baquetas.
Christine: Eu estava pensando Hannes, você me disse antes que você e Floor viajam pelo mundo por mais ou menos 200 dias no ano, como que funciona a vida em família?
Hannes: Nós somos muito bons em fazer os malabares com todos os aspectos e muito planejamento, caso contrário não daria certo.
Christine: A Freja acompanha vocês?
Hannes: Sim, as vezes ela vem junto. Quando ela tinha 8 meses, ela foi com a Floor numa turnê de 7 semanas pelos EUA, com uma babá – que nós podemos ter. Então funciona muito bem, e bato na madeira, não tivemos muitos incidentes. Mas houveram verões onde a Floor e eu nos encontramos no aeroporto e trocamos a chave do carro.
Christine: Nossa, e vocês falaram “até mais!”
Hannes: Sim, por 6 ou 7 semanas.
Christine: Mas é normal os períodos de turnê serem tão longos?
Hannes: Sim.
Christine: Mas vocês não sentem muita falta um do outro?
Hannes: Sim, claro que sim! Absolutamente.
Christine: O que vocês fazem quando se encontram? É um tempo em família?
Hannes: Sim, família, que é tudo, eu apenas quero estar com eles.
Christine: E o que você faz?
Hannes: Nós pescamos e montamos quadbikes e motorbikes. Floor e Freja gostam de dirigir muito ali naquela área.
Christine: Então quando você está aqui, você faz as coisas de uma família comum – você vai as compras e faz coisas que as famílias fazem.
Hannes: Sim, nós fazemos tudo. Deixamos e buscamos da creche e tudo mais.
Christine: A vida normal ainda tem que funcionar!
Hannes: Absolutamente.
Christine: Hannes, você entrou em contato comigo e me contou sobre a sua garagem e que você chegou num ponto onde você está apenas colecionando mais e mais coisas, se perguntando como que você vai guardar tudo… E que a Floor ficou pegando no seu pé sobre isso?
Hannes: Sim, e agora que ela está viajando eu acho que seria ótimo se nós pudéssemos…
Christine: Dar uma olhada no que podemos fazer.
Hannes: Eu sinto como se a garagem estivesse pedindo ajuda. Há coisas que não conseguimos achar, motorcycles e quads em todos os lugares.
Christine: Bem, vamos ver primeiro. Para quotar Gunde Svan “Nada é impossível!”
Hannes: Bem, talvez não, mas você vai ver! Vamos ver o que você tem a dizer até lá.
[Hannes abre a garagem]
Hannes: Eu sei! Agora parece que você vai me falar um monte!
Christine: Eu devo dizer que.. Nossa, você tem muita coisa!
Hannes: Sim, muita coisa legal!
Christine: Meu Deus! Uma olhadela já mostra que você tem muita coisa, mas não tem bem um lugar onde por. Está tudo no chão! Coisas de cavalo, snowboards… Voce pensa “ah, eu não preciso mais de uma furadeira”, então você a coloca em cima de uma mala.
Hannes: O que você acha que podemos fazer aqui? No caso, eu ia viajar com a furadeira.
Christine: Há tantas coisas no chão, eu quase tropecei. EM sua defesa, Hannes, posso dizer que é exatamente assim que a maioria das garagens são. As coisas tendem a se espalhar no chão e, no final, elas acabam quase te expulsando do cômodo.Você disse que gosta um pouco de “fazer as coisas sozinho”, mas você não tem um local apropriado de trabalho.
Hannes: Sim, é uma catástrofe, eu realmente não tenho.
Christine: mas você gosta?
Hannes: sim, eu realmente gosto!
Christine: carpintaria, consertar as coisas, eu vejo que você tem as ferramentas.
Hannes: Sim, toda vez eu penso “ eu preciso disse, sei que tenho, mas não sei onde! ”
Christine: vamos fazer assim, deixa isso coma gente e não volte aqui por uns dias.
Hannes: okay…
Christine: Você está de acordo com isso?
Hannes: sim, contanto que eu possa levar a moto lá para fora.
Christine: Certo, você leva a moto mas depois entrega as chaves,ok?
Hannes: okay…
Christine: E eu espero que seja uma supressa, não só para a Floor, mas para você também, ok?
Hannes: Sim, sim, claro!
Organizar uma garagem é uma tarefa longa. A garagem é um problema no qual as pessoas sempre pensam, mas nunca fazem nada sobre ele. Mas a garagem também é a área com mais coisas. Coisas que ficam desorganizadas se não forem repostas no seu devido lugar. O sistema Elfa é adaptado ao CC60 e, portanto, é um plano simples, montar e colocar no lugar.
Christine: E aí vem a Floor! Olá, Floor!
Floor: Olá, Christine?
Christine: Sim, Christine! Prazer em conhece-la!
Floor: O prazer é meu!
Christine: você provavelmente está se perguntando o que estamos fazendo aqui, mas o Hannes pediu ajuda com a garagem! Estou curiosa, o Hannes está no mesmo ramo que você! Como se conheceram?
Floor: Sim, em turnê. Estávamos em turnê com nossas, bandas. Ele estava lá com o Sabaton, e foi amor à primeira vista, pode-se dizer. Foi adorável.
Christine: Como você se prepara para um show?
Floor: Alguns poucos rituais, apenas. Eu me troco, ponho minha maquiagem e não gosto de ser incomodada. Eu entro num mundo só meu. E aí eu gosto de estar um pouquinho em cima da hora, porque então me estresso. “Oh, alguém poderia me ajudar com meu vestido?”. Porque é aí que a adrenalina entra e eu fico ligada! É ótimo, então acho que é isso que eu faço.
Christine: Nos shows grandes ao redor do mundo, quantas pessoas vão a um show?
Floor: Nós somos os maiores na Europa.
Christine: Os maiores na Europa, nossa, devem ser um tesouro nacional na Finlândia.
Floor: Sim, certamente. Então as Arenas são lotadas, algo entre 10 e 15 mil pessoas. Entretanto, já fizemos um show num estádio para 23 mil pessoas…. foi maravilhoso!
Christine: Qual a sensação de cantar numa arena enorme dessas e depois voltar para cá?
Floor: É um contraste maravilhoso, na verdade um contraste muito importante.
Christine: Quais os seus interesses, o que você faz para se desligar?
Floor: Temos cavalos, uma das coisas mais legais é cozinhar, comer e tirar um tempo para fazer tudo isso. Comida caseira é algo que sinto falta. E eu preciso de algum tempo pra mim, para estar com os cavalos ou ir à floresta, por exemplo. E então ficar em casa e aproveitar o que temos em casa, não precisa ser nada especial. Brincar com a Freja, trabalhar no jardim, você se apega mais ao seu lar quando você não está nele o tempo todo.
Christine: Eu entendo…. Você canta no seu tempo livre?
Floor: Eu amo cantar! Não é só o meu trabalho. Eu sou uma musicista, então mesmo estando em casa eu continuo sendo. Isso está dentro de mim e quando eu não estou criando musica ou não estou cantando, a sensação é diferente…
(abrem a garagem)
Floor e Hannes: Oh! Uau!
Hannes: caramba! Demais, caramba demais!
Floor: E ali está o cantinho da Freja.
Hannes: Sim, exatamente. E olha, uau, uma mesa e tudo o mais. Incrível, nem parece o mesmo lugar.
Floor: que legal, adorei isso. Vai ser o meu espaço. É fantástico! É super luxuoso! Tudo aqui fica úmido tão rapidamente, então da pra por pra secar aqui. E é até prazeroso vir aqui, agora.
Christine: O que vocês acharam?
Floor: é incrível.
Hannes: é fantástico!
Christine: Fico feliz que gostaram. Vocês tinham muitas coisas e estavam em todos os lugares. Eu pensei que cada coisa deveria ter o seu devido lugar. E então pensei: esse vai ser o seu espaço, Hannes. Pranchas de surf, snowboard, um bom banco de trabalho. Mas principalmente as ferramentas das pranchas e tudo o mais. Então tudo tem o seu lugar. Se você não estiver em casa e a Floor precisar de alguma coisa, ela sabe onde ir buscar.
Hannes: Sim!
Floor: excelente! Muito bem colocado.
Hannes: Vocês são incríveis!
Christine: E então temos aqui o espaço para a Freja estacionar. Se você estiver no estúdio ou algo do tipo, Freja terá algo com o que se ocupar e brincar. E então temos o centro, com suas roupas e equipamentos de equitação. E o melhor é que é tudo 60 e CC60. Então se você não gostar muito da configuração que está, é fácil de trocar.
E aqui temos as portas que deslizam. Não possui trilhos porque é uma garagem e é preciso varrer.
E a caixa do telhado. Sim, é lá que está. Você não usa muito, não é?
Hannes: Não!
Christine: E esse é o canto do jardim, para pendurar garfos, facas, estacas, e para que elas possam ser facilmente movidas.
Floor: tem tanto espaço, é perfeito. E ainda há espaço de sobra…
Christine: Sim, porque se abrirmos as portas, ainda há muitas prateleiras vazias. Então podem comprar ainda mais coisas.
Hannes: ah, ok perfeito!
Christine: O que tentamos criar, foi um quarto para atividades, já que vocês têm tanto acontecendo, e viajam tanto. Então quando vocês vierem para casa, podem aproveitar um tempo de lazer, hobbies, interesses e outras coisas que tem que ser feitas. Então, missão cumprida!
Floor: definitivamente!
Christine: então vou deixá-los!
Hannes: é uma pena que tenha que ir.
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Depois de um ano de restrições e quarentena, A Floor se transformou em uma máquina de matar pronta para conquistar o mundo e trazer mais Fan Fridays e música! Divirtam-se!
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#11 Kill Bill: Vol. 11
Muito bem, é sexta-feira novamente e vocês sabem que horas são: é hora da Fan Friday.
Se eu perguntar aqui, serei respondido? Floor: Sim.
Pergunta para a próxima sexta para a Floor: “qual música você nunca fará cover e por quê?” Floor: Eu provavelmente nunca vou fazer um cover de “Boom boom boom” dos Venga Boys porque minha filha adora, por algum motivo, e é excruciantemente horrível. Desculpa, Venga Boys, mas… jamais.
Bom, minha pergunta para a próxima semana é: estou muito curiosa sobre qual língua você fala com o seu marido e filha. Inglês, sueco, holandês? A Freja é bilíngue? E saudações da Polônia, espero vê-la no show do Nightwish em novembro <3 Floor: Saudações de volta da holandesa na Suécia, falando com você em inglês! Uh, em casa nós falamos sueco e com a minha filha eu falo o máximo de holandês que eu puder para mantê-la bilíngue, pelo menos em holandês e sueco, então isso seria algo para alcançarmos.
Qual foi o seu encontro favorito com a vida selvagem? Floor: Na verdade foi no México. À noite, uma tartaruga gigantesca veio até a praia para botar seus ovos e, de uma distância segura, pude assistir e eu a vi voltar para o oceano e aquilo foi realmente incrível. Toca no seu interior.
Amo a música Strong… Como está sua querida mãe? Floor: Obrigada, ela está muito bem. Hm, a doença que a incomoda continua incomodando, mas felizmente ela continua aquela mulher forte sobre quem eu escrevi aquela música e, bem, ela está lutando.
Questão para Fan Friday: qual música do Nightwish foi mais desafiadora de cantar? Por quê? Floor: Acho que Ever Dream continua sendo o maior desafio porque é bem intensa. Ela foi composta para uma voz mais operística e eu canto com o máximo da minha voz e é bem alta, eu não quero soar muito estridente, então para conseguir o equilíbrio entre a energia e o som corretos, é muito, muito desafiador.
Amo esses videos, eles melhoram meu humor toda sexta-feira! Porém, o que aconteceu com Storytime Saturday? Floor: Bem, estamos trabalhando em uma boa história. Também fomos atingidos pela pandemia e, na verdade, não havia muito para contar, exceto pelas mesmas coisas que já estávamos meio que contando, que são adoráveis para nós mas chatas para vocês. Então estamos trabalhando em uma, por isso fiquem ligados!
Uma pergunta… qual parte do dia você mais gosta… manhã, tarde ou noite? Floor: Oh, acho que não tenho uma favorita. Eu sou uma pessoa matinal, mas isso não significa que eu sempre goste de acordar às sete, porque ou nosso cachorro ou nossa filha estão acordados, então é… adoro as noites também, apenas relaxando. Eu amo descansar, mas terei que me preparar para a turnê e me tornar uma pessoa noturna novamente. À tarde apenas faço as coisas… acho que eu não tenho uma preferência.
Você está ciente do quão preciosa você é nesse mundo? Floor: (Risos) Obrigada! Bom, eu me sinto tão brilhante, mas isso também é por causa de todo amor que estou recebendo de volta.
Pergunta engraçada: eu notei os decks de skate na parede do seu estúdio! Eles são seus? Se não, seu marido ou filha andam (de skate)? Se cuidem e se protejam! Felicidades! Floor: Bom, não, eu não ando de skate, não há esperanças para mim, mas meu marido costumava andar bastante. Agora nem tanto, mas talvez ele esteja transmitindo o amor por eles para nossa filha, que está sempre pulando pra lá e pra cá do seu jeito bonitinho, mas… é, nunca se sabe.
Você em algum momento veste as roupas de curo do Wacken, pega uma espada e aterroriza o vilarejo mais próximo??? Floor: Com certeza, eu só uso minha katana (espada japonesa).
#12 Grunting Like An Animal
Yours Is An Empty Growl! A Fan friday desta semana aborda alguns novos tópicos. Falamos das minhas bandas favoridas quando eu era mais jovem, glam metal, culinária e muito mais!
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De volta a Fanfriday, já é sexta, sente, aproveite e deixei o final de semana começar.
Uma pergunta, deusa… Como é viajar pelo Biofrost entre Asgard e a Terra? Floor: Foi um pouco friozinho no inicio, mas já que eu sou imortal eu não ligo de verdade, eu estava acompanhada por alguns dragões que infelizmente não se dão bem na Terra… Mas eu volto as vezes para ver como que as coisas estão e pra sentir o meu lado deusa lá em cima… Sim… É o que deusas fazem.
Quais eram suas bandas favoritas enquanto adolescente? Floor: Pantera.
Qual a sua opinião sobre o glam metal dos anos 80? Floor: Eu sinto muito que eu não vivi isso, eu posso imaginar essa versão adolescente de mim mesma olhando para todos aqueles homens naquelas calças! Era tão lindo! Sem mencionar o cabelo!
Qual a melhor dieta quando se trata de cantar ao vivo? Floor: Ahm… Você precisa de uma quantidade saudável de vinho vermelho, isso é muito importante, precisa ser dosado na quantidade certa e no momento certo – obviamente não logo antes do show ou de cantar, mas é bom para a mente e para a alma, e “uma taça por dia evita uma visita ao médico” – isso é o que eu pesquisei e eu tenho certeza que é verdade, além disso, uma dieta saudável e um bom sono, exercícios e comidas saudáveis: o que é muito entediante, mas é vital!
Eu tenho uma pergunta pra você, Floor: Quem é a pessoa que mais cozinha na sua casa? Floor: Essa é a nossa filha, pelo menos na mente dela! Ela é muito apaixonada sobre comida e prepará-la, e isso acontece porque meu marido Hannes a envolve na cozinha, e a deixa comer e experimentar as coisas, e mexer panelas, e agora que ela está ficando um pouquinho mais velha – digo, ela tem apenas 4 anos, mas ainda assim ela começou a ter mais coordenação física para fazer as coisas, então é fantástico ver e fazer parte disso… Em geral, é o Hannes que faz mais as comidas, com paixão! Eu só faço a comida para comer.
Quando você vai cantar uma faixa do James Bond para você finalmente poder ganhar um Oscar? Floor: Né???
Você curte fazer turnê nos EUA? Floor: Sim, claro que gosto! O país é magnifico, e ver todos os estados diferentes e conhecer tantas pessoas diferentes, meu estado favorito deve ser o Texas, eu amo as botas, a cultura, a comida e sim, é algo especial! Todos nós consideramos a sociedade ocidental como Europa e os EUA, mas há o mesmo tanto de diferenças para coisas que nós temos em comum, e eu sempre fico fascinada em ver isso, e apontar as coisas que temos e não temos em comum. É legal.
Quão profundo é o seu… gutural? Floor: Meu gutural? É um pouco feminino, ele é mais ou menos assim:
#13 My Thoughts on Dio e Black Sabbath
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Olá e bem vindos de volta ao Fan Friday. Espero que vocês tenham tido uma boa semana e que tenham um ótimo final de semana, mas primeiro aproveitem outro Fan Friday.
Algo que você aprendeu com o Marko? Floor: Uma das primeiras coisas que ele me ensinou foi como manter meu cabelo em forma durante uma turnê, isso foi em 2002 quando nós fizemos uma turnê juntos, e eu me perguntava “como que ele conseguia fazer isso” e muitas outras coisas pequenas que eu aprendi ao longo do caminho com ele… Eu vou sentir falta dele!
Que tipo de sela você usa? Floor: Eu tenho duas selas diferentes: uma é para pulo e a outra é a de adestramento. E se você me perguntar os nomes e os tipos dela eu nunca vou saber! Me desculpe! Mas é legal variar as selas e os estilos de montaria.
O que é um… tacocat? Floor: Um tacocat?
Pergunta: Oi Floor! Você e sua mãe se parecem bastante. Voces são da mesma família? Floor: Sim [risos]
Oi Floor! Eu estou curioso pra saber se você já jogou ou se você joga World of Warcraft? Floor: FOR THE HORDE!
É verdade o que dizem? Que você pode abastecer todos os Países Baixos com uma girada do seu bate-cabeça? Floor: [Risos] – Há apenas 18 milhões de pessoas nos Países Baixos, então, sim! Eu só bato a minha cabeça e está pronto! É como mágica.
Aqui está a minha pergunta: Entiendes lo que disse aqui? Floor: Si, por supuesto!
Hey Floor, você lê esses comentários? Floor: Claro! Como mais eu poderia estar respondendo as suas perguntas?
Qual era a sua estória favorita ou conto de fadas favorito quando você era criança? Floor: Tinha tantos! Havia um livro chamado -algumacoisaemholandes- que era um livro holandês que tomou conta de todas as minhas fantasias e imaginações. Esse era meu favorito!
Floor nós precisamos revisitar a pergunta sobre o Black Sabbath… Quando você disse que nunca curtiu os vocais, isso também inclui o DIO? Floor: [Risos] Eu realmente gosto do DIO, digo, como que você pode não gostar? Como qualquer vocalista, ou não vocalista, aquele homem tinha algo extraordinário. Claro! Eu acho que eu gostaria dele muito mais fazendo as outras coisas, então isso ainda não me torna uma fan de Black Sabbath.
Obrigada por esses vídeos. É um jeito muito agradável e doce de fechar a semana. Qual a coisa mais surpreendente que você aprendeu sendo mãe? Floor: Uma das coisas mais surpreendentes que aparece imediatamente na minha cabeça é que eu achei que sabia que seria cansativo, por ser um artista que faz turnê – que passa por diferentes fuso-horarios, que fica com jetlag e que trabalha muito – mas especialmente nos primeiros meses de maternidade, há um novo nível de fatiga que você passa a conhecer. O mesmo serve para a paciência, que é algo muito melhor de se dizer, eu acho. Ninguem vai te dizer que eu sou a pessoa mais paciente no mundo, mas quando se trata da minha filha, eu tenho muito mais paciência que eu jamais tive. Então essa são as coisas que eu aprendi, e o clichê que é verdade: se você acha que sabe o que é amor, você ganha um novo upgrade quando você se torna um pai.
Bem galera, é isso por essa semana. Obrigada por assistirem, espero que vocês tenham tido uma ótima semana e que vocês tenham um ótimo final de semana, nós nos veremos para outra Fan Friday na semana que vem. Tchau!
#14 Going Out with Nightwish
Espero que vocês tenham tido um bom final de semana. Sim, de fato hoje é sexta-feira, quase final de semana. Mas, primeiro, fan friday.
Sim! Floor falando espanhol! Minha pergunta é: a Freja escuta músicas do Nightwish e Sabaton? Floor: Sim, ela ouve. Ela tem ouvido mais coisas de criança no momento, mas ela consegue ouvir bastante de Sabaton e Nightwish também.
Vossa majestade, como é ser chamada de Deusa Valquíria pelo mundo todo? Floor: Hahaha, é meu nome por direito.
Se você pudesse escolher uma música para ouvir para o resto da vida, qual seria? Floor: Uma música só? Acho que seria “The Sound of Silence”.
Qual música do Human:||: Nature você esta mais ansiosa para cantar ao vivo? Floor: Tribal. Eu estou muito ansiosa por ela. Quero ver todo mundo fazendo a dança do esqueleto.
Sobre o aprendizado do seu trabalho, quais momentos você consegue apreciar hoje, sendo uma vocalista madura? Floor: Acho que quando o assunto é sobre aprender algo, você precisa saber como fazia algo antes de aprender e entender que é errado e ssguir para o próximo degrau. E existe uma área no meio disso que às vezes te leva a fazer como você fazia antes. E raramente te faz sentir como realmente deveria ser, ou soar. E nesse processo eu aprendi a ter essa consciência, o que, ainda hoje na minha profissao ainda me ajuda a estudar os meus vocais, caso alguma coisa não saia do jeito que eu quero, eu consigo olhar de volta para esses degraus e melhorar.
Oi, Floor. Fora o anúncio oficial, houve algum momento no qual você parou e pensou ‘eu agora sou a vocalista do Nightwish e não a garota nova que está substituindo a vocal na turnê, sou realmente parte da banda e é assim que os fãs me veem?’ Floor: Eu não consigo dizer que houve um momento específico, porque foi um processo gradual. E houve também a parte de “saber” e “querer”. Saber que eu não estava na banda ainda e querer estar, porque era ótimo. Eu me senti parte do grupo muito, muito rápido. Na verdade, logo depois de uns dias tivemos um dia de folga, quer dizer, não foi uma folga, tivemos um show mais cedo em New Orleans. Fomos a um bar, saímos juntos e foi a primeira vez que fizemos isso sendo o grupo que nos tornamos e isso foi como “estar em casa”, para todos. E isso foi tão no começo do processo, na verdade cedo até demais para dizer qualquer coisa, ou se eu seria a nova garota na banda ou não. Mas foi muito legal!
Se morrermos na roda punk, você nos levará para Vahalla? Floor: Sim, eu voarei e te levarei para lá, prometo.
O que você acha de Meshuggah? Interessante. Olá da Russia. Floor: Acho bem tático e aprecio suas habilidades. Mas é um pouco demais para mim, haha
Oi, Floor. Quando você vai tocar a bateria que está aí atrás de você pra gente ver? Floor: Se você quiser ouvir o som de um saco de batata rolando escada abaixo, seria mais ou menos isso.
Poderia compartilhar um segredo sobre seu cabelo? Floor: Meu cabelo… eu escovo, e lavo…e é basicamente o que eu faço com ele. Mas realmente não faço muito com meu cabelo. De vez em quando eu pinto ele, mas eu gosto da minha cor natural. E tenho ganhado alguns cabelos brancos também, e eu gosto.
Bom, pessoal, é isso por essa sexta, obrigado por assistir. Eu espero que tenham tido uma boa semana e que tenham um final de semana ainda melhor. Vejo vocês semana que vem, tchau!
#15 FLOORIDA
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Outro Fan Friday, outro final de semana feliz chegando! E também com uma nova abertura. 😉
Espero que vocês gostem deste episódio! Fizemos algumas piadas, mas também algumas questões mais sérias. Vocês sabem o que fazer. Quer que sua pergunta apareça durante o episódio, comente abaixo. ❤
Eu não deveria estar fazendo isso, mas ainda é uma fan-Friday!
Hey Floor! Como está Nala? Floor: Nala está ótima! Na verdade, ela reaprendeu a sentar no meu colo há algumas semanas e agora todos os dias ela entra em casa e olha pra mim “Olá? Voce poderia sentar?”. Sorte a dela que por conta da cirurgia, eu preciso estar sentada e ela alegremente tira vantagem da situação.
Hey Floor, é verdade que você trocou a cerveja do Emppu por suco de maçã? Floor: [risos] Não, eu não ousaria fazer isso. Não, você não pode tocar na cerveja dele, é como se fosse sagrada! Não toque a cerveja.
Você ainda acha que “uma taça de vinho ajuda a manter o médico à distancia”? Floor: Sim, eu aparentemente não bebi o suficiente! É bem um mistério como que você cria 15 pedras… como eu fiz na minha vesícula – que eu removi. Mas daqui pra frente eu vou me manter nesse mantra, eu prometo.
Agradecimentos especiais para: Fenrir, Zeus, Jumjum, Tacos, Black Sabbath.
Eu achei que seu estado favorito fosse a Floorida… Pode deixar que eu me retiro sozinho. Floor: [RISOS]
Qual é o objeto que você simplesmente não pode deixar de ter no seu camarim durante uma turnê? Floor: Preferivelmente uma janela com visão para fora… [risos] que você possa abrir e respirar um ar novo. Além disso, pra te dizer a verdade, o meu celular!
Qual a primeira coisa a se saber ou aprender se uma mulher quiser cantar metal? Floor: Homens ou mulheres, isso não importa contanto que você goste de metal… As diferenças nos dois só se mantém viva se você ficar dando ênfase a isso. Se você simplesmente ignorar isso e pensar “eu gosto desse tipo de mental então eu vou experimentar” – é assim que você começa. Ninguem começa sendo incrível. Todos precisamos aprender em pequenos passos – como eu aprendi… É só ir lá e fazer! E eu entendo que é um grande passo, mas também é o que você precisa dar se você quiser saber se o metal é pra você!
À qual país você ainda não foi que você gostaria de visitar em uma turnê ou uma viagem? Floor: Eu quase nunca estive na África. E isso é algo que eu adoraria viver algum dia.
Se você estivesse nas baterias e o Kai tivesse que cantar seu set, quanto porcento de desconto seria justo em relação ao preço original do ingresso? Floor: Bem, Kai é um ótimo cantor mas as minhas habilidades na bateria… Talvez 10%? 5%? 2?
Vikings ou Game of Thrones? Floor: Game of Thrones… esse é o que tem os dragões, certo? Mentira, eu sei as séries agora… (risos)
Isso é tudo por hoje, muito obrigado – eu bati palma, algo que eu não deveria fazer – tenha um ótimo final de semana e obrigado por assistir. Te vejo na semana que vem, tchau!
Simone Simons do Epica se junta a mim no Floor Finds, no Dia Internacional da Mulher para falar sobre como é ser uma mulher no mundo do metal. O mundo mudou muito nos últimos 20 anos e ser vocalista de uma banda de metal certamente é desafiador. Compartilhamos nossas experiências e sintam-se à vontade para compartilhar a de vocês nos comentários!
Como é Dia Internacional da Mulher, gostaríamos de falar sobre alguns temas e estigmas que nem sempre são discutidos.
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Bem-vinda, Simone
Floor: Acho que estamos online. Bem-vinda ao Floor Finds, como você está? Simone: Olá, Floor. Estou bem, como você está?
Floor: Tudo indo bem. Está um dia ensolarado aqui na Suécia, está 4 graus positivos, então não está tão quente, mas é maravilhoso ver o sol. Faz com que eu queira ir lá fora um pouquinho além dos limites do jardim, mas, saudável e bem. Está fazendo sol na Alemanha também? Simone: Não, na verdade não. Está bem sombrio aqui, bem a cara da “lenda do cavaleiro sem cabeça”, na verdade está oscilando. Num dia o tempo estava 18 graus e meu filho Vincent estava sentado na varanda com suas roupas de banho e agora temos que ir lá fora vestindo jaqueta enormes de inverno novamente. Mas estamos saudáveis e bem, e isso é o mais importante.
Floor: Sim, isso é muito, muito bom de ouvir.
Novo álbum do Epica
Floor: Vocês acabaram de lançar um álbum, certo? Simone: Correto! Meu Deus, oitavo álbum, e foi lançado uns dois dias depois do seu aniversário, já que é dia 23… ou 22… ?
Floor: Dia 21! Simone: Sim, dia 21! Tive que voltar um dia, 21 de fevereiro, sim. (risos) Sim, então o álbum foi lançado e estou muito animada e achando um pouco estranho ao mesmo tempo, nesse lançamento de álbum na pandemia, sem poder fazer turnê, você sabe como funciona, infelizmente. Mas o feedback tem sido fantástico e estamos levando um dia de cada vez, acho.
Floor: É verdade, temos que levar um dia de cada vez.
Sobre ser uma mulher no metal nos últimos 20 anos
Floor: Hoje é o dia internacional da mulher e, claro, nós duas somos mulheres num mundo de homens, como sempre dizem. Já estamos na cena por uns bons anos, e eu gostaria de saber como é para você ser uma mulher no mundo do metal e se você sente que alguma coisa mudou entre o agora e como tudo era há 15, 20 anos atrás. Simone: É de fato um longo tempo, e eu já me acostumei a estar entre homens, por mais da metade da minha vida e acho que levou um tempo para me acostumar a maneira com que eles se comunicam e como eu me comunico, como meu cérebro funciona enquanto mulher e como o cérebro deles funciona, que já ocasionou discussões desnecessárias ou desentendimentos. Mas eu cresci com muitos rapazes e meus companheiros de banda me caçoam, dizem que eu sou pior do que eles quando o assunto é piadas sujas, sabe. Meu senso de humor, sabe… eu não tenho medo de me posicionar. Eu não me sinto como minoria, mas eu gosto que, quando estamos em turnê e há outras mulheres na estrada porque há algumas coisas que você não consegue compartilhar com os homens ou falar com eles, já que você é a única mulher na banda. Você não tem como perguntar se seus amigos podem lhe emprestar um absorvente ou algo assim. Alguns até vão fazer compras comigo, mas geralmente é algo que faço sozinha a maior parte do tempo. Eu tenho muitos irmãos e eu prefiro assim, sinceramente. Acho que se eu tivesse apenas mulheres a minha volta eu ia pirar. Eu acho que me acostumei tanto a estar perto de homens que eu me sinto de fato segura com a banda, a equipe e com todos trabalhando junto conosco. Há muito respeito e eu tenho pouquíssimas experiências negativas e, as que eu tenho não são relacionadas ao meu ambiente diretamente. Na verdade elas são mais em relação a fãs, eu diria. Floor: Isso é maravilhoso, e eu acho que poder falar o que você pensa é um fator importante para manter a comunicação funcionando. Acho que essa é a chave, independente do gênero, é importante você poder manter a comunicação aberta e direcionar coisas, seja relacionado à diferenças entre homens e mulheres ou até mesmo qualquer outro assunto.
Se defendendo
Floor: Mas você nunca se sente como se estivesse ameaçada pela presença de homens, ou que eles lhe vissem como um acessório ou um membro efetivo, que não fosse igual em importância, ou que estivesse lá mais para o entretenimento deles, mas não, eu sou uma musicista também, exatamente como você? Você já teve alguma experiência assim? Simone: Não com os meus amigos de banda, mas talvez respostas vindas do público, ao gritar sobre as partes do meu corpo, por exemplo, eu não levo isso tão a sério, afinal a maioria dessas pessoas está bêbada, mesmo. Isso não me atinge. Certa vez tive a experiência de um fã subir ao palco e me dar um tapa na bunda e eu me virei e quase bati na cara dele porque aquilo foi tão desrespeitoso, mas ele viu o meu olhar e acho que ele quase se cagou nas calças depois daquilo. Isso é algo inadmissível para mim, obviamente. Pouquíssimas pessoas têm permissão para fazer isso (risos). Mas a experiência de ser um vocalista, independentemente de ser um homem ou uma mulher, mas você é o vocal da banda, todos querem sua atenção, todos querem chegar perto de você, querem ver se você é real, tocar você, beijar, abraçar, e eu sou muito verbal, se eu não gosto de algo eu vou falar isso. Quer dizer, é meu direito me defender, se é que posso falar assim. Mas não com meus amigos de banda, mas a bolha na qual você vive que às vezes é desrespeitada. Talvez não intencionalmente. Você já passou por isso também, acho.
Floor: Sim, eu reconheço o que você está dizendo.
Espaço pessoal invadido
Floor: E acho que isso acontece independentemente de você ser um homem ou uma mulher, mas você não quer a sua privacidade invadida.” Esse aqui é o meu espaço, aquele o seu.” Eu sinto isso de maneira muito forte, também. Eu sou muito alta e isso me ajuda a me impor, literalmente, o que é bom porque posso espairecer minha cabeça, mas todos estão literalmente aqui, e se as pessoas chegam muito perto eu entendo como invasivo também, mas também acho que isso é algo cultural. Eu já notei que em partes diferentes do mundo as pessoas veem os espaços e bolhas pessoais de maneiras diferentes. Mas certamente nós, mulheres, ganhamos um pouco mais de atenção, especialmente sobre encontrar com fãs.
Conselho para as novas gerações
Floor: Se pensarmos na nova geração, que está começando agora, nas meninas que estão começando agora e querendo participar no mundo do metal, há alguma recomendação que você possa dar? Simone: Eu só posso dizer que acreditem em si mesmas e tracem seus objetivos. Não se distraiam pelas opiniões das pessoas, ouça o que sua intuição diz. Eu sou uma pessoa que, se for para magoar as pessoas com as palavras, eu escolho não o fazer, para não ofender ou magoar as pessoas. E no final você é que se sente machucado, então você realmente tem que se impor, falar o que pensa e deixar para lá. Porque se você não defender a si mesmo, seus objetivos e necessidades, quem vai? Você tem que ser forte, como se diz, você tem que pisar firme. Você tem que saber o que você quer, manter seus objetivos, não se distrair com os dois porcento que discordam de você, focar no positivo e manter seu objetivo em mente. Saiba que vai haver esforço, que não vai ser uma linha reta até o seu objetivo, mas isso é a vida, no geral. Tente permanecer forte mental e fisicamente e vá em frente.
Floor: Eu concordo plenamente. Acho que o foco em ser diferente não ajuda tanto. Sim, eu sou uma mulher, mas sempre me senti como se fosse um dos caras, com todas as diferenças óbvias. E ao enfatizar as diferenças você superdimensiona as questões, mas deve abraçá-las, e dizer “sim, eu também posso dizer isso”. E há coisas que você não consegue fazer com os outros homens, então não faça. Mas vai haver alguém com quem você pode fazê-las, então as vezes essa situação te isola um pouco, mas se esse é o preço por fazer o que fazemos, eu pessoalmente acho isso ok e eu também não me daria bem num ambiente somente feminino, eu reconheço isso (risos). E acho que, seja um rapaz ou uma garota jovem começando no metal, tentando por o pé na porta, faça! É uma questão de puro foco.
Como o mundo do metal mudou
Floor: Eu acho que hoje é mais fácil começar do que era talvez há 20 anos atrás, já que não é uma novidade. É claro que nos anos 80 tivemos mulheres poderosas, pavimentando o caminho para nós, mas nos anos 90 ainda era muito novo dizer que se era uma cantora na cena do metal. Mas o sentimento mudou agora, que é muito mais aceito e, claro, os 2% na platéia vão reagir falando das partes do seu corpo ou que você está lá para seu entretenimento pessoal, sim, isso é uma perda para eles e se você ousar falar o que pensa, e se impor, acho que o metal pode ser uma das cenas mais fantásticas para você estar, se comparado à musica, pop, rap, há muitos estilos diferentes e tantas pessoas diferentes. Eu acho a sociedade do metal uma sociedade muito agradável e, claro, sempre há maçãs podres, mas o cenário é muito bom e, se comparado à outas cenas ou até a outas partes do mundo, se você pensar em igualdade e onde o dia das mulheres significa representar igualdade para mulheres em todo o lugar, nós podemos perceber que progredimos bastante. Eu gostaria de poder entrevistar uma mulher na Índia e ter o mesmo tipo de conversa, mas acho que não até daqui a alguns anos. Então, tomara que possamos logo mais. Simone: Sim, acho que temos sorte que ambas viemos da Holanda, um país muito liberal onde mulheres têm direitos iguais aos dos homens ou onde os homens tem direitos iguais aos das mulheres- vamos colocar assim, ao contrário. No cenário musical, o cenário do metal não é um ambiente hostil, eu me sinto segura na comunidade do metal. Há muita incompreensão quanto aos metaleiros, no geral, eu acho que eles são os maiores amantes da natureza e pessoas com níveis altos de educação.
Julgadas pela aparência
Simone: O que vemos, na indústria cinematográfica, é que mulheres que são tão boas e populares quanto os homens, recebem bem menos dinheiro. Eu, por sorte, não tenho nenhuma experiência do tipo, mas uma parte difícil em ser mulher é que somos muito julgadas por nossa aparência, do que os homens. Eles envelhecem, criam rugas, cabelos brancos, e estão envelhecendo, o que é ótimo. Estamos envelhecendo também, eu não tenho mais 17 anos, mas as pessoas gostam de focar no fato de que deveria dormir no freezer e não envelhecer. É um processo natural, mas não para as mulheres. Nós não podemos, supostamente, desenvolver com o passar do tempo e permanecer na nossa versão de 17 anos para sempre. Floor: É verdade. Isso é um estigma do qual seria maravilhoso se ver livre. Eu acabei de fazer 40 anos e eu certamente tenho rugas e alguns cabelos brancos que eu, na verdade, adoro.
Simone: Eu tenho alguns também, sim! (risos) É o corona! Floor: E eu realmente gosto de ver fotos de outras mulheres, ou filmes também, que enfatizam o envelhecimento natural das mulheres, que são sempre glorificadas por serem muito bonitas aos 50, mas parecendo que tem 30. Eles dizem “nossa, olha como elas estão envelhecendo naturalmente”. E ela é uma das poucas sortudas, provavelmente teve sorte com seus genes, mas a maioria de nós tem rugas e tem um formato de corpo diferente e tudo deveria estar bem, também. Esse é definitivamente um estigma horroroso que eu sinto também, às vezes, quando ponho minha maquiagem, olho meu rosto e percebo que não consigo esconder essas marcar mais (risos), com nenhum tipo de maquiagem. Mas está tudo bem, de fato. Eu tenho vivido e chorado e utilizado minha face em todos os tipos de expressões. E isso é um tipo de aceitação porque eu não estou imune a pensar sobre a possibilidade do uso do botox, ou que tal um filtro extra nas minhas fotos? E aí eu penso, não, não, já é demais. Eu estou assim e se você me encontrar você vai ver. E se você me ver no palco vai perceber que eu estou distante, mas ainda assim a minha aparência está lá e eu não tenho 17 anos. Eu estou melhor, tenho 40 e tenho a experiência de 40 anos de vida. Eu acho que isso é super legal e eu estou feliz por não ser mais uma adolescente.
Simone: É muito triste quando você lembra de que adolescentes não se veem como hoje nós, mulheres maduras os vemos. Olhamos para eles e dizemos que eles são lindos, mas eles são os mais inseguros e não conseguem aproveitar ao máximo. Floor: Verdade.
Simone: E eu acho que as rugas, o cabelo branco, nada disso é importante se você está confortável na sua pele, se você está feliz. Seus olhos vão falar e existe essa energia em você, ou seja, não importa se você tem algumas rugas pois, quem quer ter uma face perfeita e congelada? Esse é o atual perigo com tantos filtros de instagram. Mulheres jovens e bonitas estão mudando sua aparência para se igualar a filtros não realistas. Já falei sobre isso no instagram também, que eu discordo totalmente disso. Como você disse, não sou mais uma adolescente e esse mundo natural perfeito que muitos se esforçam para atingir simplesmente não existe. E eu tenho um filho, você tem uma filha, e cabe a nós protegermos nossos filhos e prepará-los para o mundo digital não-real. Que eles têm que tomar cuidado com garotos e garotas que estão menos suscetíveis a isso. E isso pode ter um impacto negativo numa geração feminina mais nova. Eu só queria dizer a todas as mulheres que elas são lindas e que amor próprio e auto aceitação são importantes. É aí que tudo começa. Floor: Absolutamente!
Limites de gênero
Simone: Você tem uma filhinha. Ela é bem mais nova que o Vincent, ele já está vendo algumas coisas na internet, mas você é uma pessoa pública, está online, e você tem as ferramentas e o poder de guiá-la e protege-la também. Floor: Eu espero que isso seja algo ingênuo para se pensar, mas eu espero que o que chamamos de “redes sociais”, seja de fato uma rede social, da maneira que somos sociáveis na vida real, que possamos ser sociáveis na internet, também, de forma igualitária, igualmente respeitosos, já que certos tipos de comportamentos são absolutamente impossíveis, e que eles sejam parados. Há leis, regulamentações, e possibilidades para que isso pare bem antes que fuja do controle. E eu posso ver que isso está acontecendo numa velocidade boa. E acho que meninos e meninas têm sido receptivos quanto ao que eles veem online. E o estigma quanto ao que meninos deveriam gostar e ao que meninas deveriam gostar, como eles deveriam ser. Há a cultura do “macho” para garotos, e o estigma “patricinha” para as meninas. E a rede social, com todos os seus poderes e possibilidades, deveria abrir um mundo, ao invés de enfatizar estigmas, dizendo “bem, você é um menino e se quiser ser um enfermeiro, tudo bem, não há nada de menos masculino nisso”. E se você quiser ser uma motorista de caminhão- estou pegando dois extremos de profissões que seriam diretamente masculinas ou femininas- não há nada que vá te fazer menos mulher. Eu diria que a Alemanha, a Holanda e até a Suécia, são países onde essas limitações estão aos poucos desaparecendo. Mas é um processo devagar e você ainda vê, se for à uma loja, que há o departamento unissex. E, recentemente encontrei uma mãe que disse que, na verdade, o departamento unissex parece um departamento masculino, pois se eu puser uma roupinha unissex no meu bebê, todos instantaneamente pensam que é um menino. E se você não puser rosa numa menina, ninguém saberá que é uma menina. Então, aparentemente, ainda em 2021, infelizmente ainda deixamos claro que azul é para meninos e rosa é para meninas e isso ainda acontece, pensamos que esse estigma não exista, mas ainda somos criados com ele. E eu espero que um dia a rede social ajude a expandir os horizontes, para que as pessoas expandam sua visão sobre o que é ser um homem ou uma mulher. Mas voltando ao nosso mundo e comparando ele no passado e agora, suas aceitações e menos ênfase em como estamos diferentes, mas também somos um pouco dos rapazes, eles são um pouco de nós e acho que isso é uma forma maravilhosa de olhar para igualdade. A aceitação de diferenças e eu espero que minha filha nunca sinta que é algo menos, ou diferente por ser uma mulher e vejo que aqui na Suécia isso funciona muito, muito bem. E eu espero que quando ela possa estar online sem a minha supervisão, que ela não encontre nenhum horror. Mas por mais que nós mães queiramos, nós nem sempre podemos protege-los de tudo (risos de nervoso). Eu ainda não estou preparada para abrir mão de certos controles, mas é justamente por isso que a rede social deveria se tornar realmente sociável.
Apoiando à todos
Simone: Sim, definitivamente. Temos uma plataforma enorme para nos comunicarmos. E, claro, parte disso é usado para promover a banda, mas podemos também estar mais abertos a esforços que podemos fazer para que esse espaço se torne mais bem relacionável para outras pessoas, e entender essas pessoas, apoiá-las. Eu sou muito ativa nas redes sociais, mas claro que eu compartilho apenas uma fração da minha vida real, para proteger minha privacidade, meu filho. Mas acho que, claro, podemos ajudar um pouco, ou que eu mesmo possa ajudar um pouco mais, também, e tentar ser um modelo a ser seguido, embora sejamos apenas seres humanos, que temos falhas. O que é bom e acho que deveríamos estar abertos e mostrar nossas falhas também ou estar abertos a elas. Mas definitivamente há coisas que podem ser mudadas, quando se fala sobre o dia da mulher e desigualdade, mas eu mesma, na cena do metal tenho pouquíssimas experiências negativas, mas não sei sobre outras colegas. Já ouvi algumas histórias e me considero sortuda, pois encontrei um ou outro cara não muito legal, no mundo das produções e promoções, sabemos porque nós dois conhecemos ele. No geral, acho, talvez por causa do Status, ao ser a cantora de uma banda, as pessoas te ameaçam provavelmente menos, ou te colocam numa posição desconfortável, mas nunca tive medo de falar ou, sabe, “Woman up”, não quero dizer “Man up”, ou seja, falo o que penso. Eu posso parecer bonitinha e inocente, mas eu consigo me impor. E eu encorajo outras mulheres a fazer o mesmo. Não mecha com os músculos aqui. Floor: Exatamente! O mesmo aqui. (risos) Mas é uma coisa boa e eu espero que possamos inspirar a todos que estejam ouvindo a mim, a você, a nós hoje. Eu gostaria de agradecer a você por por participar do Floor Finds, e eu desejo a você e a todos um feliz dia internacional da mulher. E espero que todos na sua família estejam seguros, saudáveis, e será maravilhoso se pudermos nos encontrar novamente em algum lugar na estrada muito em breve.
Simone: Obrigada, foi ótimo. Podemos beber um chá logo mais em algum lugar na grã-bretanha comendo um pedaço de bolo. (risos) Floor: Exatamente. Simone: Como anos atrás. Floor: Sim, muitos muitos anos atrás. Muito obrigada, Simone. Adorei te ver. Simone: Obrigada!
Não. Sim. Não. Sim. Sim. Não. Eu não gosto de sílabas, ou gosto? Nesta semana, Fan Friday responde algumas perguntas urgentes com respostas mais ou menos satisfatórias! E eu também preciso da sua ajuda com tacos, sério.
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#6 Bem vindos à outro Fan friday!
Floor, qual a sua música favorita de cantar do Nightwish e porque? Floor: Minha música favorita é Ghost Love Score porque é absolutamente fantástica.
O que é a arte do Sabaton no fundo? Sabaton é a minha banda suéca favorita. Há alguma colaboração entre Floor e o Sabaton? Floor: Eu na verdade cantei em dois álbuns e eu também sou casada com o baterista deles.
Uma pergunta burra aqui. Floor é inteligente, dê a ela os créditos! Floor, qual shampoo você usa? Floor: Eu uso o Shampoo Bars from Blush.
Há alguns momentos em que você sente que não quer cantar, e se você sente, como você supera eles? Floor: Não, eu não tenho esses momentos.
Voce é incrível, Floor! Triste que você não gosta de tacos, mas eu espero que você goste de caipirinhas! Floor: Eu amo Caipirinhas, e eu tenho comido a força os tacos, é uma pergunta que eu faço a vocês: Como que vocês gostam de tacos? Como que eu me acostumo a eles? Eu tenho tido tantas reações que eu tenho certeza que vocês vão me ensinar a comer taco. [risos]
Você tem um compositor clássico favorito, ou uma peça clássica? Floor: Na verdade, não. Eu ainda estou aprendendo o que tem nesse gênero.
Qual o titulo do ultimo livro que você leu? Floor: In the name of the wind.
Você poderia dar mais respostas com mais que uma sílaba? 😉 no. Floor: Sim.
Querida Floor, que tipo de cavalos você tem? O que você gosta de fazer com eles? Equitação? Eu acho que a Taco Friday não é a sua praia 😉 Floor: Eu tenho um swedish warmup e eu chamo ele de Seth, que é a pronuncia sueca para Zeus e eu tenho um Clydesdale da Escócia que seu nome é Lilly. E amanhã teremos um pequeno pônei, e o nome ainda vai ser decidido.
O Todo Poderoso Odin: Porque você não acredita em mim? Floor: Me perdoe Odin, já faz tanto tempo, você é até mais velho que eu! ☹️ [risos]
Funfact: Você pode usar os vídeos da Floor fazendo o seu bate cabeça giratório pra recarregar seu celular. Floor: Absolutamente, sim! Não só o celular, mas o todo o globo se as pessoas colocassem o vídeo em todos os lugares do mundo.
Tchau!
#7 Endless Taco Most Beautiful!
Os tacos estão se tornando uma coisa e tanto. A última vez, os comentários foram cheios de piadas engraçadas como tacos, haha! Yours Is An Empty Taco, Endless Taco Most Beautiful! Neste fã friday, falamos mais sobre comidas e mais perguntas aleatórias! Espero que vocês gostem!
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Bem vindos de volta ao Fanfriday
Qual foi o melhor dia da sua vida? Floor: Bem… Eu acho que foi o dia em a Freja nasceu. Um dia muito longo, mas também o melhor!
Uma pergunta simples: como você está? Floor: Estou bem! Eu escrevi uma canção chamada “Wolf and Dog” há alguns anos e descreve como eu me vejo, em um equilíbrio entre dois mundos, o lobo sendo a aventureira, a caçadora, a que vai em turnês e viaja o mundo para alimentar a minha mente, e agora eu tenho um cachorro super gordo e feliz, deitado no sofá, quase preguiçoso demais para balançar o rabinho e eu tenho um lobo faminto. E esse equilíbrio está faltando, então há uma grande parte de mim que quer muito estar lá fora, mas claro eu tenho o cachorro que está todo feliz e gostando tudo da vida de casa.
Oh, eu esqueci de perguntar…. Burritos então? Floor: Eu….. Oh Deus, outra polêmica vai começar!
Uma pergunta melhor que tacos, eu vou tentar…. Como você sai do palco, depois de uma grande performance e depois de absorver toda aquela energia? Floor: A melhor coisa, especialmente quando estamos em turnê em um ônibus é reunir todas as minhas coisas do camarim e voltar ao ônibus, encontrar com os outros e tomar um vinho. Isso é incrível, nós nos falamos um pouco e depois eu vou dormir bem cedo. Eu escutei de outras pessoas, como meu marido, que nós somos muito entediantes, mas eu gosto assim!
Uma coisa que você faz todos os dias para ser o seu eu autêntico. Floor: Eu escovo os meus dentes?
Uma receita da sua infância que você gosta… se é que você ainda gosta! Floor: algum prato em holandês impossível de entender
Qual a sua receita holandesa favorita? Floor: algo em holandês impossível de entender de novo Prato vegetariano
Your is an empty tacos! Floor: [risos] Isso é verdade, eu prefiro desse jeito! [risos] É uma boa frase!
Qual a coisa que você mais gosta de fazer para se cuidar? Floor: Eu tenho cavalos, e isso é como eu cuido de mim.
Tacos são um grupo importante de comida, igual pizza. Voce gosta de pizza, certo? Floor: Eu realmente gosto de pizza. Eu espero que as pessoas estejam felizes que eu gosto de alguma coisa!
Essa foi mais uma Fanfriday e eu espero que vocês tenham gostado e tenha um ótimo final de semana. Vejo vocês semana que vem.
E eu realmente gosto de pizza, as melhores pizzas do mundo são da italia, elas realmente são as melhores. Eu mal posso esperar para voltar para Italia, sentar num naqueles terraços, beber um ótimo vinho porque tudo é simplesmente incrível, eu preciso de pizza e eu realmente gosto de pizza…..
#8 You can’t see me!
Canalizando meu John Cena interior nesta Fan Friday! Vocês não podem me ver, mas podem ver o Fan Friday! Falamos sobre Lord of the Rings, or Fame of Thrones ou qualquer coisa do tipo. E falamos de outras coisas legais e divertidas também.
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O final de semana está logo aí, então bem vindos à outro episódio do FanFriday
Se você fosse um personagem de Senhor dos Anéis, qual você seria? Floor: Eu gostaria de ser a rainha dos dragões, eu acho… Oh, o Senhor dos Aneis? Eu quase acertei. Não tem Rainha dos Dragões em Senhor dos Aneis? Eu não entendo dessas coisas, eu não lembro. Eu seria um elfo – e eu provavelmente acabaria morta. Quem é a mulher Alpha? Ah, mas eu não quero ser vendida… Eu não quero ter pés peludos. Que ótima resposta!
Você já ouviu falar da cantora do ReVamp? Vocês duas soam iguais e se parecem bastante. Floor: [Risos] Sim, eu já ouvi falar, eu ouvi falar que ela é foda.
Qual é o seu segredo para uma maquiagem que dure no palco? Floor: Não use a sua toalha esfregando a sua cara quando você estiver suando, o ventilador ajuda a secar o suor porque quando você está suada, é difícil manter tudo na sua cara. É isso, compre bons produtos.
Já que você AMA tacos: você sabia que tacoat ao contrário também é tacocat? Floor: Agora eu sei. Eu aprendo coisas novas todo dia. Assim como todos que estão assistindo isso, é realmente algo incrível para se saber antes do final de semana, certo?
Pergunta: Como que você lida, sendo uma pessoa hiper sensitiva, quando você está em turnê cercada por tantas pessoas o tempo todo? O que te ajuda a se acalmar? Floor: É um processo de aprendizado. Eu não percebia o tanto… Eu percebia que eu era uma pessoa altamente sensitiva durante a maior parte da minha vida em turnês, então eu não me adaptei, eu apenas me tornei extremamente extremamente cansada, sentindo ainda mais necessidade de me trancar nos quartos de hotel e camarins… Entao na minha próxima turnê, eu realmente quero passar os dias livres na natureza, por exemplo. Passar mais tempo pensando conscientemente que eu preciso bloquear tudo de fora, não me encontrar com grandes grupos de pessoas quando eu não precisar e aproveitar mais as coisas pequenas. Receber mais energia dessas coisas, para que eu possa me sentir recarregada não só nos dias de folga. Eu espero que funcione!
Se você pudesse, você preferiria voltar no tempo ou avançar no tempo? Floor: Avançar. Há muita crueldade no passado e eu espero que tudo esteja melhor no futuro.
Canalizando meu John Cena interior nesta Fan Friday! Vocês não podem me ver, mas podem ver o Fan Friday! Falamos sobre Lord of the Rings, or Fame of Thrones ou qualquer coisa do tipo. E falamos de outras coisas legais e divertidas também.
#9 Floor’s Favorite Kitchen (Taco Bell?)
Sexta, sexta, sexta! Outra sexta-feira com perguntas sobre comida, mas desta vez, com outro tópico que jamais mencionado antes! Nós falamos sobre biologia, jogos, Black Sabbath e mais. Tenham um ótimo final de semana!
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Olá e uma boa sexta feira para você. É o momento de outro FanFriday.
O que mais te interessa na Biologia? O que você escolheria estudar? Floor: Eu sou muito interessada em como as coisas funcionam e porque elas são como são. Porque coelhos ficam doentes quando há muitos deles, por exemplo. Porque os pássaros voam para o sul? Porque algumas espécies comem isso ou aquilo, eu acho isso fascinante e eu estou sempre interessada em escutar as respostas e provavelmente há muitas respostas novas aparecendo, então… Eu não sei muito sobre biologia em pontos específicos, não sei exatamente quais matérias eu teria que estudar, mas eu sou fascinada por muitas coisas! Entao eu espero que eu não esteja muito velha pra poder absorver tudo!
Quais seus pensamentos sobre musicas de videogame? Floor: Hm…. [toca um instrumento imaginário com som de jogo]
Ok, então comida – qual a sua comida étnica favorita além da holandesa? Floor: Eu adoro a comida indiana e qualquer coisa, especialmente porque eles tem uma variedade enorme de pratos vegetarianos que você consegue comer em quase qualquer lugar do mundo. Entao se há uma cozinha completa para mim, é a indiana.
Você gosta de Black Sabbath? Floor: Oh Deus… Eu sei que é o Santo Graal mas não, eu nunca curti muito… Os vocais para mim são… não é minha praia.
Pergunta! Qual tipo de urso (bear) é o melhor? Floor: O urso marrom, talvez? Eles vivem aqui na Suécia, eles são lindos, mas eu acho que todos os ursos são lindos. Quando se trata de cerveja (beer), eu realmente gosto de todos, mas o meu favorito é orcwell.
Ok Floor, esqueça sobre os tacos… Talvez eu perdi a pergunta sobre os braceletes que você sempre usa no seu pulso direito. Há algum significado ou você simplesmente ama usá-los? Qual a história por trás deles se, se tiver uma? Floor: Bem, essa é uma boa pergunta! As pessoas que prestaram mais atenção perceberam que eu tenho mais do que eu costumava ter. Eu tenho usado as prateadas desde que eu tinha uns 17/18 anos, eu as ganhei da minha mãe – que costumava usá-las quando ela era adolescente. E eu as tenho usado desde então. E agora eu também estou usando as de ouro que eram das minhas avós, que morreram recentemente – um ano atrás agora – e eu as uso agora em memória a elas. Minha mãe felizmente está viva, eu tenho todas elas comigo, sempre.
Duas possíveis perguntas: Voce consideraria um dueto com o Rob Halford ou o Bruce Dickinson? Floor: Sim. Absolutamente, isso seria super legal.
Como você sabe que é precisamente a hora de contar histórias (Storytime)? Floor: Eu simplesmente sei. É um sentimento.
Tchau todo mundo, eu espero que vocês tenham gostado. Mais uma vez, tenham um final de semana fantástico, façam algo legal – apesar de ser uma pandemia, sempre há algo que você pode fazer. Não foquem no que vocês não podem fazer, e eu espero ver vocês semana que vem.
#10 Nightwish singer REACTS to Ghost Love Score (FIRST REACTION)
Nesta semana, a Fan Friday é também a mais longa Fan Friday! Falamos um pouco sobre reactions mas também sobre a performance ao vivo no palco! Depois disso temos também as perguntas habituais sobre comida hehe! Tenham um ótimo fim de semana!
Bem vindos de volta ao um minuto, dois minutos, ou devemos realmente nos manter em um minuto nessa Fan Friday?
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Na verdade comida é um assunto interessante! Como um rapaz do Texas, adoraria ouvir sobre culinária holandesa. Havia alguma sobremesa que você gostava muito quando era criança? Floor: Oh, bem, nos Países Baixos temos, na verdade acho que somos famosos pelas sobremesas – e elas vêm nessas caixas de leite e são chamadas “fla” e temos centenas de variações (sabores) dela. Hm, chocolate com baunilha, tudo que você pode imaginar. Acho que quando eu era nova, havia apenas alguns sabores e conforme eu cresci, mais e mais e mais surgiram e agora há todos os tipos de fla e iogurtes e bem… Coisas boas, dê uma olhada em mercados holandeses por sobremesas (ou tacos).
Eu sempre me pergunto como funciona o ponto de retorno durante os shows ao vivo – você ouve a banda toda ou apena alguns instrumentos, clique do metrônomo, etc? Floor: Quando se trata de sistemas no ouvidos eu diria que menos é mais. Obviamente eu preciso ouvir a mim mesma e eu não gosto de volumes altos, então eu preciso deixar tudo realmente mais baixo. Nós temos poucos instrumentos acústicos ou amplificadores no palco então na verdade podemos deixá-los bem baixos, ou tudo depende de quão alta a bateria está. Então pra mim a bateria é basicamente a parte acústica, eu não preciso dela completa nos meus ouvidos. Eu também tenho um click, tenho alguns sons de fundo como a orquestra e o coral, alguns backing vocals, e até algumas frequências. Existem algumas frequências que não preciso dizer e são legais de ouvir mas menos é mais, então eu posso realmente focar no que eu preciso ouvir, portanto muito das frequências baixas é filtrado. Eu não escuto o baixo, o que é muito chato, escuto um pouco da guitarra mas nada alto, escuto os teclados, os vocais do Marko e do Troy e tudo que o Troy toca e é um equilíbrio fantástico entre tudo. Devo que dizer que é bem complicado “me mixar” mas nós temos um cara fantástico cuidando disso e dos meus ouvidos e também da minha voz.
Você prefere receber perguntas frequentes sobre sua altura ou sobre tacos? Floor: Hum, caramba, eu não sei. Tem sido um prazer responder todas elas.
Floor, quando você escreve (música), você precisa de reclusão absoluta? Interrupções atrapalham sua linha de pensamentos? Você grava TODAS as versões de uma música no processo? Floor: De fato, prefiro que não me perturbem. Eu sou muito focada no que faço, entrando na vibe certa. Eu percebi que eu gosto da luz do dia e de uma vista bacana. Eu não consigo sentar na frente de uma parede lisa e me sentir inspirada, então acho que é isso que eu preciso, mas uma vez que “o jogo começou” eu fico menos receptiva a tudo que está acontecendo em volta mas ainda assim falando sem ajuda.
Se você não tivesse se tornado uma deusa do metal (sim, você é, não fique envergonhada), o que você gostaria de ser das seguintes 5 opções: uma princesa do Reggae, uma diva do blues, um anjo do jazz, uma rainha do clássico ou uma (francesa) durona do hip hop com correntes de ouro? Floor: Eu provavelmente seria uma rainda do clássico, me gabaria o tempo todo sobre como eu seria incrível e sempre falaria desse jeito (voz aguda imitando canto lírico).
Eu tenho uma pergunta para você. Você assiste aos vídeos de reação a Ghost Love Score feitos por professores de canto e musicistas? Floor: Eu assisti a alguns deles e, bem, é incrível ver que há tantos vídeos de reações. A parte negativa é que às vezes fica difícil filtrar os que são bons. Então, vejo pessoas que estão realmente amando, o que é maravilhoso, mas não há uma reação de fato ou uma análise técnica, o que eu acho interessante (senhorita técnica, você é uma nerd). Eu me deparei com alguns que achei bem interessantes de assistir e como não sou muito objetiva, é bom ouvir o ponto de vista de pessoas que vêm da parte técnica e outros profissionais que sabem como é fazer música. Então, isso que eu acho interessante, mas tenho que dizer que não passo muito tempo assistindo a vídeos.
Esse foi um minuto, dois minutos, creio que seja mais de dez minutos de Fan Friday. Espero que tenham curtido e tenham um ótimo fim de semana!
Saúde mental, depressão e tempos difíceis são temas que muitas vezes não são falados tanto quanto deveriam. Me sentei com o Tom Englund do Silent Skies & Evergrey para discutirmos esses tópicos pesados. Tom tem experiência em ajudar pessoas com problemas psicológicos e também passou por um momento difícil. Espero que todos gostem dessa conversa e estejam cuidando de vocês mesmos.
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Floor: Bem vindo ao Floor Finds de hoje, e estou aqui com Tom Englund, do Evergrey e, agora também do Silent Skies. E vocês devem saber que o Tom tem diploma em ajudar pessoas com necessidades psicológicas. O que isso realmente significa? Por favor Tom, nos diga! Tom: Eu estava num período da minha vida de músico onde chegou um momento em que eu não me senti bem sobre estar em uma banda ou tocar música, para ser honesto. Meu guitarrista Henri me disse que você precisa achar algo que é mais importante que a musica, o que é extremamente difícil.
Floor: Sim Tom: Como você sabe… O que pode ser?
Floor: Sim, o que pode ser? Tom: Porque a música estava me deixando exausto e eu estava trabalhando nisso há tantos anos, então eu estava psicologicamente no fundo do poço e eu não tinha forças para sequer abrir um email. Então chegou num ponto onde eu precisava fazer algo diferente, então eu apliquei para um curso na universidade, um curso completo de universidade por 3 anos e meio, onde eu estudei Trabalhos Sociais e Psicologia e métodos terapêuticos para ajudar pessoas com necessidades psicológicas… Eu fiz isso enquanto eu estava em turnê, então foi uma coisa estupida a se fazer! Mas ao mesmo tempo me ensinou muito sobre mim mesmo e sobre como as coisas que você mais ama também são as coisas que mais te machucam e que você precisa cuidar de si mesmo. Hoje eu me sinto muito melhor sobre mim mesmo e sobre minha relação com a música, talvez nós podemos falar um pouco sobre isso.
Floor: Sim, absolutamente. Eu acho ótimo que você se aventurou a falar abertamente sobre desafios psicológicos, eu acho que é cada vez mais aceito que as pessoas não se sintam bem, apesar do fato das pessoas pintarem esse mundo onde tudo é perfeito – e obviamente não é -, e as pessoas tem momentos em suas vidas onde as coisas não estão ótimas, ou pessoas até com problemas mais severos e é fantástico que elas possam aceitar isso; a partir disso é mais fácil de encarar e sair desses problemas, como você fez ao tomar controle da situação e dizer “Ok, eu preciso fazer alguma coisa e eu preciso consertar isso”. Você acha que você se sentiu melhor porque você poderia ajudar outras pessoas ou porque você aprendeu mais sobre entender melhor a Psicologia e, consequentemente, a sua própria cabeça? Tom: Eu diria que foi tudo isso, mas para mim é um processo e é um processo de transição de onde eu estava, não sabendo quem eu era – porque essa doença que eu estava vivendo estava praticamente mudando tudo para mim, na minha perspectiva, a minha perspectiva sobre mim mesmo, sobre o que minha vida deveria ser e a minha perspectiva sobre a música e você sabe, tudo o que eu era naquele tempo. Então foi um processo bem perturbador de também “sair” do mundo da música, ou pelo menos estar a um passo de sair, porque essa o meu game over, não fazer mais música porque estava me machucando. Então foi um processo de transição com certeza, então eu comecei a estudar…. No início eu tive que estudar por um ano para ser aceito na universidade, então eu estudei por quatro anos e meio, depois disso eu fiz um curso onde eu me especializava em falar com as pessoas de um jeito terapêutico, pessoas com câncer. Entao foi um longo período de estudo, eu diria que foi um total de seis anos. E durante esse tempo, claro, eu aprendi muito sobre mim mesmo e também sobre a psique humana e como eu devo me posicionar no mundo. E como você disse antes, o mundo de hoje se pinta como se tudo fosse ótimo, e você e eu somos altamente responsáveis por sobre como nós nos portamos para vocês *aponta pra câmera*… Então eu acho que é importante mostrar ambos os lados, ou falar sobre isso como estamos fazendo agora, porque ninguém fica ansioso em mostrar a própria cara no instagram num dia muito ruim, e ao mesmo tempo nós temos que ter a responsabilidade de não necessariamente dizer ao mundo que você esta se sentindo o pior todo dia.
Floor: Não, absolutamente! É engraçado porque se você pensa na nossa música, nós fazemos músicas bem melancólicas, e lá pode haver miséria, tristeza, pode ser tão obscuro e isso é aceito, mas se você colocar uma selfie tem que ser *sorri de forma exagerada*… Tom: Você tem que parecer legal!
Floor: Exatamente. Mas claro, para criar música, mesmo música melancólica e obscura, você precisa ter o suficiente para transformar tudo o que está dentro de você para a música e ser capaz de dar uma voz para essas emoções, e transcrever o que nós sentimos para que vocês também possam sentir, e todos vão sentir de forma diferente porque todos são diferentes e todos vêm com a sua própria bagagem da vida e escutam com ouvidos diferentes… Tom: Sim, especialmente para mim e você…. Digo, claro que há bandas que escrevem sobre cavernas e dragões e espadas e esse tipo de coisa, mas eu não tenho uma conexão tão intima com essas coisas…
Floor: Eu também. Tom: Então eu escrevo sobre mim mesmo, e você também. Então quando você faz isso, como artista você toma a decisão se é isso que você quer falar para as pessoas, então para nós é duplamente mais exaustivo de sempre falar de algo ou de alguém que é próximo de você.
Floor: Sim, com certeza. Digo, até quando você está no palco, você pode viver uma montanha russa de emoções sobre tudo o que você colocou na música, mas para mim é quase a parte mais essencial em fazer música, eu quero ser capaz de fazer isso…. Eu poderia estar cantando sobre papel higiênico se não fosse isso, porque seria vazio! Precisa ser completo por algo, e quanto mais genuíno, o melhor é o que você pode transmitir, como emoções…, mas isso vem com um pouco de sofrimento, você precisa ter a energia para fazer isso. Tom: Sim e foi isso o que aconteceu. Naquele tempo – eu acho que foi em 2010 – eu estava, naquele tempo, sentindo que o que eu colocava na banda, ou na música, ou no processo de composição, não era necessariamente honesto porque eu estava me sentindo um merda. Eu não poderia escrever sobre isso, ou não poderia expressar isso em palavras, basicamente. Então eu comecei a me sentir desonesto para com mim mesmo… E fazer esse tipo de música, e ser desonesto não funciona para mim. Quando você escreve música pop você pode escrever sobre alguns tópicos e pinta-los com cores brilhantes ou algo assim, mas quando você está escrevendo música – pelo menos para o Evergrey – eu sempre escrevo sobre mim mesmo e eu parei de sentir que eu estava sendo honesto, então eu precisei mudar.
Floor: É muito interessante que a música pode nos drenar dessa forma, e é ótimo que você achou um jeito de parar o ciclo vicioso e escalar fora dessa espiral negativa que você estava, porque música é emoção e é interessante que – eu não sei como isso funciona para você ou para vocês – mas eu sempre me sinto melhor quando eu ouço músicas melancólicas. Eu não fico feliz quando eu ouço canções felizes, não me causam nada, ao menos que a letra seja muito boa. Mas há algo em músicas mais obscuras e na melancolia que me faz ficar calma de um jeito… Tom: Talvez seja porque a música é honesta.
Floor: Sim, pode ser. Tom: Porque eu acho que – digo, você precisa de tudo, de todas as cores no arco íris…, mas o que eu carrego como verdade no meu coração é que a vida nem sempre é fácil, sabe? Então para mim escutar apenas músicas felizes o tempo todo iria fazer com que eu me sentisse estranho, digo você se conecta com seus sentimentos e você escreve as suas músicas, que são basicamente conectadas com seus sentimentos, então eu acho que é por conta disso… E isso alimenta seu ego e aumenta a sua energia, e te faz sentir melhor, mesmo que seja uma música de derramar lágrimas ou de partir corações, o que quer que seja!
Floor: Por mais estranho que possa parecer, eu concordo absolutamente. A emoção entre os sentimentos pesados e a música é tão forte que …. Imagine assistir um filme sem música! Você não sentiria medo, ou os momentos felizes, a música intensifica as emoções lá também…. É um ângulo interessante de se pensar, a saúde psicológica mesmo para músicos que escrevem músicas mais pesadas sentimentalmente… Mesmo as músicas com uma vibe mais obscura, até as letras precisam da energia, essas coisas precisam de energia para serem escritas… Tom: E eu também acho que é escrito por um ponto de…. Digo, eu não posso falar por todos, mas pelo meu ponto de vista, liricamente eu escrevo para mim mesmo. Apenas para mim mesmo. Então eu sou abençoado por ter pessoas que gostam da música, mas eu preciso começar de dentro. E quando eu faço isso, torna-se terapêutico para mim…. E por mais que soe como um clichê, é como um método cientifico que você escreve para si mesmo – então quando você vê o que escreveu em palavras, é você dizendo a si mesmo como você se sente. Então no início, nos primeiros quatro ou cinco álbuns eu escrevi bastante coisa e nunca entendi muito bem o que eu escrevi. E agora, que sou mais velho e mais gordo [risos] – brincadeira –.
Floor: Só um pouquinho mais velho… Tom: Sim, só um pouquinho.
Floor: Mais sábio! Tom: Muito mais sábio! Agora eu consigo ler as letras e perceber que naquele tempo, eu estava falando sobre como eu me sentia por dentro, e sobre o que eu tinha passado. Então aquilo era terapêutico para mim, ver que eu passei por algumas situações e que eu me contei o que aconteceu – sobre algo que aconteceu ou se eu sentia que precisava desacelerar as coisas. E na época eu não entendia.
Floor: Wow! Tom: Sim, foi uma experiência muito impressionante. Eu pensei: “vou parar com isso, não quero mais escutar! ”
Floor: Sim, eu consigo imaginar! Eu reconheço que escrever para si mesmo, talvez não no sentido de escrever para se contar algo, mas para verbalizar algo de dentro para que elas se tornem mais reais e reconhecíveis, para que elas se tornem…. Como se elas fossem mais reais, mais presentes, mais no mundo do que na minha cabeça ou no meu coração. Tom: E isso é exatamente como funciona! Quando eu estava trabalhando no hospital com pacientes com câncer, esse era um dos métodos – falar sobre a mesma coisa muitas vezes – porque você coloca palavras diferentes sobre o mesmo sentimento a cada vez que você fala. E isso é exatamente o que você faz quando você está escrevendo as letras de uma música. “Não, essa palavra não se encaixa. Não, isso não descreve o que eu estou pensando. Não, eu não me sinto assim. Não são as cores certas, não são as palavras certas. Vou tentar outra frase”. E isso é algo que você faz também com os pacientes, e quando os pacientes falaram sobre o mesmo assunto de tantos jeitos diferentes que a pessoa fica sem mais palavras, você alcançou um ponto onde pelo menos você tem uma percepção de onde você está e como você se sente. E isso é importante! Como você vai se sentir depois você não sabe, mas é importante saber como você está se sentindo naquele momento.
Floor: Porque? Tom: Porque isso te guia para a próxima parte, que é enfrentar o problema real. Se eu não sei qual que é o problema eu não posso enfrentá-lo. Mas se eu souber o que é exatamente isso que eu estou sentindo, que essa é a essência da minha tristeza ou do meu medo de morrer ou qualquer que seja – agora o assunto se torna bem pesado – mas sim, quando você sabe o que você está sentindo aí você pode pelo menos enfrenta-lo – se é isso que você deseja fazer – ou trata-lo da forma correta.
Floor: Então pode-se dizer que até escutar uma canção pode funcionar desse jeito. Tom: Claro!
Floor: Se essa canção específica parece ter achado as palavras certas, mesmo que elas não tenham sido escritas por você, você pode se identificar tão fortemente que é como se fosse terapêutico, como se alguém realmente te entendesse e toda vez que você escuta a música e escuta as palavras, você se sente como se a música replicasse um certo sentimento com o objetivo de entendê-lo. Tom: Se identificar com música, é algo que todos nós *aponta para a câmera e pra Floor* fazemos como fãs de música, Nós nos identificamos com ela. Você escreve uma música e eu penso “ah, eu já passei por isso, eu me sinto exatamente assim” – isso é tudo o que os nossos fãs e o que nós fazemos com a música que nós amamos… É exatamente isso, você se identifica e então percebe que você não está sozinho, basicamente!
Floor: É um poder tão mágico, mas é interessante falar sobre isso e colocar palavras para os sentimentos ou para as conexões indescritíveis que você pode ter – mas sem tirar a mágica disso, eu acho que é importante entender isso, e ver a beleza disso ainda mais. Digo, você vê quando as pessoas se reúnem – e espero que possamos fazer isso de novo logo, quando derrotarmos o Covid-19 – quando todos nós nos reunimos e escutamos às mesmas notas e as mesmas palavras e como isso causa diferentes emoções ou backgrounds diferentes para mesma emoção…. Isso é poder! Tom: Sim! Eu acho que isso que é religião para muitas pessoas. Por mais que eu não seja religioso, eu entendo que se você tem uma visão comum de algo e se identifica com algo junto de muitas outras pessoas…. Eu entendo a parte psicológica por trás disso. Porque música é exatamente a mesma coisa – quando você vai à um show com 500 ou 10,000 pessoas e todos estão lá com as mesmas camisetas e assistindo uma banda que todos amam…. Há algo maior que isso?
Floor: Absolutamente. E ninguém bombardeou algum lugar em nome da música… Tom: Sim! [risos]
Floor: Por conta disso, a música ganha! [Risos] Tom: Música vs Religião – uma zero!
Floor: Sim, sem cruzadas pelo nome de uma boa música! Não! [risos] Tom: Sim, absolutamente!
Floor: Sim, muito obrigada Tom, por essa conversa, se há algo mais que você gostaria de compartilhar comigo ou com as outras pessoas… Tom: Ah, apenas chequem a música que nós fizemos juntos se você ainda não viu! E o novo Silent Skies.
Floor: Quando que ele será lançado? Tom: Silent Skies saiu no dia 11 de dezembro, então já está lançado! O novo do Evergrey sairá no dia 26 de fevereiro.
Floor: Um ótimo trabalho! Obrigada Tom. Tom: Obrigado!
BandBond: Quando eu pesquiso vocês no google, a primeira pesquisa sugerida que aparece para você Floor, é “Floor Johnson”, Hi! Floor: Oi também, eu sei… risos.
BandBond: E para você Hannes, é “Hannes Vandal lives” – eles querem saber onde você mora. Hannes: Ou eles querem saber se eu estou vivo! Talvez.
BandBond: Talvez. E a segunda opção que aparece é “Hannes Van Dal altura”. Porque você acha que as pessoas são tão obcecadas com a sua altura? Hannes: [olhando para Floor] Bem, você sempre recebe essa pergunta. Floor: Sim. Hannes: Especialmente nos EUA. Floor: Não, em todos os lugares… Eu acho que é porque eu sou alta, mais alta que a maioria das mulheres e eu sou mais alta, dependendo de onde estou no mundo, que a maioria dos homens e isso se tornou algo. E é difícil de ver quão alta eu sou quando eu estou no palco mas se você me colocar perto do nosso guitarrista então a diferença é ainda mais fascinante e além disso eu não entendo porque isso realmente importa porque não é como se eu pudesse fazer muita coisa sobre isso de qualquer forma [risos]
BandBond: Como vocês se conheceram? Floor: Nós nos conhecemos durante uma turnê, então eu estava com ReVamp, minha antiga banda, e você estava com Sabaton e nós iriamos fazer uma turnê pelos EUA com o Iced Earth. Hannes: Sim, ambos abrindo para o Iced Earth. Floor: E lá estávamos nós em Michigan… Hannes: Grand Rapids, Michigan, com certeza. Floor: Sim, um lugar muito romântico para se conhecer. Hannes: Nosso guitarrista era um grande fã do Nightwish e eu não sabia que você estava no Nightwish, eu nunca tinha escutado a banda antes então eu não sabia muito sobre isso, mas ele veio falar comigo na manhã do primeiro show e disse “Você sabia que a cantora do Nightwish está na turnê?” E eu nem sabia quem era essa pessoa. Nem tinha ideia. Floor: Depois do show, depois que tudo estava feito, nós sentamos com uma taça de whiskey porque nós descobrimos que ambos gostamos de whiskey… Hannes: Entao você perguntou se eu queria compartilhar um charuto e, para mim…. Lá vem essa cantora de ópera que gosta de Pantera que fuma charutos e toma whiskey, que diabos é isso? Eu preciso casar com essa mulher! Então eu casei.
BandBond: Vocês vem de famílias com muita música? Floor: Não muita música, mas sempre houve música, a maior parte do meu pai. Ele era interessado em diferentes tipos de coisas, então tínhamos musica clássica no domingo… Hannes: De que forma? Escutando a música ou tocando?Floor: Escutando música clássica mas ninguém estava tocando, então eu tocava a flauta… Mas quando eu tinha 14 ou 15 anos eu comecei a ficar interessada em rock, grunge primeiro, rock e depois metal e eu achei o violão velho do meu pai e eu queria aprender a tocar… Ele me ensinou os primeiros acordes e de lá eu comecei a escrever minhas primeiras musicas… Musicas bem ruins, claro, mas ainda assim você precisa começar de alguma forma! E meu pai, enquanto me ensinava, ficou interessado denovo em tocar e não muito tempo depois ele comprou a primeira guitarra elétrica desde que ele virou um pai… Voce sabe, trabalho e crianças pequenas tomam o seu lado Rock n Roll e então ele meio que se achou novamente lá e começou a comprar mais musicas e ficou mais interessado em blues denovo, voltou a ver mais shows então foi mais ou menos assim para mim. Hannes: Sim, eu acho que a minha mãe escutava bastante música, ela tinha toda a coleção dos Beatles, todos os álbuns e foi daí que eu comecei, basicamente… Vendo a coleção antiga da minha mae e os vinis da minha avó, claro. Mas muitas bandas grandes, como Duke Ellington e esse tipo de coisa. Floor: E depois você teve o seu primo te apresentando… Hannes: Meu primo mais velho me apresentou Judas Priest e Metallica.. Mas isso nunca foi uma escolha, ele me disse “é isso que você deve ouvir, não ouça outras coisas!” E eu fiquei tipo “okay…”
BandBond: Essas bandas foram as suas primeiras favoritas? Hannes: Sim, absolutamente. A coisa começou quando nós estávamos acampando no quintal do meu primo com meu primo mais jovem e estava um clima horrível, com raios e trovões, então meu primo mais velho chegou com uma caixa de som e tinha o CD “Ride the Lightning” escrito e ele disse “você precisa escutar isso” – nós não sabíamos como era aquele som. Nós colocamos e naquela época era bem assustador porque você não entendia como se fazia aqueles sons, o que era! Então eu fiquei super intrigado por aquilo e precisei saber como fazer aquele som, e foi assim que começou. E ele tinha um kit de bateria que nós íamos tocar escondido no porão quando ele não estava na casa. Era um kit Yamaha.
BandBond: Você se lembra das suas primeiras bandas favoritas? Floor: Ahm, sim, para mim não era metal, então eu era intrigada pelo Grunge porque tinha tanta música para dançar na Holanda naquela época quer você fosse uma pessoa alternativa ou não. A maioria das pessoas das pessoas não eram, e isso te tornava muito alternativo caso você se parecesse com um roqueiro… Então isso era muito importante naquela época, era quase mais importante que a escolha da música… Mas já que eu não me encaixava muito bem e eu não conseguia acreditar no quão fútil era esse tipo de coisa eu logo fui para o lado alternativo, e eu fiquei interessada em escutar Nirvana, tinha bastante Janis Joplin também que não é muito comum, mas eu escutava basicamente o que outras pessoas estavam escutando, eu não consigo dizer qual era meu favorito porque tinha tanta coisa envolvida além da música… Mas eu lembro de alguém colocando para tocar para mim Slayer e eu não entendi nada da música! Me levou muitos anos para entender – você queria entender como que era feito – eu fiquei “como que as pessoas escutam isso?” Porque eu não sabia como escutar! Não me convenceu nem um pouquinho. Porém depois o Pantera apareceu e para mim tinha um lado groovy mas ainda com melodia, e isso foi o que me ganhou. Então essa banda foi a minha primeira banda favorita dentro da cena de metal e isso me ajudou muitos anos depois a entender o que o Slayer estava fazendo!
Tradução: Head up High, my dear! Floor Finds #1 | Floor Finds #2
A convidada da vez, foi a Alissa White-Gluz, vocalista da banda Arch Enemy. No “Floor Finds” da vez, elas falaram sobre os seus papéis no mundo, se tratando do bem-estar do Planeta Terra. Tópicos como o uso de plásticos, reciclagem, veganismo e muito mais. A tradução vocês conferem logo abaixo, vem!
Ω
Floor: Oi, como você está? Alissa: Oi, está funcionando?
Floor: Sim, está funcionando, como você está? Alissa: Eu estou bem, e você? Você está linda!
Floor: Obrigada! Você está linda também. Caramba, é legal falar com você. Alissa: Sim, saudades de você.
Floor: Estamos tão distantes e agora ainda mais, não podemos fazer turnês, não podemos nos encontrar. Alissa: É sempre bom ver um rosto amigo.
Floor: Digo o mesmo, digo o mesmo. Estou feliz que você pôde se juntar a nós no “Floor Finds”. Eu tenho boas perguntas para você sobre a natureza e sobre o planeta. Alissa: Vamos lá.
Floor: Como você vê seu papel neste mundo se tratando do bem-estar de nosso planeta? Alissa: É uma pergunta bem relevante. Especialmente hoje em dia, muito relevante. Quer dizer, eu penso que todos nós temos um pouco da responsabilidade de cuidar do planeta terra. Somos administradores do planeta e devemos cuidar deste nosso lar da mesma maneira que cuidamos da casa em que moramos, ou do ônibus de turnê que você está, ou do seu camarim. Qualquer lugar que você queira estar e estar saudável, precisa de tempo e atenção, então eu sempre pensei em respeitar o planeta neste sentido. E acho que muitas pessoas fazem isso, a maioria das pessoas o faz. Não acho que haja muitas pessoas que andem por aí querendo sujar a Terra. O problema é que crescemos numa sociedade que é dependente de certas conveniências e luxos que acabam por realmente sujar a Terra e não ficamos cientes da história por detrás disso quando compramos ou usamos o produto final. Então acho importante que todos nós nos informemos para que estejamos cientes do que estamos contribuindo quando usamos e consumimos produtos diferentes que ficam disponíveis para nós, porque há muita conveniência no mundo, que é o que nos permite ser tão eficientes e trabalhar tão duro e termos essas tecnologias incríveis, mas as vezes você tem que reavaliar se vale a pena o dano.
Floor: Sim, eu concordo. Mas eu também diria que isso é uma grande tarefa para as empresas que produzem estes produtos e para que elas tenham também a possibilidade de produzir de maneira mais amigável em relação ao meio ambiente. Nós podemos reciclar agora, o que é ótimo, então vamos passar a comprar um produto reciclável, mas como você disse, talvez nem precisássemos do produto de fato. O que pode ser luxo em excesso para o nosso bem-estar a longo prazo. Isso sem mencionar que parte deste mundo é muito pobre e não tem esses luxos, mas que estão em processo de obtenção deles que, claro, é igualmente importante para todos, mas é ainda mais importante que nós aprendamos a cuidar das coisas que temos. Por exemplo, antigamente você podia comprar uma máquina de lavar que duraria 20 anos, eu me lembro disso com meus pais, mas se você comprar uma máquina de lavar agora, ela quebra em 10. E aí você joga tudo fora e compra uma nova. Alissa: Sim, nós temos uma cultura de jogar tudo fora, com certeza. Mas eu concordo com você, eu sou como seus pais, quase tudo o que eu compro vem de craigslist(tipo de OLX), eu compro a versão mais antiga porque eu sei que ela é feita de materiais melhores e dura mais, eu realmente amo reutilizar coisas, adoro pegar uma coisa e transformar em outra. Eu tenho transformado camisas antigas em máscaras este ano, eu tenho costurado elas e fazendo com que virem máscaras.
Floor: Que ideias legal, você não precisa encomendar máscaras online, 100.000 ao mesmo tempo. Alissa: Sim, acho também que é importante pontuar que tomar conta do planeta não é simplesmente “não jogar lixo no chão”, reduzir o uso de plástico, ambos são importantes, mas também é cuidar de todos no planeta, e isso inclui os animais, ecossistemas, outros seres humanos, nós mesmos, isso é tudo muito importante. E eu sinto que as vezes não há ênfase o suficiente nisto.
Floor: Sim, você está certa, e também pelo fato de que somos parte disso. E eu vejo muitas reações negativas online de pessoas que se sentem negativas sobre a raça humana. Como se estivéssemos destruindo tudo. Nao somos tão cruéis e eu concordo com você que a maioria não é, nos temos maçãs podres em cada cesta, e há muita consciência em crescimento, o que certamente irá mudar isso. Mas eu acho que as pessoas querem fazer o certo se forem melhores informadas. E, novamente, uma vez que os governos e grandes empresas produzindo parem de usar certos produtos que destroem o planeta, que eles parem de usar pesticidas. Ainda há diferenças no mundo entre o que é e o que não é permitido. Não sei como é no Canadá, mas sei que nos EUA eles tem regras que nunca teríamos aqui. E eu fico pensando, por que isso depende de cada país. Isso deveria ser uma questão global porque estamos literalmente nos envenenando a longo prazo e sabemos disso. Alissa: Isso é inquestionável agora, certamente. Penso que essa pandemia que estamos vivendo nos fez perceber que somos um ser que respira vivendo em um só, porque se você abusa de animais num mercado ou se você comercializa animais de forma ilegal numa fazenda de produção, ou até mesmo numa fazenda doméstica , eles são animais, e vai trazer doenças que encontrarão um caminho para a raça humana, o que afetará a todos, não somente os pobres, não somente uma raça, não somente os que vivem no mesmo país, não somente os mais velhos que tem alguma doença pré-existente, ela afetará a todos. Então acho que, como você disse, todos somos um único ser. E cada um de nós e uma célula nesse ser estando no planeta Terra e nós temos que cuidar uns dos outros porque ter uma doença numa área é o mesmo que ter uma doença em todos os lugares. E, claro, as grandes corporações responsáveis por produzir todos os serviços que nós todos consumimos, nós gostamos de culpa-los porque são eles que estão fazendo isso. Enquanto consumidores nós pensamos, bem… o que devemos fazer? Bater na porta deles e gritar, assinar uma petição, protestar na porta do prédio deles, o que eu faço? Para quem quer que pergunte, eu sempre respondo que a melhor coisa que você pode fazer, que é de graça e muito fácil, é se informar e fazer escolhas no que você for gastar o seu dinheiro, para e sejam em empresas que estejam de acordo com o que você acha que está certo, no que você acha que é o mais benéfico para o planeta. É por isso que, por exemplo, ser vegano, isso não custa nada. É de graça, tudo o que você precisa fazer é escolher comer o que vier de plantas, ao invés de comer opções que provem dos animais. Então essa é uma forma de podermos de fato ganhar controle, já que não temos o poder de derrubar leis ou ter subsídios do governo ou regular corporações.
Floor: Não, extamente. Essa é a parte que frustra, tem que começar de algum lugar e tem que começar conosco, devemos estar cientes, enquanto consumidores, daquilo que consumimos e qual a política de uma empresa, porque certamente há opções mais e mais saudáveis e até em pequenas coisas. Eu tenho reciclado, por exemplo, uma quantidade considerável de plástico, só porque tudo o que eu compro é de plástico e ao invés de vidro, parece que há muito mais plástico. Por exemplo, os cookies são embalados individualmente. Eu vou parar de comprar cookies. Alissa: E você pode faze-los, então.
Floor: Sim, vou fazer. Alissa: Vou te mandar a minha receita.
Floor: Agora que estou em casa eu posso fazer isso. Eu tenho tempo o suficiente para fazer com minha filha, Freja, que adora cozinhar. É bem divertido, mas neste mundo, no qual somos muito ocupados, como podemos aprender com o que está acontecendo agora? Porque a vida desacelerou e temos tempo basicamente para reavaliar estes tipos de coisas. E eu sonho com que isso faça diferenças essenciais. Quantas pessoas puderem aproveitar os céus mais limpos, cidades como Los Angeles ou então na Índia ou outros lugares que tiveram seu céu mais claro ou em Veneza que teve suas águas claras e somente pessoas mais velhas se recordavam de que outrora tinham sido desta maneira. Isso é algo que você quer preservar e proteger. E me estimula ver que a natureza se regenera e que ela se ajuda. Alissa: Sim. Sim.
Floor: Eu percebi agora, morando na Suécia, que não tenho falado muito inglês ultimamente, do que quando estou em turnê, mas em casa, já que somos holandeses e suecos, então meu inglês está enferrujado. Alissa: Não, seu inglês é perfeito.
Floor: Obrigada. Mas ainda assim, algumas palavras são um pouco difíceis. Sim, eu acho absolutamente incrível ver como a natureza se regenera e que isso significa que ainda há muita chance e muita esperança de não cedermos a negatividade e, estamos arruinando o planeta e vamos todos morrer. Eu acho que temer não resulta diretamente em ações. Ele só faz todo mundo ficar assim. Ele traz otimismo, opções e ideias do que eu posso fazer que vá fazer a diferença. E que devemos usar fraldas laváveis ao invés de comprar aquela merda de plástico que você põe no seu bebê. E isso resultou na minha filha sendo desfraldada antes dos 2 anos. Então a quantidade de fraldas que eu nunca usei, espero que tenha feito diferença. Alissa: Certamente.
Floor: Eu usei fraldas de tecido ao invés de usar as de papel que você joga fora. Eu uso barras de sabão porque são feitas de sabão puro. Alissa: Não é colocado em plástico.
Floor: E na turnê ele não vaza na sua bagagem. Alissa: Ah, que saudade!
Floor: Coisas vazando na sua bagagem! Alissa: Sim, produtos de cabelo em toda a bagagem.
Floor: É tanta coisa para fazer mais ainda parece que… É mais caro, e mais difícil de encontrar. Você precisar estar mais comprometida em encontrar produtos e ir a supermercados maiores, como fui hoje. E isso não me da a sensação de que tem sido feito o suficiente. Alissa: Eu acho que depende de onde você está porque, por exemplo, eu tenho certeza de que você vê isso, também. Se você está numa cidade grande, é mais fácil encontrar mais produções que são boas para o meio ambiente. Se você está numa cidade menor, então eles são mais diretos, tem um tipo de cada coisa. Mas, sim, o que é interessante para mim é que eu já sou vegana há tantos anos agora, basicamente 22 anos. Meu Deus, estou tão velha. (risos). Então, eu fui vegetariana minha vida toda, e sou vegana por 22 anos. Então tenho feito isso por bastante tempo e já vi e posso dizer com confiança que há um crescimento enorme no interesse por isso. E, apesar de agora poder parecer que é difícil encontrar um shampoo que não foi testado em animais. Deixe-me dizer que, 22 anos atrás, era impossível. Então agora há tantas opções. E até com marcas que são globais, que não tenham uma posição livre de crueldade em seus produtos, eles tão tentando oferecer produtos assim, então isso é muito legal. E isso me mostra que o poder do consumidor é forte porque eles tão percebendo que as pessoas compram mais desse aqui, e que se não fizerem produtos veganos, eles vão estar cortando a possibilidade de uma parte da população comprar estes produtos. Então eles estão se esforçando para fazer seu produto ou o que quer que façam sem maltratar animais ou o meio ambiente. Eu quero apoiar quem faz isso agora. Então, mesmo que seus produtos sejam 1 dólar a mais, eu vou pagar porque quero apoiá-los. E digo que eu não desperdiço, eu uso até a última gota de cada produto. Mas eu ainda vou apoiá-los. E é interessante o que você disse também sobre não ceder à negatividade. Eu estava lendo recentemente um estudo, eu queria lembrar o nome e não lembro, mas basicamente era comparando formas de ativismo, e ele dizia que se você bombardeasse pessoas estatísticamente sobre a quantidade de animais que são mortos por ano (para virar comida), bilhões de litros de água que são contaminados todo ano, se você der estatísticas desse tipo, elas se sentem mal, culpadas e negativas, sem esperança. Mas se você mostrar, e isso é uma coisa que adoro no instagram, tem aquelas celebridades animais, Esther “the wonder pig” por exemplo, santuários e fazendas diferentes, se você mostra a alguém um porco, um pato, uma vaca por exemplo, e você mostra a quão engraçada a sua personalidade é, ou o quanto aquela criatura é interessante. Como eles reagem uns aos outros, como eles se importam com os filhotes, aí então as pessoas começam a criar uma conexão com os animais e querem agir, e procurar essas estatísticas. Então achei interessante que a história de um tem mais efeito do que a história de bilhões de pessoas. É a mesma coisa quando há tragédias que atingem milhões ou milhares de pessoas, nos sentimos mal, mas quando vemos a história de uma pessoa numa situação trágica, ela nos afeta mais.
Floor: Nos relacionamos mais profundamente. Isso é verdade. Sim, isso faz o nosso planeta tão menor. E eu consigo imaginar que empresas que são tão grandes e mundiais sejam algo inacessíveis e vistas como inimigas, até, enquanto algumas empresas grandes até fazem produtos personalizados que contemplam aqueles que são mais conscientes. Eu ouvi uma história legal sobre uma empresa que fazia muita reciclagem. Então se você compra um produto, você basicamente compra os direitos de reciclagem dele. Ou seja, você nem compra, é mais como se você pegasse ele emprestado e quando ele quebra você leva de volta e ele é todo reciclado. E você pega um novo. Ou pega até antes dele parar de funcionar, porque daí eles podem reutilizar as coisas para que você não tenha que jogar fora uma grande máquina novamente, por exemplo, e esse tipo de iniciativas fazem uma grande diferença. Alissa: É tão inteligente, faz sentido. Eu também gostaria de pontuar, como tentativa de aconselhar nesse assunto, se puder, como sou apenas uma pessoa fazendo o meu melhor, também, é que é uma jornada. Então você não tem que ser perfeito, logo, sabe, pra mim está muito claro, porque faço isso há muito tempo, é muito, muito fácil, e se você está começando e não quer mais comer carne, mas gosta muito do seu creme de depilação, e não sabe onde encontrar uma versão vegana dele, está tudo bem! Termine de usar o que está usando, pesquise quando puder, e você vai encontrar alguma coisa, sabe. Você não tem que vender seu carro, e você ainda pode viver sua vida de uma forma produtiva. E sempre que tiver a opção, e o tempo, e o espaço mental para pensar nisso, vá em frente, e daí então já vai estar melhorando. E quando você encontrar um creme de depilação vegano, você vai dizer: “Achei o que eu precisava. ” E você vai tirar o antigo da sua lista, e é mais um quesito no qual você transferiu o peso da pilha de “coisas que fazem mal” para a pilha do “coisas que fazem bem”. E todos os dias você pode fazer essas pequenas trocas, essas pequenas escolhas, e apenas curtir a jornada. E você não tem que falar com ninguém sobre isso, nem nada. Se quiser pode contar para alguém, mas saiba as razões pelas quais você está fazendo isso. Para mim, sempre foi pelos animais, primeiramente, para outros pode ser por sua saúde pessoal ou a proteção do meio ambiente ou quer apenas reduzir plástico… Então faça o melhor que você puder. E quando não houver solução pra uma coisa, tente encontrar uma. Por exemplo, meus fãs sabem que a minha comida preferida é framboesa. Eu tentei plantar, para que eu pudesse tê-las sem uma embalagem plástica, mas não funcionou.
Floor: Espera só, elas crescem em todo lugar aqui. Alissa: E tem sido assim para mim, eu tenho tentado entender, como eu posso ter framboesas sem a embalagem de plástico, porque eu levo minha própria jarra, minha própria sacola, e quando vou a loja eu coloco as sementes no meu próprio pote, então não tem embalagem. Frutas e vegetais eu compro crus, sem embalagem. Eu planto muita coisa para que não haja embalagem, mas framboesas tem sido um desafio. Eles não vendem sem a embalagem, porque senão elas viriam todas amassadas, então ainda estou trabalhando em descobrir isso.
Floor: É realmente complicado, mas definitivamente uma jornada. É uma ideia boa plantar, mas não tão prática quando você sai em turnê. Talvez haja uma fazenda próxima onde você possa simplesmente passar lá… aqui na Suécia, quando é temporada de morangos, eles abrem para as pessoas, você leva sua própria bacia, eles pesam a bacia e você vai e colhe seus próprios morangos. E aí você pesa de novo e paga pela quantidade que está levando, o que é ótimo. Alissa: É, pode ser que haja algo assim, aqui, sei que fazem isso com maçãs porque podemos plantar maçãs aqui. Eu adoraria que fizessem isso com framboesas, seria perfeito, eu encheria um barril inteiro toda semana.
Floor: Maravilhoso. Foi tão legal falar contigo sobre tudo isso, eu espero que as pessoas se sintam inspiradas a fazer algo, pois acho que quando todo mundo faz tudo, tudo melhora e acho que conscientização está melhorando. E estamos indo tão bem enquanto humanos e quanto à natureza… bem, nosso último álbum descreve a Natureza Humana, somos parte disso, então é muito importante se sentir conectado e parte desse lindo planeta e isso te inspira a ir lá fora, e estar lá, e fazer sua parte, se puder. Não deveria ser um luxo, deveria ser algo que todos possam fazer. Obrigada pelos seus pensamentos sobre isso. Alissa: Claro. E espero que todo mundo simplesmente…. Se você está se sentindo cheio por toda essa negatividade nas notícias e nas mídias sociais, e cansado de ser bombardeado com coisas que deve fazer e tudo isso, simplesmente não leve isso como um ataque a si mesmo. Leve isso como algo que te motive a mudar e fazer alguma coisa melhor, porque podemos sempre fazer algo melhor. Mesmo que seja encontrar uma maneira melhor de lavar suas roupas.
Floor: sim. Alissa: Mude, mude o café que você toma, ou suas framboesas, estamos sempre melhorando, estamos melhorando todos os dias, então leve isso de maneira positiva, pense: “Ok, legal, ainda tenho algum lugar para ir, um lugar melhor”.
Floor: sim, em frente! Legal. É realmente um belo recado. Foi ótimo falar com você. Alissa: Digo o mesmo.
Floor: Eu realmente espero te ver logo, pessoalmente. Assim que a vida continuar depois da epidemia. E até lá, espero que você se divirta em casa e curta a vida como ela é, e que fique feliz e saudável.
Alissa: Obrigada por me convidar, tchau! Floor: Tchau!
O segundo episódio do Floor Finds está disponível, e a convidada da vez é a Elize Ryd, vocalista do Amaranthe. E a tradução do primeiro episódio, com o Marko Hietala, você encontra AQUI.
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Olá! Bem vindos de volta ao Floor Finds, esse é o episódio 2 e hoje eu tenho não só o prazer de conversar, mas também de conhecer Elize!
Elize: Olá pessoal!
Floor: Obrigada por estar aqui! Todos sabem quem você é, mas aqueles que não a conhece…
Elize: Meu nome é Elize e eu sou cantora e compositora, quase sempre na banda Amaranthe, mas eu também faço outras coisas como os shows de natal na Finlandia.
Floor: Sim, nós fazemos isso juntas. Legal! Bem, nós normalmente conversamos em sueco e é um pouco estranho voltar a conversar em inglês, mas é um pouco mais fácil pro resto do mundo de acompanhar a nossa conversa. Nós recebemos perguntas muito boas, e eu quero que você responda. Qual seria a melhor musica para se performar ao vivo do álbum que está para ser lançado? Vocês acabaram de gravar um álbum, e quando será lançado?
Elize: Vai sair no dia 2 de outubro. Na verdade era marcado para ser lançado no dia 28 de agosto mas por conta do Corona algumas coisas mudaram. Agora será no dia 2 de outubro.
Floor: E é chamado… Elize: É chamado de Manifest.
Floor: E qual seria a canção que você mal pode esperar para tocar ao vivo e porque? Elize: Eu adoraria dizer que é uma canção que é muito pessoal e é chamada de Strong. Na verdade, depois que eu escrevi essa musica eu descobri que você também escreveu uma musica chamada Strong. Entao eu estou animada de cantá-la ao vivo.
Floor: Sim! E você pode dizer sobre o que é? Ou é pessoal demais? Elize: Não, na verdade em geral é sobre quando você se permite ser vulnerável é quando você é o mais forte.
Floor: Lindo! Elize: E se todos puderem perceber isso, quando tiverem seus momentos baixos ou quando sentir que o mundo está caindo e que tudo está horrível… E quando você percebe que pode aceitar a dor – para mim isso é ser forte (Strong).
Floor: Wow! Elize: A letra dessa música é sobre isso.
Floor: E o que você quer fazer quando você finalmente puder voltar aos palcos? Elize: Eu só quero cantar o mais alto que eu puder na frente das pessoas para quem eu possa espalhar a mensagem. Isso é difícil de conseguir em qualquer outro lugar além do palco.
Floor: Sim, justo! Até no estúdio, porque vocês acabaram de finalizar o álbum, então é bem recente na sua memória porque você gravou-a, mas é tão diferente cantá-la enquanto você está interagindo com outras pessoas e então vira um momento de compartilhamento, todos interpretam a canção do seu próprio jeito então ela atinge cada pessoa individualmente. Isso é muito lindo, principalmente com canções que são tão pessoais porque a história que você tem é apenas sua. Quando eu escutar a sua musica, eu farei uma história para mim mesma, eu vou me conectar com ela através das minhas próprias emoções e com o meu background e isso é lindo! Elize: Sim, é magico, indescritível. Bem, vamos ver quando isso poderá acontecer! E espero que quando aconteça, as pessoas já tenham ouvido o álbum e que conheçam as canções para que elas possam cantar junto e gritar o mais alto possível!
Floor: Sim, exatamente. Elize: Há muito tempo para praticar!
Floor: Ainda há bastante tempo para outubro, é uma pena! Elize: Sim, é verdade.
Floor: Nós tivemos a sorte de lançar o Human Nature desde abril, mas a situação não tão afortunada é que nenhum dos shows puderam acontecer, nenhuma turnê, nem nada que tínhamos planejado para esse álbum novo. Mas o que aconteceu aparentemente é que nós fizemos esses lyrics vídeos, toda musica tem uma, além de Noise porque nós tivemos um clipe para ela, mas o que eu tenho lido e escutado das pessoas online é que a musica Tribal tem essa parte onde alguns esqueletos estão meio que dançando, é uma música bem cheia de energia, então Tribal seria uma música bem legal de tocar ao vivo, e agora com essa idéia de “Ah eu mal posso esperar para Tribal começar a tocar porque eu quero fazer aquela dança.” Agora eu sempre penso sobre isso, como seria se todos começassem a dançar daquele jeito, eu quero aprender eu mesma, eu poderia ter algumas aulas com você, você sabe como dançar! Elize: Sim!
Floor: Voce poderia me ensinar como fazer a dança do esqueleto em Tribal. Elize: [risos]
Floor: Isso seria muito engraçado. Bem, espero que nós possamos voltar aos palcos cedo e fazer o que nós normalmente fazemos. Voce tem algum plano para esse verão? Elize: Meu único plano, até agora, é de tirar a minha carta de motorista.
Floor: Isso é bom! Legal. Voce pode pular no carro e vir me novamente! Elize: Eu realmente preciso disso. E eu nunca tive, na verdade. Então agora que tudo isso aconteceu, eu posso fazer essas coisas. Então esse é o único plano que tenho. Se tratando sobre música, eu provavelmente vou escrever algumas músicas em casa.
Floor: Porque a Elize simplesmente escreve algumas músicas, rápido assim [risos] É muito legal. Elize: Eu amo isso, é como escrever um diário. Colocar pra fora os sentimentos… Então provavelmente eu irei fazer isso.
Floor: Você tem algum tipo de estúdio em casa? Elize: Na verdade eu tenho um microfone, um sound card, um computador e um piano Yamaha e, para mim, isso é tudo o que eu preciso para ter as primeiras idéias e para gravar uma demo.
Floor: Legal! Eu espero escutar logo! E eu tenho certeza que vocês também! Esse foi o Floor Finds episodio 2. Muito obrigada Elize por participar. Elize: Obrigada por me receber!
Floor: Tire a sua carteira para que possamos sair mais vezes!
Floor Jansen, do Nightwish: “Depois de 20 anos de metal, eu gostaria de fazer outra coisa.”
O grande Human. :||: Nature., as chances de uma turnê acústica e o que o que o futuro lhe reserva.
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Floor Jansen não tem desperdiçado seu tempo no confinamento. “Eu tenho dois cavalos, então eu tenho montado bastante.” diz a cantora. “Além disso, eu tenho criado vegetais e flores. E, ocasionalmente, eu me sento ao piano e escrevo.”
Para o Nightwish, assim como todas as bandas do planeta, 2020 não se moldou como esperado. O ano do gigante do metal sinfônico deveria ter retomado a turnê em divulgação do seu nono álbum, Human. :||: Nature. Este álbum foi lançado em abril, mesma época em que o mundo fechou suas portas, enterrando todos seus planos.
“Nós não podíamos ensaiar para a turnê“, diz Floor. “Nós deveríamos, mas foi pouco antes da proibição aos vôos. Alguns de nós estão em países diferentes, então não pudemos nem nos encontrar para ensaiar.“
LS: Tudo que está acontecendo, está fora do seu controle, mas ainda assim deve ser frustrante. Floor: Na verdade, não. Lançar o álbum em uma época como essa, significava que as pessoas realmente tinham muito tempo para ouví-lo. E o feedback que recebemos foi que eles estavam gratos por ter o álbum. Já se passaram cinco anos desde o último álbum, e as pessoas realmente apreciaram quando ele foi lançado.
LS: Seja honesta: quais foram seus primeiros pensamentos quando o tecladista e criador Tuomas Holopainen te apresentou a idéia de um álbum duplo, do qual a metade é uma faixa orquestral instrumental de 30 minutos? Floor: Se fosse qualquer outra pessoa além do Tuomas sugerindo isso, eu teria pensado que era loucura. Mas como era ele, e como ele é tão brilhante, eu pensei, “É uma ótima idéia, você deve escrevê-la, não vejo a hora para ouvir.”
Mas se uma banda pode fazer isso, somo nós. Já tivemos [a faixa épica de 24 minutos em 2015] The Greatest Show On Earth. Essa música [All The Works Of Nature That Adorn The World, do novo álbum] é apenas o irmão mais velho disso. É uma sequência lógica. A única razão pela qual se tornou um disco duplo foi porque ela não caberia em um único CD.
LS: Foi um álbum difícil de se fazer? Floor: Bem, há diversão e dificuldade. Fui devidamente desafiada – há algumas melodias difíceis em ‘Music’ e ‘Shoemaker’. Alguns versos são extremamente complicados de se cantar. Mas você quer constantemente desafiar a si mesma. Nós não pensamos, ‘Nono álbum de estúdio, somos o Nightwish, podemos apenas sentar e copiar o que temos feito nos últimos 20 anos‘. Isso não acontece. Ainda somos uma banda que busca inovar sempre.
LS: O Endless Forms Most Beautiful foi um enorme álbum. Estavam tentando se superar? Floor: Eu acho que de certa forma, você está sempre competindo, mas no sentido de ser algo novo. Eu acho que este álbum é incrivelmente grande, mas não há nenhuma orquestra nas nove músicas que tocamos como uma banda. Há um quarteto de cordas e um coro, mas nenhuma orquestra. Isso é algo único, porque os álbuns anteriores estavam cheios de orquestras.
LS: Você já imaginou o Nightwish fazendo um álbum totalmente acústico? Floor: Não sei se um álbum funcionaria, mas poderia nos imaginar fazendo uma turnê. Particularmente imagino que possa ser agradável.
LS: Em 2018, você lançou um álbum de hard rock, o Northward. O que você ganhou com isso, sendo fora do Nightwish? Floor: Principalmente pelo fato de eu mesma ter escrito, com o [guitarrista/parceiro musical] Jørn Viggo Lofstad. Há muito de mim ali, mas de um jeito diferente do que com o Nightwish. É um estilo diferente também – um gênero que até então, eu não tinha feito. Eu estava muito envolvida com algo que veio de dentro de mim.
LS: Você gostaria de fazer outro álbum do Northward? Floor: Não sei se vou. Esse projeto foi escrito em 2008. Como tivemos um ano de folga do Nightwish, eu consegui finalizar, ver se as músicas ainda estavam atualizadas, se poderíamos gravá-las ou não. Eu estava feliz por ter tido um momento para lançá-lo após 10 anos que nós haviamos escrito.
Mas depois de 20 anos de rock e metal, eu acho que gostaria de fazer outra coisa. Não digo parar com o Nightwish, mas algo paralelamente. Recentemente me envolvi no programa de tv do meu país natal, na Holanda [reality show, ‘Beste Zangers’, conhecido como ‘Melhores Cantores’]. E isso realmente me inspirou a começar a escrever, e as coisas que estão vindo são bem calmas.
Eu adoraria fazer um álbum onde menos é mais. Algo diferente – não porque estou entediada, mas porque se você já está em uma das maiores bandas do seu próprio gênero, e você tem alguém como Tuomas Holopainen como compositor; realmente não acredito que eu tenha algo a mais para acrescentar criando outro álbum de metal.
LS: Enquanto isso, ainda há uma turnê do Nightwish marcada para o final de 2020. Você está ansiosa para voltar à estrada? Floor: É claro, ainda mais sabendo que agora eu não posso, mas não quero perder meu tempo pensando sobre.